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sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Sete cristãos eritreus detidos há mais de 20 anos

Pare e Pense!

Sete cristãos eritreus estão presos há mais de 20 anos por causa da sua fé. Acredita-se que muitos se encontrem no Centro de Investigação Criminal e Interrogatório Wengel Mermera, de máxima segurança. Nenhum teve direito a representação legal; nenhum foi formalmente acusado, julgado ou sentenciado.

Os cristãos que perderam a liberdade por causa da sua fé em Cristo são:

  • Reverendo Gebremedhin Gebregergis — ministro muito respeitado, com um ministério dedicado a tornar o Novo Testamento acessível numa língua local. Viúvo e pai de seis filhos.

  • Dr. Fitsum-Berhan Gebrenegus — pastor e antigo diretor de psiquiatria num hospital psiquiátrico de referência. Viúvo e pai de um filho.

  • Reverendo Dr. Tecleab Menghisteab — médico, sacerdote ordenado e teólogo; também ensinou o Novo Testamento numa língua local. A sua esposa e filhos vivem no exílio.

  • Pastor Meron (Million) Gebreselasie — pastor e anestesista num dos principais hospitais da Eritreia.

  • Dr. Kiflu Gebremeskel — pastor sénior, líder e ex-professor universitário de matemática; é casado e pai de quatro filhos.

  • Pastor Kidane Weldou — pastor sénior, casado e pai de quatro filhas; foi membro dos Gideões Internacionais na Eritreia.

  • Sr. Haile Nayzgi — líder de igreja e esposo; a sua esposa e três filhos fugiram do país após terem recebido avisos e ameaças de prisão dirigidas à esposa.

Situada junto ao Mar Vermelho, a Eritreia é governada por um regime totalitário que procura controlar todos os aspetos da vida. Poucas religiões são permitidas e o governo exerce um controlo apertado sobre as igrejas autorizadas.

Estima-se que cerca de 2 000 cristãos eritreus estejam detidos, mantidos em esquadras, campos militares e prisões em 12 locais identificados no país. Alguns dos detidos permanecem em contentores metálicos, expostos a condições desérticas extremas durante anos. Sem contacto com os seus familiares, as famílias desconhecem o estado e o paradeiro dos seus entes queridos.

Junte-se a nós em oração pela sua libertação.

Fonte: A Voz dos Mártires EUA; Voices for Justice; Religious Liberty Partnership

Motivos de Oração:

  • Ore pela libertação destes irmãos — para que Deus lhes conceda segurança imediata e que as autoridades lhes devolvam a liberdade.
  • Ore pelo consolo, provisão e proteção das famílias que ficaram — que a igreja global sustente e assista estes lares.
  • Ore pela transformação dos corações dos líderes e autoridades na Eritreia, para que a verdade do Evangelho avance e permeie justiça e liberdade religiosa.

O Prelúdio para a manifestação do Poder de Deus


 O capítulo 5 de Êxodo é frequentemente lido como um relato de fracasso, mas, na perspectiva bíblica, ele representa o prelúdio necessário para a manifestação do poder de Deus. É o momento em que a promessa divina colide com a resistência do mundo, gerando uma tensão que serve para esvaziar o homem de suas próprias estratégias. Antes que o braço forte do Senhor se estenda sobre o Egito, há um período de silêncio e agravamento da dor que prepara o cenário para o milagre.

A narrativa começa com Moisés e Arão entrando na corte egípcia munidos apenas de uma palavra: "Assim diz o Senhor". Este é o primeiro ato do prelúdio. Deus não inicia Sua obra com um espetáculo de força, mas com uma intimação ética e espiritual. A palavra profética atua como um reagente químico que expõe a natureza do ambiente; ao ser lançada, ela revela que o Faraó não apenas desconhece o Deus de Israel, mas se coloca em oposição direta a Ele, estabelecendo o conflito de soberanias.

A reação imediata de Faraó — o aumento da carga de trabalho e a retirada da palha para a fabricação de tijolos — é uma etapa crucial desse prelúdio. Muitas vezes, a manifestação do poder de Deus é precedida por uma piora nas circunstâncias visíveis. O inimigo intensifica a opressão como uma tentativa desesperada de sufocar a esperança recém-nascida. Esse agravamento não indica a ausência de Deus, mas sim que a estrutura da escravidão está sendo abalada em seus alicerces.

Os tijolos sem palha tornam-se o símbolo do esgotamento humano. Deus permite que o povo chegue ao limite de suas forças físicas e emocionais para que a libertação futura não seja confundida com uma reforma social ou um esforço diplomático. O prelúdio exige que Israel compreenda que sua sobrevivência não depende da benevolência do sistema egípcio, mas exclusivamente da intervenção sobrenatural. A escassez de recursos é o solo onde a providência divina melhor floresce.

A crise de identidade e liderança que surge quando os oficiais de Israel confrontam Moisés é outra faceta desse período preparatório. O prelúdio para o poder de Deus envolve a desconstrução das expectativas humanas sobre como a vitória deve parecer. O povo, que antes adorou ao ouvir a promessa, agora amaldiçoa aqueles que a trouxeram. Essa instabilidade emocional serve para provar que a fé genuína precisa estar ancorada no caráter de Deus, e não na facilidade das circunstâncias.

Neste cenário de caos, Moisés experimenta seu próprio deserto interior. Ele volta-se para o Senhor com um lamento honesto e angustiado: "Por que me enviaste?". Este questionamento é o ponto de inflexão do prelúdio. Deus usa a perplexidade do líder para ensiná-lo que a obra não é dele, mas do Senhor. O silêncio de Deus diante das queixas de Moisés é, na verdade, uma pausa dramática que antecede o "Agora verás" do capítulo seguinte, moldando a resiliência e a dependência do profeta.

