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sábado, 7 de março de 2026

Jeová Rafá: O Deus que Sara no Deserto


 Jeová Rafá: O Deus que Sara no Deserto

A caminhada de três dias pelo deserto de Sur, logo após a vitória retumbante no Mar Vermelho, revela uma verdade incômoda sobre a natureza humana: a nossa fé é frequentemente testada pela sede. Para o povo de Israel, o deserto não era apenas um lugar geográfico, mas um ambiente de despojamento onde as seguranças externas desapareciam. Quando finalmente encontraram água em Mara, a expectativa de alívio transformou-se em profunda frustração, pois as águas eram amargas e impossíveis de beber, espelhando o desânimo que começava a brotar no coração da multidão.

O episódio de Mara nos ensina que a amargura da vida não é um sinal da ausência de Deus, mas o cenário para uma nova revelação de Seu caráter. Diante da murmuração do povo, Moisés não reagiu com argumentos humanos, mas com oração. A resposta divina foi a indicação de uma árvore que, ao ser lançada nas águas, removeu todo o seu amargor. Esse ato simbólico aponta para a capacidade de Deus de intervir diretamente em nossas realidades mais difíceis, utilizando elementos que Ele mesmo providencia para transformar o que era insuportável em algo restaurador.

É precisamente nesse contexto de crise e solução que Deus se apresenta com um novo nome: Jeová Rafá, "Eu sou o Senhor que te sara". É fascinante notar que Deus não se revelou como Curador em um hospital ou em um momento de paz, mas diante de águas contaminadas e de um povo emocionalmente desgastado. Isso estabelece que a cura divina não é apenas um evento físico isolado, mas uma identidade permanente de Deus em relação aos Seus filhos, abrangendo tanto o mundo natural quanto o espiritual.

A promessa de cura em Êxodo 15 vem acompanhada de uma condição: a obediência à voz do Senhor. Deus liga a saúde do povo à sua disposição de ouvir e praticar os Seus mandamentos. Ao dizer que não enviaria sobre eles as enfermidades que enviou sobre o Egito, o Senhor posiciona a cura como um benefício da aliança. O Deus que sara é Aquele que também preserva, oferecendo um estilo de vida que promove a integridade do corpo e da alma através do alinhamento com a Sua vontade soberana.

A árvore lançada nas águas amargas é frequentemente vista como um símbolo da intervenção redentora. Assim como aquele pedaço de madeira tornou doce a água de Mara, a presença de Deus em nossas "águas amargas" — decepções, perdas e traumas — tem o poder de alterar a essência da nossa dor. O Deus que sara não remove necessariamente o deserto, mas Ele altera o sabor da nossa experiência nele, permitindo que o que antes nos causava repulsa se torne uma fonte de aprendizado e sobrevivência.

Após a experiência da cura em Mara, o Senhor conduziu o povo a Elim, um lugar de abundância com doze fontes e setenta palmeiras. Essa transição é vital para entendermos a pedagogia divina: Deus permite a passagem por Mara para que conheçamos Seu poder restaurador, mas Seu desejo final é nos levar ao repouso de Elim. O Deus que sara é o mesmo Deus que conduz ao oásis, garantindo que o tempo de privação tenha um limite e que o refrigério seja pleno e proporcional às nossas necessidades.

Portanto, a mensagem de Êxodo 15.22-27 é um convite à confiança inabalável. Independentemente de quão amargas estejam as circunstâncias hoje, a identidade de Deus como Curador permanece inalterada. Ele nos convida a lançar diante d'Ele as nossas amarguras, confiando que Ele tem o poder de transformar o nosso deserto em um caminho de milagres e nossas crises em oportunidades de conhecê-Lo mais profundamente.

Pr. Eli Vieira

O PODER QUE VEM DO ALTO

 


O tema do poder que vem do alto, conforme exposto em Zacarias 4:1-6, revela uma ruptura profunda com a lógica humana de força e conquista. No contexto histórico, o povo de Israel retornava do exílio e enfrentava a monumental tarefa de reconstruir o Templo em meio a escombros e oposição. A visão do candelabro de ouro e das duas oliveiras entregue ao profeta Zacarias serve como um lembrete visual de que as grandes obras de Deus não são sustentadas por recursos terrenos, mas por uma fonte inesgotável de provisão espiritual.

O simbolismo das duas oliveiras que vertem azeite diretamente para o candelabro ilustra a natureza desse poder: ele é contínuo, orgânico e sobrenatural. Enquanto um candelabro comum precisaria ser reabastecido manualmente por sacerdotes, o da visão de Zacarias possuía um fluxo direto da própria fonte. Isso ensina que o poder que vem do alto não depende de reservatórios humanos de energia ou talento, mas da conexão ininterrupta com a presença de Deus, que mantém a luz acesa mesmo quando as circunstâncias ao redor sugerem trevas e desânimo.

A declaração central do versículo 6 — "Não por força, nem por violência, mas pelo meu Espírito, diz o Senhor dos Exércitos" — é o clímax dessa revelação. Aqui, o termo "força" refere-se à eficiência coletiva ou exércitos, enquanto "violência" (ou poder) remete à força individual e ao vigor físico. Deus deixa claro a Zorobabel que a reconstrução não seria concluída por estratégias militares ou braço humano, mas pela ação invisível e eficaz do Espírito Santo, que remove obstáculos e capacita o homem para além de suas limitações naturais.

Esse poder que vem do alto atua como um nivelador de dificuldades, transformando "montanhas" em planícies, como sugere o desdobramento do texto. Quando reconhecemos que a fonte da eficácia é divina, o peso da ansiedade e da autossuficiência é removido de nossos ombros. O poder do Espírito não anula o trabalho humano, mas o santifica e o torna frutífero, garantindo que o resultado final não exalte a habilidade do construtor, mas a graça dAquele que deu a ordem e a capacitação.

