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sexta-feira, 27 de março de 2026

O DEUS DA PROVISÃO


A provisão divina é um dos temas centrais da caminhada de fé, e o relato de Êxodo 16.1-21 nos oferece um vislumbre profundo sobre como Deus sustenta Seus filhos em meio à escassez. Após a euforia da libertação do Egito, o povo de Israel se deparou com a dureza do deserto de Sim. Naquele cenário árido, a memória da escravidão foi distorcida pela fome, levando os israelitas a murmurarem contra Moisés e Arão, questionando se a liberdade valia o preço da privação.

O texto revela que Deus ouve não apenas as orações de gratidão, mas também as queixas de um coração angustiado. Em vez de responder à rebeldia com punição imediata, o Senhor respondeu com a promessa de sustento. Ele demonstrou que Sua soberania não se limita a grandes prodígios como a abertura do Mar Vermelho, mas estende-se ao cuidado cotidiano e às necessidades biológicas mais básicas do ser humano.

A chegada do maná e das codornizes foi uma manifestação da glória de Deus que desceu sobre o acampamento. O maná, descrito como algo fino e semelhante a escamas, era um alimento desconhecido, forçando o povo a depender inteiramente da definição divina de "pão". Isso nos ensina que o Deus da provisão muitas vezes supre nossas necessidades de maneiras inesperadas, que não se encaixam em nossa lógica ou experiências anteriores.

Um aspecto fundamental dessa narrativa é a disciplina da colheita diária. Deus instruiu que cada um colhesse apenas o necessário para aquele dia: um ômer por pessoa. Essa regra visava ensinar a Israel o conceito de dependência contínua. A provisão não era um estoque para garantir segurança futura baseada no acúmulo, mas um convite para confiar que o Senhor estaria lá novamente na manhã seguinte.

O episódio também expõe a tendência humana de buscar segurança no controle. Aqueles que, por medo ou desobediência, tentaram guardar o maná para o dia seguinte viram o alimento apodrecer e criar bicho. O Deus da provisão zela para que nossa confiança repouse nEle, e não na dádiva em si. A ganância e a ansiedade retentiva são, em última análise, barreiras que nos impedem de viver a plenitude do descanso em Sua fidelidade.

Além da nutrição física, a provisão no deserto tinha um propósito pedagógico e espiritual: testar a obediência do povo quanto à Lei de Deus. Através do ritmo do maná, o Senhor estabeleceu a importância do sábado, provendo o dobro no sexto dia para que no sétimo houvesse repouso. A provisão, portanto, está intimamente ligada ao ritmo de vida que Deus deseja para Seus filhos, equilibrando trabalho e descanso.

Moisés enfatizou ao povo que o sustento não vinha de mãos humanas, mas diretamente da mão de Deus, para que soubessem que Ele era o Senhor. No deserto, onde todos os recursos naturais falham, a presença de Deus torna-se o recurso supremo. O maná era o testemunho visível de que o Deus que liberta é o mesmo Deus que mantém a vida, independentemente das condições geográficas ou econômicas ao redor.

Por fim, o Deus da provisão em Êxodo 16 aponta para uma realidade ainda maior. Assim como o maná sustentou Israel temporariamente, Jesus se apresenta no Novo Testamento como o verdadeiro Pão do Céu. A provisão de Deus culmina na entrega de Si mesmo para satisfazer a fome espiritual da humanidade. Hoje, somos convidados a olhar para o deserto não como um lugar de abandono, mas como o palco onde a fidelidade de Deus se torna nossa porção diária.

Pr. Eli Vieira



‘As restrições fecham portas, Deus abre janelas’, diz pastor sobre evangelismo na China

 Cristãos chineses permanecem fieis em meio à repressão religiosa. (Foto: Ilustração/CBN News)

Em meio à repressão religiosa, líderes permanecem fiéis e trabalham para continuar pregando o Evangelho no país: “Estamos fazendo o que Deus nos chamou para fazer”.

Com o aumento das restrições em meio à repressão religiosa na China, cristãos relatam que evangelizar no país tem se tornado cada dia mais desafiador.

Recentemente, o governo comunista chinês divulgou novos regulamentos que restringem ainda mais a divulgação de conteúdos cristãos e evangelismo na internet

No entanto, os cristãos permanecem encorajando uns aos outros: "Precisamos apenas permanecer fiéis neste momento. Permanecer fiéis e conectados com nossos irmãos e irmãs na China e com nossa liderança pastoral lá", disse Eric Burklin, da organização cristã China Partner.

"Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance, dentro do sistema, para servir a Cristo, permanecer fiéis e alcançar o máximo de pessoas possível para Jesus", acrescentou.

‘As restrições fecham portas, Deus abre janelas’

Nesse contexto, a China Partner busca se conectar com a Igreja Chinesa por meio do engajamento com suas lideranças. A organização mantém contato com pastores e seminaristas por meio do WeChat e mensagens de texto.

Embora enfrentem muitas restrições, um pastor declarou: “Quando as restrições governamentais fecham portas, Deus abre janelas”.

Burklin contou que um professor de um seminário na cidade de Wuhan pediu orações e se mostrou encorajado pelo apoio da organização:

“Toda vez que mando uma mensagem, ele me responde com um emoji sorrindo e diz: 'Você sabe que ainda estamos fazendo o que Deus nos chamou para fazer. Sou muito grato por você também estar fazendo o que Deus te chamou para fazer'”.

Enquanto a China Partner aguarda iniciar o ministério no país, a equipe continuará realizando encontros locais. Na prática, o contato com os cristãos na China será cada vez mais discreto.

