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sábado, 27 de setembro de 2025

Morre Voddie Baucham, teólogo e fundador do Seminário Founders, aos 56 anos

 Voddie Baucham. (Foto: Facebook/Voddie Baucham).

O pastor faleceu na quinta-feira (25), nos Estados Unidos. O escritor era conhecido por sua defesa do verdadeiro Evangelho.

O pastor e teólogo Voddie Baucham Jr. morreu aos 56 anos na quinta-feira (25), após sofrer um incidente médico de emergência, nos Estados Unidos.

O anúncio do falecimento foi realizado pelo ministério de Voddie, o Founders Ministries, nas redes sociais, ao final da tarde de ontem.

“Estamos tristes em informar aos amigos que nosso querido irmão, Voddie Baucham Jr., deixou a terra dos moribundos e entrou na terra dos vivos”, afirmou.

“Hoje cedo, depois de sofrer um incidente médico de emergência, ele entrou em seu descanso e na presença imediata do Salvador a quem amava, confiava e servia desde que se converteu como estudante universitário. Por favor, ore por Bridget, seus filhos e netos”.

Não foi informado mais detalhes sobre a causa do falecimento, e os preparativos para o funeral ainda não foram divulgados.

Baucham nasceu em 11 de março de 1969, em Los Angeles, Califórnia. Ele foi pastor em Houston antes de se tornar reitor de teologia na Universidade Cristã Africana em Lusaka, na Zâmbia.

Voddie Baucham era conhecido e respeitado por sua defesa do verdadeiro Evangelho e de uma reforma na Igreja. 

Suas ministrações sobre masculinidade bíblica, discipulado familiar e apologética cultural faziam sucesso na internet. O teólogo atraia multidões em conferências nos EUA e em outros países.

Baucham também era um escritor de best-sellers, como “A Fé sob Ataque” e “Família Guiada pela Fé”.

Em fevereiro de 2021, o pastor passou por um tratamento para insuficiência cardíaca. Ele sobreviveu ao problema de saúde e testemunhou sobre como a graça de Deus o sustentou durante sua recuperação.

Meses antes de seu falecimento, Baucham anunciou que estava se mudando com sua família para a Flórida, com o objetivo de trabalhar como um dos professores fundadores do seminário de seu ministério, o Founders Seminary.

Voddie Baucham deixa sua esposa, Bridget, nove filhos e vários netos.


Fonte: Guiame, com informações de The Christian Post

terça-feira, 23 de setembro de 2025

Vice-presidente dos EUA diz que Charlie Kirk o inspirou a falar mais de Jesus publicamente


 O vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, discursa no memorial de Charlie Kirk; no detalhe, imagem de Kirk. (Captura de tela/YouTube/The White House/Wikipedia)

Em um discurso repleto de referências à fé cristã, JD Vance declarou que a vida e o testemunho de Kirk o inspiraram.

No memorial em homenagem a Charlie Kirk, realizado no domingo (21) no State Farm Stadium, no Arizona, o vice-presidente dos EUA, J.D. Vance, destacou o impacto espiritual do fundador da Turning Point USA.

Em um discurso repleto de referências à fé cristã, Vance disse que a vida e o testemunho de Kirk o inspiraram a falar mais abertamente sobre Jesus Cristo do que em toda sua vida política.

“Eu falei mais sobre Jesus Cristo nas últimas duas semanas do que em todo o meu tempo na vida pública”, disse ele, enquanto o público se levantava e o aplaudia.

“Charlie me ensinou que não devemos ter medo de proclamar nossa fé em público. Ele mostrou que coragem e Evangelho caminham juntos”, continuou.

O vice-presidente frisou que a ousadia de Kirk em assumir sua crença foi determinante para encorajar uma geração de jovens conservadores a não esconderem sua identidade cristã.

Exemplo de fé

Em sua fala, Vance descreveu Kirk como alguém de “crença inabalável no Evangelho”, lembrando que, apesar de ter construído um movimento político influente, sua maior motivação era espiritual.

“Charlie sabia que somos todos filhos de Deus. Essa era a base da sua missão e do seu legado”, disse.

Para Vance, o verdadeiro sucesso de Kirk não estava apenas em seu impacto político, mas em ter apontado para Cristo.

Reforçando a dimensão cristã do momento, Vance afirmou que Kirk deixou um exemplo de coragem semelhante ao dos primeiros mártires: alguém que, mesmo diante de hostilidade, não deixou de proclamar sua fé.

“Ele queria ser lembrado pela sua coragem e pela sua fé. E é exatamente assim que nós o lembraremos”, destacou.

Valores espirituais

O discurso de Vance também foi um apelo para que os presentes – e os americanos em geral – reconhecessem a importância de recuperar valores espirituais.

“Neste tempo de escuridão, o maior legado de Charlie é nos ensinar a ter fé no Senhor e sermos ousados em como o glorificamos”, afirmou, também recebendo aplausos do público.

Ele falou ainda da importância de enfrentar aqueles que atentam contra a vida, comportamento inspirado em Kirk, que sempre estava disposto ao diálogo.

“Para Charlie, nunca vamos encolher. Nós nunca vamos nos acovardar. E nós nunca vamos vacilar. Mesmo quando olha para baixo o cano de uma arma", disse o vice-presidente.

Ao final, Vance deixou claro que o impacto de Kirk transcendeu a arena política.

Para ele, a vida do jovem líder deve ser entendida como um chamado espiritual para os cristãos americanos.

“Charlie não nos deixa apenas um movimento político, mas uma herança de fé. E agora cabe a nós carregar essa tocha”, concluiu.

Patriotismo e fé

O presidente Donald Trump, último a discursar, classificou o assassino de Kirk como “monstro” e disse que o líder conservador evangélico morreu por defender Deus.

“Charlie foi hediondamente assassinado por um monstro radicalizado. Ele morreu por falar a verdade, por defender Deus, a pátria e o bom senso.”

Além disso, Trump exaltou Kirk como um mártir da fé cristã e da liberdade americana, dizendo que seu nome viverá para sempre no registro dos maiores patriotas dos EUA.

O presidente também fez diversas menções à fé cristã de Kirk e um apelo aos americanos: “Precisamos trazer a religião de volta. Precisamos trazer Deus de volta. Precisamos trazer a América de volta.”

Defesa da verdade

Em seu discurso no memorial, Vance também disse à multidão que “eles” tentaram silenciar Kirk, mas não conseguiram.

“O assassino do mal que tirou Charlie de nós esperava que tivéssemos um funeral hoje e, em vez disso, tivemos um reavivamento em comemoração a Charlie Kirk e de seu senhor, Jesus Cristo”, disse Vance.

Kirk era feroz e ousado, disse Vance, e “estava disposto a morrer” pela América.

“Por Charlie, devemos lembrar que é melhor morrer de pé defendendo a verdade e os Estados Unidos do que viver ajoelhado”, afirmou.

Vance disse que toda a administração Trump estava lá não só porque eles amavam Kirk, mas também porque eles “não estariam aqui sem ele”.

“Ele amava este país com uma intensidade contagiante”, Vance acrescentou.

“Ele sabia que a América era um lugar bonito... ele sabia que os melhores dias da América não estavam atrás de nós, mas ele sabia que esses dias melhores teriam que ser ganhos, teriam que ser trabalhados.”



Fonte: Guiame, com informações do Washington Post e White House

Uma Semente de Esperança

 

Porque, quem despreza o dia das coisas pequenas? Pois esses se alegrarão, vendo o prumo na mão de Zorobabel; esses são os sete olhos do Senhor, que percorrem por toda a terra. 

Zacarias 4:10

"E disse: A que assemelharemos o reino de Deus, ou com que parábola o compararemos? É como um grão de mostarda, que, quando se semeia na terra, sendo a menor de todas as sementes que há na terra, e, semeado, sobe e se faz a maior de todas as hortaliças, e lança grandes ramos, de tal maneira que as aves do céu podem aninhar-se à sua sombra." 

Marcos 4:30-32

 

       A poeira da desolação ainda pairava sobre Jerusalém. O templo, outrora símbolo da glória divina e do coração da nação, jazia em ruínas, uma ferida aberta na alma do povo que retornava do exílio babilônico. A tarefa de reconstrução parecia monumental, esmagadora diante dos escassos recursos e da oposição dos vizinhos. O desânimo era um espectro que rondava os corações, sussurrando dúvidas sobre a viabilidade de restaurar a antiga grandeza.

Nesse cenário de incerteza e aparente impotência, a voz profética de Zacarias ecoou, trazendo consigo não uma reprimenda pela pequenez dos começos, mas uma mensagem surpreendente de encorajamento e esperança. No capítulo 4, versículo 10, somos confrontados com uma pergunta que transcende o contexto histórico imediato e fala diretamente aos nossos corações em qualquer época de recomeço: "Quem despreza o dia dos pequenos começos?"

Essa indagação não é meramente retórica; ela carrega consigo uma profunda sabedoria sobre a natureza do progresso e o valor intrínseco de cada passo inicial. Em um mundo que muitas vezes valoriza apenas os resultados grandiosos e imediatos, a pergunta de Zacarias nos convida a uma mudança de perspectiva radical. Ela nos desafia a reconhecer a importância fundamental dos primeiros esforços, mesmo quando parecem modestos e insignificantes diante da magnitude do objetivo final.

Imagine comigo a cena: Zorobabel, o governador designado para liderar a reconstrução do templo, provavelmente se sentia sobrecarregado pela imensidão da tarefa. Os recursos eram limitados, a mão de obra talvez escassa e a oposição externa constante. Diante dos escombros e da memória da antiga glória, os primeiros tijolos assentados deviam parecer uma gota d'água no oceano da destruição. Era nesse contexto de aparente insignificância que a palavra do Senhor, através de Zacarias, oferecia uma perspectiva divina.

A segunda parte do versículo, revela o olhar atento e apreciativo de Deus sobre esses humildes começos: "Os sete olhos do Senhor, que percorrem toda a terra, se alegrarão ao ver o prumo na mão de Zorobabel." (Zacarias 4:10b). A imagem dos "sete olhos do Senhor" simboliza a onisciência e a atenção completa de Deus sobre toda a criação. Ele não está distante ou alheio aos esforços humanos, mesmo aqueles que nos parecem pequenos. Ao contrário, há alegria divina ao testemunhar a diligência e o compromisso representados pelo prumo na mão de Zorobabel.

O prumo, uma ferramenta simples utilizada para garantir a verticalidade e a solidez de uma construção, torna-se aqui um símbolo poderoso. Ele representa a importância da precisão, do cuidado e da integridade nos fundamentos de qualquer empreendimento. Deus se alegra não com a grandiosidade da obra finalizada, mas com a dedicação e a retidão aplicadas desde o início. Isso nos ensina uma lição crucial: a qualidade dos nossos começos, por menores que sejam, é fundamental para a solidez e o sucesso do que virá.

A visão profética continua, expandindo a mensagem de esperança e provisão divina. Zacarias questiona sobre as duas oliveiras e os dois tubos de ouro que derramam azeite dourado (Zacarias 4:11-12). A resposta revela uma promessa de capacitação contínua: "Estes são os dois ungidos que servem ao Senhor de toda a terra." (Zacarias 4:14). As oliveiras, símbolos de frutificação e bênção, e o azeite dourado, representando o Espírito Santo e a unção divina, ilustram que os recursos e o poder necessários para a conclusão da obra não dependem apenas da capacidade humana limitada. Há uma fonte divina inesgotável disponível para aqueles que se dispõem a trabalhar na obra do Senhor.

Essa imagem é profundamente encorajadora para nós hoje. Seja qual for o "pequeno começo" que estejamos enfrentando – um novo projeto profissional, a construção de um relacionamento, a busca por um hábito saudável, ou a superação de um desafio pessoal – a mensagem de Zacarias ressoa com clareza: não despreze a insignificância aparente do ponto de partida. Deus se alegra com a sua disposição de pegar o "prumo" e começar com diligência e integridade. E mais do que isso, há uma promessa de capacitação divina para sustentar e levar adiante a obra iniciada.

Assim como Zorobabel e o povo de Israel foram chamados a reconstruir o templo em meio às ruínas, somos frequentemente chamados a construir algo novo em meio a desafios e limitações. A tentação de desanimar diante da magnitude da tarefa ou da modéstia dos nossos recursos é real. No entanto, a semente de esperança plantada em Zacarias 4:10-12 nos lembra que o poder não reside apenas na grandiosidade dos resultados, mas na fidelidade e na perseverança dos pequenos começos, sustentados pela graça e pela provisão divina.

Neste primeiro capítulo, somos convidados a internalizar essa perspectiva transformadora. A abraçar a beleza e o potencial dos inícios humildes, reconhecendo que cada pequeno passo dado com propósito e fé é uma semente de esperança que, nutrida pela diligência e pela capacitação divina, pode florescer em uma realidade muito maior do que jamais imaginamos. Que possamos aprender a valorizar o "dia dos pequenos começos", pois nele reside a promessa de um futuro construído sobre fundamentos sólidos e sustentado por uma força que transcende a nossa própria.

Mas, ao olharmos para a imagem da semente, tão presente nas palavras de Jesus, ecoa através dos tempos como uma poderosa metáfora do potencial latente em cada pequeno começo. Assim como o reino de Deus, muitas vezes o início de uma grande jornada se assemelha a uma semente diminuta, quase imperceptível. No entanto, dentro dessa aparente insignificância, reside a força vital que, sob as condições adequadas, irrompe em crescimento exuberante e abundante.

Essa metáfora da semente nos convida a refletir sobre a natureza da esperança. Em seu livro, Em Busca de Sentido, o neuropsiquiatra austríaco Viktor Frankl (2017) nos lembra que, mesmo nas circunstâncias mais adversas, a capacidade de encontrar um propósito, um "porquê" para viver, é o que nos impulsiona a seguir em frente. Essa busca de sentido, esse vislumbre de um futuro melhor, é a semente que plantamos em nosso coração, a força motriz que nos impele a dar o primeiro passo, mesmo quando a realidade ao nosso redor parece desoladora ou difícil.

No contexto dos pequenos começos, a esperança se manifesta na crença de que cada ação, por menor que seja, contribui para a realização de um objetivo maior. É a convicção de que, como afirma James Clear (2019) em Hábitos Atômicos, "pequenas mudanças notáveis" podem levar a resultados extraordinários ao longo do tempo. Essa perspectiva nos encoraja a não desprezar os estágios iniciais de um projeto, mas a valorizar cada etapa do processo, sabendo que cada passo nos aproxima do florescimento que almejamos.

Charles Duhigg (2012), em O Poder do Hábito, explora a mecânica por trás da formação de hábitos, demonstrando como pequenos laços de comportamento podem se transformar em rotinas poderosas que moldam nossa vida. Essa compreensão nos capacita a cultivar a esperança de que, ao semearmos pequenos hábitos positivos em nosso dia a dia, estamos construindo um alicerce sólido para um futuro de crescimento e realização.

A semente da esperança, portanto, é nutrida pela visão de longo prazo, pela capacidade de enxergar além das dificuldades imediatas e de acreditar no potencial de desabrochar que reside em cada pequeno começo. É a certeza de que, como nos lembra John C. Maxwell (2010) em O Pequeno Livro das Grandes Coisas, "o sucesso é construído dia após dia, através de uma série de pequenas decisões e ações".

Da mesma forma, em nossa jornada pessoal, seja na busca por um novo emprego ou na superação de um desafio, a esperança é o combustível que nos impulsiona a dar o primeiro passo. É a convicção de que, como nos encoraja Napoleon Hill (2015) em seu livro Pense e Enriqueça, "qualquer que seja seu objetivo, você pode alcançá-lo se persistir em seus esforços e manter uma atitude mental positiva". Pois, “uma coisa é certa: se você não tiver persistência, não alcançará sucesso notável em nenhuma profissão”(Hill, 2021, p.229).

Para ilustrar essa verdade e inspirar-nos, podemos ver a história de Deyvid Vieira Vilela que não se deixou abater pelas lutas e desafios a sua volta, mas cheio de esperança foi determinado e persistente.

A vida de Deyvid nos serve de inspiração, nascido na zona rural, num local com parcos recursos e escassas oportunidades, a sua trajetória de vida se afigura como um exemplo notável de como a persistência e a determinação podem superar desafios e abrir caminhos. Sua jornada, marcada por sonhos e aspirações, ilustra a ideia de que o local de origem de alguém não define o limite do seu potencial.

Ainda criança, motivado pelo incentivo de seus pais, Késia Vilela e Demerval Vieira, Deyvid iniciou sua educação na escola João Vieira Vilela, na área rural, em um sítio conhecido como Catonho, local onde residia à época, no município de Jupi, cidade do agreste Pernambucano. Na adolescência, para continuar seus estudos, ele enfrentou uma rotina demasiadamente exaustiva, tendo que pegar um ônibus que buscava os estudantes da área rural e os conduzia para a Escola Napoleão Teixeira na cidade de Jupi, a cerca de 16 quilômetros de sua residência. A busca por conhecimento o levara ainda mais longe, a Garanhuns-PE, onde cursou o ensino médio no Colégio Presbiteriano XV de Novembro, viajando diariamente cerca de 40 km, mais uma prova de sua dedicação e foco.

Após concluir o ensino médio, Deyvid continuou a "semear" seu futuro. Ele ingressou na Universidade Federal de Pernambuco, na unidade acadêmica de Garanhuns, hodiernamente conhecida como Universidade Federal do Agreste, com o intuito de cursar Agronomia; Ao concluir o curso, forneceu auxílios ao seu pai, que era produtor rural, nas atividades desenvolvidas no sítio da família. Doravante, o jovem se propôs a prestar concurso para a polícia militar do seu estado, sob uma rotina intensa de preparação, não só intectual como física, subiu mais um degrau na sua jornada; foi, pois, aprovado no concurso para a Polícia, instituição na qual atuou por oito anos. Não obstante, seu espírito inquieto foi o dínamo que o impulsionou a desbravar novos desafios. Assim que iniciou seus serviços na polícia militar, ingressou na faculdade de Direito e se formou, pois tinha planos maiores e almejava "voos mais altos".

Passado todo esse período de estudo e trabalho, após ter concluído essa nova graduação, começou novamente uma preparação, dessa vez para o tribunal superior eleitoral, nesse período mais uma vez se dedicou devotamente aos estudos, perfazendo cargas diárias de conteúdos de até 12 horas, vencendo  dia após dia um material longo e exaustivo. Prestou o concurso, entretanto, dessa vez, conseguiu passar na primeira fase, mas não na segunda. Depois de tanta dedicação, essa reprovação poderia ter sido um golpe fatal nos seus propósitos, mas não foi. Surgiu mais uma oportunidade, dessa vez um certame para o ministério da Agricultura, cargo de auditor-fiscal federal; Deyvid encarou a desventura pretérita como aprendizado e mais uma vez se dedicou com uma incrível contumácia aos estudos. Seu sonho se concretizou de forma surpreendente para muitos: ele foi aprovado no concurso, se tornando auditor-fiscal federal, deixando a PM. Por fim, Deyvid mudou-se para o Mato Grosso do Sul para assumir o seu novo cargo; foi lotado na fronteira do Brasil com o Paraguai, numa unidade aduaneira fluvial do vigiagro, onde fiscaliza importações e exportações brasileiras provenientes e destinadas a todos os países do mundo. Sua história é um testemunho de que uma pequena semente plantada e cultivada com esforço e perseverança pode se transformar em algo grandioso.

A trajetória de Deyvid Vieira Vilela nos serve de inspiração. Ela mostra que, independentemente de onde nascemos—em um sítio, em uma vila ou em uma grande cidade—a combinação de coragem, determinação e dependência de Deus pode nos levar a conquistar objetivos que, para alguns, parecem inalcançáveis.

Portanto, abracemos a semente da esperança que reside em nosso coração. Nutramos essa pequena chama com ações consistentes, com a certeza de que, com o tempo, ela se transformará em uma árvore frondosa, capaz de abrigar os nossos sonhos e de inspirar outros a cultivarem os seus próprios pequenos começos. 

Texto extraído do Livro "O Poder dos Pequenos Começos" do pastor Eli Vieira

 


 

segunda-feira, 22 de setembro de 2025

Funeral de Charlie reuniu milhares em adoração: “Parecia uma reunião de avivamento”

 Uma multidão se despediu de Charlie Kirk. (Foto: Instagram/Turning Point USA).

Uma multidão de mais de 70 mil pessoas lotou o estádio State Farm em Phoenix para se despedir e homenagear o líder, no domingo (21).

O funeral de Charlie Kirk reuniu mais de 70 mil pessoas no estádio State Farm em Phoenix, Estados Unidos, para se despedir e homenagear o líder conservador evangélico, no domingo (21).

O local acabou lotando e mais pessoas ficaram do lado de fora. As autoridades estimaram que o público ultrapassou os 100 mil.

A multidão, que veio de várias partes do país, formou uma fila gigante antes do amanhecer para entrar no funeral, no Arizona.

Líderes cristãos e políticos, incluindo o presidente Donald Trump e o vice-presidente JD Vance, estiveram presentes na cerimônia, apoiando a viúva de Charlie, Erika Kirk; assim como funcionários do gabinete da Casa Branca e influenciadores conservadores.

O funeral se transformou em um momento de adoração a Deus, com vários cantores cristãos liderando o louvor.

Apesar do luto, os milhares de participantes louvaram de mãos levantadas com Kari Jobe,  Sean Feucht e outros.

Avivamento

“Não parece uma reunião de avivamento? O funeral de Charlie Kirk não foi apenas um memorial. É história e um ponto de virada para esta geração! O que o inimigo quis dizer para o mal, o Senhor transformou-se em uma poderosa explosão das suas Boas Novas para esta geração”, relatou o evangelista Jean-Luc Trachsel, em postagem no Instagram.

“Culto poderoso, adorando o nome de Jesus. Então o pastor de Charlie pregou o Evangelho apontando para a salvação. Um após o outro, líderes corajosos incluindo políticos bem conhecidos apontaram para Jesus Cristo como a única forma de nos convidarem a voltar ao valor de Deus como família”.

Em seu discurso no velório, o vice-presidente dos EUA, JD Vance, afirmou que o assassino de Charlie não conseguiu cumprir seu objetivo.

“O assassino maligno que tirou Charlie de nós esperava que tivéssemos um funeral, mas, em vez disso, tivemos um avivamento em celebração a Charlie Kirk e ao seu Senhor, Jesus Cristo!”, declarou.

“Eles tentaram silenciar meu amigo Charlie Kirk… hoje, falamos mais alto do que nunca”.

O presidente Trump também falou na cerimônia, destacando o legado de fé deixado por Kirk. 

"O que era ainda mais importante para Charlie do que política e serviço foi a escolha que ele fez na quinta série, que ele chamou de a decisão mais importante de sua vida, de se tornar um cristão e um seguidor de seu Salvador, Jesus Cristo. Ele era um missionário com um espírito nobre e um grande propósito. Ele não odiava seus oponentes. Ele queria o melhor para eles”, afirmou.

E ressaltou: “O assassinato de Charlie não foi apenas um ataque a um homem ou um movimento, foi um ataque a toda a nossa nação".


Uma multidão se despediu de Charlie Kirk. (Foto: Instagram/Turning Point USA).

Viúva libera perdão

Já a viúva Erika Kirk emocionou o estádio locado ao liberar perdão ao jovem que matou seu esposo.

“Aquele homem, aquele jovem, eu o perdoo porque foi isso que Cristo fez e é isso que Cristo faria”, declarou ela, em lágrimas.

Erika também testemunhou como a tragédia se transformou em um despertar espiritual nos EUA.

"Não vimos violência, não vimos tumultos, não vimos revolução. Em vez disso, vimos o que meu marido sempre orou para ver neste país: vimos avivamento", destacou a viúva.

"Na semana passada, vimos pessoas abrirem uma Bíblia pela primeira vez em uma década. Vimos pessoas orando pela primeira vez desde que eram crianças. Vimos pessoas irem a um culto na igreja pela primeira vez em toda a vida”.

O funeral também foi marcado por orações e pregação do Evangelho. Além disso, foram colocadas Bíblias nos assentos dos estádios para os participantes.



Fonte: Guiame, com informações de Reuters, The Christian Post e UOL

“Avivamento”: Atletas levam mais de 60 estudantes a Jesus em universidade nos EUA

 
Centenas de estudantes participaram do evento. (Foto: Reprodução/Instagram/Pitt Purpose)

Mais de 600 estudantes compareceram ao evento, onde mais de 65 pessoas aceitaram Jesus e mais de 80 foram batizadas.

Na última quinta-feira (18), atletas da Universidade de Pittsburgh, nos Estados Unidos, organizaram um evento chamado "Pitt para Jesus" para evangelizar estudantes no campus. 

Vários ministérios de Pittsburgh e o movimento liderado por estudantes-atletas Pitt Purpose participaram do evento que contou com louvores, orações, testemunhos de atletas, batismos e um momento de comunhão.

"Você tem procurado e buscado por realização, por respostas. Nós temos isso aqui: é Jesus", disse o pastor Adam Miller, da Life Church Pittsburgh, no Instagram.

“No dia 18 de setembro, o despertar espiritual chegou ao nosso campus. Pitt for Jesus 2025 foi nada menos que um avivamento. As pessoas encontraram Deus no altar, muitos foram libertados, os vícios foram quebrados, e uma universidade inteira foi tocada em apenas uma noite! Declaramos que esta será a geração que voltará para Deus! O avivamento está no ar", acrescentou.

De acordo com a esposa de Adam, Julie, mais de 600 estudantes compareceram ao evento, onde mais de 65 pessoas aceitaram Jesus e mais de 80 foram batizadas. Além disso, mais de 16 ministérios estavam envolvidos e mais de 15 esportes universitários foram representados.

“Ver Deus agir dentro e através de pessoas escolhidas é um sentimento que nunca envelhecerá”, relatou Julie.

O jogador, Jake Overman, ajudou a liderar o esforço para sediar o evento no campus. Na ocasião, ele compartilhou uma mensagem e orou pelos atletas presentes:

“Seja na quadra, na sala de aula, onde quer que seja, Senhor, eu apenas oro para que a ousadia recaia sobre esses atletas. Eu te agradeço por tê-los posicionado em um momento como este. Nós oramos e declaramos agora que a Pitt Athletics pertence a Jesus”.

‘Deus pode tocar o país’

No início do ano, Jake sentiu que Deus o direcionava a iniciar o Pitt Purpose, contando com o apoio de pastores locais. Desde então, ele tem se inspirado ao testemunhar a forma como o Senhor tem agido no time de futebol.

Mais de 45 jogadores já professaram publicamente sua fé em Cristo, e o interesse por estudos bíblicos e encontros de oração cresce a cada semana. Muitos atletas da Pitt passaram a frequentar igrejas, e alguns decidiram ser batizados. Para Jake, é emocionante ver como esse movimento está ultrapassando os limites do time de futebol americano e alcançando outros esportes e até o campus em geral.

“Vimos que Deus estava agindo de forma poderosa, então queríamos começar como um verdadeiro movimento”, contou ele à Christian Broadcast Network em junho. 

Em uma entrevista à CBN, Jake, que usa uma braçadeira com uma cruz e uma braçadeira com um versículo da Bíblia para todos verem durante os jogos, disse que o campus de Pitt está pronto para um despertar espiritual.

“Acredito que a colheita e o solo são bons. Acredito que é por isso que estamos recebendo tanta receptividade ao Evangelho. Acredito que Deus vem preparando o coração de todos para isso há muitos anos, e acho que agora é a hora”, explicou ele.

E continuou: “Se Deus pode tocar um time de futebol, então Ele pode tocar um campus. E se Ele pode tocar um campus, acreditamos que Ele pode tocar uma cidade, um estado e o país”.

‘Sonho de Deus’

Em um episódio do podcast “What's Up” do Sports Spectrum, que será lançado em breve, Jake revelou que nem sempre sentiu vontade de evangelizar e contou como foi despertado por Jesus:

"Era hora de dar um passo à frente de uma nova forma neste time e liderá-lo não só dentro de campo, mas também fora dele. Sempre me vi como alguém que fez as coisas certas e liderou meu time em campo, mas sair da minha zona de conforto e guiar esses caras em direção a Deus nem sempre foi minha vocação até o início deste ano”.

“Eu realmente senti um chamado de Deus de que era hora. Ele queria seguir em frente com este time”, acrescentou.

Por fim, Jake contou que a ideia de promover um evento “Pitt for Jesus” no campus começou com um sonho de Deus.

“'O Senhor me mostrou isso em um sonho e se Você quer que isso aconteça, então faça acontecer'. E então, é claro, Ele está fazendo acontecer”, concluiu.


Fonte: Guiame, com informações de Sports Spectrum

sábado, 20 de setembro de 2025

Comece a comunicar com o que você tem

 

Com poucos recursos e clareza, é possível comunicar o Reino com excelência.


Um dos maiores desafios das igrejas brasileiras quando o assunto é comunicação não é falta de ideias, é falta de gente para executar as tarefas. Muitos pastores fazem tudo sozinhos ou contam com apenas um voluntário que “quebra o galho” nos cultos. A boa notícia? É possível começar uma comunicação eficaz mesmo sem uma equipe estruturada.

Quero te apontar aqui alguns passos para melhorar a comunicação da sua igreja com o que vocês têm hoje:

1. Escolha um foco por semana

Evite tentar divulgar tudo ao mesmo tempo. Foque em uma mensagem principal: pode ser um culto especial, um ministério em ação ou um versículo devocional. Uma boa comunicação nasce de um propósito claro. No meu perfil no Instagram há diversos conteúdos com exemplos de posts, sugestões de conteúdos e ferramentas que vão te auxiliar na prática e no dia a dia.

2. Use o canal mais acessível

Se você só consegue postar no status do WhatsApp, comece por aí. Depois, avance para o Instagram, YouTube ou TikTok. O mais importante é manter constância e clareza, mesmo em poucos canais.

3. Trabalhe com modelos prontos

Você não precisa ser designer. Plataformas como Canva já oferecem modelos gratuitos e fáceis de editar. Crie 3 ou 4 modelos fixos com a identidade visual da igreja (cores, logo, fontes) e use-os para agilizar as postagens semanais. Existe um perfil ótimo no Instagram que compartilha insights sobre arte para igrejas, o Designer da Missão.

4. Delegue micro tarefas

Mesmo sem uma equipe oficial, talvez haja pessoas dispostas a ajudar. Alguém pode tirar fotos, outra pessoa pode revisar textos e outro voluntário pode agendar postagens. Dividir em pequenas tarefas facilita o envolvimento.

5. Use o grupo do WhatsApp da liderança como base de alinhamento

Ali você pode enviar lembretes de eventos, textos base para postagens e até fotos que precisam ser divulgadas. Não exige reunião nem agenda complicada. O importante é manter a comunicação fluindo.

Comece pequeno, mas com excelência. Como sempre digo, faça o melhor com o que tem em mãos. A comunicação precisa ser intencional, constante e conectada à missão da igreja.

Se você está sobrecarregado, respire. Comece com o que está ao seu alcance. E lembre-se: comunicar bem é também cuidar de vidas.

 

Elis Amâncio (@elis_amancio) é jornalista cristã, especialista em comunicação digital e mídias sociais, em marketing digital (PUC Minas), mestranda em Estudos de Linguagens (CEFET-MG). É autora dos livros Mídias Sociais na Igreja, Comunicando o Reino e Redes Sociales para la Iglesia, e coautora em outros livros. Se converteu há 22 anos, casada com Renato Lied, pais da Sarah.

Crianças cristãs são sequestradas pelo Boko Haram em Camarões e missão pede oração

 

Imagem ilustrativa. (Foto: Portas Abertas).

As vítimas, com idades entre 7 e 19 anos, viviam na região como deslocadas internas devido à insegurança causada por ataques do grupo terrorista na região.

Quatro menores de idade cristãos foram sequestradas pelo grupo islâmico Boko Haram, no final de agosto, em Camarões.

Segundo a Missão Portas Abertas, as quatro crianças e um jovem estavam voltando da lavoura no fim da tarde de 27 de agosto, quando os terroristas chegaram, separaram elas à força das suas mães e as levaram, em Kassa.

As vítimas, com idades entre 7 e 19 anos, viviam na região como deslocadas internas devido à insegurança causada por ataques do Boko Haram.

“Eles saíram de Mora com suas mães para Kassa para cultivar, pois Mora tem poucas terras disponíveis para deslocados internos. Quando desciam as montanhas em Kassa com lenha e comida na cabeça, 29 homens identificados como Boko Haram levaram as crianças”, relatou um líder da igreja local à Portas Abertas.

“Eles pediram que as crianças ficassem de um lado, e nós, mães, voltássemos. Fizemos isso chorando”, contou Marie, uma das mães.

Ainda não há notícias de Clarisse (19 anos), Wadawa (13 anos), Lamara (10 anos) e dos irmãos Sarah (12 anos) e Daniel (7 anos). As famílias contaram que os extremistas não fizeram nenhum pedido de resgate até o momento.

No dia do sequestro, terroristas do Boko Haram também atacaram duas mulheres, cortando a mão de uma.

Nos últimos meses, houve um aumento de sequestros para resgate no país africano. Em 13 de agosto, o grupo raptou cerca de dez crianças de um ônibus na estrada Kousseri-Mora. Elas foram libertas dias depois após a intervenção das autoridades e pagamento de resgate.

Em Kerawa e Limani, outro sequestro de crianças cristãs também foi registrado.

Cristãos atacados

Ataques do Noko Haram à comunidades vulneráveis no extremo Norte dos Camarões aumentaram nas últimas semanas, de acordo com a Portas Abertas.

No dia 6 e 7 de setembro, terroristas do Boko Haram realizaram mais um ataque em Camarões. 

Os extremistas atacaram as localidades de Mandoussa, Modoko e Ouzal, matando cinco cristãos e ferindo outros. 

Mais de 13 vítimas feridas estão internadas em hospitais. Ao menos dois deles, Helen e Simon, precisarão passar por cirurgia. 

Durante o ataque, os terroristas ainda queimaram casas, motos, bicicletas, animais e propriedades, incluindo um armazém de algodão e lojas de cristãos.

Testemunhas disseram que os islâmicos também saquearam o Centro de Saúde de Mandoussa e o armazém de uma igreja em Ouzal.

“O ataque teve como alvo a igreja. Eles queimaram a casa de Zaroua-Modoko, um cristão local, e saquearam todos os seus pertences”, relatou um morador local.

A Portas Abertas pediu oração pela situação em Camarões, que ocupa a 43° posição da Lista Mundial da Perseguição 2025.

“Ore para que o Espírito Santo conforte e cure as famílias que perderam entes queridos. Interceda pela rápida recuperação dos feridos e hospitalizados. Ore pela libertação das crianças sequestradas”, afirmou.


Fonte: Guiame, com informações de Portas Abertas

Transformados pela Graça: Uma Nova Vida em Cristo

 


A Bíblia nos mostra, em Efésios 2.1-3, uma imagem clara e sombria da nossa condição humana sem a intervenção divina. Paulo descreve nossa vida como uma jornada na escuridão, seguindo os caminhos deste mundo e as vontades do "príncipe da potestade do ar". Éramos, por natureza, "filhos da desobediência", com mentes e corações voltados para a satisfação de desejos pecaminosos. A consequência dessa realidade era inevitável: éramos "por natureza, filhos da ira", destinados a uma separação completa de Deus. Essa passagem nos confronta com uma verdade difícil, mas essencial: a nossa condição inicial era de morte espiritual, uma completa incapacidade de nos aproximarmos do Criador por nossos próprios méritos.

Contudo, é aqui que o Evangelho revela seu poder transformador. Em contraste com a nossa miséria espiritual, o versículo 4 nos apresenta uma das frases mais belas das Escrituras: "Mas Deus...". Essa conjunção muda tudo. A nossa história não termina na morte, porque a grande riqueza da misericórdia de Deus e o seu imenso amor por nós alteram radicalmente o nosso destino. Mesmo quando estávamos mortos em nossos pecados, Ele, em sua infinita bondade, nos deu vida juntamente com Cristo. Essa não é uma transformação gradual, mas um ato instantâneo de ressurreição espiritual, um novo nascimento que nos tira da escuridão e nos leva para a luz.

A transformação que a graça opera não é parcial; ela nos eleva a uma nova realidade, como vemos nos versículos 5 e 6. Por meio dessa graça, fomos não apenas salvos, mas também ressuscitados e, mais ainda, "nos fez assentar nos lugares celestiais, em Cristo Jesus". Isso significa que a nossa posição diante de Deus foi completamente mudada. Não somos mais inimigos, mas filhos. Não estamos mais separados, mas unidos a Ele. Estar "assentado nos lugares celestiais" não é apenas uma promessa para o futuro, mas uma realidade presente que molda nossa identidade. Em Cristo, temos acesso direto ao Pai, uma comunhão plena e um status que jamais poderíamos ter conquistado por nossos esforços.

Para que não haja dúvida sobre a fonte dessa transformação, o apóstolo Paulo é enfático nos versículos 8 e 9. A salvação é "pela graça, mediante a fé". Não é o resultado de nossas obras, do nosso bom comportamento ou de qualquer mérito pessoal. Se fosse assim, teríamos motivo para nos orgulhar. Mas a salvação é um dom gratuito de Deus, para que ninguém possa se vangloriar diante dEle. Essa verdade liberta, pois nos tira o peso de tentar ser "bons o suficiente" e nos leva a um lugar de humildade e dependência total da bondade divina. A graça não é um prêmio para os merecedores, mas um presente para os indignos.

Finalmente, a transformação pela graça nos leva a um novo propósito. O versículo 10 nos revela que somos "feitura d'Ele", ou seja, a obra de arte de Deus. Fomos "criados em Cristo Jesus para as boas obras, as quais Deus de antemão preparou para que andássemos nelas". A graça não é apenas para nos salvar do pecado, mas para nos capacitar a viver uma vida que O glorifique. As boas obras não são o caminho para a salvação, mas o resultado natural de uma vida transformada. Elas são a evidência de que a graça de Deus está operando em nós, nos moldando para sermos instrumentos de Sua luz e amor neste mundo.

Pr. Eli Vieira


sexta-feira, 19 de setembro de 2025

1.000 cristãos se reúnem para manter viva luta histórica por liberdade religiosa na França

 Cristãos reunidos na esplanada arborizada em frente ao Museu do Deserto em Mialet, na França. (Foto: Defap)

O tema escolhido para o encontro foi “O Espírito sopra onde quer: 1525-2025 – 500 anos de extraordinária diversidade protestante”.

Todos os anos, a pequena aldeia de Mialet, nas montanhas Cévennes, no sul da França, se transforma em um ponto de encontro simbólico para cristãos que desejam preservar a memória da Reforma e reafirmar o compromisso com a liberdade religiosa.

Na esplanada arborizada em frente ao Museu do Deserto, que retrata a resistência dos huguenotes ao absolutismo nos séculos XVI e XVII e sua luta pela liberdade religiosa, mais de 1 mil pessoas se reuniram novamente para um culto coletivo, encerrado com a celebração da santa ceia.

O tema escolhido para esta edição foi “O Espírito sopra onde quer: 1525-2025 – 500 anos de extraordinária diversidade protestante”.

A proposta remete ao surgimento do anabatismo em Zurique, na Suíça, há 500 anos, um movimento que marcou o início de uma nova forma de vivência da fé cristã e que, ao longo dos séculos, influenciou o nascimento de correntes como os batistas e os evangélicos livres.

Igreja e sociedade

O culto da manhã teve como pregador Christian Krieger, presidente da Federação Protestante da França (FPF).

Em sua mensagem, ele destacou a importância de conhecer as raízes históricas do protestantismo como base para construir o futuro das igrejas e da sociedade.

Durante a tarde, os pesquisadores Sébastien Fath e Neal Blough, ambos especialistas na realidade evangélica na França e internacionalmente, ofereceram duas intervenções com uma abordagem histórica.

Encerrando o dia, a pastora Joëlle Sutter-Razanajohary, da Federação das Igrejas Batistas Evangélicas da França, fez um apelo à unidade dentro da diversidade protestante.

Além das arquibancadas montadas por diversas organizações, os participantes trouxeram seus próprios piqueniques e aproveitaram momentos de comunhão.

Grupos inteiros de igrejas da região participam dessa reunião anual, que homenageia as chamadas “assembleias do deserto”, cultos ao ar livre realizados secretamente nas montanhas por protestantes perseguidos até a morte pelo rei absolutista Luís XIV e seus sucessores.

Capelania histórica

Na esteira histórica, a capelania militar protestante da França (APA, na sigla em francês) celebra 170 anos de atuação.

Para marcar a data, a Igreja Luterana de Les Billettes, em Paris, está realizando uma exposição gratuita entre até 21 de setembro.

A exposição apresenta a trajetória da capelania, criada em 1854 durante a Guerra da Crimeia, com o objetivo de atender militares protestantes, oferecendo-lhes um espaço para diálogo e apoio espiritual.

Igreja Luterana de Les Billettes em Paris hospeda a exposição gratuita. (Foto: Eglise luthérienne des Billettes)

A mostra reúne fotografias de Karine Sicard Bouvatier, que se encontrou com 11 capelães protestantes das Forças Armadas francesas para retratar, segundo os organizadores, “o coração de uma profissão ainda pouco conhecida”.

Seu trabalho será publicado em 2 de outubro pela editora Olivétan, com o título “Une croix sur le treillis” (Uma cruz no uniforme militar, em tradução livre).

Palestras e fotografias

O evento foi inaugurado por Christian Krieger, presidente da Federação Protestante da França (FPF), e Etienne Waechter, capelão-chefe responsável pelo recrutamento de capelães junto às autoridades militares competentes.

Durante o evento, o professor Jean-Yves Carluer apresentou uma palestra sobre os primórdios da Capelania Protestante nas Forças Armadas, abordando a trajetória dos capelães militares protestantes desde 1854 até os dias atuais – uma missão ainda em curso.

Também foram lidos trechos das memórias de Maximilien Reichard, capelão que atuou na Guerra da Crimeia e publicou seu relato em 1869.

Em seguida, houve uma conversa com Karine Sicard Bouvatier sobre seu trabalho fotográfico, que dialoga com o tema da exposição.


Fonte: Guiame, com informações do Evangelical Focus

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