Amados irmãos, quando atravessamos uma situação difícil,
nossa atenção costuma se concentrar no problema mais urgente. Precisamos de
alimento para a casa, de uma decisão que não pode ser adiada ou de forças para
enfrentar mais um dia. Nessas horas, é difícil perceber qualquer coisa além da
necessidade imediata.
Foi assim que conhecemos Noemi e Rute. Duas viúvas chegaram
a Belém sem saber como seria o futuro. Noemi carregava a dor de ter perdido o
marido e os dois filhos. Rute havia deixado sua terra e seu povo para
acompanhá-la. Encontrar alimento era uma preocupação concreta.
Depois, a história começou a apresentar possibilidades que
elas não conseguiam enxergar no início. Havia uma colheita, um campo e um homem
chamado Boaz. O cuidado recebido naquele campo abriu caminho para uma esperança
maior de amparo familiar.
No capítulo anterior, Rute apresentou seu pedido a Boaz. Ele
se comprometeu a encaminhar o resgate, respeitando o direito de um parente mais
próximo. Rute voltou para casa com alimento, mas ainda precisava aguardar a
decisão.
Agora chegamos ao último capítulo. O assunto será tratado
publicamente, uma família será formada e uma criança nascerá. Ao final, porém,
o narrador nos mostrará que esses acontecimentos também pertencem à história de
Davi. O Novo Testamento nos permitirá acompanhar essa linhagem até Jesus
Cristo.
As duas mulheres estavam procurando condições para continuar
vivendo. Deus, em sua providência, conduzia aquela família dentro da história
de suas promessas.
Também precisamos aprender a olhar para nossa vida à luz da fidelidade do Senhor. Muitas vezes, desconhecemos o alcance do que ele está realizando. A Palavra nos convida a confiar em seu cuidado e a firmar nossa esperança na redenção que ele nos oferece em Cristo.
O livro começou no período dos juízes, em um cenário de
fome, deslocamento e morte. Seu último capítulo se passa principalmente à porta
da cidade, onde questões públicas e jurídicas podiam ser resolvidas diante dos
anciãos.
Boaz convoca o parente com prioridade no resgate e reúne dez
anciãos. O assunto envolve o patrimônio da família de Elimeleque, o casamento
com Rute e a preservação do nome do falecido em sua herança.
O resgate da propriedade se relaciona com Levítico 25.25. A
preocupação com a continuidade familiar lembra a lei do levirato, mas Boaz não
era irmão de Malom. Por isso, devemos acompanhar o procedimento descrito no
próprio livro, sem tratar o episódio como uma reprodução exata de Deuteronômio
25.5–10.
O parente mais próximo inicialmente manifesta interesse, mas
recua quando conhece os compromissos associados ao resgate. Boaz, então, assume
publicamente a responsabilidade. Depois do casamento, Rute dá à luz Obede, que
traz alegria e perspectiva de amparo a Noemi.
O capítulo termina com uma genealogia que vai de Perez até Davi. Esse encerramento amplia o horizonte do leitor: o cuidado de uma família faz parte de um propósito que alcança a história de Israel. Mateus 1.5–6,16 nos conduzirá dessa linhagem ao nascimento do Salvador.
Porque Deus é fiel às suas promessas e providencia redenção para seu povo, podemos confiar em seu cuidado, servir com generosidade e firmar nossa esperança em Cristo.
O desfecho do livro de Rute revela três aspectos da
fidelidade de Deus que sustentam nossa confiança e orientam nossa vida.
1. Confie no resgate que Deus providencia
Rute 4.1–12
O capítulo começa com Boaz indo à porta da cidade. Ele havia
assumido um compromisso na noite anterior e agora toma as providências
necessárias para cumpri-lo. Sua palavra se transforma em ação.
Esse detalhe merece nossa atenção. É possível oferecer
palavras de apoio e depois esquecer a pessoa que confiou nelas. Boaz leva a
necessidade de Rute a sério. Ele se apresenta no lugar em que o assunto pode
ser resolvido e reúne as testemunhas necessárias.
O parente mais próximo passa por ali, e Boaz o convida a
sentar-se. Dez anciãos também são chamados. O cuidado de Deus se encaminha
através de uma conversa pública, de responsabilidades familiares e de
procedimentos reconhecidos pela comunidade.
Às vezes, esperamos perceber a providência apenas em
acontecimentos extraordinários. Aqui, ela se manifesta no cumprimento de uma
palavra e na disposição de tratar um assunto com justiça. O Senhor também age
quando pessoas assumem suas responsabilidades e fazem corretamente o que lhes
cabe.
Boaz apresenta a questão da propriedade de Elimeleque. O
outro parente inicialmente aceita realizar o resgate. Entretanto, ao saber que
o compromisso inclui Rute e a preservação do nome do falecido em sua herança,
ele decide não prosseguir. Declara que teme prejudicar seu próprio patrimônio.
O texto não explica todos os detalhes de seu cálculo.
Precisamos respeitar esse limite. O que fica claro é que aquele homem não
assume as responsabilidades apresentadas e transfere seu direito a Boaz.
O episódio nos permite considerar o custo do cuidado. Uma
pessoa pode aprovar uma boa iniciativa enquanto ela permanece distante, mas
hesitar quando percebe o que será necessário oferecer. O amor concreto envolve
tempo, recursos e compromissos que afetam nossa rotina.
Boaz está disposto a assumir esse custo. Rute já havia
expressado o desejo de recebê-lo como resgatador, e agora ele responde com um
compromisso reconhecido publicamente. O patrimônio da família e o casamento são
tratados de modo que a continuidade da casa seja preservada.
O narrador explica também o costume da entrega da sandália
como confirmação da transferência. Nesse episódio, o gesto autentica o acordo
de resgate. Não devemos confundi-lo automaticamente com toda a cerimônia de
repreensão descrita em Deuteronômio 25.
O ponto central é a clareza do procedimento. Boaz respeita a
prioridade do outro parente, apresenta os termos e assume sua responsabilidade
diante das testemunhas. A generosidade caminha junto com a integridade.
Matthew Henry comenta esse exemplo dizendo, em tradução
livre:
“Seu exemplo nos ensina a ser justos e honestos, corretos e
honrados em todos os nossos negócios.”
A observação se encontra em seu comentário a Rute 4.1–8.
Irmãos, nossa fé precisa aparecer na maneira como tratamos
os compromissos. A palavra dada, a honestidade em um contrato e o respeito aos
direitos de alguém pertencem à vida de obediência ao Senhor. O cuidado cristão
deve ser digno de confiança.
O comportamento de Boaz também nos ensina a usar os recursos
em benefício de pessoas. Sua posição e suas possibilidades materiais se tornam
instrumentos de amparo para uma família vulnerável. Ele faz com que aquilo que
possui sirva a uma necessidade real.
Talvez Deus tenha colocado você em uma posição em que pode
ajudar alguém a reorganizar a vida. Pode ser por meio de uma oportunidade de
trabalho, de orientação ou de uma contribuição concreta. Considere como seus
recursos podem expressar amor ao próximo.
Depois do compromisso, os anciãos e o povo pronunciam uma
bênção. Pedem que Rute seja como Raquel e Leia, mulheres ligadas à formação da
casa de Israel, e mencionam Perez, filho de Judá e Tamar. A estrangeira que
chegara a Belém em situação de necessidade é recebida com votos de fecundidade
e continuidade familiar.
A comunidade participa dessa alegria e reconhece que o
futuro da família depende da bênção do Senhor. Boaz assumiu uma
responsabilidade verdadeira, mas os resultados de sua vida continuam nas mãos
de Deus.
A fidelidade de Deus nos encoraja a confiar em seu
cuidado e a participar dele por meio de compromissos honestos e generosos.
O resgate foi assumido. A história, porém, ainda nos
permitirá perceber o que esse cuidado significará para Noemi e Rute.
2. Reconheça a graça que renova a esperança
Rute 4.13–17
O versículo 13 relata o casamento de Boaz e Rute e informa
que o Senhor concedeu a gestação da qual nasceu um filho. O narrador atribui
expressamente a Deus o dom dessa nova vida.
Essa referência se destaca em um livro no qual grande parte
do cuidado divino aparece através de acontecimentos cotidianos. Agora somos
convidados a reconhecer diretamente a mão do Senhor no nascimento da criança.
Isso não significa que Deus começou a agir somente naquele
momento. Ele havia sustentado as mulheres na caminhada, providenciado alimento
e conduzido os acontecimentos que levaram ao casamento. O nascimento faz parte
desse cuidado que atravessa toda a narrativa.
As mulheres de Belém se dirigem a Noemi com palavras de
louvor ao Senhor. No início do livro, a cidade ouvira seu lamento. Agora a
comunidade contempla a continuidade de sua família e celebra a perspectiva de
amparo para sua velhice.
Boaz havia assumido o resgate no procedimento público. No
nascimento de Obede, as mulheres reconhecem a continuidade do cuidado e a
esperança de sustento para Noemi. A família volta a ter uma perspectiva de
futuro.
É importante perceber quem aparece ao lado dela nesse
momento: Rute. As mulheres reconhecem o amor da nora e afirmam que ela vale
para Noemi mais do que sete filhos. O elogio dá destaque à lealdade demonstrada
ao longo de toda a caminhada.
Rute havia acompanhado a sogra, trabalhado para conseguir
alimento e buscado o resgate da família. Sua presença foi um meio concreto de
cuidado. A mulher estrangeira, inicialmente conhecida por sua origem moabita, é
agora celebrada pelo amor com que serviu.
Aqui encontramos uma aplicação que alcança toda a igreja.
Precisamos aprender a reconhecer a graça de Deus na fidelidade de pessoas que
caminham conosco. Há irmãos cujo serviço discreto sustenta famílias, consola os
enlutados e ajuda outros a perseverar.
Talvez você consiga lembrar de alguém que permaneceu ao seu
lado em um período difícil. Essa pessoa ouviu seu lamento, compartilhou
recursos ou assumiu uma tarefa quando você estava sem forças. Agradeça a Deus
por esse cuidado e expresse gratidão a quem o ofereceu.
Também podemos nos perguntar que tipo de presença temos sido
na vida dos outros. Há espaço em nossa rotina para acompanhar alguém?
Conseguimos permanecer quando o sofrimento dura mais do que esperávamos? O amor
de Rute se tornou conhecido através de sua perseverança.
Noemi toma a criança nos braços e passa a cuidar dela. A
cena nos permite contemplar a ternura desse novo momento. A mesma mulher que
voltara profundamente ferida agora acolhe um menino que dará continuidade à
história de sua família.
O nascimento de Obede não elimina as mortes de Elimeleque,
Malom e Quiliom. Essas perdas pertencem à vida de Noemi e devem ser lembradas
com respeito. O texto nos mostra que, em meio a uma história marcada pelo luto,
ela também recebe novos vínculos e motivos de gratidão.
Essa é uma verdade preciosa para quem sofre. A presença de
uma nova alegria pode conviver com a saudade. Com o auxílio de Deus, podemos
receber o cuidado de hoje e continuar honrando a memória daqueles que partiram.
Também precisamos aplicar o desfecho com sobriedade. O
casamento e a maternidade de Rute são dádivas específicas dentro dessa
história. Não estabelecem que todas as perdas serão seguidas de experiências
semelhantes. A dignidade e a segurança de quem pertence a Cristo não dependem
de seu estado civil ou de ter filhos.
O que essa passagem nos permite afirmar é que Deus continua
sendo digno de confiança e que seu cuidado alcança pessoas concretas. Nossa
esperança mais profunda se firma nas promessas que encontram seu cumprimento em
Jesus, inclusive quando algumas necessidades permanecem sem a resposta que
desejamos.
Noemi não havia previsto aquele dia quando chegou a Belém.
Ao olhar para o início do livro, percebemos quanto ela desconhecia. O Senhor
conduziu acontecimentos e levantou pessoas que ela ainda não conseguia enxergar
como parte de seu amparo.
Por isso, irmão, apresente a Deus sua aflição e permaneça
aberto ao cuidado que ele oferece. Receba a companhia da igreja. Permita que
alguém o ajude. Quando puder, agradeça pelas manifestações de bondade que
tornam o caminho menos solitário.
E, como comunidade, não deixemos esse cuidado apenas no
campo das intenções. Viúvas, idosos, estrangeiros e famílias em dificuldade
precisam de presença e auxílio. A alegria em torno de Noemi nos ensina a
considerar o bem-estar de quem faz parte de nossa convivência.
A graça de Deus renova a esperança através do cuidado que
ele concede e do amor que forma em seu povo.
Mas o narrador ainda não terminou. Depois de nos apresentar
Obede, ele nos conduzirá a um horizonte muito maior do que aquela família
poderia perceber.
3. Contemple o propósito de Deus que se cumpre em Cristo
Rute 4.18–22
O livro termina com uma lista de nomes. Depois de tanta
emoção, alguém poderia imaginar que essa genealogia é apenas um apêndice.
Entretanto, ela esclarece a dimensão histórica do que acabamos de acompanhar.
A linhagem começa em Perez, passa por Boaz e Obede, chega a
Jessé e termina em Davi. A criança acolhida nos braços de Noemi será avô do rei
Davi. Aquela família está ligada ao futuro de Israel.
Esse encerramento muda nossa maneira de olhar para os
capítulos anteriores. A viagem de duas viúvas, o trabalho em um campo e uma
reunião à porta da cidade pertencem a uma história que alcança a monarquia de
Israel. O narrador nos permite perceber um propósito que permanecia fora do
horizonte imediato dos personagens.
Noemi precisava de amparo. Rute precisava de alimento e
segurança. Boaz precisava tratar corretamente o resgate. Enquanto essas
responsabilidades eram vividas, Deus conduzia a história de suas promessas.
A própria genealogia começa com uma família cuja história
está registrada em Gênesis 38. O nome de Perez nos lembra Judá e Tamar e uma
trajetória familiar marcada por pecado e sofrimento. A continuidade da promessa
revela a fidelidade de Deus através de gerações que dependeram de sua
misericórdia.
Quando chegamos a Davi, lembramos que o Senhor lhe prometeu
uma casa e um reino duradouro (2Sm 7.12–16). O Antigo Testamento nos ensina a
esperar o Rei que cumpriria plenamente essa promessa. O Evangelho de Mateus
apresenta Jesus como Filho de Davi e inclui Boaz e Rute em sua genealogia (Mt
1.1,5–6,16).
Assim, a história de Rute participa do caminho pelo qual
Deus trouxe o Salvador ao mundo. A esperança do livro alcança sua expressão
maior naquele que veio para redimir seu povo do pecado.
Podemos, então, considerar o resgate realizado por Boaz à
luz da obra de Cristo. Boaz assumiu responsabilidades familiares e patrimoniais
para preservar uma casa. Jesus entrou em nossa humanidade e realizou a
reconciliação que nenhum recurso humano poderia produzir.
João Calvino escreveu, em tradução livre:
“Deus, em sua infinita misericórdia, tendo determinado
redimir-nos, tornou-se ele próprio nosso Redentor na pessoa de seu Filho
unigênito.”
Essa afirmação aparece nas Institutas, II.12.2.
O Filho eterno de Deus assumiu a natureza humana e viveu em
perfeita obediência ao Pai. Na cruz, suportou o juízo devido ao pecado e
ofereceu o sacrifício suficiente para nossa reconciliação. Ao ressuscitar,
venceu a morte e garantiu a salvação daqueles que nele creem.
Nossa necessidade diante de Deus é mais profunda do que a
insegurança material. Somos pecadores e dependemos de perdão. Em Cristo
recebemos redenção e remissão dos pecados, conforme a riqueza da graça de Deus
(Ef 1.7).
Essa graça também transforma pessoas que precisam reconhecer
um passado de culpa. Um exemplo histórico aparece na vida de John Newton.
Depois de ter participado ativamente do tráfico de pessoas escravizadas, ele
publicou, em 1788, Thoughts upon the African Slave Trade, denunciando a
crueldade desse comércio. Reconheceu publicamente sua responsabilidade e
admitiu que sua confissão, embora sincera, não podia reparar todo o sofrimento
para o qual havia contribuído.
Esse reconhecimento nos ajuda a compreender um fruto do
arrependimento: a disposição de encarar a verdade e abandonar a defesa do
próprio pecado. O perdão recebido em Cristo nos chama a uma vida transformada e
ao cuidado com aqueles a quem antes poderíamos desprezar ou ferir.
Talvez alguém imagine que seu passado o coloca além do
alcance da misericórdia. O evangelho o chama ao arrependimento e à fé. Há
perdão suficiente no sacrifício de Jesus. Recebemos essa salvação pela graça, e
sua ação em nós produz uma nova maneira de viver.
A presença de Rute, uma mulher moabita que se refugiou no
Senhor, também nos ensina a contemplar o alcance de sua misericórdia. Sua
origem não a impediu de ser acolhida no povo da aliança e participar dessa
linhagem. A igreja de Cristo anuncia o evangelho a todos os povos e recebe
aqueles que nele creem.
Por fim, a genealogia nos ajuda a reconhecer os limites de
nossa visão. Os personagens não conheceram todo o alcance histórico de suas
decisões. Nós também podemos servir ao Senhor sem enxergar todos os frutos de
nossa fidelidade.
Ensine a Palavra a seus filhos, acompanhe alguém na fé,
cuide de quem precisa e permaneça fiel em seu trabalho. Entregue a Deus o
alcance desses atos. Nossa segurança está em pertencer ao Salvador e em saber
que seu propósito redentor não fracassará.
A história de Rute nos conduz a Cristo, o Redentor em
quem a fidelidade de Deus se torna o fundamento de nossa esperança.
Aplicações práticas
Cumpra seus compromissos com honestidade. Examine sua
maneira de lidar com palavras dadas, responsabilidades e direitos alheios. A
integridade pertence à vida de fé.
Use seus recursos para servir. Considere quem pode
ser amparado por seu tempo, sua experiência ou suas possibilidades materiais.
Transforme a boa intenção em cuidado concreto.
Reconheça quem tem caminhado com você. Agradeça a
Deus pelas pessoas que o sustentaram e expresse sua gratidão a elas. Receba
ajuda quando precisar.
Acolha quem chega em situação de vulnerabilidade. O
estrangeiro, o idoso, a viúva e a família enlutada precisam encontrar na igreja
companhia e auxílio.
Firme sua esperança em Jesus Cristo. Arrependa-se de
seus pecados e confie na suficiência de sua obra. O perdão e a vida eterna que
ele concede sustentam a igreja em todas as circunstâncias.
Conclusão
Ao encerrarmos o livro de Rute, podemos olhar novamente para
o caminho percorrido. A história começou com fome e mortes em uma família de
Belém. Depois acompanhamos uma viagem de retorno, o trabalho de uma viúva
estrangeira e o cuidado demonstrado por Boaz.
No último capítulo, o resgate é assumido publicamente. Rute
se torna esposa de Boaz, Obede nasce e Noemi o recebe nos braços. A genealogia,
então, nos leva até Davi e nos prepara para reconhecer, à luz do Novo
Testamento, o caminho que conduz a Jesus.
Deus permaneceu fiel durante toda essa caminhada. Seu
cuidado alcançou necessidades diárias e esteve ligado ao cumprimento de
promessas que atravessariam gerações. Noemi e Rute não conheciam toda a
história, mas eram conhecidas e cuidadas pelo Senhor.
Talvez você também esteja vivendo uma etapa em que enxerga
apenas o problema imediato. Apresente sua necessidade a Deus. Cumpra com
fidelidade as responsabilidades que ele lhe deu e receba o cuidado de seus
irmãos.
Não precisamos conhecer todos os desdobramentos de nossa
vida para confiar no Pai. Nossa esperança possui um fundamento seguro: Jesus
Cristo veio, morreu e ressuscitou. Aquele que cumpriu suas promessas na vinda
do Salvador também nos sustentará até a plenitude da salvação.
Se você ainda tenta encontrar segurança diante de Deus em
seus próprios méritos, venha a Cristo. Reconheça sua culpa e receba pela fé o
perdão que ele oferece. A redenção de que precisamos foi realizada por ele.
E, se você já pertence ao Senhor, viva como alguém alcançado
por sua graça. Seja fiel à palavra dada. Sirva com generosidade. Acompanhe quem
sofre. Anuncie o evangelho a quem ainda precisa conhecer o Salvador.
O livro termina com o nome de Davi. O evangelho nos conduz
ao Filho de Davi, Jesus Cristo, nosso Rei e Redentor. É nele que nossa história
encontra reconciliação com Deus e esperança de vida eterna.
Bendito seja o Senhor, que providenciou para nós um
Redentor. Amém.
Pr. Eli Vieira

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