Antes, equipes parceiras visitavam igrejas, seminários e escolas bíblicas; agora, precisam de autorização até para reuniões. Burklin afirmou que a estratégia é ir às cidades convidar os líderes para encontros em hotéis, sem necessidade de registro.

‘Orem pela China’

Mesmo com a repressão às igrejas, o governo tenta atrair estrangeiros com vistos de turista. Segundo Burklin, a China Partner pretende aproveitar essa oportunidade como uma estratégia evangelística.

“Por favor, orem para que isso continue e para que a liderança do governo comunista não restrinja essa prática, reconhecendo a necessidade mútua entre a China e o resto do mundo”, afirmou Burklin. 

E continuou: “Orem também para que os ministérios encontrem maneiras criativas de servir na China. Por favor, orem pela liderança governamental na China e em todo o mundo”.

Sobre o presidente Xi Jinping, ele declarou: “Temos uma reação negativa a líderes poderosos que consideramos maus ou anticristãos, mas eles são homens e mulheres que Deus criou à sua imagem. Então, comecei a orar por ele e sinto mais amor e preocupação com sua alma do que apenas reagir às suas mudanças de política. Tem sido uma jornada espiritual incrível para mim”.


Fonte: Guiame, com informações de Mission Network News

“O maior desejo dos cristãos do Irã é viver a fé sem medo”, diz iraniana que fugiu do país

 Imagem ilustrativa. (Foto: Portas Abertas Brasil).

Em entrevista ao Guiame, Bahar Rad contou como enfrentou a perseguição quando seu pai foi preso e como os irmãos iranianos vivem sua fé em segredo.


Bahar Rad e sua família experimentaram a perseguição do regime islâmico após se converterem a Cristo no Irã.

Em 2013, eles precisaram fugir do país por segurança e recomeçar suas vidas em outro país. 

Hoje, Bahar atua como Porta-voz da Missão Portas Abertas sobre o Irã e contou ao Guiame como é ser cristão em uma nação que proíbe o cristianismo.

Na adolescência, ela testemunhou Deus impactar sua família após seu pai aceitar Jesus.

“Ele teve contato com o Evangelho através de um programa cristão em língua persa na televisão por satélite e, a partir daquele momento, algo em sua vida mudou. Lentamente, essa mudança começou a impactar a todos nós como família”, contou ela.

“Eu ainda era jovem na época, mas pude ver a diferença nele, sua paz, sua esperança e a maneira como ele vivia”.

Nessa época, Bahar frequentou uma igreja doméstica apenas algumas vezes por causa dos riscos.

“Embora eu só tenha frequentado algumas vezes, esses momentos permaneceram profundamente em minha memória”, comentou.

Pai preso 

Mais tarde, seu pai foi preso pelas autoridades devido a sua conversão à fé cristã. Bahar, seus irmãos e sua mãe enfrentaram momentos de luta espiritual e emocional diante da perseguição.

“Foi uma das fases mais difíceis de nossas vidas. Vivíamos com medo e incerteza, sem saber se meu pai voltaria para casa. Meus irmãos mais novos perguntavam constantemente sobre ele, e tínhamos que esconder a verdade”, lembrou ela.

Segundo a iraniana, sua fé cresceu mesmo em meio a dor de ter o pai preso. “Eu tinha muitas perguntas: Por que isso estava acontecendo se estávamos seguindo a verdade? Mas, naquele momento de confusão, experimentei a presença de Deus como um Pai amoroso de forma muito pessoal e real”, afirmou. 

“Ele me deu uma sensação de paz e a certeza de que Ele ainda estava no controle. Foi então que minha fé se tornou pessoal, não apenas algo que eu tinha visto em meu pai”, testemunhou.

Bahar Rad disse que sua mãe foi a que mais sofreu durante a prisão do esposo. “Minha mãe carregava um fardo ainda mais pesado. Ela criava três filhos sozinha, trabalhava e enfrentava a pressão tanto das autoridades quanto de nossos familiares”, observou.

E ressaltou: “Como família, nos apegamos a Deus não porque fosse fácil, mas porque Ele era nossa única fonte de força. Foi isso que nos ajudou a permanecer firmes”.

Após 13 meses na prisão, o pai de Rad foi libertado. Então, a família fugiu do Irã e enfrentou dificuldades como refugiados até se estabelecerem em outro país. Hoje, Bahar mantém contato com cristãos iranianos, os encorajando em sua caminhada com Jesus.

Despertar espiritual no Irã

Sobre os relatos de um despertar espiritual no Irã, Rad confirmou que são reais e que o avivamento está acontecendo de maneira discreta.

“Apesar de toda a pressão e dos riscos, a Igreja está crescendo. As pessoas estão em busca de verdade, esperança e significado, especialmente em meio a dificuldades, injustiças e decepções”, relatou.

Os cristãos iranianos pregam o Evangelho não somente por meio de palavras, mas também por meio de suas vidas, ajudando e servindo as pessoas durante os momentos de dificuldade.

“Esse crescimento muitas vezes acontece silenciosamente. Muitos chegam à fé por meio de relacionamentos pessoais, atos de bondade ou até mesmo por meio de mídias como programas de satélite ou plataformas online”, disse Bahar.

“Mesmo na prisão, vimos vidas transformadas. Meu próprio pai compartilhou o Evangelho durante sua prisão e muitos se converteram. Então, sim, há um verdadeiro despertar espiritual, mas está acontecendo de uma maneira discreta e muitas vezes custosa”, avaliou.

“Os crentes iranianos desejam ser lembrados”

Bahar ainda relatou os principais anseios dos cristãos iranianos que precisam manter sua fé em segredo.

“Um de seus maiores desejos é simplesmente ter liberdade, a liberdade de crer, de adorar e de viver sua fé abertamente, sem medo”, declarou.

