sábado, 11 de julho de 2020

Pastor Milton Ribeiro da Igreja Presbiteriana do Brasil é o novo Ministro da Educação (MEC)



Segundo informações do site de notícias Uol e da Band News o Pastor Milton Ribeiro aceita convite do presidente Bolsonaro para comando do MEC.
O professor e pastor Milton Ribeiro aceitou o convite de Jair Bolsonaro (sem partido) para assumir o comando do MEC (Ministério da Educação). A informação foi confirmada ao UOL por um ministro próximo ao presidente e divulgada por Bolsonaro em suas redes sociais.

Bolsonaro disse em suas redes sociais:
– Indiquei o Professor Milton Ribeiro para ser o titular do Ministério da Educação.
– Doutor em Educação pela USP, mestre em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e graduado em Direito e Teologia.
– Desde maio de 2019, é membro da Comissão de Ética da Presidência da República.
Ele chega ao ministério com bom trânsito entre os evangélicos e já era cotado para o posto antes mesmo de Weintraub assumir. O cargo está vago desde 18 de junho….
Seu nome foi oficializado minutos após a postagem de Bolsonaro, em edição extra do DOU (Diário Oficial da União) publicada nesta sexta-feira (10).
O Pastor presbiteriano, Milton Ribeiro é membro da Comissão de Ética Pública, ligada à Presidência da República. Foi nomeado por Bolsonaro para o cargo em maio de 2019. Seu mandato na comissão vai até 2022.
Em seu currículo lattes, atualizado pela última vez em abril de 2019, Ribeiro informa ter graduação em Teologia e em Direito. Também diz ser mestre em Direito pela Universidade Presbiteriana Mackenzie e doutor em Educação pela USP (Universidade de São Paulo). Além disso, diz ter especialização em Velho Testamento pelo Centro Teológico Andrew…
O governo anunciou nesta sexta-feira (10) que Milton Ribeiro é o novo Ministro da Educação. O pastor era membro da Comissão de Ética Pública da Presidência e faz parte da Igreja Presbiteriana de Santos, em São Paulo. 
Milton Ribeiro tem 62 anos, nasceu em Santos é teólogo e advogado. 
De acordo com o Lattes, Ribeiro é membro da Comissão de Ética Pública da Presidência e é ligado à Universidade Mackenzie. Graduado em Teologia e Direito, ele tem mestrado em Direito e doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo (USP). 
Ainda de acordo com a plataforma, Milton Ribeiro era relator da Comissão de Assuntos Educacionais do Mackenzie e Diretor Administrativo da Luz para o Caminho, instituição que cuida da área de mídias da Igreja Presbiteriana do Brasil. Também é membro da Administração Geral da Santa Casa de Santos, instituição pública, como irmão mantenedor. 
Também já foi reitor em exercício e vice-reitor da Universidade Mackenzie, em São Paulo. 
Rogamos que Deus continue sustentanto e usando seu servo, e que ao servir a nossa nação no Ministério da Educação possa fazer para a glória de Deus.
Fontes:
– Veja mais em https://educacao.uol.com.br/noticias/2020/07/10/milton-ribeiro-aceita-convite-de-bolsonaro-para-comando-do-mec.htm?cmpid=copiaecola

Protocolo de Reabertura dos Templos do Presbitério de Garanhuns



O PGAR – Presbitério de Garanhuns, pela sua Comissão Executiva recomenda às Igrejas Presbiterianas jurisdicionadas.Tendo em vista a flexibilização do processo de reabertura do comercio e dos templos religiosos em 99 municípios pernambucanos por parte do Governo do Estado e que logo que diminuírem os índices de contaminação por Covid-19 nos 85 restantes (incluindo a região de Garanhuns) serão abertos também nossos templos, podendo voltar a nos reunir com restrições importantes que precisam ser observadas.Visando tomar medidas antecipadas de preparação para a reabertura dos templos, o PGAR resolve orientar as suas Igrejas a iniciarem o seu planejamento de ações preventivas para quando for autorizada pelas instancias governamentais a reabertura já estejamos preparados com o seguinte protocolo:
Protocolo de Reabertura dos Templos
Medidas de proteção
1. O uso da máscara é obrigatório durante todo o período que estiverem fora de suas residências, mantendo seu uso durante os cultos;
2. Os templos devem disponibilizar acesso fácil a pias providas com água corrente, sabonete líquido e toalhas descartáveis, sempre que possível;
3. Os templos devem disponibilizar álcool 70% em todos os acessos;
4. Grupos de risco (idosos maiores de 60 anos, gestantes e pessoas com comorbidades) devem permanecer em casa e acompanhar os cultos por meios de comunicação como rádio, televisão, internet, entre outros recursos;
5. Crianças menores de 10 anos devem permanecer em casa, mesmo que existam espaços destinados à recreação, como espaço kids, brinquedotecas e similares, uma vez que esses devem permanecer fechados;
6. Nas celebrações da Santa Ceia, com partilha de pão e vinho, os encarregados da preparação do material devem higienizar as mãos e usar máscara para o preparo. Os cálices devem ser descartáveis. As pessoas devem respeitar o distanciamento aconselhado;
7. O método de ofertório deve ser revisto de forma a não haver contato físico entre as pessoas;
8. Fica proibido o compartilhamento de materiais como bíblia, revista, jornais, entre outros. O uso desses deve ser individual;
9. Após os cultos, o local deve ser rigorosamente desinfetado principalmente, os mais tocados, como os bancos, maçanetas de portas, microfones entre outros;
10. A limpeza e desinfecção dos sanitários devem ser intensificadas;
11. Os dispensadores de água dos bebedouros que exigem aproximação da boca com o ponto de saída da água devem ser bloqueados;
12. Todos os ambientes devem ser mantidos preferencialmente abertos, arejados e ventilados, de forma natural.
Medidas de distanciamento social
1. As celebrações serão limitadas, no que se refere ao número de participantes, a 30% da sua capacidade de acomodação, podendo chegar, no máximo, a 50 pessoas. Nos templos com capacidade de acomodação maior ou igual a 1.000 pessoas, as celebrações devem ser realizadas com, no máximo, 300 participantes. Dentre os participantes estão o celebrante, os apoiadores, os colaboradores e o público em geral;
2. A distância mínima de segurança entre os participantes deve ser de 1,5m, excetuando-se os participantes do mesmo grupo familiar que residam juntos;
3. O intervalo entre os cultos deve ser de, no mínimo, 3 horas, tanto para evitar aglomeração, quanto para garantir uma efetiva limpeza/desinfecção do ambiente;
4. Preferencialmente, devem ser disponibilizados cadeiras e bancos de uso individualizado, em quantidade compatível com o número máximo de participantes autorizados para o local;
5. Bancos de uso coletivo devem ser reorganizados e demarcados de forma a garantir que as pessoas se acomodem nos locais indicados e mantenham o afastamento recomendado;
6. Deve ser realizado o controle do fluxo de entrada e saída de pessoas, e na hipótese de formação de filas, deve haver demarcação para manter o distanciamento mínimo de 1,5 metro entre as pessoas;
7. Sempre que possível, as portas de entrada devem ser distintas das de saída, havendo sinalização de sentido único, de modo a evitar que as pessoas se cruzem;
8. Antes, durante e depois da realização das celebrações religiosas, devem ser evitadas práticas de aproximação entre as pessoas e outras formas de contato físico, como dar as mãos, beijos, abraços, apertos de mãos, entre outros;
9. Cartazes com orientações a respeito das medidas de prevenção e controle da Covid-19, bem como das regras para o funcionamento dos templos religiosos devem ser fixados nos murais e em pontos estratégicos e visíveis às pessoas, devendo haver, também, compartilhamento destas informações por meio eletrônico como redes sociais.
Recomendações finais
1. Adquiram álcool em gel e os respectivos dispensários para serem disponibilizados na entrada do templo;
2. Adquiram, se possível, termômetro digital de testa para aferição da temperatura dos frequentadores no momento do acesso ao templo;
3. Se, possível que os microfones sejam de uso individualizado;
4. Se possível, treine seus diáconos e ou outros irmãos que auxiliem na organização e orientações à porta do templo.Comissão Executiva do PGAR

