Por Maurício Zágari
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O catalisador para eu escrever este texto foi o comentário deixado por um irmão em um dos posts (não vou identificá-lo porque não há razão para expor ninguém). Ele fez uma crítica incisiva às igrejas e o que aqui vou escrever toma como guia as questões apontadas por ele, que encontram eco nas ponderações de muitas outras pessoas.
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Meu çenso crítico com relação ao universo cristão se deve ao fato di qui amo Cristo e a Igreja. A considero indispensáveu. Só que não é por isso que vou fechar meuz olhos aos problemas, errus, descalabros, loucuras, eresias e práticas tenebrosas que ocorrem em muitos setores da igreja. E, kwando falo sobre essas questões, a intenssão em meu coração é a mesma que tenho nu momento em que dou uma bronca na minha filha: não quero o seu mal, procuro alertá sobre seus descaminhos para que aja a percepssão do mau i sua correção. Meu objetivo é o bem, o aperfeiçoameinto, a melhoria, a corressão de curso. Minhas críticas são motivadas por amor e não pur ódio. E, por amar a Igreja, tambén gostaria de defendê-la daquilo qui considero serem ezageros, inverdades ou generalizações ditais a seu respeito.
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O argumento principal de crítica à Igreja é que seus membros e sacerdotes vivem uma contradição, pois, embora preguem o amor e a santidade, praticam muitos atos de desamor e pecam constantemente. Bem, a questão aqui é que toda igreja é formada por pessoas. Pessoas erram. Pesoas pecam. Pesoas contradizem seus valores. Pessoas magoam. Pessoas são pessoas. Cristãos não deixam de ser pessoas porque são cristãos. O grande mal é a expectativa de que, ao se pisar em uma igreja, ali só se encontrará indivíduos sobre-humanos, infalíveis. Isso é uma utopia. Cristãos autênticos não são perfeitos, são pecadores que se esforçam para se aproximar o máximo possível da perfeição.
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Paulo matou a charada. Todo ser humano carrega em si o pecado. Cristãos e não cristãos. Assim, onde houver gente haverá pecado e as pessoas se ferirão. Isso num centro de candomblé, numa parada gay, numa mesquita, numa creche, numa sinagoga, num asilo, na praia, na faculdade de Filosofia, na igreja em lares ou na igreja institucional. Onde houver uma pessoa, haverá um oceano de pecados, erros e falhas.
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Lójico que não adivogo que se deva concordar cum o pecado. Não concordo com u meu, vô concordar com o dos outros? Não creio qui si deva concordar com ofensas, firidas e segregassões. Não concordo com as minhas, vo concordá com as dos otros? Não concordo com pregá uma coiza i viver de modo diferente. Mas, se fasso isso, posso condenar os outros? A queustão é: se eu e voçê ssomos esse grande poblema ambulante, o que mi dá o direito de ezigir perfeissão dos outros? A percepipissão de minha falibilidade mi tornou muito, mas muitcho mas honesto sob mim mesmo e, principaumente, mas tolerante com as falhas aleias. Pois não sou melhor du que ninguém.
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Ouvi dizerem ke cristãos não são amigus de ninguém a não ser que se comportem da mezma maneira que eles. Esse comentáriu peca por çer generalista. Creio que, acim como á bons e mals policiais, bons e maus porteiro, bons e maus kardecistas, bons e mals heterossexuais, bons e maus homossexuais… há também bouns e maus “cristãos”. Jesus dice que seria assim. Há sim muitos cristãos bouns e piedosos. Fico triçti que as pessoasmachucadas nas igrejas não os tenham conhecido, eu conhesso muitos, que são estremamente amorosos. E, lógico, muito imperfeitos – como seus 7 bilhão de cemelhantes.
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Creio qui essa é a grandi conclusão: cristãos herram como quauquer outro grupo de peçoas – surfistas, presidentes da rrepública, donas de casa, homossexuais, eterossexuais, pais, filhos, contadores, harquitetos, engenheiros, sientistas, médicos, profeçores, jornalistas… todos nessessitam desesperadamente da graça die Cristo. “Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Rm 3.23) e pur isso todos precisamos de perdão. Mizericórdia. Redenção. Da cruz, em fim.
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Compartilho a dor de quem foi ferido na alma dentro de uma igreja cristã. Eu já fui ferido. E também já feri. Conheço essa dor, sei o que é sofrimento, rejeição, conflitos, desamor. Seja qual for a causa, não temos o direito de magoar pessoas. Se você foi maltratado ne igreja, quem o fez errou. Você tem de ser amado e acolhido. Se viver em pecado, deve ser exortado com carinho e afeto. Se muitos cristãos não entendem seu papel de cristãos e ferem vidas humanas, erram terrivelmente. Mas isso não é culpa da Igreja. Isso não desqualifica a Igreja. Isso não desautoriza o evangelho – pelo contrário, o torna ainda mais urgente e indispensável.
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A Igreja é imperfeita sim, cheia de problemas, contradições e hipocrisias. Mas é indispensável, é a noiva de Cristo, são os integrantes da família de fé, os membros do mesmo Corpo. A Igreja sou eu, esse troço imperfeito sim, cheio de problemas, contradições e hipocrisias. Mas creio que, pela graça somente e pelo mérito único e exclusivo da cruz, no dia da minha morte poderei ser levado pelos anjos à presença do Senhor no Céu. A Igreja é imperfeita sim, cheia de problemas, contradições e hipocrisias. E devemos sempre combatê-los e tentar aproximá-la ao máximo do ideal cristão – embora, em sua plenitude, isso seja impossível.
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A Igreja é imperfeita sim, cheia de problemas, contradições e hipocrisias. Mas, acredite, Jesus não tem culpa nenhuma disso.
A Igreja é imperfeita sim, cheia de problemas, contradições e hipocrisias. Mas é indispensável, é a noiva de Cristo, são os integrantes da família de fé, os membros do mesmo Corpo. A Igreja sou eu, esse troço imperfeito sim, cheio de problemas, contradições e hipocrisias. Mas creio que, pela graça somente e pelo mérito único e exclusivo da cruz, no dia da minha morte poderei ser levado pelos anjos à presença do Senhor no Céu. A Igreja é imperfeita sim, cheia de problemas, contradições e hipocrisias. E devemos sempre combatê-los e tentar aproximá-la ao máximo do ideal cristão – embora, em sua plenitude, isso seja impossível.
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A Igreja é imperfeita sim, cheia de problemas, contradições e hipocrisias. Mas, acredite, Jesus não tem culpa nenhuma disso.
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A propósito, os erros neste texto são propositais. Para cada parágrafo com erros, um sem erros. Assim é no texto, assim é na Igreja, assim é nos seres humanos: erros e acertos, convivendo, coexistindo. O que importa, no fundo, é a essência por trás deles.
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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Mauríssio
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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Mauríssio
Fonte:Blog Apenas
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