Texto: Josué 7.1–26
Texto-chave: “Israel pecou, e violaram a minha aliança, aquilo que eu lhes ordenara.” (Josué 7.11)
Há derrotas que não começam diante de nós, mas dentro de
nós. Há batalhas que perdemos não porque o inimigo seja forte demais, mas
porque alguma coisa está errada em nosso relacionamento com Deus.
Josué 6 termina com uma das maiores vitórias da história de
Israel. Jericó caiu. As muralhas ruíram. A cidade considerada inexpugnável foi
conquistada sem que Israel utilizasse qualquer estratégia militar convencional.
O capítulo termina dizendo:
“Assim, era o Senhor com Josué; e corria a sua fama por
toda a terra.” (Js 6.27)
Que momento! Israel parecia invencível. Jericó havia caído.
Josué tornara-se conhecido. O povo estava avançando. A próxima cidade era Ai.
Comparada a Jericó, Ai parecia insignificante. Se Jericó caiu, o que poderia
dar errado diante de Ai?
E justamente aí começa o problema. Jericó era grande, mas
Israel dependia de Deus. Ai era pequena, e Israel começou a confiar em si
mesmo. Em Jericó houve oração, direção divina e obediência. Em Ai houve
autoconfiança, precipitação e, sobretudo, pecado escondido no acampamento.
O capítulo 7 apresenta um contraste dramático. No capítulo
6, Israel está de pé e Jericó cai. No capítulo 7, Ai permanece de pé e Israel
cai. No capítulo 6, há vitória. No capítulo 7, derrota. No capítulo 6, o nome
de Josué se espalha pela terra. No capítulo 7, Josué está prostrado com o rosto
em terra.
O que aconteceu? A resposta aparece logo no primeiro
versículo:
“Prevaricaram os filhos de Israel nas coisas condenadas;
porque Acã... tomou das coisas condenadas. A ira do Senhor se acendeu contra os
filhos de Israel.” (Js 7.1)
Um homem pecou secretamente. Mas as consequências atingiram
uma comunidade inteira. Aqui encontramos uma verdade que nossa cultura
individualista tem dificuldade em compreender: Nenhum pecado é
verdadeiramente privado. O pecado escondido possui consequências visíveis.
John Owen advertiu em sua clássica obra sobre a mortificação
do pecado:
“Mate o pecado, ou ele matará você.”
Josué 7 mostra exatamente isso. O pecado que Acã tentou esconder debaixo da sua tenda acabou trazendo destruição sobre ele e sua casa e derrota sobre Israel. Este capítulo nos confronta com a seriedade do pecado, mas também nos conduz à necessidade de confissão, santificação e restauração.
Para compreender Josué 7, precisamos recordar a ordem dada
no capítulo anterior. Jericó deveria ser consagrada ao Senhor. Deus havia
declarado:
“Tão somente guardai-vos das coisas condenadas...”
(Js 6.18)
O ouro, a prata, o bronze e o ferro pertenciam ao tesouro do
Senhor. Israel não poderia tomar nada para si. Jericó era, por assim dizer, as
primícias da conquista.
Mas Acã viu algo. Desejou. Tomou. Escondeu. E permaneceu em
silêncio. Ninguém percebeu. Josué não sabia. Os líderes não sabiam. Os soldados
não sabiam. A família talvez não conhecesse inicialmente toda a extensão do que
acontecera. Mas Deus sabia.
Esse é o pano de fundo do capítulo. Josué 7 pode ser
organizado em quatro movimentos narrativos:
- vv.
1–5 — O pecado oculto e a derrota pública;
- vv.
6–15 — Josué diante de Deus e a revelação da verdadeira causa;
- vv.
16–21 — A descoberta e confissão de Acã;
- vv.
22–26 — O julgamento do pecado e a remoção da ira.
O texto nos conduz do pecado escondido à derrota, da derrota à investigação e da investigação ao juízo.
O pecado tolerado rompe nossa comunhão com Deus, produz consequências muito maiores do que imaginamos e precisa ser tratado com arrependimento verdadeiro e radical santificação.