Templos e Igrejas com medidas Preventivas voltam a Receber Público no Agreste Meridional


UTILIDADE PÚBLICA

Segundo informações do Blog de Carlos Eugênio a seguir

A partir da próxima segunda-feira, dia 13, as cidades do Agreste Meridional avançam para a Etapa 4 do Plano de Convivência com a COVID-19 do Governo do Estado. Com a medida, além de permitir o funcionamento das lojas de varejo de rua, salões de beleza e estética, comércio de veículos, incluindo serviço de aluguel e vistoria, com 50% da carga, construção civil com 100% do efetivo e a reabertura de Parques, este avanço permite também a retomada das celebrações religiosas em Templos e Igrejas.  
Os espaços religiosos precisarão seguir um rígido protocolo, com uma série de medidas preventivas, e limitar o público a 30% de sua capacidade, podendo chegar ao limite de 50 pessoas nos templos de até mil lugares e 300 pessoas nos locais com capacidade acima de mil lugares. Logo na entrada, deve ser realizado o controle do fluxo de pessoas e, na hipótese de formação de filas, deve haver demarcação para manter o distanciamento mínimo. Sempre que possível, as portas de entrada devem ser distintas das de saída, havendo sinalização de sentido único, de modo a evitar que as pessoas se cruzem. 
Segundo a Secretaria de Planejamento e Gestão, entre as regras estabelecidas, está a adoção de um intervalo mínimo entre as celebrações, que deve ser de três horas, tanto para evitar aglomeração quanto para garantir uma efetiva limpeza do ambiente. “Essas atividades devem obedecer as medidas sanitárias priorizando, além do distanciamento, os protocolos de higiene, com cadeiras e bancos de uso individualizado, em quantidade compatível com o número de participantes, por exemplo”, explicou Alexandre Rebêlo, secretário da pasta. 
Já os bancos de uso coletivo devem ser reorganizados e demarcados de forma a garantir o afastamento recomendado. Antes, durante e depois da realização das celebrações religiosas devem ser evitadas práticas de aproximação entre as pessoas e outras formas de contato físico, como dar as mãos, beijos, abraços, apertos de mãos, entre outros.
Fonte: Blog de Carlos Eugênio

Templos e Igrejas com medidas Preventivas voltam a Receber Público no Agreste Meridional

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quarta-feira, 1 de julho de 2020

Pastor e teólogo, Lazarus Chakwera foi empossado no domingo (28) em cerimônia oficial como Novo Presidente do Malawi

Lazarus Chakwera eleito presidente do Malawi. (Foto: E. Chagara / Reuters)

Pastor e teólogo, Lazarus Chakwera foi empossado no domingo (28) em cerimônia oficial.

