Josué 1.1–9
Texto-chave: "Não to mandei eu? Sê forte e corajoso;
não temas, nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer
que andares." (Js 1.9)
Toda grande obra de Deus atravessa momentos de transição. As mudanças costumam produzir ansiedade, insegurança e medo. Mudanças de liderança, de cidade, de emprego, de ministério ou mesmo de fases da vida frequentemente nos fazem perguntar: "E agora?"
Foi exatamente isso que aconteceu com Israel. Durante
quarenta anos Moisés conduziu aquela nação. Ele enfrentou Faraó, abriu o Mar
Vermelho pela poderosa mão de Deus, recebeu a Lei no Sinai, intercedeu pelo
povo inúmeras vezes e conduziu Israel durante toda a peregrinação no deserto.
Agora, Moisés havia morrido. O maior líder da história de
Israel não estava mais presente. Imagine o impacto dessa notícia. O homem cuja
voz todos conheciam, o líder cuja autoridade ninguém questionava, o servo
através de quem Deus realizara tantos milagres... Agora estava morto.
Humanamente falando, Israel havia perdido sua principal referência.
No entanto, enquanto Moisés morria, Deus permanecia vivo.
Essa é a primeira grande verdade deste texto. Os servos passam, os líderes
mudam, as gerações se sucedem. Mas Deus continua governando soberanamente sua
Igreja. João Calvino escreveu:
"Embora os ministros morram, Deus jamais abandona a
direção da sua Igreja."
Esta é uma verdade extremamente necessária para nossos dias.
Vivemos numa época em que muitas pessoas depositam sua confiança em homens. Mas
Deus sempre lembra ao seu povo que nossa esperança jamais deve repousar em
líderes, instituições ou recursos humanos. Nossa esperança está no Deus eterno.
É justamente nesse contexto que Deus chama Josué. Não era
uma tarefa pequena. Josué deveria atravessar o Jordão, conquistar cidades
fortificadas, enfrentar povos extremamente poderosos, distribuir toda a terra
prometida e, além disso, substituir Moisés.
Qualquer homem tremeria diante dessa responsabilidade. Por isso Deus inicia seu discurso fortalecendo o coração do novo líder. Josué precisava compreender uma verdade: a missão era grande, mas o Deus que o enviava era infinitamente maior.
O livro de Josué marca uma mudança importante na história da
redenção. O Pentateuco termina com Israel às margens do Jordão. Agora começa o
cumprimento concreto das promessas feitas a Abraão centenas de anos antes. Deus
havia prometido: "À tua descendência darei esta terra" (Gn
12). Durante séculos essa promessa parecia distante, mas agora chegara o
momento do seu cumprimento.
O nome "Josué" (יְהוֹשֻׁעַ — Yehoshua) significa: "O
Senhor é salvação". É exatamente o mesmo nome que, em sua forma grega,
tornou-se "Jesus" (Iēsous). Não é coincidência. Josué
aponta para Cristo. Assim como Josué conduziu Israel à herança prometida,
Cristo conduz seu povo à herança eterna. Hebreus 4 deixa claro que Josué era
apenas uma figura daquele descanso perfeito que somente Jesus concederia.
Outro detalhe importante: Josué provavelmente tinha mais de oitenta anos. Não era um jovem inexperiente, mas um homem moldado durante décadas. Aprendeu servindo Moisés, aprendeu esperando, aprendeu obedecendo, aprendeu caminhando atrás de outro líder. Antes de Deus colocar alguém à frente, Ele normalmente o prepara por muitos anos. Esse princípio continua verdadeiro: o preparo costuma ser silencioso, mas indispensável.
Deus fortalece aqueles que chama, sustentando-os por meio de Suas promessas, de Sua Palavra e de Sua presença permanente.
Neste texto encontramos três fundamentos da verdadeira coragem cristã.
I – A CORAGEM SE FUNDAMENTA NAS PROMESSAS DE DEUS (vv.
1–4)
O texto inicia dizendo: "Sucedeu, depois da morte de
Moisés..." Há tristeza e há luto, mas não há interrupção da obra
divina. Observe que Deus diz: "Meu servo Moisés é morto". Que
declaração impressionante. Não há exagero nem sentimentalismo; Deus
simplesmente afirma um fato. Moisés cumpriu sua missão. Agora outro servo
continuará a obra.
