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sexta-feira, 8 de março de 2013

A Carreira da Mulher Cristã – Parte 1″


         Por Ana Carolina Oliveira


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Sabe aqueles momentos na vida em que você precisa rever todos os seus conceitos? Quando parece que todos os seus esforços até ali foram em vão e você precisa mudar radicalmente o rumo?  Não estou me referindo ao momento da conversão, mas já como uma cristã, você descobre pela Palavra de Deus que o curso de uma área específica precisa ser alterado e isto afetará sua vida por completo.
Eu passei por um momento desses há meses atrás e, gostaria de compartilhar alguns aspectos importantes sobre esta decisão, pois acredito que possa existir outras mulheres com o mesmo dilema. Espero auxiliar outras irmãs e famílias por meio deste texto.
Afinal, a mulher cristã pode trabalhar fora? Pode se dedicar à uma carreira profissional?
Eis meu dilema de outrora…
Lar Edificado x Carreira Bem Sucedida
Quando pensamos no que venha a ser um lar edificado, muitas coisas podem vir às nossas mentes. Como cristãos, sabemos que um lar feliz só pode ser aquele que está edificado sobre a rocha que é Cristo. Direcionando a mulher, lembremos de Provérbios 14.1: A mulher sábia edifica a sua casa, mas a insensata, com as próprias mãos, a derriba. Quem é esta mulher sábia que vive neste lar, no qual ela tem influência direta em sua edificação?
Uma irmã chamada Rosana Greco forneceu uma descrição interessante do que seria o lar edificado com epor uma mulher sábia: “Um lar edificado se dá quando a esposa reconhece em Deus seu papel e, com alegria e temor decide submeter-se, amando e respeitando seu marido, exercendo sua função de mãe com dedicação integral aos seus filhos, visando a correção e a transformação dos corações, e com grande empenho e zelo, administra as tarefas de seu lar.”
Mas, muitas mulheres não estão preocupadas em edificar seus lares e no bem-estar primeiramente de seus familiares. Estão focadas em sua autorealização com suas formações acadêmicas e carreiras profissionais.
Eis quem eu era…
Cresci em um lar não cristão e, desde que me lembro, sempre almejei trabalhar em uma grande empresa. Todos os meus esforços foram motivados por isto: dedicação nos estudos, cursos de idiomas desde a pré-adolescência, colegial técnico para adiantar o ingresso ao mercado de trabalho, faculdade, pós-graduação. E neste ínterim, trabalhei em duas multinacionais, passando na última, 10 anos exercendo uma atividade que me trazia satisfação e um ótimo salário, o qual nunca imaginei que um dia receberia.
Fui convertida a Cristo antes de me casar, já trabalhando na segunda empresa. O meu esposo e eu esperamos por cerca de quatro anos para ter nossa primeira filha, afinal eu estava focada em continuar trabalhando muito e aproveitar a vida a dois. Mas, chegou o dia em que engravidei!
Quem somos?
Costumeiramente, quando alguém nos pergunta “O que você é?”, respondemos concernente à nossa formação acadêmica e/ou profissão: sou médico, sou professor, sou pastor, etc. Mas, em 1 Pedro 2.9 diz algo bem diferente: Vós, porém, sois raça eleita, sacerdócio real, nação santa, povo de propriedade exclusiva de Deus, a fim de proclamardes as virtudes daquele que vos chamou das trevas para sua maravilhosa luz.
Podemos ser cristãos formados e exercendo as mais diversas profissões, mas sempre seremos primeiro filhos e servos do Deus Altíssimo, somos primeiramente dEle! O crente deve viver de maneira a expressar isso. O propósito maior de nossas vidas é glorificar a Deus e fazer que Jesus seja conhecido. E por consequência, seremos bênção para todos que nos rodeiam (Gn. 12.2), tendo uma vida não meramente por necessidade, mas sim por expressão de louvor a Deus.
Prestes a me tornar mãe, cristã há anos, chegou um dia em que me perguntei: Quem sou eu? Uma profissional em uma grande empresa…  Isso define quem eu sou?  Boa parte dos meus esforços e investimentos até então foi para chegar até ali… Mas, qual é a vontade de Deus para a mulher cristã? Como saber?
Os Três grandes chamados
Dentro do casamento, Deus estabeleceu pelo menos três papéis a serem desenvolvidos pela mulher. A mulher sábia edifica seu lar quando os desenvolve de maneira agradável a Deus. Para isso, vamos ter por base dois textos iniciais:
Quero, portanto, que as viúvas mais novas se casem, criem filhos, sejam boas donas de casa e não deem ao adversário ocasião favorável de maledicência. 1 Timóteo 5.14 (grifo meu)
Quanto às mulheres idosas, semelhantemente, que sejam sérias em seu proceder, não caluniadoras, não escravizadas a muito vinho; sejam mestras do bem, a fim de instruírem as jovens recém-casadas a amarem ao marido e a seus filhos, a serem sensatas, honestas, boas donas de casa, bondosas, sujeitas ao marido, para que a palavra de Deus não seja difamada. Tito 2. 3 – 5 (grifo meu)
Já tinha lido algumas vezes esses versículos, mas lembro-me quando me deparei seriamente com eles. Minha filha já estava com meses de vida e, então percebi que não estava vivendo plenamente a vontade de Deus, não estava atendendo com integridade aos três grandes chamados da mulher cristã.
1. Unir-se ao seu Marido
A mulher foi criada para o homem, não o contrário (1Co. 11:7-9). Como princípio criacional, a mulher passou a existir para ser auxílio ao homem. Deus criou todas as coisas as quais eram boas, porém havia uma coisa que não era boa  – como está em Gênesis 2.18, não era bom que o homem estivesse só, ou seja, sem a companhia de alguém igual a ele, mas que ao mesmo tempo lhe completasse. Por isso, Deus criou uma auxiliadora que lhe fosse idônea.
O propósito principal de toda a humanidade é glorificar a Deus. No contexto do casamento, não seria diferente: marido e mulher unem-se (Gn. 2.24 e 1Pe. 3.5-6) com o único propósito de juntos honrar e glorificar a Deus por meio deste relacionamento.
E a maneira como um cônjuge se relaciona com o outro também deve espelhar o padrão estabelecido por Deus em sua Palavra. As esposas devem ser submissas em amor aos seus próprios maridos como ao Senhor, conforme é belamente exposto em Efésios 5. 21 – 24.
Em um mundo onde o feminismo dita que as mulheres têm que ser iguais em tudo ao homem, submissão soa como xingamento.  E temos de encarar o fato de que infelizmente, a igreja recebe massiva e continuamente influências da maneira de agir e pensar do mundo, além da nossa natureza caída que concorda facilmente com os enganos do presente século. Por isso, apesar de ter a instrução bíblica correta, sempre estive consciente de que a caminhada de parecer-se com Cristo é árdua, mas possível no poder do Espírito.
Na continuação, veremos os outros dois chamados da mulher cristã.
Continua…
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CarolAna Carolina Oliveira é casada há seis anos com Eduardo R. Oliveira, Presbítero da Igreja Presbiteriana de Poá. Mãe da Sara, 1 ano e 7 meses. Formou-se em Comunicação Social. Na igreja em que congrega, participa do Ministério de Discipulado e Aconselhamento, atua na SAF e ministra palestras para mulheres.

O pecado está no âmago da alma humana




John MacArthur

O pecado penetra no mais íntimo do nosso ser, o pecado está no âmago da alma humana. "Porque do coração procedem maus desígnios, homicídios, adultérios, prostituição, furtos, falsos testemunhos, blasfêmias. São estas coisas que contaminam o homem" (Mt 15.19, 20). "O homem bom do bom tesouro do coração tira o bem, eo mau do mau tesouro tira o mal; porque a boca fala do que está cheio o coração" (Lc 6.45).

