SEJA PARCEIRO DESTE MINISTÉRIO


sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Culpa! - John Owen

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Por John Owen (1616 - 1683)


Esforce-se por encher sua mente e sua consciência com uma percepção clara e constante da culpa, do perigo e do mal do desejo pecaminoso que está perturbando você.

1. A culpa do seu desejo pecaminoso

O cristão precisa se recusar a ser enganado pelos argumentos enganosos da sua natureza pecaminosa. Ela sempre procurará apresentar desculpas para diminuir a gravidade da sua culpa. Está sempre pronta a raciocinar da seguinte maneira: "Talvez isto seja mal, mas há coisas que são piores! Outros santos não apenas têm pensado nessas coisas como as têm praticado..."

Mediante centenas de maneiras diferentes o pecado procurará impedir que a mente elabore uma compreensão correta da sua culpa. Como os profetas nos disseram: "A sensualidade, o vinho e o mosto tiram o entendimento" (Os. 4:11).

Da mesma maneira como estes desejos pecaminosos têm pleno êxito em produzir isso nos não-cristãos, assim também, até certo ponto, terão sucesso ao agirem nos cristãos.

Em Provérbios, encontramos um quadro triste de um jovem que foi seduzido por uma prostituta. Este jovem carecia de "juízo" (Prov. 7:7). Qual era exatamente o "juízo" de que carecia? A resposta é que não sabia que entregar-se a sua lascívia iria lhe "custar a vida" (Prov. 7:23) - não levou em conta a culpa do mal no qual estava envolvido.

Se quisermos mortificar o pecado, precisamos perceber plenamente que ele procurará prejudicar nossa percepção da culpa envolvida nele. Precisaremos, então, fixar uma compreensão correta dessa culpa em nossas mentes. Há duas coisas que devemos ter em mente que nos ajudarão nesse sentido:

a) O pecado de um cristão é muito mais grave que o de um incrédulo.

A graça de Deus que está agindo no cristão enfraquecerá o poder do pecado que não é mais seu mestre como, infelizmente, continua sendo dos incrédulos (veja Rom. 6:14,16). Ao mesmo tempo, contudo, a culpa do pecado num cristão é pior pelo fato de que o cristão peca contra a graça!

"Que diremos, pois? Permaneceremos no pecado, para que seja a graça mais abundante? De modo nenhum. Como viveremos ainda no pecado, nós os que para ele morremos?" (Rom. 6:1,2).

Neste texto a ênfase está na palavra "nós" (subentendida). Como é que nós faremos isso? Sem dúvida somos piores do que qualquer outro se praticarmos o pecado. Pecamos contra o amor de Deus. Pecamos contra a misericórdia de Deus. Pecamos a despeito da promessa de ajuda para derrotarmos o pecado. Muito mais poderia ser dito, todavia deixem que essa consideração final fique gravada nas suas mentes.

No coração de cada cristão há muito mais mal e culpa no pecado que permanece lá, do que haveria em uma igual medida de pecado num coração que não tem a graça de Deus.

b) Pense em como é que Deus vê o seu pecado

Quando Deus contempla as aspirações por santidade que a graça tem produzido no coração de qualquer um dos Seus servos, Ele vê mais beleza e excelência nelas do que vê nas mais gloriosas obras dos homens destituídos da graça. Sim, Deus até mesmo vê mais beleza e excelência nestas aspirações internas, do que vê na maioria dos seus atos externos. Isso é porque há quase sempre uma maior mistura de pecado nas nossas ações exteriores do que nas aspirações e desejos por santidade de um coração com a graça de Deus.

Por outro lado, Deus vê grande mal no desejo pecaminoso de um cristão. Ele vê maior mal nesse desejo pecaminoso, do que vê nos atos visíveis e notórios dos ímpios. Ele vê ainda maior mal nele do que vê em muitos pecados externos nos quais os santos possam cair. Por quê? É porque Deus vê que há mais disposição interna contra o pecado propriamente dito, e geralmente há mais humilhação pelo pecado. É por isso que Cristo trata da decadência espiritual nos Seus filhos, indo à raiz e expondo seu verdadeiro estado. "Eu conheço..." (Apoc. 3:15).

Leitor, você precisa deixar que estas e outras considerações semelhantes o levem a uma clara consciência da culpa pelo desejo pecaminoso que habita em você. Não subestime nem procure desvencilhar-se da sua culpa nisto, ou seu desejo pecaminoso se fortalecerá e prevalecerá sem que você o perceba.

2. O perigo do seu desejo pecaminoso

Há muitos perigos a serem considerados, mas nós nos limitaremos a quatro deles:

a) O perigo de sermos endurecidos

Considere as advertências de Hebreus 3:12,13. Nestas palavras o escritor solenemente admoesta seus leitores a que façam tudo que estiver ao seu alcance para evitar que sejam "endurecidos pelo engano do pecado". O endurecimento mencionado aqui é a apostasia total, um endurecimento que "afasta do Deus vivo". Qualquer desejo pecaminoso que se deixe sem mortificar opera tal endurecimento e consegue fazer pelo menos algum progresso nessa direção. A pessoa que está lendo estas palavras pode ter sido certa vez muito terna para com Deus e freqüentemente percebido o mover-se do seu coração pela Sua Palavra. Agora, no entanto, eis que as coisas mudaram e ela pode negligenciar os deveres de orar, de ler e de ouvir a Palavra de Deus, com pouca preocupação. Não é suficiente que seu coração trema ao pensar em se endurecer, a tal ponto que você pense levianamente do pecado, da maravilha da graça de Deus, da misericórdia de Deus, do precioso sangue de Cristo, da lei de Deus, do céu e do inferno. Leitor, tome cuidado. Isso é o que um desejo pecaminoso que não foi mortificado fará, se for deixado sem ser examinado.

b) O perigo de alguma grande punição temporal

Embora Deus nunca vá abandonar completamente os Seus filhos por deixarem de mortificar seus desejos pecaminosos, talvez Ele os castigue, causando-lhes dor e tristeza (veja Sal. 89:30-33). Pense em Davi e em todas as tribulações que teve porque deixou de mortificar os desejos pecaminosos por Bate-Seba. Não significaria nada para você que seu fracasso em mortificar os desejos pecaminosos na sua vida possa trazer sobre você castigos dolorosos que podem continuar com você até o túmulo? Se não tem receio de tal coisa, então há uma boa razão para temer que seu coração já esteja endurecido.

c) O perigo de perder a paz e a força pelo resto da vida

A paz com Deus e a força para andar diante de Deus são essenciais para a vida espiritual da alma. Sem gozar destas coisas em certa medida, viver é morrer. Quando uma pessoa persiste em deixar de mortificar os seus desejos pecaminosos, mais cedo ou mais tarde será privada de ambas essas bênçãos. Que paz ou que força pode desfrutar uma alma quando Deus diz: "Por causa da indignidade da sua cobiça eu me indignei e feri o povo; escondi a face, e indignei-me..." (como Ele fez em Is. 57:17)? Ainda noutra ocasião Deus diz: "Irei, e voltarei para o meu lugar, até que se reconheçam culpados" (Os. 5:15). E, quando Deus age assim, o que será da paz deles e de sua força?

Pense, leitor, seria o caso de que em breve, talvez, você não mais veja a face de Deus com paz? Talvez amanhã você não seja capaz de orar, de ler, de ouvir ou de realizar quaisquer deveres com pelo menos um pouco de gozo, vida ou vigor. Talvez Deus lance suas setas em você, e o encha de angústia, de temores e de perplexidades. Considere isto um pouco, que embora Deus não o destrua totalmente, Ele poderá lançá-lo em um estado no qual você sinta que isto é o que acontecerá com você. Não deixe de lado esta consideração até que sua alma trema dentro de você.

d) O perigo da destruição eterna

Há tal conexão entre a persistência no pecado e a destruição eterna que enquanto uma pessoa estiver sob o poder do pecado, ela precisa ser advertida sobre a destruição e a separação eterna de Deus. O fato de Deus ter resolvido livrar alguns da permanência no pecado (a fim de salvá-los da destruição) não muda o outro fato (igualmente verdadeiro) de que Deus não livrará da destruição quem permanecer no pecado. A regra de Deus é muito clara. "Aquilo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia para a sua própria carne, da carne colherá corrupção..." (Gál. 6:7,8). Quanto mais claramente reconhecermos a realidade de que os desejos pecaminosos que não foram mortificados levarão a destruição eterna, mais claramente veremos o perigo de permitir que qualquer desejo pecaminoso na nossa vida permaneça sem ser mortificado. O desejo pecaminoso é um inimigo que nos destruirá se antes não o destruirmos. Que isso penetre fundo na sua alma. Não se contente com a suposição de que já foi suficientemente fundo enquanto não tremer ao pensar em ter um inimigo vivendo dentro de você, que o destruirá se antes você não o destruir.

3. Os males da sua lascívia

O perigo se preocupa com futuras possibilidades mas o mal com as atuais. Há muitos males relacionados com um desejo pecaminoso que não tenha sido mortificado, porém focalizaremos nossa atenção apenas em três deles:

a) Entristece o santo e bendito Espírito de Deus

O grande privilégio dos cristãos é que o Espírito de Deus vive dentro deles. Por causa disso, os cristãos são especial-mente exortados em Efésios 4:25-29 a se absterem de uma variedade de desejos pecaminosos e motivados a fazer isso com as seguintes palavras:

"E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção" (Ef. 4:30).

Assim como uma pessoa terna e amorosa se entristece com a falta de bondade de um amigo, assim também o Espírito Santo é entristecido quando um cristão permite que desejos pecaminosos que não foram mortificados vivam no seu coração. O Espírito Santo escolheu nossos corações como Sua habitação. Ele veio fazer por nós todo o bem que desejamos. O Espírito Santo Se entristece muito quando um cristão compartilha seu coração, que Ele veio possuir, com seus inimigos (nossos desejos pecaminosos), os próprios inimigos que Ele veio ajudar a destruir.

Ó, cristão, considere quem e o que você é; considere quem é o Espírito que você está entristecendo, o que Ele fez por você e o que Ele pretende fazer por você. Envergonhe-se de cada desejo pecaminoso que não mortificou e que dessa maneira permitiu que maculasse o Seu templo.

b) O Senhor Jesus Cristo é ferido novamente pelo desejo pecaminoso que não foi mortificado.

Quando o desejo pecaminoso permanece sem ser mortificado no coração de um cristão, a nova criação de Cristo naquele coração é ferida, Seu amor é frustrado, Seu inimigo gratificado. Assim como um abandono total de Cristo pelo engano do pecado é estar "crucificando para si mesmos o Filho de Deus, e expondo-o à ignomínia" (Heb. 6:6), do mesmo modo, abrigarmos pecados que Ele veio para destruir O fere e O entristece.

c) Rouba a utilidade de um cristão

Desejos pecaminosos que não tenham sido mortificados geralmente produzem uma doença espiritual na vida da pessoa. Seu testemunho raramente recebe a bênção de Deus. Muitos cristãos permitem que desejos pecaminosos que destroem a alma vivam nos seus corações. Esses jazem como vermes à raiz da sua obediência, e a corroem e a enfraquecem dia após dia. Todas as graças, todas as maneiras e todos os meios pelos quais as graças possam ser exercidas e aperfeiçoadas, são impedidos desta maneira; e Deus mesmo nega a este homem qualquer sucesso.

Conclusão

Nunca se esqueça da culpa, do perigo e da malignidade do pecado. Pense muito nestas coisas. Permita que elas encham sua mente até que levem seu coração a tremer.

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Fonte: Josemar Bessa
Via Bereianos
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Três pastores se suicidaram nos últimos 30 dias


Teddy Parker Jr, Ed Montgomery e Isaac Hunter puseram termo à sua vida.
por Jarbas Aragão

Três pastores se suicidaram nos últimos 30 diasIsaac Hunter.
O que leva uma pessoa a cometer suicídio? Segundo psicólogos, pensamentos são algo bastante comum. O Centro para Controle e Prevenção de Doenças Mentais dos EUA, afirmam que 3,7% por cento da população acima dos 18 anos, pensou seriamente em suicídio no ano passado.
Embora alguns suicídios sejam resultado de um impulso, a maioria é planejada. Ainda segundo dados do Centro, metade das pessoas que fizeram um plano o levaram adiante.
Nos últimos 30 dias, três suicídios de pastores conhecidos chocou a igreja dos Estados Unidos. Em 10 de novembro, Teddy Parker Jr., 42, pastor da Igreja Batista Bibb Mount Zion, na Geórgia se matou com um tiro na cabeça.
Sua esposa o encontrou caído na entrada da garagem de sua casa num domingo. Ele já havia pregado naquela manhã e a teria de pregar novamente naquele dia. Nenhum bilhete ou explicação foi deixado.
Na semana passada, o pastor Ed Montgomery, que estava de luto pela perda da esposa atirou em si mesmo na frente de sua mãe e filho. Ele e sua falecida esposa, a profetisa Jackie Montgomery, lideravam a igreja Assembleia Internacional do Evangelho Pleno, no Estado de Illinois.
Dia 10 de dezembro, suicidou-se Isaac Hunter, o ex-pastor da igreja Summit em Orlando, Florida. Até o momento, não foi divulgado como ele se matou. O caso chamou atenção da mídia secular porque o pai de Isaac, o pastor Joel Hunter tem sido chamado de “mentor espiritual” do presidente Barack Obama, com quem tem se encontrado com frequência para orações na Casa Branca.
Existem muitas estatísticas sobre como os pastores enfrentam problemas como depressão, esgotamento físico e mental. Nenhuma delas é animadora. Segundo o Instituto Schaeffer, 70% dos pastores lutam constantemente com a depressão, e 71% estão “esgotados”. Além disso, 72% dos pastores dizem que só estudam a Bíblia quando precisam preparar sermões, 80% acredita que o ministério pastoral afeta negativamente as suas famílias, e 70% dizem não ter um “amigo próximo”.
O Instituto Schaeffer também estima que 80% dos estudantes de seminário (incluindo os recém-formados) irão abandonar o ministério dentro de cinco anos. Não há dados consistentes sobre quantos cometem suicídio, mas está claro que os pastores não estão imunes a isso.
Psicólogos apontam várias razões pelas quais as pessoas cometem suicídio, de depressão a psicose, quase sempre em meio às situações estressantes da vida.  A colunista da revista Charisma, Jennifer LeClaire, que escreveu vários livros sobre batalha espiritual, comentou o caso dos três pastores.
Ela conclama as igrejas a orarem mais por seus líderes e, ao mesmo tempo que se mantém alertas sobre sintomas de depressão nos pastores, os membros deveriam estar cientes que o diabo tem preparado muitos ataques às igrejas nesse período em que os sinais da vinda de Jesus parecem estar se intensificando. Com informações Charisma News.
Fonte:gospelprime

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Ao som de funk e axé e sem “pegação”, baladas gospel reúnem milhares de jovens madrugada a dentro

Pare, leia e pense!
Ao som de funk e axé e sem “pegação”, baladas gospel reúnem milhares de jovens madrugada a dentro

As “baladas gospel” estão ficando cada vez mais populares e numerosas, atraindo jovens que, mesmo sem bebidas, drogas e roupas vulgares, querem dançar e se divertir nas madrugadas.
Ao som de funk e axé, as festas não permitem “amassos” entre casais, e os que se arriscam na dança não descem até o chão ou exageram na sensualidade dos “passinhos”.
O fenômeno de “baladas gospel” tem crescido e festas com até 6 mil jovens atravessam as noites de cidades como São Paulo e Rio de Janeiro.
A festa mais conhecida no ramo, Gospel Night, possui a chamada Operação Desgrude, que separa casais que se beijam na pista. Para isso, é necessário uma equipe especializada na “separação” dos jovens pombinhos mais ousados.
Entre os estilos musicais, o axé da banda DOPA faz sucesso com hits como “Vai se Converter”, que entre seus versos, alerta o jovem que “Tira onda de crentão” a se converter “senão o inimigo envergonha você”.
Já no funk, Tonzão, ex-integrante do grupo Os Hawaianos, se vale de termos comuns no vocabulário evangélico e, quase formando um dialeto, canta: “O mistério é profundo/acho bom ficar ligado/quando ver o pretinho mandando o passinho do abençoado/Qual é o cumprimento do crente?/Paz do senhor!”.
Ao som de músicas como essas, o DJ Pastor Anderson Dias Barbosa comanda as picapes há 13 anos na Comunidade Evangélica Crescendo na Graça, e não esquece do momento em que a mensagem é transmitida como forma de agregar valor à festa. “Em um determinado momento, tem uma palavra. ‘Olha bróder, vou falar para você hoje de uma parada, um cara que morreu por você, pela sua mãe’, e acaba atingindo um objetivo nosso que é fazer o cara refletir sobre a palavra de Deus”, resume o DJ em entrevista ao portal iG.
Segundo Alexandre Ricardo Pereira, organizador da micareta gospel da Igreja Renascer, “há uma certa repressão. Tem pastores que proíbem os membros de participar”, revela. O líder da banda DOPA, pastor Neto Marotti, explica como argumenta com os críticos das festas: “A gente encara a música como louvor a Deus. Eles passam a olhar com outros olhos quando ouvem as letras. Todas têm mensagens totalmente evangélicas”, conta o músico, que vê as “baladas gospel” como estratégia de evangelização.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

terça-feira, 10 de dezembro de 2013

O velho namorado fala de namoro

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Por Rev. Wadislau Martins Gomes


Você conhece aquela do cachorro que corria atrás de carros e que, um dia, conseguindo pegar um, não sabia o que fazer com ele? A coisa do namoro vai por aí. Há quem realmente deseje “encontrar um amor” e nesse sentido, o namoro é um processo de conhecimento mútuo dos enamorados. A Bíblia não menciona a palavra “namoro” no sentido de oficialização de um pacto, mas descreve a ideia de atração e compromisso afetuoso entre um homem e uma mulher, como no caso de Jacó e Raquel (“Assim, por amor a Raquel, serviu Jacó sete anos; e estes lhe pareceram como poucos dias, pelo muito que a amava” – Gênesis 29.20). No entanto, há quem queira namorar – uma ânsia de afeto, de proximidade bem natural –, mas não sabe com quem. De fato, esse tipo de pessoa quer namorar o “namoro”, isto é, sentir o gelo na espinha, a borboleta no estômago, ou ter com o que desfilar por aí, ou, ainda, achar oportunidade para “umas carnalidades” consentidas. Nisso é que dá correr atrás de namoro sem saber o que fazer com ele. Nesse caso, o alvo de namorar vem primeiro, como um culto a um ídolo desconhecido, que depois leva a cara das pessoas que “cabem” no andor.

Aí é que se adéqua minha versão do ditado: devagar com o santo que o andor é de barro. Primeiro deveria vir o encontro de pessoas, depois o desejo de namorar. Mas como o nosso coração prefere mais sentir ânsias de paixão a viver anseios de amor, a gente acaba pondo o andor do namoro no lugar do santo. Tal como tem de existir água antes que haja o desejo de nadar, assim também deveria haver alguém que despertasse o desejo de “namorar”. Como consequência dessa inversão, ocorre um tríplice engano. Primeiro quem põe à frente o alvo de namorar antes conhecer a pessoa objeto do encontro, tem de criar uma imagem dela, até mesmo para que a possa reconhecer, acaba criando a cara do santo à sua própria semelhança e torna o encontro que deveria ser gracioso em uma transação egoísta. Segundo, para que possa vir antes do encontro, o namoro (que deveria ser um termo descritivo da arte desse encontro especial) vira substantivo, quer dizer, torna-se um termo designativo de uma instituição, como pequeno noivado ou casamento. Terceiro, nessa condição, o namoro é assumido como um ídolo com poderes para satisfazer as necessidades dos pares e, consequentemente, torna-se um encontro por necessidade e não por expressão de amor. Em vez de ser um encontro que promova o bem do outro, vira um encontro para derivação de “benefício” próprio (“Não tenha cada um em vista o que é propriamente seu, senão também cada qual o que é dos outros” – Filipenses 2.4-5).

O namoro cristão – no sentido de um período de atração e de conhecimento mútuo entre um homem e uma mulher com vistas a um compromisso de amor – é uma relação entre irmãos com o propósito de agradar a Deus por meio do conhecimento da vontade de Deus caracterizado pela devida santidade. Paulo, instruindo os tessalonicenses sobre essa matéria, diz: “Pois esta é a vontade de Deus: a vossa santificação, que vos abstenhais da prostituição; que cada um de vós saiba possuir o próprio corpo em santificação e honra” (ver 1Ts 4.3-4; ver vv 1-9). A palavra “possuir” (gr., ktaomai) tem o sentido de “adquirir”, “obter uma esposa”, e a expressão “próprio corpo” (gr., skeuos, vaso) tem o sentido de “implemento”, que lembra o texto de Efésios 5.31: “Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne”. Nessa linha de pensamento, Paulo realça que o empenho de buscar o “par de vaso” implica em um relacionamento entre irmãos. Assim, namoro deveria ser um relacionamento entre irmãos com vistas a uma união íntima. Essa união íntima exige o conhecimento de Deus em santidade de vida e o conhecimento mútuo dos envolvidos com base no conhecimento da vontade de Deus e no exercício da pureza do amor.

Do jeito que as coisas estão, hoje, o namoro dispensa o conhecimento da vontade de Deus e opta pela busca experimental do “par de vaso” por meio de uma intimidade exacerbada e não própria de irmãos. A jovem ou o jovem “namora” um, depois outro, e outro, até se esgotarem as possibilidades na igreja ou ao redor. Um dia, aparece uma cara nova e, no dia seguinte, os namorados dão-se e exigem todos os direitos de uma falsa intimidade – em nome do amor! Falsa, digo, porque não há intimidade sem conhecimento. Na verdade, toda intimidade sem conhecimento é abuso e violência. Não é fato que todos somos pudicos por natureza? Somos protetores de nossa intimidade assim como jogadores de futebol que, na barreira para um chute a gol, protegem “a cara”? Não é apenas que a menina e o menino foram socialmente condicionados a proteger a intimidade talvez por causa de expressões como: “Só a mamãe pode lavar aí até que você aprenda a se lavar” ou “Tira a mão daí, menino; tá com coceira?” Sobretudo, isso é porque Deus disse que as partes mais honradas foram estrategicamente protegidas por fortes partes do corpo (ver 1Coríntios 12.22-14). É verdadeiro também que as meninas crescem dotadas de um senso de sua missão de mulher, tanto como ninho da humanidade quanto de espelho da glória de Deus, refletindo ao homem a dependência que essa humanidade tem em relação à providência de Deus. E os meninos, da mesma forma, crescem dotados de um senso de sua missão masculina de refletir a glória de Deus tanto na proteção do ninho quando na honra a Deus, refletindo a imagem de Deus na vida da mulher. Tudo isso, como Paulo disse, com um propósito maior: “Eis por que deixará o homem a seu pai e a sua mãe e se unirá à sua mulher, e se tornarão os dois uma só carne” (Efésios 5.31).

