MENSAGENS

Leia estas mensagens e seja edificado



O DESERTO: A ESCOLA DO POVO DE DEUS



Números 1.1; 9.15-23

O pastor e escritor Hernandes Dias Lopes em uma de suas meditações disse: “ o deserto não é um acidente de percurso e sim a escola de Deus”.

Conforme nota introdutória da Bíblia de Genebra sobre o livro de Números, “Na bíblia Hebraica, o título do livro é derivado da quinta palavra hebraica do primeiro versículo, que pode ser traduzida como “no deserto” - uma descrição apropriada do conteúdo do livro. Quando o Antigo Testamento foi traduzido para o grego (a Septuaginta) seus livros receberam títulos gregos. Nesse caso, foi adotada uma palavra grega que descreve apenas as listas dos homens de guerra: arithmoi ou “números”¹(2009 p. 180). O título no deserto é muito apropriado, uma vez que este livro descreve a experiência do povo de Israel durante os quarenta anos de peregrinação no deserto.

Neste momento, convido você para aprendermos algumas lições preciosa que encontramos no livro de números para enfrentarmos os desertos da vida.

1-O deserto faz parte do plano de Deus (Nm (1.1; Dt 8.1-10) – O deserto fazia parte do plano pedagógico de Deus para o seu povo. O deserto foi uma grande escola para o aprendizado de Israel, onde ali fora provado por Deus durante um período de peregrinação.

No deserto, podemos ver quem realmente era Israel, uma vez que tinha sido escravo no Egito, e agora iria viver sem julgo, em liberdade. Deus sabia que aquele povo precisava aprender a viver uma nova história.

O Senhor é onisciente e sapientíssimo, ele bem sabia que Israel precisava ser treinado na escola do deserto, para aprender a viver no caminho da obediência (Dt. 8.2), pois Israel era pequeno, medroso, murmurador, se deixou levar pela idolatria dos povos vizinhos, desobediente a Deus (Ex 32.1-10), etc.Os acontecimentos do deserto nos mostra a fidelidade de Deus, não obstante os erros de um povo pecador.

São nos momentos difíceis, que realmente o homem revela quem ele é, ser crente quando tudo está bem é fácil, mas no meio das dificuldades não é. Quando você recebe o diagnóstico de uma enfermidade, quando os seus projetos não dão certo, quando os seus familiares o abandonam, quando tudo parece dar errado, muitos murmuram, choram, dizem que Deus o abandonou, que não adianta servir ao Senhor, etc.

Nós precisamos nos conscientizar, que as dificuldades que surgem em nossas vidas, não é por acaso, Deus está no controle. Lembre-se, que este momento não será o fim, mas faz parte do nosso desenvolvimento na jornada da vida. São nas dificuldades que Deus prepara os seus escolhidos para algo maior e melhor.

2-No deserto o povo precisava confiar na direção divina ( Nm 1.1; 2.1; 4.1; 9.15-23;10.34-36; Êx 13.21,22)
- Ao lermos o livro de números, podemos ver Deus constantemente falando com Moisés dando-lhe as orientações para a jornada do povo naquele lugar difícil. O que o povo precisava fazer, era tão somente obedece e confiar nas instruções que Moisés recebia de Deus, independente das circunstancias ou da visão humana.Israel não poderia pegar atalhos ou olhar para os povos vizinhos, precisava seguir a direção divina.

É isso que devemos fazer como povo de Deus neste mundo, não importa o deserto. Não devemos fixar os nossos olhos nas dificuldades, mas precisamos confiar que Deus está conosco em todos os momentos como Ele nos ensina em sua palavra, para que assim possamos vencer os desertos da vida.

Portanto, você precisa fitar os olhos em Jesus, como diz Hebreus: “fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus” (Hb 12.2). Este olhar implica em fé e obediência.

3-No Deserto vemos o poder Soberano de Deus (Nm 10.35,36; 11.1-35; 16.1-40; 17.1-12)-
 O livro de número manifesta o poder soberano de Deus na história, apesar dos obstáculos, dos grandes perigos e do fracasso do povo.

Em números Deus revela o seu poder, conduzindo povo em segurança durante aqueles quarenta anos, de dia e de noite, livrando de inimigos, serpentes abrasadoras, suprindo a necessidades do povo, tanto de água como de pão, como número nos mostra Deus suprindo as necessidades do povo mandando o maná 11.7-9; carne 11.23,31-35; água 2.2-13; curando 21.4-6; dando vitória sobre os seus inimigos 21.21-35; 31.12, livrando das maldições 23:23, etc.

Números revela o poder soberano de Deus até mesmo ao disciplinar os seus filhos, com o propósito de levar o seu povo à terra prometida, e ensinando-os que o segredo da vida de Israel estava na obediência ao Senhor.

Meu irmão, os propósitos de divinos não falharão, mesmo que o seu povo seja fraco, pobre, não tenha poder militar, ele cumprirá as suas promessas e os seus planos, concernente ao seu povo eleito.Nós precisamos crer nele, depender tão somente dele, para enfrentarmos os as nossas dificuldades, certos de que ele não mudou.

4- No deserto vemos a misericórdia de Deus (Nm 12.1-16; 14.13-38) -
 No deserto podemos contemplar o fracasso do homem que é capaz de alcançar os padrões de Deus por sua própria força ou vontade. Neste livro os pecados de Israel são apresentados de maneira clara, em contraste com a fidelidade do Deus da aliança, que permanece sempre fiel. Mesmo, Moisés um homem tremendo, pecou e não lhe foi permitido entrar na terra prometida 20.9-11; 27.12-14, assim aprendemos que mesmo os melhores homens, são fracos, pecadores que necessitam da misericórdia de Deus.

Mesmo Deus presente, guiando, protegendo e alimentando a nação, Israel, não deixou de pecar, pois se deixou levar pela idolatria Êx 32; teve saudade das comidas do Egito 11.1-9; inveja 12.1-3; sedição 14.1-12; rebelião e rebeldia 16.1- 50; desobediência de Moisés 20. 2-13; faram mal contra Deus 21.5-9; prostituição com as mulheres moabitas 25.1-18 foram muitas as desobediências no deserto, mas o Senhor revelou a sua misericórdia não destruindo a nação.

Oh! Irmãos nós também somos pecadores como os israelitas, desobedientes, murmuradores, ingratos, etc. Se não fosse as misericórdias de Deus aonde estaríamos nós? Mas, as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, se renovam a cada manhã (Lm 3.22). Porque Deus é misericordioso ele perdoou o seu povo, e assim também está pronto para perdoar os que arrependidos se derramam aos seus pés.

Nas misericórdias do Senhor podemos contemplar a sua graça salvadora para com o miserável pecador indigno ainda hoje. Portanto, precisamos proclamar alto e a bom som, somente a graça, pois se não fosse a graça do Senhor a vida humana seria uma grande desgraça.

Meus queridos, como peregrinos nesta terra não estamos isentos de passarmos por desertos. Mas Deus tem propósito para você e para mim, precisamos tão somente seguir a sua orientação, obedecendo a sua vontade, certos de que o Senhor é soberano e nada foge ao seu controle. Nós somos fracos e miseráveis pecadores, mas Cristo realizou o sacrifício suficiente para salvar todo aquele que nele crer. Em Cristo podemos vencer os desertos deste mundo tenebroso, pois com Ele somos mais que vencedores. Somente a glória de Deus.


Referência Bibliográfica
1-Bíblia de Estudo de Genebra. 2. Ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil; São Paulo: Cultura Cristã, 2009

Sobre o autor: Pr. Eli Vieira é formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte-Recife, cursa Administração na Uninassau e pastor efetivo da Igreja Presbiteriana Filadélfia, Garanhuns-PE

A NOSSA MAIOR NECESSIDADE É DEUS



Êxodo 33.15

Nos dias atuais marcado pelo materialismo, o homem o trocou Deus por suas bênçãos, mas a nossa maior necessidade não são as bênçãos de Deus, mais é Deus.

No texto de êxodo 33 podemos contemplar a visão de Moisés sobre a importância da presença de Deus. Israel havia pecado construindo o bezerro de ouro, e Deus ficou irado com o povo, se afastando do meio deles por causa da desobediência. Quando Moisés desceu do monte viu o mal que o povo praticara, deixando de adorar ao Senhor para adorar um bezerro. Então disse o Senhor a Moisés que o anjo iria adiante do povo, mas Moisés disse ao Senhor: “Se a tua presença não vai comigo, não nos faça subir deste lugar”. Com base em êxodo vamos aprender algumas lições.

1-O PECADO NOS AFASTA DE DEUS (Êx. 32.9,10,30-35; 33.4,5)- Quando Moisés subiu ao monte para falar com Deus e passou quarenta dias e quarenta noites o povo ficou impaciente e pensando que Moisés não retornaria, e fizeram para si um ídolo ( Êx 32.1,2), e isso entristeceu ao Senhor de tal maneira que ele não queria mais  caminhar no meio do povo (Êxodo 33.5). 

Deus ao libertar o seu povo da escravidão do Egito, escolheu para ser um povo santo. Agora pense na tristeza de Moisés, guiar aquele povo sem a nuvem do Senhor, sem a coluna de fogo sem a presença dos sinais visíveis da presença do Deus. Ele entendeu a gravidade do problema que seria conduzir aquele povo sem a presença de Deus.

