sábado, 12 de março de 2022

COMO TRANSFORMAR A DERROTA EM VITÓRIA?

 

COMO TRANSFORMAR A DERROTA EM VITÓRIA?

Josué 7.10-8.1-3

No dia 12 de agosto de 1849 o famoso pregador britânico F. W. Robertson disse:

A vida, assim como a guerra, é uma série de erros, e não é o melhor cristão nem o melhor general que dá o menor número de passos em falso. A mediocridade pode levar a essa ideia. Na verdade, porém, o melhor é aquele que conquista as vitórias mais esplêndidas extraindo-as dos erros. Esqueça os erros; use-os para organizar vitórias. Essas palavras, afirma exatamente o oposto do que quase todos hoje em dia – inclusive as pessoas da igreja – pensam da vida.

Henry Ford teria concordado com Robertson, pois definia um erro como “uma oportunidade de recomeçar de modo mais inteligente”. Josué também teria concordado, pois estava prestes a “recomeçar de modo mais inteligente” e a transformar seus erros em vitória. Mas, para transformarmos as nossas derrotas em vitórias, nós precisamos:

1- ELIMINAR O PECADO JS 7.10-13

Israel havia enfrentado a grande cidade de Jericó, para os soldados de Josué, vencer a cidade de Ai seria algo fácil. Mas, após a grande vitória contra a poderosa Jericó, foi derrotado de forma humilhante por Ai (Josué 7). A causa da derrota coletiva foi o pecado de Acã. O erro de Acã levara Israel a uma derrota humilhante, a um desastre inconcebível naquele momento. Como consequência Deus se irou contra Israel e não só contra Acã? A resposta para a ira de Deus contra Israel está na doutrina da Aliança (pacto), o erro de um era o erro de todos. A causa da derrota de Israel foi a desobediência de Acã (Js 7.1,20,21).

Oh meus irmãos, como consequência da desobediência, Israel foi derrotado ( Js 7.2-5) Josué e os seus soldados ficaram desesperados (Js7,6-9) de tal maneira que Josué não sabia mais o que fazer. Naquele momento difícil Josué buscou a face do Senhor então Deus lhe deu a direção Js 7.10-15). A oração trouxe a descoberta do pecado (Js 7.16-21). Com a descoberta do pecado, Josué precisou tratar o erro, para isso ele aplicou a disciplina (Js 7.22-26) e assim o pecado foi eliminado do meio da congregação do povo de Deus.

Meus irmãos, assim podemos ver que o pecado foi investigado, identificado, confessado, julgado e punido. Israel precisava continuar marchando e Ai precisava ser enfrentada e derrotada.

2-RECOMEÇAR DE NOVO (JS 8:1, 2)

Uma vez que a nação de Israel havia julgado o pecado que contaminara o arraial, Deus poderia lhes falar em misericórdia e dirigi-los na conquista da terra. “O Senhor firma os passos do homem bom e no seu caminho se com praz; se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão” (SI 37:23, 24).

Não importa quantos erros venhamos a cometer, o pior erro de todos é não tentar outra vez. Alexandre Whyte diz: “A vida cristã vitoriosa é uma série de recomeços”. O capitulo de Josué 8 nos ensina a transformar derrotas em vitória. Nele aprendemos a recomeçar de forma mais inteligente. Para recomeçar o ponto partida é a palavra de Deus. Porque na Palavra de Deus é:

A palavra de ânimo (v. 1a). O fracasso costuma ser acompanhado de duas reações: o desânimo em função do passado e o medo do futuro. Olhamos para trás e nos lembramos dos erros que cometemos, e, em seguida, olhamos adiante e nos perguntamos se há algum futuro para pessoas que fracassam tão tolamente.

A resposta para nosso desânimo e medo é ouvir e crer na Palavra de Deus: “Não temas, não te atemorizes” (v. 1).

Veja as declarações de “não temas” em Gênesis, Isaías 41 – 44 e nos oito primeiros capítulos de Lucas. Deus nunca desencoraja seu povo de fazer progresso. Enquanto obedecemos a seus mandamentos, temos o privilégio de nos apropriarmos de suas promessas. Deus tem prazer em “mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele” (2 Cr 16:9).

A palavra de instrução (vv. 1b-2). Deus sempre tem um plano para seu povo, e a única forma de alcançarmos a vitória é obedecer às instruções do Senhor. Em sua primeira investida contra Ai, Josué seguiu o conselho de seus espias e usou apenas parte do exército, mas Deus lhe ordenou que levasse “toda a gente de guerra” (Js 8:1). O Senhor também disse a Josué para usar uma emboscada e aproveitar-se da autoconfiança de Ai em decorrência da primeira derrota de Israel (Js 7:1-5). Por fim, Deus deu aos soldados o direito de apropriar-se dos despojos, mas deviam queimar a cidade. Se Acã tivesse esperado apenas alguns dias, poderia ter pego toda a riqueza que quisesse. Deus sempre dá o que há de melhor para aqueles que deixam a escolha ao encargo dele. Quando corremos na frente do Senhor, normalmente nos privamos de bênçãos e prejudicamos a outros.

A palavra de promessa (v. 1c). “Olha que entreguei” – essa foi a promessa de Deus (ver Js 6:2) e a garantia a Josué de que teriam a vitória, desde que obedecessem às instruções do Senhor. Mas é preciso nos apropriarmos de todas as promessas pela fé. A promessa de Deus não tem eficácia alguma a menos que seja “acompanhada pela fé” (Hb 4:2). Israel sofreu uma derrota terrível por ter agido de modo presunçoso no primeiro ataque contra Ai. As promessas de Deus fazem a diferença entre a fé e a presunção.

Não importa quão terrível tenha sido nosso fracasso, podemos sempre nos levantar e começar outra vez, pois nosso Deus é um Deus de recomeços.

Hoje em dia meus irmãos, Deus não nos fala de modo audível, como acontecia com frequência nos tempos bíblicos, mas temos a Palavra de Deus diante de nós e o Espírito de Deus dentro de nós; e Deus nos guiará, se esperarmos pacientemente na sua presença e se assim recomeçarmos nós vamos transformar as nossas derrotas em vitórias.

3- SEGUIR A ESTRATÉGIA DE DEUS (JS 8:3-13)

Meus irmãos, Deus não é apenas o Deus de recomeços, mas também o Deus da variedade infinita. Como disse certa vez o rei Artur: “Deus cumpre seus propósitos de muitas maneiras, para que uma boa tradição não venha a corromper o mundo”.

Deus muda seus líderes para que não comecemos a confiar na carne e no sangue, em vez de confiar no Senhor, e ele muda seus métodos para que não passemos a depender de nossa experiência pessoal, em vez de depender das promessas divinas (W. Wiersbe).

A estratégia que Deus deu a Josué para tomar a cidade de Ai foi quase o oposto da estratégia usada em Jericó. A operação em Jericó foi constituída de uma semana de marchas realizadas à luz do dia. O ataque a Ai envolveu uma operação noturna sigilosa que preparou o caminho para o ataque durante o dia. Em Jericó, o exército invadiu a cidade unido, mas para o ataque contra Ai, Josué dividiu suas tropas. Deus realizou um grande milagre em Jericó ao fazer as muralhas ruírem, mas não houve milagre algum desse tipo em Ai. Josué e seus homens simplesmente obedeceram às instruções de Deus ao fazerem uma emboscada e atraírem o povo para fora da cidade, e o Senhor lhes deu a vitória.

É importante que se busque a vontade de Deus para cada empreendimento da vida, a fim de não depender de vitórias passadas ao planejar o futuro. Como é fácil os ministérios cristãos acabarem em becos sem saída pelo simples fato de sua liderança não discernir se Deus deseja fazer algo novo por eles. Nas palavras do empresário norte-americano Bruce Barton (1886-1967): “Quem pára de mudar pára de viver”.

A estratégia de Ai tomou por base a derrota anterior de Israel, pois Deus estava transformando os erros de Josué em vitória. O povo de Ai estava seguro demais de si mesmo, pois havia derrotado Israel no primeiro ataque, e foi essa segurança excessiva que os condenou à derrota. “Vencemos uma vez, venceremos novamente!”