Isso nos ensina que ninguém é indispensável ao Reino.
A obra pertence a Deus; os servos são apenas instrumentos. Charles Spurgeon
dizia:
"Deus enterra seus obreiros, mas continua sua
obra."
Essa frase resume perfeitamente o início do livro de Josué.
O Senhor continua: "Dispõe-te agora". O verbo hebraico possui
a ideia de levantar-se imediatamente. Não era tempo de permanecer olhando para
trás, era hora de obedecer. Muitas pessoas vivem presas ao passado, lamentando
perdas e recordando oportunidades desperdiçadas, mas Deus sempre chama seu povo
para seguir adiante. A fé olha para frente.
Deus reafirma Sua promessa no versículo 3: "Todo
lugar que pisar a planta do vosso pé, vo-lo tenho dado". Observe algo
extraordinário: Israel ainda não havia conquistado a terra, Jericó ainda estava
de pé e os cananeus ainda habitavam aquelas cidades. Entretanto, Deus fala como
se tudo já estivesse concluído. Isso acontece porque Deus vê o fim desde o princípio.
O que ainda seria futuro para Israel já era realidade nos decretos eternos de
Deus.
Aqui encontramos uma das mais belas demonstrações da
soberania divina. Nada surpreende Deus, nada altera Seus decretos e nada impede
o cumprimento de Suas promessas. Como afirmou Herman Bavinck:
"A promessa de Deus nunca repousa sobre probabilidades
humanas, mas sobre Sua fidelidade imutável."
Nossa segurança não depende das circunstâncias; depende do
caráter daquele que prometeu.
No versículo 4, Deus estabelece os limites da herança,
descrevendo toda a extensão da terra: desde o deserto até o Líbano, e desde o
Eufrates até o Mediterrâneo. Isso revela que Deus conhece perfeitamente cada
detalhe da herança preparada para Seu povo; nada foi deixado ao acaso.
A mesma verdade continua válida para nós. Efésios 1 afirma que Deus já nos abençoou com toda sorte de bênçãos espirituais em Cristo. Nossa herança não é incerta, ela está garantida pela fidelidade divina. Pedro a define como: "Uma herança incorruptível, sem mácula e imarcescível".
Quando William Carey anunciou que iria evangelizar a Índia,
muitos líderes disseram que aquilo era impossível. As dificuldades eram
enormes, os recursos quase inexistentes e as perseguições inevitáveis. Mas
Carey respondeu com uma frase que ficou marcada na história: "Espere
grandes coisas de Deus; empreenda grandes coisas para Deus." Durante
mais de quarenta anos ele serviu naquele país, traduziu a Bíblia para diversas
línguas, plantou igrejas e formou líderes. Sua coragem nasceu da confiança nas
promessas de Deus, não na facilidade das circunstâncias.
Aplicações
- Quantos
cristãos vivem dominados pelo medo? Medo do futuro, das mudanças, da
enfermidade, da crise financeira e do desconhecido.
- Este
texto nos lembra que nossa segurança não está na ausência dos problemas,
mas na fidelidade das promessas divinas.
- A
coragem cristã nunca nasce do otimismo; ela nasce da certeza de que Deus
sempre cumpre aquilo que prometeu. Como escreveu João Calvino: "A
fé olha para as promessas e não para as dificuldades."
II – A CORAGEM SE SUSTENTA NA OBEDIÊNCIA INCONDICIONAL À
PALAVRA (vv. 5–8)
Depois de reafirmar Suas promessas, Deus volta-Se agora para
o coração de Josué. O problema não era apenas conquistar cidades; o maior
desafio seria permanecer firme durante todo o processo. Conquistar uma batalha
pode ser relativamente fácil, mas permanecer fiel durante anos exige graça
diária. Por isso Deus fortalece Seu servo com aquilo que nenhum exército
poderia oferecer: Sua própria presença.
1. A presença de Deus é a maior promessa do pacto (v. 5)
"Ninguém te poderá resistir todos os dias da tua
vida; como fui com Moisés, assim serei contigo; não te deixarei, nem te
desampararei."
