SEJA PARCEIRO DESTE MINISTÉRIO


terça-feira, 17 de dezembro de 2013

O ESCÂNDALO DOS SEMI-IGREJADOS

Por Renato Vargens

 


Tenho conversado com alguns pastores que compartilham de uma preocupação relacionado a frequência dos membros de suas igrejas em seus cultos.  
 
Na verdade, ouso afirmar que esse é um problema eminentemente OCIDENTAL que se manifesta em praticamente todas as Igrejas Brasileira. 
 
Por acaso você já percebeu que existem inúmeros irmãos quem faltam dois, três cultos e aparecem esporadicamente? Pois é, complicado não é mesmo? 
 
Confesso que ultimamente tenho pensado muito nisso tentando descobrir o que fazer para corrigir esse tipo de comportamento. 
 
Bom, Kevin De Young, um jovem pastor americano escreveu um texto brilhante que acredito possa nos ajudar nessa reflexão. De Young  chama esse grupo de irmãos de "SEMI-IGREJADOS". 
 
O texto foi traduzido por Josaías Junior e foi publicado pelo Reforma 21.

Vale a pena ler até o final!

Renato Vargens

 

"Este é um daqueles posts que queria escrever há algum tempo, mas não tinha certeza de como dizer o que acho que precisa ser dito. O perigo do legalismo e da falsa culpa é muito real. Mas, o perigo da desobediência e do autoengano também é.

Eu quero falar sobre os membros de igreja que frequentam sua igreja com grande irregularidade. Eles não são desigrejados, desviados ou sub-igrejados. Eles são semi-igrejados. Eles aparecem algumas vezes, mas não toda semana. Eles estão dentro e fora, estão ligados e desligados, um domingo aqui e dois sumidos. Este é o escândalo dos semi-igrejados. Na verdade, Thom Rainer defende que a razão principal para o declínio de comparecimento à igreja é que os membros não vão tanto à igreja quanto costumavam.

Nós temos cristãos que só aparecem no Natal e na Páscoa provavelmente desde que temos Natal e Páscoa. Algumas pessoas sempre serão intermitentes em relação à sua presença na igreja. Eu não estou falando sobre cristão nominais que aparecem na igreja uma ou duas vezes ao ano. Estou falando sobre pessoas que passam por todo o processo de fazer parte de uma igreja, não têm qualquer problema com a igreja, mas, ainda assim, só entram por suas portas uma ou duas vezes ao mês. Se há igrejas com róis de membro muito maiores que a frequência média de domingo, ou seus sub-pastores abandonaram suas obrigações, ou há membros infiéis em seu meio, ou os dois.

Eu sei que não vamos à igreja, nós somos a igreja (blá, blá, blá), mas ser preciosista com nosso vocabulário não muda a exortação de Hebreus 10.25: Não devemos deixar de congregar-nos, como é costume de alguns. Reunir-se a cada Dia do Senhor com a nossa família da igreja é um dos pilares do cristianismo maduro.

Então, faça a si mesmo algumas perguntas.

1. Você estabeleceu a presença na igreja como um hábito inviolável em sua família? 

Sabe quando você acorda de manhã e pensa: “talvez eu dê uma corridinha hoje” ou “acho que vou fazer torradas esta manhã”?  Não é assim que o comparecimento à igreja deveria ser. Não deveria ser uma proposição “se eu sentir vontade”. Eu sempre serei grato por meus pais tratarem a presença na igreja (de manhã e de noite) como um padrão inalterável. Não estava aberto a discussão. Não era baseado em circunstância extenuantes.  Nunca foi um talvez. Nós íamos à igreja. Era isso que fazíamos. Isso tornava a decisão de todo domingo uma decisão simples, porque não havia realmente decisão. Exceto por doenças desesperadoras, nós sempre íamos. Dar à sua família o mesmo tipo de hábito é um dom que eles não apreciarão agora, mas normalmente te agradecerão depois.

2. Você planeja adiantado no sábado para que a igreja seja uma prioridade no domingo?  

Todos nós somos ocupados; por isso, pode ser difícil ir para igreja, especialmente com uma casa cheia de crianças. Nunca aproveitaremos o máximo dos nossos domingos se não nos prepararmos para eles no sábado. Isso provavelmente significa terminar o dever de casa, ir para cama na hora e abdicar de um pouco do futebol. Se a igreja só é lembrada mais tarde, você não pensará nela até que seja muito tarde.

3. Você organiza seus planos de viagem de maneira a minimizar a ausência no domingo? 

Eu não quero ser legalista com essa pergunta. Eu já viajei no domingo antes (embora tente evitar). Eu tiro férias e recesso para estudos, e perco 8 ou 9 domingos da minha igreja por ano. Eu entendo que vivemos em uma cultura móvel. Eu entendo que as pessoas querem visitar seus filhos e netos no final de semana (e como sou grato quando os nossos vêm e visitam). A época em que as pessoas estavam na cidade por 50 a 52 semanas por ano é passado. Viajar é muito fácil. Nossas famílias estão muito dispersas. Mas, escute: isso não significa que não podemos nos esforçar um pouco para estar por lá no domingo. Talvez você possa tirar a sexta para visitar as crianças e poder retornar na noite de sábado. Talvez você precise pensar duas vezes sobre investir numa chácara que te afastará da igreja por várias semanas durante o ano. Talvez você possa reavaliar sua suposição de que o período entre sexta à noite e domingo à noite é seu para fazer o que você quiser. É quase impossível crescer em amor por sua igreja e servir efetivamente na sua igreja se você está regularmente ausente.

4. Você está disposto a fazer sacrifícios para reunir-se com o povo de Deus para adorar a cada domingo?  

“Mas você não espera que eu cancele meus planos para sábado à noite, certo? Sem chance de reorganizar minha agenda de trabalho. Este emprego exige que eu trabalhe todo domingo – eu teria que arrumar um novo emprego se quisesse estar regularmente na igreja. Domingos são meus dias de recarregar. Eu não cuidarei de tudo na casa se eu for para a igreja toda semana. Meus filhos não poderão jogar futebol se não formos nos jogos de domingo. Se eu tiver que terminar meu dever de casa antes do domingo, não poderei descansar na sexta à noite e o sábado todo. É claro que Deus não quer que eu sacrifique tanto só para poder aparecer na igreja!”. Não é exatamente o caminho da cruz, é?

5. Você já considerou que talvez você possa não ser um cristão?  

Quem sabe quantas pessoas Deus salva “como pelo fogo” (1 Co 3.15)? Ir à igreja toda semana te torna um cristão? Absolutamente não. Perder 35 domingos por ano te torna um não-cristão? Isso já dá o que pensar. O povo de Deus ama estar com o povo de Deus. Eles amam cantar louvores. Eles amam comer à Mesa. Eles amam ser alimentados com a Escritura. Falta de frequência à igreja – ou seja, andar sem rumo – é, na melhor das hipóteses, sinal de imaturidade e, na pior, incredulidade. Sempre que Deus chama pessoas das trevas, ele as chama para a igreja. Se o culto de domingo é a comunidade dos redimidos, o que seu padrão semanal sugere a Deus sobre do que você realmente faz parte?"

Kevin De Young

Deus Elege Pessoas Baseado na Presciência da Fé?

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Por John Hendryx


As Escrituras ensinam que tudo relacionado ao evangelho tem o propósito de glorificar Cristo e destruir o orgulho do homem, ao pensar que pode salvar a si próprio. Por conseqüência, alguma coisa que diminui a glória de Cristo é inconsistente com o verdadeiro evangelho. Então, meu propósito nesta questão não é ser contencioso, mas glorificar a Deus ao alinhar nossos pensamentos com o dEle. Este pequeno artigo se propõe a desafiar a posição antibíblica que alguns evangelistas modernos insistem em pregar: a “presciência da fé” . Eu gostaria especificamente de confrontar essa posição, sustentada por alguns, que crêem que Deus observa de fora os corredores do tempo tentando ver quem crerá e então os escolhe baseado na sua resposta positiva a Ele. Eu entendo que um dos grandes motivos para alguns cristãos acreditarem neste conceito é que eles desejam preservar o amor irrestrito de Deus a todos e não podem imaginar um Deus que “arbitrariamente” escolhe alguns e condena o resto. Se a eleição incondicional fosse verdade, argumentam, então porque Deus não salvou todo mundo? Escolher alguns e deixar outros não tornaria Deus arbitrário em Sua escolha? Essas são objeções compreensíveis que eu espero responder no que se segue: 

Se entendo corretamente a ideía da “presciciência da fé”, os próximos três pontos expressam corretamente o conceito central que esta posição sustenta:

1 - A salvação dos homens é definitivamente o resultado de suas escolhas ao contrário de uma escolha divina, unicamente.
2 - A eleição é baseada pela presciência divina da fé de certas pessoas e não somente por estar de acordo com Seu desejo e misericordiosa vontade.
3 - A eleição é condicional, baseada na aceitação de Jesus Cristo e não na determinação de Deus, mesmo quando a graça de Deus está certamente envolvida neste processo.

Antes de entrarmos numa discussão dos méritos da racionalidade (lógica), devemos considerar primeiramente que o Cristianismo não é algo que nós deduzimos de uma mera filosofia especulativa. Deus decidiu nos dar faculdades racionais e as ferramentas da lógica; mas, como cristãos, isto deve sempre ser usado dentro dos parâmetros bíblicos que Ele graciosamente nos concedeu. Pensar cristologicamente é reconhecer que podemos saber de Deus somente da forma que Ele revelou-se a nós nas Escrituras; e as Escrituras não dão evidência da doutrina da “presciência da fé”. Portanto, sustentar uma teologia apenas numa inútil lógica humana não é nada mais que tirar os mais profundos fundamentos da nossa fé de fontes extrabíblicas.

Visão Bíblica do Conhecimento

De fato, as Escrituras dizem “...aqueles que [Deus] de antemão conheceu, também os predestinou”, mas seria uma exegese pobre concluir que isto deve significar uma “fé prevista”. É ir bem mais além do que o texto realmente quer dizer. Todos devemos admitir que isto é ler um conceito adicional que simplesmente não está lá, pelo motivo de o texto em questão não dizer que Deus prevê algum evento (nossa fé) ou as atitudes que as pessoas tomam. Pelo contrário, ele diz aqueles que de antemão conheceu...”. Em outras palavras, Paulo informa que Deus prevê pessoas. As Escrituras, toda vez que citam Deus “conhecendo” pessoas, referem-se àqueles em quem o Senhor imputou seu amor. Isto expressa a intimidação do conhecimento pessoal.

Por exemplo, o Senhor diz a Jeremias: “Antes que eu te formasse no ventre teconheci”. Deus determinou de antemão separar certas pessoas por amor, mas não pelas decisões delas (Amós 3:2; Mt. 7:23; João 10:14; 2 Tm 1:19). Na verdade, a Bíblia ensina que a graça de Deus em nos escolher é livre, baseada unicamente em Sua vontade, e não influenciada por capacidades natas, desejo espiritual (Rm 9:16, João 1:13), mérito religioso ou a presciência da fé das pessoas que ele escolheu para Si (Ef 1:5; 2:5,8). Pelo contrário, Deus atua de acordo com Seu supremo propósito, que é Sua própria glória.