Conclui-se que viver sob o poder que vem do alto exige uma postura de rendição e confiança. Em um mundo que idolatra o esforço próprio e o acúmulo de influência, a mensagem de Zacarias permanece atual e desafiadora. A verdadeira vitória e a edificação de algo duradouro dependem da nossa capacidade de silenciar o ruído da nossa própria força para ouvir e depender da direção do Espírito. É nesse lugar de dependência que o ordinário se torna extraordinário e a luz de Deus brilha com total intensidade.

 

Pastor Eli Vieira 

sexta-feira, 6 de março de 2026

O Cântico de Moisés: Um Memorial de Gratidão



 O capítulo 15 de Êxodo, nos versículos de 1 a 19, apresenta o "Cântico de Moisés", uma das peças poéticas mais antigas e poderosas das Escrituras. Este hino de vitória surge em um momento de alívio absoluto, logo após os israelitas atravessarem o Mar Vermelho e testemunharem a derrota das forças de Faraó. O texto não é apenas uma celebração de sobrevivência, mas a fundação da identidade litúrgica de Israel, onde o povo deixa de ser um grupo de escravos fugitivos para se tornar uma congregação que adora o seu Libertador.

O cântico começa com uma exaltação direta à soberania de Deus: "O Senhor é a minha força e o meu cântico". Essa declaração inicial estabelece que a vitória não foi conquistada por armas humanas ou estratégia militar, mas pela intervenção direta do Divino. Ao descrever o Senhor como um "homem de guerra", a poesia bíblica utiliza uma metáfora vívida para um povo que acabara de ver o maior exército da época ser desmantelado sem que Israel precisasse disparar uma única flecha.

A narrativa poética detalha com precisão a queda do Egito, usando imagens de peso e submersão. O texto afirma que os escolhidos capitães de Faraó "afundaram-se no Mar Vermelho" e "desceram às profundezas como pedra". Essa linguagem enfatiza a totalidade da derrota egípcia; o orgulho e a força do império foram engolidos pelas águas, servindo como um lembrete de que o poder terreno, por mais imponente que pareça, é limitado diante da vontade do Criador.

Um ponto central da passagem é o reconhecimento da santidade e da singularidade de Deus. No versículo 11, o coro pergunta: "Quem é como tu entre os deuses, ó Senhor?". Esta pergunta retórica sublinha o triunfo teológico sobre o panteão egípcio. O texto descreve como o simples "sopro das tuas narinas" fez as águas se amontoarem, mostrando que os elementos da natureza, que muitas nações antigas adoravam como divindades, são meros instrumentos nas mãos do Deus de Israel.

O cântico também possui uma dimensão profética que olha além das margens do Mar Vermelho. Ele descreve o impacto que esse evento teria sobre as nações vizinhas: o terror que se apoderaria de Edom, Moabe e dos habitantes de Canaã. Essa "guerra psicológica" espiritualizada demonstra que o êxodo não foi um evento isolado, mas o início de uma marcha que levaria o povo até o "lugar que tu, ó Senhor, fizeste para a tua habitação", referindo-se ao santuário futuro.

Nos versículos finais desta seção (17-19), o foco se volta para a estabilidade e o reinado eterno. A promessa de que Deus plantaria o Seu povo "no monte da tua herança" traz segurança a uma multidão que se encontrava em pleno deserto. A conclusão do cântico — "O Senhor reinará eterna e perpetuamente" — sela o compromisso de fidelidade entre Deus e a nação, elevando o evento histórico ao nível de uma verdade espiritual atemporal.

Por fim, o Cântico de Moisés funciona como um memorial de gratidão que ecoa por toda a história bíblica. Ele ensina que a resposta adequada à libertação é o louvor e que a memória das vitórias passadas é o combustível para a fé nos desafios que viriam no deserto. Ao transformar um milagre em música, Israel garantiu que a história de sua redenção fosse gravada não apenas em registros, mas no coração e na voz de cada geração subsequente.

Pr. Eli Vieira Filho

Atriz de Hollywood dedica sua carreira a Deus após conversão: 'Vou espalhar a Palavra'

 

Danica McKellar. (Foto: Reprodução/The Christian Post)

Danica McKellar afirmou que a transformação mais significativa de sua vida aconteceu fora das telas.

A atriz Danica McKellar voltou a falar sobre seu relacionamento com Deus durante um evento cristão nos Estados Unidos e afirmou que a transformação mais significativa de sua vida aconteceu fora das telas.

Desde que se converteu há cerca de três anos, Danica tem experimentado um novo tempo em sua vida pessoal e profissional. 

Danica alcançou a fama pela primeira vez aos 12 anos. Nas décadas seguintes, a atriz construiu uma carreira sólida na televisão e no cinema dos EUA. Porém, nos últimos anos, seu foco profissional tem se voltado para conteúdo cristão. 

No Movieguide Awards, premiação anual que reconhece produções com valores familiares e inspiradores, especialmente ligados à fé cristã, Danica recebeu uma indicação por sua atuação em “Have We Met This Christmas?” (“Já nos encontramos neste Natal?”), seu 12º filme natalino e sua estreia como roteirista.

O filme narra a história de uma executiva do ramo imobiliário que perde a memória após um acidente de carro e busca refúgio em uma pousada de uma pequena cidade, onde acaba se apaixonando pelo filho da proprietária.

“Minha jornada de fé é relativamente recente, tem apenas três anos e meio. Como escrevi o filme pelo qual fui indicada esta noite, estou recebendo esta oportunidade. Deus está dizendo: 'Todas essas novas descobertas que você está fazendo em nosso novo relacionamento — vamos usá-las em seus filmes. Vamos espalhar a Palavra. Vamos usá-las em suas redes sociais. Use essas coisas para ajudar a tornar o mundo um lugar melhor’. Então, estou ouvindo a orientação de Deus sobre como fazer isso”, afirmou ela.

Para ela, o crescente interesse em filmes e séries cristãos reflete uma fome cultural mais profunda:

“Acredito que existe um público inteiro ansiando por esse tipo de conteúdo. O resto do entretenimento seguiu uma direção tão diferente que muitas pessoas estão dizendo: 'Quero assistir a algo com a minha família que nos faça sentir bem depois e que não nos deixe com más lembranças'. E nós podemos oferecer isso”.

