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domingo, 29 de dezembro de 2013

Para aqueles que têm sede de sonhos e visões

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Por C.H. Spurgeon


Há alguns, e estes geralmente são os mais iletrados, que têm a expectativa de experimentar sonhos notáveis ou de ter visões singulares.

Eu às vezes fico surpreso de que ainda persista no meio do nosso povo uma noção de que certo tipo de sonho, especialmente se repetir-se várias vezes, e se for tão vívido que permaneça na imaginação por um longo período, é um sinal do favor divino. Nada poderia ser mais completamente falso, nada pode ser mais infundado e sem a menor sombra de evidência; e ainda assim muitos imaginam que se eles sofressem dolorosamente de indigestão de forma que seu sono fosse estragado por sonhos vívidos, então eles finalmente poderiam pôr sua confiança em Jesus Cristo.

A noção é tão absurda que se ela fosse tão somente mencionada a homens racionais, eles necessariamente teriam que ridiculariza-la. Ainda assim, conheço muitos que foram, e ainda são, escravos dessa ilusão.

Há pouco tempo, depois de pregar em uma distante vila do interior, fui procurado insistentemente como conselheiro espiritual por uma carta importuna de uma mulher que atribuiu a mim uma sabedoria que eu nunca reivindiquei possuir. Eu desejei saber qual era a dificuldade espiritual que ela tinha, e quando fui até a casa dela e a encontrei muito doente, fiquei entristecido ao ver que ela era vítima de uma superstição na qual temo que seu pastor a tinha confortado e, desta forma, confirmado. Ela me informou solenemente que ela tinha visto algo se levantando à noite do pé da sua cama. Ela estava esperançosa de que se tratasse do nosso abençoado Senhor, mas infelizmente ela não tinha conseguido ver a cabeça dele. Como eu conhecia tanto a respeito das coisas espirituais, será que eu poderia lhe dizer quem era?

Eu disse que eu achava que ela devia ter pendurado o vestido dela em um gancho na parede, ao pé da cama, e na escuridão tinha confundindo-o com uma aparição.

É claro que isso não a satisfez. Eu caí imediatamente a zero no conceito dela, ao nível de um homem de mente extremamente carnal, se não um escarnecedor, mas eu nada pude fazer a respeito. Eu não podia flertar com uma superstição tão ridícula. Fui obrigado a lhe dizer que era bobagem ela ter esperança de salvação porque ela era tola o bastante para imaginar que tinha visto Jesus com seus olhos carnais, enquanto a visão salvífica sempre é espiritual.

Sobre a pergunta quanto ao fato da suposta aparição ter uma cabeça ou não, eu lhe disse que se ela usasse mais a sua própria cabeça e o seu coração, meditando na Palavra de Deus, ela estaria em uma condição bem mais esperançosa.

Podem ter havido, eu não negarei – porque coisas estranhas ás vezes acontecem - podem ter havido sonhos, e até mesmo aparições, que despertaram a consciência e assim conduziram ao princípio da vida espiritual em alguns raros casos em que Deus escolheu interferir de maneira especial. Mas que estes venham a ser procurados, e até aguardados, é uma coisa tão distante da verdade quanto o oriente do ocidente. E se você visse qualquer coisa, ou sonhasse qualquer coisa, o que isso prova? Ora, não prova absolutamente nada a não ser que você estava mal de saúde, e que sua imaginação encontrava-se morbidamente ativa.

Lance fora essas coisas, elas são superstições adequadas a povos não-civilizados, mas não são aceitáveis para cristãos do século dezenove. Eu apenas estou mencionando-as, não porque penso que qualquer de vocês tenha caído nelas, mas para que vocês sempre lidem com elas de forma extremamente rígida onde quer que se deparem com elas. Elas são superstições que não podem ser toleradas por homens cristãos. Entretanto há alguns que, de fato, não acreditarão no simples evangelho de Cristo a menos que algum absurdo desse tipo possa ser juntado a Ele.

Que Deus os livre de tal incredulidade.

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Trecho extraído do sermão Uma palavra com aqueles que esperam por sinais e maravilhaspregado em 31 de outubro de 1869.
Publicado por Phil Johnson no site Pyromaniacs.
Tradução: centurio
Fonte: Bom Caminho
Via: Teologia & Apologética
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sábado, 28 de dezembro de 2013

O calvinismo faz de Deus um “monstro moral”?

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Por Michael Horton


Dentre as caricaturas do calvinismo há uma afirmação muito difundida de que ele torna Deus o autor do mal, do sofrimento, do pecado e até mesmo da queda da humanidade. Em seu recente livro, contra o calvinismo, Roger Olson cautelosamente distingue o ensino oficial do calvinismo de onde ele acha que este logicamente conduz. Porém, há mais de três dezenas de frases em seu livro sobre calvinismo conduzindo pela boa e necessária lógica a uma divindade que é um “monstro moral,” indistinguível do diabo.

Eu respondo a esta acusação diretamente em meu volume, pelo calvinismo. Umaprofunda revisão do meu livro de uma perspectiva arminiana veio a minha atenção hoje e esta questão novamente me veio. (A propósito os calvinistas falam tanto sobre predestinação mais por causa das acusações niveladas repetidamente contra ele do que por conta de sua alegada centralidade).

Se Deus sabia que Adão e Eva iam transgredir sua lei, por que ele não mudou as circunstâncias de modo que eles tivessem feito uma escolha diferente?

Por que Deus criaria pessoas que ele sabia que seriam condenadas pelo seu pecado original e real?

As questões multiplicam.

Assumir essa questão em um blog spot é um pouco perigoso. Para uma afirmação da posição reformada e sua base bíblica, eu encaminharia os leitores ao pelo calvinismo.

Porém, há um ponto que é digno de ponderar brevemente: teologias não-calvinistas são muito vulneráveis sobre essa questão. A teologia arminiana clássica partilha com o calvinismo - na verdade com todos os ramos da cristandade - que o pré-conhecimento de Deus compreende todos os eventos futuros. Não há nada que aconteça, nada que você e eu faça, foge do pre-conhecimento eterno de Deus.