A aparente vitória do Faraó no capítulo 5 é o pano de fundo escuro que fará o brilho das pragas e do êxodo ser ainda mais intenso. Se a libertação ocorresse no primeiro pedido de Moisés, o nome do Senhor não seria glorificado entre as nações como foi. O prelúdio serve para que o Egito, Israel e as nações vizinhas saibam que o livramento não veio de um acordo político, mas de um julgamento divino sobre os deuses e impérios deste mundo.

O prelúdio também funciona como um filtro de motivações. Aqueles que buscam a Deus apenas pelo alívio imediato tendem a desistir quando a "palha é retirada". Já aqueles que compreendem o propósito maior permanecem, ainda que em prantos. A dor do capítulo 5 é o parto da nação; sem a contração da agonia, não haveria o nascimento da liberdade. Deus usa a pressão do cativeiro para forjar a identidade de um povo que logo caminharia pelo meio do mar.

Por fim, Êxodo 5 nos ensina que o prelúdio para o poder de Deus é marcado pela paciência na tribulação. Quando as coisas parecem dar errado após termos obedecido a um chamado, não estamos fora da vontade de Deus; estamos apenas no meio do capítulo de preparação. O poder de Deus se manifesta plenamente quando o orgulho humano é silenciado e a nossa última esperança repousa apenas na Sua fidelidade. O deserto do capítulo 5 é a antessala da glória que estava por vir.

Pr. Eli Vieira

1.600 jovens aceitam Jesus em Universidade nos EUA: ‘Estão famintos pela verdade’

 

Mais de 5 mil estudantes louvaram a Deus no evento. (Foto: Reprodução/Instagram/Unite US)

Além das conversões, centenas de estudantes foram batizados em banheiras improvisadas no campus da universidade.


Na última terça-feira (10), um movimento de adoração na Universidade da Flórida Central (UCF) reuniu milhares de estudantes e resultou em mais de mil conversões e batismos.

Tonya Prewett, fundadora do ministério de evangelização universitária UniteUS, informou que 1.600 estudantes aceitaram Jesus no local: “O avivamento não está perdendo força", disse ela à CBN News.

Mais de 5 mil alunos participaram do evento no campus da universidade, onde ouviram a Palavra de Deus e foram tocados pelo Espírito Santo. 

“Se reuniram para exaltar o nome de Jesus. Centenas de estudantes foram batizados e muitos que se identificavam como ateus agora se identificam como cristãos. Que noite! Que Deus", testemunhou Tonya no Instagram.

“Ainda estamos maravilhados com a transformação de vidas que continuamos a testemunhar em todo o país. Deus está agindo de forma poderosa nos campi universitários, e sabemos que Ele ainda não terminou”, acrescentou.

‘Esta geração não desistiu de Jesus’

Após a pregação, os jovens que aceitaram Jesus e decidiram se batizar foram encaminhados à banheiras improvisadas no meio do campus.

No local, testemunharam publicamente sua fé em Cristo. O pastor Jonathan Pokluda, da Igreja Batista Harris Creek, em Waco, no Texas, também participou do evento.

“As pessoas adoram dizer que esta geração é um caso perdido. Que a Geração Z está distraída, viciada, confusa e quebrada demais. Mas estou convencido do contrário. Esta geração não desistiu de Jesus”, disse ele no Instagram.

“Vimos Deus agir de uma forma que só Ele pode. Mais de 1.600 estudantes entregaram suas vidas a Cristo — não por causa de propaganda, mas porque o Evangelho ainda é o poder de Deus para salvar”, acrescentou.

Em seguida, o pastor compartilhou alguns dos testemunhos que mais o impactaram durante o evento. Segundo ele, um segurança se aproximou e entregou seu cigarro eletrônico espontaneamente. 

“Não porque alguém o pressionou, mas porque ele não aguentava mais. Ele queria liberdade”, relatou.

Ele também contou o caso de uma jovem que havia tentado tirar a própria vida e, naquela noite, ela se rendeu a Cristo. Outro testemunho foi o de um jovem que vivia uma vida dupla e assumiu um compromisso de seguir Jesus.

“Em vez da morte, Jesus venceu. Ela se entregou àquele que dá a vida. É isso que acontece quando Cristo entra em uma sala. Correntes se quebram. A vergonha perde. A escuridão se dissipa”.

Por fim, ele declarou: “Não acredite na mentira de que esta geração está perdida. Eles estão buscando. Eles estão famintos. Eles estão desesperados pela verdade. E, quando ouvem o nome de Jesus sendo exaltado, eles respondem. Louvado seja Deus pelo que Ele está fazendo. O avivamento não está chegando, ele já chegou”.

Fonte: Guiame, com informações de CBN News

Deus escolhe improváveis



 O capítulo 4 de Êxodo funciona como um espelho para a alma humana, revelando como Deus ignora as métricas de sucesso do mundo para estabelecer o Seu Reino. O tema "Deus escolhe os improváveis para realizar o impossível" não é apenas um clichê motivacional, mas uma realidade teológica profunda. Moisés, aos oitenta anos, um exilado que trocou o luxo do Egito pelo anonimato do pastoreio, era o candidato mais improvável para liderar uma revolução contra a maior potência da época.

