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domingo, 28 de julho de 2013

Nova lei pode punir quem defende a Bíblia


Vereadores debatem como funcionará lei “contra o preconceito".
por Jarbas Aragão

Nova lei pode punir quem defende a BíbliaNova lei pode punir quem defende a Bíblia
O Conselho da Cidade de San Antonio, no Texas está analisando uma proposta que pode criar um precedente político perigoso naquele que já foi “o maior país cristão do mundo”. Esse Conselho, que funciona como as Câmaras de Vereadores do Brasil, estuda uma proposta de lei que pode discriminar e punir quem crê na Bíblia.
Sob o título de ser “contra o preconceito”, a questão principal é a punição daqueles que demonstrarem publicamente qualquer forma de preconceito. Isso incluiria qualquer coisa dita contra os homossexuais, o que seria um problema para quem defende a Bíblia.
Os cristãos da cidade já se mobilizam, pois segundo o teor divulgado da nova lei, qualquer pessoa que for enquadrada nessa legislação não poderá, por exemplo, participar do governo da cidade.
O texto divulgado da lei diz: “Nenhuma pessoa poderá ser nomeado para um cargo ou ter uma ligação contratual, se a prefeitura entender que essa pessoa tiver, antes da nomeação, envolvida em discriminação ou demonstrou preconceito, por palavra ou ação, contra qualquer pessoa, grupo ou organização, seja por causa de raça, cor, religião, nacionalidade, sexo, orientação sexual, identidade de gênero, condição de saúde, idade ou deficiência”.
Ou seja, se um cristão declarar em um púlpito, numa rádio ou TV ou ainda em mídia impressa que a homossexualidade é pecado ou condenada por Deus poderá responder na justiça. Basta que um gay afirme se sentir ofendido e poderá abrir um processo alegando preconceito de “orientação sexual”. Também impediria que um cristão comprometido possa assumir qualquer cargo público na cidade, seja como conselheiro (vereador), prefeito, juiz, promotor ou algo de menor expressão. Isso incluiria pessoas que fazem negócios ou prestam serviço ao município.
Os opositores do projeto, na sua maioria líderes das Igrejas da cidade, defendem que a proposta viola os direitos de liberdade de religião, liberdade de expressão, além de contrariar a Constituição do Estado do Texas.
O pastor Charles Flowers, da Igreja Faith Outreach, é um dos líderes do movimento que tenta barrar a votação, ele disse ao site OneNewsNow que o conceito de “preconceito” é muito amplo e “pode significar qualquer coisa”. Já o pastor Steve, da Igreja Batista em Village Parkway, diz “os funcionários públicos cristãos da cidade serão muito prejudicados com isso.”
Mesmo com tanta controvérsia, o projeto será votado no mês que vem, segundo divulgou o Conselho da Cidade de San Antonio, em muitos aspectos, essa lei lembra alguns aspectos da PL 122 quetramita no Senado desde 2006.
De autoria da ex-senadora do PT, Marta Suplicy, ela “criminaliza a homofobia” e poderá ser votada ainda este ano, segundo anunciou o presidente do Senado, Renan Calheiros. Ele declarou recentemente que não esperará pelos senadores da bancada evangélica que tentam barrar a votação. “O processo legislativo caminha mais facilmente pelo acordo, pelo consenso, pelo entendimento. Quando isso não acontece, tem que submeter à votação, à apreciação. É o que vai acontecer em relação ao projeto da homofobia”. Com informações WND. 
Fonte:GP

sábado, 27 de julho de 2013

A Analogia da Fé

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Por R.C. Sproul


Quando os Reformadores se apartaram de Roma e proclamaram sua convicção de que a Bíblia deveria ser a autoridade suprema da igreja (Sola Scriptura), foram também muito cuidadosos em sua preocupação em definir princípios básicos de interpretação. A primeira regra de hermenêutica foi denominada "analogia da fé". Analogia da Fé significa que as Escrituras interpretam as Escrituras: Sacra Scriptura sui interpres (As Sagradas Escrituras são seu próprio intérprete). Em termos simples, isto significa que nenhuma passagem das Escrituras pode ser interpretada de tal forma que o significado alcançado seja conflitante em relação ao ensino claramente exposto pela Bíblia em outras passagens. Por exemplo, se um versículo pode apresentar duas interpretações diferentes sendo que, uma delas é contrária ao ensino da Bíblia como um todo, enquanto a outra está em harmonia com este ensino, então esta última deve ser abortada e a anterior descartada.

Este princípio baseia-se numa confiança prévia e básica na Bíblia como Palavra inspirada de Deus, sendo, portanto, consistente e coerente. Uma vez assumindo o princípio de que Deus nunca se contradiria, é injurioso pensar que o Espírito Santo pudesse escolher uma interpretação que colocaria a Bíblia desnecessariamente em conflito consigo mesma. Em nossos dias tais escrúpulos têm sido largamente abandonados por aqueles que negam a inspiração das Escrituras. É comum encontrarmos intérpretes modernos que não apenas interpretam as Escrituras contra as próprias Escrituras, mas que forçam seu argumento nesta direção. Os esforços de teólogos ortodoxos para harmonizar passagens difíceis são ridicularizados e largamente ignorados.

Mesmo não se considerando a inspiração, o método da analogia da fé é uma abordagem saudável para a interpretação de qualquer literatura. A simples norma de decência comum deveria proteger qualquer autor de acusações injustificadas de autocontradição. Se temos a opção de interpretar os comentários de alguém ou de forma coerente ou num sentido contraditório, parece-me que, em caso de dúvida, o autor deve ser considerado inocente.

Tenho sido interrogado por pessoas a respeito de passagens em meus livros nos seguintes termos: "Como pode o senhor afirmar tal coisa no capítulo seis quando, no capítulo quatro sua posição é diferente?" Após minha explicação do que eu realmente quis dizer no capítulo seis, a pessoa compreende que os dois pensamentos na realidade não estão em conflito. A perspectiva no capítulo seis é ligeiramente diferente da empregada no capítulo quatro e, à primeira vista, parecem conflitantes, mas, usando a "filosofia da segunda olhada", o problema se resolve. Todos nós já passamos por esse tipo de incompreensão e deveríamos ser mais sensíveis quanto às palavras dos outros como desejaríamos que eles o fossem a respeito das nossas.

