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quarta-feira, 15 de abril de 2026

John Knox – O Missionário Destemido


 Quem visita o campus da Universidade New College, em Edinburgh, como fiz, fica extasiado ao contemplar a grande estátua do Reformador escocês John Knox. Ela representa a força daquele grande homem e servo de Deus que transformou aquela nação numa nação cristã e presbiteriana. Isso lhe custou muita ousadia e muita oração.

Costumo afirmar que Deus sempre usa homens frágeis, mas nunca homens fracos. Deus usa homens “fortes e corajosos”.

Pouco se sabe dos primeiros anos de sua vida. Nasceu entre 1505 e 1515, e foi ordenado padre escocês quando jovem. Na universidade, estudou muito a literatura de Agostinho; conviveu também com Wishard. Essas duas influências fizeram dele um protestante. Por volta de 1546, já era conhecido como um poderoso pregador protestante. Sua grande ênfase era a de que a Igreja Católica Romana era uma Sinagoga de Satanás e que o papa era o anticristo.

Devido a sua pregação revolucionária em 1547, soldados franceses o prenderam por 19 meses. Após sua liberdade, foi para a Inglaterra e permaneceu lá por cinco anos, onde exerceu forte influência. Após a ascensão de Maria “Sanguinária” ao trono da Inglaterra, fugiu para o continente, ficando algum tempo em Frankfurt, depois Genebra, onde se tornou um ardoroso discípulo de João Calvino.

Após ter retornado à Inglaterra, voltou para a Escócia onde pregou por vários meses. A Escócia era um país católico. Pregou sem temor contra a missa, por considera-la uma terrível idolatria. Fez uma petição escrita à rainha-regente, Maria de Guise, suplicando-lhe que fosse favorável à verdade do evangelho, o que lhe foi negado.

Retornou a Genebra. Permaneceu lá por três anos, e aprendeu toda a visão Reformada com o grande mestre João Calvino. Nesse tempo, pregou aos refugiados de fala inglesa e organizou uma igreja entre eles no modelo presbiteriano. Knox retornou para a Escócia em 1559. Além de pregar com poder, começou a organizar a Igreja Presbiteriana na Escócia. A Igreja Católica se lhe opôs, mas ele ficou firme com energia e poder irresistíveis. Foi nesse tempo que ele se agonizava em oração e clamava sem cessar ao Senhor: “Ó Deus, dá-me a Escócia ou eu morro!”.

O Parlamento Escocês se reuniu em 1º de agosto de 1560. John Knox e outros líderes estavam lá para apresentar sua defesa do protestantismo. Foi requisitado de Knox e mais cinco outros irmãos que preparassem uma Confissão de Fé e a submetessem ao Parlamento para consideração. Dentro de quatro dias, estava pronta a Confissão de Fé Escocesa. Era totalmente calvinista. O parlamento examinou artigo por artigo e a adotou como credo para o povo da Escócia. A partir daí, toda e qualquer doutrina contrária era proibida. A jurisdição de Roma foi abolida. A prática da missa foi proibida e com promessas de penas severas. Na terceira infração haveria pena de morte. O país, a partir de agora, era um país presbiteriano. Em dezembro do mesmo ano, houve a primeira reunião da Assembleia Geral da Igreja Presbiteriana da Escócia sob a presidência de John Knox.

Posteriormente, elaborou-se o “Livro de Ordem da Igreja”, um dos maiores documentos da história do presbiterianismo. Nessa constituição incluiu-se o “Livro de Disciplina”. Foi estabelecido um grande programa educacional em que ao lado de cada igreja deveria haver uma escola, com o precípuo propósito de ensinar Latim, Gramática e Catecismo e que se estabelecesse escolas desde o primeiro grau até à universidade em todo o país. Foi incluída a educação moral do povo.

Knox deixou uma igreja que sobreviveu fielmente por mais de trezentos e cinquenta anos na Escócia. Dois elementos fizeram de Knox um grande homem: a ousadia para enfrentar as oposições e uma vida poderosa em oração. Deus deu a Escócia para John Knox.

Todo missionário precisa se vestir dessa coragem e de piedade até que Deus mude a nação. Todos precisamos ser “fortes e corajosos” até que o Reino de Deus se estabeleça.

Rev. José João de Paula

Fonte:https://apmt.org.br/blog/10062-john-knox-o-missionario-destemido

John Bunyan – Uma Pérola no Atol da Prisão



 O livro mais lido no mundo, depois da Bíblia, é O PEREGRINO, de John Bunyan. É uma alegoria que retrata a caminhada do cristão que está rumando para a cidade celestial. Há lutas nessa caminhada, até desesperadoras, contudo há uma direção contínua, como bússola, para que jamais se desvie do caminho.


John Bunyan foi um escritor e pregador inglês, nascido em Elstow, em 1628 e que veio a falecer em 1688. Nasceu em um lar extremamente pobre, todavia seus pais lutaram pela educação escolar básica dele. Seus pais eram anglicanos, mas Bunyan, ao ler obras ligadas aos Puritanos, tornou-se um não conformista ou separatista da igreja oficial. Tornou-se um puritano.