A improbabilidade de Moisés manifesta-se em sua voz embargada pelo medo. Ao argumentar que "não é eloquente" e possui a "língua pesada", ele apresenta um diagnóstico realista de suas limitações. No entanto, o erro de Moisés — e o nosso — é acreditar que o sucesso da missão depende do brilho da ferramenta, e não da mão de quem a maneja. Deus responde a essa insegurança com uma pergunta que desmorona qualquer desculpa: "Quem deu a boca ao homem?". A capacitação divina não anula a nossa fraqueza, mas a utiliza como palco para a Sua onipotência.

Um dos pontos altos do texto é a transformação de objetos comuns em instrumentos de poder. Quando Deus pede que Moisés jogue seu cajado ao chão e ele se torna uma serpente, há uma mensagem clara: o impossível começa com a entrega do que é comum. O cajado era o símbolo da vida de pastor de Moisés, sua segurança e seu sustento. Ao ser transformado, o objeto improvável tornou-se o "cajado de Deus", capaz de abrir mares e ferir impérios, provando que nas mãos do Criador, o ordinário ganha contornos de eternidade.

A escolha do improvável também envolve a dinâmica da dependência. Quando Moisés tenta recuar pela última vez, Deus permite que Arão seja seu porta-voz. Isso demonstra que Deus não precisa de indivíduos perfeitos, mas de corações dispostos a cooperar. A fraqueza de Moisés abriu espaço para a entrada de Arão, criando uma estrutura de liderança baseada na humildade e no apoio mútuo. O impossível de libertar uma nação escrava não seria feito por um super-homem, mas por uma parceria humana sustentada pelo fôlego divino.

O caminho do improvável até o impossível também exige um ajuste de conduta no secreto. O episódio estranho e tenso em que o Senhor confronta Moisés no caminho (Êxodo 4:24-26) lembra-nos de que a escolha divina requer santidade. Ser "improvável" não é uma licença para o relaxamento espiritual. Para realizar o impossível fora de si, Moisés precisava primeiro resolver as pendências da Aliança dentro de sua própria casa. A autoridade espiritual nasce da obediência nos detalhes que ninguém vê.

Quando Moisés e Arão finalmente se reúnem com os anciãos de Israel, o improvável começa a produzir o inacreditável. O povo, que estava sob o peso da opressão há séculos, vê os sinais e ouve as palavras de esperança. A transformação do medo de Moisés na adoração do povo é a prova final de que o escolhido não precisa ter todas as respostas, apenas a disposição de dar o primeiro passo. A fé do coletivo foi despertada pela coragem de um homem que se sentia insuficiente.

Por fim, Êxodo 4 nos ensina que a nossa maior qualificação diante de Deus é, muitas vezes, o reconhecimento de nossa própria incapacidade. Se confiarmos em nossos talentos, realizaremos apenas o que é humano; se confiarmos no Senhor, participaremos do impossível. Moisés entrou no capítulo como um pastor gago e saiu dele como o libertador de uma nação. Deus continua escrevendo histórias onde a fraqueza humana é o ponto de partida para o maior espetáculo da graça divina.

Pr. Eli Vieira

Evangelista é solto após 11 anos preso na Coreia do Norte

 Jang Moon Seok foi detido em 2014. (Foto: The Voice of the Martyrs).

Jang Moon Seok foi detido em 2014 por evangelizar e ajudar norte-coreanos na fronteira com a China.

Um cristão norte-coreano foi solto após passar 11 anos em uma prisão da Coreia do Norte, segundo a Missão Portas.

Jang Moon Seok* evangelizava e oferecia ajuda humanitária a cidadãos norte-coreanos que cruzavam a fronteira para ir à cidade chinesa Changbai em busca de comida, medicamentos e abrigo temporário. O trabalho missionário era feito ao lado do pastor mártir Han Chung-Ryeol.

“O diácono Jang recebia regularmente esses norte-coreanos visitantes por dias e semanas antes de retornarem à Coreia do Norte, lhes dando roupas quentes, os alimentando e fornecendo suprimentos que pudessem precisar para o retorno”, relatou a The Voice of the Martyrs, uma organização que apoia cristãos perseguidos.

“Vários desses norte-coreanos aceitaram a mensagem e se tornaram cristãos. Alguns retornaram repetidamente à casa de Jang para mais treinamento bíblico. Ele também os ensinaram a compartilhar sua fé com seus entes queridos”.

O evangelista foi visto pela última vez em 2014. Ele desapareceu depois de receber ligações de pessoas pedindo ajuda e ir a um rio próximo à fronteira para encontrar os necessitados.

Jang foi capturado e levado até a Coreia do Norte em novembro daquele ano. O regime o condenou a 15 anos de prisão sob acusação de “difamação do regime” e “tentativa de incitar a subversão” devido a seu trabalho evangelístico.

Recentemente, o Prisoner Alert – um braço da The Voice of the Martyrs – informou que Jang foi solto no dia 5 de novembro de 2025.

O cristão voltou para sua casa na China e está se recuperando ao lado da família. Ele se encontra fisicamente e mentalmente exausto.

De acordo com a Portas Abertas, a libertação de Jang Moon Seok é atípica, já que pessoas detidas por motivos religiosos raramente são libertados antes do fim da pena ou retornam para casa.

“A liberdade de Jang deve nos incentivar a continuar orando. Não pensávamos que ele sobreviveria, mas ele voltou para casa. Vamos orar para que os muitos cristãos atualmente detidos também sejam soltos”, declarou Simon Lee*, da equipe da Portas Abertas na região.

