SEJA PARCEIRO DESTE MINISTÉRIO


quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Projeto que veta casamento gay pode chegar ao Plenário da Câmara


Assim que acabar o recesso parlamentar a pauta será debatida na CNJ e se for aprovada segue para o Plenário
por Leiliane Roberta Lopes

Projeto que veta casamento gay pode chegar ao Plenário da CâmaraProjeto que veta casamento gay pode chegar ao Plenário da Câmara
O PDC é de autoria do deputado federal Arolde de Oliveira (PSD-RJ) e tem como objetivo suspender a resolução do Conselho Nacional de Justiça (CNJ) que obriga, desde maio do ano passado, os cartórios de todo o Brasil a realizar o registro de casamento de homossexuais.
O texto deve ser votado na CCJ assim que acabar o recesso parlamentar, na primeira semana de fevereiro, e se for aprovado pelos deputados, deve ser discutida no Plenário na Câmara.
Na CDHM o projeto teve o deputado pastor Eurico (PSB-PE) como relator, para ele a norma “extrapola as competências do CNJ, em suas atribuições de órgão regulador administrativo do Judiciário”.
Foi por entender que a resolução fez o Poder Judiciário tomar o lugar do Poder Legislativo que o deputado do PSD resolveu apresentar o projeto de Decreto Legislativo. “Foi uma decisão exorbitante e foge às competências do CNJ”, disse Oliveira.
O deputado entende que os cartórios só poderão ser obrigados a firmar o casamento civil de pessoas do mesmo sexo depois que a Constituição Federal for alterada, pois nela está escrito que é reconhecida a união estável entre o homem e a mulher. “A Constituição não trata de união homoafetiva”.
Fonte:gospelprime

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Olho gordo ou mau olhado existe? E, se existe pega?



por Leonardo Dâmaso 
Introdução
Uma crença muito popular e vigente no meio evangélico, especialmente por parte dos pentecostais e neopentecostais, podendo haver algumas exceções, é acerca do “olho gordo” ou “mau olhado”. Dessa crença, vemos patente na liturgia destas “igrejas/seitas” “orações fortes”, cultos de libertação e as famosas campanhas para a repreensão deste mal que, segundo muitos destes evangélicos [pentecostais e neopentecostais], pode “pegar” e prejudicar a pessoa vitimada por eles com diversos tipos de males. Entre alguns males causados pelo o “olho gordo ou mau olhado” estão – algum problema de saúde, sendo o mais comum à dor de cabeça, problemas no casamento como brigas constantes podendo fadar ao divórcio, problemas na vida sentimental onde a pessoa não é estável em seus relacionamentos amorosos no namoro, irritação, perda de bens materiais em virtude de acidente provocado [indiretamente pelo “olho gordo ou mau olhado”], perda do trabalho por “demissão sem motivo” dentre outras coisas. Portanto, veremos a seguir, ainda que brevemente, uma análise sobre a crença do olho gordo ou mau olhado tão popular no mundo hoje.  
A origem do olho gordo ou mau olhado
Via de regra, o olho gordo ou mau olhado é uma crença folclórica muito antiga, observada por vários povos. De acordo com esta crença, apenas pelo olhar, uma vez que os olhos são a manifestação do que há na alma da pessoa, sendo considerado um órgão sagrado capaz de emitir energia tal que pode intensificar o sentimento por de trás do olhar e até mesmo as palavras proferidas contra a pessoa alvo destes, quer fosse algo bom ou mal. Porém, o olho gordo ou mau olhado está mais associado ao desejo e a transmissão do mal nas diversas culturas do mundo.   
Confúcio, um filósofo chinês, que viveu há cerca de 600 anos antes de Cristo abordou em sua filosofia a ideia de “olho gordo e mau olhado”. Nessa linha de pensamento, Lao-Tse, também chinês, considerado por muitos como uma lenda, viveu há cerca de 350 anos antes de Cristo. Foi um filósofo, alquimista e criador do Taoísmo, o qual também acreditava no poder do “olho gordo ou mau olhado”. Embora não tivesse em mente pregar uma religião, mas, antes, uma filosofia moral, anos depois de sua morte, além de uma tradição filosófica, o Taoísmo se tornou praticamente uma religião.
Não obstante, para que as pessoas pudessem se proteger do ataque e das consequências do olho gordo ou do mau olhado, em todas as culturas e em todos os tempos da história foram criados amuletos, sendo o mais famoso o “nazar”. Todavia, de acordo com as Escrituras na tradição cristã, o olho gordo o mau olhado está associado à cobiça e a inveja, o que veremos mais detidamente a seguir.

olho gordo ou mau olhado de acordo com as Escrituras

Em toda a Escritura, não encontramos sequer um texto que desse a entender, ainda que implicitamente, que exista ou que o olho gordo ou mau olhado tem algum tipo de poder negativo e sobrenatural que possa atingir tanto quem é cristão, se este “der brecha”, [um jargão evangélico popular] como quem não é cristão também, no qual este, segundo os pentecostais e neopentecostais afirmam equivocadamente, já é vulnerável ao olho gordo ou mau olhado.