Agora volte e leia aquelas questões acima. Observe que elas não se referem àpredestinação, mas à mera presciência. Elas fazem um desafio vexatório não apenas aos calvinistas, mas a qualquer um que acredita que Deus sabe exaustivamente e eternamente tudo que acontecerá. Em outras palavras, todos aqueles que afirmam o pré-conhecimento exaustivo de Deus tem exatamente o mesmo problema como qualquer calvinista. Se Deus sabe que Adão pecará - ou que você e eu pecaremos - e pode conservar do acontecimento, mas não o faz, e o pré-conhecimento de Deus é infalível, então é simplesmente tão certo quanto se ele tivesse predestinado isso. Na verdade, é o mesmo que ser predestinado. Então a única diferença é se é determinado sem propósito ou com propósito.

Roger Olson expõe seu próprio ponto de vista: “Deus é soberano no sentido de que nada pode acontecer sem que Deus permita” (100). Então, se a queda aconteceu então Deus a permitiu. A queda “não era uma parte da vontade de Deus a não ser ao permiti-la relutantemente” (99). OK, mas então a queda era em algum sentido uma parte da vontade de Deus. Os calvinistas reconhecem que não era parte da vontade revelada (ou moral) de Deus, mas que ele de bom grado a permitiu como parte do seu plano. Roger Ainda está procurando algo entre: Deus “permiti-la”, mas não é uma “permissão de boa vontade” (64). À parte do fato de que qualquer ato de Deus em permitir algo já é um ato de vontade - uma escolha, meu ponto principal aqui é que a afirmação mais fraca de Roger é ainda forte o suficiente para ter problemas conosco. Roger concorda que Deus sabe de tudo que acontecerá. Deus até supervisiona tudo que acontecerá. Nada escapa da sua vigilância. “Eu acredito, como a Bíblia ensina e todos os cristãos deveriam acreditar, que nada pode acontecer sem a permissão de Deus” (71).

E ainda, Roger rejeita a afirmação de R.C. Sproul, “o que Deus permite ele decreta permitir” (78). Agora, o que poderia ser mais óbvio que o fato de que quando alguém com a autoridade para fazer senão permitir algo contrário à sua vontade revelada, ele está decidindo, escolhendo, decretando permiti-la? Aqui novamente, a noção de Roger de uma noção presumivelmente relutante é um oximoro. Permitir algo é fazer uma determinação positiva, embora isso de modo nenhum a faz responsável pela ação. Então qual é a diferença real entre dizer, com Roger, que “nada pode jamais acontecer que Deus não permita,” e com R. C. Sproul, “o que Deus permite, ele decreta permitir”?

Há na verdade uma trilha de hiper-calvinismo nas margens da cristandade agostiniana, que torna o decreto de Deus permitir em um decreto de realizar ou provocar. Ai, então: Deus é o autor do pecado. Próxima questão? Isto certamente resolve o enigma intelectual. Ou, pode desatar o nó em outra direção. Alguns têm ido além do arminianismo no ponto de vista sociniano de que Deus não sabe as ações futuras dos agentes morais livres. Conhecido como “teísmo aberto,” esta negação da onisciência de Deus reconhece que o arminianismo e o calvinismo são incapazes de resolver este dilema. Eles adequadamente veem que se Deus pré-conhece tudo da eternidade, incluindo nossos atos livres, então esses atos são certos de acontecer. Pré-conhecimento implica predestinação, então eles rejeitam a doutrina cristã clássica da onisciência de Deus.

Hiper-calvinistas e hiper-arminianos compartilham a mesma impaciência com mistério. Nenhuma posição se dobra reverentemente diante da revelação de Deus, reconhecendo suas claras afirmações da soberania divina e responsabilidade humana sem responder todas as nossas questões filosóficas. Contradições são repugnantes à fé, mas toda doutrina importante na escritura está envolta em mistério. Hiper-calvinismo e hiper-arminianismo estão dispostos mesmo a pôr escritura contra escritura, rejeitando alguns ensinos claros em favor de outros, pela satisfação racional. Ainda ambos, em diferentes formas, apresentam erros mortais - na verdade, blasfêmias - contra o caráter de Deus.

Felizmente, o debate entre Roger e eu não é hiper-calvinismo x hiper-arminianismo. A diferença real entre calvinismo e arminianismo é se Deus tem um propósito quando ele permite o pecado e o sofrimento. Novamente, ambas visões afirmam que nada acontece à parte da permissão de Deus. Porém, o calvinismo ensina que Deus nunca permite nenhum mal que ele não tenha já determinado cooperar para o nosso bem (Rm 8.28). Nada que ele permite pode terminar em mal. O que nós diríamos de uma divindade que “relutantemente permitiu” um terrível desastre ou tragédia moral, sem uma determinação para vencer aquele mal como o bem? Mas isto toma um plano e aquele plano deve necessariamente abranger o mal que ele está para conquistar.

Qualquer visão que faz Deus o autor do pecado faz na verdade tornar o objeto de nossa adoração em um monstro moral. Porém, qualquer divindade que simplesmente permanece relutantemente permitindo coisas horríveis pelos quais ele não tem um propósito maior em vista, é igualmente repreensível. Em um, Deus é soberano, mas não bom; no último, nem Deus é. Uma vez que você reconhece que Deus pré-conhece um ato pecaminoso e escolhas ao permiti-lo (porém relutantemente) quando ele poderia não ter escolhido, a única consolação é que Deus nunca o teria permitido a menos que ele já tivesse determinado por que ele permitiria e como ele tem decidido vencê-lo para sua glória e nosso bem. Felizmente, a escritura não revela que Deus faz exatamente aquilo. Roger argumenta que Deus “escolhe permitir” o sofrimento e o pecado (72). O calvinista diz que Deus escolhe permiti-los por uma razão. É permitir em vez de criar, mas é permissão com um propósito. Permissão sem propósito faz Deus um “monstro moral” na verdade.

A teologia reformada tem mantido consistentemente que a escritura ensina a soberania exaustiva de Deus e a responsabilidade humana. Deus não causa o mal. Na verdade, Deus não força ninguém a fazer nada contra a vontade dele ou dela. E ainda, nada fica de fora do sábio, amoroso, bom e justo plano “daquele que faz todas as coisas conforme o conselho da sua vontade” (Ef 1.11). Que a soberania de Deus e a responsabilidade humana são verdades, nenhum estudante sério das escrituras pode negar. Como eles podem ser verdadeiros está além da nossa capacidade de entender. Como Calvino coloca, depois, seguindo Lutero, qualquer esforço de desvendar o mistério da predestinação e a responsabilidade humana além da escritura é uma “busca fora do caminho.” “Melhor mancar ao longo deste caminho,” diz Calvino, “do que correr com toda velocidade fora dele.”