O pecado provoca a ira de Deus, faz ele se afastar do meio do seu povo, e como consequência escraviza o homem e o leva para a morte. Por isso podemos contemplar Moisés clamando a misericórdia do Senhor ao interceder pelo povo diante de Deus (Êx. 32.11-24, 30-35; Dt 9.25-29).

Ah! Como é triste quando o povo de Deus desobedece aquele que o libertou da escravidão do pecado. Meu irmão não podemos brincar com o pecado, mas precisamos nos afastar de tudo aquilo que tenta nos afastar de Deus.

O profeta Isaías nos diz que a mão do senhor não está encolhida para que não possa salvar, surdo o seu ouvido para que não possa ouvir. “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça”(Isaías 59.1,2).

Portanto, se você está vivendo em pecado arrependa-se e clame pelas misericórdias do Senhor, como Moisés fez pelos filhos de Israel, porque só no Senhor a perdão e verdadeira restauração.

2-NADA PODE SUBSTITUIR A PRESENÇA DE DEUS (Êx. 33.2,3) – Deus prometeu enviar o seu anjo adiante do povo. Eles viram o mal que praticaram, ouvindo o que Deus falara, pratearam e tiraram seus atavios ( Êx. 33.4,5).

É interessante observarmos que Deus prometeu a Moisés enviar o anjo, lhe dar vitórias sobre os seus inimigos e a terra que manava leite e mel. Alguém poderia dizer está bom Senhor, mas o que um anjo comparado com o Senhor Deus todo poderoso, criador e sustentador. Os anjos são apenas seres criados por ele. Deus prometeu vitória sobre os inimigos de Israel, mas o que são as vitórias sem a presença de Deus? O que é a terra que mana leite e mel sem a presença de Deus? Ah! Como hoje a igreja precisa entender que a nossa maior necessidade é Deus.

As suas bênçãos sem a sua presença conosco em nosso viver, não tem sentido, ficamos vazios. Quantas pessoas tem bens matérias, tais como, casas luxuosas, carros, dinheiro, etc. mas são vazias, secas, sem esperança, sem amor sem vida, mesmo estando vivas.

O profeta Ageu advertiu o povo de Israel dizendo que a prioridade da nação deveria ser o Templo do Senhor, não casas luxuosas ( Ag. 1.1-11). Assim como o Tabernáculo o Templo era símbolo da presença de Deus para Israel. Jesus nos ensina que o reino de Deus deve ter a primazia em nossas vidas.

Nada pode substituir a presença de Deus em nossa vida neste mundo.

3- PORQUE DEUS ERA E É A RAZÃO DA EXISTÊNCIA DE ISRAEL  (Gn. 12.1-9; 22; 32.27,28; 35.9-12; Êx. 12.1-51; 13.17-22; 40.34-38; Nm 9.15-23) –Quando olhamos para a Palavra de Deus podemos ver Deus chamando Abraão do meio de sua parentela, lhe dando um filho Isaque, transformando Jacó em Israel e resgatando os seus descendentes da Escravidão do Egito. 

Moisés conhecia a história dos seus pais, aqui de maneira maravilhosa podemos ver ele dizer: “Não é, porventura, em andares conosco, de maneira que somos separados, eu e o teu povo, de todos os povos da terra? (Êx. 33.16b). Todo o contexto histórico nos mostra que a razão da existência de Israel era o Senhor Deus.

A presença de Deus era indispensável para Israel continuar existindo, pois ele era o verdadeiro sentido da vida. Sem a presença de Deus as vitórias sobre os inimigos, a terra prometida, não teriam sentido. O principal alvo de Moisés não era uma terra que manava leite e mel, mas uma terra santa onde Deus estaria presente com o seu povo. Pois a presença de Deus fazia de Israel um povo diferente dos demais.

Meus irmãos assim como Moisés hoje também nós precisamos entender que a nossa maior necessidade é de Deus, pois somente com Ele nós podemos viver de forma diferente, caminhar desfrutando de sua comunhão e proteção no meio deste mundo que mais parece um deserto desafiador. Ele é o Deus vivo, poderoso, o Deus presente que nos dá força para viver (Isaías 41.10). O evangelho da graça, nos ensina que ele está conosco, pois ele é o Deus Emanuel (Mt 1.23), e que sem ele nada podemos fazer (Jo 15.5), mas com ele nós somos mais que vencedores (Rm 8.37).


Portanto, a igreja hoje, precisa ter esta consciência, que muito mais do que bênçãos, nós precisamos da presença de Deus em todos os momentos da nossa vida, porque sem ele não vale apenas você ter vitórias, casas luxuosas, carros, filhos, etc. Ele é a razão do nosso viver. Ele é o nosso Salvador. Sem ele, a vida não tem sentido, é isso que as sagradas escrituras nos ensinam.

Sobre o autor: Pr. Eli Vieira é formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte-Recife, cursando Administração na Uninassau e pastor efetivo da IP Filadélfia,Garanhuns-PE


O DEUS QUE INTERVÉM

Pare, leia e pense!

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Texto: Josué 3 e 4

Nos dias atuais muitos creem que Deus reina soberano no céu, mas muitos não acreditam que ele reina na terra. Muitos duvidam de sua soberana providência no mundo pós-moderno (atual), acham que ele não está conosco, não se interessa com o que está acontecendo, etc. Mas, quando olhamos para a bíblia sagrada podemos ver sua intervenção na história do seu povo. O livro de Josué 3 e 4 contemplamos a intervenção de Deus na história de Israel. Meu irmão, Josué nos ensina que O Deus que Intervém: 1-Cumpre a sua Palavra - Em Josué 1.1-9, 3.7,8,15 podemos ver Deus falando e cumprindo a sua Palavra assim como ele falara a Josué. Assim, aprendemos que podemos confiar em sua Palavra, pois ela é a única infalível. Sua palavra é imutável, como Deus não muda (Ml 3.6), sua palavra também não muda. O Senhor Jesus nos ensina dizendo: "PASSARÁ O CÉU E A TERRA, PORÉM AS MINHAS PALAVRAS NÃO PASSARÃO"(Mt.24.35). Nós podemos confiar na Palavra viva e eficaz do nosso Deus. Meu irmão, nas escrituras encontramos todo o conselho de Deus concernente a vida, a salvação a sua vontade para nós, etc. Hoje é o dia de nos firmarmos na Palavra, pois a Palavra de Deus é fiel e verdadeira.
2-Ele é o Deus que Age-Nos capítulos 3 e 4 de Josué podemos contemplar o agir soberano de Deus, fazendo as águas do Rio Jordão pararem de maneira inédita, pois fato igual a este Israel não havia visto. Deus é especialista em fazer coisas inéditas meu irmão, nada é impossível para Deus, ele é o Deus todo poderoso criador dos céus e da terra. Ele continua o mesmo. Por isso, diante das dificuldades da vida, confie em Deus, entregue seus problemas a Ele, bem como seus sonhos e projetos, na certeza que Deus proverá. Não diga eu tenho um grande problema, mas diga, eu tenho um Deus incomparável, nada é impossível para ele. Ele está vivo, e tem o controle da minha vida e de tudo em suas mãos. Sua mão é forte e poderosa.
3-E único digo de Temor(Josué 4.24)-Deus realizou aquele milagre extraordinário não só para que Israel entrasse na terá prometida, mas para que Israel e os demais povos soubessem quem verdadeiramente era o único Deus digno de temor, honra e glória. Só o Senhor é Deus. Sua mão é forte, para livrar, salvar, para fazer aquilo que o homem não pode fazer. Enquanto se diz hoje, confie em Deus, como nos ensina o salmista entrega o teu caminho (vida) ao Senhor confia nele e o mais ele fará (Sl 37.5). Ele conhece nosso andar, sabe o momento que você está passando, as circunstâncias que lhe cercar. Nada foge o seu controle, mesmo que muitos não creem ele é Deus soberano, transcendente e imanente. Pare e pense. A Ele toda glória.
 Pr. Eli Vieira

 O VALE DA RESTAURAÇÃO



Ezequiel 37.1-14

Estamos vivendo em um momento em que precisamos de restauração. Há uma necessidade de restauração na igreja, na família e no nosso país. A nossa atualidade é desoladora e desafiadora, em alguns aspectos semelhante ao vale de ossos secos. Para onde olhamos parece não haver esperança, mas o que contemplamos é tristeza, violência, corrupção, etc.

Ao lermos o livro do profeta Ezequiel, podemos nos encher de esperança. A mensagem de Ezequiel nos ensina que apesar das dificuldades, do sofrimento e da miséria do povo, Deus é o Senhor soberano e finalmente fará aquilo que nós não podemos fazer. Por isso neste momento convido você para meditarmos no texto de Ezequiel 37.1-14. O texto em tela não é só uma visão de tristeza, desolação e morte, mas é uma visão maravilhosa de restauração.

A visão que Deus revelara ao seu servo era para encorajar os que estavam no exílio desanimados, sem expectativa de vida, de restauração. Hoje, Deus nos convida a olharmos para este vale de ossos secos e extrairmos algumas lições para nós hoje.