Confiança em Deus

Antes de se render a Cristo, Danica enfrentava a pressão de querer controlar os resultados, o que lhe causava estresse e ansiedade.

“O que descobri é que confiar em Deus não significa deixar de trabalhar duro, fazer tudo o que foi planejado. Significa confiar em Deus e não se preocupar com todos os detalhes que você já planejou. Planejo e depois entrego tudo nas mãos do Senhor”, afirmou ela.

Danica destacou que confiar em Deus é “mais fácil de dizer do que fazer”, mas seguir a direção do Senhor a levou à maior e mais significativa mudança em sua vida. Hoje, a atriz disse que vê seu trabalho como uma extensão de sua fé.

“Essa é a maior diferença que notei. Tenho muito mais paz em meio a tudo isso. É como me sinto dentro da minha cabeça e dentro do meu corpo. Isso é o que mais mudou”, concluiu.


Fonte: Guiame, com informações de The Christian Post

quarta-feira, 4 de março de 2026

DEUS PROTEGE O SEU POVO


 O tema da proteção divina em Êxodo 14:15-31 revela que o cuidado de Deus com Seu povo não é passivo, mas uma força ativa que intervém nos momentos de maior vulnerabilidade. Quando os israelitas se viram encurralados pelo Mar Vermelho e pelo exército egípcio, a proteção começou com uma mudança de perspectiva: Deus ordenou que parassem de clamar em desespero e que marchassem. A fé, sob a proteção do Senhor, exige movimento mesmo quando o caminho à frente parece inexistente.

A proteção de Deus manifestou-se fisicamente através da alteração da geografia e dos elementos naturais. Ao ordenar que Moisés levantasse o cajado, o Senhor enviou um vento oriental que dividiu as águas, criando um corredor de escape. Isso demonstra que, para proteger os Seus, Deus detém autoridade absoluta sobre a criação, transformando obstáculos intransponíveis em solo firme e seguro para o caminhar de Seus filhos.

Um detalhe crucial da proteção divina nessa passagem é o papel da coluna de nuvem. Ela se moveu da frente para a retaguarda do acampamento de Israel, servindo como um escudo vivo. Enquanto trazia luz e clareza para o povo de Deus, trazia trevas e confusão para os inimigos. Essa barreira sobrenatural garantiu que, durante toda a noite de travessia, o perigo fosse mantido à distância, provando que Deus se coloca entre o Seu povo e as ameaças que tentam alcançá-lo.

A proteção de Deus também se revela na confusão que Ele lança sobre aqueles que intentam o mal. Enquanto os egípcios perseguiam Israel pelo meio do mar, o Senhor travou as rodas de seus carros e causou pânico em suas fileiras. Proteger o povo escolhido envolveu não apenas abrir caminhos, mas também desestabilizar as forças opressoras, mostrando que nenhuma estratégia humana ou poder militar pode prevalecer contra a vontade e o cuidado do Criador.

No clímax da narrativa, a proteção divina assume uma forma definitiva através da justiça. Ao amanhecer, quando Israel já estava em segurança na outra margem, as águas retornaram ao seu estado normal, submergindo o exército perseguidor. O mesmo Mar Vermelho que serviu de berço para a liberdade de Israel tornou-se o local do julgamento para o Egito. Deus protegeu Seu povo eliminando a ameaça que os escravizava, garantindo que o passado de opressão não pudesse mais persegui-los.

Além da segurança física, Deus protegeu a identidade e a fé de Israel. Ao verem o grande feito realizado pelo Senhor, o povo foi liberto do medo paralisante e revestido de um temor reverente e confiança. A vitória no mar não foi apenas uma sobrevivência estratégica; foi a proteção da promessa de Deus para aquela nação, assegurando que o propósito divino para suas vidas continuaria intacto, apesar das adversidades do deserto.

Por fim, o relato encerra reforçando que a proteção de Deus estabelece autoridade e ordem. O povo creu no Senhor e em Seu servo Moisés, compreendendo que estar sob o cuidado divino exige obediência e reconhecimento de Sua soberania. O êxodo pelo Mar Vermelho permanece como o maior símbolo bíblico de que, para Deus, não há becos sem saída; Sua proteção é a garantia de que o Seu povo sempre chegará ao destino que Ele preparou.

Pr. Eli Vieira Filho

Líderes de igrejas domésticas no Irã relatam crescimento do Evangelho em meio aos conflitos

 A igreja no Irã continua crescendo em meio aos conflitos. (Foto: Reprodução/Global Christian Relief)

Em meio aos conflitos no Irã, cristãos estão compartilhando o Evangelho, levando pessoas a Jesus e celebrando batismos.

Líderes de igrejas domésticas no Irã estão testemunhando como Deus está alcançando suas comunidades em meio a guerra e lhes apresentando a esperança em Jesus.

Nos últimos meses, a onda de protestos que se espalhou pelo país, teve uma resposta violenta por parte do governo, resultando em milhares de mortes. Segundo a organização cristã Global Christian Relief, as informações divulgadas não refletem a realidade do que está acontecendo.

Contudo, os cristãos iranianos permanecem fiéis ao Senhor e têm se mobilizado para ajudar a população: “Uma igreja incrivelmente madura está surgindo”, disse um parceiro da Global Christian Relief.

E continuou: “É isso que está acontecendo no Irã agora. Em um dos lugares mais sombrios da Terra para os seguidores de Jesus, a Igreja está brilhando”.

O poder do Evangelho

Bita* lidera uma igreja doméstica em uma cidade iraniana profundamente religiosa. Em janeiro, ela e sua filha de 17 anos participaram de protestos públicos em sua cidade. 

Quando as forças de segurança tentaram reprimir as manifestações, a polícia disparou balas de borracha contra a multidão e a filha de Bita foi atingida na perna.

Na ocasião, os hospitais haviam recebido ordens das autoridades para fechar. Então, Bita precisou deixar a cidade em busca de atendimento. 

Após horas de viagem, elas chegaram a outro município, onde a líder pediu a duas enfermeiras que ajudassem a tratar os ferimentos de sua filha.