A todo aquele que é chamado pelo meu nome, e que criei para minha glória, e que formei e fiz.” (Isaías 43:7)

Inconsistências Lógicas

A partir da falta de evidência bíblica para os defensores da “presciência da fé”, eu também gostaria de evidenciar a falha fatal e a lógica inconsistente da própria pressuposição antibíblica. Enquanto alguns retratam a “fé prevista” como uma dádiva de grande liberdade à livre escolha de todos os homens, após uma reflexão mais profunda, esta idéia mostra que nenhuma liberdade é dada ao homem no final. Ora, se Deus pode olhar o futuro e ver que uma pessoa Avirá a Cristo e que a pessoa B não irá crer em Cristo, então esses fatos já estão consumados, eles já foram determinados. A presciência divina da fé e arrependimento dos crentes implica a certeza, ou “necessidade moral” desses atos, tanto quanto um decreto soberano. “Porque aquilo que é certamente previsto deve ser certo” (R.L. Dabney). Se nós assumirmos que o conhecimento divino do futuro é correto (ponto pacífico entre todos os evangélicos), então é absolutamente certo que a pessoa A crerá e a pessoa B não crerá. Não existe qualquer forma de suas vidas tornarem-se diferente disso. Conseqüentemente, é mais que correto dizer que seus destinos já estão determinados, porque não poderiam ser diferentes. A questão é: pelo que seus destinos são determinados? Se o próprio Deus os determina, então nós não temos eleição baseada na presciência da fé, e sim na vontade soberana do Senhor. Porém, se Deus não determina seus destinos, então quem ou o que os determina? É claro que nenhum cristão diria que existe um ser mais poderoso que Deus controlando o destino dos homens. Portanto, a única alternativa possível é dizer que seus destinos são determinados por alguma força impessoal, algum tipo de sorte, operante no Universo, fazendo todas as coisas agirem como elas agem. Mas, qual o benefício disso? Trocamos, então, a eleição sacrificial em amor, de um Deus pessoal e compassivo, por um tipo de determinismo guiado por uma força impessoal; e Deus deixa de receber a autoridade final para nossa salvação. (Wane Grudem, Systematic Theology).

Além disso, ninguém poderia argumentar consistentemente que Deus previu aqueles que creriam e seriam salvos e também pregar que Deus estátentando salvar todo o mundo. Se Deus sabe quem será salvo, então seria um absurdo Ele acreditar que mais pessoas podem ser salvas que aquelas que Ele previamente sabia que o escolheriam. Seria inconsistente afirmar que Deus está tentando fazer alguma coisa que Ele já sabia que nunca aconteceria. Da mesma forma, ninguém pode consistentemente dizer que Deus previu aqueles que seriam salvos e em seguida ensinar que o Espírito Santo faz tudo que pode para salvar todos os homens do mundo. Por este sistema, o Espírito Santo estaria perdendo tempo e esforço na tentativa de converter um homem que Ele sabia desde o princípio que não O escolheria. O sistema antibíblico desaba por si mesmo.

Alguns poderão responder que não é nem eleição nem fé previstas, mas alguma coisa no meio. Esta opção é excluída, por definição, a não ser que você acredite que Deus não conhece o futuro. Em outras palavras, a única forma da “posição de meio-termo” ser verdade é o caso de limitarmos a onisciência de Deus (uma impossibilidade). Ou Deus sabe e decreta o futuro ou não. Se Deus sabe o futuro e sua posição da fé prevista é verdadeira, então Deus nos deixou nas mãos de um acaso impessoal. Nossas escolhas seriam pré-arranjadas por um determinismo impessoal. Sua posição “coluna do meio” poderia teoricamente ser correta se você afirmar a ignorância de Deus em relação ao futuro, mas então Deus não saberia quem iria escolhê-lo e a teoria inteira se desmancharia pelo fato da “presciência da fé” gerá-la. Concluindo, a não ser que você deseje acreditar que uma força impessoal determina nossa salvação, e que Deus não conhece o futuro (a heresia do Teísmo Aberto), a posição da fé prevista é, ao mesmo tempo, biblicamente e logicamente impossível. Com o propósito de honrar a Deus, nós devemos, neste assunto, originar nossa autoridade das Escrituras e ser cuidadosos para não nos apoiarmos meramente naquilo que nos foi ensinado em nossa igreja.

Antecipando o contra-argumento que isto faria Deus “arbitrário”...  

Primeiramente, eu gostaria de desafiá-lo a confrontar a seguinte passagem. Paulo encontrou a mesma argumentação contra a eleição – que isto faria Deus injusto e arbitrário.

Romanos 9:18-23

"18 Portanto, Deus tem misericórdia de quem ele quer, e endurece a quem ele quer. 19 Mas algum de vocês me dirá: “Então, por que Deus ainda nos culpa? Pois, quem resiste à sua vontade?” 20 Mas quem é você, ó homem, para questionar a Deus? “Acaso aquilo que é formado pode dizer ao que o formou: ‘Por que me fizeste assim?” 21 O oleiro não tem direito de fazer do mesmo barro um vaso para fins nobres e outro para uso desonroso? 22 E se Deus, querendo mostrar a sua ira e tornar conhecido o seu poder, suportou com grande paciência os vasos de sua ira, preparados para a destruição? 23 Que dizer, se ele fez isto para tornar conhecidas as riquezas de sua glória aos vasos de sua misericórdia, que preparou de antemão para glória,"

Para começar, Paulo não faria esta questão hipotética a não ser que ele acreditasse que a determinação final da salvação estava apenas nas mãos de Deus. Paulo está dizendo que Deus tem o o direito supremo de fazer conosco o que Ele quiser. Você irá condená-lo por este direito? Além disso, como nós conhecemos a personalidade de Deus, nós não devemos pensar que, a Seu modo, Deus não tinha razões ou causas para salvar a alguns e outros não – “o propósito divino sempre conspira com a sabedoria de Deus e nada ocorre sem motivos ou despropositadamente, apesar destas razões e causas não terem sido reveladas a nós. Nos Seus conselhos e obras nos quais nenhum propósito é perceptível, este propósito ainda está oculto com Deus. Logo, o que Ele decretou nunca está fora de uma justa e sábia concordância com Seu beneplácito, fundamentado em Seu gracioso amor que nos envolve” (Heppe,Reformed Dogmatics). Apenas não saber o porquê de Ele escolher alguns para a fé e outros para a descrença não é razão suficiente para rejeitar isto. Na falta de dados relevantes, nós, portanto, não temos razão, ou o que for, para assumir o pior, portanto não há base legítima para duvidar da benignidade de Deus aqui. Conseqüentemente, duvidar que Deus pode escolher-nos baseado somente no seu bel consentimento não é duvidar da bondade de Deus. Os defensores da “presciência da fé” estão, na verdade, dizendo que são incapazes de crer na escolha de Deus e preferem dá-la a seres decaídos, como se eles pudessem tomar uma decisão melhor que Deus. Vamos resumir então a resposta à acusação de Deus ser arbitrário:

As coisas encobertas pertencem ao SENHOR, o nosso Deus, mas as reveladas pertencem a nós e aos nossos filhos para sempre, para que sigamos todas as palavras desta lei.” (Deuteronômio 29:29)

A eleição é baseada nas qualidades morais de Deus (por exemplo: bondade, compaixão, empatia, integridade, não-fingimento, imparcialidade, justiça, etc.)

