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sábado, 14 de fevereiro de 2026

Uma Perspectiva sobre a Verdadeira Felicidade


 O texto das Bem-aventuranças, em Mateus 5.1-12, não é apenas um prefácio ao Sermão da Montanha, mas uma inversão completa da lógica humana sobre o sucesso. Enquanto a sociedade frequentemente associa a felicidade ao poder, à riqueza e à ausência de dor, Jesus sobe ao monte para apresentar uma perspectiva onde a plenitude floresce em estados de espírito que o mundo costuma evitar. Ser "bem-aventurado" aqui não significa ter sorte, mas possuir uma alegria que o mundo não deu e, portanto, não pode tirar.

A jornada para essa felicidade começa com o esvaziamento do ego através da "pobreza de espírito". Jesus ensina que o Reino dos Céus pertence àqueles que reconhecem sua total dependência de Deus, abandonando a autossuficiência orgulhosa. Essa humildade inicial é o solo onde a verdadeira satisfação cresce, pois somente quem admite o seu próprio vazio espiritual pode ser preenchido por uma graça que transcende as conquistas materiais e os aplausos efêmeros da multidão.

Curiosamente, Jesus inclui o choro como um portal para a ventura. Em uma cultura que nos pressiona a exibir uma positividade constante, as Escrituras validam a dor e o luto como caminhos para o consolo divino. A felicidade cristã não ignora o sofrimento, mas encontra nele uma oportunidade de experimentar o abraço de Deus. É através da consciência das nossas fragilidades e das injustiças ao redor que recebemos um conforto que restaura a alma e nos dá esperança.

A mansidão e a fome por justiça também redefinem o que significa ser "vencedor". Jesus declara que os mansos herdarão a terra, sugerindo que a força verdadeira reside no autocontrole e na doçura, não na agressividade. Quando o indivíduo troca a ganância por um desejo intenso de retidão, ele experimenta uma saciedade que o consumo desenfreado jamais poderia oferecer. A felicidade, neste prisma, é o resultado de uma vida alinhada com os valores eternos de integridade e busca pelo bem comum.

Além disso, a felicidade é apresentada como um fruto da misericórdia e da pureza interior. Ao abençoar os misericordiosos e os limpos de coração, Jesus mostra que a alegria está intrinsecamente ligada à nossa capacidade de perdoar e à transparência das nossas intenções. Ver a Deus não é um prêmio para os perfeitos, mas para aqueles que cultivam um coração livre de máscaras e amarguras, permitindo que a luz da verdade divina ilumine cada decisão e relacionamento do dia a dia.

A figura do pacificador traz uma dimensão ativa a essa nova perspectiva de felicidade. Ser feliz não é apenas viver em silêncio, mas ser um agente de reconciliação em um mundo fragmentado. Aqueles que trabalham para desfazer conflitos são chamados "filhos de Deus", encontrando um propósito que vai além do próprio bem-estar. Essa identidade de pertencimento à família divina oferece uma segurança emocional e espiritual que supera qualquer status social ou reconhecimento humano.

Por fim, o texto culmina em uma afirmação radical: a felicidade pode subsistir sob perseguição. Ao encorajar a alegria mesmo diante da incompreensão ou da hostilidade, Jesus desvincula a satisfação humana da aprovação do grupo. O foco é deslocado do imediato para o eterno, fundamentando a felicidade na fidelidade a um propósito maior. Assim, a verdadeira felicidade revela-se como uma força inabalável que, enraizada em Deus, brilha mais forte justamente quando as circunstâncias externas parecem mais sombrias.

Pr. Eli Vieira

Libertação uma Obra Integral de Deus


 A passagem de Êxodo 6.6-8 revela que a libertação operada por Deus não é um evento superficial ou meramente político, mas uma obra integral que abrange todas as dimensões da existência humana. O texto inicia com a poderosa autoafirmação "Eu sou o Senhor", estabelecendo que o fundamento da liberdade não reside na força dos oprimidos, mas na identidade imutável daquele que governa a história. Para Deus, libertar Seu povo não é apenas um ato de poder, mas o cumprimento de Sua essência e fidelidade.

O caráter integral dessa obra manifesta-se, primeiramente, no resgate físico e social. Através de verbos de ação direta como tirar, livrar e resgatar, Deus se compromete a romper as correntes da opressão egípcia. Ele não oferece apenas uma melhora nas condições de trabalho, mas uma ruptura total com o sistema que desumanizava Israel. Essa libertação é executada com "braço estendido", demonstrando que o Criador se envolve pessoalmente na dor de Suas criaturas para restaurar sua integridade física e dignidade.

Além do aspecto externo, a obra de Deus alcança a dimensão relacional e espiritual. Ao declarar "Eu vos tomarei por meu povo e serei vosso Deus", o Senhor revela que o objetivo final da liberdade é o pertencimento. A libertação integral não deixa o indivíduo em um vácuo existencial; ela o retira da escravidão de um senhor cruel para integrá-lo na comunhão com um Deus amoroso. É um processo de reidentificação, onde o antigo escravo descobre sua nova identidade como filho e herdeiro de uma aliança sagrada.