O novo presidente do Malawi, Lazarus Chakwera prometeu neste domingo (28) ser servo do povo e assegurou um futuro próspero às novas gerações de seu país.
Em seu primeiro discurso oficial, como presidente do Malawi, após a tomada de posse, Lazarus Chakwera disse aos malawianos que, junto com o seu vice-presidente Saulos Chilima, irá formar um governo que sirva, inspire, escute e lute pelo bem-estar do povo.
Na cadência inconfundível de um pregador, o novo presidente do Malawi, Lazarus Chakwera, apelou pela unidade em seu país logo depois que ele tomou posse no domingo.
O ex-diretor das Assembleias de Deus do Malawi, uma das maiores denominações cristãs do país, tratava o palco como um púlpito para inspirar fervor com suas palavras.
O país está fraturado após 13 meses de divisão após as disputadas eleições de 2019, cujo resultado foi cancelado pelos tribunais.
Falando em um estilo e sotaque que teve dicas do líder dos direitos civis dos EUA Martin Luther King, o Presidente Chakwera falou sobre o sonho “que nos une [que] é para que desfrutemos da prosperidade compartilhada, não apenas da liberdade”.
Mas ele disse que não era bom apenas ter um sonho.
“Chegou a hora de irmos além do sonho. Todos devemos acordar, porque é hora de sair do sono e tornar nosso sonho realidade”, declarou.
“De que serve a liberdade se eu e você somos escravos da fome?”, questionou o presidente, que prometeu ainda dar sorriso a milhões de crianças.
.Chakwera é um homem de Deus em um país profundamente religioso.
O homem de 65 anos emergiu como líder do Partido do Congresso do Malawi em 2013 sem ter nenhuma experiência política anterior.
Lutando com Deus
Ele assumiu o cargo depois de liderar as Assembleias de Deus por 24 anos, mas admitiu, quando estava concorrendo à presidência em 2014, que não era fácil tomar a decisão de se tornar político.
“Eu tive que discutir com Deus sobre uma direção na vida que não me parecia natural”, disse ele em um vídeo publicado pela Igreja Presbiteriana de St. Andrew, na Califórnia.
Mas depois de muita discussão “Deus estava dizendo isso: ‘Estou ampliando seu ministério para que você possa pastorear uma nação inteira'”.
Em outra entrevista, em 2017, ele disse que nas conversas com Deus ele se voltou para o capítulo três do livro do Êxodo na Bíblia, no qual Deus aparece a Moisés e diz que ele deveria levar os israelitas para fora do Egito.
Isso mostrou a ele como um líder pode atender às necessidades espirituais e sociais das pessoas, disse seu consultor Sean Kampondeni à BBC.
O conselheiro do novo presidente disse que ser eleito ensinou Chakwera sobre como ser político. (Foto: Reprodução/AFP)
Mas ele não quer transformar o Malawi em uma teocracia, nem quer proselitizar, acrescentou.
“O presidente acredita que o governo é algo que Deus assina nas nações para promover ordem e progresso na sociedade, para o florescimento dos seres humanos”, explicou Kampondeni.
“No Malawi, ele acha que as instituições governamentais foram deliberadamente aleijadas nos últimos 25 anos para não prestar esse serviço e ele está lá como alguém que se oferece para fazer isso”.
Vida cristã
Lazarus Chakwera de 65 anos de idade, foi pastor e diretor da Igreja Assembleia de Deus no Malawi.
Formado em teologia e filosofia, o novo presidente tem bacharelado em artes pela Universidade do Malawi, mestrado pela Universidade da África do Sul e doutoramento pela Universidade Internacional Trinity, dos EUA.
Em 2005, Lazarus Chakwera foi designado Professor pelo seminário teológico Pan-África.
Durante sua educação, ele diz que “conheceu Deus” e “começou a redirecionar minha vida para o ministério”.
O pai de quatro filhos agora quer pegar essa energia e visão e colocá-la na administração de um país.
Para aqueles que pensam que há uma grande diferença entre os altos objetivos da liderança espiritual e o embaraço político geralmente baixo, o conselheiro de Chakwera disse que o presidente estava bem ciente de como ser político.
“Qualquer pessoa que entenda o processo político e a jornada para a presidência – a política não começa quando você assume o cargo”, disse Kampondeni à BBC.
“Você tem que fazer muita política, mesmo para entrar em cargos públicos”.
Mas, ele disse, a abordagem do presidente será diferente e ele não a tratará como um jogo sujo.
Ele agora terá que usar sua habilidade para reunificar o país.
Disputa política
O antigo presidente do Malawi, Peter Mutharika, que governou o país durante seis anos e dois meses, descreveu as eleições da passada terça-feira como as piores da história do país.
Mutharika alegou que o resultado eleitoral não refletiu a vontade do povo. “O espancamento e expulsão de delegados de candidatura na região centro, provam tal fato”, disse. Contudo pediu aos malawianos a privilegiarem a paz e manter a lei e a ordem.
Peter Mutharika já abandonou o palácio presidencial tendo se alojado numa das suas residências particulares, no distrito de Mangochi.
O antigo presidente do Malawi, Bakili Muluzi, cujo filho, Atupele Muluzi, tinha se coligado com Peter Mutharika, felicitou Lazarus Chakwera pela vitória.
FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DA BBC

Pastor é espancado por multidão porque estava orando por um doente na Índia

Grupo de hindus espancam homem durante protestos em Nova Délhi, na Índia. (Foto: Reuters/Danish Siddiqui)
Em um dos oito ataques contra cristãos desde que o isolamento social devido a Covid-19 foi flexibilizado na Índia, uma multidão de cerca de 150 pessoas no estado de Telangana arrastou um pastor para a rua para espancá-lo, depois que ele orou por uma pessoa doente.
“Eles me chutaram como se eu fosse uma bola de futebol”, disse o pastor Suresh Rao, ao International Christian Concern (ICC) sobre o ataque na aldeia Kolonguda no domingo passado.
“Eles me arrastaram para a rua e me jogaram no chão”, acrescentou Rao. “Eles começaram a pisar em mim, rasgaram minhas roupas, me chutaram por todo o corpo e socaram meu olho esquerdo. Eu sofri uma lesão ocular grave como resultado de um coágulo sanguíneo”.
Os cristãos locais disseram à ICC que Rao chegou à casa do doente por volta das 9h30 da manhã para orar. Logo depois, a casa foi cercada por uma multidão de quase 150 pessoas lideradas por um homem identificado como Ashok.
Os agressores acusaram Rao de converter hindus ao cristianismo. “Eles disseram que a Índia é uma nação hindu e não há lugar para cristãos”, relatou Rao. “Estou preparado para esse tipo de acontecimento. Conheço o custo de servir a Jesus nessas aldeias remotas e continuarei a servir o povo desta região”.
A ICC registrou pelo menos oito ataques separados contra cristãos em duas semanas após a flexibilização parcial do bloqueio devido ao coronavírus.
Embora as leis “anti-conversão” existam há décadas em alguns estados da Índia, nenhum cristão foi condenado por converter alguém ao cristianismo. No entanto, essas leis permitem que extremistas hindus façam acusações falsas contra os cristãos e promovam ataques.
Os ataques à comunidade cristã na Índia, classificada em 10º lugar na lista de países que mais perseguem cristãos, continuaram mesmo durante a pandemia. A organização United Christian Forum documentou 56 ameaças contra cristãos e 78 incidentes de violência entre janeiro e março de 2020.
Fonte: Guia-me com informações de The Christian Post

sábado, 27 de junho de 2020

Dez Mandamentos do Namoro Cristão

Pare, leia e pense

Namoro é uma fase muito bonita. É a época de conhecer, galantear, cortejar e procurar inspirar amor em alguém. O namoro cristão, tenha a idade que tiver, deve ser uma convivência afetiva preliminar que amadurece e prepara o casal para um possível compromisso mais profundo. O contrário disso, longe dos princípios de Deus, pode resultar em uma experiência nociva e traumática.
Observe alguns princípios que ajudam a manter o seu namoro dentro do ponto de vista de Deus: 
1. Não namore por lazer: namoro não é passatempo e o cristão consciente deve encarar o namoro como uma etapa importante e básica para um relacionamento duradouro e feliz. Casamentos sólidos decorrem de namoros bem ajustados.
2. Não se prenda em um jugo desigual (2Co 6:14-18): iniciar um namoro com alguém que não tem temor a Deus e não é uma nova criatura pode resultar em um casamento equivocado. E atenção: mesmo pessoas que frequentam igrejas evangélicas podem não ser verdadeiros convertidos ou não levarem o relacionamento com Deus a sério. 
3. Imponha limites no relacionamento: o namoro moderno, segundo o ponto de vista dos incrédulos, está deformado, e nele, intimidade sexual ou práticas que levam a uma intimidade cada vez maior são normais. Mas o namoro do cristão não deve ser assim, o que nos leva ao próximo mandamento. 
4. Diga não ao sexo: Deus criou o sexo para ser praticado entre duas pessoas que se amam e têm entre si um compromisso permanente. É uma bênção para ser desfrutada plenamente dentro do casamento; fora dele é impureza. 
5. Promova o diálogo e a comunicação: conversar é essencial. Estabeleça uma comunicação constante, franca e direta e não evite conversar sobre qualquer assunto. 
6. Cultive o romantismo: a convivência a dois deve ser marcada por gentileza, cordialidade e romantismo. Isso não é cafona, nem é coisa do passado e traz brilho ao relacionamento.
7. Mantenha a dignidade e o respeito: o namoro equilibrado tem um tratamento recíproco de dignidade, respeito e valorização. O respeito é imprescindível para um compromisso respeitoso e duradouro. Desrespeito é falta de amor.
8. Pratique a fidelidade: infidelidade no namoro leva à infidelidade no casamento. Fidelidade é elemento imprescindível em qualquer tipo de relacionamento coerente à vontade de Deus, que abomina a leviandade.
9. Assuma publicamente seu relacionamento: uma pessoa madura e coerente com a vontade de Deus não precisa e nem deve lutar contra seus sentimentos ou escondê-los.
10. Forme um triângulo amoroso: namoro realmente cristão só é bom a três: o casal e Deus. Ele deve ser o centro e o objetivo do namoro.
Deixe Deus orientar e consolidar seu namoro. Viva integralmente as bênçãos que Deus tem para você através do namoro. E seja feliz.
Fonte: Megaphone

A Igreja Somali está Crescendo?

Casal que faz parte da diversa comunidade pastoreada por Muktar no Chifre da África. Eles são beneficiados por programas de discipulado e de negócios

Sim, mesmo com uma população 99% muçulmana espalhada pelo Chifre da África, a igreja tem se expandido entre os somalis

Os somalis são mais de 99% muçulmanos e qualquer um deles que se atreva a dar as costas ao islã pode esperar consequências muito sérias, como martírio, agressão física, prisão e ostracismo. Nesse ambiente, a Portas Abertas visitou Muktar*, que exerce ministério pastoral entre os somalis há 20 anos e há cinco em parceria com a organização. O líder cristão compartilha os avanços recentes no ministério: “Muitos somalis ouviram o evangelho e receberam Jesus; cerca de 15 foram batizados e estão se tornando discípulos”. Eles formam uma comunidade de cristãos ex-muçulmanos que tem se desenvolvido através do discipulado.
Há mais de três anos, a comunidade de Muktar participa do programa de discipulado da Portas Abertas. “Por causa disso, os cristãos tornaram-se profundamente enraizados em Jesus e mantêm-se fortes diante da perseguição. Eles também conseguem compartilhar o evangelho com outras pessoas. Por exemplo: um de nossos discípulos mais jovens recentemente teve a oportunidade de compartilhar o evangelho com cinco colegas depois de orar por um aluno que havia desmaiado na escola. Um deles veio a Jesus e acreditamos que os outros quatro estão a caminho”, testemunha Muktar.
Outros cristãos somalis, em sua maioria ex-muçulmanos, participam do curso de teologia de dois anos oferecido pela Portas Abertas. Com entusiasmo, o líder cristão declara: “Eu acredito que no futuro eles levarão o evangelho adiante. Com a ajuda do seu ministério, também alugamos um lugar onde os cristãos somalis perseguidos podem ser discipulados em segurança, sem a pressão constante de temer por suas vidas”. A ideia é formar uma comunidade cristã nesse lugar seguro, treinando os cristãos em princípios de administração para que possam gerar suas próprias finanças. Seu apoio foi uma grande ajuda nesse processo!”, agradece.
“Todo mundo tem medo de ministrar entre os somalis”
Muktar conta que uma igreja foi plantada em uma cidade vizinha e o número de cristãos ex-muçulmanos também tem crescido por lá. No Chifre da África, as pessoas geralmente são muito pobres. Isso fica ainda pior quando eles vêm a Jesus e suas famílias os abandonam. Nesse caso, elas se tornam totalmente dependentes da igreja, onde chegam com todas suas necessidades.
“Os resultados de sua ajuda para nós na criação de um negócio e para ajudar os jovens através do treinamento de habilidades nos surpreenderam. Por exemplo, vocês ajudaram Medina* a iniciar um pequeno negócio. Isso lhe deu a oportunidade de compartilhar o evangelho com quatro pessoas. Essas quatro compartilharam o que ouviram com outros 26 somalis. Em breve vamos reuni-los para um jantar e mostrar o filme de Jesus”, diz Muktar.
O líder cristão expressa entusiasmo, pois essas coisas mostram que Deus está trabalhando e que terminará a obra que iniciou. “Digo a você que podemos ver, ouvir, rastrear e tocar o impacto disso. Nossa emoção é ilimitada. Deus realizou um milagre para minha família e nosso ministério. Somos muito abençoados! Todo mundo tem medo de ministrar entre os somalis. Ninguém quer alcançá-los. Mas vocês permaneceram ao nosso lado, seus líderes têm nos treinado e encorajado.”
Muktar conclui com uma palavra de agradecimento: “A todos que apoiam este trabalho: agradecemos a Deus por todos vocês e oramos sempre por vocês, para que Deus expanda seu ministério. Juntos, estabelecemos uma base sólida. Agora é necessário diligência para o trabalho futuro. Vocês demonstraram amor ao nome de Jesus e a este ministério. Saibam que está dando frutos. Deus os abençoe. Não desistam!”.
*Nomes alterados por segurança.
A Portas Abertas oferece treinamentos na língua local para que líderes sejam capacitados a desenvolver um ministério efetivo, oferecendo a esses cristãos um lugar seguro para congregar. Sua contribuição faz com que um líder seja treinado em regiões sensíveis do Chifre da África. Outra forma de mostrar seu apoio é participando do DIP 2020, que será realizado no dia 13 de setembro. Nosso foco este ano será levar nosso amor aos cristãos ex-muçulmanos. Cadastre sua igreja e participe!
Fonte: Portas Abertas

