SEJA PARCEIRO DESTE MINISTÉRIO


quinta-feira, 7 de março de 2013

É possível, o crente, perder a salvação? Mais uma refutação ao Pr. Ciro Zibordi.


.


Por Denis Monteiro


Mais uma vez o pr. Ciro Sanches começa bem e termina mau. 

No Facebook o pastor postou um breve artigo, tentando mostrar que o crente perde a salvação. Em seu primeiro parágrafo ele foi enfático em dizer que o descrente será condenado eternamente. Mas quando vai explicar Apocalipse 13.8; 17.8 comete um erro infantil, vejamos o seu comentário:

Pr. Ciro: Quando um nome é inserido no Livro da Vida? O que é o Livro da Vida? É o registro de todos os salvos, de todas as épocas (Dn 12.1; Ap 13.8; 21.27). Alguns teólogos têm afirmado que Deus inseriu nesse livro apenas os nomes de supostos indivíduos eleitos antes da fundação do mundo e contestam a oração que alguns pregadores fazem pelos pecadores arrependidos: “Pai, em nome de Jesus, escreva os seus nomes no livro da vida”. Mas é importante observar que, em Apocalipse 17.8, está: escrito que os nomes têm sido relacionados no Livro da Vida "desde a", e não "antes da" fundação do mundo.

Há uma enorme diferença entre "antes da" e "desde a". No grego, o termo "apo" significa "a partir de". Segue-se que a expressão "desde a fundação do mundo" denota que os nomes dos salvos vêm sendo inseridos no Livro da Vida desde que o homem foi colocado na Terra fundada ou criada por Deus (Gn 1), e não que haja uma lista previamente pronta antes que o mundo viesse a existir. 

A expressão "desde a fundação do mundo" foi empregada também em Apocalipse 13.8 para denotar que todos os cordeiros mortos desde o princípio apontavam para o sacrifício expiatório do Cordeiro de Deus (Is 53; Jo 1.29). Isto é, os sacrifícios de animais realizados antes de Cristo tipificam a sua definitiva obra redentora.

Bem, a sua analise ao termo grego apo foi correta, dizendo ser "a partir de". Mas isso não significa que desde a fundação do mundo Deus vem escrevendo os nomes. O texto é claro em mostrar que Deus escreveu os nomes desde a fundação do mundo. Como eu afirmo isso? O texto reza assim: "foram escritos no Livro da Vida  desde a fundação  do mundo..." Ou seja, mesmo que o texto diz que a partir (desde), a palavra "foram" mostra que este ato já ocorreu. Segundo a gramática portuguesa  "foram" indica estar na terceira pessoa do plural no pretérito, ou seja, está ação está no passado. 

O mesmo ocorre com Ap 13.8. Segundo ele os cordeiros mortos desde a fundação do mundo, retrata a morte de Cristo expressa nos cordeiros. Mas o texto afirma que Cristo foi morto e não que está sendo ou que estava sendo morto desde a fundação do mundo (1Pe 1.20). A firmação do pastor faz com que seu argumento se enquadre a tradição católica romana que Cristo, a cada missa, morre. 

E ele continua sua analise incorreta das Escrituras:

Pr. Ciro - É possível ter o nome riscado do Livro da Vida? De acordo com a Palavra de Deus, existe a possibilidade de pessoas salvas, que não perseverarem até ao fim, terem os seus nomes riscados do Livro da Vida do Cordeiro (Ap 3.5). Em Êxodo 32.32,33 vemos essa verdade na intercessão de Moisés pelo povo: "Agora, pois, perdoa o seu pecado; se não, risca-me, peço-te, do teu livro, que tens escrito. Então, disse o Senhor a Moisés: Aquele que pecar contra mim, a este riscarei eu do meu livro".

Quando o Pr. Ciro diz, citando a Bíblia, que quem não perde a salvação são aqueles que vencem dar-se a entender que o crente tem que estar em constante luta para não se perder e ser o "vencedor" (Ap 3.5). Só que há uma implicação a qual não podemos esquecer, como diz Lutero que se um ponto está difícil de entender em outro lugar da Escritura ele será esclarecido. Então, como entender Ap 3.5? Da seguinte forma, o cristão é um vencedor porque Deus nos ama, logo, o cristão é o vencedor de Apocalipse 3.5 porque "em todas estas coisas somos mais do que vencedores". 

O livro mencionado em Êxodo 32:33 não é o Livro da Vida descrito em Filipenses 4:3, e mais tarde em Apocalipse (13:8; 17:8; 20:12, 15; 21:27). Pelo contrário, refere-se ao livro dos vivos, o registro daqueles que estão vivos (cf. Sl. 69:28). A ameaça, então, não é a condenação eterna, mas a morte física.[1]

Pr. Ciro - Serão riscados os que permanecerem desviados do Senhor e em uma vida de pecado (cf. Ap 3.3-5; 21.27). Em Lucas 10.20, Jesus disse aos discípulos da missão dos setenta (v.1), bem como aos doze (que sempre estavam com Ele) e a toda a sua Igreja, por extensão: "alegrai-vos, antes, por estar o vosso nome escrito nos céus". Judas, porém, um dos doze apóstolos do Senhor, desviou-se do Caminho. Por isso, o apóstolo Pedro afirmou: "[Judas, que] foi contado conosco e alcançou sorte neste ministério... se desviou, para ir para o seu próprio lugar" (At 1.17,25).

