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quarta-feira, 25 de dezembro de 2013

Mórmons se preparam para o fim do mundo


Práticas de estocar comida sempre fez parte dos ensinamentos da seita
por Leiliane Roberta Lopes

Mórmons se preparam para o fim do mundoMórmons se preparam para o fim do mundo
Armazenar alimentos e água suficientes em caso de um grande desastre, perda de emprego ou mesmo o fim do mundo é parte dos ensinamentos fundamentais da Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Mas parece que a ideia está se espalhando.
Perto de Salt Lake City, capital mundial da seita mórmon, como são mais conhecidos, existem dezenas de grandes silos cheios de grãos. “A sabedoria em preparar estoques é ensinado fortemente entre os mórmons”, explica Paul Fulton, presidente da Ready Store, especializada em vender comida para os que desejam estar preparados para o fim do mundo.
A prática dos mórmons em estar sempre preparados começou na primeira década do século 19. Nessa época, Joseph Smith, seu fundador, atraiu pessoas de todo o país para o que era chamada de Terra Prometida, o Estado do Utah, conta Matthew Bowman, professor de religião no Hampden-Sydney College.
Os líderes da Igreja preparavam listas do que as pessoas precisavam comprar, e depois armazenavam em depósitos de alimentos nas cidades que iam fundando. Após a Segunda Guerra, líderes da igreja preocupados com uma iminente guerra nuclear alertavam os mórmons usando uma retórica apocalíptica, sempre incentivando o armazenamento de alimentos. Com isso, cada família era incentivada a ter uma reserva para cerca de dois anos, disse Bowman.
Nas últimas duas décadas, o foco no armazenamento de alimentos mudou um pouco, mas a prática ainda é ensinada. Rick Foster, gerente de Serviços Humanitários da Igreja dos Santos dos Últimos Dias conta que a igreja tem enormes armazéns em cujas prateleiras estão empilhados caixas de comida que poderiam estocar 143 supermercados médios. Elas estão ali caso seja preciso fornecer alimentos aos membros necessitados.
Foster disse que a igreja tenta manter um suprimento de comida de seis meses em cada um dos armazéns. Existem 101 centros de armazenamento de alimentos coordenados pela igreja. Embora muitas famílias mórmons mantenham hortas caseiras para esse fim, a igreja possui suas próprias fazendas, ranchos de laticínios e fábricas de conservas.
As casas de muitos mórmons estão equipadas com prateleiras especiais para armazenar latas de comida preparadas para durar até 25 anos. Nos últimos anos, a procura tem aumentado e a igreja teve de fazer uma série de adaptações em sua logística de produção a armazenamento.  Com informações Daily Mail.
Fonte:gospelprime

terça-feira, 24 de dezembro de 2013

Natal e Calvinismo

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Por Jonathan Master


O que poderia ser mais evangelical e abrangente que o Natal? É uma época quando todos aqueles que celebram o Natal concordam sobre o significado da festividade, e mesmo muitos não cristãos fingem acreditar – ou pelo menos afirmar que algo bom aconteceu na noite em que Cristo nasceu. O Natal dificilmente parece ser a época apropriada para discutir as doutrinas da graça. Afinal de contas, somos levados a crer que o Natal é gloriosamente abrangente e o Calvinismo é desafortunadamente restrito.

Então por que inserir tais severas doutrinas na abrangente e bela alegria que compartilhamos no Natal? Bem, em primeiro lugar, essas doutrinas não são severas de forma alguma, ou restritas. Elas são atraentes e gloriosas, e o entendimento delas leva imediatamente ao tipo de alegria abundante que associamos ao Natal.

Mas há mais do que isso. A razão pela qual devemos associar o Natal e o Calvinismo é que o próprio Jesus o faz. Em João 6, Jesus dá uma razão muito clara para a encarnação. E a encarnação é o que celebramos quando celebramos o Natal corretamente. Ele diz isso: “Porque eu desci do céu, não para fazer a minha própria vontade, e sim a vontade daquele que me enviou” (João 6.38). Essa afirmação abrangente de Jesus toma uma forma mais definida nos versos que se seguem: “E a vontade de quem me enviou é esta: que nenhum eu perca de todos os que me deu; pelo contrário, eu o ressuscitarei no último dia. De fato, a vontade de meu Pai é que todo homem que vir o Filho e nele crer tenha a vida eterna; e eu o ressuscitarei no último dia” (6.39-40). Mais à frente nessa mesma discussão, Jesus fala mais sobre a vontade do Pai, a qual ele veio à terra para cumprir: “Ninguém pode vir a mim se o Pai, que me enviou, não o trouxer;” (6.44). E, novamente, “O espírito é o que vivifica; a carne para nada aproveita” (6.63). Por fim, ao responder algumas questões dos discípulos sobre aqueles que não creem, Jesus diz “Por causa disto, é que vos tenho dito: ninguém poderá vir a mim, se, pelo Pai, não lhe for concedido” (6.65).

Como a razão apontada por Jesus para a encarnação é fazer a vontade do Pai, vale a pena olhar para esses ensinamentos de uma forma sistemática. Primeiro, aprendemos que ninguém pode vir a Jesus, a não ser que o Pai o atraia ou lhe permita isso (João 6.44, 65). Isso é assim porque somente o Espírito Santo vivifica, e o homem em seu estado natural não é capaz de encontrar vida; na carne, seres humanos não possuem qualquer coisa aproveitável para alcançar a salvação (João 6.63). Aprendemos que o Filho veio para salvar aqueles que foram entregues a ele (João 6.39). Nos é dito que aqueles que foram atraídos, entregues e trazidos à vida pelo Pai de fato vêm: ninguém pode resistir à Sua graça transformadora (João 6.37). E então, talvez o mais notável, aprendemos que Cristo garante que todos os que vêm a ele em fé, aqueles que lhe foram dados pelo Pai e transformados pelo Espírito, certamente serão ressuscitados no último dia (João 6.40).

Em outras palavras, quando Jesus reflete sobre sua vinda à terra, ele explica nos termos da vontade do Pai na salvação, uma vontade que é demonstrada em no contexto da depravação total do homem, a eleição incondicional de Deus, a obra definitiva de Cristo na salvação, a graça irresistível de Deus em atrair e entregar os homens a Cristo, e a promessa gloriosa de que Cristo um dia irá ressuscitar aqueles que olham para ele em fé genuína. É disso que falamos quando falamos sobre Calvinismo. E, como vimos, também é o que Jesus ensina quando fala sobre o Natal.

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Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org | Original aqui

segunda-feira, 23 de dezembro de 2013

Verdadeiro ou falso? Pastor diz ter fotografado anjo no palco durante louvor: “Milagres acontecem”

Verdadeiro ou falso? Pastor diz ter fotografado anjo no palco durante louvor: “Milagres acontecem”

O surgimento ou aparições de anjos são descritos na Bíblia como eventos raros, mas possíveis. Seres espirituais, em tese eles não poderiam ser capturados por câmeras fotográficas ou filmadoras. Mas há quem discorde.
Uma foto feita por um fiel durante o momento de louvor e adoração na Conferência Promise Keepers, em Cedar Falls, Iowa, mostra o que parece ser um anjo. A figura branca brilhante de pé no palco foi fotografada enquanto a banda tocava um dos louvores.
O evento, que era voltado apenas para homens, tornou-se alvo da curiosidade de inúmeras pessoas. “Algo sobrenatural aconteceu em Cedar Falls”, diz a igreja organizadora do evento.
A foto em questão foi feita a partir de um iPad, por um pastor que participava do evento: “[Havia] um anjo junto aos músicos”, disse o homem que é líder de uma “igreja batista do sul”, e se descrevia como um “conservador não-profético”, segundo os organizadores.
“Ele olhou para a tela para ver um brilho estranho no palco e sentiu calafrios na espinha. Ele então mostrou a foto para o homem de pé ao lado dele, e tirou outra foto do palco. Quando ele olhou para a segunda imagem e viu a mesma figura, ele foi dominado pela emoção, já que ele estava convencido de que o que ele viu nestas fotos era um anjo. Ele imediatamente me veio à direita do palco e mostrou as fotos para o nosso diretor do programa”, relatou David Jesse, porta-voz do evento, de acordo com informações do WND.
A esposa do pastor que fez as imagens divulgou um comunicado: “Meu marido fez essas fotos. Não é nenhum truque de fotografia. Use seu tempo debatendo anjos e luzes do palco, mas não perca o milagre de alguns milhares de homens reunidos para louvar a Deus e de ser desafiado a ser homens de honra que mantêm suas promessas! Pelo menos 17 deles eram nossos. Isso é um milagre. Eles estavam em nossa igreja na reunião de domingo na frente orando com suas famílias e amigos. Milagres acontecem”.
anjo - cedar falls
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Líderes cristãos estão apoiando satanistas e ateus ao se omitirem, diz pastor


Pastor de megaigreja ataca colegas em entrevista à TV
por Jarbas Aragão

Líderes cristãos estão apoiando satanistas e ateus ao se omitirem, diz pastorLíderes cristãos estão apoiando satanistas e ateus ao se omitirem
O pastor Robert Jeffress, da Primeira Igreja Batista em Dallas, Texas, uma megaigreja com mais de 10 mil membros, gerou espanto ao dar uma entrevista esta semana. No programa de Bill O’Reilly, do canal Fox News, ele afirma que existe uma “guerra” contra os cristãos todo final de ano, na época do natal.
“O fato é que a guerra ao Natal é real, e também é parte de uma guerra maior contra o cristianismo que está sendo travada em todo o mundo”, disse Jeffress. “Não estamos sofrendo como os cristãos que estão sendo martirizados em outros países. Ainda não, pelo menos, mas não se enganem sobre isso. Isso tudo é parte da mesma guerra e temos que nos impor em todas as frentes”, acrescentou.
Quando perguntado sobre quem estava havia declarado guerra contra o Natal, o pastor respondeu: “Em última análise, como cristão, acredito que é o próprio reino das trevas de Satanás… que usa juízes equivocados que impõe coisas em nome da liberdade de religião… Vemos até pastores que colaboram com isso, dizendo que não há uma guerra contra o cristianismo”.
Ainda segundo Jeffress, o que acontece muitos pastores é o chamado “pecado por omissão”. Ao deixar de se posicionar publicamente sobre várias questões que confrontam o cristianismo, fortalecem o inimigo. Ou seja, cada vez que um pastor se cala sobre questões relativas à fé (nascimento de Jesus, casamento gay, aborto) está se colocando ao lado de ateus e satanistas.
Um dos motivos para as fortes declarações de Jeffress são os pedidos, concedidos por tribunais, de associações ateístas e até de satanistas de pedirem igualdade no espaço dado a presépios em lugares público. Durante vários anos, eles entraram na justiça querendo proibir qualquer menção religiosa nos espaços públicos, especialmente quando são representações natalinas do nascimento de Jesus.
Este ano, uma associação ateísta, alegando igualdade de expressão, conseguiu colocar ao lado de um presépio montado na sede do governo da Flórida, uma imagem do “Monstro de Espaguete Voador” (sátira ao que consideram adoração de um ser não existente). Além disso, o Satanic Temple, uma entidade assumidamente satanista, fez um pedido para colocar um banner de 3X3 metros no local, alegando liberdade de culto. Com informações Christian Post e Orlando Sentinel.
Fonte:gospelprime

Cantata Especial do Projeto Barnabé na IP Filadélfia



No dia 19 de dezembro de 2013 as crianças do Projeto Barnabé apresentaram um Cantata Especial de Natal na igreja Presbiteriana Filadélfia de Garanhuns. Na ocasião diversos  amigos e familiares marcaram presença. Graças ao nosso bom Deus pelo Projeto Barnabé.

Cinco coisas para ensinar seus filhos neste Natal



Por Christina Fox


Mãe, eu preciso acrescentar algo a minha lista de Natal”.

Novamente estamos perto do Natal. As lojas estão adornadas com todas as coisas vermelhas e verdes. Caixas de correio e caixa de email estão cheias com anúncios, vendas e catálogos. Pacotes lindamente embrulhados estão na linha de frente da mente de todos—especialmente das crianças.

O Natal fornece uma maravilhosa oportunidade para derramar as verdades do Evangelho nos corações de nossas crianças. É uma época ideal para mostrá-las o grande presente que elas jamais poderiam receber, o presente de Jesus Cristo.

Abaixo há uma lista de verdades importantes para ensinar nossas crianças neste Natal:

1. A História da Redenção

Durante o Advento, com a antecipação do dia 25, nós podemos ensinar e preparar nossas crianças para celebração do nascimento de Jesus. Em nossa família, nós gostamos de começar com a história da Criação e diariamente caminhar através da história da Redenção até chegarmos ao nascimento de Cristo no dia de Natal. Nós falamos sobre a queda e a promessa de Deus de enviar o Salvador em Gênesis 3:15. Nós lemos sobre a promessa feita a Abraão que Ele reafirma no Velho Testamento. Nós discutimos Moíses e aquele “que é maior do que Moíses” e viria. Nós lemos as profecias em Isaías. Nós olhamos como toda a Bíblia aponta para nosso Redentor.

2. Humildade de Cristo

Para o mundo, o dia de feriado trata-se de extravagância, abundância, e tornar cada detalhe uma imagem perfeita. A história de Jesus, entretanto, é sobre humildade. O tempo de Natal fornece uma grande oportunidade para ensinar nossas crianças sobre o que significa ser o maior no reino (Mateus 20:26-28). Seus pais, seu local de nascimento, sua cidade natal, e seu ato de tomar forma humana são todas demonstrações de humildade. A maioria das pessoas esperava que o Messias nascesse num castelo, e não um estábulo. A maioria esperava que Ele vivesse uma vida de realeza, não pobreza. A maioria esperava que Ele conquistasse os romanos, e não que fosse crucificado por eles. Leia Filipenses 1:21 e mostra a suas crianças a humildade de Cristo.

3. Deus opera através da Fraqueza

De forma similar, ensinar nossas crianças como Deus opera através da fraqueza é outro tópico para ser ensinado no Natal. Deus sempre escolhe as coisas improváveis e fracas para usar em sua história da Redenção.  Maria era uma garota pobre e simples de uma cidade insignificante. Pedro era um pescador ignorante. Isto é visto mais dramaticamente na morte de Jesus na cruz em nosso lugar e sua ressurreição no terceiro dia, nos assegurando vitória sobre a morte e o pecado.

4. Deus mantém Suas promessas

Outra verdade importante que podemos enfatizar com nossos filhos durante esta época é que Deus mantém suas promessas. Nós podemos começar com a promessa do Salvador depois da queda e ir através do Antigo Testamento, observando a promessa de Deus para redimir seu povo, culminando na promessa cumprida em Cristo.

5. Os Nomes de Cristo

Ano passado, meus filhos aprenderam um nome diferente de Deus todos os dias durante o Advento. Nós estudamos nomes tais como Messias, Cordeiro de Deus, Emanuel, Alfa e Omega, e Príncipe da Paz. Ensinar as crianças os nomes de Jesus o que eles significam os ajudam a conhecer mais sobre Jesus, seu caráter e o que Ele tem feito. Fizemos uma corrente ligando papéis com nomes diferentes em cada um . Outra maneira de ensinar os nomes pode ser criar um ornamento de Natal para cada um e pendurá-los na árvore de Natal cada vez que você estudar esse nome.

Aproveite esta época do ano para ensinar seus filhos sobre o menino Jesus. Gaste tempo na palavra, mostrando para eles o Messias prometido e como esta promessa foi cumprida no bebê nascido em Belém. Ajude eles a ver que Jesus é o maior presente que eles jamais poderiam receber e o maior presente que eles podem compartilhar com os outros.

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Fonte: desiringGod
Tradução: César Augusto Vargas Américo
Divulgação: Bereianos

Alerta aos Reformados sobre a santidade de vida



Por Rev. Augustus Nicodemus Lopes


Amo a literatura produzida pelos antigos puritanos. Sólida, bíblica, profunda, muito pastoral e prática. A santidade defendida e pregada pelos puritanos aqueceu meu coração, quando eu era novo convertido, e se tornou o ideal que eu decidi perseguir até hoje. Um breve resumo do pensamento puritano sobre a santidade está na Confissão de Fé de Westminster, no capítulo “Santificação”:

I - Os que são eficazmente chamados e regenerados, tendo criado em si um novo coração e um novo espírito, são além disso santificados real e pessoalmente, pela virtude da morte e ressurreição de Cristo, pela sua palavra e pelo seu Espírito, que neles habita. 
II - Esta santificação é no homem todo, porém imperfeita nesta vida; ainda persistem em todas as partes dele restos da corrupção, e daí nasce uma guerra contínua e irreconciliável - a carne lutando contra o espírito e o espírito contra a carne.
III - Nesta guerra, embora prevaleçam por algum tempo as corrupções que ficam, contudo, pelo contínuo socorro da eficácia do santificador Espírito de Cristo, a parte regenerada do homem novo vence, e assim os santos crescem em graça, aperfeiçoando a santidade no temor de Deus.

Era esse conceito de santificação que eu gostaria de ver difundido como sendo o conceito reformado. Como sempre existe alguma confusão sobre este assunto, apresento aqui algumas reflexões adicionais sobre o tema da santidade.

(1) A santidade deve ser buscada ardorosamente sem, contudo, perder-se de vista que a salvação é pela fé, e não pela santidade – Muitos reformados tendem à introspecção e a buscar a certeza da salvação dentro de si próprios, analisando as evidências da obra da graça em si para certificar-se que são eleitos. Se a busca contínua pela santidade não for feita à luz da doutrina da justificação pela graça, mediante a fé, levará ao desespero, às trevas e à confusão. Devemos buscar ser santos olhando para Cristo crucificado e morto pelos nossos pecados. Somente conscientes da graça de Deus é que podemos prosseguir na santificação, reconhecendo que esse processo é evidência da salvação.

(2) A santidade não se expressa sempre da mesma forma; ela tem elementos culturais, temporais e regionais – Sei que não é fácil distinguir entre a forma e a essência da santidade. Para mim, adultério é pecado aqui e na China, independentemente da visão cultural que os chineses tenham da infidelidade conjugal. Contudo, coisas como o uso do véu pelas mulheres me parecem claramente culturais. Quero insistir nesse ponto. A santidade pode se expressar de maneira contemporânea e cultural, não está presa a uma época ou a um local. Reformados modernos devem resistir a tentação de recuperar o estilo dos antigos puritanos da Inglaterra, Escócia, Holanda e Estados Unidos. 

(3) A santidade pessoal pode existir mesmo em um ambiente não totalmente puro – Chega um momento em que devemos nos separar daqueles que se professam irmãos, mas que vivem na prática da iniqüidade (1Coríntios 5). Contudo, creio que há um caminho a ser percorrido antes de empregarmos a separação como meio de preservar a santidade bíblica. Os crentes são chamados a se separar de todo mal, inclusive dos pecadores (Salmo 1). Mas a separação bíblica é bem diferente daquela defendida por alguns reformados modernos, que têm dificuldade de conviver inclusive com outros reformados dos quais discordam em questões que considero absolutamente secundárias. Não é fácil, mas teoricamente posso ser santo dentro de Sodoma e Gomorra. Posso ser santo na minha denominação, mesmo que ela abrigue gente de pensamento divergente do meu. 

(4) A santidade pode ocorrer mesmo onde não haja plena ortodoxia – Por incrível que pareça, a tolerância e a misericórdia marcaram os puritanos ingleses do século XVII. Foi somente a fase posterior do puritanismo que lhe deu a fama de intolerância. John Owen, o famoso puritano, pregou em 1648 um extenso sermão no Parlamento Britânico, na Câmara dos Comuns, intitulado “Sobre Intolerância”, no qual defendeu, mais uma vez, a demonstração do amor cristão e a não-intervenção dos poderes governamentais nas diferenças de opiniões eclesiásticas (Works, VIII, 163-206). Para mim, a graça de Deus é muito maior do que imaginamos e o Senhor tem eleitos onde menos pensamos. Assim, creio que exista santidade genuína além do arraial reformado. Não estou negando a relação entre doutrina correta e santidade. O Cristianismo bíblico enfatiza as duas coisas como necessárias e existe uma relação entre elas. Contudo, por causa da incoerência que nos aflige a todos, é possível vivermos mais santamente do que a lógica das nossas convicções teológicas permitiria. Cito o famoso puritano John Owen mais uma vez:

“A consciência de nossos próprios males, falhas, incompreensões, escuridão e o nosso conhecimento parcial, deveria operar em nós uma opinião caridosa para com as pobres criaturas que, encontrando-se em erro, assim estão com os corações sinceros e retos, com postura semelhante aos que estão com a verdade” (Works, VIII, 61).

Acredito que a teologia reformada é a que tem melhores condições de oferecer suporte doutrinário para a espiritualidade, a santidade e o andar com Deus. Os reformados brasileiros são responsáveis por mostrar que a teologia reformada é prática, plena de bom senso, brasileira e cheia de misericórdia.

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Fonte: Rev. Augustus Nicodemus, via Facebook
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FARC fecharam 150 igrejas cristãs este ano na Colômbia


Católicos e evangélicos são igualmente perseguidos na região
por Jarbas Aragão

FARC fecharam 150 igrejas cristãs este ano na ColômbiaFARC fecharam 150 igrejas cristãs este ano na Colômbia
Os cristãos da Colômbia tem vivido este ano em constante perigo, por causa de ameaça de grupos guerrilheiros das FARC. Eles proibiram os cultos nas áreas rurais sob seu controle, especialmente no sul do país, e têm extorquido pastores e padres.
Estima-se que 150 igrejas foram obrigadas a fechar desde julho, quando a frente 32 das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia/Exército do Povo (FARC-EP) lançou uma ofensiva, proibindo a celebração de missas e cultos em cidades e vilas menores.
Para se reunir, a maioria das congregações precisa pagar uma espécie de “taxa de proteção” ao grupo rebelde. Os cristãos que correm maior risco são aqueles que ainda se reúnem nas casas e os líderes que viajam para se encontrar com eles. “Sempre que meu marido ou outro líder da igreja decide pregar no campo, só posso pedir: Senhor, proteja e dê segurança a cada um deles”, diz Jeanet Ortiz Pinto, esposa do evangelista itinerante Angel Pinto.
“Meu coração está triste ao ver o que está acontecendo ao nosso redor”, afirma ele. O casal pastoreia a Igreja de Deus em Puerto Asis, desde 1988. Angel também é um pastor itinerante, que visita continuamente várias igrejas recém-plantada no Estado de Putumayo. Durante seu ministério, que já dura mais de 25 anos, Pinto foi expulso da igreja cinco vezes por grupos armados. Duas vezes ele foi ameaçado de morte por violar as proibições impostas pelas FARC contra a pregação.
Ele diz que não tem medo e explica que sua congregação tem um ministério que resgata e cuida dos chamados órfãos de guerra. Algumas dessas crianças são filhos de membros da igreja que morreram nas mãos da FARC.
Mesmo assim, ele sabe que as FARC já mataram centenas de líderes de igrejas evangélicas nos últimos anos, incluindo alguns de seus colegas de ministério em Puerto Pinto Assis. Após as ameaças da guerrilha, seis padres foram expulsos de suas paróquias na região, de acordo com informações da imprensa.
O governo colombiano realizou reuniões de paz com as Farc em Cuba, para chegar a uma solução para o conflito que já dura décadas. Eneida Herrera, uma evangélica professora de Finanças Públicas na Universidade do Américas, lamentou que a igreja sofra com a violência de grupos armados e faz um alerta. “Caso as negociações de Havana não produzam nada de positivo, podemos esperar uma onda de violência maior do que tem acontecido até agora”.
Pedro Mercado, vice-secretário da Conferência Episcopal da Igreja Católica, declarou que estava “muito preocupado pois… Há mais ameaças de segurança a nossos padres e bispos, e restringe nossa liberdade de pregar a palavra de Deus”.
Fonte:gospelprime

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

Princípios para as amizades de homens piedosos

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Por Carlos Mendes


Homens piedosos precisam de bons amigos. Amigos nos enriquecem, nos empobrecem, nos alegram, nos irritam, nos magoam! Todos querem amigos, mas nem todos estão dispostos a terem amigos. Não há dúvida de que queremos desfrutar de amizades sinceras, mas, infelizmente, muitas de nossas igrejas não se prestam a ser um ambiente onde as verdadeiras amizades, amizades desinteressadas e leais possam se desenvolver. No entanto, antes de procurarmos termos amigos devemos procurar ser amigos como Jesus foi. Neste artigo, gostaria de destacar, a partir de uma leitura do livro Homens do Futuro de Douglas Wilson, alguns princípios para a amizade entre homens piedosos.

Boas amizades são encontradas em igrejas fieis.

As escrituras vão orientar homens a ter amizades saudáveis e não só isso, vão ensinar também como devem ser essas amizades. As amizades são uma realidade pactual na vida dos servos de Deus, portanto, é difícil ter boas amizades fora da comunidade do pacto, ou seja, fora da igreja. Mas, preciso fazer esse comentário, hoje em dia, essas amizades não serão encontradas em qualquer igreja, é importante que seja uma igreja onde a Palavra é fielmente pregada e que em todas as áreas ela é biblicamente orientada. Desta forma, o primeiro passo para se encontrar uma boa amizade é que ela seja encontrada em uma igreja fiel às escrituras. Portanto, quando for mudar de cidade pense nisso antes de fazer a escolha pra qual cidade vai mudar. A igreja que você frequentará influenciará profundamente nas amizades que você e sua família terão e consequentemente na sua visão de mundo.

Evite homens iracundos.

As Escrituras nos orientam a evitar homens contenciosos (Pv 16.28). Homens iracundos com certeza vão magoar seus amigos (Pv 17.9). Além do mais, a ira é um pecado contagioso, sendo assim, a probabilidade de você também se tornar alguém irado é grande.

Ame seus amigos, mas não dependa deles.

Aqueles que dependem desesperadamente de seus amigos, dificilmente farão boas amizades. O amigo é aquele que serve, não aquele que suga os que estão à sua volta (vampiros emocionais). Um amigo verdadeiramente piedoso não faz exigências emocionais, mesmo que essa exigência seja feita em nome da amizade. Tome cuidado para não entrar em uma amizade com alguém que manipula as emoções. Sentimentos de pena e dependência são sinais de que a amizade não é boa.

Evite amigos bajuladores.

As Escrituras nos alertam também para amizades interesseiras (Pv 19.4-7). Esse tipo de amizade provoca armadilhas (Pv 17.18). Amigos assim estão apenas interessados em nosso “valor monetário”, não em nossos valores eternos. Fuja deles!

Amizades crescem em torno de pontos em comum.

As grandes amizades devem crescer em torno de interesses comuns. Mas qual dever ser o ponto em comum? O maior interesse em comum que uma amizade deve ter é que ambos cresçam em semelhança a Cristo (Rm 8.28,29).

Verdadeiros amigos fazem sacrifícios uns pelos outros.

Uma verdadeira amizade é definida pela disposição de ambas as partes em fazer sacrifícios. Afinal, o maior amigo de todos os tempos fez o maior sacrifício de todos (Jo 15.13-15). Da mesma forma, bons amigos são dispostos a doar-se e sacrificar-se. Os amigos de verdade estão por perto nas adversidades, não apenas nos momentos oportunos para serem vistos como “bonzinhos”, na verdade, neste momento, os verdadeiros amigos se tornam irmãos (Pv 17.17). O amigo de verdade é fiel mesmo quando a aflição passa a fazer parte da amizade. Um verdadeiro amigo ama em todo tempo.

Busque ter amigos sábios.

Algo maravilhoso é ter amigos que nos orientam biblicamente quando somos insensatos (Pv 27.9-11). Um amigo estulto não é muito útil, principalmente nos momentos de aflição. Bons amigos nos encorajam a fazer o certo e nos desencorajam a fazer o errado. Verdadeiros amigos vão nos dissuadir a fazer o errado. No entanto, amigos devem ter o cuidado para não se intrometer ou dar palpite quando não é necessário. Por exemplo, piadas de mau gosto que ridicularizam o amigo, que o diminuem e ressaltam defeitos devem ser evitadas. Não que o bom humor não seja necessário em uma boa amizade, mas as brincadeiras devem ter os seus limites, o sacarmos e as ironias devem ser evitados. Nenhuma amizade verdadeira é possível separada da amizade com Deus (Tg 2.23).

Amizade e casamento.

Boas amizades nos preparam para bons casamentos. Elas nos ensinam o significado do verdadeiro companheirismo, sendo assim, conseguimos ver nossas esposas como companheiras também (Ml 2.14). Um homem que não compreende o significado da amizade não aprende a ser um bom marido.

Seja honesto com seus amigos.

A honestidade amorosa é essencial para um bom relacionamento, mesmo que às vezes ela promova alguns problemas. Alguns amigos nos ouvem, outros não. No entanto, um dos principais objetivos da amizade é fazer o outro crescer em Cristo e para isso há necessidade de se falar a verdade em amor.

Amigos não crentes.

As escrituras não nos proíbem de ter amigos não cristãos. O apóstolo Paulo, por exemplo, possuía amigos não crentes (At 19.13). E ele mesmo não proibia o relacionamento com os pagãos (1 Co 10.27). Mas é o tipo de amizade que tem que ser cuidadosamente analisada, pois é um grande perigo que o não crente influencie o amigo crente mais do que o contrário. O padrão é que se tenham amizades piedosas (Sl 119.63). Seja criterioso, e analise se seu amigo incrédulo é um refugiado do mundo (interessado no evangelho) ou um propagandista dele. E o seu amigo não é alguém atraído pela fé evangélica, então não é uma boa que essa amizade continue (Pv 28.7).

Há limites para as amizades.

Pv 25.17 nos orienta que deve haver bom senso nas amizades, para que não exageremos e nos tornemos inconvenientes.

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quinta-feira, 19 de dezembro de 2013

Mudando de uma Igreja Liderada por Diáconos para uma Igreja Liderada por Presbíteros

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Em um dos meus primeiros pastorados, dois diáconos faziam algo incomum: eles efetivamente pastoreavam a congregação. Além daqueles dois homens, a igreja possuía uma estrutura de governo típica de uma igreja batista de meados do século vinte: oito diáconos serviam como uma diretoria, e a congregação como um todo votava em praticamente todas as decisões relacionadas à igreja em reuniões administrativas mensais. Os diáconos geralmente focavam em bens, finanças e brigas ocasionais.

Presbíteros com Outro Nome?

Contudo, tanto na natureza como na prática, esses dois homens faziam o trabalho de presbíteros. Eles simplesmente não possuíam o título. Eles pastoreavam a igreja e velavam por ela (Hb 13.17; At 20.28; 1Pe 1.2), ensinavam a sã doutrina (Tt 1.9), exerciam supervisão espiritual (1Pe 5.2) e serviam de exemplo de uma vida cristã fiel (1Pe 5.3).
Eu seriamente duvido que algum desses homens visse a si mesmo como um presbítero. Mas isso era precisamente o que a igreja deveria haver reconhecido. Em vez disso, a igreja confundia os ofícios bíblicos, os quais são importantes para a saúde da igreja, e esperava que os diáconos agissem como presbíteros sem as qualificações, os dons ou a autoridade necessária.
O problema poderia ter sido resolvido, meramente, mudando-seo título de todos os diáconos para presbíteros? Absolutamente não! Enquanto dois homens de fato cumpriam o ofício, os demais claramente faziam o papel de diáconos – servos da igreja –, embora ocasionalmente lhes fossem atribuídas responsabilidades de presbíteros.
Como pode essa igreja de “modelo diaconal” – ou qualquer igreja em situação similar – passar a reconhecer como presbíteros os homens qualificados? Primeiro, você, o pastor, precisaria lidar com os obstáculos que estão no caminho para adotar o modelo bíblico.

Obstáculos no Caminho da Transição para Presbíteros

1, A congregação provavelmente não compreende o ensino bíblico sobre os presbíteros. Ao passar a reconhecer homens como presbíteros, você está pedindo à congregação que compreenda e adote uma prática bíblica. Isso requer a exposição paciente da Escritura – engajando a congregação, os pequenos grupos e os indivíduos na tarefa de interpretar e aplicar a Palavra de Deus. Muitas objeções a mudanças na estrutura de governo perdem a sua força quando os cristãos pensam biblicamente.
2. Muitas congregações têm uma longa história com um congregacionalismo inchado e canhestro. Em vez de um congregacionalismo saudável e robusto, essa igreja que eu mencionei acima praticava uma microgerência congregacional. Nada era feito sem penosas reuniões administrativas, as quais com freqüência terminavam com sentimentos feridos e egos machucados. Mudar isso, novamente, requer ensino paciente e diálogo acerca das idéias do congregacionalismo no Novo Testamento e na história. Talvez seja necessário ensinar a igreja acerca de sua própria confissão doutrinária (se for uma boa confissão), explicar o que ela diz acerca dos ofícios de presbíteros e diáconos e, ao mesmo tempo, apresentar como o congregacionalismo chegou a este cenário particular. Tal estudo provê uma plataforma para apresentar o retrato de uma estrutura de governo eclesiástico bíblica e eficaz.
3. Ao mudar de um modelo de diáconos para um modelo de presbíteros, os diáconos que não forem escolhidos para se tornarem presbíteros podem ficar ciumentos. Esse ciúme pode transformar-se em dura divisão, talvez fazendo naufragar qualquer chance de a igreja mudar sua estrutura de liderança. Como lidar com isso? Assumindo uma visão de longo alcance acerca da liderança de presbíteros e diáconos. Concentre-se nas qualificações bíblicas para os diáconos atuais (1Tm 3.8-13), aumentando assim o padrão. Isso estreita o número de candidatos ao diaconato. Também trabalhe para esclarecer a distinção bíblica entre as responsabilidades dos dois ofícios. Um homem que simplesmente deseje um título não tem nenhum direito a adquiri-lo. Apresente as expectativas para diáconos e presbíteros de modo que a igreja antecipe sua prática bíblica. Alguns poucos podem continuar a alimentar ciúmes, mas a igreja provavelmente estará atenta a isso.
4. Talvez nenhum dos diáconos atuais esteja qualificado para servir como presbítero.Simplesmente mudar de um título para outro com deveres mais intensos não ajudará. Em vez disso, homens devem ser cultivados com a perspectiva de que venham a servir como presbíteros. Comece reconhecendo homens que pareçam ser “irrepreensíveis” (Tt 1.6). Ajude-os a desenvolver maior consistência em sua caminhada com Cristo.
Nutra-os na Palavra de Deus e na sã doutrina. Eles demonstram amor pela Palavra? Eles conseguem articular a sã doutrina? Após um período de diálogo constante sobre as Escrituras, dê-lhes oportunidades de ensinarem. Critique-os, encoraje-os e avalie-os. Eles são ensináveis e desejosos de ajudar o corpo a entender a Palavra de Deus?
Leve-os com você nas visitas pastorais. Eles se deleitam em pastorear o rebanho? Reconheça que alguns corretamente pertencem ao ofício de diácono. Todavia, alguns podem evidenciar as qualidades necessárias aos presbíteros. Continue a investir nesses homens. Dê-lhes responsabilidades de pastorear a igreja de modo que a congregação possa começar a ver o valor de ter presbíteros não remunerados.

Liderando a Transição

A verdadeira transição está além de todos esses obstáculos. Como pode um pastor liderar a transição de diáconos para presbíteros como os líderes espirituais da igreja?

Velocidade Mata

Como diz o adesivo de carro, “Velocidade Mata”. O mesmo pode ser dito acerca de uma atitude impaciente de transformar diáconos qualificados em presbíteros. Tentar fazer isso sem uma preparação adequada provavelmente trará caos, se não a repentina perda de um pastorado!
Quanto tempo é necessário para a transição? Isso varia, mas eu tendo a pensar que um mínimo de dezoito meses a três anos é necessário para alterar a estrutura de liderança de uma igreja. Por que tanto tempo? Porque a maioria das igrejas não possui clareza bíblica. Elas têm vivido com suas estruturas de governo sem as examinarem à luz da Escritura, e você, o pastor, está chamando-as a abandonarem posições mantidas por muito tempo.
Então, se você quer que isso mude, deve ensinar pacientemente a estrutura de governo bíblica, caminhando por diversas instâncias: o púlpito, estudos bíblicos, pequenos grupos, encontro de homens, conversas particulares, e assim por diante. Caminhar dessa forma é servir à igreja melhor do que propor uma mudança estrondosa na estrutura de governo. Mais importante, contudo, do que mudar o governo é ensinar a igreja a pensar biblicamente. Quanto melhor um pastor ensinar sua congregação a interpretar corretamente a Escritura, tanto mais apta ela estará a entender a liderança da igreja de modo bíblico e desejará mudar a si mesma, o que conduzirá a uma transição muito mais suave.

Seja Intencional

Seja intencional. Dê à congregação espaço para desenvolver um entendimento bíblico da estrutura de governo. Talvez você, o pastor, tenha se debruçado sobre questões de governo por vários anos. A igreja provavelmente precisará do mesmo período de tempo, se não mais. Poucos reagem bem a novos conceitos empurrados garganta adentro.

Conclusão

Então, fixe metas, mas seja paciente. Ensine, pregue e ore até que a igreja tenha prazer no evangelho. À medida que a congregação começar a compreender a natureza e a missão da igreja, ligue os pontos estruturais para ela. Com o tempo, é de se esperar que ela comece a responder à Palavra. Então apresente um plano para nomear homens qualificados, para que sirvam como presbíteros. Seguindo o método prescrito nos documentos constitucionais da igreja, revise a estrutura de governo de modo a refletir a liderança de presbíteros na congregação. E, ao longo da transição, busque avançar humilde e pacientemente para a glória de Cristo e o bem da sua igreja.
PorPhil Newton.
Phil Newton é o pastor principal da South Woods Baptist Church em Memphis, Tennessee, EUA, e o autor de Pastoreando a Igreja de Deus: Redescobrindo o Modelo Bíblico de Presbitério na Igreja (publicado em português pela Editora Fiel).
Tradução: Vinícius Silva Pimentel – Ministério Fiel © Todos os direitos reservados. Website:www.MinisterioFiel.com.br / www.VoltemosAoEvangelho.com. Original:  Mudando de uma Igreja Liderada por Diáconos para uma Igreja Liderada por Presbíteros
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