Agora, um dia, vem o completo desconhecido, cheio de beiço e com quatro mãos, murmurando amores e gabando-se de virtudes protetoras, tais como: “Deixa comigo” e “Confia em mim”, e a mocinha tímida ou atrevida, sedenta de experiências de alguma forma de amor – e, no dia seguinte, são os mais íntimos da vida. Nem pai nem mãe nem irmãos sabem mais ou querem mais. Contudo, ocorre que, uma vez que, sem conhecimento e compromisso, intimidade é abuso e violência, os namorados enfrentam um dilema: amar a Deus e ao próximo ou negar o amor a Deus e “fazer” amor com o próximo? Isso é assim porque a intimidade antes de o compromisso com Deus ser selado no compromisso com o “par de vaso” é, de fato, defraude, como disse Paulo: “e que, nesta matéria, ninguém ofenda nem defraude a seu irmão” (1Ts 4.6).

Poderá ser que ela pense: “Se eu não ceder, perco a oportunidade” ou “o corpo é meu, faço o que quero”. E poderá ser que ele pense: “Se eu não aproveitar, outro aproveita” ou “Se eu não for afoito o que é que vão (ou ela vai) dizer de mim?” O fato é que, ele e ela estarão se rebaixando e rebaixando um ao outro, de um grau de dignidade que Deus deu a todos os homens como parte da graça comum, pois todos temos consciência do bem e mal (ver Romanos 2, esp. vv 14-21).

Seja um namoro consequente ou inconsequente, os resultados virão. No caso de um namoro inconsequente (como a saída do moço arguido pelo pai da moça, se estava namorando a filha pra casar ou pra que é, respondeu: “Pra que é”), lembre-se de que os namorados sempre preparam o marido ou a esposa de outro irmão ou irmã em Cristo, e o defraude, guardando culpa e medo, diminuirá as possibilidades de futuros relacionamentos bem sucedidos. No caso de um namoro que acabe em casamento, o defraude gerará culpa e ciúme. A qualquer hora ele se perguntará se o chefe, colega ou amigo da esposa terá mais “lábia” do que ele; ou ela se perguntará se a secretária, amiga ou o que for do marido será mais atraente do que ela. Certamente, para os consequentes, haverá sempre a esperança firme de redenção por meio do arrependimento e da confissão, em Cristo Jesus. Para os inconsequentes, ainda que prevaleça a redenção, a restauração será sempre mais difícil e dolorosa.

O namoro, em moldes bíblicos, portanto, é oportunidade para uma amizade fraterna que visa o conhecimento de Deus e propicia o conhecimento próprio e o conhecimento mútuo. Isso implica a orientação da Palavra de Deus:

Tende cuidado, irmãos, jamais aconteça haver em qualquer de vós perverso coração de incredulidade que vos afaste do Deus vivo; pelo contrário, exortai-vos mutuamente cada dia, durante o tempo que se chama Hoje, a fim de que nenhum de vós seja endurecido pelo engano do pecado. Porque nos temos tornado participantes de Cristo, se, de fato, guardarmos firme, até ao fim, a confiança que, desde o princípio, tivemos (Hebreus 3:12-14).

Uma boa regra para o namoro será: lembre-se de que o beijo cala a boca. Por isso, fale, converse, instrua, aconselhe. Permita que o conhecimento em Cristo seja a intimidade que oriente a maravilha do caminho “do homem com a donzela” (Provérbios 30.19). Conheça a história do coração (memórias) do irmão ou irmã, mas conheça com discernimento, lembrando coisas que transmitam graça, não murmuração, amarguras, maledicências, impurezas e impudicícias. Dignifique o irmão ou irmã com a dignidade de servos de Cristo.

Habite, ricamente, em vós a palavra de Cristo; instruí-vos e aconselhai-vos mutuamente em toda a sabedoria, louvando a Deus, com salmos, e hinos, e cânticos espirituais, com gratidão, em vosso coração. E tudo o que fizerdes, seja em palavra, seja em ação, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai (Colossenses 3.16-17).

Bom namoro!

Wadislau Martins Gomes

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Fonte: coramdeo
Via Bereianos

Evangelismo não é: centralizado no homem (3/3)

NaoCentralizadoHomem

Nessa série de textos retirados do livro “Deliberadamente Igreja” (Editora Fiel), iremos analisar mais de perto o que é e o que não é o evangelismo:

Centralize-se em Deus

Algumas estratégias de evangelização procuram tornar o evangelho mais atraente aos incrédulos por apresentar todos os benefícios e deixar o custo para depois. Eles prometem que você experimentará mais satisfação, menos estresse, um melhor senso de comunidade e um senso crescente de significado na vida — e estará preparado para a eternidade! — se apenas fizer a decisão por Cristo agora mesmo. Todas essas coisas podem estar bem próximas do ouvinte incrédulo. Mas, o que essa “evangelização be- néfica” faz com o evangelho bíblico? Faz que o evangelho bíblico pareça concentrar-se em mim, em melhorar a minha vida e tornar-me mais feliz. É verdade que somos os beneficiários e Deus, o benfeitor. Não somos aque- les que “fazem um favor a Deus”, por tornarmo-nos cristãos. Contudo, o evangelho não se concentra em mim. O evangelho é Deus revelando a sua santidade e misericórdia soberana. O evangelho é a glória de Deus e sua obra de reunir adoradores para Si mesmo, pessoas que O adorarão em espírito e em verdade. O evangelho se focaliza na satisfação da santidade de Deus, por fazer Cristo morrer em favor dos pecados de todos os que se arrependem e crêem. A essência do evangelho é Deus criando um nome para Si, por reunir um povo e separá-lo para Si mesmo, a fim de espalhar sua fama entre as nações.
A “evangelização benéfica” enche nossas igrejas com pessoas que são ensinadas a esperar que tudo ocorrerá como elas querem, tão-somente por- que se tornaram cristãs. Mas Jesus prometeu perseguição para aqueles que O seguem; Ele não prometeu privilégios mundanos (Jo 15.18-16.4; cf. 2Tm 3.12). Queremos edificar igrejas e cristãos que perseveram em meio à afli- ção, que estão dispostos a sofrer, serem perseguidos e morrerem por causa do evangelho de Cristo, porque valorizam a glória de Deus mais do que os benefícios temporais da conversão. Não queremos que as pessoas se tornem cristãs porque isso lhes reduzirá o estresse. Desejamos que se tornem cristãs porque sabem que precisam se arrepender de seus pecados, crer em Jesus Cristo, tomar com alegria a sua cruz e segui-Lo para a glória de Deus.
Há realmente benefícios maravilhosos na vida cristã. No entanto, ser teocêntrico na evangelização, focalizando menos os benefícios temporais e mais o caráter e o plano de Deus, contribui para que mais cristãos estejam dispostos a sofrer e mais igrejas sejam motivadas pela glória de Deus.

