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sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026

Justiça adia indenização a família de pastor sequestrado na Malásia

 
O pastor Koh rodeado pela esposa, filhas e filho. (Foto: Portas Abertas).

O pastor Raymond Koh foi sequestrado por policiais e está desaparecido desde 2017. A família luta há anos por respostas.


A Justiça da Malásia adiou o pagamento da indenização dada à família do pastor Raymond Koh, que foi sequestrado e está desaparecido há 9 anos, segundo a Missão Portas Abertas.

No fim de janeiro, um juiz suspendeu a execução da ordem da Suprema Corte que determinava que o governo pagasse mais de 37 milhões ringgits malaios (aproximadamente 9,3 milhões de dólares) em indenização.

Na nova decisão, o juiz alegou que o pagamento imediato poderia ser um “risco financeiro” para as contas do governo da Malásia.

Durante a suspensão, o governo vai recorrer à Corte para reduzir ou anular a indenização.

A esposa do pastor raptado, Susanna Koh, informou que vai recorrer da decisão. “Fiquei desapontada com a ordem de suspensão da execução emitida pelo juiz Mahazan, do Tribunal Superior, que interrompeu as decisões da juíza Su, inclusive as investigações sobre o paradeiro do pastor Raymond e o pagamento da indenização. Ore pelo nosso recurso contra a ordem de suspensão. O novo processo pode levar de três a cinco anos“, disse ela, à Portas Abertas nesta semana.

Susanna ainda observou que a suspensão reverte princípios legais já estabelecidos pelo Tribunal Federal e isso acaba enfraquecendo o julgamento original que responsabilizou o governo pelo rapto do marido.

Busca por respostas

A família do pastor Koh luta na Justiça há anos para que os responsáveis pelo sequestro sejam identificados e punidos, e para receber notícias do paradeiro do líder cristão.

Seis anos após o desaparecimento, a investigação chegou à Suprema Corte da Malásia. Em 5 de novembro de 2025, a Corte encerrou o caso, reconhecendo que agentes policiais estavam envolvidos no rapto e cometeram abuso de poder.

A Suprema Corte ordenou que o governo pague ao pastor Raymond Koh 10 mil ringgits malaios (cerca de 2.300 dólares) por dia, desde 13 de fevereiro de 2017, quando ele foi sequestrado, até que seja encontrado. 

Ameaçado de morte

Antes de ser raptado, o pastor Koh recebeu uma carta com ameaça de morte pelo correio. No envelope, havia cinco balas e um aviso para ele parar de evangelizar os muçulmanos malaios. O líder também recebeu ameaças e mensagens de ódio por telefone. 

Até agora, não há informações sobre o paradeiro do pastor, apenas a certeza de que ele foi vítima de desaparecimento forçado pelo grupo especial da polícia da Malásia.

“Ore por Susanna Koh e sua família enquanto continuam sua busca por justiça e respostas do governo”, pediu a Portas Abertas.

Para marcar os nove anos do caso e manter a história viva na consciência pública, a missão lançou hoje uma série especial do PAcast, com três episódios narrativos que reconstroem a trajetória do pastor, os detalhes do sequestro e as perguntas que seguem sem resposta. 

Acesse a série especial no Spotify ou no YouTube.

Fonte: Guiame, com informações de Portas Abertas


O DESÂNIMO DO HOMEM E A DETERMINAÇÃO DE DEUS



O capítulo 6 de Êxodo apresenta um dos contrastes mais profundos da experiência de fé: o limite da resistência humana frente à infinitude da vontade divina. Enquanto Moisés mergulha em um ciclo de questionamentos e autodepreciação após o aumento da opressão egípcia, Deus responde não com explicações detalhadas, mas com a afirmação de Sua própria natureza. Este trecho revela que o desânimo do homem não tem o poder de anular a determinação de Deus; pelo contrário, a fraqueza humana serve de palco para a manifestação do poder absoluto do Criador.

O desânimo de Moisés surge de uma expectativa não correspondida. Ele obedeceu à voz de Deus e confrontou o Faraó, mas o resultado imediato foi o aumento do sofrimento do seu povo e a rejeição de sua liderança. Para o mensageiro, o silêncio de Deus e a resistência do inimigo pareciam derrota. Entretanto, a determinação de Deus começa justamente onde a lógica humana termina. O Senhor afirma: "Agora verás o que hei de fazer", indicando que a aparente demora era a preparação para uma intervenção tão avassaladora que o próprio opressor seria forçado a ceder.

A determinação divina é fundamentada em Sua identidade eterna e imutável. Ao declarar "Eu sou o Senhor", Deus tira o foco de Moisés das circunstâncias variáveis e o coloca na Rocha da Eternidade. Ele recorda que se revelou aos patriarcas como o Deus Todo-Poderoso (El Shaddai), mas que agora agiria como Javé, Aquele que executa fielmente Suas promessas. O desânimo humano costuma ser amnésico, esquecendo o que Deus já fez; a determinação de Deus, por outro lado, é baseada em um compromisso que atravessa gerações.

Um dos pontos mais sensíveis do texto é a reação do povo de Israel. Escravizados e exaustos, eles não conseguem ouvir as palavras de esperança de Moisés devido à "angústia de espírito". Aqui, o desânimo atinge o seu ápice: a incapacidade de crer na libertação mesmo quando ela é anunciada na sua frente. Diante dessa barreira emocional, a determinação de Deus não recua nem se ofende. Ele não exige que o povo tenha uma fé perfeita para começar a agir; Ele decide agir justamente porque eles não têm mais forças para lutar por si mesmos.

Moisés, contagiado pelo pessimismo ao redor, volta a olhar para suas próprias limitações físicas, queixando-se de seus "lábios incircuncisos". Ele acredita que sua falta de eloquência é o maior obstáculo para a missão. Contudo, a determinação de Deus ignora a suposta incapacidade do instrumento escolhido. O Senhor não estava procurando um orador brilhante, mas um canal disponível. Para Deus, a eficácia da libertação não reside na boca de quem fala, mas na autoridade de Quem ordena a saída, mostrando que o desânimo pessoal não invalida o chamado divino.

As sete promessas de resgate listadas nos versículos 6 a 8 são a prova máxima da resolução divina contra a inércia humana. Deus utiliza verbos de ação direta: tirar, livrar, resgatar, tomar, ser, introduzir e dar. Não há espaço para o "talvez" ou "se o povo colaborar". Cada promessa é uma martelada de esperança sobre a bigorna da opressão. Enquanto o homem olha para as correntes atuais, Deus descreve a herança futura; enquanto o homem conta os dias de escravidão, Deus estabelece o calendário da redenção.

Finalmente, o texto encerra com uma ordem clara e inegociável a Moisés e Arão. A determinação de Deus se torna um mandato que independe da aprovação do Faraó ou do estado emocional dos israelitas. O Senhor estabelece que o Êxodo vai acontecer porque Sua palavra foi empenhada. O desânimo humano pode atrasar a percepção da vitória, mas jamais pode impedir o braço estendido de Deus. O mensageiro é enviado novamente, ciente de que a história não é escrita pelas queixas dos homens, mas pelos decretos do Senhor.

Pr. Eli Vieira

quinta-feira, 19 de fevereiro de 2026

Centenas de jovens oram de joelhos em meio ao Carnaval de BH

 


Os cristãos orando nas ruas. (Foto: Reprodução/Instagram/Israel Abreu)

Durante as ações evangelísticas nas ruas, cristãos clamaram por avivamento e declararam que a cidade pertence a Jesus.


No último fim de semana, centenas de jovens saíram às ruas para evangelizar durante o Carnaval em Belo Horizonte. Em um dos momentos mais marcantes, os cristãos se ajoelharam e oraram por um avivamento, declarando: “A chave desta cidade está nas mãos de Jesus”.

O impacto de Carnaval ocorreu durante um congresso da Oitava Igreja Presbiteriana, que levou centenas de cristãos a pregarem Jesus nas ruas da cidade. 

As ações contaram com faixas evangelísticas, louvores, dança, pregação do Evangelho e momentos de oração ao longo da caminhada nas ruas. 

O pastor Israel Abreu liderou um dos momentos de oração e declarou: “Senhor Jesus, libera sobre Belo Horizonte os teus anjos”.

“Nossa cidade é terra de avivamento, de poder. O Carnaval em Belo Horizonte não vai prosperar. A chave dessa cidade está nas mãos de Jesus. Deus está se movendo sobre BH”, disse o influenciador cristão Thalison no Instagram.

Os cristãos oraram pelas pessoas que passavam pelo local, abordaram jovens com a Palavra de Deus e foram surpreendidos por garis que intercederam por eles durante a ação.

Intérpretes de Libras também participaram da ação e anunciaram o Evangelho em meio à multidão. Policiais receberam orações, e idosos e crianças também estiveram presentes, orando e evangelizando.

‘A verdadeira esperança’

O pastor Jeremias Pereira ministrou a Palavra de Deus nas ruas e encorajou as pessoas a se renderem a Jesus:

“A única maneira de escapar da condenação eterna é crer no Senhor Jesus. A distância que você está de Cristo é uma oração pequena de todo o coração. Se com a tua boca confessares a Jesus como Senhor e em teu coração crer que Deus o ressuscitou dos mortos, será salvo”.

A ação viralizou nas redes sociais, onde muitos foram impactados com os movimentos de oração realizados na cidade.

“Enquanto muitos vivem o Carnaval nas ruas, nós fomos enviados para elas. Fomos como flechas direcionados, intencionais e cheios do amor de Jesus. Belo Horizonte ouviu louvor, viu lágrimas, recebeu abraços e conheceu o verdadeiro significado de esperança”, afirmaram os cristãos.

“No meio do barulho, da euforia e das distrações, encontramos corações sedentos. O evangelismo não é só falar de Jesus. É olhar nos olhos, abraçar histórias, ouvir dores e anunciar que existe um amor que não acaba na quarta-feira de cinzas. Vimos lágrimas virarem esperança. Vimos vazios sendo confrontados pela verdade. Vimos que quando a Igreja se move, o céu responde”, concluiu.


Fonte: Guiame

Estudantes estendem culto de adoração por mais de 96 horas na Flórida: “Derramar de Deus”


 Os estudantes orando no campus. (Foto: Reprodução/Instagram/Southeastern University).

O movimento de oração começou após uma mensagem sobre arrependimento e já reúne centenas de estudantes em cultos na Southeastern University (SEU).

Uma universidade cristã na Flórida chamou atenção pelos cultos estudantis que ocorreram no campus por vários dias seguidos, na última semana.

Uma conferência de três dias na Southeastern University (SEU), se transformou em um movimento de adoração e oração com o objetivo de proporcionar aos jovens um encontro com Deus e ajudá-los a discernir seu propósito. 

O encontro anual teve início em 9 de fevereiro, em Lakeland. A Victory Church sediou o evento, cujo auditório comporta cerca de 4.300 pessoas.

“A conferência transcorreu como normalmente acontece. Então, no último dia, após a sessão da manhã, tivemos um momento de arrependimento”, disse David Lawson, de 21 anos, aluno e membro da equipe de louvor da SEU, ao The Roys Report (TRR). 

A mensagem sobre arrependimento marcou o início de um movimento espontâneo entre os alunos.

A evangelista, Jennie Allen, do ministério Unite US, falou sobre discipulado e a necessidade de arrependimento para viver o chamado de Deus. Ao final da ministração, ela encorajou os estudantes a confessarem seus pecados. 

“Eles reconheceram seus pecados e sua escravidão com tanta coragem e realmente acreditam que Jesus os libertou. Vi um derramamento único do Espírito”, disse Jennie no Instagram.

Os alunos se arrependeram de seus pecados e oraram uns pelos outros. Embora a programação tenha sido formalmente encerrada às 22h30 da quarta-feira, a liderança informou que a Capela Bush, no campus, ficaria aberta para quem desejasse continuar. 

Segundo o chefe de gabinete da universidade, Patrick Fitzgerald, 600 alunos aguardavam na fila quando as portas foram abertas à meia-noite. Desde então, as reuniões têm se estendido diariamente até altas horas da noite.

Patrick, descreveu o momento como “profundamente sagrado” e afirmou que o que está acontecendo é uma resposta “orgânica e liderada pelos próprios estudantes”.

‘Só queremos Jesus’

Em 12 de fevereiro, o presidente da SEU, Kent Ingle, convidou os moradores locais a participarem das orações no campus:

“Deus está despertando fé, entrega e uma busca renovada por Jesus nesta geração. Trata-se da presença de um Deus vivo. Trata-se da busca por Jesus”, afirmou Kent.

Derek, um dos alunos acrescentou: "Nós só queremos Jesus. Nós só queremos Deus em sua verdadeira forma. O que eu peço em minhas orações é que isso leve a uma mudança drástica, que traga a luz de Cristo a este mundo. O mundo precisa de transformação. Jesus quer que seu povo e seus filhos, que somos todos nós, participem da cura do mundo que só ele pode trazer”.

Dezenas de milhares de pessoas em todo o mundo acompanharam as transmissões ao vivo da Capela SEU. As aulas chegaram a ser canceladas já que os alunos “foram encorajados a permanecer na presença do Senhor”, de acordo com a AG News.

Muitos também foram batizados em banheiras improvisadas no local: “O que me atraiu aqui foi a sinceridade das pessoas clamando a Deus sem segundas intenções. Acho que os Estados Unidos precisam de uma intervenção de Deus e este é um bom lugar para começar”, disse Timothy Johnson, ex-aluno da SEU.

‘Derramar do Espírito de Deus’

No Instagram, a universidade compartilhou uma publicação explicando o movimento de oração dos estudantes no campus: 

“O que está acontecendo na Southeastern University (SEU)? O que é inegável para nós, é que, mesmo que não saibamos exatamente o que está acontecendo, algo está acontecendo. É algo orgânico, autêntico e liderado pelos próprios estudantes. Eles estão com fome e sua paixão, adoração, oração, confissão, arrependimento, cura, libertação e leitura das Escrituras estão acontecendo”.

Apesar das reuniões de oração viralizarem nas redes sociais como um avivamento, a instituição afirmou:

“Ainda não estamos chamando isso de avivamento. O avivamento só pode ser verdadeiramente avaliado em retrospectiva. O que acreditamos é que a SEU está experimentando um derramar único do Espírito de Deus, marcado por uma fome profunda e pela presença tangível de Deus de uma nova maneira.

Não estamos tendo adoração e oração prolongadas apenas por ter.  Não passaremos nem um minuto além daquilo que sentimos que Deus está nos conduzindo”.

A SEU compartilhou os horários dos cultos desta quarta-feira (18) e encorajou o público a permanecer em oração pelo mover de Deus no campus.

“Enquanto continuamos a discernir o que Deus está fazendo, por favor, orem por nossas equipes, nossos estudantes e nossa liderança. Por último, não há nada de especial na SEU. Não se trata de um pregador, de um grupo de louvor, de uma conferência ou de uma universidade. Deus se manifesta onde Ele é desejado”.


Fonte: Guiame, com informações de The Roys Report

Parlamentares acionam PGR após escola de samba ridicularizar evangélicos em desfile

 A Acadêmicos de Niterói apresentou evangélicos dentro de latas de conserva. (Foto: Reprodução/X/Poder360).

O senador Magno Malta e o deputado federal Rodolfo Nogueira protocolaram queixas contra a Acadêmicos de Niterói por discriminação religiosa e escárnio público.


Após a Bíblia e os evangélicos serem alvos de deboche em desfile de carnaval no Rio de Janeiro, parlamentares acionaram a Procuradoria-Geral da República (PGR).

O senador Magno Malta (PL) e o deputado federal Rodolfo Nogueira (PL) protocolaram queixas contra a escola de samba Acadêmicos de Niterói por ridicularizar evangélicos durante o desfile no domingo (15).

Para os parlamentares, a apresentação ultrapassou a manifestação artística e houve ridicularização pública do grupo religioso, transmitida na mídia, e discriminação realigiosa.

No desfile do Grupo Especial do Carnaval, a escola homenageou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e exibiu famílias representadas em latas de conserva com “Bíblias” nas mãos.

Uma ala retratou os evangélicos como “neoconservadores em conserva”. Os integrantes usavam fantasias de latas, com o desenho de uma família formada por pai, mãe e dois filhos. Alguns também seguravam um livro vermelho com uma cruz dourada na capa, em alusão à Bíblia.

Na mesma ala, também foram incluídos um fazendeiro ligado ao agronegócio, uma mulher rica e defensores da ditadura militar. A escola colocou todos esses grupos lado a lado na mesma alegoria, associando-os ao que chamou de “neoconservadorismo”.

Escárnio público

Na queixa-crime apresentada à PGR, Magno Malta afirmou que o episódio se enquadra como discriminação religiosa, conforme o artigo 20 da Lei 7.716/1989.

“A representação simbólica consistiu na equiparação visual de fiéis evangélicos a objetos enlatados, em narrativa depreciativa associada a rótulos ideológicos, expondo grupo religioso específico a escárnio coletivo perante audiência nacional e internacional”, declarou o senador no documento.

Já Rodolfo Nogueira pediu que os responsáveis pela escola de samba sejam punidos pelo crime de ultraje a culto – o ato de “escarnecer de alguém publicamente, por motivo de crença ou função religiosa", conforme o artigo 208 do Código Penal.

“A utilização do símbolo religioso, no modo como apresentada, caracteriza exposição pública de natureza vexatória dirigida a pessoas identificáveis por sua crença, atraindo a incidência da tutela penal da liberdade religiosa”, afirmou o deputado na queixa.

Os dois parlamentares ainda ressaltaram que a escola de samba recebeu recursos públicos e pediram uma investigação sobre uma possível propaganda eleitoral antecipada, abuso de poder e uso indevido de verba estatal.

Intolerância religiosa

Na terça-feira (17), a Ordem dos Advogados do Brasil do Rio de Janeiro (OAB-RJ) repudiou o desfile da Acadêmicos de Niterói e classificou como intolerância religiosa a apresentação dos evangélicos em latas de conserva.

“O episódio configurou prática de preconceito religioso dirigido aos cristãos”, declarou a OAB-RJ, em nota de repúdio.

E continuou: “A liberdade religiosa, consagrada como direito fundamental, constitui pilar essencial do Estado Democrático de Direito e encontra proteção não apenas na Constituição Federal, mas também em tratados internacionais de direitos humanos dos quais o Brasil é signatário, como o Pacto Internacional sobre Direitos Civis e Políticos (art. 18)".

"Qualquer conduta que implique intolerância ou discriminação religiosa representa afronta direta à ordem constitucional e aos compromissos internacionais assumidos pelo país".


Fonte: Guiame, com informações de CNN Brasil e Gazeta do Povo

sábado, 14 de fevereiro de 2026

Uma Perspectiva sobre a Verdadeira Felicidade


 O texto das Bem-aventuranças, em Mateus 5.1-12, não é apenas um prefácio ao Sermão da Montanha, mas uma inversão completa da lógica humana sobre o sucesso. Enquanto a sociedade frequentemente associa a felicidade ao poder, à riqueza e à ausência de dor, Jesus sobe ao monte para apresentar uma perspectiva onde a plenitude floresce em estados de espírito que o mundo costuma evitar. Ser "bem-aventurado" aqui não significa ter sorte, mas possuir uma alegria que o mundo não deu e, portanto, não pode tirar.

A jornada para essa felicidade começa com o esvaziamento do ego através da "pobreza de espírito". Jesus ensina que o Reino dos Céus pertence àqueles que reconhecem sua total dependência de Deus, abandonando a autossuficiência orgulhosa. Essa humildade inicial é o solo onde a verdadeira satisfação cresce, pois somente quem admite o seu próprio vazio espiritual pode ser preenchido por uma graça que transcende as conquistas materiais e os aplausos efêmeros da multidão.

Curiosamente, Jesus inclui o choro como um portal para a ventura. Em uma cultura que nos pressiona a exibir uma positividade constante, as Escrituras validam a dor e o luto como caminhos para o consolo divino. A felicidade cristã não ignora o sofrimento, mas encontra nele uma oportunidade de experimentar o abraço de Deus. É através da consciência das nossas fragilidades e das injustiças ao redor que recebemos um conforto que restaura a alma e nos dá esperança.

A mansidão e a fome por justiça também redefinem o que significa ser "vencedor". Jesus declara que os mansos herdarão a terra, sugerindo que a força verdadeira reside no autocontrole e na doçura, não na agressividade. Quando o indivíduo troca a ganância por um desejo intenso de retidão, ele experimenta uma saciedade que o consumo desenfreado jamais poderia oferecer. A felicidade, neste prisma, é o resultado de uma vida alinhada com os valores eternos de integridade e busca pelo bem comum.

Além disso, a felicidade é apresentada como um fruto da misericórdia e da pureza interior. Ao abençoar os misericordiosos e os limpos de coração, Jesus mostra que a alegria está intrinsecamente ligada à nossa capacidade de perdoar e à transparência das nossas intenções. Ver a Deus não é um prêmio para os perfeitos, mas para aqueles que cultivam um coração livre de máscaras e amarguras, permitindo que a luz da verdade divina ilumine cada decisão e relacionamento do dia a dia.

A figura do pacificador traz uma dimensão ativa a essa nova perspectiva de felicidade. Ser feliz não é apenas viver em silêncio, mas ser um agente de reconciliação em um mundo fragmentado. Aqueles que trabalham para desfazer conflitos são chamados "filhos de Deus", encontrando um propósito que vai além do próprio bem-estar. Essa identidade de pertencimento à família divina oferece uma segurança emocional e espiritual que supera qualquer status social ou reconhecimento humano.

Por fim, o texto culmina em uma afirmação radical: a felicidade pode subsistir sob perseguição. Ao encorajar a alegria mesmo diante da incompreensão ou da hostilidade, Jesus desvincula a satisfação humana da aprovação do grupo. O foco é deslocado do imediato para o eterno, fundamentando a felicidade na fidelidade a um propósito maior. Assim, a verdadeira felicidade revela-se como uma força inabalável que, enraizada em Deus, brilha mais forte justamente quando as circunstâncias externas parecem mais sombrias.

Pr. Eli Vieira

Libertação uma Obra Integral de Deus


 A passagem de Êxodo 6.6-8 revela que a libertação operada por Deus não é um evento superficial ou meramente político, mas uma obra integral que abrange todas as dimensões da existência humana. O texto inicia com a poderosa autoafirmação "Eu sou o Senhor", estabelecendo que o fundamento da liberdade não reside na força dos oprimidos, mas na identidade imutável daquele que governa a história. Para Deus, libertar Seu povo não é apenas um ato de poder, mas o cumprimento de Sua essência e fidelidade.

O caráter integral dessa obra manifesta-se, primeiramente, no resgate físico e social. Através de verbos de ação direta como tirar, livrar e resgatar, Deus se compromete a romper as correntes da opressão egípcia. Ele não oferece apenas uma melhora nas condições de trabalho, mas uma ruptura total com o sistema que desumanizava Israel. Essa libertação é executada com "braço estendido", demonstrando que o Criador se envolve pessoalmente na dor de Suas criaturas para restaurar sua integridade física e dignidade.

Além do aspecto externo, a obra de Deus alcança a dimensão relacional e espiritual. Ao declarar "Eu vos tomarei por meu povo e serei vosso Deus", o Senhor revela que o objetivo final da liberdade é o pertencimento. A libertação integral não deixa o indivíduo em um vácuo existencial; ela o retira da escravidão de um senhor cruel para integrá-lo na comunhão com um Deus amoroso. É um processo de reidentificação, onde o antigo escravo descobre sua nova identidade como filho e herdeiro de uma aliança sagrada.

A integralidade da ação divina também se estende ao futuro e ao propósito. Deus assegura que levaria o povo à terra que jurou dar aos patriarcas, transformando-a em posse definitiva. Isso nos ensina que a libertação divina é um projeto completo: ela remove o povo de um passado de sofrimento (Egito), sustenta-o em um presente de comunhão (Aliança) e o conduz a um futuro de descanso e abundância (Canaã). Não há pontas soltas no plano de Deus; Sua redenção cobre a partida, a jornada e a chegada.

Por fim, o texto encerra-se com o selo de garantia: "Eu sou o Senhor". Essa repetição final serve para ancorar toda a promessa na soberania absoluta de Deus. Em um contexto onde o povo estava de coração abatido, essas palavras lembram que a libertação integral é uma obra inabalável porque sua eficácia depende inteiramente de Quem prometeu. Assim, Êxodo 6.6-8 permanece como o manifesto de um Deus que não faz nada pela metade, mas que resgata o ser humano por inteiro para uma vida de total liberdade.

Pr. Eli Vieira

Cristãos distribuem Bíblias nos Jogos Olímpicos de Inverno: “Uma chance de alcançar vidas”

 

O grupo de missionários está realizando várias ações evangelísticas. (Foto: IMB).

O grupo de missionários está realizando várias ações evangelísticas para levar Jesus aos participantes das Olimpíadas na Itália.


Um grupo de cristãos se juntou a missionários da Itália para evangelizar durante os Jogos Olímpicos de Inverno Milão-Cortina 2026.

Centenas de voluntários dos Batistas do Sul dos Estados Unidos viajaram para realizar diversas ações evangelísticas com missionários locais.

Para alcançar os participantes das Olimpíadas, eles estão distribuindo Bíblias e livretos do Evangelho de João, e realizando pontos de hospitalidade pela região.

Além disso, os evangelistas estão participando da tradicional troca de botons, que acontecem nos Jogos Olímpicos. Eles estão entregando botons personalizados com um código QR que leva para uma explicação do Evangelho em vários idiomas.

"Às vezes temos na cabeça que as pessoas não estão interessadas, ou que as conversas sobre o Evangelho são constrangedoras. Às vezes, isso pode ser verdade, mas em muitos casos, acabamos surpresos com o quão abertas as pessoas são e quantas realmente buscam a verdade”, comentou Kim Cruse, uma das voluntárias da missão, ao Baptist Press.

Antes da viagem, a equipe de evangelistas se preparou para compartilhar Jesus com diferentes pessoas de todo o mundo, passando por um treinamento de como evangelizar ateus, muçulmanos, hindus, budistas e outros.

Alguns cristãos americanos que participaram do evangelismo nos Jogos Olímpicos de Verão 2024 em Paris se sentiram guiados a servirem novamente nos Jogos de Inverno na Itália.

“Percebi que nunca haveria chance de alcançar muitas pessoas para o Reino de Deus quanto naquele contexto. Estou animada para poder fazer isso de novo em Milão”, declarou Karen Herfurth.

E ressaltou: “Esta é uma chance de alcançar mais pessoas e impactar mais vidas! Talvez nunca saibamos a diferença que isso faz até estarmos no Céu”.

Fonte: Guiame, com informações de Baptist Press

sexta-feira, 13 de fevereiro de 2026

Sete cristãos eritreus detidos há mais de 20 anos

Pare e Pense!

Sete cristãos eritreus estão presos há mais de 20 anos por causa da sua fé. Acredita-se que muitos se encontrem no Centro de Investigação Criminal e Interrogatório Wengel Mermera, de máxima segurança. Nenhum teve direito a representação legal; nenhum foi formalmente acusado, julgado ou sentenciado.

Os cristãos que perderam a liberdade por causa da sua fé em Cristo são:

  • Reverendo Gebremedhin Gebregergis — ministro muito respeitado, com um ministério dedicado a tornar o Novo Testamento acessível numa língua local. Viúvo e pai de seis filhos.

  • Dr. Fitsum-Berhan Gebrenegus — pastor e antigo diretor de psiquiatria num hospital psiquiátrico de referência. Viúvo e pai de um filho.

  • Reverendo Dr. Tecleab Menghisteab — médico, sacerdote ordenado e teólogo; também ensinou o Novo Testamento numa língua local. A sua esposa e filhos vivem no exílio.

  • Pastor Meron (Million) Gebreselasie — pastor e anestesista num dos principais hospitais da Eritreia.

  • Dr. Kiflu Gebremeskel — pastor sénior, líder e ex-professor universitário de matemática; é casado e pai de quatro filhos.

  • Pastor Kidane Weldou — pastor sénior, casado e pai de quatro filhas; foi membro dos Gideões Internacionais na Eritreia.

  • Sr. Haile Nayzgi — líder de igreja e esposo; a sua esposa e três filhos fugiram do país após terem recebido avisos e ameaças de prisão dirigidas à esposa.

Situada junto ao Mar Vermelho, a Eritreia é governada por um regime totalitário que procura controlar todos os aspetos da vida. Poucas religiões são permitidas e o governo exerce um controlo apertado sobre as igrejas autorizadas.

Estima-se que cerca de 2 000 cristãos eritreus estejam detidos, mantidos em esquadras, campos militares e prisões em 12 locais identificados no país. Alguns dos detidos permanecem em contentores metálicos, expostos a condições desérticas extremas durante anos. Sem contacto com os seus familiares, as famílias desconhecem o estado e o paradeiro dos seus entes queridos.

Junte-se a nós em oração pela sua libertação.

Fonte: A Voz dos Mártires EUA; Voices for Justice; Religious Liberty Partnership

Motivos de Oração:

  • Ore pela libertação destes irmãos — para que Deus lhes conceda segurança imediata e que as autoridades lhes devolvam a liberdade.
  • Ore pelo consolo, provisão e proteção das famílias que ficaram — que a igreja global sustente e assista estes lares.
  • Ore pela transformação dos corações dos líderes e autoridades na Eritreia, para que a verdade do Evangelho avance e permeie justiça e liberdade religiosa.

O Prelúdio para a manifestação do Poder de Deus


 O capítulo 5 de Êxodo é frequentemente lido como um relato de fracasso, mas, na perspectiva bíblica, ele representa o prelúdio necessário para a manifestação do poder de Deus. É o momento em que a promessa divina colide com a resistência do mundo, gerando uma tensão que serve para esvaziar o homem de suas próprias estratégias. Antes que o braço forte do Senhor se estenda sobre o Egito, há um período de silêncio e agravamento da dor que prepara o cenário para o milagre.

A narrativa começa com Moisés e Arão entrando na corte egípcia munidos apenas de uma palavra: "Assim diz o Senhor". Este é o primeiro ato do prelúdio. Deus não inicia Sua obra com um espetáculo de força, mas com uma intimação ética e espiritual. A palavra profética atua como um reagente químico que expõe a natureza do ambiente; ao ser lançada, ela revela que o Faraó não apenas desconhece o Deus de Israel, mas se coloca em oposição direta a Ele, estabelecendo o conflito de soberanias.

A reação imediata de Faraó — o aumento da carga de trabalho e a retirada da palha para a fabricação de tijolos — é uma etapa crucial desse prelúdio. Muitas vezes, a manifestação do poder de Deus é precedida por uma piora nas circunstâncias visíveis. O inimigo intensifica a opressão como uma tentativa desesperada de sufocar a esperança recém-nascida. Esse agravamento não indica a ausência de Deus, mas sim que a estrutura da escravidão está sendo abalada em seus alicerces.

Os tijolos sem palha tornam-se o símbolo do esgotamento humano. Deus permite que o povo chegue ao limite de suas forças físicas e emocionais para que a libertação futura não seja confundida com uma reforma social ou um esforço diplomático. O prelúdio exige que Israel compreenda que sua sobrevivência não depende da benevolência do sistema egípcio, mas exclusivamente da intervenção sobrenatural. A escassez de recursos é o solo onde a providência divina melhor floresce.

A crise de identidade e liderança que surge quando os oficiais de Israel confrontam Moisés é outra faceta desse período preparatório. O prelúdio para o poder de Deus envolve a desconstrução das expectativas humanas sobre como a vitória deve parecer. O povo, que antes adorou ao ouvir a promessa, agora amaldiçoa aqueles que a trouxeram. Essa instabilidade emocional serve para provar que a fé genuína precisa estar ancorada no caráter de Deus, e não na facilidade das circunstâncias.

Neste cenário de caos, Moisés experimenta seu próprio deserto interior. Ele volta-se para o Senhor com um lamento honesto e angustiado: "Por que me enviaste?". Este questionamento é o ponto de inflexão do prelúdio. Deus usa a perplexidade do líder para ensiná-lo que a obra não é dele, mas do Senhor. O silêncio de Deus diante das queixas de Moisés é, na verdade, uma pausa dramática que antecede o "Agora verás" do capítulo seguinte, moldando a resiliência e a dependência do profeta.

A aparente vitória do Faraó no capítulo 5 é o pano de fundo escuro que fará o brilho das pragas e do êxodo ser ainda mais intenso. Se a libertação ocorresse no primeiro pedido de Moisés, o nome do Senhor não seria glorificado entre as nações como foi. O prelúdio serve para que o Egito, Israel e as nações vizinhas saibam que o livramento não veio de um acordo político, mas de um julgamento divino sobre os deuses e impérios deste mundo.

O prelúdio também funciona como um filtro de motivações. Aqueles que buscam a Deus apenas pelo alívio imediato tendem a desistir quando a "palha é retirada". Já aqueles que compreendem o propósito maior permanecem, ainda que em prantos. A dor do capítulo 5 é o parto da nação; sem a contração da agonia, não haveria o nascimento da liberdade. Deus usa a pressão do cativeiro para forjar a identidade de um povo que logo caminharia pelo meio do mar.

Por fim, Êxodo 5 nos ensina que o prelúdio para o poder de Deus é marcado pela paciência na tribulação. Quando as coisas parecem dar errado após termos obedecido a um chamado, não estamos fora da vontade de Deus; estamos apenas no meio do capítulo de preparação. O poder de Deus se manifesta plenamente quando o orgulho humano é silenciado e a nossa última esperança repousa apenas na Sua fidelidade. O deserto do capítulo 5 é a antessala da glória que estava por vir.

Pr. Eli Vieira

1.600 jovens aceitam Jesus em Universidade nos EUA: ‘Estão famintos pela verdade’

 

Mais de 5 mil estudantes louvaram a Deus no evento. (Foto: Reprodução/Instagram/Unite US)

Além das conversões, centenas de estudantes foram batizados em banheiras improvisadas no campus da universidade.


Na última terça-feira (10), um movimento de adoração na Universidade da Flórida Central (UCF) reuniu milhares de estudantes e resultou em mais de mil conversões e batismos.

Tonya Prewett, fundadora do ministério de evangelização universitária UniteUS, informou que 1.600 estudantes aceitaram Jesus no local: “O avivamento não está perdendo força", disse ela à CBN News.

Mais de 5 mil alunos participaram do evento no campus da universidade, onde ouviram a Palavra de Deus e foram tocados pelo Espírito Santo. 

“Se reuniram para exaltar o nome de Jesus. Centenas de estudantes foram batizados e muitos que se identificavam como ateus agora se identificam como cristãos. Que noite! Que Deus", testemunhou Tonya no Instagram.

“Ainda estamos maravilhados com a transformação de vidas que continuamos a testemunhar em todo o país. Deus está agindo de forma poderosa nos campi universitários, e sabemos que Ele ainda não terminou”, acrescentou.

‘Esta geração não desistiu de Jesus’

Após a pregação, os jovens que aceitaram Jesus e decidiram se batizar foram encaminhados à banheiras improvisadas no meio do campus.

No local, testemunharam publicamente sua fé em Cristo. O pastor Jonathan Pokluda, da Igreja Batista Harris Creek, em Waco, no Texas, também participou do evento.

“As pessoas adoram dizer que esta geração é um caso perdido. Que a Geração Z está distraída, viciada, confusa e quebrada demais. Mas estou convencido do contrário. Esta geração não desistiu de Jesus”, disse ele no Instagram.

“Vimos Deus agir de uma forma que só Ele pode. Mais de 1.600 estudantes entregaram suas vidas a Cristo — não por causa de propaganda, mas porque o Evangelho ainda é o poder de Deus para salvar”, acrescentou.

Em seguida, o pastor compartilhou alguns dos testemunhos que mais o impactaram durante o evento. Segundo ele, um segurança se aproximou e entregou seu cigarro eletrônico espontaneamente. 

“Não porque alguém o pressionou, mas porque ele não aguentava mais. Ele queria liberdade”, relatou.

Ele também contou o caso de uma jovem que havia tentado tirar a própria vida e, naquela noite, ela se rendeu a Cristo. Outro testemunho foi o de um jovem que vivia uma vida dupla e assumiu um compromisso de seguir Jesus.

“Em vez da morte, Jesus venceu. Ela se entregou àquele que dá a vida. É isso que acontece quando Cristo entra em uma sala. Correntes se quebram. A vergonha perde. A escuridão se dissipa”.

Por fim, ele declarou: “Não acredite na mentira de que esta geração está perdida. Eles estão buscando. Eles estão famintos. Eles estão desesperados pela verdade. E, quando ouvem o nome de Jesus sendo exaltado, eles respondem. Louvado seja Deus pelo que Ele está fazendo. O avivamento não está chegando, ele já chegou”.

Fonte: Guiame, com informações de CBN News

Deus escolhe improváveis



 O capítulo 4 de Êxodo funciona como um espelho para a alma humana, revelando como Deus ignora as métricas de sucesso do mundo para estabelecer o Seu Reino. O tema "Deus escolhe os improváveis para realizar o impossível" não é apenas um clichê motivacional, mas uma realidade teológica profunda. Moisés, aos oitenta anos, um exilado que trocou o luxo do Egito pelo anonimato do pastoreio, era o candidato mais improvável para liderar uma revolução contra a maior potência da época.

A improbabilidade de Moisés manifesta-se em sua voz embargada pelo medo. Ao argumentar que "não é eloquente" e possui a "língua pesada", ele apresenta um diagnóstico realista de suas limitações. No entanto, o erro de Moisés — e o nosso — é acreditar que o sucesso da missão depende do brilho da ferramenta, e não da mão de quem a maneja. Deus responde a essa insegurança com uma pergunta que desmorona qualquer desculpa: "Quem deu a boca ao homem?". A capacitação divina não anula a nossa fraqueza, mas a utiliza como palco para a Sua onipotência.

Um dos pontos altos do texto é a transformação de objetos comuns em instrumentos de poder. Quando Deus pede que Moisés jogue seu cajado ao chão e ele se torna uma serpente, há uma mensagem clara: o impossível começa com a entrega do que é comum. O cajado era o símbolo da vida de pastor de Moisés, sua segurança e seu sustento. Ao ser transformado, o objeto improvável tornou-se o "cajado de Deus", capaz de abrir mares e ferir impérios, provando que nas mãos do Criador, o ordinário ganha contornos de eternidade.

A escolha do improvável também envolve a dinâmica da dependência. Quando Moisés tenta recuar pela última vez, Deus permite que Arão seja seu porta-voz. Isso demonstra que Deus não precisa de indivíduos perfeitos, mas de corações dispostos a cooperar. A fraqueza de Moisés abriu espaço para a entrada de Arão, criando uma estrutura de liderança baseada na humildade e no apoio mútuo. O impossível de libertar uma nação escrava não seria feito por um super-homem, mas por uma parceria humana sustentada pelo fôlego divino.

O caminho do improvável até o impossível também exige um ajuste de conduta no secreto. O episódio estranho e tenso em que o Senhor confronta Moisés no caminho (Êxodo 4:24-26) lembra-nos de que a escolha divina requer santidade. Ser "improvável" não é uma licença para o relaxamento espiritual. Para realizar o impossível fora de si, Moisés precisava primeiro resolver as pendências da Aliança dentro de sua própria casa. A autoridade espiritual nasce da obediência nos detalhes que ninguém vê.

Quando Moisés e Arão finalmente se reúnem com os anciãos de Israel, o improvável começa a produzir o inacreditável. O povo, que estava sob o peso da opressão há séculos, vê os sinais e ouve as palavras de esperança. A transformação do medo de Moisés na adoração do povo é a prova final de que o escolhido não precisa ter todas as respostas, apenas a disposição de dar o primeiro passo. A fé do coletivo foi despertada pela coragem de um homem que se sentia insuficiente.

Por fim, Êxodo 4 nos ensina que a nossa maior qualificação diante de Deus é, muitas vezes, o reconhecimento de nossa própria incapacidade. Se confiarmos em nossos talentos, realizaremos apenas o que é humano; se confiarmos no Senhor, participaremos do impossível. Moisés entrou no capítulo como um pastor gago e saiu dele como o libertador de uma nação. Deus continua escrevendo histórias onde a fraqueza humana é o ponto de partida para o maior espetáculo da graça divina.

Pr. Eli Vieira

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