Os crentes também sentem falta de congregar em uma igreja com outros seguidores de Jesus. 

“Há também um profundo desejo de conexão. Muitos crentes se sentem isolados, especialmente aqueles que não têm acesso a uma igreja doméstica. Eles anseiam por comunhão, por comunidade e por saber que não estão sozinhos”, contou Bahar.

E acrescentou: “Outro desejo é permanecer fiel ao seu chamado. Apesar dos riscos, muitos querem continuar servindo aos outros, compartilhando o Evangelho e sendo uma luz em suas comunidades”.

Bahar Rad enfatizou que os irmãos iranianos anseiam por ser lembrados por outros cristãos ao redor do mundo.

“Eles desejam profundamente ser lembrados. Saber que outros cristãos ao redor do mundo estão orando por eles e os apoiando traz força e encorajamento. Isso os lembra de que fazem parte de um só corpo, uma só família global em Cristo”, finalizou ela.


Fonte: Guiame, Cássia Kieffer

sábado, 7 de março de 2026

Jeová Rafá: O Deus que Sara no Deserto


 Jeová Rafá: O Deus que Sara no Deserto

A caminhada de três dias pelo deserto de Sur, logo após a vitória retumbante no Mar Vermelho, revela uma verdade incômoda sobre a natureza humana: a nossa fé é frequentemente testada pela sede. Para o povo de Israel, o deserto não era apenas um lugar geográfico, mas um ambiente de despojamento onde as seguranças externas desapareciam. Quando finalmente encontraram água em Mara, a expectativa de alívio transformou-se em profunda frustração, pois as águas eram amargas e impossíveis de beber, espelhando o desânimo que começava a brotar no coração da multidão.

O episódio de Mara nos ensina que a amargura da vida não é um sinal da ausência de Deus, mas o cenário para uma nova revelação de Seu caráter. Diante da murmuração do povo, Moisés não reagiu com argumentos humanos, mas com oração. A resposta divina foi a indicação de uma árvore que, ao ser lançada nas águas, removeu todo o seu amargor. Esse ato simbólico aponta para a capacidade de Deus de intervir diretamente em nossas realidades mais difíceis, utilizando elementos que Ele mesmo providencia para transformar o que era insuportável em algo restaurador.

É precisamente nesse contexto de crise e solução que Deus se apresenta com um novo nome: Jeová Rafá, "Eu sou o Senhor que te sara". É fascinante notar que Deus não se revelou como Curador em um hospital ou em um momento de paz, mas diante de águas contaminadas e de um povo emocionalmente desgastado. Isso estabelece que a cura divina não é apenas um evento físico isolado, mas uma identidade permanente de Deus em relação aos Seus filhos, abrangendo tanto o mundo natural quanto o espiritual.

A promessa de cura em Êxodo 15 vem acompanhada de uma condição: a obediência à voz do Senhor. Deus liga a saúde do povo à sua disposição de ouvir e praticar os Seus mandamentos. Ao dizer que não enviaria sobre eles as enfermidades que enviou sobre o Egito, o Senhor posiciona a cura como um benefício da aliança. O Deus que sara é Aquele que também preserva, oferecendo um estilo de vida que promove a integridade do corpo e da alma através do alinhamento com a Sua vontade soberana.

A árvore lançada nas águas amargas é frequentemente vista como um símbolo da intervenção redentora. Assim como aquele pedaço de madeira tornou doce a água de Mara, a presença de Deus em nossas "águas amargas" — decepções, perdas e traumas — tem o poder de alterar a essência da nossa dor. O Deus que sara não remove necessariamente o deserto, mas Ele altera o sabor da nossa experiência nele, permitindo que o que antes nos causava repulsa se torne uma fonte de aprendizado e sobrevivência.

Após a experiência da cura em Mara, o Senhor conduziu o povo a Elim, um lugar de abundância com doze fontes e setenta palmeiras. Essa transição é vital para entendermos a pedagogia divina: Deus permite a passagem por Mara para que conheçamos Seu poder restaurador, mas Seu desejo final é nos levar ao repouso de Elim. O Deus que sara é o mesmo Deus que conduz ao oásis, garantindo que o tempo de privação tenha um limite e que o refrigério seja pleno e proporcional às nossas necessidades.

Portanto, a mensagem de Êxodo 15.22-27 é um convite à confiança inabalável. Independentemente de quão amargas estejam as circunstâncias hoje, a identidade de Deus como Curador permanece inalterada. Ele nos convida a lançar diante d'Ele as nossas amarguras, confiando que Ele tem o poder de transformar o nosso deserto em um caminho de milagres e nossas crises em oportunidades de conhecê-Lo mais profundamente.

Pr. Eli Vieira

O PODER QUE VEM DO ALTO

 


O tema do poder que vem do alto, conforme exposto em Zacarias 4:1-6, revela uma ruptura profunda com a lógica humana de força e conquista. No contexto histórico, o povo de Israel retornava do exílio e enfrentava a monumental tarefa de reconstruir o Templo em meio a escombros e oposição. A visão do candelabro de ouro e das duas oliveiras entregue ao profeta Zacarias serve como um lembrete visual de que as grandes obras de Deus não são sustentadas por recursos terrenos, mas por uma fonte inesgotável de provisão espiritual.

O simbolismo das duas oliveiras que vertem azeite diretamente para o candelabro ilustra a natureza desse poder: ele é contínuo, orgânico e sobrenatural. Enquanto um candelabro comum precisaria ser reabastecido manualmente por sacerdotes, o da visão de Zacarias possuía um fluxo direto da própria fonte. Isso ensina que o poder que vem do alto não depende de reservatórios humanos de energia ou talento, mas da conexão ininterrupta com a presença de Deus, que mantém a luz acesa mesmo quando as circunstâncias ao redor sugerem trevas e desânimo.