Cerca de 50 mil cristãos presos na Coreia do Norte

Atualmente, três missionários sul-coreanos estão presos na Coreia do Norte por seu trabalho evangelístico na fronteira. Eles estão na prisão há anos e o governo norte-coreano não divulgou nenhuma informação sobre o estado dos missionários.

A Portas Abertas estima que entre 50 mil e 70 mil cristãos norte-coreanos estejam presos em campos de trabalho forçado e prisões no país mais fechado do mundo. Grande parte foi detida por simplesmente possuir uma bíblia, participar de algum culto ou entrar em contato com cristãos estrangeiros. 

A Coreia do Norte permanece em 1° lugar da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas, de países mais difíceis de ser cristão. 

*Nomes alterados por motivos de segurança.

Fonte: Guiame, com informações de Portas Abertas e The Voice of the Martyrs


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O Deus que Age

 


A narrativa de Êxodo 3 marca um dos momentos mais decisivos da história bíblica: o encontro de Moisés com a sarça ardente. Ali, descobrimos que Deus não é uma entidade distante ou um observador passivo da história humana. Pelo contrário, Ele é o Deus que age, que intervém e que rompe o silêncio para cumprir Suas promessas. Esse encontro no deserto de Midiã revela que Deus tem um tempo específico para agir, muitas vezes aguardando o momento em que a nossa autossuficiência se esgota para manifestar Sua glória.

O agir de Deus manifesta-se, primeiramente, através da Sua atenção aos detalhes do sofrimento humano. No versículo 7, Ele declara: "Tenho visto a aflição do meu povo... e ouvi o seu clamor". Isso nos conforta com a verdade de que nada passa despercebido aos Seus olhos. Deus não age por impulso; Sua ação é uma resposta direta à dor e à oração daqueles que sofrem. Ele se importa com a opressão e não permanece indiferente diante da injustiça, mostrando que Seu caráter é intrinsecamente ligado à compaixão e à justiça.

Além de ver e ouvir, o texto enfatiza que Deus desce para libertar. O agir divino não é apenas teórico ou sentimental; é prático e transformador. Deus desceu para tirar o Seu povo do Egito e levá-lo para uma terra boa e ampla. Isso nos ensina que, quando Deus decide agir, Ele move céus e terra para alterar a geografia do nosso destino. Ele nos tira do lugar de escravidão e nos conduz para o lugar da promessa, provando que Sua mão é poderosa o suficiente para quebrar qualquer corrente.

A ação de Deus também envolve o chamado e a capacitação de instrumentos humanos. Ao escolher Moisés, um homem que se sentia incapaz e que havia fugido de seu passado, Deus demonstra que Seu agir não depende da perfeição do homem, mas da Sua própria presença. Quando Moisés pergunta "quem sou eu?", Deus responde com a única garantia necessária: "Eu serei contigo". O Deus que age não procura pessoas prontas; Ele capacita aqueles que Ele chama, tornando a fraqueza humana o palco para o Seu poder.

Um dos pontos altos desse capítulo é a revelação do nome de Deus: "EU SOU O QUE SOU". Esse nome revela a natureza eterna e a autossuficiência do Deus que age. Ele não é limitado pelo tempo, pelas circunstâncias ou pela vontade dos poderosos como o Faraó. Ele é o Deus presente, aquele que existe por Si mesmo e que tem todo o poder para sustentar Suas decisões. Essa revelação deu a Moisés a autoridade necessária para enfrentar o império mais poderoso da época, fundamentado na imutabilidade do caráter divino.

O agir de Deus também enfrenta a resistência humana com paciência e sinais. Moisés apresentou várias objeções, mas para cada dúvida, Deus ofereceu uma demonstração de Seu poder. Isso nos mostra que Deus conhece as nossas inseguranças e não desiste de agir através de nós por causa delas. Ele é o Deus que insiste, que provê sinais e que garante que Sua palavra não voltará vazia. A ação divina é persistente e triunfa sobre as nossas limitações psicológicas e espirituais.

É importante notar que o agir de Deus em Êxodo 3 está fundamentado em uma aliança antiga. Ele se identifica como o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Isso significa que a intervenção de Deus no presente é sempre fiel ao que Ele prometeu no passado. Ele age porque é fiel à Sua própria palavra. O tempo pode passar, as gerações podem mudar, mas o compromisso de Deus com o Seu povo permanece inabalável. Sua ação é a continuidade de um plano de redenção que atravessa os séculos.

A ação de Deus culmina em um propósito de adoração. Ele diz a Moisés que, após tirar o povo do Egito, eles serviriam a Deus naquele mesmo monte. Isso revela que o objetivo final da libertação de Deus não é apenas o conforto humano, mas a restauração da comunhão e da adoração. Deus age para nos libertar de tudo o que nos impede de prestar-Lhe o culto devido. Somos libertos de algo (a escravidão) para algo muito maior (a presença e o serviço a Deus).

Por fim, o Deus que agiu na sarça ardente é o mesmo que age hoje em nossas vidas. Ele continua vendo as nossas lutas, ouvindo o nosso clamor e descendo para nos socorrer através de Sua graça. A história de Moisés nos convida a tirar as sandálias dos pés, reconhecer a santidade do agir divino e confiar que, não importa quão forte seja o "Faraó" que enfrentamos, o "EU SOU" está no controle e nada é impossível para Ele.