Seu pai era funileiro e ele seguiu essa profissão. Não teve escolaridade alta, todavia era possuidor de uma mente muito criativa. Ele experimentou muitos sonhos com intensos pesadelos em sua infância, e isso lhe fez crescer com medo e com um sentimento forte de que era um grande pecador, inclusive entendendo que tinha pecado não perdoável. Esse sentimento lhe acompanhou até que entendeu as doutrinas da graça, por influência das Escrituras e da literatura puritana.

Em 1644 uma série de infortúnios separou aquele menino do campo de sua família e o deixou abandonado mundo afora. Sua mãe faleceu em junho; sua irmã mais nova em julho; em agosto seu pai se casou pela terceira vez. Uma guerra civil estourou na Inglaterra, e em novembro daquele ano foi forçado pelo parlamento a compor uma guarnição em Newpor Pagnell. Dois anos depois (1649), casou-se e viveu apenas seis anos com sua esposa porque ela veio a falecer. Mudou-se de Elstow para Bedford, quando se casou pela segunda vez. Filiou-se à Igreja Batista de Bedford, e se tornou diácono. Começou a pregar as Escrituras, o que era proibido como separatista da Igreja Anglicana.

Os anos de 1655 a 1660 foram marcados por fortes debates com os líderes dos Quakers, grupo religioso da Inglaterra com várias heresias a respeito da experiência com Deus, com respeito à Palavra de Deus e à qualquer credo e organização eclesiástica. Ele publicou várias obras em defesa da fé reformada. Em 1658, Bunyan foi processado por pregar sem uma licença. Não obstante, ele continuou a pregar e não sofreu um aprisionamento até novembro de 1660, quando foi levado à cadeia municipal de Silver Street, Bedford. Ali ele ficou detido por três meses, mas, por se recusar a se conformar ou desistir de pregar, seu encarceramento foi estendido por um período de aproximadamente 12 anos (com exceção de algumas poucas semanas em 1666).

Em janeiro de 1672, Carlos II emitiu uma declaração de Indulgência Religiosa. Pegou depois mais 6 meses de prisão pelo fato de a indulgência promulgada por Carlos II ter sido anulada. Havia se tornado pastor da Igreja Batista de Bedford e, por se tornar tão popular, ninguém mais ousou molestá-lo. Bunyan é conhecido na história por ter sido um pregador extremamente fervoroso e por ter escrito várias obras, mais de 60 livros. Deram-lhe o apelido de Bispo Bunyan, o que revela a força de sua pregação. As obras de maior impacto foram O Peregrino, A Guerra Santa e Abundante Graça, escritos na prisão de Bedford. Ele testifica que na prisão pôde se adentrar à Palavra e conhece-la profundamente. “Abundante Graça” é sua autobiografia, e relata as profundas transformações operadas por Deus naquele tempo.

As pérolas vêm das ostras que surgem nos atóis, por meio de grande sofrimento. Nesse processo, a ostra produz uma substância muito rara, que forma essas grandes riquezas que enfeitam os colares e os anéis para o embelezamento das mulheres. John Bunyan é como uma pérola rara, produzida nos atóis das prisões e das provações, e que continua inspirando milhares de pessoas ao serviço e à obra do Senhor. É mais uma preciosidade de vida, como outras, que muito nos inspiram. Toda honra seja dada ao Senhor nosso Deus!

Rev. José João de Paula

Perfis de Fé: Aiden Wilson Tozer (1897 – 1963)

Aiden Wilson Tozer (1897 - 1963)

 Por Lyle Dorsett

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Aiden Wilson Tozer nunca buscou ser notado. Mesmo assim, ele era uma figura tão singularmente magnética que, sem querer, atraía a atenção para si. Homem de compleição esguia, rosto anguloso e olhos penetrantes, A.W. Tozer ostentava um bigode discreto e óculos de aro de metal, suficientemente simples para serem considerados elegantes em qualquer época. Seus ternos e gravatas eram tão conservadores quanto seus óculos, mas suas mãos visivelmente grandes, pés compridos, andar peculiar e voz marcante o destacavam na multidão. Em suma, ele parecia quase comicamente excêntrico em vez de distinto, e, a menos que as pessoas o conhecessem, jamais imaginariam que ele era um dos porta-vozes evangélicos mais admirados do século XX.

Quando faleceu, em 12 de maio de 1963, Tozer havia escrito nove livros — todos com grande sucesso de vendas. Dois de seus volumes, A Busca de Deus (1948) e O Conhecimento do Santo (1961), já estavam a caminho de se tornarem clássicos da literatura devocional cristã, lidos por mais pessoas hoje do que durante sua vida. De fato, desde sua morte, os artigos e sermões de Tozer foram editados e publicados em mais de quarenta livros.

Mas A.W. Tozer foi mais do que o autor de livros de grande sucesso. Ele utilizou todos os meios de comunicação, exceto a televisão, para divulgar a verdade bíblica e seus poderosos desafios à igreja do século XX. Este estudioso autodidata e de vasta leitura, com profundo conhecimento de história, filosofia, literatura e das Sagradas Escrituras, escreveu dezenas de panfletos e mais de uma centena de artigos para diversas publicações. A rádio WMBI de Chicago transmitiu seus sermões e comentários por mais de vinte anos, e sua voz penetrante e incisiva ecoou em púlpitos de igrejas, plataformas de conferências e auditórios universitários por todos os Estados Unidos e em muitas partes do Canadá, desde o final da década de 1920 até sua morte, em 1963.