O pastor comente um erro sério de interpretação. Segundo ele o texto de Lucas 10:20 faz menção aos doze discípulos que fora escolhido no principio. Mas vamos analisar o texto, porque este assunto sobre missões vem desde o capitulo 9 que diz assim: "E, convocando os seus doze discípulos, deu-lhes virtude e poder sobre todos os demônios, para curarem enfermidades." (vs 1 - negrito acrescentado). Mas no capitulo 10 versículo 1 diz assim: "E depois disto designou o Senhor ainda outros setenta, e mandou-os adiante da sua face, de dois em dois, a todas as cidades e lugares aonde ele havia de ir." (negrito acrescentado). O termooutros no grego é bem claro para mostrar a distinção. O termo grego paraoutros é heteros (próximos; usado para diferenciar de alguma pessoa ou coisa anterior), ou seja, estes setenta discípulos não era os doze que fora escolhido no princípio (Mt 4.18ss). Como provei anteriormente que os setenta não era os doze que fora escolhido antes, logo, Judas não estava entre os setenta. Quando o pastor cita Atos 1.17, 25 ele quer mostrar que uma pessoa pode perder a salvação. Mas o que ele não percebeu foi que o verso 25 diz que Judas foi "para o seu próprio lugar", ou seja, como disse Jesus a Judas: "O que fazes, faze-o depressa" (João 13:27). Logo, Judas foi destinado para tal ofício como descrito em João 17.12: "Nenhum deles se perdeu, a não ser aquele que estava destinado à perdição, para que se cumprisse a Escritura."

Entendamos uma coisa. A morte de Cristo foi e é eficaz para salvar o pecador. Na morte de Cristo não há hipótese de o pecador ser salvo. Por quem Cristo morre, este é salvo. E este que é salvo recebe o dom do Espírito e seu penhor, o selo o qual é a confirmação que somos filhos de Deus para testificarmos no último dia (Rm 8.14;Ef 1.14). 

Paulo é claro em dizer que quem nos separará do amor de Cristo? (Romanos 8:35). Ou como disse Jesus: "E dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará da minha mão." (Jo 10.28). Mas para não ficar nenhuma dúvida, vejamos alguns termos gregos para enfatizar e provar que o quinto ponto do calvinismo é bíblico. 

Jesus disse em João 10.28: "nunca hão de perecer...". A palavra nunca no grego é ou me que significa nunca, certamente que não, de modo nenhum, de forma alguma. 

"...perecer...": No grego apollumi, ou seja: destruir, sair inteiramente do caminho.

"... ninguém as arrebatará...": O termo ninguém (tis) significa nenhuma pessoa.

"... arrebatará...": O termo arrebatará no grego harpazo significa: pegar, levar pela força.

Ou seja, Jesus diz que por aqueles que Ele morreu "nenhuma pessoa (das ovelhas que Ele morreu) pode ser destruído ou sair do caminho e nem levar a força"

Como diz J. Blanchard:

"A razão pela qual nenhum cristão pode ser arrebatado da mão do Pai é que o próprio Pai o colocou ali." [2].
__________________
Notas:
[2] Pérolas para a vida; Ed. Vida Nova; p. 367.

Divulgação: Bereianos

Vídeo em que pastor Marco Feliciano estipula ofertas e pede senha do cartão de fiel gera polêmica na internet



Vídeo em que pastor Marco Feliciano estipula ofertas e pede senha do cartão de fiel gera polêmica na internet

A indicação de Marco Feliciano (PSC-SP) para a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados trouxe holofotes para os posicionamentos ministeriais do deputado enquanto pastor.
Assim que os protestos começaram a tomar conta das redes sociais, um vídeo de uma ministração de Feliciano, em que ele pede ofertas e doações de bens materiais, tornou-se um viral, e ganhou destaque no site do jornal O Globo e na coluna Radar Online, de Lauro Jardim, na revista Veja.
No vídeo, entre diversas cenas polêmicas e no mínimo, controversas em termos de práticas evangélicas, Marco Feliciano estipula valores de ofertas e recolhe cheques, chaves de moto, dinheiro e até cartões bancários. A gravação ocorreu durante um culto da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, igreja que é liderada pelo próprio Feliciano.
Num trecho do vídeo, o pastor exibe um cartão bancário e se queixa da falta de senha para que a oferta seja sacada: “É a última vez que eu falo. Samuel de Souza doou o cartão, mas não doou a senha. Aí não vale. Depois vai pedir o milagre pra Deus e Deus não vai dar e vai falar que Deus é ruim”, diz o pastor Marco Feliciano.
Num momento seguinte a esse, um rapaz numa cadeira de rodas se aproxima de Feliciano e diz que doará mil reais, e o pastor comenta a atitude: “Ele veio como murmurador. Vai voltar como o homem mais abençoado da festa”, e resume, dirigindo-se ao jovem: “Eu ainda vou pregar com você por aí, garoto”.
Aparentemente, as ofertas haviam sido estipuladas em mil reais por pessoa, mas o pastor Marco Feliciano diz que quem não tem condições de doar essa quantia, pode ofertar a metade: “Tem mais [dinheiro] aqui na frente? Glória a Jesus! Deixa eu ver o sobrenome dele? Feliz de Souza [risos]. Mais um [cheque]. Amém, amém. Tem gente que diz: ‘Pastor, pastor, R$ 1.000 eu não aguento’. Traga R$ 500. Você só não pode é perder a benção. Quem crê dá um jeito”, resume Feliciano.
O vídeo polêmico e que denota a pregação da teologia da prosperidade, tem sido usado como crítica indireta a Marco Feliciano, acusado por ativistas gays de racismo e homofobia, e alvo de protestos dos que entendem que o deputado não é a indicação mais correta do PSC para o cargo de presidente da CDHM.
Confira o polêmico vídeo abaixo:
Por Tiago Chagas
Fonte: Gospel+

Boicote evangélico consegue mudar programação da Globo



Uma novela vai acabar antes do previsto e outra muda de nome.
por Jarbas Aragão

Boicote evangélico consegue mudar programação da GloboBoicote evangélico consegue mudar programação da Globo

