sábado, 21 de janeiro de 2017

Discurso da posse de Donald Trump completo (legendado)

“A Bíblia nos diz como é bom quando o povo de Deus vive em união”, disse Presidente Donald Trump
Donald J. Trump se tornou o 45º Presidente dos Estados Unidos depois do juramento por ele na Suprema Corte (veja o discurso da posse no final do texto). Ele imediatamente subiu ao púlpito para expor sua visão para a nação norte americana, e não perdeu tempo indo direto aos pontos principais que objetivará na sua gestão, destacando muitas das questões-chave que enfrentam os Estados Unidos, e como ele pretende resolver cada um deles.
“Estamos transferindo o poder de Washington DC e dando-lhe de volta a vocês, o povo”, disse Trump. “Isso tudo muda agora. Este momento é o seu momento, ele pertence a vocês.”
“O Mês de janeiro 2017, será lembrado como o dia em que as pessoas tornaram-se os governantes desta nação novamente”, continuou Trump.
“Os homens e mulheres que foram esquecidos neste país não serão mais esquecidos”.
Trump continuou a falar sobre o seu plano para resolver muitas das questões-chave. “No centro deste movimento há uma convicção crucial: que uma nação existe para servir seus cidadãos. Os americanos querem grandes escolas para seus filhos, bairros seguros para suas famílias e bons empregos para si”, disse ele. “Estas são coisas apenas para um povo de bem.”
Trump tranquilizou a população: “Esta carnificina americana para por aqui, e para agora.”
Trump também abordou a batalha em curso contra o terror. “Vamos brilhar para que todos nos sigam. Vamos unir o mundo civilizado contra o terrorismo radical islâmico, que vamos iremos eliminar da face da Terra”.
Então, o presidente começou a tomar um tom mais cristão. “Nós compartilhamos um coração, um lar e um destino glorioso”, disse ele.
O novo Comandante enfatizou que é o Senhor quem manterá os Estados Unidos a salvo do perigo. “Mais importante ainda, seremos protegidos por Deus”, afirmou.
Então, o Presidente se referiu a Bíblia, especificamente o Salmo 133: 1, dizendo: “A Bíblia nos diz quão bom e agradável é quando o povo de Deus vive em união”.
“Quer sejamos negros ou castanhos ou brancos, todos nós sangramos o mesmo sangue que os patriotas”, disse Trump. “Todos nós desfrutamos das mesmas gloriosas liberdades e todos saudamos a mesma grande bandeira americana”.
“Estamos todos unidos com a mesma vida do mesmo Criador Todo Poderoso.”
Assista o discurso completo legendado:

Redação Consciência Cristã News
Com informações do Hello Christian
Tradução: Samuel Oliveira. Revisão: Léo Gonçalves
Legandas: Wesley Moreira

Evangélicos criam grupo de oração para interceder por Donald Trump

Um grupo de cristãos evangélicos tem se organizado para orar pelo presidente Donald Trump e pelo êxito do seu governo.
A equipe se reuniu recentemente no Club Nacional de Imprensa, em Washington, para interceder diante de Deus pelas autoridades norte-americanas e pelo novo presidente dos Estados Unidos da América, quem assume o governo hoje (20).
O grupo, denominado “POTUS Shield” (Escudo do presidente dos Estados Unidos), esta formado por centenas de pessoas, incluindo vários pastores.
“Realmente não esperamos que Trump ou qualquer outro ser humano transforme os Estados Unidos, mas sabemos que Deus pode fazer isso, e Ele fará”, disse Alveda King, diretora de Direitos Civis para os não nascidos, e sobrinha do falecido pastor batista Martin Luther King Jr.
No Capitólio, um número de pastores procedentes de Virgínia e Maryland se reuniu para orar e animar a Ben Carson, ex-cirurgião aposentado e militante conservador, que foi nomeado para o cargo de Secretário de Habitação e Desenvolvimento Urbano.
O pastor Eric Majette, de Virgínia Beach, disse: “Somos realmente um grupo de oração. Oramos por todos os líderes dos Estados Unidos. Nosso grupo se reune periodicamente para orar por nossa nação e seus dirigentes, e particularmente pela nova administração de Donald Trump”.
El pastor Eric Majette, de Virginia Beach, dijo: “Somos realmente un grupo de oración. Oramos por los líderes de Estados Unidos. Este grupo de pastores se reúnen para orar por nuestra nación y nuestros dirigentes, particularmente por la nueva administración de Trump”.
Leon Benjamin, pastor de Richmond, falou acerca dos temores de muitas pessoas da comunidade afroamericana, de que a administração de Trump trará problemas a eles:
“Devemos crer no melhor”, disse Benjamin, e acrtescentou: “Não importa quem esteja na Casa Branca, tenhamos fé em Deus, pois ele não nos desamparou e não nos abandonará por causa de uma transição de poder”.
Redação Consciência Cristã News
Com informações da CBN News
Imagem: CBN News

sexta-feira, 20 de janeiro de 2017

Mais de 900.000 cristãos foram martirizados por sua fé nos últimos 10 anos

Mais de 900 mil cristãos foram martirizados nos últimos 10 anos, afirmou uma empresa de pesquisa cristã afiliada ao Seminário Teológico Gordon-Conwell, em Massachusetts – EUA.
O Centro de Estudo do Cristianismo Global de Gordon-Conwell divulgou recentemente seu relatório anual sobre a perseguição aos cristãos. Os dados mostraram que pelo menos 90.000 cristãos morreram devido a sua fé no ano de 2016.
Embora o estudo tenha sido divulgado este mês, a constatação de que 90.000 cristãos – ou um cristão a cada seis minutos – foram mortos em 2016 foi disponibilizada por um sociólogo italiano chamado Massimo Introvigne, durante uma entrevista em uma rádio no mês de dezembro e o relatório recebeu muita atenção da mídia antes mesmo de ser lançado.
Embora 90.000 mártires cristãos possa parecer um número elevado em um ano, o grupo de pesquisa afirma que em média 90.000 cristãos morreram anualmente entre 2005 e 2015.
“Na última semana, várias organizações de notícias sobre a perseguição dos cristãos ao redor do mundo citaram nossa informação de 90.000 mártires cristãos em 2016”, disse a organização em um e-mail para os adeptos.
“O Centro de Estudos do Cristianismo Global fez uma extensa pesquisa sobre o martírio cristão, tanto histórico como contemporâneo, estimando que entre 2005 e 2015 existam 900.000 mártires cristãos em todo o mundo – uma média de 90.000 por ano”.
Deve-se notar que 90.000 mártires cristãos por ano é uma estimativa muito liberal. De fato, a organização observa que apenas 30% dos 90.000 cristãos foram mortos por causa do terrorismo. Setenta por cento dos 90.000 cristãos foram realmente mortos em conflitos tribais na África, o que levanta a questão de saber se 70 por cento dos 90.000 cristãos foram realmente mortos por sua fé ou apenas vítimas de conflitos violentos.
No e-mail, o centro explicou a definição de “mártir” que usou para o estudo. Dois dos fatores de qualificação para o “mártir” é que os cristãos mortos devem ter estado em uma “situação de testemunho” e terem sido mortos “em decorrência da hostilidade”.
“A” testemunha “nessa definição não se restringe ao testemunho público sobre a crença em Jesus”, explica o e-mail. “Refere-se a todo o estilo de vida do indivíduo, independentemente de ele ou ela estar ativamente proclamando no momento da morte.”
O e-mail acrescenta que a definição de hostilidade pode possuir formas variadas, incluindo guerra, conflito, assassinato aleatório e genocídio, e inclui atos de indivíduos ou grupos (como governos), doenças ou atos da natureza semelhante.
O Centro de Estudos do Cristianismo Global também descobriu que os cristãos são o grupo religioso mais perseguido em todo o mundo.
Redação Consciência Cristã News
Com informações do The Christian Post
Tradução: Samuel Oliveira
Imagem: Al Jazeera