A integralidade da ação divina também se estende ao futuro e ao propósito. Deus assegura que levaria o povo à terra que jurou dar aos patriarcas, transformando-a em posse definitiva. Isso nos ensina que a libertação divina é um projeto completo: ela remove o povo de um passado de sofrimento (Egito), sustenta-o em um presente de comunhão (Aliança) e o conduz a um futuro de descanso e abundância (Canaã). Não há pontas soltas no plano de Deus; Sua redenção cobre a partida, a jornada e a chegada.

Por fim, o texto encerra-se com o selo de garantia: "Eu sou o Senhor". Essa repetição final serve para ancorar toda a promessa na soberania absoluta de Deus. Em um contexto onde o povo estava de coração abatido, essas palavras lembram que a libertação integral é uma obra inabalável porque sua eficácia depende inteiramente de Quem prometeu. Assim, Êxodo 6.6-8 permanece como o manifesto de um Deus que não faz nada pela metade, mas que resgata o ser humano por inteiro para uma vida de total liberdade.

Pr. Eli Vieira

Cristãos distribuem Bíblias nos Jogos Olímpicos de Inverno: “Uma chance de alcançar vidas”

 

O grupo de missionários está realizando várias ações evangelísticas. (Foto: IMB).

O grupo de missionários está realizando várias ações evangelísticas para levar Jesus aos participantes das Olimpíadas na Itália.


Um grupo de cristãos se juntou a missionários da Itália para evangelizar durante os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026.

Centenas de voluntários dos Batistas do Sul dos Estados Unidos viajaram para realizar diversas ações evangelísticas com missionários locais.

Para alcançar os participantes das Olimpíadas, eles estão distribuindo Bíblias e livretos do Evangelho de João, e realizando pontos de hospitalidade pela região.

Além disso, os evangelistas estão participando da tradicional troca de botons, que acontecem nos Jogos Olímpicos. Eles estão entregando botons personalizados com um código QR que leva para uma explicação do Evangelho em vários idiomas.

"Às vezes temos na cabeça que as pessoas não estão interessadas, ou que as conversas sobre o Evangelho são constrangedoras. Às vezes, isso pode ser verdade, mas em muitos casos, acabamos surpresos com o quão abertas as pessoas são e quantas realmente buscam a verdade”, comentou Kim Cruse, uma das voluntárias da missão, ao Baptist Press.

Antes da viagem, a equipe de evangelistas se preparou para compartilhar Jesus com diferentes pessoas de todo o mundo, passando por um treinamento de como evangelizar ateus, muçulmanos, hindus, budistas e outros.

Alguns cristãos americanos que participaram do evangelismo nos Jogos Olímpicos de Verão 2024 em Paris se sentiram guiados a servirem novamente nos Jogos de Inverno na Itália.

“Percebi que nunca haveria chance de alcançar muitas pessoas para o Reino de Deus quanto naquele contexto. Estou animada para poder fazer isso de novo em Milão”, declarou Karen Herfurth.

E ressaltou: “Esta é uma chance de alcançar mais pessoas e impactar mais vidas! Talvez nunca saibamos a diferença que isso faz até estarmos no Céu”.

Fonte: Guiame, com informações de Baptist Press

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Sete cristãos eritreus detidos há mais de 20 anos

Pare e Pense!

Sete cristãos eritreus estão presos há mais de 20 anos por causa da sua fé. Acredita-se que muitos se encontrem no Centro de Investigação Criminal e Interrogatório Wengel Mermera, de máxima segurança. Nenhum teve direito a representação legal; nenhum foi formalmente acusado, julgado ou sentenciado.

Os cristãos que perderam a liberdade por causa da sua fé em Cristo são:

  • Reverendo Gebremedhin Gebregergis — ministro muito respeitado, com um ministério dedicado a tornar o Novo Testamento acessível numa língua local. Viúvo e pai de seis filhos.

  • Dr. Fitsum-Berhan Gebrenegus — pastor e antigo diretor de psiquiatria num hospital psiquiátrico de referência. Viúvo e pai de um filho.

  • Reverendo Dr. Tecleab Menghisteab — médico, sacerdote ordenado e teólogo; também ensinou o Novo Testamento numa língua local. A sua esposa e filhos vivem no exílio.

  • Pastor Meron (Million) Gebreselasie — pastor e anestesista num dos principais hospitais da Eritreia.

  • Dr. Kiflu Gebremeskel — pastor sénior, líder e ex-professor universitário de matemática; é casado e pai de quatro filhos.

  • Pastor Kidane Weldou — pastor sénior, casado e pai de quatro filhas; foi membro dos Gideões Internacionais na Eritreia.

  • Sr. Haile Nayzgi — líder de igreja e esposo; a sua esposa e três filhos fugiram do país após terem recebido avisos e ameaças de prisão dirigidas à esposa.

Situada junto ao Mar Vermelho, a Eritreia é governada por um regime totalitário que procura controlar todos os aspetos da vida. Poucas religiões são permitidas e o governo exerce um controlo apertado sobre as igrejas autorizadas.

Estima-se que cerca de 2 000 cristãos eritreus estejam detidos, mantidos em esquadras, campos militares e prisões em 12 locais identificados no país. Alguns dos detidos permanecem em contentores metálicos, expostos a condições desérticas extremas durante anos. Sem contacto com os seus familiares, as famílias desconhecem o estado e o paradeiro dos seus entes queridos.

Junte-se a nós em oração pela sua libertação.

Fonte: A Voz dos Mártires EUA; Voices for Justice; Religious Liberty Partnership

Motivos de Oração:

  • Ore pela libertação destes irmãos — para que Deus lhes conceda segurança imediata e que as autoridades lhes devolvam a liberdade.
  • Ore pelo consolo, provisão e proteção das famílias que ficaram — que a igreja global sustente e assista estes lares.
  • Ore pela transformação dos corações dos líderes e autoridades na Eritreia, para que a verdade do Evangelho avance e permeie justiça e liberdade religiosa.

O Prelúdio para a manifestação do Poder de Deus


 O capítulo 5 de Êxodo é frequentemente lido como um relato de fracasso, mas, na perspectiva bíblica, ele representa o prelúdio necessário para a manifestação do poder de Deus. É o momento em que a promessa divina colide com a resistência do mundo, gerando uma tensão que serve para esvaziar o homem de suas próprias estratégias. Antes que o braço forte do Senhor se estenda sobre o Egito, há um período de silêncio e agravamento da dor que prepara o cenário para o milagre.

A narrativa começa com Moisés e Arão entrando na corte egípcia munidos apenas de uma palavra: "Assim diz o Senhor". Este é o primeiro ato do prelúdio. Deus não inicia Sua obra com um espetáculo de força, mas com uma intimação ética e espiritual. A palavra profética atua como um reagente químico que expõe a natureza do ambiente; ao ser lançada, ela revela que o Faraó não apenas desconhece o Deus de Israel, mas se coloca em oposição direta a Ele, estabelecendo o conflito de soberanias.

A reação imediata de Faraó — o aumento da carga de trabalho e a retirada da palha para a fabricação de tijolos — é uma etapa crucial desse prelúdio. Muitas vezes, a manifestação do poder de Deus é precedida por uma piora nas circunstâncias visíveis. O inimigo intensifica a opressão como uma tentativa desesperada de sufocar a esperança recém-nascida. Esse agravamento não indica a ausência de Deus, mas sim que a estrutura da escravidão está sendo abalada em seus alicerces.

Os tijolos sem palha tornam-se o símbolo do esgotamento humano. Deus permite que o povo chegue ao limite de suas forças físicas e emocionais para que a libertação futura não seja confundida com uma reforma social ou um esforço diplomático. O prelúdio exige que Israel compreenda que sua sobrevivência não depende da benevolência do sistema egípcio, mas exclusivamente da intervenção sobrenatural. A escassez de recursos é o solo onde a providência divina melhor floresce.

A crise de identidade e liderança que surge quando os oficiais de Israel confrontam Moisés é outra faceta desse período preparatório. O prelúdio para o poder de Deus envolve a desconstrução das expectativas humanas sobre como a vitória deve parecer. O povo, que antes adorou ao ouvir a promessa, agora amaldiçoa aqueles que a trouxeram. Essa instabilidade emocional serve para provar que a fé genuína precisa estar ancorada no caráter de Deus, e não na facilidade das circunstâncias.

Neste cenário de caos, Moisés experimenta seu próprio deserto interior. Ele volta-se para o Senhor com um lamento honesto e angustiado: "Por que me enviaste?". Este questionamento é o ponto de inflexão do prelúdio. Deus usa a perplexidade do líder para ensiná-lo que a obra não é dele, mas do Senhor. O silêncio de Deus diante das queixas de Moisés é, na verdade, uma pausa dramática que antecede o "Agora verás" do capítulo seguinte, moldando a resiliência e a dependência do profeta.

A aparente vitória do Faraó no capítulo 5 é o pano de fundo escuro que fará o brilho das pragas e do êxodo ser ainda mais intenso. Se a libertação ocorresse no primeiro pedido de Moisés, o nome do Senhor não seria glorificado entre as nações como foi. O prelúdio serve para que o Egito, Israel e as nações vizinhas saibam que o livramento não veio de um acordo político, mas de um julgamento divino sobre os deuses e impérios deste mundo.

O prelúdio também funciona como um filtro de motivações. Aqueles que buscam a Deus apenas pelo alívio imediato tendem a desistir quando a "palha é retirada". Já aqueles que compreendem o propósito maior permanecem, ainda que em prantos. A dor do capítulo 5 é o parto da nação; sem a contração da agonia, não haveria o nascimento da liberdade. Deus usa a pressão do cativeiro para forjar a identidade de um povo que logo caminharia pelo meio do mar.

Por fim, Êxodo 5 nos ensina que o prelúdio para o poder de Deus é marcado pela paciência na tribulação. Quando as coisas parecem dar errado após termos obedecido a um chamado, não estamos fora da vontade de Deus; estamos apenas no meio do capítulo de preparação. O poder de Deus se manifesta plenamente quando o orgulho humano é silenciado e a nossa última esperança repousa apenas na Sua fidelidade. O deserto do capítulo 5 é a antessala da glória que estava por vir.

Pr. Eli Vieira

1.600 jovens aceitam Jesus em Universidade nos EUA: ‘Estão famintos pela verdade’

 

Mais de 5 mil estudantes louvaram a Deus no evento. (Foto: Reprodução/Instagram/Unite US)

Além das conversões, centenas de estudantes foram batizados em banheiras improvisadas no campus da universidade.


Na última terça-feira (10), um movimento de adoração na Universidade da Flórida Central (UCF) reuniu milhares de estudantes e resultou em mais de mil conversões e batismos.

Tonya Prewett, fundadora do ministério de evangelização universitária UniteUS, informou que 1.600 estudantes aceitaram Jesus no local: “O avivamento não está perdendo força", disse ela à CBN News.

Mais de 5 mil alunos participaram do evento no campus da universidade, onde ouviram a Palavra de Deus e foram tocados pelo Espírito Santo. 

“Se reuniram para exaltar o nome de Jesus. Centenas de estudantes foram batizados e muitos que se identificavam como ateus agora se identificam como cristãos. Que noite! Que Deus", testemunhou Tonya no Instagram.

“Ainda estamos maravilhados com a transformação de vidas que continuamos a testemunhar em todo o país. Deus está agindo de forma poderosa nos campi universitários, e sabemos que Ele ainda não terminou”, acrescentou.

‘Esta geração não desistiu de Jesus’

Após a pregação, os jovens que aceitaram Jesus e decidiram se batizar foram encaminhados à banheiras improvisadas no meio do campus.

No local, testemunharam publicamente sua fé em Cristo. O pastor Jonathan Pokluda, da Igreja Batista Harris Creek, em Waco, no Texas, também participou do evento.

“As pessoas adoram dizer que esta geração é um caso perdido. Que a Geração Z está distraída, viciada, confusa e quebrada demais. Mas estou convencido do contrário. Esta geração não desistiu de Jesus”, disse ele no Instagram.

“Vimos Deus agir de uma forma que só Ele pode. Mais de 1.600 estudantes entregaram suas vidas a Cristo — não por causa de propaganda, mas porque o Evangelho ainda é o poder de Deus para salvar”, acrescentou.

Em seguida, o pastor compartilhou alguns dos testemunhos que mais o impactaram durante o evento. Segundo ele, um segurança se aproximou e entregou seu cigarro eletrônico espontaneamente. 

“Não porque alguém o pressionou, mas porque ele não aguentava mais. Ele queria liberdade”, relatou.

Ele também contou o caso de uma jovem que havia tentado tirar a própria vida e, naquela noite, ela se rendeu a Cristo. Outro testemunho foi o de um jovem que vivia uma vida dupla e assumiu um compromisso de seguir Jesus.

“Em vez da morte, Jesus venceu. Ela se entregou àquele que dá a vida. É isso que acontece quando Cristo entra em uma sala. Correntes se quebram. A vergonha perde. A escuridão se dissipa”.

Por fim, ele declarou: “Não acredite na mentira de que esta geração está perdida. Eles estão buscando. Eles estão famintos. Eles estão desesperados pela verdade. E, quando ouvem o nome de Jesus sendo exaltado, eles respondem. Louvado seja Deus pelo que Ele está fazendo. O avivamento não está chegando, ele já chegou”.

Fonte: Guiame, com informações de CBN News

Deus escolhe improváveis



 O capítulo 4 de Êxodo funciona como um espelho para a alma humana, revelando como Deus ignora as métricas de sucesso do mundo para estabelecer o Seu Reino. O tema "Deus escolhe os improváveis para realizar o impossível" não é apenas um clichê motivacional, mas uma realidade teológica profunda. Moisés, aos oitenta anos, um exilado que trocou o luxo do Egito pelo anonimato do pastoreio, era o candidato mais improvável para liderar uma revolução contra a maior potência da época.

A improbabilidade de Moisés manifesta-se em sua voz embargada pelo medo. Ao argumentar que "não é eloquente" e possui a "língua pesada", ele apresenta um diagnóstico realista de suas limitações. No entanto, o erro de Moisés — e o nosso — é acreditar que o sucesso da missão depende do brilho da ferramenta, e não da mão de quem a maneja. Deus responde a essa insegurança com uma pergunta que desmorona qualquer desculpa: "Quem deu a boca ao homem?". A capacitação divina não anula a nossa fraqueza, mas a utiliza como palco para a Sua onipotência.

Um dos pontos altos do texto é a transformação de objetos comuns em instrumentos de poder. Quando Deus pede que Moisés jogue seu cajado ao chão e ele se torna uma serpente, há uma mensagem clara: o impossível começa com a entrega do que é comum. O cajado era o símbolo da vida de pastor de Moisés, sua segurança e seu sustento. Ao ser transformado, o objeto improvável tornou-se o "cajado de Deus", capaz de abrir mares e ferir impérios, provando que nas mãos do Criador, o ordinário ganha contornos de eternidade.

A escolha do improvável também envolve a dinâmica da dependência. Quando Moisés tenta recuar pela última vez, Deus permite que Arão seja seu porta-voz. Isso demonstra que Deus não precisa de indivíduos perfeitos, mas de corações dispostos a cooperar. A fraqueza de Moisés abriu espaço para a entrada de Arão, criando uma estrutura de liderança baseada na humildade e no apoio mútuo. O impossível de libertar uma nação escrava não seria feito por um super-homem, mas por uma parceria humana sustentada pelo fôlego divino.

O caminho do improvável até o impossível também exige um ajuste de conduta no secreto. O episódio estranho e tenso em que o Senhor confronta Moisés no caminho (Êxodo 4:24-26) lembra-nos de que a escolha divina requer santidade. Ser "improvável" não é uma licença para o relaxamento espiritual. Para realizar o impossível fora de si, Moisés precisava primeiro resolver as pendências da Aliança dentro de sua própria casa. A autoridade espiritual nasce da obediência nos detalhes que ninguém vê.