Esta talvez seja uma das declarações mais consoladoras de
toda a Escritura. Observe que Deus não promete uma vida sem conflitos. Ele não
diz: "Não haverá guerras", "Não haverá gigantes" ou
"Não haverá dificuldades". Ao contrário, Deus garante algo muito
maior: "Eu estarei com você."
A verdadeira segurança do crente nunca esteve na ausência
das tempestades; ela sempre esteve na presença de Deus dentro da tempestade.
- Foi
assim com José no Egito. A Escritura repete diversas vezes: "O
Senhor era com José" (Gn 39). José foi vendido, escravizado,
acusado injustamente e preso, mas Deus nunca o abandonou. A presença de
Deus não impediu o sofrimento, ela o sustentou durante o sofrimento.
- O
mesmo aconteceu com Daniel na cova dos leões, com Sadraque, Mesaque e
Abede-Nego na fornalha ardente, com Paulo na prisão e com João exilado em
Patmos. A Bíblia nunca promete ausência de lutas, mas promete presença
constante. Como escreveu Matthew Henry: "A presença de Deus vale
mais do que o maior exército."
2. A força espiritual nasce da obediência (vv. 6–7)
Deus repete três vezes a ordem: "Sê forte e
corajoso." Isso nos mostra que Josué provavelmente estava apreensivo.
A coragem bíblica não é a ausência de medo, mas a perseverança apesar dele.
Martinho Lutero dizia: "A coragem cristã consiste em confiar em Deus
quando todas as circunstâncias parecem dizer o contrário."
Mas observe algo curioso: logo após a ordem para ser forte,
Deus fala sobre obediência: "Tem cuidado de fazer segundo toda a
Lei..." Isso muda completamente nossa compreensão sobre coragem. Hoje
o mundo define coragem como autoconfiança, mas a Bíblia a define como
obediência. Ser forte não significa acreditar em si mesmo, mas confiar
plenamente em Deus. Muitos fracassam porque tentam enfrentar gigantes confiando
em sua própria inteligência, mas Josué deveria confiar na Palavra.
3. Não negocie a Palavra de Deus (v. 7)
"Não te desvies dela nem para a direita nem para a
esquerda."
Que expressão maravilhosa. O caminho da obediência é
estreito. Existem dois perigos: desviar para a direita ou desviar para a
esquerda. O inimigo não se importa para qual lado o cristão saia da estrada,
desde que saia. Hoje existem muitos desvios: o liberalismo, o pragmatismo, o
emocionalismo, a teologia da prosperidade e a superficialidade. Mas Deus
continua dizendo: "Não te desvies." A Igreja permanece forte
enquanto permanece bíblica. João Calvino escreveu: "Toda verdadeira
sabedoria consiste em obedecer fielmente às Escrituras."
4. O segredo do sucesso espiritual (v. 8)
"Não cesses de falar deste Livro da Lei; antes,
medita nele dia e noite..."
Observe quatro verbos práticos indispensáveis:
- Falar:
A Palavra deveria estar constantemente nos lábios de Josué. Quem ama a
Palavra naturalmente fala dela. Como Jesus disse: "A boca fala do
que está cheio o coração."
- Meditar:
A palavra hebraica (hagah) evoca a ideia de murmurar continuamente,
saboreando o texto como um animal que rumina o alimento. Não é uma leitura
rápida, mas uma digestão profunda da verdade. Os puritanos diziam que "a
meditação é a digestão da Palavra". Ler rapidamente informa;
meditar transforma.
- Praticar:
Conhecimento sem obediência produz orgulho intelectual. Tiago nos adverte
a sermos "praticantes da Palavra". Josué deveria obedecer
antes de liderar; ninguém conduz outros para um lugar onde nunca esteve.
- Prosperar: Muitos interpretam "farás prosperar o teu caminho" apenas em termos financeiros. Mas Deus fala de prosperidade espiritual e de ser bem-sucedido nos planos eternos. Prosperidade bíblica é cumprir cabalmente o propósito de Deus para a sua vida. Jesus foi rejeitado, crucificado e aparentemente fracassou segundo os padrões humanos, mas realizou a maior obra da história. Como afirma John MacArthur: "Sucesso bíblico é realizar fielmente a vontade de Deus."