Josué 7 nos apresenta três verdades solenes sobre o perigo
do pecado escondido e o caminho de Deus para a restauração do Seu povo.
I – O PECADO ESCONDIDO PODE TRANSFORMAR VITÓRIAS EM
DERROTAS (Josué 7.1–5)
O capítulo começa com uma palavra extremamente importante: “Prevaricaram...”
Há um contraste intencional. Jericó havia sido conquistada, mas alguma coisa
acontecera silenciosamente. Acã havia tomado aquilo que pertencia
exclusivamente ao Senhor.
Observe que o texto não começa dizendo: “Acã pecou.” Diz: “Os filhos de Israel prevaricaram.” Mais adiante Deus declara: “Israel pecou.” (v.11). Isso não elimina a responsabilidade pessoal de Acã — o restante do capítulo deixa sua culpa explícita —, mas revela a dimensão comunitária do pecado.
Israel era um povo da aliança; o pecado de um membro
afetava toda a comunidade. Paulo utiliza princípio semelhante em 1 Coríntios
5.6: “Um pouco de fermento leveda a massa toda.” A Igreja nunca deve
pensar que o pecado não tratado é um assunto irrelevante.
1. Depois das grandes vitórias vêm grandes perigos
Existe uma ironia impressionante. Israel resistiu diante de
Jericó, mas caiu diante de Ai. Jericó era grande; Ai era pequena.
Frequentemente, nossas maiores quedas acontecem justamente após as maiores
vitórias.
Depois de derrotar os profetas de Baal, Elias entrou em profunda crise diante da ameaça de Jezabel. Depois das grandes revelações, Paulo recebeu um espinho na carne para que não se ensoberbecesse.
Depois da
multiplicação dos pães, os discípulos ainda demonstraram incompreensão. Nunca
devemos acreditar que uma vitória passada nos torna imunes às tentações
presentes. A vitória de ontem não substitui a dependência de hoje.
2. A autoconfiança tornou Israel vulnerável
Os espias voltam de Ai e dizem:
“Não suba todo o povo; subam uns dois ou três mil
homens...” (v.3)
Observe o que está ausente: não encontramos Josué
consultando o Senhor, não encontramos oração, busca pela direção divina, a arca
ou qualquer palavra do Príncipe do Exército do Senhor. Encontramos apenas
avaliação humana: “São poucos. Dois ou três mil resolvem.”
Jericó ensinara: “Deus é suficiente.” Ai despertou a tentação: “Nós somos suficientes.” Esse é um perigo espiritual terrível.
Às vezes Deus nos concede uma vitória e começamos, inconscientemente, a
atribuir a nós mesmos aquilo que somente Sua graça realizou. Como observa Dale
Ralph Davis, Israel descobriu em Ai que nenhuma vitória anterior pode
substituir a necessidade da presença atual do Senhor.
3. Trinta e seis homens morreram
O versículo 5 registra:
“Os homens de Ai feriram deles uns trinta e seis...”
Trinta e seis famílias perderam alguém. Trinta e seis soldados que haviam atravessado o Jordão morreram.
O pecado escondido de Acã
não permaneceu debaixo de sua tenda; chegou ao campo de batalha. Essa é uma
verdade desconfortável, mas necessária: o pecado promete privacidade, mas
produz consequências públicas.
Davi pecou secretamente com Bate-Seba, e as consequências
atingiram sua família e seu reino. Jonas fugiu sozinho, mas a tempestade
atingiu todos no navio. Acã escondeu objetos debaixo da tenda, mas Israel
inteiro sentiu os efeitos. Não existe pecado sem consequências.
ILUSTRAÇÃO
Em 1986, o ônibus espacial Challenger explodiu pouco depois da decolagem, matando seus sete tripulantes.
As investigações mostraram
que um componente relativamente pequeno, um anel de vedação, falhou sob as
condições daquele lançamento. Uma peça aparentemente insignificante contribuiu
para uma catástrofe enorme.
Essa tragédia ilustra uma realidade espiritual: aquilo que
consideramos “pequeno” pode produzir consequências muito maiores do que
imaginamos. Nunca devemos medir a gravidade do pecado apenas pelo tamanho
aparente do ato; devemos medi-la pela santidade daquele contra quem pecamos.