1-PRECISAMOS OLHAR PARA ESTES OSSOS (Ez 37.1,2)
O texto de Ezequiel 37.1-14 nos diz que o vale era muito grande e estava cheio de ossos secos. Aquele vale era um quadro desolador, triste, depressivo, pois ali não havia vida, mas apenas ossos secos (morte).Aqueles ossos, apontava para o povo de Israel, que se encontrava exilado, sem expectativa, desanimado, morto, sem esperança de restauração. 

Mas este vale também aponta para aqueles que estão mortos em seus delitos e pecados, depravados, escravizados pelo diabo, sem vida, distantes de Deus.O homem sem Deus é um miserável que merece apenas o inferno. Meu querido, o homem sem Deus, é pior que ossos secos. É um pecador que blasfema contra o Deus Soberano.

O homem precisa saber quão terrível é o pecado, e que ele nada pode fazer para ajudar a si mesmo. Ele precisa da misericórdia de Deus e da sua graça. O homem é depravado, não tem desejo pelo Deus vivo, e distante de Deus está totalmente perdido. Ele precisa da ajuda e do favor de Deus. Não obstante, não podemos perder a esperança, mas precisamos nos levantar e obedecer a Deus que nos comissionou a pregar aos que estão mortos assim como fez o profeta Ezequiel (Ez 37.7,8).

Quem sabe você hoje não se encontra nesta situação, apenas ossos, sem vida, sem poder fazer nada, sem esperança diante do cenário desolador em que você se encontra. Você não conhece a Deus, não passa de ossos mortos. Você talvez se mexe de um lado para outro, mas é apenas um corpo, precisa de vida.

2-PRECISAMOS OLHAR PARA A OBRA DO ESPÍRITO SANTO(Ez 37.9,10) - Deus fala ao profeta que ele não podia apenas se contentar com o movimento dos ossos, com os tendões, carnes, pele se não havia naqueles corpos vida. Então Deus mandou o profeta, profetizar ao Espírito, e quando profetizou ao Espírito os corpos receberam vida. Este é um quadro maravilhoso da obra poderosa do Espírito Santo que dá vida aos mortos (Ez. 37.10).

Hoje, também nós precisamos da ação do Espírito para vivificar aqueles que estão mortos. As pessoas são um conjunto de ossos mortos, e elas podem ser trazidas a vida porque o Espírito Santo irá soprar em suas almas e mostrar como elas são pecadoras e abrir-lhes os olhos para que possam contemplar a esperança do perdão que existe no sangue de Jesus que foi derramado na cruz do calvário, pois o Espírito ama a obra de Jesus.

Quando o Espírito de Deus age as pessoas se rendem, como aconteceu no dia de pentecoste conforme narra o médico Lucas em Atos 2.41. Pedro pregou e o espírito operou de maneira tremenda que naquele momento houve um acréscimo de quase três mil pessoas (At. 2.1-41). O Espírito convence o mundo do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.8-11), só ele tem poder para dá vida também hoje aqueles que estão mortos. Pois não basta ao homem ser religioso, frequentar uma igreja, ele precisa nascer de novo, como Jesus disse a Nicodemos (Jo 3.1-6). 

Assim como Nicodemos existe muitas pessoas em nossos dias, são religiosas, mas não tem vida. Elas precisam nascer do Espírito para contemplarem a obra de Jesus. Muitos estão apenas confiando em sua religião, em suas obras, em sacrifícios, cumprem com os seus deveres sociais, morais, etc. Mas, estão mortas, precisam de vida, e esta, só há na pessoa do Senhor Jesus Cristo que disse: “Eu sou a ressurreição e a vida”( João 11.25).

3- PRECISAMOS OLHAR A ATIVIDADE DO SERVO DE DEUS (Ez 37.4-10) - Deus mostrou o vale e falou com Ezequiel que ele precisava pregar aos ossos. O vale era grande, mas ele precisava pregar. Ezequiel não questionou a Deus, dizendo: Senhor são apenas ossos! Para que pregar? Ele disse que faria a vontade de Deus. Ezequiel pregou e algo maravilhoso aconteceu os ossos começaram a se mexer, surgiu tendões, músculos e peles. Há uma grande lição aqui para nós. Antes do homem nascer de novo ele pode aprender muitas coisas. Muitos se tornam mais rebeldes do que eram outros se rebelam contra evangelho. Então ao ouvirem a palavra de Deus algo estranho começa a acontecer. Eles começam a frequentar uma igreja, estão melhorando, mas ainda estão mortos.

O texto nos diz que Deus deu uma nova ordem ao profeta, ele manda o profeta clamar ao Espírito para que ele venha e sopre sobre aqueles ossos. E assim o profeta fez e o milagre aconteceu.
Meus irmãos, isso pode ser uma figura do operar do Espírito no Avivamento.

Olhemos para o ano 1850, segundo alguns historiadores esta década foi marcada por um grande declínio espiritual dos Estados Unidos. Algumas coisas tinham desviado a atenção das pessoas da vida com Deus, para as coisas materiais, a instabilidade política, um pânico financeiro trouxe ainda mais preocupação a população. Em setembro de 1857 um comerciante de nome Jeremiar Lanphier, ao perceber aquela situação triste decidiu convidar outros comerciantes para orarem ao meio dia uma vez por semana pela atuação renovadora do Espírito Santo. Ele distribuiu centenas de folhetos convidando as pessoas para participarem do encontro, mas no primeiro dia só meia dúzia apareceu encontrando-se nos fundos de uma igreja na Fulton Street. Duas semanas depois já eram quarenta, e em seis meses uns dez mil se reuniam diariamente para orar somente em Nova Yorque. Um avivamento aconteceu naquele país, e em dois anos mais ou menos um milhão de pessoas tinham se rendido ao Senhor Jesus.

Diante do texto de Ezequiel e do despertamento que Deus operou nos Estados Unidos podemos tirar exemplos para os nossos dias. Porque o que nós estamos precisando é do sopro do Espírito de Deus despertando a sua igreja e salvando aqueles que estão mortos. Nunca podemos esquecer que o Espírito atua através da oração e da pregação da palavra de Deus.


Portanto, não podemos perder a esperança, mas precisamos confiar em Deus certos de que ele pode restaurar o seu povo, transformar a nossa nação, mas nós precisamos obedecer ao Senhor e fazer a nossa parte como o profeta Ezequiel fez. A restauração é uma obra de Deus (Ez 37.12-14), nada é impossível para Ele, mesmo que aos nossos olhos pareça difícil, Deus é soberano, e ainda há esperança para o seu povo.

Sobre o autor: Pr. Eli Vieira é formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte-Recife, cursando Administração na Uninassau e pastor efetivo da IP Filadélfia,Garanhuns-PE

O DESERTO: A ESCOLA DO POVO DE DEUS



Números 1.1; 9.15-23

O pastor e escritor Hernandes Dias Lopes em uma de suas meditações disse: “ o deserto não é um acidente de percurso e sim a escola de Deus”.

Conforme nota introdutória da Bíblia de Genebra sobre o livro de Números, “Na bíblia Hebraica, o título do livro é derivado da quinta palavra hebraica do primeiro versículo, que pode ser traduzida como “no deserto” - uma descrição apropriada do conteúdo do livro. Quando o Antigo Testamento foi traduzido para o grego (a Septuaginta) seus livros receberam títulos gregos. Nesse caso, foi adotada uma palavra grega que descreve apenas as listas dos homens de guerra: arithmoi ou “números”¹(2009 p. 180). O título no deserto é muito apropriado, uma vez que este livro descreve a experiência do povo de Israel durante os quarenta anos de peregrinação no deserto.

Neste momento, convido você para aprendermos algumas lições preciosa que encontramos no livro de números para enfrentarmos os desertos da vida.

1-O deserto faz parte do plano de Deus (Nm (1.1; Dt 8.1-10) – O deserto fazia parte do plano pedagógico de Deus para o seu povo. O deserto foi uma grande escola para o aprendizado de Israel, onde ali fora provado por Deus durante um período de peregrinação.

No deserto, podemos ver quem realmente era Israel, uma vez que tinha sido escravo no Egito, e agora iria viver sem julgo, em liberdade. Deus sabia que aquele povo precisava aprender a viver uma nova história.

O Senhor é onisciente e sapientíssimo, ele bem sabia que Israel precisava ser treinado na escola do deserto, para aprender a viver no caminho da obediência (Dt. 8.2), pois Israel era pequeno, medroso, murmurador, se deixou levar pela idolatria dos povos vizinhos, desobediente a Deus (Ex 32.1-10), etc.Os acontecimentos do deserto nos mostra a fidelidade de Deus, não obstante os erros de um povo pecador.

São nos momentos difíceis, que realmente o homem revela quem ele é, ser crente quando tudo está bem é fácil, mas no meio das dificuldades não é. Quando você recebe o diagnóstico de uma enfermidade, quando os seus projetos não dão certo, quando os seus familiares o abandonam, quando tudo parece dar errado, muitos murmuram, choram, dizem que Deus o abandonou, que não adianta servir ao Senhor, etc.

Nós precisamos nos conscientizar, que as dificuldades que surgem em nossas vidas, não é por acaso, Deus está no controle. Lembre-se, que este momento não será o fim, mas faz parte do nosso desenvolvimento na jornada da vida. São nas dificuldades que Deus prepara os seus escolhidos para algo maior e melhor.