NOVO MINISTRO DA EDUCAÇÃO DO BRASIL É MEMBRO DA IGREJA BATISTA

Novo Ministro da Educação Carlos Decotelli diz: “Nas convicções que estão na Bíblia, eu acredito”.
O presidente Jair Bolsonaro escolheu como novo ministro da Educação, o professor Carlos Alberto Decotelli, de 67 anos, é evangélico, oficial da reserva da Marinha e o primeiro negro a ocupar um cargo na Esplanada.
Carlos Decotelli será o sucessor de Abraham Weintraub, que deixou o governo cercado por polêmicas e após confronto com o Supremo Tribunal Federal (STF) e o Congresso, Decotelli, no entanto, prefere se apresentar como um técnico aberto ao diálogo. “Vamos favorecer o diálogo e a comunicação com o MEC”. 
Decotelli,  teve sua nomeação publicada na noite do dia 25 de junho de 2020, no Diário Oficial da União, Bolsonaro não mencionou as pautas ideológicas ao convidá-lo para assumir o Ministério da Educação.
Ao ser entrevistado pelo Estadão, ele foi questionado sobre como vai tratar de temas caros à base do governo bolsonarista, como escola sem partido e ideologia de gênero, Decotelli, disse que Bolsonaro não conversou sobre essas pautas e que, neste momento, a urgência é  resolver os problemas da educação decorrentes da pandemia do coronavírus.
Perguntado qual a sua opinião sobre escola sem partido e ideologia de gênero, ele se disse voltado para as questões da crença no que a Bíblia ensina no Novo Testamento.
“Eu sou um técnico. Cresci dentro da Primeira Igreja Batista do Rio e sou voltado para as questões da crença neotestamentária do núcleo evangélico tradicional, como as igrejas Batista, Metodista, Presbiteriana. Frequentei escola dominical desde dois anos de idade e hoje sou membro da Primeira Igreja Batista de Curitiba. Nas convicções que estão na Bíblia, no Novo Testamento, eu acredito. Uma questão de fé. É assim que procedo na minha vida.”
Sistema de cotas
Em entrevista à Rádio Bandeirantes nesta sexta-feira, 26, Decotelli disse que as cotas são mecanismos para tentar diminuir diferenças no acesso à educação. “Não podemos exigir resultados iguais para aqueles que não tem igualdade no acesso. Cotas dependerão sempre de reflexão de toda a sociedade”, disse.
Decotelli adotou um discurso neutro ao se referir a questão, mas reconheceu estruturas que mantêm o racismo na sociedade brasileira.
“Passamos mais de 300 anos com esse conceito de escravocrata. Hoje, ainda temos muitas contaminações de metodologias, subjetividades. Eu nunca, como negro, fui um George Floyd. Nunca sofri o racismo de tomar dois tiros nas costas. Mas [sim de] perceber olhares, de eugenia de ambientação, ou seja, criar um ambiente que não seja para negros”, contou.
Ele ainda citou que os Estados Unidos criou uma “pandemia racial” com os protestos antirracistas, evidenciando que o país “não aprendeu a conviver com a diferença”.
O economista reforçou sua visão de que as cotas — adotadas por universidades públicas para garantir um maior número de negros e indígenas nos cursos acadêmicos — refletem uma autocrítica da sociedade. Ele mesmo disse que é bisneto de um ex-escravo liberto através da Lei do Sexagenários.
“Vamos dar oportunidades para os desiguais, vamos igualar oportunidades. Está muito fora de moda pensar sistemas de diferenças entre seres humanos. Esse negócio de cor da pele, de origem, deixe de lado. Mas neste momento, precisa de reflexão”.
Fonte: UOL e Estadão via Folha Gospel

quinta-feira, 25 de junho de 2020

Início da Guerra da Coreia completa 70 anos

Os pastores e cristãos norte-coreanos já eram perseguidos no país número 1 da Lista Mundial da Perseguição 2020

Monumento da Coreia do Norte exalta batalhas travadas por soldados durante a Guerra da Coreia
Hoje faz 70 anos que a Coreia do Norte bombardeou alguns campos da Coreia do Sul e iniciou a Guerra da Coreia. Depois de três dias, a capital do Sul, Seul, já estava sob o domínio comunista e outras cidades também foram tomadas gradativamente, até setembro. Mas com a chegada dos soldados da Organização das Nações Unidas (ONU) em Incheon, o Exército Vermelho começou a recuar. Então, no final de outubro, Seul e Pyongyang estavam sob o controle das tropas da ONU. Logo, a China entrou na batalha ao lado dos comunistas e forçou a retirada das forças da ONU até o paralelo 38, que faz a divisa entre as Coreias.  
Quando a guerra iniciou, a península coreana já estava dividida desde o fim da Segunda Guerra Mundial. Os Estados Unidos ocupavam a parte sul e a União Soviética, a norte. Neste período, os cristãos da Coreia do Norte já estavam enfrentando uma violenta perseguição. Muitos foram obrigados a se registrar no Partido dos Trabalhadores, e os que se recusavam foram presos, banidos e até mortos. As pequenas igrejas se fundiram com outras maiores para facilitar a vigilância e os pastores colocaram fotos do ditador Kim Il-sung nos templos.
Hea-Woo tinha 10 anos na época e lembra das mudanças que os conflitos impuseram aos coreanos. “Nossa vila ficava na fronteira entre o Norte e o Sul, o que significava que estava bem na linha de frente. Não demorou muito para que soldados norte-coreanos aparecessem e dissessem a todos que tinham que sair da região”, testemunha a cristã e colaboradora da Portas Abertas, que já visitou igrejas brasileiras em duas ocasiões, 2015 e 2019. Ela, a mãe e a irmã precisaram fugir. Já o pai estava trabalhando como médico do exército na guerra, onde faleceu sem rever a família. 
Fé secreta, mas visível
Muitos cristãos já viviam secretamente a fé. Pois já era comum que os líderes e seguidores de Jesus fossem sequestrados e mortos. Algumas igrejas nas grandes metrópoles eram forçadas a comemorar os triunfos das tropas do Norte em cultos especiais. Na capital da Coreia do Norte, o pastor e tio de Kim Il-sung promoveu uma “manifestação cristã” em que todos os participantes deveriam demonstrar lealdade ao líder do futuro país comunista.
Hea-Woo não sabia nada sobre a fé da mãe, até que um dia avistou uma cruz pendurada no pescoço dela. Quando a menina perguntou o que aquele símbolo significava, a mãe pediu que ela mantivesse aquilo em segredo. “Eu nunca disse nada a ninguém sobre isso, mas sempre me lembrei do que aconteceu. E apenas muitos anos depois eu percebi que minha mãe era cristã”, afirma. A garota foi morar com a avó na China, enquanto a mãe esperava o pai voltar da guerra, na Coreia do Norte.
Alguns anos mais tarde, a jovem voltou a viver na Coreia do Norte. Ela cresceu vendo a mãe ser gentil com as pessoas necessitadas e dizer diversas coisas sobre o céu. Mas Hea-Woo só foi ouvir a respeito de Cristo quando o marido dela se tornou cristão nos anos 1990. Ele teve um encontro com Jesus quando tentava fugir da China para a Coreia do Sul. Mas foi capturado e forçado a voltar para a Coreia do Norte. Quando os filhos foram visitar o pai na prisão, ele escreveu na mão de um deles a seguinte mensagem: “Acredite em Jesus”. Após seis meses do breve testemunho, o marido de Hea-Woo morreu na prisão, por consequência da fome e tortura.
Na hora e no lugar certo
Porém, a norte-coreana só teria o próprio encontro com Cristo, quando ela fugisse para China e lá fosse ajudada por cristãos. “Só há uma explicação para o fato de eu ter aceitado a história incrível como verdade: minha mãe e meu marido oraram por mim. Estou convencida disso”, reconhece. Após ser capturada, a cristã retornou para o Norte onde passou muitos anos em um campo de trabalho forçado. Apesar de enfrentar tortura diária, Hea-Woo tinha certeza da presença de Deus com ela, tanto que viveu experiências impactantes como uma cura e viu outros cinco prisioneiros se entregarem a Jesus. “Permaneci fiel e Deus me ajudou a sobreviver”, completa a cristã.
A igreja norte-coreana hoje
Apesar dos tempos não serem fáceis para os cristãos da Coreia do Norte, a igreja no território tem crescido. Estima-se que existam entre 200 mil e 400 mil cristãos no território comunista. Muitos dos novos convertidos souberam de Cristo quando fugiram para a China e encontraram alimentação e acolhimento em abrigos seguros administrados pela Portas Abertas. Boa parte dos novos convertidos retornam para o país de origem com a missão de levar as boas notícias de Cristo aos familiares.
Assim, como Hea-Woo e o marido dela, outros norte-coreanos ainda irão encontrar Cristo por meio de um abrigo cristão na China.  Ore e contribua com a Portas Abertas para que muitos cristãos que estão em território chinês recebam ajuda emergencial como comida, medicamentos e roupas.
Fonte: Portas Abertas