APLICAÇÕES DO PRIMEIRO PONTO
- Primeira:
Depois das grandes vitórias, vigie ainda mais cuidadosamente seu coração.
- Segunda:
Nunca permita que experiências passadas substituam a dependência presente
de Deus.
- Terceira:
Não trate pecados secretos como assuntos insignificantes.
- Quarta:
Famílias e igrejas precisam compreender que nossas escolhas individuais
podem afetar outras pessoas.
- Quinta:
Nunca confunda sucesso anterior com aprovação automática de Deus sobre
nossas decisões atuais.
II – DEUS NÃO QUER APENAS NOS TIRAR DA DERROTA; ELE QUER
TRATAR A CAUSA DA DERROTA (Josué 7.6–15)
Depois da derrota, Josué entra em crise:
“Então Josué rasgou as suas vestes e se prostrou em terra
sobre o rosto perante a arca do Senhor até à tarde...” (v.6)
Agora encontramos oração, mas há algo interessante. Josué começa perguntando: “Ah! Senhor Deus, por que fizeste este povo passar o Jordão...?” (v.7).
Há dor genuína e preocupação com a glória de Deus, mas
sua compreensão ainda está incompleta. Josué pensa que o problema está na
derrota; Deus mostra que o problema está no acampamento.
1. Às vezes pedimos que Deus mude circunstancias quando
Ele quer mudar nosso coração
Josué quer saber: “Por que perdemos?” Deus responde,
em essência: “Existe pecado que precisa ser tratado.”
Quantas vezes fazemos o mesmo? “Senhor, muda meu casamento”, “Muda meu ministério”, “Muda minhas circunstâncias”, “Muda aquela pessoa”.
E Deus começa perguntando: “O que precisa mudar
em você?” nem toda dificuldade é consequência direta de algum pecado
pessoal — o livro de Jó nos impede de fazer essa simplificação cruel —, mas
Josué 7 mostra que há situações em que não devemos apenas procurar uma saída da
crise; precisamos perguntar se existe algo que Deus deseja confrontar em nós.
2. “Levanta-te!”
A resposta divina é surpreendente:
“Levanta-te! Por que estás prostrado assim sobre o
rosto?” (v.10)
Há momentos para permanecer de joelhos, e há momentos em que
nossa oração precisa produzir ação. Deus não rejeita a oração de Josué, mas
mostra que aquela situação não seria resolvida apenas por lamentação. Havia
pecado conhecido por Deus que precisava ser exposto e removido.
Há ocasiões em que continuamos orando por aquilo que Deus já
ordenou que fizéssemos. Se precisamos pedir perdão, devemos pedir. Se
precisamos abandonar um pecado, devemos abandoná-lo. Se precisamos reparar uma
injustiça, devemos fazê-lo. A oração nunca foi dada para substituir a
obediência.
3. Deus chama o pecado pelo nome
O versículo 11 é direto:
“Israel pecou.”
Deus não diz: “Israel cometeu um pequeno equívoco”, “Israel teve uma fraqueza” ou “Israel passou por uma fase difícil”. Ele diz: “Pecou.” Uma das estratégias mais eficazes de nossa cultura é mudar os nomes das coisas para diminuir sua gravidade.
A Bíblia faz o contrário: chama
orgulho de orgulho, adultério de adultério, mentira de mentira, avareza de
avareza, idolatria de idolatria e pecado de pecado. Não existe arrependimento
verdadeiro enquanto insistimos em suavizar aquilo que Deus condena.
4. “Não serei mais convosco, se não eliminardes...”
O versículo 12 contém uma advertência severa:
“Já não serei convosco, se não eliminardes do vosso meio
a coisa roubada.”
Não significa que Deus abandonou Sua aliança ou que Israel
deixou de ser Seu povo. Significa que o povo não poderia presumir o auxílio
pactual do Senhor enquanto mantivesse aquilo que Ele havia condenado.
Essa é uma advertência particularmente importante para a Igreja. Não podemos pedir poder espiritual enquanto protegemos pecados. Não podemos pedir avivamento enquanto recusamos arrependimento.
Não podemos desejar
a bênção de Deus e, simultaneamente, acariciar aquilo que Sua Palavra condena.
Robert Murray M'Cheyne ficou conhecido pela convicção de que a maior
necessidade de um ministro era sua própria santidade. Esse princípio ultrapassa
o ministério pastoral: Deus está mais interessado em nossa santidade do que em
nossa aparência de sucesso.
III – O PECADO PRECISA SER EXPOSTO, CONFESSADO E TRATADO
RADICALMENTE (Josué 7.16–26)
Chegamos agora ao momento dramático. Tribo por tribo.
Família por família. Casa por casa. Homem por homem. Até que finalmente:
“Acã... foi tomado.” (v.18)
Imagine o coração daquele homem. Ele sabia. Desde o início ele sabia. Quando os soldados morreram, sabia. Quando Josué rasgou suas roupas, sabia. Quando o povo foi convocado, sabia.
Quando a tribo de Judá foi
escolhida, sabia. Quando sua família foi escolhida, sabia. Mas permaneceu em
silêncio... até não haver mais onde esconder-se. Números 32.23 adverte: “Sabei
que o vosso pecado vos há de achar.”
1. Observe a anatomia da tentação
A confissão de Acã é extremamente reveladora:
“Quando vi entre os despojos uma boa capa babilônica, e
duzentos siclos de prata, e uma barra de ouro... cobicei-os e tomei-os; e eis
que estão escondidos na terra, no meio da minha tenda.” (v.21)
Veja a progressão: Vi $\rightarrow$ Cobicei $\rightarrow$
Tomei $\rightarrow$ Escondi.
É a mesma dinâmica de Gênesis 3 (Eva viu, desejou, tomou) e
de 2 Samuel 11 (Davi viu, desejou, tomou). Tiago descreve exatamente isso:
“Cada um é tentado pela sua própria cobiça, quando esta o
atrai e seduz. Então, a cobiça, depois de haver concebido, dá à luz o
pecado...” (Tg 1.14–15)
O pecado frequentemente começa nos olhos, desce ao coração,
domina a vontade e termina procurando um esconderijo. Por isso precisamos
combatê-lo antes que amadureça.
2. O que Acã ganhou?
Uma capa, prata e ouro — e perdeu tudo. Essa é a fraude do
pecado: ele sempre promete mais do que entrega e cobra mais do que inicialmente
revela. Acã trocou a comunhão com Deus por uma capa, a fidelidade por prata e a
vida por ouro. Jesus perguntou:
“Que aproveitará o homem se ganhar o mundo inteiro e
perder a sua alma?” (Mc 8.36)
John Owen tinha razão: “Mate o pecado, ou ele matará
você.”
3. O Vale de Acor
O julgamento acontece no Vale de Acor (termo relacionado à
ideia de perturbação). Josué declara: “Por que nos conturbaste? O Senhor,
hoje, te conturbará.” (v.25).
O capítulo termina com um grande monte de pedras. No capítulo 4, havia um monte de pedras junto ao Jordão lembrando a fidelidade de Deus.
Agora existe outro memorial: um memorial da santidade de Deus. Israel
precisava aprender duas verdades: Deus é fiel às Suas promessas, e Deus é
santo em Sua aliança. Graça nunca significa permissividade. O Deus que
abriu o Jordão é o mesmo Deus que julgou Acã.
MAS A HISTÓRIA DO VALE DE ACOR NÃO TERMINA EM JOSUÉ 7
Séculos depois, Deus faz uma promessa extraordinária por
meio do profeta Oséias:
“E lhe darei... o vale de Acor por porta de esperança.”
(Os 2.15)
Que Evangelho maravilhoso! O lugar que simbolizava
julgamento seria transformado em porta de esperança. Como isso é possível? A
resposta definitiva está em Cristo.
CRISTO: NOSSA PORTA DE ESPERANÇA
Existe uma questão profunda em Josué 7. Acã pecou, o juízo
veio, e a ira precisava ser removida. O capítulo termina dizendo: “Assim, o
Senhor apagou o furor da sua ira.” (v.26).
No Evangelho encontramos algo infinitamente maior. Nós somos
os Acãs. Nós pecamos, quebramos a aliança, cobiçamos, tomamos aquilo que Deus
proibiu e escondemos. Nós merecemos o juízo. Mas Cristo entrou em nosso Vale de
Acor. Na cruz, Ele tomou sobre Si a condenação que pertencia ao Seu povo.
Isaías 53 declara: “O Senhor fez cair sobre ele a
iniquidade de nós todos.” Paulo afirma: “Cristo nos resgatou da maldição
da lei, fazendo-se ele próprio maldição em nosso lugar.” (Gl 3.13).
Aqui está a diferença gloriosa: Acã morreu por seu próprio pecado; Cristo morreu pelos pecados dos outros.
Acã recebeu aquilo que merecia;
Cristo recebeu aquilo que nós merecíamos. E porque Ele recebeu nosso juízo,
recebemos Sua justiça. O Vale da Perturbação tornou-se uma Porta de Esperança.
APLICAÇÕES PRÁTICAS
- Examine
seu coração antes de culpar suas circunstâncias: Nem toda dificuldade
decorre de pecado pessoal, mas toda crise é oportunidade para autoexame
diante da Palavra.
- Não
alimente pecados secretos: Aquilo que escondemos dos homens permanece
completamente visível diante de Deus.
- Combata
a tentação no início: Acã viu, cobiçou, tomou e escondeu. Quanto mais
cedo interrompemos essa progressão, melhor.
- Não
confie nas vitórias de ontem: Jericó não garantiu Ai. Precisamos da
graça de Deus todos os dias.
- Leve
o pecado a Cristo: A resposta cristã ao pecado não é escondê-lo,
racionalizá-lo ou apenas sentir vergonha, mas confessá-lo e buscar perdão
naquele que levou nossa condenação.
CONCLUSÃO
Josué 7 começa com uma vitória transformada em derrota e
termina com uma derrota que prepara o caminho para a restauração. E entre essas
duas realidades existe uma palavra: pecado.
Jericó nos ensinou que nenhuma muralha é grande demais quando Deus está conosco. Ai nos ensina que nenhum inimigo é pequeno o bastante quando caminhamos em desobediência.
Essa talvez seja uma das maiores lições
deste capítulo: Nossa maior ameaça não está do lado de fora. Os cananeus
não eram o maior perigo de Israel; nem Ai, nem Jericó. O maior perigo estava
dentro do acampamento.
E continua sendo assim. A Igreja não precisa temer primeiramente a oposição do mundo; precisa temer perder sua santidade. Uma igreja santa pode enfrentar muralhas.
Uma igreja comprometida com a Palavra
pode atravessar Jordões. Uma igreja dependente de Cristo pode enfrentar
oposição. Mas uma igreja que tolera conscientemente o pecado começa a perder
sua força espiritual.
Por isso, a pergunta final deste sermão não é: “Qual é a
sua Jericó?”, nem “Qual é a sua Ai?”. A pergunta é muito mais
profunda:
Existe alguma coisa escondida debaixo da sua tenda?
Alguma prática que você sabe que precisa abandonar? Algum
pecado que está racionalizando? Alguma mágoa alimentada? Alguma mentira
protegida? Alguma cobiça acariciada? Alguma área que ainda não foi entregue ao
senhorio de Cristo?
Não a esconda. Traga-a à luz. João escreve:
“Se confessarmos os nossos pecados, ele é fiel e justo
para nos perdoar os pecados e nos purificar de toda injustiça.” (1Jo 1.9)
Existe perdão. Existe restauração. Existe graça. Porque
existe uma cruz. E por causa de Cristo, até o Vale de Acor pode tornar-se uma
Porta de Esperança.
Portanto, não esconda aquilo que Cristo morreu para perdoar. Confesse. Abandone. Corra para Cristo. E prossiga em santidade.
Porque a maior vitória não é conquistar uma cidade; é ter um coração inteiramente consagrado ao Senhor. Amém.

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