2-No deserto o povo precisava confiar na direção divina ( Nm 1.1; 2.1; 4.1; 9.15-23;10.34-36; Êx 13.21,22)
- Ao lermos o livro de números, podemos ver Deus constantemente falando com Moisés dando-lhe as orientações para a jornada do povo naquele lugar difícil. O que o povo precisava fazer, era tão somente obedece e confiar nas instruções que Moisés recebia de Deus, independente das circunstancias ou da visão humana.Israel não poderia pegar atalhos ou olhar para os povos vizinhos, precisava seguir a direção divina.

É isso que devemos fazer como povo de Deus neste mundo, não importa o deserto. Não devemos fixar os nossos olhos nas dificuldades, mas precisamos confiar que Deus está conosco em todos os momentos como Ele nos ensina em sua palavra, para que assim possamos vencer os desertos da vida.

Portanto, você precisa fitar os olhos em Jesus, como diz Hebreus: “fitando os olhos em Jesus, autor e consumador da nossa fé, o qual, pelo gozo que lhe está proposto, suportou a cruz, desprezando a ignomínia, e está assentado à direita do trono de Deus” (Hb 12.2). Este olhar implica em fé e obediência.

3-No Deserto vemos o poder Soberano de Deus (Nm 10.35,36; 11.1-35; 16.1-40; 17.1-12)-
 O livro de número manifesta o poder soberano de Deus na história, apesar dos obstáculos, dos grandes perigos e do fracasso do povo.

Em números Deus revela o seu poder, conduzindo povo em segurança durante aqueles quarenta anos, de dia e de noite, livrando de inimigos, serpentes abrasadoras, suprindo a necessidades do povo, tanto de água como de pão, como número nos mostra Deus suprindo as necessidades do povo mandando o maná 11.7-9; carne 11.23,31-35; água 2.2-13; curando 21.4-6; dando vitória sobre os seus inimigos 21.21-35; 31.12, livrando das maldições 23:23, etc.

Números revela o poder soberano de Deus até mesmo ao disciplinar os seus filhos, com o propósito de levar o seu povo à terra prometida, e ensinando-os que o segredo da vida de Israel estava na obediência ao Senhor.

Meu irmão, os propósitos de divinos não falharão, mesmo que o seu povo seja fraco, pobre, não tenha poder militar, ele cumprirá as suas promessas e os seus planos, concernente ao seu povo eleito.Nós precisamos crer nele, depender tão somente dele, para enfrentarmos os as nossas dificuldades, certos de que ele não mudou.

4- No deserto vemos a misericórdia de Deus (Nm 12.1-16; 14.13-38) -
 No deserto podemos contemplar o fracasso do homem que é capaz de alcançar os padrões de Deus por sua própria força ou vontade. Neste livro os pecados de Israel são apresentados de maneira clara, em contraste com a fidelidade do Deus da aliança, que permanece sempre fiel. Mesmo, Moisés um homem tremendo, pecou e não lhe foi permitido entrar na terra prometida 20.9-11; 27.12-14, assim aprendemos que mesmo os melhores homens, são fracos, pecadores que necessitam da misericórdia de Deus.

Mesmo Deus presente, guiando, protegendo e alimentando a nação, Israel, não deixou de pecar, pois se deixou levar pela idolatria Êx 32; teve saudade das comidas do Egito 11.1-9; inveja 12.1-3; sedição 14.1-12; rebelião e rebeldia 16.1- 50; desobediência de Moisés 20. 2-13; faram mal contra Deus 21.5-9; prostituição com as mulheres moabitas 25.1-18 foram muitas as desobediências no deserto, mas o Senhor revelou a sua misericórdia não destruindo a nação.

Oh! Irmãos nós também somos pecadores como os israelitas, desobedientes, murmuradores, ingratos, etc. Se não fosse as misericórdias de Deus aonde estaríamos nós? Mas, as misericórdias do Senhor são a causa de não sermos consumidos, se renovam a cada manhã (Lm 3.22). Porque Deus é misericordioso ele perdoou o seu povo, e assim também está pronto para perdoar os que arrependidos se derramam aos seus pés.

Nas misericórdias do Senhor podemos contemplar a sua graça salvadora para com o miserável pecador indigno ainda hoje. Portanto, precisamos proclamar alto e a bom som, somente a graça, pois se não fosse a graça do Senhor a vida humana seria uma grande desgraça.

Meus queridos, como peregrinos nesta terra não estamos isentos de passarmos por desertos. Mas Deus tem propósito para você e para mim, precisamos tão somente seguir a sua orientação, obedecendo a sua vontade, certos de que o Senhor é soberano e nada foge ao seu controle. Nós somos fracos e miseráveis pecadores, mas Cristo realizou o sacrifício suficiente para salvar todo aquele que nele crer. Em Cristo podemos vencer os desertos deste mundo tenebroso, pois com Ele somos mais que vencedores. Somente a glória de Deus.


Referência Bibliográfica
1-Bíblia de Estudo de Genebra. 2. Ed. Barueri, SP: Sociedade Bíblica do Brasil; São Paulo: Cultura Cristã, 2009

Sobre o autor: Pr. Eli Vieira é formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte-Recife, cursa Administração na Uninassau e pastor efetivo da Igreja Presbiteriana Filadélfia, Garanhuns-PE

PRINCÍPIOS PARA VIVER E VENCER


 Ao lermos a biografia do herói da fé Jorge Muler, podemos aprender muito sobre seu exemplo de oração e fé. Conta-se que certa vez o Dr. A. T. Pierson foi hospede de Jorge Muler no seu orfanato. Depois que todos se deitaram, Jorge Muler o chamou para orar dizendo que não havia coisa alguma em casa para comer. Dr. Pierson quis lembrar-lhe que o comércio estava fechado, mas Jorge Muler bem sabia disso. Depois da oração deitaram-se, dormiram e ao amanhecer a alimentação já estava suprida e em abundância para duas mil crianças.

Nem o Dr. Pierson, nem Jorge Muler chegaram a saber como a alimentação foi suprida. A história foi contada naquela manhã só Sr. Simão Short sob a promessa de guardá-la em segredo até o dia da morte do benfeitor.
O Senhor despertara essa pessoa do sono e o chamara para levar alimentos suficientes para suprir o orfanato durante um mês, isso sem ele saber coisa alguma da oração de Jorge Muler e Dr. Pierson.

Jorge Muler  disse: “Muitas vezes tenho-me colocado na posição onde não tinha recursos; não só com 2100 pessoas comendo diariamente as mesas, mas também todo o resto necessário para suprir, e todos os fundos esgotados, 189 missionários para sustentar e sem coisa alguma; cerca de cem colégios com mais ou menos 9000 alunos e sem nada na mão; quase quatro milhões de tratados para distribuir e todo dinheiro gasto”, só lhe restava orar e confiar na providência divina, e Deus nunca o deixou abandonado.

Ao olharmos para a palavra de Deus, podemos tirar algumas lições preciosas para vivermos hoje.

1-RECONHEÇA QUE AS VITÓRIAS DO PASSADO, NÃO GARANTEM VITÓRIAS HOJE ( Mc 9.17-29; Js 6-7) – Os evangelistas(sinópticos) nos falam que os discípulos ao serem enviados por Jesus foram bem sucedidos, realizaram sinais e maravilhas. Mas, em um determinado dia, um homem trouxe o seu filho possesso e os discípulos não puderam fazer nada, não puderam expelir aquele espírito ( Mt 17.14-21), então os discípulos ficaram em aperto diante dos escribas e fariseus. Anteriormente eles haviam realizado milagres, curas e sinais (Mc 6.7-13). Eles não estavam prontos para enfrentar aquela casta de demônios. Quando perguntaram a Jesus, porque eles não puderam expulsá-lo¿ Jesus respondeu-lhes: Esta casta não pode sair senão por meio de oração e jejum (Mc.9.28,29).

No livro de Josué podemos contemplar Israel conquistando vencendo os inimigos, conquistando outros povos, mas em um dia ao enfrentar a pequena cidade de Ai, Israel foi derrotado (Josué 7), pois Acã havia desobedecido a palavra de Deus.

Cada vitória deve nos levar para mais perto de Deus e não para distante dele. Não podemos ficar apenas olhando para as vitórias do passado, como era a nossa vida de comunhão com o Senhor, mas precisamos continuar a cada momento conhecendo a Deus, através da comunhão, isto é, da oração e jejum, para vencermos os nossos desafios.
Para vencermos hoje, não permita que o seu coração lhe engane, fazendo-o pensar que as vitórias do passado vão lhe garantir vitórias hoje.

2-RECONHEÇA QUE A SUA GRANDEZA ESTÁ EM DEUS (Gn 39.2-23; 41.51,52; I Cr 29.10-13)- Quando olhamos para a vida de José, ele tinha tudo para ser um homem triste, depressivo, desanimado, murmurador, etc., pois quando era adolescente foi abandonado e vendido por seus irmãos, acusado falsamente pela esposa de seu senhor, esquecido na prisão por seu amigo, contudo José não deixou de confiar em Deus, de depender do Senhor. O pastor Jonathan Edwards disse: “a glória de Deus está na dependência do homem”, assim podemos contemplar a grandeza a grandeza de José, pois ele era um homem totalmente dependente de Deus.

Ao ser promovido como o segundo homem mais importante do Egito, não permitiu que o orgulho dominasse a sua vida. Não se vingou dos seus irmãos depois da morte de seu pai, mais reconheceu a providência divina em sua vida Gn 50.18-21.

Em nosso viver precisamos depender de Deus em nossa caminhada, certos de que é ele quem engrandece e humilha (I Sm 2.7; Isaías 2.12), e que sem ele nada somos (Jo 15.5). Ao olharmos, para o jovem Davi, cuidando das ovelhas de seu pai, quem poderia dizer que ele um dia seria rei¿ Mas Deus estava preparando-o para ser o grande rei de Israel. Pois, foi o Senhor quem o tirou do meio das malhadas como nos diz a sua palavra: “Agora, pois, assim dirás ao meu servo Davi: Assim diz o Senhor dos Exércitos: Tomei-te da malhada e de detrás das ovelhas, para que fosses príncipe sobre o meu povo de Israel. E fui contigo, por onde quer que andaste, eliminei os teus inimigos diante de ti e fiz grande o teu nome, como só os grandes têm na terra”( I Cr 17.7,8).

E, Davi, como um homem segundo o coração de Deus, disse: “Teu, Senhor, é o poder a grandeza, a honra, a vitória e a majestade; porque teu é tudo quanto há nos céus e na terra; teu Senhor, é o reino, e tu te exaltaste por chefe sobre todos. Riquezas e glórias vêm de ti, tu dominas sobre tudo, na tua mão há força e poder; contigo está o engrandecer e a tudo da força”(I Cr 29.11,12).

Oh! Meus irmãos, nós precisamos ter a mesma visão e viver na dependência de Deus, assim como José e Davi, certos de que nada foge do controle do Senhor, só ele é digno de honra e glória, assim podemos dizer, somente a glória de Deus.

3- RECONHEÇA QUE É DEUS QUEM LHE DAR A VITÓRIAS ( 2 Rs 19.32-37; 2 Cr 20.1-30)- O rei Ezequias  decidiu depender do Senhor diante das afrontas do rei da Assíria (2 Rs 18.19-37; 19.1-34), ele se voltou para o Deus,  consultou o profeta Isaías, o qual o consolou e o aconselhou a confiar tão somente em Deus. Ezequias orou e confiou em Deus e não se deixou levar pelas ameaças, e Deus lhe concedeu vitória, como nos diz a sua palavra: “Então naquela mesma noite, saiu o Anjo do Senhor e feriu, no arraial dos assírios, cento e oitenta e cinco mil; e, quando se levantaram os restantes pela manhã, eis que todos estes eram cadáveres”(2 Rs 19.35).

Como homens e servos de Deus não estamos isentos de enfrentarmos lutas, mas se queremos vencer precisamos fazer como Josafá fez diante de inimigos que se levantara contra ele. O rei Josafá admitiu a sua fraqueza, se derramou perante o Senhor e ouviu o seu servo Jaaziel e Deus lhe concedeu vitória (2 Cr 20.1-30). Josafá nos ensina que diante dos inimigos, das dificuldades, nós precisamos buscar a Deus com todo o nosso ser, certos de que ele nos ouvirá, como também devemos confiar na palavra de Deus, pois o nosso Deus é fiel e zela por sua palavra.

Meus irmãos o Deus que deu vitória a Ezequias e a Josafá, é o nosso Deus, nele precisamos confiar sem duvidar, mas quando ele te abençoar, reconheça o seu poder gracioso para contigo e renda glórias ao seu nome. Como nos ensina o salmista Davi: “bendize, ó minha alma, ao Senhor e não te esqueças de nenhum só de seus benefícios”(Sl 103.2).

Portanto, meus irmãos, o mesmo Deus que ouviu as orações de Jorge Muler e lhe deu grandes vitórias também é o nosso Deus. Precisamos viver cada dia em comunhão com Ele, independente das circunstâncias, certo de que com ele somos mais que vencedores. Somente a glória de Deus.

Sobre o autor: Pr. Eli Vieira é formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte-Recife, cursando Administração na Uninassau e pastor efetivo da IP Filadélfia,Garanhuns-PE

JESUS: O SERVO INCOMPARÁVEL




João 13.1-38
Charles Erdman diz que o capítulo 13 de João, “é o lugar santo do edifício sagrado desse evangelho”. Depois de alguns anos de ministério público de Jesus, agora podemos ver o ministério particular do mestre dos mestres. Naquele momento Jesus se reuniu com os seus discípulos e lhes transmitiu ensinamentos que continuam falando ainda hoje. Neste momento eu convido você para olharmos para o texto em tela como também para o evangelho de João e aprendermos com Jesus algumas lições.

1-PORQUE ELE ERA HUMILDE (13.1-11) - Cada família em Israel se preparava para imolar o cordeiro pascal. A pascoa era a festa onde todos se reunião em Israel para celebrar a libertação da escravidão egípcia. Mas onde também era oferecido cordeiro Pascal, o mais vivido tipo de Cristo.

Era costume das pessoas antes de se sentarem à mesa, lavarem os pés. Este era o trabalho dos servos, dos escravos mais humildes de uma casa. Os seus discípulos, tinha vindo de Betânia, seus pés estavam sujos. Nem um dos discípulos de Jesus tomou atitude, eles não podiam sentar a mesa com os pés sujos, mas nenhum discípulo tomou atitude no que diz respeito a lavar os pés dos seus irmãos. Os discípulos pensavam que no reino privilégios implicava em grandeza (Lc 22.24-30), regalias, aplausos e reconhecimento dos homens.

Neste momento podemos contemplar a atitude incomparável do mestre Jesus, diferente dos seus discípulos, Jesus tomou uma toalha, e uma bacia com água, e se pôs a lavar os pés dos seus discípulos, enquanto eles estavam pensando que seria o maior entre eles, Jesus ensina que eles deveriam ser humildes.Com esta atitude Jesus estava ensinando que privilégios, não implica em soberba, mas em humildade. Jesus sabia quem era, de onde tinha vindo e para onde ia. Ele era o rei dos reis, o senhor do universo. Não obstante, o seu poder não o levou a autoexaltação, mas a humildade. Como disse o pastor Hernandes Dias Lopes “sua humildade não procedeu da sua pobreza, mas da sua riqueza”.
Willam Barclay disse: “o mundo se encontra cheio de gente que está de pé sobre sua dignidade quando deveria estar ajoelhada aos pés de seus irmãos”.

 Portanto, meus irmãos, humildade e amor, são atitudes que aqueles que não temem a Deus podem entender, mesmo que elas não saibam nada acerca das doutrinas teológicas que muitos crentes sabem. 

Como servos de Jesus hoje, nós precisamos rogar ao Pai que nos ajude a seguir o exemplo de seu filho amado Jesus, que nós não venhamos apenas falar acerca da humildade de Jesus, mas a viver uma vida de tal maneira que a beleza de Cristo possa ser vista em nós.

2- PORQUE ELE ERA ONISCIENTE (13.18-32) – Em seu evangelho, João nos mostra quem era realmente o Senhor Jesus, ele era homem, mas João ao revelar sua onisciência, nos ensina que ele era Deus. Judas passou com Jesus e os discípulos dele três anos, os discípulos amigos de Judas não o conheciam, mas Jesus sabia quem era Judas. Ali no cenáculo era o momento que Judas tinha que tirar a sua máscara, e deixar a sua aparência de homem piedoso, e Jesus deixou claro que Judas não era um servo de Deus.

Ele andou com Jesus, viu seus milagres, ouviu seus sermões, realizou as obras de Deus (evangelizou), estava com os discípulos, pregou, orou, etc. Judas agora é dominado pelo diabo.  Tudo aquilo não pegou Jesus de surpresa, ele sabia o que estava acontecendo, quem era Judas Iscariotes. “Judas nos mostra quão longe um homem pode ir em sua profissão religiosa sem ser convertido, quão profundamente uma pessoa pode se envolver nas coisas de Deus e ser apenas um hipócrita, Judas Iscariotes nos mostra a inutilidade dos maiores privilégios sem um coração sincero diante de Deus. 

Privilégios espirituais sem a graça de Deus não salvam ninguém. Ninguém é salvo por ser um líder religioso, por ocupar um lugar de destaque na denominação ou por exercer um ministério espetacular”(Hernandes D. Lopes). No texto em tela, podemos contemplar a onisciência de Jesus, não só ao revelar o traidor, mas também ao revelar a fraqueza de Pedro (13.36-38), quando este fez questão de dizer que estaria pronto para morrer por Jesus, demonstrando assim a sua lealdade, mas ao mesmo tempo sua gabolice, Pedro estava dizendo que era melhor do que os seus colegas (Mc 14.29).O mestre Jesus revela que a autoconfiança de Pedro era nada, e coloca por terra toda a sua coragem.

Meus queridos, Jesus estava nos ensinando que diante dos desafios da vida, precisamos depender dele, porque sem ele não somos nada, mesmo que sejamos, corajosos, intelectuais, etc. Eu e você precisamos de Jesus, pois somos semelhantes a Pedro. Não se deixe levar por suas gabolices, conhecimento, dinheiro, cargo, etc. Você é tão fraco como Pedro. Somente Jesus, Ele conhece o nosso sentar e o nosso levantar, só a graça dele nos basta.

3-PORQUE ELE ERA ONIPOTENTE (Jo 2.1-12; 6.1-15; 9.1-12; 11.1-46) – O evangelista João ao falar sobre o ministério público de Jesus, enfatiza não só a sua vida como homem, mas nos mostra sete sinais que revelam o poder incomparável do Senhor Jesus, ao transformar a água em vinho, ao curar o cego, ressuscitar Lázaro depois de quatro dias, etc. Não só nos milagres realizados por Jesus, podemos ver o seu poder, mas também em suas palavras. 

É interessante notar que quando Judas fora entregar Jesus juntamente com a escolta dos sacerdotes e fariseus, Jesus lhes perguntou-lhes: a quem o buscais? e responderam-lhe: a Jesus o Nazareno. Quando, pois, Jesus disse-lhes: sou eu, recuaram e caíram por terra (Jo 18.1-6). Judas estava liderando a turba que fora fortemente armada ao Getsêmani para prender Jesus. Ele não fora acompanhado apenas de Judeus oficiais do templo, mas também de um destacamento de soldados romanos. Tratava-se de uma coorte. Uma coorte completa tinha 1000 homens, 760 soldados de infantaria e 240 de cavalaria. Essas tropas auxiliares de Roma ficavam estacionadas em Cesareia Marítima, quartel-general de Roma em Israel. Durante os dias de festa eles ficavam na fortaleza Antônia, a noroeste do complexo do templo em Jerusalém. Isso garantia um policiamento mais efetivo das grandes multidões que aumentavam muito a população de Jerusalém. Na festa da páscoa a população de Jerusalém quintuplicava. Essa festa era a alegria dos Judeus e o terror dos romanos. As tropas em Jerusalém tinham o propósito de garantir a ordem diante de qualquer possibilidade de tumulto ou rebelião alimentados pelo fervor religioso. Por essa razão é que essa coorte foi chamada para apoiar os guardas do templo; o risco de reação por parte da multidão era sem dúvida, elevado no caso da prisão de alguém com a popularidade de Jesus. D. A. Carson diz que a combinação de autoridades judaicas e romanas nessa prisão condena o mundo todo (Hernandes, 2015, ps. 440, 443)¹. 

Todo este aparato não intimidara Jesus, mas ele revela o seu poder, ele tinha pleno controle sobre aquela situação, Jesus não fora preso, mas se entregou para cumprir as sagradas escrituras. 

O sinédrio tinha a seu dispor um grupo de soldados para manter a ordem no templo. João 18.3 cita uma “escolta” que consistia em seiscentos homens, um décimo de uma legião. O Sinédrio entendeu que um destacamento de soldados seria prudente e necessário para evitar qualquer tumulto. E aquele grupo seguira armado até os dentes (Mc. 14.43). Isso nos mostra ainda mais o poder de Jesus.

Meus irmãos, hoje a nossa grande necessidade é de Jesus, ele não mudou, sem ele nós não somos nada e nada podemos fazer (Jo 15.5), com ele somos mais que vencedores (Rm 8.37), com ele podemos enfrentar quaisquer situações (Fl 4.13). Não sei quais são os seus dramas, as circunstâncias que lhe cercam, mas eu sei que Jesus não mudou, ele é o mesmo ontem e hoje e para sempre. Somente Jesus.

Nota

1-Lopes, Hernandes Dias - João: As glórias do Filho de Deus – São Paulo: Hagnos, 2015. 

Sobre o autor: Pr. Eli Vieira é formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte-Recife, cursando Administração na Uninassau e pastor efetivo da IP Filadélfia,Garanhuns-PE



Perdido dentro da igreja


Rev. Hernandes

Referência: Lucas 15.25-32

INTRODUÇÃO
1. Jesus contou três parábolas sobre a alegria do encontro
a) A ovelha perdida que foi encontrada – O pastor chama a todos para se alegrarem.
b) A moeda perdida que foi encontrada – A mulher chama seus vizinhos para se alegrarem.
c) O filho perdido que voltou para casa – O pai oferece uma festa e se alegra. Nessas três parábolas a única pessoa que não está alegria e feliz é o irmão mais velho do pródigo.


2. No meio dessa festa do encontro, do resgate, da salvação há uma voz que destoa
O filho mais velho está triste, porque o Pai recebeu o filho pródigo com alegria.
O filho mais velho está irado, porque o Pai é misericordioso.
O filho mais velho está do lado de fora, enquanto o filho pródigo está dentro da Casa do Pai.

3. O perigo de se estar na Casa do Pai, dentro da Igreja e ainda estar perdido
Esse filho representou os escribas e fariseus que se consideravam santos e desprezavam os outros.
Esse filho representa aqueles que estão dentro da igreja, obedecendo a leis, cumprindo deveres, sem se enveredar pelos antros do pecado, pelos corredores escuros do mundo e ainda assim, estão perdidos.
Ilustração: O jovem rico – criado na sinagoga, cumpria os mandamentos, mas estava perdido.

I. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS DESOBEDECE OS DOIS PRINCIPAIS MANDAMENTOS
Jesus ensinou que os dois principais mandamentos da lei são amar a Deus sobre todas as coisas e amar o próximo como a si mesmo. Esse filho quebrou esses dois mandamentos: ele nem amou Deus, representado pelo Pai e nem o seu irmão.
Ele não perdoou o Pai por haver recebido o filho pródigo, nem perdoou o irmão pelos seus erros.
Há pessoas que estão na igreja, mas não têm amor por Deus nem pelos perdidos. Estão na igreja, mas não amam os irmãos.

II. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS ESTÁ CONFIADO NA SUA PRÓPRIA JUSTIÇA
Ele era veloz para ver o pecado do seu irmão, mas não enxergava os seus próprios pecados. Ele era cáustico para condenar o irmão, enquanto via-se a si mesmo como o padrão da obediência.
Os fariseus definiam pecado em termos de ações exteriores e não atitudes íntimas. Eles eram orgulhosos de si mesmos. Como o profeta Jonas, esse filho mais velho obedecia ao Pai, mas não de coração. Ele trabalhava com intensidade, mas não por amor.

III. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS NÃO É LIVRE
Ele não vive como livre, mas como escravo. Sua religião é rígida. Ele obedece por medo ou para receber elogios. Faz as coisas certas com a motivação errada. Sua obediência não provém do coração.
Ele anda como um escravo (v. 29). O verbo é douleo = servir como escravo. Ele nunca entendeu o que é ser filho. Nunca usufruiu nem se deleitou no amor do Pai.
Ser crente para ele é um peso, um fardo, uma obrigação pesada. Ele vive sufocado, gemendo como um escravo.
Está na igreja, mas não tem prazer. Obedece, mas não com alegria. Está na Casa do Pai, mas vive como escravo.

IV. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS ESTÁ COM O CORAÇÃO CHEIO DE AMARGURA
1. Complexo de santidade X Rejeita os marginalizados – v. 29,30
Ele estava escorado orgulhosamente em sua religiosidade, arrotando uma santarronice discriminatória. Só ele presta; o pai e o irmão estão debaixo de suas acusações mais veementes.
Sua mágoa começa a vazar. Para ele quem erra não tem chance de se recuperar. No seu vocabulário não tem a palavra perdão. Na sua religião não existe a oportunidade de restauração.
2. Sente-se injustiçado pelo pai
Acusa o pai de ser injusto com ele, só porque perdoou o irmão. Na religião dele não havia espaço para a misericórdia, perdão e restauração.
Ele se achava mais merecedor que o outro. Sua religião estava fundamentada no mérito pessoal e não na graça. É a religião da lei, do legalismo e não graça nem da fé que opera pelo amor.
3. Ele não perdoa nem restaura o relacionamento com o irmão – v. 30
Ele não se refere ao pródigo como irmão, mas diz: “Esse teu filho”.
A Bíblia diz que “quem não ama a seu irmão até agora está nas trevas”.
Ele desconhece o amor. Ele vive mergulhado no ressentimento. Ele vê seu irmão como um rival.
4. O ódio que ele sente pelo irmão não é menos grave que o pecado de dissolução que o pródigo cometeu fora da igreja – Gl 5.19-21
A bíblia fala sobre três pecados na área da imoralidade e usa nove na área de mágoa, ressentimentos, ira.
A falta de amor é um pecado tão grave como o pecado da vida imoral e dissoluta.
5. O ressentimento o isolou do Pai e do irmão
Quando uma pessoa guarda ressentimento no coração pelo irmão que falhou, perde também a comunhão com o Pai.
Ele se recusa a entrar, fica fora da celebração. Mergulha-se num caudal de amargura.
Ele diz para o Pai: “Esse teu filho”. Mas o Pai o corrige e diz-lhe: “Esse teu irmão” (v. 30,31).

V. VIVE DENTRO DA IGREJA, NA PRESENÇA DO PAI, MAS ANDA COMO SOLITÁRIO – V. 31
Ele anda sem alegria, sem amor, sem prazer. Vive na Casa do Pai, mas sente-se escravo. Está na Casa do Pai, mas não tem comunhão com ele.
Quantos estão na igreja, mas nunca sentem o amor de Deus, a alegria da salvação, o prazer de pertencer a Jesus, a doçura do Espírito Santo. Vivem como órfãos: sozinhos, curtindo uma grande solidão e insatisfação dentro da Casa do Pai.

VI. VIVE DENTRO DA IGREJA, MAS NÃO SE SENTE DONO DO QUE É DO PAI – V. 31
1) Ele era rico, mas estava vivendo na miséria. Muitos hoje estão vivendo um cristianismo pobre. Vivem sem alegria, sem banquete, sem festa na alma, trabalhando, servindo, mas sem alegria;
2) Deus tem uma vida abundante – Jo 10.10;
3) Deus tem rios de água viva – Jo 7.38;
4) Deus tem as riquezas insondáveis do evangelho – Ef 3.14
5) Deus tem a suprema grandeza do seu poder – Ef 1.19
6) Deus tem a paz que excede todo o entendimento – Fp 4.7
7) Deus tem alegria indizível e cheia de glória – 1 Pe 1.8
8) Deus tem vida de delícias para a sua alma.
Esse filho não tem nenhum proveito na herança do Pai. Ele nunca fez uma festa. Nunca celebrou com seus amigos. Nem sequer um cabrito, ele comeu. Ele nunca saboreou as riquezas do Pai.
Ele não tem comunhão com o Pai: É como Absalão, está em Jerusalém, mas não pode fazer a face do Rei.
Ele está na igreja por obrigação. Ele não toma posse do que é seu.
Ilustração: o homem que fez um cruzeiro de Navio e levou o seu lanche. Vendo as pessoas comendo os pratos mais deliciosos, guardou dinheiro para comer uma boa refeição no último dia. Só então ficou sabendo que todos aqueles banquetes já estavam incluídos.

CONCLUSÃO
O mesmo Pai que saiu ao encontro do filho pródigo para abraça-lo, sai para conciliar este filho (v. 31).
O remédio para esse filho era o mesmo para o outro: confessar o seu pecado.
Mas ele ficou do lado de fora. Agora perdido dentro da Casa do Pai.
Não fique do lado de fora. Venha e desfrute da festa que Deus preparou!!!

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Somente a Glória de Deus

Chegou a hora de cruzar o seu Jordão




















INTRODUÇÃO
1. O raiar de um novo ano abre diante de nós novos desafios. Atravessamos o deserto, enfrentamos lutas, tentações, batalhas, perigos. Nesse ano que se passou tivemos dias de festa e dias de luto; dias de celebração e dias de choro; dias em que a nossa cabeça estava untada pelo óleo da alegria e dias em que estávamos cobertos pelas cinzas da tristeza.
2. Como o povo de Israel agora chegou a hora de cruzar o nosso Jordão. Há uma terra a ser conquistada. Há inimigos a serem vencidos. O povo de Israel ansiava por esse momento desde a promessa feita a Abraão. Mais de 500 anos haviam se passado. Mas, agora, chegara o momento. O tempo da oportunidade batia à porta. O tempo oportuno de Deus havia chegado. Era hora de tomar posse da herança.
3. Há muitos sonhos que você tem nutrido há anos: no seu casamento, na sua família, no seu trabalho, nos seus estudos, na sua vida financeira, na sua vida espiritual. Agora, chegou a hora de você também cruzar o seu Jordão, entrar na sua terra prometida.
4. O que você precisa fazer para cruzar o seu Jordão?
I. É PRECISO TIRAR OS OLHOS DA CRISE E SABER QUE DEUS ESTÁ NO CONTROLE – V. 1-2
1. Moisés está morto, uma crise real está instalada – v. 1-2
Moisés o grande líder, o grande libertador, o grande legislador, o grande intercessor está morto. A crise chega repentinamente. Ela vem a todos. Vivemos um crise internacional. O terrorismo ainda é uma ameaça. A paz mundial parece cada vez mais distante. A violência campeia bem ao nosso lado. A miséria convive com a fartura. O desemprego assusta os pais de família. O tráfico de drogas parece resistir a todo expediente da lei e da justiça. O desmoronamento dos valores morais e a desintegração das famílias são verdadeiros terremotos. Os fenômenos da natureza parecem anunciar que estamos mais perto do fim do que jamais imaginamos.
2. Moisés está morto, mas Deus continua no trono – v. 1-2
A obra continua. Precisamos assumir o nosso papel histórico. Às vezes, damos desculpas, dizendo para Deus que não estamos preparados para cruzar o nosso Jordão e tomar posse da terra prometida. Mas com a nossa idade, alguns homens já tinham influenciado o mundo: 1) Alexandre, o Grande já havia conquistado o mundo aos 23 anos de idade; 2) Mozart já havia sido consagrado como o grande gênio da música mundial; 3) Cristóvão Colombo já tinha seus planos feitos para entrar na Índia aos 28 anos; 4) Lutero iniciou a Reforma com 38 anos e Calvino com 21 anos; 5) Joana D’arc fez todos os seus trabalhos e terminou sua missão na fogueira aos 19 anos; 6) Billy Graham aos 40 anos já tinha pregado ao mundo inteiro.
3. Moisés está morto, mas o povo precisa cruzar o Jordão e conquistar a terra prometida – v. 2
Nossa confiança está no Senhor. Nossa vitória não vem dos homens, mas de Deus. Os homens passam, mas Deus continua no trono. Cada geração precisa se levantar e cruzar o seu Jordão, manter o ideal aceso.
João Wesley disse: “Senhor, dá-me 100 homens que não temam outra coisa senão o pecado, não amem ninguém mais do que a Deus, e eu abalarei o mundo”. Ashbell Green Simonton ao morrer aos 34 anos disse para sua irmã: “Deus levantará os seus próprios instrumentos para continuar a sua obra.”
II. PRECISAMOS SAIR DO DESERTO E CRAVAR OS OLHOS NOS NOVOS DESAFIOS – V. 1-2
1. O deserto estéril não é o nosso paradeiro
Não fomos chamados para fazer do deserto o nosso cemitério, mas para conquistar a terra que Deus nos prometeu. Aqueles que duvidaram da promessa foram enterrados no deserto. A incredulidade nos planta no deserto, mas a fé nos leva a cruzar o Jordão.
2. O Jordão precisa ser atrevessado
Aquilo que é impossível para você, é possível para Deus. O Senhor pode realizar o seu sonho neste ano. Você pode cruzar o seu Jordão. Você pode tomar posse da sua terra prometida. Este pode ser o ano da sua vitória: vitória na vida familiar, vitória na vida financeira, vitória na vida espiritual. Aquilo que parecia impossível para você, pode se abrir diante do seus olhos, como o Jordão se abriu para o povo que creu.
Quando abraçamos o projeto de Deus nossos sonhos deixam de ser medíocres. Precisamos ter grandes sonhos, grandes alvos, grandes anseios. João Wesley pregou mais de uma vez por dia durante 54 anos. Viajou a cavalo 200.000 Km. Publicou um comentário de 4 volumes sobre a Bíblia, 1 dicionário de inglês, 5 volumes sobre Filosofia, 4 volumes sobre História da Igreja. Escreveu 3 volumes sobre Medicina e 6 volumes sobre Música Clássica. Seu Jornal ao fim da sua vida, totalizou 50 volumes. No final da sua vida a Igreja Metodista era a terceira maior força evangélica do mundo e a maior igreja evangélica dos Estados Unidos no século XIX.
3. As cidades fortificadas precisam ser conquistadas
Deus não nos chamou para contar os inimigos, mas para vencê-los. Há inimigos que nos espreitam. Há batalhas que precisam ser travadas. Mas a vitória vem do Senhor. Ele vai à nossa frente. Ele quebra o arco e despedaça a lança. Nenhuma arma forjada contra você vai prosperar. Deus é o seu escudo. Possua a sua terra. Desaloje o inimigo. Entre nessa peleja sabendo que o Senhor é quem o conduz em triunfo.
4. O tempo de agir é agora
A vida não é um ensaio. Muitos vivem como se a vida fosse um ensaio. Muitos entram em cena e fazem as coisas sem excelência, pensando que poderão repetir aquele ato. Ledo engano. A vida não se repete. A vida não espera. O que você precisa fazer, deve fazer agora, porque é mais tarde do que você imagina.
III. PRECISAMOS SABER QUE A VITÓRIA VEM DE DEUS, MAS SOMOS NÓS QUE TEMOS QUE CRUZAR O JORDÃO – V. 2
1. Precisamos desromantizar a vida, pois entre a promessa e a terra prometida há um Jordão
Entre nós e os nossos sonhos há sempre um Jordão. Sempre haverá um Jordão a atravessar para tomarmos posse da terra prometida. Não há vitória sem luta. Deus nos promete força e consolo e não ausência de lágrimas.
Há obstáculos em nossa vida que poderíamos chamar do nosso Jordão pessoal: uma pessoa, uma doença, um relacionamento quebrado, um problema financeiro, um pecado, um sonho não realizado.
Deus mostrou o Jordão e lhe deu ordem para atravessá-lo, mas não lhe disse como. Deus não lhe mostrou uma ponte. A ponte para atravessar o Jordão é a fé. Devemos cruzar o nosso Jordão mesmo quando somos fracos, doentes, sozinhos.
Charles Spurgeon – Ele sempre exerceu suas múltiplas atividades quando estava doente. Sofria de gota e atravessava crises terríveis de depressão. Houve época em que sua saúde se achava tão abalada que teve de passar a maior parte do tempo no sul da França para se recuperar. Sua esposa, que ficou inválida após o nascimento dos filhos gêmeos, também superou suas limitações . Embora paralítica, ela dirigiu da cama, um trabalho pioneiro de distruibuição de livros do seu marido. Com 20 anos Spurgeon atraía pessoas de longe para ouvi-lo. Então decidiu construir um templo para 5.500 pessoas. Chamou sua liderança e disse que, se alguém duvidasse de que Deus poderia realizar aquele plano, que saísse. 23 líderes de Spurgeon o deixaram e só ficaram 7. Veja o Jordão de Spurgeon. Ele levou o seu sonho adiante com aqueles 7 líderes. Construiu o templo e durante 30 anos, lotou manhã e noite o Tabernáculo Metropolitano de Londres.
Irmãos, há sempre um Jordão a ser atravessado. Mas o que é o Jordão para aquele que lançou os fundamentos da terra? Que é o Jordão para o Senhor que a mede as águas do oceano na concha da sua mão?
2. Precisamos saber que a vitória vem de Deus e não da nossa força – v. 2
Saber que a vitória vem de Deus nos torna destemidos.
Saber que a vitória vem de Deus nos ajuda a enfrentar os gigantes com ousadia. Podemos dizer aos Golias: “Tu vens contra mim com espada com e com escudo, mas eu vou contra ti em nome do Senhor dos exércitos”.
Saber que a vitória vem de Deus nos impede de cair na fogueira das vaidades. Isso nos mantém humildes.
IV. PRECISAMOS DISCERNIR A VISÃO DE DEUS PARA A NOSSA VIDA – V. 2-4
1. Josué recebeu visão clara sobre o que fazer, onde ir e a quem levar – v. 2-4
O chamado de Deus para Josué foi claro. Deus não o estava chamando para outra coisa, senão para cruzar o Jordão e conduzir o povo à terra prometida. Aquela era a meta de Deus para a sua vida. Josué tinha absoluta certeza acerca daquilo que Deus queria da sua vida.
Deus respondeu três perguntas de Josué:
a) A quem? Todo o povo.
b) Aonde? À terra que eu dou aos filhos de Israel, Canaã.
c) Quando? Agora.
Deus mostra os limites da ação de Josué (v. 2-3): “Todo lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado, como eu prometi a Moisés. Desde o deserto e o Líbano até ao grande rio, o rio Eufrates, toda a terra dos heteus e até ao mar Grande para o poente do sol será o vosso termo” – Josué não deveria digirir-se à Mesopotâmia, Índia, China nem para a Europa. É importante discernir onde devemos colocar o nosso pé. O mesmo Deus que disse que todo lugar que pisar a planta do vosso pé, delimita a geografia da bênção.
2. Qual é o grande propósito de Deus para a sua vida?
O que Deus chamou você para fazer? O que ele colocou em suas mãos para realizar? Qual é a visão de Deus para você? Você está no centro da vontade de Deus? Tem fugido como Jonas? Quem caminha com base na visão, caminha com objetividade. Paulo disse: Uma coisa eu faço. Quem caminha com base na visão caminha com propósito.
Qual é a paixão da sua vida? O que inflama o seu coração?? A visão de Deus para sua vida está relacionado com aquilo que lhe pesa no coração. Deixe de reclamar. Deixe de murmurar. Há um chamado de Deus para você. Há uma obra a ser feita. Qual é a visão de Deus para sua vida?
a) Minha paixão é pregar! Há alguns anos eu tiro parte das férias para pregar. Eu preguei em média uma vez por dia este ano. Preguei pouco.
b) No peito de Hudson Taylor ardia a evangelização da China.
c) John Knox sonhava com a Escócia sendo ganha para Jesus.
d) William Wilberforce sonhava com o término da escravidão na Inglaterra.
e) Spurgeon dizia para os seus alunos: “Meus filhos, se o mundo os chamar para serem reis, não se rebaixem deixando a posição de embaixadores do céu”.
Deus diz para Josué: “Não to mandei eu? Por que estamos ainda acomodados? Por que ainda não colocamos a mão no arado? Por que ainda não cruzamos o nosso Jordão? Por que ainda não tomamos posse da Terra Prometida?
V. É PRECISO VIVER COM O PEITO ENCHARCADO DE ÂNIMO E CORAGEM – V. 6,7,9
1. Deus é contra o desânimo – v. 6,7,9
Deus falou três vezes para Josué ser forte, ter coragem e ânimo. O desânimo é contagioso. Foi por causa dele que toda uma geração de 2 milhões de pessoas morreram no deserto. Sem ânimo ninguém se levanta na crise. Sem ânimo ninguém cruza o Jordão. Sem ânimo ninguém enfrenta o inimigo. Sem ânimo ninguém toma posse da terra prometida. Sem ânimo não se restaura casamento. Sem ânimo não se evangeliza nem se experimenta o avivamento da igreja.
Sem coragem, podemos ter visão que não sairemos do lugar. Quem crê corre riscos. Quem confia sai à batalha em nome do Senhor. Quem crê no Senhor vence os Golias da vida. Josué ganhou tremendas batalhas. Ele não temeu. Ele confiou que do Senhor vem a vitória.
Exemplo: Davi em Ziclague: “… mas Davi reanimou no Senhor seu Deus”.
2. O desânimo nos impede de cruzar o nosso Jordão
a) Há pessoas que são desanimadas por uma causa física – A mulher hemorrágica estava anêmica há 12 anos. Quando Jesus a curou, disse para ela: “Tem bom ânimo” . Por que? Porque ela já tinha cacuete de desanimada. Adquiriu o hábito de desânimo. Agora ela tinha que adotar outro estilo de vida. Tem gente que vive reclamando.
b) Há pessoas que precisam ser curadas do desânimo antes da cura física – O paralítico de Cafarnaum. Além de deficiente, era desanimado. Chegam os 4 amigos e dizem: “Olha, nós vamos te levar até Jesus.” – Ah! Eu quero ficar na cama. – “Você vai então com cama e tudo”. Chegam na casa e a multidão socada na porta e o homem diz: – Eu não falei, tem muita gente. Me leva para casa. Mas eles insistem. Abrem um buraco no telhado. Os amigos têm ânimo, mas ele está desanimado. Quando chega, Jesus antes de curá-lo, diz: “Homem tem bom ânimo”. O que adianta Jesus curar o homem se ele iria continuar desanimado? Ele nem iria fazer festa.
3. O ânimo precisa ser cultivado no coração
O texto nos mostra que o ânimo é gerado no coração de 3 formas:
a) O que produz o ânimo é a promessa de Deus – v. 6 “Sê forte e corajoso, porque tu farás este povo herdar a terra que, sob juramento prometi dar a seus pais”.
b) O que gera o ânimo é agir de acordo com a vontade de Deus – v. 7 “…”. O ânimo é resultado da obediência.
c) O que mantém o ânimo é a consciência da presença de Deus – v. 9: “Porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares.” Deus oferece a Josué uma base histórica para a sua confiança: “Assim como fui com Moisés, assim serei contigo” (v. 5). Deus também oferece a ele sua presença contínua e manifesta: “Eu serei contigo, eu não te desampararei”.
VI. PRECISAMOS NOS CONDUZIR SEGUNDO A PALAVRA DE DEUS – V. 7-8
1. Para cruzar o Jorão não basta apenas coragem, é preciso ter também santidade
A geração atual tem sido chamada a geração coca-cola, a geração shopping center, a geração virtual, mas também tem sido chamada a geração analfabeta da Bíblia.
Se queremos cruzar o Jordão precisamos ter uma vida conduzida pela Palavra de Deus. Josué nos dá três princípios e um resultado:
a) Meditar (v. 8) – Quando? Dia e noite.
b) Fazer (v. 7-8) – Como? Não se desviando nem para direita…
c) Falar (v. 8) – De que forma? Sem cessar.
d) Resultado (v. 8b) – Sucesso e prosperidade.
2. Sucesso e prosperidade sem santidade não sucesso nem prosperidade segundo Deus
Deus é quem chama, desafia, dá visão, dá poder e dá vitória. Ele promete um fim glorioso, mas também estabelece os meios. Precisamos agir segundo a Palavra. Precisamos conhecer, viver e proclamar a Palavra. Há poder na Palavra de Deus.
Ilustração: Na pequena cidade de Rochester, Inglaterra, o presbítero John Egglen observava da janela a nevasca. Ele precisava ir abrir a igreja porque o pastor certamente náo conseguiria chegar à igreja naquela noite. Havia poucas pessoas na igreja devido à nevasca. Ele não era pregador, mas abriu a Bíblia no profeta Isaías e pregou: “Olhai para Mim sede salvos, diz o Senhor”. Ali estava um rapaz de 13 anos e essas palavras atingiram o seu coração. O nome do adolescente era Charles Haddon Spurgeon. Quando a Palavra de Deus é anunciada, há virtude do alto!
CONCLUSÃO
1. Estamos no apagar das luzes de um novo ano. Nosso peito se enche de novas esperanças. Temos novos desafios na igreja, na família, no trabalho. Precisamos atravessar o nosso Jordão. Há uma terra a ser conquista e possuída.
2. Ao seu redor há crise. Mas, chama você e lhe faz promessas. É tempo de se levantar e obedecer. É tempo de experimentar os milagres de Deus, pois quando agimso em nome de Deus e para glória de Deus, o Jordão se abre, os inimigos fogem e nós possuímos a terra da Promessa.
Rev. Hernandes Dias Lopes

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