No entanto, o pecado não é uma fraqueza ou um vício pelo qual não somos responsáveis. É um antagonismo ativo e intencional contra Deus. Os pecadores livre e prazerosamente optam pelo pecado. Está na natureza humana amar o pecado e odiar a Deus. "O pendor da carne é inimizade contra Deus" (Rm 8.7).

Em outras palavras, o pecado é rebeldia contra Deus. Os pecadores raciocinam no próprio coração: "Com a língua prevaleceremos, os lábios são nossos; quem é o Senhor sobre nós?" (SI 12.4, ênfase acrescentada). Isaías 57.4 caracteriza os pecadores como crianças rebeldes que abrem sua enorme boca e mostram a língua para Deus. O pecado destronaria Deus, o destruiria e colocaria o ego no seu lugar de direito. Todo pecado é, em último caso, um ato de orgulho, que diz: "Dê o lugar, Deus, eu estou no comando". Por isso é que todo pecado, no seu âmago, é uma blasfêmia.

Para começar, amamos nosso pecado; temos prazer nele, buscamos oportunidades para praticá-lo. No entanto, por sabermos instintivamente que somos culpados diante de Deus, inevitavelmente tentamos camuflar ou negar nossa própria pecaminosidade. Há muitas maneiras de fazer isso, como observamos nos capítulos anteriores. Elas podem ser resumidas, grosso modo, a três categorias: encobri-lo, justificar-nos e ignorá-lo.

Primeiro, tentamos encobrir o pecado: Adão e Eva fizeram isso no Jardim, depois de ter pecado: "Abriram-se, então, os olhos de ambos; e, percebendo que estavam nus, coseram folhas de figueira e fizeram cintas para si" (Gn 3.7) — então se esconderam da presença do Senhor (v. 8). O rei Davi tentou em vão encobrir sua culpa quando pecou contra Urias. Ele tinha adulterado com a esposa de Urias, Bate-Seba. Quando ela ficou grávida, primeiro Davi tramou um plano tentando fazer parecer que Urias era o pai da criança (2Sm 11.5-13). Quando o plano não funcionou, ele conspirou para que Urias fosse morto (vs. 14-17). Isso somente agravou o seu pecado. Durante todos os meses da gravidez de Bate-Seba, Davi continuou encobrindo o seu pecado (2Sm 11.27). Mais tarde, quando Davi foi confrontado com seu pecado, ele se arrependeu e confessou: "Enquanto calei os meus pecados, envelheceram os meus ossos pelos meus constantes gemidos todo o dia. Porque a tua mão pesava dia e noite sobre mim, e o meu vigor se tornou em sequidão de estio" (SI 32.3, 4).

Segundo, tentamos nos justificar. O pecado é sempre culpa de alguém. Adão culpou Eva, e a descreveu como "a mulher que me deste" (Gn 3.12; ênfase acrescentada). Isso mostra que ele também culpava a Deus. Ele não sabia o que era uma mulher até acordar casado com uma! Deus, raciocinou ele, era o responsável pela mulher que o vitimizou. Da mesma maneira, nós nos desculpamos pelos nossos erros porque pensamos que a culpa é de outra pessoa. Ou argumentamos ter um bom motivo. Convencemos a nós mesmos que é correto retribuir o mal com o mal. (cf. Pv 24.29; lTs 5.15; IPe 3.9). Ou então pensamos que se os motivos finais são bons, o mal pode ser justificado — raciocínio errado de que os fins justificam os meios (Rm 3.8). Chamamos o pecado de desequilíbrio, rotulamos a nós mesmos de vítimas ou negamos que os nossos atos sejam pecaminosos. A mente humana é de uma criatividade sem-fim quando se trata de encontrar mecanismos para justificar o mal.

Terceiro, ignoramos nosso próprio pecado. Sempre pecamos por ignorância ou presunção. Por isso Davi orou: "Quem há que possa discernir as próprias faltas? Absolve-me das que me são ocultas. Também da soberba guarda o teu servo, que ela não me domine; então, serei irrepreensível e ficarei livre de grande transgressão". (SI 19.12, 13). Jesus nos advertiu sobre a loucura de tolerar uma trave nos nossos olhos e nos preocuparmos com um argueiro no olho do outro (Mt 7.3). Pelo fato de o pecado ser tão difuso, nós naturalmente tendemos a nos tornar insensíveis ao nosso próprio pecado, do mesmo modo que o gambá não é incomodado pelo seu próprio mau cheiro. Até mesmo uma consciência supersensível pode não saber todas as coisas (cf. ICo 4.4).

O pecado não se expressa necessariamente por atos. Atitudes pecaminosas, disposições pecaminosas, desejos pecaminosos e um estado pecaminoso de coração são tão repreensíveis quanto as ações que ele produz. Jesus disse que a ira é tão pecaminosa quanto o homicídio, e a concupiscência tanto quanto o adultério (Mt 5.21-28).

O pecado é de tal maneira enganoso que torna o pecador insensível contra sua própria perversidade (Hb 13.3). E natural desejarmos minimizar nosso pecado, como se ele não fosse de fato uma grande coisa. Afinal de contas, dizemos a nós mesmos, Deus é misericordioso e amoroso, não é? Ele compreende nosso pecado e não pode ser tão duro conosco, não é mesmo? Mas raciocinar dessa maneira é deixar-se ludibriar pela astúcia do pecado.

O pecado, de acordo com as Escrituras, é "a transgressão da lei" (1 Jo 3.4). Em outras palavras, "aquele que pratica o pecado também transgride a lei, porque o pecado é a transgressão da lei". Pecado, portanto, é qualquer falta de conformidade com o perfeito padrão moral de Deus. A exigência central da lei de Deus é que o amemos: "Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma, de todas as tuas forças e de todo o teu entendimento" (Lc 10.27). Sendo assim, a falta de amor a Deus é a epítome de todo pecado.

Mas "o pendor da carne é inimizade contra Deus, pois não está sujeito à lei de Deus, nem mesmo pode estar" (Rm 8.7). Nossa aversão natural à lei é tal que mesmo sabendo o que a lei requer, ela suscita em nós uma ânsia pela desobediência. Paulo escreveu: "as paixões pecaminosas postas em realce pela lei... eu não teria conhecido o pecado, senão por intermédio da lei; pois não teria eu conhecido a cobiça, se a lei não dissera: Não cobiçarás" (Rm 7.5-7). A inclinação do pecador pelo pecado é tal que este o controla. Ele é escravo do pecado, porém o busca com uma fome insaciável e com toda paixão do seu coração.

Fonte:Liga Calvinista

Criando filhos em uma cultura pornificada


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Um artigo recente no The Telegraph destaca os sintomas trágicos de uma doença que está afetando nossa cultura em todo o mundo. O artigo foca principalmente nos adolescentes e na disfunção que se tornou normativa em seus estilos de vida como resultado do consumo de pornografia.
À luz disso, como os pais podem criar filhos numa cultura “pornificada”? Aqui estão oito sugestões para esse problema cada vez maior.

1. Busquem dar aos nossos filhos uma visão grandiosa do Deus que é gloriosamente prazeroso.

Não podemos simplesmente dizer aos nossos filhos que parem de ter certos comportamentos; devemos também ensiná-los a se deleitar no que Deus fez. Tenho buscado uma disciplina de destacar tudo que há de bom na criação de Deus. Há algumas semanas, foi uma benção ver meus dois filhos mais velhos passarem horas catando as framboesas que crescem no enorme quintal dos seus avós. Eles precisam ser lembrados da bondade de Deus em nos dar essas maravilhosas bençãos criadas, como framboesas. Se não formos cuidadosos, podemos virar gnósticos funcionais (carne e matéria são ruins; somente o que é “espiritual” tem valor) na nossa comunicação sobre ética sexual com nossos filhos. Um versículo útil para eles memorizarem é 1 Timóteo 4.4: “Porque toda a criatura de Deus é boa, e não há nada que rejeitar, sendo recebido com ações de graças”.
Em resumo, quero que meus filhos saibam que perversão sexual é o auge da idolatria (Rm 1), assim como que a integridade sexual é o auge da beleza. Isso exige que falemos sobre isso, provavelmente mais do que estamos confortáveis ou que experimentamos quando éramos crianças. Mas esse é um mundo novo, e um mundo novo exige nova comunicação para treinar nossas crianças.

2. Ensine-os o evangelho. Nossos filhos são legalistas naturais.

Eles tem que nos ver como exemplos do verdadeiro evangelho através de arrependimento e perdão ativos. Eles precisam saber que a aceitação deles perante Deus não é baseada em seu desempenho, mas no de Cristo. Eles precisam saber que a posição deles como um membro da família não depende da obediência deles, embora a posição deles implica sim em um certo tipo de vida.
Por exemplo, quando estamos disciplinando nossos filhos geralmente dizemos: “Pelo fato de você ser um membro dessa família e porque eu te amo muito, você não vai fazer isso”. Considere a diferença de dizer: “Se você quer que eu te ame e se você quer continuar vivendo nessa casa, é melhor você parar de fazer isso”. Os indicativos da nossa fé devem preceder e informar os imperativos. Não inverta a ordem.

3. Ensine-os que limites trazem liberdade e que a obediência é uma benção.

Quando era uma criança, pensava que se eu estragasse tudo, Deus ia me bater com um vara grande. Ninguém nunca me ensinou isso, mas era o que eu sentia. Obediência não era motivada por amor, mas pela punição. Isso não me levou muito longe.
Quando meus filhos tiverem uma idade apropriada, pretendo ensinar que o pecado sexual nunca vai prover a liberdade que desejamos. Eles podem optar por colher as consequências danosas da desobediência, mas vou alertá-los através da Bíblia e da experiência que eles não querem começar esse caminho. Obediência leva a bênção.

4. Fale com eles mais cedo do que tarde sobre sexo e pornografia na internet.

Quando tinha 8 anos, lembro de ir ao lado da garagem do nosso vizinho. Como toda criança curiosa, gostava de bisbilhotar um pouco. Logo descobri que ele tinha caixas cheias de revistas pornográficas. Algumas vezes, um amigo e eu esgueirávamos por lá, pegávamos umas, e sentávamos nos arbustos para para ver as mulheres peladas. Na época, esse esforço arriscado enchia meu estômago com borboletas de medo de ser pego pelos meus pais ou pelo vizinho. Mas tudo o que você precisa hoje é uma porta fechada e uma conexão à internet. A mais vil perversão imaginável está somente a dois cliques de distância.
Precisamos comunicar, em termos gerais, o que está disponível e porque é tão destrutivo. Alguns iriam alegar que essa discussão vai apenas incitar sua curiosidade, mas qual é a alternativa? Prefiro que eles sejam advertidos por mim para que eu possa oferecer razões e meios para lutar do que tê-los inocentemente tropeçando em pornografia algum dia na internet.

5. Comece a treinar seus filhos sobre como interagir com o sexo oposto.

Nós já começamos a “ter encontros” com nossos filhos. Sentimos que é fundamental para eles, em uma idade precoce, começarem a experimentar como é ser bem tratado por alguém do sexo oposto. Especialmente para as meninas, uma falta de atenção masculina saudável por parte do pai geralmente vai estimulá-las a buscar isso; porém, de maneiras não saudáveis, com rapazes mais do que felizes em fornecer atenção. Meus filhos precisam aprender que mulheres não são objetos a serem consumidos, mas são imagem e semelhança de Deus, criadas para serem amadas.

6. Cuidado com quem seus filhos passam tempo.

Visto que a exposição sexual é muito mais acessível hoje do que 25 anos atrás, somos muito mais atentos com quem nossos filhos passam tempo. Vai haver uma época (mais cedo do que eu gostaria de pensar) quando não vamos ser capazes de guardá-los com tanta força, mas, esperançosamente, os pontos anteriores estarão tão enraizados em suas vidas que eles estarão equipados para tomar decisões sábias.
Tome cuidado, porém, para não levar isso muito longe e transmitir um medo problemático de incrédulos. Quanto mais velhos nossos filhos se tornarem, mais teremos que deixá-los ir e orar para que nosso treinamento tenha criado raízes. Realmente, não há outra escolha. Devemos treinar nossos filhos, assim eles estarão protegidos o suficiente para estarem seguros em uma idade apropriada, porém informados o suficiente para tomar decisões sábias por conta própria. Simplesmente não esconda seus filhos atrás da fortaleza de sua supervisão até que tenham 18.
Isso exige grande sabedoria. Não há manual. Devemos ser pais de oração.

7. Cuidado com o computador e desligue a televisão.

Temos o Covenant Eyes (N. T.: site especializado em monitorar como a Internet é usada e assim enviar um relatório dos sites entrados para os pais, além de filtrar e bloquear certos sites) em todos os nossos computadores, via AppleOS. Nossos filhos podem apenas acessar sites que aprovamos. Certamente, isso vai mudar quando eles ficarem mais velhos, mas, esperançosamente, eles vão ter internalizado o evangelho e provado as bençãos da obediência.
Vitória sobre a pornografia é, no fim das contas, uma questão do coração, mas isso não significa que devemos abrir mão de estruturas preventivas. Você nunca deve dizer, “Quero saber se minha obediência é motivada por mais do que apenas seguir as regras certas, então vou mergulhar em situações imprudentes para ver se sou forte o suficiente para suportar o pecado!”. Isso é absurdo (1 Cor 10.12-13). Precisamos de corações corretos para não sermos legalistas, mas limites corretos podem nos ajudar a provar a bênção da obediência.
A TV vai mostrar aos seus filhos pornografia leve e funcional o tempo todo. Existem incontáveis coisas melhores para fazer com seus filhos do que assistir TV. Leia com eles, pratique esportes com eles, desfrute da criação com eles, conte a eles uma história, ou apenas os sirva em uma atividade à escolha deles. A frase-chave aqui é com eles. Se eles gastam mais tempo com a TV do que com você, todos vocês estão em apuros.

8. Busque cultivar uma relação com seus filhos de forma que eles sintam que podem se abrir com você sobre qualquer coisa.

Como um pai jovem, não estou totalmente certo sobre como fazer isso acontecer, mas sei que acontecerá se eu servir de modelo de franqueza. Tento atrair seus corações e mostrar que, se eles forem honestos comigo, eu serei justo, amoroso e compassivo. Se eles me veem como cauteloso e reservado, por que esperaria que eles fossem diferentes?
Por último, você já se arrependeu na frente dos seus filhos? Se eles nunca te viram se arrepender, o que te faz pensar que eles virão a você para pedir ajuda depois de ver pornografia na internet pela primeira vez? Servir de modelo de arrependimento para nossos filhos é provavelmente a maneira mais rápida de mostrar que acreditamos no evangelho e que somos um refúgio seguro em meio ao pecado deles.
Por Zach Nielsen. Copyright © 2013 Zach Nielsen. Usado com permissão pelo The Gospel Coalition, Inc. Copyright © 2013. Todos os direitos reservados. Original: Raising Kids in a Pornified Culture
Tradução: Pedro Vilela. Website: iPródigo.com. Original: Criando filhos em uma cultura pornificada
Fonte:voltemos ao Evangelho

Marco Feliciano responde a processos por estelionato e homofobia



Ação judicial contra ele tramita desde 2008
por Jarbas Aragão

Marco Feliciano responde a processos por estelionato e homofobiaMarco Feliciano responde a processos por estelionato e homofobia

Recém eleito presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, Marco Feliciano (PSC-SP) tem sido uma das personalidades políticas mais atacadas nas últimas semanas. Primeiramente por conta de declarações consideradas “racistas” e “homofóbicas”, que quase lhe custaram a indicação à presidência da Comissão.
Agora ressurge na mídia o fato de ele ser réu em um processo que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF), acusando-o de estelionato. Em 15 de março de 2008, Feliciano deveria ter ido a São Gabriel, município gaúcho de 60 mil habitantes, para participar de um evento evangélico que reuniria cerca de 7 mil pessoas.
O presidente da Assembleia de Deus Catedral do Avivamento, com sede em São Paulo, por ser um pregador conhecido, atraiu caravanas de várias cidades vizinhas. Contudo, ele não apareceu.
Um contrato foi assinado com o pastor André Luis de Oliveira, braço-direito de Feliciano, que confirmou a presença do pastor no evento. Eles receberam passagens, hospedagem em hotel e um valor de cachê adiantados. No dia previsto, a organização do evento aguardou os dois no aeroporto de Porto Alegre durante quatro horas. Como não conseguiram estabelecer contato, voltaram para São Gabriel sem saber o que ocorrera.
A dona da produtora do evento é a advogada Liane Pires Marques processou Feliciano ao saber que ele deixou de ir a São Gabriel alegando estar doente, mas participou de um evento no Rio de Janeiro. O motivo da “troca”, segundo a advogada, seria em cachê maior.
Segundo o site UOL, o processo corre na justiça desde 2008. “O mestre de cerimônia anunciou no microfone que o pastor não compareceu, não cumpriu o contrato e que iríamos tomar as medidas cabíveis. O público vaiou. Depois, a ira se voltou contra mim. Fui xingada”, conta Liane. Ele afirma que perdeu credibilidade e nunca mais conseguiu realizar outro evento. Sua empresa está inativa desde então.
No processo cível (031/108.0000.9509), que ainda não foi julgado em última instância, Liane pede indenização pelos prejuízos. Em 2012, quatro anos depois do ocorrido, a juíza que cuida do caso condenou Marco Feliciano a pagar R$ 13 mil a Liane como devolução do cachê. O deputado realizou o pagamento, mas o caso não foi encerrado.
A advogada explica que o prejuízo comprovado maior. “Contratei segurança, comprei passagens aéreas. Banquei despesas dele em Porto Alegre. Tive gastos com palco, iluminação, sonorização e a divulgação em todo o estado. Hoje está em quase R$ 2 milhões”, esclarece a ex-produtora de eventos.
Liane ainda diz que o assessor de Feliciano na época apenas justificou que ele e o pastor haviam sofrido um acidente e não puderam viajar naquela data. Inconformada, Liane resolveu pesquisar e não encontrou registro algum de acidente envolvendo os pastores. Porém, afirma: “Ele tinha contrato com uma rádio no Rio na sexta. E a rádio pediu pra ele ficar mais um dia. Pelo sucesso que ele teve, dobraram o cachê dele, que seria o dobro do meu, para ele ficar no sábado.”
A promotora de Justiça Ivana Machado Battaglin, de São Gabriel, esclarece o que caracteriza o crime de estelionato. “No momento em que marca dois eventos para mesma data, é porque ele não pretendia cumprir um deles. Ele tentou ludibriá-la. Ele não é onipresente”.
O processo por estelionato corria na Justiça Criminal e na Justiça Cível do Rio Grande do Sul, mas passou para o Supremo Tribunal Federal (STF) após a eleição de Feliciano como deputado. A lei brasileira diz que parlamentares só podem responder criminalmente ao Supremo.
Em sua defesa, Feliciano disse que o “caso é um grande mal-entendido”, negou o estelionato, mas confessa que participou de um evento no Rio naquela data. “Não pude comparecer por motivos de força maior e minha equipe, em contato com os realizadores do evento, decidiu que outra data seria agendada para comparecimento. Todavia, fui surpreendido pela ação em epígrafe, mas esclareço que os valores pagos pelos idealizadores do evento já foram devidamente restituídos com juros e correções de praxe”, declarou à imprensa.
O deputado afirma ter resolvido tudo com Liane na época. “Nós conversamos com ela e perguntamos se poderíamos remarcar. A resposta foi que estava tudo ok. Aí, quando fomos remarcar, descobrimos que ela tinha entrado na Justiça cobrando uma fortuna da gente”, justifica.
O relator do processo é o vice-presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que nos últimos meses esteve envolvido no julgamento do “mensalão”. O processo de Feliciano está parado aguardando a conclusão do ministro desde outubro do ano passado. Se for condenado, Feliciano poderá ser incluído na lei da ficha limpa e impedido de se reeleger.
Além disso, o deputado foi denunciado pelo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, por homofobia. O motivo seriam que uma mensagem do deputado no Twitter é considerada “ato discriminatório”. Mesmo tendo apagado posteriormente, Feliciano tuitou a frase “A podridão dos sentimentos dos homoafetivos levam ao ódio, ao crime, à rejeição”. O procurador pediu punição de um a três anos de prisão.
O relator do inquérito é o ministro Marco Aurélio Mello. Ele ainda precisa levar o caso ao plenário, que decidirá se abrirá ação penal e transformará o parlamentar em réu. Com informações de UOL, G1 e Congresso em Foco.
Fonte:gospelprime

Evangelho que glorifica a Deus ou ao homem?


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Por James R. White - Alpha and Ômega ministries.
Tradução e Legendas: Natã Oliveira da Costa | Divulgação: Bereianos

Fanatismo e Êxtase, da Ignorância ao Misticismo.


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por
Raniere Menezes

Porque surgirão falsos cristos e falsos profetas operando grandes sinais e prodígios para enganar, se possível, os próprios eleitos. Mateus 24:24

Não é raro encontrar pessoas que se dizem crentes relatarem testemunhos “sobrenaturais”, “sinais e maravilhas”, “mistérios”, etc. Vigílias onde coisas estranhas acontecem, gente que vê folhas de árvores douradas, prateadas, brilhantes, reluzentes ou pegando fogo. Falar em vocábulos estranhos e “sentir” Deus enviando Sua Palavra são coisas mais do que “normais” para vários grupos evangélicos. Cultos onde pessoas choram, riem, batem palmas, caem, convulsionam, e tudo de forma descontrolada.
Igreja evangélica, hoje, é sinônimo de concentrações de pessoas e múltiplas manifestações físicas, gente que marcha como soldado de um lado para o outro, gente que fica rodopiando e gesticulando como animais, ruídos estranhos, experiências de “sair” do corpo e voar por cima das outras pessoas, visões de anjos e pétalas de rosas caindo do céu, visões de entidades monstruosas, viagens ao céu, viagens ao inferno, enfim, fanatismo e êxtase.
É inútil relatar tantas esquisitices. O que importa dizer é que essa religiosidade mística é predominante no Brasil, e de uns anos para cá, sorrateiramente isso tem influenciado o comportamento de muitos protestantes históricos, que agora, querem ser chamados de “RENOVADOS”. Até a IPB – Igreja Presbiteriana do Brasil – que possuía o símbolo da sarça (a antiga sarça emblema da Igreja da Escócia) inseriu há um tempo uma “pomba” no centro da sarça por causa dessa influência pentecostalizada. Este fato é apenas um pequeno exemplo do poder de interferência dos chamados carismáticos sobre as igrejas históricas. Não são poucas as igrejas históricas que vem sofrendo ascendência mística.
Em geral, a religiosidade evangélica de hoje está abraçada a uma espécie de neopaganismo. O conceito do panteísmo ganhou nova roupagem. Deus agora “é fácil”. A Bíblia não é mais a única regra de fé e prática como diziam os antigos cristãos. Quanto maior a ignorância bíblica, mais forte o misticismo.
Hoje se fala muito em “culto festivo” – Princípio Regulador de Culto, nem falar! -, parece um bem intencionado discurso, mas de onde vem toda essa “festividade”? Alguns querem justificar seus cultos “renovados e festeiros” reportando-se ao povo judeu em suas peregrinações, mas uma exegese superficial logo demonstra que o judaísmo nunca teve liturgia de culto festiva, nem no templo nem na sinagoga – peregrinação não é culto! - Liturgia festeira é coisa da cultura africana e indígena. E não precisa ser antropólogo para saber disso.
As pessoas querem transcender. A busca da embriaguez mística é o objetivo dos cultos. Falar em linguagem estranha, ter visões e “profetizar”, ser arrebatado em espírito, “voar”, etc. Essas coisas têm muito mais semelhança com o misticismo afro-indígena. Não há qualquer tradição judaico-cristã nessa contemplação do incompreensível.
O uso racional da cabeça em conhecer algo está sendo substituído por um mergulho de cabeça nas experiências. Muita gente não está interessada em CONHECER os atributos de Deus e Sua vontade, mas “tocar” no Seu trono, nas Suas vestes, “experimentar” a liturgia dos anjos. É preferível experimentar uma força subjetiva, uma energia, e não ficar aprisionado no mundo racional que ouve algo inteligível. A fórmula “mágica” é esvaziar o púlpito de todo conteúdo doutrinário objetivo e encher as pessoas de revelações subjetivas e emocionais. Temos adoradores com paralisia intelectual!
No lugar de se invocar a Santíssima Trindade e humilhar-se em Sua presença, os invocadores apelam à presença de um Deus por demais imanente, como se fosse um de nós, e invocam e evocam muito mais os anjos e os demônios. Acham que podem achegar-se a Deus como bem entendem.
O movimento carismático ou pentecostal é uma forma moderna de misticismo, porque é fundamentado não na doutrina dos apóstolos, mas num conceito de fé irracional e irreal. O movimento é atraente porque muitas pessoas não querem CONHECER as Escrituras, mas querem “algo mais” (e de preferência: rápido e fácil). John MacArthur Jr., teólogo contemporâneo, crítico ferrenho do misticismo, observou de forma cuidadosa que existe uma intolerância teológica quanto ao ensino bíblico por parte dos evangélicos pentecostalizados. Escreveu ele: “As experiências místicas não se alinham com a verdade bíblica, elas afastam as pessoas da verdade de Cristo. As pessoas começam a buscar experiências paranormais, fenômenos sobrenaturais e revelações especiais – como se nossos recursos em Cristo não fossem o bastante” (...) “Os sentimentos se tornam mais importantes do que a própria Bíblia”.
O crescimento numérico dos evangélicos no Brasil é algo significativo. E existe uma estatística bem interessante e curiosa sobre um determinado segmento: o que cresceu não foi tanto o número de protestantes históricos, mas o número de pentecostais que pulou de 8,1 milhões em 1991, para 17,6 milhões em 2000. Atualmente os pentecostais representam quase 68% dos evangélicos. Ora, é exatamente esse movimento que tem influenciado quase todas as alas do protestantismo. A influência vem daí, e eles [os pentecostais] são influenciados por líderes despreparados, emergentes e místicos. Um novo xamã ressuscitou no Brasil. Se conseguimos vestir calções de futebol nos índios e também ensinamos a usar a Internet, eles agora estão de “terno e gravata” influenciando a teologia.
Em várias localidades a diferença entre uma igreja evangélica renovada (que se diz mais séria) e uma igreja pentecostalizada está somente nos decibéis. Seus vizinhos que o digam. O que é que se pode esperar de um encontro emotivo onde o culto é uma válvula de escape? Gente fraca é presa fácil das falsas promessas do misticismo.
No início do século passado os protestantes brasileiros acusavam os católicos romanos de sincretismo religioso com os elementos da religiosidade africana. Eles também foram criticados por sua religiosidade popular sincretista com os espíritas, e também com traços cúlticos da religiosidade indígena. Mas hoje os canhões mudaram de alvo, podemos dizer que, literalmente, o tiro saiu pela culatra. Hoje temos o império pós - modernista - da - igreja - evangélica - tupiniquim - do - reino - dividido - afro - kardecista.
O Brasil é um país místico, obcecado pelo “espiritual”. A baixa cultura acadêmica retira o alicerce escriturístico sem pedir licença, e por falta de filtro, muitos estão sendo explorados por lobos vorazes. E o Cristianismo genuíno sofre porque é uma religião da Bíblia; é uma experiência que passa pela compreensão do que é COMPREENSÍVEL.
O misticismo nos arraiais evangélicos é usado também para a intimidação “espiritual” para rebaixar os neófitos. Não é incomum que certos líderes experientes, pessoas que dizem ter sonhos, visões ou experiências transcendentais menosprezarem os inexperientes, e desenvolverem uma competição carnal e orgulhosa. Isso não tem nada de espiritual! E todos sabemos disso.
Estamos mais do que nunca mundanizados e paganizados. Que os pentescostais, que se dizem “tradicionais”, não venham com desculpas, dizendo que não são como outros grupos pentecostais e neo-pentecostais, quando na verdade estão substituindo o “sabonete ungido” por “óleo ungido”. Os católicos romanos sempre tiveram suas novenas, hoje os evangélicos tupiniquins têm “correntes de oração”. Isso não é misticismo?
Não precisamos estudar antropologia para saber que “culto de libertação” é religiosidade pagã. Antigamente, no tempo em que éramos protestantes, ouvia-se os salmos metrificados, hoje se ouve louvorzão “mantrificado” (neologismo derivado de “mantra” – palavra, som monossilábico ou verso usado de forma repetitiva e musicada proporcionando um estado contemplativo-místico). Os chamados “levitas” modernos encantam seus ouvintes por horas, até deixá-los “soltos” e leves.
As grandes doutrinas da graça, chão firme e sólido para a caminhada cristã, são substituídas por diálogos retóricos agressivos sobre os males da existência. Hoje ouvimos muito mais discursos sobre sofrimentos, dores, doenças, filhos, solidão, separação, desemprego, marginalidade, vícios, prostituição, brigas, traições, “encostos”, libertação, poder, prosperidade, miséria material, do que: Autoridade das Escrituras, o Ser de Deus, os Decretos Soberanos de Deus, obediência ao Criador, o louvor de Sua Providência, sobre a Corrupção da natureza humana, a exigência da Justiça de Deus, do Pacto Eterno de Deus com Seu povo eleito, da cruz de Cristo, dos ofícios do Senhor Jesus Cristo, da Justificação pela fé, da Regeneração, da Adoção, da Santificação, da Fé Salvadora, da vida cristã de arrependimento, da certeza da graça e da salvação, da Lei de Deus, do Dia do Senhor e do Princípio Regulador de Culto, da Ressurreição, do Juízo e da ira de Deus, enfim, das Doutrinas (com “d” maiúsculo) cristãs históricas.
Muitos pregadores ruidosos gostam de vociferar o lema: “abaixo os dogmas! Abaixo os dogmas!” (mas, o que é mesmo dogma?, alguém pergunta. “Sei, lá!” é a resposta). Acredito que temos um problema diante de nós que poucos ou ninguém quer mexer. As doutrinas cristãs que realmente alimentam o rebanho de Cristo não vêm em forma de revelação extra-bíblica, elas precisam ser sistematizadas, racionalizadas e discursadas. E a maioria dos evangélicos (e por que não dizer dos brasileiros) é analfabeta funcional, ou seja, sabe soletrar e ler, mas não entende o conteúdo. Portanto é muito mais fácil “conectar-se” com Deus de forma intuitiva, sem ter de ouvir ou estudar doutrina. Muitos cristãos estão marchando em êxtase numa busca do extraordinário, e sob seus pés não se encontra Satanás, mas as Escrituras estão sendo pisoteadas!
O Pr. Isaías Lobão P. Jr., fez algumas observações interessante ao resenhar o livro de John Stott, Crer é também pensar (publicado aqui no site), eis um trecho: “No primeiro capítulo, Cristianismo de Mente Vazia, Stott desafia a tendência anti-intelectual de muitos crentes. Baseados na filosofia secular do pragmatismo, muitos crentes abandonam a doutrina em busca da prática. Stott critica esses crentes afirmando que toda boa doutrina é sempre acompanhada de um ensino prático. Ele cita três grupos que fazem isto: os católicos (e acrescento, muitos evangélicos) que ritualizam sua relação com Deus, mecanizando sua relação com Deus. O segundo grupo, os cristãos radicais que concentram suas energias na ação social e na preocupação ecumênica. Se bem que este grupo seja (ainda) pequeno no evangelicalismo brasileiro, é uma postura bastante comum entre os crentes britânicos. Sua luta social esconde uma ignorância e desprezo pela doutrina. O terceiro grupo alistado por Stott, são os crentes pentecostais. (esses nós temos de sobra!). A busca incessante dos pentecostais por experiências com Deus, os leva, geralmente, a colocar o subjetivismo e o emocionalismo acima da doutrina bíblica”. Que podemos dizer? A tendência anti-intelectualista necessariamente exclui uma reforma genuína. Uma nova reforma não virá através dos manipuladores de emoções.
Mais um dado surpreendente (que não surpreende mais), uma matéria do Jornal Nacional que foi ao ar dia 26/11/04, mostrou um índice alarmante de reprovação da OAB – Ordem dos Advogados do Brasil. – Os estudantes de Direito brasileiros bateram todos os recordes de incapacidade: reprovação de 91,5% (Isso mesmo: quase 100%!!!). Ou seja, 18 mil bacharéis em Direito não estão em condições mínimas para ingressar no mercado de trabalho! Isto reflete o nível de educação no Brasil de forma conclusiva.
“Surpreende e aborrece”, disse o presidente da OAB de São Paulo, Sr. D’urso. Vale a pena transliterar um trecho da reportagem: “Justiça seja feita: segundo especialistas na preparação de candidatos, o problema não está apenas no ensino superior. Faculdade fraca atrapalha, mas para muitos aspirantes a advogado O MAIOR OBSTÁCULO É MESMO A LÍNGUA PORTUGUESA, diz a diretora de curso especializado, Rosângela Santos de Jesus Romano Matos: ‘Os alunos são tecnicamente muito bem preparados, mas quando chega a hora da prova ele não consegue passar pro papel todo o conteúdo técnico.’” Ora, se os nossos estudantes das ciências jurídicas e sociais estão desse jeito, que diremos dos estudantes de teologia de muitos seminários que mais se assemelham a um curso profissionalizante de baixa classificação? Como iremos ter uma nova reforma religiosa sem uma reforma educacional? Não se pode viver o cristianismo sem apologética, e isto requer discurso e recurso.
O CACP – Centro Apologético Cristão de Pesquisa – descreveu a etimologia da palavra “apologia” nesses termos: “Apologia dentro do contexto evangélico-eclesiástico, é a habilidade de responder com provas adequadas e sólidas a fé cristã perante as demais religiões. Já que o cristianismo é uma religião de fatos, ou como bem expressou certo apologista: ‘é uma religião que apela aos fatos da história’, ela se serve de tais meios para fundamentar seus argumentos.
“A apologia é parte inseparável da teologia, sendo que aquela, serve-se desta, para desenvolver um plano lógico e sistemático nas questões argumentativas concernentes á fé cristã.
“O cristianismo é uma religião que por sua natureza exclui quaisquer outros credos como verdadeiros, a não ser ele mesmo. Por isso, ele entra em choque com as demais religiões existentes, que são sem exceções, produtos das idéias dos homens, que na ânsia de sua procura pelo sagrado, por Deus, aliena-se nas suas próprias imaginações, resultado da depravação total da qual está sujeita a humanidade sem Deus. (...)
“Neste choque de crenças a apologia se torna indispensável. Ela nasce forçosamente como uma resposta ao ataque à sã doutrina que muitas vezes se apresenta sob diversas faces.
“Quase todas as epístolas foram escritas visando à defesa da fé cristã (no sentido de corrigir erros doutrinários) contra os ataques de fora, e muitas vezes de dentro da própria igreja.” (Paulo Cristiano). Como defender a fé sem SOLA SCRIPTURA? Como fundamentaremos argumentações sem as mínimas condições que a língua pátria exige?
A Reforma Protestante desencadeada na Alemanha não só precisou de Lutero, mas de Melanchton. Este teólogo era muito mais do que um reformador, era um educador. Sua obra como “ministro” da educação passou a ser sinônimo do seu nome. – “Pelo menos 56 cidades alemãs procuraram a sua ajuda na reforma de suas escolas. Ele ajudou a reformar oito universidades e a fundar outras quatro. Escreveu numerosos livros didáticos para uso nas escolas e mais tarde foi chamado o Instrutor da Alemanha” (fonte: Enciclopédia Histórico-Teológica da Igreja Cristã). – Precisamos de uma reforma não só teológica, mas educacional. Pois o misticismo é contrário ao conhecimento das Escrituras. E este é o problema que poucos ou ninguém quer mexer.
A Reforma foi um movimento altamente literário e o protestantismo genuíno é uma experiência literária. O movimento evangelical contemporâneo está na contramão da história da Igreja cristã. A ênfase hoje está em buscar respostas fora do que já foi dito nas Escrituras, em sinais e prodígios. Muitos só crêem quando vêem grandes milagres! Contrariando estas palavras:
Então, Jesus lhe disse: Se, porventura, não virdes sinais e prodígios, de modo nenhum crereis. Rogou-lhe o oficial: Senhor, desce, antes que meu filho morra. Vai, disse-lhe Jesus; teu filho vive. O homem creu na palavra de Jesus e partiu.(João 4.48-50).

Não sei até onde os pesquisadores fizeram suas elucubrações, mas acredito que boa parte da nossa miscelânea evangélica tupiniquim se dá por esses motivos:
1. Influência de elementos paganizados do catolicismo romano;
2. Influência de elementos litúrgicos afro-indígenas;
3. Influência da renovação carismática, subseqüentemente dos pentecostais – A origem do movimento é anti-intelectual;
4. Analfabetismo total e funcional da nação;
5. Maioria feminina. – As mulheres são mais suscetíveis ao misticismo. Embora não liderem (em grande parte, ainda) são as maiores sustentadoras dos trabalhos.
6. A busca de uma identidade e posicionamento social. – Pessoas pobres e simples saem do anonimato e conquistam um status de poder e influência “espiritualistas”.
7. A busca por soluções imediatas.

Admito que são muitos os fatores que contribuem para uma mentalidade mística, mas de uma forma ou de outra, essas são as bases do misticismo evangélico brasileiro. Pessoas que sentem um intenso desejo de relacionar-se imediatamente com o divino. Experiências intuitivas e extáticas nunca foram novidades na religiosidade popular. Mas no fundo, no fundo, o que há no misticismo é um escape para fugir da obediência da Palavra de Deus. Contudo, o conhecimento de Deus não permite atalhos! Não haverá reforma genuína enquanto o pentecostalismo (seja chamado de “carismáticos” ou “renovados”) não for corajosamente combatido!
O SOLA SCRIPTURA foi um dos pilares da Reforma do Século XVI, experiências místicas não podem determinar a fé verdadeira. DEUS NOS DEU AS ESCRITURAS, NÃO HÁ OUTRA AUTORIDADE. A BÍBLIA É INFALÍVEL, INSPIRADA E SUFICIENTE. A base comum (e inerrante) de conhecimento nunca poderá ser uma revelação extra-bíblica. Muitos evangélicos, embora admitam a infabilidade das Escrituras, com suas práticas dizem que a Bíblia não é suficiente! A base da sua fé é a experiência, e a Suficiência das Escrituras é desprezada. A palavra de Cristo não é suficiente para esses “fanáticos, iludidos, desmiolados, imbecis, tratantes e cães danados” – (adjetivos que Calvino costumava chamar os místicos).
A livre interpretação da Bíblia é uma marca protestante, de maneira nenhuma podemos nem queremos proibir ninguém de interpretar as Escrituras por si mesmo. Há necessidade de uma boa hermenêutica e exegese? Há. Mas não podemos fazer como a igreja romana que proibiu a livre interpretação da Bíblia alegando que os leigos interpretariam mal. E a Confissão de Fé de Westminster, uma confissão genuinamente protestante, não perde isso de vista:
A seção VII do capítulo I – Da Escritura Sagrada – assevera: Na Escritura não são todas as coisas igualmente claras em si, nem do mesmo modo evidentes a todos; contudo, as coisas que precisam ser obedecidas, cridas e observadas para a salvação, em um ou outro passo da Escritura são tão claramente expostas e explicadas, que não só os doutos, mas ainda os indoutos, no devido USO DOS MEIOS ORDINÁRIOS, podem alcançar uma suficiente compreensão delas. Ref. II Pedro 3:16; Sal. 119:105, 130; Atos 17:11. Observe bem: “...os indoutos”... “...podem alcançar uma suficiente compreensão delas”. Porém, o ponto essencial em questão é que NÃO ESTÁ HAVENDO USO DEVIDO DOS MEIOS ORDINÁRIOS, que supõem princípios de interpretação lógica e racional. Este é o problema! Protestantismo é uma religião do Livro.
Nós somos criaturas racionais, criados para agir inteligentemente. Temos intelecto; vontade, emoções e mente. John Owen, um homem erudito e piedoso, bem disse que o homem foi criado para conhecer o bem por intermédio de sua mente, sem descartar a emoção (esta, em seu devido lugar, deseja e apega-se ao bem conhecido). A emoção nos impulsiona, mas não antes da verdade adquirida através da Palavra de Deus. Disse Owen: “As emoções talvez sejam o leme do navio, mas a mente é que deve pilotar; e a carta marítima a ser seguida é a verdade revelada por Deus” [na Sua Palavra escrita]. E como bem resumiu, ainda disse: “O intelecto é o olho da alma”. Daí podermos dizer que o misticismo é cego! É um movimento anti-revelacional!
A BÍBLIA É TUDO O QUE PRECISAMOS, NADA MAIS É NECESSÁRIO! Não precisamos de novas revelações, sonhos, visões, anjos, êxtase, vozes ou reações físicas. O SOLA SCRIPTURA é suficiente! “O Cristianismo fundamenta-se na Revelação. Nosso conhecimento de Deus abrange aquilo que Lhe aprouve nos revelar a respeito de Sua Pessoa. Todos os esforços humanos destinados a conhecê-Lo levam à falsas religiões ou misticismo. Ou somos submissos à Sua Revelação ou à nossa imaginação” (Bruce Bickel). Podemos afirmar que a fonte de conhecimento da linha carismática-pentecostal não é Deus! Ou então temos de concordar que Deus nos dá um conhecimento direto pela excitação dos sentimentos, independentemente do ensino de Sua Palavra.
Respondeu Abraão: Eles têm Moisés e os Profetas; ouçam-nos. (Lc 16.29)
“O conhecimento é indispensável à vida e ao serviço cristãos. Se não usamos a mente que Deus nos deu, condenamo-nos à superficialidade espiritual, impedindo-nos de alcançar muitas riquezas da graça de Deus. Ao mesmo tempo, o conhecimento nos é dado para ser usado, para nos levar a cultuar melhor a Deus, nos conduzir a uma fé maior, a uma santidade mais profunda, a um melhor serviço. Não é de menos conhecimento que precisamos, mas sim de mais conhecimento, desde que o apliquemos em nossa vida”. (John Stott).
Escreveu Heber C. de Campos: “Tudo o que a igreja deve crer sobre Deus e seu relacionamento com os homens, está registrado nas Santas Escrituras que foram escritas, na sua grande maioria, pelos profetas do Antigo Testamento e pelos apóstolos do Novo Testamento”.
Finalmente é sempre bom ouvirmos repetidas vezes a exortação pastoral de MacArthur Jr., “Se algum dia alguém o perturbar dizendo que você precisa dessa ou daquela experiência mística ou espiritual, NÃO ACREDITE. O Espírito de Deus, agindo por meio de Sua Palavra é suficiente para torná-lo totalmente maduro em Cristo”.
À lei e ao testemunho! Se eles não falarem desta maneira, jamais verão a alva. (Is 8.20)
Que Deus tenha misericórdia da ignorância de tantos que se dizem cristãos, e que abra os olhos daqueles que, em Sua Igreja, estão se afastando de Suas verdades, levando-os de volta à pureza e simplicidade devidas a Cristo. Que eles venham a entender que NÃO HÁ OUTRO FUNDAMENTO senão dos apóstolos e profetas.

Edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular; no qual todo o edifício, bem ajustado, cresce para santuário dedicado ao Senhor, no qual também vós juntamente estais sendo edificados para habitação de Deus no Espírito. (Ef 2.20-22).
Havendo Deus, outrora, falado, muitas vezes e de muitas maneiras, aos pais, pelos profetas, nestes últimos dias, nos falou pelo Filho... (Hb 1.1,2 a).

quinta-feira, 7 de março de 2013

Jovem na Argélia é expulso do Exército por sua fé em Cristo


Na Argélia, os cristãos são regularmente vítimas de discriminação nos locais de trabalho. Esta é a realidade de Sadek, um jovem de 22 anos, que mora na cidade de Tizi N’Berber, ao norte da província de Béjaïa Sadek. Ele entrou para o Exército em 2011, mas viu sua carreira desmoronar depois de um colega de trabalho ter encontrado uma Bíblia em seu armário.
“Eu estava muito feliz em me juntar ao Exército”, disse Sadek. “Esse era o meu sonho de infância, e no início, não tive problemas com ninguém, eu nem havia, sequer, mencionado a minha fé”. No entanto, tudo mudou quando seu companheiro de quarto encontrou uma Bíblia e outros livros cristãos entre os pertences de Sadek. “Ele queixou-se aos nossos superiores”, contou o jovem.
Sadek relembra esse fato e mostra-se visivelmente afetado. Ele conta que imediatamente após ser delatado, foi convocado por seu coronel, que o expulsou de sua missão sem mais explicações. Além disso, Sadek foi indiciado a comparecer em um tribunal militar de Constantino. O seu crime? Possuir livros cristãos.
Sadek fica chocado com o desenrolar dos acontecimentos. “Eu não entendi o que aconteceu comigo. Eu nunca disse a ninguém sobre a minha fé cristã dentro do quartel e os livros eram para o meu uso pessoal”, argumentou.
O jovem teve de ir ao tribunal para ser julgado, não porque cometeu um crime ou desobedeceu a seus superiores, mas porque tinha livros cristãos em seu armário. “Para minha surpresa eu fui condenado a dez anos de prisão e ao pagamento de uma multa tão grande quanto à soma de todo o dinheiro que o Exército havia gastado comigo: todos os custos da minha acomodação, comida e treinamento, enquanto estava no Exército”.
Intervenção ‘milagrosa’
Sadek seria preso pela posse de livros cristãos, se não fosse por uma intervenção muito especial. “Quando recebi o documento do tribunal e li que seria condenado a dez anos de prisão, fiquei muito triste”, disse ele. “Mas, felizmente, Deus usou um funcionário, que estava no tribunal militar, para me livrar. Este homem, um coronel, e também um nativo da região de Béjaïa, esteve envolvido na manipulação do meu caso. Ele convenceu o tribunal a encerrar a ação judicial contra mim”, conta Sadek, aliviado. Após a intervenção do oficial, o jovem foi libertado.
Embora ele tenha conseguido escapar da prisão, Sadek perdeu o emprego no Exército.
Esta história é apenas uma, de várias outras que expressam a realidade da discriminação no local de trabalho enfrentada por muitos cristãos na Argélia, especialmente aqueles que trabalham no setor público.
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Fonte: Postas Abertas