Quando Moisés e Arão finalmente se reúnem com os anciãos de Israel, o improvável começa a produzir o inacreditável. O povo, que estava sob o peso da opressão há séculos, vê os sinais e ouve as palavras de esperança. A transformação do medo de Moisés na adoração do povo é a prova final de que o escolhido não precisa ter todas as respostas, apenas a disposição de dar o primeiro passo. A fé do coletivo foi despertada pela coragem de um homem que se sentia insuficiente.

Por fim, Êxodo 4 nos ensina que a nossa maior qualificação diante de Deus é, muitas vezes, o reconhecimento de nossa própria incapacidade. Se confiarmos em nossos talentos, realizaremos apenas o que é humano; se confiarmos no Senhor, participaremos do impossível. Moisés entrou no capítulo como um pastor gago e saiu dele como o libertador de uma nação. Deus continua escrevendo histórias onde a fraqueza humana é o ponto de partida para o maior espetáculo da graça divina.

Pr. Eli Vieira

Evangelista é solto após 11 anos preso na Coreia do Norte

 Jang Moon Seok foi detido em 2014. (Foto: The Voice of the Martyrs).

Jang Moon Seok foi detido em 2014 por evangelizar e ajudar norte-coreanos na fronteira com a China.

Um cristão norte-coreano foi solto após passar 11 anos em uma prisão da Coreia do Norte, segundo a Missão Portas.

Jang Moon Seok* evangelizava e oferecia ajuda humanitária a cidadãos norte-coreanos que cruzavam a fronteira para ir à cidade chinesa Changbai em busca de comida, medicamentos e abrigo temporário. O trabalho missionário era feito ao lado do pastor mártir Han Chung-Ryeol.

“O diácono Jang recebia regularmente esses norte-coreanos visitantes por dias e semanas antes de retornarem à Coreia do Norte, lhes dando roupas quentes, os alimentando e fornecendo suprimentos que pudessem precisar para o retorno”, relatou a The Voice of the Martyrs, uma organização que apoia cristãos perseguidos.

“Vários desses norte-coreanos aceitaram a mensagem e se tornaram cristãos. Alguns retornaram repetidamente à casa de Jang para mais treinamento bíblico. Ele também os ensinaram a compartilhar sua fé com seus entes queridos”.

O evangelista foi visto pela última vez em 2014. Ele desapareceu depois de receber ligações de pessoas pedindo ajuda e ir a um rio próximo à fronteira para encontrar os necessitados.

Jang foi capturado e levado até a Coreia do Norte em novembro daquele ano. O regime o condenou a 15 anos de prisão sob acusação de “difamação do regime” e “tentativa de incitar a subversão” devido a seu trabalho evangelístico.

Recentemente, o Prisoner Alert – um braço da The Voice of the Martyrs – informou que Jang foi solto no dia 5 de novembro de 2025.

O cristão voltou para sua casa na China e está se recuperando ao lado da família. Ele se encontra fisicamente e mentalmente exausto.

De acordo com a Portas Abertas, a libertação de Jang Moon Seok é atípica, já que pessoas detidas por motivos religiosos raramente são libertados antes do fim da pena ou retornam para casa.

“A liberdade de Jang deve nos incentivar a continuar orando. Não pensávamos que ele sobreviveria, mas ele voltou para casa. Vamos orar para que os muitos cristãos atualmente detidos também sejam soltos”, declarou Simon Lee*, da equipe da Portas Abertas na região.

Cerca de 50 mil cristãos presos na Coreia do Norte

Atualmente, três missionários sul-coreanos estão presos na Coreia do Norte por seu trabalho evangelístico na fronteira. Eles estão na prisão há anos e o governo norte-coreano não divulgou nenhuma informação sobre o estado dos missionários.

A Portas Abertas estima que entre 50 mil e 70 mil cristãos norte-coreanos estejam presos em campos de trabalho forçado e prisões no país mais fechado do mundo. Grande parte foi detida por simplesmente possuir uma bíblia, participar de algum culto ou entrar em contato com cristãos estrangeiros. 

A Coreia do Norte permanece em 1° lugar da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas, de países mais difíceis de ser cristão. 

*Nomes alterados por motivos de segurança.

Fonte: Guiame, com informações de Portas Abertas e The Voice of the Martyrs


quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O Deus que Age

 


A narrativa de Êxodo 3 marca um dos momentos mais decisivos da história bíblica: o encontro de Moisés com a sarça ardente. Ali, descobrimos que Deus não é uma entidade distante ou um observador passivo da história humana. Pelo contrário, Ele é o Deus que age, que intervém e que rompe o silêncio para cumprir Suas promessas. Esse encontro no deserto de Midiã revela que Deus tem um tempo específico para agir, muitas vezes aguardando o momento em que a nossa autossuficiência se esgota para manifestar Sua glória.

O agir de Deus manifesta-se, primeiramente, através da Sua atenção aos detalhes do sofrimento humano. No versículo 7, Ele declara: "Tenho visto a aflição do meu povo... e ouvi o seu clamor". Isso nos conforta com a verdade de que nada passa despercebido aos Seus olhos. Deus não age por impulso; Sua ação é uma resposta direta à dor e à oração daqueles que sofrem. Ele se importa com a opressão e não permanece indiferente diante da injustiça, mostrando que Seu caráter é intrinsecamente ligado à compaixão e à justiça.