A declaração central do versículo 6 — "Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos" — é o clímax dessa revelação. Aqui, o termo "força" refere-se à eficiência coletiva ou exércitos, enquanto "violência" (ou poder) remete à força individual e ao vigor físico. Deus deixa claro a Zorobabel que a reconstrução não seria concluída por estratégias militares ou braço humano, mas pela ação invisível e eficaz do Espírito Santo, que remove obstáculos e capacita o homem para além de suas limitações naturais.

Esse poder que vem do alto atua como um nivelador de dificuldades, transformando "montanhas" em planícies, como sugere o desdobramento do texto. Quando reconhecemos que a fonte da eficácia é divina, o peso da ansiedade e da autossuficiência é removido de nossos ombros. O poder do Espírito não anula o trabalho humano, mas o santifica e o torna frutífero, garantindo que o resultado final não exalte a habilidade do construtor, mas a graça dAquele que deu a ordem e a capacitação.

Conclui-se que viver sob o poder que vem do alto exige uma postura de rendição e confiança. Em um mundo que idolatra o esforço próprio e o acúmulo de influência, a mensagem de Zacarias permanece atual e desafiadora. A verdadeira vitória e a edificação de algo duradouro dependem da nossa capacidade de silenciar o ruído da nossa própria força para ouvir e depender da direção do Espírito. É nesse lugar de dependência que o ordinário se torna extraordinário e a luz de Deus brilha com total intensidade.

 

Pastor Eli Vieira 

sexta-feira, 6 de março de 2026

O Cântico de Moisés: Um Memorial de Gratidão



 O capítulo 15 de Êxodo, nos versículos de 1 a 19, apresenta o "Cântico de Moisés", uma das peças poéticas mais antigas e poderosas das Escrituras. Este hino de vitória surge em um momento de alívio absoluto, logo após os israelitas atravessarem o Mar Vermelho e testemunharem a derrota das forças de Faraó. O texto não é apenas uma celebração de sobrevivência, mas a fundação da identidade litúrgica de Israel, onde o povo deixa de ser um grupo de escravos fugitivos para se tornar uma congregação que adora o seu Libertador.

O cântico começa com uma exaltação direta à soberania de Deus: "O Senhor é a minha força e o meu cântico". Essa declaração inicial estabelece que a vitória não foi conquistada por armas humanas ou estratégia militar, mas pela intervenção direta do Divino. Ao descrever o Senhor como um "homem de guerra", a poesia bíblica utiliza uma metáfora vívida para um povo que acabara de ver o maior exército da época ser desmantelado sem que Israel precisasse disparar uma única flecha.

A narrativa poética detalha com precisão a queda do Egito, usando imagens de peso e submersão. O texto afirma que os escolhidos capitães de Faraó "afundaram-se no Mar Vermelho" e "desceram às profundezas como pedra". Essa linguagem enfatiza a totalidade da derrota egípcia; o orgulho e a força do império foram engolidos pelas águas, servindo como um lembrete de que o poder terreno, por mais imponente que pareça, é limitado diante da vontade do Criador.

Um ponto central da passagem é o reconhecimento da santidade e da singularidade de Deus. No versículo 11, o coro pergunta: "Quem é como tu entre os deuses, ó Senhor?". Esta pergunta retórica sublinha o triunfo teológico sobre o panteão egípcio. O texto descreve como o simples "sopro das tuas narinas" fez as águas se amontoarem, mostrando que os elementos da natureza, que muitas nações antigas adoravam como divindades, são meros instrumentos nas mãos do Deus de Israel.

O cântico também possui uma dimensão profética que olha além das margens do Mar Vermelho. Ele descreve o impacto que esse evento teria sobre as nações vizinhas: o terror que se apoderaria de Edom, Moabe e dos habitantes de Canaã. Essa "guerra psicológica" espiritualizada demonstra que o êxodo não foi um evento isolado, mas o início de uma marcha que levaria o povo até o "lugar que tu, ó Senhor, fizeste para a tua habitação", referindo-se ao santuário futuro.

Nos versículos finais desta seção (17-19), o foco se volta para a estabilidade e o reinado eterno. A promessa de que Deus plantaria o Seu povo "no monte da tua herança" traz segurança a uma multidão que se encontrava em pleno deserto. A conclusão do cântico — "O Senhor reinará eterna e perpetuamente" — sela o compromisso de fidelidade entre Deus e a nação, elevando o evento histórico ao nível de uma verdade espiritual atemporal.

Por fim, o Cântico de Moisés funciona como um memorial de gratidão que ecoa por toda a história bíblica. Ele ensina que a resposta adequada à libertação é o louvor e que a memória das vitórias passadas é o combustível para a fé nos desafios que viriam no deserto. Ao transformar um milagre em música, Israel garantiu que a história de sua redenção fosse gravada não apenas em registros, mas no coração e na voz de cada geração subsequente.

Pr. Eli Vieira Filho

Atriz de Hollywood dedica sua carreira a Deus após conversão: 'Vou espalhar a Palavra'

 

Danica McKellar. (Foto: Reprodução/The Christian Post)

Danica McKellar afirmou que a transformação mais significativa de sua vida aconteceu fora das telas.

A atriz Danica McKellar voltou a falar sobre seu relacionamento com Deus durante um evento cristão nos Estados Unidos e afirmou que a transformação mais significativa de sua vida aconteceu fora das telas.

Desde que se converteu há cerca de três anos, Danica tem experimentado um novo tempo em sua vida pessoal e profissional. 

Danica alcançou a fama pela primeira vez aos 12 anos. Nas décadas seguintes, a atriz construiu uma carreira sólida na televisão e no cinema dos EUA. Porém, nos últimos anos, seu foco profissional tem se voltado para conteúdo cristão. 

No Movieguide Awards, premiação anual que reconhece produções com valores familiares e inspiradores, especialmente ligados à fé cristã, Danica recebeu uma indicação por sua atuação em “Have We Met This Christmas?” (“Já nos encontramos neste Natal?”), seu 12º filme natalino e sua estreia como roteirista.

O filme narra a história de uma executiva do ramo imobiliário que perde a memória após um acidente de carro e busca refúgio em uma pousada de uma pequena cidade, onde acaba se apaixonando pelo filho da proprietária.

“Minha jornada de fé é relativamente recente, tem apenas três anos e meio. Como escrevi o filme pelo qual fui indicada esta noite, estou recebendo esta oportunidade. Deus está dizendo: 'Todas essas novas descobertas que você está fazendo em nosso novo relacionamento — vamos usá-las em seus filmes. Vamos espalhar a Palavra. Vamos usá-las em suas redes sociais. Use essas coisas para ajudar a tornar o mundo um lugar melhor’. Então, estou ouvindo a orientação de Deus sobre como fazer isso”, afirmou ela.

Para ela, o crescente interesse em filmes e séries cristãos reflete uma fome cultural mais profunda:

“Acredito que existe um público inteiro ansiando por esse tipo de conteúdo. O resto do entretenimento seguiu uma direção tão diferente que muitas pessoas estão dizendo: 'Quero assistir a algo com a minha família que nos faça sentir bem depois e que não nos deixe com más lembranças'. E nós podemos oferecer isso”.

Confiança em Deus

Antes de se render a Cristo, Danica enfrentava a pressão de querer controlar os resultados, o que lhe causava estresse e ansiedade.

“O que descobri é que confiar em Deus não significa deixar de trabalhar duro, fazer tudo o que foi planejado. Significa confiar em Deus e não se preocupar com todos os detalhes que você já planejou. Planejo e depois entrego tudo nas mãos do Senhor”, afirmou ela.

Danica destacou que confiar em Deus é “mais fácil de dizer do que fazer”, mas seguir a direção do Senhor a levou à maior e mais significativa mudança em sua vida. Hoje, a atriz disse que vê seu trabalho como uma extensão de sua fé.

“Essa é a maior diferença que notei. Tenho muito mais paz em meio a tudo isso. É como me sinto dentro da minha cabeça e dentro do meu corpo. Isso é o que mais mudou”, concluiu.


Fonte: Guiame, com informações de The Christian Post

quarta-feira, 4 de março de 2026

DEUS PROTEGE O SEU POVO


 O tema da proteção divina em Êxodo 14:15-31 revela que o cuidado de Deus com Seu povo não é passivo, mas uma força ativa que intervém nos momentos de maior vulnerabilidade. Quando os israelitas se viram encurralados pelo Mar Vermelho e pelo exército egípcio, a proteção começou com uma mudança de perspectiva: Deus ordenou que parassem de clamar em desespero e que marchassem. A fé, sob a proteção do Senhor, exige movimento mesmo quando o caminho à frente parece inexistente.

A proteção de Deus manifestou-se fisicamente através da alteração da geografia e dos elementos naturais. Ao ordenar que Moisés levantasse o cajado, o Senhor enviou um vento oriental que dividiu as águas, criando um corredor de escape. Isso demonstra que, para proteger os Seus, Deus detém autoridade absoluta sobre a criação, transformando obstáculos intransponíveis em solo firme e seguro para o caminhar de Seus filhos.

Um detalhe crucial da proteção divina nessa passagem é o papel da coluna de nuvem. Ela se moveu da frente para a retaguarda do acampamento de Israel, servindo como um escudo vivo. Enquanto trazia luz e clareza para o povo de Deus, trazia trevas e confusão para os inimigos. Essa barreira sobrenatural garantiu que, durante toda a noite de travessia, o perigo fosse mantido à distância, provando que Deus se coloca entre o Seu povo e as ameaças que tentam alcançá-lo.

A proteção de Deus também se revela na confusão que Ele lança sobre aqueles que intentam o mal. Enquanto os egípcios perseguiam Israel pelo meio do mar, o Senhor travou as rodas de seus carros e causou pânico em suas fileiras. Proteger o povo escolhido envolveu não apenas abrir caminhos, mas também desestabilizar as forças opressoras, mostrando que nenhuma estratégia humana ou poder militar pode prevalecer contra a vontade e o cuidado do Criador.

No clímax da narrativa, a proteção divina assume uma forma definitiva através da justiça. Ao amanhecer, quando Israel já estava em segurança na outra margem, as águas retornaram ao seu estado normal, submergindo o exército perseguidor. O mesmo Mar Vermelho que serviu de berço para a liberdade de Israel tornou-se o local do julgamento para o Egito. Deus protegeu Seu povo eliminando a ameaça que os escravizava, garantindo que o passado de opressão não pudesse mais persegui-los.

Além da segurança física, Deus protegeu a identidade e a fé de Israel. Ao verem o grande feito realizado pelo Senhor, o povo foi liberto do medo paralisante e revestido de um temor reverente e confiança. A vitória no mar não foi apenas uma sobrevivência estratégica; foi a proteção da promessa de Deus para aquela nação, assegurando que o propósito divino para suas vidas continuaria intacto, apesar das adversidades do deserto.

Por fim, o relato encerra reforçando que a proteção de Deus estabelece autoridade e ordem. O povo creu no Senhor e em Seu servo Moisés, compreendendo que estar sob o cuidado divino exige obediência e reconhecimento de Sua soberania. O êxodo pelo Mar Vermelho permanece como o maior símbolo bíblico de que, para Deus, não há becos sem saída; Sua proteção é a garantia de que o Seu povo sempre chegará ao destino que Ele preparou.

Pr. Eli Vieira Filho

Líderes de igrejas domésticas no Irã relatam crescimento do Evangelho em meio aos conflitos

 A igreja no Irã continua crescendo em meio aos conflitos. (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)

Em meio aos conflitos no Irã, cristãos estão compartilhando o Evangelho, levando pessoas a Jesus e celebrando batismos.

Líderes de igrejas domésticas no Irã estão testemunhando como Deus está alcançando suas comunidades em meio a guerra e lhes apresentando a esperança em Jesus.

Nos últimos meses, a onda de protestos que se espalhou pelo país, teve uma resposta violenta por parte do governo, resultando em milhares de mortes. Segundo a organização cristã Global Christian Relief, as informações divulgadas não refletem a realidade do que está acontecendo.

Contudo, os cristãos iranianos permanecem fiéis ao Senhor e têm se mobilizado para ajudar a população: “Uma igreja incrivelmente madura está surgindo”, disse um parceiro da Global Christian Relief.

E continuou: “É isso que está acontecendo no Irã agora. Em um dos lugares mais sombrios da Terra para os seguidores de Jesus, a Igreja está brilhando”.

O poder do Evangelho

Bita* lidera uma igreja doméstica em uma cidade iraniana profundamente religiosa. Em janeiro, ela e sua filha de 17 anos participaram de protestos públicos em sua cidade. 

Quando as forças de segurança tentaram reprimir as manifestações, a polícia disparou balas de borracha contra a multidão e a filha de Bita foi atingida na perna.

Na ocasião, os hospitais haviam recebido ordens das autoridades para fechar. Então, Bita precisou deixar a cidade em busca de atendimento. 

Após horas de viagem, elas chegaram a outro município, onde a líder pediu a duas enfermeiras que ajudassem a tratar os ferimentos de sua filha.

Mesmo em meio à dor, Bita compartilhou o Evangelho com as enfermeiras e ambas aceitaram Jesus: 

“Essa conversa não aconteceu em um ambiente seguro. Aconteceu sob pressão. Num país onde seguir Jesus pode levar a interrogatórios ou prisão. E, no entanto, ela falou”.

Enquanto Bita e sua filha permaneceram naquela cidade, ela também batizou as enfermeiras. Após voltarem para casa, mais cinco pessoas se renderam ao Senhor por meio de seu ministério.

“Essa é a Igreja no Irã. Enquanto as potências globais debatem estratégias, os crentes que vivem na clandestinidade continuam discipulando. Continuam se reunindo. Continuam compartilhando Cristo em quartos de hospital e salas de estar”, afirmou a organização.

“É assim que a fé se manifesta sob pressão. Bita é uma entre milhares de crentes secretos no Oriente Médio que, mesmo assim, estão avaliando as consequências e escolhendo Cristo. Eles lideram igrejas domésticas, discipulam novos convertidos e compartilham o Evangelho em lugares onde isso é punível com prisão ou morte. Eles precisam de discipulado. Precisam de comunidade. E precisam saber que a Igreja global os vê”, acrescentou.

A Igreja no Irã em ação

No último fim de semana, iranianos e israelenses celebraram juntos nas ruas de diversas partes do mundo após o anúncio da morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei

Khamenei e outras autoridades do alto escalão do regime islâmico foram eliminados durante os ataques realizados por Israel e Estados Unidos, no último sábado (28).

A instabilidade no país pode levar a repressões, bloqueios da internet, aumento de prisões e retaliação. 

“É neste momento que a Igreja mais precisa de nós. Momentos de convulsão política costumam ser os mais perigosos para os crentes. Este não é o momento para simplesmente analisar. Este é o momento de orar”, declarou a Global Christian Relief. 

“As manchetes continuarão mudando. O Evangelho não. Enquanto o Irã entra em um novo capítulo incerto, nossos irmãos e irmãs ainda estão lá. Vamos nos unir a eles em oração”, concluiu.

*Nome alterado por motivo de segurança


Fonte: Guiame, com informações de Global Christian Relief



terça-feira, 3 de março de 2026

O CENÁRIO PARA MANIFESTAÇÃO DA SOBERANIA DE DEUS


 O relato de Êxodo 14.1-14 não é apenas uma crônica de fuga, mas a montagem meticulosa de um cenário onde a autossuficiência humana deveria morrer para que a soberania divina resplandecesse. O texto começa com uma instrução de Deus que desafia a lógica militar: Ele ordena que o povo retroceda e acampe em um local específico, entre Migdol e o mar. Geograficamente, Israel estava sendo colocado em uma armadilha, uma estratégia divina para atrair o orgulho do Faraó e demonstrar que nenhum exército terreno pode frustrar os planos do Criador.

A soberania de Deus manifesta-se, curiosamente, através do endurecimento do coração do Faraó. Ao observar o movimento dos hebreus, o monarca egípcio concluiu que eles estavam "encurralados pelo deserto". O que Faraó interpretou como um erro estratégico de Moisés era, na verdade, a isca de Deus. Este aspecto da narrativa revela que até a rebeldia e a arrogância dos poderosos são instrumentos sob o controle do Senhor, servindo ao propósito final de exaltar o Seu nome sobre todas as nações.

Quando o exército egípcio — a maior potência militar da época — surgiu no horizonte com seus seiscentos carros de elite, o cenário de crise atingiu seu ápice. Para Israel, o barulho das carruagens era o som do extermínio; para Deus, era a oportunidade de desmascarar a impotência dos ídolos do Egito. A soberania divina brilha com mais intensidade justamente quando todas as saídas humanas são bloqueadas, forçando o homem a olhar para cima em vez de olhar para os lados em busca de socorro.

A reação de pânico do povo, que preferia a segurança da escravidão ao risco da liberdade, destaca o contraste entre a visão limitada das criaturas e a onisciência do Criador. Os israelitas focaram nos túmulos do Egito e no mar intransponível, provando que o medo é o maior inimigo da percepção da soberania de Deus. No entanto, o desespero do povo não anulou a promessa divina, mostrando que a fidelidade do Senhor não depende da coragem daqueles que Ele escolheu salvar.

Moisés surge nesse cenário como o porta-voz da postura que a soberania exige: a quietude. Ao dizer ao povo "não temais", ele não estava oferecendo um otimismo vazio, mas uma ordem fundamentada no caráter de Deus. A soberania não se discute, se contempla. O comando de Moisés para que o povo permanecesse firme e visse o livramento do Senhor estabelece que o papel do ser humano em meio ao agir de Deus é a confiança absoluta, mesmo quando o próximo passo parece levar ao abismo.

O versículo 14 encerra o ciclo de preparação para o milagre com uma promessa definitiva: "O Senhor lutará por vós, e vós vos calareis". Aqui, a soberania é apresentada como a substituição total do esforço humano pela ação divina. O silêncio exigido do povo não era um sinal de passividade covarde, mas de reverência diante de um guerreiro invencível. Naquele momento, a batalha deixou de ser entre Israel e Egito para se tornar um confronto direto entre o Criador e aqueles que ousavam tocar em Seu povo.

Ao final desses catorze versículos, o cenário está pronto. O mar está à frente, o inimigo atrás e a nuvem de glória acima. A soberania de Deus é estabelecida não pela ausência de problemas, mas pela criação de uma situação onde somente a Sua mão poderia trazer a solução. O deserto e o mar tornaram-se o palco onde o mundo aprenderia que, quando Deus decide agir, a geografia se curva, exércitos se desfazem e a história é reescrita para a Sua glória

Pr. Eli Vieira

Cristãos enfrentam maior perseguição da história, aponta relatório de 2026

 

Imagem ilustrativa gerada por IA)

Número de cristãos perseguidos chega a 388 milhões e atinge o maior nível já registrado pelo monitoramento global.

Segundo o relatório anual de 2025 da organização internacional Portas Abertas, mais de 380 milhões de cristãos enfrentaram níveis extremos de perseguição por causa de sua fé. Já no relatório de 2026, esse número subiu para 388 milhões — o maior registrado desde o início do monitoramento global.

Esse cenário se desenrola paralelamente a uma crescente tensão geopolítica no Oriente Médio.

No meu artigo de 2025, destaquei o paralelo entre o crescimento do antissemitismo e da violência contra judeus em escala global e a intensificação da perseguição e violência contra cristãos também em nível mundial. Ambos os grupos enfrentam um cenário que se aproxima de uma verdadeira catástrofe e calamidade.

Mais de 150 nações têm se posicionado contra Israel na ONU em apoio à causa palestina, muitas vezes alinhadas a uma agenda islâmica global.

Israel, cercado por países de maioria muçulmana, enfrenta o desafio constante de garantir sua sobrevivência em um ambiente marcado pela hostilidade e pela crescente polarização.

O islamismo já se consolidou como a religião mais influente do mundo, contando com o apoio de países de orientação comunista e de setores da agenda progressista nos países ocidentais de tradição judaico-cristã. Essa conjuntura frequentemente se manifesta em oposição a Israel e em defesa da Palestina, liderada pelo Hamas. Atualmente, cerca de 90% da população do Oriente Médio é muçulmana, enquanto os judeus representam apenas 3% da região, concentrando-se majoritariamente em Israel. Apesar desse desequilíbrio, tanto a ONU quanto a mídia mainstream demonstram apoio aberto às nações islâmicas, muitas das quais são responsáveis por perseguições sistemáticas contra judeus e cristãos.

É necessário compreender que os povos hostis aos judeus também se levantam contra os cristãos. Se não houver unidade entre ambos, o destino será marcado por agonia e morte.

10 países que mais perseguem os cristãos

A perseguição aos cristãos se intensifica em diversas partes do mundo. A seguir, a lista dos 10 países que mais perseguem cristãos, segundo o ranking da Portas Abertas - 2026:

1. Coreia do Norte

2. Somália

3. Iêmen

4. Sudão

5. Eritreia

6. Síria

7. Nigéria

8. Paquistão

9. Líbia

10. Irã

A lista completa dos 50 países mais hostis ao cristianismo revela um padrão preocupante, com destaque para nações de maioria muçulmana e regimes comunistas.

Os países ocidentais (judaicos-cristãos) são os países mais prósperos e desenvolvidos da terra, possuindo um alto nível no HDI (Human Development Index) da ONU, que aborda o desenvolvimento humano.

No topo do Annual Report de 2023/2024, os países que se destacaram como os mais prósperos da terra são: Islândia, Noruega, Suíça, Dinamarca, Alemanha, Suécia, Austrália, Hong Kong, Holanda, Bélgica, Irlanda, Finlândia, Singapura, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos entre muitos outros

Apesar de sua tradição judaico-cristã, muitos países ocidentais enfrentam um declínio acentuado da fé cristã, impulsionado pelo secularismo e pelo avanço do ateísmo.

A Europa, por exemplo, tem registrado o crescimento de comunidades islâmicas em diversas regiões, com relatos de aplicação da Sharia mesmo dentro de países democráticos.

Paradoxalmente, são justamente os países de tradição judaico-cristã que mais contribuem financeiramente e com ajuda humanitária para nações em crise — muitas das quais perseguem judeus e cristãos em seus territórios.

Sem cobertura da mídia

A ausência de cobertura jornalística sobre esse tema em veículos de grande circulação no Brasil é alarmante.

Este cenário evidencia que há uma agenda por trás disto, que opera em todas as mídias do país com o viés de alienar os espectadores, controlando as eleições do país e a cultura através da desinformação.

Naturalmente, se os cristãos soubessem a dimensão da perseguição comunista/islâmica, o apoio dessa classe seria maciço a Israel e a comunidade judaica.

Ao longo da minha caminhada cristã, tive contato com vídeos e imagens chocantes de cristãos sendo degolados, crucificados e até mesmo crianças queimadas vivas nos países onde há perseguição.

Surpreendentemente, esses horrores raramente são mostrados pela mídia aberta e tradicional.

Com cerca de 47,4 milhões de evangélicos, segundo o Censo 2022 do IBGE, e aproximadamente 100,2 milhões de católicos, o Brasil abriga uma das maiores populações de religiões cristãs do mundo. Ainda assim, grande parte desconhece a gravidade da perseguição religiosa em escala global, em razão da limitada difusão de informações.

Diante desse cenário, alerto para uma guerra espiritual em curso, marcada pela apostasia, pelo declínio da fé e pela ascensão de ideologias que se opõem aos valores cristãos. O chamado é claro: é hora de despertar, informar-se e posicionar-se.

Para obter o mapa dos países que mais perseguem cristãos do mundo, clique no link abaixo: https://portasabertas.org.br/lista-mundial/paises-da-lista/

 

Silas Anastácio é fundador do Ministério Davar, evangelista e expositor bíblico com sólida atuação há mais de uma década em temas relacionados ao Estado de Israel e à comunidade judaica. Também desempenha papel estratégico nos bastidores da mídia evangélica, contribuindo para a articulação e divulgação de conteúdos que fortalecem os valores da fé cristã.

* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: 1 em cada 4 profissionais judeus já presenciou situações de antissemitismo, diz pesquisa


Fonte: Guiame, Silas Anastácio

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

A Estratégia e a Presença de Deus


 A jornada de Israel para a liberdade não foi traçada pelo caminho mais curto, mas pelo mais sábio. Em Êxodo 13.17-22, vemos que a estratégia de Deus leva em conta a fragilidade humana. Ele sabia que, se o povo enfrentasse a guerra contra os filisteus logo de início, o medo os faria retroceder ao Egito. Isso nos ensina que os desvios de Deus em nossa vida não são atrasos, mas livramentos planejados por quem conhece o limite da nossa resistência emocional e espiritual.

Dessa forma, o Senhor conduziu o povo pelo caminho do deserto, contornando o Mar Vermelho. O texto destaca que os israelitas saíram "em ordem de batalha", indicando que, embora Deus os estivesse protegendo do conflito imediato, Ele também os estava organizando. A liberdade exigia disciplina. O deserto, portanto, não era apenas um cenário geográfico, mas uma sala de aula onde uma massa de ex-escravos começaria a ser forjada como uma nação sob a soberania de um único Rei.

Um elemento de profunda continuidade histórica e teológica aparece no versículo 19: os ossos de José. Ao levar os restos mortais do patriarca, Moisés cumpria um juramento de gerações. A presença daquele caixão no meio da marcha servia como um memorial profético. Lembrava a todos que, mesmo após séculos de silêncio e escravidão, a palavra de Deus empenhada aos antepassados permanecia viva. A fidelidade de Deus atravessa o tempo e não se apaga com a morte.

A estratégia divina também se manifesta na escolha de Etã como local de acampamento, no limite do deserto. Ali, onde os recursos naturais escasseiam e a segurança das cidades egípcias fica para trás, a dependência de Deus torna-se absoluta. É no "limite" que a nossa visão humana falha e a visão divina assume o controle. O deserto despe o homem de suas autossuficiências para que ele possa ser revestido pela providência que vem do alto.

Para guiar esse povo em terreno desconhecido, Deus estabeleceu uma presença visível e constante: a coluna de nuvem e a coluna de fogo. Durante o dia, a nuvem não era apenas um mapa, mas uma sombra protetora contra o sol inclemente. À noite, o fogo não era apenas luz, mas calor contra o frio do deserto. Deus manifestava Sua presença de forma adaptada às necessidades biológicas e psicológicas do povo, provando que Seu cuidado é integral.

A coluna de nuvem e a de fogo ensinavam a Israel o ritmo da obediência. Não havia um cronograma fixo entregue nas mãos de Moisés; o povo deveria olhar para cima para saber quando marchar ou quando acampar. Essa estratégia de Deus visa criar intimidade e vigilância. A caminhada cristã, espelhada nesse evento, não é sobre saber todo o futuro, mas sobre manter os olhos fixos na Presença que se move à nossa frente hoje.

O versículo 22 traz uma das afirmações mais reconfortantes das Escrituras: "Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem de dia, nem a coluna de fogo de noite". Mesmo quando o povo falhou, murmurou ou sentiu saudades do Egito, a Presença permaneceu. A fidelidade de Deus não é condicionada à perfeição do homem, mas ao Seu próprio caráter. Ele prometeu estar presente, e Sua coluna de fogo continuou a brilhar mesmo nas noites mais escuras da rebeldia israelita.

Concluímos que a estratégia e a presença de Deus em Êxodo 13 são as garantias de que ninguém é libertado para ser abandonado à própria sorte. O Deus que tira do Egito é o mesmo que traça a rota, carrega as promessas do passado e ilumina o caminho do futuro. Ele é o guia que conhece o terreno e o companheiro que não desiste da jornada, assegurando que o deserto seja apenas a passagem necessária para a Terra Prometida.

Pr. Eli Vieira Filho

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