Pr. Eli Vieira

Deus Transforma o Mal em Bênção


A passagem de Gênesis 50:15-21 representa o desfecho glorioso de uma trajetória marcada por dores profundas e reviravoltas improváveis. Após a morte de Jacó, o patriarca da família, os irmãos de José foram dominados pelo medo, acreditando que a bondade do governador do Egito era apenas uma fachada mantida em respeito ao pai. Eles projetaram em José o sentimento que eles mesmos teriam se estivessem no poder: o desejo de vingança. No entanto, o que eles não compreendiam é que Deus já havia operado uma cura profunda no coração daquele que fora vendido como escravo.

O temor dos irmãos revela como o pecado pode aprisionar a mente humana por décadas. Mesmo vivendo no conforto oferecido por José, eles ainda se sentiam devedores e culpados, a ponto de inventarem um pedido póstumo de Jacó para tentar garantir a própria sobrevivência. A reação de José ao ouvir o medo deles — o choro — mostra que ele se sentia profundamente tocado pela falta de compreensão dos irmãos sobre o seu perdão. Para José, a reconciliação não era uma estratégia política, mas o fruto de uma visão espiritual sobre a sua própria história.

Ao confrontar os irmãos, José faz uma pergunta que define o limite entre a soberania divina e o julgamento humano: "Acaso estou eu no lugar de Deus?". Essa frase é um lembrete de que o ato de julgar e punir não pertence ao homem, especialmente quando Deus já usou as circunstâncias para um fim maior. José reconhece que, se ele tentasse se vingar, estaria tentando usurpar o trono do Criador. Reconhecer que Deus está no controle nos liberta do fardo de carregar a justiça em nossas próprias mãos, permitindo que a paz flua em meio ao caos.

O ponto central do texto é o versículo 20, onde José afirma que, embora as intenções humanas fossem malignas, o projeto de Deus era de bem. Aqui aprendemos que Deus não é o autor do mal, mas Ele é o Mestre em redirecioná-lo. As mãos que venderam José pretendiam sua ruína, mas as mãos invisíveis de Deus usaram aquela mesma transação para posicioná-lo no palácio. O mal é transformado em bênção quando a providência divina utiliza as pedras lançadas contra nós para construir a estrada que nos leva ao nosso propósito.

A finalidade dessa transformação divina nunca termina no benefício de apenas uma pessoa. José compreendeu que sua ascensão e o sofrimento que a precedeu visavam "conservar muita gente em vida". Deus transforma o mal em bênção para que o sobrevivente se torne um salvador de outros. Se José tivesse permanecido como o filho favorito em Canaã, ele seria apenas um pastor próspero; no Egito, transformado pela dor e pela graça, ele se tornou o provedor de pão para o mundo conhecido de sua época.

A resposta prática de José à maldade sofrida foi a promessa de sustento e o consolo através de palavras gentis. O versículo 21 destaca que ele prometeu cuidar não apenas dos seus irmãos, mas também dos filhos deles. Isso nos ensina que, quando Deus transforma o mal em bênção, Ele nos capacita a sermos generosos com quem não merece. O verdadeiro sinal de que fomos abençoados em meio à provação é a nossa capacidade de falar ao coração daqueles que um dia nos feriram.

Por fim, a história de Gênesis 50 nos convida a confiar no "reprojeto" de Deus para as nossas vidas. Onde os homens veem um poço, Deus vê o início de um caminho para o trono. Onde o inimigo vê destruição, o Senhor vê a oportunidade de manifestar Sua glória e salvar multidões. Que possamos descansar na certeza de que nenhuma intenção maligna pode anular o decreto de Deus, que é especialista em escrever finais de vitória sobre capítulos de profunda dor.

Pr. Eli Vieira

Ex-muçulmano vira pastor após estudar a Bíblia no Irã: “O Espírito Santo abriu minha mente”

 O pastor Ibrahim Hassan. (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)

Criado no Islã, Ibrahim Hassan enfrentou perseguição após aceitar Jesus e hoje lidera ex-muçulmanos convertidos no Chade.

Um ex-muçulmano que se tornou pastor após estudar a Bíblia no Chade relembrou sua conversão e pediu orações para os cristãos perseguidos em sua nação.

Ibrahim Hassan cresceu em um lar islâmico e desde criança estudava o Alcorão: “Eu tinha em mente que me tornaria um grande líder islâmico", disse ele ao Global Christian Relief.

No entanto, depois que seu pai se casou com uma segunda mulher e se divorciou de sua mãe, Ibrahim decidiu continuar seus estudos em outra aldeia. Precisando de moradia, ele foi conduzido a uma organização missionária que oferecia alojamento para estudantes que não tinham onde ficar.

"A regra era que todas as manhãs você tinha que ir à igreja por 20 minutos para ouvir o Evangelho antes de ir para a escola", explicou ele. 

Inicialmente, ele passou a frequentar o culto apenas porque precisava do abrigo:

"No início, eu não queria, mas como muitos meninos iam, eu fui também. Eu queria estudar e precisava fazer isso para garantir uma vaga".

‘Decidi seguir Jesus’

À medida que ouvia o Evangelho, Ibrahim passou a questionar o Islã e começou a ser atraído pela Palavra de Deus. 

"Certa manhã, o Espírito Santo abriu minha mente. Descobri que para ir para o Céu não é por meio de boas obras, mas pela fé", afirmou ele.

E continuou: "No Islã, você reza, jejua, faz tudo, mas depende de Alá se ele o enviará para o paraíso ou para o inferno. É ele que decide o que fazer com você”.

"Mas na Bíblia estava escrito que Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Vi que o problema estava resolvido", acrescentou.