No concorrido culto memorial de Tozer, reitores de faculdades cristãs, professores de seminário e missionários e pregadores renomados testemunharam que este homem excepcionalmente culto, inteligente e, ao mesmo tempo, humilde, influenciou inúmeros jovens a dedicarem suas vidas ao serviço em tempo integral como missionários, pastores, professores e obreiros de organizações paraeclesiásticas. Os presentes foram informados de que o ministério de pregação e escrita de Tozer levou muitos evangélicos a respeitarem o papel da mente na vida cristã e, ao mesmo tempo, inspirou intelectuais a perceberem que a piedade podia ser uma expressão da mente, bem como do coração.

Quem foi esse homem excepcional, por que ele era tão popular e o que leva as pessoas a continuarem lendo seus livros décadas após sua morte?

Tozer cresceu na fazenda onde nasceu, nas montanhas Allegheny, no centro da Pensilvânia, em 21 de abril de 1897. Um dos seis filhos, foi criado na pobreza rural, frequentou uma escola de uma única sala, aprendeu a ler e escrever com os livros de leitura McGuffey e nunca teve o privilégio de permanecer na escola tempo suficiente para obter um diploma. Quando Aiden tinha quinze anos, um incêndio destruiu a casa da família e todos os seus móveis. O pai de Aiden sofreu um colapso nervoso e, em 1912, a família trocou a pobreza extrema das montanhas da Pensilvânia por Akron, Ohio. Enquanto Aiden trabalhava em uma fábrica de pneus para ajudar a sustentar seus pais e irmãos mais novos, também devorava livros da biblioteca pública. Ele não reclamava de sua sorte na vida porque nunca presumiu que alguém lhe devia algo; e, de qualquer forma, ele podia ganhar mais em um dia na fábrica do que em um mês na fazenda. Além disso, esse jovem com uma mente excepcionalmente brilhante se encantava com a biblioteca pública de Akron, onde descobriu os clássicos da literatura, história e filosofia. A biblioteca tornou-se sua escola e um segundo lar, onde ele enriqueceu e disciplinou sua mente com grandes livros.

Os Tozer não eram frequentadores de igrejas na Pensilvânia, e o mesmo aconteceu quando se mudaram para Ohio. Portanto, Aiden nunca pensou em alimentar sua alma. Isso mudou, porém, dois anos e meio depois de se mudarem para Akron. Certa tarde, em 1915, ele ouviu um evangelista de rua pregando; seu coração foi tocado e estranhamente aquecido. Consequentemente, ele logo encontrou uma Bíblia, uma igreja e alguns cristãos que reconheceram seus dons naturais. Acolhido por um pastor da Aliança Cristã e Missionária, Tozer foi instruído nas Escrituras e na doutrina e rapidamente treinado na arte da pregação de rua.

Uma leiga, a Sra. Kate Pfautz, também acolheu Tozer e lhe deu tanta orientação espiritual quanto qualquer outra pessoa em Akron. Ela o conduziu a uma visão robusta do Espírito Santo e o apresentou a livros de alguns dos grandes místicos cristãos. Ela também o ajudou a encontrar salões de reuniões e casas onde ele pudesse pregar, e celebrou o romance e o namoro que se desenvolveram entre ele e sua adorável filha, Ada. O casal se casou em 1918 e, na época do casamento, Aiden já havia iniciado sua carreira como evangelista itinerante. Em 1920, ele foi ordenado e logo aceitou convites para pastorear igrejas da Aliança Cristã e Missionária (C&MA) na Virgínia Ocidental, Ohio e Indiana. Em 1928, aceitou um convite para a Igreja C&MA de Southside, em Chicago, onde permaneceu por trinta e um anos. Então, em 1959, recebeu um convite para a Igreja Avenue Road, em Toronto, onde permaneceu até sua morte.

Ao longo de mais de quarenta anos como pastor, os Tozer criaram sete filhos saudáveis ​​em mente, corpo e alma. Isso não foi pouca coisa, considerando que Ada Tozer carregou grande parte da responsabilidade pela criação dos filhos, enquanto seu marido dedicava boa parte do seu tempo à leitura, à escrita e a viagens para compromissos de pregação.

A popularidade e a influência de Aiden Tozer se espalharam em paralelo com o crescimento de sua família. As causas da ampla influência e popularidade de Tozer são muitas. Em primeiro lugar, ele era claramente um homem com talentos naturais excepcionais, separado e ungido por Deus para o ministério. Ele lia muito e profundamente, aprendendo com homens e mulheres dispostos a lhe ensinar. Ele também ouvia a Deus. Tozer passava muitas horas por dia — pelo menos cinco dias por semana — lendo, orando e ouvindo o Espírito Santo. Cantava hinos de louvor de joelhos e frequentemente se prostrava com o rosto no chão para orar. Ele buscava estar na presença do Senhor todos os dias e se imaginava como parte da multidão descrita em Apocalipse 7, que cantava com os anjos, arcanjos e toda a assembleia celestial ao redor do Cordeiro de Deus em Seu Trono.

Tozer também cativou as pessoas — especialmente homens e mulheres em idade universitária — porque falava com uma voz original. Em parte, sua singularidade pode ser explicada pelo fato de nunca ter frequentado um seminário e, portanto, ter evitado a tentação de imitar métodos prescritos de pregação e ensino. Além disso, sempre rejeitou a voz monótona e impessoal, e viveu uma vida de obediência radical, evitando assim a hipocrisia de outros que pregavam um estilo de vida que eles próprios nunca viveram.

Tozer foi um pregador singular em outros aspectos também. Autoproclamado "profeta menor", ele clamava para que a igreja rejeitasse o materialismo, o consumismo e o ministério através do entretenimento. Ele afirmava que o Evangelho havia sido banalizado por oportunistas nos púlpitos, que eram mais artistas do que profetas. Ele denunciava os cultos dominicais que visavam fazer as pessoas se sentirem bem do que se tornarem pessoas santas através da obediência radical ao Senhor vivo.

Tozer escreveu e falou cada vez mais contra uma tendência crescente de igrejas serem administradas por modelos de negócios em vez de princípios bíblicos, e criticou a maneira como Cristo Jesus estava sendo comercializado e vendido em vez de ser exaltado para convencer os homens do pecado, da justiça e do juízo. Em suma, ele se insurgiu contra a graça barata que estava produzindo uma igreja feia e impotente.

Este profeta do século XX iniciou seu ministério chamando os não salvos a Cristo e convocando os cristãos à renovação e ao reavivamento, pedindo ao Espírito Santo que sondasse seus corações e os chamasse ao arrependimento. E embora jamais tenha perdido sua compaixão pelos perdidos e seu anseio por um reavivamento, ele compreendeu cada vez mais que as pessoas jamais buscariam e adorariam a Deus a menos que O conhecessem. Tozer começou a falar aos cristãos como Jesus falou à mulher samaritana: “Vocês adoram o que não conhecem”. Visto que Tozer acreditava plenamente que o propósito da Grande Comissão era chamar um povo que se tornaria santo e adoraria e glorificaria a Deus para sempre, ele sabia que precisava primeiro tentar conduzir as pessoas ao “Conhecimento do Santo” — e somente então elas começariam a confiar, adorar e obedecer.

Sem dúvida, essa mensagem ofendeu muitos pastores que amavam o mundo e utilizavam seus métodos para fazer crescer as igrejas. Essa mensagem também antagonizou os mundanos que frequentavam a igreja, alegavam ter um conhecimento salvador de Cristo, mas deploravam os apelos à obediência radical a Cristo como legalismo.

A voz profética de Tozer alienou o clero secular e as pessoas com apenas uma fé nominal. Da mesma forma, seus apelos para desenvolver um relacionamento mais vital com Jesus Cristo por meio do Espírito Santo tornaram-se igualmente controversos. Tozer lia e citava os primeiros pais da Igreja, como Irineu e Inácio de Antioquia, e místicos cristãos como Bernardo de Claraval e Madame Guyon. E embora esses autores atraíssem e estimulassem mentes ávidas, o conhecimento e o uso que Tozer fazia de suas palavras tornaram-se alvo de críticas por parte de outros. Tozer foi acusado de ser ecumenista — até mesmo um católico romano enrustido — por seu apreço pelos escritores pré-Reforma. Da mesma forma, sua preocupação com o fato de muitos cristãos possuírem um conhecimento intelectual de Jesus Cristo, mas não um conhecimento íntimo e profundo Dele, tornou-se bastante controversa. De fato, Tozer afirmava que muitos evangélicos eram quase binários em vez de trinitários, com sua recusa em acolher e experimentar a presença do Espírito Santo. O apelo de Tozer à igreja para convidar o Espírito Santo a preencher nossas almas gerou a acusação de que ele havia se tornado um místico, e esse rótulo, na mente de muitos cristãos, não era nem elogioso nem verdadeiramente cristão. Quando lhe perguntavam se era um místico, ele sempre respondia com um sonoro: “Sim, claro que sou. De que outra forma se pode ter um relacionamento pessoal com o Senhor Jesus Cristo?”

O público de A.W. Tozer cresceu nas décadas que se seguiram à sua morte, porque as tendências perigosas contra as quais ele alertou a igreja nas décadas de 1940, 1950 e 1960 tornaram-se ainda mais problemáticas nos últimos tempos. Além disso, cada geração tem suas almas sedentas que anseiam por conhecer melhor Jesus Cristo e amá-Lo mais. Pessoas que manifestam essa fome continuam a ser contagiadas pelo amor de Tozer por Deus. É por isso que seus livros, como "A Busca de Deus" e "O Conhecimento do Santo", encontram um número crescente de leitores a cada ano entre aqueles que anseiam por "algo mais". São esses que se juntam com alegria à sua "Sociedade do Coração Ardente".


Fontes e Leitura

O perfil é baseado em "A Passion for God: The Spiritual Journey of AW Tozer" de Lyle W. Dorsett .
Para ler as obras do próprio Tozer, o leitor pode encontrar mais de cinquenta volumes de seus escritos disponíveis na Wing Spread Publishers , Camp Hill, Pensilvânia.

Lyle Dorsett

Lyle Dorsett ocupa a Cátedra Billy Graham de Evangelismo na Escola de Divindade Beeson da Universidade Samford. Ele leciona cursos de evangelismo, formação espiritual e história da igreja. Também atua como pastor da Igreja Anglicana Cristo Rei em Homewood, Alabama. Lyle é doutor em história americana e publicou diversos livros, incluindo várias biografias cristãs e três obras sobre C.S. Lewis.

O DEUS QUE AGE

 

 Devocional Semear 


Isaías 43.13
"Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e não há quem possa livrar alguém das minhas mãos; agindo eu, quem o impedirá?”


O profeta nos apresenta uma poderosa declaração do Senhor: “Agindo eu, quem o impedirá?”. Essa palavra revela a soberania absoluta de Deus sobre todas as coisas. Não existe força, poder, circunstância ou oposição capaz de frustrar os planos do Senhor. Quando Deus decide agir, nenhuma barreira humana, espiritual ou natural pode impedir Sua vontade. Essa verdade fortalece nossa fé e nos lembra que servimos a um Deus que reina com autoridade suprema sobre o céu e a terra.

Esse texto também nos ensina que Deus continua operando mesmo quando não conseguimos perceber. Muitas vezes enfrentamos situações difíceis, portas fechadas e desafios que parecem impossíveis de superar, mas o Senhor está trabalhando nos bastidores da nossa história. Aquilo que para o homem parece sem solução, para Deus é apenas uma oportunidade de manifestar Seu poder. Ele abre caminhos onde não há caminhos, transforma desertos em fontes de água e faz o impossível acontecer no tempo certo.

Por isso, Isaías 43.13 nos convida a viver com confiança e esperança renovadas. Se Deus está no controle da nossa vida, não precisamos temer o futuro nem nos desesperar diante das adversidades. O mesmo Deus que agiu no passado continua agindo hoje em favor dos que nele confiam. Quando colocamos nossa vida em Suas mãos, podemos descansar na certeza de que ninguém pode impedir aquilo que Ele determinou para nós. Se Deus decidiu abençoar, restaurar e cumprir Seus propósitos, ninguém poderá frustrar Seus planos.

Pr. Eli Vieira

Igreja Presbiteriana Semear 
Itabuna-BA, 15 de abril 2026

A intimidade com Deus deixa marcas visíveis


 O fechamento do capítulo 34 de Êxodo narra um dos fenômenos mais impressionantes da experiência de Moisés: a transfiguração de seu rosto. Ao descer do Monte Sinai com as duas tábuas da aliança, após quarenta dias na presença direta do Criador, a pele de seu rosto brilhava intensamente. O texto enfatiza que o próprio Moisés não tinha consciência desse brilho; a luz era um reflexo involuntário e natural da glória divina que ele havia contemplado, revelando que a intimidade com Deus deixa marcas visíveis e transformadoras no ser humano.

A reação de Arão e de todos os líderes de Israel ao verem Moisés foi de profundo temor. O brilho era tão intenso e sagrado que eles tiveram medo de se aproximar. Esse distanciamento inicial ilustra o abismo que o pecado e a falta de consagração criam entre o homem comum e a santidade pura de Deus. Moisés, que antes era apenas o líder político e jurídico, agora carregava em si uma evidência física de que falava face a face com o Eterno, tornando-se uma ponte viva entre o céu e a terra.

Percebendo o receio do povo, Moisés os chamou para perto, demonstrando que o propósito da revelação divina não é o afastamento, mas a comunicação. Primeiro, ele falou com Arão e os chefes da comunidade, e depois com todos os israelitas. Nesse encontro, ele transmitiu fielmente todos os mandamentos que o Senhor lhe dera no monte. A glória em seu rosto servia como um selo de autenticidade para as palavras que saíam de sua boca, garantindo que as leis não eram invenções humanas, mas decretos divinos.

Para facilitar a convivência diária e a comunicação com o povo, Moisés adotou o uso de um véu. Sempre que terminava de falar com os israelitas, ele cobria o rosto, escondendo o brilho que poderia ser perturbador para a rotina do acampamento. Esse gesto de humildade e consideração mostra que Moisés compreendia a necessidade de adaptar a manifestação da glória à capacidade de suporte daqueles que ele liderava, protegendo-os da intensidade de uma luz que eles ainda não estavam preparados para carregar.

A dinâmica do uso do véu revelava um padrão de vida litúrgica e profética. Quando Moisés entrava na Tenda do Encontro para falar com o Senhor, ele retirava o véu. Na presença de Deus, ele se apresentava de face descoberta, permitindo que a luz divina recarregasse o brilho de seu semblante. Essa alternância entre o "descoberto" diante de Deus e o "velado" diante dos homens define a essência do ministério profético: uma absorção privada da verdade para uma proclamação pública comedida e eficaz.

O texto ressalta que os israelitas viam o rosto de Moisés brilhar toda vez que ele saía da presença de Deus para lhes entregar uma mensagem. O brilho não era estático, mas renovado a cada encontro. Isso ensina que a autoridade espiritual não é uma herança permanente ou um título estagnado, mas algo que precisa ser mantido através de uma busca contínua e ininterrupta pela presença de Deus. O rosto radiante era a prova de que o canal de comunicação entre o Sinai e o acampamento continuava aberto.

Por fim, o relato de Êxodo 34.29-35 encerra o ciclo de restauração da aliança com uma nota de esperança e reverência. O povo que antes havia se curvado diante de um ídolo de ouro agora contemplava, com temor e tremor, o reflexo do Deus vivo no rosto de seu mediador. Moisés, ao recolocar o véu após cada instrução, deixava o povo com a palavra de Deus gravada no coração e a imagem da glória divina gravada na memória, consolidando a identidade de Israel como uma nação sob a luz da instrução do Senhor.

Pr. Eli Vieira

As cláusulas práticas da aliança renovada


A sequência de Êxodo 34.18-28 detalha as cláusulas práticas da aliança renovada, focando na organização do tempo e da gratidão através das festas e rituais. O texto inicia reforçando a importância da Festa dos Pães Asmos, conectando a identidade de Israel diretamente ao evento da libertação do Egito. Ao celebrar essa festa no mês de abibe, o povo era lembrado anualmente de que sua existência como nação livre não era fruto do acaso, mas de uma intervenção divina poderosa e libertadora.

Um ponto central desta seção é a consagração dos primogênitos. Deus estabelece que todo primeiro filho e toda primeira cria dos animais Lhe pertencem. A exigência do resgate do primogênito humano e do jumento — um animal impuro que não podia ser sacrificado — servia como um memorial contínuo do livramento da morte no Egito. Essa prática pedagógica visava ensinar a cada nova geração que a vida é um dom de Deus e que o reconhecimento dessa soberania exige uma resposta concreta e sacrificial.

O mandamento do descanso sabático é reiterado com uma especificidade vital: o repouso deve ser mantido "mesmo nas épocas de arar e de colher". Essa instrução desafiava a lógica econômica e a ansiedade humana pela sobrevivência. Ao interromper o trabalho nos momentos mais críticos da agricultura, o israelita demonstrava que sua provisão não dependia apenas do seu esforço, mas da benção divina. O sábado tornava-se, assim, um exercício semanal de confiança e desprendimento.

O texto também estabelece o calendário das três festas anuais obrigatórias: a Festa das Semanas (Pentecostes), a Festa da Colheita e a Páscoa. Nessas ocasiões, todos os homens deveriam se apresentar diante do Senhor. Para acalmar o medo natural de deixar as propriedades vulneráveis durante essas peregrinações, Deus faz uma promessa sobrenatural de proteção: ninguém cobiçaria as terras de Israel enquanto o povo estivesse adorando. A fidelidade ritual era protegida pela providência divina.

As instruções rituais tornam-se ainda mais específicas para evitar a corrupção do culto. Deus proíbe oferecer o sangue do sacrifício com pão fermentado e exige que os primeiros frutos da terra sejam levados à Sua casa. A proibição curiosa de "não cozinhar o cabrito no leite da própria mãe" servia como uma barreira contra práticas de feitiçaria cananeias comuns na época. Cada detalhe buscava manter uma distinção ética e espiritual clara entre Israel e as nações ao redor.

A passagem culmina com a ordem de Deus para que Moisés escreva essas palavras, pois elas constituíam a base jurídica e espiritual da aliança com Israel. O registro escrito garantia a preservação da vontade divina contra as falhas da memória humana. Moisés atua aqui não apenas como o receptor da revelação, mas como o escrivão que formaliza os termos que regeriam a vida social, religiosa e familiar de todo o povo por gerações.

O encerramento deste trecho destaca a experiência sobrenatural de Moisés, que permaneceu quarenta dias e quarenta noites no monte sem comer ou beber. Esse jejum extraordinário sublinha a intensidade da comunhão e a natureza espiritual do sustento que ele recebia diretamente de Deus. Ao final desse período, ele desce com as duas tábuas do Testemunho, as Dez Palavras, simbolizando que a reconciliação estava completa e que a instrução divina agora estava, de fato, nas mãos do povo.

Pr. Eli Vieira

A Renovação da Aliança


 A seção de Êxodo 34.10-17 registra a resposta imediata de Deus à intercessão de Moisés, formalizando a renovação da aliança após o episódio do bezerro de ouro. O Senhor não apenas aceita caminhar com o povo, mas promete realizar maravilhas que nunca foram vistas em toda a terra. Essa promessa de milagres serve para distinguir Israel das outras nações e para demonstrar que a presença divina é o que realmente valida a identidade do povo escolhido.

Deus estabelece que a aliança é baseada na Sua fidelidade e no cumprimento de Suas ordens. Ele adverte Moisés de que expulsará os povos cananeus, mas impõe uma condição rigorosa: Israel não deve fazer nenhum acordo ou tratado com os habitantes da terra para onde estão indo. Essa proibição visa proteger a pureza espiritual da nação, pois Deus sabe que alianças políticas e sociais com povos idólatras inevitavelmente levam à corrupção dos valores e da fé.

A passagem enfatiza o perigo do sincretismo religioso. O Senhor ordena a destruição total dos altares, a quebra das colunas sagradas e o corte dos postes-ídolos (aseras). O texto é claro ao dizer que o compromisso com Deus exige exclusividade. A tolerância com os símbolos da idolatria vizinha é vista como uma armadilha que, a longo prazo, sufocaria a devoção ao verdadeiro Deus, tornando o povo vulnerável às mesmas práticas que Ele condenava.

O texto apresenta uma das definições mais fortes sobre a natureza do relacionamento de Deus com Seu povo: "O Senhor, cujo nome é Zeloso, é Deus zeloso". Este "zelo" (muitas vezes traduzido como ciúme) não é uma insegurança humana, mas uma paixão santa e protetora. Como um esposo que protege a integridade de seu casamento, Deus não aceita dividir o coração de Israel com falsas divindades, pois sabe que a idolatria é um caminho de autodestruição para o ser humano.

Há um alerta específico sobre a hospitalidade e os banquetes sacrificiais dos povos pagãos. Deus adverte que, ao aceitarem convites para comer desses sacrifícios, os israelitas estariam participando simbolicamente da adoração a outros deuses. O que começa como um gesto social inofensivo pode se tornar a porta de entrada para a apostasia. A preservação da aliança exige discernimento constante sobre o que é compartilhado à mesa e com quem se estabelece comunhão íntima.

Outro ponto crucial é a preocupação com os laços familiares e matrimoniais. O Senhor proíbe que os filhos de Israel se casem com mulheres daquelas nações, prevendo que elas induziriam os maridos à prostituição espiritual. A família é vista aqui como a unidade básica de transmissão da fé; se a fundação do lar estiver dividida entre deuses diferentes, a herança espiritual da aliança seria perdida em apenas uma geração.

O trecho termina com uma proibição direta e concisa: "Não faça para você deuses de metal fundido". Essa ordem remete diretamente ao trauma do bezerro de ouro e serve como um lembrete final de que a adoração a Deus não pode ser moldada por mãos humanas ou reduzida a objetos visíveis. A Aliança Renovada exige uma fé invisível, mas tangível na obediência, garantindo que o povo permaneça focado unicamente no Deus que os libertou.

Pr. Eli Vieira

A Misericórdia e Aliança Renovada


O capítulo 34 de Êxodo representa um dos momentos mais dramáticos e esperançosos da história de Israel. Após a quebra da aliança original devido à idolatria com o bezerro de ouro, a relação entre Deus e o povo estava profundamente abalada. No entanto, o texto inicia com uma ordem de restauração: Deus pede que Moisés lavre novas tábuas de pedra. Este gesto simboliza que, embora o pecado tenha consequências e destrua o que era perfeito, a vontade divina de se comunicar e estabelecer uma base legal para o relacionamento com Seu povo permanece inabalável.

A subida de Moisés ao Monte Sinai, sozinho e carregando as pedras que ele mesmo preparou, enfatiza a responsabilidade humana no processo de reconciliação. Diferente da primeira entrega da Lei, onde as tábuas foram cortadas pelo próprio Deus, agora há uma colaboração. Moisés sobe ao amanhecer, um horário que sugere um novo começo e uma renovação das esperanças. O isolamento exigido no monte destaca a sacralidade do encontro, preparando o cenário para a maior revelação do caráter de Deus no Antigo Testamento.

O ponto alto da passagem é a "descida" do Senhor na nuvem e a proclamação do Seu nome. Na cultura bíblica, o nome representa a essência da pessoa. Ao passar diante de Moisés, o Criador não exibe apenas Seu poder criativo ou Sua majestade cósmica, mas revela Seu coração. A autodeclaração divina como "Deus compassivo e misericordioso, paciente, cheio de amor e fidelidade" estabelece o fundamento sobre o qual a nova aliança será construída, priorizando a graça sobre o julgamento.

A teologia apresentada neste trecho equilibra de forma magistral a benevolência e a justiça. O texto afirma que Deus mantém o Seu amor por milhares de gerações, mas também ressalta que Ele "não deixa impune o culpado". Essa tensão é vital para entender a Aliança Renovada: o perdão é abundante e acessível, mas a santidade de Deus impede que o pecado seja ignorado. A misericórdia não é uma licença para a rebeldia, mas uma oportunidade para o arrependimento e a transformação de conduta.

A resposta de Moisés a essa revelação é de profunda humildade e prontidão espiritual. Ao ouvir a descrição do caráter de Deus, ele se prostra imediatamente em terra e adora. Essa reação ensina que o conhecimento teórico sobre a natureza divina deve sempre conduzir à reverência prática. Moisés não discute teologia com Deus; ele se rende à glória revelada, reconhecendo que a única posição adequada para o ser humano diante da presença do "Eu Sou" é a de adoração e entrega total.

Mesmo diante de uma revelação tão gloriosa, Moisés não esquece sua função de mediador. Em sua oração final neste trecho, ele faz um pedido audacioso: que o Senhor caminhe no meio do povo, mesmo sendo este um povo de "cerviz dura". Moisés utiliza a própria revelação da misericórdia de Deus como argumento para pedir o perdão e a aceitação de Israel como herança divina. Ele entende que a sobrevivência da nação não depende da sua própria fidelidade, mas da fidelidade e paciência de Deus.

A passagem encerra consolidando a ideia de que a aliança renovada é fruto exclusivo da iniciativa divina em perdoar. O texto de Êxodo 34.1-9 serve como um farol para todas as gerações futuras, demonstrando que o Deus da Bíblia é um Deus de segundas chances. A restauração das tábuas e a proclamação do nome divino garantem que, apesar das falhas humanas, o propósito de Deus de habitar entre os Seus e guiar o Seu povo através da Sua Lei e do Seu amor permanece vigente.

Pr. Eli Vieira

Estudantes tentam impedir culto na USP, mas encontro atrai 1.500 jovens: “Grande mover”

 Culto do Dunamis Pockets na USP. (Foto: Dunamis Pockets).

Incomodados com o encontro do Dunamis Pockets, um grupo de alunos tentou atrapalhar alegando que o culto era ilegal.

O último culto na USP (Universidade de São Paulo) do Dunamis Pockets, um grupo de universitários cristãos, foi marcado por um mover de Deus e também por oposição.

No dia 27 de março, mais de 1.500 estudantes se reuniram na Praça do Relógio, um lugar público ao ar livre dentro da universidade, para adorar e ouvir o Evangelho.

O encontro contou com momentos de louvor e intercessão. Os universitários oraram de joelhos, declarando arrependimento e pedindo um despertar espiritual na USP e nas universidades do Brasil.

“Foi um momento muito marcante. Durante o encontro, testemunhamos 14 curas e um grande mover, impactando profundamente a vida de muitos estudantes”, contou Gabriel Namorato líder do Dunamis Pockets, em entrevista ao Guiame.


Culto do Dunamis Pockets na USP. (Foto: Dunamis Pockets).

Hostilidade

Segundo ele, um grupo de estudantes da USP, incomodados com o movimento, tentou impedir e atrapalhar o culto. 

“Estávamos em um momento de arrependimento e oração quando algumas pessoas da USP chegaram tentando atrapalhar, com a intenção de desligar o gerador e a caixa de som. Elas argumentaram que estávamos agindo contra a lei, quando, na verdade, estávamos dentro de todos os nossos direitos. Os guardas da USP também tentaram impedir a reunião”, afirmou Gabriel.

“Em determinado momento, uma mulher chegou a ir até o local onde o evento estava acontecendo. Ela foi em direção ao lugar onde estavam os fios conectados à caixa de som e começou a falar alto, xingar e falar palavrões. Além de empurrar uma das pessoas que estavam servindo no evento”, acrescentou.


Culto do Dunamis Pockets na USP. (Foto: Dunamis Pockets).

Um vídeo gravado por participantes do culto, que o Guiame teve acesso, mostrou os organizadores tentando conversar com os estudantes contrários ao evento. Porém, os alunos alegaram que os cristãos não tinham o direito de cultuar na universidade.

“Aqui é público, você não pode fazer pregação, proselitismo religioso. O nazismo começou assim, com gente completamente fanática e louca”, afirmou um estudante.

Uma estudante afirmou que iria fazer um boletim de ocorrência contra o grupo de universitários cristãos e que desejava que eles fossem punidos pela USP.

“Eles querem levar aluno de cabeça fraca para o lado deles”, acusou ela. E acrescentou: “Eu não quero que eles falem com vocês, eu quero que eles punam vocês”. 

“Vocês têm que ir embora”

Outro aluno afirmou aos cristãos: “Vocês precisam recolher os equipamentos e ir embora, vocês não têm autorização. Vocês não deveriam estar nesse lugar”.

Apesar da oposição, o culto continuou e foi marcado por frutos espirituais. Muitas pessoas foram curadas após receberem oração, incluindo um jovem que tinha infecção causada por cobre em um dos olhos e não enxergava bem.

“O médico disse que eu ia perder a visão, eu enxergava 85%, eu estou enxergando 100% agora, estou vendo tudo”, testemunhou o jovem.

Liberdade religiosa garantida pela Constituição

Em vídeo no Instagram, Gabriel Namorato refutou a fala do estudante de que é crime fazer proselitismo religioso em um espaço público.

“A Constituição Federal garante duas coisas muito claras: liberdade religiosa e liberdade de expressão. Quando você soma essas duas você tem o direito de pregar aquilo que você acredita. Isso é proselitismo religioso e não é crime no Brasil”, esclareceu.

“O próprio Supremo Tribunal Federal já se posicionou sobre isso. Em 2018, na ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 2566 ficou reafirmado que a liberdade de expressão protege a manifestação religiosa, inclusive a pregação. Ou seja, o que a gente fez não é ilegal”, ressaltou.

E Gabriel acrescentou: “A pessoa chamou a gente de nazistas. Enquanto pregar o Evangelho é um direito constitucional, acusar alguém falsamente de algo como nazismo pode configurar crime contra a honra”.



Fonte: Guiame, Cássia Kieffer

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