Deus tem “causas e razões” para Suas escolhas, mesmo que estas sejam “intímas” dEle (ou seja, desconhecidas nas criaturas). Nós sabemos que o Senhor é bom e portanto podemos confiar que Ele faria uma escolha melhor que as nossas.

Deus não faz nada sem razão. Ele não faz nada despropositadamente. Ele simplesmente não nos revelou estas razões e causas, apesar de elas certamente existirem. Como elas não foram reveladas, estamos proibidos de tentar adivinhá-las. Porém, como conhecemos a fidelidade de Deus, podemos nos regozijar em Sua sabedoria. Deus não falta com razões justas para Seus atos. Estas “razões justas” estão simplesmente ocultas para nós.

Salvação não é condicionada por algo que Deus vê em nós e que nos torna dignos de Sua escolha. NENHUM dos Seus decretos são feitos sem justiça e sabedoria.

Devemos sempre ter em mente que Deus não é obrigado a salvar ninguém e que todos nós somos justamente merecedores de Sua ira. Assim, se Deus salva alguém, é puramente um ato de Sua misericórdia. Todos os evangélicos concordam que seria justiça de Deus pôr toda a humanidade em julgamento. Por que, então, seria injustiça de Sua parte julgar alguns e ter misericórdia do resto? Se seis pessoas me devessem certo valor, por exemplo, e eu perdoasse quatro deles, mas ainda quisesse o pagamento dos outros dois, eu estaria totalmente dentro de meu direito. Quanto mais Deus está? (Leia A Parábola dos Trabalhadores na Vinha – Mateus 20:1-16) .

Portanto, isso não depende do desejo ou do esforço humano, mas da misericórdia de Deus.” (Romanos 9:16)

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Tradução livre: Josaías Cardoso Ribeiro Jr.
Brasília-DF, 22 de janeiro de 2004.
Fonte: Monergismo via Bereianos
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Kaká se torna embaixador da organização humanitária cristã Visão Mundial

Kaká se torna embaixador da organização humanitária cristã Visão Mundial

O jogador Kaká, conhecido e admirado em todo o mundo por sua postura fora e dentro de campo, e também conhecido por seu posicionamento religioso, se tornou recentemente o mais novo embaixador da Visão Mundial, abraçando a causa da instituição em ajudar crianças em situação de pobreza.
- Agora eu sou embaixador da Visão Mundial e nós estamos juntos na luta contra a pobreza – escreveu o jogador em sua página no Twitter.
Com mais de 38 anos de atuação no Brasil, a Visão Mundial é uma organização não governamental, humanitária e cristã que trabalha ajudando na superação da pobreza, apoiando as crianças pobres, suas famílias e as comunidades onde vivem.
Em um vídeo publicado pela organização, Kaká aparece falando da situação de extrema pobreza na qual vivem milhares de crianças brasileiras, que não tem acesso nem mesmo a água limpa para beber.
No vídeo, Kaká convida as pessoas a apadrinhar uma criança por meio dos programas da Visão Mundial, explicando que “por menos de dois reais por dia você transforma a vida de uma criança e a comunidade em que ela vive, por meio de projetos que contribuem para sua educação, saúde, esporte e lazer”.
Assista ao vídeo da campanha:
Clique aqui para conhecer o trabalho da Visão Mundial.
Por Dan Martins, para o Gospel+

segunda-feira, 16 de dezembro de 2013

Qual é o fim principal do Homem?

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Pergunta 01: Qual é o fim principal do homem?  

Resposta: 
O fim principal do homem é glorificar a Deus (Rm 11.36; I Co 10.31), e gozá-lo para sempre (Sl 73.24-26; Jo 17.22,24).

Glorificação permanente.

Deus criou o homem à sua imagem e semelhança para que ele, por sua natureza, grandeza e virtudes, lhe fosse, naturalmente, perpétua glória na existência e na adoração. Arte do grande Artista, o homem destina-se às artes, à ciência, ao pensamento, à moral, à ética, à comunhão com o Criador e às relações interpessoais harmoniosas com seus semelhantes. A obra prima da criação deveria, por si mesma, ser, dentro de seus objetivos originais, sublime expressão de glória e exaltação do Pai eterno. O pecado prejudicou desgraçadamente o homem, corrompeu-o, mas Deus lhe preservou na essência princípios qualitativos da base original, ainda que rudimentarmente, de moralidade, de espiritualidade, de inteligência, de sensibilidade, de racionalidade, de criatividade, de poder regencial. Poucos seres humanos, porém, depois da queda, voltam-se para Deus. A maioria torna-se egocêntrica, materialista, hedonista e, parte considerável, satanista. Na massa caída e degenerada Deus introduziu o novo Adão, Jesus Cristo, de quem pode dizer o mesmo que diria do velho Adão: "Este é meu filho amado, em quem me comprazo; a ele ouvi" (Mt 17.5). Em Cristo, cabeça da nova humanidade, a glória está perfeita e exuberantemente visível: "E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade, e vimos a sua glória, glória como a do unigênito do Pai" (Jo 1.14). O homem, em si mesmo, apesar da queda, é glória de Deus, pois é o único ser moral, intelectivo, volitivo e criativo. Os regenerados em Cristo Jesus, retirados da humanidade degenerada pela eleição da livre graça divina, recuperaram a espiritualidade e se reconciliaram com Deus, tornando-se imagens e semelhanças de Cristo, formando com ele um corpo interativo indissolúvel e, por meio dele, restabelecidos à comunhão do Pai celeste: "Que todos sejam um; e como és tu, ó Pai, em mim e eu em ti, também sejam eles em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste" (Jo 17.21 cf 17.24). O crente é, por sua natureza e vocação, um glorificador de Deus, um santificador de seu nome. No regenerado Cristo é glorificado (Jo 17.10). O conservo Paulo podia dizer:  "Já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim" (Gl 2.20).

Glorificação por testemunho

O mundo toma conhecimento de Deus, de sua paternidade, santidade, poder, honra, misericórdia e glória pelo testemunho existencial e missionário de seu povo. O salvo em Cristo Jesus não deve ser, é: sal, fermento e luz: "Vós sois o sal da terra""Vós sois a luz do mundo", disse Jesus; e acrescentou: “Assim brilhe também a vossa luz diante dos homens, para que vejam as vossas boas obras e glorifiquem a vosso Pai que está nos céus" (Mt 5.13.14,16). Onde o redimido é colocado como boa semente, aí  florescem a dignidade, a honestidade, a sinceridade, a bondade e a paz. O crente modifica o ambiente em que vive ética, moral, social e espiritualmente. Enquanto o homem carnal é glória de si mesmo, de seu ego e do mundo, o verdadeiro crente é glória de Deus; para isso foi criado, eleito desde a eternidade, chamado em Jesus Cristo, colocado no corpo dos redimidos, sustentado e preservado pelo Santo Espírito da promessa. Por seu testemunho claro e forte a mensagem se torna poderosa, convincente e transformadora. O nome de Deus é santificado na vida de seus santos. Cristo administra os seus servos (douloi), jamais é administrado por eles. Ao renunciar as glórias do mundo, o salvo se transforma em glória de seu Salvador.

Gozá-lo para sempre

Imagine se você pudesse ter sua mãe, sadia, jovial, amorosa e dedicada, sempre ao seu lado. Que a doença, a velhice e morte jamais a atingissem. Seria um gozo ininterrupto e completo para os corações tanto do filho como da mãe. A paternidade divina, imensuravelmente mais profunda, mais significativa e mais construtura, nunca se apartará do regenerado. O filho estará eternamente com o seu Pai celeste numa interligação pessoal, fraternal e gozosa para a alegria do Criador e realização da criatura. A humanidade geral, porém, seduzida pelo maligno, afasta-se do Salvador e se entrega a si mesma e aos caprichos da carne. Corrompem-se no pecador irregenerado os laços da fraternidade e os vínculos de unidade; deturpa-se-lhe, e se lhe degenera o ser original. Cristo, no entanto, restaura, no eleito, a imagem danificada pela queda, restabelece-lhe o gozo permanente pelo consolo do Espírito, reata-lhe o elo de convergência espiritual  da indissolúvel ligação entre o Criador e a  criatura, feita para ser imagem, não caricatura.

O cristão regenerado glorifica o Salvador e vive no gozo de sua paternidade e proteção.

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Comentário do Rev. Onézio Figueiredo sobre a 1ª pergunta do Breve Catecismo de Westminster.

Governo do PT teme perder apoio evangélico e adia votação do PL 122


Ficou decidido que a pauta só será discutida depois das eleições de 2014
por Leiliane Roberta Lopes

Governo do PT teme perder apoio evangélico e adia votação do PL 122Governo do PT teme perder apoio evangélico e adia votação do PL 122
O projeto de lei 122/2006 não será mais votado este ano a mando do governo do PT que está com medo de perder o apoio dos evangélicos para a reeleição de Dilma Rousseff.
O projeto tem sido adiado nas últimas semanas na Comissão de Direitos Humanos do Senado por conta de revisões feitas pelo senador Paulo Paim (PT-RS) que tem alterado alguns artigos do PL para conseguir aprovar a proposta.
Como não houve acordo com a bancada religiosa, a saída do PT foi suspender a votação. A decisão foi anunciada pela ministra de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, que ligou para senadores da base do governo pedindo que o texto só volte a ser debatido depois das eleições.
Magno Malta (PR-ES) é um dos principais críticos ao novo texto, ele acredita que o objetivo do PL é oferecer privilégios aos homossexuais e já usou o Plenário para explicar suas razões para ser contra ao que propõe o projeto.
Malta também criticou a aproximação repentina do PT com as igrejas na época das eleições, sendo que os projetos do partido sempre afrontam os valores cristãos.
“Não adianta na época de eleições tomar café com pastor, visitar as igrejas e depois de eleitos, defenderem projetos contra a família, da forma que foi concebida por Deus. Nós vamos nos posicionar contrários aos políticos que defendem essa ideologia homossexual. No segundo turno das eleições, andei este país inteiro com a Dilma, mas agora ninguém vai me usar mais”, disse o senador.
Até o líder do PT no Senado, Wellington Dias (PT-PI) é a favor da mudança do texto para não prejudicar as igrejas. “O Planalto tem afirmado que se houver ameaça a liberdade de expressão das igrejas, o relatório deve ser melhorado”, disse.
Como católico, Dias acredita que não exista uma igreja que seja a favor do ódio contra homossexuais. Além de defender a mudança do texto, o senador petista se reuniu recentemente com Magno Malta para tratar sobre o apoio dos evangélicos na corrida eleitoral.
Fonte:gospelprime

sábado, 14 de dezembro de 2013

Aviva a tua obra, Senhor! (VINACC)


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Inscreva-se gratuitamente e participe da 16ª Consciência Cristã Inscreva-se aqui
Já estão abertas as inscrições gratuitas para o 16º Encontro para a Consciência Cristã! O evento, que é um dos maiores encontros evangélicos do país, acontecerá de 27 de fevereiro a 04 de março de 2014, em Campina Grande, Paraíba. As inscrições podem ser feitas no site oficial do evento.
A inscrição dá direito ao participante de assistir aos seminários realizados durante o evento. Serão, no total, 86 palestras, distribuídas em 16 eventos paralelos, destinados aos mais diversos públicos, atingindo todas as faixas etárias. Os eventos contarão com a presença de 27 palestrantes, dentre os quais se destaca o pastor e missionário americano Paul Washer.
Para mais informações acesse o site: Consciência Cristã
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Não é necessária a inscrição para o acesso às concentrações noturnas, pois é aberto totalmente ao público. Nas concentrações noturnas, a partir do sábado, o evento contará com uma novidade: a realização de dois momentos de pregação, dentro do mesmo culto.
O 12º Consciência Cristã Kids e a 4º Consciência Cristã Teen terão suas inscrições específicas sendo feitas diretamente nos locais do evento, durante os dias de realização.
As inscrições gratuitas estarão abertas até o evento Inscreva-se aqui
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FORMATURA DA TURMA 2013 DO SPN

Com muita alegria convido a todos os meus amigos do Facebook, para a formatura 2013 dos formandos do curso de Bacharel em Teologia do Seminário Presbiteriano do Norte, que será realizada no próximo sábado, dia 14 de Dezembro, às 17 horas, no templo da Igreja Presbiteriana da Boa Vista, em Recife. Você é meu convidado especial.

Avivamento? Infelizmente, ainda não...

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Por Rev. Augustus Nicodemus Lopes


O termo “avivamento” tem sido usado para designar cruzadas de evangelização, campanhas de santidade, reuniões onde se realizam curas e expulsões de demônios, ou pregações fervorosas. Mais recentemente, após o neopentecostalismo, avivamento é sinônimo de louvorzão, dançar no Espírito, ministração de louvor, show gospel, cair no Espírito, etc. etc. Nesse sentido, muitos acham que está havendo um grande avivamento no Brasil. Eu não consigo concordar. Continuo orando por um avivamento no Brasil. Acho que ainda precisamos de um, pelos seguintes motivos:

1. Apesar do crescimento numérico, os evangélicos não têm feito muita diferença na sociedade brasileira quanto à ética, usos e costumes, como uma força que influencia a cultura para o bem, para melhor. Historicamente, os avivamentos espirituais foram responsáveis diretos por transformações de cidades inteiras, mudanças de leis e transformação de culturas. Durante o grande avivamento em Northampton, Estados Unidos, dois séculos atrás, bares, prostíbulos e casernas foram fechados, por falta de clientes e pela conversão dos proprietários.

2. Há muito show, muita música, muito louvor – mas pouco ensino bíblico. Nunca os evangélicos cantaram tanto e nunca foram tão analfabetos de Bíblia. Nunca houve tantos animadores de auditório e tão poucos pregadores da palavra de Deus. Quando o Espírito de Deus está agindo de fato, ele desperta o povo de Deus para a Palavra. Ele gera amor e interesse nos corações pela revelação inspirada e final de Deus. Durante os avivamentos históricos, as multidões se reuniam durante horas para ouvir a pregação da Palavra de Deus, para ler as Escrituras, à semelhança do avivamento acontecido na época de Esdras em Israel, quando o povo de Deus se quedou em pé por horas somente ouvindo a exposição da Palavra de Deus. Não vemos nada parecido hoje. A venda de CDs e DVDs com shows gospel cresce em proporção geométrica no Brasil e ultrapassa em muito a venda de Bíblias.

3. Há muitos suspiros, gemidos, sussurros, lágrimas, olhos fechados e mãos levantadas ao alto, mas pouco arrependimento, quebrantamento, convicção de pecado, mudança de vida e santidade. Durante um verdadeiro avivamento, contudo, os corações são quebrantados, há profunda convicção de pecado da parte dos crentes, gemidos de angústia por haverem quebrado a lei de Deus, uma profunda consciência da corrupção interior do coração, que acaba por levar os crentes a reformar suas vidas, a se tornarem mais sérios em seus compromissos com Deus, a mudar realmente de vida.

4. Um avivamento promove a união dos verdadeiros crentes em torno dos pontos centrais do Evangelho. Historicamente, durante os avivamentos, diferenças foram esquecidas, brigas antigas foram postas de lado, mágoas passadas foram perdoadas. A consciência da presença de Deus era tão grande que os crentes se uniram para pregar a Palavra aos pecadores, distribuir Bíblias, socorrer os necessitados e enviar missionários. Em pleno apartheid na África do Sul, estive em Kwasizabantu, local onde irrompeu um grande avivamento espiritual em 1966, trazendo a conversão de milhares de zulus, tswanas e africaners. Foi ali que vi pela primeira vez na África do Sul as diferentes tribos negras de mãos dadas com os brancos, em culto e adoração ao Senhor que os havia resgatado.

5. Um avivamento dissipa o nevoeiro moral cinzento em que vivem os cristãos e que lhes impede de ver com clareza o certo e o errado, e a distinguir um do outro. Durante a operação intensa do Espírito de Deus, o pecado é visto em suas verdadeiras cores, suas conseqüências são seriamente avaliadas. A verdade também é reconhecida e abraçada. A diferença entre a Igreja e o mundo se torna visível.

6. Um avivamento espiritual desperta os corações dos crentes e os enche de amor pelos perdidos. Muitos dos missionários que no século passado viajaram mundo afora pregando o Evangelho foram despertados em reuniões e pregações ocorridas em tempos de avivamento espiritual. Em meados do século passado houve dezenas de avivamentos espirituais em colégios e universidades americanas. Faz alguns anos ouvi Dr. Russell Shedd dizer que foi chamado para ser missionário durante seu tempo de colégio, quando houve um reavivamento espiritual surpreendente entre os alunos, que durou alguns dias. Naquela época, uma centena de jovens dedicou a vida a Cristo, e entre eles o próprio Shedd.

Não ignoro o outro lado dos avivamentos. Quando Deus começa a agir, o diabo se levanta com todas as suas forças. Avivamentos são sempre misturados. Há uma mescla de verdade e erro, de emoções genuínas e falsas, de conversões verdadeiras e de imitações, experiências reais com Deus e mero emocionalismo. Em alguns casos, houve rachas, divisões e brigas. Todavia, pesadas todas as coisas, creio que um avivamento ainda vale a pena.

Ao contrário de Charles Finney, não creio que um avivamento possa ser produzido pelos crentes. Todavia, junto com Martin Lloyd-Jones, Charles Spurgeon, Asael Nettleton, George Whitefield e os puritanos, acredito que posso clamar a Deus por um, humilhar-me diante dele e pedir que ele comece em mim. Foi isso que fizeram os homens presbiterianos da Coréia em 1906, durante uma longa e grave crise espiritual na Igreja Coreana. Durante uma semana se reuniram para orar, confessar seus pecados, se reconciliarem uns com os outros e com Deus. Durante aquela semana Deus os atendeu e começou o grande avivamento coreano, provocando milhares e milhares de conversões genuínas meses a fio, e dando início ao crescimento espantoso dos evangélicos na Coréia.

Só lamento em tudo isso que os abusos para com o termo “avivamento” tem feito com que os reformados falem pouco desse tema. E pior, que orem pouco por ele.

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Fonte: Augustus Nicodemus, via Facebook
Bereianos
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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Pastor nigeriano forjava milagres para atrair fiéis


Ele também está sendo acusado de sequestrar esposa de jornalista
por Leiliane Roberta Lopes

Pastor nigeriano forjava milagres para atrair fiéisPastor nigeriano forjava milagres para atrair fiéis
O bispo nigeriano David Amoussou, da igreja Akwa Ibom, está envolvido em dois grandes escândalos. O primeiro seria a revelação de que ele pagava para que pessoas dessem falsos testemunhos.
Ele assumiu que usava uma “nova forma de evangelização” contratando pessoas para fingirem que foram curadas de diversas enfermidades através de uma oração feita por ele.
O caso só foi revelado depois que membros dissidentes da denominação começaram a revelar a farsa. A denúncia abalou a comunidade cristã local, segundo o site The Christian Post.
Amoussou tentou amenizar o constrangimento de ter que admitir que pagava para que pessoas promovessem seu ministério com falsos milagres, mas no final o caso se tornou ainda mais grave por conta de uma nova denúncia.
O jornalista Ndifreke Benson disse que o pastor David Amoussou invadiu seu escritório e casa e ainda teria raptado sua esposa com o único objetivo de destruir sua família.
Benson chegou a afirmar que o pastor quer se casar com a mulher que está sendo ludibriada pelo religioso para largar do marido.
A polícia foi pegar depoimento da mulher, Esther Ndifreke Benson, que afirmou não estar mais casada com o jornalista por ele ser um homem violento e que havia cometido adultério.
Esther também disse que estava com Amoussou e acreditava que com ele poderia ter uma nova vida. A polícia nigeriana então deixou o caso de sequestro de lado, pois percebeu que o jornalista só queria se aparecer diante das acusações contra o bispo evangélico.
Fonte:gospelprime

Conheça os países onde os ateus são presos e até condenados à morte



Isso ocorre não apenas em nações dominadas pelo Islã, mas em países secularizados como Dinamarca, Islândia e Alemanha
por Leiliane Roberta Lopes



Conheça os países onde os ateus são presos e até condenados à morte

Uma pesquisa realizada pela Iheu (Internation Humanist and Ethical Union) listou os países onde ser ateísta pode gerar punições severas. O estudo teve apoio da ONU e foi desenvolvido por dois homens que sentiram na pele o que é não ter fé em um país onde o Estado e a religião andam juntos.

Kacem El Ghazzali, é um dos coordenadores do estudo, ele é presidente da Associação de Ex-Muçulmanos na Suíça. Seu colega de pesquisa é Alber Saber, um ateísta criado com cristãos coptas idealizador do filme “A Inocência dos Muçulmanos”.

De acordo com os dados da pesquisa os países onde quem não tem fé pode parar na cadeia são: Afeganistão, Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Irã, Malásia, Maldivas, Mauritânia, Nigéria, Paquistão, Qatar, Somália e Sudão.

Com maioria muçulmana, esses países possuem lei anti-blasfêmia, isto é, são punidos todos aqueles que abandonam a fé podendo ser condenado à morte.

Mas engana-se quem pensa que nos países secularizados não há punição para descrentes. Ghazzali e Saber apontam para algo nunca pensado: Islândia, Dinamarca, Nova Zelândia, Polônia, Alemanha e Grécia também punem quem blasfema contra alguma religião, podendo levar a pessoa a cumprir três anos de detenção.

“Leis contra ‘insultar’ a religião, em países relativamente seguros e seculares, não são apenas análogas às leis de blasfêmia mais cruéis em qualquer lugar no mundo. Elas ajudam também a sustentar a norma global na qual o pensamento é policiado e punido”, dizem os autores do estudo.

Em entrevista ao blog Religiosamente, da Folha de São Paulo, o presidente da Associação Brasileira de Ateus e Agnósticos, Daniel Sottomaior, diz que mesmo sem leis severas, o Brasil também pune os ateístas.

Ele conta que quem não acredita em Deus enfrenta preconceito da sociedade, desde a professora da escola, na hora da entrevista de trabalho, até mesmo na hora de eleger um candidato.

“O político pode até ser mau caráter, mas sabe que se declarar ateu é sentença de morte”, diz Sottomaior.
Fonte:gospelprime

Ordenar tudo que acontece torna Deus um monstro moral?

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Por John Hendryx


Ordenar Tudo Que Acontece Torna Deus Um Monstro Moral? Uma resposta ao livro "contra o calvinismo" do arminiano Roger Olson


Uma das premissas principais do novo livro de Roger Olson “Against Calvinism” é sua declaração de que a clássica doutrina reformada da providência meticulosa faz de Deus um monstro moral, ou pior, indistinguível do diabo. Ele afirma que o calvinista não pode afirmar consistentemente que Deus ordena tudo o que acontece, incluindo os atos ímpios dos homens, sem também fazer de Deus o autor do pecado.

Mas isso procede? Não. Nem um pouco.

A acusação que torna Deus um monstro moral SE o Deus da Escritura ordena todas as coisas, mesmo os atos ímpios dos homens, se baseia no pressuposto de que a menos que possamos explicar Suas ações, nós podemos colocá-Lo em julgamento. Em outras palavras, a acusação se baseia puramente em racionalismo e lógica extra-bíblica. Nós reconhecemos que não podemos explicar todos os atos secretos de Deus, uma vez que Deus escolheu não revelar muitas coisas sobre Si mesmo. Mas uma característica marcante na Bíblia é que ela freqüentemente declara que Deus ordena meticulosamente tudo o que vem a acontecer (Ef 1:11) e que os homens são responsáveis por suas ações. Um exemplo importante se sobressai: o maior pecado cometido pelo homem na história - a crucificação de Jesus. Quando o apostolo Pedro pregou em Pentecostes, ele declarou:

Este homem lhes foi entregue por propósito determinado e pré-conhecimento de Deus; e vocês, com a ajuda de homens perversos, o mataram, pregando-o na cruz” Atos 2:23

e dois capítulos depois em Atos é dito novamente:

Porque verdadeiramente se ajuntaram, nesta cidade, contra o teu santo Servo Jesus, ao qual ungiste, não só Herodes, mas também Pôncio Pilatos com os gentios e os povos de Israel; para fazerem tudo o que a tua mão e o teu conselho predeterminaram que se fizesse”.Atos 4:27-28

A própria Bíblia testifica, em linguagem clara, que Deus ordenou que os homens maus crucificassem a Jesus. No entanto, os “homens maus (homens sem lei, em inglês)" são 100% responsáveis, por essa realização. Portanto, aqueles que abraçam a Bíblia como sendo autoritativa necessitam ser capazes de desenvolver uma teologia que se encaixe nessa visão. Embora você possa não compreender isso, você deve se render ao que as Escrituras ensinam sobre a meticulosa mão da providência de Deus em todas as coisas e Sua inocência ao fazer isso.

A falha fatal no argumento de Olson vem principalmente de sua insistência em que os calvinistas devam de alguma forma explicar isso filosoficamente, ou então estaríamos sendo inconsistentes, ou pior, estaríamos tornando Deus em um monstro. Mas eu diria o contrário. Uma vez que a Bíblia prevalece sobre nossas mais elevadas pressuposições, a posição mais consistente possível é ceder ao ensino da Bíblia de que ambas as coisas são verdadeiras. Deus não nos diz muito sobre COMO Ele pode ordenar os atos maus, embora não seja culpado do mal. Ele só nos mostra muitos exemplos onde isso acontece. Isso pode ser um mistério para seres humanos compreenderem, mas claro como cristal no que diz respeito à sua verdade estabelecida.

Da mesma forma, em nenhum lugar na Bíblia Deus nos chama para explicar os detalhes dessa doutrina por meios filosóficos, ou para bisbilhotar nas coisas secretas de Deus. Ao contrário, Ele nos chama para sermos fiéis ao Texto que diz que Deus ordena todas as coisas, mesmo o mal, e que, ao mesmo tempo, Deus é irrepreensível ao fazê-lo. Ele ordena o pecado sem pecar. Eu não devo sustentar essas verdades juntas racionalmente (de acordo com o conhecimento humano) ou filosoficamente, mas porque elas são axiomáticas na Bíblia. Meu entendimento dos meandros de como isso acontece é secundário. Deus é Deus. Nossas mentes finitas TEM que entender como Ele faz isso a fim de que isso seja verdade?

Parece que, em última análise, as objeções de Olson para isso são morais e filosóficas, ao invés de exegéticas. Ele está, portanto, baseando suas considerações e, assim, seus fundamentos teológicos, sobre a areia. As conclusões em que chegamos, eu afirmaria, devem ser baseadas no que a Escritura diz. Porque a alternativa é traçar nossos mais elevados pressupostos a partir de algo que não é uma fonte de autoridade, como a razão humana isolada. É de extrema importância que ele venha com fundamentos exegéticos para a sua posição, ao invés de basear sua teologia sobre uma reação emocional.

Eu honestamente fico temeroso com Olson, quando ele diz que se Deus ordena eventos maus, então Deus é indistinguível do diabo, porque a Bíblia declara que Deus os ordena e também declara que Ele o faz sem culpa, ou seja, sem pecado. E se nossa teologia é bíblica, (e eu acredito que é), então o Dr. Olson acaba chamando Deus de monstro, ou pior , de diabo. Eu não gostaria de ser ele.

Nota: Deve ser algo dado para os cristãos, que, devido à queda, todos os seres humanos não estão a salvo de castigo temporal e eterno. Por que deveria, portanto, surpreender a Olson que Deus justamente exerça essa autoridade durante as nossas vidas? O julgamento já começou a leste do Éden e nós todos estamos sujeitos à morte. Portanto, nada (sem sofrimento) deve nos surpreender aqui, exceto a grande misericórdia que Ele nos mostrou em Jesus Cristo. Em relação a Torre de Siloé (Lucas 13:4), Jesus declarou que ela não caiu sobre as pessoas pelo pecado particular delas, como se elas estivessem, de alguma forma, pior do que os outros, mas como um sinal neste mundo decaído, de que somos todos maus, pecadores merecedores, debaixo de maldição que precisam se arrepender e receber a misericórdia de Jesus Cristo. Não se surpreenda que a torre tenha caído sobre as pessoas, mas faça disso um sério lembrete de que você merece o mesmo. 

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Fonte: Monergism
Tradução: Francisco Alison Silva Aquino
Divulgação: Bereianos
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