Ibrahim aceitou Jesus aos 14 anos e, apesar da perseguição, mantém sua fé firme. (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)

Aos 14 anos, durante um estudo bíblico sobre o chamado de Deus a Samuel, Ibrahim se rendeu ao Senhor.

"Eu disse: 'Deus, se o Senhor me ama, me chame como chamou Samuel, e eu o servirei’. Não sei o que aconteceu comigo, mas meu coração parecia estar em chamas", testemunhou ele.

E continuou: "Levantei e disse à congregação que havia recebido Jesus Cristo como meu Salvador e que decidi servi-Lo por toda a minha vida".

A igreja perseguida no Chade

Depois que se tornou um seguidor de Cristo, seu maior desafio era compartilhar o Evangelho com outras pessoas.

“Eu não conseguia fazer isso, sofria perseguição regularmente. Em nosso país, em nossa cidade, quando eu passava, as pessoas me chamavam de 'cristão perverso’ e cuspiam em mim”, relembrou ele.

No entanto, Ibrahim respondeu com amor, conquistando a amizade de muitos. Hoje, com 65 anos e pai de nove filhos, ele lidera um dos ministérios mais perigosos do mundo muçulmano: o de pastorear cristãos que abandonaram o Islã para seguir a Cristo. 

O Chade representa um dos ambientes mais desafiadores do mundo para muçulmanos de origem cristã. Contudo, um número sem precedentes de pessoas está encontrando Jesus, apesar dos riscos. 

"Muitas vezes acontece por meio de sonhos. Temos muitos cristãos que vieram do islamismo e dizem: 'Eu tive um sonho'", contou Ibrahim.

Ibrahim lidera ex-muçulmanos e os ajuda a crescer no entendimento das Escrituras. (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)

Ele citou a história de um professor islamico que tinha sonhos recorrentes com Jesus e acabou viajando 25 quilômetros para encontrar uma igreja e se rendeu ao Senhor.

"Muitas outras vezes, é através do testemunho de cristãos. Alguns muçulmanos veem os cristãos – essas pessoas a quem dissemos que eram más – mas observam como eles vivem e o que fazem. É bom. Eles pensam: 'Certamente há verdade nisso'. Eles descobrem que não se pode ir para o Céu sem Jesus Cristo", destacou Ibrahim.

Para pastores como Ibrahim, o ministério vai além da liderança da igreja. Eles servem cristãos que enfrentam rejeição familiar, perseguição da comunidade e ameaças constantes à sua segurança. Esses crentes secretos muitas vezes perdem tudo — cônjuges, filhos, herança e posição social — quando escolhem seguir a Cristo. 

“Ele quer, antes de tudo, ser acolhido, ter sua vida segura e receber os ensinamentos do Senhor — a Palavra — para que possa crescer espiritualmente e alcançar a maturidade em Cristo", explicou o pastor.

Ibrahim pediu orações pelos cristãos perseguidos no Chade. (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)

De acordo com Ibrahim, a chave está no discipulado, que permite aos novos convertidos fortalecerem sua fé antes de enfrentarem os desafios de frequentarem à igreja publicamente. 

"Orem para que tenhamos uma fé forte e para que o Espírito Santo realize milagres, porque os muçulmanos precisam ver milagres. Quando veem milagres, sabem que isso é bom", afirmou o pastor.

"Orem para que Deus dê à igreja os meios para construir centros onde possamos acolher crentes de origem islâmica e oferecer-lhes formação bíblica. Precisamos capacitá-los e garantir seu sustento", concluiu.

Fonte: Guiame, com informações de Global Christian Relief

Após protestos em igreja nos EUA, Alabama analisa tornar crime a interrupção de cultos


Protesto na Cities Church, no estado de Minnesota. (Foto: Reprodução/YouTube/WCCO - CBS Minnesota) 

O projeto de lei prevê até 10 anos de prisão para quem interromper cultos em igrejas no estado.


Os deputados do estado do Alabama, nos Estados Unidos, estão analisando um projeto de lei que pode transformar a interrupção de cultos religiosos em crime, com pena de até 10 anos de prisão.

A proposta, chamada Projeto de Lei 363 (HB 363), poderá ser votada em breve pela Câmara dos Representantes do estado. Se for aprovada, a medida tornará a interrupção de um culto como crime de Classe C.

Segundo o projeto de lei, a pessoa cometerá o crime se entrar intencionalmente em uma igreja com o objetivo de atrapalhar o culto e participar de protestos ilegais, tumultos ou qualquer comportamento desordeiro no local. Também poderá ser punido quem assediar cristãos ou bloquear a entrada e saída da congregação.

Em caso de reincidência — se a pessoa cometer o crime novamente — a pena mínima obrigatória será de cinco anos de prisão.

‘Não vamos tolerar isso’

O projeto foi apresentado no mês de janeiro pelo deputado republicano Greg Barnes. Ele já foi aprovado por uma comissão da Câmara e agora aguarda votação da Câmara.  

“Ninguém tem o direito de interromper um culto religioso e infringir o direito de seus concidadãos de praticar sua religião livremente”, disse Barnes, conforme o portal Alabama Political Reporter.

“No Alabama, não ficaremos de braços cruzados enquanto pessoas desequilibradas intimidam nossas mulheres e crianças em nossas igrejas. Simplesmente não toleraremos isso”, acrescentou.

A proposta surgiu após um protesto realizado no mês passado na Cities Church, em St. Paul, no estado de Minnesota. Durante um culto, manifestantes entraram no templo para protestar contra a ligação de um dos pastores com um escritório local do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE).

Conforme o portal KARE 11, um manifestante impediu que pais tivessem acesso aos próprios filhos, e um cristão ficou ferido ao tentar fugir.

De acordo com a acusação apresentada no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Minnesota, os manifestantes realizaram “um ataque coordenado no estilo de tomada de poder", que incluiu "atos de opressão, intimidação, ameaças, interferência e obstrução física".

“Como resultado da conduta dos réus, o pastor e a congregação foram forçados a encerrar o culto da igreja, os fiéis fugiram do prédio da igreja com medo por sua segurança, outros fiéis tomaram medidas para implementar um plano de emergência e crianças pequenas ficaram se perguntando, como disse uma criança, se seus pais iriam morrer”, informou a acusação.

O caso se tornou debate nacional, onde alguns defendem que o protesto está protegido pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. Outros afirmaram que o protesto violou uma lei federal que protege locais de culto contra intimidação física.

Fonte: Guiame, com informações de The Christian Post

quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

UMA VIDA CONSAGRADA A DEUS

 


Uma vida consagrada a Deus é o ápice da jornada espiritual cristã, fundamentada não em rituais externos, mas em uma entrega profunda e voluntária. O apóstolo Paulo, em Romanos 12.1,2, estabelece o alicerce dessa jornada ao rogar que apresentemos nossos corpos como um sacrifício vivo. Diferente dos sacrifícios do Antigo Testamento, que eram animais mortos sobre o altar, a consagração neotestamentária exige vitalidade. É o ato diário de oferecer nossa existência, talentos e ações como um tributo de gratidão a Quem nos deu a vida.

O texto define essa entrega como um "culto racional". Isso significa que a consagração não é um impulso emocional passageiro ou uma prática mística sem nexo, mas uma decisão lógica baseada nas "misericórdias de Deus". Ao compreendermos a magnitude do que Deus fez por nós, a resposta mais coerente da mente humana é a dedicação total. O intelecto e o espírito trabalham juntos para reconhecer que não pertencemos mais a nós mesmos, mas ao Criador que nos resgatou.

Para que essa vida consagrada floresça, surge a exortação negativa: "não vos conformeis com este mundo". O mundo aqui representa um sistema de valores, prioridades e comportamentos que frequentemente se opõe à vontade divina. Viver consagrado exige a coragem de ser um "ponto fora da curva", recusando-se a ser moldado pelas pressões externas, pelo egoísmo ou pelo materialismo desenfreado que tenta ditar o ritmo da sociedade contemporânea.

A peça-chave dessa mudança é a "renovação da mente". Não basta mudar o comportamento exterior se a estrutura do pensamento permanecer a mesma. A consagração genuína acontece de dentro para fora, através da imersão na Verdade e na comunhão com o Espírito Santo. É um processo de reprogramação mental onde os critérios humanos são substituídos pela perspectiva eterna, permitindo que o indivíduo enxergue a realidade sob a ótica do Reino de Deus.

À medida que a mente é renovada, o cristão torna-se capaz de "experimentar" a vontade de Deus. A consagração deixa de ser uma teoria teológica e passa a ser uma prática vivenciada no cotidiano. É no dia a dia, nas escolhas difíceis e nos relacionamentos, que se prova a eficácia de viver para o Senhor. Essa experiência pessoal traz a convicção de que os caminhos divinos são superiores a qualquer plano que pudéssemos traçar para nós mesmos.

O resultado final dessa entrega é a descoberta de que a vontade de Deus é "boa, agradável e perfeita". Muitas vezes, o medo nos impede de nos consagrarmos totalmente, temendo que Deus nos tire a alegria. No entanto, Romanos nos garante o oposto: a plenitude só é alcançada quando estamos alinhados com o propósito do Criador. O que Ele planeja não apenas funciona, mas satisfaz a alma de uma forma que o mundo jamais poderia replicar.

Por fim, uma vida consagrada a Deus baseada nestes versículos é um convite à transformação contínua. É um chamado para sair da estagnação e entrar em um estado de metamorfose espiritual. Ao oferecermos tudo o que somos no altar da graça, descobrimos que a verdadeira liberdade não está em fazer o que queremos, mas em ser exatamente quem Deus nos criou para ser: instrumentos de Sua glória e justiça na terra.

Pr. Eli Vieira

DE HUMILHADO A EXALTADO


 A trajetória de José, culminando no capítulo 41 de Gênesis, é o exemplo definitivo de que o tempo de Deus não é medido pela urgência humana, mas pela maturidade do propósito. Após anos de uma injustiça que parecia sem fim, o cenário muda no instante em que o Senhor decide perturbar o sono de Faraó. A rapidez com que José é retirado da masmorra — sendo barbeado e trocando suas vestes de prisioneiro — simboliza o encerramento abrupto de um ciclo de escravidão para o início de uma era de governo, provando que a mão divina pode reverter qualquer sentença em questão de horas.

Ao ser levado à presença do monarca mais poderoso da época, José demonstra que a verdadeira exaltação começa na humildade. Diante da expectativa de Faraó, ele não reivindica para si a capacidade de interpretar sonhos, mas declara categoricamente: "Isso não está em mim; Deus dará resposta de paz a Faraó". Essa postura revela um homem que, embora humilhado pelo mundo, permaneceu íntimo do Criador. José não buscava vingança ou autopromoção, mas sim ser o canal pelo qual a soberania divina se manifestaria em uma nação pagã.

A sabedoria de José ao decifrar os símbolos das vacas e das espigas foi acompanhada por uma visão administrativa sem precedentes. Ele não apenas previu a crise, mas ofereceu a solução logística para a sobrevivência de milhões. Impressionado com tamanha lucidez, Faraó reconheceu que o "Espírito de Deus" habitava naquele hebreu. A exaltação de José, portanto, não foi um golpe de sorte, mas o reconhecimento público de que a competência humana, quando rendida ao propósito divino, torna-se uma ferramenta de salvação para as nações.

O ato de Faraó ao entregar seu anel de selar, vestir José com linho fino e colocar-lhe uma corrente de ouro marcou a oficialização de sua nova posição. O homem que fora vendido por vinte moedas de prata agora governava a maior economia do mundo antigo. Essa transição do "nada" ao "tudo" ensina que Deus utiliza os desertos e as prisões como campos de treinamento. O peso da corrente de ouro no pescoço de José era suportável apenas porque ele já havia aprendido a carregar o peso das correntes de ferro na prisão com integridade.

A exaltação também trouxe a José uma nova família e uma nova identidade, mas ele nunca permitiu que o palácio apagasse suas raízes espirituais. Ao nomear seus filhos como Manassés e Efraim, ele imortalizou sua gratidão: Deus o fizera esquecer seus sofrimentos e o tornara frutífero na terra da sua aflição. A verdadeira exaltação não é apenas subir degraus sociais, mas alcançar um estado de espírito onde a dor do passado é ressignificada pela gratidão do presente, permitindo que a alma floresça mesmo onde antes houve apenas choro.

Por fim, o capítulo 41 encerra o período de provação de José para estabelecer seu legado como o preservador da vida. O "mestre dos sonhos", outrora motivo de chacota entre seus irmãos, agora via o mundo inteiro depender de sua gestão para não perecer de fome. A história de José nos garante que Deus é especialista em transformar o humilhado em autoridade, não para vanglória, mas para que a Sua providência alcance a todos. O palácio foi o destino final de um homem que soube honrar a Deus no poço, na casa de escravidão e na cela. 

Pr. Eli Vieira


A PROVIDÊNCIA DE DEUS NOS MOMENTOS DIFÍCEIS DA VIDA


 A providência de Deus, conforme ilustrada em Gênesis 40, não se manifesta como um livramento instantâneo das dificuldades, mas como uma condução invisível e precisa em meio ao caos. José, ainda confinado na prisão egípcia por um crime que não cometeu, encontra-se em um ambiente de estagnação. No entanto, é precisamente nesse cenário de limitação que a mão de Deus move as peças do tabuleiro da história, trazendo dois oficiais de Faraó para o mesmo cárcere, provando que nenhum lugar é isolado demais para a atuação divina.

O texto destaca que a providência de Deus capacita o sofredor a olhar além de si mesmo. Mesmo sob o peso de sua própria injustiça, José demonstra uma sensibilidade incomum ao notar o semblante caído do copeiro e do padeiro. Isso revela que Deus usa os momentos difíceis para forjar em nós um caráter de serviço e empatia. A providência não remove José da prisão imediatamente, mas o posiciona como uma solução para os dilemas daqueles que o cercam, transformando o cárcere em um laboratório de liderança e compaixão.

Ao interpretar os sonhos dos oficiais, José reafirma que a sabedoria e as respostas pertencem a Deus. Ele não busca glória para si, mas aponta para a soberania do Criador sobre o futuro. A providência divina se manifesta aqui como a manutenção do dom e da comunhão espiritual: mesmo em condições subumanas, a mente de José permanece conectada ao céu. Deus garante que, apesar das correntes físicas, a liberdade espiritual e a capacidade de discernir a verdade permaneçam intactas na vida de Seu servo.

A precisão do cumprimento das interpretações — a restauração do copeiro e a execução do padeiro — serve como um lembrete de que Deus governa sobre a vida e a morte, sobre o favor real e o julgamento. A providência não é um otimismo vago, mas a certeza de que a palavra de Deus se cumprirá exatamente como prometido. Nos momentos difíceis, essa soberania nos traz segurança, pois sabemos que nada acontece fora do controle Daquele que detém o destino de reis e prisioneiros em Suas mãos.

Entretanto, o capítulo encerra com um dos versículos mais melancólicos da Bíblia: o copeiro-mor esqueceu-se de José. Humanamente, isso parece um erro na engrenagem da providência, um atraso cruel. Mas, sob a perspectiva divina, o esquecimento humano é frequentemente o instrumento de Deus para o Seu tempo perfeito. Se José fosse libertado naquele momento, ele poderia ter retornado para Canaã como um ex-escravo anônimo; a providência, contudo, o mantinha no Egito para um propósito muito mais grandioso que ainda estava por vir.

O silêncio de dois anos que se seguiu ao capítulo 40 é o teste final da confiança na providência. Deus estava com José no silêncio da cela tanto quanto estava na revelação dos sonhos. A providência nos ensina que o esquecimento dos homens não significa o abandono de Deus. Cada dia adicional na prisão não era um desperdício, mas o tempo necessário para que a necessidade de Faraó se encontrasse com a preparação de José, unindo a crise nacional do Egito à solução divinamente preparada.

Portanto, Gênesis 40 nos ensina que a providência de Deus nos momentos difíceis é estratégica e pedagógica. Ela nos ensina a servir na dor, a falar a verdade na adversidade e a esperar com paciência quando as portas parecem fechadas. O Deus de José é o Deus que escreve certo mesmo quando as linhas parecem tortas aos nossos olhos, garantindo que o fim da nossa história glorificará o Seu nome e preservará a vida daqueles que Ele ama.

Pr. Eli Vieira

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