Sem dúvida, é possível que minhas palavras sejam contraditórias, portanto, esta abordagem de maior sensibilidade e a "filosofia de considerar inocente", devem ser aplicados somente nos casos em que há dúvida. Quando está claro que houve contradição em minhas palavras, então só posso receber críticas. Em qualquer caso, quando não tentamos interpretar as palavras de forma consistente, aquilo que lemos se torna uma massa confusa. Quando tal atitude ocorre na interpretação bíblica, as Escrituras se tornam um camaleão mudando a cor de sua pele de acordo com a variação do ambiente daqueles que a estão interpretando.

Torna-se, portanto, claro que nossa consideração sobre a natureza e origem da Bíblia terá um efeito significativo sobre como vamos interpretá-la. Se a Bíblia é a Palavra inspirada de Deus, então a analogia da fé não é uma opção, mas uma exigência para sua interpretação.

Fonte: O Conhecimento das Escrituras, R. C. Sproul, Cultura Cristã, pág. 48-50.
Via: Monergismo

sexta-feira, 26 de julho de 2013

Religião pode desaparecer até 2041, indica estudo


Ateísmo cresce no mundo, sobretudo nos países desenvolvidos
por Jarbas Aragão
Pare, leia e pense!
Religião pode desaparecer até 2041, indica estudoReligião pode desaparecer até 2041, indica estudo
O autor e pesquisador Nigel Barber concluiu um novo estudo que mostra que o ateísmo continua crescendo nos países mais ricos. Segundo suas projeções, a religião vai desaparecer completamente do planeta até o ano de 2041.
O material e sua análise foram publicados no seu novo livro “Why Atheism Will Replace Religion” [Por que o ateísmo vai substituir a religião], que chega às lojas em agosto. O autor se dedica a estudar as tendências religiosas em 137 países e comprovaria que “os ateus estão fortemente concentrados nos países economicamente desenvolvidos”.
“Em meu novo estudo comprovo que o ateísmo aumenta em países com um estado que ofereça mais bem-estar aos cidadãos. Além disso, países com uma distribuição da renda mais igualitária têm mais ateus. Meu estudo diferencia de pesquisas anteriores, levando em conta se um país é de maioria muçulmana (onde o ateísmo é criminalizado) ou ex-comunista (onde a religião foi suprimida)”, explica Barber.
A tese principal do livro afirma que o fenômeno da religião declina quando existe o aumento da riqueza pessoal. Entre suas conclusões, afirma que a maioria da população mundial chegará a ver a religião como algo completamente irrelevante daqui a menos de 30 anos.
Por sua vez, o cientista político Eric Kaufmann defende um ponto de vista oposto, citando o fato de que os ateus têm menos filhos do que as pessoas religiosas. Ele acha que isso pode indicar que a tradição religiosa continuará existindo simplesmente por uma questão de reprodução.
Outro dado que Barber não leva em consideração é outra pesquisa recente: “Cristandade em seu contexto global”, 1970-2010, a qual mostra que apesar da diminuição da religiosidade na Europa, houve um crescimento significativo de cristãos na África e na Ásia e na América Latina a quantidade de cristãos se manteve estável.
Mesmo assim, é inegável o crescimento rápido do ateísmo ou dos “sem religião”. Nos Estados Unidos, que já foi a “maior nação cristã do mundo”, o número de americanos ateus ou “sem religião” mais do que dobrou entre 1990 e 2008. Cerca de 25% dos americanos com idades entre 18 e 29 dizem não ter religião. No Reino Unido, um extenso estudo de 2010 mostrou que indivíduos sem religião já são o terceiro maior grupo, atrás de cristãos e muçulmanos, mas já mais numerosos que hindus, budistas e judeus. No Brasil, o índice é de 5%, com um aumento de apenas 0,6% nos últimos dez anos. Com informações de Guardian Express.
Fonte:GP

Quase 40% dos jovens entre 16 e 24 anos são evangélicos


Pesquisa Data Popular apontou queda considerável entre os católicos.
por David de Gregório Neto

Quase 40% dos jovens entre 16 e 24 anos são evangélicosQuase 40% dos jovens entre 16 e 24 anos são evangélicos
O instituto de pesquisas Data Popular ouviu, no mês de maio, 1.501 pessoas em 100 cidades de todas regiões do país para saber qual a religião preferida dos brasileiros entre 15 e 24 anos. Segundo o levantamento, 37,6% dos jovens entrevistados se declararam evangélicos, 6,7% de outras religiões e 11,5% afirmaram não possuir religião.
Os números mostram o crescimento dos evangélicos em comparação ao Censo 2010 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que apontava um percentual de 63% de católicos entre os jovens com idades entre 15 e 24 anos. Segundo a pesquisa, os católicos representam hoje 44,2% nesta faixa de idade.
Dos 190,7 milhões brasileiros, 34,1 milhões são jovens entre 15 e 24 anos. O país tem 123,3 milhões de católicos, sendo 21,8 milhões jovens. Segundo o IBGE, o percentual de católicos no país recuou de 73,6% em 2000 para 64,6% em 2010.
A pesquisa também aponta que o crescimento dos evangélicos está relacionado, principalmente, devido à entrada nas classes C e D, que possuem o maior número de jovens. Segundo o presidente do Data Popular, Renato Meirelles, as novas formas de tecnologia utilizadas pelos evangélicos é um exemplo da vantagem que possuem em relação aos católicos.
“Hoje você vê funk gospel, samba gospel – modelos que só mais recentemente começamos ver na Igreja Católica”, avalia.
Meirelles também destacou o crescimento acentuado dos evangélicos, apontado já no Censo de 2010. Segundo ele, os números do Data Popular confirmam a queda católica também entre os jovens.

Frequência na igreja

Os evangélicos são proporcionalmente os mais assíduos à igreja, segundo a pesquisa. Entre os brasileiros com 18 anos ou mais, 52% responderam ter ido mais de quatro vezes no mês à igreja, 34% de uma a quatro vezes e 14% nenhuma. Entre os católicos, 48% afirmaram não ter ido nenhuma vez à igreja no último mês, 45% disseram ter ido de uma a quatro vezes e 7% mais de quatro vezes. Com informações G1.
Fonte:GP

Princípios Hermenêuticos de Martinho Lutero

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Por Weldon E. Viertel


Lutero não tinha encontrado perdão de pecados e uma relação pessoal com Deus por meio de seus estudos da doutrina eclesiástica. Enquanto estudava o livro de Romanos, descobriu que a salvação é pela fé somente, e não pela mediação da Igreja e dos sacramentos. Sua experiência de salvação influenciou seu ponto de vista das Escrituras como a única autoridade em matéria de fé. Sua experiência espiritual também o influenciou a perceber que a interpretação das Escrituras envolvia mais que um conhecimento erudito daquilo que os Pais, porventura, tivessem pronunciado sobre uma passagem da Bíblia.

O Princípio da Escritura Somente (“Sola Scriptura”) – A Escritura é a autoridade suprema em matéria de fé, à parte das tradições, dos Pais e da interpretação oficial da Igreja. A Igreja é a criação do evangelho e incomparavelmente inferior ao Evangelho. A tarefa da Igreja é declarar os ensinos da Bíblia, em vez de criar artigos de fé.

O Sentido Literal da Escritura – Somente o sentido literal é que deve ser usado na interpretação da Escritura. Rejeitou o quádruplo sentido da Escritura usado pelos intérpretes medievais. O sentido literal da Escritura se baseia num conhecimento de gramática, do fundamento histórico (época, circunstâncias e condições), observação do contexto da Escritura, iluminação espiritual, a referencia de toda Escritura a Cristo. Lutero concluiu que os erros não se originaram das palavras simples da Escritura, mas pela negligência das palavras simples. Colocou o sentido quádruplo à margem, como ficção. Declarou que cada passagem tem seu verdadeiro sentido, próprio, claro, definido. Todos os outros sentidos são opiniões incertas.

O Princípio da Clareza (Perspicuidade) – Este princípio significa que a Bíblia pode ser entendida pelo cristão devoto e competente, que não necessita da direção oficial da Igreja. A Bíblia é suficientemente clara para apresentar sua significação ao crente. Lutero exagerou a simplicidade da Bíblia. Seu ensino a respeito da salvação e muitos outros assuntos; todavia, alguns versículos bíblicos têm sido interpretados de modo variado. Lutero acreditava que a Bíblia era suficiente em si mesma para o intérprete. Passagens obscuras deveriam ser interpretadas à luz de passagens claras. (...)

O Princípio da Responsabilidade Individual – O direito do julgamento privado foi mantido por Lutero. Ele não acreditava que o sacerdote tivesse maior capacidade espiritual para discernir a verdade que o leigo. Manteve que há diferença de ofício, mas não em direitos espirituais. Cada cristão é um sacerdote ou ministro, e é responsável em discernir a verdade da Palavra. O Espírito Santo é dado a todos os cristãos para que sejam guiados ao conhecimento da verdade. Visto que cada cristão terá que comparecer perante o tribunal, é seu privilégio e responsabilidade provar sua fé e conduta pelas Escrituras.

O Princípio da Interpretação Cristocêntrica – Lutero usou este princípio, procurando fazer da Bíblia inteira um livro cristão. Ele acreditava que a canonicidade de um livro era determinada pelo fundamento se o livro pregava Cristo ou não. O propósito da Bíblia era levar o homem ao confronto com Deus e sua exigência de fé. Um livro que, porventura, não pregasse a Cristo não poderia atingir esse objetivo. Desde que Lutero rejeitou o método alegórico da interpretação, frequentemente ele empregava a tipologia para encontrar Cristo nos ensinos do Velho Testamento. Cristo é o “tesouro escondido” e a “pérola de grande preço” no Velho Testamento.

O Princípio da Iluminação Espiritual – Visto que a Escritura lida com a vontade de Deus e com o coração do homem, o discernimento espiritual de um santo poderá ser de maior valor que a habilidade de um gramático. O Espírito Santo traz iluminação à mente do homem à medida que Deus fala ao coração do leitor mediante as Sagradas Escrituras.

Fonte: A Interpretação da Bíblia - Estudos Teológicos Programados
Weldon E. ViertelEdição de 1979 - Juerp.
Divulgação: Bereianos

Transferência de unção com os pés!

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Por Ruy Marinho

Confesso que durante todo esse tempo de vida blogosférica, já vi e denunciei coisas absurdas do meio neopentecostal brasileiro, mas a “transferência de unção com os pés” é a primeira vez!

No vídeo abaixo, o autor da esquisitice é o Pastor Adeildo Costa, conhecido por participar dos Gideões, o qual nesta ocasião ministrou um suposto ato profético, transferindo sei lá o que, diretamente nos pés do “apóstolo” Valdir Alves, do Centro Apostólico Fogo para as Nações de Ipatinga/MG. O curioso é o objetivo final: coletar dinheiro, de um modo barganhoso e misticamente “profético”, com o objetivo de conquistar a “benção de Abraão e de Davi”!


Caro leitor, não encontramos nenhuma base Bíblica para essa atitude mística. O evangelho não é isso! Além do mais, a interpretação alegórica de textos isolados é perigosa e pode levar à práticas antibíblicas mais absurdas, afastando as pessoas do verdadeiro ensino bíblico e transformando-as em crentes esotéricos.

Lamentavelmente, é o caso do vídeo acima. Trata-se de mais uma aberração para a coleção das vergonhosas distorções bíblicas do evangelicalismo tupiniquim.

Que Deus tenha misericórdia da igreja brasileira!

Fonte: Bereianos
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Conflito do Peregrino Com a Preguiça – John Piper


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“O poema que estou prestes a ler é chamado ‘O Conflito do Peregrino com a Preguiça’. Ele reúne três coisas que estou encarando e amando. Uma é a poesia, outra é o trabalho e outra é essa transição na minha vida que algumas pessoas chamaram de ‘aposentadoria’, já que estou me afastando de Bethlehem. Então me propus a questionar como me senti sobre parar. Eu estou parando? Continuarei a trabalhar? Qual é a visão correta de trabalho? Por que amo tanto poesia? E tudo isso resultou em um poema no qual encontro a Preguiça, como um inimigo na estrada. E a maneira como se desenrola é que eu luto, é assim que minha mente funciona, eu luto, conforme tento escrever esse poema, com ‘Quem sou eu?’, ‘Sou um workaholic, como algumas pessoas disseram? Não sou?’, ‘Qual é a teologia correta do trabalho e a teologia do descanso?’ e ‘O que significa vir a um cruzamento como esse em sua vida?’, e se você se questiona a respeito de trabalho, se você ama poesia, se você já passou por transições na sua vida e sentiu como se tivesse encontrado inimigos no caminho, talvez seja útil para você. Aqui está ‘O Conflito do Peregrino com a Preguiça’.” [John Piper]
Por John Piper © 2013 Desiring God Foundation. Website em português: www.satisfacaoemdeus.org. Original: Conflito do Peregrino com a Preguiça
TraduçãoTiago Basile.

Trabalho árduo ou satisfação imediata?


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Guy Waters em seu artigo “Imitando os Nossos Anciãos” mostra como precisamos aprender sobre o trabalho árduo com as gerações passadas. Ele escreve:
O antigo filósofo grego Sócrates é regularmente citado como tendo dito: “Os filhos hoje amam o luxo; não têm boas maneiras, menosprezam as autoridades; desrespeitam os mais velhos e dão preferência às conversas ao invés de exercitarem-se. Os filhos hoje são tiranos e não servos de seus lares. Eles já não levantam-se quando os mais velhos entram na sala. Eles contradizem seus pais, tagarelam diante das visitas, devoram as guloseimas à mesa, cruzam as pernas e tiranizam seus professores”. A citação acima é certamente apócrifa, mas ela ressoa com a experiência humana das gerações. Ao longo da história, as gerações mais velhas olharam por cima de seus óculos com reprovação em relação aos valores e o caráter da geração mais jovem.
A Escritura nos adverte aqui: “Jamais digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Pois não é sábio perguntar assim”. (Eclesiastes 7:10). Os cristãos não devem ceder à tentação de romantizar o passado ou demonizar o presente. Nós servimos a Deus em nossos dias, convencidos de que ele nos chamou para esta geração e não para outra (1 Coríntios 7:17). Estamos certos de que ele dá ordens soberanamente não apenas no que diz respeito aos assuntos dos reis e nações (Provérbios 21:1; Jeremias 1:10), mas até mesmo sobre o lançar de sortes (Provérbios 16:33) e sobre as vidas dos pardais (Mateus 10:29).
Para servir ao Senhor de forma eficaz em nossos dias, no entanto, é preciso “entender os tempos” em que vivemos (1 Crônicas 12:32). Quando fazemos isso, nós encontramos algumas diferenças surpreendentes no Ocidente entre as gerações passadas e a geração atual. Uma diferença em particular é muito difundida e preocupante. As gerações anteriores eram conhecidas por um comprometimento com o trabalho árduo em detrimento da satisfação imediata–basta pensar nos homens e mulheres que vieram da época da Grande Depressão e da Segunda Guerra Mundial. A geração atual, no entanto, é conhecida por seu apego quase religioso à satisfação instantânea.
Esse apego tornou-se especialmente evidente em uma área da vida– finanças pessoais. A dívida do consumidor inflou; os gráficos da dívida do consumidor entre a Segunda Guerra Mundial e o tempo presente mostram uma linha que se move de forma constante e, em seguida, cresce acentuadamente. Os americanos estão pedindo mais emprestado, gastando mais e poupando menos. Os relatórios indicam que a recente recessão amorteceu o aumento da dívida das famílias em algum grau. Mas alguns analistas dizem que essa tendência pode ser devido à maior relutância das instituições financeiras em emprestar do que de qualquer disciplina recém-descoberta por parte daqueles que fazem o empréstimo.
A que podemos atribuir essa explosão do endividamento pessoal?
2013_TBT_03_March_200x1000Dr. Guy Prentiss Waters é professor de Novo Testamento no Reformed Theological Seminary em Jackson, Mississippi. Ele é autor do livro How Jesus Runs the Church.
Por Guy Waters. Extraído do site www.ligonier.org. © 2013 Ligonier Ministries. Original: Emulating Our Elders.
Este artigo faz parte da edição de Março de 2013 da revista Tabletalk sobre “Uma Cultura Fascinada pela Juventude”.
Tradução: Isabela Siqueira. Revisão: Renata Espírito Santo – © Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: www.MinisterioFiel.com.br. Original: Imitando os Nossos Anciãos e Trabalho árduo ou satisfação imediata?

quinta-feira, 25 de julho de 2013

PASTOR DIZ QUE SPURGEON PERDEU A SALVAÇÃO E FOI PARA O INFERNO.


Por Renato Vargens
Há pouco fiquei sabendo de um pastor que disse a seguinte pérola sobre o grande pregador Charles H. Spurgeon:  "Este cara perdeu a salvação e foi para o Inferno." Ao ser indagado por ter falado tamanha bizarrice, o pastorzinho afirmou:  "Ele foi para o inferno porque sofria de gota e experimentou durante a vida momentos de depressão." Para piorar a situação, o  teólogo de GEZUIS, disse que crente que é crente não fica doente, e se por acaso contrair alguma enfermidade, é porque não nasceu de novo.

Caro leitor, sinceramente eu não sei o que esse pessoal tem na cabeça! Afirmar que Spurgeon foi para o inferno porque sofria em virtude de uma enfermidade é de uma ignorância ABSURDA! Ora, em que parte das Escrituras encontramos base teológica para essas afirmar que um crente perde a salvação?

Prezado amigo, a Bíblia é enfática em afirmar a segurança dos crentes. Para as Sagradas Escrituras, não é possível com que o verdadeiro crente afaste-se definitivamente da graça de Deus, até porque, as doutrinas bíblicas quanto a garantia da salvação são extremamente claras.

Por favor, leia atentamente o o texto abaixo:

"As minhas ovelhas ouvem a minha voz, e eu conheço-as, e elas me seguem; e dou-lhes a vida eterna, e nunca hão de perecer, e ninguém as arrebatará das minhas mãos. Meu Pai, que mas deu, é maior do que todos; e ninguém pode arrebatá-las das mãos de meu Pai.” Jo 10:27-29 
Caro leitor, o texto em questão é claro. O crente que nasceu de novo, nunca há de perecer. Junta-se a isso o fato de que ninguém é poderoso suficientemente para arrancar os salvos das mãos do Senhor. É indispensável também que entendamos que o fato de alguém acreditar que o cristão pode jogar fora a salvação que o Pai lhe deu, aponta efetivamente para o desconhecimento das doutrinas bíblicas. Além disso, foi o próprio Senhor Jesus quem disse: “Todo o que o Pai me dá, virá a mim; e o que vem a mim de maneira nenhuma o lançarei fora”. (Jo 6:37) Vale também a pena ressaltar de que o Senhor Jesus ao ascender aos céus, deixou-nos o Espírito Santo como garantia da nossa salvação. A presença do Espírito em nós é a esperança e convicção da vida eterna. O Espírito Santo é o penhor, o qual nos garante irrevogavelmente a eternidade com Deus.


“Em quem também vós estais, depois que ouvistes a palavra da verdade, o evangelho da vossa salvação; e, tendo nele também crido, fostes selados com o Espírito Santo da promessa”. (Ef 1:13)

“O qual é o penhor da nossa herança, para redenção da possessão adquirida, para louvor da sua glória”. (Ef 1:14) 

“E não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual estais selados para o dia da redenção”. (Ef 4:30)

“O qual também nos selou e deu o penhor do Espírito em nossos corações”. (2Co 1:22)

Louvado seja o Senhor Jesus Cristo pela Salvação eterna! Engrandecido seja o seu nome, porque a salvação das nossas almas não depende dos nossos esforços, e sim exclusivamente dele. Somos irremediavelmentesalvos, vamos viver com Cristo pelos séculos dos séculos amém!

Soli Deo Gloria
Fonte: Blog de Renato Vargens

Uma cultura fascinada pela juventude

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Por Stephen J. Nichols

Talvez isso tenha começado antes dos anos 50 e 60, mas essas duas décadas parecem ter marcado o aumento do fascínio pela juventude na cultura americana. A famosa frase que celebra o espírito jovem, quase sempre atribuída de forma equivocada a James Dean, declara: "Viva rápido, morra jovem e deixe para trás um cadáver bonito".

A música popular, o barômetro da cultura popular, acompanhou essa tendência. Quase todas as bandas de heavy metal dos anos 80 e 90 tinham aquela conhecida melodia sobre jovens heróis caindo em um "esplendor de glória" [1]. Outras referências da música pop enfatizam o poder invencível da juventude.Rod Stewart canta sobre ser "para sempre jovem" ("Forever Young"). Em seu hit de sucesso "We Are Young" ("Somos Jovens"), o grupo contemporâneo Fundeclara que essa juventude vai "incendiar o mundo". O narrador sentado no banco de um bar em "Glory Days" ("Dias de Glória"), de Bruce Springsteen, afoga as mágoas da sua meia-idade ao recontar suas façanhas e triunfos vividas no ensino médio. Nenhum de nós quer reviver os momentos difíceis do colégio, mas quem dentre nós não acolhe desejos secretos de ser jovem de novo e aparentemente capaz de conquistar o mundo?

As inclinações sutis, e as não tão sutis, à idolatria da juventude manifestam-se em três áreas. A primeira é uma exaltação dos jovens sobre os idosos. Isso inverte o paradigma bíblico. A segunda é uma visão do ser humano que valoriza a beleza externa (não deve ser confundida com a verdadeira beleza e estética), a força e a realização humana. Pense na líder da equipe de torcida e no famoso jogador de futebol. O terceiro é o domínio do mercado pelo grupo demográfico jovem. Isto é, a fim de ser relevante e bem sucedido, deve-se apelar para a juventude ou para o gosto dos jovens. Essas manifestações de nossa cultura fascinada pela juventude merecem um olhar mais de perto.

A tendência de exaltar a juventude e deixar de lado os mais velhos decorre de um problema mais profundo que pode ser resumido na expressão "O mais novo é melhor". Nós celebramos o novo e o inovador ao passo que menosprezamos o passado e a tradição. Há uma vitalidade atraente na juventude e nas ideias novas, mas isso não significa que não há sabedoria a ser encontrada no passado. É um sinal de arrogância pensar que se pode encarar a vida sem a sabedoria daqueles que vieram antes de nós. Há algo na juventude que faz com que os jovens pensem que são imunes aos erros e equívocos daqueles que lhes antecederam. Todos nós superestimamos a nós mesmos e as nossas capacidades. Simplificando, precisamos da sabedoria advinda do passado e dos mais velhos.

A idolatria da juventude infiltra-se até mesmo na igreja. Uma das maneiras de vermos isso é através da ênfase que é dada aos grupos de jovens da igreja. Curiosamente, Jonathan Edwards, em sua carta a Deborah Hathaway, conhecida como "Carta a uma jovem convertida", a encorajou a se juntar a outros jovens na igreja para orarem juntos e discutirem sobre seus progressos na santificação, como uma forma de encorajar um ao outro. Resumindo, ele a estava chamando para começar um grupo de jovens. Os grupos de jovens podem servir um propósito significativo e podem ser um ministério importante. No entanto, ao fazer isso, eles podem estar separando os jovens das outras faixas etárias da igreja. A igreja precisa adorar, aprender e orar junta, velhos e jovens lado a lado. A cultura tenta empurrar o velho para fora. A igreja não pode fazer isso.

Visto que precisamos da sabedoria dos idosos no corpo de Cristo, precisamos também da sabedoria do passado. O mais novo nem sempre é melhor. Às vezes é pior; às vezes é errado. Como igreja, somos um povo com um passado. O Espírito Santo não foi dado exclusivamente à igreja do século XXI. Ignoramos ou desprezamos o passado para o nosso próprio prejuízo.

O caminho para sair da escravidão desta celebração indevida da juventude é promover uma comunidade verdadeiramente diversificada em nossas casas e em nossas igrejas. As lacunas entre as gerações podem ser desagradáveis e se tornar barreiras para que ambos os lados tenham uma comunhão genuína e autêntica. No entanto, Deus projetou a Sua Igreja de tal forma que precisamos uns dos outros. Paulo ordena especificamente a Timóteo que faça com que os mais velhos ensinem os mais jovens (Tito 2:1-4). Saímos perdendo quando pensamos que não temos nada para aprender com outras pessoas que estão em diferentes fases da vida. A igreja atual também perde quando pensa que não tem nada a aprender com a igreja de ontem.

Os mais velhos podem sentir-se intimidados na tentativa de alcançar os mais jovens, porém os mais velhos devem tomar a iniciativa. Os jovens podem tirar os seus fones de ouvido e olhar além dos seus iPods. Filhos e netos precisam ouvir as histórias de seus pais e avós.

A segunda manifestação da nossa cultura fascinada pela juventude é uma visão distorcida da humanidade. A nossa cultura determina o valor de um ser humano com base na aparência dele ou dela. Pais, professores, pastores de jovens e pastores sabem como a imagem corporal pode ser absolutamente devastadora para a juventude de hoje. Sabemos também que, teologicamente, a dignidade humana e, portanto, o valor humano origina-se em nossa criação à imagem de Deus. Nossa cultura obcecada pela juventude usa uma medida imperfeita para determinar o valor humano.

Por outro lado, também perdemos de vista a fragilidade e a depravação humana. Nós não somos fortes. Isaías nos lembra: "Até os jovens se cansam e ficam exaustos, e os moços tropeçam e caem; mas aqueles que esperam no Senhor renovam as suas forças". (Isaías. 40:30-31a). O tema da força de Deus manifestada em nossas fraquezas reverbera por meio dos escritos de Paulo. Todavia não vamos conseguir ouvi-lo, se estivermos focados em imagens de força e invencibilidade da juventude.

Precisamos ajudar os jovens a enxergarem que o valor deles advém do fato de serem feitos à imagem do Criador e do Redentor. Na cultura de hoje, está cada vez mais difícil passar pela adolescência de forma saudável. Nossos jovens estão rodeados por imagens do belo e do magro, do jovem e do lindo. As imagens de perfeição os bombardeiam. Meu amigo Walt Mueller, autor e presidente do Center for Parent/Youth Understanding [Centro de estudos para Pais e Jovens], tem pesquisado a indústria de publicidade por anos. Sua conclusão? Imagens evidentes e sutis passam diante dos olhos de um adolescente comum pelo menos centenas de vezes por semana. Adicione a isso a mensagem de imagem corporal que chega, em grande parte, através da música pop e do cinema, e você verá o desafio. A cultura jovem precisa da ajuda da igreja para pensar biblicamente sobre uma visão saudável e que honre a Deus de si mesmo e dos outros.

A terceira manifestação da cultura jovem tem a ver com a forma como esse grupo demográfico impulsiona o mercado. O motor econômico que dirige grande parte da cultura popular, em termos de filmes e música, pelo menos, é o grupo com recursos desregrados - adolescentes e jovens aos vinte e poucos anos. Grupos de jovens e até mesmo igrejas que buscam ser "bem sucedidos", estão correndo para acompanhar o ritmo deles.

A escritora sempre perspicaz, Flannery O'Connor, do sul dos Estados Unidos, avaliou, uma vez, em um debate sobre o uso de um romance polêmico nas salas de aula das escolas públicas. Ao invés de debater os méritos ou deméritos específicos do livro, O'Connor levantou uma questão mais profunda. Ela observou que os defensores do livro formaram seu argumento, alegando que o livro era atual e da moda, razões pelas quais os jovens se interessavam por ele. "Por que não atender a vontades deles?" foi o argumento. O'Connor por sua vez formou seu argumento pela confiança no cânone literário, e não na ficção popular. Em seguida, ela partiu para o ataque em suas frases finais: "E se o aluno descobrir que aquele estilo não é do seu gosto? Bem, isso é lamentável. Muito lamentável. Seu gosto não deve ser consultado, está sendo formado", ("A ficção é uma matéria com uma história-ela deve assim ser ensinada").

Alguns podem rejeitar o argumento de O'Connor, considerando-o como um apelo elitista. No entanto, ela mostra uma razão justa. Há o que achamos necessário e há o que realmente é necessário. Às vezes algumas décadas são necessárias para ver a diferença.

O sociólogo Christian Smith criou a frase deísmo terapêutico moralista para descrever a visão religiosa proeminente da juventude americana. Sua descrição é plausível, mas como devemos responder? Simplesmente satisfazer a esses gostos é ceder. Ao fazermos isso, perde-se o evangelho e as exigências da vida cristã.

Uma daquela baladas de rock à qual me referi anteriormente ecoa repetidas vezes uma frase assombrosa: "Dê-me algo para acreditar". Ela conta uma história de busca, mas que encontra apenas decepção e desilusão. Contudo, persiste o desejo de acreditar em alguma coisa. Os sociólogos dizem que a cultura da juventude contemporânea valoriza a autenticidade. Nós alcançaremos melhor a cultura jovem se não cedermos à pressão ou fingirmos estar na moda - de qualquer maneira, é muito difícil fingir estar na moda. O respeito de uma pessoa pela outra cresce bastante quando uma simplesmente fala e vive a verdade em amor.

A cultura jovem atual enfrenta um grande problema de ansiedade. Em quase todos os níveis, um futuro incerto nos espera no horizonte. Mas essas ansiedades são apenas os sintomas de um problema real, sombras da ansiedade que a humanidade enfrenta por causa da alienação. Nosso pecado nos separa de Deus. E nós precisamos de alguém em quem acreditar. Nenhum de nós, jovem ou velho, precisa de uma religião terapêutica. Todos nós precisamos do evangelho. E todos nós precisamos de uma igreja de jovens e idosos - entre outras idades - que anuncie e viva o evangelho.


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Nota:
1 - N.E.: Referência a música "blaze of glory" de Jon Bon Jovi.

Sobre o autor: Dr. Stephen J. Nichols é professor parceiro do Ministério Ligonier e professor de teologia e história da igreja na Lancaster Bible College em Lancaster, Pennsylvania. Ele é autor do livro Heaven on Earth: Capturing Jonathan Edwards's Vision of Living in Between.

Fonte: Editora Fiel

Princípios hermenêuticos de Calvino

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Por Weldon E. Viertel


Fullerton¹ observa que Calvino pode ser chamado o primeiro intérprete científico da história da igreja cristã. Calvino cria que a Escritura cumpre três funções:

(1) Torna claro nosso critério de Deus; (2) revela elementos na relação com Deus que não pode ser conhecido por meio da natureza; e (3) fala de Deus como redentor.

A Escritura é autoridade absoluta para nosso conhecimento de Deus. Ele cria que a inspiração é uma doutrina explicativa de uma experiência que já temos. É incerto se ele sustentava um critério de inspiração mecânica ou não. Rechaçou o método alegórico e enfatizou a interpretação literal das Escrituras.

Calvino insistiu que era necessária a iluminação do Espírito para a interpretação da Palavra de Deus. A verdadeira exegese é confirmada pelo testemunho interno do Espírito. Ele acreditava que a voz do Espírito vivo de Deus fala ao intérprete nas Escrituras.    

Calvino insistiu que o primeiro interesse do intérprete é deixar que o autor dissesse o que tem que dizer em lugar de atribuir-lhe o que pensamos que deveria dizer. A tarefa do intérprete é mostrar a mente do escritor. Considerava um sacrilégio o uso das Escrituras para o prazer pessoal. Ele se recusou a ler seus conceitos teológicos em sua interpretação das Escrituras.

Calvino recomendava que o exegeta atuasse com cautela no que se refere à interpretação da profecia messiânica. Encorajou os intérpretes a investigar a localização histórica de todas as Escrituras proféticas e messiânicas. Quis evitar o descobrimento de Cristo no Antigo Testamento através da interpretação alegórica em passagens onde Cristo não podia ser encontrado; entretanto, cria que Deus não se manifestou se não por meio de seu Filho, mesmo no Antigo Testamento.

Os princípios de interpretação de Calvino incluíam o significado literal (Método histórico-gramatical); o princípio Cristocêntrico, por meio do qual tanto o Antigo Testamento como o Novo Testamento apontava para Cristo; o rechaço do método alegórico; e o testemunho interior do Espírito. Produziu um comentário sobre toda a bíblia que ainda hoje é extremamente valioso.

Nota:
¹ Kemper Fullerton, Prophecy and Authority (New York: The 
Macmillan Co., 1919), p. 133

Fonte: A Interpretação da Bíblia - Estudos Teológicos Programados
Weldon E. ViertelEdição de 1979 - Juerp.
Divulgação: Bereianos

quarta-feira, 24 de julho de 2013

Silas Malafaia critica beijo gay na porta de igreja católica


O líder evangélico voltou a se referir aos ativistas gays como intolerantes que não respeitaram a fé dos católicos que estavam presentes.
por Leiliane Roberta Lopes

Silas Malafaia critica beijo gay na porta de igreja católicaSilas Malafaia critica beijo gay na porta de igreja católica

pastor Silas Malafaia comentou a respeito do beijaço gay organizado em frente a uma igreja católica no Rio de Janeiro. Como protesto, dezenas de manifestantes se reuniram na segunda-feira (22) para protestar em favor da causa gay.
O beijo de duas mulheres seminuas deixou os fiéis católicos chocados e gerou a indignação em muitas pessoas que assistiram o noticiário pela TV e outros meios de comunicação.
Malafaia voltou a dizer que os ativistas homossexuais formam um grupo de intolerantes que querem calar a voz de quem se opõe às suas práticas.
“Querem ter liberdade para fazer o que bem entenderem, não respeitando os valores e princípios de ninguém”, escreveu o pastor da igreja Assembleia de Deus Vitória em Cristo.
“É bom que a sociedade brasileira veja quem são os verdadeiros intolerantes. Vão para a porta de uma igreja católica nus e seminus para afrontar as pessoas religiosas com seus atos obscenos. É uma vergonha!”, enfatiza o pastor.
A opinião de Silas Malafaia reflete a de muitos internautas que comentaram as reportagens sobre o caso dizendo que “quem não respeita os valores dos outros, não tem autoridade para pedir que os outros respeitem seus valores”.
O apresentador do Programa Vitória em Cristo afirma que muitos homossexuais já foram presos por se beijarem dentro de igrejas afrontando os princípios constitucionais que protegem os locais de culto.
Essa não é a primeira vez que o pastor Silas Malafaia defende a Igreja Católica, em 2011 ele criticou os organizadores da Parada Gay de São Paulo que usaram imagens de santos católicos em posições homoeróticas desrespeitando a crença de mais de 60% da população brasileira.
Fonte:GP

Mendigo que emocionou ao cantar em igreja grava CD e vídeo clipe


Antenorgenes mora com uma família e teve a oportunidade de gravar um CD
por Leiliane Roberta Lopes

Mendigo que emocionou ao cantar em igreja grava CD e vídeo clipeMendigo que cantou na igreja grava CD e vídeo clipe
Em janeiro deste ano um vídeo com um morador de rua cantando dentro de uma igreja fez muito sucesso chegando a quase 1 milhão de acessos em menos de uma semana.
Antenorgenes Silva Fernandes, o mendigo que aparece cantando a música de William Nascimento, conta que foi morar nas ruas da cidade mineira de Santos Dumont após a morte do seu pai, se tornando um usuário de drogas.
“Eu dormia na rodoviária e teve um dia que até tentaram tocar fogo em mim lá”, disse ele em uma reportagem. Sua vida começou a mudar no dia que ele aceitou participar de um culto.
Foi ali que ele conversou com o pastor e falou que sabia cantar músicas evangélicas. O pastor gravou o vídeo e postou na internet.
Os fiéis da igreja se tornaram amigos de Antenorgenes que hoje mora com uma família que aceitou acolhê-lo. Hoje o ex-mendigo conseguiu gravar um CD e até mesmo um vídeo clipe com a música “Um Milagre em Jericó”.
Assista:
Fonte:GP

E por que os calvinistas não orariam?




Por Rev. Ewerton B. Tokashiki


Pensar que a soberania e a fidelidade de Deus à nosso favor dispensa a oração, seria uma errônea conclusão que alguém facilmente chegaria se não entendesse as doutrinas da graça. Os reformados são conhecidos por crerem num sistema que ensina o soberano decreto de Deus como a expressão da sua perfeita vontade, ou as determinações eternas de tudo o que é, do que foi, e do que será na criação, na história, e na salvação. É uma doutrina consistente em que vê o decreto e a oração não como forças contrárias, mas como causa e efeito, numa perfeita relação entre o Senhor e os seus servos.

A Escritura Sagrada ensina que Deus predeterminou tudo e, Ele mesmo nos estimula a orar por vários motivos. Nele esperamos o nascimento (Sl 139 15-16), o curso da vida (Jr 10:23), o controle sobre cada pensamento e palavra (Pv 16:1), o poder e a autoridade dos homens, bem como a sua incredulidade (Êx 9:16) e o desenfreio da impiedade (1 Pe 2:8). Ao evangelizar podemos orar por cada parte da salvação, incluindo o chamado (Rm 8:28), a fé daqueles que crêem (At 13:48), as boas obras de santificação (Ef 1:3-4; 2:10), e a herança da glória (Ef 1:11). Também é possível orarmos por todas as coisas no céu e na terra (Sl 135:6-12).[1] Deste modo, confessamos pela oração que “o nosso Deus está nos céus; tudo faz segundo a Sua boa vontade” (Sl 115:3).

A oração não funciona como um instrumento de manipulação dos caprichos ou necessidades humanas. Não somos nós que mudamos o eterno propósito de Deus com a nossa oração, mas Ele nos aperfeiçoa no cumprimento diário de Sua vontade em nós. R.C. Sproul esclarece que o mais importante, é que a oração é que nos transforma. Podemos envolver mais profundamente nesta comunhão com Deus e conhecer Aquele com quem estamos falando mais intimamente, e um crescente conhecimento de Deus é revelado ainda mais brilhante, e o que somos e a nossa necessidade é transformada, conforme Ele quer. A oração nos altera profundamente.[2]

Então, ao aplicar a sua graça, Deus desenvolve a sua salvação em todo um processo aperfeiçoando-nos por meio da sua providência. A nossa oração se relaciona diretamente com o governo de Deus e o desdobramento de sua vontade eterna. Não há o que questionar, pois sabemos que “é Deus quem efetua em vocês tanto o querer quanto o realizar, de acordo com a boa vontade dele” (Fp 2:13, NVI).

Deus nos prepara para conceder àquilo que Ele quer nos dar. Ele cria a necessidade, nos dá percepção da nossa carência, concede-nos a fé necessária e confirma o seu amor providencial ao manifestar a sua vontade à nosso favor. Em tudo descobrimos a sua glória nos envolvendo numa ininterrupta dependência dEle. Calvinistas oram porque estão convencidos da riqueza da graça de Deus. O puritano John Owen percebeu que:

"a principal finalidade da oração é estimular e despertar o princípio da graça, da fé e do amor no coração devido aos santos pensamentos de Deus. Aqueles que não têm este propósito na oração, realmente não sabem o que é orar. Uma constante assistência sobre este dever preservará a alma de uma estrutura onde o pecado não pode habitualmente prevalecer nela." [3]

Somente podemos orar capacitados pelo Espírito Santo. Paulo nos revela que “da mesma forma o Espírito nos ajuda em nossa fraqueza, pois não sabemos como orar, mas o próprio Espírito intercede por nós com gemidos inexprimíveis” (Rm 8:26, NVI). Isto significa que o Espírito Santo “garante a disposição e desejos, concede as palavras na boca, segue adiante delas, e causa-as para orar depois delas.”[4] O aspecto prático desta doutrina é que o exercício da oração sempre é surpreendente! Se entendêssemos e vivêssemos esta dinâmica não teríamos como desanimar de orar. Edwin H. Palmer nos afirma que:

"se a nossa vida de oração é monótona e enfadonha, se é pesada, se sentimos que não estamos em contato com Deus, como se as nossas orações não chegassem a Ele, se não sabemos para que orar, se a oração não é um meio poderoso em nossa vida, então podemos recorrer ao Espírito da oração e pedir-lhe que venha a nossa vida, de forma mais plena, para ajudar-nos nesta debilidade. Se assim fizermos, com fé e esperança, Ele virá a nós e revolucionará a nossa vida de oração. Porque Ele é o segredo da oração, do mesmo modo que é o segredo de toda a vida santa. Sem Ele nada podemos fazer. Mas, com Ele podemos ser transformados e viver vidas que sejam espiritualmente ricas, ativas e alegres." [5]

Um calvinista vive a sua oração. Isto não significa que ele está constantemente de olhos fechados, mas que a disposição de sua alma continuamente está na dependência do soberano Deus. Nathaniel S. McFetridge observa que:

"muitos homens possuem um compartimento onde está esta atitude em sua oração, e ela é desligada de suas vidas com o seu Amém, e quando se levantam de sobre os seus joelhos assumem uma atitude totalmente diferente, se não do coração, mas pelo menos da mente. Eles oram como se dependessem somente da misericórdia de Deus; entretanto, eles pensam – como se fosse possível enquanto viverem – como se Deus, em algumas de suas atividades menores, fosse dependente deles. O calvinista é o homem que está determinado a preservar o que ele recebeu em oração em todos os seus pensamentos, em todos os seus sentimentos, em tudo o que faz. Isto quer dizer que, ele é o homem que está determinado a fazer que a religião em sua pureza venha a sua plena retidão em seus pensamentos, sentimentos e vida. Este é o fundamento de seu especial modo de pensar, a razão pela qual ele é chamado um calvinista; e de igual modo especial age no mundo, a razão pela qual ele se torna a maior força regeneradora no mundo. Outros homens são calvinistas sobre os seus joelhos; o calvinista é o homem que está determinado que o seu intelecto, coração e vontade permanecerão sobre os seus joelhos continuamente, e a pensar, sentir e agir somente a partir deste fundamento. Calvinismo é, antes de tudo, aquela espécie de pensamento no qual vem a sua verdadeira atitude religiosa de dependência interna de Deus e humilde confiança somente em sua misericórdia para a salvação." [6]

Concluindo, podemos pensar que toda oração é essencialmente feita em três aspectos. Benjamin Palmer afirma que a oração: 

"é o apelo da criatura dependente; é o lamento do culpado pecador; e ainda, é a articulada adoração de uma alma inteligente. Sob o primeiro aspecto, Deus é considerado em sua relação natural como o criador e preservador de todas as suas criaturas. Sob o segundo, ele é contemplado em sua graciosa relação como o redentor e salvador dos pecadores. E por último, ele é adorado em sua consumada santidade e glória." [7]

É na busca da benção do Pai, pela mediação do Filho e testemunho do Espírito Santo que oramos. O Catecismo Maior de Westminster questiona - O que é oração? E a sua resposta é: oração é um oferecimento de nossos desejos a Deus, em nome de Cristo e com o auxílio de seu Espírito, e com a confissão de nossos pecados e um grato reconhecimento de suas misericórdias.[8] Não existe relação trinitária mais completa do que desfrutamos da oração como meio de intimidade com Deus. Por que calvinistas não orariam?

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Notas: 
[1] Ronald Hanko, Doctrine according to Godliness - A Primer of Reformed Doctrine (Grandville, RFPA, 2004), p. 73. 
[2] R.C. Sproul, The Prayer of the Lord (Orlando, Reformation Trust Publishing, 2009), pág. 14 
[3] Extraído de Roderick MacLeod, The Puritans on Prayer em http://www.fpchurch.org.uk/magazines/fpm/2002/May/article6.php acessado em 12 de Março de 2011. 
[4] Wilhelmus à Brakel, The Christian’s Reasonable Service (Pittsburgh, Soli Deo Gloria Publications, 1994), vol. 3, pág. 452. 
[5] Edwin H. Palmer, El Espíritu Santo (Edinburgh, The Banner of Truth, 1995), págs. 194-195. 
[6] Nathaniel S. McFetridge, Calvinism in History – A political, moral and evangelizing force(Birmingham, Solid Ground Christian Books, 2004), pág. 2. 
[7] Benjamin M. Palmer, Theology of Prayer (Hess Publications, 1998), pág. 15. 
[8] Pergunta e resposta – 178.

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