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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O Deus que Age

 


A narrativa de Êxodo 3 marca um dos momentos mais decisivos da história bíblica: o encontro de Moisés com a sarça ardente. Ali, descobrimos que Deus não é uma entidade distante ou um observador passivo da história humana. Pelo contrário, Ele é o Deus que age, que intervém e que rompe o silêncio para cumprir Suas promessas. Esse encontro no deserto de Midiã revela que Deus tem um tempo específico para agir, muitas vezes aguardando o momento em que a nossa autossuficiência se esgota para manifestar Sua glória.

O agir de Deus manifesta-se, primeiramente, através da Sua atenção aos detalhes do sofrimento humano. No versículo 7, Ele declara: "Tenho visto a aflição do meu povo... e ouvi o seu clamor". Isso nos conforta com a verdade de que nada passa despercebido aos Seus olhos. Deus não age por impulso; Sua ação é uma resposta direta à dor e à oração daqueles que sofrem. Ele se importa com a opressão e não permanece indiferente diante da injustiça, mostrando que Seu caráter é intrinsecamente ligado à compaixão e à justiça.

Além de ver e ouvir, o texto enfatiza que Deus desce para libertar. O agir divino não é apenas teórico ou sentimental; é prático e transformador. Deus desceu para tirar o Seu povo do Egito e levá-lo para uma terra boa e ampla. Isso nos ensina que, quando Deus decide agir, Ele move céus e terra para alterar a geografia do nosso destino. Ele nos tira do lugar de escravidão e nos conduz para o lugar da promessa, provando que Sua mão é poderosa o suficiente para quebrar qualquer corrente.

A ação de Deus também envolve o chamado e a capacitação de instrumentos humanos. Ao escolher Moisés, um homem que se sentia incapaz e que havia fugido de seu passado, Deus demonstra que Seu agir não depende da perfeição do homem, mas da Sua própria presença. Quando Moisés pergunta "quem sou eu?", Deus responde com a única garantia necessária: "Eu serei contigo". O Deus que age não procura pessoas prontas; Ele capacita aqueles que Ele chama, tornando a fraqueza humana o palco para o Seu poder.

Um dos pontos altos desse capítulo é a revelação do nome de Deus: "EU SOU O QUE SOU". Esse nome revela a natureza eterna e a autossuficiência do Deus que age. Ele não é limitado pelo tempo, pelas circunstâncias ou pela vontade dos poderosos como o Faraó. Ele é o Deus presente, aquele que existe por Si mesmo e que tem todo o poder para sustentar Suas decisões. Essa revelação deu a Moisés a autoridade necessária para enfrentar o império mais poderoso da época, fundamentado na imutabilidade do caráter divino.

O agir de Deus também enfrenta a resistência humana com paciência e sinais. Moisés apresentou várias objeções, mas para cada dúvida, Deus ofereceu uma demonstração de Seu poder. Isso nos mostra que Deus conhece as nossas inseguranças e não desiste de agir através de nós por causa delas. Ele é o Deus que insiste, que provê sinais e que garante que Sua palavra não voltará vazia. A ação divina é persistente e triunfa sobre as nossas limitações psicológicas e espirituais.

É importante notar que o agir de Deus em Êxodo 3 está fundamentado em uma aliança antiga. Ele se identifica como o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Isso significa que a intervenção de Deus no presente é sempre fiel ao que Ele prometeu no passado. Ele age porque é fiel à Sua própria palavra. O tempo pode passar, as gerações podem mudar, mas o compromisso de Deus com o Seu povo permanece inabalável. Sua ação é a continuidade de um plano de redenção que atravessa os séculos.

A ação de Deus culmina em um propósito de adoração. Ele diz a Moisés que, após tirar o povo do Egito, eles serviriam a Deus naquele mesmo monte. Isso revela que o objetivo final da libertação de Deus não é apenas o conforto humano, mas a restauração da comunhão e da adoração. Deus age para nos libertar de tudo o que nos impede de prestar-Lhe o culto devido. Somos libertos de algo (a escravidão) para algo muito maior (a presença e o serviço a Deus).

Por fim, o Deus que agiu na sarça ardente é o mesmo que age hoje em nossas vidas. Ele continua vendo as nossas lutas, ouvindo o nosso clamor e descendo para nos socorrer através de Sua graça. A história de Moisés nos convida a tirar as sandálias dos pés, reconhecer a santidade do agir divino e confiar que, não importa quão forte seja o "Faraó" que enfrentamos, o "EU SOU" está no controle e nada é impossível para Ele.

Pr. Eli Vieira

Deus Transforma o Mal em Bênção


A passagem de Gênesis 50:15-21 representa o desfecho glorioso de uma trajetória marcada por dores profundas e reviravoltas improváveis. Após a morte de Jacó, o patriarca da família, os irmãos de José foram dominados pelo medo, acreditando que a bondade do governador do Egito era apenas uma fachada mantida em respeito ao pai. Eles projetaram em José o sentimento que eles mesmos teriam se estivessem no poder: o desejo de vingança. No entanto, o que eles não compreendiam é que Deus já havia operado uma cura profunda no coração daquele que fora vendido como escravo.

O temor dos irmãos revela como o pecado pode aprisionar a mente humana por décadas. Mesmo vivendo no conforto oferecido por José, eles ainda se sentiam devedores e culpados, a ponto de inventarem um pedido póstumo de Jacó para tentar garantir a própria sobrevivência. A reação de José ao ouvir o medo deles — o choro — mostra que ele se sentia profundamente tocado pela falta de compreensão dos irmãos sobre o seu perdão. Para José, a reconciliação não era uma estratégia política, mas o fruto de uma visão espiritual sobre a sua própria história.

Ao confrontar os irmãos, José faz uma pergunta que define o limite entre a soberania divina e o julgamento humano: "Acaso estou eu no lugar de Deus?". Essa frase é um lembrete de que o ato de julgar e punir não pertence ao homem, especialmente quando Deus já usou as circunstâncias para um fim maior. José reconhece que, se ele tentasse se vingar, estaria tentando usurpar o trono do Criador. Reconhecer que Deus está no controle nos liberta do fardo de carregar a justiça em nossas próprias mãos, permitindo que a paz flua em meio ao caos.

O ponto central do texto é o versículo 20, onde José afirma que, embora as intenções humanas fossem malignas, o projeto de Deus era de bem. Aqui aprendemos que Deus não é o autor do mal, mas Ele é o Mestre em redirecioná-lo. As mãos que venderam José pretendiam sua ruína, mas as mãos invisíveis de Deus usaram aquela mesma transação para posicioná-lo no palácio. O mal é transformado em bênção quando a providência divina utiliza as pedras lançadas contra nós para construir a estrada que nos leva ao nosso propósito.

A finalidade dessa transformação divina nunca termina no benefício de apenas uma pessoa. José compreendeu que sua ascensão e o sofrimento que a precedeu visavam "conservar muita gente em vida". Deus transforma o mal em bênção para que o sobrevivente se torne um salvador de outros. Se José tivesse permanecido como o filho favorito em Canaã, ele seria apenas um pastor próspero; no Egito, transformado pela dor e pela graça, ele se tornou o provedor de pão para o mundo conhecido de sua época.

A resposta prática de José à maldade sofrida foi a promessa de sustento e o consolo através de palavras gentis. O versículo 21 destaca que ele prometeu cuidar não apenas dos seus irmãos, mas também dos filhos deles. Isso nos ensina que, quando Deus transforma o mal em bênção, Ele nos capacita a sermos generosos com quem não merece. O verdadeiro sinal de que fomos abençoados em meio à provação é a nossa capacidade de falar ao coração daqueles que um dia nos feriram.

Por fim, a história de Gênesis 50 nos convida a confiar no "reprojeto" de Deus para as nossas vidas. Onde os homens veem um poço, Deus vê o início de um caminho para o trono. Onde o inimigo vê destruição, o Senhor vê a oportunidade de manifestar Sua glória e salvar multidões. Que possamos descansar na certeza de que nenhuma intenção maligna pode anular o decreto de Deus, que é especialista em escrever finais de vitória sobre capítulos de profunda dor.

Pr. Eli Vieira

Ex-muçulmano vira pastor após estudar a Bíblia no Irã: “O Espírito Santo abriu minha mente”

 O pastor Ibrahim Hassan. (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)

Criado no Islã, Ibrahim Hassan enfrentou perseguição após aceitar Jesus e hoje lidera ex-muçulmanos convertidos no Chade.

Um ex-muçulmano que se tornou pastor após estudar a Bíblia no Chade relembrou sua conversão e pediu orações para os cristãos perseguidos em sua nação.

Ibrahim Hassan cresceu em um lar islâmico e desde criança estudava o Alcorão: “Eu tinha em mente que me tornaria um grande líder islâmico", disse ele ao Global Christian Relief.

No entanto, depois que seu pai se casou com uma segunda mulher e se divorciou de sua mãe, Ibrahim decidiu continuar seus estudos em outra aldeia. Precisando de moradia, ele foi conduzido a uma organização missionária que oferecia alojamento para estudantes que não tinham onde ficar.

"A regra era que todas as manhãs você tinha que ir à igreja por 20 minutos para ouvir o Evangelho antes de ir para a escola", explicou ele. 

Inicialmente, ele passou a frequentar o culto apenas porque precisava do abrigo:

"No início, eu não queria, mas como muitos meninos iam, eu fui também. Eu queria estudar e precisava fazer isso para garantir uma vaga".

‘Decidi seguir Jesus’

À medida que ouvia o Evangelho, Ibrahim passou a questionar o Islã e começou a ser atraído pela Palavra de Deus. 

"Certa manhã, o Espírito Santo abriu minha mente. Descobri que para ir para o Céu não é por meio de boas obras, mas pela fé", afirmou ele.

E continuou: "No Islã, você reza, jejua, faz tudo, mas depende de Alá se ele o enviará para o paraíso ou para o inferno. É ele que decide o que fazer com você”.

"Mas na Bíblia estava escrito que Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Vi que o problema estava resolvido", acrescentou.

Ibrahim aceitou Jesus aos 14 anos e, apesar da perseguição, mantém sua fé firme. (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)

Aos 14 anos, durante um estudo bíblico sobre o chamado de Deus a Samuel, Ibrahim se rendeu ao Senhor.

"Eu disse: 'Deus, se o Senhor me ama, me chame como chamou Samuel, e eu o servirei’. Não sei o que aconteceu comigo, mas meu coração parecia estar em chamas", testemunhou ele.

E continuou: "Levantei e disse à congregação que havia recebido Jesus Cristo como meu Salvador e que decidi servi-Lo por toda a minha vida".

A igreja perseguida no Chade

Depois que se tornou um seguidor de Cristo, seu maior desafio era compartilhar o Evangelho com outras pessoas.

“Eu não conseguia fazer isso, sofria perseguição regularmente. Em nosso país, em nossa cidade, quando eu passava, as pessoas me chamavam de 'cristão perverso’ e cuspiam em mim”, relembrou ele.

No entanto, Ibrahim respondeu com amor, conquistando a amizade de muitos. Hoje, com 65 anos e pai de nove filhos, ele lidera um dos ministérios mais perigosos do mundo muçulmano: o de pastorear cristãos que abandonaram o Islã para seguir a Cristo. 

O Chade representa um dos ambientes mais desafiadores do mundo para muçulmanos de origem cristã. Contudo, um número sem precedentes de pessoas está encontrando Jesus, apesar dos riscos. 

"Muitas vezes acontece por meio de sonhos. Temos muitos cristãos que vieram do islamismo e dizem: 'Eu tive um sonho'", contou Ibrahim.

Ibrahim lidera ex-muçulmanos e os ajuda a crescer no entendimento das Escrituras. (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)

Ele citou a história de um professor islamico que tinha sonhos recorrentes com Jesus e acabou viajando 25 quilômetros para encontrar uma igreja e se rendeu ao Senhor.

"Muitas outras vezes, é através do testemunho de cristãos. Alguns muçulmanos veem os cristãos – essas pessoas a quem dissemos que eram más – mas observam como eles vivem e o que fazem. É bom. Eles pensam: 'Certamente há verdade nisso'. Eles descobrem que não se pode ir para o Céu sem Jesus Cristo", destacou Ibrahim.

Para pastores como Ibrahim, o ministério vai além da liderança da igreja. Eles servem cristãos que enfrentam rejeição familiar, perseguição da comunidade e ameaças constantes à sua segurança. Esses crentes secretos muitas vezes perdem tudo — cônjuges, filhos, herança e posição social — quando escolhem seguir a Cristo. 

“Ele quer, antes de tudo, ser acolhido, ter sua vida segura e receber os ensinamentos do Senhor — a Palavra — para que possa crescer espiritualmente e alcançar a maturidade em Cristo", explicou o pastor.

Ibrahim pediu orações pelos cristãos perseguidos no Chade. (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)

De acordo com Ibrahim, a chave está no discipulado, que permite aos novos convertidos fortalecerem sua fé antes de enfrentarem os desafios de frequentarem à igreja publicamente. 

"Orem para que tenhamos uma fé forte e para que o Espírito Santo realize milagres, porque os muçulmanos precisam ver milagres. Quando veem milagres, sabem que isso é bom", afirmou o pastor.

"Orem para que Deus dê à igreja os meios para construir centros onde possamos acolher crentes de origem islâmica e oferecer-lhes formação bíblica. Precisamos capacitá-los e garantir seu sustento", concluiu.

Fonte: Guiame, com informações de Global Christian Relief

Após protestos em igreja nos EUA, Alabama analisa tornar crime a interrupção de cultos


Protesto na Cities Church, no estado de Minnesota. (Foto: Reprodução/YouTube/WCCO - CBS Minnesota) 

O projeto de lei prevê até 10 anos de prisão para quem interromper cultos em igrejas no estado.


Os deputados do estado do Alabama, nos Estados Unidos, estão analisando um projeto de lei que pode transformar a interrupção de cultos religiosos em crime, com pena de até 10 anos de prisão.

A proposta, chamada Projeto de Lei 363 (HB 363), poderá ser votada em breve pela Câmara dos Representantes do estado. Se for aprovada, a medida tornará a interrupção de um culto como crime de Classe C.

Segundo o projeto de lei, a pessoa cometerá o crime se entrar intencionalmente em uma igreja com o objetivo de atrapalhar o culto e participar de protestos ilegais, tumultos ou qualquer comportamento desordeiro no local. Também poderá ser punido quem assediar cristãos ou bloquear a entrada e saída da congregação.

Em caso de reincidência — se a pessoa cometer o crime novamente — a pena mínima obrigatória será de cinco anos de prisão.

‘Não vamos tolerar isso’

O projeto foi apresentado no mês de janeiro pelo deputado republicano Greg Barnes. Ele já foi aprovado por uma comissão da Câmara e agora aguarda votação da Câmara.  

“Ninguém tem o direito de interromper um culto religioso e infringir o direito de seus concidadãos de praticar sua religião livremente”, disse Barnes, conforme o portal Alabama Political Reporter.

“No Alabama, não ficaremos de braços cruzados enquanto pessoas desequilibradas intimidam nossas mulheres e crianças em nossas igrejas. Simplesmente não toleraremos isso”, acrescentou.

A proposta surgiu após um protesto realizado no mês passado na Cities Church, em St. Paul, no estado de Minnesota. Durante um culto, manifestantes entraram no templo para protestar contra a ligação de um dos pastores com um escritório local do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE).

Conforme o portal KARE 11, um manifestante impediu que pais tivessem acesso aos próprios filhos, e um cristão ficou ferido ao tentar fugir.

De acordo com a acusação apresentada no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Minnesota, os manifestantes realizaram “um ataque coordenado no estilo de tomada de poder", que incluiu "atos de opressão, intimidação, ameaças, interferência e obstrução física".

“Como resultado da conduta dos réus, o pastor e a congregação foram forçados a encerrar o culto da igreja, os fiéis fugiram do prédio da igreja com medo por sua segurança, outros fiéis tomaram medidas para implementar um plano de emergência e crianças pequenas ficaram se perguntando, como disse uma criança, se seus pais iriam morrer”, informou a acusação.

O caso se tornou debate nacional, onde alguns defendem que o protesto está protegido pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. Outros afirmaram que o protesto violou uma lei federal que protege locais de culto contra intimidação física.

Fonte: Guiame, com informações de The Christian Post

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

UMA VIDA CONSAGRADA A DEUS

 


Uma vida consagrada a Deus é o ápice da jornada espiritual cristã, fundamentada não em rituais externos, mas em uma entrega profunda e voluntária. O apóstolo Paulo, em Romanos 12.1,2, estabelece o alicerce dessa jornada ao rogar que apresentemos nossos corpos como um sacrifício vivo. Diferente dos sacrifícios do Antigo Testamento, que eram animais mortos sobre o altar, a consagração neotestamentária exige vitalidade. É o ato diário de oferecer nossa existência, talentos e ações como um tributo de gratidão a Quem nos deu a vida.

O texto define essa entrega como um "culto racional". Isso significa que a consagração não é um impulso emocional passageiro ou uma prática mística sem nexo, mas uma decisão lógica baseada nas "misericórdias de Deus". Ao compreendermos a magnitude do que Deus fez por nós, a resposta mais coerente da mente humana é a dedicação total. O intelecto e o espírito trabalham juntos para reconhecer que não pertencemos mais a nós mesmos, mas ao Criador que nos resgatou.

Para que essa vida consagrada floresça, surge a exortação negativa: "não vos conformeis com este mundo". O mundo aqui representa um sistema de valores, prioridades e comportamentos que frequentemente se opõe à vontade divina. Viver consagrado exige a coragem de ser um "ponto fora da curva", recusando-se a ser moldado pelas pressões externas, pelo egoísmo ou pelo materialismo desenfreado que tenta ditar o ritmo da sociedade contemporânea.

A peça-chave dessa mudança é a "renovação da mente". Não basta mudar o comportamento exterior se a estrutura do pensamento permanecer a mesma. A consagração genuína acontece de dentro para fora, através da imersão na Verdade e na comunhão com o Espírito Santo. É um processo de reprogramação mental onde os critérios humanos são substituídos pela perspectiva eterna, permitindo que o indivíduo enxergue a realidade sob a ótica do Reino de Deus.

À medida que a mente é renovada, o cristão torna-se capaz de "experimentar" a vontade de Deus. A consagração deixa de ser uma teoria teológica e passa a ser uma prática vivenciada no cotidiano. É no dia a dia, nas escolhas difíceis e nos relacionamentos, que se prova a eficácia de viver para o Senhor. Essa experiência pessoal traz a convicção de que os caminhos divinos são superiores a qualquer plano que pudéssemos traçar para nós mesmos.

O resultado final dessa entrega é a descoberta de que a vontade de Deus é "boa, agradável e perfeita". Muitas vezes, o medo nos impede de nos consagrarmos totalmente, temendo que Deus nos tire a alegria. No entanto, Romanos nos garante o oposto: a plenitude só é alcançada quando estamos alinhados com o propósito do Criador. O que Ele planeja não apenas funciona, mas satisfaz a alma de uma forma que o mundo jamais poderia replicar.

Por fim, uma vida consagrada a Deus baseada nestes versículos é um convite à transformação contínua. É um chamado para sair da estagnação e entrar em um estado de metamorfose espiritual. Ao oferecermos tudo o que somos no altar da graça, descobrimos que a verdadeira liberdade não está em fazer o que queremos, mas em ser exatamente quem Deus nos criou para ser: instrumentos de Sua glória e justiça na terra.

Pr. Eli Vieira

DE HUMILHADO A EXALTADO


 A trajetória de José, culminando no capítulo 41 de Gênesis, é o exemplo definitivo de que o tempo de Deus não é medido pela urgência humana, mas pela maturidade do propósito. Após anos de uma injustiça que parecia sem fim, o cenário muda no instante em que o Senhor decide perturbar o sono de Faraó. A rapidez com que José é retirado da masmorra — sendo barbeado e trocando suas vestes de prisioneiro — simboliza o encerramento abrupto de um ciclo de escravidão para o início de uma era de governo, provando que a mão divina pode reverter qualquer sentença em questão de horas.

Ao ser levado à presença do monarca mais poderoso da época, José demonstra que a verdadeira exaltação começa na humildade. Diante da expectativa de Faraó, ele não reivindica para si a capacidade de interpretar sonhos, mas declara categoricamente: "Isso não está em mim; Deus dará resposta de paz a Faraó". Essa postura revela um homem que, embora humilhado pelo mundo, permaneceu íntimo do Criador. José não buscava vingança ou autopromoção, mas sim ser o canal pelo qual a soberania divina se manifestaria em uma nação pagã.

A sabedoria de José ao decifrar os símbolos das vacas e das espigas foi acompanhada por uma visão administrativa sem precedentes. Ele não apenas previu a crise, mas ofereceu a solução logística para a sobrevivência de milhões. Impressionado com tamanha lucidez, Faraó reconheceu que o "Espírito de Deus" habitava naquele hebreu. A exaltação de José, portanto, não foi um golpe de sorte, mas o reconhecimento público de que a competência humana, quando rendida ao propósito divino, torna-se uma ferramenta de salvação para as nações.

O ato de Faraó ao entregar seu anel de selar, vestir José com linho fino e colocar-lhe uma corrente de ouro marcou a oficialização de sua nova posição. O homem que fora vendido por vinte moedas de prata agora governava a maior economia do mundo antigo. Essa transição do "nada" ao "tudo" ensina que Deus utiliza os desertos e as prisões como campos de treinamento. O peso da corrente de ouro no pescoço de José era suportável apenas porque ele já havia aprendido a carregar o peso das correntes de ferro na prisão com integridade.

A exaltação também trouxe a José uma nova família e uma nova identidade, mas ele nunca permitiu que o palácio apagasse suas raízes espirituais. Ao nomear seus filhos como Manassés e Efraim, ele imortalizou sua gratidão: Deus o fizera esquecer seus sofrimentos e o tornara frutífero na terra da sua aflição. A verdadeira exaltação não é apenas subir degraus sociais, mas alcançar um estado de espírito onde a dor do passado é ressignificada pela gratidão do presente, permitindo que a alma floresça mesmo onde antes houve apenas choro.

Por fim, o capítulo 41 encerra o período de provação de José para estabelecer seu legado como o preservador da vida. O "mestre dos sonhos", outrora motivo de chacota entre seus irmãos, agora via o mundo inteiro depender de sua gestão para não perecer de fome. A história de José nos garante que Deus é especialista em transformar o humilhado em autoridade, não para vanglória, mas para que a Sua providência alcance a todos. O palácio foi o destino final de um homem que soube honrar a Deus no poço, na casa de escravidão e na cela. 

Pr. Eli Vieira


A PROVIDÊNCIA DE DEUS NOS MOMENTOS DIFÍCEIS DA VIDA


 A providência de Deus, conforme ilustrada em Gênesis 40, não se manifesta como um livramento instantâneo das dificuldades, mas como uma condução invisível e precisa em meio ao caos. José, ainda confinado na prisão egípcia por um crime que não cometeu, encontra-se em um ambiente de estagnação. No entanto, é precisamente nesse cenário de limitação que a mão de Deus move as peças do tabuleiro da história, trazendo dois oficiais de Faraó para o mesmo cárcere, provando que nenhum lugar é isolado demais para a atuação divina.

O texto destaca que a providência de Deus capacita o sofredor a olhar além de si mesmo. Mesmo sob o peso de sua própria injustiça, José demonstra uma sensibilidade incomum ao notar o semblante caído do copeiro e do padeiro. Isso revela que Deus usa os momentos difíceis para forjar em nós um caráter de serviço e empatia. A providência não remove José da prisão imediatamente, mas o posiciona como uma solução para os dilemas daqueles que o cercam, transformando o cárcere em um laboratório de liderança e compaixão.

Ao interpretar os sonhos dos oficiais, José reafirma que a sabedoria e as respostas pertencem a Deus. Ele não busca glória para si, mas aponta para a soberania do Criador sobre o futuro. A providência divina se manifesta aqui como a manutenção do dom e da comunhão espiritual: mesmo em condições subumanas, a mente de José permanece conectada ao céu. Deus garante que, apesar das correntes físicas, a liberdade espiritual e a capacidade de discernir a verdade permaneçam intactas na vida de Seu servo.

A precisão do cumprimento das interpretações — a restauração do copeiro e a execução do padeiro — serve como um lembrete de que Deus governa sobre a vida e a morte, sobre o favor real e o julgamento. A providência não é um otimismo vago, mas a certeza de que a palavra de Deus se cumprirá exatamente como prometido. Nos momentos difíceis, essa soberania nos traz segurança, pois sabemos que nada acontece fora do controle Daquele que detém o destino de reis e prisioneiros em Suas mãos.

Entretanto, o capítulo encerra com um dos versículos mais melancólicos da Bíblia: o copeiro-mor esqueceu-se de José. Humanamente, isso parece um erro na engrenagem da providência, um atraso cruel. Mas, sob a perspectiva divina, o esquecimento humano é frequentemente o instrumento de Deus para o Seu tempo perfeito. Se José fosse libertado naquele momento, ele poderia ter retornado para Canaã como um ex-escravo anônimo; a providência, contudo, o mantinha no Egito para um propósito muito mais grandioso que ainda estava por vir.

O silêncio de dois anos que se seguiu ao capítulo 40 é o teste final da confiança na providência. Deus estava com José no silêncio da cela tanto quanto estava na revelação dos sonhos. A providência nos ensina que o esquecimento dos homens não significa o abandono de Deus. Cada dia adicional na prisão não era um desperdício, mas o tempo necessário para que a necessidade de Faraó se encontrasse com a preparação de José, unindo a crise nacional do Egito à solução divinamente preparada.

Portanto, Gênesis 40 nos ensina que a providência de Deus nos momentos difíceis é estratégica e pedagógica. Ela nos ensina a servir na dor, a falar a verdade na adversidade e a esperar com paciência quando as portas parecem fechadas. O Deus de José é o Deus que escreve certo mesmo quando as linhas parecem tortas aos nossos olhos, garantindo que o fim da nossa história glorificará o Seu nome e preservará a vida daqueles que Ele ama.

Pr. Eli Vieira

DEUS ESTÁ PRESENTE


 A narrativa de Gênesis 39 oferece uma das demonstrações mais profundas da teologia da presença divina. O capítulo abre e fecha com a mesma afirmação categórica: "o Senhor era com José". Essa estrutura literária não é acidental; ela serve para emoldurar todos os eventos — tanto os sucessos quanto as tragédias — sob a perspectiva de que a companhia de Deus é a única constante em uma vida marcada por mudanças drásticas e instabilidade externa.

O primeiro cenário onde vemos essa presença é na casa de Potifar. José, outrora o filho preferido, agora é um escravo em terra estrangeira. No entanto, o texto enfatiza que o sucesso de José não vinha de sua astúcia ou habilidades naturais, mas da bênção direta de Deus sobre suas mãos. Isso nos ensina que o "estar com Deus" se traduz em dignidade e excelência no trabalho, independentemente de quão humilde ou forçada seja a nossa ocupação atual.

A presença de Deus também é reconhecida por aqueles que não O conhecem. Potifar, um egípcio pagão, percebeu que havia algo extraordinário na vida de seu servo. Quando Deus está conosco, Sua luz transborda de tal forma que se torna evidente até para os observadores mais céticos. A nossa resiliência e a forma como lidamos com as responsabilidades tornam-se um testemunho silencioso, mas poderoso, da graça que nos sustenta nos bastidores da vida cotidiana.

No entanto, estar com Deus não significa estar imune à tentação ou ao assédio moral. A integridade de José foi colocada à prova pela esposa de Potifar, e sua resposta revela que a consciência da presença de Deus é o maior antídoto contra o pecado. Ao perguntar "como pois cometeria eu este tão grande mal, e pecaria contra Deus?", José demonstra que sua fidelidade não dependia de regras humanas, mas de um relacionamento vertical que ele não estava disposto a quebrar.

Muitas vezes, interpretamos erroneamente que a presença de Deus nos livrará de injustiças. Gênesis 39 desafia essa lógica quando José, mesmo tendo agido corretamente, acaba sendo caluniado e lançado na prisão. O "momento difícil" aqui atinge um novo patamar de isolamento. No entanto, é precisamente nesse ponto que o texto reforça: "o Senhor, porém, estava com José". A prisão não foi um sinal da ausência de Deus, mas um novo cenário para a Sua manifestação.

Dentro do cárcere, a presença divina se manifestou como "benignidade" e "graça". Deus não abriu as portas da prisão imediatamente, mas abriu o coração do carcereiro-mor. Isso revela um aspecto vital do cuidado de Deus: Ele provê o necessário para a sobrevivência emocional e espiritual no meio da crise. O acolhimento divino nos dá favor em lugares onde, humanamente falando, deveríamos encontrar apenas opressão e esquecimento.

A história de José nos convida a entender que o tempo de Deus é diferente do nosso. Os "momentos difíceis" são, na verdade, períodos de incubação. Se Deus estivesse ausente, a prisão seria apenas um beco sem saída; com Deus presente, a prisão tornou-se a sala de espera para o palácio. Estar com Deus significa confiar que Ele está organizando os encontros e as conexões que serão necessários para o cumprimento do propósito futuro, mesmo quando estamos limitados por circunstâncias adversas.

Além disso, a presença de Deus nos momentos difíceis cura a nossa alma da amargura. José poderia ter se tornado um homem rancoroso contra seus irmãos, contra Potifar ou contra o sistema egípcio. No entanto, a comunhão com o Senhor o manteve saudável por dentro. Quando Deus está conosco, Ele protege o nosso coração para que a dor da injustiça não se transforme em veneno, permitindo que continuemos a servir com amor e dedicação onde quer que estejamos.

Por fim, Gênesis 39 nos assegura que a definição de "prosperidade" bíblica é ter a presença de Deus. José foi próspero como escravo e próspero como prisioneiro, porque a verdadeira riqueza não está no que possuímos, mas em Quem nos possui. O capítulo termina com a certeza de que Deus não nos abandona no vale. Ele caminha conosco, transforma nossa dor em aprendizado e garante que, no final, a Sua vontade boa, agradável e perfeita prevalecerá sobre qualquer adversidade.

Pr. Eli Vieira

José: Desprezado pelos irmãos, mas acolhido por Deus

 


A história de José, relatada no capítulo 37 de Gênesis, é um dos relatos mais viscerais sobre a complexidade das relações familiares e a soberania divina. José, o décimo primeiro filho de Jacó, era o favorito de seu pai, uma distinção que não passou despercebida por seus irmãos. Esse favoritismo, simbolizado pela famosa túnica colorida, plantou as sementes do ressentimento em um lar já marcado por tensões, revelando como a preferência humana pode criar abismos intransponíveis entre aqueles que deveriam ser unidos pelo sangue.

O desprezo dos irmãos por José não era apenas um fruto de ciúmes infantis, mas uma reação ao que eles percebiam como uma arrogância espiritual. Ao compartilhar seus sonhos proféticos — nos quais feixes de trigo e astros celestes se curvavam diante dele — José, talvez com a ingenuidade da juventude, inflamou ainda mais o ódio de seus familiares. Para os irmãos, os sonhos não eram promessas divinas, mas delírios de grandeza que ameaçavam a hierarquia natural da família e a autoridade dos mais velhos.

A crise atinge seu ápice nos campos de Dotã, onde a distância do olhar paterno permitiu que o ódio se transformasse em conspiração. O texto bíblico narra o momento sombrio em que o grupo decide matar "o mestre dos sonhos". É uma demonstração assustadora de como o desprezo acumulado pode desumanizar o próximo; para aqueles homens, José não era mais um irmão, mas um obstáculo que precisava ser removido para que a paz (ou o orgulho deles) fosse restaurada.

Embora a intenção inicial fosse o assassinato, a intervenção de Rúben e a posterior sugestão de Judá transformaram a sentença de morte em escravidão. José foi lançado em uma cisterna vazia, um lugar de isolamento e desespero que simboliza o ponto mais baixo de sua rejeição humana. Naquele buraco seco, o jovem favorito viu-se despido de sua túnica e de sua identidade, tornando-se uma mercadoria nas mãos de mercadores ismaelitas por vinte moedas de prata.

Contudo, é no silêncio dessa tragédia que a narrativa começa a sussurrar a presença de Deus. Embora Gênesis 37 foque na crueldade dos irmãos, o desenrolar da história revela que o acolhimento divino não se manifesta, inicialmente, livrando José do sofrimento, mas acompanhando-o através dele. O desprezo humano, por mais doloroso que fosse, estava sendo usado como o trilho involuntário para levar José ao Egito, o palco onde o propósito de Deus se cumpriria.

O acolhimento de Deus é distinto do acolhimento humano; ele não é feito de mimos ou mantos coloridos, mas de uma presença constante que sustenta o caráter em meio à injustiça. Enquanto os irmãos de José pensavam ter dado a palavra final sobre o destino do jovem, Deus estava apenas escrevendo o primeiro capítulo de um plano de redenção. O que os homens planejaram para o mal, a mão invisível da Providência estava orquestrando para a preservação de muitas vidas.

Portanto, a trajetória de José em Gênesis 37 nos ensina que ser escolhido por Deus muitas vezes envolve passar pelo fogo da rejeição terrena. O desprezo dos irmãos serviu para separar José de sua zona de conforto e prepará-lo para uma missão muito maior do que a administração das ovelhas de seu pai. Mesmo quando somos abandonados pelos que deveriam nos amar, a história de José garante que nunca estamos fora do alcance do acolhimento de Deus, que resgata o esquecido para cumprir Seus eternos propósitos.

Pr. Eli Vieira

Uma Nova Vida

 


O texto de Gênesis 35.1-15 apresenta um dos momentos mais profundos de transformação na Bíblia: o retorno de Jacó a Betel. Após um período de grandes crises familiares e inseguranças, Deus o convoca para voltar ao lugar do primeiro encontro. Esse convite representa o início de uma nova vida, fundamentada não mais na astúcia humana ou na fuga, mas em uma caminhada de obediência e renovação espiritual.

O primeiro passo para essa nova existência foi a purificação. Jacó ordenou que sua família lançasse fora todos os deuses estranhos e se purificasse. Para viver o novo de Deus, é indispensável abandonar os "ídolos" do passado — velhos hábitos, ressentimentos e dependências que nos impedem de avançar. Não se constrói uma vida nova sobre alicerces contaminados pelo que é velho e desnecessário.

A mudança das vestes mencionada no texto simboliza uma troca de mentalidade e postura. Jacó não queria apenas mudar de lugar, mas mudar de atitude. Na Bíblia, as roupas frequentemente representam o estado do coração e a identidade social. Ao trocar de vestes, Jacó e sua casa estavam declarando que o tempo de luto e de erros havia passado, dando lugar a uma prontidão para servir ao Criador de forma íntegra.

Ao chegar em Betel, o "Lugar de Deus", Jacó levantou um altar. Esse gesto marca a centralidade da adoração na nova vida. Onde antes havia medo de seus inimigos, agora havia um memorial à fidelidade divina. Edificar um altar é uma decisão de priorizar a presença de Deus acima de qualquer outra necessidade, reconhecendo que a segurança real não vem de exércitos ou riquezas, mas da aliança com o Deus Eterno.

É nesse cenário de entrega que Deus reafirma a nova identidade de Jacó: "Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel será o teu nome". A nova vida exige um novo nome, que na cultura bíblica significa um novo caráter. Ele deixa de ser o "enganador" (Jacó) para ser aquele que "luta com Deus e prevalece" (Israel). Deus não apenas perdoa o passado de um homem; Ele redefine quem esse homem é.

A promessa de frutificação que se segue revela que uma vida renovada gera impactos geracionais. Deus se apresenta como o Deus Todo-Poderoso (El Shaddai) e promete que dele sairiam nações e reis. Isso nos ensina que, quando nos alinhamos com o propósito divino, nossa vida deixa de ser apenas sobre nossa sobrevivência pessoal e passa a ser um canal de bênção para o futuro e para aqueles que nos cercam.

Por fim, a nova vida em Betel é selada com uma oferta de gratidão. Jacó derrama azeite sobre a coluna de pedra, consagrando o momento e o lugar. Viver essa transformação exige constância: não é apenas um evento emocional, mas um compromisso diário de permanecer no lugar da revelação. Assim como Jacó, somos convidados a deixar nossos "Siquéns" de conflito para habitar na "Betel" da comunhão contínua com Deus.

Pr. Eli Vieira

Sobe para 19 o número de cristãos mortos durante protestos no Irã

 

Pelo menos 18 cristãos foram mortos durante os protestos no Irã. (Foto: Article 18).

Entre as vítimas assassinadas pelas forças de segurança, está uma mãe de 51 anos, que deixa dois filhos.

O número de cristãos mortos durante os protestos contra o regime islâmico no Irã subiu para 19.

Segundo o Article 18, uma organização que monitora a perseguição, pelo menos 12 crentes foram confirmados entre os milhares de manifestantes assassinados. 

O diretor da Article 18, Mansour Borji, afirmou que também ouviu falar da morte de pelo menos outros 7 cristãos entre a comunidade armênia no país, em entrevista ao Christianity Today.

Corpo desconfigurado e proibição de funeral

Entre os cristãos mortos pelas forças de segurança, está Zahra Arjomandi, uma mãe de 51 anos, que deixa dois filhos. Ela foi morta a tiros durante um protesto na ilha de Qeshm, em 8 de janeiro. 

Conforme o jornal iraniano Mohabat News, o corpo de Zahra foi mantido por seis dias pelas forças de segurança e liberado sob condições restritas. A família foi proibida de realizar o funeral e divulgar informações sobre sua morte.

O cristão Nader Mohammadi, 35 anos, também foi assassinado a tiros em outra manifestação no mesmo dia, em Babol. 

Após três dias de busca, a família encontrou o corpo de Nader desconfigurado em um necrotério. A identificação só foi possível por meio de marcas conhecidas em seu corpo. Ele deixa três filhos pequenos.

Já o cristão Mohsen Rashidi, de 42 anos, foi baleado pelas costas enquanto tentava recuperar o corpo de um amigo morto durante uma manifestação na cidade de Baharestão, província de Isfahan, no dia 9 de janeiro.

Sangrando muito, ele foi socorrido por outros manifestantes e levado ao hospital, mas agentes impediram a entrada no pronto-socorro e Mohsen faleceu.

Milhares de manifestantes mortos

As manifestações contra o regime islâmico no Irã foram reprimidas com violência pelo governo.

Segundo o portal iraniano Iran International, mais de 36 mil pessoas foram mortas pelo regime aiatolá durante o auge dos protestos no início de janeiro, números semelhantes aos divulgados pela revista Time.

Segundo o veículo, a estimativa de mortos na violenta repressão ocorrida em 8 e 9 de janeiro foi baseada em dados extensos obtidos a partir de “documentos confidenciais, relatórios de campo e relatos de profissionais de saúde, testemunhas e familiares das vítimas”.

A publicação afirmou que os números tornam esses assassinatos “o massacre mais sangrento de civis durante protestos de rua, em um intervalo de dois dias, na história”.

De acordo com o relatório, a maioria dos assassinatos foi cometida pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e pela milícia aliada Basij, embora também tenham sido utilizados combatentes proxies vindos do Iraque e da Síria.

Fonte: Guiame, com informações de Article 18 e Christianity Today

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

UMA VIDA CRISTÃ VITORIOSA



Viver uma vida cristã vitoriosa é o desejo de muitos, mas frequentemente buscado nos lugares errados. O segredo não reside em técnicas de autoajuda ou em um esforço hercúleo da vontade humana, mas sim em uma verdade espiritual profunda e simples revelada por Jesus em João 15:5: "Eu sou a videira; vós sois os ramos. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer". Esta metáfora resume a essência da caminhada com Deus: a dependência absoluta.

O primeiro passo para essa vitória é o reconhecimento da nossa própria incapacidade. No texto, Jesus é enfático ao dizer que "sem mim nada podeis fazer". Isso fere o orgulho humano, que prefere acreditar na autossuficiência. No entanto, a vitória começa quando admitimos que a nossa força moral, sabedoria e boas intenções não são suficientes para produzir vida espiritual autêntica. Aceitar nossa limitação é abrir a porta para o poder divino.

A imagem da videira e dos ramos ilustra a necessidade de conexão contínua. Um ramo não se esforça para produzir uvas; ele simplesmente permite que a seiva da videira flua através dele. Da mesma forma, o segredo da vitória não está em "fazer" mais, mas em "estar" mais com Cristo. A permanência é uma atitude de comunhão constante, onde o crente nutre sua alma através da oração e da meditação na Palavra, mantendo o fluxo da graça ativo.

Essa permanência gera um resultado natural: a frutificação. O fruto mencionado por Jesus não se refere apenas a realizações externas, mas principalmente ao caráter — o fruto do Espírito. Uma vida vitoriosa é aquela que reflete o amor, a alegria e a paz de Cristo, mesmo em meio às adversidades. Quando estamos ligados à videira verdadeira, as circunstâncias externas perdem o poder de nos secar, pois nossa fonte de vida é interna e inesgotável.

Além disso, a vida vitoriosa exige a compreensão do papel do "Agricultor". Deus, o Pai, cuida da videira e limpa os ramos para que deem mais fruto. Muitas vezes, interpretamos as provações como derrotas, quando na verdade são o processo de poda necessário para remover o que é supérfluo e fortalecer nossa fé. A vitória cristã não é a ausência de lutas, mas a presença de Deus que nos refina através delas.

É importante notar que a vitória no Reino de Deus é definida pela obediência, não pelo sucesso mundano. Permanecer em Cristo significa alinhar nossa vontade à dEle. Quando nossas raízes estão profundas nEle, nossos desejos começam a ecoar os desejos do Pai. O "segredo" deixa de ser um mistério e torna-se uma vivência prática de rendição diária, onde cada decisão é tomada sob a influência da seiva divina.

Por fim, a promessa de João 15:5 é um convite ao descanso e à eficácia espiritual. A vida vitoriosa é leve porque o peso da produção não está sobre o ramo, mas sobre a Videira. Ao focarmos em manter nossa conexão com Jesus, Ele se encarrega de manifestar Sua vitória através de nós. Assim, glorificamos a Deus não pelo que fazemos por Ele, mas pelo que Ele faz através de nós quando escolhemos, simplesmente, permanecer.

Pr. Eli Vieira

Campeões do Super Bowl exaltam a Deus: “Tudo é possível com Ele”

 

O técnico Mike Macdonald na entrega do troféu. (Foto: Reprodução/X/NFL)

O técnico do Seattle Seahawks glorificou a Deus pela vitória e muitos jogadores testemunham sua fé em Jesus.


No último domingo (8), o time de futebol americano Seattle Seahawks glorificou ao Senhor após conquistar o título do Super Bowl LX, no Levi's Stadium, em Santa Clara, na Califórnia. 

O Seattle Seahawks venceu o New England Patriots por 29 a 13. A conquista marcou o segundo título de Super Bowl da história do time, repetindo o feito da temporada 2013.

O título marca o sucesso da equipe comandada por Mike Macdonald. Durante a cerimônia de entrega do troféu, ele declarou:

“Acredito que Deus me chamou para ser treinador e eu O ouvi, e agradeço a Ele. Somos incrivelmente abençoados por sermos Seahawks, por sermos torcedores do Seattle Seahawks, e agora somos campeões mundiais”.

Em uma coletiva de imprensa pós-jogo, o técnico falou abertamente sobre fé ao ser questionado sobre como sua caminhada espiritual tem influenciado o sucesso da equipe.

“Uma das melhores coisas sobre nossa equipe é que crescemos juntos, e essa é uma parte da minha vida que tem sido uma jornada”, disse ele. 

E continuou: “Minha fé nem sempre foi forte. Você tem dúvidas, é como uma montanha-russa, mas nos últimos anos ela se fortaleceu bastante. Você vê o que nossos jogadores fazem e o que o [capelão da equipe] Jonathan Rainey faz todos os dias, unindo as pessoas. É uma jornada que estamos trilhando juntos. É empoderador e inspirador buscar essa parte da vida que é tão importante”.

‘Jesus foi Glorificado’

Antes da final da NFL, jogadores do Seattle Seahawks também compartilharam sua fé em Jesus durante entrevistas:

“Acredito que estou aqui para servir aos outros e ao Senhor”, disse um atleta. E outro acrescentou: “Sinto que a fé guia o meu caminho. Ele traz tanta alegria à minha vida que posso dizer com toda a sinceridade que sou feliz ao acordar todos os dias”. 

O time conta com o apoio do capelão que realiza momentos de culto, estudos bíblicos e apoio espiritual. Para os treinadores, Jesus é fundamental para liderar, enfrentar desafios e fortalecer relacionamentos dentro e fora de campo.

Por meio desse trabalho, os atletas testemunham: “Ele é meu Senhor e Salvador. Então, quero dizer, tudo o que eu consigo fazer é por causa dele”.

“O Senhor nunca me decepcionou. Ele me apresentou desafios para superar apenas para me fazer crescer”, disse outro jogador.

Em uma entrevista, um dos atletas da equipe citou a passagem bíblica de Tiago 1. 2-3, que diz: “Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações; assim, vocês saberão que a prova da sua fé produz perseverança”.

Enquanto outros pregaram o Evangelho ao público: “O amor de Deus é muito maior do que qualquer pecado cometido. E nós servimos a um Deus que salva. Servimos a um Cristo que morreu na cruz pelos nossos pecados para que pudéssemos ser perdoados”.

“Tudo é possível com Ele. Enquanto você o tiver em sua vida, enquanto o manter em primeiro lugar em tudo o que fizer, você pode fazer qualquer coisa. O céu é o limite”, concluiu um jogador.

Após a vitória do time, a página esportiva cristã, Christian Athletes, compartilhou: “Parabéns aos Seahawks. Jesus foi glorificado”.

Fonte: Guiame, com informações de Sports Spectrum e GE


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