sábado, 9 de julho de 2016

AOS ADEPTOS DA TMI: UM ALERTA DO PASSADO




Por Thiago Oliveira

Considero o Pacto de Lausanne um documento ortodoxo e de grande valia para o segmento evangelical. Todavia, lamento que o conceito de missão integral tenha sido capturado por cristãos ditos progressistas que têm um alinhamento político-ideológico com os setores da esquerda. Isto fere a própria tradição de Lausanne, pois em Junho de 1980 a Consulta de Pattaya se posicionou contrária ao marxismo, vendo-o como um sistema concorrente do cristianismo e, em seu bojo, anticristão. Na ocasião, pastores do leste europeu - bloco socialista liderado pela extinta URSS - escreveram aos irmãos ocidentais:


"Nosso temor é que a igreja de outros países fiquem alheias aos problemas do marxismo e insensíveis ao fato de que, ao nosso ver, elas estão colaborando com pessoas desta filosofia que nos oprime. Assim como procuramos ser sensíveis à preocupação de tais cristãos com a verdadeira justiça social em favor dos pobres, também pedimos que as igrejas de outros países compreendam como nós nos sentimos quando elas mantém conversações com os marxistas. (...) Poderiam as prioridades marxistas virem a ser reordenadas de tal maneira que o interesse pela justiça social no setor baixo-econômico tivesse preeminência sobre a eliminação da religião?"

O relatório extraído desta consulta foi publicado com o título “Evangelho e o Marxista”, e o trecho supracitado se encontra na página 35. Nessa consulta, também estavam pastores e líderes latino-americanos que falavam acerca da pobreza e de uma possível práxis conjunta entre evangélicos e marxistas para diminuir as injustiças sociais. Tais líderes são os pioneiros da conhecida Teologia da Missão Integral (TMI). Nota-se que aqueles cristãos que viviam oprimidos pela imposição do marxismo, no leste europeu, ficaram preocupados com o resultado desta proximidade, mesmo sabendo que a pauta para tal aproximação era nobre (o cuidado com os pobres). Hoje, diante de alguns fatores, podemos dizer que eles estavam certos ao fazer determinada ressalva, pois, vemos muitos proponentes da TMI convivendo com ideias e com pessoas oriundas do pensamento marxista sem fazer as devidas críticas ou, ao menos, estabelecer as diferenciações de suas pautas.

     Recentemente, a revista Cristianismo Hoje, em sua edição de número 52 trouxe como matéria de capa o seguinte assunto: "Missão Integral, Missão de Deus". A matéria é propagandista e diz que a TMI já contribuiu e tende a contribuir muito para a igreja brasileira. O texto evoca os princípios do Pacto de Lausanne e salienta que evangelização e ação social devem andar de maneira conjunta. Ela ainda dá a entender que as críticas feitas a TMI que a associam as ideias marxistas são infundadas. O pastor americano Timothy Carriker, disse que fazer tal associação é algo "tão absurdo que eu tenho muita dificuldade de levar a sério". Mas como não entender se um dos seus principais expoentes diz que para interpretar a Bíblia usa os óculos que possuem os postulados marxistas da mais-valia e da luta de classes? Essa é uma fala do Ariovaldo Ramos registrada em vídeo[1]. O mesmo Ariovaldo que escreveu e leu o manifesto pró-governo com a cobertura da mídia oficial do Partido dos Trabalhadores. [2] Obviamente que ele não representa todos os proponentes da TMI, mas, no mínimo, dada a importância do Ariovaldo, isso evidencia que muitos vão seguindo pelo mesmo caminho. Sendo assim, qual a dificuldade de entender quem tece uma crítica sobre o abraço da TMI aos pressupostos de Marx?
Como se não bastasse, vemos por aqui cantor esquerdista que vai palestrar numa ONG que é influenciada pela TMI[3], além de outras pautas progressistas que ferem a Escritura e que são defendidas por quem hoje se diz adepto da missão integral. A coisa é tão séria que decidiram não relançar o documento de Pattaya, alegando que a conjuntura sócio-política mudou. Mas algo que esqueceram de refletir é que ainda existem cristãos em países socialistas que são perseguidos e mortos. A Coréia do Norte há anos encabeça a lista dos países perseguidores do evangelho. Como diz o documento: "Os marxistas estão plenamente convencidos de seu ateísmo e, consequentemente, uma boa parte de seu pensamento está destinada a erigir-se em antítese do cristianismo" (p.11, grifo meu).

Que as dezenas de milhares de cristãos mortos e torturados[4] por governos pautados em princípios marxistas possam gritar para que alguns dos proponentes da TMI acordem para o fato de que não podem conciliar o ethos evangélico com os escritos de Marx, Engels e os que lhes sucederam. Que eles sejam sensíveis ao que seus “irmãos do passado” levantaram e, atentem para não colaborar com uma ideia que oprime seus “irmãos de agora” em outras partes do mundo. Cito novamente o documento de Pattaya: "O marxismo é uma filosofia e um programa. Como um todo, é fundamental e incontornavelmente ateu. Por esta razão, notamos no conceito 'marxista cristão' uma contradição de termos" (p.22, grifo meu).

Por fim, acredito que a missão cristã deve ser holística (ou integral, como queiram), e deve alcançar o homem todo. Mas, infelizmente, o termo foi maculado com uma aproximação irresponsável entre o evangelho e uma corrente ideológica. Eu, por hora o tenho abandonado. Faço minhas as palavras do Kevin Vanhoozer: "Os pastores precisam vacinar o corpo de Cristo contra toxinas idólatras, infecções ideológicas e outras formas de ensinamento falso"[5]. Quando fazem o oposto disso, o prejuízo doutrinário não pode ser maquiado pelas boas ações e intenções.




[3] Trata-se do Tico Santa Cruz em evento realizado pela Visão Mundial:


[5] VANHOOZER. Kevin. O Pastor Como Teólogo Público. Vida Nova, p.208.

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sexta-feira, 8 de julho de 2016

07 razões por que a música GOSPEL não tem conseguido contribuir para a edificação da igreja brasileira


Quem canta os males espanta, já diz o adágio popular, contudo, a denominada música gospel, que tem sido entoada nos rincões evangélicos Brasil à fora, não tem espantado os "males que nos cerceiam", antes pelo contrário, ela tem contribuído e muito para a disseminação de falsas doutrinas entre os evangélicos.

Diante do exposto, resolvi escrever um pequeno post elencando sete razões porque a chamada música gospel não tem conseguido contribuir para a edificação da igreja brasileira.

1-) Ela é de cunho antropocêntrico.
2-) Ela é desprovida de boa teologia.
3-) Ela promove as espúrias doutrinas da prosperidade confissão positiva e autoajuda.
4-) Ela não visa a glória de Deus.
5-) Ela omite em suas letras doutrinas fundamentais a soteriologia.
6-) Ela é personalista, visto que o foco encontra-se no artista, no ministro e não no Senhor.
7-) Ela é sincrética, mística e confusa em seus basilares, estando fundamentada em interpretações equivocadas  por parte de seus compositores e não efetivamente nas Escrituras.

Pense nisso!

Renato Vargens

MAGNO MALTA DESEJA PRISÃO PERPÉTUA PARA PASTOR QUE ABUSOU DO FILHO DE BIANCA TOLEDO





Senador Magno Malta, em plenário, relata o drama da pastora Bianca Toledo, que teve o filho de cinco anos, abusado pelo ex-marido, o pastor Felipe Heiderich, que já está preso na unidade de Bangu, no Rio de Janeiro, Lideranças religiosas, por responsabilidades, pediram ao senador para expor as verdades com transparência para todo o Brasil. 


Magno Malta, que chamou Felipe, de falso pastor, que é réu confesso, inclusive assumiu o homossexualismo, explicou que o ex-marido da pastora Bianca tem que pagar pelos seus atos. O senador, que presidiu a CPI da Pedofilia, defende prisão perpétua para abusadores de crianças.

Assista:


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Facebook de Magno Malta

Desfazendo Alguns Discursos Progressistas (Parte 1)

image from google


Uma resposta ao artigo: Dez Coisas Que Você Jamais Poderia Votar a Favor Enquanto Segue a Jesus.

O que temos a oferecer ao leitor, agora, é uma refutação sistemática ao texto intitulado “Dez Coisas Que Você Jamais Poderia Votar a Favor Enquanto Segue a Jesus”.[1] Não é, nem de longe, um bom artigo. Não há referências significativas nem qualquer indício de pesquisa. Não há nem mesmo referências bíblicas ou qualquer sinal de exegese. Então, por que respondê-lo? Um amigo progressista com alguma influência tornou-o público e foi bem recebido. Endossaram-no como se tivesse real substância ou relevância. A despeito de parecer uma provocação a nós, autores destes textos,[2] por considerarmos as opiniões anti-bíblicas, equivocadas e até nocivas, e por terem se popularizado e estarem, aqui e acolá, presente na maioria dos textos dos ditos ‘cristãos progressistas’, vale a pena responde-lo afim de que já sirva para lidar com todos eles e aproveitar o ensejo da breve popularidade do texto com a finalidade tentar remediar os males que podem essas ideias causar. O texto consegue errar em absolutamente tudo. Até mesmo na introdução, ao tentar dizer o que é um cristão, peca por não fazer referência ás Escrituras. Não há – não por acaso – um apontamento para as páginas sagradas para definir o que é um cristão. Tudo que temos é um genérico (palavra de ordem para o texto, en passant) “seguir a Cristo implica certas coisas, motivações, sentimentos, ações e princípios”. Quais coisas? Quais motivações? Quais sentimentos? Quais ações? Quais princípios? Evidentemente são aqueles que o autor do detestável artigo articulou em sua própria cabeça (certamente mais progressista do que bíblica – para não dizer ‘totalmente progressista’).


Curiosa e ironicamente, o que o autor considera incompatível com a visão cristã de mundo é exatamente o que ela exige. Em outras palavras, quando ele pergunta: “Pode alguém que faça todas as coisas citadas por esta lista, chamar a si mesmo de ‘cristão’?” Só poderíamos responder que não só pode como DEVE. A sociedade tem uma visão ruim dos cristãos por mil e outros motivos – o que não é possível desenvolver aqui. Mas se ela tiver que nos odiar por posições cristãs, que nos odeie. Vale lembrar – également en passant – que os cristãos foram odiados pelo Império Romano por suas posições subversivas a respeito do verdadeiro Senhor (Dominus, κύριος).

1 – “Leis anti-LGBT’s”

Nesta primeira parte pretendemos apenas salientar alguns problemas concernentes à argumentação do autor para tentar coadunar a posição cristã com as leis pró-LGBT. A questão da legitimidade das leis com valores cristãos e a questão da suposta ‘imposição da fé’ será discutida doravante.

Uma palração comum de progressistas ao lidar com as críticas bíblicas ao homossexualismo é apontar que Jesus não os ‘discriminou’. E, claro, não pode faltar o argumento de que Jesus ‘incluiu’ a todos ou não disse que ‘não têm os mesmos direitos que os nossos’. Não há como ser mais equivocado em encarar dessa forma os ditos e ações de Jesus.

Para começo de conversa, a linguagem é muito evasiva. Teríamos de perguntar o que querem dizer por ‘discriminar’ ou ‘incluir’. Alguém desavisado poderia, irrefletidamente, pensar que, realmente, Jesus não os discriminava e também incluía a todos. Com o intuito de ser direto ao ponto, basta observarmos que ele condenava sim os homossexuais na medida em que suas posições doutrinárias são as da própria Escritura.[3] Diante disso, é assustador ver o texto argumentar ‘que o amor vence’ sem qualquer palavra de condenação ao homossexualismo! Lado outro, vemos isto: “...antes de vermos alguém como LGBT ou hétero, precisamos ver alguém como uma filha ou um filho de Deus, merecedora de amor, respeito, liberdade e dignidade”. Um disparate completo! É a admissão tácita de que um LGBT é um filho de Deus? Para ser justo com o autor, parece-nos que ele não entende o que a expressão ‘filho de Deus’ quer dizer e, por ela, tomou todo e qualquer ser humano, cristão ou não, salvo ou não. Demonstrando incrível ignorância bíblica,[4] ele está apenas afirmando que todos são seres humanos, ‘merecedores de amor, respeito, liberdade e dignidade’, no que, em partes, concordamos.

Além disso, o que esse tipo de afirmação realmente quer dizer? Ele está pressupondo que tudo aquilo que Jesus não condenou não era pecaminoso? Esse é um argumento extremamente delicado[5] pois faz Jesus endossar crimes evidentemente banais como a pedofilia ou até mesmo o estupro. Afinal, algum de nós conseguiríamos alguma condenação explícita a esses e muitos outros crimes e pecados? Então Jesus os aprovava? É evidente que não!