Além de ver e ouvir, o texto enfatiza que Deus desce para libertar. O agir divino não é apenas teórico ou sentimental; é prático e transformador. Deus desceu para tirar o Seu povo do Egito e levá-lo para uma terra boa e ampla. Isso nos ensina que, quando Deus decide agir, Ele move céus e terra para alterar a geografia do nosso destino. Ele nos tira do lugar de escravidão e nos conduz para o lugar da promessa, provando que Sua mão é poderosa o suficiente para quebrar qualquer corrente.

A ação de Deus também envolve o chamado e a capacitação de instrumentos humanos. Ao escolher Moisés, um homem que se sentia incapaz e que havia fugido de seu passado, Deus demonstra que Seu agir não depende da perfeição do homem, mas da Sua própria presença. Quando Moisés pergunta "quem sou eu?", Deus responde com a única garantia necessária: "Eu serei contigo". O Deus que age não procura pessoas prontas; Ele capacita aqueles que Ele chama, tornando a fraqueza humana o palco para o Seu poder.

Um dos pontos altos desse capítulo é a revelação do nome de Deus: "EU SOU O QUE SOU". Esse nome revela a natureza eterna e a autossuficiência do Deus que age. Ele não é limitado pelo tempo, pelas circunstâncias ou pela vontade dos poderosos como o Faraó. Ele é o Deus presente, aquele que existe por Si mesmo e que tem todo o poder para sustentar Suas decisões. Essa revelação deu a Moisés a autoridade necessária para enfrentar o império mais poderoso da época, fundamentado na imutabilidade do caráter divino.

O agir de Deus também enfrenta a resistência humana com paciência e sinais. Moisés apresentou várias objeções, mas para cada dúvida, Deus ofereceu uma demonstração de Seu poder. Isso nos mostra que Deus conhece as nossas inseguranças e não desiste de agir através de nós por causa delas. Ele é o Deus que insiste, que provê sinais e que garante que Sua palavra não voltará vazia. A ação divina é persistente e triunfa sobre as nossas limitações psicológicas e espirituais.

É importante notar que o agir de Deus em Êxodo 3 está fundamentado em uma aliança antiga. Ele se identifica como o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Isso significa que a intervenção de Deus no presente é sempre fiel ao que Ele prometeu no passado. Ele age porque é fiel à Sua própria palavra. O tempo pode passar, as gerações podem mudar, mas o compromisso de Deus com o Seu povo permanece inabalável. Sua ação é a continuidade de um plano de redenção que atravessa os séculos.

A ação de Deus culmina em um propósito de adoração. Ele diz a Moisés que, após tirar o povo do Egito, eles serviriam a Deus naquele mesmo monte. Isso revela que o objetivo final da libertação de Deus não é apenas o conforto humano, mas a restauração da comunhão e da adoração. Deus age para nos libertar de tudo o que nos impede de prestar-Lhe o culto devido. Somos libertos de algo (a escravidão) para algo muito maior (a presença e o serviço a Deus).

Por fim, o Deus que agiu na sarça ardente é o mesmo que age hoje em nossas vidas. Ele continua vendo as nossas lutas, ouvindo o nosso clamor e descendo para nos socorrer através de Sua graça. A história de Moisés nos convida a tirar as sandálias dos pés, reconhecer a santidade do agir divino e confiar que, não importa quão forte seja o "Faraó" que enfrentamos, o "EU SOU" está no controle e nada é impossível para Ele.

Pr. Eli Vieira

Deus Transforma o Mal em Bênção


A passagem de Gênesis 50:15-21 representa o desfecho glorioso de uma trajetória marcada por dores profundas e reviravoltas improváveis. Após a morte de Jacó, o patriarca da família, os irmãos de José foram dominados pelo medo, acreditando que a bondade do governador do Egito era apenas uma fachada mantida em respeito ao pai. Eles projetaram em José o sentimento que eles mesmos teriam se estivessem no poder: o desejo de vingança. No entanto, o que eles não compreendiam é que Deus já havia operado uma cura profunda no coração daquele que fora vendido como escravo.

O temor dos irmãos revela como o pecado pode aprisionar a mente humana por décadas. Mesmo vivendo no conforto oferecido por José, eles ainda se sentiam devedores e culpados, a ponto de inventarem um pedido póstumo de Jacó para tentar garantir a própria sobrevivência. A reação de José ao ouvir o medo deles — o choro — mostra que ele se sentia profundamente tocado pela falta de compreensão dos irmãos sobre o seu perdão. Para José, a reconciliação não era uma estratégia política, mas o fruto de uma visão espiritual sobre a sua própria história.

Ao confrontar os irmãos, José faz uma pergunta que define o limite entre a soberania divina e o julgamento humano: "Acaso estou eu no lugar de Deus?". Essa frase é um lembrete de que o ato de julgar e punir não pertence ao homem, especialmente quando Deus já usou as circunstâncias para um fim maior. José reconhece que, se ele tentasse se vingar, estaria tentando usurpar o trono do Criador. Reconhecer que Deus está no controle nos liberta do fardo de carregar a justiça em nossas próprias mãos, permitindo que a paz flua em meio ao caos.