quinta-feira, 19 de janeiro de 2017

Famílias são expulsas de suas casas por serem evangélicas, no México

As famílias evangélicas passaram a viver em abrigos alternativos após serem expulsas por causa de sua fé.
Sete famílias evangélicas foram expulsas de sua aldeia no México, por causa de sua fé. Os cristãos foram expulsos da comunidade Tuxpan de Bolaños, no estado de Jalisco, por meio de uma votação dos residentes, e passaram a viver numa adega abandonada.
Rosa Blanca Vazquez de la Rosa está entre os evangélicos que foram excluídos da comunidade. “Fomos colocados em vans e nos deixaram fora da comunidade”, disse ela ao site World Watch Monitor. “Tínhamos apenas as roupas do nosso corpo”.
O sofrimento dessas famílias é mais um exemplo da luta que vivem os evangélicos nas áreas rurais do México, compostas por uma população de maioria católica.
“Por serem evangélicos, os líderes indígenas os consideraram incompatíveis com a sua cultura e tradições religiosas”, disse o representante da Portas Abertas na América Latina, Dennis Petri.
Dennis também questiona se os 2 mil moradores de Tuxpan de Bolaños tinham base jurídica para despejar essas famílias. “Os líderes indígenas dizem que têm autoridade, protegida pela Constituição Federal, de governar o local com base em seus usos e costumes”, conta. “Ao mesmo tempo, a Constituição Federal também garante a liberdade de religião e os direitos humanos — você não pode forçar alguém a sair de casa por nenhum motivo, incluindo os religiosos”.
No ano passado, Rosa e outras famílias passaram a viver em abrigos temporários fornecidos pelo governo.
Ela conta que tentou retornar à sua aldeia, mas encontrou resistência. “Eles jogaram pedras na casa onde a gente dormia, tentaram arrombar a porta e o telhado”.
Por este motivo, algumas famílias tem medo de voltar para casa e querem ser realocadas. “O governo do estado não sabe o que fazer, porque se decidir que o grupo deve voltar para casa estará violando a autonomia indígena, mas caso contrário, estarão violando os direitos humanos e a liberdade religiosa”, disse Dennis.
“Por esta razão, a estratégia da aldeia é simplesmente esperar, tentando ganhar tempo e esperando que as famílias provavelmente percam a esperança e simplesmente se mudem para outro lugar”, acrescentou.
Redação Consciência Cristã News
Com informações da CBN News e Portas Abertas
Imagem: World Watch Monitor

Muçulmanos protestam contra a participação de pastor na posse de Trump

Donald Trump (esquerda) e pastor Franklin Graham (direita). | Foto: Franklin Graham, no Facebook
O Conselho de Relações Americano-Islâmicas (CAIR), um grupo muçulmano proeminente, se mostrou insatisfeito com a participação do Rev. Franklin Graham na posse do Presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump.
Segundo o site CBN News, o grupo alega que não seria apropriado ter Graham como orador durante a posse, devido aos comentários que o evangelista já fez contra o islamismo.
Por conta disso, o ‘CAIR‘ solicitou de Trump, a remoção de Graham da lista dos seis ministros que terão uma participação no dia da posse.
O evangelista Franklin Graham, filho do pastor Billy Graham, fez diversos alertas sobre a relação do Islã com o extremismo religioso, e chegou a se referir ao islamismo como uma religião muito má e perversa”.
“Todo muçulmano que chega a este país tem o potencial de ser radicalizado – e eles promovem sua matança para honrar sua religião e o profeta Maomé”, escreveu.
Apesar disso, Graham também esclareceu que não está apoiando que os muçulmanos sejam desrespeitados ou sofram violência.
“Precisamos mostrar respeito às pessoas de outras raças e crenças. O que aconteceu com a civilidade e o respeito?”, ele questiona.
O diretor do CAIR, o senhor Nihad Awad, afirmou que “se o presidente eleito Donald Trump realmente tentar unir nossa nação, como prometeu em seu discurso de aceitação, limitará a lista dos que farão orações na inauguração aos líderes religiosos que trabalham pela união e não para criar divisões entre as crenças”.
Trump já agradeceu a Graham por ajudá-lo a conseguir votos entre os cristãos evangélicos em sua campanha:
“Quero agradecer a tantas pessoas excelentes, mas ter o apoio de Franklin Graham foi essencial. Ganhamos muito com cristãos evangélicos. Ganhamos muito”, disse ele.
A posse acontecerá nesta sexta-feira (20 de janeiro).
Redação Consciência Cristã News
Com informações da CBN News
Imagem: Facebook

quarta-feira, 18 de janeiro de 2017

Igreja libera leitura do Alcorão que nega que Jesus é o filho de Deus

Na igreja episcopal de St Mary, o Reverendo Kevin Holdsworth, tentou justificar o acontecido no culto, e de acordo com a BBC, os argumentos tinha o objetivo de fortalecer as relações entre cristãos e muçulmanos.
Glasgow, ESCÓCIA –  A catedral episcopal em Glasgow na Escócia, vem causando grande controvérsia depois de permitir a leitura de um verso do Corão, livro que nega que Jesus é o filho de Deus, durante o culto recentemente.
O Reverendo Kevin Holdsworth, tentou justificar o acontecido usando argumentos que fortalecem a união do cristão e muçulmanos. O culto eucarístico em questão marcou a “Festa da Epifania” na catedral de Glasgow, e incluiu a leitura do Corão, feita por uma convidada islâmica, que leu “Surata 19 do Corão”.
A passagem diz que Jesus não é o filho de Deus e por isso não deve ser adorado. O site “Breitbart News” compartilhou um vídeo que registrou o momento em que a oradora narra o nascimento de Jesus segundo os islâmicos. Que diferente da bíblia, afirmam que Maria foi “envergonhada” depois de ter Jesus.

Uma tradução do versículo 35 de Surata 19, do Corão, relata que o menino Jesus disse a Maria: “É inadmissível que Deus tenha tido um filho. Glorificado seja! quando decide uma coisa, basta-lhe dizer: Seja!, e é”, e continua no versículo 36, “E Deus é o meu Senhor e vosso. Adorai-O, pois! Esta é a senda reta”. Alguns líderes da igreja como o reverendo Michael Nazir-Ali, ex obispo de Rochester, criticaram a leitura do Corão em uma igreja e disseram que esta é uma ideia é resultado de “maus conselhos”.