A pergunta que se segue é o porquê de Jesus não ter mencionado esses pecados e sim alguns outros. A resposta, embora não tão patente para uma reflexão abrupta, é muito óbvia. Jesus abordou os pecados explícitos em seu contexto social. Na medida em que se deparava com determinados tipos de pecadores, lidava especificamente com seus pecados. Não faria sentido algum ele começar a falar de pecados dos quais seus ouvintes não tinham prática ou pouco conheciam. Ainda que não exatamente ortodoxa, a sociedade judaica preservava a moralidade bíblica e era culturalmente determinada por esta. Não havia homossexuais como numa sociedade romana típica, ou pederastas como os gregos antigos, ou todo tipo de baixaria tupiniquim hodierna.

Ainda há de se mencionar o fato de que Jesus reproduzia a lei, a qual não pretendia negar mas, ao contrário, cumprir.[6] Ele não precisava expor cada vírgula do que o Antigo Testamento defende em termos de moralidade para declarar anuência.

E por ‘incluir’? Jesus ir à casa dos pecadores de toda estirpe não significava que ele não os condenava. O que devemos fazer, como fez o mestre, é interessar-se sinceramente pela vida de todo pecador buscando redimi-lo apresentando-lhe o Evangelho.[7] Jesus se apresentava. Ele condenava-os mas não sem lhes dizer que podiam encontrar, nele, perdão para seus pecados e uma nova vida. Não se esqueçam dos ‘vá e não peque mais’.

Portanto, esse discurso progressista de que Jesus não discriminava a ninguém, que incluía a todos, está longe de ser uma visão clara sobre o que acontecia. Amá-los não era outra coisa que não denunciar-lhes os pecados para que fugissem da ira vindoura. Falta de amor seria Jesus não condená-los.

2 – “Forçar através de políticas, [sic.] pessoas a seguirem sua religião e princípios morais”.[8]

Essa visão cor-de-rosa de Jesus só poderia vir de um texto encaixotado numa perspectiva progressista. Como é padrão nas argumentações mal elaboradas, o autor vale-se de termos muito abrangentes como ‘mansidão’, ‘respeito’ e ‘liberdade’ para criar uma enorme confusão na mente do leitor que fica obrigado a anuir ao argumento de que Jesus é manso; que Jesus, por ser bom, era respeitoso; que Jesus, por ser bom, apreciava a liberdade. Acontece que há diferentes conceitos de liberdade e respeito, bem como é difícil definir, exatamente, o que é mansidão. Moisés, o mais manso dentre os homens,[9] foi aquele que bateu numa rocha quando não precisava, em Moriá[10] e parecia muito ‘esquentadinho’ em diversas ocasiões. Tudo bem, alguém argumentará que, nesses casos, temos uma atitude pecaminosa, ao que não poderemos discordar. Apenas queremos questionar a aproximação de ‘manso’ com passivo. E que tal se pensarmos em Jesus ‘tocando o terror’ no templo, expulsando vigorosamente os que ali praticavam comércio? Será que ele deixou de ser respeitoso e não respeitou a liberdade daqueles homens? Será que lhe faltou amor para com aqueles homens?

Toda essa argumentação falha em compreender noções básicas de tolerância. É como se entendessem que tolerância fosse um valor transcendente inegável que não poderia ser rejeitado em qualquer visão de mundo. Buscando ser breve, tolerância é um valor, comportado por algumas visões de mundo e rejeitado por outras. E, como valor dentro de um conjunto de valores, a própria tolerância é cerceada por outras crenças e valores morais. Por exemplo, a tolerância progressista propõe que todo tipo de perspectiva cultural seja respeitada, menos aquela que acredita que as demais não devam ser toleradas. O problema é que se arrogam totalmente tolerantes, quando não percebem esse tiro saindo pela culatra. Do lado de cá, admitimos claramente que nossa tolerância é limitada por outros valores. Não toleraríamos que numa cultura qualquer – como a de muitas tribos indígenas – crianças fossem mortas e mulheres estupradas com consentimento da sociedade por conta de alguma particularidade qualquer, como a morte de gêmeos, a morte de crianças com algum defeito, ou o direito de algum cacique tomar as mulheres da tribo segundo seu alvitre. Se estiver no nosso poder impedir tais absurdos, para o inferno com a tolerância! Se alguém tem algum respeito pelo ser humano não deveria tolerar. Isso é amor.

Quanto ao argumento de que o amor patrocina a liberdade irrestrita do próximo, temos que apontar, novamente, outros problemas. Primeiro que essa opção, se generalizada, encontra graves problemas em relação aos valores bíblicos. O sexto mandamento (‘não matarás’) é transgredido quando não impedimos que alguém se mate estando em nosso poder impedi-lo. Se encontrarmos um bom amigo prestes a se matar e pudermos impedi-lo não parece ser exatamente uma atitude das mais valorosas dizer que respeitamos sua decisão. Não de acordo com a visão cristã de mundo.

Outra falha no raciocínio é achar que as decisões que as pessoas tomam não afetam a ninguém senão a elas. Não haveria como ser mais ingênuo. Uma vez em sociedade, todas as nossas ações livres podem incidir no outro de alguma forma. Se escolhermos nos drogar no nosso quarto certamente, no mínimo, prejudicaremos nossos pais e amigos que, por nos amarem, tentarão nos dissuadir de tal escolha. E não podemos exigir que eles não sejam afetados ou não se importem.

Concordamos que haja liberdade? Sem dúvida! Tolerância? Sem dúvida. Liberdade e tolerância sem limites? Isso não existe.

E nesse show de A-criteriosamente todo e qualquer termo chave para a discussão, ele anuncia a Jesus como ‘Príncipe da Paz’ sem se lembrar que, além do que já apontamos acima sobre o Jesus-cor-de-rosa, o mesmo Jesus instaurará a paz perene mediante o juízo final e condenação final dos ímpios. Ou o exercer da justiça, vingança e punição o torna menos príncipe da paz por isso? É claro que ele não era ditador, mas a alternativa não é ser pacifista ou progressista. Até porque – e esse é o ponto fulcral deste argumento – o energúmeno não percebe que sua proposta de ‘não imposição de valores’ é atrelada ao pressuposto da neutralidade.[11]

Vamos distinguir entre ‘impor religião’ e ‘impor valores morais’. Estamos convictos que os nossos valores se justificam em nossas crenças religiosas. É em Deus que se justifica a existência real dos valores morais, ou, em termos mais técnicos, a objetividade dos valores morais.[12] Mas é possível que outras pessoas concordem com nossos valores sem que abracem a nossa fé. São possíveis mútuos acordos entre visões de mundo diferentes ou mesmo a persuasão. Tudo isso deve ser resolvido no ‘foro’, na ‘ágora’, na discussão pública e democrática. Se as pessoas acatarem e elegerem representantes que proponham e legislem conforme determinados valores, que assim seja. E se valores que não pudermos aceitar forem promulgados, que resistamos. Eis como a nossa visão de mundo encara as coisas.