Texto retirado do livro Deliberadamente Igreja, do capítulo 3 “Evangelização com Responsabilidade“, trecho “Centralize-se em Deus” (Pg 69 e 70).
Copyrigh © Editora FIEL
Autores: Mark Dever e Paul Alexander
Do original: “The Deliberate Church” (Pg 54 a 57).
Tradução: Francisco Wellington Ferreira

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

ADOÇÃO*

Por Edson Matias Cabral*

     
Definição- O ato de adoção é a conclusão de qualquer ação pela qual uma pessoa, em geral um filho, é levado a um novo relacionamento familiar, no qual tem novos privilégios e responsabilidades como membro da família e ao mesmo tempo perde todos os direitos prévios e é despojado de todas as obrigações préviasde sua família anterior.(H. Leitch, In: Enciclopédia da Bíblia, p.98).

 Utilização no Antigo Testamento- No Antigo Testamento não era considerada pela lei o conceito, muito menos conhecida o termo, pois não havia a necessidade, pois a lei do levirato e a poligamia supria anecessidade de herdeiros, mas há registros de adoção, Ex: Moisés pela princesa Egípcia (Êx 2.10), possivelmente Genubate (1º Rs 11.20), e Ester por Mordecai (Et 2.7,15),É interessante notar que todos esses casos ocorreram fora da Palestina e fora das operações normais da lei Mosaica (H. Leitch, In: Enciclopédia da Bíblia, p.99). Também podemos perceber que os judeus não se referiam a Deus como Pai de forma particular, mas sim de forma coletiva, “Deus é Pai de Israel” não de um israelita em particular, “os judeus podiam dirigir-se a Deus, liturgicamente, como “Iaba'” (‘abi’)(“Meu Pai); mas nunca empregava a forma familiar “ba'” (´ab) (grego: abba) (abba), que soaria desrespeitoso.(Maia, p.18), pois a expressão tem um sentido de papai algo que denota grande intimidade pessoal, e uma grande comunhão com o Senhor, esse foi um dos motivos que despertou a ira dos judeus (Jo 5.18).

Contexto histórico-Na sociedade grega e romana, a adoção era, pelo menos entre as classes superiores, uma prática relativamente comum,na Grécia a ação de adotar dava para aquele que era adotado uma liberdade, principalmente quando ele eraescravo adquira o status de membro da família, que era movida por várias motivos tau como afeição, falta de descendentes, religiosas, que era feito por meio de um testamento, no modo romano “ o relacionamento entre pai e filho era mais severo e mais coeso, devido ao entendimento da autoridade paterna (patriapotestas)” (H. Leitch, In: Enciclopédia da Bíblia, p.99), essa autoridade dava ao pai plenos poderes sobre a vida do filho ao ponto de poder vende-lo ou até mesmo mata-lo se achar conveniente.

Utilização por Paulo- Paulo usa o termo grego “huiothesia” no sentido de “adoção... em Paulo, como nas fontes extra bíblicas contemporâneas, “huitothesia” sempre indica o processo ou o estado de ser adotado(s) como filho(s)(in: Dicionário de Paulo e suas cartas, p.31). Paulo conhecia bem os sistemas de adoção do mundo antigo em especial os Gregos e Romanos, como nos afirma H. Leitch “até onde podemos inferir, ele não tinha em mente nenhuma forma de adoção em particular. Achou oportuna a ideia romana da patriapotestas quando estava enfatizando o livramento, do homem, da escravidão do pecado, a ideia grega era análoga à ênfase dos relacionamentos e dons da filiação; assim, temos a libertação dos débitos e a liberdade dos filhos.” (in: Enciclopédia da Bíblia, p.99).Estudo de caso-Vamos passar agora para analise dos textos bíblicos que tratam do assunto, que são: Gl 4.5; Ef 1.5; Rm 8.15, 23, perceba que são todos de cartas do apostolo Paulo já que ele é o único escritor bíblico que utiliza o termo “adoção” com conotação soteriologica, mostrando uma mudança de situação do individuo que é adotado por Deus. Gl 4:5 ​para resgatar os que estavam sob a lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos.
Paulo insere a “adoção” em meio a sua argumentação sobre a redenção, isso mostra que adoção tem um caráter rendentivo na vida daquele que foi adotado, não só judeus, (Paulo chega a argumentar que a adoção pertence aos Judeus; Rm 9.4), “... não há artigo em grego antes de “lei”, de modo que a obra redentora de Cristo vai além do povo judaico, fator este naturalmente integrante à teologias de Paulo.” (GUTHRIE, p.144) que gloriosa é a graça de Deus, pois muda completamente nossa situação “trata-se de uma transformação notável de categoria: da escravidão para a filiação.” (GUTHRIE, p.145).Rm 8:15 ​Porque não recebestes o espírito de escravidão,para viverdes, outra vez, atemorizados, mas recebestes o espírito G4151 de adoção, G5206 baseados no qual clamamos:Aba,Pai. Paulo contrata o Espírito de adoção com espírito de escravidão, devemos entender Espírito de adoção referindo-se ao Espírito Santo, pois é Ele que age de forma misteriosa no interior do ser humano a ponto do crente em alta voz clamar Aba, Pai, mudando totalmente sua disposição diante de Deus, e espírito de escravidão como: “... não mais são oprimidos com aquele medo que os dominava quando estavam ainda vivendo no paganismo ou no judaísmo, com sua ênfase em todas as normas que guardavam a fim de serem salvos(HENDRIKSEN, p.327)Rm 8:23 ​Então somente ela, mas também nós,que temos as primícias do Espírito, igualmente gememos em nosso íntimo, aguardando a adoção de filhos, a redenção do nosso corpo. Há uma ideia futura de adoção nas palavras de Hendriksen “mas, em outro sentido, estão ainda aguardando pela exibição pública de sua condição como filhos de Deus (p. 343), mostrando uma dimensão futura de nossa adoção. Ef 1:5 ​nos predestinou para ele, para a adoção de filhos, por meio de Jesus Cristo, segundo o beneplácito de sua vontade, Paulo aqui mostra que a nossa adoção não foi algo planejado de ultima hora, mas foi desde a eternidade passada e muito menos meritória, pois foi de sua livre e boa vontade. O foco desse trecho é a nossa salvação no qual Calvino identifica 3 causas: A causa eficiente é o beneplácito da vontade de Deus; A causa material é Cristo; A causa final é o louvor de sua graça.(p.20).

Adoção nos símbolos de fé de Westminster - Confissão de Fé CAPÍTULO XII - DA ADOÇÃO I. Todos os que são justificados é Deus servido, em seu único Filho Jesus Cristo e por ele, fazer participantes da graça da adoção. Por essa graça eles são recebidos no número dos filhos de Deus e gozam a liberdade e privilégios deles; têm sobre si o nome deles, recebem o Espírito de adoção, têm acesso com confiança ao trono da graça e são habilitados, a clamar "Abba, Pai"; são tratados com comiseração, protegidos, providos e por ele corrigidos, como por um pai; nunca, porém, abandonados, mas selados para o dia de redenção, e herdam as promessas, como herdeiros da eterna salvação. Catecismo Maior pergunta 74: O que é adoção?R. Adoção é um ato da livre graça de Deus, em seu único Filho Jesus Cristo e por amor dEle, pelo qual todos os que são justificados são recebidos no número dos filhos de Deus, trazem o seu nome, recebem o Espírito do Filho, estão sob o seu cuidado e dispensações paternais, são admitidos a todas as liberdades e privilégios dos filhos de Deus, feitos herdeiros de todas as promessas e co-herdeiros com Cristo na glória.Breve Catecismo 34 Que é adoção? R. Adoção é um ato de livre graça de Deus, pelo qual somos recebidos no número dos filhos de Deus, e temos direito a todos os seus privilégios.
Conclusão - Em suma, há nas cartas paulinas um pano de fundo judaico/veterotestamentário coerente e específico de “adoção como filhos” (huiothesia): a palavra ocorre quatro vezes no sentido de adoção esperada pela tradição de 2º Samuel 7,14 (cf 2ºCo 6,18) e isso em um aspecto presente (Gl 4,5; Rm 6,18) ou futuro (Rm 8,23; Ef 1,5).(J M. Scott, in: Dicionário de Paulo e suas cartas, p.33). Essa é uma doutrina que nos mostra o grande amor de Deus, que nos resgatou e nos deu uma nova família, uma nova vida e a certeza de que somos filhos seus.


* esse artigo não tem a pretensão de ser exaustivos, mas apenas informar, escreverei mais sobre o assunto.


Bibliografia
CALVINO, João. Efésios. São Paulo: Editora Fiel, s/d, 161p.
COSTA, Herminster Maia Pereira da.O Pai nosso. São Paulo: Cultura Cristã, 2001, 319p.
GUTHRIE, Donald. Gálatas, introdução e comentário. São Paulo: Vida Nova, 2006, 208p.
HAWTHORNE, Gerald F; MARTIN Ralph P; REID, Donald G. (Orgs).Dicionário de Paulo e suas cartas, 2ª edição, São Paulo: Vida Nova; Paulus, Edição Loyola, 2008, 1285p.
TENNY, Merriel C.(org). Enciclopédia da Bíblia, Vol:1. São Paulo: Cultura Cristã, 2008, 1319p.

* O autor é membro da IP Filadélfia-Garanhuns-PE, missionário  e aspirante ao ministério pelo Presbitério de Garanhuns.

400 mortos durante conflitos armados de cristãos e muçulmanos


ONU pode intervir após cristãos reagirem a massacre iniciado por muçulmanos
por Jarbas Aragão

400 mortos durante conflitos armados de cristãos e muçulmanos400 mortos durante conflitos armados de cristãos e muçulmanos
Um mês atrás, a ONU alertou que a República Centro-Africana (RCA) é literalmente “um país sem lei”. O embaixador francês na ONU, Gerard Araud, denunciou: “Cresce a cada dia a violência no país. Os muçulmanos atacaram e massacraram igrejas e cristãos. Agora, estão surgindo milícias cristãs dispostas a enfrentar com armas os muçulmanos”.
Oficialmente, a ex-colônia francesa tem 66% de cristãos e 17% de muçulmanos. Mesmo sendo minoria, os muçulmanos querem instituir a sharia, e o conflito político se transformou em uma verdadeira guerra religiosa.
A crise começou desde que a coalizão rebelde Seleka, islâmica, depôs o presidente François Bozizé, em março. Pela primeira vez na história do país, um presidente muçulmano governa a maioria cristã. Com medo de um massacre, surgiram milícias de autodefesa cristãs “Anti-Balaka”, que apoiam o presidente deposto.
Desde a quinta-feira passada, ocorre uma onda de violência no país, que deixou até o momento cerca de 400 pessoas mortas na capital, Bangui, segundo a Cruz Vermelha. O representante do Unicef no país, Souleymane Diabaté explica que até agora já são 480.000 refugiados em todo o país, pouco mais de 10% da população do país.
“Nós assistimos neste momento a deslocamentos em massa de uma população composta majoritariamente de crianças, mulheres e de pessoas vulneráveis que não têm nada. Esses deslocamentos ficaram mais acentuados depois dos últimos ataques a Bangui e a Bossangoa”, acrescentou.
A maioria são cristãos que fogem dos grupos extremistas muçulmanos. Execuções públicas têm deixado dezenas de cadáveres empilhados nas ruas. É possível ver pessoas andando armadas com arco-e-flechas e facões. Daniel Bekele, diretor da Human Rights Watch na África afirma que o Seleka recruta “crianças a partir dos 13 anos para realizar parte destes ataques”.
A França, país que colonizou a RCA, enviou mais de 1.600 soldados ao país, em um esforço para tentar minimizar uma situação que o ministro das Relações Exteriores francês classificou como “um país à beira do genocídio”.
Até o momento não existem informações detalhadas sobre as mortes, mas há indícios que os combatentes cristãos fizeram ataques como represália a vários bairros de maioria muçulmana. As forças muçulmanas, por sua vez, estão envolvidas em execuções sumárias, incluindo casas queimadas e igrejas saqueadas.  Estariam, inclusive, invadindo hospitais e retirando os feridos nos confrontos para serem mortos em público.
O pastor Nicholas Guerékoyamé, presidente da Aliança das Igrejas Evangélicas da República Centro-Africana vem condenando a violência e pede: “Nós clamamos a todas as comunidades da República Centro-Africana a não cederem às tentações da divisão religiosa”.
A República Centro-Africana é um dos países mais pobres do mundo, tem sido assolado há décadas por golpes e rebeliões. Desde março, quando ocorreu o golpe de Estado, as forças rebeldes são acusadas ​​de dezenas de atrocidades, incluindo amarrar pessoas e jogá-los de pontes para se afogarem até queima de aldeias inteiras. Embora os muçulmanos neguem, o golpe além do aspecto político tem um forte aspecto religioso. A ONU observa o conflito atentamente e não descarta uma intervenção militar. Com informações Al Jazeera, CBN e Correio Braziliense.
Fonte:gospelprime

Nós podemos julgar a moralidade de Deus?

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Por James R. White


O debate entre monergistas e sinergistas tem de ser lutado mais uma vez em cada geração, pois não há nada mais oposto à exaltação inerente do homem de seus próprios poderes da vontade do que o reconhecimento da liberdade soberana da graça. Enquanto nós podemos, e fazemos, nos beneficiar muito dos esforços daqueles que foram antes de nós, o fato que permanece é que cada geração de crentes enfrenta essa questão e deve vir aos apertos com as ramificações das respostas dadas.

Quando Roger Olson anunciou que ele estava lançando um livro, parte de um contra-ponto de dois livros com Michael Horton, intitulado contra o calvinismo, havia esperança para algo que poderia comprometer a força real da teologia reformada a clara e consistente exegese do texto bíblico que o “jovem, agitado e reformado” tem descoberto tão convincente. Mas mesmo antes do seu lançamento, o Dr. Olson deu clara indicação de que seu foco não era ser exegético. Em vez disso, como o livro fundamentou, seu argumento pode ser sumarizado com bastante facilidade: o Deus do calvinismo é um “monstro moral”, e os calvinistas simplesmente precisam pensar em suas crenças o bastante para ver o que Olson tem sido capaz de ver.

Há duas razões primárias porque eu acredito que a abordagem do Dr. Olson terá de pouco a nenhum impacto sobre os crentes calvinistas como eu, mesmo pessoas que não nasceram e se desenvolveram em uma tradição reformada e por isso não mantém seus pontos de vista fora de um compromisso com a tradição. Primeiro é a ausência de força exegética por trás da apresentação de Olson, e o segundo é o fundamento auto-professado de Olson por fazer a “grande decisão” quanto à bondade e a soberania de Deus. Eu comentarei brevemente sobre o primeiro e focarei no segundo.

Não há argumentação a ser feita contra a afirmação de que a escola de pensamento da reforma tem produzido uma quantidade monumental de material exegético. Sua profundidade e amplitude são, simplesmente, surpreendentes. Mas o Dr. Olson escolheu focar unicamente em alguns representantes modernos, e propositalmente evitar outros (eu mesmo entre outros) “no princípio”. Isto resultou em uma apresentação profundamente enviesada que não se comprometeu com respostas exegéticas a textos chaves como 1 Timóteo 2.4, um texto repetidamente usado como uma proteção do seu argumento. Olson foi tão longe a ponto de insistir que a linguagem original do texto “não pode ser interpretada de qualquer outra maneira do que se referindo a cada pessoa sem limite” (uma afirmação muito facilmente refutada, mas que Olson não ofereceu nenhuma evidência ou autoridade). Neste nível, a apresentação de Olson deixou muito a desejar.

Mas o mais importante foi a fundamental conclusão tirada de suas próprias palavras: realmente não importaria mesmo se estes textos consistentemente atestassem ao que os calvinistas acreditam. Dr. Olson não adoraria este Deus de nenhuma maneira, não importa o que a Bíblia diz sobre o assunto. Como ele expressou de si mesmo (p.85 ênfase original):

Um dia, no fim de uma sessão de aula sobre as doutrinas da soberania de Deus do calvinismo, me fez uma pergunta que eu tive que parar de levar em consideração. Ele perguntou: “se fosse revelado a você de uma forma que você não pudesse questionar ou negar que o Deus verdadeiro na verdade é como o calvinismo diz e os preceitos como o calvinismo afirma você ainda o adoraria?” Eu sabia que a única resposta possível sem um momento de reflexão, embora eu soubesse que isto chocaria muitas pessoas. Eu disse não, que eu não o adoraria porque eu não podia. Tal Deus seria um monstro moral. É claro, eu tenho consciência de que os calvinistas não pensam que os seus pontos de vista da soberania de Deus fazem dele um monstro moral, mas eu posso simplesmente concluir que eles não têm pensado nisso através de sua conclusão lógica ou mesmo levado suficientemente a sério as coisas que dizem sobre Deus e o mal e o sofrimento inocente no mundo.

Este parágrafo me paralisou e assim tem sido a experiência da maioria dos outros leitores reformados. É incrível que Dr. Olson acredita que ele tem sondado as profundidades da teologia reformada ao mais profundo nível do que fez Calvino, Beza, Zanchius, Turretini, Owen, Edwards, Warfield ou Hodge. Mas o mais marcante foi a ousadia da postura de Olson. A pergunta do estudante foi clara, e Olson enfatiza seu ponto. A questão se reduz a se Olson, confrontado com a clara revelação de que os calvinistas estão certos, e Deus existe, e age como os calvinistas dizem que ele faz, adoraria aquele “Deus calvinista” ou não. Sua resposta é clara: ele não adoraria. Tal Deus seria um “monstro moral.” Este é o cerne de rejeição de Olson da posição reformada, e isso é algo que ele tem afirmado em seu diálogo com Michael Horton que aconteceu em Southern California seguindo o lançamento do seu livro. A mais alta autoridade para Roger Olson na questão de determinar a natureza de Deus não é a revelação da escritura, é seu próprio entendimento do que deve constituir a “bondade”.

É aqui que o crente reformado convicto deve romper com Roger Olson. É uma separação fundamental que vai ao mais profundo nível do que a acusação de Olson de “seu Deus é um monstro moral.” Isto vai a se nós, como criaturas, temos o direito de estabelecer padrões que determinam o que é aceitável e inaceitável para Deus. A revelação de Deus de sua própria natureza e ações no universo determina a verdade sobre o Deus que nós adoramos, ou nós colocamos os limites do que será “aceitável” para nós antes de nós estarmos dispostos para se render a adoração? Arão ficou em silêncio diante de Deus quando Deus destruiu os seus filhos (Lv 10). Jó aprendeu que o homem não tem direito de questionar a Deus e estabelecer padrões fora de sua revelação (Jó 40.3-5).

As objeções de Roger Olson a bondade de Deus á luz de seu decreto soberano tem sido respondido, a um mais profundo nível do que ele parece estar ciente, muitas vezes. Mas é sua afirmação fundamental que ele estabelecerá um padrão pelo qual Deus deve ser julgado que é mais preocupante. Ele deveria se lembrar das palavras de Dn 4.34-35 de um rei pagão que ao receber de volta a sua razão e mente sã proferiu estas palavras:

Mas ao fim daqueles dias eu, Nabucodonozor, levantei ao céu os meus olhos, e voltou a mim o meu entendimento, e eu bendisse o Altíssimo, e louvei, e glorifiquei ao que vive para sempre; porque o seu domínio é um domínio sempiterno, e o seu reino é de geração em geração.
E todos os moradores da terra são reputados em nada; e segundo a sua vontade ele opera no exército do céu e entre os moradores da terra; não há quem lhe possa deter a mão, nem lhe dizer: Que fazes?

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- Sobre o autor: James White é Pastor da Igreja Batista Reformada em Phoenix/Arizona,  diretor do Alpha e Ômega Ministries, um importante ministério de Apologética Cristã. É autor de mais de vinte livros, professor e um debatedor talentoso.

Tradução: Francisco Alison Silva Aquino
Divulgação: Bereianos
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Nota conjunta sobre Plano Nacional da Educação que está em discussão no Senado Federal

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Por Rev. Mauro Meister


Com relatoria do Senador Álvaro Dias, o Projeto de Lei PLC 103/2012, que trata do PNE, deverá ser votado pelo plenário do Senado Federal esta semana, no dia 11. E atendendo o pedido de apoio jurídico feito por várias associações educacionais, escolas e universidades cristãs do Brasil, a Associação Nacional de Juristas Evangélicos, conjuntamente com essas instituições, posiciona-se acerca do Plano Nacional de Educação (PNE) e do que pode ser acrescentado ao plano em 2014 durante a Conferência Nacional de Educação (CONAE). AECEP (Associação de Escolas Cristãs de Educação por Princípios)ABIEE (Associação Brasileira de Instituições Educacionais Evangélicas), e ACSI – Brasil (Associação Internacional de Escolas Cristãs) assinam o documento.

Segundo a Nota, o PLC que será votado na próxima quarta-feira no Senado Federal, “ainda que não contemple questões essenciais do processo educacional de crianças e adolescentes, ao não priorizar, por exemplo, os saberes e habilidades fundamentais ao desenvolvimento cognitivo e intelectual”, por outro lado, “contempla reivindicações importantes e atuais de universidades, escolas, igrejas, famílias e pais de alunos que têm recorrentemente se insurgido contra ondas autoritárias no nosso País que visam, declaradamente, à desconstrução dos valores judaico-cristãos da nossa sociedade”.

O documento expõe à sociedade brasileira e aos Poderes Públicos da República Federativa do Brasil posições e preocupações acerca do PLC 103/2012, especialmente, no que concerne à tentativa dos movimentos sociais LGBTT inserirem, via MEC, conteúdos nos livros didáticos dirigidos a desconstruir os valores cristãos de crianças e adolescentes do nosso País.

Acesse aqui o hotsite da campanha, leia a nota completa, baixe o PDF, ore pela educação em nosso país e promova a Educação Escolar Cristã em sua igreja!

Sobre o tema, veja a bibliografia aqui no tempora!

Leia o excelente livro de Solano Portela: O que estão ensinando aos nossos filhos, Editora Fiel.

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Guerra na Síria pode acabar com o aramaico, língua falada por Jesus


Os cristãos que conservavam o idioma estão fugindo da aldeia com medo dos extremistas que lutam contra o regime de Bashar AL-Assad.
por Leiliane Roberta Lopes

Guerra na Síria pode acabar com o aramaico, língua falada por JesusGuerra na Síria pode acabar com o aramaico
A vila síria de Maaloula é um dos únicos lugares do mundo que mantém vivo o aramaico, a língua falada por Jesus Cristo. Mas diante da guerra civil e do caos instalado no país, os cristãos que vivem na aldeia se mudaram para Damasco colocando em risco não só a língua, mas toda uma cultura.
A Unesco está preocupada com o fim do idioma e já havia criado um programa para preservá-lo como explica a síria Najwa Safar Seif, que mora no Brasil.
“A língua é falada em Maaloula. Não é escrita. O governo havia criado um programa em parceria com a Unesco para preservar o idioma por meio de aulas e estudos. Agora não sei o que vai acontecer”, disse ela.
Os cristãos estão fugindo dos extremistas islâmicos que lutam contra o regime de Bashar al-Assad. A guerra já entra em seu terceiro ano e não há sinais de trégua. “Os cristãos não temem cidadãos muçulmanos, mas extremistas de vários países que se uniram aos rebeldes na luta contra o governo”, explica o jornalista libanês que está refugiado em Damasco.
Ele diz que há muitos muçulmanos nas aldeias vizinhas que estão acolhendo os cristãos que estão fugindo de Maaloula.
Mas esse cenário de solidariedade contrasta com a morte de cristãos, considerados apoiadores de al-Assad, recentemente três jovens cristãos foram assassinatos e na segunda-feira (2) 12 freiras que lideravam um orfanato em Maaloula e as crianças foram sequestradas.
O grupo Frente al-Nursa – ligado à rede terrorista al-Qaeda – está por trás dos assassinatos e do sequestro. “A cidade é cercada por rochas e possui apenas duas entradas. Uma delas estava bloqueada pelo Exército sírio. Um insurgente explodiu a barreira com um carro-bomba, e dezenas de militantes entraram na vila, atacando, saqueando e incendiando casas e igrejas”, contou Najwa ao jornal O Globo.
Fonte:gospelprime

domingo, 8 de dezembro de 2013

Mandela não era santo!

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Por Rev. Ageu Magalhães


Nosso senso de justiça é imperfeito. Temos a tendência de canonizar ou demonizar os que morrem. Mandela morreu ontem [quinta, 05/12/2013] e já está praticamente canonizado. É inegável que sua vida foi uma inspiração. Um homem que passa 27 anos preso e depois é eleito presidente de seu país merece nosso respeito. Sua luta contra o preconceito e o racismo também são dignos de nossos maiores elogios. Porém, é preciso ponderarmos que ele não foi santo. Como marido, foi um fracasso e foi muito leniente com defeitos de seus amigos e aliados como Robert Mugabe (presidente do Zimbábue), Muamar Kadafi (ex-ditador da Líbia) e Fidel Castro. Outro ponto que me chamou a atenção desde a primeira vez que assisti o filme mais popular sobre sua vida (Invictus - 2009) foi a confiança de Mandela no poema de William Ernest Henley, que deu nome ao filme citado. Veja a letra:

Do avesso desta noite que me encobre,
Preta como a cova, do começo ao fim,
Eu agradeço a quaisquer deuses que existam,
Pela minha alma inconquistável.
Na garra cruel desta circunstância,
Não estremeci, nem gritei em voz alta.
Sob a pancada do acaso,
Minha cabeça está ensanguentada, mas não curvada.
Além deste lugar de ira e lágrimas
Avulta apenas o horror das sombras.
E apesar da ameaça dos anos,
Encontra-me, e me encontrará destemido.
Não importa quão estreito o portal,
Quão carregada de punições a lista,
Sou o mestre do meu destino:
Sou o capitão da minha alma.

Sendo Mandela metodista, naturalmente esperava-se que ele se agarrasse em poemas bíblicos naqueles que foram os piores anos de sua vida. Porém, como já dissemos, ninguém é perfeito. Não devemos demonizar o Madiba, tão pouco canonizá-lo... Perfeito, só nosso Redentor Jesus Cristo. Este sim sofreu tudo o que não merecia, orou por seus algozes e libertou injustos como nós. Que Seu nome seja louvado para sempre!

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Fonte: Rev. Ageu Magalhães, via Facebook

sábado, 7 de dezembro de 2013

FORMATURA DA TURMA 2010-2013 DO SEMINÁRIO PRESBITERIANO DO SUL


Pastores pentecostais alegam curar HIV só com oração


Falsas curas geram problema para crentes no Leste da África
por Jarbas Aragão

Pastores pentecostais alegam curar HIV só com oraçãoPastores pentecostais alegam curar HIV só com oração
A pregação de que Deus cura através da oração é comum nas igrejas pentecostais. Contudo, no continente africano a AIDS ainda é considerada epidêmica e os governos fazem campanhas constantes para evitar que a contaminação saia do controle.
Por isso, muitos governos não estão gostando de ver cultos transmitidos pela TV onde pastores convidam as pessoas infectadas pelo HIV a darem um testemunho público de cura pela fé e depois queimarem os medicamentos antirretrovirais que tomavam.
Esses pastores declaram a pessoa curada, mesmo sem ter uma comprovação da medicina. Isso tem gerado um amplo debate sobre o papel da religião na luta contra a epidemia de AIDS. A questão não é nova para a sociedade africana que já confrontou problemas semelhantes quando as igrejas combateram a distribuição de preservativos, prejudicando as campanhas que buscavam frear o avanço da AIDS.
“Eu acredito que as pessoas podem ser curadas de todos os tipos de doenças através da oração, incluindo o HIV”, disse o Pastor Joseph Maina, da Igreja Pentecostal Agmo Prayer Mountain, localizada em Nairobi, Quênia. ”Nós geralmente mostramos isso às pessoas. Não pedimos dinheiro, mas dizemos que podem deixar alguma oferta de amor se quiserem”, defende-se.
Segundo dados oficiais, 6,3 milhões de pessoas recebem o chamado “coquetel” em hospitais e clínicas na porção Oriental do continente africano. Atualmente, uma das instituições que mais procura essa aproximação entre religião e medicina é o Inerela, que reúne líderes religiosos portadores do HIV. “Nós (o clero) devem demonstrar liderança nessa área”, disse Jane Ng’ang’a, uma de suas coordenadoras. “Devemos estar na vanguarda, incentivar a adesão aos medicamentos, além de oferecer apoio psicológico para pessoas infectadas e familiares afetados”, explica.
Em Uganda, Gabriel Amori, coordenador do Inerela no país, disse que muitos pastores só atrapalham seus esforços, pois dizem que a cura pela oração não dá resultado por causa de sua falta de fé.
O pastor Adama Faye, da Igreja Luterana no Senegal, disse que as orações que anunciam uma cura milagrosa geram danos graves para os que estão doentes e suas famílias. “Os governos devem manter uma vigilância acirrada nos pastores que enganam as pessoas através desses milagres falsos”.
Funcionários da Inerela no Quênia dizem que sua organização já registrou 2.000 casos de curas não confirmadas. Somente na capital seriam uma média de 10 pessoas por mês que afirmam terem sido enganadas pelos pastores. Muitas só voltaram a usar os medicamentos quando sua saúde estava bem debilitada.
Margaret Lavonga participou de um culto desses alguns anos atrás. Ela afirma que foi coagida a dar dinheiro e acreditou na cura durante o culto. Ela diz que o pastor confiscou seus medicamentos e das outras quatro pessoas que tinham HIV e colocou fogo na frente de todos. O grupo foi convidado a fazer um novo teste em uma clínica indicada pela igreja, onde foram declarados curados.
“Nós dávamos testemunho nas cruzadas em favelas de Nairobi, dizendo ao povo sobre os milagres maravilhosos anunciados pelo pastor… mas depois de algumas semanas comecei a adoecer. Quando fiz um novo teste, descobri que o vírus ainda estava em mim e se multiplicara muito pois eu não estava mais tomando os medicamentos”.
Lavonga diz que não perdeu sua fé em Deus, mas não concorda com o que chama de manipulação. “Esses falsos pastores deveriam estar na cadeia”, desabafa. Com informações Religion Today.
Fonte:gospelprime

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