quinta-feira, 3 de agosto de 2017

Bispo de Caicó (RN) causa polêmica na Igreja Católica ao afirmar que homossexualismo é dom de Deus; padre contesta

PARE, LEIA E PENSE!

Padre contesta seu líder e diz que "usar os altares para renegar a Doutrina da Igreja é causar escândalo aos simples, além de desconsiderar os esforços de tantos homossexuais que lutam por uma vida de santidade a sério". Os pastores Silas Malaia e Hernandes Dias Lopes opinam sobre o tema

Dom Antônio Carlos Cruz Santos (c) diz: "Os nossos preconceitos não conseguem perceber o dom de Deus" [foto: google imagens]
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Por essa os católicos da cidade de Caicó, na região do Seridó do Rio Grande do Norte não esperavam. No encerramento da Festa de Santana, no último domingo (30/07), Dom Antônio Carlos Cruz Santos causou mal estar aos católicos mais ortodoxos que assistiam a sua homilia ao afirmar que existe preconceito em relação ao homossexualismo, considerando ser um “dom de Deus”.
“Já que a Organização Mundial da Saúde desde a década de 90 (do século passado) não considera como doença. E na perspectiva a fé, nós só temos uma resposta:  Se não é doença, se não é uma opção, o homossexualismo só pode ser um dom. É dado por Deus”, disse o Bispo.
O bispo caicoense foi mais além ao afirmar: “Os nossos preconceitos não conseguem perceber o dom de Deus, assim como aconteceu com os negros, que não eram vistos com gente por conta do preconceito”.
Dom Antônio, defende que julgar é uma atitude indesejável para um cristão, para ele a Sagrada Escritura, a tradição e o magistério da Igreja tem um posicionamento claro em relação ao homossexualismo e ao homossexual. Ela acolhe os homossexuais, mas condena a promiscuidade entre os homossexuais.
“Já que a Organização Mundial da Saúde desde a década de 90 (do século passado) não considera como doença na perspectiva a fé, nós só temos uma resposta:  Se não é doença, se não é uma opção, o homossexualismo só pode ser um dom. É dado por Deus”, disse o Bispo
Finalizando, a discussão sobre o problema dos chamados gays sob o ponto de vista da caridade e do acolhimento fraterno, não há nenhuma possibilidade da igreja passar recibo a qualquer atitude que viole o sexto e o nono mandamentos da Lei de Deus.
COMO SURGIU A DECLARAÇÃO
O Dom Antônio Carlos Cruz falava, inicialmente, sobre uma entrevista do professor Weder dos Santos Filho à Rádio 95 FM (emissora local) sobre sua dissertação de mestrado: “Prevalência e Fatores Associados à Ideação Suicida em Travesti e Transexual” , onde ele apresenta números de suicidos entre travestis e transexuais.  Depois, ele procurou o professor para conversar sobre o assunto:
“Ao ouvir essa reportagem, tive a oportunidade de conversar com o professor. E fiquei pensando em tantos e tantos irmãos e irmãs com orientação homoafetiva, que se sentem incompreendidos e não amados por nós, que somos igrejas, por suas famílias, pela sociedade e até por si mesma, como acontecia na época da escravidão”, afirmou o bispo.
O bispo acusou pessoas (sem citar nome), de querem ser iguais ao papa:
“alguns querem ser mais romanos do que o Papa, cita o catecismo, cita o Papa, faz analogia à escravidão, ou seja, deturpa tudo, realiza uma interpretação equivocada, parcial e frontalmente contrária à orientação da Igreja”, disse Dom Antônio Carlos Cruz.
Finalizando, a discussão sobre o problema dos chamados gays sob o ponto de vista da caridade e do acolhimento fraterno, não há nenhuma possibilidade da igreja passar recibo a qualquer atitude que viole o sexto e o nono mandamentos da Lei de Deus.