George Müller sustentou milhares de órfãos na Inglaterra sem nunca fazer campanhas financeiras ou pedir dinheiro às pessoas. Ele simplesmente orava e vivia fundamentado nas promessas das Escrituras.
Ao final
da vida, havia registrado mais de 50.000 respostas de oração. Quando
perguntaram qual era o segredo de sua fé, ele respondeu: "Conheço meu
Deus porque conheço Sua Palavra." Sua coragem nasceu da intimidade com
Deus.
Aplicações
- A
centralidade das Escrituras: A Igreja precisa voltar à Palavra.
Vivemos dias de discursos motivacionais, mas poucos sermões
verdadeiramente expositivos. O povo precisa se alimentar da Escritura, não
de opiniões, entretenimento ou experiências místicas.
- A
verdadeira fonte de confiança: Coragem não é confiar em si mesmo. A
cultura moderna diz "você consegue", mas a Bíblia diz "Deus
consegue". Nossa confiança não está no tamanho da nossa fé, mas no
tamanho do nosso Deus.
- A
permanência de Deus: Nenhum líder substitui a presença do Senhor.
Moisés morreu, mas Deus permaneceu. Pastores mudam, líderes envelhecem,
pais partem, mas Cristo continua dizendo: "E eis que estou
convosco todos os dias."
III – A CORAGEM PERSEVERA PORQUE DEUS CAMINHA CONOSCO (v.
9)
Deus conclui Sua exortação com um dos versículos mais
consoladores das Escrituras:
"Não to mandei eu? Sê forte e corajoso; não temas,
nem te espantes, porque o Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que
andares." (Js 1.9)
Este versículo não é um simples incentivo emocional; é uma
ordem fundamentada no caráter imutável de Deus. Observe que o Senhor lembra ao
Seu servo que a missão procede da autoridade divina: "Não to mandei
eu?" A coragem cristã não nasce da personalidade do servo, mas da
autoridade dAquele que o envia. Nada havia mudado ao redor de Josué — os
inimigos e as muralhas ainda estavam lá —, mas tudo já era suficiente porque
Deus estava com ele.
1. A clareza dos imperativos divinos
Deus utiliza três imperativos: "Sê forte", "Sê
corajoso" e "Não temas".
- A
palavra hebraica para "forte" (ḥazaq) significa tornar-se firme,
resistente, inabalável.
- Já "corajoso"
('amats) comunica a ideia de firmeza interior, determinação e
resolução.
Deus não está pedindo um entusiasmo passageiro; Ele está
formando um caráter perseverante. Charles Spurgeon escreveu:
"A coragem do cristão não consiste em nunca sentir
medo, mas em confiar em Deus apesar do medo."
Até os grandes homens de Deus experimentaram temor: Abraão,
Jacó, Moisés, Elias, Jeremias e os discípulos. O próprio apóstolo Paulo
escreveu que esteve em Corinto "em fraqueza, temor e grande
tremor" (1Co 2.3). O problema não é sentir medo; o problema é permitir
que ele governe nossas decisões. A fé governa onde o medo tenta dominar.
2. Deus proíbe duas atitudes: "Não temas, nem te
espantes"
- O
verbo "temer" refere-se ao medo interno que paralisa e
gera ansiedade.
- Já "espantar-se"
refere-se ao pavor externo, o choque diante do tamanho do obstáculo.
Satanás procura conquistar a mente antes de conquistar as
circunstâncias. Por isso Paulo afirma: "Transformai-vos pela renovação
da vossa mente". O campo de batalha começa dentro do coração.
3. A razão da coragem: A Presença de Deus
Deus não diz "você é competente",
"inteligente" ou "experiente". Ele diz: "Porque o
Senhor, teu Deus, é contigo por onde quer que andares." Toda a Bíblia
pode ser resumida nessa presença: no Éden, Deus caminhava com Adão; no deserto,
habitava no Tabernáculo; no Templo, Sua glória enchia o Santo dos Santos; nos
Evangelhos, o Verbo se fez carne (Emanuel, Deus conosco) ; hoje, o Espírito
Santo habita em nós; e na Nova Jerusalém, Deus habitará com Seu povo para
sempre. Como observou Sinclair Ferguson: "A maior bênção da aliança
nunca foi a terra, mas o próprio Deus."
JOSUÉ COMO TIPO DE CRISTO
Todo sermão verdadeiramente cristão deve conduzir a Cristo.
Josué aponta para Jesus de diversas maneiras:
- Os
nomes possuem o mesmo significado: Josué (Yehoshua) e Jesus (Iēsous)
significam "O Senhor salva".
- A
herança conduzida: Josué conduziu Israel à herança terrena; Cristo
conduz Seu povo à herança eterna.
- A
vitória conquistada: Josué venceu reis e conquistou cidades; Jesus
venceu o pecado, Satanás, a morte e o inferno.
- O
descanso prometido: Josué distribuiu uma herança temporária, mas o
autor de Hebreus afirma: "Porque, se Josué lhes houvesse dado
descanso, não falaria, posteriormente, a respeito de outro dia"
(Hb 4.8).
Jesus é o verdadeiro Capitão da nossa salvação. Ele venceu onde nós fracassamos, obedeceu perfeitamente e conquistou nossa redenção na cruz ao bradar: "Está consumado!" Nossa coragem hoje repousa em uma obra totalmente consumada.
Em 1521, Martinho Lutero compareceu à Dieta de Worms diante
do imperador Carlos V e das maiores autoridades religiosas da Europa.
Pressionado a negar tudo o que havia escrito sobre a justificação pela fé, sob
risco de morte, Lutero passou a noite em intensa oração. No dia seguinte,
declarou firmemente: "Minha consciência está cativa à Palavra de Deus.
Não posso e não quero retratar-me. Aqui estou; não posso agir de outra maneira.
Deus me ajude. Amém." De onde veio tamanha coragem? Não de sua
personalidade, mas da convicção inabalável de que Deus estava com ele. Essa
sempre foi a coragem dos santos.
APLICAÇÕES FINAIS
- Deus
continua chamando Seu povo para desafios impossíveis: Se Deus está
chamando você para um novo ministério, uma nova responsabilidade ou uma
decisão difícil, lembre-se: Quem chama também capacita.
- Nossa
força continua sendo a Palavra: Em dias de busca por experiências
místicas extravagantes, Deus continua dizendo: "Não cesses de
falar deste Livro." Um cristão forte é aquele que medita
diariamente nas Escrituras.
- Nossa
maior segurança é a presença de Deus: Dinheiro acaba, saúde pode
faltar, amigos podem partir e líderes envelhecem, mas Cristo permanece e
promete: "E eis que estou convosco todos os dias até à consumação
do século." (Mt 28.20) Essa promessa é suficiente.
CONCLUSÃO
O livro de Josué inicia com um funeral: Moisés morreu.
Aparentemente tudo havia mudado, mas, na realidade, nada mudara no governo de
Deus. O Senhor continuava no trono, as promessas permaneciam firmes e a aliança
continuava de pé. O mesmo Deus que abriu o Mar Vermelho abriria o Jordão; o
mesmo Deus que sustentou Moisés sustentaria Josué.
Vivemos dias de profundas incertezas. O mundo muda
rapidamente, valores são abandonados e a oposição ao evangelho cresce. Todavia,
a mensagem de Josué 1 continua ecoando: "Sê forte e corajoso."
- Não
porque sejamos fortes, mas porque Deus é forte.
- Não
porque sejamos suficientes, mas porque Cristo é suficiente.
- Não
porque conheçamos o futuro, mas porque o Senhor governa o futuro.
Portanto, caminhemos pela fé, sirvamos com fidelidade, permaneçamos firmes na Palavra e enfrentemos cada desafio certos de que Aquele que nos chamou também prometeu: "Nunca te deixarei, jamais te abandonarei" (Hb 13.5). Confiemos na presença constante do nosso grande Josué, Jesus Cristo, até que Ele nos conduza definitivamente à Canaã celestial. Amém.
Pr. Eli Vieira Filho

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