O plano era simples, mas eficaz. Liderando o restante do exército israelita, Josué viria do Norte e realizaria um ataque frontal contra Ai. Seus homens fugiriam, como haviam feito da primeira vez, o que levaria o povo de Ai, seguro de si, a afastar-se da proteção de sua cidade. Quando Josué desse o sinal, os soldados na emboscada entrariam na cidade e a incendiariam. O povo de Ai se veria encurralado entre dois exércitos, e o terceiro exército cuidaria de qualquer socorro que pudesse vir de Betel.

Como todo bom general, Josué acampava com seu exército (Js 8:9). Sem dúvida, incentivou os soldados a confiar no Senhor e a crer na promessa divina de vitória. O príncipe do exército do Senhor (Js 5:14) iria adiante deles, pois obedeceram à Palavra de Deus e confiaram em suas promessas.

A obra do Senhor requer estratégia, e, em seu planejamento, os líderes cristãos devem buscar a vontade de Deus. O termo estratégia vem de duas palavras gregas que, juntas, significam “liderar um exército”. A liderança exige planejamento, e o planejamento é uma parte importante da estratégia.

Deus sempre tem um plano estratégico para o seu povo. E o caminho mais curto e eficaz para a vitória é seguirmos as estratégias de Deus. Em sua primeira investida contra Ai, Josué seguiu o conselho dos homens e usou apenas parte da sua força militar. Agora, Deus diz: “toma contigo toda a gente de guerra, e dispõe-te, e sobe a Ai” (v.1). Deus ordena a Josué a usar todo o seu potencial de guerra. A estratégia divina tomou por base a derrota anterior, pois Deus nos ensina a transformar fracassos em sucessos. A estratégia que Deus deu a Josué para vencer Ai foi o oposto da estratégia usada em Jericó. Deus tem estratégias diferentes para cada empreendimento da nossa vida. Não confie em estratégias de sucesso, mas em Deus. Charles Stanley diz: “Ter sucesso é, dia após dia, ser como Deus quer que sejamos e alcançar as metas que estabelecemos sob a orientação dele”.

Deus diz a Josué: “olha que entreguei nas tuas mãos o rei de Ai, e o seu povo, e a sua cidade, e a sua terra” (v.1). A vitória vem do Senhor para aqueles que se apropriam das suas promessas. A promessa de Deus não tem nenhuma eficácia se não for acompanhada pela fé: “Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles que a ouviram” (Hebreus 4.2). Sem fé é impossível agradar a Deus e receber dele alguma vitória.

Não importa o tamanho ou a dimensão do seu fracasso. Você pode levantar e recomeçar outra vez. F. W. Robertson disse: “A vida, assim como a guerra, é uma série de erros, e não é o melhor cristão nem o melhor general que dá o menor número de passos em falso. A mediocridade pode levar a essa ideia. Na verdade, porém, o melhor é aquele que conquista as vitórias mais esplendidas extraindo-as dos erros. Esqueça os erros; use-os para organizar vitórias”.

4-ASSUMIR UM NOVO COMPROMISSO (JS 8:30-35)

Algum tempo depois da conquista de Ai, Josué conduziu o povo cerca de cinquenta quilômetros para o Norte até Siquém, uma cidade entre os montes Ebal e Gerizim. Nesse local, a nação cumpriu a ordem que Moisés havia lhes dado em seu discurso de despedida (Dt 27:1-8). Josué interrompeu as atividades militares para dar a Israel a oportunidade de firmar um novo compromisso com a autoridade de Jeová expressa em sua lei.

Josué construiu um altar (vv. 30, 31). Uma vez que Abraão havia construído um altar em Siquém (Gn 12:6, 7) e que Jacó havia morado ali por um breve período (Gn 33 – 34), aquela região possuía fortes laços históricos com Israel. O altar de Josué foi construído sobre o monte Ebal, o “monte da maldição”, pois somente um sacrifício de sangue pode salvar os pecadores da maldição da lei (Gl 3:10-14).

Ao construir o altar, Josué teve o cuidado de obedecer a Êxodo 20:25 e de não usar qualquer ferramenta nas pedras recolhidas dos campos. Nenhuma obra humana deveria ser associada ao sacrifício para que os pecadores não pensassem que seriam capazes de ser salvos por suas obras (Ef 2:8, 9). Deus pediu um altar simples de pedra e não um altar elaborado e decorado por mãos humanas, “a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (1 Co 1:29). Não é a beleza da religião criada por homens que concede o perdão aos pecadores, mas sim o sangue no altar (Lv 1 7:11). O rei Acabe substituiu o altar de Deus por um altar pagão, que lhe não conferiu a aceitação de Deus nem o aperfeiçoou como ser humano (2 Rs 16:9-16).

Os sacerdotes ofereceram holocaustos ao Senhor representando o compromisso total de Israel com Deus (Lv 1). As ofertas pacíficas foram uma expressão de gratidão a Deus por sua bondade (Lv 3; 7:11-34). Uma porção da carne foi entregue aos sacerdotes e outra aos ofertantes para que pudessem desfrutá-la alegremente com sua família na presença do Senhor (Lv 7:15, 16, 30-34; Dt 2:17, 18). Por meio desses sacrifícios, a nação de Israel estava declarando diante de Deus seu compromisso e comunhão com ele.

Josué escreveu a lei em pedras (vv. 32, 33). Esse ato foi realizado em obediência à ordem de Moisés (Dt 27:1-8). No Oriente Próximo daquela época, era costume os reis celebrarem sua grandeza escrevendo registros de seus feitos militares em grandes pedras cobertas de reboco. Mas o segredo da vitória de Israel não era seu líder nem seu exército, e sim a obediência à lei de Deus Js 1:7,😎.

Esse é o quarto monumento público de pedras a ser erigido. O primeiro foi em Gilgal (Js 4:20), comemorando a travessia do Jordão pelo povo de Israel. O segundo foi no vale de Acor, um monumento ao pecado de Acã e ao julgamento de Deus (Js 7:26). O terceiro foi na entrada de Ai, uma lembrança da fidelidade de Deus ao ajudar seu povo (Js 8:29). Essas pedras no monte Ebal lembravam Israel de que seu sucesso dependia inteiramente de sua obediência à lei de Deus (Js 1:7,8).

Josué fez a leitura da lei (vv. 34, 35). Seguindo as instruções de Moisés em Deuteronômio 27:11-13, foi determinado um lugar para cada tribo em um dos dois montes. Rúben, Gade, Aser, Zebulom, Dã e Naftali ficaram no monte Ebal, o monte da maldição. Simeão, Levi, Judá, Issacar, José (Efraim e Manassés) e Benjamim ocuparam o monte Gerizim, o monte da bênção. As tribos no monte Gerizim foram fundadas por homens que eram filhos de Lia ou de Raquel, enquanto as tribos do monte Ebal era constituídas de descendentes de filhos de Zilpa ou de Bila, servas de Lia e Raquel. As únicas exceções foram Rúben e Zebulom, pertencentes à descendência de Lia. Rúben havia perdido sua posição de primogênito, pois havia pecado contra seu pai (Gn 35:22; 49:3, 4).

O vale entre os dois montes foi ocupado pelos sacerdotes e levitas com a arca, cercados pelos anciãos, oficiais e juízes de Israel. Todo o povo estava voltado para a arca, que representava a presença de Deus no meio deles. Quando Josué e os levitas leram as bênçãos do Senhor unia a uma (ver Dt 28:1-14), as tribos do monte Gerizim responderam em uníssono e em alta voz “Amém!”, que, no hebraico, significa “Assim seja!”. Quando leram as maldições (ver Dt 27:14-26), as tribos do monte Ebal responderam com um “Amém!” depois da leitura de cada maldição.

Deus havia dado a lei por intermédio de Moisés no monte Sinai (Êx 19 – 20), e o povo havia aceitado e prometido obedecer. Moisés havia repetido e explicado a lei nas campinas de Moabe, na fronteira com Canaã. Aplicou a lei à vida do povo na Terra Prometida e admoestou os israelitas a obedecer. “Eis que, hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do S e n h o r, vosso Deus, que hoje vos ordeno; a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do S e n h o r, vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes” (Dt 1 1:26-28, observar os vv. 29-32).

