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terça-feira, 24 de fevereiro de 2026

O DEUS Verdadeiro e a completa desmoralização do sistema religioso e médico do Egito



 A sexta praga, detalhada em Êxodo 9:8-12, representa um ponto de ruptura na narrativa do Êxodo, pois o juízo divino deixa de afetar apenas o ambiente e a economia para atingir diretamente o corpo humano. O Deus Verdadeiro manifesta Sua autoridade suprema ao atacar a integridade física dos egípcios, promovendo uma completa desmoralização do sistema religioso e médico da nação mais poderosa da época. O que antes era um duelo de prodígios transforma-se em uma demonstração de que nem a ciência nem a magia humana possuem jurisdição sobre a saúde concedida pelo Criador.

O ritual de iniciação desta praga carrega um simbolismo profundo e irônico. Deus ordena que Moisés e Arão tomem cinzas de um forno e as lancem para o ar diante do Faraó. Essas cinzas, provavelmente oriundas das fornalhas onde os israelitas eram forçados a fabricar tijolos sob opressão, tornaram-se o próprio instrumento da justiça. O que simbolizava a dor e o suor dos escravos hebreus transformou-se em um pó fino que, ao se espalhar, gerou úlceras e tumores purulentos em homens e animais por todo o Egito.

Do ponto de vista religioso, a praga das úlceras foi um golpe fatal contra o panteão egípcio, especificamente contra divindades como Imhotep, o deus da medicina, e Thoth, o senhor da sabedoria e cura. Ao verem a população e o gado cobertos de chagas incuráveis, os egípcios foram forçados a reconhecer que seus deuses eram ídolos mudos e impotentes. O Senhor provou que Ele detém o controle absoluto sobre a biologia humana, desmascarando a futilidade de buscar socorro em entidades que não podiam sequer proteger seus próprios devotos.

A desmoralização atingiu seu ápice no versículo 11, que relata uma cena de humilhação pública: "os magos não podiam manter-se diante de Moisés, por causa das úlceras". Aqueles que eram os conselheiros espirituais do Faraó e especialistas em artes ocultas foram prostrados pela dor e pela vergonha. A incapacidade dos magos de comparecer à corte não era apenas física, mas simbólica; eles foram expulsos do cenário da história pela sua própria fragilidade, provando que a sabedoria do mundo é loucura diante do Deus Altíssimo.

Além da falha médica, houve uma paralisia ritualística. Para os sacerdotes egípcios, a pureza física era um requisito absoluto para a entrada nos templos e a realização de sacrifícios. Com os corpos cobertos de feridas purulentas, eles tornaram-se "impuros" segundo suas próprias leis, ficando impossibilitados de exercer suas funções. O Deus Verdadeiro, ao enviar as úlceras, efetivamente fechou os templos do Egito e silenciou os clamores aos deuses falsos, isolando o Faraó de seu suporte religioso.

Diferente de pragas anteriores, não há registro nesta passagem de que o Faraó tenha tentado negociar ou que Moisés tenha oferecido uma intercessão imediata para cessar o sofrimento. A praga das úlceras parece ter imposto um silêncio de agonia sobre a terra. O texto ressalta que o Senhor "endureceu o coração do Faraó", indicando que o julgamento havia atingido uma fase onde a resistência do monarca já não era apenas uma escolha pessoal, mas parte do plano soberano para demonstrar a justiça final sobre a rebeldia.

Este episódio reafirma que o Senhor é o único Juiz que governa sobre o visível e o invisível. A medicina egípcia, renomada em toda a antiguidade, revelou-se um sistema falido diante de uma patologia de origem divina. O Deus Verdadeiro mostrou que a saúde e a vida não dependem de amuletos ou rituais mágicos, mas da permissão dAquele que formou o homem do pó da terra e tem poder para converter esse mesmo pó em disciplina ou cura.

Em suma, a sexta praga em Êxodo 9:8-12 selou o destino espiritual do Egito ao demonstrar a total inutilidade de seus ídolos e de sua ciência diante do Criador. O sistema religioso e médico, antes pilares do orgulho nacional, ruiu sob o peso de chagas que nenhuma mão humana poderia sarar. O texto encerra este ciclo deixando claro que o Deus de Israel é soberano sobre o corpo e a alma, preparando o caminho para os julgamentos cósmicos que viriam a seguir.

Pr. Eli Vieira Filho

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