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quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Igrejas suspendem cultos no México após ataques do cartel: “Continuem orando”

 Uma onda de violência atingiu o México. (Foto: Reprodução/YouTube/New York Post).

A Missão Portas Abertas pediu oração pelo país que enfrenta uma onda de violência após a morte do maior líder do narcotráfico mexicano.

Igrejas tiveram que suspender os cultos devido à onda de violência do cartel nos últimos dias, no México.

Segundo a Missão Portas Abertas, nos estados de Jalisco e Guanajuato, algumas igrejas cancelaram suas atividades e outras encerraram as reuniões mais cedo.

No domingo (22), o cartel respondeu com uma onda de violência, após a morte de “El Mencho” (Nemesio Rubén Oseguera Cervantes), o maior líder no narcotráfico mexicano, durante uma operação militar.

Os criminosos bloquearam rodovias, incendiaram veículos, atacaram postos de gasolina, comércios e bancos, e entraram em conflito com agentes de segurança em 20 dos 32 estados do país.

De acordo com as autoridades, o Cartel Jalisco Nova Geração, que era liderado por Nemesio Oseguera, foi o responsável pelos ataques.

Uma igreja em Guanajuato foi afetada quando traficantes incendiaram um veículo do lado de fora do templo, durante um funeral.

A operação militar que capturou Nemesio e os confrontos posteriores deixaram cerca de 75 mortos, entre traficantes e agentes de segurança.

Alerta vermelho

Na terça-feira (23), 10 mil militares foram mobilizados para garantir a proteção da população, principalmente em Jalisco, o estado mais afetado onde aconteceu a captura do narcotraficante.

O governo declarou alerta vermelho e ativou protocolos de emergência em Jalisco. As autoridades pediram que os moradores não saiam de casa.

Na capital do estado Guadalajara, o aeroporto e um hospital foram evacuados por segurança.

“As ruas estão vazias. Escolas e comércios estão fechados. As pessoas não conseguem sair de suas casas”, disse Evelyn Ramírez*, da equipe da Portas Abertas no México.

“A situação é crítica. Por favor, continuem orando por nosso país, para que a ordem seja restaurada”, pediu ela.

Líderes cristãos ameaçados

Líderes cristãos em Jalisco chegaram a ser ameaçados. “Disseram para ficarmos em casa e cancelar as atividades. Se desobedecermos, podemos ser mortos”, relatou o pastor local Juan Manuel Ruiz*.

A Portas Abertas emitiu um alerta de oração pela comunidade cristã no México. “Ore pela paz e pela restauração da ordem em Jalisco e nos outros estados afetados pela violência no México. Interceda por proteção das famílias e comunidades afetadas. Clame para que em meio à instabilidade, os cristãos possam testemunhar a esperança e a segurança que Cristo traz e vidas sejam salvas”, afirmou.

*Nomes alterados por segurança.



Fonte: Guiame, com informações de Portas Abertas

A Soberania de Deus não falha nem se atrasa; Ele é o Senhor do tempo e da história

 


O encerramento do capítulo 12 de Êxodo, nos versículos 37 a 51, oferece uma das provas mais contundentes da precisão divina na condução dos destinos humanos. Após quatrocentos e trinta anos de permanência no Egito, o povo de Israel iniciou sua marcha de Ramessés para Sucote. Este movimento não foi fruto do acaso ou de uma oportunidade política súbita, mas o cumprimento exato de um cronograma estabelecido por Deus séculos antes. A soberania do Senhor se manifesta na pontualidade com que Ele encerra ciclos de sofrimento e inaugura tempos de liberdade.

A narrativa enfatiza que a saída ocorreu "no mesmo dia" em que se completava o tempo profetizado. Essa expressão sublinha que Deus é o Senhor do tempo; Ele não se adianta por ansiedade humana, nem se atrasa por negligência. Para os israelitas que gemiam sob o chicote, os séculos podem ter parecido uma eternidade de silêncio divino, mas o relógio do Criador permanecia ativo. A soberania de Deus garante que cada promessa tem um "dia fiel" para se cumprir, independentemente da resistência das potências mundiais.

A magnitude da libertação é revelada no número dos que saíram: cerca de seiscentos mil homens, além de mulheres, crianças e uma "mistura de gente". Essa multidão mista indica que a soberania de Deus sobre a história não alcança apenas um grupo étnico, mas atrai todos aqueles que reconhecem Sua autoridade. A saída do Egito foi um evento de tal magnitude teológica que rompeu as barreiras nacionais, provando que o governo de Deus sobre o tempo e os povos tem o poder de converter corações e mudar destinos de forma coletiva.

A soberania divina também se manifestou na logística da partida. O texto relata que o povo levou consigo amassadeiras com massa ainda sem fermento, pois foram expulsos do Egito sem tempo para preparar provisões. O que poderia parecer um improviso humano era, na verdade, a confirmação de que quando Deus decide agir, a realidade se molda à Sua urgência. O pão ázimo tornou-se o símbolo comestível de uma intervenção que não permitiu demoras, evidenciando que o Senhor detém o controle total sobre as circunstâncias materiais da jornada.

Esta noite de saída foi designada como uma "noite de vigília" para o Senhor. A soberania de Deus é acompanhada por Sua vigilância incessante; enquanto o mundo dormia ou o Egito chorava seus mortos, o Senhor estava plenamente desperto, guardando os passos de Seus exércitos. Estabelecer essa noite como um memorial perpétuo servia para lembrar as gerações futuras de que a história não é um caos de eventos aleatórios, mas um enredo vigiado de perto por Aquele que nunca dormita.

As instruções sobre a participação na Páscoa, detalhadas nos versículos finais, reforçam que a soberania de Deus estabelece as regras da comunhão. Nenhum estrangeiro poderia participar do rito sem antes se submeter ao sinal da aliança. Isso demonstra que o Senhor da história é também o Senhor da ordem e da santidade. A liberdade não foi concedida para o relaxamento moral, mas para a submissão a um novo Rei, cujas leis definem quem pertence à Sua congregação e como devem honrar o tempo da libertação.

A exigência de que o cordeiro fosse comido em uma só casa e que nenhum de seus ossos fosse quebrado aponta para a integridade da obra divina. A soberania de Deus preserva a unidade do Seu plano; nada é fragmentado ou perdido sob Seu comando. Assim como o corpo do cordeiro deveria permanecer íntegro, a nação de Israel deveria marchar como um corpo unido, refletindo a perfeição do Deus que os guiava. O controle de Deus sobre os detalhes mínimos da liturgia espelhava Seu controle sobre os grandes eventos do êxodo.

O texto conclui reafirmando a obediência total do povo: "assim o fizeram todos os filhos de Israel". A soberania de Deus não anula a responsabilidade humana, mas a capacita. Quando o povo reconheceu que Deus é o Senhor do tempo, eles alinharam suas ações às Suas ordens. Essa sinergia entre o decreto soberano e a resposta obediente é o que permitiu que escravos desorganizados fossem descritos, ao final do capítulo, como "os exércitos do Senhor". A transformação de identidade é o maior milagre da soberania divina na história.

Por fim, o versículo 51 sela o capítulo com a confirmação de que, naquele mesmo dia, o Senhor tirou os filhos de Israel da terra do Egito. A história humana é o palco onde a soberania de Deus contracena com a finitude do homem para produzir redenção. Olhar para Êxodo 12 é entender que, embora os impérios se levantem e o tempo pareça arrastar-se, a vontade de Deus prevalecerá exatamente no momento em que Ele determinou. Ele permanece sendo o Senhor que governa as eras, garantindo que nenhum de Seus planos seja frustrado.

Pr. Eli Vieira Filho

Brasileiros usam igreja móvel em caminhão para evangelizar nômades na Mongólia

Os missionários viajam no caminhão para evangelizar o povo nômade. (Foto: Lucas Oliveira).

O casal missionário Lucas e Juliana Oliveira enfrentam frio extremo e longas distâncias para levar o Evangelho aos povos nômades, um grupo não alcançado.

O casal brasileiro Lucas e Juliana Oliveira foram literalmente até os confins da Terra para pregar o Evangelho.

Há nove anos, os missionários se mudaram para a Mongólia, um dos países mais isolados e frios do mundo, e que está dentro da Janela 10/40 – a região do mundo menos alcançada pelo Evangelho. Eles foram enviados pela Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT).

Um terço da população do país é nômade, migrando de acordo com as condições climáticas e agropecuárias e vivendo em acampamentos provisórios. O povo nômade mongol é formado por cerca de 1 milhão e 200 mil pessoas.

Lucas e Juliana, que possuem três filhos, têm evangelizado principalmente esse grupo. Pregar e discipular os nômades é um grande desafio: os missionários enfrentam o clima extremo e longas distâncias.

“O isolamento geográfico, a barreira linguística e a própria dinâmica da vida nômade dificulta encontros regulares e o acompanhamento contínuo. As famílias não vivem em comunidades fixas, estão em constante migração e muitas habitam em regiões de difícil acesso, especialmente nas regiões montanhosas, o que limita a frequência das visitas e o discipulado presencial”, explicou Lucas, em entrevista ao Guiame.


Os missionários Lucas (à frente) e Juliana com os cristãos de sua igreja. (Foto: Lucas Oliveira).

Igreja em acampamentos nômades

Os missionários tiveram a ideia de transformar um caminhão em uma igreja móvel para evangelizar aqueles que ainda não conhecem Jesus e também discipular os nômades que já são cristãos.

“Vamos até onde os nômades estão. O caminhão é uma ferramenta essencial, pois nos permite viajar como família e levar conosco uma estrutura que funciona como nossa própria casa. Isso nos dá condições de permanecer mais tempo com eles, visitar famílias distantes e ter momentos prolongados de discipulado”, disse Lucas.

E ressaltou: “O caminhão também nos ajuda a alcançar regiões onde seria praticamente impossível chegar de outra forma. A igreja não é um prédio, mas o povo reunido — seja ao ar livre ou onde for possível”.


A igreja é uma tenda montada nos acampamentos nômades. (Foto: Lucas Oliveira).

Conforme o povo nômade se movimenta, os missionários os acompanham com o caminhão. 

Quando chegam nos acampamentos, eles montam uma grande tenda, que serve de casa para a família e também de igreja. Atualmente, 10 famílias nômades fazem parte da congregação e participam dos cultos. 


A igreja é uma tenda montada nos acampamentos nômades. (Foto: Lucas Oliveira).

“Desde 2024, iniciamos também viagens missionárias com os próprios irmãos nômades para outras regiões montanhosas, onde hoje já existem duas famílias crentes entre o povo da etnia Tuvan”, testemunhou o missionário.

Nutrindo relacionamentos

A principal estratégia do casal para evangelizar é formar relacionamento com as pessoas. Para isso, eles chegam a ajudar no pastoreio dos animais dos nômades.

“Caminhamos junto com as famílias em seu contexto diário. O discipulado acontece de forma simples, constante e contextualizada à vida nômade”, comentou Lucas.

Para ensinar a Palavra de Deus, eles usam Bíblias em áudio e vídeos evangelísticos. “Tem sido muito eficaz, especialmente entre pessoas com pouco acesso à leitura ou que aprendem melhor de forma oral e visual”, observou ele.


A igreja é uma tenda montada nos acampamentos nômades. (Foto: Lucas Oliveira).

Resistência ao Evangelho

Apesar de haver liberdade religiosa na Mongólia, ainda há muita resistência ao Evangelho. A maioria da população segue o budismo e o xamanismo, e menos de 1% dos mongóis são cristãos.

“A resistência é real e intensa, especialmente no nível familiar e espiritual. Quando alguém se converte, é comum que familiares e amigos amaldiçoem os novos crentes e os amedrontem, dizendo que os espíritos trarão doenças, perdas e todo tipo de maldição como consequência da fé em Jesus. Isso gera muito medo e pressão, exigindo acompanhamento pastoral próximo e constante encorajamento na Palavra”, relatou Lucas.

Para garantir sua permanência legal na Mongólia, Lucas e Juliana precisam manter um negócio e abriram um café no país.

“Conciliar a gestão desse empreendimento com o trabalho missionário demanda tempo, recursos e equilíbrio, mas tem sido também um meio pelo qual Deus nos sustenta, abre portas na comunidade local e possibilita a continuidade do ministério”, afirmou o missionário.


Fonte: Guiame, Cássia Kieffer

A Soberania de Deus sobre a Vida e a Morte

 


O relato de Êxodo 12.29-36 marca o clímax de um confronto espiritual e político sem precedentes entre o Criador e a maior potência da antiguidade. A décima praga não foi apenas um castigo severo, mas a manifestação definitiva da soberania de Deus sobre a vida e a morte. À meia-noite, o silêncio do Egito foi interrompido por uma intervenção direta que não respeitou hierarquias humanas, demonstrando que diante do Senhor, tanto o ocupante do trono quanto o cativo no cárcere estão sob o mesmo padrão de justiça e autoridade divina.

A morte dos primogênitos egípcios atingiu o coração da teologia e da continuidade daquela nação. No Egito antigo, o primogênito era o herdeiro não apenas dos bens, mas do legado espiritual e da proteção dos deuses. Ao ferir a linhagem de Faraó, Deus desmascarou a impotência das divindades egípcias, provando que nenhum amuleto ou rito pagão poderia deter o decreto dAquele que sustenta o fôlego de vida. O juízo foi preciso e devastador, atingindo desde o palácio real até os rebanhos nos campos.

O impacto social desse evento foi traduzido em um "grande clamor" que ecoou por toda a terra. Não houve uma única casa egípcia que não estivesse sob o luto, criando um contraste absoluto com a paz que reinava nas habitações israelitas protegidas pelo sangue. Esse clamor era o reverso do sofrimento imposto aos hebreus durante séculos; a dor que o Egito semeara ao tentar exterminar os filhos de Israel agora retornava sobre suas próprias casas, evidenciando a lei da semeadura sob o olhar vigilante da justiça divina.

A reação de Faraó foi de total rendição. O homem que outrora desafiara Moisés perguntando quem era o Senhor para que ele Lhe obedecesse, agora mandava chamar os líderes hebreus no meio da noite. Não havia mais espaço para negociações, adiamentos ou condições. A ordem do monarca foi curta e urgente: "Levantai-vos, saí do meio do meu povo". A soberania de Deus dobrou a vontade de ferro de um rei que se considerava um deus, forçando-o a reconhecer sua própria finitude e derrota.

Um detalhe marcante na fala de Faraó é o pedido final: "Abençoai-me também a mim". Esse pedido revela a quebra total do orgulho egípcio. Aquele que detinha o poder de vida e morte sobre seus súditos agora implorava a bênção dos escravos que ele tanto desprezara. Esse momento sublinha que a verdadeira autoridade não reside no poder político ou militar, mas na conexão com o Deus vivo, a quem até os reis da terra devem, mais cedo ou mais tarde, prestar contas.

A pressa da partida foi tamanha que o povo de Israel não pôde esperar a massa do pão levedar. Eles carregaram suas amassadeiras atadas aos ombros, envoltas em suas vestes, levando consigo o pão ázimo. Esse detalhe histórico reforça a ideia de que a libertação de Deus costuma ser súbita após um longo período de espera. A prontidão exigida na ceia pascal encontrou sua aplicação prática quando a nação inteira foi empurrada para fora dos limites do Egito pela urgência dos próprios egípcios, que temiam a morte total.

O despojamento dos egípcios, mencionado nos versículos 35 e 36, serve como uma forma de reparação histórica. Por orientação de Moisés, os israelitas pediram objetos de ouro, prata e roupas, e o Senhor fez com que encontrassem favor aos olhos dos egípcios. O que poderia parecer um saque foi, na verdade, o pagamento de salários retidos por gerações de trabalho forçado. Deus, como o justo juiz, garantiu que Seu povo não saísse de mãos vazias, transformando escravos em uma nação enriquecida pelo espólio de seus opressores.

A décima praga estabeleceu uma distinção clara entre o sagrado e o profano, entre a obediência e a rebeldia. Enquanto o Egito mergulhava no caos e na perda, Israel experimentava a proteção de uma aliança selada com sangue. A soberania de Deus manifestou-se na preservação miraculosa de Seu povo em meio ao juízo. Esse evento ensinou a Israel, e a todas as gerações futuras, que a vida está segura apenas sob a proteção da Palavra de Deus e que a morte não tem a última palavra sobre aqueles que Ele escolheu libertar.

Ao final desses acontecimentos, a saída do Egito deixou de ser um plano distante para se tornar uma realidade palpável. Os quatrocentos e trinta anos de permanência chegavam ao fim sob o peso de uma mão forte e um braço estendido. A soberania de Deus sobre a vida e a morte não apenas libertou Israel, mas fundou uma nova identidade nacional baseada no temor ao Senhor e na memória de Sua justiça. O deserto agora aguardava o povo, mas eles não marchavam sozinhos; marchavam como testemunhas oculares de que o Senhor é o único Deus sobre toda a terra.

Pr. Eli Vieira Filho

Soli Deo Gloria

Gospel Colunistas Música Podcasts Bíblia Vida & Estilo MENU Notícias Pesquisadores de Harvard e Stanford confirmam que fé ajuda a vencer vícios

 Imagem ilustrativa. (Foto: Unsplash/Kevin Wright).

O estudo, que teve mais de meio milhão de participantes, mostrou que a espiritualidade é um fator importante na prevenção e na recuperação do uso de álcool e drogas.

Um grande estudo, divulgado na semana passada, mostrou que a fé ajuda dependentes químicos a vencer o vício

A pesquisa “Espiritualidade e Uso de Álcool e Outras Drogas Nocivos ou Perigosos”, publicada na revista de Psiquiatria da Journal of the American Medical Association (JAMA Psychiatry), confirmou que a espiritualidade é um fator importante na prevenção e na recuperação do uso de álcool e drogas.

O estudo foi conduzido por pesquisadores das universidades de Harvard e Stanford, que revisaram estudos que avaliaram fatores como a frequência em atividades religiosas, o envolvimento em práticas espirituais e a importância pessoal da fé.

Os especialistas compararam esses dados com indicadores de uso nocivo de álcool e outras drogas. 

O levantamento, que teve mais de meio milhão de participantes, revelou que grupos de recuperação que usam a fé e a conexão com um “poder superior” para ajudar dependentes, como o Alcoólicos Anônimos (AA), são eficazes na superação de vícios.

Estudos na área da neurociência também afirmam que práticas espirituais podem influenciar regiões cerebrais ligadas à regulação do estresse e ao processamento de recompensas, ajudando no processo de recuperação.

“Escudo” contra as drogas

Os pesquisadores ainda descobriram que o envolvimento espiritual está ligado a uma redução de risco de 13% na prevenção do uso de substâncias nocivas.

Os benefícios da fé aumentam para pessoas que frequentam serviços religiosos semanalmente, apresentando uma proteção de 18% contra o consumo de drogas.

Segundo os pesquisadores, se envolver com a fé funciona como um “escudo” para os jovens, postergando assim a iniciação nas drogas e evitando vícios crônicos na vida adulta.

Eles ponderaram que o benefício da fé na prevenção e recuperação do uso de drogas também pode estar associado a outros fatores como redes de apoio mais fortes, maior senso de comunidade ou estilos de vida mais estruturados.

Fé como recurso terapêutico

Os autores do estudo sugeriram que a espiritualidade seja acrescentada no atendimento médico de dependentes químicos, respeitando a autonomia e a diversidade de crenças dos pacientes.

Conforme os pesquisadores, os médicos podem oferecer a fé como um recurso terapêutico, fazendo perguntas como: “A religião ou espiritualidade são importantes para você ao pensar sobre sua saúde?” ou “Você gostaria de ter alguém com quem conversar sobre assuntos espirituais?”.

Além disso, a pesquisa também defende parcerias entre sistemas de saúde públicos com comunidades religiosas.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), mais de 3 milhões de pessoas morrem devido ao consumo de álcool e outras drogas, todos os anos.

No Brasil, quase 9 mil mortes morreram por overdose em 2023. Entre 2005 e 2015, o Ministério da Saúde gastou mais de R$ 9 bilhões com tratamento de dependentes químicos.


Fonte: Guiame, com informações de Gazeta do Povo

A Instituição da Páscoa: Prelúdio para a Libertação


 

O capítulo 12 de Êxodo, nos versículos de 1 a 28, marca o nascimento espiritual e civil de Israel. Antes mesmo da saída física do Egito, Deus estabelece um novo calendário, ordenando que aquele mês fosse o "primeiro dos meses". Este gesto simbólico indicava que a vida sob a escravidão pertencia ao passado morto; a contagem do tempo agora seria pautada pela liberdade e pela relação direta com o Criador. Era o início de uma nova era, onde a identidade de um povo não seria mais definida pelo chicote do feitor, mas pela palavra do Senhor.

As instruções para a escolha do cordeiro revelavam a seriedade do momento. Cada família, ou grupo de famílias pequenas, deveria selecionar um animal sem defeito, macho de um ano. A perfeição exigida do animal antecipava a pureza necessária para um sacrifício que substituiria a vida dos primogênitos. O cordeiro não era apenas uma refeição; era um escudo vivo. Ao ser guardado do décimo ao décimo quarto dia, o animal tornava-se familiar à casa, tornando o ato do sacrifício ainda mais pessoal e consciente para cada israelita.

O ápice do ritual residia na aplicação do sangue. Os israelitas foram instruídos a tomar um molho de hissopo e tingir os batentes e a verga das portas com o sangue do cordeiro sacrificado. Esse sinal externo era a manifestação pública de uma fé interna. Para Deus, o sangue era o critério de distinção: onde houvesse a marca, o "destruidor" passaria por cima. O livramento não dependia do mérito moral dos moradores da casa, mas da obediência estrita ao sinal da aliança estabelecida naquela noite terrível e gloriosa.

A ceia pascal, composta por carne assada, pães ázimos e ervas amargas, carregava uma pedagogia profunda. O pão sem fermento simbolizava a pureza e a pressa da partida, enquanto as ervas amargas traziam à memória o sofrimento da servidão. Comer a Páscoa era, simultaneamente, um ato de lembrança da dor passada e de celebração da esperança futura. Aquela refeição nutria o corpo para a jornada que começaria em poucas horas, unindo a comunidade em torno de uma mesa de redenção.

A postura recomendada para o povo durante o banquete sublinhava a urgência da libertação. Eles deveriam comer com os lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão — prontos para marchar a qualquer instante. Essa "liturgia da prontidão" ensinava que a salvação divina exige uma resposta ativa do ser humano. A fé não era passiva; ela se manifestava na prontidão para abandonar as estruturas conhecidas do Egito e caminhar em direção ao desconhecido deserto, confiando apenas na nuvem e na coluna de fogo rumo à terra prometida.

Além do evento imediato, Moisés estabeleceu a Páscoa como um memorial perpétuo para as futuras gerações. O texto enfatiza o papel da família na transmissão da fé, instruindo os pais a explicarem o significado do rito quando seus filhos perguntassem: "Que rito é este?". A história da libertação não deveria se perder no tempo, mas ser reatualizada a cada ano. A Páscoa tornava-se, assim, a espinha dorsal da memória coletiva de Israel, garantindo que nenhum descendente esquecesse que o Senhor os tirou com mão forte da casa da servidão.

Por fim, a resposta do povo ao receber tais instruções foi de profunda reverência. O texto relata que os israelitas se inclinaram e adoraram, executando fielmente o que fora ordenado. Essa obediência foi o prelúdio necessário para o milagre que se seguiu à meia-noite. Ao seguirem o protocolo divino, os filhos de Israel transformaram suas casas em santuários de proteção. O que começou com uma instrução detalhada no deserto culminou no colapso do poder faraônico, provando que a verdadeira libertação começa com a escuta e o temor ao Senhor.

Pr. Eli Vieira Filho

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2026

Ex-muçulmano relata vida de cristãos convertidos no Marrocos: ‘Silêncio e medo’

 Cristãos vivem em silêncio no Marrocos. (Foto: Open Doors)

Marroquinos que se convertem ao Cristianismo enfrentam uma realidade marcada por medo, discrição e limitações.

Em um país onde o Islã é a religião predominante e a identidade religiosa está profundamente ligada à cultura e ao Estado, marroquinos que se convertem ao Cristianismo enfrentam uma realidade marcada por medo, discrição e limitações.

O relato do cristão conhecido como Brother Rachid (Rachid Hammami), criado em uma pequena vila no Marrocos e filho de um líder muçulmano que o preparava para seguir o mesmo caminho religioso, revela os desafios vividos por muitos convertidos.

Segundo ele, sua conversão não significou apenas uma mudança espiritual, mas também o início de uma vida de silêncio e cautela.

“Eu era muçulmano e me converti ao Cristianismo. No entanto, fui obrigado a praticar minha fé em total segredo durante anos, como se estivesse fazendo algo ilegal.”

De acordo com Rachid, a situação não era isolada. Ao longo do tempo, ele descobriu que havia milhares de cristãos marroquinos de origem muçulmana vivendo nas mesmas condições.

“Descobri que essa era a realidade de toda uma comunidade vivendo com medo – milhares de cristãos marroquinos de origem muçulmana.”

Cultos clandestinos e limitações religiosas

Entre os principais desafios relatados está a impossibilidade de cultos públicos. Sem reconhecimento oficial, encontros cristãos acabam acontecendo de forma clandestina, muitas vezes dentro de casas.

“Não pudemos nos reunir publicamente para o culto de domingo. Tivemos que nos reunir secretamente em casas porque o governo não permite.”

O evangelista marroquino ‘Brother Rachid’. (Foto: Reprodução/YouTube/I Found The Truth)

Segundo Rachid, várias práticas fundamentais da vida cristã também ficam impedidas.

“Não podíamos nomear pastores, realizar batismos, celebrar casamentos cristãos ou realizar cerimônias fúnebres cristãs. O governo nos vê como muçulmanos e não nos reconhece como cristãos.”

Enterros e vida civil sob ritos islâmicos

A falta de reconhecimento religioso também afeta momentos importantes da vida familiar. Mesmo após a morte, muitos convertidos não conseguem ter funerais de acordo com sua fé.

“Quando alguém morre, somos obrigados a enterrá-lo de acordo com os ritos islâmicos.”

Rachid afirma que em diversos casos não há como impedir as práticas islâmicas.

“Muitos são sepultados em cemitérios islâmicos, com o Alcorão recitado sobre seus corpos por clérigos muçulmanos locais presentes no enterro.”

Segundo ele, a pressão também aparece em registros civis e na criação dos filhos.

“Não podemos escolher nomes cristãos para nossos filhos.”

Embora não exista uma proibição formal escrita, ele diz que as autoridades se recusam a registrar esses nomes.

Casamento e educação

Outro ponto destacado é o casamento. Como os convertidos continuam sendo oficialmente considerados muçulmanos pelo Estado, o casamento civil cristão não é permitido.

“Não podíamos ter um casamento civil. Os casamentos tinham que ser realizados de acordo com a lei islâmica.”

A situação se estende à educação das crianças.

“Nossos filhos foram obrigados a estudar o Islã na escola. A educação islâmica e o Alcorão são obrigatórios.”

Mesmo quando os pais informam que a família é cristã, as aulas continuam sendo exigidas.

“Eles são obrigados a repetir frases como ‘Alá disse’ e ‘o Profeta disse...’.”

Bíblias contrabandeadas e intervenções policiais

Além das limitações legais e sociais, o acesso à literatura cristã também é um desafio.

“Não podíamos importar Bíblias em árabe ou literatura cristã legalmente.”

Por isso, segundo ele, muitos recorrem a métodos informais.

“Tínhamos que contrabandeá-las ou pedir aos visitantes estrangeiros que trouxessem cópias discretamente.”

O evangelista afirma ainda que reuniões já foram interrompidas por autoridades.

“No passado, muitas reuniões foram invadidas pela polícia.”

Durante essas ações, materiais foram apreendidos e participantes levados para interrogatório.

“Bíblias, laptops e literatura cristã foram confiscados. As pessoas foram levadas para interrogatório, intimidadas, assediadas e humilhadas.”

Segundo ele, uma das últimas grandes operações ocorreu em 2010.

Uma realidade pouco conhecida

Ao compartilhar sua história, Brother Rachid afirma que ainda há muito a ser dito sobre a situação dos cristãos convertidos no país.

“Essas são apenas algumas das coisas que eu queria compartilhar. Há mais, e compartilharei no futuro.”

O relato reforça a existência de uma comunidade cristã que vive discretamente dentro do Marrocos, tentando equilibrar fé, segurança e vida cotidiana em um ambiente onde a mudança de religião ainda gera tensões sociais e legais.

Fonte: Guiame

Perseguição no Iêmen leva cristão a decorar versículos e virar “Bíblia ambulante”

 Crescimento do cristianismo é apontado como uma das razões para a intensificação das ações contra os convertidos. (Foto representativa: Portas Abertas)

Majed passou a decorar versículos da Bíblia com o objetivo de continuar compartilhando o Evangelho mesmo se fosse preso – e ele foi.

Em um dos países mais perigosos do mundo para quem decide seguir a fé cristã, um líder convertido decidiu se preparar para a prisão de uma forma incomum: memorizando a Bíblia.

No Iêmen, onde a conversão do islamismo pode trazer graves consequências, o cristão conhecido como Majed* passou a decorar versículos da Bíblia com o objetivo de continuar compartilhando o Evangelho mesmo se fosse detido.

A igreja no Iêmen está enfrentando uma repressão sem precedentes, com mais de 50 crentes presos nos últimos meses – incluindo Majed, que se preparou para sua prisão inevitável.

Segundo relatos de organizações que acompanham a perseguição religiosa no país, Majed dizia que desejava se tornar uma “Bíblia ambulante”, pois sabia que seria preso.

“Eu também serei levado, havia veículos com agentes perguntando sobre mim apenas alguns dias atrás”, disse Majed aos parceiros locais da Open Doors no final do ano passado, quando a repressão começou. Foi o último contato feito com ele.

A expressão refletia seu propósito de guardar as Escrituras na memória para poder citá-las em qualquer circunstância, inclusive dentro da prisão, onde dificilmente teria acesso a um exemplar da Bíblia.

“Sim, é uma época difícil que nós, como igreja, estamos passando, mas somos filhos do Rei dos Reis. Jesus nos disse que neste mundo teremos problemas, mas Ele também nos prometeu a vitória nEle, e é isso que nos mantém, e eu incluído, indo”, disse.

Para Majed, isso incluía a preparação para o inevitável.

“Eu sei que está chegando. Enquanto isso, estou tentando memorizar tantas passagens e versículos da Bíblia quanto possível. Quero ser uma Bíblia ambulante, para que, onde quer que eu seja levado, eu possa compartilhar sobre Jesus. Que possamos ser espelhos de nosso Salvador, na maneira como falamos e agimos.”

Repressão crescente

A decisão não era exagero. Líderes cristãos locais já alertavam para uma crescente repressão contra convertidos.

Nas últimas semanas, dezenas de cristãos foram presos ou desapareceram após operações realizadas principalmente por autoridades ligadas ao grupo terrorista Houthi.

Muitos são levados para locais desconhecidos e mantidos sem comunicação com familiares ou advogados.

De acordo com relatos divulgados por ministérios que apoiam a igreja perseguida, Majed já previa que poderia ser detido a qualquer momento. Ainda assim, decidiu permanecer no país.

Em conversas com outros cristãos, ele afirmou que poderia deixar o Iêmen para viver com mais segurança, mas escolheu ficar.

“Se todos saírem, quem ficará?”, teria dito ao explicar sua decisão.

Dores e torturas

Em conversa com entidades cristãs locais, Majed explicou os desafios vividos por aqueles que se encontravam na prisão – o que ele provavelmente também enfrentaria:

“As pessoas que conheço muito bem estão atualmente com dor, provavelmente sendo torturadas. Alguns também estão assustados, sentados nas celas escuras da prisão. No meu país, especialmente nesta região [uma área controlada por Houthi], quando alguém é levado, eles podem desaparecer por meses – três, oito ou até mais – e podemos não saber nada sobre eles até que eles sejam libertados.”

Mesmo após ser capturado, a paixão de Majed pelo Evangelho e por sua nação permanece intacta, espelhando a extraordinária coragem de cristãos iemenitas em meio ao aumento da hostilidade.

“Deus nos chamou para sermos sal e luz, é isso que eu oro para que eu possa ser”, disse ele.

“Que Deus me use. Assim como Ele estava com Paulo e Silas na prisão em Filipos, eu sei que Ele estará comigo. E se Ele está comigo, quem pode ser contra mim? Eles podem matar o corpo, sim, mas eu oro para que o ministério não pare, precisamos que o Iêmen seja para Cristo. Que Ele reine sobre o meu país.”

“Que Deus intervenha, em meio aos problemas e à dor, e que Ele nos conforte. Mesmo quando somos apanhados, oramos para que o trabalho continue. Peça a Deus para levantar outros que continuarão compartilhando Sua luz com o povo iemenita, aqueles que vivem no escuro, eles merecem conhecê-Lo.”

Conflitos políticos e religiosos

O gesto revela o cenário enfrentado pelos cristãos iemenitas. Em uma sociedade majoritariamente muçulmana e profundamente marcada por conflitos políticos e religiosos, a fé cristã costuma ser vivida em segredo.

Reuniões, discipulados e momentos de oração frequentemente acontecem de forma clandestina para evitar represálias.

Apesar da pressão crescente, líderes cristãos afirmam que o número de pessoas interessadas no cristianismo continua aumentando no país.

Paradoxalmente, esse crescimento é apontado como uma das razões para a intensificação das ações contra os convertidos.

Organizações internacionais classificam o Iêmen entre os lugares mais hostis para cristãos no mundo, especialmente para aqueles que abandonaram o islamismo.

Ainda assim, histórias como a de Majed revelam a determinação de muitos em manter a fé mesmo diante do risco.

Enquanto seu paradeiro permanece incerto após a recente onda de detenções, o testemunho do cristão que desejava se tornar uma “Bíblia ambulante” continua circulando entre comunidades cristãs ao redor do mundo como símbolo de coragem e perseverança.

*Nome fictício por motivo de segurança.

Fonte: Guiame, com informações da Open Doors

O Decreto de Deus e o poder humano


 O capítulo 11 de Êxodo estabelece o cenário para o desfecho do maior conflito de vontades da Antiguidade: o confronto entre o decreto irrevogável de Deus e a obstinação do poder humano representado pelo Faraó. Enquanto as nove pragas anteriores serviram como avisos e demonstrações de força sobre a natureza, a décima praga é apresentada como a sentença final. Deus não está mais apenas negociando a liberdade de um povo; Ele está executando um juízo que demonstra que nenhuma autoridade terrena, por mais absoluta que se pretenda, pode subsistir fora da Sua permissão.

A soberania divina manifesta-se no anúncio de uma distinção absoluta entre o opressor e o oprimido. O Senhor declara que "pelo meio da noite" Ele passaria pelo Egito, uma intervenção direta que ignora as fronteiras e as guardas do palácio imperial. O poder humano de Faraó, que se considerava um deus e o mantenedor da ordem (Maat), é revelado como uma ilusão impotente diante do decreto do Criador. A morte dos primogênitos não foi um ato de violência aleatória, mas a quebra da linhagem de sucessão que sustentava o orgulho dinástico egípcio.

O texto ressalta que o julgamento atingiria desde o primogênito do Faraó, herdeiro do trono, até o filho da serva que trabalhava no moinho. Essa abrangência demonstra que, perante o decreto de Deus, as hierarquias humanas são niveladas. No Egito, a estratificação social era rígida e divina, mas a décima praga ignorou as classes sociais para mostrar que todos os que se levantam contra o propósito divino estão sob o mesmo risco. O poder humano, focado em castas e privilégios, desmorona quando a justiça divina exige contas.

Um detalhe fascinante em Êxodo 11 é a mudança na percepção pública sobre Moisés e os israelitas. O texto afirma que o Senhor deu graça ao povo aos olhos dos egípcios e que Moisés era considerado "muito grande" na terra do Egito. Isso ilustra como o decreto de Deus pode subverter as estruturas de poder: os escravos tornaram-se credores, e o líder perseguido tornou-se uma figura de autoridade temida até pelos servos do palácio. A influência humana de Faraó estava se esvaindo enquanto a autoridade espiritual de Moisés, delegada por Deus, crescia.

O contraste entre o "grande clamor" que haveria no Egito e o silêncio em Gósen é uma metáfora poderosa da paz que acompanha a submissão ao decreto divino. A Bíblia diz que "nem um cão moveria a sua língua" contra Israel, indicando uma proteção sobrenatural que silencia as ameaças do mundo. O poder humano muitas vezes se manifesta através do barulho, da guerra e do terror, mas o poder de Deus se manifesta na capacidade de preservar Seus filhos em perfeita quietude em meio ao caos externo.

A teologia do capítulo 11 também expõe a falência do sistema de segurança egípcio. As divindades Ísis (protetora da vida) e Mesquenete (deusa do nascimento) foram incapazes de intervir contra o decreto de morte sobre os primogênitos. O poder humano é inerentemente limitado porque se baseia em símbolos e ídolos que não podem responder no momento da crise. Ao ferir o primogênito, Deus atingiu o ponto onde o homem se sente mais forte: sua posteridade e sua imortalidade através dos filhos.

A reação de Moisés ao sair da presença de Faraó "ardendo em ira" (v. 8) reflete a indignação da santidade divina contra a arrogância humana. Faraó, em sua última tentativa de exercer poder, expulsou Moisés e ameaçou-o de morte. É a ironia trágica do poder humano: quanto mais fraco se torna diante dos fatos, mais agressivo e irracional ele se manifesta. O rei do Egito preferiu ver sua nação em luto a dobrar os joelhos diante da evidência de que não era o senhor do universo.

O decreto de Deus também envolveu o despojamento do Egito. Ao orientar os israelitas a pedirem objetos de ouro e prata aos vizinhos, Deus estava providenciando o pagamento por séculos de trabalho escravo. O poder humano retém e explora, mas o decreto divino restaura e redistribui. O que os egípcios entregaram de livre vontade, sob o temor de Deus, serviu mais tarde para a construção do Tabernáculo, transformando a riqueza de um império idólatra em instrumentos de adoração ao Deus verdadeiro.

Por fim, a décima praga baseada em Êxodo 11 nos ensina que o poder humano é uma delegação temporária, enquanto o decreto de Deus é uma realidade eterna. O capítulo encerra confirmando que, embora Faraó tenha endurecido o coração para que as maravilhas de Deus se multiplicassem, a palavra final nunca pertenceu ao trono do Egito. O libertador não foi apenas Moisés, mas a fidelidade de um Deus que cumpre Suas promessas, provando que quando Ele decreta a liberdade, nenhuma força na terra pode manter as correntes no lugar.

Pr. Eli Vieira Filho

O Deus de Israel e as divindades egípcias

 


A nona praga do Egito, descrita em Êxodo 10:21-29, representa o ápice do confronto teológico entre o Deus de Israel e o panteão egípcio. Ao ordenar que as trevas cobrissem a terra, o Senhor não estava apenas alterando o clima, mas desferindo um golpe direto no cerne da religiosidade do Egito. Para uma civilização que orbitava em torno da luz e do ciclo solar, a escuridão absoluta era o sinal máximo de que suas divindades haviam sido subjugadas por uma força superior e incontrolável.

O alvo principal deste julgamento era , o deus solar, considerado o criador e o sustentador da vida. Os egípcios acreditavam que Rá viajava pelo céu durante o dia e enfrentava as forças do caos durante a noite para renascer a cada manhã. Ao impedir que o sol brilhasse por três dias, o Deus de Israel demonstrou que Rá não tinha poder para se levantar; o "soberano do céu" egípcio foi feito prisioneiro em sua própria morada, provando ser uma mera criação diante do verdadeiro Criador.

Além de Rá, a praga desafiou Hórus, o deus do céu, e Nut, a deusa que personificava a abóbada celeste. A escuridão "que se podia apalpar" rompeu a ordem cósmica (Maat) que esses deuses deveriam manter. O Egito, que se orgulhava de sua estabilidade e harmonia espiritual, viu-se mergulhado em um caos físico e sobrenatural. A paralisia total da população, que não se levantou de seus lugares por três dias, simbolizou a falência completa da proteção que esses ídolos prometiam aos seus devotos.

O próprio Faraó, visto como a encarnação viva de Hórus e filho de Rá, foi desmascarado diante de seus súditos. Se o monarca era o garantidor da luz e da vida no Egito, sua incapacidade de dissipar as trevas revelou sua natureza puramente humana e vulnerável. Enquanto o palácio real estava imerso em sombras aterrorizantes, as habitações dos israelitas em Gósen permaneciam iluminadas, evidenciando que a luz não dependia do sol egípcio, mas da presença do Deus de Israel.

A reação do Faraó no texto bíblico expõe a tentativa desesperada de manter o controle sob a pressão da derrota espiritual. Ele tentou negociar com Moisés, permitindo a partida do povo, mas retendo os rebanhos. Essa estratégia visava manter uma garantia econômica e uma forma de servidão indireta. Contudo, a recusa de Moisés em deixar "nem uma unha" para trás reafirmou que a adoração ao Deus verdadeiro exige entrega total e não admite as condições impostas por governantes que se pretendem divinos.

O diálogo final entre Moisés e Faraó selou a transição do julgamento religioso para o julgamento final sobre a vida. Ao expulsar Moisés e ameaçá-lo de morte caso visse seu rosto novamente, Faraó rejeitou a última oportunidade de reconhecer a soberania divina de forma pacífica. As trevas da nona praga foram, portanto, o prelúdio espiritual para a morte que viria na décima praga, funcionando como um véu fúnebre estendido sobre uma nação que escolheu seus ídolos em vez do Deus Vivo.

Por fim, a nona praga estabeleceu uma verdade duradoura para Israel e para a história: a luz de Deus é seletiva e soberana. Ela não depende de astros ou de rituais pagãos, mas da Sua vontade em se revelar. O êxodo que se aproximava não era apenas uma libertação física de escravos, mas um triunfo da Verdade sobre o mito, onde a luz de Gósen triunfou sobre as sombras do politeísmo egípcio, preparando o caminho para a jornada rumo à Terra Prometida.

Pr. Eli Vieira Filho

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