No entanto, o fato de os cristãos “não [estarem] debaixo da lei, e sim da graça” (Rm 6:14; 7:1-6) não significa que podemos viver como bem entendermos e ignorar ou contestar a lei de Deus. Não somos salvos por guardar a lei, nem santificados por tentar observar os preceitos da lei; antes, o “preceito da lei se [cumpre] em nós” ao andarmos no poder do Espírito Santo (Rm 8:4). Se nos colocarmos sob a lei, deixamos de desfrutar as bênçãos da graça (Gl 5). Se andarmos no Espírito, experimentamos seu poder transformador e vivemos com o propósito de agradar a Deus.

Sejamos gratos a Jesus, que levou sobre si na cruz a maldição da lei em nosso lugar e que nos concede todas as bênçãos celestiais pelo Espírito. Pela fé, podemos nos apropriar de nossa herança em Cristo e marchar avante em vitória!

Pr. Eli Vieira

sexta-feira, 4 de março de 2022

DEUS NÃO MUDOU



Malaquias 3.6

No mundo grandes transformações estão acontecendo, sejam: políticas, geográficas, econômicas ou religiosas. Por exemplo, a cidade de Abu Dhabi que alguns anos atrás era pobre e sem expectativa, mas “quando o petróleo começou a fluir, a cidade de Abu Dhabi tinha apenas 46.000 habitantes, quatro doutores e cinco escolas. Os ricos tinham casa de barro; as famílias mais pobres construíam suas casas com bambu. Passados 50 anos, em 1958, os exploradores britânicos descobriram que ali se encontrava a quinta reserva de petróleo do mundo, e 90% desta estava, precisamente, abaixo de Abu Dhabi. Hoje esta cidade é capital dos Emirados Árabes Unidos, conta com a décima parte de todo o petróleo na terra, mais de $1 trilhão de USD investidos no exterior, e uma cidade que cresce de uma maneira inimaginável, gerando alianças e projetos urbanos de grandes proporções com as grandes potências mundiais¹, e hoje é considerada uma das cidades mais rica do mundo.

Deus levantou o profeta Malaquias para transmitir a sua mensagem a um povo que havia retornado do cativeiro e estava passando por mudanças, mas estas não era para melhor. Ele transmitiu sua mensagem a um povo desanimado, desiludido e cheio de dúvidas, não obstante, tudo o que Deus havia realizado. Judá estava se distanciando do Senhor, duvidando da sua palavra, do seu poder e da aliança, como consequência estava vivendo uma vida sem comunhão com Deus.

A mensagem do profeta Malaquias continua a ecoar ainda hoje, dizendo que o Deus da aliança não muda. Deus, é Imutável em:

1-EM SUA PALAVRA (Ml 3.7; 4.4; 24.35)

Israel havia deixado a lei e os estatutos do Senhor (Ml 3.7), os sacerdotes não estavam obedecendo o que a Palavra ensinava (Ml. 1.6-2.9), por isso tornaram-se desprezíveis. O povo havia se afastado da lei de Deus, sendo desleais, infiéis no tocante aos relacionamentos conjugais, sociais, comerciais, aos dízimos e ofertas, porque não estavam observando os estatutos do Senhor (Ml 3.7). Por causa desobediência a Palavra de Deus, a nação estava desanimada, sem expectativa, sofrendo. Judá precisava voltar-se para as promessas de Deus expressas na lei para viver abundantemente.

O povo de Deus, não podia abandonar a Palavra, ela não muda como nos ensina o profeta Isaías “...mas a palavra de nosso Deus subsiste eternamente”(Is 40.8). Porque “Deus não é homem, para que minta; nem filho do homem, para que se arrependa. Porventura, tendo ele dito, não o fará? ou, havendo falado, não o cumprirá? (Nm 23.19). Jesus disse: “Passará o céu e a terra, mas as minhas palavras jamais passarão”( Mt 24.35).

Quando o povo ou homem abandona a Palavra de Deus ele comete erros, como Jesus: “Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus”.Mt. 22.29. Nas Sagradas Escrituras, nós encontramos todo o conselho de Deus concernente a vida, a fé, a salvação, etc. para honra e glória dele neste mundo. Portanto, nós precisamos proclamar somente as Escrituras.

2-EM SEU PODER (Ml 1.6,8,9,10,11.13;2.2,4,7,8; 3.7)

O título Jeová Tsebahoth (o Senhor dos Exércitos) aparece dezessete vezes em Malaquias. “Este título aparece em diversos contextos do Velho Testamento, mas somente duas vezes no Novo Testamento. Um estudo cuidadoso das passagens onde este título é usado, revela os recursos impressionantes de poder e força que estão sob o controle de Javé, o Senhor dos Exércitos. Isto fica evidente desde a primeira menção deste título divino, e continua até a sua última menção”².

Malaquias ao mencionar este título SENHOR DOS EXÉRCITOS, assegura ao Seu povo Deus é imutável em seu poder. Israel precisava confiar no Senhor dos Exércitos para viver de maneira diferente, para adorar verdadeiramente e ter uma vida abençoado. Nesta certeza, podia ofertar e dizimar sem duvidar das promessas presentes na lei, pois ela nos ensina que Deus é poderoso e nos abençoa e nada é impossível para ele. Ele é o Deus criador e sustentador da vida ( Jr 32.17; Jó 42.2; Mt 19.26; Lc 18.27).

Como nós precisamos confiar em Deus em nossos dias desafiadores que estamos vivendo para vencermos as: desilusões, desânimos, medos, duvidas que surgem diante de nós todos os dias. Para vencermos as barreiras na nossa caminhado, quando muitos dizem: “você não vai conseguir”, “não tente, fulano não conseguiu”, etc. Não se deixe abater, desanimar ou até mesmo duvidar do poder de Deus. Creia no seu poder providencial, dependa dele em todos os momentos, pois Ele nos dá força para viver.

Meu irmão, Deus não mudou, como como disse A. W. Tozer “Deus o Senhor pode fazer qualquer coisa difícil com a mesma facilidade com que realiza as coisas mais simples, porque tem em suas mãos todo o poder do universo”. Ele domina “sobre tudo, na sua mão a força e poder” 1 Cr 29.12. Portanto, o Senhor dos Exércitos diz: “não temas, porque eu sou contigo; não te assombres, porque eu sou teu Deus; eu te fortaleço, e te ajudo, e te sustento com a destra da minha justiça” (Is 41.10).

3-EM SUA ALIANÇA (1.2-5; 2.4-9; 2.10; 2.14; 3.1)

Na mensagem do profeta Malaquias, um dos temas proeminentes é a aliança. Há algumas referências sobre a aliança: a aliança com Levi (2.4-9), a aliança dos pais (2.10), a aliança do casamento (2.14), o mensageiro da aliança, além dessas alianças citadas, o livro inicia com a aliança do amor de Deus (Ml 1.2-5).

Na época do profeta, os sacerdotes foram infiéis, juntamente com o povo profanaram a aliança do Senhor (2.10), ao serem desleais uns para com os outros, no casamento (2.11,14), nos seus relacionamentos sociais e econômicos (3.5). Israel precisava se arrepender dos seus pecados, para não ficar sob a maldição prevista na divina aliança (3.9; Lv. 26.14-46 e Dt 28.15-68). Firmados na aliança, Judá não podia duvidar do amor divino, mas se arrepender confiado nas misericórdias do Senhor que se renovam a cada manhã (Lm 3.22), para viver uma vida abundante.

O profeta Malaquias também aponta para Cristo de duas maneiras, conclamando povo de Israel ao arrependimento, para receberem as bênçãos de Deus. De maneira semelhante Cristo proclamou o arrependimento (Mc 2.15). O profeta disse que o culto ao Senhor se espalharia por toda terra (Ml 1.11). De forma mais especifica, messiânica ele disse que a renovação do povo de Deus aconteceria por meio da obra de um “mensageiro” (Ml. 3.1) da aliança o qual seria precedido pelo profeta Elias (4.5; 3.1,2). O nosso Deus, é o Deus da aliança, que enviou o seu filho Jesus para morrer por nós na cruz do calvário, ele não muda, o seu pacto é eterno, por isso podemos confiar em suas promessas, em seu amor misericordioso e vivermos para a glória dele.

Diante do exposto, podemos falar como Carlos Wesley disse: “todas as coisas, ao mudar proclamam o Senhor é eternamente o mesmo”, que maravilha, é termos esta certeza, que Deus é imutável em sua Palavra, em seu Poder, e em sua Aliança que firmara com o seu povo. Deus não mudou, Ele continua o mesmo, ontem, hoje e amanhã. Somente a glória de Deus.

Referências Bibliográficas
1-Holanda, Mariana de. Abu Dhabi: a cidade mais rica do mundo / Postais urbanas – Disponível em http://www.archdaily.com.br/.../abu-dhabi-a-cidade-mais...: acesso 09.08.2017

2- R. Baker, James. O Senhor dos Exércitos-Disponível em http://www.palavrasdoevangelho.com/.../o-senhor-dos.../ acesso 10.08.2017

Autor: Pr. Eli Vieira

sábado, 19 de fevereiro de 2022

Partido Comunista Chinês está reescrevendo a Bíblia e cita Jesus como pecador

 



A nova tradução pretende reformular as Escrituras para apoiar o regime comunista. (Foto: The Voice of the Martyrs Korea).

A nova tradução, que iniciou em 2019, pretende reformular as Escrituras para apoiar o regime comunista.

Partido Comunista Chinês (PCC) está reescrevendo a Bíblia e chegou a citar Jesus como um pecador em passagem dos Evangelhos. De acordo com a Voz dos Mártires (VOM), a nova tradução, que iniciou em 2019, pretende reformular as Escrituras para apoiar o regime comunista da China

O projeto de reformulação levará cerca de 10 anos para ser finalizado e vai incluir princípios budistas e confucionistas à Palavra de Deus. 

“O PCC anunciou planos de ‘atualizar’ a Bíblia para acompanhar os tempos. As revisões incluirão a adição de ‘valores socialistas centrais’ e a remoção de passagens que não refletem as crenças comunistas”, afirmou Todd Nettleton, porta-voz da VOM, uma organização cristã que monitora a perseguição no mundo, em entrevista ao Faithwire.

Em um livro didático do ensino médio do governo, lançado em setembro de 2020, a passagem bíblica de João 8 apareceu modificada, conforme a nova tradução comunista. O capítulo do Evangelho de João relata a história da mulher pega em adultério e levada até Jesus pelos fariseus para ser apedrejada, mas que é perdoada pelo Senhor. 

Na versão alterada pelo PCC, o texto afirma: “Quando todos saíram, Jesus apedrejou a própria mulher e disse: ‘Eu também sou um pecador’”.

O relato falso e antibíblico ataca uma verdade central na divindade de Jesus Cristo. “Em certo sentido, é tão arrogante pensar: ‘Vou reescrever a história de Jesus’. Mas então você pensa em negar a divindade de Cristo. Se Jesus é um pecador, então ele não é Deus”, disse Nettleton.

Segundo o porta-voz, o objetivo do governo chinês em diminuir o Evangelho é colocar o regime comunista no lugar de Deus na devoção dos chineses. “É sempre uma questão de controle. Eles veem a mensagem cristã como algo que tiraria o controle do partido comunista”, explicou.

Em vez de os cidadãos jurarem fidelidade a um Deus amoroso e servirem a Jesus, Nettleton afirmou que o propósito do governo é que os cidadãos acordem todos os dias e digam: “Como posso servir ao partido hoje? Como posso ser um bom comunista hoje?”.

A herética reescrita da Bíblia é mais uma das muitas tentativas da China em reprimir a fé cristã. Com o controle cada vez maior das igrejas no país, o governo tem empurrado o comunismo para dentro das denominações registradas.

Imagens de Jesus já foram retiradas de igrejas e, em alguns casos, substituídas por fotos do ditador Xi Jinping. Os louvores também foram substituídos por hinos do partido comunista, segundo Todd Nettleton.

“Esta nova tradução socialista da Bíblia é apenas mais um passo para o Partido Comunista Chinês, enquanto eles tentam controlar a igreja e realmente usar o cristianismo como meio de controlar as pessoas para servir aos interesses do Partido”, concluiu Nettleton.

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DE FAITHWIRE

O DEUS QUE AGE

 



O Deus que age e nosso viver

Texto: Josué 4.1-24

Nos dias difíceis que estamos vivendo, muitos creem que Deus reina soberano no céu, mas muitos não acreditam que ele reina na terra. Muitos duvidam de sua soberana providência no mundo pós-moderno (atual), acham que ele não está conosco, não se interessa com o que está acontecendo em nossas vidas, família, igreja, nação, mas, quando estudamos a Palavra de Deus, podemos ver que o nosso Deus é transcendente e imanente, olhe e veja o sua intervenção na história de Israel. O texto  de Josué capítulos 3 e 4 nos ensina algumas lições importantes sobre o agir soberano de Deus.

1-CUMPRE A SUA PALAVRA (Js 3.1-13; 4.10) – Meus irmãos, no livro de Josué, podemos ver Deus  cumprindo a sua Palavra, como ele falara ao seu servo (Js 1.1-9;3.7,8 e 15). Diante desta verdade, aprendemos que podemos confiar na Palavra e no Deus da Palavra, pois ele não é como o homem. Sua Palavra é verdadeira e imutável, Deus não muda (Ml 3.6).

O Senhor Jesus nos ensina dizendo: “PASSARÁ O CÉU E A TERRA, PORÉM AS MINHAS PALAVRAS NÃO PASSARÃO”(Mt.24.35). Nós podemos confiar na Palavra viva e eficaz do nosso Deus. Nas escrituras encontramos todo o conselho de Deus concernente a vida, a salvação a sua vontade para nós, etc. Hoje é o dia de nos firmarmos na Palavra, pois a Palavra de Deus é fiel e verdadeira como o nosso Deus.

2- É O DEUS SOBERANO (3.14-17;4.1-9) – O Deus que Age, é o Deus todo poderoso, é o Senhor do impossível. Nada é difícil para Ele. Nos capítulos 3 e 4 de Josué, podemos contemplar o agir soberano de Deus, fazendo as águas do Rio Jordão pararem de maneira inédita, fato igual a este Israel não havia visto.

Deus é especialista em fazer coisas inéditas, nada é impossível para Ele. Ele é o Deus imutável, o soberano o criador dos céus e da terra. O mesmo Deus que abriu o mar vermelho (Êx.14.15-31), que derrotou o exército de Faraó, ele não está morto, mas continua agindo ainda hoje, lutando por seu povo de tal maneira que ninguém pode impedir “…agindo eu quem impedirá?” (Isaías 43.13).

Desse modo, meus irmãos diante das dificuldades da vida, confie em Deus, entregue seus problemas, sonhos e projetos a Ele, na certeza que Deus proverá. Não diga “eu tenho um grande problema”, mas fale, eu tenho um grande Deus, nada é impossível para o Soberano Deus a quem nós servimos. Ele está vivo, tem o controle da minha vida e de tudo e de todos em suas mãos. Sua mão é forte e poderosa e não está encolhida, por isso, nEle eu posso confiar.

3- É O ÚNICO DIGNO DE GLÓRIA(4.21-24) – Deus realizou aquele milagre extraordinário, não só para que Israel entrasse na terá prometida, mas para que Israel e os demais povos da terra soubessem que Ele verdadeiramente era o único Deus digno de temor, honra e glória (Josué 4.24). Só o Senhor é Deus. Sua mão é forte, para livrar, salvar, para fazer aquilo que o homem não pode fazer.

Meu irmão, você está enfrentando lutas em sua vida, família, empresa, etc. Confie em Deus, como nos ensina o salmista “entrega o teu caminho (vida) ao Senhor confia nele e o mais ele fará” (Sl 37.5). Deus nosso andar, sabe o momento que estamos passando, as circunstâncias que você está vivendo, por isso não temas.

Portanto, quando você alcançar a sua vitória, glorifique o nome do Senhor, manifeste a sua glória e o seu amor através do seu viver, para que todos saibam que o Senhor é Deus (1 Co 10.31). O Senhor continua agindo ainda hoje. Nele estar a nossa esperança e salvação. A Ele somente a glória.

Autor: Pr. Eli Vieira é formado e pós-graduado pelo Seminário Presbiteriano do Norte, Recife-PE e pastor efetivo da Igreja Presbiteriana Semear, Itabuna-BA

quinta-feira, 17 de fevereiro de 2022

‘Igrejas mantêm esperança e fé em meio a tensões na fronteira Ucrânia-Rússia’, diz pastor

  


Os cristãos ucranianos têm se juntado aos chamados de jejum e oração de muitas igrejas. (Foto: Facebook Espoir Wallonie)

O futuro da fronteira Ucrânia-Rússia continua cheio de incertezas, mas os evangélicos seguem sua missão de pregar o Evangelho.

Enquanto a Bielorrússia se juntou a Moscou na implantação de novas manobras militares, os Estados Unidos anunciaram que suas tropas na Polônia prepararão refúgios temporários para fornecer abrigo para cidadãos americanos na Ucrânia, caso precisem fugir do país com urgência.

Além das questões diplomáticas, a situação na fronteira também afeta a economia. Um porta-voz do Ministério da Economia e Clima alemão alertou que “o nível das reservas de gás é realmente preocupante” e que estão em 35%, abaixo do nível crítico de 40%.

O pastor ucraniano Andrey Tyschchenko falou ao site de notícias espanhol Protestante Digital dizendo que “ninguém sabe se a situação vai piorar”.

A Igreja da Nova Geração, que Tyschchenko pastoreia, está localizada na cidade de Kharkiv, a menos de uma hora de carro da fronteira russa. “Voltaremos à vida normal quando os russos retirarem suas tropas e todas as suas armas da região de Donetsk e Luhansk e devolverem a Crimeia à Ucrânia”, destacou o pastor.

Tyschchenko disse que a maioria das igrejas evangélicas na Ucrânia, localizadas perto da fronteira Ucrânia-Rússia, na parte leste ucraniana, continua pregando o Evangelho. “Eles não se importam com todas as notícias de última hora. Eles continuam encorajando as pessoas a acreditarem, a ficarem calmas”, contou.

“Acho que muitos deles não prestam atenção a todas essas notícias, todos esses problemas. Eles não estão procurando um plano para escapar desta parte da Ucrânia. A maioria mantém a esperança e a fé para ficar aqui”, explicou.

Tyschchenko diz que sua comunidade, inclusive, está construindo uma nova igreja. “Não queremos parar nem agora. Estamos comprando todos os materiais para continuar nosso processo de construção, para que tudo dê certo!”, afirmou.

‘Deus está conosco’

Sobre uma iminente invasão russa na Ucrânia, Tyschchenko diz que o papel de um pastor continua sendo o de “encorajar as pessoas a acreditar, orar, proteger nossa terra e nossas famílias. Devemos continuar acreditando que Deus nos manterá seguros e evitaremos toda a escalada e invasão na Ucrânia.”

Apesar de reconhecer que a Rússia tem um poder forte e soldados fortes, em comparação com o exército ucraniano, que é muito menor e desequipado, Tyschchenko diz que “confiamos em Deus, que está sempre conosco.” Ele emenda: “Acreditamos que nosso povo não vai se render. Eles não permitirão que nosso país seja conquistado. Esperamos que isso não aconteça”.

Sobre o relacionamento com as igrejas russas, Tyschchenko supõe que estejam divididas quando se trata desse assunto. “Algumas igrejas apoiam o governo russo e outras não. Temos boas relações com as igrejas que não apoiam o governo russo. Eles podem não ser capazes de dizer publicamente que não apoiam Putin e seu regime, mas são bons amigos que sempre se lembram de nós em suas orações, nos apoiam e mantêm contato conosco”, diz.

Pandemia e fome de Deus

Além da pandemia, que ainda não acabou, a iminência de uma guerra torna a situação do povo ainda mais vulnerável na Ucrânia, embora atualmente, diz Tyschchenko, a situação é muito melhor e ficou muito mais estável.

“Eu sei que para muitas igrejas [a pandemia] trouxe novas oportunidades para desenvolver e melhorar seus serviços online e ministério digital. Muitos abriram novas páginas no Facebook ou canais no YouTube, atraindo mais pessoas a Cristo”, explicou.

“No entanto, ainda temos um problema com a pandemia na Ucrânia. A situação piorou e muitas pessoas ficaram doentes. Elas pessoas não estão com tanto medo da pandemia agora porque muitas já foram vacinadas. Abandonaram o medo e, contra todas as probabilidades, vão aos cultos, vão trabalhar, fazem as suas atividades normais do dia a dia”, declarou.

“Nossa igreja cresceu durante esses dois anos de pandemia. Antes da pandemia, costumávamos ter 1.000 pessoas, agora quase 1.900 pessoas frequentam a igreja”, revela o pastor. “Esse crescimento fantástico tornou-se real por causa da fome e sede das pessoas por Cristo, verdadeiro Evangelho e esperança, de modo que nossa igreja se tornou a resposta para muitas pessoas.”

Tyschchenko disse que no ano passado, eles realizaram um grande culto em um estádio. “Nada nos impediu de reunir quase 27.000 pessoas em Kharkiv, onde aproximadamente 10.000 vieram à frente para receber Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador. Nossas igrejas continuam crescendo, continuamos pregando o Evangelho.”

Desafios

O pastor da Igreja da Nova Geração fiz que o maior desafio é “permanecer como uma igreja orientada para o Evangelho, uma igreja real, para revelar o poder do Espírito Santo, a misericórdia e unção de Deus, para que as pessoas que vêm às nossas igrejas experimentem a glória de Deus na vida delas.”

Ele afirma que essa é a melhor maneira de levar as pessoas a Jesus. “Não devemos desistir, não devemos parar de pregar o Evangelho. Temos que fazer mais campanhas evangélicas e pregar mais o Evangelho porque as pessoas estão com medo e estressadas.”

“Precisamos levar a eles esperança e as respostas para suas perguntas. Eu acredito e sei que Jesus Cristo é certamente a resposta. Ele é uma resposta completa para a Ucrânia”, afirmou Tyschchenko.

O pastor disse acreditar que “nada nos impedirá de pregar o Evangelho, e continuaremos a compartilhar o Evangelho sem nenhum medo.”

FONTE: GUIAME, COM INFORMAÇÕES DO EVANGELICAL FOCU

A PRESENÇA DE DEUS, A Maior Necessidade do Homem

 


Êxodo 33.15

Nos dias atuais em que estamos vivendo, marcado pelo materialismo, iluminismo, edonismos, etc. o homem trocou Deus por suas bênçãos, porém a nossa maior necessidade, não são as bênçãos de Deus, mas  a presença de Deus em nossas vidas, famílias, igreja e nação.

No texto de êxodo 33 podemos contemplar a visão de Moisés sobre a importância da presença de Deus na caminhada do povo de Israel rumo a terra prometida. Israel havia pecado construindo o bezerro de ouro, e Deus ficou muito irado com o povo, se afastando do meio deles por causa da desobediência.

Quando Moisés desceu do monte, viu o mal que o povo praticara, deixando de adorar ao Senhor para adorar um bezerro, um ídolo feito pelo homem. Então disse o Senhor a Moisés que o anjo iria adiante do povo, mas Moisés disse ao Senhor: “Se a tua presença não vai comigo, não nos faça subir deste lugar”. Com base em êxodo vamos aprender algumas lições.

1-O PECADO AFASTA O HOMEM DA PRESENÇA DE DEUS (Êx. 32.9,10,30-35; 33.4,5)

 Quando Moisés subiu ao monte para falar com Deus e passou quarenta dias e quarenta noites no monte o povo ficou impaciente e pensando que Moisés não retornaria, fizeram para si um ídolo ( Êx 32.1,2), e isso entristeceu ao Senhor de tal maneira que ele não queria mais  caminhar no meio do povo (Êxodo 33.5).

O propósito de Deus ao libertar o seu povo da escravidão do Egito, era para caminhar com Israel. Ele escolheu aquele povo, para ser santo, para fazer a diferença na terra, mas o povo escolhido desobedecera ao Senhor.

Meus amodos agora pensemos na tristeza de Moisés, guiar aquele povo sem a nuvem do Senhor, sem a coluna de fogo, sem os sinais visíveis da presença do Deus. Ele entendeu a gravidade do problema que seria conduzir aquele povo sem a presença de Deus.

O pecado provoca a ira de Deus, faz ele se afastar do meio do seu povo, e como consequência escraviza o homem e o leva para a morte. Por isso podemos contemplar Moisés clamando a misericórdia do Senhor ao interceder pelo povo diante de Deus (Êx. 32.11-24, 30-35; Dt 9.25-29).

Ah! Como é triste quando o povo de Deus desobedece aquele que o libertou da escravidão do pecado. Meu irmão não podemos brincar com o pecado, mas precisamos nos afastar de tudo aquilo que tenta nos afastar de Deus.

O profeta Isaías nos diz que a mão do senhor não está encolhida para que não possa salvar, surdo o seu ouvido para que não possa ouvir. “Mas as vossas iniquidades fazem separação entre vós e o vosso Deus; e os vossos pecados encobrem o seu rosto de vós, para que vos não ouça”(Isaías 59.1,2).

Ao olharmos para o homem hoje em quaisquer lugar do mundo, podemos ver que o grande problema da humanidade não é a falta de trabalho, não é a falta de alimento, não são os problemas econômicos, educação, saúde, etc. Tudo isso é resultante do afastamento do homem da presença de Deus. O homem tem deixado Deus em segundo plano, e como consequência podemos contemplar o coração do homem cheio de orgulho. Um homem que só pensa em si. Podemos ver o individualismo exacerbado por todos os cantos e recantos do planeta.

Resumindo o grande problema do homem é o pecado, desde a queda dos nossos primeiros pais, o homem caiu no estado de pecado e de miséria, sem o Senhor ele está perdido.

Portanto, se você está vivendo em pecado arrependa-se e clame pelas misericórdias do Senhor, como Moisés fez pelos filhos de Israel, porque só no Senhor a perdão e verdadeira restauração.

2-NADA PODE SUBSTITUIR A PRESENÇA DE DEUS NA VIDA DO HOMEM (Êx. 33.2,3)

 Deus prometeu enviar o seu anjo adiante do povo. Eles viram o mal que praticaram, ouvindo o que Deus falara, pratearam e tiraram seus atavios ( Êx. 33.4,5).

É interessante observarmos que Deus prometeu a Moisés enviar o anjo, lhe dar vitórias sobre os seus inimigos e a terra que manava leite e mel. Alguém poderia dizer está bom Senhor, mas o que um anjo comparado com o Senhor Deus todo poderoso, criador e sustentador.

Os anjos são apenas seres criados por ele. Deus prometeu vitória sobre os inimigos de Israel, mas o que são as vitórias sem a presença de Deus? O que é a terra que mana leite e mel sem a presença de Deus? Ah! Como hoje a igreja, as famílias, o homem precisa entender que a nossa maior necessidade é Deus.

As suas bênçãos sem a sua presença em nosso viver, não tem sentido, ficamos vazios. Quantas pessoas tem bens matérias, tais como, casas luxuosas, carros, dinheiro, etc. mas são vazias, secas, sem esperança, sem amor sem vida, mesmo estando vivas.

O profeta Ageu advertiu o povo de Israel dizendo que a prioridade da nação deveria ser o Templo do Senhor, não casas luxuosas ( Ag. 1.1-11). Assim como o Tabernáculo o Templo era símbolo da presença de Deus para Israel. Jesus nos ensina que o reino de Deus deve ter a primazia em nossas vidas.

Nada pode substituir a presença de Deus em nossas vidas neste mundo.

3- PORQUE DEUS É A RAZÃO DA EXISTÊNCIA DO HOMEM(Gn. 12.1-9; 22; 32.27,28; 35.9-12; Êx. 12.1-51; 13.17-22; 40.34-38; Nm 9.15-23)

Quando olhamos para a Palavra de Deus podemos ver Deus criando o homem com um propósito nobre (Gn 1.26-31), mas o homem caiu n estado de pecado e miséria (Gn 3.1-24), mas Ele não deixou o homem perecer no estado de pecado e miséria. No início já podemos ver o seu amor, sua graça incomparável para com o pobre pecador Gn 3.15. Do meio do homem caído Ele estendeu a sua mão para salvar.

Meus queridos, quando olhamos para a história da redenção, contemplamos o Senhor estendendo a sua mão ao chamar Abraão do meio de sua parentela, lhe dando um filho Isaque, transformando Jacó em Israel e resgatando os seus descendentes da Escravidão do Egito.

Moisés conhecia a história dos seus pais, aqui de maneira maravilhosa podemos ver ele dizer: “Não é, porventura, em andares conosco, de maneira que somos separados, eu e o teu povo, de todos os povos da terra? (Êx. 33.16b). Todo o contexto histórico nos mostra que a razão da existência de Israel era o Senhor Deus.

A presença de Deus era indispensável para Israel continuar existindo, pois ele era o verdadeiro sentido da vida. Sem a presença de Deus as vitórias sobre os inimigos, a terra prometida, não teriam sentido. O principal alvo de Moisés não era uma terra que manava leite e mel, mas uma terra santa onde Deus estaria presente com o seu povo. Pois a presença de Deus fazia de Israel um povo diferente dos demais.

Meus irmãos, assim como Moisés hoje também nós precisamos entender que a nossa maior necessidade, é de Deus, pois somente com Ele nós podemos viver de forma diferente, caminhar desfrutando de sua comunhão e proteção no meio deste mundo que mais parece um deserto desafiador. Ele é o Deus vivo, poderoso, o Deus presente que nos dá força para viver (Isaías 41.10). O evangelho da graça, nos ensina que ele está conosco, pois ele é o Deus Emanuel (Mt 1.23), e que sem ele nada podemos fazer (Jo 15.5), mas com ele nós somos mais que vencedores (Rm 8.37).

Portanto, você, sua família, a igreja, a nação hoje, precisa ter esta consciência, que muito mais do que as bênçãos de Deus, nós precisamos da presença de Deus em todos os momentos da nossa vida, porque sem Ele, não vale apenas você ter vitórias, casas luxuosas, carros, filhos, trabalho, saúde, dinheiro, etc. Ele é a razão do nosso viver. Ele é o nosso Salvador. Sem ele, a vida não tem sentido, é isso que as sagradas escrituras nos ensinam.

Sobre o autor: Pr. Eli Vieira é formado pelo Seminário Presbiteriano do Norte-Recife e pastor efetivo da Igreja Presbiteriana Semear, Itabuna-BA

sábado, 1 de janeiro de 2022

COMO TRANSFORMAR A DERROTA EM VITÓRIA?




Josué 8

No dia 12 de agosto de 1849 o famoso pregador britânico F. W. Robertson disse:"A vida, assim como a guerra, é uma série de erros, e não é o melhor cristão nem o melhor general que dá o menor número de passos em falso. A mediocridade pode levar a essa ideia. Na verdade, porém, o melhor é aquele que conquista as vitórias mais esplêndidas extraindo-as dos erros. Esqueça os erros; use-os para organizar vitórias". Essas palavras, afirma exatamente o oposto do que quase todos hoje em dia – inclusive as pessoas da igreja – pensam da vida.

Henry Ford teria concordado com Robertson, pois definia um erro como “uma oportunidade de recomeçar de modo mais inteligente”. Josué também teria concordado, pois estava prestes a “recomeçar de modo mais inteligente” e a transformar seus erros em vitória. Mas, para transformarmos as nossas derrotas em vitórias, nós precisamos:

1- ELIMINAR O PECADO JS 7.10-13 – Israel havia enfrentado a grande cidade de Jericó, para os soldados de Josué, vencer a cidade de Ai seria algo fácil. Mas, após a grande vitória contra a poderosa Jericó, foi derrotado de forma humilhante por Ai (Josué 7). A causa da derrota coletiva foi o pecado de Acã. O erro de Acã levara Israel a uma derrota humilhante, a um desastre inconcebível naquele momento. Como consequência Deus se irou contra Israel e não só contra Acã? A resposta para a ira de Deus contra Israel está na doutrina da Aliança (pacto), o erro de um era o erro de todos. A causa da derrota de Israel foi a desobediência de Acã (Js 7.1,20,21).


Oh meus irmãos, como consequência da desobediência, Israel foi derrotado ( Js 7.2-5) Josué e os seus soldados ficaram desesperados (Js7,6-9) de tal maneira que Josué não sabia mais o que fazer. Naquele momento difícil Josué buscou a face do Senhor então Deus lhe deu a direção Js 7.10-15). A oração trouxe a descoberta do pecado (Js 7.16-21). Com a descoberta do pecado, Josué precisou tratar o erro, para isso ele aplicou a disciplina (Js 7.22-26) e assim o pecado foi eliminado do meio da congregação do povo de Deus.

Meus irmãos, assim podemos ver que o pecado foi investigado, identificado, confessado, julgado e punido. Israel precisava continuar marchando e Ai precisava ser enfrentada e derrotada.

2-RECOMEÇAR DE NOVO (JS 8:1, 2) – Uma vez que a nação de Israel havia julgado o pecado que contaminara o arraial, Deus poderia lhes falar em misericórdia e dirigi-los na conquista da terra. “O Senhor firma os passos do homem bom e no seu caminho se com praz; se cair, não ficará prostrado, porque o Senhor o segura pela mão” (SI 37:23, 24).

Não importa quantos erros venhamos a cometer, o pior erro de todos é não tentar outra vez. Alexandre Whyte diz: “A vida cristã vitoriosa é uma série de recomeços”. O capitulo de Josué 8 nos ensina a transformar derrotas em vitória. Nele aprendemos a recomeçar de forma mais inteligente. Para recomeçar o ponto partida é a palavra de Deus. Porque na Palavra de Deus é: A palavra de ânimo (v. 1a). O fracasso costuma ser acompanhado de duas reações: o desânimo em função do passado e o medo do futuro. Olhamos para trás e nos lembramos dos erros que cometemos, e, em seguida, olhamos adiante e nos perguntamos se há algum futuro para pessoas que fracassam tão tolamente.

A resposta para nosso desânimo e medo é ouvir e crer na Palavra de Deus: “Não temas, não te atemorizes” (v. 1). Veja as declarações de “não temas” em Gênesis, Isaías 41 – 44 e nos oito primeiros capítulos de Lucas. Deus nunca desencoraja seu povo de fazer progresso. Enquanto obedecemos a seus mandamentos, temos o privilégio de nos apropriarmos de suas promessas. Deus tem prazer em “mostrar-se forte para com aqueles cujo coração é totalmente dele” (2 Cr 16:9).

A palavra de instrução (vv. 1b-2). Deus sempre tem um plano para seu povo, e a única forma de alcançarmos a vitória é obedecer às instruções do Senhor. Em sua primeira investida contra Ai, Josué seguiu o conselho de seus espias e usou apenas parte do exército, mas Deus lhe ordenou que levasse “toda a gente de guerra” (Js 8:1). O Senhor também disse a Josué para usar uma emboscada e aproveitar-se da autoconfiança de Ai em decorrência da primeira derrota de Israel (Js 7:1-5). Por fim, Deus deu aos soldados o direito de apropriar-se dos despojos, mas deviam queimar a cidade. Se Acã tivesse esperado apenas alguns dias, poderia ter pego toda a riqueza que quisesse. Deus sempre dá o que há de melhor para aqueles que deixam a escolha ao encargo dele. Quando corremos na frente do Senhor, normalmente nos privamos de bênçãos e prejudicamos a outros.

A palavra de promessa (v. 1c). “Olha que entreguei” – essa foi a promessa de Deus (ver Js 6:2) e a garantia a Josué de que teriam a vitória, desde que obedecessem às instruções do Senhor. Mas é preciso nos apropriarmos de todas as promessas pela fé. A promessa de Deus não tem eficácia alguma a menos que seja “acompanhada pela fé” (Hb 4:2). Israel sofreu uma derrota terrível por ter agido de modo presunçoso no primeiro ataque contra Ai. As promessas de Deus fazem a diferença entre a fé e a presunção.

Não importa quão terrível tenha sido nosso fracasso, podemos sempre nos levantar e começar outra vez, pois nosso Deus é um Deus de recomeços.Hoje em dia meus irmãos, Deus não nos fala de modo audível, como acontecia com frequência nos tempos bíblicos, mas temos a Palavra de Deus diante de nós e o Espírito de Deus dentro de nós; e Deus nos guiará, se esperarmos pacientemente na sua presença e se assim recomeçarmos nós vamos transformar as nossas derrotas em vitórias.

3- SEGUIR A ESTRATÉGIA DE DEUS (JS 8:3-13) – Meus irmãos, Deus não é apenas o Deus de recomeços, mas também o Deus da variedade infinita. Como disse certa vez o rei Artur: “Deus cumpre seus propósitos de muitas maneiras, para que uma boa tradição não venha a corromper o mundo”.
Deus muda seus líderes para que não comecemos a confiar na carne e no sangue, em vez de confiar no Senhor, e ele muda seus métodos para que não passemos a depender de nossa experiência pessoal, em vez de depender das promessas divinas (W. Wiersbe).


A estratégia que Deus deu a Josué para tomar a cidade de Ai foi quase o oposto da estratégia usada em Jericó. A operação em Jericó foi constituída de uma semana de marchas realizadas à luz do dia. O ataque a Ai envolveu uma operação noturna sigilosa que preparou o caminho para o ataque durante o dia. Em Jericó, o exército invadiu a cidade unido, mas para o ataque contra Ai, Josué dividiu suas tropas. Deus realizou um grande milagre em Jericó ao fazer as muralhas ruírem, mas não houve milagre algum desse tipo em Ai. Josué e seus homens simplesmente obedeceram às instruções de Deus ao fazerem uma emboscada e atraírem o povo para fora da cidade, e o Senhor lhes deu a vitória.


É importante que se busque a vontade de Deus para cada empreendimento da vida, a fim de não depender de vitórias passadas ao planejar o futuro. Como é fácil os ministérios cristãos acabarem em becos sem saída pelo simples fato de sua liderança não discernir se Deus deseja fazer algo novo por eles. Nas palavras do empresário norte-americano Bruce Barton (1886-1967): “Quem pára de mudar pára de viver”.

A estratégia de Ai tomou por base a derrota anterior de Israel, pois Deus estava transformando os erros de Josué em vitória. O povo de Ai estava seguro demais de si mesmo, pois havia derrotado Israel no primeiro ataque, e foi essa segurança excessiva que os condenou à derrota. “Vencemos uma vez, venceremos novamente!”

O plano era simples, mas eficaz. Liderando o restante do exército israelita, Josué viria do Norte e realizaria um ataque frontal contra Ai. Seus homens fugiriam, como haviam feito da primeira vez, o que levaria o povo de Ai, seguro de si, a afastar-se da proteção de sua cidade. Quando Josué desse o sinal, os soldados na emboscada entrariam na cidade e a incendiariam. O povo de Ai se veria encurralado entre dois exércitos, e o terceiro exército cuidaria de qualquer socorro que pudesse vir de Betel.


Como todo bom general, Josué acampava com seu exército (Js 8:9). Sem dúvida, incentivou os soldados a confiar no Senhor e a crer na promessa divina de vitória. O príncipe do exército do Senhor (Js 5:14) iria adiante deles, pois obedeceram à Palavra de Deus e confiaram em suas promessas.


A obra do Senhor requer estratégia, e, em seu planejamento, os líderes cristãos devem buscar a vontade de Deus. O termo estratégia vem de duas palavras gregas que, juntas, significam “liderar um exército”. A liderança exige planejamento, e o planejamento é uma parte importante da estratégia.

Deus sempre tem um plano estratégico para o seu povo. E o caminho mais curto e eficaz para a vitória é seguirmos as estratégias de Deus. Em sua primeira investida contra Ai, Josué seguiu o conselho dos homens e usou apenas parte da sua força militar. Agora, Deus diz: “toma contigo toda a gente de guerra, e dispõe-te, e sobe a Ai” (v.1). Deus ordena a Josué a usar todo o seu potencial de guerra. A estratégia divina tomou por base a derrota anterior, pois Deus nos ensina a transformar fracassos em sucessos. A estratégia que Deus deu a Josué para vencer Ai foi o oposto da estratégia usada em Jericó. Deus tem estratégias diferentes para cada empreendimento da nossa vida. Não confie em estratégias de sucesso, mas em Deus. Charles Stanley diz: “Ter sucesso é, dia após dia, ser como Deus quer que sejamos e alcançar as metas que estabelecemos sob a orientação dele”.

Deus diz a Josué: “olha que entreguei nas tuas mãos o rei de Ai, e o seu povo, e a sua cidade, e a sua terra” (v.1). A vitória vem do Senhor para aqueles que se apropriam das suas promessas. A promessa de Deus não tem nenhuma eficácia se não for acompanhada pela fé: “Porque também a nós foram anunciadas as boas-novas, como se deu com eles; mas a palavra que ouviram não lhes aproveitou, visto não ter sido acompanhada pela fé naqueles que a ouviram” (Hebreus 4.2). Sem fé é impossível agradar a Deus e receber dele alguma vitória.

Não importa o tamanho ou a dimensão do seu fracasso. Você pode levantar e recomeçar outra vez. F. W. Robertson disse: “A vida, assim como a guerra, é uma série de erros, e não é o melhor cristão nem o melhor general que dá o menor número de passos em falso. A mediocridade pode levar a essa ideia. Na verdade, porém, o melhor é aquele que conquista as vitórias mais esplendidas extraindo-as dos erros. Esqueça os erros; use-os para organizar vitórias”.

4-ASSUMIR UM NOVO COMPROMISSO (JS 8:30-35) – Algum tempo depois da conquista de Ai, Josué conduziu o povo cerca de cinquenta quilômetros para o Norte até Siquém, uma cidade entre os montes Ebal e Gerizim. Nesse local, a nação cumpriu a ordem que Moisés havia lhes dado em seu discurso de despedida (Dt 27:1-8). Josué interrompeu as atividades militares para dar a Israel a oportunidade de firmar um novo compromisso com a autoridade de Jeová expressa em sua lei.


Josué construiu um altar (vv. 30, 31). Uma vez que Abraão havia construído um altar em Siquém (Gn 12:6, 7) e que Jacó havia morado ali por um breve período (Gn 33 – 34), aquela região possuía fortes laços históricos com Israel. O altar de Josué foi construído sobre o monte Ebal, o “monte da maldição”, pois somente um sacrifício de sangue pode salvar os pecadores da maldição da lei (Gl 3:10-14).

Ao construir o altar, Josué teve o cuidado de obedecer a Êxodo 20:25 e de não usar qualquer ferramenta nas pedras recolhidas dos campos. Nenhuma obra humana deveria ser associada ao sacrifício para que os pecadores não pensassem que seriam capazes de ser salvos por suas obras (Ef 2:8, 9). Deus pediu um altar simples de pedra e não um altar elaborado e decorado por mãos humanas, “a fim de que ninguém se vanglorie na presença de Deus” (1 Co 1:29). Não é a beleza da religião criada por homens que concede o perdão aos pecadores, mas sim o sangue no altar (Lv 1 7:11). O rei Acabe substituiu o altar de Deus por um altar pagão, que lhe não conferiu a aceitação de Deus nem o aperfeiçoou como ser humano (2 Rs 16:9-16).

Os sacerdotes ofereceram holocaustos ao Senhor representando o compromisso total de Israel com Deus (Lv 1). As ofertas pacíficas foram uma expressão de gratidão a Deus por sua bondade (Lv 3; 7:11-34). Uma porção da carne foi entregue aos sacerdotes e outra aos ofertantes para que pudessem desfrutá-la alegremente com sua família na presença do Senhor (Lv 7:15, 16, 30-34; Dt 2:17, 18). Por meio desses sacrifícios, a nação de Israel estava declarando diante de Deus seu compromisso e comunhão com ele.

Josué escreveu a lei em pedras (vv. 32, 33). Esse ato foi realizado em obediência à ordem de Moisés (Dt 27:1-8). No Oriente Próximo daquela época, era costume os reis celebrarem sua grandeza escrevendo registros de seus feitos militares em grandes pedras cobertas de reboco. Mas o segredo da vitória de Israel não era seu líder nem seu exército, e sim a obediência à lei de Deus Js 1:7, 8).


Esse é o quarto monumento público de pedras a ser erigido. O primeiro foi em Gilgal (Js 4:20), comemorando a travessia do Jordão pelo povo de Israel. O segundo foi no vale de Acor, um monumento ao pecado de Acã e ao julgamento de Deus (Js 7:26). O terceiro foi na entrada de Ai, uma lembrança da fidelidade de Deus ao ajudar seu povo (Js 8:29). Essas pedras no monte Ebal lembravam Israel de que seu sucesso dependia inteiramente de sua obediência à lei de Deus (Js 1:7,8).


Josué fez a leitura da lei (vv. 34, 35). Seguindo as instruções de Moisés em Deuteronômio 27:11-13, foi determinado um lugar para cada tribo em um dos dois montes. Rúben, Gade, Aser, Zebulom, Dã e Naftali ficaram no monte Ebal, o monte da maldição. Simeão, Levi, Judá, Issacar, José (Efraim e Manassés) e Benjamim ocuparam o monte Gerizim, o monte da bênção. As tribos no monte Gerizim foram fundadas por homens que eram filhos de Lia ou de Raquel, enquanto as tribos do monte Ebal era constituídas de descendentes de filhos de Zilpa ou de Bila, servas de Lia e Raquel. As únicas exceções foram Rúben e Zebulom, pertencentes à descendência de Lia. Rúben havia perdido sua posição de primogênito, pois havia pecado contra seu pai (Gn 35:22; 49:3, 4).


O vale entre os dois montes foi ocupado pelos sacerdotes e levitas com a arca, cercados pelos anciãos, oficiais e juízes de Israel. Todo o povo estava voltado para a arca, que representava a presença de Deus no meio deles. Quando Josué e os levitas leram as bênçãos do Senhor unia a uma (ver Dt 28:1-14), as tribos do monte Gerizim responderam em uníssono e em alta voz “Amém!”, que, no hebraico, significa “Assim seja!”. Quando leram as maldições (ver Dt 27:14-26), as tribos do monte Ebal responderam com um “Amém!” depois da leitura de cada maldição.

Deus havia dado a lei por intermédio de Moisés no monte Sinai (Êx 19 – 20), e o povo havia aceitado e prometido obedecer. Moisés havia repetido e explicado a lei nas campinas de Moabe, na fronteira com Canaã. Aplicou a lei à vida do povo na Terra Prometida e admoestou os israelitas a obedecer. “Eis que, hoje, eu ponho diante de vós a bênção e a maldição: a bênção, quando cumprirdes os mandamentos do S e n h o r,vosso Deus, que hoje vos ordeno; a maldição, se não cumprirdes os mandamentos do S e n h o r, vosso Deus, mas vos desviardes do caminho que hoje vos ordeno, para seguirdes outros deuses que não conhecestes” (Dt 1 1:26-28, observar os vv. 29-32).

No entanto, o fato de os cristãos “não [estarem] debaixo da lei, e sim da graça” (Rm 6:14; 7:1-6) não significa que podemos viver como bem entendermos e ignorar ou contestar a lei de Deus. Não somos salvos por guardar a lei, nem santificados por tentar observar os preceitos da lei; antes, o “preceito da lei se [cumpre] em nós” ao andarmos no poder do Espírito Santo (Rm 8:4). Se nos colocarmos sob a lei, deixamos de desfrutar as bênçãos da graça (Gl 5). Se andarmos no Espírito, experimentamos seu poder transformador e vivemos com o propósito de agradar a Deus.

Sejamos gratos a Jesus, que levou sobre si na cruz a maldição da lei em nosso lugar e que nos concede todas as bênçãos celestiais pelo Espírito. Pela fé, podemos nos apropriar de nossa herança em Cristo e marchar avante em vitória!
Pr. Eli Vieira

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