O ponto central do texto é o versículo 20, onde José afirma que, embora as intenções humanas fossem malignas, o projeto de Deus era de bem. Aqui aprendemos que Deus não é o autor do mal, mas Ele é o Mestre em redirecioná-lo. As mãos que venderam José pretendiam sua ruína, mas as mãos invisíveis de Deus usaram aquela mesma transação para posicioná-lo no palácio. O mal é transformado em bênção quando a providência divina utiliza as pedras lançadas contra nós para construir a estrada que nos leva ao nosso propósito.

A finalidade dessa transformação divina nunca termina no benefício de apenas uma pessoa. José compreendeu que sua ascensão e o sofrimento que a precedeu visavam "conservar muita gente em vida". Deus transforma o mal em bênção para que o sobrevivente se torne um salvador de outros. Se José tivesse permanecido como o filho favorito em Canaã, ele seria apenas um pastor próspero; no Egito, transformado pela dor e pela graça, ele se tornou o provedor de pão para o mundo conhecido de sua época.

A resposta prática de José à maldade sofrida foi a promessa de sustento e o consolo através de palavras gentis. O versículo 21 destaca que ele prometeu cuidar não apenas dos seus irmãos, mas também dos filhos deles. Isso nos ensina que, quando Deus transforma o mal em bênção, Ele nos capacita a sermos generosos com quem não merece. O verdadeiro sinal de que fomos abençoados em meio à provação é a nossa capacidade de falar ao coração daqueles que um dia nos feriram.

Por fim, a história de Gênesis 50 nos convida a confiar no "reprojeto" de Deus para as nossas vidas. Onde os homens veem um poço, Deus vê o início de um caminho para o trono. Onde o inimigo vê destruição, o Senhor vê a oportunidade de manifestar Sua glória e salvar multidões. Que possamos descansar na certeza de que nenhuma intenção maligna pode anular o decreto de Deus, que é especialista em escrever finais de vitória sobre capítulos de profunda dor.

Pr. Eli Vieira

Ex-muçulmano vira pastor após estudar a Bíblia no Irã: “O Espírito Santo abriu minha mente”

 O pastor Ibrahim Hassan. (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)

Criado no Islã, Ibrahim Hassan enfrentou perseguição após aceitar Jesus e hoje lidera ex-muçulmanos convertidos no Chade.

Um ex-muçulmano que se tornou pastor após estudar a Bíblia no Chade relembrou sua conversão e pediu orações para os cristãos perseguidos em sua nação.

Ibrahim Hassan cresceu em um lar islâmico e desde criança estudava o Alcorão: “Eu tinha em mente que me tornaria um grande líder islâmico", disse ele ao Global Christian Relief.

No entanto, depois que seu pai se casou com uma segunda mulher e se divorciou de sua mãe, Ibrahim decidiu continuar seus estudos em outra aldeia. Precisando de moradia, ele foi conduzido a uma organização missionária que oferecia alojamento para estudantes que não tinham onde ficar.

"A regra era que todas as manhãs você tinha que ir à igreja por 20 minutos para ouvir o Evangelho antes de ir para a escola", explicou ele. 

Inicialmente, ele passou a frequentar o culto apenas porque precisava do abrigo:

"No início, eu não queria, mas como muitos meninos iam, eu fui também. Eu queria estudar e precisava fazer isso para garantir uma vaga".

‘Decidi seguir Jesus’

À medida que ouvia o Evangelho, Ibrahim passou a questionar o Islã e começou a ser atraído pela Palavra de Deus. 

"Certa manhã, o Espírito Santo abriu minha mente. Descobri que para ir para o Céu não é por meio de boas obras, mas pela fé", afirmou ele.

E continuou: "No Islã, você reza, jejua, faz tudo, mas depende de Alá se ele o enviará para o paraíso ou para o inferno. É ele que decide o que fazer com você”.

"Mas na Bíblia estava escrito que Deus amou tanto o mundo que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna. Vi que o problema estava resolvido", acrescentou.

Ibrahim aceitou Jesus aos 14 anos e, apesar da perseguição, mantém sua fé firme. (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)

Aos 14 anos, durante um estudo bíblico sobre o chamado de Deus a Samuel, Ibrahim se rendeu ao Senhor.

"Eu disse: 'Deus, se o Senhor me ama, me chame como chamou Samuel, e eu o servirei’. Não sei o que aconteceu comigo, mas meu coração parecia estar em chamas", testemunhou ele.

E continuou: "Levantei e disse à congregação que havia recebido Jesus Cristo como meu Salvador e que decidi servi-Lo por toda a minha vida".

A igreja perseguida no Chade

Depois que se tornou um seguidor de Cristo, seu maior desafio era compartilhar o Evangelho com outras pessoas.

“Eu não conseguia fazer isso, sofria perseguição regularmente. Em nosso país, em nossa cidade, quando eu passava, as pessoas me chamavam de 'cristão perverso’ e cuspiam em mim”, relembrou ele.

No entanto, Ibrahim respondeu com amor, conquistando a amizade de muitos. Hoje, com 65 anos e pai de nove filhos, ele lidera um dos ministérios mais perigosos do mundo muçulmano: o de pastorear cristãos que abandonaram o Islã para seguir a Cristo. 

