terça-feira, 7 de julho de 2015

COMO VIVEM OS CRISTÃOS NO MES: RAMADÃ



Estamos em pleno mês sagrado para o islamismo: o Ramadã. Já sabemos o que ele representa: jejuns, oração, comemoração de quando o Corão foi revelado a Maomé. Mas o que isso significa para os cristãos que vivem entre muçulmanos?

Pr. Caleb Mubarak, missionário no Norte da África, escreve em carta aos seus adotantes exatamente sobre isso. Passando o seu nono Ramadã no mundo islâmico, nosso missionário afirma que sempre vivencia como se fosse a primeira vez e afirma que comunidades cristãs em países de maioria islâmica consideram este mês como “o mês do mal”.

Caleb diz que em muitos desses países, a liberdade religiosa registrada na constituição não passa de uma enganação para os internacionais verem. Nesses lugares, a pessoa pode ser presa se admitir não estar jejuando ou comer na frente de alguém. Isso é considerado ofensa grave e pode punir o infrator com seis meses de prisão. Praticar o Ramadã se torna forçoso por lei e por imposição da religião.
“Os cristãos de origem muçulmana precisam ter muita cautela durante o Ramadã. Eles podem facilmente incomodar os muçulmanos do país, mesmo atuando com amor e piedade. Considerados apóstatas, esses cristãos são frequentemente expulsos de suas comunidades, deserdados e desprezados por suas famílias, e muitas vezes ameaçados de morte. Ataques às igrejas e a cidadãos cristãos costumam acontecer durante o mês do Ramadã”, afirma Calebe.

Outras crenças em torno do Ramadã geram controvérsias. Muitos muçulmanos creem que Alá acorrenta os maus espíritos (gênios) durante o Ramadã para que os fiéis possam praticar sua fé. Caleb fala sobre a ironia deste pensamento, uma vez que as pessoas evitam interações sociais e discussões religiosas, pois é quando mais crimes e brigas acontecem.

Este ano, em particular, o mês foi banhado de sangue, haja vista as ocorrências de ataques na Tunísia, França, Kuwait e Somália em um só dia. “Será que esses ataques estão conectados de alguma maneira, ou seria uma simples coincidência?”, pergunta Calebe, e segue explicando que todos esses atentados ocorreram na segunda sexta-feira do Ramadã, dia mais sagrado para os muçulmanos. “Foi justo no ‘seu dia santo’ que os jihadistas produziram o terror ao redor do mundo, em três diferentes continentes”. Calebe se refere aos 27 mortos e 222 feridos no ataque a uma mesquita no Kuwait, e às dezenas de mortos na Somália.

A oração é a chave para mudar este quadro. Uma de nossas missionárias, num país diferente de onde está Caleb, teve a oportunidade de testemunhar à esposa de um terrorista do Estado Islâmico. A mulher se converteu ao cristianismo! O impossível pode acontecer.

Nosso missionário também vê na oração a chave para a mudança. Ele pede que oremos pelos bilhões de muçulmanos que jejuam do nascer ao pôr do sol, sem consumirem nem água, numa busca frenética por aproximação com Deus. Muitos deles têm de ser levados ao hospital por causa de desidratação. No Norte da África e Oriente Médio esta é a época mais quente do ano e a luz do dia, em alguns lugares, permanece até 22h. Mulheres e crianças são as mais afetadas.

“Ore por aqueles muçulmanos que, sinceramente, buscarão o Senhor durante a Noite do Poder ou Noite do Destino (quando os muçulmanos acreditam que o céu se abrirá, e o próprio Deus estará atento aos pedidos dos fiéis). Que eles possam ter um encontro pessoal com o Verdadeiro Deus. A noite do poder será no dia 14 de julho”, diz Caleb.
Ele pede ainda, por um amigo a quem tem testemunhado de Cristo. Ele o chama de “Servo Generoso”. Ele precisa ter seus olhos abertos, livres das “escamas da religião islâmica”, para enxergar e experimentar Cristo, a verdadeira religião (religação) com Deus.

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