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Fonte: White Horse
Tradução: Francisco Alison Silva Aquilo 
Divulgação: Bereianos
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Bancada evangélica prevê crescimento de 30%


Deputados ligados a igrejas podem ter 95 das 513 cadeiras da Câmara a partir de 2015
por Jarbas Aragão

Bancada evangélica prevê crescimento de 30%Bancada evangélica prevê crescimento de 30%
Entre uma polêmica e outra, a Frente Parlamentar Evangélica da Câmara dos Deputados parece ter se fortalecido nos últimos anos. Atualmente são 73 parlamentares, mas esperam eleger até 95. Isso marcaria um crescimento de 30% nas eleições. Sendo assim, ocupariam em torno de 18% das 513 cadeiras disponíveis.
Segundo especialistas consultados pelo jornal Estado de São Paulo, não é difícil que isso ocorra. “A presença dos evangélicos nunca foi tão grande. O debate [pautado pelo grupo] cresceu em eleições e no Legislativo”, explica Maria do Socorro Sousa Braga, cientista política e professora da Universidade Federal de São Carlos.
O IBGE afirma que os evangélicos já são 22% da população brasileira. Historicamente, seu voto é caracterizado pela fidelidade a líderes religiosos. “Há um confronto [dos evangélicos] em relação às questões morais e novos posicionamentos [de grupos LGBT]. Nesse debate os evangélicos são reforçados por integrantes de outras religiões também. Vários representantes católicos passam a apoiar as teses desses parlamentares”, enfatiza a professora.
Isso não significa que todos os seus candidatos saem vencedores. Por vezes, essa aproximação de Igreja e Estado causa rejeição, como foi o caso na última eleição para prefeito de São Paulo, quando Celso Russomano foi acusado de ser coordenado pela Igreja Universal.
Em geral os representantes dos evangélicos no Congresso se pronunciam contrários a questões como o aborto e o casamento gay. Mas eles tem outros interesses, como a concessões de rádio e tevê. Também lutam por projetos de interesse dos religiosos. Como, por exemplo, o que dá poder às igrejas para contestar leis por meio de recursos ao Supremo Tribunal Federal.
O deputado João Campos (PSDB-GO), atual presidente da Frente Parlamentar Evangélica, entende que a crescente atuação política dos evangélicos irá ajudar na expansão da bancada.
O pastor Marco Feliciano, deputado pelo PSC-SP, acredita ser um dos responsáveis pelo possível aumento do número de deputados religiosos na próxima eleição. “A minha participação na Comissão despertou católicos, evangélicos e espíritas”, afirma.
Segundo ele, há uma forte procura de outros políticos querendo fazer parcerias para ter sua imagem nos santinhos que serão distribuídos no ano que vem. Oficialmente, Feliciano não confirmou se sairá candidato a reeleição ou se pode tentar uma vaga no Senado.
A professora Maria do Socorro explica que, quando se trata dos candidatos à Presidência, sempre existe a tentativa de aproximação estratégica com os grupos religiosos. Mas, ressalta ela, isso tem de ser feito de forma discreta, para não causar rejeição de outros eleitores. Com informações Gazeta do Povo.
Fonte:gospelprime

Político evangélico destrói esculturas pagãs do Congresso


Papua Nova Guiné debate atitude polêmica
por Jarbas Aragão

Político evangélico destrói esculturas pagãs do CongressoPolítico evangélico destrói esculturas pagãs do Congresso
O presidente do Parlamento de Papua Nova Guiné, Theo Zurenuoc, tomou uma decisão que provocou grande polêmica no país. Alegando que eram “do mal”, ele destruiu esculturas que faziam parte da decoração do Congresso Nacional havia anos.
Evangélico, ele alega que estava limpando o lugar da influência de ídolos pagãos e de objetos usados na feitiçaria. Ele quebrou murais de madeira e usou uma serra elétrica para cortar a cabeça de diferentes estátuas. Ordenou ainda a remoção de um totem com trinta metros de altura e que pesa quatro toneladas.
O monumento ficava na entrada do Parlamento e pode ser substituído por um “pilar da Unidade”. O novo monumento exibirá uma Bíblia, uma cópia da Constituição, além de uma chama. A parte superior trará uma inscrição dizendo: “A Palavra de Deus”.
Com sete milhões de habitantes, a Papua Nova Guiné é um conjunto de várias ilhas que já foi colônia Britânica. Historicamente marcado por uma aliança tribal, a feitiçaria é generalizada, embora a religião majoritária seja o cristianismo.
Esculturas pagãs
Esculturas pagãs no Congresso de Papua Nova Guiné
O Dr. Andrew Motu, do Museu Nacional de Papua reclamou que as ações do político refletem a influência crescente de grupos evangélicos no país. “Sua crença é de que essas coisas estão associadas ao demônio por serem parte do animismo pagão”.
Em reação a decisão de Zurenuoc, o primeiro-ministro, Peter O’Neill, exigiu que ele parasse com a “limpeza” e um grupo de oito ministros exigiu uma investigação e que ele seja deposto do cargo. Existe uma forte pressão da imprensa para que ele se justifique, mas por enquanto o político disse que não é necessário.
O ministro Puka Temu disse que o presidente do Parlamento “não pode impor seus valores cristãos unilateralmente”. “É um absurdo. É muito decepcionante e essa atitude prejudica a cultura e tradições do nosso país que já existe há centenas de anos”, disse.
Zurenuoc por sua vez fez um anúncio pago nos principais jornais do país explicando sua decisão. Ele recebeu o apoio das principais lideranças cristãs, como o pastor Joseph Walters. “A cultura de Papua Nova Guiné tem origem basicamente de uma sociedade animista. Essas coisas que a população está habituada a prestar homenagem e demonstrar respeito são realmente pagãs”, asseverou. Afirmou ainda que os habitantes de Papua Nova Guiné vão perceber o bem que Zurenuoc está fazendo pelo país. Com informações Telegraph e Patheos.
Fonte:gospelprime