O Chade representa um dos ambientes mais desafiadores do mundo para muçulmanos de origem cristã. Contudo, um número sem precedentes de pessoas está encontrando Jesus, apesar dos riscos. 

"Muitas vezes acontece por meio de sonhos. Temos muitos cristãos que vieram do islamismo e dizem: 'Eu tive um sonho'", contou Ibrahim.

Ibrahim lidera ex-muçulmanos e os ajuda a crescer no entendimento das Escrituras. (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)

Ele citou a história de um professor islamico que tinha sonhos recorrentes com Jesus e acabou viajando 25 quilômetros para encontrar uma igreja e se rendeu ao Senhor.

"Muitas outras vezes, é através do testemunho de cristãos. Alguns muçulmanos veem os cristãos – essas pessoas a quem dissemos que eram más – mas observam como eles vivem e o que fazem. É bom. Eles pensam: 'Certamente há verdade nisso'. Eles descobrem que não se pode ir para o Céu sem Jesus Cristo", destacou Ibrahim.

Para pastores como Ibrahim, o ministério vai além da liderança da igreja. Eles servem cristãos que enfrentam rejeição familiar, perseguição da comunidade e ameaças constantes à sua segurança. Esses crentes secretos muitas vezes perdem tudo — cônjuges, filhos, herança e posição social — quando escolhem seguir a Cristo. 

“Ele quer, antes de tudo, ser acolhido, ter sua vida segura e receber os ensinamentos do Senhor — a Palavra — para que possa crescer espiritualmente e alcançar a maturidade em Cristo", explicou o pastor.

Ibrahim pediu orações pelos cristãos perseguidos no Chade. (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)

De acordo com Ibrahim, a chave está no discipulado, que permite aos novos convertidos fortalecerem sua fé antes de enfrentarem os desafios de frequentarem à igreja publicamente. 

"Orem para que tenhamos uma fé forte e para que o Espírito Santo realize milagres, porque os muçulmanos precisam ver milagres. Quando veem milagres, sabem que isso é bom", afirmou o pastor.

"Orem para que Deus dê à igreja os meios para construir centros onde possamos acolher crentes de origem islâmica e oferecer-lhes formação bíblica. Precisamos capacitá-los e garantir seu sustento", concluiu.

Fonte: Guiame, com informações de Global Christian Relief

Após protestos em igreja nos EUA, Alabama analisa tornar crime a interrupção de cultos


Protesto na Cities Church, no estado de Minnesota. (Foto: Reprodução/YouTube/WCCO - CBS Minnesota) 

O projeto de lei prevê até 10 anos de prisão para quem interromper cultos em igrejas no estado.


Os deputados do estado do Alabama, nos Estados Unidos, estão analisando um projeto de lei que pode transformar a interrupção de cultos religiosos em crime, com pena de até 10 anos de prisão.

A proposta, chamada Projeto de Lei 363 (HB 363), poderá ser votada em breve pela Câmara dos Representantes do estado. Se for aprovada, a medida tornará a interrupção de um culto como crime de Classe C.

Segundo o projeto de lei, a pessoa cometerá o crime se entrar intencionalmente em uma igreja com o objetivo de atrapalhar o culto e participar de protestos ilegais, tumultos ou qualquer comportamento desordeiro no local. Também poderá ser punido quem assediar cristãos ou bloquear a entrada e saída da congregação.

Em caso de reincidência — se a pessoa cometer o crime novamente — a pena mínima obrigatória será de cinco anos de prisão.

‘Não vamos tolerar isso’

O projeto foi apresentado no mês de janeiro pelo deputado republicano Greg Barnes. Ele já foi aprovado por uma comissão da Câmara e agora aguarda votação da Câmara.  

“Ninguém tem o direito de interromper um culto religioso e infringir o direito de seus concidadãos de praticar sua religião livremente”, disse Barnes, conforme o portal Alabama Political Reporter.

“No Alabama, não ficaremos de braços cruzados enquanto pessoas desequilibradas intimidam nossas mulheres e crianças em nossas igrejas. Simplesmente não toleraremos isso”, acrescentou.

A proposta surgiu após um protesto realizado no mês passado na Cities Church, em St. Paul, no estado de Minnesota. Durante um culto, manifestantes entraram no templo para protestar contra a ligação de um dos pastores com um escritório local do Serviço de Imigração e Alfândega dos EUA (ICE).

Conforme o portal KARE 11, um manifestante impediu que pais tivessem acesso aos próprios filhos, e um cristão ficou ferido ao tentar fugir.

De acordo com a acusação apresentada no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito de Minnesota, os manifestantes realizaram “um ataque coordenado no estilo de tomada de poder", que incluiu "atos de opressão, intimidação, ameaças, interferência e obstrução física".

“Como resultado da conduta dos réus, o pastor e a congregação foram forçados a encerrar o culto da igreja, os fiéis fugiram do prédio da igreja com medo por sua segurança, outros fiéis tomaram medidas para implementar um plano de emergência e crianças pequenas ficaram se perguntando, como disse uma criança, se seus pais iriam morrer”, informou a acusação.

O caso se tornou debate nacional, onde alguns defendem que o protesto está protegido pela Primeira Emenda da Constituição dos EUA. Outros afirmaram que o protesto violou uma lei federal que protege locais de culto contra intimidação física.

Fonte: Guiame, com informações de The Christian Post

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