Todavia, nenhum dos apóstolos e tampouco Jesus orou repreendendo o olho gordo ou mau olhado de alguém que pudesse ter sido vitimada por estes, e nem atribuiu isso a Satanás, como se existisse algum espírito por de trás da pessoa que expressasse o olho gordo ou mau olhado contra os outros. Também não vemos em toda a Escritura um ensinamento sequer de Jesus e dos apóstolos sobre olho gordo ou mau olhado, pelo menos nesse sentido equivocado que acabei de sintetizar.
    
Assim, como não encontramos os termos – olho gordo ou mau olhado em toda a Escritura, porquanto são crendices místicas populares que foram adotadas pelas “igrejas” pentecostais e neopentecostais, claro, com exceções de algumas pessoas, para não generalizarmos, vou utilizar outro termo que encontramos na Escritura e que tem o “mesmo sentido” equivalente aos termos olho gordo ou mau olhado, a saber, “inveja”. Basicamente, inveja significa um desejo acompanhado de ódio que a pessoa tem de possuir algo de outra pessoa ou aquilo que não lhe pertence ou, em outras palavras, cobiça (veja Êx 20.17).

Senão vejamos alguns textos na Escritura, dentre tantos, que falam acerca da inveja:

Mateus 27.18 - Porque sabia (Jesus) que o haviam entregado (para ser preso, humilhado, espancado e morto) por INVEJA. (NVI)

Marcus 15.10 - Porque ele (Jesus) bem sabia que por INVEJA os principais dos sacerdotes o tinham entregado. (ACF)

Atos 7.9 - Os patriarcas (os seus irmãos), tendo INVEJA de José, venderam-no como escravo para o Egito. Mas Deus estava com ele. (NVI)

Atos 13.45 - Quando os judeus viram a multidão, ficaram cheios de INVEJA e, blasfemando, contradiziam o que Paulo estava dizendo. (NVI)

Atos 17.5 - Mas os judeus ficaram com INVEJA. Reuniram alguns homens perversos dentre os desocupados e, com a multidão, iniciaram um tumulto na cidade. Invadiram a casa de Jasom, em busca de Paulo e Silas, a fim de trazê-los para o meio da multidão. (NVI)

Filipenses 1.15 - É verdade que alguns pregam a Cristo por INVEJA e rivalidade, mas outros o fazem de boa vontade. (NVI)

Vejamos ainda outros textos que falam sobre inveja, porém estes descrevem a ORIGEM da inveja, isto é, se esta é provocada pelo diabo através de algum ESPÍRITO de olho gordo ou mau olhado, e se tem algum tipo de poder que pode atingir uma pessoa prejudicando-a de alguma forma, independente se esta é cristã ou não. Observe atentamente:

Marcus 7.21-22 - Jesus diz: "Pois é de dentro DO CORAÇÃO (ou da pessoa em si, ou da sua natureza pecaminosa) dos homens que procedem maus pensamentos, imoralidade sexual, furtos, homicídios, adultérios, cobiça, maldade, engano, libertinagem INVEJA, blasfêmia, arrogância e insensatez”. (Almeida Século 21)

Gálatas 5.19-21- Porque as obras da carne são manifestas, as quais são: adultério, prostituição, impureza, lascívia, Idolatria, feitiçaria, inimizades, porfias, emulações, iras, pelejas, dissensões, heresias, INVEJAS... (ARC)

Tito 3.3- Houve tempo em que nós também éramos insensatos e desobedientes, vivíamos enganados e escravizados por toda espécie de paixões e prazeres. Vivíamos na maldade e na INVEJA, sendo detestáveis e odiando-nos uns aos outros. (ACF)

Tiago 3.14-17 - Mas, se tendes amarga INVEJA, e sentimento faccioso em vosso coração, não vos glorieis, nem mintais contra a verdade. Essa não é a sabedoria que vem do alto, mas é terrena, animal e diabólica. Porque onde há INVEJA e espírito faccioso aí há perturbação e toda a obra perversa. Mas a sabedoria que do alto vem é, primeiramente pura, depois pacífica, moderada, tratável, cheia de misericórdia e de bons frutos, sem parcialidade, e sem hipocrisia. (ARC)
 
1 Coríntios 3.1-3 - Irmãos, não lhes pude falar como a espirituais, mas como a carnais, como a crianças em Cristo. Dei-lhes leite, e não alimento sólido, pois vocês não estavam em condições de recebê-lo. De fato, vocês ainda não estão em condições, porque ainda são carnais. Porque, visto que há INVEJA e divisão entre vocês, não estão sendo CARNAIS e agindo como MUNDANOS? (NVI)

1 Pedro 2.1 - Livrem-se, pois, de toda maldade e de todo engano, hipocrisia, INVEJA e toda espécie de maledicência. (NVI)

Conclusão

Em suma, todos os textos supramencionados são unânimes em destacar que a INVEJA, em primeiro lugar, é PECADO; em segundo lugar é OBRA DA CARNE [própria da natureza humana pecaminosa] em terceiro lugar, se o cristão alimentar este sentimento pecaminoso dentro de si, o diabo, achando lugar, pode influenciar e escravizar o cristão neste pecado. E finalmente, a INVEJA, em si, que é cobiça, não tem nenhum poder negativo sobrenatural que possa atingir a pessoa que está sendo invejada, mas que esta tem poder se a pessoa que está com inveja agir contra a pessoa invejada prejudicando-a de alguma maneira por meios humanos. Sendo assim, que não venhamos a sentir inveja de ninguém, dando, assim, lugar ao diabo. Que venhamos a estar satisfeitos com o que Deus tem nos dado pela sua graça, bondade e misericórdia. Que venhamos a seguir o conselho de Deus para os seus filhos e filhas descrito nas Escrituras em