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

Iniquidade e Perversidade: Marcas do mundo na igreja

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Por Pr. João de Souza
Existem dois tipos de iniquidade: A individual e a coletiva. A pior iniquidade é aquela que sai do âmbito do indivíduo e se impregna por toda a sociedade.
Veja um tipo de iniquidade social. Um indivíduo que ajudou a construir a nação se aposenta depois de trabalhar 35 anos com um salário referencial de 5.4 salários mínimos, e dez anos depois percebe que sua aposentadoria foi achatada para menos de dois salários. Isso é um tipo de iniquidade. Políticos com cargos governamentais que não se contentam com seu salário e votam para si mesmos aumentos exorbitantes. Isto é iniquidade. Pastores que vivem nababescamente à custa de suas igrejas. Isto é iniquidade.
A diferença entre a iniquidade da igreja e do governo é que os governantes exercem seus cargos numa estrutura iníqua em que o grande chefe é Satanás. Os profetas, o Senhor Jesus e os apóstolos sempre denunciaram que o mundo faz parte de um sistema satânico e, os governantes, até mesmo bons cristãos, levados pela estrutura iníqua que impera no mundo, por melhor que sejam suas intenções, acabam por entrar na corrente dos iníquos.
Iniquidade na Bíblia não diz respeito apenas aos pecados de uma pessoa, mas aos pecados da coletividade, da sociedade e de seus governos. E o governo que ora apeia do poder parece ter sido o mais iníquo de todos, porque por trás dos benefícios sociais que alega ter trazido ao povo, foi o que mais oprimiu a classe dos aposentados e o que mais enriqueceu seus políticos e simpatizantes.
Agora, no apagar das luzes, os deputados aprovaram um aumento substancial de seus salários; debochando do povo que os elegeu! Você tem idéia do que é ganhar 26 mil por mês – livres! – e ter todas as regalias e mordomias do governo? Aluguel de apto em Brasília, telefones, combustível, ternos novos, carros à disposição etc. enquanto a maioria do povo brasileiro ganha o salário mínimo?
Você não acha que é iniquidade um funcionário do governo se aposentar com ganhos reais, em que seu salário se mantém sempre atualizado, enquanto o trabalhador do regime CLT não tenha reajustes pelo menos para repor a inflação? Isto se chama iniquidade! Porque este sistema é tão iníquo quanto o da Índia que divide o povo em castas.
Sim, porque a iniquidade de um governante pesa mais diante de Deus do que a iniquidade de um pecador que apenas peca contra seu próprio corpo. Um governante iníquo peca contra todos os filhos de Deus e contra o próprio Deus! Um governante iníquo afronta o senso de justiça de Deus e zomba de Deus. Será condenado porque pisa o pobre! E os deputados e senadores acabaram de pisar debochadamente do pobre e sobre os que os elegeram! Mais que isto, estão zombando da bondade e da misericórdia de Deus!
Sempre achamos que o pecado de Sodoma era apenas de prostituição sexual, sodomia ou práticas sexuais, mas não. O profeta Ezequiel denuncia Sodoma da seguinte forma: “Eis que esta foi a iniquidade de Sodoma, tua irmã: soberba, fartura de pão e próspera tranquilidade teve ela e suas filhas; mas nunca amparou o pobre e o necessitado” (Ez 16.49).
Veja bem como o profeta mensura a iniquidade de um povo.
E passo, daqui em diante a falar da igreja como sendo esta a Sodoma condenada por Deus. Sim, porque a prática da iniquidade é própria dos governos, já que a estrutura do poder está nas mãos do inimigo de Deus. Não é possível, no entanto, que a igreja que deveria ser a líder na prática da justiça, tenha incorporado em sua estrutura a mesma iniquidade dos governos.
1. Soberba. A igreja brasileira tem se destacado pela soberba, pelo orgulho, e tomou para si a frase do Lula, “nunca antes na história desse país”, como a dizer: Nunca antes na história da igreja… Como se a igreja nos dias de hoje estivesse cumprindo seu verdadeiro papel na sociedade. Deus condenou Sodoma, não apenas pelas práticas sexuais, mas pelas práticas sociais. A soberba leva à luxúria e esta leva à perversão sexual. A igreja institucionalizada está tão ou mais iníqua que os regimes governamentais. Estes podem ser iníquos porque a iniquidade faz parte de seu DNA, mas a igreja deveria ter o DNA de Deus!
2. Fartura de pão e tranquilidade. As benesses governamentais aos que estão no poder são inimagináveis. Seus líderes possuem nas mãos o poder de compra, a capacidade de adquirir o que querem com o dinheiro dos contribuintes. Miquéias, o profeta disse que tais políticos, enquanto estão deitados, maquinam a iniquidade e pensam em como fazer o mal! “À luz do dia praticam o mal, porque o poder está em suas mãos. Se cobiçam campos, os arrebatam – condenação do profeta aos grileiros que roubam as terras para seu próprio poder – se casas, as tomam…” (Mq 2.1-2).
Mas, e quanto às lideranças da igreja? Alguns dirigentes de denominações possuem casas em resorts no exterior para passar as férias; vivem nababescamente, usam cartões sem limite – afinal a igreja paga suas despesas – e espiritualmente debocham daqueles sobre quem eles impõem seu regime disciplinar. Raras são as exceções.
A maioria dos líderes denominacionais vive com fartura de pão e com tranquilidade, enquanto exigem de seus membros ofertas e primícias ameaçando-os de maldição caso não contribuam. Isto é iniquidade. Deus condenou Sodoma porque o povo daquela cidade não amparava o pobre e o necessitado!
3. O pobre é desamparado. Deus condenou Sodoma pelo orgulho e pela fartura e porque não socorria os pobres nas suas necessidades. Uma igreja que não olha para as necessidades do pobre, que se esquiva de defender os necessitados vive o papel de Sodoma. A igreja deve sempre sair em defesa dos injustiçados, dos que sofrem, dos que são desprezados pelas autoridades; deve sempre sair em defesa dos menos afortunados socialmente. Sempre que entro em áreas de risco em vielas e becos das vilas pobres da minha cidade, fico a imaginar que aquela gente não teve a mesma sorte do restante da população, e por isso não lhes restou alternativa senão a de montar um barraco no estreito pedaço de terra, para criar seus filhos e sobreviver. Por pouco não fomos criados numa dessas vilas paupérrimas, não fosse a habilidade de papai de se esforçar e trabalhar duramente.
Na cidade onde resido é comum ver nas áreas pobres, pequenos jardins floridos, árvores frutíferas na frente da casa, hortas minúsculas cultivadas em faixas estreitas de terra, indicativo de que os habitantes não estão ali por serem marginais – perigosos – mas porque foram marginalizados pelos governos. A única entidade que lhes presta alguma assistência é a igreja! Mas não a igreja como estrutura ou sistema: Quem ampara essa gente são irmãos em Cristo que socorrem e ajudam esses pobres com seus próprios recursos, porque a denominação age como a sanguessuga. Pegam em vez de dar!
E não é admissível que a igreja deixe penetrar em sua estrutura a mesma iniquidade que está impregnada nos governos. É uma afronta a Deus a construção de mega-templos para o deleite social das pessoas; construções que indicam o quanto a igreja vive na luxúria e no orgulho. Deus não precisa de grandes templos; precisa de pessoas que lhe são templo. É entre as pessoas que Deus habita, e não dentro dos mega-templos. A construção de grandes templos é indício de iniquidade.
Por outro lado louvo a atitude de queridos irmãos que, à semelhança dos primeiros discípulos se entregam e se despojam de todos os recursos para socorrer os desvalidos, os pobres, bêbados, drogados e os recolhem em seus abrigos para deles cuidar. Esses irmãos não contam com a ajuda das denominações, porque ajudar entidades sociais que não sejam de sua igreja não traz nome nem fama ao pastor e sua denominação.
Aqui mesmo em Porto Alegre a Sociedade Emanuel, uma entidade pentecostal recolhe a escória da sociedade para suas casas e abrigos à custa de grande sacrifício. E, pasmem! É ajudada por muitas pessoas que não são membros de igrejas, além de ser perseguida pelo poder público. Sim, porque o governo iníquo nada faz, mas exige dos que fazem que tenham casas e abrigos de primeiro mundo para socorrer os que nem mundo tem! A iniquidade e a perversidade não permitem que se faça o bem, por isso os engravatados do poder público criam leis que impedem que a igreja exerça seu verdadeiro trabalho. Isso também é iniquidade.
Assim, meus leitores, a mesma iniquidade que grassa o governo, o poder público grassa também a igreja!
Felizmente, Deus haverá de se erguer a favor dos injustiçados e galardoará os que ajudam os necessitados. Eu deveria me calar, como afirma o profeta, mas como calar diante da iniquidade reinante no mundo?
“Não admira que num tempo mau como este as pessoas que têm juízo fiquem de boca fechada! Procurem fazer o que é certo e não o que é errado, para que vocês vivam. Assim será verdade o que vocês dizem, isto é, que o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso, está com vocês. Odeiem aquilo que é mau, amem o que é bom e façam com que os direitos de todos sejam respeitados nos tribunais. Talvez o SENHOR, o Deus Todo-Poderoso, tenha compaixão das pessoas do seu povo que escaparem da destruição” (Am 5.13-15).

Enoque Amava Andar Com Deus – Stuart Olyott

EnoqueAmavaAndarComDeus

Enoque não apenas andava com Deus, ele amava andar com Deus. Ele não andava com Deus por obrigação, mas porque ele tinha prazer nisso. Assista ao vídeo de Stuart Olyott e entenda melhor:
Trecho da mensagem pregada por Stuart Olyott na Conferência Fiel para Pastores e Líderes 2008. © 2013 Ministério Fiel. Website: www.ministeriofiel.com.br. Original: Enoque Amava Andar Com Deus – Stuart Olyott
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

quinta-feira, 26 de dezembro de 2013

Atentados contra cristãos banham de sangue o Natal no Iraque


34 pessoas morreram em igreja e mercado de área cristã em Bagdá
por Jarbas Aragão

Atentados contra cristãos banham de sangue o Natal no IraqueAtentados contra cristãos banham de sangue o Natal no Iraque
Os cristãos são minoria no Iraque. Estima-se que sejam entre 400 mil e 600 mil pessoas. A violência contra eles não para nem no Natal.
Assim como em outros anos, a rede terrorista al Qaeda coordenou ataques a área cristã da capital Bagdá. Em 2010, dezenas de cristãos foram mortos após o ataque a uma igreja. Estima-se que 34 pessoas morreram em novos atentados hoje.
Um carro-bomba estacionado em frente a uma igreja matou pelos menos 26 pessoas e deixou 38 feridos que saíam da celebração de Natal. Mais duas bombas explodiram em um mercado no bairro de Doura, área cristã mais populosa da capital iraquiana. O saldo foi mais de 11 mortos e cerca de 50 feridos.
Segundo agências internacionais, a violência contra os cristãos chegou ao pior nível em cinco anos. Um dos motivos é político, pois os sunitas radicais ligados à al Qaeda tentam desestabilizar o governo liderado pelo primeiro-ministro xiita Nuri al-Maliki.
Os ataques do dia de Natal elevaram o número total de pessoas mortas neste mês no Iraque para 441. De acordo com estimativas das Nações Unidas, mais de 8.000 pessoas morreram no país desde o início do ano. Com informações BBC e CNN.
Via: Gospelprime

quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Não Sou Totalmente contra o Natal

Por 

Como todos os cristãos em geral, eu sou contra a secularização do Natal, o comércio que se faz em torno da data, as festas e bebedeiras que ocorrem na época. Todos sabemos que Papai Noel, árvores de Natal, guirlandas, bolinhas brilhantes e coloridas, bengalinhas de açúcar e anjinhos pendurados nas árvores, nada disso faz parte do Natal. São acréscimos culturais e pagãos feitos ao longo dos séculos e certamente não pelos verdadeiros cristãos.

Por isto, acho que não deveríamos ter nos cultos de Natal qualquer desses símbolos, desde Papai Noel até a árvore. Há quem pense diferente. Ellen White, profetiza mor do Adventismo, ensinava que se deveria ter uma árvore de Natal no culto e que a mesma poderia ser enfeitada durante a celebração.

"Deus muito Se alegraria se no Natal cada igreja tivesse uma árvore de Natal sobre a qual pendurar ofertas, grandes e pequenas, para essas casas de culto”. [1] Sou veementemente contra essa idéia.

Também sou contra fazer de 25 de dezembro uma espécie de dia “santo”. Para nós, há somente um dia “santo”, por assim dizer, que é o dia do Senhor, o domingo. A maioria dos cristãos esclarecidos sabe que a data 25 de dezembro foi escolhida depois do período dos apóstolos, por três razões: para substituir as celebrações pagãs da Saturnália, substituir as celebrações do solstício do inverno, quando era adorado o Sol Invicto e por ser a data de aniversário do imperador Constantino. Todos estão conscientes de que Jesus pode não ter nascido – e provavelmente não nasceu – nessa data. Ela é uma convenção apenas, aceita pela Cristandade desde tempos antigos.

Por causa dos abusos, dos acréscimos pagãos e do desvirtuamento do sentido, muitos têm se posicionado contra as celebrações natalinas no decorrer dos séculos. Posso entender perfeitamente seus argumentos. Um bom número de seitas, por exemplo, insiste que o Natal é uma festa pagã e que todos os verdadeiros cristãos deveriam afastar-se dela.

As Testemunhas de Jeová estão entre as que atacam de maneira mais ferrenha as festividades natalinas. Num artigo intitulado "Crenças e Costumes que Desagradam a Deus" as Testemunhas de Jeová argumentam:

"Jesus não nasceu em 25 de dezembro. Ele nasceu por volta de 1° de outubro, época do ano em que os pastores mantinham seus rebanhos ao ar livre, à noite (Lucas 2:8-12). Jesus nunca ordenou que os cristãos celebrassem seu nascimento. Antes, mandou que comemorassem ou recordassem sua morte (Lucas 22.19,20)".[2] Todavia, considerando a rejeição aberta e agressiva que as Testemunhas de Jeová mantém contra a Encarnação e a divindade de Jesus Cristo, não se poderia esperar outra atitude deles.

Mais recentemente, igrejas e pregadores neopentecostais passaram a atacar duramente os cultos natalinos. Os argumentos são similares aos das seitas contra o Natal, só que com mais ênfase no caráter pagão-satânico do "bom velhinho". O ataque é resultado da visão dicotomizada de mundo que caracteriza muitos neopentecostais (não a todos, obviamente) e faz parte das críticas que fazem aos programas de Disney, às cartas de baralho, às mensagens satânicas subliminares em músicas de rock, etc., o que enfraquece bastante a força dos seus ataques ao Natal.

Os abusos e distorções também têm provocado reação contrária ao Natal de pastores e estudiosos reformados. Os argumentos são basicamente os mesmos empregados pelas seitas e pelos neopentecostais, sem que com isso queiramos comparar ou assemelhar esses grupos: falta de prescrição bíblica, incerteza da data exata do nascimento, origem pagã da festa e introdução de elementos pagãos ao longo do tempo.

Estou de acordo com as críticas feitas aos abusos e distorções. Todavia, acredito que precisamos jogar fora somente a água suja da banheirinha, e não o bebê. Penso que a realização de um culto a Deus em gratidão pelo nascimento de Jesus Cristo nessa época do ano, como parte do calendário de ocasiões especiais da Cristandade, se encaixa no espírito cristão reformado.

Além do que, alguns dos argumentos usados para a cessação total da realização de cultos dessa ordem não me parecem persuasivos.

Por exemplo, o argumento do silêncio da Bíblia, usado quanto às prescrições de comemorar o nascimento de Jesus, para mim não é definitivo. A Bíblia silencia quanto a muita coisa que é praticada nos cultos das seitas, dos neopentecostais e mesmo dos reformados. Eu sei que a celebração dos anjos e pastores na noite do nascimento de Jesus, bem como a atitude dos magos posteriormente, não são argumentos suficientes para estabelecermos cultos natalinos, mas pelo menos mostra que não é errado nos alegrarmos com o nascimento do Salvador.

Os argumentos de que os Reformadores, puritanos e presbiterianos antigos eram contra o Natal também não é final. A começar pela falibilidade das opiniões deles, especialmente em áreas onde as Escrituras não tinham muita coisa a dizer. Há muita manipulação das opiniões desses antigos heróis da fé pelos seus seguidores hoje (entre os quais me incluo, mas não na categoria de seguidor cego). Quando eles concordam, são citados. Quando discordam, são esquecidos. Aliás, não tenho certeza que Calvino era contra cultos em ocasiões especiais do calendário cristão. Ao que parece, ele era favorável.

A questão toda, ao final, é quanto ao calendário litúrgico, isto é, a validade ou não das igrejas reformadas realizarem cultos temáticos alusivos às datas tradicionais da Cristandade, como o nascimento de Jesus, sua paixão, morte e ressurreição, Pentecostes, etc. Nenhum Reformado realmente coloca 25 de dezembro como um dia santo, em mesmo pé de igualdade com o domingo. Trata-se de uma data do calendário litúrgico cristão, que pode ou não ser usado como uma ocasião propícia.

As grandes confissões reformadas consentem com o uso dessas datas. A Confissão de Fé de Westminster diz que

"... são partes do ordinário culto de Deus, além dos juramentos religiosos; votos, jejuns solenes e ações de graças em ocasiões especiais, tudo o que, em seus vários tempos e ocasiões próprias, deve ser usado de um modo santo e religioso." [3] A Segunda Confissão Helvética de 1566, produzida sob supervisão de Bullinger, discípulo de Calvino, declara (XXIV): "Ademais, se na liberdade cristã, as igrejas celebram de modo religioso a lembrança do nascimento do Senhor, a circuncisão, a paixão, a ressurreição e Sua ascensão ao céu, bem como o envio do Espírito Santo sobre os discípulos, damos-lhes plena aprovação".

A velha Igreja Reformada Holandesa, no famoso Sínodo de Dort (1618-1619), adotou uma ordem para a igreja que incluía a observância de vários dias do calendário cristão, inclusive o nascimento de Jesus (art. 67). Isso mostra que, no mínimo, muitos Reformados eram favoráveis à celebração de datas especiais do calendário litúrgico cristão.