Vítimas de padres pedófilos divulgam lista negra de ‘papáveis’


Uma associação americana de vítimas de abusos sexuais por padres pedófilos publicou nesta quarta-feira (6) uma lista negra de doze possíveis candidatos “papáveis” e exortou à Igreja Católica a levar a sério a proteção das crianças, a ajuda às vítimas e as denúncias de corrupção.
“Queremos dizer aos prelados católicos que deixem de fingir que o pior já passou” sobre o escândalo de pedofilia dentro da Igreja, declarou David Clohessy, diretor da Rede de Sobreviventes de Abusados por Padres (Snap, por sua sigla em inglês).  Tragicamente, o pior com certeza ainda estar por vir”, acrescentou.
A organização citou uma dúzia de cardeais da Argentina, Austrália, Canadá, Estados Unidos, Gana, Honduras, Itália, México e República Tcheca, acusados de proteger os padres pedófilos ou por terem feito declarações defendendo os padres ou minimizando a situação.
Todos eles são considerados candidatos para suceder o papa Bento XVI, muito criticado pela forma como conduziu os escândalos.
A Snap também se opõe à eleição de qualquer membro da Cúria romana para administrar a Santa Sé. “Acreditamos que ninguém de dentro do Vaticano tem verdadeira vontade de ‘limpar a casa’ no Vaticano e em outras partes”, indicou Clohessy em um comunicado.
“Promover um membro da Cúria desencorajaria as vítimas, as testemunhas, os denunciantes e seus defensores a relatar más condutas”.
A lista negra inclui os seguintes cardeais: Leonardo Sandri, da Argentina; George Pell, da Austrália; Marc Ouellet, do Canadá; Timothy Dolan (Nova York), Sean O’Malley (Boston) e Donald Wuerl (Washington) dos Estados Unidos; Peter Turkson, de Gana; Oscar Rodríguez Maradiaga, de Honduras; Tarsicio Bertone e Angelo Scola da Itália; Norberto Rivera Carrear, do México; e Dominik Duka, da República Tcheca.
Entre os mais citados para ser o sucessor de Bento XVI, estão Angelo Scola, Marc Ouellet, Peter Turkson e Oscar Rodriguez Maradiaga.
Sigilo
Os cardeais foram aconselhados pelas autoridades do Vaticano nesta quarta-feira a não falarem mais com a mídia. Essa recomendação foi feita após mais indícios de que o conclave que elegerá o sucessor de Bento 16 não começará tão cedo.
Cardeais americanos que tinham agendado uma terceira coletiva de impressa em três dias cancelaram o evento menos de uma hora antes do previsto no Colégio Norte-Americano, em Roma, onde estão hospedados. Uma porta-voz do grupo disse que a “preocupação” foi expressa na reunião desta quarta-feira, a portas fechadas, “sobre vazamentos de procedimentos sigilosos reportados em jornais italianos”.
Sobre o pedido de sigilo, o porta-voz do Vaticano, padre Federico Lombardi, disse que as reuniões pré-conclave, as congregações gerais, devem ocorrer em um “clima de confiabilidade”.
Com isso, a única fonte oficial de informação sobre o conclave é o relato diário de Lombardi à imprensa.
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Fonte: Folha via vg

Silas Malafaia explica por que os cristãos são contra o aborto



O pastor também refuta os motivos apresentados por grupos feministas e liberais de esquerda
por Leiliane Roberta Lopes

Silas Malafaia explica por que os cristãos são contra o abortoSilas Malafaia explica por que os cristãos são contra o aborto

O aborto é um dos assuntos mais polêmicos do momento, não só no Brasil como em muitos países do mundo como nos Estados Unidos. As igrejas católicas e evangélicas são as que mais se posicionam contra a prática afirmando que a vida começa na concepção e que, portanto, o aborto é um assassinato.
Na semana que precede o Dia Internacional da Mulher o assunto entra em debate novamente, já que grupos de direitos das mulheres querem descriminalizar a prática alegando que a mulher tem o direito sobre o seu próprio corpo, podendo então interromper a gravidez caso desejar.
Poucas pessoas entendem os motivos que levam os cristãos a se posicionarem com tanta firmeza contra o aborto e para esclarecer essas dúvidas o pastor Silas Malafaia escreveu um artigo no site Verdade Gospel na coluna “Pr. Silas Responde” onde semanalmente ele responde o questionamento dos internautas.
Para o pastor evangélico a questão não é apenas teológica, mas biológica por ter na ciência a afirmação de que a vida começa na concepção. A genética também aceita tal afirmação pela embriologia e pela medicina fetal. “Se a vida começa na concepção, abortar um ser humano, em qualquer estágio da vida dele, é assassinato”, diz Malafaia.
Usando a Bíblia o líder da Associação Vitória em Cristo (AVEC) cita o texto de Êxodo 21.22-25 que revela que na lei de Moisés que fala sobre a punição para quem agredir uma mulher grávida.
“Sabe quais as diferenças entre um óvulo fecundado e um bebê? O tempo de vida, o tamanho e a forma, o desenvolvimento e o tipo de nutrição”, explica.
Malafaia também refuta a afirmação de quem defende o direito da mulher interromper a gravidez indesejada por ter direito ao seu próprio corpo: “O feto não é uma extensão da mãe. Embora precise do útero dela e tenha uma relação simbiótica com ela, o feto é um ser independente. Logo, ela não tem o direito de tirar-lhe a vida.”
“Além disso, nenhum ser humano tem o poder absoluto sobre o seu próprio corpo. Nós não temos o direito, assegurado por lei, de pôr fim à nossa vida. Se assim não fosse, suicídio e eutanásia não seriam criminalizados”.
Gravidez indesejada e o sexo sem proteção
O pastor evangélico também cita que muitas mulheres desejam fazer o aborto para interromper uma gravidez não desejada que muitas vezes é fruto de relações promíscuas.
“A verdade é que a maioria dos abortos é fruto da promiscuidade e irresponsabilidade de homens e mulheres que fazem sexo sem proteção e com qualquer parceiro. Depois, quando um filho é ‘concebido acidentalmente’, querem livrar-se do ‘fruto indesejado’ a qualquer custo”.
Silas Malafaia denuncia que os grupos feministas e liberais de esquerda querem forçar a opinião pública a aceitar o aborto dizendo que a mulher pobre precisa ser melhor tratada nos hospitais públicos para não recorrer às clínicas clandestinas.
“Para comover a população e obter a simpatia dela à sua causa, os grupos favoráveis ao aborto costumam evocar situações de estupro ou de risco de morte da mulher. Mas esses casos são uma minoria e já são respaldados pela lei”, lembra o religioso. “Não devem servir como argumento para a destruição de uma vida inocente, que não pediu para ser gerada e nada pode fazer para se defender contra os que se opõem a ela.”
Fonte:gospelprime

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