Provérbios 23.17 - Não INVEJE os pecadores em seu coração; melhor será que tema sempre ao Senhor. (NVI)

Provérbios 3.31 - Não tenha INVEJA de quem é violento nem adote nenhum dos seus procedimentos... (NVI)

Provérbios 14.30 - O coração em paz dá vida ao corpo, mas a INVEJA apodrece os ossos. (NVI)

Provérbios 24.1 - Não tenha inveja dos ímpios, nem deseje a companhia deles...(NVI)

***
Divulgação: Bereianos
.

New York Times destaca avivamento calvinista nos EUA


"Novos calvinistas" estão alcançando milhares de evangélicos e disseminando os ensinos de João Calvino.
por Jarbas Aragão

New York Times destaca avivamento calvinista nos EUANew York Times destaca avivamento calvinista nos EUA
Nos EUA e na Europa há uma distinção entre os protestantes. Por causa de sua longa tradição religiosa, eles normalmente não são mais colocados em um único grupo, rotulado de evangélicos, como no Brasil e outros países da América Latina.
Por lá existem as denominações históricas (mais tradicionais), os liberais, os pentecostais e os evangelicais. Esse terceiro grupo são crentes que mantém uma visão mais literal da Bíblia, defendem a existência de céu e inferno e se dedicam à evangelização.  Embora sejam minoria, trata-se de um dos grupos mais influentes do cenário religioso.
Segundo o jornal The New York Post, o evangelicalismo está passando por um “avivamento calvinista”. Em grande parte, por causa dos ensinamentos divulgados por pastores como Mark Driscoll, John Piper e Tim Keller. Eles pastoreiam megaigrejas, escrevem livros e seus vídeos na internet são visto milhões de vezes, e têm versões legendadas que os ajudam a alcançar um grupo ainda maior de pessoas.
Os três são calvinistas e defendem a teologia conhecida como TULIP, um acrônimo em inglês que resume as chamadas doutrinas compiladas por João Calvino, um dos teólogos mais influentes da história.
Tabela TULIP
Os ensinamentos de Calvino, o reformador francês do século 16, continuam vivos. Segundo as estatísticas, alcançando principalmente os fiéis na casa dos 20 e 30 anos de idade.
No passado, seguir ou não a doutrina calvinista dividiu igrejas e até mesmo denominações. Durante séculos o ensino predominou nas igrejas americanas e europeias. Contudo, no século 19 o protestantismo parece ter se inclinado em massa para uma doutrina antagônica, o arminianismo, que enfatizava o livre-arbítrio no tocante à salvação e com ênfase nas decisões do homem.
Embora a grande maioria dos evangélicos não seja capaz de categorizar a teologia da igreja onde congregam, essa é uma questão de suma importância para os pastores e líderes.
A maneira como os calvinistas pregam é diferente do que se vê na maioria dos programas evangélicos da TV.  É realmente a contramão dos pregadores da chamada “teologia da prosperidade”, que prometer riquezas a quem tiver fé o suficiente. Eles não tratam a Bíblia como um livro de autoajuda ou um guia para melhorar os negócios. A Palavra é a Lei e deveria ser vista como tal.
Collin Hansen fez um estudo sobre o assunto para escrever seu livro Young, Restless, Reformed: A Journalist’s Journey With the New Calvinists [“Jovens, Incansáveis, Reformados: A Jornada de um Jornalista com os Novos Calvinistas”]. Ele explica que o mais comum é ouvir nas igrejas coisas como: ‘Deus quer que você seja um bom pai! Aprenda sete maneiras como Deus pode lhe ajudar a ser um bom pai’”.
Ou ainda: “Deus quer que você tenha um bom casamento! Aprenda três maneiras de fazer isso’”. Por outro lado, diz Hansen, os que frequentam igrejas calvinistas querem que o pregador “fale sobre Jesus”.
Em tempos tão confusos como os que vivemos, os chamados neocalvinistas acabam ajudando a defender posições conservadoras quanto às Escrituras e a questões sociais. A maioria não crê que as mulheres possam ser ordenadas pastoras ou presbíteras. Também são mais duros ao falar sobre tópicos como pecado, céu e inferno e a volta de Cristo.
Esse movimento é passageiro? Brad Vermurlen, um aluno da Universidade Notre Dame, escreveu uma dissertação sobre os “novos calvinistas”. Ele não acredita que deve durar muito. “Dez anos atrás, todo mundo falava da igreja emergente’. Cinco anos atrás, falavam da ‘igreja missional’. Agora é o ‘novo calvinismo’. Não quero dizer que o novo calvinismo seja uma mania passageira, mas me pergunto se é uma daquelas coisas que os evangélicos querem debater por cinco anos, e depois continuar vivendo suas vidas e plantando suas igrejas. Ou é algo que veremos daqui a 10 ou 20 anos?”
É bom levar em conta que a Reforma Protestante (de 1517) está prestes a completar 500 anos e ainda existem igrejas que defendem o que Lutero ensinava. Possivelmente os neocalvinistas continuarão lendo e ensinando as Institutas (de 1536), nos próximos anos, possivelmente usando seus tablets. Com informações Urban Christian.
Fonte:gospelprime

O paganismo do evangelicalismo pós-moderno

.


Por Thomas Magnun


"O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama." 2 Pedro 2:22

Ao observarmos todo desenvolvimento histórico da igreja cristã, é impossível não nos maravilharmos com o labor de homens e mulheres que dedicaram suas vidas ao Senhor da glória, e a ofereceram como sacrifício vivo ao Senhor. Quando nos debruçamos sobre a história dos mártires da fé e vibramos com o momento da reforma no século XVI, somos constrangidos a defendermos a fé que por herança nos foi dada. Mas, a situação do evangelicalismo moderno é completamente oposta.

No capitulo 2 da Segunda Epístola de Pedro observamos como o Apóstolo abordou o problema da heresia e dos falsos profetas na igreja primitiva. "E também houve entre o povo falsos profetas, como entre vós haverá também falsos doutores, que introduzirão encobertamente heresias de perdição, e negarão o Senhor que os resgatou, trazendo sobre si mesmos repentina perdição. E muitos seguirão as suas dissoluções, pelos quais será blasfemado o caminho da verdade" (2 Pedro 2:1-2). O trecho que chama atenção principalmente por conta do nosso tempo é: "Introduzirão encobertamente heresias de perdição". O cristianismo moderno vive a mais absurda paganização já registrada na história, esse capítulo da segunda Epístola de Pedro nos leva a termos uma profunda certeza da palavra de Salomão: "O que foi, isso é o que há de ser; e o que se fez, isso se fará; de modo que nada há de novo debaixo do sol" (Eclesiastes 1:9).

Um evangelho misturado com budismo como o de David Yonggi Cho, ou com o induísmo de Benny Hinn, ou com as religiões afro de Edir Macedo, ou um evangelho psicologizado como o de Joyce Meyer ou o evangelho triunfalista de R.R Soares com suas bases em Kenneth Hagin, que esboçam tudo menos o evangelho da Escritura Sagrada. Claro que ouvimos muito por aí, mas, o Deus é um só, isso é o que importa, no entanto o Apóstolo Paulo não concorda com isso quando diz "Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema. Assim, como já vo-lo dissemos, agora de novo também vo-lo digo. Se alguém vos anunciar outro evangelho além do que já recebestes, seja anátema" (Gálatas 1:8-9). Ele simplesmente está dizendo que qualquer mensagem supostamente vinda de Deus que não é o evangelho da escritura, é amaldiçoado, isso mesmo, amaldiçoado!

Interessante notar que as igrejas evangélicas desprezaram não só a doutrina, mas a história e passaram a deleitarem-se em seus enganos, 2 Pedro 2:13. A riqueza desse mundo e suas cobiças são o alvo, a saúde, a prosperidade financeira, os milagres, as línguas, os dons. A igreja tem buscado tudo isso e soterrado o verdadeiro evangelho "Pois o que primeiramente lhes transmiti foi o que recebi: que Cristo morreu pelos nossos pecados, segundo as Escrituras, foi sepultado e ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras" (1 Coríntios 15:3-4). Pedro continua a nos exortar "Os quais, deixando o caminho direito, erraram seguindo o caminho de Balaão, filho de Beor, que amou o prêmio da injustiça" (2 Pedro 2:15). A cobiça de Balaão que recebia dinheiro para profetizar contra o povo de Deus, tem sido o retrato dos falsos profetas em toda a história. Trazendo uma mensagem de autoajuda, ou triunfo financeiro, dizendo que viver com Deus é ser rico, ou não sofrer, ou não adoecer, ou não passar por tragédias, no entanto a Bíblia diz "Estes são fontes sem água, nuvens levadas pela força do vento, para os quais a escuridão das trevas eternamente se reserva. Porque, falando coisas mui arrogantes de vaidades, engodam com as concupiscências da carne, e com dissoluções, aqueles que se estavam afastando dos que andam em erro, Prometendo-lhes liberdade, sendo eles mesmos servos da corrupção. Porque de quem alguém é vencido, do tal faz-se também servo" (2 Pedro 2:17-19).

Técnicas de marketing, técnicas de comunicação institucional, indução psicológica, legalismo, libertinagem, juntamente com uma boa análise ambiental, levam a tais falsários do evangelho a terem todo um cronograma de alcance do público alvo, estudando as estratégias, as metas e objetivos a serem alcançados com o estilo de reunião, e apontamentos das principais necessidades dos seus clientes. Ao fazermos um rápido estudo das escolas de comunicação de massa, identificaremos tais manipulações, o uso das mídias digitais, os testemunhos de sucesso financeiro e familiar, as reuniões com fins puramente empresariais e muitas outras coisas que identificamos com um rápido olhar. O paganismo moderno está nas igrejas evangélicas, com suas superstições. Campanhas com rosas, sal grosso, óleo ungido, culto da unção, a judaização de muitas denominações evangélicas históricas, são características desse mar de heresias.

"Porquanto se, depois de terem escapado das corrupções do mundo, pelo conhecimento do Senhor e Salvador Jesus Cristo, forem outra vez envolvidos nelas e vencidos, tornou-se-lhes o último estado pior do que o primeiro. Porque melhor lhes fora não conhecerem o caminho da justiça, do que, conhecendo-o, desviarem-se do santo mandamento que lhes fora dado; Deste modo sobreveio-lhes o que por um verdadeiro provérbio se diz: O cão voltou ao seu próprio vômito, e a porca lavada ao espojadouro de lama." 2 Pedro 2:20-22.

Ao desprezar os princípios da reforma, ao blasfemarem do Santo Evangelho de Cristo, blasfemam do que não entendem e perecem na sua corrupção. Ao estarem presos nas redes do pós-modernismo com sua relativização e pluralização levam muitos ao erro. A Santa Escritura nos adverte "E clamou fortemente com grande voz, dizendo: Caiu, caiu a grande Babilônia, e se tornou morada de demônios, e coito de todo espírito imundo, e coito de toda ave imunda e odiável. Porque todas as nações beberam do vinho da ira da sua fornicação, e os reis da terra fornicaram com ela; e os mercadores da terra se enriqueceram com a abundância de suas delícias. E ouvi outra voz do céu, que dizia: Sai dela, povo meu, para que não sejas participante dos seus pecados, e para que não incorras nas suas pragas. Porque já os seus pecados se acumularam até ao céu, e Deus se lembrou das iniquidades dela" (Apocalipse 18:2-5). A Babilônia simboliza a falsa religião e tudo que ela acarreta, destruição. Há alguns anos quando evangelizávamos alguém podíamos dizer procure uma igreja perto da sua casa, hoje isso não ocorre mais. Esteja em uma igreja saudável, com uma teologia reformada, que preze pela suficiência da Escritura.

***
- Sobre o autor: Thomas Magnum é Batista reformado (calvinista), Amante da escritura sagrada, leitor apaixonado da literatura reformada calvinista, graduando em jornalismo, mora em Recife e é casado com Kelly Gleyssy.

Divulgação: Bereianos

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Número de cristãos assassinados por causa da fé dobrou em 2013


Relatório da Portas Abertas mostra que extremismo islâmico é o maior perseguidor da igreja Os relatos sobre cristãos sendo mortos...
por Jarbas Aragão

Número de cristãos assassinados por causa da fé dobrou em 2013Número de cristãos assassinados pela fé dobrou em 2013
  • extremismo islâmico é o maior perseguidor da igreja
Os relatos sobre cristãos sendo mortos em todo o mundo por causa de sua fé dobraram em 2013, se comparado com o ano anterior. Somente os casos na Síria superando o total registrado em 2012, de acordo com uma pesquisa anual.
A missão Portas Abertas, que se dedica a prestar apoio a cristãos perseguidos ao redor do mundo, divulgou nesta quarta (8) que documentou 2.123 de “martírios”, comparado com os 1.201 de 2012. Foram 1.213 mortes desse tipo na Síria no ano passado, afirma o documento.
“Este é um levantamento mínimo, baseado naquilo que foi relatado na mídia e que podemos confirmar”, explica Frans Veerman, diretor de pesquisas para a Portas Abertas. Existem outras estimativas similares, feitas por diferente grupos cristãos que afirmam que a o total de cristãos mortos em 2013 pode chegar a 8 mil.
A missão relata que houve um aumento da violência contra cristãos na África. Afirma ainda que grupos muçulmanos radicais são as principais fontes de perseguição em 36 dos países do ranking de perseguição publicada pela missão anualmente.
“O extremismo islâmico é o pior perseguidor da Igreja mundial”, acusa a entidade. Para o Portas Abertas, a Coreia do Norte continua sendo o maior perseguidor, sendo o país mais perigoso para cristãos, posição que ocupa desde que a pesquisa começou a ser realizada pela missão, há 12 anos.
Embora seja difícil confirmar os dados por causa da censura oficial, o relatório afirma que na Coreia do Norte os cristãos enfrentam “a mais alta pressão imaginável” e que mais de 50 mil vivem em campos para presos políticos.
Também é difícil calcular com exatidão os números de cristãos mortos na Líbia, que vive uma guerra civil há mais de dois anos e onde os cristãos se tornaram os maiores alvos dos rebeldes islâmicos, que os consideram apoiadores do presidente Bashar al Assad.
“Na Síria, uma outra guerra está crescendo à sombra da guerra civil – a guerra contra a igreja”, afirma Michel Varton, líder do Portas Abertas na França. Embora a lista do Portas Abertas analise apenas 50 nações, acredita-se que os cristãos enfrentam restrições e ameaças em 111 países. No levantamento do número de assassinatos, a Síria foi seguido pela Nigéria com 612 casos no ano passado (foram 791 em 2012). Paquistão ficou em terceiro com 88 (foram 15 em 2012). O Egito ocupa o quarto lugar com 83 mortes (foram 19 em 2012).
Os 10 países que mais perseguem cristãos
1º Coreia do Norte
2º Somália
3º Síria
4º Iraque
5º Afeganistão
6º Arábia Saudita
7º Maldivas
8º Paquistão
9º Irã
10º Iêmen
Com informações de Reuters e Yahoo
Fonte:gospelprime

Prefeito nos EUA cria polêmica ao declarar 2014 como ‘Ano da Bíblia’


Tom Hayden é prefeito da cidade de Flower Mound, em Texas (Estados Unidos) que começou o ano se envolvendo em...
por Leiliane Roberta Lopes

Prefeito nos EUA cria polêmica ao declarar 2014 como ‘Ano da Bíblia’Prefeito de pequena cidade nos EUA declara 2014 como 'Ano da Bíblia'
  • Tom Hayden é prefeito da cidade de Flower Mound, em Texas (Estados Unidos) que começou o ano se envolvendo em uma grande polêmica ao declarar que 2014 será o “Ano da Bíblia”.
A ideia do prefeito é estimular a leitura da Bíblia entre os moradores da cidade, mas muitos se ofenderam com a declaração e passaram a criticar a postura do político.
“Ele foi eleito prefeito, e não líder espiritual de Flower Mound”, disse Curt Orton, que deu entrevista à emissora “Fox”.
Ao defender seu projeto, Hayden lembrou que os valores morais que ajudaram a construir os Estados Unidos são bíblicos e precisam ser resgatados. Para isso o prefeito criou o site thebible2014.com, onde as passagens serão publicadas para que os moradores acessem e leiam diariamente.
“A moralidade que ajudou a construir o nosso país está baseada nos valores que são encontrados na Bíblia”, disse ele.
A ideia do prefeito de Flower Mound vai de encontro com as ações de diversas entidades ateístas que buscam anular a interferência do cristianismo na vida dos americanos, começando pelos símbolos religiosos em espaços públicos e chegando a interferir nas menções à Deus durante os discursos políticos durante as cerimônias de posse.
Fonte:gospelprime

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Senadores que votaram contra e a favor do PLC 122

O Plenário do Senado aprovou no dia 17 de dezembro, com 29 votos favoráveis, 12 contrários e 2 abstenções, requerimento do senador Eduardo Lopes (PRB-RJ) para que o PLC 122/2006, que dava privilégios a homossexuais, seja apensado, ou seja acrescentado, ao projeto de reforma do Código Penal (PLS 236/2012).

Veja a relação completa sobre a votação:
Imagem: divulgação

Sobre o Propósito de Deus

.


Por Thomas Watson


1. O Propósito de Deus é a Causa da Salvação

A terceira e última coisa no texto, a qual eu hei de mencionar apenas brevemente, é a base e a origem do nosso chamado eficaz, nestas palavras: “segundo o seu propósito” (Efésios 1.11). Anselmo a traduz como “segundo a sua boa vontade”. Pedro Mártir a lê como “segundo o seu decreto”. O propósito, ou decreto de Deus, é a nascente das nossas bênçãos espirituais. É a causa motora da nossa vocação, justificação, glorificação. É o elo mais alto na cadeia de ouro da salvação. Qual é a razão pela qual um homem é chamado, e outro não? É por causa do eterno propósito de Deus. O decreto de Deus dá a última palavra na salvação do homem.

Devemos então atribuir toda a obra da graça à satisfação da vontade de Deus. Deus não nos escolheu porque nós éramos dignos, mas, ao nos escolher, Ele nos tornou dignos. Homens orgulhosos estão prontos a pensar muito de si mesmos, do fato de serem participantes da natureza divina. Apesar de muitos clamarem contra o sacrilégio na igreja, eles se tornam, entretanto, culpados de um sacrilégio ainda maior, ao roubarem Deus de Sua glória, à medida que põem a coroa da salvação sobre suas próprias cabeças. Mas nós devemos resumir tudo ao propósito de Deus. Os sinais da salvação estão nos santos, mas a causa da salvação está em Deus.

Se é o propósito de Deus que salva, então não é o livre-arbítrio. Ao contrário, os pelagianos são vigorosos defensores do livre-arbítrio. Eles nos dizem que o homem tem um poder inato de efetuar a sua própria conversão; mas este texto confunde-os. O nosso chamado é “segundo o propósito de Deus”. A Escritura extirpa o livre-arbítrio pela raiz. “Não depende de quem quer” (Romanos 9.16). Tudo depende do propósito de Deus. Quando o prisioneiro está encarcerado, não há possibilidade de salvação, a menos que o rei tenha o propósito de salvá-lo. O propósito de Deus é Sua prerrogativa real.

Se é o propósito de Deus que salva, então não é o mérito. Belarmino sustenta que as boas obras expiam o pecado e tornam um homem merecedor da glória; mas o texto diz que nós somos chamados segundo o propósito de Deus, e há ainda uma passagem paralela na Escritura: “Que nos salvou e chamou com uma santa vocação; não segundo as nossas obras, mas segundo o seu próprio propósito e graça” (2Timóteo 1.9, ARC). Não existe tal coisa como mérito. Nossas melhores obras têm em si tanto imperfeições como infecções, e, por isso mesmo, não são outra coisa senão pecados maquiados. Portanto, se nós somos chamados e justificados, é o propósito de Deus que faz tudo acontecer.

Objeção. Mas os papistas usam a Escritura para defender o mérito: “Já agora a coroa da justiça me está guardada, a qual o Senhor, reto juiz, me dará naquele Dia; e não somente a mim, mas também a todos quantos amam a sua vinda” (2Timóteo 4.8). Esta é a força do seu argumento: se Deus recompensa as nossas obras em justiça, então elas têm mérito na salvação.

Réplica. A isso respondo: Deus recompensa como justo Juiz, não segundo a dignidade das nossas obras, mas segundo a dignidade de Cristo. Deus nos recompensa como justo Juiz, não porque nós o merecemos, mas porque Ele o prometeu. Deus possui dois tribunais, um tribunal de misericórdia e um tribunal de justiça: o Senhor condena no tribunal de justiça aquelas obras que Ele coroa no tribunal da misericórdia. Portanto, o braço que sustenta a nossa salvação é o propósito de Deus.