Por fim, creio, também, que a celebração do Natal no calendário cristão encaixa-se perfeitamente com a celebração dos grandes eventos da redenção pela oportunidade de esclarecer a doutrina da Encarnação (João 1.1-4,14). Afinal, o que deve ser celebrado não é simplesmente o nascimento de Jesus, mas a encarnação do Verbo de Deus, a vinda do Emanuel para a libertação do seu povo. Pode-se argumentar que esta doutrina (e outras quaisquer), podem ser ensinadas e celebradas regularmente pelo povo Deus, em qualquer domingo. Mas o argumento contrário também poderia ser usado: deveríamos parar de celebrar qualquer culto que não seja no domingo?

NOTAS

[1] Review and Herald, 11 de dezembro de 1879. Citado em http://www.cacp.org.br/Natal_e_os_adventistas.htm

[2] http://www.watchtower.org/t/rq/article_11.htm

[3] Confissão de Fé de Westminster, XXI, 5.

Natal: Qual o motivo da música e alegria?


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O mês de Dezembro e esta época do natal é meu período do ano favorito!  Gosto das músicas, enfeites, confraternizações, troca de presentes, abraços, demonstrações de gratidão e generosidade, declarações de amor, amizade, e clima festivo!  Gosto das musicas de Natal!  Tudo é paz! Tudo amor! … Cantai que o Salvador Chegou!… Tu deixaste Jesus, o teu reino de luz... mas minha favorita: Oh Noite Santa, de Adolphe Adam.
Interessante, o ateísmo não produz música alguma! Como cantar e se alegrar quando não acreditamos no Criador, em Sua graça, misericórdia, propósitos e providência?  Como cantar quando acreditamos ser andarilhos existenciais, vítimas da sorte e do acaso?
Mas o cristão tem motivos de sobra para se alegrar, cantar e celebrar a vinda de Cristo ao mundo!  Tanto é que o evangelho de Lucas, nos dois primeiros capítulos, ao tratar do nascimento de Cristo registrou cinco lindas músicas!  Por isso, seu evangelho é o terceiro livro da Bíblia com maior numero de músicas.  O primeiro é o livro de Salmos e o segundo é o livro de Apocalipse.
Eis os cânticos que registrados por Lucas:
  1. O cântico de Isabel (1:41-45)
  2. A cântico de Maria (1:46-55)
  3. O cântico de Zacarias (1:68-79)
  4. O cântico de Simeão  (2:29-32)
  5. O cântico dos anjos  (2:14)
Por que há tanta musica, alegria e celebração no natal de Cristo?  O próprio conteúdo destes cânticos responde satisfatoriamente a esta pergunta!  Eis algumas respostas:

I. PORQUE AS PROFECIAS DO ANTIGO TESTAMENTO SE CUMPRIRAM!

Por isto Simeão disse: “Ó Soberano… podes despedir em paz o teu servo.  Pois os meus olhos já viram a tua salvação, que preparaste à vista de todos os povos:…”  (Lucas 2:29-32)
Veja bem, o pecado de Adão e Eva estragou tudo!  Roubou nossa inocência, pureza, altruísmo, paz e segurança!  E nos transformou em pessoas culpadas, impuras, egoístas, insatisfeitas, inseguras, e insubmissas ao governo de Deus!  Nos colocou para fora do jardim! Quebrou nossa comunhão com Deus.  Porém, em Genesis 3:15 Deus fez uma grande promessa e profecia!  Que um dia “a semente da mulher” esmagaria a cabeça da serpente!  E o Antigo Testamento identifica esta “semente” como o Messias, o Ungido de Deus, Emanuel!  Deus conosco!
Depois desta profecia Deus deu mais de 100 outras profecias complementares!  Elas estão espalhadas através do Antigo Testamento.  Por meio de Seus profetas Ele revelou vários detalhes sobre a vinda e ministério do Seu Ungido.  Apenas alguns exemplos:
  1. Que ele nasceria de uma virgem (Isaias 7:14).  
  2. Que ele viria da tribo de Judá (Gen. 49:10).
  3. Que ele seria da linhagem de Davi (II Samuel 7:12-16).
  4. Que por ocasião de seu nascimento haveria um infanticídio (Jer.31:15).
  5. Que seus pais teriam que fugir para o Egito (Oséias 11:1)
  6. Que ele nasceria em Belém-Efrata!  (Miqueias 5:2)
Apenas considere a precisão desta ultima profecia.  Setecentos anos antes de Cristo, Miqueias olha para o Mapa Mundi e profetiza:  O Messias não nascera no Egito, nem na Arabia e nem em Roma, mas em Israel!  Israel está dividido em 12 tribos, mas ele nascerá no território da tribo de Judá!  Judá tem várias cidades, e apesar de seus pais morarem em Nazaré, ele nascerá na pequena vila de Belém!
Pense bem!  Qual a possibilidade de um vidente, há 700 anos atrás, advinhar que um dos nossos presidentes nasceria em Pernambuco, Caetés, antigo distrito de Garanhuns!??  Só por Deus mesmo!  Por isso Ele mesmo diz: “eu sou Deus e não há outro semelhante a mim. Eu anúncio o que há de acontecer, e desde a antiguidade as coisas que ainda não sucederam. O meu conselho permanecerá de pé e farei toda a minha vontade.” (Isaías 46:9-10)
Por que há tanta musica, alegria, e celebração no natal?  Porque em Cristo centenas de profecias se cumpriram!  Isto demonstra, mais uma vez, a fidelidade da Palavra de Deus!

II.  POR QUE REALIZOU-SE O MILAGRE DA ENCARNAÇÃO!

Logo no início do seu cântico Zacarias faz alusão ao milagre da encarnação.  Ele diz:  “Louvado seja o Senhor, o Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo (Lucas 1:68).  João deixa isto mais claro quando afirma: “No principio era aquele que é a Palavra.  Ele estava com Deus e era Deus. … Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.” (João 1:1 e 14)
A Palavra tornou-se carne!  Através deste milagre Deus revela seu grande interesse, bondade, amor, compaixão, misericórdia, e graça por nós pecadores!  Um sitiante tinha dificuldade com essa verdade.  Durante o culto de Natal, quando se falava sobre a encarnação, ele se retirou e voltou para casa. Como fazia muito frio, chegando em casa ascendeu o forno a lenha.  A luz e o calor atraiu alguns passarinhos que se aproximaram da janela.  O sitiante sentiu pena deles! Por isso abriu a porta e tentou incentivá-los a entrar.  Mas eles fugiam com medo da sua presença!  Frustrado ele pensou:  Ah, se eu pudesse me transformar num passarinho e falar a sua língua… e dizer a eles que eu não sou um inimigo, mas que eu os amo, apenas quero salvá-los.  Naquele exato momento o sitiante entendeu o milagre da encarnação!  E seu coração encheu-se de alegria!
Por que há tanta musica, alegria, e louvor no natal?  Primeiro, porque em Cristo centenas de profecias se cumpriram!  Segundo, porque realizou-se o milagre da encarnação!
“Aquele que é a Palavra tornou-se carne e viveu entre nós. Vimos a sua glória, glória como do Unigênito vindo do Pai, cheio de graça e de verdade.”
“Louvado seja o Senhor, o Deus de Israel, porque visitou redimiu o seu povo.

III.  POR QUE O PROBLEMA DO PECADO FOI RESOLVIDO!

Veja esta verdade em duas partes do cantico de Zacarias.
Primeira:  “Louvado seja o Senhor, o Deus de Israel, porque visitou e redimiu o seu povo.  Ele promoveu poderosa salvação para nós, na linhagem do seu servo Davi, (como falara pelos seus santos profetas, na antiguidade)…”  (Lucas 1:68-70) 
Segunda:  para dar ao seu povo o conhecimento da salvação, mediante o perdão dos seus pecados, por causa das ternas misericórdias de nosso Deus, pelas quais do alto nos visitará o sol nascente para brilhar sobre aqueles que estão vivendo nas trevas e na sombra da morte, e guiar nossos pés no caminho da paz”. (Lucas 1:77-79)
No Natal o Cristão não celebra o nascimento do bebe Jesus… mero símbolo de humildade, pureza e amor.  Na verdade ele é tudo isto e muito mais!  Zacarias louva a Deus porque no menino Jesus ele vê:  1) O Redentor.  2)  Que veio até nós, que  vivemos nas trevas e na sombra da morte!   3)  Veio para promover poderosa salvação.  4)  Veio trazer uma mensagem de perdão dos pecados por meio das ternas misericórdias de Deus!
Como bom Judeu, Zacarias era conhecedor do Antigo Testamento, sabia que o mesmo testificava e apontava para Jesus Cristo!  Sabia que, de forma progressiva, o mesmo revelava o caráter e a missão do Messias.  Sabia que:
  • Em Genesis ele é apresentado como o Descendente da mulher (que esmagaria a cabeça da serpente).
  • Em Êxodo, como o Cordeiro pascal (cujo sangue inocente nos liberta do anjo da morte).
  • Em Levítico, como nosso Sumo Sacerdote!  (que intercede por nós)
  • Em Deuteronômio, como nosso Profeta!  (que nos traz a Palavra de Deus)
  • Em Josué, como o Capitão da Nossa Salvação!
  • Em Juízes, como  o nosso Legislador e Juiz.
  • Em Rute, como o nosso Redentor (que nos resgata do pecado).
  • Em I e II Samuel, como nosso Profeta Fiel e Verdadeiro!
  • Em Reis e Crônicas, como nosso Soberano Rei.
  • Em Salmos, como nosso Bom Pastor!
  • Em Provérbios, como nossa Sabedoria!
  • Em Isaias, como o Maravilhoso Conselheiro!  Deus forte!  Pai da Eternidade!  Príncipe da paz!
  • Em Jeremias, como o Profeta que chora!
  • Em Ezequiel, como Aquele que nos chama do pecado!
  • Em Daniel, como o quarto homem na fornalha de fogo.
  • Em Oséias, como o marido q resgata e perdoa sua esposa infiel.
  • Em Jonas, como o Grande Missionário! (que nos chama ao arrependimento para com Deus)
  • Em Miquéias – o Mensageiro da Paz!
Por isso quando o Cristão pensa no Natal, ele pensa no grande amor de Deus que enviou “Seu único Filho” para resolver nosso pior problema — o pecado!   D.A.Carson disse:
  1. Se nossa maior necessidade fosse econômica, Deus nos teria enviado um economista!
  2. Se nossa maior necessidade fosse entretenimento, Ele nos teria enviado um comediante ou um artista.
  3. Se nossa maior necessidade fosse estabilidade política, Ele nos teria enviado um político.
  4. Se nossa maior necessidade fosse a saúde, Ele nos enviaria um medico.
  5. Mas Deus sabia que a nossa maior necessidade envolvia nosso pecado, nossa alienação Dele, nossa profunda rebelião, cuja consequência é a morte, e Ele nos enviou um Salvador.
Concluindo, no Natal, o cristão, olha para manjedoura e vê:  As profecias se cumprindo!  O milagre da encarnação sendo realizado.  Jesus vivendo uma vida perfeita (sem nenhum pecado).  Jesus pregando o arrependimento para com Deus.  Jesus morrendo por nossos pecados. Jesus ressuscitando com poder e grande glória!  Vemos Jesus dizendo:
“Todo aquele que pratica o pecado é escravo do pecado.  Mas se o Filho vos libertar, verdadeiramente sereis livres!”  
“Eu sou o Caminho, a Verdade e a Vida, ninguém vem ao Pai senão por mim.”
“Pois desci do céu, não para fazer a minha vontade, mas para fazer a vontade daquele que me enviou.  E esta é a vontade daquele que me enviou: que eu não perca nenhum dos que ele me deu, mas os ressuscite no último dia.
Porque a vontade de meu Pai é que todo o que olhar para o Filho e nele crer tenha a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia”.   João 6:38-40
Tendo crido, recebemos o perdão dos pecados, e vendo o Espírito Santo transformando nossos valores, atitudes, palavras e ações crescemos na certeza da nossa salvação!  Por isso cantamos e nos alegramos no Natal de Cristo!
Se você ainda vive nas trevas do pecado, na sombra da morte, agora mesmo ore a Deus, e peça que, pelas suas ternas misericórdias, Ele lhe dê arrependimento, fé em Jesus Cristo, perdão dos pecados e salvação eterna!
Por Sillas Campos. © Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Original: Natal: Qual o motivo da música e alegria?

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