“O cristãos devem saber quais são os concidadãos que creem e inclusive incluir a leitura do Corão para eles mesmo, seja na tradução original, mas isto não é o mesmo que ler na igreja, e no contexto da adoração coletiva”, disse Nazir-Ali. O Reverendo Kelvin Holdsworth, presidente da catedral, também defendeu as leituras, no entanto disse que o momento estava destinado a ajudar a “construir pontes” entre cristãos e muçulmanos da cidade.

“Tais leituras ocorreram várias vezes no passado nesta e em outras igrejas conseguiram estreitar laços de amizade entre as religiões, temos uma consciência disto e queremos ter um diálogo sobre os pontos sãos que são diferentes”, disse Holdsworth, segundo BBC. As religiões tem feito um esforço desde o ano passado com refugiados para dar-lhes boas vindas cm “grandes” líderes católicos e muçulmanos, por isso se reuniram nos Estados Unidos em agosto de 2016 para declarar que o cristianismo e o islamismo amam a vida e se opõem ao terrorismo. A iniciativa enfrentou duras críticas, sobre tudo por parte dos extremistas islâmicos.

“A crença em Deus unifica judeus, cristãos e muçulmanos. Servir a Deus requer um trabalho pelo bem estar de todas suas criaturas e o bem comum da humanidade. Os líderes religiosos deveriam proporcionar um guia moral e falar contra a injustiça e tudo o que é prejudicial para a humanidade”, descreveu em um comunicado emitido no site da Conferencia Americana de Obispos Católicos

Com informações Notícias Cristianas
Imagem: reprodução web

O CALVINISMO ESTIMULA AS MISSÕES


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Por John Divito

“O Calvinismo mata as missões!”, dizem muitos. Afinal, se Deus já escolheu alguns para salvar antes da fundação do mundo, deixando outros para serem condenados, então por que nos incomodaríamos pregando o evangelho às nações? Os eleitos serão salvos e nenhum dos outros será. Mas quando fazemos uma pausa para examinar de perto o Calvinismo, descobrimos que ele não mata missões — ele, de fato, é combustível para missões! Consideremos os bem conhecidos cinco pontos do calvinismo para ver como eles se relacionam com as missões.


Depravação Total — A necessidade de Missões

Como Calvinistas, acreditamos que “por um homem entrou o pecado no mundo, e pelo pecado a morte, assim também a morte passou a todos os homens por isso que todos pecaram” (Romanos 5:12). Assim, todos os homens nascem como pecadores; todos nascemos em rebelião contra Deus. Como está escrito: “Não há um justo, nem um sequer. Não há ninguém que entenda; Não há ninguém que busque a Deus” (Romanos 3:10-11). Somos totalmente depravados por natureza, o que não significa que somos tão completamente perversos quanto possível, mas que nossa pecaminosidade afeta todas as áreas da vida. Nenhum aspecto das nossas vidas está livre da corrupção do pecado.

Uma vez que todos os seres humanos são pecadores, todos nós nascemos sob o juízo de Deus. Não importa onde vamos no mundo de hoje, separados de Cristo, aqueles que encontramos enfrentam a ira de Deus por seus pecados. “Entre os quais todos nós também antes andávamos nos desejos da nossa carne, fazendo a vontade da nossa carne e dos pensamentos; e éramos por natureza filhos da ira, como os outros também” (Efésios 2:3). Uma eternidade no inferno espera as pessoas ao redor do mundo, como castigo por seus pecados. Como esta realidade pode não nos levar a encontrar maneiras de levar as boas novas de Jesus Cristo para as nações? Jesus é o único que pode salvá-los de um futuro terrível e lamentável!

Eleição incondicional — A esperança através das Missões

Porque Deus não tem prazer na morte dos ímpios, mas chama os ímpios para que se convertam do seu caminho e vivam (Ezequiel 33:11), Ele predestinou um povo para a adoção de filhos por Jesus Cristo, de acordo com o beneplácito da Sua vontade (Efésios 1:5). A escolha de Deus, ou eleição, de um povo para manifestar a Sua graça foi incondicional, já que não há nada em nós como pecadores que faria com que Deus nos amasse (1 João 4:10).

Os eleitos de Deus são uma grande multidão que ninguém pode contar, de todas as nações, tribos, povos e línguas (Apocalipse 7:9). E Ele escolheu esta grande multidão para receber a Sua gloriosa graça. É com essa certa esperança de sucesso nas missões que os Calvinistas vão às nações proclamando o Evangelho de Jesus Cristo.

Expiação limitada — A mensagem das Missões

Deus, o Pai, dá o Seu povo eleito ao seu Filho, Jesus Cristo, para que todos os que veem o Filho e creem n'Ele possam ter a vida eterna (João 6:40). Ele usa pregadores para levar o Evangelho de Jesus Cristo para as nações, pois como eles invocarão Aquele em quem não creram? E como crerão naquele de quem não ouviram? E como ouviram sem um pregador? (Romanos 10:14).

A mensagem de todos os pregadores Cristãos é resumida pelo apóstolo Paulo: “Porque primeiramente vos entreguei o que também recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras, e que foi sepultado, e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras. E que foi visto por Cefas, e depois pelos doze” (1 Coríntios 15:3-5). Cristo morreu para pagar pelos nossos pecados, “assim assegurando uma eterna redenção” (Hebreus 9:12). Ele não morreu apenas para tornar possível o perdão dos pecados. Cristo realmente nos redimiu para Deus por meio do Seu sangue. Ele redimiu homens e mulheres de todas as tribos, línguas, povos e nações (Apocalipse 5:9). Os Calvinistas querem que o povo de Deus, de toda tribo, língua, povo e nação, ouça sobre a expiação substitutiva de Cristo pelos pecadores, para que sejam perdoados dos seus pecados e adotados como filhos e filhas de Deus.

Graça irresistível — O poder nas Missões

Os seres humanos nascem em estado de total depravação, completamente depravados, espiritualmente mortos em seus delitos e pecados (Efésios 2:1). Isso significa que ninguém virá a Cristo por si mesmo. Mas nos regozijamos em lembrar que Deus está operando através do Espírito Santo, efetivamente atraindo os Seus eleitos para Cristo (João 6:44). E a graça de Deus é irresistível, porque Ele determinou salvar um povo para Sua glória.

Portanto, os Calvinistas apelam a todos os homens em todos os lugares para se arrependerem (Atos 17:30), porque sabemos que aqueles eleitos por Deus se arrependerão e crerão em Cristo! Esta poderosa graça de Deus nos dá confiança nas missões, sabendo que todos os que creem em Cristo serão salvos: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna” (João 3:16). Sim, os Calvinistas acreditam em João 3:16!

Perseverança dos santos — O sucesso com as Missões

Finalmente, os Calvinistas descansam por saberem que nosso trabalho missionário será finalmente bem-sucedido. Pois, a Palavra de Deus não retornará a Ele vazia, mas cumprirá o que Lhe apraz (Isaías 55:11). Se não vemos o fruto do nosso trabalho entre as nações, então não precisamos desesperar. Não é ele o que planta, nem o que rega, mas Deus é quem dá o aumento (1 Coríntios 3:7). Ao mesmo tempo, sabemos que Deus está agindo e atraindo as pessoas para Si mesmo, então continuamos a proclamar as boas novas confiando n'Ele para remover os corações de pedra e dar corações de carne (Ezequiel 36:26).