“Muitos substituíram a mensagem da cruz pela mensagem humanista”, diz Hernandes Dias Lopes

De acordo com o pastor, muitos pregadores têm focado em uma mensagem antropocêntrica, mas falta a mensagem da cruz.

Pastor Hernandes Dias Lopes durante pregação. (Foto: Igreja Presbiteriana de Pinheiros)
Em uma série de reflexões no Facebook, o pastor Hernandes Dias Lopes destacou sobre a mensagem da cruz de Cristo, que de acordo com ele tem sido esquecida.
“O apóstolo Paulo, o maior pregador do cristianismo, disse que pregava a Cristo, e este crucificado. Disse que se gloriava na cruz”, destacou o pastor no último domingo (21). 
“Foi na cruz que Jesus redimiu-nos. Foi na cruz que ele esmagou a cabeça da serpente. Foi na cruz que ele satisfez a justiça de Deus e demonstrou-nos seu mais eloquente amor”, continuou.
Fazendo uma análise sobre os sermões atuais, Lopes lamenta: “Hoje, muitos pregadores substituíram a mensagem da cruz por uma mensagem humanista e antropocêntrica. Pregam prosperidade. Pregam curas. Pregam milagres. Pregam a si mesmos. Pregam a igreja. Pregam outro evangelho. Mas, falta a mensagem da cruz, a mensagem da salvação”. 
Ele ainda faz um apelo àqueles que formam as vozes nos púlpitos: “Que os pregadores voltem à sensatez. Que os púlpitos sejam trombetas a proclamar a mensagem da cruz!”
Em outra reflexão, Lopes observou que apesar da variedade de culturas, há um único Evangelho que não pode ser distorcido. “Jesus comprou com o seu sangue aqueles que procedem de toda tribo, povo, língua e nação. Porém, Jesus chama todas essas tribos através de um único evangelho”, disse.
“Não há outra mensagem a ser proclamada. Não há outro evangelho a ser anunciado. Não há outro nome dado entre os homens pelo qual importa que sejamos salvos a não ser o nome de Jesus. O propósito de Deus é o evangelho todo, por toda igreja, em todo o mundo, a todas as tribos!”, destacou.
FONTE: GUIAME

sábado, 6 de junho de 2020

O que é o Estado Islâmico?

Grupo radical controla áreas do Iraque e Síria e impõem sua visão extrema do islamismo a todos os que moram em seu território

Cristã refugiada que precisou fugir de sua casa no Iraque após a violência causada por combatentes do Estado Islâmico
Cristã refugiada que precisou fugir de sua casa no Iraque após a violência causada por combatentes do Estado Islâmico
O grupo jihadista Estado Islâmico (EI) surgiu no cenário internacional em 2014, quando tomou várias áreas de território na Síria Iraque. Ele se tornou notório por sua brutalidade, que inclui mortes em massasequestros e decapitações. Embora o grupo tenha apoio em outras partes do mundo muçulmano, uma coalizão, liderada pelos Estados Unidos, se comprometeu a destruí-lo.
O que o Estado Islâmico quer?De acordo com artigo da BBC, em junho de 2014, o grupo declarou formalmente o estabelecimento de um califado – um estado governado de acordo com a lei islâmica, sharia, por um representante de deus na terra, ou seja, o califa. Isso exige que muçulmanos de todo o mundo jurem fidelidade ao seu líder, até então Ibrahim Awad Ibrahim al-Badri al-Samarrai, mais conhecido como Abu Bakr al-Baghdadi, e migrem para territórios sob seu controle.
Porém, o líder do grupo extremista se matou durante uma operação militar dos Estados Unidos no Noroeste da Síria, próximo à fronteira com a Turquia. Enquanto era perseguido por cães do exército norte-americano em um túnel no vilarejo de Barisha, em Idlib, Abu Bakr al-Baghdadi detonou seu colete suicida, como anunciou o presidente norte-americano, Donald Trump. Segundo o portal de notícias da BBC, o sucessor anunciado foi Abu Ibrahim al-Hashimi al-Quraishi, mas ainda não se sabe seu nome real, uma vez que esse é um dos nomes de guerra que a organização costuma usar.
O EI também disse a outros grupos jihadistas que deveriam aceitar sua autoridade suprema. O grupo busca erradicar obstáculos para restaurar a lei de deus na Terra e defender a comunidade muçulmana mundial contra infiéis e apóstatas. O grupo optou por um confronto direto com a coalizão liderada pelos Estados Unidos, vendo isso como o prenúncio de um confronto dos finais dos tempos entre muçulmanos e seus inimigos, descrito no islamismo como profecias apocalípticas.
Quais são as origens do Estado Islâmico?Em 2004, um ano após a invasão americana no Iraque, Abu Musab al-Zarqawi, um jordaniano, prometeu aliar-se a Osama Bin Laden e formar a Al-Qaeda no Iraque (AQI), que se tornaria uma grande força de insurgência. Após a morte de Zarqawi, em 2006, a AQI criou uma organização central, o Estado Islâmico no Iraque (ISI, da sigla em inglês). Porém, o ISI foi enfraquecendo continuamente por conta do aumento repentino das tropas americanas e a criação da Sahwa, um conselho de indígenas árabes sunitas que rejeitavam sua brutalidade.
Islâmicos mostrando apoio ao grupo Estado Islâmico após a tomada de Mossul (foto: AP)
O antigo líder do grupo, Baghdadi, que já tinha sido detido pelos Estados Unidos, assumiu essa posição em 2010 e começou a reconstruir as capacidades do ISI. Em 2013, o grupo realizou novamente dezenas de ataques, em um mês, no Iraque. O grupo também se uniu a rebeldes que lutavam contra o presidente Bashar al-Assad, na Síria, estabelecendo então a Frente Al-Nusra. Em abril do mesmo ano, Baghdadi anunciou uma junção de forças no Iraque e Síria, criando o “Estado Islâmico do Iraque e do Levante” (ISIS, da sigla em inglês). Os líderes da Al-Nusra e da Al-Qaeda rejeitaram o movimento, mas combatentes leais a Baghdadi se separaram da Al-Nusra e ajudaram o ISIS a permanecer na Síria.
No fim de dezembro de 2013, o ISIS mudou seu foco de volta ao Iraque e explorou um impasse político entre o governo xiita e a comunidade minoritária sunita. Auxiliado por tribais e antigos seguidores de Saddam Hussein, o ISIS tomou o controle da cidade central de Faluja. Em junho de 2014, o ISIS invadiu o Nordeste da cidade de Mossul e avançou para o Sul, em direção a Bagdá, massacrando adversários e ameaçando erradicar minorias étnicas e religiosas do país. No final do mesmo mês, após consolidar seu domínio sobre dezenas de cidades, o ISIS declarou a criação de um califado e mudou seu nome para Estado Islâmico.
Quanto do território do Iraque e Síria o Estado Islâmico controla?Segundo a rede de notícias BBC, em setembro de 2014, o então diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo dos Estados Unidos (NCTC, da sigla em inglês), Matthew Olsen, disse que o EI controlava boa parte da bacia do rio Tigre-Eufrates – uma área similar ao tamanho do Reino Unido ou cerca de 210 mil km².
Um ano depois, o Departamento de Defesa dos Estados Unidos declarou que as linhas de frente, em parte do Nordeste e Centro do Iraque e Nordeste da Síria, tinham diminuído significativamente por conta das operações de solo e ataques aéreos da coalizão liderada pelos americanos. O Estado Islâmiconão pode mais operar livremente em aproximadamente 20 a 25% das áreas habitadas no Iraque e Síria.
Situação de algumas casas e ruas em Bartella, no Iraque, totalmente danificadas ou destruídas por causa dos combates com o Estado Islâmico
O Departamento de Defesa estima que o grupo radical perdeu cerca de 15 a 20 mil km² de território no Iraque, ou seja, cerca de 30 a 37% do que controlava em agosto de 2014, e de 2 a 4 mil km² na Síria, o que corresponde a cerca de 5 a 10%. Apesar disso, o grupo conquistou novos territórios de valor estratégico no mesmo período, incluindo a cidade de Ramadi, na província de Ambar, no Iraque, e Palmira, na província de Homs, na Síria.
Analistas também notaram que os números americanos não refletem necessariamente a situação na região. Na realidade, militantes do Estado Islâmico exercem controle completo apenas sobre uma pequena parte do território, que inclui cidades, rodovias principais e instalações militares. Eles usufruem de liberdade de movimento nas grandes áreas inabitadas, o que o Instituto para o Estudo da Guerra chama de “zonas de controle”.
Também não é inteiramente claro como as pessoas vivem sob controle total ou parcial do grupo extremista na Síria e Iraque. Dentro dessas áreas, mulheres são forçadas a se cobrir totalmente, as decapitações públicas são comuns e os não muçulmanos são forçados a escolher entre pagar uma taxa especial, se converter ou morrer.
Quantos combatentes o Estado Islâmico tem?Em fevereiro de 2015, o Diretor de Inteligência Nacional americano, James Clapper, disse que o EI reunia “algo em torno de 20 a 32 mil combatentes” no Iraque e Síria. Mas observou que há “atrito substancial” em suas hierarquias desde que os ataques aéreos liderados pelos norte-americanos começaram, em agosto de 2014. Em junho de 2015, o então vice-secretário de Estado dos Estados Unidos, Antony Blinken, disse que mais de 10 mil combatentes foram mortos.
Para ajudar a reduzir a perda de homens, o Estado Islâmico passou a recrutar em algumas áreas. O historiador iraquiano, Hisham al-Hashimi, acredita que apenas 30% dos combatentes do grupo são “idealistas”, o restante se une ao grupo por medo ou coerção. Um número significativo de combatentes do grupo islâmico não são iraquianos nem sírios. Em outubro de 2015, o então diretor do Centro Nacional de Contraterrorismo, Nicholas Rasmussen, disse ao Congresso dos Estados Unidos que o grupo atraiu mais de 28 mil combatentes estrangeiros. Desses, há pelo menos 5 mil ocidentais, sendo que aproximadamente 250 deles são americanos.
Estudos do Centro Internacional para Estudo da Radicalização e Violência Política (ICSR, da sigla em inglês), com base em Londres, e do Grupo Soufan, com base em Nova York, sugerem que, enquanto cerca de um quarto dos combatentes estrangeiros são do Ocidente, a maioria é de países árabes próximos, como TunísiaArábia SauditaJordânia Marrocos.
Quais os alvos do Estado Islâmico fora do Iraque e Síria?Ainda segundo a BBC, no final de 2015, o EI começou a reivindicar ataques fora de seu território. Um afiliado egípcio, o grupo Província do Sinai, disse ter derrubado um avião comercial russo na Península do Sinai, matando 228 pessoas a bordo. Eles não deram detalhes, mas Reino Unido e Estados Unidos disseram ser provável que uma bomba causou a queda – podendo estar ou não ligada ao Estado Islâmico.
O grupo radical também reivindicou duas explosões na capital libanesa, Beirute, que mataram ao menos 41 pessoas. Em 13 de novembro do mesmo ano, pelo menos 128 pessoas foram mortas em uma onda de ataques ao redor de Paris. O Estado Islâmico disse estar por trás da violência.
Quais armas o Estado Islâmico tem?Os combatentes do grupo extremista têm acesso, e são capazes de usar, uma ampla variedade de armas leves e pesadas, incluindo caminhões com metralhadoras montadas, lançadores de mísseis, armas antiaéreas e sistemas de mísseis portáteis. Eles também capturaram tanques e veículos blindados dos exércitos sírio e iraquiano. Entre os veículos do exército iraquiano estão utilitários militares blindados e caminhões à prova de bomba, originalmente produzidos para o exército norte-americano. Alguns estão cheios de explosivos e são usados para efeito devastador em ataques suicidas.
Tanques e veículos dos exércitos sírio e iraquiano são tomados pelo grupo Estado Islâmico (foto: AP)
Acredita-se que o grupo possua uma cadeia de abastecimento flexível que garante um constante abastecimento de munição e armas leves para seus combatentes. Seu poder de fogo considerável os ajudou a invadir posições do exército curdo, no Nordeste do Iraque, em agosto de 2014, e do exército iraquiano em Ramadi, em maio de 2015.
De onde vem o dinheiro do Estado Islâmico?Acredita-se que o grupo militante é o mais rico do mundo. Inicialmente, recebia recursos de grandes doadores e caridades islâmicas do Oriente Médio, interessados em destituir o presidente al-Assad, da Síria. Apesar do dinheiro continuar sendo usado para financiar viagens de combatentes estrangeiros para a Síria e Iraque, o grupo agora se autofinancia.
O Tesouro americano estima que em 2014, o EI pode ter conquistado milhares de dólares por semana, chegando a 100 milhões de dólares no total, da venda de petróleo e produtos refinados para intermediários locais, que por sua vez contrabandeiam para a Turquia Irã ou vendem para o governo sírio. Mas, ataques aéreos da coalizão liderada pelos Estados Unidos a estruturas relacionadas ao petróleo foram considerados responsáveis pela diminuição de tal rendimento.
Sequestros também geraram ao menos 20 milhões de dólares em pagamentos de resgate em 2014. Além disso, o Estado Islâmico arrecada milhões de dólares por mês por meio da exportação de pessoas que vivem em áreas sob seu controle total ou parcial, de acordo com o Tesouro norte-americano. Acredita-se que o grupo também arrecade milhões de dólares por mês roubando, saqueando e extorquindo. Pagamentos ainda são obtidos daqueles que transitam, conduzem negócios ou simplesmente vivem em território do grupo extremista.
Minorias religiosas são forçadas a pagar taxas especiais. O Estado Islâmico também lucra com assaltos a banco, venda de antiguidades, roubos e controle da venda de gado e produtos agrícolas. Já meninas e mulheres sequestradas são vendidas como escravas sexuais.
Por que as táticas do Estado Islâmico são brutais?Membros do EI são jihadistas que aderiram a uma interpretação extrema do islamismo sunita e se consideram os únicos e verdadeiros fiéis. Eles acreditam que o resto do mundo é feito de infiéis que buscam destruir o islamismo, o que justifica os ataques contra outros muçulmanos e não muçulmanos. Decapitações, crucificações e tiroteios em massa têm sido usados para aterrorizar seus inimigos. Membros do grupo islâmico justificam tais atrocidades citando o Alcorão e o Hádice, um conjunto de leis, lendas e histórias sobre a vida de Maomé.
Como vivem os cristãos no Iraque e Síria?O Estado Islâmico é conhecido por ter como alvo minorias religiosas, sendo responsável por sequestros e mortes. Apesar do grupo ter perdido território no Iraque, a ideologia do EI continua viva e não limitada a um espaço geográfico. Em um esforço para provar que continua relevante, o grupo extremista continua executando e inspirando ataques no Ocidente e Oriente Médio. Enquanto isso, milhares de militantes fugitivos “desapareceram” em meio à população civil da Planície do Nínive, o que aumenta o sentimento de insegurança para minorias religiosas, como os cristãos.
Meghrik (pseudônimo) é um cristão sírio de Alepo que foi sequestrado pelo Estado Islâmico
Participe da reconstrução do Iraque
Muitos líderes de igrejas dizem que viver sob o terror do Estado Islâmico e ser expulso de suas casas foi a pior perseguição que a igreja na região já experimentou. A derrota do grupo radical deve trazer uma melhora na situação dos cristãos no Iraque. O risco é que como agora o grupo é considerado derrotado no país, a perseguição aos cristãos será ignorada ou classificada como questão secundária. Agora, muitos deles já voltaram para suas cidades, no entanto, ainda há muito a fazer. Ao doar para este projeto, você possibilita a reconstrução de casas e igrejas no Iraque.
Ajude os cristãos sírios a se levantarem
Na Síria, autoridades governamentais restringem as atividades de cristãos evangélicos para prevenir que haja instabilidade. Eles são, muitas vezes, interrogados e monitorados. Discursos de ódio contra cristãos por líderes islâmicos ocorrem, mas não são permitidos em áreas controladas pelo governo. Para apoiar os cristãos perseguidos na Síria, a Portas Abertas desenvolve vários tipos de projetos, como reconstrução de casas e igrejas, reabertura de escolas e bibliotecas, e microcrédito. No entanto, ainda há uma grande necessidade de ajuda emergencial e distribuição de cestas básicas. Através de parceiros locais, inclusive nos Centros de Esperança, a Portas Abertas distribui alimentos para 15 mil pessoas na Síria. Sua doação possibilita que, em um mês, três cristãos recebam cestas básicas.
Fonte: Portas Abertas

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