Mesmo em meio à dor, Bita compartilhou o Evangelho com as enfermeiras e ambas aceitaram Jesus: 

“Essa conversa não aconteceu em um ambiente seguro. Aconteceu sob pressão. Num país onde seguir Jesus pode levar a interrogatórios ou prisão. E, no entanto, ela falou”.

Enquanto Bita e sua filha permaneceram naquela cidade, ela também batizou as enfermeiras. Após voltarem para casa, mais cinco pessoas se renderam ao Senhor por meio de seu ministério.

“Essa é a Igreja no Irã. Enquanto as potências globais debatem estratégias, os crentes que vivem na clandestinidade continuam discipulando. Continuam se reunindo. Continuam compartilhando Cristo em quartos de hospital e salas de estar”, afirmou a organização.

“É assim que a fé se manifesta sob pressão. Bita é uma entre milhares de crentes secretos no Oriente Médio que, mesmo assim, estão avaliando as consequências e escolhendo Cristo. Eles lideram igrejas domésticas, discipulam novos convertidos e compartilham o Evangelho em lugares onde isso é punível com prisão ou morte. Eles precisam de discipulado. Precisam de comunidade. E precisam saber que a Igreja global os vê”, acrescentou.

A Igreja no Irã em ação

No último fim de semana, iranianos e israelenses celebraram juntos nas ruas de diversas partes do mundo após o anúncio da morte do líder supremo do Irã, o aiatolá Ali Khamenei

Khamenei e outras autoridades do alto escalão do regime islâmico foram eliminados durante os ataques realizados por Israel e Estados Unidos, no último sábado (28).

A instabilidade no país pode levar a repressões, bloqueios da internet, aumento de prisões e retaliação. 

“É neste momento que a Igreja mais precisa de nós. Momentos de convulsão política costumam ser os mais perigosos para os crentes. Este não é o momento para simplesmente analisar. Este é o momento de orar”, declarou a Global Christian Relief. 

“As manchetes continuarão mudando. O Evangelho não. Enquanto o Irã entra em um novo capítulo incerto, nossos irmãos e irmãs ainda estão lá. Vamos nos unir a eles em oração”, concluiu.

*Nome alterado por motivo de segurança


Fonte: Guiame, com informações de Global Christian Relief



terça-feira, 3 de março de 2026

O CENÁRIO PARA MANIFESTAÇÃO DA SOBERANIA DE DEUS


 O relato de Êxodo 14.1-14 não é apenas uma crônica de fuga, mas a montagem meticulosa de um cenário onde a autossuficiência humana deveria morrer para que a soberania divina resplandecesse. O texto começa com uma instrução de Deus que desafia a lógica militar: Ele ordena que o povo retroceda e acampe em um local específico, entre Migdol e o mar. Geograficamente, Israel estava sendo colocado em uma armadilha, uma estratégia divina para atrair o orgulho do Faraó e demonstrar que nenhum exército terreno pode frustrar os planos do Criador.

A soberania de Deus manifesta-se, curiosamente, através do endurecimento do coração do Faraó. Ao observar o movimento dos hebreus, o monarca egípcio concluiu que eles estavam "encurralados pelo deserto". O que Faraó interpretou como um erro estratégico de Moisés era, na verdade, a isca de Deus. Este aspecto da narrativa revela que até a rebeldia e a arrogância dos poderosos são instrumentos sob o controle do Senhor, servindo ao propósito final de exaltar o Seu nome sobre todas as nações.

Quando o exército egípcio — a maior potência militar da época — surgiu no horizonte com seus seiscentos carros de elite, o cenário de crise atingiu seu ápice. Para Israel, o barulho das carruagens era o som do extermínio; para Deus, era a oportunidade de desmascarar a impotência dos ídolos do Egito. A soberania divina brilha com mais intensidade justamente quando todas as saídas humanas são bloqueadas, forçando o homem a olhar para cima em vez de olhar para os lados em busca de socorro.

A reação de pânico do povo, que preferia a segurança da escravidão ao risco da liberdade, destaca o contraste entre a visão limitada das criaturas e a onisciência do Criador. Os israelitas focaram nos túmulos do Egito e no mar intransponível, provando que o medo é o maior inimigo da percepção da soberania de Deus. No entanto, o desespero do povo não anulou a promessa divina, mostrando que a fidelidade do Senhor não depende da coragem daqueles que Ele escolheu salvar.

Moisés surge nesse cenário como o porta-voz da postura que a soberania exige: a quietude. Ao dizer ao povo "não temais", ele não estava oferecendo um otimismo vazio, mas uma ordem fundamentada no caráter de Deus. A soberania não se discute, se contempla. O comando de Moisés para que o povo permanecesse firme e visse o livramento do Senhor estabelece que o papel do ser humano em meio ao agir de Deus é a confiança absoluta, mesmo quando o próximo passo parece levar ao abismo.

O versículo 14 encerra o ciclo de preparação para o milagre com uma promessa definitiva: "O Senhor lutará por vós, e vós vos calareis". Aqui, a soberania é apresentada como a substituição total do esforço humano pela ação divina. O silêncio exigido do povo não era um sinal de passividade covarde, mas de reverência diante de um guerreiro invencível. Naquele momento, a batalha deixou de ser entre Israel e Egito para se tornar um confronto direto entre o Criador e aqueles que ousavam tocar em Seu povo.

Ao final desses catorze versículos, o cenário está pronto. O mar está à frente, o inimigo atrás e a nuvem de glória acima. A soberania de Deus é estabelecida não pela ausência de problemas, mas pela criação de uma situação onde somente a Sua mão poderia trazer a solução. O deserto e o mar tornaram-se o palco onde o mundo aprenderia que, quando Deus decide agir, a geografia se curva, exércitos se desfazem e a história é reescrita para a Sua glória

Pr. Eli Vieira

Cristãos enfrentam maior perseguição da história, aponta relatório de 2026

 

Imagem ilustrativa gerada por IA)

Número de cristãos perseguidos chega a 388 milhões e atinge o maior nível já registrado pelo monitoramento global.

Segundo o relatório anual de 2025 da organização internacional Portas Abertas, mais de 380 milhões de cristãos enfrentaram níveis extremos de perseguição por causa de sua fé. Já no relatório de 2026, esse número subiu para 388 milhões — o maior registrado desde o início do monitoramento global.

Esse cenário se desenrola paralelamente a uma crescente tensão geopolítica no Oriente Médio.

No meu artigo de 2025, destaquei o paralelo entre o crescimento do antissemitismo e da violência contra judeus em escala global e a intensificação da perseguição e violência contra cristãos também em nível mundial. Ambos os grupos enfrentam um cenário que se aproxima de uma verdadeira catástrofe e calamidade.

Mais de 150 nações têm se posicionado contra Israel na ONU em apoio à causa palestina, muitas vezes alinhadas a uma agenda islâmica global.

Israel, cercado por países de maioria muçulmana, enfrenta o desafio constante de garantir sua sobrevivência em um ambiente marcado pela hostilidade e pela crescente polarização.

O islamismo já se consolidou como a religião mais influente do mundo, contando com o apoio de países de orientação comunista e de setores da agenda progressista nos países ocidentais de tradição judaico-cristã. Essa conjuntura frequentemente se manifesta em oposição a Israel e em defesa da Palestina, liderada pelo Hamas. Atualmente, cerca de 90% da população do Oriente Médio é muçulmana, enquanto os judeus representam apenas 3% da região, concentrando-se majoritariamente em Israel. Apesar desse desequilíbrio, tanto a ONU quanto a mídia mainstream demonstram apoio aberto às nações islâmicas, muitas das quais são responsáveis por perseguições sistemáticas contra judeus e cristãos.

É necessário compreender que os povos hostis aos judeus também se levantam contra os cristãos. Se não houver unidade entre ambos, o destino será marcado por agonia e morte.

10 países que mais perseguem os cristãos

A perseguição aos cristãos se intensifica em diversas partes do mundo. A seguir, a lista dos 10 países que mais perseguem cristãos, segundo o ranking da Portas Abertas - 2026:

1. Coreia do Norte

2. Somália

3. Iêmen

4. Sudão

5. Eritreia

6. Síria

7. Nigéria

8. Paquistão

9. Líbia

10. Irã

A lista completa dos 50 países mais hostis ao cristianismo revela um padrão preocupante, com destaque para nações de maioria muçulmana e regimes comunistas.

Os países ocidentais (judaicos-cristãos) são os países mais prósperos e desenvolvidos da terra, possuindo um alto nível no HDI (Human Development Index) da ONU, que aborda o desenvolvimento humano.

No topo do Annual Report de 2023/2024, os países que se destacaram como os mais prósperos da terra são: Islândia, Noruega, Suíça, Dinamarca, Alemanha, Suécia, Austrália, Hong Kong, Holanda, Bélgica, Irlanda, Finlândia, Singapura, Reino Unido, Emirados Árabes Unidos entre muitos outros

Apesar de sua tradição judaico-cristã, muitos países ocidentais enfrentam um declínio acentuado da fé cristã, impulsionado pelo secularismo e pelo avanço do ateísmo.

A Europa, por exemplo, tem registrado o crescimento de comunidades islâmicas em diversas regiões, com relatos de aplicação da Sharia mesmo dentro de países democráticos.

Paradoxalmente, são justamente os países de tradição judaico-cristã que mais contribuem financeiramente e com ajuda humanitária para nações em crise — muitas das quais perseguem judeus e cristãos em seus territórios.

Sem cobertura da mídia

A ausência de cobertura jornalística sobre esse tema em veículos de grande circulação no Brasil é alarmante.

Este cenário evidencia que há uma agenda por trás disto, que opera em todas as mídias do país com o viés de alienar os espectadores, controlando as eleições do país e a cultura através da desinformação.

Naturalmente, se os cristãos soubessem a dimensão da perseguição comunista/islâmica, o apoio dessa classe seria maciço a Israel e a comunidade judaica.

Ao longo da minha caminhada cristã, tive contato com vídeos e imagens chocantes de cristãos sendo degolados, crucificados e até mesmo crianças queimadas vivas nos países onde há perseguição.

Surpreendentemente, esses horrores raramente são mostrados pela mídia aberta e tradicional.

Com cerca de 47,4 milhões de evangélicos, segundo o Censo 2022 do IBGE, e aproximadamente 100,2 milhões de católicos, o Brasil abriga uma das maiores populações de religiões cristãs do mundo. Ainda assim, grande parte desconhece a gravidade da perseguição religiosa em escala global, em razão da limitada difusão de informações.

Diante desse cenário, alerto para uma guerra espiritual em curso, marcada pela apostasia, pelo declínio da fé e pela ascensão de ideologias que se opõem aos valores cristãos. O chamado é claro: é hora de despertar, informar-se e posicionar-se.

Para obter o mapa dos países que mais perseguem cristãos do mundo, clique no link abaixo: https://portasabertas.org.br/lista-mundial/paises-da-lista/

 

Silas Anastácio é fundador do Ministério Davar, evangelista e expositor bíblico com sólida atuação há mais de uma década em temas relacionados ao Estado de Israel e à comunidade judaica. Também desempenha papel estratégico nos bastidores da mídia evangélica, contribuindo para a articulação e divulgação de conteúdos que fortalecem os valores da fé cristã.

* O conteúdo do texto acima é de colaboração voluntária, seu teor é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal Guiame.

Leia o artigo anterior: 1 em cada 4 profissionais judeus já presenciou situações de antissemitismo, diz pesquisa


Fonte: Guiame, Silas Anastácio

sexta-feira, 27 de fevereiro de 2026

A Estratégia e a Presença de Deus


 A jornada de Israel para a liberdade não foi traçada pelo caminho mais curto, mas pelo mais sábio. Em Êxodo 13.17-22, vemos que a estratégia de Deus leva em conta a fragilidade humana. Ele sabia que, se o povo enfrentasse a guerra contra os filisteus logo de início, o medo os faria retroceder ao Egito. Isso nos ensina que os desvios de Deus em nossa vida não são atrasos, mas livramentos planejados por quem conhece o limite da nossa resistência emocional e espiritual.

Dessa forma, o Senhor conduziu o povo pelo caminho do deserto, contornando o Mar Vermelho. O texto destaca que os israelitas saíram "em ordem de batalha", indicando que, embora Deus os estivesse protegendo do conflito imediato, Ele também os estava organizando. A liberdade exigia disciplina. O deserto, portanto, não era apenas um cenário geográfico, mas uma sala de aula onde uma massa de ex-escravos começaria a ser forjada como uma nação sob a soberania de um único Rei.

Um elemento de profunda continuidade histórica e teológica aparece no versículo 19: os ossos de José. Ao levar os restos mortais do patriarca, Moisés cumpria um juramento de gerações. A presença daquele caixão no meio da marcha servia como um memorial profético. Lembrava a todos que, mesmo após séculos de silêncio e escravidão, a palavra de Deus empenhada aos antepassados permanecia viva. A fidelidade de Deus atravessa o tempo e não se apaga com a morte.

A estratégia divina também se manifesta na escolha de Etã como local de acampamento, no limite do deserto. Ali, onde os recursos naturais escasseiam e a segurança das cidades egípcias fica para trás, a dependência de Deus torna-se absoluta. É no "limite" que a nossa visão humana falha e a visão divina assume o controle. O deserto despe o homem de suas autossuficiências para que ele possa ser revestido pela providência que vem do alto.

Para guiar esse povo em terreno desconhecido, Deus estabeleceu uma presença visível e constante: a coluna de nuvem e a coluna de fogo. Durante o dia, a nuvem não era apenas um mapa, mas uma sombra protetora contra o sol inclemente. À noite, o fogo não era apenas luz, mas calor contra o frio do deserto. Deus manifestava Sua presença de forma adaptada às necessidades biológicas e psicológicas do povo, provando que Seu cuidado é integral.

A coluna de nuvem e a de fogo ensinavam a Israel o ritmo da obediência. Não havia um cronograma fixo entregue nas mãos de Moisés; o povo deveria olhar para cima para saber quando marchar ou quando acampar. Essa estratégia de Deus visa criar intimidade e vigilância. A caminhada cristã, espelhada nesse evento, não é sobre saber todo o futuro, mas sobre manter os olhos fixos na Presença que se move à nossa frente hoje.

O versículo 22 traz uma das afirmações mais reconfortantes das Escrituras: "Nunca se apartou do povo a coluna de nuvem de dia, nem a coluna de fogo de noite". Mesmo quando o povo falhou, murmurou ou sentiu saudades do Egito, a Presença permaneceu. A fidelidade de Deus não é condicionada à perfeição do homem, mas ao Seu próprio caráter. Ele prometeu estar presente, e Sua coluna de fogo continuou a brilhar mesmo nas noites mais escuras da rebeldia israelita.

Concluímos que a estratégia e a presença de Deus em Êxodo 13 são as garantias de que ninguém é libertado para ser abandonado à própria sorte. O Deus que tira do Egito é o mesmo que traça a rota, carrega as promessas do passado e ilumina o caminho do futuro. Ele é o guia que conhece o terreno e o companheiro que não desiste da jornada, assegurando que o deserto seja apenas a passagem necessária para a Terra Prometida.

Pr. Eli Vieira Filho

Professores do MIT concordam que estudos da ciência apontam para um Criador


 Troy Van Voorhis, professor de Química no MIT; Daniel Hastings, professor de Aeronáutica e Astronáutica no MIT. (Captura te tela/YouTube/The Veritas Foum/MIT AeroAstro)

Pesquisadores de uma das universidades mais prestigiadas do mundo dizem que estudar o universo revela a grandeza do Criador.

Em meio a laboratórios de alta tecnologia e pesquisas de ponta, dois professores de uma das instituições científicas mais respeitadas do mundo têm chamado atenção ao falar abertamente sobre fé.

Em publicações compartilhadas na rede social X, os pesquisadores afirmaram que o estudo da ciência não enfraqueceu suas convicções espirituais. Ao contrário, as aprofundou.

Os comentários foram feitos por Daniel Hastings e Troy Van Voorhis, ambos professores do Massachusetts Institute of Technology (MIT), nos EUA.

Segundo os pesquisadores, a descoberta das leis naturais e da complexidade da vida reforça a convicção de que o universo possui um Criador.

Ciência e fé lado a lado

Hastings, professor de Aeronáutica e Astronáutica, afirmou que sua compreensão científica do universo reforça a convicção de que há um Criador.

“Eu começo dizendo que há um Deus que criou o universo, e Ele não é um Deus impessoal. Ele se revelou como um Deus amoroso que busca um relacionamento conosco e também nos dá livre-arbítrio para escolhê-lo ou não. E, então, o nosso propósito é encontrado em estar em relacionamento com Ele.”

Segundo Hastings, a busca científica por entender o cosmos não elimina a fé, mas pode levar a reflexões mais profundas sobre o significado da existência humana.

Ordem do universo aponta para um Criador

Outro pesquisador que compartilhou reflexão semelhante foi Troy Van Voorhis, professor de Química no MIT.

Ele destacou que a estrutura das leis naturais sugere a existência de um autor por trás do universo.

“O termo leis naturais, para mim, sugere um Deus que ordenou e concebeu essas leis. A complexidade impressionante dos seres vivos, para mim, aponta para um arquiteto que se importa com essas coisas. O fato de existir algo em vez de nada sugere a existência de um criador desse algo”, afirmou.

O cientista acrescentou que estudar ciência permite enxergar melhor a grandiosidade de Deus.

“E, de fato, uma das alegrias que tenho ao estudar as ciências naturais é que aprendo um pouco sobre o que Deus fez. E, nesse processo, creio que passo a compreender um pouco de como Ele é.”

“Ele é muito maior, muito mais grandioso, muito mais impressionante e muito mais majestoso do que eu poderia ter imaginado antes.”

Fé e ciência não precisam ser inimigas

O testemunho dos dois professores chama atenção por vir de uma das instituições científicas mais respeitadas do mundo. Fundado em 1861, o MIT é referência global em tecnologia, engenharia e inovação.

Para os dois pesquisadores não existe conflito inevitável entre ciência e crença em Deus. Pelo contrário, eles afirmam que a investigação científica pode ampliar o senso de admiração diante do universo.

Segundo os professores, quanto mais aprendem sobre a criação, maior se torna a percepção da grandeza do Criador.

Quem são os professores

Daniel Hastings é engenheiro aeroespacial e professor do MIT, onde atua no Departamento de Aeronáutica e Astronáutica. Ao longo da carreira, participou de projetos ligados a sistemas espaciais e políticas científicas, além de ter exercido cargos de liderança acadêmica na instituição. Seu trabalho envolve desde engenharia de satélites até o estudo do impacto da tecnologia espacial na sociedade.

Troy Van Voorhis é professor de Química no MIT e pesquisador na área de química teórica e computacional. Seu trabalho busca compreender, por meio de modelos matemáticos e simulações, como ocorrem processos químicos complexos, incluindo reações importantes para energia e materiais.


Fonte: Guiame

A Consagração e a Identidade de Israel

O texto inicia com uma ordem direta de Deus a Moisés: a consagração de todo primogênito. Ao reivindicar para si o primeiro fruto de cada ventre, seja humano ou animal, o Criador estabelece um selo de propriedade sobre a vida. Essa prática não era apenas um ritual religioso, mas um lembrete constante de que a sobrevivência da nação não se devia à sorte ou à força própria, mas à intervenção divina que os poupou da morte no Egito.

Moisés instrui o povo a guardar o dia da saída do Egito como um memorial perpétuo. A ênfase recai sobre a "mão forte" do Senhor, que os retirou da casa da servidão. É interessante notar que a memória bíblica é ativa; não se trata apenas de lembrar um fato histórico distante, mas de reviver a gratidão por uma liberdade que foi conquistada mediante um custo alto, garantindo que as gerações futuras não herdem apenas a terra, mas também a história.

A celebração da Festa dos Pães Asmos, mencionada nos versículos 3 a 7, serve como um símbolo visual e gastronômico dessa urgência. O fermento, muitas vezes associado à corrupção ou à influência do passado, deveria ser totalmente removido das casas por sete dias. Comer pão sem fermento era uma forma de internalizar a pressa da libertação e a necessidade de uma vida nova, purificada das práticas egípcias que os escravizaram por séculos.

Um ponto central da passagem é a responsabilidade educacional dos pais. O texto antecipa que, no futuro, os filhos perguntarão o significado daqueles ritos. A resposta não deveria ser uma explicação teórica, mas um testemunho pessoal: "Com mão forte o Senhor nos tirou do Egito". Isso estabelece a família como o principal centro de transmissão da fé, onde a história da salvação é contada e recontada para que a identidade do povo jamais se dissolva.

A ordenança de que esses preceitos fossem como um "sinal na mão" e um "memorial entre os olhos" aponta para a totalidade da devoção exigida. A mente (o pensamento) e as mãos (a ação) deveriam estar alinhadas com a Lei do Senhor. Mais tarde, essa metáfora deu origem aos filactérios (tefilin), mas sua essência original era garantir que a libertação divina guiasse cada decisão intelectual e cada trabalho manual realizado pelo povo.

O resgate dos primogênitos animais também traz uma lição de substituição. Enquanto os animais limpos eram sacrificados, o jumento — um animal impuro, mas útil — deveria ser resgatado por um cordeiro. Essa dinâmica prefigurava a ideia de que a vida é preservada através de um substituto, um conceito que ecoa por toda a narrativa bíblica e culmina na ideia do sacrifício que traz redenção sem a destruição do indivíduo.

Por fim, Êxodo 13.1-16 nos ensina que a liberdade concedida por Deus não é um fim em si mesma, mas um chamado ao serviço e à memória. Ser liberto por Deus significa pertencer a Ele. Ao cumprir essas ordenanças ao chegar na terra de Canaã, os israelitas manteriam viva a consciência de que a terra era um presente, a liberdade era uma graça e a santidade era a resposta adequada ao Deus que ouviu o seu clamor.

Pr. Eli Vieira Filho

quinta-feira, 26 de fevereiro de 2026

Igrejas suspendem cultos no México após ataques do cartel: “Continuem orando”

 Uma onda de violência atingiu o México. (Foto: Reprodução/YouTube/New York Post).

A Missão Portas Abertas pediu oração pelo país que enfrenta uma onda de violência após a morte do maior líder do narcotráfico mexicano.

Igrejas tiveram que suspender os cultos devido à onda de violência do cartel nos últimos dias, no México.

Segundo a Missão Portas Abertas, nos estados de Jalisco e Guanajuato, algumas igrejas cancelaram suas atividades e outras encerraram as reuniões mais cedo.

No domingo (22), o cartel respondeu com uma onda de violência, após a morte de “El Mencho” (Nemesio Rubén Oseguera Cervantes), o maior líder no narcotráfico mexicano, durante uma operação militar.

Os criminosos bloquearam rodovias, incendiaram veículos, atacaram postos de gasolina, comércios e bancos, e entraram em conflito com agentes de segurança em 20 dos 32 estados do país.

De acordo com as autoridades, o Cartel Jalisco Nova Geração, que era liderado por Nemesio Oseguera, foi o responsável pelos ataques.

Uma igreja em Guanajuato foi afetada quando traficantes incendiaram um veículo do lado de fora do templo, durante um funeral.

A operação militar que capturou Nemesio e os confrontos posteriores deixaram cerca de 75 mortos, entre traficantes e agentes de segurança.

Alerta vermelho

Na terça-feira (23), 10 mil militares foram mobilizados para garantir a proteção da população, principalmente em Jalisco, o estado mais afetado onde aconteceu a captura do narcotraficante.

O governo declarou alerta vermelho e ativou protocolos de emergência em Jalisco. As autoridades pediram que os moradores não saiam de casa.

Na capital do estado Guadalajara, o aeroporto e um hospital foram evacuados por segurança.

“As ruas estão vazias. Escolas e comércios estão fechados. As pessoas não conseguem sair de suas casas”, disse Evelyn Ramírez*, da equipe da Portas Abertas no México.

“A situação é crítica. Por favor, continuem orando por nosso país, para que a ordem seja restaurada”, pediu ela.

Líderes cristãos ameaçados

Líderes cristãos em Jalisco chegaram a ser ameaçados. “Disseram para ficarmos em casa e cancelar as atividades. Se desobedecermos, podemos ser mortos”, relatou o pastor local Juan Manuel Ruiz*.

A Portas Abertas emitiu um alerta de oração pela comunidade cristã no México. “Ore pela paz e pela restauração da ordem em Jalisco e nos outros estados afetados pela violência no México. Interceda por proteção das famílias e comunidades afetadas. Clame para que em meio à instabilidade, os cristãos possam testemunhar a esperança e a segurança que Cristo traz e vidas sejam salvas”, afirmou.

*Nomes alterados por segurança.



Fonte: Guiame, com informações de Portas Abertas

A Soberania de Deus não falha nem se atrasa; Ele é o Senhor do tempo e da história

 


O encerramento do capítulo 12 de Êxodo, nos versículos 37 a 51, oferece uma das provas mais contundentes da precisão divina na condução dos destinos humanos. Após quatrocentos e trinta anos de permanência no Egito, o povo de Israel iniciou sua marcha de Ramessés para Sucote. Este movimento não foi fruto do acaso ou de uma oportunidade política súbita, mas o cumprimento exato de um cronograma estabelecido por Deus séculos antes. A soberania do Senhor se manifesta na pontualidade com que Ele encerra ciclos de sofrimento e inaugura tempos de liberdade.

A narrativa enfatiza que a saída ocorreu "no mesmo dia" em que se completava o tempo profetizado. Essa expressão sublinha que Deus é o Senhor do tempo; Ele não se adianta por ansiedade humana, nem se atrasa por negligência. Para os israelitas que gemiam sob o chicote, os séculos podem ter parecido uma eternidade de silêncio divino, mas o relógio do Criador permanecia ativo. A soberania de Deus garante que cada promessa tem um "dia fiel" para se cumprir, independentemente da resistência das potências mundiais.

A magnitude da libertação é revelada no número dos que saíram: cerca de seiscentos mil homens, além de mulheres, crianças e uma "mistura de gente". Essa multidão mista indica que a soberania de Deus sobre a história não alcança apenas um grupo étnico, mas atrai todos aqueles que reconhecem Sua autoridade. A saída do Egito foi um evento de tal magnitude teológica que rompeu as barreiras nacionais, provando que o governo de Deus sobre o tempo e os povos tem o poder de converter corações e mudar destinos de forma coletiva.

A soberania divina também se manifestou na logística da partida. O texto relata que o povo levou consigo amassadeiras com massa ainda sem fermento, pois foram expulsos do Egito sem tempo para preparar provisões. O que poderia parecer um improviso humano era, na verdade, a confirmação de que quando Deus decide agir, a realidade se molda à Sua urgência. O pão ázimo tornou-se o símbolo comestível de uma intervenção que não permitiu demoras, evidenciando que o Senhor detém o controle total sobre as circunstâncias materiais da jornada.

Esta noite de saída foi designada como uma "noite de vigília" para o Senhor. A soberania de Deus é acompanhada por Sua vigilância incessante; enquanto o mundo dormia ou o Egito chorava seus mortos, o Senhor estava plenamente desperto, guardando os passos de Seus exércitos. Estabelecer essa noite como um memorial perpétuo servia para lembrar as gerações futuras de que a história não é um caos de eventos aleatórios, mas um enredo vigiado de perto por Aquele que nunca dormita.

As instruções sobre a participação na Páscoa, detalhadas nos versículos finais, reforçam que a soberania de Deus estabelece as regras da comunhão. Nenhum estrangeiro poderia participar do rito sem antes se submeter ao sinal da aliança. Isso demonstra que o Senhor da história é também o Senhor da ordem e da santidade. A liberdade não foi concedida para o relaxamento moral, mas para a submissão a um novo Rei, cujas leis definem quem pertence à Sua congregação e como devem honrar o tempo da libertação.

A exigência de que o cordeiro fosse comido em uma só casa e que nenhum de seus ossos fosse quebrado aponta para a integridade da obra divina. A soberania de Deus preserva a unidade do Seu plano; nada é fragmentado ou perdido sob Seu comando. Assim como o corpo do cordeiro deveria permanecer íntegro, a nação de Israel deveria marchar como um corpo unido, refletindo a perfeição do Deus que os guiava. O controle de Deus sobre os detalhes mínimos da liturgia espelhava Seu controle sobre os grandes eventos do êxodo.

O texto conclui reafirmando a obediência total do povo: "assim o fizeram todos os filhos de Israel". A soberania de Deus não anula a responsabilidade humana, mas a capacita. Quando o povo reconheceu que Deus é o Senhor do tempo, eles alinharam suas ações às Suas ordens. Essa sinergia entre o decreto soberano e a resposta obediente é o que permitiu que escravos desorganizados fossem descritos, ao final do capítulo, como "os exércitos do Senhor". A transformação de identidade é o maior milagre da soberania divina na história.

Por fim, o versículo 51 sela o capítulo com a confirmação de que, naquele mesmo dia, o Senhor tirou os filhos de Israel da terra do Egito. A história humana é o palco onde a soberania de Deus contracena com a finitude do homem para produzir redenção. Olhar para Êxodo 12 é entender que, embora os impérios se levantem e o tempo pareça arrastar-se, a vontade de Deus prevalecerá exatamente no momento em que Ele determinou. Ele permanece sendo o Senhor que governa as eras, garantindo que nenhum de Seus planos seja frustrado.

Pr. Eli Vieira Filho

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