Além disso, quando as pessoas em todo o mundo nascem de novo, reconhecemos que Aquele que começou uma boa obra nelas a completará (Filipenses 1:6). Deus nos apresentará irrepreensíveis diante da presença de Sua glória com grande alegria (Judas 24). Portanto, aguardamos com expectativa o dia em que nos uniremos com nossos irmãos e irmãs em Cristo de todo o mundo, louvando nosso Salvador pela redenção que Ele realizou na cruz. Que estas gloriosas verdades estimulem os nossos corações para missões como Calvinistas, para que Cristo seja glorificado!

***
Fonte: Founders Ministries 
Tradução: Tayllon Gabriel via Bereianos

“Não Deixemos de Congregar-nos”: Enfrentando o Problema da Evasão de Membros

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Introdução

Um neologismo tem se tornado comum nos últimos anos – “fidelização”. Trata-se de um termo da área de publicidade e marketing que traduz um desejo de empresas em diferentes ramos de atividade: o de que seus clientes ou consumidores se mantenham fiéis a elas e a seus produtos. Especialmente em setores nos quais existe forte concorrência, trata-se de um alvo buscado com crescente intensidade. Evidentemente, a fidelidade das pessoas a um determinado fornecedor ou prestador de serviços pode não ter quaisquer implicações éticas. Se alguém é cliente da pizzaria “a” ou “b” e utiliza os serviços dessa ou daquela companhia de telefonia celular, isso não tem maiores consequências fora da área mercadológica. Em outras esferas, todavia, a fidelidade adquire uma importância muito maior, como é o caso da política partidária. No Brasil, há muito tempo um bom número de políticos tem se envolvido com uma prática condenável: a troca frequente de partidos, geralmente por motivos pouco elogiáveis. Eles se filiam a uma legenda, elegem-se por ela e depois, movidos por interesses muitas vezes questionáveis, simplesmente se transferem para outra. Em anos recentes têm sido aprovadas leis visando coibir a chamada “infidelidade partidária”. Pois bem, esse é um tema que também interessa de perto às igrejas evangélicas.

É um fato conhecido que muitas delas, se não todas, experimentam um considerável êxodo de membros. Muitas vezes é feito um grande esforço no sentido de atrair novos adeptos, para depois perder parte deles pelos mais diferentes motivos. Muitos líderes parecem não estar preparados para lidar com essa realidade e são escassos os materiais publicados que tratam do assunto desde uma perspectiva pastoral. O objetivo deste artigo é analisar essa questão dos pontos de vista histórico e bíblico, bem como propor estratégias a serem tomadas para amenizar esse problema.

1. Dimensão Histórica

O problema da evasão de seguidores já pode ser visto no Novo Testamento, desde a época do ministério de Jesus. É bem conhecido o episódio em que, depois de um discurso contundente do Mestre, muitos de seus discípulos deixaram de segui-lo (Jo 6.66). Na igreja primitiva, o abandono da comunhão cristã geralmente estava associado à apostasia, à deserção da fé, sendo condenado vigorosamente. É essa a atitude do autor da 1ª Epístola de João, que se refere aos desertores como “anticristos” e acrescenta: “Eles saíram do nosso meio; entretanto não eram dos nossos; porque, se tivessem sido dos nossos, teriam permanecido conosco; todavia, eles se foram para que ficasse manifesto que nenhum deles é dos nossos” (1Jo 2.19). Na 1ª Epístola a Timóteo, Paulo afirma que, nos últimos tempos, alguns apostatariam da fé (1Tm 4.1). 

É importante lembrar que os primeiros cristãos entendiam estar vivendo nos últimos dias. Assim, a realidade da apostasia era algo contemporâneo, e não somente futuro. A epístola aos Hebreus lida muito diretamente com a problemática do abandono da fé, exortando os crentes a perseverarem no evangelho (2.1-3; 3.12-13; 6.11-12). A certa altura, o autor deixa claro que a deserção da comunidade cristã era uma realidade naqueles dias, mas apela aos seus leitores para que resistam contra isso: “Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (10.25).

Essa problemática continuou existindo nos três primeiros séculos da era cristã, o período em que o cristianismo era considerado uma religião ilegal (religio illicita). As duas principais causas de afastamento da igreja eram o fascínio das heresias ou das religiões alternativas e o temor das perseguições. Muitos cristãos deixavam a “igreja católica”, a corrente principal do cristianismo, considerada ortodoxa, fiel ao legado de Cristo e dos apóstolos, para se unir a manifestações heterodoxas como o gnosticismo, o montanismo, o marcionismo e outros movimentos. A literatura cristã antiga está repleta de alusões a esses grupos e aos males que causavam à igreja e seus fiéis.

No contexto das perseguições, muitas delas restritas e localizadas, e outras amplas e gerais, um grande número de pessoas abandonava a comunidade cristã. Elas o faziam justamente para não serem submetidas aos sofrimentos resultantes da ação repressora do estado. Porém, cessada a perseguição, surgia um difícil problema pastoral a ser enfrentado pelos bispos, os líderes da igreja. Muitos desses indivíduos que haviam negado a Cristo e se entregue à idolatria e outras práticas, arrependiam-se e manifestavam o desejo de retornar à igreja. As atitudes dos bispos variavam em relação a tais pessoas: alguns deles, adotando uma postura tolerante, reintegravam-nas com relativa facilidade; outros, conhecidos como “rigoristas”, submetiam-nas a um longo e árduo processo de reinserção na comunidade cristã. Em alguns casos, esse processo podia durar a vida inteira e o indivíduo somente era readmitido à comunhão no seu leito de morte, caso tivesse se mantido fiel até então. Essa situação viria a resultar no desenvolvimento do sacramento da penitência, que visava lidar com a realidade do pecado na vida dos batizados.[1]

Com o advento da era constantiniana, no início do quarto século, marcada pela aliança da igreja com o estado e pelo surgimento do cristianismo como religião oficial do Império Romano, o problema da deserção tomou novos contornos. Agora, sendo a igreja majoritária e aliada ao poder civil, era altamente desejável permanecer nela, e muito arriscado deixá-la. Surgiu assim uma inversão de situações: enquanto nos três primeiros séculos muitos abandonavam a igreja para não serem perseguidos, agora essa deserção é que se tornou passível de castigo, principalmente no caso dos heterodoxos. Um bispo espanhol, Prisciliano, e alguns de seus seguidores, foram os primeiros indivíduos a serem executados por heresia na história do cristianismo, em 385.[2]

Tal situação perdurou ao longo de toda a Idade Média. No contexto da “cristandade”, ou seja, a sociedade europeia fortemente influenciada pela Igreja Romana, o problema do abandono da igreja ou da fé ficou relativamente minimizado. Todas as pessoas eram batizadas na infância e se tornavam nominalmente cristãs. Os súditos de um estado eram ao mesmo tempo membros da única igreja. Cidadania e fé se equivaliam. Nesse contexto, não havia nenhuma tentação ou oportunidade para abandonar a comunidade eclesial. Essa realidade se alterou profundamente com o surgimento da Reforma Protestante. Esse movimento rompeu a cristandade e introduziu o princípio da diversidade religiosa no contexto do cristianismo europeu. Tal fato incentivou o trânsito das pessoas de uma confissão religiosa para outra. Além disso, o advento de uma mentalidade secularizante, associada com o Renascimento e o Humanismo, levou muitas pessoas a simplesmente rejeitarem qualquer religiosidade institucional.

Curiosamente, por um bom tempo as novas igrejas protestantes mantiveram a mentalidade hegemônica do catolicismo medieval. Em todas as nações ou regiões protestantes havia uma igreja oficial, fosse ela luterana, reformada ou anglicana, e os adeptos de outros grupos eram submetidos a diversas restrições. A única exceção eram os anabatistas, que rejeitavam qualquer associação entre a igreja e o estado. Esse sistema se transferiu para as colônias inglesas da América do Norte, onde cada colônia tinha a sua própria igreja oficial e os dissidentes sofriam sérias limitações e até mesmo rigorosas punições, como foi o caso dos quacres em Massachusetts. Finalmente, com a independência americana e a consagração da norma constitucional de separação entre igreja e estado, surgiu o fenômeno conhecido como denominacionalismo, ou seja, uma situação em que as mais diversas confissões religiosas têm exatamente o mesmo status e plena igualdade diante da lei, ninguém podendo ser punido por pertencer a este ou aquele grupo confessional, ou a nenhum deles.[3]

Evidentemente essa situação estimulou ainda mais a “infidelidade eclesiástica”. Como as pessoas tinham muitas opções religiosas, e não sofriam nenhuma sanção se transitassem de uma para outra, esse fato passou a ocorrer com frequência. Outras pessoas, por diferentes razões, simplesmente deixavam suas comunidades de origem e não se filiavam a nenhuma outra, optando por uma vida irreligiosa.

2. No Brasil

Como é sobejamente conhecido, dois tipos de igrejas protestantes foram implantadas no Brasil no século 19: aquelas constituídas de imigrantes europeus, como a anglicana e a luterana, e aquelas surgidas como resultado da atividade missionária europeia e norte-americana (congregacionais, presbiterianos, metodistas, batistas, episcopais e outros). Embora imperasse no país a união entre igreja e estado, sendo a Igreja Romana a religião oficial do império, entre as igrejas protestantes, principalmente as de origem missionária, ocorria na prática o fenômeno do denominacionalismo, que se consagrou definitivamente com o advento da República. 

Por muito tempo houve considerável trânsito de membros entre as denominações tradicionais, o que era visto com certa naturalidade. Ninguém se espantava ou se afligia se um presbiteriano passava a frequentar uma igreja batista, ou um congregacional se tornava metodista. Por causas das afinidades entre essas igrejas, tais transferências não chegavam a chocar. Isso ocorria inclusiva com pastores: no início do século 20, dois ministros metodistas de igual sobrenome, Manoel de Arruda Camargo e Jovelino Moraes de Camargo, serviram a igreja presbiteriana por alguns anos, sem que isso causasse qualquer estremecimento entre as duas denominações.[4]

Muito diferente era a situação em que o afastamento de membros ocorria num contexto conflitivo, quer como resultado de cismas, adesão a grupos considerados heterodoxos ou quebra de padrões doutrinários e éticos. A seguir, são examinados alguns desses casos em conexão com a igreja presbiteriana brasileira.

2.1 Cisões ou Cismas

Historicamente, a ocorrência de divisões nas igrejas tem sido uma causa importante para o afastamento de membros. O primeiro cisma ocorrido no incipiente presbiterianismo nacional foi aquele associado ao Dr. Miguel Vieira Ferreira (1837-1885), engenheiro pertencente a uma família aristocrática do Maranhão. Em abril de 1874, ele foi recebido por profissão de fé e batismo pelo Rev. Alexander Blackford, na Igreja Presbiteriana do Rio de Janeiro. Poucos meses depois foi eleito presbítero e acompanhou o missionário em algumas viagens evangelísticas. O pastor seguinte daquela igreja, Rev. Dillwin M. Hazlett, estando envolvido com outras atividades, entregou-lhe o púlpito com frequência. Dotado de um temperamento místico, que anteriormente o havia levado a envolver-se com o espiritismo, o Dr. Miguel começou a fundamentar seu ensino em sonhos e visões, pretendendo ter revelações diretas de Deus. Em fevereiro de 1879, ele foi suspenso do presbiterato. Em setembro daquele ano retirou-se da igreja com 27 pessoas, muitas delas de sua família, criando a Igreja Evangélica Brasileira, uma pequena denominação que existe até os dias de hoje.[5] Esse episódio foi objeto de várias análises do professor Émile Léonard, que o considerou um caso de “iluminismo” protestante.[6] Do ponto de vista pastoral, vale destacar a temeridade dos missionários em ordenar ao presbiterato esse indivíduo recém-convertido e posteriormente confiar-lhe o púlpito.

Posteriormente, com o cisma de 1903, que resultou no surgimento da Igreja Presbiteriana Independente, um número muito maior de membros deixou a igreja presbiteriana “sinodal”, gerando incontáveis amarguras por anos a fio. A partir da década de 1960, o movimento de renovação espiritual e posteriormente as influências neopentecostais continuaram a produzir divisões e afastamento de membros. Por sua natureza e por seu caráter coletivo, esse tipo de evasão dificilmente pode ser sanado, embora ocorram casos em que as pessoas acabam se decepcionando com o grupo separatista e fazem o caminho de volta.

2.2 Adesão a Outros Grupos Religiosos

Outro motivo para a evasão de membros tem sido o retorno à confissão religiosa original ou a filiação a outros grupos, evangélicos ou não. São um tanto comuns nos anais da história presbiteriana os casos em que membros vindos do catolicismo retornavam à velha igreja ou ingressavam nas fileiras espíritas. Porém, com mais frequência os líderes lamentam a adesão de fiéis a “seitas” protestantes, como sabatistas, pentecostais e outros movimentos.[7] Um exemplo interessante pode ser visto no primeiro livro de atas do conselho da Igreja Presbiteriana de Guarapuava, no interior do Paraná, organizada em 1889. Em maio de 1921, o conselho dessa igreja excluiu do seu rol 12 pessoas por terem se filiado à Igreja Presbiteriana Independente, 14 à Igreja Luterana, 23 aos sabatistas e duas aos espíritas.[8] É importante lembrar que muitos desses indivíduos residiam fora da sede e recebiam escassa assistência pastoral, um problema comum na época. Além disso, tais deserções provavelmente ocorreram ao longo de vários anos. No caso das adesões à Igreja Luterana, todos os envolvidos eram de origem alemã.

Em sua história do presbiterianismo brasileiro, Júlio Andrade Ferreira se refere ao “duro golpe” sofrido pela Igreja Presbiteriana do Brás, em São Paulo, quando foi implantada no mesmo bairro a Congregação Cristã no Brasil.[9] Em outro lugar ele fala das visitas do Rev. Roberto Frederico Lenington a Ponta Grossa, no Paraná, “onde os adventistas andavam dizimando o rebanho”.[10] Obviamente, essas incursões proselitistas acabavam por afastar membros individuais e famílias inteiras de muitas igrejas presbiterianas.

2.3 Abandono da Fé

Um terceiro fator motivador de abandono das fileiras das igrejas era a renúncia à fé, por diferentes motivos. Particularmente lamentadas eram as deserções resultantes da quebra dos padrões éticos das igrejas evangélicas, em especial na forma de vícios e adultério. Um caso ilustrativo é o do Dr. Antônio Teixeira da Silva (1863-1917), advogado natural de Tietê e irmão de D. Alexandrina Braga, mãe do Rev. Erasmo Braga. Ele era formado pela Faculdade de Direito de São Paulo, foi diretor do Liceu de Artes e Ofícios e lecionou por vários anos no Curso Comercial Superior do Mackenzie College. Em 1900, foi recebido por profissão de fé por seu sobrinho na Igreja Presbiteriana de Niterói e se tornou um dos primeiros membros da Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo. Por alguns anos, revelou-se vigoroso propagandista da fé evangélica, pregando em praças públicas e escrevendo folhetos e livros. Sua principal obra foi O catolicismo romano e o cristianismo puro (1902), que teve grande circulação. Foi um dos organizadores da Aliança Evangélica da capital paulista e um dos líderes iniciais do Esforço Cristão.[11]

No início de 1906, o Dr. Teixeira da Silva comunicou ao conselho da sua igreja que “tinha descrido do evangelho e vivia na transgressão do sétimo mandamento”, pedindo o seu desligamento do rol de comungantes.[12] Por vários anos esteve afastado da fé. Porém, segundo os registros da época, durante a enfermidade que o levou à morte, mostrou-se contrito e arrependido.[13] Os livros de atas das primeiras igrejas presbiterianas estão repletos de registros de demissão de membros por motivos semelhantes. Por outro lado, alguns se afastavam simplesmente por terem deixado de crer, sem terem cometido alguma transgressão moral. Em sua obra clássica sobre o presbiterianismo nacional, o historiador Vicente Themudo Lessa se refere a vários indivíduos que ingressaram na igreja, mas “não perseveraram na fé”. Entre outros, ele menciona o médico e cientista Vital Brasil Mineiro da Campanha; o jornalista e poeta Teófilo Barbosa; o candidato ao ministério e mais tarde advogado Randolfo Campos; Ricardo Figueiredo, diretor de O Estado de São Paulo, e Agnelo Costa, advogado, político e jornalista no Maranhão.[14]

3. O Cenário Atual

Como se percebe, a evasão de membros é um fenômeno antigo no protestantismo brasileiro, porém nos últimos anos adquiriu proporções alarmantes. O censo de 2010 realizado pelo IBGE revelou um contingente de quatro milhões de evangélicos que declararam não estar filiados a nenhuma igreja. Não se trata de pessoas que deixaram de abraçar a fé cristã e evangélica. Elas continuam a se considerar cristãs ou evangélicas, mas não julgam necessária uma vinculação eclesiástica. Para designar esses indivíduos, foi criado no Brasil há alguns anos o neologismo “desigrejados”, correspondente ao inglês unchurched”. Um estudo recente sobre o assunto foi feito por Idauro Campos, pastor congregacional em Niterói e professor em diversos seminários da região. Sua dissertação de mestrado em Ciências da Religião no Seminário Teológico Congregacional do Estado do Rio de Janeiro foi publicada com o título Desigrejados: teoria, história e contradições do niilismo eclesiástico.[15] As referências bibliográficas arroladas por esse autor revelam o vasto número de estudos que têm se voltado para o tema nos últimos anos.[16]

Sua pesquisa revela duas causas principais para o fenômeno dos sem-igreja. Muitos membros deixam as igrejas evangélicas, principalmente neopentecostais, por se decepcionarem com líderes autoritários, controladores, ávidos por dinheiro, prestígio e poder.[17] Essas pessoas se ressentem da exploração espiritual, emocional e financeira a que foram submetidas por pastores inescrupulosos. Todavia, muitas delas acabam procurando outras igrejas nas quais a liderança é exercida dentro de moldes mais bíblicos. O segundo grupo é constituído daqueles que renunciam às suas congregações por não mais acreditarem na igreja institucional. Os porta-vozes desse movimento argumentam que o uso de templos, a existência de ministros ordenados e o ensino por meio de prédicas, entre outros fatores, são exemplos da paganização da igreja, do seu afastamento da simplicidade do cristianismo original.[18] Tais líderes propõem uma espiritualidade centrada em pequenos grupos, reuniões em contextos informais e um mínimo de aparato institucional. Entre eles estão Frank Vila e George Barna, nos Estados Unidos, e Caio Fábio e Paulo Brabo, no Brasil. 

Embora tenha simpatia pelo primeiro grupo, aqueles que deixaram suas igrejas por terem sido “feridos em nome de Deus”, Campos discorda firmemente dos proponentes de uma “terceira reforma”. Enquanto que a primeira, a dos reformadores do século 16, teria sido doutrinária, e a segunda, a dos pietistas, teria ocorrido no âmbito da espiritualidade, a terceira seria eclesiológica, implicando numa profunda reformulação da igreja institucional. Conquanto reconheça, como é correto, os erros da igreja enquanto instituição, inclusive no âmbito protestante, o referido autor apresenta vários argumentos em sua defesa: o questionamento da igreja visível não é novo na história do cristianismo, tendo ocorrido muitas vezes no passado[19]; embora a igreja neotestamentária tivesse uma organização bastante singela, já se percebem os sinais de uma institucionalização incipiente, como as instruções a respeito dos oficiais; nenhuma organização pode prescindir de alguma estruturação formal – isso é próprio de todo grupamento humano. Mesmo que um movimento denomine suas unidades de “estações do caminho” (Caio Fábio), mais cedo ou mais tarde elas irão ter características de igrejas.

Uma das críticas mais pertinentes feitas por Campos aos proponentes da desvinculação com a igreja tem a ver com a “crise de pertencimento” da sociedade pós-moderna.[20] A mentalidade contemporânea caracteriza-se por elementos como o relativismo, o pluralismo e o individualismo exacerbados. Nesse contexto, são desfeitos os vínculos de lealdade com as instituições. Esse autor conclui: “Mesmo que não percebam ou que não admitam, muito da energia dos desigrejados vem da pós-modernidade. Antes de ser uma revolução (como acreditam) é tão somente um reflexo do momento pelo qual a sociedade passa”.[21]

Uma ressalva que se pode fazer a esse valioso estudo é o fato de deixar de considerar outros fatores igualmente importantes no processo de desigrejação, como aqueles que foram considerados acima na história do presbiterianismo brasileiro. Além da decepção com líderes abusivos e com doutrinas e práticas heterodoxas, e além do questionamento ideológico da igreja como instituição, a realidade é que muitas pessoas continuam deixando as suas congregações por participarem de movimentos cismáticos, se sentirem atraídas por igrejas mais empolgantes, não se submeterem à disciplina quando envolvidas com práticas conflitantes com a fé cristã ou simplesmente por passarem a nutrir dúvidas acerca do evangelho.

4. Perspectivas Pastorais

Este artigo não tem em vista simplesmente apresentar uma perspectiva histórica do problema da evasão de membros e fazer um breve diagnóstico desse mal que acomete muitas igrejas, mas propor ações preventivas e corretivas que podem ser empreendidas pelos líderes cristãos. A evasão de membros é um fenômeno complexo e multifacetado, decorrente de uma grande multiplicidade de fatores. Existem participantes ou frequentadores que irão deixar a congregação não importa o que se faça em relação a eles, mas é certo que muitos deixarão de fazê-lo se forem tomadas atitudes adequadas em relação aos problemas que enfrentam ou aos questionamentos que nutrem com relação à igreja. A seguir, são apontados alguns elementos a serem considerados por aqueles que se preocupam com esse desafio.

4.1 Autocrítica

Em primeiro lugar, pastores e presbíteros precisam admitir que suas igrejas não são perfeitas e podem ter características que tenderão a afastar alguns de seus integrantes. O tradicionalismo, as formas rígidas de culto e organização, a incapacidade de se adaptar a novas realidades, a falta de abertura para o diálogo e outros fatores correlatos estão presentes em muitas igrejas e acabam por gerar insatisfação e finalmente evasão. Alguém disse que muitas vezes a igreja fica eternamente respondendo perguntas que as pessoas não estão fazendo e, por outro lado, deixa de responder as que elas estão levantando. Isso dá aos fiéis a percepção de que suas necessidades, dúvidas e carências não estão sendo supridas. Se é bem verdade, desde uma perspectiva reformada, que o alvo precípuo da igreja é a glória de Deus e não a satisfação de necessidades, por outro lado a igreja tem o dever de ministrar aos seus participantes em suas carências espirituais, emocionais, relacionais e outras.

Outro aspecto crucial diz respeito às oportunidades que as pessoas, todas as pessoas, devem ter na igreja de exercer os ministérios e dons confiados por Deus. Aqui, dois erros extremos podem ocorrer, um de falta e outro de excesso. Existem membros que se frustram porque raramente têm espaço para fazer alguma coisa, para dar a sua contribuição. Por exemplo, aquela pessoa que nunca tem a oportunidade de fazer uma oração no culto público ou de ter qualquer outra participação na liturgia. Ou então quem nunca recebe um convite para exercer algum cargo, emitir uma opinião ou colaborar em alguma área na qual tem conhecimento ou experiência. Todavia, também existe o perigo oposto, que é sobrecarregar as pessoas com atividades, deixando-as exaustas e sem tempo para outros interesses, sejam eles familiares ou comunitários. O Rev. Erasmo Braga era crítico dessa tendência das igrejas de sua época, tendo se referido a esse problema em vários de seus escritos.[22]

Os dirigentes precisam ser sensíveis e receptivos em relação às reivindicações e solicitações legítimas de seus fiéis, evitando assim uma evasão desnecessária. Para isso, é preciso ouvi-los com frequência, exercer o diálogo constante e, assim, realizar as correções nas normas e práticas que se façam necessárias, tendo em vista o bem-estar e a continuidade da participação dos membros. 

4.2 Discipulado

Em muitas igrejas locais se verifica uma grande ironia, um grande paradoxo. Essas igrejas fazem um enorme e apreciável investimento na área da evangelização, da atração de novas pessoas e famílias para o evangelho de Cristo. O pastor prega e ensina com frequência a respeito do assunto, são oferecidos cursos sobre como evangelizar, utilizam-se publicações ricas e estimulantes sobre o tema, incentiva-se o evangelismo pessoal e em grupos. Enfim, faz-se um vigoroso esforço para alcançar os não-crentes. Porém, tão logo essas pessoas se convertem e são recebidas na igreja, elas são, por assim dizer, esquecidas e caem na rotina da vida da comunidade. Como elas já estão do lado de dentro, entende-se que não mais precisam de tanta atenção. É assim que muitos novos membros depois de algum tempo acabam se decepcionando, perdendo o seu entusiasmo inicial e abandonando a igreja.

Isso mostra a absoluta necessidade de um elemento complementar ao evangelismo, que é o discipulado ou a integração dos novos convertidos. A igreja precisa criar mecanismos pelos quais aqueles que ingressaram na comunidade possam receber um acompanhamento adequado nos primeiros meses e anos de sua vida cristã. Em sua autobiografia recentemente publicada, o Rev. Eber Lenz César, que teve vasta experiência ministerial em vários estados do Brasil e na África do Sul, mostra como as atividades de integração foram importantes nesse sentido.[23]

4.3 Pastoreio

Tanto membros novos quanto antigos também precisam de uma assistência constante e cuidadosa por parte dos pastores e dos presbíteros regentes. Isso faz lembrar a valiosa exortação de Paulo aos líderes da igreja de Éfeso: “Atendei por vós e por todo o rebanho sobre o qual o Espírito Santo vos constitui bispos, para pastoreardes a igreja de Deus, a qual ele comprou com o seu próprio sangue” (At 20.28). Esse cuidado inclui uma vigilância constante que permita identificar os problemas ainda no seu início, a tempo de serem adequadamente diagnosticados e tratados pastoralmente. Um caso clássico é a repentina ausência dos cultos por uma pessoa ou família. Tal circunstância muitas vezes sinaliza alguma dificuldade que deve ser objeto de uma intervenção rápida por parte dos líderes cristãos. Porém, não somente estas, mas todas as pessoas devem ser objeto de uma constante preocupação e zelo pastoral. 

É bem conhecido o exemplo do notável pastor puritano Richard Baxter (1615-1691). No fiel desempenho do seu encargo, esse ministro procurava se encontrar uma vez por ano com cada uma das 800 famílias que compunham a sua congregação na cidade de Kidderminster, a fim de instruí-las e aconselhá-las. Em seu famoso clássico The Reformed Pastor, ele insistiu que os pastores precisam se dedicar à instrução pessoal e particular do rebanho. Disse ele: “É dever inquestionável dos ministros em geral que se disponham à tarefa de instruir e orientar individualmente a todos aqueles que são entregues ao seu cuidado”.[24]

Conclusão

Os líderes cristãos, aí incluídos pastores, presbíteros, diáconos, professores de escola dominical e outros, nunca devem se esquecer de uma importante distinção no que diz respeito à igreja. Por um lado, ela é uma instituição, uma estrutura (organização). Por outro lado, é o conjunto dos fiéis, o corpo de Cristo (organismo). O primeiro aspecto deve servir o segundo, não o contrário. A igreja institucional tem como um de seus propósitos ministrar às necessidades dos fiéis, contribuir para que vivam vidas plenas em Cristo, sem afastar-se da comunidade da fé, mas estando plenamente integrados nela.

Em alguns casos, a evasão de membros pode ser algo sem maiores consequências, como quando alguém deixa uma igreja para filiar-se a outra igualmente bíblica e sólida. Em outras situações, representa uma grande perda para a igreja e para as pessoas envolvidas. Esse tema negligenciado precisa receber maior atenção dos ministros de Deus à medida que desempenham os diferentes deveres do seu encargo. O afastamento de pessoas ou a ameaça de afastamento pode indicar problemas que elas estão enfrentando pessoalmente ou problemas da igreja como um todo. Ambos precisam ser tratados zelosamente, sob a direção do Espírito Santo e o ensino das Escrituras. 

_____________________
Notas:
[1] Ver: WALKER, Williston. História da igreja cristã. 2 vols. São Paulo: Aste, 1967, vol. 1, p. 136-39; KELLY, J. N. D. Doutrinas centrais da fé cristã. São Paulo: Vida Nova, 1994, p. 149-51, 163-66.
[2] DOUGLAS, J. D. (ed. geral). The New International Dictionary of the Christian Church. 2ª ed. Grand Rapids: Zondervan, 1978, p. 804.
[3] Ver: ELWELL, Walter A. (ed.). Enciclopédia histórico-teológica da Igreja cristã. Em 1 volume. São Paulo: Vida Nova, 2009, p. 409-412.
[4] LESSA, Vicente Themudo. Anais da 1ª Igreja Presbiteriana de São Paulo (1863-1903). 2ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 2010, p. 224, 322s, 559; FERREIRA,História da Igreja Presbiteriana do Brasil. 2 vols. 2ª ed. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1992, p. 76.
[5] Ver: LESSA, 2010, p. 144-47; MATOS, Alderi S. Os pioneiros presbiterianos do Brasil (1859-1900): missionários, pastores e leigos do século 19. São Paulo: Cultura Cristã, p. 461-63.
[6] Ver: LÉONARD, Émile-G. O protestantismo brasileiro. 3ª ed. São Paulo: Aste, 2002, p. 76-79; idem, O iluminismo num protestantismo de constituição recente. São Paulo: Ciências da Religião, 1988. Iluminismo aqui significa o apelo a revelações diretas de Deus.
[7] Diversos pastores escreveram livros ou opúsculos combatendo esses grupos. Por exemplo: Jerônimo Gueiros, “A heresia pentecostal”; Alcides Nogueira, “Heresias sabatistas”.
[8] Atas da Sessão da Igreja Presbiteriana de Guarapuava (1889-1927), 07.05.1921, fl. 168s.
[9] FERREIRA, Júlio A. História da Igreja Presbiteriana do Brasil. 2 vols. 2ª ed. São Paulo: Casa Editora Presbiteriana, 1992, vol. 2, p. 202.
[10] FERREIRA, 1992, vol. 2, p. 130. Na mesma página, ele afirma que o Rev. George Landes visitava todo o litoral de Santa Catarina, “já atacado por adventistas”.
[11] Matos, 2004, p. 483.
[12] 1º Livro de Atas da Sessão, Igreja Presbiteriana Unida de São Paulo, 04.01.1906, fl. 175s.
[13] LESSA, 2010, p. 537; O Estandarte, 01.02.1917, p. 11.
[14] LESSA, 2010, p. 183, 359, 433, 533, 563.
[15] CAMPOS, Idauro. Desigrejados: teoria, história e contradições do niilismo eclesiástico. São Gonçalo, RJ: Editora Contextualizar, 2013. Prefácio de Augustus Nicodemus Lopes.
[16] Por exemplo: AGRESTE, Ricardo. Igreja? Tô fora. Santa Bárbara D’Oeste, SP: Socep, 2009; AZEVEDO, Israel Belo de. Gente cansada de igreja. São Paulo: Hagnos, 2010; BARNA, George. Revolução. São Paulo: Abba Press, 2007; BITUN, Ricardo. Mochileiros da fé. São Paulo: Editora Reflexão, 2011; BOMILCAR, Nelson. Os sem-igreja. São Paulo: Mundo Cristão, 2012; BRABO, Paulo. Bacia das almas: confissões de um ex-dependente de igreja. São Paulo: Mundo Cristão, 2009; CÉSAR, Marília de Camargo. Feridos em nome de Deus. São Paulo: Mundo Cristão, 2009; D’ARAÚJO FILHO, Caio Fábio. Aos desigrejados e aos que não sofrem de amnésia e outros textos. Disponível em: www.caiofabio.net; FERNANDES, Carlos. Desigrejados: fenômeno que cresce. Cristianismo Hoje, edição 37, ano 7, 2013, p. 18-25; FERNANDES, Danilo. Série: Desigrejados. Disponível em: www.genizahvirtual.com.br; GOIS, Antônio e SCHWARTSMAN, Hélio. Cresce o número de evangélicos sem ligação com igrejas. Folha de São Paulo, 15 ago. 2011. Disponível em: www1.folha.uol.com.br; JACOBSEN, Wayne e COLEMAN, Dave. Por que você não quer ir à igreja. Rio de Janeiro: Sextante, 2009; KIMBALL, Dan. Eles gostam de Jesus, mas não da igreja. São Paulo: Vida, 2011; KIVITZ, Ed René. Outra espiritualidade: fé, graça e resistência. São Paulo: Mundo Cristão, 2006; LOPES, Augustus Nicodemus. Os desigrejados. Disponível em: http://tempora-mores.blogspot.com.br; LOPES, Augustus Nicodemus. O que estão fazendo com a igreja: ascensão e queda do movimento evangélico brasileiro. São Paulo: Mundo Cristão, 2008; RODRIGUES, Denise dos Santos. Os sem religião nos censos brasileiros: sinal de uma crise de pertencimento institucional. Belo Horizonte: Horizonte, v. 10, n. 20, out.-dez. 2012, p. 1130-1153; ROMEIRO, Paulo. Decepcionados com a graça: esperanças e frustrações no Brasil neopentecostal. São Paulo: Mundo Cristão, 2005; VIOLA, Frank e BARNA, George. Cristianismo pagão. São Paulo: Abba Press, 2008; idem, Reimaginando a igreja. Brasília: Editora Palavra, 2009; WAGNER, Glenn. Igreja S/A: dando adeus à igreja-empresa e recuperando o sentido da igreja-rebanho. São Paulo: Vida, 2003; YANCEY, Philip. Alma sobrevivente. São Paulo: Mundo Cristão, 2004; idem, Igreja: por que me importar? São Paulo: Vida Nova, 2008; ZÁGARI, Maurício. Decepcionados com a igreja. Cristianismo Hoje, 2010. Disponível em: www.cristianismohoje.com.br.
[17] CAMPOS, 2013, p. 33-50.
[18] CAMPOS, 2013, p. 51-87.
[19] Campos aborda em capítulos separados os seguintes exemplos: o montanismo, os pais do deserto, o donatismo, Pedro de Bruys e Henrique de Lausanne, Hugo Speroni, Joaquim de Fiore, os anabatistas, os quakers, os darbistas e o cristianismo arreligioso de Dietrich Bonhoeffer.
[20] CAMPOS, 2013, p. 177-189.
[21] CAMPOS, 2013, p. 189.
[22] Ver, por exemplo: BRAGA, Erasmo. The Republic of Brazil: A Survey of the Religious Situation. Londres: World Dominion Press, 1932, p. 96.
[23] CÉSAR, Éber Lenz. Vida de pastor: lembranças de uma jornada. Rio de Janeiro: Imprimindo Conhecimento, 2014, p. 156. Ver: MOORE, Waylon B.Integração segundo o Novo Testamento. Rio de Janeiro: Juerp, 1990.
[24] BAXTER, Richard. Manual pastoral do discipulado. São Paulo: Cultura Cristã, 2008, p. 27. Ver também ELLIFF, Jim. A cura de almas. In: ARMSTRONG, John (Org.). O ministério pastoral segundo a Bíblia. São Paulo: Cultura Cristã, 2007, p. 151-171.

***
Autor: Rev. Alderi Souza de Matos - tem o grau de Doutor em Teologia (Th.D.) pela Escola de Teologia da Universidade de Boston. É professor de teologia histórica no CPAJ e historiador da Igreja Presbiteriana do Brasil.
Fonte: Fides Reformata, Volume XIX, número 1, 2014, págs. 21-33.
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