Novamente, se o propósito de Deus é a nascente da felicidade, então nós não somos salvos pela presciência da fé. É absurdo pensar que alguma coisa em nós pudesse ter a menor influência em nossa eleição. Alguns dizem que Deus previu que tais pessoas iriam crer e, assim, Ele as escolheu; assim eles fazem com que toda a salvação dependa de algo em nós. Acontece que Deus não nos escolhe por causa da fé, mas para a fé. “Assim como nos escolheu, nele, antes da fundação do mundo, para sermos santos” (Efésios 1.4), não porque nós seríamos santos, mas para que pudéssemos ser santos. Nós somos eleitos para a santidade, não por causa dela. O que Deus poderia antever em nós, senão imundície e rebelião?! Se algum homem há de ser salvo, é segundo o propósito de Deus.

Pergunta. Como podemos saber que Deus tem o propósito de nos salvar?

Resposta. Por meio do chamado eficaz. “Procurai, com diligência cada vez maior, confirmar a vossa vocação e eleição” (2Pedro 1.10). Nós nos certificamos da nossa eleição ao nos certificarmos do nosso chamado. “Deus vos escolheu desde o princípio para a salvação, pela santificação” (2Tessalonicenses 2.13). Através da correnteza, nós chegamos até a fonte. Se nós encontramos a corrente da santificação fluindo em nossa alma, nós podemos assim chegar à nascente da eleição. Mesmo quando um homem não pode olhar para o firmamento, ainda assim ele pode saber que a lua está lá ao vê-la brilhar sobre as águas. Assim também, embora eu não possa olhar para o segredo do propósito de Deus, ainda assim eu posso saber que sou eleito, ao contemplar o brilho da graça santificadora na minha alma. Se um homem encontra a palavra de Deus transcrita e copiada em seu coração, ele pode de modo inegável concluir a sua eleição.

2. O Propósito de Deus é a Base da Segurança

Eis aqui um elixir poderoso, de indizível conforto para aqueles que são chamados de Deus. A sua salvação descansa sobre o propósito de Deus. “Entretanto, o firme fundamento de Deus permanece, tendo este selo: O Senhor conhece os que lhe pertencem. E mais: Aparte-se da injustiça todo aquele que professa o nome do Senhor” (2Timóteo 2.19). As nossas graças são imperfeitas, nossos confortos vêm e vão, mas o fundamento de Deus permanece firme. Aqueles que são edificados sobre esta pedra do propósito eterno de Deus não precisam ter medo de se desviarem; pois nem o poder do homem nem a violência da tentação jamais poderão derrubá-los.

***
Tradução: voltemosaoevangelho.com

Obs: Este artigo foi extraído do livro "A Divine Cordial", publicado originalmente em 1663 pelo puritano Thomas Watson. O blog Voltemos ao Evangelho disponibilizou a tradução na íntegra de todo o livro, veja aqui.
.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

LIÇÕES QUE APRENDEMOS ATRAVÉS DOS ACIDENTES DE ANDERSON SILVA E MICHAEL SCHUMACHER

Por Renato Vargens


Os acidentes vivenciados por Anderson Silva  e Michael Schumacher no final de 2013 chocaram o mundo esportivo.

Os dois, protagonistas em suas modalidades esportivas foram surpreendidos por dois graves acidentes. Anderson quebrou a perna numa luta de UFC, e Schumacher sofrendo uma grave lesão cerebral num acidente de ski.

Os dramas experimentados por Anderson e Schumacher além de nos deixarem consternados nos trazem algumas lições interessantes, senão vejamos:

1-) A vida de cada ser humano encontra-se nas mãos de Deus. É Ele que nos sustenta e guarda e somente Ele pode nos proteger do mal.

2-)  Por mais influentes que sejamos, ou até mesmo dinheiro que tenhamos, nada tem poder para nos livrar dos acidentes e sinistros da vida.

3-) A vida é efêmera e passa com uma rapidez enorme. Tiago em seu epistola, nos alerta: "Vós não sabeis o que sucederá amanhã. Que é a vossa vida? Sois apenas como neblina que aparece por instantes e logo se dissipa".

4-) Em tudo dependemos dele. Tudo vem dele, o que nos leva a entender que sem Ele nossa vida e futuro é incerto.
   
Diante do exposto somos chamados a aproveitar cada momento, entendendo que em todo  tempo  precisamos dEle. Como bem afirmam as Escrituras: "Se Deus for por nós, quem será contra nós"; agora, e se Deus se contrapor as nossas míseras vidas? Quem será a nosso favor?

Pense nisso!

Renato Vargens

As Qualificações e Responsabilidades Bíblicas dos Diáconos (2/2)


9marks-lideranca2

As Responsabilidades dos Diáconos

Se o ofício de presbítero é freqüentemente ignorado na igreja moderna, o ofício de diácono é freqüentemente mal-entendido. Conforme o Novo Testamento, a função do diácono é, principalmente, ser um servo. A igreja precisa de diáconos para proverem suporte logístico e material, de modo que os presbíteros possam focar na Palavra de Deus e na oração.
O Novo Testamento não nos dá muita informação acerca do papel dos diáconos. Os requerimentos dados em 1Timóteo 3.8-12 focam no caráter e na vida familiar do diácono. Existem, contudo, algumas dicas quanto à função dos diáconos quando os requerimentos são comparados àqueles dos presbíteros. Embora muitas das qualificações sejam as mesmas ou muito similares, há algumas notáveis diferenças.
Talvez a distinção mais perceptível entre presbíteros e diáconos seja que os diáconos não precisam ser “aptos a ensinar” (1Tm 3.2). Diáconos são chamados a “conservar” a fé com uma consciência limpa, mas não são chamados a “ensinar” aquela fé (1Tm 3.9). Isso sugere que os diáconos não têm um papel de ensino oficial na igreja.
Como os presbíteros, os diáconos devem governar bem sua casa e seus filhos (1Tm 3.4, 12). Porém, ao referir-se aos diáconos, Paulo omite a seção na qual compara governar a própria casa a cuidar da igreja de Deus (1Tm 3.5). O motivo dessa omissão é, mais provavelmente, devido ao fato de que aos diáconos não é dada uma posição de liderança ou governo na igreja – essa função pertence aos presbíteros.
Embora Paulo indique que um indivíduo deva ser testado antes de poder exercer o ofício de diácono (1Tm 3.10), o requerimento de que ele não seja um neófito não está incluso. Paulo observa que, se um diácono for um recém convertido, pode ocorrer que ele “se ensorbebeça e incorra na condenação do diabo” (1Tm 3.6). Uma implicação dessa diferença poderia ser que aqueles que exercem o ofício de presbítero são mais suscetíveis ao orgulho porque possuem liderança sobre a igreja. Ao contrário, não é tão provável que um diácono, o qual se acha mais em um papel de servo, caia no mesmo pecado. Finalmente, o título de “bispo” (1Tm 3.2) implica a supervisão geral do bem-estar espiritual da congregação, ao passo que o título “diácono” implica alguém que possui um ministério orientado para o serviço.
Além do que podemos vislumbrar dessas diferenças nas qualificações, a Bíblia não indica claramente a função dos diáconos. Contudo, baseado no padrão estabelecido em Atos 6, com os apóstolos e os Sete, parece melhor enxergar os diáconos como servos que fazem o que for necessário para permitir que os presbíteros cumpram o seu chamado divino de pastorear e ensinar a igreja. Assim como os apóstolos delegaram responsabilidades administrativas aos Sete, também os presbíteros devem delegar certas responsabilidades aos diáconos, de modo que os presbíteros possam focar os seus esforços em outras atividades. Como resultado, cada igreja local é livre para definir as tarefas dos diáconos conforme as suas necessidades particulares.
Quais são alguns deveres pelos quais os diáconos devem ser responsáveis hoje? Eles poderiam ser responsáveis por qualquer coisa que não seja relacionada ao ensino e ao pastoreio da igreja. Tais deveres poderiam incluir:

  • Instalações: Os diáconos poderiam ser responsáveis por administrar a propriedade da igreja. Isso incluiria assegurar que o lugar de culto esteja preparado para a reunião de adoração, limpá-lo, ou administrar o sistema de som.
  • Benevolência: Semelhante ao que ocorreu em Atos 6.1-6 com a distribuição diária em favor das viúvas, os diáconos podem estar envolvidos em administrar fundos ou outras formas de assistência aos necessitados.
  • Finanças: Enquanto os presbíteros deveriam, provavelmente, supervisionar as questões financeiras da igreja (At 11.30), pode-se deixar apropriadamente que os diáconos lidem com as questões cotidianas. Isso incluiria coletar e contar as ofertas, manter registros, e assim por diante.
  • Introduções: Os diáconos poderiam ser responsáveis por distribuir boletins, acomodar a congregação nos assentos ou preparar os elementos para a comunhão.
  • Logística: Os diáconos deveriam estar prontos a ajudar em uma variedade de modos, de modo que os presbíteros possam se concentrar no ensino e no pastoreio da igreja.

Conclusão

Ao passo que a Bíblia encarrega os presbíteros das tarefas de ensinar e liderar a igreja, o papel dos diáconos é mais orientado ao serviço. Isso é, eles devem cuidar das preocupações físicas ou temporais da igreja. Ao lidarem com tais questões, os diáconos liberam os presbíteros para que foquem no pastoreio das necessidades espirituais da congregação.
Contudo, embora os diáconos não sejam os líderes espirituais da congregação, o seu caráter é da maior importância, motivo pelo qual deveriam ser examinados e apresentar as qualificações bíblicas arroladas em 1Timóteo 3.
Por: Benjamin Merkle.
Benjamin L. Merkle é Professor Associado de Novo Testamento e Grego no Southeastern Baptist Theological Seminary em Wake Forest, Carolina do Norte, EUA. É o autor de 40 Questions about Elders and Deacons (Kregel, 2008, sem tradução em português) and Why Elders? A Biblical and Practical Guide for Church Members (Kregel, 2009, sem tradução em português).
Tradução: Vinícius Silva Pimentel – Ministério Fiel © Todos os direitos reservados. Website:www.MinisterioFiel.com.br / www.VoltemosAoEvangelho.com. Original:  As Qualificações e Responsabilidades Bíblicas dos Diáconos (2/2)

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *