Eles condenam as críticas vinda dos ativistas do movimento LGBT e reforçam o direito de ter um representante evangélico que irá coordenar sem favoritismos
por Leiliane Roberta Lopes
Silas Malafaia e Abner Ferreira defendem Marco Feliciano
O jornal Extra procurou o pastor Silas Malafaia para comentar sobre a escolha do deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias (CDHM) da Câmara dos Deputados. A escolha é polêmica e tem dividido a opinião pública já que o recém eleito está sendo acusado de racismo e homofobia.
Para Silas Malafaia as acusações fazem parte do que ele chama de “um joguinho político de ativismo gay” e que o pastor Feliciano deverá coordenar as atividades da CDHM de forma imparcial. Em relação às críticas e movimentações contrárias à eleição do evangélico, Mafalaia acusa a intolerância dos ativistas LGBT.
“Os que querem direitos humanos agridem, xingam. Eles querem direitos para eles. Isso aí é um joguinho político de ativismo gay. Eu também sou vítima disso”, afirmou Malafaia.
O presidente da Associação Vitória e Cristo (AVEC) é considerado como um dos maiores inimigos dos homossexuais e também sofre ameaças e acusações. “Eu também sou acusado de ser homofóbico. Aí eu pergunto: qual o evangélico que matou um gay? Isso é conversa. Quem contraria os ativistas gays no Brasil é chamado de homofóbico.”
Malafaia diz também que espera que o deputado evangélico presida deixando suas convicções pessoas e religiosas de lado. “Eu espero que ele, como a Bíblia diz, presida com cuidado. Espero que ele seja justo, ético, que não tenha proteção com a, com b ou com c. As convicções dele passam a ficar de lado.”
Abner Ferreira também comenta o caso
O pastor Abner Ferreira, da Assembleia de Deus Madureira, também comentou a forma como o pastor Marco Feliciano está sendo acusado e dá apoio à permanência do deputado evangélico como presidente da Comissão de Direitos Humanos e Minorias.
Ele lembra que a última gestão foi feita por um deputado do PT que se dedicou a temas relacionados ao ativismo gay e ao que ele chama de “seus privilégios”. Sendo assim, na visão de Abner Ferreira, nada mais justo do que ter agora um presidente militante da família tradicional.
“Os boçais que acusam os evangélicos de intolerância, promovem, de maneira grotesca, a intolerância religiosa mais grotesca, que agride moralmente, xinga, grita, parte para a baixaria e exige o silêncio da maioria”, comenta ele em seu artigo que pode ser lido na íntegra no Gospel Prime.
Através do Facebook, várias manifestações estão sendo organizadas pelo país, sobretudo por ativistas GLBTT, como forma de exigir que Feliciano deixe o cargo, a maioria deles marcados para acontecer nesse sábado (09). Em São Paulo, onde o ato está marcado para acontecer às 14h na Avenida Paulista, na região central da cidade, mais de 22 mil pessoas já haviam confirmado presença na página do evento na rede social, até o fechamento dessa matéria.
Justificando o motivo para as mobilizações contra Feliciano, os organizadores do ato em São Paulo afirmam que “as declarações racistas e homofóbicas do citado deputado ferem a ética política necessária à reputação daquele que coordenaria um órgão zelador dos direitos humanos”.
Segundo o jornal Folha de S. Paulo, já existem mobilizações de manifestação em cerca de 10 cidades, tendo atos convocados no Rio, em Porto Alegre, em Salvador, em Feira de Santana, em Fortaleza, em Juiz de Fora, em Uberlândia, em Curitiba, em Brasília e até em Buenos Aires, na Argentina.
Em imagem publicada por mobilizadores da manifestação na cidade de Natal (RN), o pastor Marco Feliciano é comparado a Adolf Hitler, em uma montagem na qual aparece com um bigode igual ao do ditador, e com uma suástica nazista ao fundo.
Além das manifestações marcadas para acontecer no sábado, diversos ativistas do movimento gay, e também políticos se manifestaram contra o pastor evangélico, protestaram durante a sessão que confirmou Feliciano como presidente da comissão. Os deputados Domingos Dutra (PT-MA), Chico Alencar (PSOL-RJ) e Jean Wyllys (PSOL-RJ) deixaram a sessão antes mesmo do início da votação, como forma de protesto, e diversos manifestantes chegaram a se deitar nos corredores da Câmara.
Nova pesquisa mostra "pluralidade de experiências" das mulheres nas igrejas
por Jarbas Aragão
Infográfico: Estudo mostra que 75% das mulheres são felizes na igreja
As mulheres são a espinha dorsal de um número crescente de igrejas evangélicas. Elas são mais propensas que os homens a serem vistas nos bancos, servindo como voluntárias e professoras de diferentes grupos, incluindo na escola dominical. No entanto, o que elas pensam sobre ocupar esses papéis na igreja? Será que elas se sentem valorizadas? Elas estão satisfeitas com seu nível de envolvimento e oportunidades para liderar?
O fato é que as mulheres evangélicas de hoje em dia podem fazer nas suas igrejas quase tudo o que os “líderes” homens fazem. A pesquisa recém-divulgada do Grupo Barna, especializado em coletar dados junto aos cristãos evangélicos, tenta responder algumas das perguntas propostas acima.
O Instituto Barna de Pesquisas aponta em um novo estudo que apenas 24% das entrevistadas dizem que sua igreja não permite mulheres na equipe pastoral, enquanto 62% dizem que todas as funções pastorais estão disponíveis para as mulheres.
Quatro em cada cinco mulheres entrevistadas concordam que a sua igreja “valoriza a liderança de mulheres, tanto quanto a dos homens”. Mais de 70% disseram que estão “realizando um ministério significativo” em sua igreja, e 55% “espera que sua influência aumente”.
No entanto, mais de 30% das mulheres sentem-se “conformadas” com suas baixas expectativas em relação à igreja e 20% se sentem “subutilizadas”.
O dado mais intrigante é que quase 75% das mulheres entrevistadas acreditam que “podem e devem fazer mais para servir a Deus”.
O presidente do Grupo Barna, David Kinnaman, diz que este estudo ajuda a gerar um debate mais profundo sobre o papel das mulheres nas igrejas. Enquanto muitas mulheres estão satisfeitas com suas igrejas, um número crescente evita a igreja, disse ele.
“A pesquisa mostra que há uma enorme pluralidade de experiências para as mulheres nas igrejas de hoje, desde as que estão muito satisfeitas até as que acreditam que a igreja é um dos lugares menos agradáveis para elas estarem”, disse Kinnaman.
O estudo constituiu de uma série de perguntas feitas por telefone, com mulheres acima dos 18 anos que se identificaram como evangélicas e assistiram a pelo menos um culto em igreja cristã nos últimos meses. A margem de erro é estimada em +/- 4,1 pontos percentuais.
O portal Gospel Prime produziu um infográfico com os resultados da pesquisa. Também disponibilizamos um código para você copiar o infográfico em seu site ou blog.
Infográfico
Coloque esse infográfico em seu blog ou site, copie o código abaixo:
<p><ahref="http://noticias.gospelprime.com.br/infografico-estudo-mulheres-felizes-igrejas-evangelicas/"title="Infográfico sobre mulheres cristãs"/><imgsrc="http://noticias.gospelprime.com.br/files/2012/08/infografico-gospelprime-mulheres-felizes.jpg"width="640"height="2625"alt="Infográfico sobre mulheres cristãs"title="Infográfico sobre mulheres cristãs"/></a><br/> <span>Infográfico produzido por <ahref="http://www.gospelprime.com.br/"title="Gospel Prime">Gospel Prime</a></span> </p>
Você já reparou como as igrejas estão cheias de falsos convertidos? Qual a raiz deste problema? Mark Dever, em uma pregação chamada “Falsos Convertidos: O Suicídio da Igreja” (que iremos lançar completa em breve) analisa o caso. No vídeo anterior, vimos que falsos convertidos são frutos de um evangelho deturpado. Neste trecho, ele mostra como a falta de ortopraxia (a prática correta) pode gerar falsos convertidos. Dever afirma que é um erro apresentar uma igreja sem (1) santidade, (2) sofrimento e (3) amor. Uma igreja que é apresentada sem tais pontos é um lugar fácil para se ter falsos cristãos. Como Dever fiz:
[...] se você quer reunir muitos cristãos falsos em sua igreja, apenas diga a eles que há um dom gratuito que não requer nenhum sacrifício próprio, e que a dificuldade de carregar a cruz é apenas para aqueles super-santos que escolhem “extra-grande” quando pedem suas “refeições espirituais”. A verdade, contudo, é: sem cruz, sem coroa. Sem cruz, sem coroa. Jesus nos ensinou que neste mundo teríamos aflições. Ele disse àqueles que estavam considerando segui-lo: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e me siga.”
Conversão é uma das nove marcas ressaltadas por Mark Dever como importantes para a saúde da igreja. Se você quer estudar mais o assunto, recomendamos o livro de Mike McKinley, integrante do ministério 9Marks, sobre o assunto.
Eu Sou Mesmo Um Cristão? (Mike McKinley)
Você é realmente um cristão?
Você pode pensar que é um cristão, mas talvez não seja. O próprio Senhor Jesus disse que algumas pessoas fariam algumas coisas aparentemente “cristãs” em nome dEle, mas não o conheceriam verdadeiramente. Ou talvez voce saiba que não é um cristão e se pergunte o que significa realmente ser um cristão.
Certamente, há clareza na perspectiva de Deus. Ele não se confunde quanto a quem o conhece ou a quem não o conhece. Embora a nossa autoconsciência seja limitada, temos critérios bíblicos para ajudar-nos a avaliar se somos realmente seguidores de Cristo.
Transcrição
Observe sua vida e sua doutrina com cautela. Porque, amigos, se nossas igrejas são caracterizadas por um viver errado, isso pode ser tão condenável quanto ensino errado. Aqueles que ouvem o Evangelho também observam como vivemos.
Deixe-me compartilhar três erros comuns. De novo, conforme eu olho para o Novo Testamento, eu vi algo que ameaça a saúde espiritual congregação que atormentou a igreja primitiva, e penso que nos atormenta hoje também.
Número 1: É um erro apresentar uma igreja sem santidade.
Apresentar uma igreja sem santidade. A falta de santidade pode florescer em algumas igrejas conforme os pastores ignorantemente evitam ensinar sobre o pecado, temendo que isso enfraqueça a graça. Estou ansioso pela mensagem que Kevin DeYoung trará nesta conferência. A falta de santidade pode florescer numa igreja sem prestação de conta. Igrejas que são edificadas na base de uma cultura de individualismo e comprometimento para com a privacidade. Mas no Novo Testamento, está claro que a vida cristã é apresentada como sendo motivada por um amor a Deus que é contrário ao amor a este mundo.
Novamente, pregue em 1 João sobre este ponto. É muito útil. Ou Hebreus 12:14: Sem santidade, ninguém verá o Senhor. Amigos, quão tentador é para nós fazer outra coisa. Mas foi por isso que o Senhor nos deixou coisas como em Gálatas 5, as obras da carne e o fruto do Espírito, para tomar estas coisas e examinar nossas próprias vidas, e considerar ensinar a nossos membros o que significa viver como um cristão. Isso é, em última instância, o motivo de termos uma igreja local; para nos acordar do autoengano, quando seríamos confundidos. Se fôssemos deixados à nossa preguiça espiritual seríamos vencidos para sempre. Quão tentador é apresentar a igreja como apoiadora e tolerante com todos os pecados, mesmo aqueles que as pessoas não se arrependem a respeito. Mas a verdade é que há uma maravilhosa, bela e saudável liberdade na santidade. Conforme Deus nos dá o novo nascimento, seu Espírito nos ajuda a viver vidas que fomos, literalmente, feitos para viver.
Tivemos 5 testemunhos aqui somente hoje sobre como o Espírito Santo entrou e salvou tantas pessoas. E em cada uma dessas vidas, começando a refazê-los como eles foram criados para ser. Imagine não apenas um indivíduo, mas uma comunidade inteira na qual começamos a refletir o caráter de Deus cada vez mais, e nossa mudança cada vez mais profunda à sua semelhança. Você vê quão poderoso é este testemunho? Quão poderoso é o encorajamento em nossas próprias vidas. Então é um erro apresentar uma igreja sem santidade. Admitir o mundanismo.
Número 2: Também é um erro apresentar uma igreja sem sofrimento.
Uma igreja sem sofrimento. Esta é uma tentação para todos nós. Se dependesse de nós, todos evitaríamos a pobreza e a doença. E alguns dizem que evitar pobreza e doença são bons objetivos para nossas vidas e nossos trabalhos, mas não como objetivos finais. Tais objetivos são pequenos demais para o cristianismo bíblico. E se admitimos que estes são os nossos objetivos, e se é isso que ensinamos e pastoreamos praticamente em nossas EBDs, e nossas igrejas, então induziremos outros ao erro sobre aquilo do que Cristo nos salvou. Ele nos salva de falência e morte finais, isso é verdade. Mas não necessariamente do sofrimento neste mundo, de fato, o cristianismo verdadeiro nos chamará para o sofrimento.
C.J. estava falando disso mais cedo em 2 Coríntios 4, sobre alguns pregadores que estão morrendo. Você percebe que pregadores de saúde e prosperidade são falsos mestres? Precisamos ser claros nisso em nossa pregação! Também precisamos perguntar a nós mesmos: “Nós fazemos versões mais amenas da mesma coisa?” Na maneira pela qual apresentamos as coisas. Você pensa que uma igreja saudável é uma espécie de triunfalismo consciente em tudo, desde nossos sorrisos até nossa música? Tudo isso deve preencher a atmosfera de nossa reunião. Como Carl Trueman, em seu excelente artigo, há alguns anos trás, “O que cristãos tristes cantam?” E se eu chegar na igreja no domingo e acabo de ter uma briga terrível com minha esposa? Ou acabo de perder o emprego? Vejo que muitos dos salmos são lamentações. Não é que eu não tenha fé, não é que eu não creia em Deus, mas e se eu estou ferido?
Se os cultos que temos na igreja tivessem qualquer espaço para reflexão silenciosa e séria, aqueles de nós que comparecem todos os domingos que estão feridos, como podemos guiá-los à esperança? Ou os pressionamos dizendo que eles têm de ter felicidade imediata para ambientar-se quando entram pela porta?
Você tem pregado em 1 Pedro ultimamente? Eu amo esse livrinho. O capítulo 2 nos diz que Cristo sofreu deixando-lhe um exemplo e você deveria seguir seus passos. O capítulo 3 nos diz que é melhor sofrermos por fazer o bem do que o mal. Capítulo 4: Se você sofre como cristão, não se envergonhe, mas louve a Deus por carregar este nome. Os que sofrem segundo a vontade de Deus encomendem a sua alma ao fiel Criador, na prática do bem.
Amigos, nós tivemos o privilégio de termos muitos não-cristãos em nossos cultos ao longo dos anos. Pude falar com muitos deles antes de partirem. Uma coisa que ouço às vezes é a apreciação deles por nossa igreja parecer abordar tópicos de maneira séria. Que nós queremos engajar com eles. E muito frequentemente eles sentem, e só estou contando coisas que eles me disseram, que em igrejas evangélicas é necessário fazer parte de um “clube feliz” para se aproximar. Ninguém os ouve seriamente e de maneira empática para saber o que estão sentindo. Penso que nossa igreja deve ter muito espaço para a alegria. Temos esperança em Jesus Cristo. Temos isso no contexto de ouvir onde as pessoas estão, e entendê-las e ministrar-lhes o Evangelho.
Então, será a vontade de Deus que todos nós soframos? Bem, se você quer reunir muitos cristãos falsos em sua igreja, apenas diga a eles que há um dom gratuito que não requer nenhum sacrifício próprio, e que a dificuldade de carregar a cruz é apenas para aqueles super-santos que escolhem “extra-grande” quando pedem suas “refeições espirituais”. A verdade, contudo, é: sem cruz, sem coroa. Sem cruz, sem coroa. Jesus nos ensinou que neste mundo teríamos aflições. Ele disse àqueles que estavam considerando segui-lo: “Se alguém quer vir após mim, negue-se a si mesmo, tome sua cruz e me siga.”
Amigos, que maravilhosa realidade pode ser encontrada em nossas igrejas, que verdade e que bondade, quando francamente e realisticamente reconhecemos a queda e as trevas de nossos próprios corações, não apenas do mundo lá fora, mas de nossos próprios corações, e do mundo em que vivemos, e nos opomos a essas trevas com a força de Deus e em confiança.
Também temos de dizer que há um erro número 3:Apresentar uma igreja sem amor.
Uma igreja sem amor. Sabe o que quero dizer? Vamos dizer que você está buscando santidade. Você quer se comportar diferentemente do mundo de uma maneira piedosa. E você está tranquilo com o negócio do sofrimento. Você tranquilamente derrubou a ideia do determinismo. Você é são doutrinariamente, você é ortodoxo. Você tem uma disposição para sofrer. Mas, amigo, se amor não marca a igreja, então ela pode até atrair “espirituais por esporte”, pode atrair pessoas que gostam de teologia, que gostam de brincar com ideias religiosas, mas não se incomodam em amar a outros.
Frequentemente digo isso em nossa classe de novos membros, que visto que eu prego sermões de aproximadamente 1 hora em nossa igreja, e espero que seja curto assim hoje à noite, temos o tipo de igreja onde muitas vêm pessoas que leem livros dos puritanos, e pesados livros de teologia, leem John Piper, esse tipo de coisa o tempo todo. E tive a oportunidade, muitas vezes, de dizer a jovens homens que leem esses livros que se você não está disposto a acordar uma hora mais cedo no domingo para dar uma carona para a igreja a um homem de 90 anos de idade, eu não sei se você conhece a Jesus. Não sei se você é sequer cristão.
Eu entendo que você gosta de conhecimento teológico, mas até demônios creem e tremem. Demônios ganham nota máxima em qualquer prova de seminário. Certo? Claro que ganham. Eles ganhariam uma nota melhor do que qualquer um de nós no seminário. Mas se não há uma fé viva, isso tipifica o não-regenerado. Não há o amor que é a marca daquele que verdadeiramente se reconhece como objetos da amável misericórdia de Deus.
1 João ensina que se andarmos na luz, temos comunhão uns com os outros. É por isso que ele escreve que qualquer um que diz estar na luz, mas odeia seu irmão, ainda está em trevas. Em 1 João 3 encontramos a marca daqueles que são verdadeiramente convertidos: “Sabemos que já passamos da morte para a vida, porque amamos os irmãos; aquele que não ama permanece na morte.” “Aquele que não ama não conhece a Deus, pois Deus é amor.”
Amigos, se vocês experimentaram a vida em uma congregação cristã que é cheia de amor, onde se toma a iniciativa de cuidar do outro, e tristezas têm empatia, e as refeições são cozinhadas, e caronas são dadas, e ofensas são esquecidas, e afeições apropriadas são expressadas, ajuda é oferecida, perdão é estendido e alegria é compartilhada livremente… Amigos, oro para que esta seja a experiência de cada um de nós aqui. Imperfeitamente, sim, mas real em nossa igreja local. Uma das mais graves necessidades que nosso mundo tem são de igrejas cheias de cristãos verdadeiros que são de fato comprometidos uns com os outros, e com os de fora, em amor. O mundo celebra imitações baratas e rendições parciais desse amor. Experimentar o amor real, com autoridade, bondade e habilidade de corrigir, auto-sacrifício, sabedoria, experimentar esse tipo de amor é estimulante. Até chocante. Sim, muitos são repelidos, mas também é verdade que, pela graça de Deus, muitos serão atraídos por esta mensagem do dedicado amor de Deus em Cristo.
De quem é a responsabilidade de cuidar dos filhos? Parece que a resposta é óbvia: os pais! Mas, na prática, isto é o que menos tem ocorrido. Os pais estão muito ocupados para cuidar de seus próprios filhos, tanto as mães quanto os pais têm outras prioridades em seu dia a dia. Os filhos não têm espaço em suas lotadas agendas de compromissos fora de casa. O número de creches e “escolinhas” tem crescido consideravelmente. E muitas oferecem atrativos para cuidar do seu filho – um plano pedagógico apropriado à idade, playground, alimentação equilibrada, etc. Mas, nenhuma delas tem o principal para um filho: a mãe!
Quando minha filha estava para completar sete meses de vida, voltei ao trabalho após a licença maternidade. Na empresa onde trabalhava havia uma creche para os filhos de funcionários. Excelente estrutura, com atividades o dia inteiro e pessoas dedicadas a cuidar das crianças. Sentia-me bem apoiada nos cuidados com minha filha enquanto eu trabalhava.
O meu esposo e eu já tínhamos planos que eu pararia de trabalhar quando viesse o segundo filho. Enquanto nossa primeira filha era muito pequena, eu continuaria a trabalhar e, pensava eu, que ela pouco sentiria a minha ausência e outras influências. Mas, após uma palestra que foi realizada na igreja em que congrego, aconteceu uma reviravolta na minha mente, no meu coração e na minha casa. O impacto maior para mim foi quando a preletora citou exemplos como de Timóteo que desde a mais tenra idade e, Moisés e Samuel que apenas nos seus primeiros anos de vida foram cuidados por suas próprias mães. E como resultado, tiveram grande influência na fé no Deus verdadeiro. Suas mães souberam reproduzir sua fé neste curto, e tão desprezado, período de suas vidas.
A partir de então, quando entregava minha filha nas mãos de terceiros, naquela sala bonita, com algumas outras crianças, todas sem suas mães, eu tinha a impressão de estar entregando meu bem precioso num depósito de crianças, enquanto eu tinha que cuidar de outros assuntos que nada tinham a ver com minha família, meu lar, meu Deus. Eu sabia que estava sendo negligente com a herança do Senhor (Sl. 127:3).
Muitos imaginam que a responsabilidade educacional de seus filhos cabe à escola e à igreja. Isentam-se de ensiná-los desde as pequenas coisas (bons modos, por exemplo) até as grandes, como o de lapidar o caráter de acordo com a Lei do Senhor (Dt. 6:1-7). O padrão estabelecido para o povo de Deus deve ser completamente diferente de qualquer padrão mundano, por “melhor” que ele possa parecer.
Num texto do Pr. Alfredo de Souza, ele faz a seguinte citação: “Eu sei que ‘isso’ está na contramão da sociedade em que vivemos. Mas acredito que o futuro dos filhos dirá quem está com a razão. Não tenho medo de errar ao afirmar que vale muito mais um filho equilibrado e crente diante das dificuldades financeiras do que uma vida abastada com o filho desequilibrado e longe do Senhor. É por isso que a pergunta continua no ar: de quem é a responsabilidade?”.
E finalmente, devo citar a linda passagem de 1Timóteo 2: 11-15 que mostra que é a sublime vocação da maternidade que livra a mulher da opressão e da miséria deste mundo. O que liberta a mulher não é o que a ideologia feminista diz, mas sim o lugar designado por Deus a nós – dedicar-se à maternidade!
3. Nossa Esfera de Atuação
Chegou a um ponto que para mim estava sendo um grande pesar continuar trabalhando fora, mas muitos ídolos brigavam pelo senhorio do meu coração: status, independência financeira, a dedicação de anos nos estudos, medo de baixar o padrão financeiro familiar, medo de como seria minha nova rotina e tantos outros temores. Como cita em Mateus 6.24, não há como ter dois (ou mais) senhores porque ou há de odiar um e amar o outro, ou se dedicará a um e desprezará o outro. Eu precisava escolher a quais senhores iria aborrecer, desprezar, abrir mão.
Pensar em ser dona de casa nunca foi algo atraente para mim, não fui criada preparando-me para um dia cuidar de um lar. Mas como é Deus quem tem poder de mudar corações, Ele foi mudando o meu e, isso já não era mais tão assustador para mim.
Conforme aponta Martha Peace, no livro Esposa Excelente, em ”1 Timóteo 5.14, embora a recomendação seja às jovens viúvas, o princípio aplicado é geral. Toda mulher cristã deve saber administrar o lar, conduzindo-o ordeiramente. O conceito bíblico de dona de casa não é popular nos dias atuais, mas Deus designou às mulheres que permaneçam em casa, cuidem bem de seus lares e de suas famílias. Uma esposa que se envolve em muitas atividades ou muito trabalho fora de casa não tem tempo nem energia para manter seu lar como deve.” E eu percebia isso nitidamente no período em que trabalhei fora, casada, tendo filho pequeno e uma casa para cuidar… Foi a fase mais estressante que já vivi! Há quem se gabe de viver dois turnos todos os dias – trabalho e casa. De fato, não há do que se orgulhar.
Talvez algumas mulheres consigam conciliar um trabalho fora de casa em meio período, mas isso depende de muitas circunstâncias favoráveis, por exemplo, no horário em que os filhos estejam na escola, tendo uma profissão que permita horários flexíveis, caso você tenha alguém para te auxiliar nas atividades domésticas. Mas, nunca se esquecendo de priorizar o que Deus nos pede maior atenção.
Ser dona de casa não é fácil. Mas, ter responsabilidades completamente diferentes, em ambientes distintos, com trânsito no meio do caminho, não tem como darmos conta de tudo. E adivinha qual parte sofre mais? Não pode ser o trabalho fora, porque lá tem chefe, tem salário (e descontos), tem demissão. Em casa, por mais que o caos se instaure, sempre esperamos mais compreensão e tolerância. E assim, vamos nos enganando até as primeiras consequências mais graves aparecerem.
E para quem vê a figura de dona de casa com bobes na cabeça, roupas desleixadas, mau hálito e de pouca capacidade intelectual, deve fazer uma minuciosa leitura da mulher virtuosa descrita em Provérbios 31 a partir do verso 10. Uma mulher extremamente ativa, ocupada, que sabia negociar, empreendedora, dedicada não apenas para as coisas do lar como Marta, mas que soube escolher a boa parte. Não buscava seus próprios interesses, concentrando seus esforços, metas e energia na realização pessoal. Antes seu prazer está na lei do Senhor, no que Deus ordenou em sua Palavra.
Atender ao chamado divino
Nesta fase de muita reflexão, olhei para minha vida até ali e, como diz o apóstolo Paulo em Filipenses 3.8, considerei tudo refugo. O que eu valorizei por tanto tempo, agora não tinha mais importância. As prioridades em meu coração estavam mudando e, este processo não foi fácil, doeu. Era Deus expurgando impurezas, lapidando o caráter conforme sua vontade sempre boa, perfeita e agradável, numa pecadora encharcada de mundo, mas redimida pelo Seu amor e Sua graça. Isso é cuidado de pai, Pai Celestial.
Revesti-me de coragem – coragem para obedecer a Deus, coragem de ser diferente das minhas colegas “bem-sucedidas” profissionalmente, coragem de fazer o melhor primeiramente para minha família, e… Pedi demissão!
Não estou dizendo que todo estudo foi em vão e que a mulher cristã não deva estudar e ter uma profissão. Devemos nos esmerar em tudo o que fizermos, mas com a motivação correta. E tudo quanto fizerdes, fazei-o de todo o coração, como ao Senhor, e não aos homens (Cl. 3:23). Além disso, os conhecimentos adquiridos podem ser usados na educação de filhos e aproveitados de alguma forma no ministério.
Agradeço a Deus pelas experiências que tive, pelo cuidado contínuo dEle que sempre esteve presente e atuante e, agora manifestou-se tirando-me das armadilhas do meu próprio coração e da sedução do mundo business.
Não podemos brincar de ser crentes e obedecer apenas quando nos for conveniente. O que aprendemos na Palavra de Deus não pode ser algo bom apenas dominicalmente, tem que ser colocado em prática todos os dias. Nossa família é reflexo de nossa teologia!
O meu esposo e eu não escolhemos o caminho mais fácil ou com mais glamour, pelo contrário. Mas como digo à minha filha: obedecer sempre dói menos! Precisamos confiar de verdade de que a providência vem do Senhor e que obedecer sua Palavra é o mais abençoador, por mais difícil que seja.
Algumas mulheres não-cristãs também fazem a escolha de parar de trabalhar fora, ao menos, por um período. Porém, o que difere a serva de Deus é sua motivação de obedecer e glorificar a Deus em todos seus atos!
Não hesite em obedecer, responda prontamente como fez Maria: Aqui está a serva do Senhor, que se cumpra em mim conforme tua palavra. (Lc. 1:38)
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Ana Carolina Oliveira é casada há seis anos com Eduardo R. Oliveira, Presbítero da Igreja Presbiteriana de Poá. Mãe da Sara, 1 ano e 7 meses. Formou-se em Comunicação Social. Na igreja em que congrega, participa do Ministério de Discipulado e Aconselhamento, atua na SAF e ministra palestras para mulheres -Fonte: Mulheres Piedosas