Entretanto, algum iluminado defensor da imparcialidade e da neutralidade alegaria que, assim, estaríamos impondo nossos valores aos demais. Em abono a tal visão, alegariam a laicidade do Estado e coisas do tipo. O que não percebem com isso é que, em nome de tal laicidade, propõem, na verdade, a universalização da visão naturalista de mundo como se esta fosse não uma das opções dentro do ‘mercado de cosmovisões’, mas a visão de mundo básica da qual abraçamos uma determinada religião ou filosofia. É como se a visão de mundo sem qualquer crença fosse ateísta, empirista e naturalista. A fé em Deus (qualquer um) seria um acréscimo a essa perspectiva neutra na qual todos se encontram. Quaisquer valores que acompanham essa crença (e outras) são acréscimos que devem ser retirados e restritos a ‘fórum íntimo’. Acontece que essa perspectiva não poderia estar mais equivocada. A própria visão de mundo ateísta é apenas uma das opções possíveis dentre as cosmovisões existentes. E ela, como todas as demais, está recheada de crenças. Um ateísmo empirista a la Dawkins, Sagan e cia., e. g., pressupõe a existência do mundo externo, a justa correspondência entre nossos sentidos e o mundo externo,[16] a adequação de nosso aparelho cognitivo para a investigação do mundo, a ordem do universo[17] e assim por diante. Portanto, de um jeito ou de outro, a não ser que todo um povo regido por uma determinada legislação abrace a mesma visão de mundo, sempre haverá ‘imposição de crenças’. Sempre! Se não tentarmos ‘impor’ as nossas, nos submeteremos à imposição das crenças alheias, da visão de mundo que ganhar o debate político e convencer mais pessoas de sua integridade (ainda que disfarçada de visão neutra, como acontece no mundo secularizado hodierno).

Pra finalizar, precisamos olhar criticamente para a palavra ‘impor’, pois ela, por si, já é carregada de negatividade e não traduz corretamente a proposta. Tal como defendemos, as ideias seriam discutidas publicamente em universidades, na mídia e nas instituições políticas. Após a exposição adequada de cada uma, haveria uma abertura democrática para que o povo escolhesse seus representantes que, por sua vez, fariam leis conforme sua cosmovisão já que é impossível não pensar em valores e regras apartado dela ou de alguma outra. Isso não é impor, a não ser que o tal autor do artigo considere uma decisão democrática sobre a minoria perdedora uma ‘imposição ditatorial’.

“Cristo [...] estava longe de ser um rei com governo físico”, afirma o autor. Com alguma razão, é verdade, pois Jesus mesmo disse que seu reino não era desse mundo. O que isso quer dizer? Que não há incidência do reino de Deus no mundo? O que faremos, se for assim, com o ‘venha o teu Reino’ da oração dominical?[18] E com o ‘feliz é a nação em que Deus é o Senhor’ do salmista? [19] E com o ser ‘sal da terra e luz do mundo’ do discurso do próprio Jesus?[20]

Como autêntico canalha, tinha que haver uma falácia gritante no meio de tudo isso, o famoso e medíocre argumentum ad baculum: “Se você impõe sua fé sobre outros, apoia a oração obrigatória do Pai Nosso em escolas e ambientes públicos”. É claro que argumentar que se deve fazer política com nossos pressupostos nada tem que ver, necessariamente, com obrigação de ritos de nossa religião ao povo (a não ser que todos o queiram). É muito possível que um ateu concorde conosco no que diz respeito à desestruturação da família pela agenda LGBT, que não apoie as reivindicações de determinadas vertentes feministas como as do aborto ou de agendas em prol de vantagens sobre os homens, e muitas outras coisas nesse sentido. Tudo será decidido ‘na ágora’. Poderíamos apelar para algumas falácias semelhantes para responder, caso a argumentação racional e honesta não surta efeito por não ser do mesmo ‘idioma’ do articulista. Poderíamos dizer que se não concordarmos com a ‘imposição’ de valores e ‘religião’, então estaríamos concordando com a supressão da religião, com a morte aos teístas (ou politeístas, ou panenteístas... etc.). É claro que a ligação não é necessária. Mas, argumento tosco por argumento tosco...

Por fim, a última frase infeliz e ingênua do artigo: “se você apoia a imposição de regras morais sobre a vida de pessoas através do estado [sic.], você não é um Cristão”. Será que ele acha isso realmente errado em todas as situações? Acha que Israel, no Antigo Testamento, era uma nação anticristã?[21] E, afinal, como é que o Estado fará leis, julgará e as executará sem que haja qualquer referência moral? A própria ideia de que não haja uma autoridade para impor a moral já é uma opção moral! Essa frase infeliz é uma ótima amostra do que é a mente confusa de um progressista que quer ser, ao mesmo tempo, cristão, mas acaba invertendo tudo, cometendo todo tipo de erros conceituais, falácias e equívocos. Há como ser mais patético?

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Notas:
[1] Que pode ser encontrado no seguinte endereço: 
https://oevangelhosocial.wordpress.com/2016/06/07/dez-coisas-que-voce-jamais-poderia-votar-a-favor-enquanto-segue-a-jesus/. Acessado em 10/06/2016. O próprio nome do site já é lastimável. ‘Evangelho Social’ é o nome de um movimento que, sendo muito breve, encarava a missão da igreja como ação social e, com isso, menosprezava o Evangelho. Em outras palavras, a Igreja é quase que uma ONG e o céu não é esperado como algo mais do que uma sociedade aperfeiçoada.
[2] Segundo a divisão que propusemos, ficou determinado que Lucio Antônio de Oliveira cuidasse da introdução, conclusão e dos pontos um (1) e nove (9). Nathan Rodrigues Falcucci ficou com o ponto oito (8). Daniel Pinto Rosa ficou com os pontos três (3), quatro (4), seis (6) e sete (7). Charles Lucio de Oliveira, por fim, ficou com o ponto cinco (5). O ponto dois (2) envolve uma controvérsia que preferimos deixar de tratar neste artigo por demandar mais estudos específicos. Quanto aos demais, estamos convictos de que poderemos defende-los de quaisquer tréplicas.
[3] Sobre este ponto, não pretendemos expor o porquê das Escrituras condenarem o homossexualismo e as refutações aos pseudo-intérpretes que tendam desqualificar os textos e permanecerem cristãos. Podemos recomendar textos óbvios e algumas indicações de leitura e vídeos. Alguns dos textos inegáveis a esse respeito são, no Antigo Testamento, Levítico 18:22-24, 20:13; no Novo Testamento, Romanos 1:24, 26-27; 1 Coríntios 6:9.
[4] Como leitura recomendamos o excelente artigo no Teologia Brasileira:http://www.teologiabrasileira.com.br/teologiadet.asp?codigo=448. Para aperfeiçoar ainda mais o tema há várias obras sobre o assunto, dentre as quais recomendamos daquele que particularmente o autor dessas linhas considera um dos maiores apologistas de todos os tempos: http://editoramonergismo.com.br/?product=homossexualismo-uma-analise-biblica. Há bons vídeos a respeito do assunto. Recomendamos fortemente: https://www.youtube.com/watch?v=ssoP88_Y6y8 e https://www.youtube.com/watch?v=rKClkIKWeKE
[5] Não precisamos nos delongar muito para demonstrar que a filiação é dádiva para o salvo, o cristão. Basta observarmos textos como os de João 1:12-13 e Romanos 8:14-17. Observemos que, no primeiro, é nos dito que, ao crermos em Cristo ganhamos o poder de sermos chamados filhos de Deus. No segundo somos informados que recebemos o espírito que clama ‘Aba, Pai’, que os filhos de Deus são guiados pelo Espírito (o que, evidentemente, não é uma realidade universal) e que são herdeiros de Deus e coerdeiros com Cristo. Chamamos isso da doutrina clássica da ‘Adoção’ [cf. qualquer Teologia Sistemática, na parte de soteriologia]. O que precisamos esclarecer, por agora, é que a condição para sermos adotados e, assim, poder chamar a Deus de Pai é crermos em Cristo e, crer nele é acreditar que ele é quem as Escrituras dizem que é, e que ele fez o que a Escritura diz que fez.
[6] Diga-se de passagem, é o argumento que Caio Fábio usa na entrevista concedida ao ‘The Noite’, como pode ser conferido aqui: https://www.youtube.com/watch?v=p4LiQ-2j9Vg.
[7] Cf. a distinção que Falcucci faz, doravante, sobre os tipos de leis.
[8] O autor do famigerado artigo que estamos dissecando disse: “Ao vermos alguém, antes de ver um LGBT ou um hétero, precisamos ver uma pessoa, que possui uma dignidade humana que merece ser respeitada”. Não poderíamos estar mais de acordo com essas palavras, desde que tiradas do contexto e do significado que ele quis dar. Precisamos ver uma pessoa, com dignidade humana e que merece ser respeitada. Agora, se ele entende por ‘respeitada’ incluir conferir-lhes alguns ‘direitos particulares’, então temos um franco desacordo. E assim pensamos que se dá. Cf. este artigo mostra como nós entendemos dever ser a relação entre cristãos e homossexuais:
http://panaceiateoreferente.blogspot.com.br/2015/04/dialogos-sobre-homossexualidade.html
[9] É bom observar que este é o ponto 9 no artigo que estamos respondendo. Estamos organizando as respostas numa ordem que nos parece adequada. O título do ponto continua o mesmo.
[10] Números 12:3.
[11] Números 20:10-11.
[12] Aqui percebemos, evidentemente, nosso total compromisso com o pressuposicionalismo. É claro que não é uma abordagem hegemônica dentro do cristianismo e, AQUI, é possível discordar do que diremos enquanto cristãos. Entretanto, estamos convencidos de que detemos a visão mais amadurecida e biblicamente orientada sobre o assunto. Haverá alguns desdobramentos possíveis dentro do próprio pressuposicionalismo que podem ser discutidos. Apresentaremos a vertente, dentro dessa vertente maior, que mais nos apetece.
[13] Em contraste com sua subjetividade ou com serem eles apenas desdobramentos de um único valor que é o bem estar do indivíduo ou do maior número de indivíduos possíveis.
[14] Como uma imposição governamental de que não podemos ensinar nossos filhos sobre nossa religião, ou que não temos o direito de culto comunitário.
[15] Para não se atemorizarem para a suposição de que há uma infinidade de cosmovisões, percebam a citação de Sire e a explicação aqui:
http://panaceiateoreferente.blogspot.com.br/2014/08/sobre-filosofia-e-ser-filosofo_30.html
[16] Isso não quer dizer que, como os pós-modernistas, ao perceberem coisas como essas, proponham a impossibilidade de se decidir de forma racional entre as várias cosmovisões. Há diferentes propostas de discutir a questão. Uma delas é testar a coerência interna, abrangência e praticidade de uma cosmovisão (como se segue nos seguintes artigos: 
[17] https://mcapologetico.blogspot.com.br/2011/09/sobre-ciencia-e-fe-2.html
[19] Mateus 6:10.
[20] Salmo 33:12 [salvaguardando as diversas perspectivas escatológicas que interpretam o verso de forma diferente].
[21] Mateus 5:13-16.
[22] É claro que um dispensacionalista enxergaria a coisa um pouco diferente.

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Autor: Lucio Antônio de Oliveira
Divulgação: Bereianos

quarta-feira, 6 de julho de 2016

BIANCA TOLEDO ANUNCIA O FIM DO SEU SEGUNDO CASAMENTO E ACUSA EX-ESPOSO DE PEDOFILIA


PARE E PENSE!




Bianca Toledo se separou mais uma vez. Ela alega que o "pastor" Felipe Heiderich, seu atual esposo, era pedófilo e homossexual, e que praticava estes atos durante o casamento, sem que ela o soubesse.

Independente de concordar ou não com algumas posturas de Bianca, pedimos oração por ela pois entendemos que não é facil se deparar com uma situação como estas.

A anulação do casamento foi aceita como legitima diante das provas apresentadas ao juiz e o pedido de prisão foi feito mediante comprovação suficiente.

Cabe à justiça julgar Felipe Heiderich e se comprovado o crime de pedofilia, que seja então condenado com todo o rigor da lei.




Fonte: pulpitocristão

terça-feira, 5 de julho de 2016

O que a demonstração do amor de Deus pode fazer: 200 mil tibetanos, incluindo 62 monges budistas decidem seguir a Jesus


O site Christian Today publicou que algo maravilhoso  está acontecendo no Tibete, uma região na China considerada como a mais alta do mundo e a casa do Monte Everest, a maior montanha da terra que aumenta mais de 8.850 metros acima do nível do mar. 

Os tibetanos são na sua maioria budistas, mas há também alguns muçulmanos e poucos cristãos, de acordo com fontes. 

O relatório do ano passado da missão Asian Access, que divulga a Palavra de Deus no sul da Ásia, mostrou que um monge budista tibetano se converteu a Jesus Cristo. Ele ouviu as boas novas de uma equipe de missionários, que ofereceram ajuda humanitária para as pessoas do Tibete, após um grande terremoto que atingiu a região.  

Joe Handley, presidente da Asian Access explica que esse ex-monge era muito influente, tendo vivido 30 anos como guia espiritual dos praticantes do budismo tibetano, tornando-se um Lama. 

Mesmo perseguido por ter abandonado a antiga fé ele perseverou e recebeu treinamento, sendo consagrado pastor depois de um tempo. Por causa do seu testemunho, 62 monges também abandonaram Buda por Cristo. 

A Asian Acces explica que nos últimos 12 meses, mais de 200.000 pessoas entregaram as vidas a Cristo no Tibete. 

Com cerca de 3 milhões de habitantes, o país ficou fechado ao cristianismo durante séculos, por conta de leis que proibiam que estrangeiros pregassem qualquer outra religião que não fosse o budismo tibetano. O líder de facto do país era o Dalai Lama, até que na década de 1950, foi invadida e passou parte da China. 

Para Handley, esse avivamento ocorre em parte por cauda do trabalho dos missionários cristãos que chegaram ao Tibete após o terremoto devastador do ano passado. 

“Eles não viram budistas, hindus ou outros grupos religiosos ajudando no meio dos escombros. Mas semana após semana, estavam ali seguidores de Jesus que dedicaram seu tempo e arriscaram suas próprias vidas para servir, dispondo-se a ser as mãos e os pés de Jesus”, assegura. 

O desafio da missão agora é ajudar a plantar novas igrejas no país que é 90% budista e possui um outro grande empecilho: sua geografia. O Tibete fica no alto da cordilheira do Himalaia, lar das montanhas mais altas do planeta como o Monte Everest (8 848 m) e o K2 (8 611 m). A temperatura média anual é sempre abaixo de zero e o acesso as aldeias é extremamente difícil.  

Nota do BLOG 

Enquanto o ocidente caminha a largos passos para a desconstrução dos valores judaicos cristãos, no oriente, Deus pela sua graça e bondade está salvando um número incontável de pessoas. Os relatos de conversão na Ásia, África e Oriente Médio apontam para misericórdia de Deus para com povos dos mais variados.  

Louvado seja o seu nome pela sua graça e bondade. 

Pr. Renato Vargens

PRESO E TORTURADO, PASTOR CHINÊS ENVIA MENSAGEM À IGREJA: “DEUS NÃO ERRA”



“É melhor ficar em paz e esperar por Deus”, escreveu o pastor conhecido na China como Yang Hua, em uma carta divulgada pela esposa dele. O líder cristão foi preso há mais de seis meses, juntamente com quatro outros membros da Huoshi, a maior igreja subterrânea da província de Guiyang.

“Deus é onisciente. Acredito que ele nunca comete erros”, disse o pastor na correspondência que a Missão China Aid divulgou na internet como um exemplo de fé. As autoridades prenderam Yang em janeiro, com acusações de “traição”, dentro da campanha constante que vem fazendo contra os cristãos.

Ele tentou acalmar a esposa, afirmando que a forte dor nas costas que vinha sentindo desapareceu. Atribuiu isso a uma cura divina, já que não tem acesso a tratamento médico na penitenciária de Nanming, onde está encarcerado. O material cita Isaías 30:15, que diz: “No arrependimento e no descanso está a salvação de vocês, na quietude e na confiança está o seu vigor”.

Além de aconselhar sua esposa no cuidado com seus filhos, também deu a ela algumas dicas financeiras. “Nunca pare de orar”, foi sua mensagem a ela e que devia ser passada à igreja.

Parafraseando Paulo (em 1Ts 5:18), complementou: “Seja grata, porque essa é a vontade de Deus em Jesus Cristo”. A situação do pastor Yang é comparável a do iraniano Saed Abedini, que passou mais de 3 anos preso e ocasionalmente enviava mensagens para a igreja.

O advogado Chen Jiangang relata que conseguiu ter apenas uma conversa com seu cliente. Ele está denunciado que Yang foi torturado, na tentativa de fazê-lo assinar uma confissão de seus “crimes contra o estado”, mas ele se negou.

Entre os procuradores que o questionaram estava um chamado Ke Jun, que fez sérias ameaças ao pastor Hua, acusando-o de espionagem.
“Ninguém aqui gosta de você. Você sabe por que os porcos da fazenda atrás deste edifício estão gordos? Nós podemos transformá-lo em alimento para porcos, que é uma maneira rápida de morrer. A outra maneira é levá-lo para um lugar isolado e ninguém vai descobrir como você morreu. Nós podemos fazê-lo experimentar algo pior do que a morte. Em seguida, desaparecer com o seu corpo…  Posso trazer uns três ou quatro caras aqui para violentá-lo e torturá-lo todas as noites”.

A mulher e os filhos de Yang também foram ameaçados. Mesmo assim, ele avisou que não irá admitir um crime que não cometeu.

A China Aid, missão dirigida por evangélicos que luta pelos direitos humanos e denuncia a perseguição religiosa na China, está acompanhado o caso. Além de orações, pede que as pessoas usem a hashtag #FreeYangHua em suas redes sociais, para chamar atenção ao caso dele.

Também solicita que assinem uma petição online (aqui), que será encaminhada à embaixada da China nos EUA. Mais de 55 mil pessoas já assinaram, sendo que o alvo é 100 mil.

***

A CULPA É DOS CRISTÃOS, DIZ JEAN WYLLYS SOBRE ATAQUE TERRORISTA ISLÂMICO


Por Leo Gonçalves


Cerca de 200 pessoas dançavam na boate Pulse, em Orlando, uma das principais boates gays da cidade, quando foram surpreendidas por um homem portando um fuzil AR-15 e uma pistola automática.
Por volta das 2h (hora local), Omar Mateen entrou no lugar abrindo fogo. O ataque deixou 50 mortos e pelo menos 53 pessoas foram feridas. Ele ligou para a polícia e disse que fez aquilo em nome do grupo terrorista Estado Islâmico.

Além das armas e munições, os agentes do FBI encontraram com ele um dispositivo parecido com uma bomba. 

Horas após o ataque, uma agência de notícias ligada ao grupo terrorista Estado Islâmico afirmou que “um combatente da facção executou o atentado”.

No Brasil, simpatizantes da causa LGBT usaram o evento para os hostilizar cristãos, acusando-os de homofobia. Segundo a lógica do grupo, os cristãos são culpados por disseminar o tipo de ódio que acabou culminando na morte dessas 50 pessoas na boate em Orlando. 

JEAN WYLLYS E SUA LÓGICA GAYZISTA


Lamentamos profundamente a morte dessas 50 pessoas. Mas lamentamos também a mentalidade rasa dos grupos ativistas que usam da dor alheia para fazer militância, e contrariam os princípios da lógica sem medo de cair no ridículo. Veja o que disse o deputado Jean Wyllys (PSOL):

“E quando criticamos os discursos de ódio dos "bolsomitos" e "malafaias" e "felicianos" e "euricos" e das "marisas lobos" e "ana paulas valadões" da vida e dos legislativo contra gays, lésbicas e transexuais, estamos pensando justamente no quanto o discurso de ódio proferido por essas pessoas - agora em alta porque aliados dos golpistas que tomaram a presidência da República - pode levar pessoas "de bem" a praticar atos de violência física - assassinatos e agressões físicas - contra membros da comunidade LGBT.”

O que será que leva Wyllys a fazer afirmações tão absurdas? Alguém já viu Ana Paula Valadão maltratando um homossexual? Marco Feliciano espancando um gay na rua? Não, Jean, não foi a psicóloga Marisa Lobo que entrou na boate Pulse empunhando um fuzil e disparou naquelas 50 pessoas. 

As declarações de Jean Wyllys dão mostras de desespero à medida em que ele percebe que o povo brasileiro se identifica com a agenda conservadora, e como indicam as pesquisas, na sua maioria repudia o casamento gay, o aborto, quer a redução da maioridade penal e deseja leis mais severas para combater o crime.

Mas fique tranquilo, senhor deputado. Cristãos não entram em boates gays e matam em nome da sua fé. Jesus, diferente de Maomé, não nos ensinou isso. Cristãos pregam o evangelho e cuidam das pessoas. Você nunca vai encontrar um crente empunhando fuzil na Av. Augusta em SP, ou na Lapa no RJ. Eles vão lá com a sua bíblia, e movidos pelo amor de Deus e pelo amor aos homossexuais, compartilham o evangelho com esperança de aqueles que estão ali disfrutem da mesma alegria e se sintam abraçados pelo mesmo amor que eles um dia conheceram.

Nota: Como sabem os leitores do site, nós não concordamos com algumas doutrinas de Ana Valadão, Marco Feliciano, Silas Malafaia e outros líderes evangélicos. Mas isso não nos impede de reconhecer que eles tem razão muitas vezes, nem nos faz cegos a ponto de não reconhecer suas contribuições.


***
O post de Jean Wyllys pode ser lido na integra aqui

O Cristão e a Maconha: 6 Considerações

image from google


O consumo ordinário da maconha já não é mais considerado uma prática vergonhosa ou marginalizada na sociedade contemporânea, mas apenas uma preferência comum como o tabaco, o café ou o álcool. Essa mudança traz inúmeras consequências e preocupações, especialmente para pais, pastores, conselheiros bíblicos e líderes de igrejas em geral. De certa maneira, representantes desses grupos aguardam um “posicionamento cristão” sobre esse assunto. Porém, o assunto é demasiadamente complexo e controverso para se apresentar uma análise que atenda todas as implicações desse fenômeno. Por isso, o que se apresenta aqui são apenas ponderações iniciais de um assunto que necessita maior discussão.

Na controvérsia sobre a maconha, há alguns que a interpretam como uma droga como qualquer outro medicamento e, portanto, o seu uso não deveria ser discriminado. No entanto, é preciso lembrar que os medicamentos são drogas administradas com o objetivo de reparar ou restaurar as funções normais do corpo humano. Mas a maconha ou outras drogas psicoativas têm o objetivo de ampliar a experiência e sensação e gratificação humana. Além do mais, qualquer droga (legal ou ilegal) auto administrada apresenta um perigo para a saúde do seu consumidor.

Por anos a resposta cristã sobre a maconha foi que o seu uso era pecaminoso por se tratar de uma droga ilegal e que ofende o corpo, o templo do Espírito. Nos últimos anos, porém, essa posição tem sido contestada até em alguns círculos cristãos. Quanto à sua ilegalidade, as manifestações pró-canabis procuram, a todo custo, alterar esse status e muitos argumentam que a legalização traria mais benefício social do que prejuízo. No que diz respeito aos supostos efeitos maléficos no corpo, a erva tem sido apresentada como contendo propriedades medicinais, especialmente útil para tratamentos de casos de dores crônicas. Dessa maneira, a aceitação geral do uso da maconha é mais um fenômeno social a desafiar o cristão a rever ou reafirmar o seu posicionamento sobre o assunto.

O uso e os efeitos da maconha não são estranhos às famílias evangélicas, pois muitos pais se preocupam e se entristecem pelo interesse de seus filhos pela droga. Mães se espantam ao perceber alguns efeitos estranhos da droga, a ponto de, aparentemente mudar a personalidade de seus filhos: vitimizações, explosões de ira, ânsia por doces, indiferença a tudo e a todos, etc. Alguns líderes de igrejas não sabem como proceder ao descobrirem que seus jovens não veem qualquer contradição entre confessar a fé cristã e fumar maconha habitualmente. Porém, não se pode dizer que a juventude seja o único grupo interessado nesse consumo. Há muitos cristãos adultos que também se dizem incertos quanto à proibição do uso da maconha e até outros que fazem uso ocasional da erva. Assim, não é mais possível afirmar que o “perigo mora ao lado”, pois ele já é uma realidade dentro da casa de alguns cristãos.

Apenas para complicar um pouco mais, há até a tentativa de se defender teologicamente o uso da maconha. Nesse sentido, alguns usam certos textos bíblicos que supostamente validariam o seu consumo. Um desses textos é Gênesis 1.29: “E disse Deus ainda: Eis que vos tenho dado todas as ervas que dão semente e se acham na superfície de toda a terra e todas as árvores em que há fruto que dê semente; isso vos será para mantimento”. O argumento frequentemente empregado nesse sentido é: desde que a maconha é uma erva que produz semente, segue-se que o seu consumo é sancionado desde a criação. Todavia, o que é omitido nesse argumento é que na criação o Senhor se referia a ervas comestíveis, enquanto que o meio mais usado para o consumo da maconha é fumando-a. Ainda que alguns misturem essa erva a comidas, como biscoitos e petiscos, etc., o propósito nesses casos não é alimentício, mas a obtenção dos efeitos sensoriais resultantes de seu ingrediente psicoativo (THC). Além do mais, qualquer interpretação correta dos textos bíblicos deve considerar o que foi ordenado antes da queda e o que foi pervertido após a mesma, pois a entrada do pecado no universo alterou a realidade tanto da fauna quanto da flora, micro-organismos e DNAs. De fato, nada é mais como antes!

Alguns defensores do consumo da maconha ainda apelam para a analogia entre a erva e o álcool. De fato, a história bíblica testifica de muitos heróis da fé que ingeriram álcool sem qualquer problema de consciência. Até mesmo o Redentor não se privou de beber o vinho, ordenando, inclusive, que a sua morte fosse relembrada por meio dessa bebida (cf. Mt 11.19 e 1Co 11.24-25). Nesse caso, porém, há que se considerar que uma pessoa pode consumir pequenas quantidades de álcool sem qualquer intenção de se intoxicar, mas ninguém pode fumar maconha sem esse objetivo. Em quase todos os casos do uso recreativo da maconha, a motivação básica é a intoxicação para se obter os efeitos proporcionados por essa erva! No caso do álcool, a pessoa pode ingeri-lo sem a intenção de entorpecimento. De qualquer forma, o cerne da questão será a motivação da pessoa ao usar um ou outro!

Finalmente, ainda que exista muita controvérsia sobre o uso da maconha, é possível estabelecer um consenso sensato a respeito de alguns assuntos relacionados ao uso dessa erva. De fato, há alguns tópicos que são claramente reconhecidos e sustentados por todos e antes de qualquer aprofundamento sobre o assunto eles devem ser lembrados. O consenso em relação a esses itens se fundamenta tanto sobre o senso comum quanto o conhecimento factual sobre a canabis.

1) Em última instância, qualquer pessoa que recorre ao uso de uma substância psicoativa o faz na tentativa de fugir da realidade e criar uma situação mais aceitável aos seus desejos. Não importa se de início isso assuma o formato de busca por aceitação, modismo, curiosidade ou revolta. O fato é que ninguém recorre a qualquer subterfúgio se o seu mundo interior estiver “resolvido” e em “ordem”. Por essa razão, o consumo da maconha ou qualquer outra droga é, de fato, uma rendição aos desejos desordenados do indivíduo e uma busca por uma solução imediata que ao final poderá resultar em maiores sofrimentos.

2) A maconha consumida nos dias atuais é muito diferente daquela que as pessoas fumavam nos anos 60 e 70. A potência presente no produto atual torna a experiência dos seus usuários mais intensa. Além do mais, a crescente competição entre os fornecedores incentiva ao desenvolvimento de um produto mais “forte”, com reações mais rápidas e efeitos colaterais mais nocivos. Hoje, por exemplo, existe a maconha sintética (canabioide sintético), produzida em laboratório, mais barata, mais potente e mais perigosa. (fonte: http://bbc.in/299fbBo)

3) Não há nenhuma droga que altera o humor e o estado mental de uma pessoa que seja inofensiva. Certamente é possível dizer que algumas drogas são menos maléficas do que as outras, mas nenhuma delas é inconsequente. No caso da maconha, ela pode até ser menos nociva do que muitas outras drogas, mas ao final, todas podem se tornar viciantes ou “abrir as portas” para o consumo de outras substâncias mais danosas.

4) Geralmente o consumo de uma droga considerada ilegal aumenta rapidamente após a sua liberação no mercado, mas pode até diminuir com o passar do tempo. Todavia, os problemas domésticos e sociais advindos do seu consumo não acompanham o mesmo processo de interesse, ou seja, eles não diminuem com o passar do tempo. Um exemplo claro disso é o que se vê com o cigarro e o álcool. Além do mais, qualquer tentativa de fugir da realidade ou dos problemas por meio do uso de alguma substância química, acaba se revelando mais problemática, pois após o efeito da mesma, a realidade ainda terá que ser encarada e ela poderá até ter se agravado.

5) Assim como acontece com o álcool, é possível que alguns usuários casuais de maconha não apresentem efeitos prejudiciais imediatos. Todavia, utilizando a mesma analogia do álcool, é possível identificar pessoas que tiveram suas vidas negativamente alteradas pelo uso dessas drogas psicoativas e já não conseguem mais retornar à normalidade passada. Além do mais, ainda que os efeitos físicos não se apresentem imediatamente, as consequências espirituais e relacionais podem ser devastadoras.

6) Com todas as tensões da vida em um mundo caído, é compreensível que as pessoas procurem por uma forma de alívio imediato. No caso da maconha, porém, a proposta do alívio pode se tornar um pesadelo, tanto para a família como para o usuário. A razão para isso é que não existe uma paz que seja gerada por um produto químico e nem tranquilidade duradoura que seja resultante de uma substância externa. A verdadeira paz e tranquilidade são frutos do relacionamento com o Deus da paz, e isso não acontece por uma ingestão, mas conversão e mudança de dentro para fora (Rm 5.1-2). O esforço por se obter alívio na maconha ou qualquer outra coisa que não na comunhão com o verdadeiro Deus, revela uma distorção na adoração, onde se busca na criação aquilo que só o Criador pode conceder.

Concluindo, a popularidade do consumo da maconha é um convite à reflexão e discussão pelas igrejas e pequenos grupos. Nesse sentido, a pior resposta cristã a esse desafio será manter as pessoas na ignorância do mesmo, pois a curiosidade se alimenta da falta de conhecimento. Há que se considerar ainda as maneiras mais eficientes e coerentes com o Evangelho de se oferecer ajuda àqueles que lutam contra a inclinação de se voltarem para essa ou outras drogas.

***
Sobre o autor: Rev. Valdeci da Silva Santos é bacharel em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Sul – Extensão de Goiânia (B.Th., 1988), mestre em Teologia Sistemática (Th.M, 1997) e doutorado em Estudos Interculturais pelo Reformed Theological Seminary (Ph.D., 2001). Em 2011 concluiu seus estudos pós doutorais em Aconselhamento Bíblico pela Christian Counseling Educational Foundation – CCEF. Atualmente é Secretário Geral de Apoio Pastoral da IPB e Vice-diretor do CPAJ. 
Fonte: Centro Presbiteriano de Pós-Graduação Andrew Jumper - Página Facebook
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