sábado, 30 de julho de 2016

MULHERES: DEUS AS CHAMOU A FEMINILIDADE E NÃO AO FEMINISMO



Por Renato Vargens

O feminismo, bem como a sua ênfase no empoderamento da mulher, tem tido um papel preponderante no fato das mulheres estarem perdendo a capacidade de exercerem em seus relacionamentos interpessoais, doçura, ternura maternal como também meiguice e beleza interna.

No intuito de conquistar espaço no mercado de trabalho, ou até mesmo competir com os homens, não são poucas as mulheres que “machificaram” a vida tornam-se por conseguinte pessoas, amargas e de difícil relacionamento.

Ora, antes de qualquer coisa, vale a pena ressaltar que não sou contra a mulher estudar ou mesmo trabalhar fora, mesmo porque, acredito que homens e mulheres se complementam, contribuindo assim para a construção de uma sociedade mais equilibrada. Todavia, confesso que me preocupa o fato de que muitas mulheres cristãs em nome da igualdade, tem jogado na lata do lixo, qualidades e virtudes relacionadas a feminilidade.

Ora, a feminilidade é um comportamento projetado e criado por Deus o qual é um presente dado pelo Senhor a humanidade.  Uma  mulher feminina não se resume apenas em sem cuidar, vestir ou pintar-se como uma mulher.  Feminilidade é bem mais que isso. Na verdade, feminilidade é um conjunto de atitudes e comportamentos, é  um estilo de vida pelo qual a família e a sociedade experimenta doçura, amabilidade, afetividade e outros atributos mais.
Lamentavelmente, em nossos dias as mulheres não tem se  preocupado em serem femininas, e sim feministas. Nessa perspectiva se uma mulher tem pensamentos e comportamentos diferentes dos defendidos pelo feminismo, desejando assim, obedecer os ensinamentos bíblicos,  são execradas e rotuladas como ultrapassadas, subservientes e outros adjetivos mais. Se não bastasse isso, a sociedade como um todo, tem  incentivado a mulher a competir com o homem levando-a assim a abandonar toda e qualquer possibilidade de constituir família e criar filhos. Para piorar a situação, o feminismo, influenciado pelo marxismo cultural tem desconstruído conceitos, princípios, bem como valores cristãos numa mulher como decência, pudor, doçura e submissão.

Isto posto, concluo este texto, conclamando as mulheres que amam a Deus e sua Palavra a se contraporem aos conceitos deste mundo que de todo jeito tem tentado desconstruir os ensinamentos bíblicos quanto a importância e valor da mulher na família e sociedade, até porque, mulheres foram chamadas por Deus a uma vida cheia de beleza, graça e  feminilidade.

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Renato Vargens é editor do blog pessoal e colaborador do Púlpito Cristão

PASTOR YOUSEF NADARKHANI É PRESO NOVAMENTE NO IRÃ POR CONSPIRAR CONTRA O ISLÃ






O pastor Yousef Nadarkhani voltou a ser preso no Irã sob acusações do governo local de conspirar contra a segurança nacional. Essa é a quarta vez que as autoridades se valem de alegações vagas para prendê-lo.

De acordo com a agência Christian Solidarity Wordwide (CSW), Nadarkhani foi detido no último dia 24 de julho, após prestar depoimento no 13º Tribunal Revolucionário em Rasht como réu.

No julgamento, ele foi condenado a pagar uma multa de 100 milhões de Touman, o equivalente a US$ 33 mil. Como o pastor não tinha esse valor, foi sentenciado à prisão.

A CSW acrescentou que Nadarkhani foi acusado pelas autoridades de ser um sionista e informado oficialmente de que não poderia evangelizar no Irã. Entre 2009 e 2012, ele enfrentou um processo por apostasia, por supostamente ter abandonado o islamismo para se tornar um cristão. Inicialmente condenado à morte na forca, ele foi absolvido em uma instância superior.

Esse ano, ele já havia sido preso, ao lado da esposa, Tina Pasandide Nadarkhani, por policiais do Serviço Iraniano de Segurança (VEVAK), que invadiram sua casa em Rasht. A operação policial englobou uma intimidação a outras dez famílias cristãs ligadas a ele, que também tiveram membros presos.

O pastor e Tina foram liberados dias depois, mas três membros de sua congregação foram mantidos em cárcere. Mohammadreza Omidi (Youhan), Yasser Mossayebzadeh e Saheb Fadaie só foram soltos após pagarem fianças no valor aproximado de US$ 33 mil, mas ainda enfrentam acusações das autoridades.

A CSW é uma agência que se dedica a monitorar a situação da Igreja Perseguida ao redor do mundo, sempre alertando sobre casos de abuso de autoridade e também de omissão dos que são responsáveis por salvaguardar os direitos à crença e culto, considerados pelas Nações Unidas como fundamentais. Ore pelo pastor Yousef e sua família, que são perseguidos por amor a Cristo.

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O mundo contra a Igreja

image from google


Texto base: Ap 11.1-13

Introdução

No dia 1º de Julho de 1523, dois jovens agostinianos, Henrique e João, foram queimados em fogueira na praça do mercado em Bruxelas por haverem professado crer nos ensinamentos de Lutero. No mesmo ano, Lutero compõe o hino “Castelo Forte”, mostrando que, quando estamos do lado do Senhor defendendo a Sua causa o inimigo se levanta querendo nos atacar para nos destruir, mas, como diz o Hino: “mui forte é o Deus fiel”. Claro que o hino não diz respeito a esses jovens somente - que foram mortos em praça pública, pois desde abril de 1521 Lutero já se opunha publicamente diante de tribunais por não concordar com tudo aquilo que a Igreja Católica vinha ensinando. Todas as vezes que eu vejo a Igreja sendo perseguida em alguns países, eu me lembro desse hino, o qual mostra com toda certeza que mesmo que o mal nos derrote isso não será o nosso fim, porque “com Ele reinaremos”, pois o inimigo “já condenado está”. 

E é isso que João quer transmitir à Igreja daquela época, e para a nossa também. Durante o período da ascensão de Cristo até a sua volta a Igreja será perseguida, mas não será derrotada. Mas, quando estiver próximo do fim, aparentemente o mal derrotará a Igreja, no entanto, quem realmente será derrotado é a Besta e seus seguidores. 

Contexto

Nós entendemos que a melhor visão para interpretar Apocalipse – além de fazer conexões com o Antigo Testamento - não é vê-lo em ordem cronológica, pois isso seria meio difícil visto que no final de cada seção ou cena a humanidade morre. E se a humanidade morre em cada encerramento da cena, quem é que surge nos capítulos posteriores? Portanto, Apocalipse 11 faz parte da terceira cena a qual retrata as Sete Trombetas. A primeira cena, que são as sete igrejas, pode ser entendida como A Igreja no mundo; a segunda cena, que são os Sete Selos, pode ser entendida como O sofrimento da Igreja; e aqui a terceira cena, que são as Sete Trombetas, pode ser entendida como uma advertência para o mundo. 

Em cada cena a História do mundo e da Igreja é contada de forma diferente, mas sempre visando a volta de Cristo. Por exemplo, os Selos e as Trombetas possuem aspectos diferentes e ao mesmo tempo similares. A diferença pode ser vista no 5º Selo e na 5ª Trombeta. Em cada uma é retratada o sofrimento, só que, em uma o sofrimento é para a igreja e em outra é para os ímpios. E a similaridade é vista em ambas por retratarem o sofrimento. Em resumo, tanto os Selos como as Trombetas mostram o que acontecerá na História até o retorno de Cristo. 

O ministério das testemunhas – 11.1-6

A) Resumo 11.1,2

Após João ter um olhar daquilo que ocorre no céu, agora ele se volta para a terra para ver o acontece aqui. Como se fosse um resumo, os versos 1 e 2 mostram o que acontecerá com a Igreja. E por que eu acredito que é a respeito da Igreja o que os versos 1 e 2 nos mostram? Porque são simbólicos. Se entendermos que esse “santuário” se refere ao Templo, podemos cair em algum erro de cronologia. Pois, como sabemos pela grande maioria, Apocalipse foi escrito perto do fim do primeiro século e o Templo foi destruído na década de 70 d.C. Quando João escreve isso o Templo já não existia. Portanto, esse Templo ou santuário que é medido somos nós, a Igreja. O termo “medir”, se olharmos para Ez 40-43 e Zc 2.15, refere-se ao conhecimento de Deus e sua preservação. Ou seja, a parte que é medida é onde Deus é adorado. A verdadeira Igreja que adora ao Deus santo é conhecida e preservada.

Mas, existe uma parte que não é para ser medida, que é o átrio exterior “porque ele foi dado aos gentios” para calcarem os pés a cidade santa por 42 meses, o qual também é descrito adiante como 1260 dias. Como vimos anteriormente, devemos olhar para o Apocalipse com olhos no AT. E aqui parece que João se vale do AT para simbolizar a perseguição do anticristo na Igreja. Dn 8.13 e Is 63.18 nos mostram que os adversários de Deus pisariam o santuário d'Ele, o qual seria zombado. E esses 42 meses não são literais, mas simbolizam o período de tribulação que a Igreja passará até a volta de Jesus, assim como Daniel 9 nos mostra nas famosas 70 semanas. Portanto, João quer nos mostrar que “haverá momentos terríveis” (2Tm 3.1) e que a Igreja deve estar preparada para enfrentar grandes problemas nessa última semana que se consuma com a volta do nosso Senhor. 

B) Quem é e o que fazem as duas testemunhas 11.3,4 

Como afirmei anteriormente, essas duas testemunhas representam a Igreja. E digo isso porque a palavra “oliveiras” e “candelabros” se referem à Igreja. O termo “oliveiras” e “candelabros” provém de Zacarias 4. Na visão de Zacarias, o candelabro representa o segundo Templo onde as duas oliveiras forneciam azeite para acender as lâmpadas. No contexto de Zacarias as duas oliveiras são retratadas como “dois ungidos que servem o Senhor de toda a terra” (v.14), que são Josué, o sumo sacerdote, e Zorobabel, o rei. No entanto, por que eu afirmo que são as igrejas? Porque desde o primeiro capítulo do livro, Jesus está no meio dos sete castiçais ou sete candeeiros que são a Igreja de Deus (1.13,20). Mas, por que dois candeeiros e não sete? O tema aqui é outro. A Lei no AT exigia no mínimo duas testemunhas para que houvesse um julgamento justo (Nm 35.30), assim, as duas testemunhas não são profetas literais, mas a Igreja de Deus simbolizando o seu testemunho profético por onde quer que esteja.

Esse testemunho é tanto de lamento como de arrependimento. A frase “vestida de pano de saco” servia tanto para lamento como resultado de uma situação lastimosa, mas também envolvia arrependimento.

O fato de Apocalipse, assim como Jesus, chamar a Igreja de luz do mundo não é à toa. Mas, é para afirmar que a função da Igreja é mostrar o pecado e o caminho, e que o livrinho pode ser doce para aqueles que aceitam o Evangelho, porém amargo para os que recusam o chamado de Deus ao arrependimento. Fazer com que outras pessoas sejam acrescentadas no santuário e vivam o evangelho. 

No entanto, a mensagem de juízo (vv. 5,6) não falta à boca das testemunhas. Vemos no AT o juízo de Deus sendo retratado como um “fogo devorador” que sai da sua boca (2Sm 22.9). Por exemplo, Elias fez descer fogo do céu sobre os soldados de Acazias e levou à morte do rei (2Rs 1.10-17), pois houvera consultado deuses pagãos ao invés de consultar o Deus verdadeiro. Portanto, a palavra das duas testemunhas torna-se juízo contra aqueles que rejeitam o Evangelho da salvação. 

O texto prossegue (v.6) mostrando outro exemplo. Enquanto João diz que as testemunhas têm poder para que desça fogo do céu, agora essas duas testemunhas têm poder para que pare de chover e que haja pragas sobre a terra. Uma clara alusão à Elias e Moisés. E como Moisés e Elias são mencionados nos dois testamentos? Homens de oração, intercessores. Como foi que Elias fechou o céu? Orando (1Rs 17.1; cf. Tg 5.17). 

Qual a função da Igreja enquanto Cristo não volta? Pregar e orar. Não há outro meio para que a Igreja possa suportar as investidas de Satanás, se não pregarmos e orarmos. Temos que anunciar a necessidade de arrependimento e o juízo de Deus sobre aqueles que rejeitam o Evangelho. Ao mesmo tempo, temos que orar rogando a Deus sua graça sobre a Igreja, para que acrescente os eleitos e que Ele faça a sua vontade.

A morte das duas testemunhas – 11.7-10

Enquanto os versos anteriores nos mostram o ministério da Igreja desde a ascensão de Cristo aos céus, do verso 7 ao 10, João nos leva para o futuro mostrando o que acontecerá com ela. 

O verso 7 abre essa parte mostrando que, quando a Igreja tiver cumprido com seu ofício, de pregar o Evangelho do Reino a toda criatura, então virá o fim (Mt 24.14). Contudo, quando a Igreja cumprir com aquilo que está determinado, a besta se levantará contra ela e a matará fazendo uma clara alusão ao que disse Daniel: Eu olhava e eis que este chifre fazia guerra contra os santos e prevalecia contra eles (Dn 7.21). A Igreja será tratada com desprezo (v.8), isso é descrito pelo não sepultamento (v.9) na grande cidade retratada como Sodoma, por causa de sua imoralidade, e Egito, pelo fato de perseguir o povo de Deus. No entanto, essa morte não é literal tampouco significa morte espiritual da Igreja. Não é literal, pois Paulo diz que nem todos morrerão (1Co 15.51), nos diz que na volta de Cristo haverá crentes vivos. E não é uma morte espiritual, pois a Bíblia é clara em mostrar que não há nenhuma condenação para aqueles que estão em Cristo. Essa morte significa que a Igreja estará inativa. 

E o que o mundo vai fazer quando a Igreja se calar, antes da volta de Cristo? Regozijar, celebrar e trocar presentes. Eles regozijam por uma satisfação perversa. Eles celebram crendo ser uma grande vitória. E trocam presentes por tamanha alegria, pois aqueles que estavam “atormentando os que moram sobre a terra” estavam mortos.

Mas como diz o ditado, alegria de pobre dura pouco. Aqui, alegria da besta e de seus seguidores dura pouco. 

A ressurreição das duas testemunhas – 11.11-13

A Igreja será ressuscitada do seu estado de morte, mostrando que o próprio Deus fará isso, provando que essas testemunhas eram o verdadeiro povo de Deus. E agora a Igreja vai se encontrar com o Senhor nas nuvens, após ouvir a voz do bom pastor dizendo: Subi para aqui. 

No mesmo instante, Deus descerá juízo sobre os moradores da terra que deram ouvidos à voz da besta, fazendo com que a décima parte do mundo seja destruída junto com sete mil homens. Enquanto outros glorificarão a Deus, mas já será tarde. 

Conclusão

Deus sempre guiou a História do mundo para a Sua própria glória, e todas as investidas que a Igreja recebe no presente momento não nos calarão até que se cumpra o que Deus determinou. 

Assim como Cristo teve seu ministério terreno, morte e ressurreição, a Igreja passará por isso também, fazendo aquilo que Deus determinou. Quando se cumprir esse tempo, Deus permitirá que a Besta vença a Igreja. Mas Deus, com o Seu poder, ressuscitará o seu povo.

Aplicação

Para a Igreja: Não devemos temer o inimigo, pois a promessa que Cristo fez é que as portas do inferno não prevalecerão contra a Igreja. Enquanto Cristo protege a Sua noiva, devemos cumprir com o mandamento de pregar o Evangelho e orar. E o método de pregação que esse capítulo de Apocalipse nos mostra é diferente daquilo que vemos por aí. O texto diz que o ministério das testemunhas fazia com que o mundo fosse atormentado. Esse tormento não era de uma conduta má que resultava em uma vida de corrupção. Mas, de falar as verdades de Deus anunciando o juízo que se aproxima. Como nós temos atormentado o mundo? Com nosso mau procedimento ou pelo testemunho que damos de Cristo, expondo os erros e mostrando o caminho a ser tomado?

Para os descrentes: Se arrependam, o juízo de Deus se aproxima. E saibam de uma coisa, não haverá chance de arrependimento quando a Igreja for tirada da terra, pois após o arrebatamento Deus trará juízo e condenação. O apóstolo Paulo diz: Com efeito, o ministério da iniquidade já opera e aguarda somente que seja afastado aquele que agora o detém; então, será, de fato, revelado o iníquo, a quem o Senhor Jesus matará com o sopro de sua boca e o destruirá pela manifestação de sua vinda. Ora, o aparecimento do iníquo é segundo a eficácia de Satanás, com todo poder, e sinais, e prodígios da mentira, e com todo engano de injustiça aos que perecem, porque não acolheram o amor da verdade para serem salvos. É por este motivo, pois, que Deus lhe manda a operação do erro, para darem crédito à mentira, a fim de serem julgados todos quantos não deram crédito à verdade; antes, pelo contrário, deleitaram-se com a injustiça.” (2Ts 2.7-12). Quem crê em Cristo, tem a vida eterna. Aquele que não crê já está condenado. 

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Autor: Denis Monteiro
Revisão: Malvina Oliveira
Fonte: Bereianos

quinta-feira, 28 de julho de 2016

Sete características de um ministério de louvor equivocado




O denominado ministério de louvor, em muitas igrejas, tem contribuído de forma significativa com a propagação de conceitos distorcidos e até mesmo em alguns casos, com heresias das mais estapafúrdias possíveis. Isto posto, visando ajudar pastores, líderes e músicos cristãos a desenvolverem um ministério de louvor que glorifique a Deus, resolvi elencar sete características de um ministério de louvor equivocado.

São elas:

1-) Fundamentar suas canções em sentimentos e não na inerrante Palavra de Deus.

2-) Cantar aquilo que o povo quer ouvir, e não necessariamente aquilo que precisa ouvir. Em outras palavras isso significa "bajular a alma" em detrimento às verdades contidas nas Escrituras.

3-) Entoar canções extremamente antropocêntricas, cujo objetivo final é a satisfação do "freguês" e não a glória de Deus.

4-) Deixar de cantar as "Escrituras" preferindo entoar louvores a "si mesmo". Os que agem assim, valorizam o homem, engrandecendo-o, colocando-o no centro, a mercê de um deus galardoador cuja existência se deve exclusivamente para abençoar a criatura. 

5-) Entoar canções cujo fundamento encontra-se na psicologia, psicanálise e "autoajuda".

6-) Transformar o momento de louvor com música num grande show de entretenimento e satisfação pessoal.

7-) Fazer com que o povo de Deus acredite que o momento de louvor com música pode substituir a pregação e exposição das Escrituras, tirando do centro do culto a proclamação do evangelho, bem como a pregação das verdades inquestionáveis da Bíblia.

Pense nisso!

Renato Vargens

ELIJAH WOOD FALA SOBRE ESCÂNDALOS DE PEDOFILIA EM HOLLYWOOD




Por Samuel Oliveira

Elijah Wood passou a maior parte de sua vida na indústria do entretenimento. Como um ator mirim aclamado pela crítica aos nove anos, ele continuou a crescer, literalmente, sob os holofotes. Ele, portanto, sabe algumas coisas do lado feio de Hollywood – especialmente sobre a sua tendência de se aproveitar de crianças. Embora os atores e atrizes costumem manter suas bocas fechadas sobre esses assuntos por medo de serem “suicidados” ou “terem uma overdose”, deslizes às vezes ocorrem e pedaços da verdade emergem.

Durante uma entrevista ao jornal britânico Sunday Times, o ator Elijah Wood desviou um pouco o tom da conversa e dirigiu-se ao “lado obscuro de Hollywood” afirmando que o abuso infantil é desenfreado e que “há um monte de víboras nessa indústria”. Na entrevista, o ator disse que não sofreu abusos graças à proteção de sua mãe e de sua família. Abriu o jogo especificando que certas pessoas de alta proeminência em Hollywood abusam de crianças sem repercussão alguma.
escuridão lá no fundo – qualquer coisa que você puder imaginar, isso provavelmente já aconteceu”.“É evidente que algo grande estava acontecendo em Hollywood. Foi tudo organizado para isso. Há um monte de víboras nessa indústria, pessoas que só têm os seus próprios interesses em mente. Há

Elijah, em seguida, explicou que as vítimas não têm nenhum recurso porque “não podem falar tão alto quanto as pessoas no poder.”

“Essa é a tragédia de tentar revelar o que está acontecendo com as pessoas inocentes. Eles podem ser esmagados, mas suas vidas foram irreparavelmente prejudicadas.”

Elijah disse que ele foi poupado do abuso, principalmente porque sua mãe não lhe permitia participar de festas de Hollywood infames cheias de pervertidos de todos os tipos. Essas observações corroboram as afirmações de Corey Feldman de que Hollywood está “atualmente abrigando cerca de 100 abusadores ativos”.

“Ela estava muito mais preocupada com me criar para ser um bom ser humano do que facilitar a minha carreira. Quando você é inocente você tem muito pouco conhecimento do mundo e você quer ter sucesso.
Pessoas com interesses parasitas vão ver você como presa delas.” […] “Eu posso dizer-lhe que o problema número 1 em Hollywood era e é e sempre será a pedofilia. Esse é o maior problema para as crianças nessa indústria… Esse é o grande segredo”.[1]

Em 2013, Feldman explicou que “uma das pessoas mais bem sucedidos na indústria do entretenimento, que ainda está ganhando dinheiro a rodo”, abusou de seu melhor amigo Corey Haim.

“Um homem adulto o convenceu [Haim] que era perfeitamente normal para homens mais velhos e rapazes mais jovens na indústria terem relações sexuais, que isso era o que todos os ‘caras faziam’. Então, eles se afastaram para uma área isolada entre dois trailers, durante uma pausa para o almoço do elenco e da equipe, e Haim, inocente e ambicioso como ele era, permitiu ser sodomizado”.


VOLTANDO ATRÁS?


Quase toda vez que uma celebridade fala sobre a verdade na indústria, eles sentem a necessidade urgente de voltar atrás, negar e afirmar que elas foram “tiradas do contexto”. Será que eles recebem um telefonema de alguém ameaçando acabar com a carreira e/ou a vida delas? Seja qual for o caso, Elijah sentiu a necessidade de esclarecer que ele nunca testemunhou qualquer abuso e que suas afirmações foram baseadas no que ele viu em um documentário.

“The Sunday Times entrevistou-me sobre o meu último filme, mas a história tornou-se sobre algo completamente diferente. E isso causou uma série de manchetes falsas e enganosas. Eu tinha acabado de ver um documentário poderoso e falei brevemente com o repórter sobre o assunto, que teve consequências que eu não tinha a intenção. Lição aprendida.
Deixe-me ser claro: esse assunto de abuso infantil é um passo importante que deve ser discutido e devidamente investigado. Mas, como eu deixei absolutamente claro para o escritor, não tenho experiência de primeira mão ou observação do tema, por isso não posso falar com qualquer autoridade sobre além dos artigos que eu li e filmes que já vi.”

Essas declarações patéticas que ele fez voltando atrás é simplesmente mais uma prova de que a elite de Hollywood tem um poder muito grande sobre os artistas e os meios de comunicação, enquanto desfruta de total imunidade contra a lei.

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POR QUE EU DISPENSO O DISPENSACIONALISMO?



Por Antognoni Misael

Um dos assuntos, talvez, menos abordados por uma comunidade seja escatologia -  o estudo das últimas coisas. Contudo, apesar de muitos cristãos não terem um posicionamento convicto quanto a qual corrente escatológica crer, nota-se na maioria destes simplórios uma tendência a serem dispensacionalistas[1], mesmo sem saberem que são.Vamos aos Porquês.

1) Porque uma das maiores propagadoras da corrente escatológica dispensasionalista foi a Bíblia New Scofield, comentada pelo teólogo estadunidense Cyrus Ingerson Scofield. Na segunda metade do século passado esta Bíblia foi muito divulgada no meio protestante e nela continha todo arquétipo dispensacionalista, o qual difundiu a ideia da literalidade das passagens bíblicas-escatológicas e das várias dispensações que a humanidade passa, ou passaria. Para Scofield, as dispensações são “um período durante o qual o homem é testado com relação à sua obediência a alguma revelação específica da vontade de Deus”.

2) Porque o cinema reabasteceu essa crença no dispensacionalismo. Sim, isto devido a Left Behind, o famoso “Deixados Para Trás” o qual deixou muita gente “para trás” mesmo no quesito coerência bíblica (inclusive eu que já fui um dispensacionalista). Estes filmes, resultantes de uma série de livros que vendeu mais de 70 milhões de exemplares publicada em mais de 34 idiomas, narram os últimos dias na terra após o arrebatamento da igreja, conforme doutrina desenvolvida no século XIX pelo ministro anglicano John Nelson Darby.

A doutrina dispensacionalista é recente. Apenas na segunda metade do século XIX John Nelson Darby passou a difundir esta corrente. Isto é, os principais expoentes da teologia reformada, de Agostinho a Spurgeon, oscilaram entre “pré-milenistas”, “pós-milenistas”, e amilenistas, mas não dispensacionalistas!

Veremos aqui alguns pontos da visão dispensacionalista a fim de concluirmos que nada mais coerente do que deixar as dispensações bem para trás:

a) Os dispensacionalistas creem na literalidade das escrituras e rejeitam verdade básicas do Novo Testamento, como por exemplo, a chegada do Reino de Deus. Deste modo as profecias veterotestamentárias que se cumpriram em Cristo são rejeitadas. Veja o que diz Herman Hoyt, um dispensacionalista contemporâneo:
“Este princípio claramente declarado é o de tomar as Escrituras em seu sentido literal e normal, entendendo que isso se aplica a toda Bíblia. Isto significa que o conteúdo histórico da Bíblia deve ser tomado literalmente; a matéria doutrinária deve ser igualmente interpretada desta forma; a informação moral e espiritual também segue este padrão; e o material profético deve ser igualmente entendido desse modo”.
Outro defensor desta corrente, o Pr. Marcos Granconato (recém-conhecido dos internautas e famoso por sua forma dura, e às vezes pitorescas, de defender algumas vertentes da teologia) chegou a dizer em sua rede social que “(...) esse modelo, (...) está livre de montagens artificiais, construídas na base da tradição, da fidelidade confessional cega e da hermenêutica espiritualista”.

Bem, será se a tradição cristã, no que tange a teologia dos principais teólogos reformadores, tem montagens artificiais e fidelidade confessional cega? Vamos as problematizações abaixo.

* Por que Jesus espiritualizou o Reino de Deus? Vejamos como nós, que rejeitamos o dispensacionalismo, pensamos.
Apesar do termo “Reino de Deus” não ser encontrado no Antigo Testamento, o pensamento de que Deus é rei está presente especificamente em Salmos e nos profetas. Ele é visto como rei em Israel (Dt 33.5; Sl 84.3; 145.1) e em toda a terra (Sl 29.10; Sl 47.2; Sl 96.10; 97.1). Portanto, neste quesito os dispensacionalistas ainda aguardam a implantação de um reino literal de Jesus na terra! Isto é, para esta corrente o reino chegado, na pessoa de Jesus, ainda não é o reino prenunciado no Antigo Testamento.
“Se, porém, eu expulso os demônios, pelo Espírito de Deus, certamente é chegado o reino de Deus sobre vós” (Mt 12.28).
Vamos pensar um pouco mais... Por que será que para os dispensacionalistas o reino de Jesus não chegara ainda? Segundo eles, seria porque que Cristo ofereceu tal reino aos judeus de sua época, mas eles rejeitaram, e portanto, a igreja é um parênteses na história que precede o retorno do Filho a terra para finalmente reinar em Israel literalmente com os judeus por um período de Mil anos e só depois disso tudo, partir para o estado eterno.

Você pode estar me perguntando: é sério que eles creem nisso? Sim. Eles conseguem crer assim. 

b) Você acredita na doutrina da depravação total? (...) “que todos se extraviaram e destituídos estão da glória de Deus” (Rm 3.23) sendo impossível ao homem responder positivamente a Deus, sem que Ele antes opere sobrenaturalmente em cada ser? Se sim, como você conceberia a ideia de Deus passar a história toda testando a obediência do homem? Ora, não seria um contrassenso Deus continuar testado o homem, cujo seu estado natural passa a ser de rebelião contra ele? O homem foi reprovado! Deus não esperava mais nada da humanidade para providenciar a redenção de sua Criação. Em Gn 3.15 Deus faz uma promessa de restauração, sustenta-a e concretiza na Cruz. Esqueçam os testes! Deus conheceu nosso fracasso como humanidade, tanto é que imolou seu filho no madeiro, antes da fundação do mundo (Ap 13.8).

c) Dispensacionalistas crêem que Deus tem dois povos, e não só UM POVO. Veja só, enquanto os dispensacionalistas ainda fazem divisão entre judeus e gentios no que diz respeito aos planos e decretos de Deus, o apóstolo Paulo declara de forma clara “que o muro de divisão que anteriormente dividia judeus e gentios foi removido permanentemente por Cristo” (Ef 2.14-15).No Antigo Testamento Deus já expressara que Seu desejo era que a nação de Israel fosse luzeiro para todas as nações da terra (Gn 12.3) a fim de alcançar todos os povos.
“Anunciai entre as nações a sua Glória e entre todos os povos as suas maravilhas” (Sl 96.3).
E mais, em outras passagens o apóstolo Paulo reafirma que o verdadeiro Israel de Deus salvo não são os de linhagem étnica-racial israelita, mas os que pela fé estão em Cristo.
"Pois nem a circuncisão é coisa alguma, nem a incircuncisão, mas o ser nova criatura. E, a todos quantos andarem de conformidade com esta regra, paz e misericórdia sejam sobre eles e sobre o Israel de Deus". (Gl 6.15-16)
Em outras palavras, o verdadeiro judeu não é aquele que fez a circuncisão da carne, e sim aquele que fez a circuncisão do coração (Rm 2.28-29)

d) Os dispensacionalistas acreditam que haverá um futuro reino milenar. Milênio para os dispensacionalistas seria um período literal de mil anos expressos em Apocalipse 20 e que será inaugurado com o arrebatamento parcial da igreja – parcial, pois os dispensacionalistas acreditam que Cristo vem por etapas - e a prisão de satanás que precederão um longo período de paz, prosperidade e evangelização mundial.

Vejamos os grandes problemas desta interpretação de Apocalipse 20.
* Não faz sentido interpretar os mil anos de Apocalipse 20 como anos literais! Isto porque o livro de Apocalipse não é um livro descritivo, mas em sua grande maioria simbólico. Números são utilizados na Bíblia como significados de perfeição (nº 7), imperfeição (nº6), totalidade (nº 10). Se Mil anos forem literais, então a chave, corrente, o dragão e tudo no texto também deixariam de ser figuras simbólicas e passariam a ser literais.

* “Mil anos” é uma expressão simbólica que demarca um tempo total e incerto entre a primeira vinda de Cristo e o Seu retorno para implantação do reino eterno.

* Satanás não será preso como esperam os dispenscionalistas. Ele já está preso! Como comprovamos isso? A vinda de Cristo ao mundo nos colocou entre uma tensão conhecida pelos teólogos de “já e ainda não”, isto é, Cristo implanta o seu Reino já, mas ainda não, plenamente. Portanto, com a descida do Filho ao mundo satanás foi preso. Mas, o que seria estar preso? Será que o diabo está literalmente acorrentado ou encarcerado em algum cubículo? Claro que não! Prisão de satanás significa dizer que o seu poder foi restringido e a sua atuação não está “mais tão livre” como antes, uma vez que agora a igreja recebera poder contra toda ação maligna.
“Também eu te digo que tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela" [Mateus 16.18]

Mas, onde podemos diagnosticar que satanás realmente foi preso com a vinda de Cristo? Veja:

“Ninguém pode entrar na casa do valente para roubar-lhe os bens, sem primeiro amarrá-lo; e só então lhe saqueará a casa” [Marcos 3.27] Nesta parábola fica claro que Jesus está se referindo a satanás no que diz respeito ao valente. O valente foi amarrado!! Aqui, mais do que nunca nós concluímos que não faz sentido algum aquele jargão, muito usado pelos pentecostais, “tá amarrado”. Ora, dizer isso ante uma situação adversa no intuito de amarra satanás é vão. Cristo amarrou-o. Limitou-o.

Outro verso que bíblico que corrobora para esta certeza encontra-se em Colossenses 2.15:“ E, despojando os principados e potestades, os expôs publicamente e deles triunfou em si mesmo”.

A palavra despojar significa desarmar. Imagine um guerreiro que se arma com espada e escudo e avança para matar seu oponente. Agora pense no adversário que arranca a espada e o escudo deste guerreiro. Assim Cristo fez com satanás na Cruz! Ele humilhou-o e reduziu todo o seu “poder de ataque”. Ora, isto não significa que antes Deus não tivesse tamanho domínio, mas significa dizer que agora, através do evento da vinda de Cristo e a sua crucificação Satanás este domínio se dá plenamente ao passo que Deus concede autoridade ao seu povo e expande o seu Reino.

e) O dispensacionalismo crê que quando se iniciar o período de Grande Tribulação, o qual sucede a primeira vinda de Cristo, mesmo sem a pregação do Evangelho na terra e sem a presença intencional do Espírito Santo, alguns crentes nominais que ficaram ainda poderão ser salvos ao não negarem o nome de Jesus e resistirem a marca da besta, por méritos próprios e baseados, talvez, em uma espécie de um senso teológico de “essa é minha última chance”.

Ora, este talvez seja um dos pontos mais difíceis de serem harmonizados com a soteriologia bíblica. Afinal, como ser salvo pela Graça, mediante a fé, sem receber diretamente de Deus este dom?

E aí. Dispensa ou não?

***

[1] Dispensacionalismo é uma abordagem teológica da Bíblia que divide a história sacra em várias eras específicas ou dispensações, sendo que em cada uma delas Deus lida com as pessoas de um modo diferente. A última dessas dispensações, dizem eles, será o Reino de mil anos de Cristo sobre a terra durante o milênio. Pré-tribulacionismo é a posição que diz que a Igreja será arrebatada e levada para o céu antes da grande tribulação que precede o milênio. [Anthony Hoekeman]

Texto produzido a partir dos comentários escatológicos de Anthony Hoekeman, Wayne Gruden, William Hendriksen, Hernandes Dias Lopes .

***

Fonte: Candiêro Teológico.

Confessionalismo ou Pluralismo?

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A Bíblia declara: "Não há nada novo debaixo do sol" (Ec 1.9). Logo, não há nada tão equivocado como as pessoas pensarem que estamos vivendo hoje algo inteiramente novo. Globalização, Nova Era, Nova Ordem Mundial, são termos utilizados para caracterizar um "novo tempo", entretanto a verdade bíblica permanece. Martyn Lloyd-Jones diz: "Os homens e as mulheres modernos, com toda a sua inteligência, são incapazes de inventar um novo pecado. As piores formas de vícios e males cometidos hoje são encontrados em algum lugar da Bíblia. Nada é novidade debaixo do sol!" A Igreja vive hoje uma grande pressão, interna e externa, no sentido de promover mudanças, a fim de adaptar-se aos "novos tempos". Internamente, os paladinos do "novo" ou os profetas dos "novos paradigmas", acham que a Igreja perderá a sua relevância histórica se, urgentemente, não promover mudanças. Na visão destes, para alcançar a sociedade atual, a Igreja precisa se tornar plural na sua teologia, no seu culto, na sua metodologia e na sua ética. Entretanto, a grande pergunta a ser respondida é: pode uma Igreja ser, ao mesmo tempo, confessional e plural?

Tomemos como exemplo, a Igreja Presbiteriana do Brasil. Na sua vigente Constituição lemos no artigo 1º - "A Igreja Presbiteriana do Brasil é uma federação de igrejas locais, que adota como única regra de fé e prática as Escrituras Sagradas do Velho e Novo Testamentos e como sistema expositivo de doutrina e prática a sua Confissão de Fé e os Catecismos Maior e Breve; rege-se pela presente Constituição...". Observa-se que a IPB é definida como uma federação de igrejas locais. A federação existe a partir da igreja local. A natureza fundamental desta federação é que ela adota uma única regra de fé e prática - a Bíblia. Adota também um único sistema expositivo de doutrinas ou um conjunto de crenças. Logo, o que une as igrejas locais, formando assim a federação, é a adoção de uma mesma fé. Isto caracteriza a IPB como uma federação confessional. Além de federativa e confessional, a IPB é constitucionalista, isto é, funciona dentro de um estado de direito eclesiástico. Ela se rege por uma Constituição. É por isso que só poderá ser ordenado e instalado no ofício de diácono ou presbítero, quem depois de instruído, aceitar a doutrina, o governo e a disciplina da Igreja Presbiteriana do Brasil.

Sendo a IPB uma igreja federativa, confessional e constitucionalista, jamais poderá ser, simultaneamente, uma igreja plural. Na expressão federação de igrejas locais, já fica implícito um pluralismo regional, pois cada igreja local tem as suas peculiaridades. Contudo, nada que comprometa a identidade da IPB. Entenda-se plural ou pluralismo como um sistema que se baseia na coexistência de comunidades ou grupos diferentes e independentes em matéria de fé e de administração. A IPB, portanto, nega ou perde a sua identidade quando admite no seu seio diversas igrejas que defendem a doutrina, o culto e a ética fundamentalista, pentecostal, liberal etc.

Há, de forma historicamente perceptível, forças que lutam para implantar o pós-denominacionalismo, isto é, o fim das denominações históricas. As estratégias são bem claras: a promoção do ensino teológico interdenominacional, o fim dos seminários confessionais com a criação de cursos teológicos em universidades, a profissionalização do pastorado, a reforma das Constituições Eclesiásticas com o objetivo de promover mudanças teológicas, o incentivo e o financiamento de movimentos que questionam a estrutura das denominações históricas (G-12, por exemplo).

Confessionalismo e Pluralismo são antagônicos. A existência de um anula o outro. A única maneira de uma denominação religiosa ser plural é através da implantação de um sistema totalitário de governo eclesiástico. O melhor exemplo atual é o da Igreja Católica Apostólica Romana. O pluralismo na base (carismáticos, progressistas, ortodoxos etc) é incentivado e monitorado por uma cúpula totalitária. Um papa infalível domina com direitos absolutos. O povo não tem nenhuma voz na igreja. Talvez seja esta a aspiração de alguns que, por ignorância ou por má fé, propõem um golpe no sistema reformado de governo. L. Berkhof destaca: "Um dos princípios fundamentais do governo reformado ou presbiteriano é que o poder ou a autoridade da igreja não reside antes de tudo na assembléia mais geral de alguma igreja, e só secundariamente e por derivação dessa assembléia, confiado ao corpo governante da igreja local; mas, sim, que tem a sua sede original no consistório ou sessão ou conselho da igreja local e por este transferido para as assembleias maiores, como classes ou presbitérios e sínodos ou assembleias gerais".

Concluindo, se nos reportarmos para o contexto da Igreja Primitiva, observaremos que o cristianismo nasceu e cresceu de forma fenomenal dentro de uma "grande ordem mundial", o Império Romano (mundo globalizado). Dentro daquele grande Império, convivia uma sociedade extremamente plural. Não há precedentes históricos para o pluralismo religioso e comportamental daquela época. Jesus Cristo é quem faz esta avaliação (Mt 11.20-24). Entretanto, o segredo do crescimento foi a pregação, a encarnação e a defesa da sã doutrina. Os cristãos não pluralizaram o evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo, mesmo vivendo sob uma poderosa ordem mundial e numa sociedade radicalmente plural.

***
Autor: Rev. Arival Dias Casimiro
Fonte: Resistindo a Secularização, SOCEP 2002. Págs. 48-51.

quarta-feira, 27 de julho de 2016

AUGUSTUS NICODEMUS E ESPOSA SOFREM ACIDENTE GRAVE





O Rev. Augustus Nicodemus e sua esposa sofreram um grave acidente de carro na tarde desta segunda-feira, 25, durante uma viagem que faziam para a cidade de Santa Maria(RS). O pastor iria pregar no evento da Igreja Presbiteriana de Santa Maria, pastoreada pelo pastor Ronaldo Vasconcelos que é genro do rev. Augustus.




Segundo as primeiras informações, apesar da gravidade do acidente, o Rev. Augustus Nicodemus está bem, teve apenas alguns ferimentos leves, já sua esposa Hendrika Hermina Schalkwijk Lopes teve duas costelas fraturadas e está com alguns ferimentos. O carro que o casal viajava  teve perda total.

Nas redes sociais muitos agradeceram a Deus pelo livramento dado e pela vida do casal de pastores. Nicodemus é pastor da Primeira Igreja Presbiteriana de Goiânia, vice-presidente da IPB e presidente da Junta de Educacao Teologica da IPB.

O acidente

De acordo com o blog de notícias locais BerimbauNotícias, o acidente aconteceu por volta das 14h30 desta segunda (25), quando um veículo gol, modelo quadrado com placas de Borrazópolis, conduzido pelo senhor Denílson da Silva, voltava de Faxinal. A três quilômetros de Borrazópolis, no trevo da PR-170 que dá saída para Novo Itacolomi, um Classic, veículo do pastor Nicodemus que era conduzido pela sua esposa, cruzou a preferencial, provocando a batida. O impacto foi tão forte, que o Classic tombou na via e ficou com uma das laterais completamente destruída.






Com informações do JM Notícias e Consciência Cristã News


NÃO FOSSE O SENHOR QUE ESTEVE AO NOSSO LADO...
Minha esposa e eu agradecemos de coração as mensagens, telefonemas e especialmente as orações de todos que souberam de nosso acidente. Estamos no hospital de Apucarana, norte do Paraná, onde passaremos mais uma noite. Amanhã de manhã devemos voar para Goiânia, se nosso Deus permitir.
O acidente aconteceu quando estávamos a caminho de Santa Maria, RS, para ver os netinhos e falar num evento organizado pela IPB de Santa Maria, cujo pastor é meu genro Rev. Ronaldo Vasconcelos.
Houve outro carro envolvido. Os ocupantes estão bem. Ainda hoje à tarde falei com o rapaz que estava ao volante e combinei uma visita para a família dele por obreiros da IPB na região. Ele ficou feliz.
A Minka machucou-se bastante. A pancada foi no lado dela, que estava dirigindo na ocasião. A princípio diagnosticaram duas costelas quebradas mas hoje o médico já falou de uma trinca em uma costela. Deus é bom. Eu machuquei a coluna um pouco, mas nada grave. Pequena escoriações pelo corpo.
Ambos os carros ficaram bastante danificados. Perda total com certeza. Foi um grande livramento.
Aqui no Hospital Providência recebemos os cuidados de uma competente equipe de enfermeiras e médicos e o suporte do Rev. João Sobjak, pastor da IPB da cidade. Vários pastores de Maringá e Londrina, da IPB e outras denominações, estiveram conosco para orar e confortar. Graças a Deus por Sua igreja que não tem fronteiras.
Nosso Senhor tem um propósito geral com tudo isso, que é o nosso bem. De que maneira esse acidente nessa data contribui para esse bem, Ele ainda não nos disse. E nem precisa. Confiamos totalmente nele e em Sua sabedoria e amor. Talvez saibamos mais adiante. Se não, nada mudará em nossa disposição de servi-lo até o último momento de nossas vidas.
Domingo passado pela manhã preguei no Salmo 124, na minha querida igreja de Goiânia. Deus me deu a oportunidade ontem de experimentar minha própria mensagem:
"Não fosse o SENHOR, que esteve ao nosso lado ... as águas nos teriam submergido" (Sl 124:2 e 4).
A paz do Senhor a todos os irmãos. Boa noite.

O desafio da juventude cristã brasileira

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Não é preciso grande capacidade intelectual para se observar que o Brasil está longe de ser um “país cristão”. Por mais que muitos hoje se declarem cristãos, há pouca (ou nenhuma) evidência de mudança por aqui. Na verdade, é justamente o contrário. Infelizmente, em nossa nação impera uma forte cultura anticristã. Continuamos sendo um povo imoral, dominado pela lascívia, dado à imoralidade. Em nosso sangue está impregnado o “jeitinho brasileiro”; e em muitos corações tupiniquins Deus é negado veementemente. Penso que o Brasil vive um pouco do que Agostinho relatou no passado:
Aquele nosso inimigo era leão quando se enfurecia abertamente; agora é dragão quando ocultamente arma ciladas.[...] Como a nossos pais era necessária a paciência no combate contra o leão, assim precisamos da vigilância contra o dragão. No entanto, a perseguição, seja do leão, seja do dragão, nunca cessa para a Igreja; e é mais temível quando engana do que quando se enfurece. Naquele tempo queria forçar os cristãos a negarem a Cristo; agora ensina os cristãos a negarem a Cristo; então coagia, agora ensina. Então introduzia violências; agora, insídias. Aparecia então furioso, agora mostra-se insinuante e dificilmente aparenta o erro.” [1]

Assim como na época descrita, as pessoas hoje são ensinadas a negarem a Cristo. Parece que em todas as esferas da sociedade foi criada uma aversão à fé cristã. Por exemplo, nossa política deposita suas esperanças de salvação no Estado, dando a ele a soberania sobre as demais esferas da sociedade, papel esse que deveria ser de Deus.[2] E o mais incrível é que essa insistência cega permanece frente as diversas provas da falibilidade dessa visão, o que evidencia, ainda, um paradoxo estranho: sabemos que boa parte de nossos políticos são corruptos, mas insistimos em esperar que eles resolvam nossos problemas, como se fossem verdadeiros agentes messiânicos.[3] Nossas escolas, por sua vez, parecem mais preocupadas em formar militantes do que indivíduos de boa formação intelectual. E, ao fazerem isso, frequentemente defendem bandeiras que não estão alinhadas com a fé cristã, como a desvalorização do casamento, a ideologia de gênero, a abolição da família, entre outros. 
Outra esfera afetada pela aversão ao cristianismo é a ciência, que  é dominada pelo materialismo filosófico. Este, parte do pressuposto da inexistência de Deus para assim afastar completamente a possibilidade de diálogo entre a “razão” e a fé.[4] Nossa cultura é composta de uma complexa mistura religiosa envolvendo ocultismo, panteísmo e gnosticismo, revelando, na verdade,  uma ausência de identidade que somente encontra sua unidade na rebelião contra Deus e a fé cristã.[5] E, infelizmente, mesmo em algumas igrejas (ou seitas que são chamadas de igrejas), o Cristo é negado. 

Sim, o cenário é caótico e desanimador, mas eu acredito sinceramente que Deus pode mudar essa situação, se Ele assim desejar. Acredito ainda que podemos, pela graça e providência de Deus, ser instrumentos do Soberano para transformar a nossa nação em todas as esferas. E só faremos isso se em todos os aspectos de nossas vidas, nós dermos a primazia ao Eterno; se, de fato, nós vivermos para a honra e glória Dele.

No meu último texto escrevi sobre o que os jovens cristãos podem fazer para enfrentar o ambiente hostil de uma universidade anticristã. Dessa vez, pretendo explorar 5 pontos nos quais os jovens cristãos, em minha opinião, deveriam investir para que tenhamos um futuro mais promissor para o nosso país.

1) Ao invés de ser um “treteiro” de Facebook, procure conhecer e sistematizar a sua fé

Como a grande maioria dos jovens de minha geração, eu me considero uma pessoa conectada. Isso quer dizer que acompanho com frequência as redes sociais, sobretudo oFacebook, a fim de me informar a respeito do que anda acontecendo no Brasil e no mundo.

Não nego a importância da internet em nosso tempo e, por isso, não acredito que devamos negligenciá-la. No entanto, tenho visto uma postura crescente, principalmente em meio aos jovens cristãos, de resumir a fé reformada a “tretas” e “memes”, que mais parecem ter o intuito de chamar atenção do que contribuir de alguma forma para a edificação do reino de Deus. Veja bem, reconheço o poder que um “meme” tem de “viralizar” uma mensagem, mas me preocupo quando ele é o principal meio para que muitos formem suas opiniões. De igual forma, me preocupo com os “debates” virtuais, que muitas vezes são marcados por mera troca de ofensas e pouquíssima argumentação séria. Uma fé baseada em  “memes” e “tretas” do Facebook é uma fé superficial e frágil.

A respeito disso, considere comigo um ponto importante. A forma como vemos e interpretamos a realidade ao nosso redor é baseada em nossos pressupostos. Esses são verdades tão óbvias a ponto de não serem passíveis de questionamento. Ou como Ferreira & Myatt (2007) escrevem:
“Pressupostos são as proposições básicas, tomadas como verdade, sem prova anterior, que formam a base para determinar todas as demais proposições que fazem parte da interpretação de mundo daquela cosmovisão.” [6]

Por exemplo, qualquer pessoa que vá interpretar um texto bíblico considera seus pressupostos ao fazê-lo. Se esses pressupostos não são firmados em boa teologia, há uma chance considerável de má interpretação, principalmente se o contexto e a ideia central do texto forem ignorados. De igual forma, é deveras inocente acreditar que alguém consegue interpretar qualquer coisa nessa vida em posição de total neutralidade.


Ora, se os nossos pressupostos são importantes ao ponto de impactarem fortemente nossas conclusões, é fundamental que os conheçamos bem e estejamos bem firmados neles. Caso contrário, cairemos no problema que Ferreira e Myatt (2007) também destacam:
“...não seria exagero dizer que a maioria das pessoas não tem consciência de seus próprios pressupostos e, por isso, são controladas por ideias que nunca chegaram a entender. O resultado é que as pessoas fundamentam a sua interpretação da vida sobre um alicerce equivocado, sem ter a menor noção de que há algo errado.”[7]

Esse cenário pode ser visto com grande clareza no Brasil em vários temas. Podemos observar, por exemplo, 
crentes socialistasfeminismo evangélicoteologia da libertação e teologia da missão integral e universalismo cada vez mais presentes, em maior ou menor escala, em nossas igrejas, até mesmo nas mais tradicionais, o que mostra um desconhecimento dos pressupostos básicos da fé cristã reformada.

Enfim, precisamos resgatar uma cosmovisão cristã sólida e estarmos bem firmados nela. É fundamental que, ao invés de buscar aprender teologia por meio do Facebook, busquemos estudar com seriedade essas doutrinas fundamentais da fé cristã e da tradição reformada, a fim de que possamos nos proteger dessas heresias. Como nos alerta D.A. Carson, não podemos cair na mentira de que o dogma não importa.
“...é pior que inútil os crentes falarem sobre a importância da moralidade cristã, a não ser sobre os fundamentos da teologia cristã. É mentira dizer que dogma não importa; importa tremendamente. É fatal deixarmos que as pessoas tenham a impressão de que o cristianismo é apenas um modo de sentir; é virtualmente necessário insistir que é primeira e principalmente uma explicação racional do universo. É inútil oferecer o cristianismo como uma aspiração vagamente idealista da natureza simples e consoladora; muito pelo contrário, é uma doutrina dura, firme, exigente e complexa, calcada num realismo drástico e intransigente. É fatal imaginar que todo mundo sabe muito bem o que o cristianismo é e que só precisa de um pouquinho de estímulo para pô-lo em prática. O fato brutal é que neste país cristão nem uma pessoa em cada cem faz a mais nebulosa ideia do que a Igreja ensina sobre Deus, ou o homem, ou a sociedade, ou a pessoa de Jesus Cristo.” [8]

2) Tenha um relacionamento real com Deus


Já falei um pouco sobre isso aqui. Por isso, me limitarei a comentar brevemente um excelente parágrafo do Dr. Lloyd-Jones onde ele aborda a relação entre oração e conhecimento de Deus, que são, a meu ver, os dois pilares de um relacionamento real com Deus.
“A nossa posição fundamental como cristãos é provada pelo caráter da nossa vida de oração. É mais importante que conhecimento e entendimento. Não fiquem imaginando que estou diminuindo a importância do conhecimento. Passo a maior parte da minha vida procurando mostrar a importância de se ter conhecimento e entendimento da verdade. Isso é vitalmente importante. Há só uma coisa mais importante, a oração. Como a teologia é, em última análise, o conhecimento de Deus, quanto mais teologia eu conhecer, mais ela me levará a buscar conhecer a Deus. Não apenas saber algo 'sobre' Ele, mas conhecê-lo! O grande objetivo da salvação é levar-me ao conhecimento de Deus. Posso falar doutamente acerca da regeneração, todavia, que é a vida eterna? É 'que te conheçam, a ti só, por único Deus verdadeiro, e a Jesus Cristo, a quem enviaste' (João 17:3). Se todo o meu conhecimento não me leva à oração, há algo errado nalgum lugar. É o que lhe cabe fazer. O valor do conhecimento é que me dá tal entendimento do valor da oração que eu dedico tempo à oração, e o faço com prazer. Se o conhecimento não produz estes resultados em minha vida, há algo errado e espúrio em torno disso, ou então eu o estou conduzindo erradamente.” [9]

Se, por um lado, acusei acima que nosso conhecimento da fé reformada é muito superficial e deveríamos nos preocupar com isso a ponto de estudarmos (muito!) mais, por outro preciso reiterar que o real conhecimento nos aproxima de Deus e não nos faz cair em uma postura arrogante e altiva. Portanto, se você está descobrindo agora a fé reformada e/ou o calvinismo, não se porte como se você fosse um doutor em todos os assuntos ou como se você tivesse autoridade de juiz para condenar quem pensa diferente de você só porque você leu um punhado de livros. A nossa intelectualidade também pode se transformar em um ídolo. Lembre-se que o verdadeiro conhecimento de Deus te aproxima d'Ele e vem sempre acompanhado de humildade.

3) Vá além do estudo teológico

Francis Schaeffer, no seu clássico livro O Deus que intervém, explica logo no primeiro capítulo como chegamos ao mundo bizarro de hoje. De acordo com ele, mudanças graduais nos levaram ao estágio atual, iniciando-se com a filosofia e atingindo, por fim, a teologia. Ele nos apresenta uma escada, um passo a passo chamado por ele de “linha do desespero”, para mostrar como isso se sucede:
Figura 1: a famosa linha do desespero de Schaeffer. [10]

Você já parou para se perguntar por que as obras de arte da atualidade são horrendas, salvo raras exceções? Ou, por que a música atual tem qualidade, tanto poética quanto harmônica, cada vez menor? Ou, ainda, por que nosso país se torna cada vez mais imoral? Por que a ciência se rebelou contra Deus? Por que a teologia liberal, em todas as suas vertentes, conquistou o coração das massas com tanta facilidade em nossa nação? Tudo isso tem a ver com os pressupostos. Se negarmos, por exemplo, a existência de Deus e fizermos disso um pressuposto, poderemos negar também a existência de absolutos, o que significa que não há mais padrão objetivo para a beleza de uma obra de arte ou música, não há mais um padrão objetivo para julgar a moralidade, a Bíblia e os dogmas centrais da fé cristã perdem a sua força e qualquer um pode crer no deus que bem entender, até mesmo em um deus que vai salvar todo mundo, pois a verdade já não existe mais. 

Penso que uma boa formação cristã precisa abordar todos esses pontos citados por Schaeffer, principalmente a filosofia, e relacioná-los com a teologia. Isso é relevante, tanto para a defesa de nossa fé, quanto para a formação de uma sociedade calcada em uma cosmovisão cristã. Quem sabe se começarmos a investir em nossa cultura hoje, poderemos, no futuro, servir a Deus com boa literatura, boa música, boa poesia, boa política, boa ciência? Não podemos nos omitir em nenhum desses setores.

4) Se preocupe com ação social

A ação social é um valor importantíssimo para os cidadãos e para a igreja. Bem diferente do que diz o marxismo, que faz do Estado o grande benfeitor social, a palavra de Deus nos estimula a termos o protagonismo nessa área, fazendo “o bem a todos, principalmente aos da família da fé” (Gl 6.10).

Dessa forma, atribuir ao Estado essa função é simplesmente deixar de cumprir uma ordenança bíblica. O descuido nesta área, inclusive, abre ainda mais espaço para o avanço da ideologia marxista, visto que a igreja e os cristãos não tem cumprido o seu papel como deveriam.

Falando sobre como os puritanos viam a ação social, Ryken escreve:
“A ação social puritana era baseada numa teologia do pacto, que requeria das pessoas que buscassem o bem comum da comunidade e que via as boas obras como um ato inevitável de gratidão pela salvação de Deus... A ação social puritana era principalmente voluntária e pessoal, em vez de governamental ou institucional.” [11] (grifo meu)

Os puritanos viam a ação social sob a ótica do que chamavam bem comum. Isso incluía, além da caridade direta, a geração de empregos e a capacitação do mais pobre. Richard Baxter, por exemplo, empreendeu com sucesso um programa para capacitação dos mais pobres ao trabalho têxtil [12] e Richard Stock afirmou:

“Esta é a melhor caridade, aliviar os pobres ao fornecer-lhes trabalho. Beneficia ao doador tê-los a trabalhar; beneficia a comunidade, que não sofre parasitismos, nem nutre qualquer ociosidade; beneficia aos próprios pobres.” [13]

Dessa forma, seja prestando auxílio direto (financeiro ou material), na geração de empregos ou na capacitação dos mais pobres, a ação social é nossa responsabilidade, enquanto indivíduos e enquanto igreja. Não devemos terceirizar isso ao Estado.


5) Seja um exemplo de dedicação e honestidade em seu trabalho

Jovens estão, no geral, ingressando no mercado de trabalho. E é bem provável que enfrentemos situações que nos pressionarão ao erro, ao famoso “jeitinho brasileiro”. O cristão deve ter postura santa também no seu trabalho (e em todas as esferas de sua vida), executando bem a sua função e procedendo com honestidade e honra. Veja o que dizem, respectivamente, Cotton Mather e John Cotton a respeito disso:
“Um cristão deveria ser capaz de prestar boa conta não somente do que é sua ocupação, mas também do que é na sua ocupação. Não é bastante um crente ter uma ocupação; ele deve cuidar de sua ocupação como convém a um crente.” [14] (grifo meu)
“Um homem, portanto, que serve a Deus no serviço aos homens... faz seu trabalho como na presença de Deus, como quem tem uma ocupação celestial em mãos, e, por isso, confortavelmente, sabendo que Deus aprova seu caminho e trabalho.” [15]

Precisamos resgatar essa visão puritana a respeito do trabalho e coloca-la em prática em nossa nação. Ser um funcionário (ou patrão) honesto, honrado e que dá o seu melhor é também uma forma de glorificar e honrar a Deus.


Conclusão

O caminho para uma transformação em nosso país passa, a meu ver, por esses cinco pontos. Há outros, claro, e você pode citá-los nos comentários, se desejar, mas acredito que honrar a Deus nesses cinco seja o grande desafio para nós, jovens cristãos brasileiros. 

Que Ele nos abençoe.
_________________
Referências:
[1] Agostinho de Hipona, apud Ferreira (2016), Contra a idolatria do Estado, p. 125.
[2] Para maiores detalhes ver Dooyeweerd (2014), Estado e Soberania; e Koyzis (2014), Visões & Ilusões Políticas.
[3] Para maiores detalhes ver Garschagen (2015), Pare de acreditar no governo.
[4] Para maiores detalhes ver Dembski e Witt (2012), Design inteligente sem censura
[5] A obra de Ferreira e Myatt (2007), Teologia Sistemática, traz uma boa análise das várias religiões presentes na cultura brasileira.
[6] Ferreira e Myatt, Teologia Sistemática, p. 6, 2007, editora Vida Nova.
[7] Ferreira e Myatt, Teologia Sistemática, p. 7, 2007, editora Vida Nova.
[8] D.A. Carson, Teologia bíblica ou teologia sistemática?, p. 93-94, 2001, editora Vida Nova.
[9] Dr. D.M. Lloyd-Jones, Orando no espírito, p. 10.
[10] Francis Schaeffer, O Deus que intervém, p. 17.
[11] Leland Ryken, Santos no mundo, p. 308.
[12] Para maiores detalhes ver Ryken (2013), Santos no mundo.
[13] Leland Ryken, Santos no mundo, p. 302.
[14] Leland Ryken, Santos no mundo, p. 64.
[15] Leland Ryken, Santos no mundo, p. 66.
***
Autor: Pedro Franco
Divulgação: Bereianos
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