A emissora já negou, mas pequenas notas em colunas de jornal e sites sobre audiência indicam que o boicote proposto pelos evangélicos afetou a programação da Rede Globo.
A aproximação com os evangélicos vem se desenhando há algum tempo, incluindo contratos de artistas gospel com a gravadora Som Livre, a exibição do Festival Promessas e o encontro com pastores para discutir a maneira como os personagens evangélicos são retratados.
Outro fato que merece destaque é que o São Jorge, “padroeiro” da novela das 21 horas foi esquecido. Desde o início da trama muitos evangélicos diziam que não queriam fazer um culto a Ogum, como a figura é conhecida nas religiões afro-brasileiras.
O protagonista Théo (Rodrigo Lombardi), que era tão devoto nos primeiros capítulos, não aparece mais acendendo velas nem fazendo rezas para o santo.  Não há referências diretas ao santo por parte dos outros personagens.
Várias fontes estão anunciando que a novela tem atualmente um dos piores índices de audiência dessa faixa horária e não conseguiu conquistar o público. Jornalistas acreditam que os posts evangélicos de manifesto nas redes sociais afetaram o desempenho. Inicialmente a trama deveria ficar no ar até junho, mais foi encurtada em duas semanas e chegará ao fim em maio.
Sua substituta será “Em Nome do Pai”, que teve a estreia antecipada. As gravações do folhetim de Walcyr Carrasco já estão em andamento e deve ter, entre outras histórias paralelas a primeira “mocinha evangélica” de uma trama global, uma ex-periguete que se converte e se torna cantora gospel. Outra trama de destaque é para um ex-homossexual que deve viver uma relação séria com uma mulher.
Mais recentemente, houve mudança numa das novelas programadas para estrear este ano. Ao invés de “Pequeno Buda”, foi rebatizada de “Joia Rara”. O motivo seria o temor da emissora que ocorresse outra campanha dos evangélicos contra o título que remete ao fundador do budismo. O folhetim de Thelma Guedes e Duca Rachid entrará no ar no final do ano na faixa das 18h, após o fim de “Flor do Caribe”, que estreia este mês. Com informações de Folha de São Paulo, Na Telinha e Audiência RBC.
Fonte:gospelprime

Morre Hugo Chávez, presidente da Venezuela


Entenda por que a morte do líder venezuelano afeta a Igreja Perseguida na Colômbia e saiba como funcionam as relações entre esses dois países da América Latina

Hugo-Chavez.jpg

Ao norte da Colômbia - 46ª nação na Classificação de países por perseguição - está a fronteira com a Venezuela, Estado liderado, até então, por Hugo Chávez. Após 14 anos no poder, ontem, a população venezuelana viveu a perda do presidente, famoso por seu discurso antiamericano.

Presidente da Venezuela desde 1999, Chávez lutava, há dois anos, contra um câncer na região pélvica. O tratamento, mantido como segredo de Estado, o levou diversas vezes a Cuba, país de regime comunista, aliado às rígidas políticas do presidente. Fascinado pela ideologia apregoada por Simón Bolívar, conhecido revolucionário que participou do processo de independência de diversos países vizinhos ao Brasil, Chávez foi tenente-coronel do corpo de paraquedistas do Exército venezuelano antes de chegar à presidência. Foi, inclusive, preso em 2002, ao participar de um golpe de Estado que fracassou.

Em matéria de capa, o jornal O Estado de S.Paulo de hoje, 6 de março, ressalta a popularidade do líder venezuelano, campeão das urnas: de 15 eleições disputadas, ele perdeu somente uma. Ovacionado por seus partidários políticos, Chávez era, ao mesmo tempo, tido como um líder autocrático pelos adversários (segundo seus opositores, o presidente reivindicava para si o poder absoluto do Estado). Era acusado de "distribuir a riqueza venezuelana aos países aliados a seu arco esquerdista", conforme a mesma notícia do Estadão. Chávez também tinha uma relação de confronto com a mídia privada e fechou diversas emissoras de rádio e TV durante o seu mandato.

A História traz pontos importantes que ligam a Venezuela à Colômbia: ambos os países foram colonizados pela Espanha. A Colômbia tornou-se independente em 1819, fundamentada nos ideais revolucionários de Simón Bolívar (o mesmo líder que inspirou o governo de Hugo Chávez).
As FARCS (Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia) e a ENL (Exército Nacional de Libertação), grupos de cunho marxista, surgiram inspirados pela revolução cubana de 1959 (país aliado à Chávez, onde, como dito acima, o presidente realizou seus tratamentos médicos). Entenda, portanto, que há uma colcha de retalhos entre os governos e revoluções da América Latina que interfere diretamente na perseguição à Igreja.

O governo venezuelano, contextualizado à Igreja Perseguida, foi bastante prejudicial aos cristãos colombianos. Uma vez que, segundo reportagens da imprensa nacional e internacional, Chávez apoiava o movimento guerrilheiro que é contrário à postura e aos valores cristãos, ao fornecer armamento, comida, tecnologia e exílio a comandantes e militantes, o presidente fortalecia a guerrilha que persegue a Igreja.

Segundo o evangelista colombiano Jairo, ex-comandante da ELN, "na Colômbia não existe negociação de paz entre a guerrilha e o governo; e sim, quem consegue matar os mais poderosos. Líderes guerrilheiros conseguem exílio nos países vizinhos [como a Venezuela]. Em 2008, por exemplo, o ex-presidente da Colômbia Álvaro Uribi foi ao Equador, sem autorização oficial, para matar o 2° comandante das FARC, Raul Sanchez. Na época, a Venezuela preparou todo o seu armamento nuclear para contra-atacar a Colômbia pela morte do guerrilheiro".

De acordo com a Constituição da Venezuela, de 1999, se o presidente do país morrer depois de assumir o comando do Estado, cabe ao vice-presidente convocar novas eleições em um período de 30 dias. Portanto, esse é o momento de contínua oração a Deus pelo futuro da nação, que pode impactar os demais países da América Latina.

Ore ao Senhor pelos cristãos na Venezuela e na Colômbia, para que Deus os fortaleça e os proteja tanto nesse período de transição da liderança, quanto após o novo presidente ser eleito e interceda pelas novas relações de poder entre as nações. 
Redação: Ana Luíza Vastag  
Fonte:Portas Abertas

A SALVAÇÃO PARA A IGREJA CONTEMPÔRANEA


Por Samuel Torralbo
É percebida a diferença de consciência, motivação e pregação, na vida dos discípulos, entre o período pré-pentecostes e o período pós-pentecostes. No período anterior a descida do Espírito Santo, os discípulos haviam caminhado, ouvido, presenciado os milagres, acompanhado a crucificação e avistado Cristo Jesus já ressuscitado durante quarenta dias.
As últimas palavras que os discípulos ouviram do Mestre foram: “Mas recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra.” (Atos 1.8), e a última imagem foi relatada pelo escritor de Atos dos Apóstolos: “E, quando dizia isto, vendo-o eles, foi elevado às alturas, e uma nuvem o recebeu, ocultando-o a seus olhos.” (Atos 1.9).
Porém, mesmo depois de toda experiência vivenciada com Cristo Jesus, o objetivo da primeira reunião dos apóstolos após a ascensão de Cristo foi para tratar de assuntos de caráter organizacional e institucional: “E, lançando-lhes sortes, caiu a sorte sobre Matias. E por voto comum foi contado com os onze apóstolos.” (Atos 1.26), ao mesmo tempo em que, a pregação do apóstolo Pedro teve como conteúdo a traição de Judas Iscariotes: “E naqueles dias, levantando-se Pedro no meio dos discípulos (ora a multidão junta era de quase cento e vinte pessoas) disse: Homens irmãos, convinha que se cumprisse a Escritura que o Espírito Santo predisse pela boca de Davi, acerca de Judas, que foi o guia daqueles que prenderam a Jesus;” (Atos 1.15,16).
Em que teria se tornado a Igreja, caso o Espírito Santo não tivesse descido e socorrido os discípulos? Certamente que, estaria fadada a se tornar uma confraria de homens que se reuniriam apenas para discutir assuntos institucionais e pregar sobre as fraquezas do seu semelhante.
Após o dia de pentecostes a mudança foi radical na liturgia e na pregação da igreja primitiva, a ponto de o segundo sermão do apóstolo Pedro (após a descida do Espirito Santo) se tornar um modelo clássico de pregação bíblica a ser observado e seguido por todos aqueles que anunciam o Evangelho de Cristo Jesus.
Em sintese, quando a igreja não se reune mais para adorar a Cristo, ou para pregar o evangelho, certamente é uma das evidências de ausência do Espirito Santo. De modo que, caso a igreja contemporânea deseje continuar relevante em sua missão e preservando sua identidade em Cristo Jesus, certamente precisará diariamente da presença gloriosa do Espírito Santo assim como aconteceu na igreja primitiva.
***
Samuel Torralbo é teólogo e há muito tempo é colaborador do Púlpito Cristão. Escreve em seu blog Pessoal. Acesse clicando aqui.

Pastor pentecostal teria profetizado a morte de Hugo Chávez em um sermão publicado em 2012; Veja o vídeo



Pastor pentecostal teria profetizado a morte de Hugo Chávez em um sermão publicado em 2012; Veja o vídeo

A morte do presidente venezuelano, Hugo Chávez, tem levado a uma série de especulações sobre o futuro do país que Chávez governou por 14 anos, e também sobre a relação de Chávez com a religião. Um dos motivos para tais especulações é que Chávez afirmava ter se convertido ao cristianismo, dizendo constantemente que ele acreditava que Deus iria curá-lo do câncer.
Em maio de 2012, o ministro pentecostal Rafael Ramirez, profetizou a morte do presidente em 2013 e que a Venezuela viveria um período de renascimento depois. As afirmações do pastor Ramirez estão agora sendo divulgado em sites de redes sociais, que afirmam que a profecia estaria se cumprindo.
- Eu vi a morte deste homem, e eu vi uma coisa muito grande para 2013. Há tanto lixo que colocou este país (Venezuela), é tanta maldição trazida de Cuba, é muito de bruxaria da Bolívia, e satanismo dos xamãs, mas esta é a minha nação, diz que Deus, e eu vou lutar por isso país – disse o pastor Ramirez em seu sermão.
Apesar das afirmações do pastor, que têm sido massivamente divulgadas, o Conselho Evangélico da Venezuela (CEV), publicou uma nota de luto, com condolências estendidas “para as famílias de todos os venezuelanos”, mas pediu “reflexão e avaliação do que é realmente importante na vida”.
- Como venezuelanos, somos desafiados a enfrentar esses momentos particulares da nossa história com um sentido de grande responsabilidade e de fraternidade – completou a nota.
Assista ao vídeo da profecia (em espanhol):
Por Dan Martins
Fonte: Gospel+

Marco Feliciano pode ser barrado na presidência da Comissão de Direitos Humanos; Confira as táticas da militância opositora



Marco Feliciano pode ser barrado na presidência da Comissão de Direitos Humanos; Confira as táticas da militância opositora

A indicação do pastor Marco Feliciano para presidir a Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) provocou um rebuliço político e social, com manifestações contrárias e de apoio, e um tumulto causado por manifestantes, suspendeu a sessão em que o nome do deputado seria votado para o cargo.
O presidente da Câmara dos Deputados, Henrique Eduardo Alves (PMDB-RN), adiou para hoje, 07 de março, a definição a respeito de Feliciano, segundo informações do G1. A estratégia de partidos como o Psol e PT é esvaziar a sessão para que não sejam registrados o mínimo de votos necessários para a eleição.
Alves porém, criticou o tumulto estimulado pelos deputados: “Os parlamentares que forem contrários podem se ausentar ou votar contra, mas não realizar o que foi realizado. A democracia exige ordem. É uma indicação que tem que ser respeitada. Assim, nós faremos amanhã [quinta], às 9h, reunião para eleger o presidente da comissão”, definiu.
Toda a polêmica em torno de Marco Feliciano se dá por declarações dele contra o casamento gay e por afirmar que, segundo a Bíblia, existe uma maldição sobre o continente africano desde os tempos de Noé.
O maior adversário político de Feliciano, deputado e ativista gay Jean Wyllys (Psol-RJ) afirmou que caso o pastor seja confirmado como presidente da CDHM, ele deixará a comissão e passará a tratar das questões relativas ao movimento homossexual na Comissão de Educação, que é presidida por Gabriel Chalita (PMDB-SP), conhecido por ser católico fervoroso.
“Não quero servir de trampolim para um discurso conservador”, disse Jean Wyllys, criticando mais uma vez a postura de Marco Feliciano. Um companheiro de partido do ex-participante do Big Brother Brasil, deputado Chico Alencar (Psol-RJ), ironizou a indicação de Marco Feliciano e sugeriu a mudança do nome da comissão.
“Vamos nos mobilizar para fazer deixar de existir a Comissão de Direitos Humanos e criar a Comissão de Fundamentalismo Religioso, de Defesa da Tradição, Família e Propriedade. Caso esse nome seja confirmado pela maioria dos membros da comissão, não teremos mais nada a fazer, aí deixaremos a ‘ex-comissão’ de Direitos Humanos e buscaremos outros fóruns”, disse Chico Alencar, segundo informações do Ig.
O PT também deu fortes indícios de que mobilizaria seus parlamentares para evitar a efetivação de Marco Feliciano como presidente da CDHM: “Nós tentamos de tudo para que o PSC indicasse uma pessoa que tivesse compromissos democráticos e com direitos humanos, mesmo que tivesse posições diferenciadas. Se fosse assim, nós colaboraríamos. Agora, ao indicar uma pessoa que, publicamente, declarou preconceito e discriminação contra minorias ou maiorias, nós não vamos apoiar uma pessoa dessas”, disse o deputado Nilmário Miranda.
O pastor relevou as questões contra ele colocadas de forma pessoal pelos demais parlamentares: “É natural que esse grupo que se levantou contra mim se manifestasse, após alguns posicionamentos que eu tenho”, disse Feliciano, que ressaltou a pluralidade de temas que a CDHM precisa debater, como as questões indígenas, por exemplo.
As redes sociais foram usadas de maneira maciça para criticar a indicação de Feliciano, e um vídeo com imagens de um culto foi usado como forma de criticar o deputado indiretamente. O jornal O Globo deu vazão à informação, dizendo que Marco Feliciano pede doações durante um culto de maneira pouco comum. No vídeo, o pastor diz: “É a última vez que eu falo. Samuel de Souza doou o cartão, mas não doou a senha. Aí não vale. Depois vai pedir o milagre pra Deus e Deus não vai dar e vai falar que Deus é ruim”.
O deputado André Moura (PSC-SE), líder do partido, afirmou que não recuará na indicação do pastor: “Está mantida a candidatura do deputado Marco Feliciano. É uma decisão da bancada, do partido. Ele é de nossa inteira confiança. Ele está sendo julgado de forma antecipada. O fato de ele defender determinadas bandeiras não significa que ele, como presidente da comissão, vá trabalhar de forma tendenciosa”, argumentou.
A definição em torno da efetivação de Marco Feliciano como presidente da CDHM deverá ocorrer hoje, durante a reunião que será realizada entre os parlamentares que integram a comissão.
Confira no vídeo abaixo, resposta de Marco Feliciano às acusações feitas contra ele:
Por Tiago Chagas
Fonte: Gospel+

A Importância das Cosmovisões. .


.


Por Augustus Nicodemus Lopes


“Sobre tudo o que se deve guardar, guarda o coração, porque dele procedem as fontes da vida” (Provérbios 4.23).

Uma das lições mais importantes que aprendi nos meus estudos para o doutorado em interpretação bíblica, com reflexos para minha compreensão da vida como um todo, foi que não existe leitura de um texto que seja absolutamente neutra e objetiva. Nisso me ajudaram Derrida, Foucault, Gadamer, Ricouer e outros profetas e precursores das chamadas novas hermenêuticas.

Isso que é verdade quanto à leitura de textos também é verdade quanto à leitura da realidade. Todos nós enxergamos a vida através dos óculos formados por nossas experiências, nossos preconceitos e pressupostos e acima de tudo, nossas crenças.

Muitos autores contribuíram a derrubada do mito da neutralidade defendido no Iluminismo e que se tornou padrão na academia. Entre eles menciono o historiador da ciência Thomas Kuhn, cujo livro “A Estrutura das Revoluções Científicas” (1962) representa um marco nessa disciplina. O argumento de Kuhn, em linhas gerais, é que, ao contrário do que postulava o positivismo científico, os cientistas não são meras máquinas de análise e registro de informações – são pessoas de carne e osso, com sentimentos, emoções e intuições. Eles não registram passivamente suas observações, mas projetam ativamente as suas crenças. As suas experiências pessoais servem para formar os paradigmas, que são estruturas dominantes que organizam os experimentos que eles realizam.

Em suma, as revoluções científicas avançam, não quando surgem novas descobertas, as quais são incorporadas e absorvidas aos paradigmas dominantes – mas quando os paradigmas mudam. Com isso Kuhn destacou e firmou a importância dos paradigmas e dos pressupostos nas áreas do conhecimento. Ele valorizou as crenças e convicções das pessoas ao lerem e interpretarem a realidade ao seu redor.

É nesse contexto que falamos da importância e da legitimidade de uma visão de mundo (“cosmovisão”, Weltanschauung, termo usado primeiramente por E. Kant). Uma cosmovisão é uma maneira de ver o mundo de acordo com aquilo que se crê. De acordo com Ronald Nash, destacado filósofo cristão, em sua obra Questões Últimas da Vida (2008), existem cinco crenças mais importantes que definem a cosmovisão de alguém:

• Deus – ele existe? Qual sua natureza? Há mais de um Deus? 
• Metafísica – qual o relacionamento de Deus com o universo? O universo existe? Qual sua origem?
• Epistemologia – é possível saber, entender e conhecer? Existe verdade?
• Ética – existem leis morais que regem a conduta humana? Elas são absolutas ou relativas?
• Antropologia – o ser humano é apenas corpo ou materialidade, ou tem uma dimensão espiritual? Qual sua origem? Existe vida após a morte?
• Aquilo que as pessoas acreditam sobre esses cinco pontos haverá de tingir os óculos com que elas enxergam e decifram o mundo ao seu redor, e haverá de influenciar de forma decisiva seu relacionamento consigo mesmo, com o próximo, com o mundo, em casa, no trabalho e na sociedade como um todo.

O livro de Provérbios já falava da importância do coração e da mente (leb em hebraico) para a compreensão da totalidade da vida (vide acima Provérbios 4:23). É nesse contexto que falamos da importância e da legitimidade de uma visão de mundo que parta dos valores teóricos e morais do Cristianismo, e que faça parte dos paradigmas e matizes que orientam nosso labor acadêmico nas instituições de ensino onde servimos a Deus.

Uma visão de mundo cristã deveria levar em conta a existência de um Deus pessoal e sua ação na história; a revelação que ele faz de si mesmo nas Escrituras judaico-cristãs; o ser humano criado à imagem de Deus; a presença e a realidade do mal nesse mundo; o mundo e suas leis como expressão do caráter desse Deus – poder, bondade, justiça, sabedoria.

Dado que não existe neutralidade na academia, sempre teremos paradigmas que dependem de visões de mundo. Há muitos deles: marxismo, humanismo, ateísmo, agnosticismo, materialismo, para nomear algumas. Se não podemos escapar de termos uma cosmovisão, que abracemos em nossos labores a visão cristã de mundo, que está em nossas raízes, como instituição cristã de ensino.

.

quarta-feira, 6 de março de 2013

5 princípios de como conduzir a disciplina na igreja


Disciplina eclesiástica é uma prática esquecida em nossa geração. Prováveis distorções deste precioso ensino de Mateus 18 e 1 Coríntios 5 levaram muitos a considerar a prática como legalista, deixando-a de lado. Contudo, se queremos ser bíblicos e obedecer todas as palavras de Jesus (parte integrante da Grande Comissão – Mateus 28:19-20), a disciplina bíblica não é opcional.
Hoje, trazemos um texto de Leeman, dando cinco princípios para se conduzir a disciplina na igreja.
Por Jonathan Leeman
Aqui estão cinco outros princípios sobre como conduzir a disciplina na igreja, baseados no que vemos no Novo Testamento.

1) O processo deve envolver o mínimo possível de pessoas

Um claro princípio que emerge de Mateus 18:15-20 é que Jesus expressa que o processo de correção de pecado deve envolver o mínimo possível de pessoas para produzir arrependimento. Se um encontro um-a-um produz arrependimento, bom. Se for preciso dois ou três mais, que assim seja. Uma questão deveria apenas ser levada para toda a igreja quando todos os meios de acesso se esgotaram. O processo de Mateus 18, é claro, presume que um círculo maior ainda não tem conhecimento do pecado em questão. Pecados que já estão em natureza pública, como em 1 Coríntios 5, podem requerer que os líderes da igreja se pronunciem à igreja inteira. As prioridades gêmeas que embasam o princípio de manter o processo de disciplina o menor possível são um desejo pelo arrependimento do pecador, e um desejo de proteger o nome de Jesus.

2) Os líderes da igreja devem liderar o processo

O pecado é traiçoeiro e complexo. Portanto, não é sem razão que Paulo escreve: “Irmãos, se alguém for surpreendido nalguma falta, vós, que sois espirituais, corrigi-o com espírito de brandura; e guarda-te para que não sejas também tentado” (Gálatas 6:1). Paulo sabe que ovelhas mais jovens podem ser facilmente enganadas, tentadas ou a unir-se ao pecador no pecado ou, pelo menos, a serem persuadida pelos argumentos do pecador sobre por que o pecado é aceitável. Portanto, roga que os “espirituais” liderem no resgate. A referência de Paulo aos “espirituais” não necessariamente significa os presbíteros da igreja, senão ele teria dito “presbíteros.” Ela sugere que os membros fazem bem em envolver irmãos e irmãs mais antigos e mais sábios na fé quando um encontro um-a-um acontece. Falando de maneira geral, provavelmente serão os presbíteros da igreja a serem consultados e então chamados a liderar o processo de disciplina. Visto que Deus deu aos presbíteros o trabalho de cuidar de toda a igreja, eu certamente recomendaria que qualquer pecado que seja levado a toda a igreja deveria primeiramente ser levado aos presbíteros.

3) A duração do processo depende de quanto tempo demora para estabelecer uma falta de arrependimento característica

Uma das mais difíceis perguntas ao praticar a disciplina certamente deve ser: agora é hora de proceder para o nível seguinte? Às vezes a Escritura apresenta o processo de disciplina como se movendo devagar, como em Mateus 18, que exige pelo menos três avisos antes que a pessoas seja removida. Às vezes apresenta-o como se movendo rapidamente, como em 1 Coríntios 5, quando Paulo exige a remoção imediata. E também há Tito 3:10, que parece se posicionar entre os dois. Ele exige dois avisos antes de proceder para a remoção. Quando uma igreja determina que um indivíduo é caracteristicamente impenitente, a excomunhão deve seguir. Os membros da igreja podem olhar para a evidência e chegar à conclusão em um minuto. Eles podem gastar meses peneirando as evidências e entrando em incontáveis conversas na tentativa de chegar a uma clara convicção e a um mesmo parecer.
Não conseguimos ver os corações das pessoas, e sentimos o fardo de ser tremendamente cuidadosos sempre que somos chamados a inspecionar os frutos e fazer uma determinação tão importante quanto se a igreja pode continuar testificando que alguém pertence ao reino de Deus. Toda vez que o número de pessoas envolvidas se torna um pouco maior, o pecador é mais uma vez confrontado com a pergunta: “Você tem certeza de que você ainda quer continuar se prendendo a esse pecado?” Seres humanos podem às vezes enganar a si mesmos fazendo-se acreditar que podem ter tanto Jesusquanto seu pecado favorito. Às vezes são necessárias várias rodadas de confrontos intensificados para ajudá-los a perceber: “Não, eu não posso. É um ou outro.” Alguns versículos antes da instrução de Jesus em Mateus 18 sobre a disciplina da igreja, ele nos fornece ajuda para determinar se um indivíduo é caracteristicamente não arrependido: a pessoa está disposta a cortar uma mão ou arrancar um olho ao invés de repetir o pecado (Mateus 18:8-9)? Ou seja, ela está disposta a fazer o que for necessário para lutar contra o pecado? Pessoas arrependidas, tipicamente, são zelosas quanto a abandonar seu pecado. É isso que o Espírito de Deus faz dentro delas. Quando isso acontece, pode-se esperar ver uma disposição para aceitar conselho de fora. Uma disposição para interromper seus planos. Uma disposição para confessar coisas vergonhosas. Uma disposição para fazer sacrifícios financeiros, ou perder amigos, ou terminar relacionamentos.

4) Indivíduos devem receber o benefício da dúvida

Como já observamos, Jesus prescreve algo como um cuidadoso processo judicial em Mateus 18: “que toda acusação se estabeleça pelo depoimento de duas ou três testemunhas.” As acusações devem ser estabelecidas. Evidências devem ser apresentadas. Testemunhas devem ser envolvidas. Isso significa que os cristãos movem-se lenta e cuidadosamente, mas isso também significa que as igrejas devem abordar casos de disciplinas com algo semelhante ao princípio do tribunal de “inocente até que se prove culpado.” Este princípio se aplica não apenas em questões de disciplina formal, mas também afeta como um cristão deveria confrontar um irmão ou irmão em particular. Deve ser dado às pessoas o benefício da dúvida. Perguntas devem preceder acusações. Clareza deve ser pedida antes que certezas sejam pronunciadas. No domínio da disciplina, como em todo domínio da vida, “todo homem seja pronto para ouvir, tardio para falar, tardio para se irar” (Tiago 1:19).

5) Líderes devem se envolver e instruir a congregação

Diferentes tradições denominacionais possuem diferentes formas de envolver toda a congregação no processo da disciplina formal. Eu sou batista e congregacional, então eu pessoalmente recomendo envolver a congregação como um princípio bíblico, baseado em Mateus 18 (onde Jesus envolve “a igreja”) e 1 Coríntios 5 (onde Paulo instrui toda a congregação a se responsabilizar). Mas para aqueles que ainda não foram convencidos pelo congregacionalismo, eu ainda recomendo procurar maneiras de envolver a congregação como um mandato teológico e pastoral. Teologicamente, Paulo manda que todas as partes do corpo tenham empatia e participem das experiências de todas as outras partes do corpo, quer tais partes estejam se alegrando ou lamentando (1 Coríntios 12:21-26; veja Efésios 4:16). A disciplina na igreja, especialmente em seus estágios finais, é um evento profundamente significativo na vida de um corpo, o qual, por virtude de nossa união comum em Cristo, cada parte certamente participa. Pastoralmente, é um evento significativo que cada parte certamentedeveria participar. Todos aprenderão. Todos serão advertidos e desafiados. Todos podem ter algo para contribuir.
Em um regime congregacional, a igreja será pedida para votar (em alguns contextos) ou chegar a um consenso (em outros contextos) no ato final de excomunhão, uma atividade que parece ter precedente bíblico. Note que a palavra “maioria” em 2 Coríntios 2:6. Em outros regimes, os líderes da igreja devem ainda assim envolver a congregação em pelo menos quatro outras maneiras. Primeiro, os líderes da igreja devem “dizê-lo à igreja” antes de excluir alguém (Mateus 18:17). E você notou o espaço de tempo antes do ato final de remoção? “… dize-o à igreja; e, se recusar ouvir também a igreja, considera-o…” Presumivelmente, este passo dá aos membros da igreja que já têm um relacionamento com o indivíduo não arrependido a oportunidade de buscar seu arrependimento. E também prepara a congregação para o ato final de remoção, caso ocorra. Dá-lhes a oportunidade de agir e fazer perguntas antes que a decisão final seja anunciada.
Segundo, os líderes da igreja devem falar à igreja após disciplinar alguém. A Escritura diz que aos cristãos que seus relacionamentos devem mudar com os indivíduos excluídos; portanto, os crentes devem ser avisados a respeito da exclusão de um indivíduo.
O que nos trás ao terceiro ponto… Terceiro, os líderes da igreja devem instruir e pastorear a congregação sobre como ver possíveis ou reais atos de excomunhão. Jovens cristãos são frequentemente suscetíveis a compaixões mal orientadas e ingênuas (como Deus falou em algumas ocasiões ao povo de Israel). Os líderes devem prevenir que eles tropecem explicando os textos bíblicos pertinentes e dando exemplo de como uma compaixão inconsolável e que ama a verdade deve parecer. Enquanto isso, os líderes também devem instruir os membros sobre como interagir com um indivíduo que foi excluído, que o Novo Testamento fala a respeito em diversos lugares (1 Coríntios 5:9,11; 2 Tessalonicenses 3:6, 14-15; 2 Timóteo 3:5; Tito 3:10; 2 João 10). Pense em Paulo dizendo: “Com tal pessoa, nem sequer comais” ou “não vos associeis.” O conselho básico que os presbíteros de minha própria igreja dão é que o teor geral do relacionamento de alguém com o indivíduo disciplinado deve mudar de maneira clara. Interações não devem ser caracterizadas por descontração, mas por conversas deliberadas sobre o arrependimento. Certamente os membros da família devem continuar a cumprir com suas obrigações familiares (veja Efésios 6:1-3; 1 Timóteo 5:8; 1 Pedro 3:1-2).
Quarto, os líderes devem guiar as congregações em oração e esperança de arrependimento, prontas para receber e serem reconciliadas com o pecador. Não deve haver dúvida na mente de ninguém que tanto os líderes quanto a igreja como um todo estão inconsoláveis e não querem nada mais do que ser reconciliados com o membro distanciado.

Por Jonathan Leeman. Leeman é o diretor editorial do ministério 9Marks (9 Marcas). Webiste: www.9marks.org.

Pesquisador relaciona a renúncia de Bento 16 com profecia de Apocalipse



Para Luiz Carlos Fernandes a desistência de Joseph Ratzinger marca o início dos finais dos tempos
por Leiliane Roberta Lopes

Pesquisador relaciona a renúncia de Bento 16 com profecia de ApocalipsePesquisador relaciona a renúncia de Bento 16 com profecia de Apocalipse

A renúncia do papa Bento 16 fez aumentar em blogs evangélicos as interpretações sobre o livro do Apocalipse, apontando que o próximo papa seria o último antes da destruição de Roma e que este seria também a besta, dando início ao período da tribulação.
Em entrevista exclusiva ao Gospel Prime Luiz Carlos Fernandes, do site Tempo Final, explica quais serão os desdobramentos proféticos desta renúncia e o que estudiosos do tema acreditam que irá acontecer nos próximos anos.
Ao ser questionado sobre o que representa a renúncia de Bento 16, Fernandes afirma que a atitude de Joseph Ratzinger é o “marco inicial que irá desencadear as cenas finais da história da terra previstas no livro do Apocalipse”.
Em Apocalipse 17. 9 e 10 lemos: Aqui o sentido, que tem sabedoria. As sete cabeças são sete montes, sobre os quais a mulher está assentada. E são também sete reis; cinco já caíram, e um existe; outro ainda não é vindo; e, quando vier, convém que dure um pouco de tempo.
As interpretações feitas sobre este capítulo como um todo apontam a Igreja Católica como sendo a grande prostituta e que João teria visto o sexto rei, que seria o papa João Paulo II. A contagem de reis como papa é feita a partir do ano 1929 quando o Vaticano se tornou um Estado.
Quem será o oitavo rei?
“Em 1929 quando o Vaticano foi instituído, o papa Pio XI estava no poder, e agora sim, ele pode ter uma coroa e governar como um rei, e passou a ser o primeiro papa-rei, em seguida, vieram papa Pio XII, papa João XXIII, papa Paulo VI, papa João Paulo I, e este já foi o quinto rei e sobre João Paulo II que era o sexto rei”, explica Fernandes que lidera o Spiritual Group.
O mesmo texto bíblico profetiza que o sétimo rei duraria pouco tempo, como de fato aconteceu com Bento 16 que ficou no poder por oito anos. Mas o que acontecerá com o oitavo papa? Seria ele a besta que conduziria a Terra à destruição?
Para responder a esta pergunta Luiz Carlos Fernandes comentou que a besta significa tanto um animal como um reino e ele cita o capítulo 7, versículo 23 do livro de Daniel para explicar sua opinião a este respeito. Dito isto, ele comenta que “a besta é uma caricatura de Cristo e Seu governo, uma imitação barata, pois enquanto Cristo recebe poder e autoridade do Seu Pai para reinar sobre todo o universo e também para exercer Seu ministério sacerdotal, a besta ou anticristo, que será o Oitavo Papa-Rei, recebe seu poder e autoridade do dragão, que é Satanás”.
Tempo de tardança
Enquanto a escolha do novo papa não é revelada, muitos estudiosos tentam voltar atrás das profecias reveladas que diziam que o papa João Paulo II ressuscitaria entre os mortos para ser o oitavo papa. Além disso, os dez reis revelados no Apocalipse ainda não estão reinando no que muitos chamam de Nova Ordem Mundial, contudo estamos próximos desses dias como afirma Fernandes.
A previsão do estudioso é que o Vaticano escolha quatro cardeais que reinarão enquanto o mundo sofre essas mudanças necessárias para a volta de Cristo. O oitavo papa surgirá apenas depois do tocar das quatro primeiras trombetas.
“Após a saída de Bento XVI e até a chegada do Oitavo Papa-Rei que será apenas somente na quinta trombeta, o Vaticano estará dividido em poder entre quatro líderes (quatro cardeais) como visto em Daniel 8.22″, diz.
Abaixo você confere a entrevista completa(cada página uma pergunta):

Continua... 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11

Fonte:gospelprime

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *