SEJA PARCEIRO DESTE MINISTÉRIO


domingo, 5 de janeiro de 2014

Uma receita enganosa

.


Por Renato César


Já perdi as contas de quantas vezes me deparei com a mesma cena: o teclado (ou outro instrumento qualquer) ao fundo tocando uma melodia em ritmo lento, às vezes quase fúnebre; um vocalista emocionado fazendo uma oração comovente; pastor, presbíteros e diáconos com mãos erguidas na direção dos membros (ingrediente opcional). Pronto, está feita a receita para um culto avivado.

Infelizmente, tem sido assim na maior parte das minhas experiências em igrejas evangélicas. Nem as denominações históricas escapam a essa fórmula. A oração acompanhada por uma música de fundo melosa difundiu-se rapidamente com a popularização midiática das bandas e cantores gospel com suas ministrações durante shows, e praticamente se tornou uma marca dos cultos evangélicos.

Longe de significar um mover do Espírito, tornou-se um clichê previsível e enfadonho que alguns repetem insistentemente a fim de espiritualizar o que já é espiritual e forçar um avivamento através de um pragmatismo velado, mas notório ao repetir sempre os mesmos ingredientes: música melosa e oração de confissão emotiva.

Essa fórmula funciona muito bem para causar emoção nos ouvintes, e assim deixá-los mais vulneráveis à mensagem que se deseja passar no sermão, bem como aos pedidos de ofertas e de contribuição para as atividades eclesiásticas. Seria como preparar o terreno para lançar a semente. Alguns até podem fazê-lo inconscientemente e com a melhor das intenções, mas tal prática é não somente antiética como antibíblica.

A falta de ética passa a existir no momento em que se procura persuadir alguém não apenas mediante argumentos racionais, mas apelando para a emoção, que não raramente nos leva a tomar decisões equivocadas e até mesmo irracionais. Igualmente, essa prática cultual é herética pois não vemos qualquer base bíblica que a fundamente.

Além disso, esse hábito que tantos ministérios de louvor desenvolveram conduz a um caminho de enganação, pois traz consigo a impressão de que a igreja passa realmente por um momento espiritual de contrição, arrependimento e comprometimento com a Palavra, marcas registradas de um autêntico avivamento. Basta aquele instante de nervos a flor da pele terminar para que se constate, por exemplo, a irreverência de muitos no momento da pregação. E a coisa piora quando se busca identificar quanto dos dízimos e ofertas vão para missões ou trabalhos sociais, ou quando se conhece o cotidiano fora da igreja de irmãos supostamente avivados que se derramam em lágrimas na hora dos louvores.

Parece mesmo que Calvino já previa essa tendência da igreja ao limitar ao máximo o uso de instrumentos musicais no acompanhamento dos cânticos durante os cultos. Lamentavelmente, até mesmo em algumas igrejas históricas a coisa tem corrido frouxa, e transparecer tranquilidade ou seriedade quando as extravagâncias começam pode vir a ser interpretado como frieza espiritual e incredulidade na ação do Espírito.

Felizmente, nós, os que somos frios e descontextualizados do movimento gospel, temos ainda, e já nos basta, a Bíblia a nosso favor, que nos fala de um culto racional (Rm 12.1) e que o importante é adorar o Pai em “espírito e em verdade” (Jo 4.23), sem a necessidade de emocionalismo gratuito.

Se precisamos de ajuda para nos entristecermos ao confessarmos nossos pecados e invocarmos a Deus, necessitamos rogar a ele que primeiro transforme nossos corações endurecidos em vez de contar com o auxílio de recursos sonoros. A emoção, ao contrário do que temos visto, deve ser decorrente de uma profunda reflexão sobre nossa pequenez diante do Altíssimo e fruto de um firme comprometimento com a verdade do evangelho.

***
Sobre o autor: Renato César é cristão reformado, formado em administração de empresas e teologia, membro da IPB - Fortaleza/CE. Contatos: renatocesarmg@hotmail.com

Divulgação: Bereianos

Cristãos egípcios são vítimas de sequestros e extorsões


Desde 2011 já foram mais de 100 casos de sequestro, maioria das vítimas é cristã
por Leiliane Roberta Lopes

Cristãos egípcios são vítimas de sequestros e extorsõesCristãos egípcios são vítimas de sequestros e extorsões
A revolução política do Egito fez crescer uma onda de violência que tem atingido principalmente os cristãos, minoria religiosa do país.
De acordo com o jornal “O Globo”, desde 2011 já foram registrados mais de cem casos de sequestros e extorsões, a maioria das vítimas se declara cristã.
Um dos sequestrados foi Mamdouh Farid, 58 anos, que foi rendido por sete homens armados quando voltava do trabalho.
O crime aconteceu em 7 de dezembro em Minya, Farid foi rendido por homens mascarados que o chamaram de “filho do cão” e o atingiram com um golpe na parte de trás da cabeça que o fez desmaiar.
Por seis dias o cristão ficou na mira dos criminosos que pediam US$ 290 mil de resgate. A família da vítima dispõe de apenas US$ 200 para sustentar nove pessoas todos os meses.
Para tentar convencê-los de entregar o valor exigido, os criminosos golpeavam Farid quando estavam no telefone falando com os familiares, assim era possível ouvir os gritos de dor da vítima.
Farid relatou a forma brutal como foi tratado pelos sequestradores sendo obrigado a urinar nas calças, e comendo apenas um pedaço de pão por dia. “Quando eu pedia algo para beber, me ofereciam um copo de urina”, relembra.
A família de Farid – a esposa que tem câncer, seis sobrinhas órfãs e dois filhos- conseguiram juntar US$ 7,3 mil pedindo ajuda de parentes, vizinhos e da igreja local. Os sequestradores se convenceram de que a família é pobre e então soltaram a vítima em um lixão a poucos quilômetros de seu vilarejo.

Comunidade cristã ajuda a pagar resgates

A comunidade cristã no Egito estima já ter pago mais de US$ 750 mil em resgates para ajudar famílias a libertarem seus parentes das mãos dos sequestradores.
Uma rede de apoio foi montada para documentar e relatar cada novo caso de sequestro no país.
De acordo com um funcionário cristão do escritório do Ministério da Saúde em Minya, Medhat Aata Markos, os cristãos estão com muito medo dessa violência.
“Não podemos sair na rua depois do anoitecer. Isso está afetando nossos rendimentos, somos forçados a trabalhar menos horas”, disse ele que já foi vítima de sequestro em fevereiro do ano passado.
A minoria religiosa não recebe apoio do governo, se tornando ainda mais vulnerável nesses casos de violência. Além dos sequestros de cristãos, o Egito também registra ondas de ataques em igrejas. Mais de 40 templos cristãos já foram destruídos no país e mais de 200 propriedades de cristãos já foram atacadas por islamitas desde agosto de 2013 segundo informações da Anistia Internacional.
Fonte:gospelprime

XVII Reunião Ordinária do PSPB conclui trabalhos e elege nova mesa, secretarias e representantes

IMG_3477Em sua XVII reunião ordinária realizada nos dias 27 e 28 de dezembro de 2013, no templo da Igreja Presbiteriana do Brasil em Jaguaribe, João Pessoa, o Presbitério Sul da Paraíba – PSPB – tratou de assuntos inerentes à vida da igreja na jurisdição e elegeu sua nova mesa para o ano de 2014, bem como os secretários de causas e os delegados junto ao supremo concílio.

A nova mesa diretora ficou assim constituída:
Presidente – reverendo Aldenisio Avelino, Vice presidente – reverendo Eudes Alves, Secretário Executivo – reverendo Vandi Brito, 1º Secretário – presbítero Zaqueu Souza, 2º Secretário – reverendo Alan Richarlison e tesoureiro – presbítero Jean Queiroga.
Secretários de causas:
Apoio Ministerial – reverendo Robinson Grangeiro, Comunicação – reverendo Ygor Porfírio, Educação Religiosa – presbítero Ítalo Fitipaldi, Apoio às Juntas diaconais – diácono Eliezer Gomes, Evangelização e Missões – reverendo Jailson dos Santos, Apoio as UMP’s – reverendo Silvano Bernardino, Apoio às SAF’s – reverendo Aldenisio Avelino, Apoio às UPH’s – diácono Francisco Barbosa, Apoio às UPA’s – presbítero Sandro Dutra, Apoio às UCP’s – Rosilda Nadia, Apoio à 3ª Idade – reverendo José Alves, Musica – Licenciado Carlos Kleber.
Representantes do Presbitério ao Supremo Concílio
Pastores
Representante 1 – reverendo Robinson Grangeiro, Representante 2 – reverendo José Roberto, Suplente 1 – reverendo Eudes Alves, Suplente 2 – reverendo Aldenisio Avelino.
Presbíteros
Representante 1 – presbítero Jean Queiroga, Representante 2 – Ronaldo Amaral, Suplente 1 – presbítero Josafá Albino, Suplente 2 – presbítero Zaqueu de Souza.
A próxima reunião ordinária, XVIII do presbitério será realizada no templo da Igreja Presbiteriana de Tambaú, nos dias 12 e 13 de dezembro de 2014.
da redação, com apoio do Presbítero Josafá Albino, diácono Eliezer Gomes
Fonte:Blog Diáconos

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Muçulmanos fazem ritual macabro com sangue de cristãos decapitados


Blogueiro convertido mostra muçulmanos jogando futebol com cabeça de cristãos mortos
por Jarbas Aragão

Muçulmanos fazem ritual macabro com sangue de cristãos decapitados
Muçulmanos fazem ritual macabro com sangue de cristãos decapitados

Irmã Hatune Dogan, uma freira da Igreja Ortodoxa Síria, está fazendo uma série de denúncias assustadoras. Depois de ser divulgado que alguns cristãos estavam sendo decapitados e outros crucificados, agora o nível da barbárie parece sem precedentes.
Durante uma entrevista que teve ampla repercussão, a irmã Dogan afirma que radicais islâmicos estão vendendo frascos com o sangue dos cristãos que eles decapitaram.  Segundo ela, esse sangue é usado em um ritual considerado santo pelos muçulmanos, que ao mesmo tempo expia pecados e dá acesso ao céu.
Os cristãos são decapitados em cerimônias em que são forçados a se ajoelhar, com as mãos e pés atados. Os radicais muçulmanos leem uma sentença de morte imposta por que a vítima se recusou a renunciar ao cristianismo e adotar o Islã. Após a cabeça da vítima ser cortada, o sangue é drenado em bacias e depois engarrafado.
A freira explica que a venda do sangue cristão “é um grande negócio” e “com esse dinheiro, os terroristas muçulmanos pode comprar mais armas”.
Desde o início da guerra civil na Síria que Dogan e outros líderes religiosos vem postando vídeos na internet para denunciar os massacres de cristãos. Ela explica que já recebeu 18 ameaças de morte em sete línguas diferentes, mas que vai continuar denunciando os massacres.
Walid Shoebat, um cristão árabe que foi membro do grupo extremista OLP, antes de se converter, afirma que as denúncias de Hatune são dignas de credibilidade. Ele escreveu em seu blog que “A disposição de Hatune para ajudar os perseguidos é tão grande que ultrapassa o que os demais estão fazendo hoje no Oriente Médio”. Shoebat escreveu ainda que ele mesmo já chamara atenção para isso quando publicou um vídeo de muçulmanos jogando futebol com as cabeças dos cristãos que eles mataram. (Imagens assustadoras: Se quiser assistir clique aqui).
Nascida na Turquia e formada em teologia na Alemanha, a irmã Hatune Dogan já visitou 38 países e trabalhou no Ministério da Caridade e Serviço Social, na Turquia, na África, na Índia e no Oriente Médio.
Michael Maloof, um ex-analista de política de segurança do Departamento de Defesa dos EUA, afirma que Hatune é hoje um alvo preferencial da al Qaeda e de sua afiliada na Spiria, a Jabhat al-Nusra. Com informações WND.
Fonte:gospelprime

A Soberania de Deus e o Evangelismo



Por Paul Helm


Muitas pessoas lutam com a soberania de Deus na eleição, porque acreditam que ela exclui a prática do evangelismo. Elas se perguntam: se as pessoas são ou não eternamente eleitas, que bem fará a pregação? Que diferença fará? No entanto, como a Escritura ensina, a soberania de Deus na eleição e a prática do evangelismo não são inimigas, mas amigas. O evangelismo está enraizado na eleição, e enquanto o homem planta e rega a semente do evangelho, Deus traz o crescimento.

Os Meios e os Fins

A soberania de Deus na salvação é mais clara e nitidamente vista no ensino da Escritura sobre a eleição. A eleição é "incondicional", isto é, a escolha de Deus não se baseia em nada de bom ou meritório do escolhido, algo louvável que tencione ou influencie Deus em sua escolha. Ao invés disso, a escolha de Deus é feita exclusivamente com base na Sua boa vontade.

Pode parecer que essa escolha faz qualquer atividade humana desnecessária. Como poderia uma criatura afetar algo? Mas considere este simples exemplo: suponha que Deus quer eternamente que você receba uma carta minha. Para que isso ocorra, outras coisas devem acontecer primeiro. Obviamente, eu devo escrever a carta, e em seguida dar um jeito de entregar a carta para você. Essas atividades - a escrita e o envio da carta - não acontecem à parte da vontade e propósito do Deus Todo Poderoso, mas como parte de Sua vontade e propósito. Elas são meios para o fim: você receber uma carta minha.

O que isso mostra? Mostra que nos desígnios divinos, meios e fins estão conectados. Talvez, ao eleger pessoas "em Cristo", Deus poderia ter imediatamente os glorificado. Mas de acordo com a Escritura, Ele não escolheu fazer isso. Em vez disso, ele usa meios. Ele nos apresenta as boas novas da salvação. Como Ele faz isso? Ele com certeza poderia ter feito isso transmitindo as boas novas de forma imediata à mente de alguém através de um sonho ou um "sussurro". Mas, na verdade, Ele o faz pela dupla ação da "Palavra" e do "Espírito".

A Escritura tem várias maneiras diferentes de deixar isso claro. Nos Evangelhos, tem a parábola do semeador: "Eis que o semeador saiu a semear". A semente é a Palavra, os vários tipos de solo são os diferentes tipos de corações. "Quanto ao que foi semeado em boa terra, este é aquele que ouve a palavra e a compreende. Ele dá fruto" - Mt 13v23. Portanto, existe a semente semeada, e existe fruto, de acordo com o tipo de solo. E isso representa ouvir a Palavra, entendendo-a, e sendo frutífero. Ninguém pode "entender" a Palavra sem ela ter sido "semeada" primeiro.

Aqui está um segundo exemplo. Vejamos as palavras da Grande Comissão encontrada no final do evangelho de Mateus: "Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-os a observar tudo que eu vos tenho mandado" - Mt 28v19-20. Jesus instrui ou ordena à Seus onze discípulos para "fazerem discípulos". E como eles farão isso? "Ensinando-os [as pessoas de todas as nações] a observar tudo o que vos tenho ordenado". Discipulado vem através do ensino que Cristo ordenou a Seus primeiros discípulos.

Paulo usa uma linguagem muito semelhante a de Cristo na parábola do semeador quando descreve seu ministério, tanto a importância quanto as limitações deste, ele escreve: "Eu plantei, Apolo regou, mas Deus deu o crescimento" - 1Co 3v6. O que ele está dizendo aqui? Que ele semeou a semente e seu companheiro o pregador Apolo acompanhou e - por meio do que ele ensinou - "regou" o que Paulo havia semeado. Mas quem fez crescer? Só Deus, através do Seu Espírito, deu vida - entendimento, fé e obediência - àqueles que se tornaram crentes em Corinto.

Da mesma forma, outras coisas que Paulo escreve ecoam o ensino da Grande Comissão de Jesus. Por exemplo, em Romanos capítulo dez, Paulo discute a relação entre invocar a Cristo, a confiar nele, e pregar a necessidade de rogar pelo Salvador:

"Como, pois, invocarão aquele em quem não creram?E como crerão naquele de quem não ouviram falar?E como ouvirão, se não houver quem pregue?E como pregarão, se não forem enviados?" - Rm 10v14-15.

As perguntas de Paulo respondem a si mesmas: sem a fé não haverá súplica; sem o ouvir não haverá fé; sem a pregação não há como ouvir e sem o envio não haverá pregação.

Todas estas passagens têm uma coisa em comum. Elas revelam a conexão, conexão estabelecida na sabedoria de Deus, entre comunicar o evangelho através da pregação - semeando, ensinando, chamando e regando - e a crença - fé e invocação do Senhor, a conversão a Cristo em seus diversos aspectos. Portanto, sob circunstâncias normais, a pregação e o ensino são os meios indispensáveis ​​do Senhor para trazer homens e mulheres à fé em Cristo. É claro que apenas a pregação não é suficiente. O próprio Deus deve preparar o coração, e pelo Seu Espírito só Ele pode "dar o crescimento". Mas Ele normalmente o faz "pela Palavra" proclamada pelos ministros do evangelho.

Eleição

Há uma passagem que acima de todas as outras na Bíblia claramente estabelece o âmbito desta interação entre meios e fins, a eleição de um lado e a glorificação de outro. Em Romanos capítulo oito, Paulo ensina que o propósito final de Deus para o Seu povo é a sua conformidade à imagem de Seu Filho. Como devemos entender isso?

A resposta de Paulo leva primeiramente o leitor de volta para "aqueles que são chamados segundo o seu propósito" (v. 28). Estes, segundo ele, são pré-conhecidos por Deus. Isto é, Ele sabe antes de nascerem quem são essas pessoas, pois Ele os escolheu. E Ele os predestina para serem conformes à imagem de seu Filho, Jesus Cristo (v.29). E o que esta predestinação envolve?

"E aos que predestinou, também os chamou, e aos que chamou, também os justificou, e aos que justificou, também os glorificou" (v. 30). Em poucas palavras, o apóstolo leva o leitor de eternidade a eternidade. Para enfatizar a certeza e a plenitude desse processo, Paulo usa o verbo no passado, como se todos os santos já estivessem desfrutando da glorificação. Mas para o nosso objetivo, precisamos destacar duas palavras que são essenciais e importantes: chamou e justificou. Elas salientam a necessidade do eleito de ser glorificado através da ação do Espírito de tirá-los da escuridão espiritual - o novo nascimento - e a necessidade deles mudarem sua condição, uma vez que seus pecados foram perdoados e a justiça de Cristo é imputada a eles.

Quando essas mudanças, regeneração e justificação, ocorrem? A resposta é: durante a vida terrena dos homens e mulheres. Por quais meios? Pela comunicação e apresentação do evangelho através da pregação e do ensino. Além disso, essas mudanças ocorrem pela ação soberana de Deus, o Espírito Santo, que abre os olhos para a compreensão, renova a vontade, concede o arrependimento e a fé que justifica, e permite o crescimento da virtude cristã, isto é, a santificação.

Vendo por Outro Lado

Assim, a pregação é normalmente um meio indispensável para chamar os eleitos de Deus. De forma paralela, ouvir e fazer esforço para compreender a pregação do evangelho é indispensável. Não faz sentido algum dizer: "Ou eu sou eleito ou não sou. De qualquer maneira, não há porquê ouvir uma boa pregação. Pois, se eu sou eleito, de um jeito ou de outro Deus vai me levar para o céu. E se eu não sou, eu posso encontrar maneiras melhores de gastar o meu tempo do que indo à igreja". Jesus, por exemplo, destacou a importância de ouvir com atenção: "Aquele que tem ouvidos para ouvir, ouça" - Mt 13v43. O que Jesus queria dizer? Que devemos ouvir atentamente, com o objetivo de adquirir "entendimento". Depois de Sua ressurreição, Jesus passou um tempo abrindo o entendimento dos discípulos para compreenderem a Escritura (v. Lc 24v45). Se estamos confusos e perplexos, devemos continuar a examinar a Escritura com todas as nossas forças - uma vez que que a Escritura interpreta a Escritura - e rogar a Jesus por entendimento. Paulo conta como os cristãos de Tessalônica vieram a fé em Cristo da seguinte forma: "Quando você recebeu a palavra de Deus, que de nós ouvistes, a recebestes, não como palavra de homens, mas como aquilo que realmente é, a palavra de Deus" - 1Ts 2v13.

A linha de raciocínio que diz: "Ou eu sou eleito ou não, de qualquer forma, é inútil atentar à Palavra de Deus", comete o mesmo erro da crença de que a eleição eterna de Deus faz a pregação desnecessária. Eles separam o fim da eleição - a renovação na imagem de Cristo - dos meios de comunicar o evangelho através da pregação e as outras maneiras que Deus ordenou. Isso divide o que Deus tem, de fato, unido. "O que Deus uniu não separe o homem".

Traduzido por: Lidiane Cecilio
.

Comentário sobre Romanos 9 - A Eleição é de Indivíduos ou de Nações?

.


Por Rev. Augustus Nicodemus Lopes


A chave para entendermos Romanos 9 é a intenção de Paulo, o que ele quer mostrar? A resposta está nos versículos iniciais, 1-5. Ele está triste porque Israel rejeitou Jesus Cristo. Este fato poderia levantar a questão de que a promessa de Deus havia falhado (verso 6). Paulo evita este problema explicando que a promessa foi feita aos descendentes espirituais de Abraão e não aos seus descendentes físicos. Nem todos de Israel são filhos de Deus (verso 6-7). E estes indivíduos, os descendentes espirituais, a quem as promessas foram feitas, e que serão salvos, foram chamados soberanamente por Deus de entre a nação de Israel. Paulo prova isto mostrando a escolha soberana de Isaque e de Jacó. Eles foram escolhidos enquanto indivíduos, embora, certamente, esta escolha venha a ter algum reflexo em seus descendentes (versos 8-13). O ponto de Paulo é que somente os escolhidos de entre a nação de Israel é que creram (e crerão) em Cristo. São indivíduos escolhidos de entre uma nação, para a salvação. Desta forma, Paulo mostra que as promessas de Deus a Israel não falharam, pois dentre a nação Deus sempre escolheu soberanamente, e não por obras, aqueles israelitas individuais que viriam a crer em Jesus Cristo, como o próprio Paulo.

Em resumo, seguem algumas razões pelas quais o argumento central de Romanos 9 é eleição para a salvação e vida eterna, e que na elaboração da argumentação, Paulo menciona Jacó e Esaú como indivíduos e não como nações, embora os descendentes deles viriam a sofrer os reflexos desta escolha individual.

(1) Toda a seção (Romanos 9-11) é sobre a segurança eterna de pessoas. Eleição de nações não faria qualquer sentido contextual. Paulo disse aos cristãos de Roma que nada poderia separá-los do amor de Deus (Rm 8:31-39). A objeção que provocou a resposta de Paulo em romanos 9-11 foi esta: “Como podemos ter certeza de que as promessas de Deus são seguras, visto que Israel, a quem também promessas foram feitas, não creu no Messias?” A resposta de Paulo é que apenas os indivíduos eleitos dentro de Israel é que estão seguros.

(2) A eleição de Jacó sobre Esaú (Romanos 9:10-13) pode ter implicações nacionais, mas começa com dois indivíduos. Não podemos esquecer este fato.

(3) Jacó foi eleito e Esaú rejeitado antes que tivessem feito algo de bom ou ruim. O texto está falando de indivíduos que podem fazer o bem e o mal. Não fala de nações que sairiam deles e que fariam bem ou mal. O bem e o mal referido é de pessoas, indivíduos, chamados Jacó e Esaú.

(4) Rom. 9:15 enfatiza a soberania de Deus na escolha de indivíduos. "Terei misericórdia de quem eu tiver misericórdia." O pronome “quem” é um singular masculino. Se Paulo estivesse falando de nações, poderia ter usado um pronome plural.

(5) Rom 9:16 está claramente lidando com pessoas: “Assim, pois, não depende de quem quer ou de quem corre”. “Quem quer” θέλοντος e “quem corre” τρέχοντος são dois singulares masculinos. É difícil ver implicações nacionais em tudo aqui. É sobre o desejo e esforço individual. 

(6) Rom 9:18 fala do endurecimento de Faraó, um indivíduo. Não está tratando do endurecimento do Egito, mas da pessoa de seu rei, Faraó. Após falar do endurecimento, Paulo resume o que ele está tentando dizer usando pronomes singulares masculinos: “Logo, tem ele misericórdia de quem quer e também endurece a quem lhe apraz”. Se Paulo estava falando de eleição e endurecimento de nações, ao terminar o exemplo pessoal e individual de Faraó ele deveria ter dito que ele endurece e tem misericórdia das nações que quer.

(7) A objeção em Rom. 9:14, “Que diremos, pois? Há injustiça da parte de Deus?” - faz pouco sentido se Paulo estivesse falando sobre a eleição corporativa ou nacional. A acusação de injustiça poderia facilmente ser respondida se Paulo estivesse dizendo que a eleição de Deus é apenas em relação às nações e não tem a intenção salvadora.

(8) Da mesma forma, a objeção em Rom. 9:19 fica totalmente sem sentido se Paulo não estiver falando de eleição individual. “Algum de vocês vai me dizer: “Se é assim, como é que Deus pode encontrar culpa nas pessoas? Quem pode ir contra a vontade de Deus?” (NTLH). A questão que o opositor de Paulo está levantando é que Deus parece injusto com indivíduos, ao endurecer alguns e ter misericórdias de outro como lhe apraz, e não com nações.

(9) Em Rom 9:14-29 temos uma “diatribe”, um recurso de retórica em que o escritor responde os questionamentos de um opositor imaginário. Os questionamentos estão em Rm 9:14 e Rom 9:19. É um artifício muito bom, mas somente se o autor está entendendo corretamente o opositor. Todos os dois questionamentos do opositor (9:14 e 9:19) tem a ver com a injustiça de escolher uns e deixar outros. Paulo poderia ter corrigido este equívoco e dito, “não estou falando de pessoas, mas de nações”. Contudo, ele aceita como legítima a objeção e responde em termos da eleição de indivíduos. 

(10) Em Rom 9:24 Paulo diz que Deus chamou os “vasos de misericórdia”, que Ele preparou para glória “de antemão” (são os eleitos mencionados no capítulo todo) “não só dentre os judeus, mas também dentre os gentios”. É difícil ver eleição nacional aqui, pois Deus chamou estas pessoas "dentre" todas as nações, ἐξ Ἰουδαίων (de entre os judeus) e também ἐξ ἐθνῶν (de entre os gentios). Os vasos de misericórdia, que são a descendência espiritual de Abraão, em quem se cumprem as promessas, são chamados por Deus de entre na nação de Israel e de entre as nações gentílicas.

(11) Em Romanos 11:1-10, quando Paulo volta a falar da eleição de israelitas individuais de entre Israel étnico, fica claro que os eleitos são pessoas de entre a nação de Israel, os sete mil que não dobraram o joelho a Baal (Rm 11.4), aos quais Paulo se refere como a eleição da graça” (Rm 11.5). Isso nos diz duas coisas: 1) eles são sete mil indivíduos que Deus tem mantido crentes dentro da nação de Israel, e não uma nova nação. 2) Esses indivíduos são mantidos por Deus na fé no Deus verdadeiro, não se curvando diante de Baal (ou seja, eles permaneceram fiéis a Deus). Ou seja, a eleição mencionada por Paulo é de indivíduos para a salvação.

Para você não pensar que estes argumentos são meus, consulte estes comentaristas que seguem esta mesma linha de raciocínio:

Jamieson, Robert, A. R. Fausset, and David Brown. Commentary Critical and Explanatory on the Whole Bible. Oak Harbor, WA: Logos Research Systems, Inc., 1997.

Lange, John Peter, Philip Schaff, F. R. Fay, J. F. Hurst, and M. B. Riddle. A Commentary on the Holy Scriptures: Romans. Bellingham, WA: Logos Bible Software, 2008.

Boa, Kenneth, and William Kruidenier. Romans. Vol. 6. Holman New Testament Commentary. Nashville, TN: Broadman & Holman Publishers, 2000.

Henry, Matthew. Matthew Henry’s Commentary on the Whole Bible: Complete and Unabridged in One Volume. Peabody: Hendrickson, 1994.

Carson, D. A., R. T. France, J. A. Motyer, and G. J. Wenham, eds. New Bible Commentary: 21st Century Edition. 4th ed. Leicester, England; Downers Grove, IL: Inter-Varsity Press, 1994.

Spence-Jones, H. D. M., ed. The Pulpit Commentary: Romans. The Pulpit Commentary. London; New York: Funk & Wagnalls Company, 1909.

Wuest, Kenneth S. Wuest’s Word Studies from the Greek New Testament: For the English Reader. Grand Rapids: Eerdmans, 1997.

***
Texto ReferênciaCredo House Ministries
Fonte: Rev. Augustus Nicodemus, via Facebook, em resposta a um comentário sobre o vídeo "A eleição em Romanos 9 é de indivíduos ou de nações?"
.

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Cores mencionadas na Bíblia são descobertas em tecidos encontrados no deserto


Novas descobertas arqueológicas afetam edificação do Terceiro Templo
por Jarbas Aragão

Cores mencionadas na Bíblia são descobertas em tecidos encontrados no deserto
Novas descobertas arqueológicas afetam edificação do Terceiro Templo
Os tecidos estavam em cavernas de Wadi Morbaat, localizadas ao sul de Qumran, na área do deserto da Judeia onde os Manuscritos do Mar Morto foram encontrados, nas décadas de 1940 e 1950. Um estudo detalhado analisou os materiais de 180 amostras desses tecidos. A maioria deles foram pintados com substâncias derivadas de plantas.
O exame minucioso do material foi coordenado pela doutora Orit Shamir, restauradora de resultados orgânicos da Autoridade de Antiguidades. As cores foram testadas usando instrumentação de análise avançada para identificação de corantes (HPLC) pelo doutor Sukenik e assistida pelos doutores Alexander e Rwak.
As peças ainda preservam suas cores originais, as mais prestigiada do Israel antigo: o azul, o roxo e o escarlate. Acredita-se que eram usados no vestuário dos moradores ricos da região. “A importância destes tecidos é extremamente significativa, praticamente não há paralelos para eles no registro arqueológico”, afirmou Yoli Shwartz, porta-voz Autoridade de Antiguidades de Israel em um comunicado.
Para os que não estão familiarizados com os relatos da Bíblia, no livro de Êxodo, Deus dá a Moisés instruções precisas para a construção do tabernáculo. A fabricação de peças de vestuário sacerdotais, que incluíam fios azuis e roxos e vermelhos (escarlate). Durante centenas de anos, os estudiosos questionaram se realmente havia a coloração azul celeste descrita na Bíblia. Os estudiosos levantavam inclusive a hipótese de o tchelet (Azul Celeste), na realidade seria o roxo ou o púrpura, pois o segredo de sua fabricação havia se perdido.
A análise moderna mostra que eles foram pintados com dois materiais muito valorizados na antiguidade, o argaman (roxo) retirado de um tipo de espinho e do pulgão armênio. A terceira peça indica que os fios foram pintados quando exposto à luz ou cozidos depois de tingidos e mostram a utilização adicional de um tipo de caracol para se alcançar a tonalidade azul.
A importância da descoberta tem um forte apelo religioso. Desde agosto de 2013, estão sendo treinados em Israel os cohanim (sacerdotes) numa iniciativa do Instituto do Templo. Eles se preparam, juntamente com várias outras organizações, a reerguer o Beit HaMikdash (Templo de Salomão) em Jerusalém.
Tecido sacerdotes
Embora muitos utensílios do chamado Terceiro Templo já estejam prontos, os estudiosos judeus estavam divididos sobre as vestes do Sumo Sacerdote, que comandaria os sacrifícios.
Havia uma disputa sobre como seria sua roupa, uma vez que grande parte das instruções de Êxodo são específicas, mas quase impossíveis de serem reproduzidas sem um parâmetro de comparação. Com essa descoberta, será possível eliminar qualquer dúvida pendente sobre como deve ser as roupas sacerdotais, algo que pode causar o fim de algumas divisões e uma reprodução fidedigna às instruções contidas em Êxodo. Com informações The Blaze.
Fonte:gospelprime

A Cruz de Cristo – Michael Haykin


ACruzDeCristo

Nesse artigo, Michael Haykin nos mostra, através do exemplo de Andrew Fuller, a importância da cruz de Cristo:
Quem, na opinião de Charles Haddon Spurgeon, foi o maior teólogo do seu século? Bem, ninguém mais do que Andrew Fuller, o pastor batista e teólogo missionário que pastoreou durante a maior parte da sua vida, em Kettering, Northamptonshire, na antiga Inglaterra. Se alguém perguntasse a Spurgeon as razões de sua admiração por Fuller, uma razão que ele poderia dar seria a ênfase de Fuller sobre a centralidade na cruz.
Em toda sua vida cristã, Fuller foi convencido de que a cruz de Cristo era a essência do Cristianismo. Em 1802, ele defendeu que “ela é o ponto central no qual se encontram e são unidas as linhas da verdade do evangelho”. Assim como o sol é absolutamente vital para a manutenção do sistema solar, assim “a doutrina da cruz é para o sistema do evangelho; é a sua vida”. Outras observações semelhantes aparecem em uma série de obras de Fuller. Em um sermão pregado em 1801, Fuller traz à memória de seus ouvintes: “Cristo crucificado é o ponto central no qual se encontram e são unidas todas as linhas da verdade do evangelho. Não há outra doutrina nas Escrituras que tenha uma relação tão importante”. A morte redentora de Cristo, Fuller declarou em 1814, nada mais é do que “o sangue vital do sistema do evangelho”. Em resumo, a cruz é “a magnífica peculiaridade e a principal glória do cristianismo”, e tudo o que for equivalente ao próprio evangelho: “A doutrina da salvação através de Cristo… é, por sua primazia, chamada de evangelho”.
Diante dessa visão sobre a morte de Cristo, não ficamos surpresos em encontrar Fuller afirmando a respeito da doutrina da cruz, que “Deus, em todas as eras, se deleitou em honrar”. Qualquer que seja o lugar onde a igreja tenha experimentado tempos de vitalidade e vigor espiritual – “tempos de grande avivamento”, como Fuller os denominou – ali a obra expiatória de Cristo obteve um lugar de exaltação. Fuller observou que essa foi a doutrina central da Reforma, e à qual os Reformadores deram proeminência. Foi o tema principal dos puritanos e dos antepassados espirituais de Fuller, não conformistas do século XVII. Em seus dias, os triunfos missionários dos morávios nas Índias Ocidentais, entre os esquimós, e na Groelândia, foram triunfos da cruz: a “doutrina da expiação pela morte de Cristo (…) forma o grande assunto de seu ministério”. Quando Fuller olhou além da realidade histórica para a eternidade e o céu, ele foi convencido de que ali, também, a cruz era o “tema preferido” de seus habitantes.
2013_TBT_03_March_200x1000Michael Haykin é professor de história da igreja e espiritualidade bíblica no Southern Theological Baptist Seminary, em Louisville, Kentucky, onde também trabalha como diretor do Centro de Estudos Batistas Andrew Fuller. Haykin é autor de inúmeros livros.
Por Michael Haykin. Extraído do site www.ligonier.org. © 2013 Ligonier Ministries. Original: The Cross of Christ
Este artigo faz parte da edição de Dezembro de 2012 da revista Tabletalk.
Tradução: Isabela Siqueira. Revisão: Renata do Espírito Santo – © Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: www.MinisterioFiel.com.br. Original: A Cruz de Cristo – Michael Haykin

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *