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quarta-feira, 2 de outubro de 2024

John Knox – O Missionário Destemido

 


Quem visita o campus da Universidade New College, em Edinburgh, como fiz, fica extasiado ao contemplar a grande estátua do Reformador escocês John Knox. Ela representa a força daquele grande homem e servo de Deus que transformou aquela nação numa nação cristã e presbiteriana. Isso lhe custou muita ousadia e muita oração.

Costumo afirmar que Deus sempre usa homens frágeis, mas nunca homens fracos. Deus usa homens “fortes e corajosos”.

Pouco se sabe dos primeiros anos de sua vida. Nasceu entre 1505 e 1515, e foi ordenado padre escocês quando jovem. Na universidade, estudou muito a literatura de Agostinho; conviveu também com Wishard. Essas duas influências fizeram dele um protestante. Por volta de 1546, já era conhecido como um poderoso pregador protestante. Sua grande ênfase era a de que a Igreja Católica Romana era uma Sinagoga de Satanás e que o papa era o anticristo.

Devido a sua pregação revolucionária em 1547, soldados franceses o prenderam por 19 meses. Após sua liberdade, foi para a Inglaterra e permaneceu lá por cinco anos, onde exerceu forte influência. Após a ascensão de Maria “Sanguinária” ao trono da Inglaterra, fugiu para o continente, ficando algum tempo em Frankfurt, depois Genebra, onde se tornou um ardoroso discípulo de João Calvino.

Após ter retornado à Inglaterra, voltou para a Escócia onde pregou por vários meses. A Escócia era um país católico. Pregou sem temor contra a missa, por considera-la uma terrível idolatria. Fez uma petição escrita à rainha-regente, Maria de Guise, suplicando-lhe que fosse favorável à verdade do evangelho, o que lhe foi negado.

Retornou a Genebra. Permaneceu lá por três anos, e aprendeu toda a visão Reformada com o grande mestre João Calvino. Nesse tempo, pregou aos refugiados de fala inglesa e organizou uma igreja entre eles no modelo presbiteriano. Knox retornou para a Escócia em 1559. Além de pregar com poder, começou a organizar a Igreja Presbiteriana na Escócia. A Igreja Católica se lhe opôs, mas ele ficou firme com energia e poder irresistíveis. Foi nesse tempo que ele se agonizava em oração e clamava sem cessar ao Senhor: “Ó Deus, dá-me a Escócia ou eu morro!”.

O Parlamento Escocês se reuniu em 1º de agosto de 1560. John Knox e outros líderes estavam lá para apresentar sua defesa do protestantismo. Foi requisitado de Knox e mais cinco outros irmãos que preparassem uma Confissão de Fé e a submetessem ao Parlamento para consideração. Dentro de quatro dias, estava pronta a Confissão de Fé Escocesa. Era totalmente calvinista. O parlamento examinou artigo por artigo e a adotou como credo para o povo da Escócia. A partir daí, toda e qualquer doutrina contrária era proibida. A jurisdição de Roma foi abolida. A prática da missa foi proibida e com promessas de penas severas. Na terceira infração haveria pena de morte. O país, a partir de agora, era um país presbiteriano. Em dezembro do mesmo ano, houve a primeira reunião da Assembleia Geral da Igreja Presbiteriana da Escócia sob a presidência de John Knox.

Posteriormente, elaborou-se o “Livro de Ordem da Igreja”, um dos maiores documentos da história do presbiterianismo. Nessa constituição incluiu-se o “Livro de Disciplina”. Foi estabelecido um grande programa educacional em que ao lado de cada igreja deveria haver uma escola, com o precípuo propósito de ensinar Latim, Gramática e Catecismo e que se estabelecesse escolas desde o primeiro grau até à universidade em todo o país. Foi incluída a educação moral do povo.

Knox deixou uma igreja que sobreviveu fielmente por mais de trezentos e cinquenta anos na Escócia. Dois elementos fizeram de Knox um grande homem: a ousadia para enfrentar as oposições e uma vida poderosa em oração. Deus deu a Escócia para John Knox.

Todo missionário precisa se vestir dessa coragem e de piedade até que Deus mude a nação. Todos precisamos ser “fortes e corajosos” até que o Reino de Deus se estabeleça.

Rev. José João de Paula

Fonte:https://apmt.org.br/blog/10062-john-knox-o-missionario-destemido

Líder do Movimento Lausanne diz que escândalos e desunião impedem o avanço da Igreja

 


Michael Oh no Congresso Lausanne, na Coreia do Sul. (Foto: Flickr/Lausanne Movement).

Michael Oh exortou os cristãos a se arrependerem de seu orgulho e trabalharem juntos na evangelização do mundo, no Congresso Lausanne, na Coreia do Sul.

O diretor executivo global do Movimento Lausanne, Michael Oh, exortou os cristãos a se arrependerem de seu orgulho e trabalharem juntos na evangelização do mundo, durante o 4° Congresso Lausanne, na Coreia do Sul, na semana passada.

Em uma ministração aos 5 mil participantes de mais de 200 países, Michael falou sobre quatro ações que impedem a Igreja atual de completar a Grande Comissão: orgulho, paroquialismo, isolamento e arrogância.

Michael, que já serviu como missionário no Japão, chamou os cristãos a se arrependerem dessas falhas que estão prejudicando o impacto e o bom testemunho da Igreja global hoje.

“Vamos nos arrepender não tanto de dizer com nossas palavras, mas de sentir em nosso coração ou mostrar através de nossas ações daquelas quatro palavras perigosas que Paulo usa em 1 Coríntios 12 (21-27): ‘Eu não preciso de você’. E nós dissemos isso um ao outro, e dissemos isso a Deus. Mas Deus nos lembra: ‘sem mim nada podeis fazer’ (João 15:5)”, afirmou o líder.

Competição entre ministérios



Congresso Lausanne, na Coreia do Sul. (Foto: Flickr/Lausanne Movement). 

Ele lamentou o “isolamento” e a “competição” entre vários grupos ministeriais e lembrou que a falta de união entre o Corpo de Cristo afeta o sucesso da evangelização.

“Ser tão auto-focado, autoconfiante, auto-sustentado e talvez totalmente egoísta está fazendo com que os crentes percam a vantagem de trabalhar com outros ministérios, outras empresas, outras escolas, outras denominações ou outras partes do Corpo”, alertou.

Segundo Michael, a competição dentro da Igreja, em vez da colaboração, “levou a uma luta por recursos financeiros e, em última análise, à ineficácia e feiura do Corpo de Cristo”.

“Uma das maiores razões para a ineficácia do Corpo é o fracasso em incorporar todo o Corpo na missão de Deus”, comentou.

O diretor destacou que a colaboração produz grandes frutos para o Reino de Deus, citando o exemplo do Congresso Lausanne 1, realizado em Lausanne, Suíça, em 1974, onde a Igreja global se comprometeu a pregar o Evangelho a grupos de povos não alcançados.

A união de esforços levou à evangelização de 9.000 grupos de povos não alcançados nos últimos 50 anos, e ao crescimento de igrejas na África, Ásia e América Latina.

Escândalos de orgulho, poder e impureza

Michael Oh ainda mencionou como os vários escândalos de “orgulho, poder e impureza” entre os líderes cristãos abalaram a Igreja e comprometeram o testemunho do Corpo de Cristo.

“A reputação da noiva de Cristo em muitos lugares ao redor do mundo não é boa”, observou.

“Em vez das pessoas tropeçarem na mensagem do Evangelho, como vemos em Romanos 9, muitas estão tropeçando nos mensageiros. Nossos fracassos hoje em um mundo de mídia social são mais públicos e profundamente sentidos e vistos globalmente do que nunca”.

Apesar das falhas cometidas nos últimos 50 anos, Michael encorajou os cristãos a viverem pela fé, a não serem arrogantes, mas humildes. E incentivou a Igreja a abandonar a mentalidade de competição e se unir, colaborando para cumprir o Ide de Cristo.

“Devemos ser expressivos, lindamente expressivos, biblicamente expressivos, claramente expressivos com a mensagem do Evangelho, de forma personalizada, contextualizada, compassiva e convincente com palavras de vida e amor”, concluiu ele, citando a passagem bíblica de 1 Coríntios 12:12, que diz: 

“Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, sejam um só corpo, assim é com Cristo”.

Congresso Lausanne

O Quarto Congresso Lausanne foi realizado em parceria com centenas de igrejas sul-coreanas. Cerca de 4.000 cristãos em todo o país se uniram para orar pelo sucesso do evento.

Representantes de mais de 200 países foram capacitados de 22 a 28 de setembro, na Songdo Convensia na cidade de Incheon.

Com o tema “Que a Igreja declare e mostre Cristo juntos”, os participantes aprenderam em mais de 50 palestras sobre pontos-chave que afetam a Igreja e as missões globais nos dias atuais, como ministério intergeracional, tecnologia, missão urbana, missões em áreas de conflito, missões no local de trabalho e perseguição religiosa.

Fonte: Guiame, com informações de The Christian Post

Perseguição aos cristãos é maior em países com governos corruptos, mostra estudo


 Protesto contra a perseguição a cristãos na Nigéria. (Foto: Imagem ilustrativa/ACN International).

A pesquisa do International Christian Concern revelou que a corrupção permite discriminação e violência contra cristãos, sem punição legal.

Uma pesquisa recente revelou que a perseguição contra cristãos é maior em países com governos corruptos.

O estudo “Corrupção e Perseguição Cristã”, do International Christian Concern (ICC), organização que monitora a perseguição no mundo, foi divulgado em setembro e mostrou como a corrupção dentro de órgãos governamentais geram políticas discriminatórias contra os seguidores de Cristo.

O relatório cita exemplos de países classificados como as piores nações para ser um cristão. 

No Afeganistão, a corrupção generalizada no governo permitiu que interpretações extremistas da lei islâmica ganhassem espaço, colocando os ex-muçulmanos que se convertem em grave risco.

Muitos cristãos convertidos enfrentam ameaças de morte e exclusão social, enquanto as autoridades toleram esses crimes ao invés de proteger os direitos legais das minorias religiosas no país de maioria islâmica.

Na Nigéria, a corrupção dos governantes afeta diretamente a proteção da comunidade cristã, que é vítima da violência extremista há anos.

Segundo o estudo, a corrupção facilitou a falta de responsabilização por crimes violentos contra cristãos, que representam quase 70% dos assassinatos religiosos no país. A negligência em proteger os crentes nigerianos está ligada a relações corruptas entre autoridades locais e grupos extremistas.

A situação é semelhante no Azerbaijão, onde os militares assumiram o controle de Nagorno-Karabakh – uma região habitada por 120.000 cristãos armênios étnicos – no ano passado.

“A economia do país, particularmente sua indústria de petróleo e gás, é suscetível a práticas corruptas, com relatos de clientelismo generalizado entre funcionários do governo e elites empresariais”, afirmou o relatório do ICC.

Na Índia, a combinação da ideologia nacionalista hindu e da corrupção governamental promove a opressão das minorias religiosas, incluindo os cristãos. A população cristã é tratada de forma discriminatória na aplicação da lei e a polícia é desinteressada em proteger seus direitos.

Repressão a fé cristã

Na Eritreia, a corrupção generalizada entre funcionários do governo facilitou a forte repressão ao cristianismo, de acordo com a pesquisa. No país, cristãos são vítimas de graves violações dos direitos humanos. Eles são detidos em condições desumanas sem julgamento.

Já na China, a corrupção permite que cristãos enfrentem vigilância, detenção arbitrária e punições severas sem nenhum processo legal, com o governo comunista trabalhando cada vez mais para reprimir o cristianismo na nação.

O estudo também menciona o papel das narrativas controladas pelo Estado e das ações corruptas da imprensa na intolerância e na discriminação contra os cristãos, em países do Oriente Médio.

Resposta internacional

Para o ICC, é necessário uma resposta internacional específica para combater a corrupção e a perseguição.

A organização pediu que grupos de defesa de direitos religiosos e organismos internacionais imponham mais sanções contra funcionários corruptos e governos que perseguem cristãos.

O International Christian Concern também pediu mais parcerias internacionais que ofereçam asilo e apoio a cristãos perseguidos.

Fonte: Guiame, com informações de The Christian Post

quarta-feira, 11 de setembro de 2024

Argentina faz parceria com evangélicos em trabalho nas prisões: “Momento histórico”

 

Christian Hooft, presidente da ACIERA, e Felicitas Beccar, subsecretaria de Assuntos Penitenciários, durante assinatura do acordo. (Foto: ACIERA)

O acordo de cooperação foi assinado entre Aliança Evangélica e o Ministério da Segurança da Argentina.

Aliança Cristã de Igrejas Evangélicas da Argentina (ACIERA) firmou um acordo de cooperação com o Ministério da Segurança do país, visando desenvolver atividades e projetos que promovam a integração social de pessoas privadas de liberdade, ex-presidiários e suas famílias.

O acordo foi assinado pelo presidente da ACIERA, Christian Hooft, e pela diretora nacional de Reinserção Social, Felicitas Beccar, da subsecretaria de Assuntos Penitenciários.

Com a assinatura deste acordo, as ações e projetos contarão com objetivos claros, planos de trabalho, prazos de execução, além de recursos humanos, técnicos e financeiros, bem como outros aportes e especificações exigidos por cada plano ou projeto.

Inserção em vez de reinserção

Para Hooft, “é um grande desafio, pois há mais de 1000 pessoas por ano que voltam à liberdade, seja porque receberam liberdade condicional, cumpriram sua pena ou por diferentes razões”.

“Preferimos falar em inserção do que em reinserção, porque as pessoas privadas de liberdade não tinham nada. Se falamos em reinserção na educação, elas não tiveram educação; se falamos em trabalho, elas nunca tiveram um emprego. Se falamos em família, elas também nunca tiveram uma família”, acrescentou.

Hooft destacou que “junto com a Diretoria Nacional de Reinserção Social, podemos ajudar a criar vínculos de emprego, cuidado fraternal e, acima de tudo, apoio baseado na fé”.

Os líderes dos conselhos pastorais e representantes dos ministérios prisionais participaram da assinatura. (Foto: ACIERA)

“Hoje temos pessoas aqui que estão trabalhando nesses programas (…) prontas para aceitá-los e dizer: você tem uma oportunidade, um espaço, pessoas que acreditam que você pode avançar, e que Deus realiza essa obra, não pensando no que aconteceu, mas com esperança no futuro, de que você pode ser uma pessoa diferente, deixando para trás a vida de crime e drogas.”

“Esse trabalho sério de reinserção é um momento histórico, porque a igreja tem atuado nas prisões há anos. Como ACIERA, nunca havíamos assinado oficialmente um acordo com o estado para trabalhar. Para nós, isso é um reconhecimento significativo, uma imensa alegria assinar este acordo”, enfatizou Hooft.

Reconhecimento público

Felicitas Beccar agradeceu à igreja evangélica pelo trabalho que tem desenvolvido em todo o país.

“Eu acredito profundamente na missão que vocês realizam, e para nós é uma grande rede e um apoio no nosso trabalho, que às vezes também enfrenta suas deficiências e complicações, e que, se não fossem organizações como a sua, seria bastante incompleto”, afirmou.

Beccar enfatizou que estava “convencida do que estamos fazendo hoje com vocês, sabemos do trabalho realizado nas prisões e de como, quando eles saem, vocês os acolhem, apoiam”, e “pronta para continuar trabalhando e aprendendo com vocês não apenas sobre o que fazem dentro das prisões, mas também sobre o que fazem com base na fé. Obrigada pela oportunidade de fazer parte dessa jornada.”

O acordo-quadro entrou em vigor imediatamente após a assinatura e terá validade por dois anos. Será renovado automaticamente, a menos que uma das partes notifique a outra sobre a intenção de rescindi-lo com pelo menos trinta dias de antecedência.

Assinatura do acordo

A assinatura ocorreu no salão principal da Aliança, com a presença de membros da diretoria nacional da ACIERA, incluindo Graciela Giménez, que será responsável pela coordenação e implementação do acordo.

Ela estava acompanhada pelos líderes dos conselhos pastorais e representantes dos diversos ministérios que há décadas atuam nas prisões do país.

“É possível seguir em frente”

Mais tarde, durante um momento informal, um membro da equipe do pastor Giménez compartilhou seu depoimento:

“Meu nome é David Castillo. Passei 17 anos na prisão. Graças aos cuidadores da prisão e às pessoas que vinham me visitar, pude receber treinamento na prisão. Concluí o ensino fundamental e médio e comecei a universidade.

Quando saí e ninguém acreditava em mim, nem mesmo minha família, o Pastor Tejeda, o diretor da prisão onde estive, me disse: ‘Aqui está sua chance de mudar, você pode mudar. Aproveite tudo isso.’

Essas foram ferramentas que eu não tive quando era criança. Quando eu era pequeno, fiz seis meses de ensino fundamental e meu pai me disse que eu havia aprendido a ler e escrever e que era suficiente.

Quando saí da prisão, os pastores me deram a oportunidade de trabalhar em uma fazenda e hoje trabalhamos juntos na reinserção social.

Você pode seguir em frente, mas precisa de uma equipe inteira de pessoas para ser seus mentores. É possível avançar quando há oportunidades e ferramentas essenciais, e nós testemunhamos isso. A assinatura do acordo de hoje é fundamental.”

Fonte: Guiame, com informações do Evangelical Focus

Pastor preso na Coreia do Norte diz que guardas foram transformados pela Palavra de Deus

 

Hyeon Soo Lim. (Foto: Reprodução/YouTube/Liberty University)

Hyeon Soo Lim testemunhou que os guardas da prisão ouviram suas pregações e foram transformados pelo Evangelho.

Um pastor perseguido que recebeu uma sentença de prisão perpétua na Coreia do Norte testemunhou que, durante os trabalhos forçados na detenção, evangelizou seus agressores e eles foram transformados pelo Evangelho.

Na última sexta-feira (6), o pastor canadense Hyeon Soo Lim, nascido na Coreia do Sul, contou seu testemunho durante um evento evangelístico da Liberty University na Virgínia, Estados Unidos.

Relembrando o tempo no cativeiro, o pastor contou: “Eu não conseguia dar um único passo livremente. Eu era um escravo. Eles retribuíram o bem com o mal até o fim, tudo por causa de um ditador”.

Em 2015, Lim foi condenado a uma vida de trabalhos forçados depois que a Coreia do Norte o acusou de tentar derrubar o regime. Ele foi libertado em 2017 por motivos humanitários e continua compartilhando o Evangelho.

Antes de sua prisão, a Igreja Presbiteriana Coreana Luz, localizada em Ontário, no Canadá, realizou 100 visitas à Coreia do Norte desde 1997 e contribuiu para a criação de um orfanato e de uma casa de repouso.

“Então, um dia em 2013, durante um sermão nos Estados Unidos, eu preguei que a razão pela qual a Coreia do Norte é amaldiçoada é porque eles ergueram muitas estátuas de Kim Il-sung, e eu declarei que a Coreia do Norte só seria salva se essas estátuas fossem derrubadas”, disse o pastor. 

E continuou: “Eu também preguei que a Coreia do Norte se envolve continuamente em política violenta”.

‘A fé vem pelo ouvir’

Na prisão, Lim recebeu pouca comida e foi submetido a abuso verbal, o que lhe causou tanto estresse que acabou sofrendo de diarreia. O pastor também relatou que suas refeições eram compostas principalmente de repolho e arroz misturado com pedras.

Como parte do trabalho forçado, no inverno, Lim tinha que quebrar carvão congelado. Por isso, seus dedos das mãos e dos pés também sofreram lesões.

Embora os guardas o proibissem de assistir televisão, ouvir rádio ou ler livros, era permitido. Então, Lim pôde ler a Bíblia e comparou à “alegria de encontrar água viva no deserto”. 

Ele passava os dias orando e lendo a Palavra de Deus enquanto seus agressores tentavam encontrar informações sobre ele. No entanto, tudo o que conseguiram encontrar foram as pregações do pastor. 

Depois que os guardas da prisão ouviram os sermões, Lim testemunhou uma mudança notável no comportamento deles em relação a ele, incluindo começar a lhe trazer mais comida. 

A mudança continuou por mais três anos, e alguns dos guardas até começaram a procurar o pastor para pedir aconselhamento familiar.

Dos oficiais de mais alta patente aos de menor patente, ele disse que notou a mudança em quase “todos”.

“Ao ver essa mudança, percebi mais claramente que a fé vem pelo ouvir, e o ouvir por meio da Palavra de Cristo”, declarou Lim.

“Vendo tal transformação nos principais líderes do Partido Comunista, fiquei certo de que um dia, quando a Coreia do Norte se abrir e o Evangelho for espalhado, ela será transformada no exército do Senhor. Quando as pessoas que espalharão o Evangelho no país estiverem prontas, Deus abrirá as portas. Se a Coreia é o fim da terra para a evangelização mundial, devemos ir até os confins da terra para pregar a Palavra”, acrescentou.

Esperança

Na ocasião, o pastor contou que Deus o abençoou com “visões incríveis”. Três meses antes de sua libertação, enquanto trabalhava em cativeiro, Lim teve uma visão da evangelização na Coreia do Norte. 

Segundo ele, uma das visões incluía Lim liderando um movimento de 1 milhão de missionários para entrar no país. Outra visão mostrou o estabelecimento de 10.000 escolas que permitiriam que famílias e igrejas ensinassem a Bíblia às crianças. 

Então, o pastor encorajou os ouvintes a ajudar a igreja norte-coreana a se juntar a ele: “Qualquer um que esteja preparado para amar e servir aos outros é bem-vindo”. 

“A evangelização da Coreia do Norte é o atalho para a evangelização mundial. A Coreia do Norte é o solo mais fértil para espalhar o Evangelho. Precisamos da força da América. Quem irá? Quando Ele perguntar, que você e eu possamos responder: ‘Aqui estou'”, concluiu o pastor.

A Coreia do Norte ficou em 1º lugar na Lista Mundial da Perseguição da Missão Portas Abertas de 2024 dos lugares mais difíceis para ser cristão.

Fonte: Guiame, com informações de The Christian Post

Ativistas pró-vida denunciam abortos de bebês com mais de 6 meses na Colômbia

Primeira Convenção Nacional Pró-Vida no Congresso da Colômbia. (Foto: Evangélico Digital).

A denúncia foi feita durante a Primeira Convenção Nacional Pró-Vida, que reuniu organizações pró-vida e líderes religiosos no Congresso colombiano.

Ativistas pró-vida denunciaram que abortos de bebês com mais de 6 meses estão sendo realizados na Colômbia.

A denúncia foi feita durante a Primeira Convenção Nacional Pró-Vida, que reuniu organizações pró-vida, líderes religiosos e políticos conservadores no Congresso colombiano, nos dias 4 e 5 de setembro.

Durante o evento, o senador Miguel López denunciou que abortos com mais de 24 semanas de gestação estão sendo feitos no país. 

“A Corte, por meio de sanções, quer implementar o aborto em toda a Colômbia, em entidades territoriais, em hospitais”, criticou Miguel.

Em 2022, o Supremo Tribunal da Colômbia legalizou o aborto até a 24ª semana (5 meses) de gravidez, sem a mulher precisar apresentar nenhuma justificativa. Depois da 24ª semana, o aborto ainda sofre restrições segundo a lei.

Apesar da legalização pela Suprema Corte, o aborto tem sido uma pauta controversa no país, onde a maioria da população é católica.

Manifesto em defesa da vida

Os participantes da Primeira Convenção Nacional Pró-Vida assinaram um manifesto para “defender a vida desde a concepção” e rejeitando a “cultura da morte” na sociedade colombiana.

“Reafirmamos nosso compromisso irrestrito com a defesa da Vida, da Família e da Fé em nosso país. Acreditamos que toda vida é sagrada e merece ser protegida desde a concepção até a morte natural. Rejeitamos a cultura da morte que promove o aborto, a eutanásia e a destruição da família. Em vez disso, queremos que a Colômbia promova uma cultura da vida que valorize a dignidade de cada pessoa, independentemente da idade, condição ou circunstâncias”, afirmou o manifesto.

Os participantes dos evento discutiram estratégias para lutar contra o aborto e defender a vida.

“Hoje a Colômbia Pró-Vida fez história, com a Primeira Convenção Nacional Pró-Vida e por ser a primeira vez que uma bandeira Pró-Vida é hasteada na fachada do Capitólio Nacional do Congresso da República. Hoje fizemos mesas de trabalho, ouvimos deputados da Bancada, tivemos uma discussão sobre questões legislativas para trabalhar pela Vida”, relatou o senador Luis Miguel López Aristizábal, um dos organizadores do evento.

Fonte: Guiame, com informações de Evangélico Digital

sexta-feira, 6 de setembro de 2024

Viva Com Propósito

 


Vocês não sabem que dentre todos os que correm no estádio, apenas um ganha o prêmio? Corram de tal modo que alcancem o prêmio. 1° Coríntios 9:24

A analogia feita por Paulo sobre a vida cristã como sendo uma corrida em que apenas um ganha o prêmio é, na verdade, um convite para refletirmos sobre o propósito da nossa fé.
Segundo o apóstolo, assim como numa maratona, quem corre sem propósito nunca será vencedor. Observe por exemplo a Corrida de São Silvestre, exceto pelos atletas profissionais, a maioria corre sem propósito, apenas pelo prazer de participar, o que explica o fato de nunca nenhum destes ter vencido a corrida.
Correr com propósito significa traçar metas significativas, cultivar disciplina e manter o foco. Cada passo deve nos aproximar do nosso alvo. E neste sentido, o próprio Paulo nos orienta: “…corramos, com perseverança, a carreira que nos está proposta, olhando firmemente para o Autor e Consumador da fé, Jesus…”.
Viver com o propósito de seguir a Cristo torna nosso esforço valioso, pois, ao final da maratona da vida, há um prêmio glorioso à nossa espera, independentemente da colocação em que chegarmos.

Pb. Levi Almeida

‘Continuarei até a morte’, diz jornalista cristão preso por noticiar perseguição na Nigéria

 

Luka Binniyat foi preso diversas vezes. (Foto: Luka Binniyat)

Luka Binniyat, de 58 anos, continua denunciando os ataques Funali contra comunidades cristãs, apesar das ameaças e processos judiciais.

O jornalista cristão Luka Binniyat, de 58 anos, tem noticiado corajosamente a perseguição violenta contra cristãos no estado de Kaduna, na Nigéria.

Por causa disso, Luka se tornou alvo do governo nigeriano, que o acusou de espalhar informações falsas e de “cyberstalking” — ou seja, por usar a tecnologia para perseguir ou ameaçar as autoridades. A falsa acusação é frequentemente usada pelo governo negeriano para silenciar a imprensa.

O jornalista já foi preso três vezes por cobrir os massacres de comunidades cristãs rurais por radicais islâmicos Fulani. 

Condições precárias na prisão

Luka foi preso pela primeira vez em 2017 e enfrentou dois processos judiciais, que dura até hoje, passando por seis juízes.

“Eu tinha lido muito sobre as condições horríveis e aterrorizantes das prisões da Nigéria e sempre estremeci com a ideia de ser um preso. Essa foi minha primeira introdução às condições da prisão”, confessou ele.

O cristão enfrentou condições precárias e insalubres. “A cela, que foi construída para 20 detentos com uma fileira de camas de dois andares, tinha 85 de nós, e apenas dois conjuntos de camas de dois andares eram destinados aos chefes da cela sombria. O ar estava denso com fumaça de cigarro e de maconha, mas os presos pareciam acostumados com isso”, descreveu.

A cela ainda era infestada de baratas e percevejos, e cheirava a urina e fezes. Já a comida da penitenciária era servida em recipientes imundos.

Denunciando o descaso do governo com os cristãos

Após 93 dias detido, Luka foi solto sob fiança. Em 2021, ele foi preso novamente por publicar a matéria “Na Nigéria, a polícia considera os massacres ‘perversos’, mas não faz nenhuma prisão” no Epoch Times, denunciando a falta de ação do governo para deter os ataques contra cristãos.

Na matéria, Luka criticou a classificação, feita pelo comissário de Segurança Interna e Assuntos Internos de Kaduna, Samuel Aruwan, de um ataque a fazendeiros cristãos como apenas um “confronto rural”.

O governo nigeriano tem refutado as denúncias de organizações de direitos humanos de que um genocídio religioso tem acontecido nos estados do Cinturão Médio da Nigéria, onde pastores fulanis tem invadido e atacado comunidades cristãs. Segundo as autoridades, a perseguição violenta é parte do conflito de décadas entre agricultores e pastores.

“Passei mais 96 dias na prisão de Kaduna, sofrendo muito devido à artrite incapacitante e pressão alta”, lembrou o cristão.

Luka foi libertado em 5 de janeiro de 2023 após pagamento de fiança. Dias depois, sua própria aldeia, Zamandabo, no sul de Kaduna, foi atacada e incendiada por fulanis. 12 pessoas foram mortas, incluindo um primo e uma tia do jornalista.

Perseverando em sua missão

Apesar de enfrentar ações judiciais e já ter sido preso várias vezes, Luka Binniyat continua comprometido com sua missão de noticiar a verdade.

“Relatar a perseguição aos cristãos na Nigéria se tornou uma obsessão. Apesar das ameaças, não vou parar. Por amor de Cristo Jesus, continuarei relatando até a morte. Esse é o legado que quero deixar para trás”, declarou ele.

Hoje, ele trabalha como jornalista freelancer, cobrindo os ataques armados contra comunidades cristãs no Cinturão Médio da Nigéria por pastores Fulani.

Luka também se tornou o porta-voz nacional da União do Povo do Sul de Kaduna (SOKAPU), representando 67 grupos étnicos cristãos.

“A história de Luka Binniyat é uma prova da coragem e resiliência daqueles que se opõem à injustiça, apesar de enfrentarem consequências terríveis. Também destaca os desafios contínuos para jornalistas e ativistas na Nigéria, particularmente aqueles que se atrevem a falar contra a perseguição aos cristãos”, comentou um funcionário da International Christian Concern (ICC).

A Nigéria ocupa a 6ª posição da Lista Mundial da Perseguição 2024 da Missão Portas Abertas, de países mais difíceis para ser um cristão.

Fonte: Guiame, com informações de International Christian Concern

quarta-feira, 28 de agosto de 2024

Igreja paga quase US$ 8 milhões em dívida médica da comunidade: ‘Doar é uma alegria’

 


Culto na igreja The Altar Fellowship em Johnson City, Tennessee. (Foto: The Altar Fellowship)

A Altar Fellowship fez uma parceria com um programa americano que pagou a dívida médica acumulada nos 6 condados próximos à igreja.

Um adolescente, que costumava frequentar a igreja sozinho sem a companhia dos pais, teve a oportunidade de compartilhar o Evangelho com seu pai ao testemunhar a atitude social de sua igreja.

A Altar Fellowship fez uma parceria com um programa nacional que pagou aproximadamente US$ 8 milhões em dívidas médicas da comunidade.

A igreja não denominacional localizada em Johnson City, Tennessee, é liderada pelo pastor e evangelista Mattie Montgomery e sua esposa, Candice.

Em entrevista ao The Christian Post, Montgomery revelou que um amigo seu ligou para compartilhar um sonho: pagar as dívidas médicas das pessoas.

O pastor descreveu seu amigo como um empresário da comunidade que “ama o Senhor” e que teve a ideia de ajudar as pessoas por meio de uma organização chamada RIP Medical Debt.

Montgomery explicou que a organização negocia com cobradores para adquirir o direito legal ou a reivindicação sobre uma dívida.

Dívidas acumuladas

De acordo com o pastor, a dívida médica acumulada nos seis condados mais próximos da igreja totalizava cerca de US$ 8 milhões, e a igreja conseguiu comprar toda essa dívida por apenas US$ 50.000.

“E, essencialmente, nos tornamos a agência de cobrança para US$ 8 milhões em dívidas médicas”, disse Montgomery ao CP.

“E, em vez de prosseguir com a cobrança, apenas enviamos uma carta a todos cujas dívidas adquirimos, dizendo: ‘Oi, Jesus ama você, nós amamos você. E é um privilégio para nós cancelar completamente essa dívida.’”

Testemunho

Uma história que se destacou para o pastor envolveu uma família ajudada pela igreja, onde um adolescente, conhecido por frequentar os cultos sozinho porque seus pais não eram cristãos, estava tentando compartilhar sua nova fé com eles.

O estudante do ensino médio aproveitou a oportunidade para falar sobre a igreja e sua fé recém-descoberta.

“E então, um dia, o pai dele o chamou e disse: ‘Ei, aquela igreja que você frequenta se chama The Altar, certo?’ E ele respondeu, ‘Sim?’ Então o pai disse: ‘Sua igreja acabou de pagar todas as minhas contas médicas’”, contou Montgomery.

“E ele ficou realmente perplexo com isso. Pensou, ‘Por que fizeram isso?’ E seu filho teve a oportunidade de compartilhar o Evangelho com o pai devido à generosidade da igreja.”

Pobreza e vícios

O pastor afirmou que sua igreja está situada em uma área rural onde muitos moradores enfrentam pobreza e lutam contra o vício.

Embora não tenha certeza se a igreja repetirá a iniciativa no futuro, ele expressou que é uma “alegria doar” e desejou que as pessoas não precisassem se endividar com despesas médicas.

“Queremos que a generosidade extravagante seja uma das marcas pela qual a igreja seja conhecida”, disse Montgomery.

“E não me refiro apenas à nossa igreja, The Altar Fellowship; quero dizer a Igreja nacional e internacionalmente. Quero que as pessoas saibam que, em um momento de crise, o lugar onde elas precisam estar é com um grupo de pessoas que seguem Jesus. Elas precisam se unir a uma igreja.”

“Essa é minha esperança: que a Igreja possa ser as mãos, os pés e a carteira de Jesus para o mundo ao nosso redor”, acrescentou ele.

Fonte: Guiame, com informações do Christian Post

29.000 judeus imigram para Israel em meio à guerra e ao antissemitismo global

 


Yaakov Hagoel, presidente da Organização Sionista Mundial, cumprimenta novos imigrantes que chegam a Israel (Foto: WZO)

Maioria dos imigrantes judeus são provenientes da França, EUA e Canadá.

Mais de 29.000 novos imigrantes chegaram a Israel desde o ataque e massacre perpetrados pelo Hamas em 7 de outubro, conforme relatado recentemente pela Organização Sionista Mundial (WZO) em Tel Aviv.

Apesar da guerra contra o grupo terrorista Hamas em Gaza, no sul, e dos ataques terroristas do Hezbollah no norte, o aumento da aliá (imigração para Israel) ocorre em meio ao crescente antissemitismo em todo o mundo.

O relatório destacou um aumento de 355% na imigração proveniente da França, com mais de 5.500 processos abertos desde o início da guerra em outubro passado, comparado a apenas 1.200 no mesmo período de 2023.

Nos EUA, o número de processos de imigração abertos cresceu 62%, totalizando mais de 6.000 pessoas.

O Canadá também registrou um aumento de 87%, com mais de 800 judeus iniciando o processo de imigração para Israel.

‘Onda de aliá’

Yaakov Hagoel, presidente da Organização Sionista Mundial, recebeu mais de 150 novos olim (imigrantes) franceses no Aeroporto Internacional Ben-Gurion na terça-feira, durante esta notável onda de aliá.

Hagoel destacou a forte determinação e o profundo amor dos novos imigrantes por Israel.

“É incrível que, desde o massacre de 7 de outubro, Israel tenha visto um aumento dramático no número de olim. A chegada de mais de 29.000 novos olim durante este período de crise demonstra que o povo judeu está determinado a continuar construindo seu futuro em nossa terra natal, a terra de Israel. Esta aliá sem precedentes é um testemunho do reconhecimento da comunidade judaica global de que Israel não é apenas um refúgio, mas um farol de esperança e fé.”

Antissemitismo

Hagoel observou que o antissemitismo global tem causado insegurança entre os judeus em todo o mundo.

“Em 7 de outubro, eclodiu uma guerra não contra o Estado de Israel, mas contra o povo judeu. Hoje, em muitos países ao redor do mundo, é difícil ser judeu, seja na escola, no trabalho ou na oração”, disse ele.

“A guerra que enfrentamos não é apenas uma batalha pela segurança de Israel, mas pela sobrevivência e futuro do povo judeu. A forte resposta que estamos testemunhando através desta onda de aliá é uma poderosa afirmação de nossa determinação coletiva em apoiar Israel, agora mais do que nunca.”

Hagoel prometeu: “Garantiremos que os judeus em todo o mundo se sintam seguros, apoiados e incentivados a fazer aliá.”

Fonte: Guiame, com informações do All Israel News

Incoerência de Fé

 



Por que me chamais Senhor, Senhor, e não fazeis o que vos mando? Lucas 6:46


O que está implícito na pergunta feita por Jesus em Lucas 6:46 é a incoerência entre professar a fé em Cristo e não viver de acordo com seus ensinamentos.

Reconhecer Jesus como Senhor é o mesmo que declarar que ele é o nosso Amo, e isso implica não apenas verbalizar, mas agir de maneira que reflita sua autoridade em nossas vidas. 

Se Ele é o Amo e nós, os servos, a obediência deve ser uma consequência natural da fé, de forma integral. Pois quando falamos de fé, mas não obedecemos, caímos em contradição. 

A verdadeira fé se manifesta em uma vida submissa à vontade de Deus, na qual o servo segue o Senhor em todas as coisas. Não podemos chamá-lo de Senhor e ao mesmo tempo desconsiderar seus mandamentos. 

A incoerência de fé ocorre quando professamos com os lábios, mas negamos com nossas atitudes.

Presb. Levi Almeida

QUAL É O PROPÓSITO DE SUA VIDA?

 

Gn 27 e 28

Neste momento quero convidar-lhe para continuarmos a aprender com a vida de Jacó, e assim buscarmos desvendar o Propósito de Vida deste servo de Deus e tirarmos algumas lições para as nossas vidas hoje, pois a vida de Jacó é Uma Jornada Através da Fé, Enganos e Transformação.

Jacó, figura bíblica central no livro de Gênesis, trilhou uma jornada complexa e rica em simbolismos, marcada por lutas, traições, fé inabalável e redenção. Desvendar o seu propósito de vida significa mergulhar num relato de transformação pessoal e conexão profunda com Deus, mediante uma jornada de transformação.

Desde o início da sua vida, Jacó destacou-se por sua astúcia e ambição. Ainda jovem, enganou seu irmão Esaú, obtendo a primogenitura e a bênção paterna de seu pai Isaque, conforme podemos ver no relato bíblico de Gênesis, capítulo 27. Por causa desta atitude de Jacó, ele passou a ter problemas com seu irmão Esaú. Essa artimanha, embora questionável do ponto de vista moral, prenunciava a sagacidade e a determinação que marcariam sua trajetória.

Fugindo da ira de Esaú, Jacó precisou lutar pela sobrevivência e prosperidade, indo se refugiar em Harã, onde trabalhou para seu tio Labão por 20 anos. Lá, formou uma família numerosa e prosperou materialmente. No entanto, a ambição o impulsionava a buscar algo mais elevado, ele sabia que ali não era o seu lugar, a sua terra.

1-Encontro Transformador com Deus

A deixar a terra do seu tio Labão, ao retornar para Canaã, em Peniel, Jacó travou uma luta física e espiritual com um ser divino. Esse momento crucial marcou um ponto de virada em sua vida. Ele recebeu o novo nome Israel, que significa “aquele que luta com Deus”, e foi abençoado. Essa experiência o fortaleceu e o preparou para os desafios que viriam pela frente em sua vida

Após anos de trabalho e aprimoramento, Jacó finalmente retornou à sua terra natal, mas antes ele precisava se reconciliar com o seu irmão, para assim recomeçar uma nova vida. O reencontro com Esaú foi marcado por reconciliação e perdão, demonstrando o crescimento pessoal de Jacó.

Jacó se tornou pai das 12 tribos de Israel, estabelecendo as bases para a nação que surgiria. Sua história é um testemunho da capacidade de Deus de transformar indivíduos fracos, mesmo aqueles com falhas e imperfeições. Por meio de lutas e aprendizados, Jacó tornou-se um líder forte e um símbolo de fé para seu povo, deixando assim um legado de fé e esperança não somente para o povo judeu, mas para todo o homem que teme a Deus.

2- Uma Vida Transformada por Deus

O propósito de vida de Jacó não se limitou à conquista de bens materiais ou poder político. Sua história serve como um lembrete de que, mesmo em meio a erros e desafios, Deus pode nos guiar e moldar para um propósito maior. Através da fé, resiliência e disposição para aprender com os erros, Jacó se tornou um ancestral venerado e um exemplo de transformação pessoal.

A jornada de Jacó oferece diversas lições valiosas para a vida moderna na atualidade para quais nós precisamos aprender para viver:

  • Enfrentar desafios com fé e determinação: Jacó nos ensina a não desistir diante das dificuldades, mas sim a enfrentá-las com fé e determinação, buscando sempre o crescimento pessoal e espiritual.
  • Reconhecer erros e buscar redenção: Jacó errou, mas reconheceu seus erros e buscou redenção. Sua história nos ensina a sermos humildes, reconhecermos nossas falhas e buscarmos o perdão e a transformação.
  • Manter a fé em Deus em todas as circunstâncias: Jacó nunca perdeu a fé em Deus, mesmo nos momentos mais difíceis. Sua fé o sustentou e o guiou em sua jornada.
  • Perdoar e buscar reconciliação: Jacó perdoou seu irmão Esaú e se reconciliou com ele. Sua história nos ensina a importância do perdão e da reconciliação em nossas relações interpessoais.

É verdade que hoje, assim como Jacó, podemos encontrar sentido e propósito na vida através da comunhão com Deus. Para muitos, essa conexão é algo maior que nos oferece:

a-Um senso de amor e aceitação incondicionais: A crença em um poder superior pode fornecer conforto e segurança, especialmente em momentos difíceis. A fé em Deus pode oferecer a certeza de que somos amados e cuidados, mesmo quando as coisas parecem desafiadoras.

b- Um senso de propósito e significado -  Acreditar em Deus pode nos dar um senso de direção e propósito na vida. Sentir-se conectado a um plano maior pode nos motivar a agir de acordo com seus valores e fazer a diferença no mundo.

c-Uma estrutura moral: A religião que nos liga ao Senhor pode fornecer às pessoas um guia moral e ético. A nossa fé em Deus pode nos ajudar a tomar decisões que estejam alinhadas com seus valores e a viver uma vida de acordo com seus princípios.

d-Conexão com algo maior que si: A comunhão com Deus pode dar às pessoas uma sensação de paz e conexão com algo maior que si mesmas. Essa conexão pode fornecer força e resiliência em tempos difíceis e pode ajudar as pessoas a apreciar a beleza e o mistério da vida.

É importante notar que nem todos encontram sentido e propósito na vida através da religião, porque nem toda religião conduz o homem para a presença de Deus. Algumas pessoas encontram significado em seus relacionamentos, em seu trabalho, em seus passatempos ou em seus valores pessoais.

Se você está interessado em aprender mais sobre como a comunhão com Deus pode dar sentido e propósito à sua vida, você pode explorar as seguintes opções:

  • Visite um local de culto. Participar de um serviço religioso pode ser uma ótima maneira de aprender mais sobre uma religião e suas crenças. Você também pode ter a oportunidade de conhecer pessoas que compartilham seus interesses.
  • Leia textos bíblicos. A Palavra de Deus tem textos sagrados que contêm histórias, ensinamentos e sabedoria que podem ajudá-lo a aprofundar sua fé.
  • Junte-se a um grupo de estudo. Grupos de estudo podem ser uma ótima maneira de aprender mais sobre a fé em um ambiente informal e de discutir suas crenças com outras pessoas.
  • Ore ou medite. A oração e a meditação podem iluminar a sua mente e ajudá-lo a se conectar com o Senhor Jesus e a encontrar paz e propósito em sua vida.

Portanto, a vida de Jacó é um lembrete de que o propósito de vida não é um destino traçado, mas sim uma jornada de crescimento e transformação guiada por Deus. Ao enfrentarmos desafios com fé, reconhecermos nossos erros, buscarmos redenção e mantermos a fé inabalável, podemos alcançar nosso verdadeiro potencial e contribuir para um mundo melhor e fazer diferença em nossa geração.

Pr. Eli Vieira

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