[Vídeo do youtube]
O site www.icatolica.com (da arquidiocese de São Luis do Maranhão) publicou matéria em que se afirma que, “O discurso do senhor bispo, proferido no último domingo, 30, por ocasião do encerramento da festa de Sant’Ana é uma extrema atitude de oportunismo, se aproveitando muitas vezes da fragilidade de fé dos fieis para tentar persuadi-los de seus pensamentos fascistas. E continua:
“Formalmente, o bispo de Caicó, rasga o Catecismo da Igreja Católica, blefando dentro da Santa Missa, proferindo esta forma heresia e recebendo os aplausos da plateia infiel:
“Na perspectiva da fé quando a gente olha pra homossexualidade, a gente não pode dizer que é opção. Opção é uma coisa que livremente você escolhe e orientação ninguém escolhe. Um dia a pessoa se descobre com esta ou aquela orientação. Escolha vai ser a maneira como você vai viver a sua orientação. Se de uma forma digna, ética, ou, de uma forma promíscua. Mas promiscuidade pode-se viver em qualquer uma das orientações que se tem. Então já que não é escolha, já que não é opção, já que a organização mundial da saúde, desde a década de 90 não considera mais como doença, na perspectiva da fé, nós só temos uma resposta. Se não é escolha, se não é doença, na perspectiva da fé, só pode ser um dom. É dado por Deus. Dom é isso: é dado por Deus. Não tem jeito! Se não é escolha, se não é doença, é dom, é dado por Deus. Mas talvez os nossos preconceitos não consigam perceber o dom de Deus”.
“Pasmem!” – continua a matéria -, “essa gentinha de esquerda foi infiltrada na Igreja para tentar destruí-la, para afastar as pessoas de Jesus, para fazerem o Santo Nome do Altíssimo ser blasfemado e para a Santa Igreja ser tachada de errada, retrógrada, desatualizada e conservadora”.
PADRE REBATE DECLARAÇÃO
Alguns padres saíram em defesa da doutrina da igreja
e condenaram as declarações do bispo. Um deles é o Padre Augusto Bezerra, que usou a sua página do Facebook para afirmar:
“A homossexualidade não é um dom de Deus. Afirmar isso a partir dos púlpitos da Igreja é grave erro moral contra a Sã Doutrina. Essa condição é uma acidentalidade na natureza humana não querida nem pelo homem que padece, nem por Deus”, e acrescentou:
“ Respeitamos profundamente o sofrimento dos homossexuais. Muitos deles tem plena consciência de que isso é uma desordem em sua natureza. Usar os altares para renegar a Doutrina da Igreja é causar escândalo aos simples, além de desconsiderar os esforços de tantos homossexuais que lutam por uma vida de santidade a sério”.
Dom Antônio Carlos chegou à Catedral Diocesana de Santana, em Caicó, em maio de 2014. À época, ele assumiu o cargo apoiada por vários Arcebispos, Bispos e Padres do Regional Nordeste 2 e outros regionais.
POSIÇÃO EVANGÉLICA
Para os evangélicos, dizer que “homossexualismo é dom de Deus” é desconhecer as Escrituras Sagradas, que apontam essa prática como sendo abominável ao Senhor (Levítico 18:22-24). O pastor e psicólogo, Silas Malafaia (foto), já apresentou, em várias oportunidades, dados científicos a respeito do tema dizendo que por não ser uma condição genética, a prática homossexual pode sim ser desaprendida.
Silas Malafaia tem dados de uma pesquisa americana que mostram que 46% dos homossexuais foram violados, violentados quando crianças ou adolescentes, sendo que 54% escolheram ter a conduta. Utilizando também argumentos sobre genética, ele afirmou que a homossexualidade é comportamento.
Pela compreensão do religioso, a homossexualidade não é genética, na visão do pastor, só pode ser comportamental. “Ela é praticada por uma pessoa que, por determinação genética, nasceu homem ou mulher, mas tornou-se homossexual por preferência aprendida ou imposta”, explica.
De acordo com Malafaia, a tese de que a pessoa nasce homossexual é mentirosa e que por ser um comportamento, é possível sim que um homossexual volte a ser heterossexual.
Ainda sobre a posição dos evangélicos quanto a essa questão, o pastor da Igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo, assegurou:
“Nós, evangélicos, amamos os homossexuais, mas não concordamos nem aceitamos o homossexualismo. Não se trata de homofobia [aversão violenta a homossexuais] nem preconceito religioso, e sim de seguirmos princípios éticos, morais e espirituais que se baseiam no conhecimento que temos da Lei e da vontade de Deus para o ser humano ter uma vida plena, feliz e eterna.”
HERNANDES DIAS LOPES
Ao conceder entrevista ao portal www.amigodecristo.com, o pastor e escritor Hernandes Dias Lopes (foto) afirmou que “é preciso dizer que os cristãos não são homofóbicos. Se tem um e outro que se posiciona de tal forma, isso não expressa o pensamento cristão, evangélico e não expressa o pensamento bíblico.”
Segundo aquele escritor, ”o problema é querer que o cristão aceite como natural e legítimo aquilo que os princípios de Deus não permitem.”
“Não é a cultura que valida a Palavra de Deus, mas é a Palavra de Deus que julga as culturas. Nós, cristãos, não podemos concordar com essa prática” – disse aquele ministro do evangelho.
Por: Gomes Silva
Redação: Consciência Cristã News
Fotos: Google imagens
Fontes: 
icatolica.com

fratresinunum.com
midiagospel.com.brcatendenorastrodanoticia.blogspot.com.br

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