SEJA PARCEIRO DESTE MINISTÉRIO


terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Quem matou Santiago Andrade?

.


Por Solano Portela


Santiago teve morte cerebral hoje, 10 de fevereiro de 2014. Um dos desordeiros e criminosos, que considerou um ato normal estourar bombas no meio das pessoas, já está preso. Aquele que, supostamente, colocou o explosivo no chão que culminou na morte do cinegrafista da Rede Bandeirantes de Televisão, provavelmente também já estará preso quando você estiver lendo isto. Mas quem; quem, realmente, matou o Santiago? Foram só esses dois? De jeito nenhum!

Muitos contribuíram para essa morte e carregam parcela de culpa, não somente desse assassinato, mas de outros e dos ferimentos de tantas outras pessoas; de propriedades que vêm sendo destruídas; de ônibus queimados, trens depredados, veículos destroçados – pelo estágio de desordem no qual nos encontramos, solo fértil para que Santiago viesse a morrer. É preciso que se apontem as consequências geradas por uma visão distorcida da pessoa humana; pela negligência dos limites entre o certo e o errado; pela complacência com o crime, falta de investimento em segurança, e outros tantos desvios do pensamento sadio que deveria sustentar a frágil matriz de nossa sociedade. Podemos seguir impunemente abandonando princípios e valores fundamentais de nossa sociedade judaico-cristã, provados durante séculos, como temos repetidamente testemunhando nos textos, palavras e ações de pessoas que ocupam posição de destaque ou mando em nossa nação?

Santiago foi morto por aqueles que acatam e incentivam os “rolezinhos”, com uma ingenuidade doentia, como se o desrespeito às pessoas, a falta de postura civilizada e a agressão à propriedade alheia, não fizessem parte de uma incubadora maligna na qual cresce e floresce a semente da violência indiscriminada, que progredirá a agressões maiores - até a assassinatos. Apavorar pessoas é coisa inocente? Sair atacando e beijando adolescentes e senhoras à força, não é assédio sexual? Roubar e depredar são legítimas expressões de divertimento? Muitos participantes e defensores dos rolezinhos parecem pensar assim. Carregam culpa na morte de Santiago.

Santiago foi morto por um judiciário leniente, que solta os indisputavelmente culpados. Por juízes que em vez de executarem justiça em proteção aos inocentes, jogam criminosos nas ruas, retardam o julgamento de processos. Não por coincidência, pelo menos um dos envolvidos com a morte de Santiago, tinha várias passagens pela polícia – e isso resultou em quê? Como suas prévias quebras da lei foram consideradas “de menor monta”, joga-se ele na rua, para que se envolva em coisas maiores – na morte de alguém. Sim, juízes inconsequentes são culpados do clima de violência que gera a morte de muitas pessoas, como Santiago.

Santiago foi morto por alguns comandantes da Polícia, que covardemente acatam as ordens de políticos e, sem contestação, repassam aos seus comandados diretrizes para “observar as coisas de longe” e “não se envolver” nas demonstrações e protestos, mesmo quando obviamente eles descambam para a depredação e baderna. Ordens que causam asco a qualquer cidadão de bem, quando observam as imagens, na televisão, de criminosos tocando fogo, agredindo, chutando, saqueando, enquanto a força policial só observa de longe, “cumprindo ordens”. Sim, esses que depois das violentas ações de black blocs e outros congêneres, dessa súcia repelente, declaram – “a polícia agiu exemplarmente”, sem coibir a violência, carregam culpa na morte de Santiago.

Santiago foi morto por políticos inconsequentes e imbecis, que satisfazem seus próprios ventres, preocupam-se com seus próprios interesses e, desavergonhadamente, no pleno exercício da incompetência, mantêm “diálogos” com baderneiros e criminosos; convocam a Brasília, para encontros com lideranças da nação, aqueles desocupados que claramente já se encontram à margem da lei. Políticos que, enquanto complacentemente bajulam párias da sociedade, ignoram os que apenas necessitam de paz e segurança na ocupação de suas atividades diárias. Políticos que nem prestam atenção à principal função do estado, que é proporcionar segurança aos cidadãos, e deixam as pessoas de bem sucumbir dia a dia à incapacidade do governo em protegê-las dos malfeitores que tomaram conta das cidades e campos do nosso país. Esses políticos carregam intensa culpa na morte de Santiago.

Santiago foi morto por idiotas de plantão, travestidos de sociólogos e acadêmicos, que ignoram a necessidade básica da natureza humana de ser regida por lei e ordem, pois postulam que a maldade não faz assento nato no coração das pessoas. Estes que perderam a capacidade de identificar o mal. Ou por articulistas da grande imprensa que abraçam e propagam a noção irreal e deletéria de que comportamentos criminosos são apenas fruto de “pressões sociais” ou da “opressão da classe dominante”. Tais “intelectuais” são predadores que utilizam a arma da escrita e do discurso para, com suas ideias, insultar milhões de trabalhadores, aposentados e famílias que, mesmo com grandes e reconhecidas necessidades financeiras, conseguem seguir a trilha da honestidade e do trabalho, mantendo uma consciência tranquila e promovendo a paz, em vez da discórdia e dissenção. Esses intelectualoides, anões do pensar, carregam culpa pela morte de Santiago.

Santiago foi morto por religiosos espúrios que ignoram a origem divina e a realidade da justiça retributiva; que desprezam a clara rejeição às pessoas violentas encontrada nos textos sagrados, e a delegação ao estado, para combatê-las “com o poder da espada”. Religiosos que dedicam mais atenção aos criminosos do que às vitimas da violência, quer do chamado “crime organizado”, quer da criminalidade “desorganizada” que se aproveita da ausência de repressão encorajada por esses enganadores de mentes e corações. Esses não têm desculpa e carregam, também, culpa na morte de Santiago.

Santiago foi morto pelos que atualmente ocupam um poder executivo falho, fraco e maquiador da triste realidade de insegurança que reina em nosso Brasil. Governantes que não combatem de frente e sem apologias a criminalidade institucionalizada; que ignoram as fábricas de criminosos e vitrines de barbárie, que são as nossas prisões. Líderes omissos que, encastelados em suas fortalezas, ignoram que o mundo está desabando ao seu redor e acham que a tarefa de corrigir esses infernos estatais dos presídios pode tranquilamente passar à própria geração. Como carregam, estes, culpa na morte de Santiago.


Santiago foi morto por pessoas como eu e você, quando, esquecemos as lições da história, o debacle dos impérios socialistas moribundos, as atrocidades de ditaduras cruéis que agem “em nome do povo”, acatamos filosofias e políticas de esquerda, aplaudimos os ditadorezinhos  emergentes idiotas que pululam ao nosso redor. Escorregamos quando votamos em políticos de partidos anacrônicos que falam no bem estar das pessoas, mas apoiam todo o descalabro e desrespeito que vivenciamos; quando encorajamos os movimentos violentos de ocupação e desrespeito às autoridades; quando não enxergamos que os “sem isso” ou sem “aquilo”, na cidade ou no campo, são constituídos por uma infeliz massa manipulada, eivada de aproveitadores, sugadores do dinheiro público, agitadores, baderneiros violentos e até assassinos profissionais, os quais, apoiados por partidos que têm na essência a destruição à própria sociedade que os gerou. Sim, se não utilizarmos a inteligência, voltarmos aos fundamentos universais que regem uma sociedade pacífica e apoiarmos candidatos que concentrem as ações do governo na sua proteção e na da sua família, estaremos todos contribuindo para a derrocada final e carregaremos a culpa da morte de Santiago e de muitos outros Santiagos que virão por aí.

Solano Portela - 10.02.2014

***
Foto: Agência O Globo, adaptada para o blog Bereianos
.

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

Panelinha na igreja

.


Por André R. Fonseca


É muito comum encontrar pregadores e blogueiros criticando as panelinhas na igreja. Tipicamente, a crítica se dirige aos adolescentes e jovens quando se agrupam por afinidades. Alguns jovens, que não conseguem lugar no grupo ou grupos, sentem-se excluídos, e a igreja deve ser sempre um lugar de inclusão onde todos se sentem acolhidos e bem! A reclamação contra as tais panelinhasé, portanto, legítima!

Se você, leitor, veio aqui encontrar mais um para ojerizar as panelinhas na igreja, a qualquer custo, sairá decepcionado... Não tenho nada contra elas; mas, antes de apresentar minha defesa, gostaria de fazer uma ressalva: de qual panelinha estamos falando?

Além de diminutivo para panela, a palavra "panelinha" recebe uma acepção de sentido figurado no dicionário, "um conjunto de pessoas que se reúnem para prejudicar outras" - segundo o Dicionário Eletrônico da Língua Portuguesa da Porto Editora. Sou veemente contra esse tipo de panelinha! Os jovens da igreja não podem se reunir com o intuito de prejudicar o próximo. Mas, se tratarmos o termo "panelinha" nesse sentido mais comum do evangeliquês, não vejo problema algum em adolescentes e jovens se reunirem por afinidades.

Eu tenho uma calopsita, domesticada desde bebê. Foi trazida para nossa casa ainda sem penas. Foi alimentada por mim com papinha numa seringa. Por ser um pássaro de bando, parece-me que fomos tomados por ela como seu bando. Quando começamos a comer em sua presença, ela vai para seu potinho de comida comer também. Por várias vezes, durante a limpeza da gaiola, esquecemos a portinha aberta e, ao invés de fugir, ela sempre voou ao nosso encontro. Algumas vezes, voando do quintal para o interior da casa atrás da gente. Já percebemos que há uma gradação de preferência; se não há ninguém em casa, ela fica com minha filha numa boa; mas, se estou em casa, ela voa do ombro da minha filha para o meu ombro e bica forte se minha filha tentar tirar ela do meu ombro. Mas ela morre de amores mesmo é por minha esposa... É só ouvir a voz da minha esposa no portão de casa pra começar a cantar desesperadamente! E não há quem fique com ela na mão se minha esposa estiver em casa. Se há aparente seleção por afinidade para um animalzinho como uma calopsita, por que não haveria panelinhas na igreja?

Assim como a calopsita, animal que vive em bandos, social em seu comportamento com os outros de sua espécie, o ser humano é um animal social também. Gostamos de viver em grupo, gostamos de ter alguém para conversar, desejamos o convívio. Um dos treinamentos mais difíceis para astronautas de longas viagens são os testes de isolamento. Por que a solitária é punição tão cruel para um preso? Por que o náufrago solitário, interpretado pelo ator Tom Hanks, escolhe conversar com o Wilson, uma bola de basquete? Se nós somos assim tão desesperadamente dependentes do convívio com outras pessoas, pois o isolamento enlouquece, por que não aceitar que haveremos de dar preferência para algumas pessoas e outras nem tanto por simples afinidade? A afinidade, coincidência de gostos ou de ideias entre os indivíduos com quem convivemos, é tão natural quanto a nossa necessidade de convivência.

Pense um pouco... Numa família com muitos irmãos, há sempre dois deles que andam juntos para todos os lados, compartilham segredos que os outros nem suspeitam ou que tendem a ser mais cúmplices um do outro em suas "aventuras". Se assim acontece naturalmente entre irmãos de sangue, por que não haveria panelinhas entre irmãos da igreja?

A tal panelinha, criada por afinidades, está presente também na escola, no trabalho, no bairro ou condomínio, entre vizinhos, no clube de xadrez... Aqui no Brasil, no Canadá, Rússia e Japão. E, pelo jeito, na palestina do primeiro século também! Ou vamos ao púlpito acusar Jesus e seus discípulos de formação depanelinha? Seria “Pedro, Tiago e João num barquinho” ou numa panelinha?

De uma montoeira de discípulos, Jesus escolheu apenas doze. Mas esses formavam uma panelinha tipo classe “platinum”. Entre os doze, esses três do barquinho da Galileia formavam a panelinha “Golden”. Na transfiguração, um dos marcos no ministério de Jesus, quais foram as testemunhas sortudas? Pedro, Tiago e João. Momento ápice do ministério, a oração no Getsêmani, Jesus vai com os discípulos para o lugar, mas puxa para mais próximo a sua panelinha: Pedro e os dois filhos de Zebedeu! Mas, ainda assim, podemos dizer que havia o discípulo “Golden Master Plus”, o discípulo a quem Jesus amava... Se podemos enxergar uma relação de afinidades entre os discípulos e Jesus, como não aceitar que na igreja as pessoas também não se agrupem por afinidades NA-TU-RAL-MEN-TE???

Vejo que a panelinha pode ser um problema realmente, mas acho que as pessoas estão exagerando na dose da crítica e andam também classificando qualquer relação de afinidade como “panelinha deplorável”!

O discurso é típico: “Irmãos, em nosso churrasco de confraternização, observamos que o objetivo não foi alcançado! Os irmãos se agruparam nas panelinhas de sempre!

Esperar que os irmãos não se confraternizassem no evento, no churrasco ou no bate-papo na saída do culto, em grupos formados por afinidades é querer sonhar com uma igreja formada por pessoas que não existem! É querer projetar na igreja um ideal impossível de ser alcançado. Minha proposta seria apenas aceitar que isso é natural, aceitável e desejável. Uma igreja saudável não é aquela que não tem panelinha, mas aquela que entende que é natural para as pessoas se agruparem por afinidades e que cada indivíduo precisa se enquadrar em sua própria turma. Não criticar o grupo que gosta de conversar sobre teologia quando você acha que teologia é um porre desnecessário! Se você não gosta de teologia, meu filho, não espere por mim. O papo é futebol? Tenho dois motivos pra não fazer parte do seu grupo. São afinidades... Não vou criticar aqueles que curtem conversar sobre futebol. Entendeu? São eles lá, e eu aqui com os meus, e todos são felizes!

Não sei se foi exatamente isso o que meu amigo blogueiro Denis quis dizer com “panelinha sem tampa”; mas concordo com ele, se minha interpretação de sua metáfora estiver correta, que a panelinha fechada é realmente um problema comum. Uma panelinha sem tampa, sem bloqueio, sem impedimento para novos integrantes que compartilham das mesmas afinidades é o recomendável.

Vamos tomar o devido cuidado para não generalizar. Vamos tentar identificar aspanelinhas fechadas e as destampadas antes de sair criticando. Vamos louvar as confraternizações saudáveis definidas por afinidades. Combinado?

Autor: André R. Fonseca 
www.andreRfonseca.com
Twitter: @andreRfonseca

***
Ilustração: Wikipédia, adaptada p/ o blog Bereianos
Fonte: Teologia et cetera
.

sábado, 8 de fevereiro de 2014

A esquerda quer implantar o caos rumo ao totalitarismo, diz Marco Feliciano


O deputado comentou sobre os principais problemas do país e pediu para que a população desperte diante desses fatos
por Leiliane Roberta Lopes
Pare, leia e pense!

A esquerda quer implantar o caos rumo ao totalitarismo, diz Marco FelicianoA esquerda quer implantar o caos rumo ao totalitarismo, diz Feliciano
Na manhã desta sexta-feira (7) o deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) criticou partidos de esquerda dizendo que a intenção deles é “implantar o caos rumo ao totalitarismo”.
A declaração foi feita em sua conta oficial no Twitter, canal usado pelo parlamentar para opinar a respeito de diversos assuntos, falar sobre seus eventos e compartilhar informações que ele julga interessante aos seus mais de 279 mil seguidores.
Em nove tuites Feliciano falou sobre as tentativas dos esquerdistas em exterminar o sagrado e destruir instituições. “Para um esquerdista não existe pátria, existem apenas ele, seu umbigo e suas ‘causas’, pelas quais fará o ‘diabo’ até conquistá-la. Seus objetivos: exterminar o sagrado, destruir instituições, estimular brigas entre as classes e implantar o caos rumo ao totalitarismo”, escreveu.
Assuntos do momento como as manifestações populares, os “rolezinhos” feito por adolescentes e a recente polêmica envolvendo a jornalista Rachel Sheherazade também foram citados pelo deputado.
“À quem se opor: destruirão sua imagem e deturparão suas falas. Duvida? Veja o que o PSOL fez com @rachelsherazade e o PT com Ramona”, disse ele se referindo a médica cubana Ramona Rodriguez que resolveu se desligar do programa “Mais Médicos”.
“Das manifestações de Junho aos rolezinhos, um clima de instabilidade paira sobre o Brasil. Sociólogos e antropólogos não conseguem entender. O medo de perder as eleições faz a cúpula esquerdista acelerar seu projeto de engenharia social, os veículos de comunicação surtaram.”
Feliciano também cita outros problemas do país e terminando citando Platão e Sófocles. “O auto índice de analfabetos funcionais, o colapso na saúde, o emburrecimento escolar e a idiotização das massas via mídias sociais…a violência urbana, a desmoralização da policia, a sociedade desarmada, a quase inexistente forças armadas abrem caminho para o desespero. Os valores inexistem, o moral virou piada de boteco, a corrupção, o silêncio das igrejas, pavimentam o caminho do regime de exceção. Platão disse: É a pátria que nos gera, nos alimenta e nos EDUCA e Sófocles acrescenta: É a pátria que nos MANTEM. Desperta Brasil!”
Fonte:gospelprime

A Presciência de Deus

.


Por Loraine Boettner


A objeção Arminiana contra a predestinação também igualmente vai de encontro à presciência de Deus. O que Deus sabe e conhece antecipadamente deve, na própria natureza do caso, ser tão fixo e certo como o que seja pré-ordenado; e se a pré ordenação for inconsistente com o livre arbítrio do homem, assim também o será a presciência de Deus (e vice e versa). Pré-ordenação resulta em eventos certos, enquanto presciência pressupõe que eles sejam certos.

Mas, se os eventos futuros são pré-conhecidos por Deus, eles não podem, qualquer que seja a possibilidade, ocorrer de forma diversa do Seu conhecimento. Se o curso dos eventos futuros é pré-sabido, a história seguirá um curso que é tão definitivo e certo quanto uma locomotiva que se desloca pelos trilhos entre uma cidade e outra. A doutrina Arminiana, por rejeitar a predestinação, rejeita também a base teísta da presciência. O senso comum nos diz que nenhum evento pode ser previamente conhecido a menos que por alguma maneira, seja física ou mental, tenha sido predeterminado. Nossa escolha quanto ao que determina a certeza de eventos futuros afunila-se então em duas alternativas - a pré-ordenação do sábio e misericordioso Pai celeste; ou a obra do acaso, físico e cego.

Os "Socinianos" e Unitarianos, enquanto não tão evangélicos como os Arminianos, são neste ponto mais consistentes, pois após rejeitar a predestinação de Deus, eles também negam que Ele possa conhecer antecipadamente os atos de agentes livres. Eles sustentam que, na própria natureza do caso, pode ser antecipadamente sabido como a pessoa agirá, até que chegue a hora e que a escolha seja feita. Esta visão é claro transforma as profecias das Escrituras - na melhor das hipóteses – em adivinhações e palpites perigosos, irresponsáveis, abusivos e obsoletos; e destrói a visão cristã da inspiração das escrituras. É um ponto de vista que nunca foi aceito por nenhuma igreja Cristã reconhecida. Alguns dos "Socinianos" e Unitarianos têm sido intrépidos o bastante para reconhecer que a razão que os levou a negar certa presciência de Deus quanto aos atos futuros dos homens, é que se assim fosse admitido, seria impossível refutar a teoria Calvinista da Predestinação.
         
Muitos Arminianos sentiram a força deste argumento, e enquanto não tenham seguido os Unitarianos na negação da presciência de Deus, deixaram claro que tranqüilamente o negariam, se assim pudessem ou se atrevessem. Alguns falaram depreciativamente da doutrina da presciência sugerindo que, em sua opinião, era de pouca importância se alguém cresse ou não. Alguns foram mais longe, ao ponto de afirmar claramente que os homens melhor fariam rejeitando a presciência do que admitir a Predestinação. Outros sugeriram que Deus pode voluntariamente negligenciar o conhecimento de alguns dos atos dos homens de maneira a deixá-los livres; mas isso é claro destrói a onisciência de Deus. Ainda outros sugeriram que a onisciência de Deus pode implicar somente que Ele sabe todas as coisas, se Ele assim escolher, justamente como a Sua onipotência implica que ele pode todas as coisas, caso Ele assim opte. Mas a comparação não é sustentável, pois aqueles certos atos [dos homens] não são meras possibilidades, mas sim realidades, embora ainda futura; e imputar ignorância daqueles aspectos a Deus é negar-Lhe o atributo da onisciência. Esta explicação resultaria no absurdo de uma onisciência que não é onisciente.

Quando confrontado com o argumento da presciência de Deus, o Arminiano admite que eventos futuros estão certos ou fixos. Mas quando lhe é apresentada a questão do livre arbítrio, ele tende a desejar manter que os atos livres são incertos e em última instância dependentes da escolha da pessoa - o que é uma posição plenamente inconstante. Um ponto de vista que sustente que os atos livres de homens sejam incertos, sacrifica a soberania de Deus de modo a preservar a liberdade dos homens. Além do mais, se os atos livres são eles próprios incertos, Deus precisa então esperar até que o evento tenha ocorrido antes de fazer os Seus planos. Na tentativa de converter uma alma, seria esperado que Ele agisse da mesma maneira que se diz sobre Napoleão ao marchar para batalha - com três ou quatro planos diferentes em mente, de modo que se o primeiro falhasse, ele poderia sua estratégia para o segundo, e se aquele falhasse, ele moveria sua tática para o terceiro e assim por diante – um ponto de vista que é no geral inconsistente com a verdadeira visão de Sua natureza. Ele então ignoraria muito do futuro e estaria ganhando diariamente vastas quantidades de conhecimento. Seu governo do mundo também, naquele caso, seria muito incerto e mutável, dependente quanto fosse da conduta imprevista dos homens.

Negar a Deus as perfeições da presciência e da imutabilidade é representá-Lo como um ser desapontado e infeliz, que é frequentemente colocado em cheque e derrotado por Suas criaturas. Mas quem pode realmente crer que na presença do homem o Grande Jeová deva permanecer sentado, questionando "O que ele fará?" Ainda a menos que o Arminianismo negue a presciência de Deus, ficará sem defesa ante a lógica consistência do Calvinismo; pois a presciência implica em certeza e certeza implica em predestinação.

Falando através do profeta Isaías, o Senhor disse: “... que eu sou Deus, e não há outro; eu sou Deus, e não há outro semelhante a mim; que anuncio o fim desde o princípio, e desde a antigüidade as coisas que ainda não sucederam; que digo: O meu conselho subsistirá, e farei toda a minha vontade;” [Isaías 46.10]. “... de longe entendes o meu pensamento escreveu o salmista [Salmo 139:2]. E Deus, que conhece os corações,...” [Atos 15:8] E não há criatura alguma encoberta diante dele; antes todas as coisas estão nuas e patentes aos olhos daquele a quem havemos de prestar contas.” [Hebreus 4.13]

Muito da dificuldade relacionada com a doutrina da Predestinação é devido ao caráter finito de nossa mente, que pode somente captar poucos detalhes de cada vez, e que entende somente uma parte das relações entre os mesmos. Nós somos criaturas de tempo, e frequentemente falhamos ao levar em consideração o fato de que Deus não é limitado como somos. O que se nos aparece como "passado... presente", e "futuro" é tudo "presente" para a Sua mente. É um eterno "agora". Ele é o “... Alto e o Excelso, que habita na eternidade...” [Isaías 57:15]. “... mil anos aos teus olhos são como o dia de ontem que passou, e como uma vigília da noite.” [Salmo 90:4]. Isto posto, os eventos que vemos passar no tempo são somente os eventos que ele apontou e determinou ante Si mesmo desde a eternidade. O tempo é uma propriedade da criação finita e é objetivo para Deus. Ele está acima do tempo e vê o tempo, mas não está condicionado pelo tempo. Ele também é independente de espaço, que é outra propriedade da criação finita. Da mesma forma que Ele vê num relance a estrada que liga Barretos a São Paulo, enquanto nós somente vemos uma pequena porção da mesma à medida que por ela trafegamos; também Ele pode ver todos os eventos na história, passado presente e futuro num relance. Quando nos damos conta de que o processo completo da história está perante Ele num eterno "agora", e que Ele é o Criador de toda a existência finita, a doutrina da Predestinação passa no mínimo a ser uma doutrina "mais fácil".

Nas eras eternas antes da criação não poderia haver nenhuma certeza quanto aos eventos futuros a menos que Deus tenha formado um decreto neste sentido. Eventos passam da categoria de coisas que podem ou não ser, para a de coisas que deverão certamente ser, ou de possibilidade para realização, somente quando Deus emite um decreto para tal efeito. Esta "certeza" ou "fixação" não poderia haver tido suas bases em qualquer lugar fora da mente Divina, pois na eternidade nada mais existe. Diz o Dr R. L. Dabney: "A única maneira pela qual um objeto pode por qualquer possibilidade passar da visão de Deus do possível para o Sua presciência do real, é pelo Seu próprio propósito de assim proceder, ou intencionalmente e propositadamente permitir que assim se processe através de algum outro agente que Ele expressa e propositadamente tenha permitido vir a existir. Isto é claro. Um efeito concebido em poder somente vem a tornar-se real pela virtude de causa ou causas eficientes. Se os efeitos são previstos na infinita presciência de Deus, os quais serão produzidos por outros agentes, ainda, em determinando a existência desses outros agentes, com infinita presciência, Deus virtualmente determinou à existência, ou ao propósito, todos os efeitos dos quais eles seriam eficientes."

E para o mesmo efeito o teólogo Batista, Dr. A. B. Strong, que por vários anos foi Presidente e Professor no Seminário Teológico Rochester, escreve: "Na eternidade não poderia ter havido nenhuma causa para a futura existência do universo, fora do próprio Deus, desde que nenhum ser existiu senão o próprio Deus. Na eternidade Deus anteviu que a criação do mundo e a Instituição de suas leis resultariam na história real, mesmo aos detalhes mais insignificantes. Mas Deus decretou criar e instituir aquelas leis. E em assim fazendo Ele necessariamente decretou tudo o que estava por vir. Em suma, Deus certamente anteviu os eventos futuros do universo, porque Ele tinha decretado a criação dos mesmos; mas esta determinação em criar envolveu também a determinação de todos os resultados reais da criação; ou em outras palavras, Deus decretou também os resultados."

Presciência não deve ser confundida com predeterminação (predestinação). Presciência pressupõe predeterminação, mas não é em si própria predeterminação. As ações de agentes livres não terão lugar porque eles são previstos, mas eles são previstos porque são certos de ocorrerem. Assim Strong diz, "Logicamente, embora não cronologicamente, decretos ocorrem antes da presciência. Quando eu digo, 'Eu sei o que farei,' é evidente que já determinei, e que o meu conhecimento não precede determinação, mas vem após ela e é baseado nela."

Desde que a presciência de Deus é completa, Ele conhece o destino de cada pessoa, e não meramente antes que tal pessoa tenha tomado sua decisão na vida, mas desde a eternidade. E desde que Ele conhece seus destinos antes que eles tenham sido criados, e então prossiga criando-os, é fato que os salvos e os perdidos da mesma forma completem o Seu plano para eles; pois se Ele não planejasse que alguns em particular se perderiam, Ele poderia pelo menos refrear-se de criá-los.

Concluímos, então, que a doutrina Cristã da presciência de Deus prova também a sua predestinação. Uma vez que tais eventos são pré-sabidos, eles são coisas fixas e estabelecidas; e nada pode haver fixado-os e estabelecido-os, exceto o bom prazer de Deus, - a grande primeira causa, - livremente e imutavelmente pré ordenando o que quer que venha a acontecer. Toda a dificuldade reside no fato de serem certos (pré-sabidos, preordenados) os atos dos agentes livres; mas ainda a certeza é requerida para a presciência tanto quanto para a pré-ordenação. Os argumentos Arminianos, se válidos, desaprovariam ambas, a presciência e a pré-ordenação. E desde que eles provam demais, nós concluímos que eles não provam nada.

***
Fonte: A doutrina reformada da predestinação, Loraine Boettner. p. 29-32
Originalmente postado no Monergismo
Tradução livre: Eli Daniel da Silva

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Homem corta cabeça de bebê e toma sangue em ritual religioso


Julgamento gera novo debate na Índia sobre “liberdade religiosa”
por Jarbas Aragão

Pare, leia e pense!
Homem corta cabeça de bebê e toma sangue em ritual religiosoHomem corta cabeça de bebê e toma sangue em ritual religioso
A justiça indiana condenou à morte Lakshmi Kanta Sarkar, um homem que foi encontrado praticando um ritual religioso macabro. Ele estava em um cemitério tomando o sangue depois de decapitar um bebê, enquanto a cabeça decepada da criança foi pendurada em uma árvore.
Em sua defesa ele alegou que estava “praticando sua religião”.
O caso ocorreu na vila Kalakuri, em Bankura, Estado de Bengala Oriental, na Índia. As imagens do ritual foram divulgadas por uma TV indiana. O processo se arrastava nos tribunais havia dois anos. Sarkar foi condenado após 17 pessoas testemunharem contra ele na corte de Bankura. Segundo relatos, o homem era bem conhecido na vila onde morava por comandar uma clínica ilegal de abortos juntamente com sua mãe.
A população local precisou ser contida pela polícia enquanto tentava invadir o local de sua prisão e linchar o assassino. No dia de sua prisão ele foi espancado por moradores da vila, enquanto gritavam que ele era um “feiticeiro”, afirmou a polícia.
A condenação reabriu o sempre espinhoso assunto da liberdade religiosa na Índia, um dos países mais populosos do mundo. Para os seguidores do Tantra, o controvertido ramo religioso a que Sarkar pertence, defendem que o sacrifício com sangue é necessário para “cumprir necessidades religiosas”. A prática remonta ao grupo que existe a mais de dois mil anos.
Por outro lado, casos de “sacrifício de sangue” em nome da religião vem sendo mostrados pela mídia na Índia com uma frequência assustadora.
No ano passado, um homem matou seu filho de oito meses de idade, como forma de sacrifício à deusa hindu Kali no estado de Uttar Pradesh. Em outra área da Índia, uma criança de sete anos foi assassinada para que seu fígado pudesse ser oferecido como um sacrifício aos deuses em troca de uma colheita fértil. Os assassinos não foram condenados.  Com informações Daily Mail.
Fonte:gospelprime

O cristão e o tempo


“Bendirei o Senhor o tempo todo! Os meus lábios sempre o louvarão” (Salmo 34.1).

O tempo é algo precioso. O tempo é caro, dizem até que “tempo é dinheiro”. Logo, desperdiçar o tempo não é uma coisa saudável, nem para as finanças, nem para a vida social e muito menos para a vida espiritual. O cristão é chamado a perceber e a viver a dimensão do tempo numa realidade cujo sentido deve ser mais pleno de significado, mais do que o simples suceder das horas e dos dias. O que deve marcar o ritmo do tempo para o cristão é o seu encontro pessoal com Deus, Senhor do tempo e da eternidade. 

Já na mitologia grega o relacionamento com o tempo era problemático. Os gregos entendiam o tempo como uma divindade desapiedada e voraz. Um verdadeiro devorador de vidas, implacável e insaciável que não perdoava nunca. Todos eram tragados pelo deus Cronos que não fazia distinção entre outras divindades, homens ricos ou escravos, filósofos ou ignorantes. A tudo consumia no ritmo sucessivo dos dias, meses e anos. Todavia, quando olhamos para a cultura e a sociedade contemporâneas não é difícil perceber que o deus Cronos continua sendo idolatrado, e o que é o pior, continua devorando vidas. 

A frenética correria dos nossos dias nos impede de perceber e mesmo de viver a vida com inteireza. Nunca temos a sensação de estarmos plenamente presentes em lugar algum. Há sempre um compromisso, um encontro, uma atividade, uma ansiedade em “stand by”, há sempre uma preocupação para daqui a pouco. Sem falar nas muitas metas que nos impomos ou que pesam sobre os nossos ombros. Coisas que devemos alcançar para, inclusive, justificar a nossa existência. 

Outros estão escravizados pelo deus Cronos, acorrentados a ele por meio da depressão. Em muitos casos, a depressão é uma forma de aprisionamento ao passado, às coisas que já se foram, não existem mais, mas que ainda assombram o nosso viver. Muitas depressões são o resultado da falta de superação, integração e mesmo reconciliação com a história já vivida. O hoje nunca supera o ontem em importância. E o futuro ainda não é. 

A ansiedade é outra enfermidade comum em nossos dias, é uma forma de sequestro. Somos feitos reféns do futuro, com medo do que ainda será. Não conseguimos viver bem o hoje com medo que ele antecipe o futuro que gera muitas inseguranças e incertezas dentro de nós. Na ansiedade o passado não pesa, o hoje é muito frágil e o futuro é sempre assustador. 

Para nós cristãos, a encarnação do Verbo, a vinda do eterno no tempo com o nascimento de Jesus, que veio até nós justamente na “plenitude dos tempos” (Gl 4.4), e sua ressurreição dos mortos trouxe-nos a solução para como lidar com tempo, dominá-lo, servirmo-nos dele e utilizá-lo para o nosso bem estar. O cristão deve viver o seu dia, as horas que o compõem, em três dimensões: 

1. Dimensão memorial: recordando, agradecidos, os grandes feitos de Deus. Valorizar em justa medida as providências, os livramentos, as correções e disciplinas do Senhor e ainda, assumindo com amor a nossa própria verdade de sermos limitados, débeis, imperfeitos, pecadores. Isto nos livra da tirania do perfeccionismo, da autogratificação e também da autopunição. 

2. Dimensão “kairológica”. Isto é, fazer do presente, do "agora", do "já" de nossas vidas, um momento repleto de graça. Agora é hora, o tempo favorável da graça e da bênção. Por isso, devemos viver o presente como aquilo que ele é, presente, dádiva, dom. E só o valorizamos, quando em oração, pedindo bênção, direção, discernimento e força a Deus, passamos a viver o nosso dia, organizado todo na perspectiva da redenção em Cristo. Passamos então a gozá-lo por inteiro, inteiramente concentrados e focados em viver bem cada passo do dia, saboreando cada ocasião temperada com a presença do Espírito do Senhor e sua Palavra. O "agora" de nossas vidas é sempre libertador. Livra-nos dos grilhões do passado na mesma medida em que nos salva do sequestro do futuro. 

3. Dimensão “escatológica”. Significa que vivemos a certeza de que, haja o que houver no meu amanhã, desde agora, “sou mais que vencedor em Cristo.” A vitória já foi alcançada na cruz e na ressurreição. A morte já não tem a última palavra sobre a existência. Por isso podemos e devemos orar pedindo a Deus este senso, esta forte impressão espiritual de que o futuro já chega até nós sob a marca da cruz gloriosa e dos bens nela conquistados por Cristo. 

E como viver e integrar estas dimensões de maneira concreta em nossa experiência diária? Pelasantificação do tempo, pela organização de nossa agenda diária por meio da oração, da meditação, da contemplação. Para que o tempo tenha sentido salvífico e santificante, precisamos aprender na escola da oração que o “ser” precede o “fazer”.


É pastor-mestre da Igreja Presbiteriana Central de Itapira (SP).
  • Fonte:ultimato

As três fases da regeneração




Por Leonardo Dâmaso


regeneração (Tt 3.5; 1Pe 1.3) ou o novo nascimento (Jo 3.3, 5, 7) é uma mudança sobrenatural operada pelo Espírito Santo no mais profundo intimo do eleito, vivificando o seu espírito que outrora estava morto transformando radicalmente a sua natureza, que inclinada somente para o pecado e em desagradar a Deus, passa agora ter a capacidade pelo Espírito Santo de viver uma vida que o glorifique em temor e obediência.

Gordon Lyons corrobora que a regeneração é um ato completamente de Deus, e uma demonstração de sua onipotência. É o mesmo tipo de onipotência que Deus exerceu quando, por Sua palavra de comando, Ele criou o universo; ou quando, por uma semelhante palavra de comando, o Senhor ressuscitou os mortos. É requerido um poder onipotente para criar o universo ou ressuscitar os mortos, assim, é requerido o mesmo poder onipotente para ressuscitar aqueles que estão espiritualmente mortos. É este poder divino e onipotente que Deus exerce na regeneração quando, por seu Espírito Santo, ele ressuscita um pecador da morte espiritual, fazendo-o uma nova criação (Jo 5.25; 2Cor 5.17).1

John Gill salienta que a regeneração pode ser considerada de forma mais ampla, incluindo a chamada eficaz, a conversão e a santificação; ou de forma mais restrita, designando o primeiro princípio de graça infundido na alma. Isto faz da alma um objeto preparado para a chamada eficaz, um vaso apropriado à conversão, sendo também a fonte daquela santidade que é gradualmente desenvolvida na santificação e aperfeiçoada no céu.2

Em vista disso, alguém poderia perguntar: “A regeneração acontece “antes, durante ou após” a pregação do evangelho”? 

De fato, o Espírito Santo regenera uma pessoa “antes, durante e depois da exposição do evangelho”. Como assim? A fim de compreendermos melhor esta questão, é necessário, a despeito da regeneração, esboçarmos as suas três fases que estão estritamente relacionadas, que, por sinal, não é muito enfatizado. Senão vejamos:  

1. Vivificação – Esta primeira fase é um ato exclusivo de Deus, no qual ele opera sem meios e sem a cooperação humana, e se refere ao chamado externo que resulta no chamado interno quando o Espírito Santo vivifica o espírito morto (Ef 2.1-3) e abre o ouvido surdo do pecador eleito (veja Mc 4.9, 23; 7.16; Ap 2.7, 11, 17, 29; 3.6, 13, 22, onde a expressão “quem tem ouvidos para ouvir” se refere à pessoa regenerada que tem a capacidade de ouvir o evangelho no sentido de compreendê-lo e obedecê-lo) “implantando a faculdade da fé”, antes da exposição das Escrituras para que ele possa ouvir [espiritualmente] e compreender as suas implicações para, assim, crer e se arrepender. Logo, esta primeira fase “precede” ou ocorre antes da pregação do evangelho. Temos como exemplo nas Escrituras o caso de Lídia, descrito em At 16.14, onde o Senhor "abriu o seu coração" antes da pregação de Paulo para que pudesse culminar no próximo passo que veremos a seguir.  

2. Conversão – Esta segunda fase além de ser um ato primário de Deus, conta também com a participação humana, onde Deus emprega o meio da pregação do evangelho. Após o pecador eleito ter sido ser vivificado ou ter nascido de novo, ele, agora, recebe o “poder da fé” que o capacita a ouvir e compreender o evangelho e suas implicações (Rm 10.17). Em seguida, é dado ao pecador eleito o dom da fé (Ef 2.8-10) e do arrependimento (At 11.18; Rm 2.4; 2Tm 2.25), onde ele é capacitado pelo Espírito Santo a crer e se arrepender de seus pecados. Acerca disso, Hoekema afirma com maestria que a conversão é obra de Deus e obra do homem. É preciso que Deus nos converta e, ainda assim, nós precisamos nos converter a ele.3

3. Santificação – Esta terceira fase é o resultado e a evidência da conversão. Após ter crido e se arrependido dos seus pecados, o pecador eleito recebe a “operação da fé”, o qual demonstra a sua conversão abandonando o velho estilo de vida outrora campeado pela prática do pecado através de um novo estilo de vida caracterizado pelo temor [respeito e reverência] a Deus e obediência a sua vontade descrita nas Escrituras por meio de mandamentos. Se os dois estágios anteriores [vivificação e conversão] são atos exclusivos de Deus mediante o Espírito Santo, no qual o homem não participa, sendo passivo, contudo, na santificação, Deus torna o homem ativo para que este, agora, coopere juntamente com ele neste processo que envolve a participação de ambas as partes. Deus age no homem onde ele busca a santificação que emana do Espírito Santo (Fp 2.12-13).  

____________________
Notas:   
- Gordon Lyons. A doutrina da Regeneração. Citação extraída do site: www.monergismo.com
2 - John Gill. Os termos bíblicos para o novo nascimento. Citação extraída do site: www.monergismo.com
3 - Antony Hoekema. Salvos pela graça, pág 119.

Fonte: Bereianos

quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Liberalismo teológico é a lepra contemporânea

.


Por Thiago Azevedo


No livro de levitico é observado a pessoa do sacerdote legislando acerca de vários assuntos. O sacerdote era quem resolvia problemas desde litígios entre pessoas, questões financeiras indenizatórias e purificação de pecados. O sacerdote também observava e tinha poder para avaliar acerca da lepra. Uma doença que corroia a carne humana levando a necrose o membro ou parte do corpo afetada. Tinha que ser tratada realmente de forma séria e excludente Lv 13.4. A lepra era de fato uma doença com a face maligna. Porém não se pode dizer que ao ser colocado em local reservado o leproso estava sendo de fato tratado com discriminação, por sinal, discriminação trata-se de um conceito atual que nem se quer naquele tempo existia, e sendo assim, não se pode aderir um conceito atual e lançá-lo na hermenêutica bíblica. Pois isso seria nada mais nada menos que uma anacronia. A atitude de isolamento se dava muito mais por uma preservação familiar a riscos de exposição àquela doença, bem como, os integrantes da comunidade do enfermo. Assim, percebesse um cuidado com o coletivo para que este não fosse exposto a tamanho mal. Vale salientar que a atitude de isolamento era uma decisão que percorria as vias de uma mão dupla, tanto o sacerdote como os enfermos decidiam visando o bem estar da comunidade e a isenção coletiva de um mal maior.

O Sacerdote avaliava a situação do leproso (progresso ou estagnação da doença Lv. 13.5) e de acordo com a avaliação clínica este era reintegrado na comunidade, ou medidas mais contundentes teria que ser tomadas. O liberalismo teológico é a lepra contemporânea e deve ser tratada com o mesmo rigor de outrora, pois possui o mesmo poder de destruição sendo que munido de um sistema, a priori, assintomático.

Introdução

A relação que se enxerga entre a lepra e o liberalismo teológico percorre os caminhos da similaridade. Ou seja, a lepra promovia o mau funcionamento do corpo, o liberalismo teológico também (corpo de cristo). A lepra necrosava e tornava sem vida o local afetado, o liberalismo teológico também (Contemple o rastro deste). Em estado avançado a lepra levaria em pouco tempo o enfermo à morte, de igual modo ocorre com o liberalismo teológico (Que o diga o ambiente cristão europeu). Tudo isso requer uma percepção aguçada dos “sacerdotes contemporâneos” a tratar o mal de forma acachapante e cautelosa como fizeram os da linhagem sacerdotal primitiva.

O liberalismo teológico é a lepra contemporânea

A lepra não era incurável, se bem que alguns casos sim. Algumas situações ou alguns enfermos encontravam êxito em sua labuta sendo alcançados pela cura. E a avaliação desta cura ficava sob os auspícios sacerdotais. Porém, quando a lepra se qualificava como incurável, atitudes drásticas e contundentes eram de fato tomadas. Por exemplo, se a doença, (algumas traduções trazem a expressão MOFO enquanto no original a palavra é TSARÁ = LEPRA. Posteriormente a junção da palavra pecado HATTA’T com a palavra lepra TSARÁ deu-se a palavra TSARA’AT = lepra maligna ou lepra de pecado), se espalhou na roupa, esta era submetida a vários ritos de lavagem e não tendo resultado, a queima desta peça de vestuário era o mais viável Lv. 13: 47-59. De forma semelhante, no sentido de avaliação, a pessoa enferma era averiguada, se não apresentasse melhoras era colocada em um local reservado Lv. 13: 45-46. Mas esta atitude não é severa demais? É preciso que se saiba que esta atitude era mais por prevenir a comunidade e à família do enfermo de um possível contágio e não por chacota ou coisa parecida. Era de fato um mal necessário e um mal maior. A doença em metástase tinha que ser de fato tratada com seriedade. A doença seria responsável por um processo de mutilação natural dos membros da pessoa afetada até chegar às vias de fato (morte). Este seria um mal individual que se não fosse observado de forma excludente toda a comunidade juntamente com a família do enfermo seria acometida por tamanho mal e ao invés de um morreriam todos.

A lepra também se espalhava por paredes das casas e a observação sacerdotal nestes casos percorria o mesmo víeis dos casos mencionados alhures. Ou seja, averiguação e diagnostico. Se nesta avaliação fosse constatada a doença maligna e posteriormente seu progresso em uma espécie de metástase, a atitude a ser tomada era derribar a referida casa, queimar os entulhos, limpar bem o terreno e levar para fora da cidade seus escombros Lv. 14: 44-45. Aqui se tem uma ideia de recomeço. Pois a destruição requereria uma reconstrução. Haja vista, que a família que outrora morava na casa derribada precisaria de uma nova moradia. Aqui é onde entra a ideia central deste texto e o cuidado severo que se deve aplicar a lepra contemporânea denominada liberalismo teológico. O liberalismo teológico pode muito bem ser comparado com a lepra de levítico. Pois, as mesmas possuem efeitos devastadores. Ou seja, ambos prejudicam o funcionamento do corpo, mutilam, apodrecem, envergonham e por fim levam à morte.

Alguns cristãos contemporâneos foram acometidos por tamanho mal, e poderia mencioná-los, mas não convém. Foram deliberadamente expostos ao perigo do contágio e não tiveram o cuidado necessário, não procuraram isolar-se do mal, não averiguaram o progresso da mácula, não livraram às suas comunidades do perigo. E na atualidade a lepra (liberalismo teológico) se instalou e se espalhou numa potente e arrasadora metástase. A metástase contemporânea é bem mais grave do que à antiga, pois o próprio leproso se auto denunciava Mc. 1:41, no texto mencionado o leproso procura a Cristo em busca de ajuda. O sacerdote era esta pessoa no antigo testamento, era ele quem podia socorrer o leproso e rogar a Deus que o curasse. Bem como o profeta. A cura da lepra era vista como um milagre e um ato exclusivamente de Deus. O processo de uma possível cura não era a curto prazo e por isso o leproso era colocado em local reservado numa espécie de proteção aos demais. Assim como o leproso da citação anterior, agiu Naamã em 2º Rs 5 quando procurou o rei de Israel na pessoa de Jorão, e este repassando para Eliseu o problema 2° Rs 5:7-8. Os leprosos destes tempos reconheciam seus estados de podridão e impureza (humildade) e buscavam ajuda. Na atualidade, os leproliberais (soberbos) não reconhecem a inerência do problema em suas carnes, não vêem a necessidade de buscar uma cura e agem assim em zelo a um possível status quo. Mas há também algo interessante no texto mencionado, Jorão o rei de Israel nesta ocasião se desespera ao receber a carta do rei da Síria recomendando a cura de seu oficial v. 7, Jorão sabe que algo desta magnitude só sendo obra de Deus. É com esta percepção que a metástase contemporânea lepral denominada liberalismo teológico deve ser combatida e tratada. Infelizmente alguns líderes têm se dedicado a horas de estudos, porém se esquecem de uma busca espiritual. Acreditam que podem refrear ou combater o liberalismo teológico e quaisquer outros males só com livros e com horas de leitura sem o apoio e obra divina. Academicismo e piedade, tudo isso deve fazer parte de um pacote fechado em paralelo ao entendimento que Deus é quem muda e atua na mente do homem por meio de instrumentos que são seus servos.

Então, qual seria a sequela de um leproso que rejeitasse o isolamento terapêutico na antiguidade? Não só morrer, mas também contaminar e matar!! É justamente esta a função do liberalismo teológico na atualidade, que o diga toda Europa e o E.U.A e seus grandes centros acadêmicos de origem cristã, como Havard, Oxford, massachussets, Princeton e Yale etc. Este mesmo panorama contemporâneo é visto nas igrejas e seminários onde cada vez mais a metástase contemporânea tem se enraizado.

Qual seria a solução? Ao ser constatado o diagnóstico, se deve percorrer os mesmos caminhos que o sacerdote fazia quando havia lepra na casa, pôr fim e possivelmente reerguer. Estas foram às palavras do Reverendo Augusto Nicodemos em um congresso jovem quando indagado. Na ocasião o Rev. Augusto mencionou a importância de se averiguar primeiro um possível tratamento dentro da própria instituição, mas se esta possibilidade for inacessível à solução seria por fim e recomeçar. Na ocasião, menciona o Richard Albert Mohler, Jr presidente do Seminário Teológico Batista do Sul em Louisville , Kentucky. Que após um trabalho árduo de averiguação e de investigação reverteu os víeis liberais percorridos pela denominação. Exemplo a ser seguido

Doravante assegurasse que com toda convicção, e sem resquícios de duvidas, o liberalismo teológico seja com toda convicção muito pior em todos os sentidos do que a lepra da antiguidade. A metástase lepral contemporânea (liberalismo teológico) é de fato mais contundente que a metástase lepral antiga (enfermidade). Isso se dá pela evidência superficial inerente à lepra da antiguidade, como ferida, escorrimento, mau cheiro etc., Evidências externas. A metástase lepral contemporânea (liberalismo teológico) não possui evidencias externas, é um mal que possui um conjunto assintomático que o camufla. Quando vem ser percebido ou notado já está em avançado estado de putrefação e de necroses múltiplas bem perto da morte. Porém, é necessário que se compreenda algo. Não existe nada que possa fugir do controle divino, Deus sabe de tudo de forma antecipada por meio de seu atributo incomunicável denominado onisciência. No livro de Levitico há uma passagem que é muito intrigante Lv. 14:33-34 Deus alerta a Moises e Aarão  quanto a lepra colocada pelo próprio Deus nas casas. Posteriormente Deus dá as orientações que devem ser tomadas.

É muito pensar que o próprio Deus coloque na mente de pessoas o liberalismo teológico afim de mais cristãos como os bereanos se levantem?

É impossível responder esta pergunta sem as lentes do êxodo israelita quando o próprio Deus endurece o coração de faraó de forma estratégica e em prol do engrandecimento de seu nome. Com a propagação liberal os cristãos, ao menos aqueles que indiciam os aspectos da eleição nas suas vidas, se sentem mais que incomodados e impelidos a buscarem o preparo acadêmico em paralelo com uma vida piedosa. Com isso pessoas acomodadas na fé despertariam impulsionadas a estudarem e a defender a fé com razão. Com isso o surgimento de pessoas mais preparadas na liderança de ministérios e com isso pastores íntegros com o compromisso de sola escriptura extinguiria os preguiçosos e medíocres do serviço cristão e com isso tornaria o ambiente desfavorável à metástase lepral contemporânea chamada liberalismo teológico. Estaria, portanto bem próximo de uma erradicação deste mal no meio cristão. Entende-se afinal, que Deus pode sim realizar estas coisas com o intuito do despertar apologético nos “sacerdotes contemporâneos”. E estes prevenirem, diagnosticarem e excluírem se realmente for necessário e existente alguma chaga no corpo de cristo em prol que não se alastre nem crie raízes. Ou até, em atitude mais drástica, de derribar, queimar e pôr fim na estrutura alcançada pela metástase contemporânea chamada liberalismo teológico.

***
Sobre o autor: Thiago Azevedo é Casado com Mercia Litian a 7 anos - Membro da 2º Igreja Batista em Casa Amarela Recife PE há 12 anos - Formado em Teologia pelo Seminário Teológico Pentescostal do Nordeste - Formando em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo Polo Recife - Graduando em Filosofia pela UNICAP Universidade Católica de Pernambuco. Área de pesquisa - Simples estudante dos idiomas bíblicos 

Divulgação: Bereianos
.

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *