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domingo, 24 de junho de 2012

Suicídio é a segunda maior causa de morte entre jovens no mundo


Estudos mostram que mais de 1 milhão de pessoas se suicidam a cada ano

Suicídio é a segunda maior causa de morte entre jovens no mundo
O periódico especializado em medicina Lancet publicou uma série de três estudos que chamam a atenção para um assunto considerado tabu: o suicídio.
De acordo com um desses artigos, assinado por M R Phillips e H G Cheng, essa é a principal causa de morte entre garotas de 15 a 19 anos. Já entre os homens, o suicídio fica em terceiro lugar, após os acidentes de trânsito e a violência urbana.
Aqui no Brasil, estima-se que o suicídio é a terceira causa de morte entre jovens, logo atrás de acidentes e homicídios. Alexandrina Meleiro, psiquiatra do Instituto de Psiquiatria do Hospital das Clínicas da USP, afirma que “Antes as taxas eram maiores na terceira idade. Hoje a gente observa que, entre os jovens, elas sobem assustadoramente”. Estima-se que entre os jovens, a taxa multiplicou-se por dez de 1980 a 2000: de 0,4 para 4 a cada 100 mil pessoas.
O estudo conduzido por Keith Hawton mostra que os adolescentes geralmente evitam procurar ajuda por temerem a opinião dos outros uma vez que seus pensamentos suicidas se espalham pela escola. Também indica outra mudança no perfil dos suicidas. O risco, que sempre foi maior entre homens, está aumentando entre as meninas.
O doutor Howton diz que os efeitos da mídia também são importantes, mas que o assunto só parece ter relevância quando afeta uma celebridade. Ele afirma ainda que há poucas evidências de eficácia de qualquer tratamento psicossocial ou farmacológico, existindo uma grande controvérsia sobre o resultado e a utilidade de antidepressivos.
Já Meleiro acredita que isso se deve a gestações precoces e não desejadas, além de prostituição e abuso de drogas.
Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que os casos de suicídio aumentaram 60% nos últimos 45 anos e que mais de 1 milhão de pessoas no mundo morrem dessa forma todo ano. Mesmo assim, o problema, não é tratado abertamente.
Para a OMS, pouco é feito na área de prevenção. Pesquisadores da Universidade de Oxford, Inglaterra e da Universidade Stirling, na Escócia, dizem que mais pesquisas são necessárias para se compreender quais são os fatores de risco e melhorar a prevenção. Uma das estratégias apontada por eles seria limitar o acesso a meios que facilitem o suicídio, como armas.
Estima-se que no Brasil, ocorram 24 suicídios por dia. Por outro lado, o número de tentativas é até 20 vezes maior que isso. “O suicídio é uma epidemia silenciosa”, acrescenta Meleiro. Ela diz que as pessoas costumam dar sinais antes de uma tentativa.
Cerca de 90% dos suicídios estão ligados a transtornos mentais.”O preconceito em torno das doenças mentais faz com que as pessoas não procurem ajuda. Acredita-se que perguntar se a pessoa tem pensamentos suicidas vai estimulá-la, mas isso pode levá-la a procurar ajuda”, diz Meleiro.

por Jarbas Aragão

Com informações de Folha de São Paulo e The Lancet

Fonte:gospelprime

Governo ordena a demolição de 20 igrejas na Indonésia




Um prefeito ordenou a derrubada de 20 igrejas, na Indonésia. Outras 16 igrejas menores foram fechadas no mesmo distrito, no mês passado.

Razali Abdul Rahman, o prefeito interino de Aceh Singkil, na semiautônoma província de Aceh, ordenou o fechamento das igrejas e deu o prazo máximo até oito de junho para a demolição do templo.
Veryanto Sitohang, membro do grupo de direitos humanos Aliança Unida Sumatra do Norte explicou o caso: “A administração local diz, que já que os membros da igreja se recusam a cumprir a ordem, então a própria administração irá fechar e demolir os prédios. O prazo para a demolição foi oito de junho, mas até agora nada aconteceu”.
A ordem foi emitida no mesmo dia em que os grupos radicais islâmicos, incluindo a Frente de Defensores do Islã (FPI), fizeram um protesto em frente ao escritório do governo local contra a existência de igrejas em Aceh Singkil.
As autoridades também fecharam 16 undung-undung, pequenas construções não classificadas oficialmente como igrejas, após os protestos, embora o senhor Razali tenha afirmado que seu governo agiu de forma independente da iniciativa dos radicais. As undung-undung se diferem das igrejas por não serem denominacionais e não terem cruzes.
A FPI alegou que o número de igrejas e undung-undung  viola os acordos assinados em 1979 e 2001 por líderes muçulmanos e cristãos. Os acordos afirmaram que os cristãos são autorizados a terem apenas uma igreja e quatro undung-undung na província.
Erde Barutu, pastor de uma das igrejas ameaçadas, Igreja Cristã Protestante de Pakpak Dairi, disse que, na epoca, os líderes da igreja só assinaram os documentos, porque estavam sob pressão e foram ameaçados. Ele acrescentou ainda que, o número de cristãos que vivem em Aceh Singkil, tinha aumentado significativamente desde 1979, e que agora somam mais de 15 mil. O fechamento de igrejas deixará apenas duas no distrito.
A mairia das 20 congregações, ameaçadas de demolição, continuam suas atividades e cultos com as portas dos templos fechadas e com alguns membros, do lado de fora, montando guarda contra possíveis ataques.
Os líderes cristãos escreveram cartas ao Presidente Susilo Bambang Yudhoyono, e aos departamentos do governo e da polícia para protestar contra o fechamento das igrejas.
O Ministro do Interior, Gamawan Fauzi,disse que não estava ciente dos planos de fechamento dos templos e que entraria em contato com o Sr. Razali para pedir esclarecimentos, dizendo que “os cidadãos têm o direito de culto, desde que cumpram os regulamentos”.
Ele disse:
“A maioria não deve impor sua vontade à minoria. A tolerância deve prevalecer”.
Elementos da lei Islâmica (Sharia) são impostos por uma espécie de polícia religiosa, em Aceh, que ganhou autonomia do governo nacional em 2001, após uma insurreição islâmica.
Adquira o DVD Uma Jornada de Perdão e conheça a emocionante história de familias indonésias.
FonteBarnabas Fund
TraduçãoMarcelo Peixoto

sábado, 23 de junho de 2012

Cientistas ucranianos pedem a criação do Dia de Ação de Graças



Eles acreditam que o cristianismo pode fazer com que os valores familiares voltem a ser preservados
Por Leiline Roberta Lopes
Viktor Yanukovych, presidente da Ucrânia.
Se em muitos países do mundo a Ciência e a Religião se confrontam, na Ucrânia elas se unem. Cientistas ucranianos pediram para que o presidente, Viktor Yanukovych, institua o Dia de Ação de Graças.
A ideia é fazer com que a população fortaleza seus laços familiares e que eles se reaproximem de Deus. Os cientistas acreditam que a juventude será melhor beneficiada com essa medida.
“Os jovens são testemunhas do aumento da fraude, da corrupção e da violência no cotidiano. Alcoolismo, drogas, prostituição e crime existem até mesmo entre as crianças,” diz o apelo entregue ao presidente.
Outra preocupação dos cientistas é com a família, que é a base da sociedade. “O significado social da moralidade está distorcido. A imoralidade está à solta e chega às pessoas facilmente pela mídia impressa, televisão e internet, que promovem violência, pornografia e crueldade”.
A preocupação desse grupo formado por membros da Academia Nacional de Ciências da Ucrânia é com a autodestruição do ser humano. “Se a humanidade não parar com essa dissolução dela mesma, de violar as leis físicas e espirituais de Deus, está determinando sua autodestruição”.
Para evitar esse trágico fim eles indicam o renascimento espiritual baseado na fé cristã, pois para eles o cristianismo é a religião ideal por “professar o amor ao invés do ódio, o perdão no lugar da vingança” o que para eles nenhuma outra crença faz.
O Dia de Ação de Graça seria uma festa nacional dedicada para a oração, jejum e reconciliação, segundo o pedido feito por esses cientistas. “Podemos unir o povo, as autoridades e os pregadores para repelir pecados do passado, como o ateísmo e o antissemitismo”
Fonte:gospelprime

sexta-feira, 22 de junho de 2012

Augustus Nicodemus explica os diferentes tipos de fundamentalismo cristão



Ele acredita que o termo tem sido usado de forma pejorativa quando na verdade quer indicar outra coisa

  • por Leiliane Roberta Lopes

    Augustus Nicodemus explica os diferentes tipos de fundamentalismo cristão
    O reverendo Augustus Nicodemus Lopes escreveu em seu blog sobre o uso demasiado da expressão “fundamentalista”. Muitas pessoas tem usado esse termo para tentar criticar a posição de uma pessoa que se baseia na fé para opinar sobre diversos assuntos.
    O que o chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie explica é que esse termo não é de fato ruim e que há muitossignificados já que ele foi usado para diferentes grupos através da história.
    Nicodemus Lopes explica de forma prática o que significa o fundamentalismo cristão histórico, o cristão americano, o denominacional, o cristão xiita e o fundamentalista cristão teológico sempre falando de suas origens e apontando as diferenças.
    “Em linhas gerais, o fundamentalista teológico acredita que a verdade revelada por Deus na Bíblia não evolui, não cresce e nem muda”, diz o reverendo presbiteriano que se considera um fundamentalista cristão teológico.
    “A nossa compreensão dessa verdade pode mudar com o tempo; contudo, essa evolução nunca chega ao ponto radical em que verdades antigas sejam totalmente descartadas e substituídas por novas verdades que inclusive contradigam as primeiras,” completa ele.
    A grande diferença entre o fundamentalismo liberal e o teológico é que o primeiro acredita na evolução da verdade bíblica a ponto de reinventar o próprio cristianismo.
    Leia o texto na íntegra aqui.
    Fonte:gospelprime

    FUNDAMENTALISMO É ISTO?


    Por Augustus Nicodemus Lopes



    "Agnósticos Fundamentalistas:
    Dá para ter até mesmo estes?"

    O termo "fundamentalista" está entre os rótulos mais mal compreendidos e mal empregados nos meios evangélicos. É o rótulo preferido por alguns para se referir, sempre com viés pejorativo, a quem adere com firmeza a determinadas doutrinas que são consideradas como antigas e ultrapassadas.
    Nada mais natural do que procurar esclarecer o significado do termo. Acho que a primeira coisa a ser feita é lembrar que o termo "fundamentalista" tem sido usado para diferentes grupos através da história e no presente.

    1) O fundamentalista cristão histórico não existe mais. Ele existiu no início do século XX, durante o conflito contra o liberalismo teológico que invadiu e tomou várias denominações e seminários nos Estados Unidos. J. G. Machen, John Murray, B. B. Warfield, R. A. Torrey, Campbell Morgan, e mais tarde Cornelius Van Til e Francis Schaeffer, são exemplos de fundamentalistas históricos.

    2) O fundamentalista cristão americano ainda existe, mas perdeu muito de sua força. Embora tenha surgido ao mesmo tempo em que o fundamentalismo cristão histórico, separou-se dele quando adotou uma escatologia dispensacionalista, aliou-se à agenda republicana dos Estados Unidos, exerceu uma militância belicosa contra tudo que considerasse inimigo da fé cristã. Defendia e praticava o separatismo institucional de tudo e todos que estivessem ligados direta ou indiretamente a esses inimigos. Pouco tempo atrás faleceu o que pode ter sido o último grande representante desse gênero de fundamentalista, o famigerado Carl McIntire. Alguns consideram que Pat Robertson é seu sucessor, embora haja muitas diferenças entre eles.

    3) O fundamentalista denominacional é aquele membro de denominações cristãs que se consideram oficialmente fundamentalistas e que até trazem o rótulo na designação oficial. Após um período de grande florescimento no Brasil, especialmente no Nordeste e em São Paulo, as igrejas fundamentalistas, presbiteriana e batista, sofreram uma grande diminuição em suas fileiras. Grande parte das igrejas fundamentalistas presbiterianas regressou à Igreja Presbiteriana do Brasil, de onde estas igrejas saíram na década de 50. Em alguns casos, o fundamentalismo denominacional do Brasil foi marcado por laços financeiros e ideológicos com McIntire. Hoje, até onde eu sei, não há mais esse laço. No Brasil, o fundamentalismo denominacional que sobrou desenvolveu em alguns de seus grupos (mas não em todos) uma síndrome de conspiração mundial para o surgimento do Reino do Anticristo através do ocultismo, da tecnologia, da mídia, dos eventos mundiais, das superpotências. Acrescente-se ainda o desenvolvimento de uma mentalidade de censura e apego a itens periféricos como se fossem o cerne do evangelho e critério de ortodoxia (por exemplo, só é bíblico e conservador quem usa versões da Bíblia baseadas no Texto Majoritário, quem não assiste desenhos da Disney e não assiste “Harry Potter”).

    4) O fundamentalista cristão xiita é sinônimo de intransigência, inflexibilidade, ser-dono-da-verdade e patrulhamento teológico. Essa conotação do termo ganhou popularidade após o avanço e crescimento do fundamentalismo islâmico. Esse tipo tem mais a ver com atitude do que com teologia. Nesse caso, é melhor inverter a ordem e chamá-lo de xiita fundamentalista. Na verdade, xiitas podem ser encontrados em qualquer dos campos protestantes. A propalada tolerância dos liberais e neo-ortodoxos é mito. Há xiitas liberais, neo-ortodoxos, e obviamente, xiitas fundamentalistas. Teoricamente, alguém poderia ser um fundamentalista e ainda não ser um xiita.

    5) Por fim, o fundamentalista cristão teológico, outro sentido em que o termo é muito usado e que significa simplesmente ortodoxo ou conservador em sua doutrina. O fundamentalista teológico se considera seguidor teológico dos fundamentalistas históricos e simpatiza com a luta deles. Sem pretender ser exaustivo, acredito que podem ser considerados fundamentalistas teológicos atualmente os que aderem aos seguintes conceitos ou a parte deles:
    a inerrância da Bíblia
    a divindade de Cristo
    o seu nascimento virginal
    a realidade e historicidade dos milagres narrados na Bíblia
    a morte de Cristo como propiciatória, isto é, por nossos pecados
    sua ressurreição física de entre os mortos
    seu retorno público e visível a este mundo e a ressurreição dos mortos
    Outros pontos associados com o fundamentalismo histórico são o conceito de verdades teológicas absolutas, o conceito de que Deus se revelou de forma proposicional e a aceitação dos credos e confissões da Igreja Cristã.

           Numa esfera mais periférica se poderia mencionar que a maioria dos fundamentalistas históricos prefere o método gramático-histórico de interpretação bíblica e tem uma posição conservadora em assuntos como aborto, eutanásia e ordenação feminina. Muitos ainda preferem a pregação expositiva.
    E todos rejeitam o liberalismo teológico.

           Em linhas gerais, o fundamentalista teológico acredita que a verdade revelada por Deus na Bíblia não evolui, não cresce e nem muda. Permanece a mesma através do tempo. A nossa compreensão dessa verdade pode mudar com o tempo; contudo, essa evolução nunca chega ao ponto radical em que verdades antigas sejam totalmente descartadas e substituídas por novas verdades que inclusive contradigam as primeiras. O fundamentalista teológico reconhece que erros, exageros e absurdos tendem a ser incorporados através dos séculos na teologia cristã e que o alvo da Igreja é sempre reformar-se à luz dos fundamentos da fé cristã bíblica, expurgando esses erros e assimilando o que for bom. Admite também que existe uma continuidade teológica válida entre o sistema doutrinário exposto na Bíblia e a fé que abraça hoje.
           Acho que é aqui que está a grande diferença entre o fundamentalista teológico e o liberal. Esse último acredita na evolução da verdade a ponto de sentir-se comissionado a reinventar a Igreja e o próprio Cristianismo.
           Muitos me chamam de fundamentalista. Bom, não posso ser fundamentalista histórico, pois nasci muito depois da luta de Machen. Contudo, sou fã dele, que era um perito em Novo Testamento. Não sou um fundamentalista americano, pois sou brasileiro da Paraíba, nunca recebi um tostão de McIntire e sou amilenista. Aliás, nem conheci McIntire pessoalmente. Fui fundamentalista presbiteriano denominacional por decisão dos meus pais quando eu tinha doze anos. Saí da denominação fundamentalista após conversão e entrada no ministério pastoral. Também não me acho xiita. Há controvérsia sobre isso, eu sei.
           Na categoria de fundamentalistas teológicos encontramos presbiterianos, batistas, congregacionais, pentecostais, episcopais, e provavelmente muitos outros. É claro que nem todos subscrevem todos os pontos acima e ainda outros gostariam de qualificar melhor sua subscrição. Contudo, no geral, acho que posso dizer que os fundamentalistas teológicos não fariam feio numa pesquisa de opinião sobre o que crêem os evangélicos brasileiros. Por esse motivo, e por achar que o assim chamado fundamentalismo teológico é simplesmente outro nome para a fé cristã histórica, não fico envergonhado quando me rotulam dessa forma, embora prefira o termo calvinista ou reformado.
    Fonte:O Tempora, O Mores

    Evangélicos chegam a 40 milhões de pessoas no Brasil e empresas investem em produtos e serviços exclusivos


    Evangélicos chegam a 40 milhões de pessoas no Brasil e empresas investem em produtos e serviços exclusivos
    A transformação religiosa pela qual o Brasil vem passando expõe uma mudança cultural gradativa e significante na formação da sociedade brasileira. O crescimento dos evangélicos caminha lado a lado com o crescimento econômico do país, porém, sem relação direta.
    As políticas econômicas do governo federal, adotadas a partir de 1994, ano da adoção do plano Real, com queda significativa da inflação e os programas de distribuição de renda, que se iniciaram ao final dos anos 1990 e começo dos anos 2000, fizeram com que mais de 30 milhões de pessoas saíssem da linha de miséria nos últimos dez anos.
    Atualmente, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que alimentaram um estudo do economista Marcelo Nery, os evangélicos no Brasil chegam a 20% da população, alcançando algo próximo a 40 milhões de pessoas. Em termos econômicos, os evangélicos são formados majoritariamente por pessoas das classes sociais C e D, justamente as que mais tiveram crescimento de poder aquisitivo nos últimos anos.
    Isso explica, em parte, o crescimento do mercado de produtos ligados à fé, como a música gospel e a literatura cristã. E promove até o surgimento de novos nichos de mercado de consumo, comofábricas de roupas e lojas especializadas em moda evangélica, voltada basicamente para o vestuário feminino, obedecendo as doutrinas de algumas igrejas.
    A música gospel no Brasil tem alcançado crescimento significativo, que pode ser analisado com base no investimento de gravadoras multinacionais que passaram a investir nesse nicho. Os maiores exemplos são a Sony Music e a Som Livre. Parte desse crescimento é também creditado à doutrina ensinada nas igrejas de que crime é pecado e que a pirataria é crime. Além,  é claro, do crescimento do poder aquisitivo dos evangélicos, que acompanha o crescimento econômico do país.
    Esse crescimento econômico tem proporcionado também o surgimento de novas opções de compra para o público em geral, que aos poucos vai descobrindo formas seguras de comprar pela internet, através dos chamados sites de e-commerce. A febre dos sites de compras coletivas pela internet no Brasil também chegou ao mercado de produtos gospel, com o surgimento de lojas que oferecem produtos com descontos consideráveis e grande variedade de produtos.
    Um exemplo de site de compras coletivas voltado para produtos gospel é o Clube Ovelhas, que oferece produtos cristãos com até 70% de desconto. As opções variam desde CD’s e DVD’s, até livros e ingressos para shows e gravações de artistas cristãos. A extensa lista possui inúmeros produtos, com itens de educação e entretenimento para crianças, como livros para colorir e assinatura de revistas especializadas em temas cristãos. Tudo isso sempre com desconto, que é possibilitado pelo grande número de pessoas que buscam os produtos.
    A diversificação dos produtos e serviços voltados ao público evangélico chega também ao turismo religioso, com o ressurgimento das grandes caravanas organizadas por igrejas a locais descritos na Bíblia Sagrada, como cenários de passagens bíblicas. Viagens a Israel ganharam atrativos, como a presença de artistas e pastores conhecidos do grande público. Não é só a Terra Santa que voltou a atrair o interesse de fiéis à procura de viagens temáticas. O ministério Diante do Trono tem realizado cruzeiros marítimos com a presença da líder Ana Paula Valadão, além de músicos e pastores convidados para palestras e ministrações durante os dias do cruzeiro.
    Outro importante indicativo do crescimento do poder aquisitivo dos evangélicos é a presença de fiéis na rede mundial de computadores. A cada ano que passa, novos blogs e sites de igrejas surgem, e as comunidades dedicadas a assuntos cristãos nas redes sociais atingem milhares de participantes, como por exemplo, fan pages no Facebook, ou perfis de pastores e artistas no Twitter, que alcançam milhões de seguidores. A Bíblia Sagrada no Facebook, sozinha, possui mais de 630 mil seguidores.
    O item que talvez melhor represente o crescimento do poder aquisitivo dos evangélicos é o apoio financeiro que os fiéis oferecem a pastores e igrejas que mantém programas em emissoras de televisão. Entre as principais emissoras brasileiras, com exceção de Globo e SBT, todas as outras possuem horários de sua grade alugados para igrejas evangélicas, que transmitem cultos, além de mensagens e testemunhos. Embora não alugue horários de sua programação para religiosos, a TV Globo já observa o crescimento do poder aquisitivo dos evangélicos, e criou o Festival Promessas, voltado ao público evangélico.
    Recente pesquisa do “Centro para o Estudo do Cristianismo Global” apontou o Brasil como o segundo país que mais envia missionários para outros países, enviando, somente em 2010, aproximadamente 34 mil missionários e ficando atrás apenas dos Estados Unidos. Esse crescimento do trabalho missionário também está ligado ao crescimento do poder aquisitivo dos evangélicos brasileiros.
    Projeções da Sepal, uma organização voltada ao suporte de pastores e líderes, em 2020 a população evangélica no Brasil poderá chegar a 109 milhões de pessoas, algo próximo a 50% da população total do país, de acordo com informações publicadas no blog Olhar Cristão. Atualmente, o Brasil já é a sexta economia do mundo, e os economistas projetam que o crescimento econômico continue por mais pelo menos uma década, devido aos grandes investimentos que têm sido feitos para receber eventos globais de esportes, como Copa do Mundo e Olimpíadas.
    Com o quadro atual, pode-se esperar um cenário, para os próximos anos, bastante promissor, no quesito de crescimento do mercado de produtos voltados para o público evangélico brasileiro.
    Redação Gospel+

    Pesquisa revela que evangélicos leem o dobro da população em geral


    Pesquisa revela que evangélicos leem o dobro da população em geral

    Um estudo realizado recentemente, revelou que os evangélicos brasileiros estão lendo mais, segundo a pesquisa “Retratos da Leitura no Brasil”, incentivados pela leitura bíblica, os evangélicos leem o dobro da população em geral.
    É o caso da contabilista Carolina Dias, que contou um pouco da sua experiência com a leitura, “De fato, conforme você vai lendo, vai querendo saber mais. Acredito que isso aconteça com aqueles que desejam conhecer mais a Deus. Foi o que aconteceu comigo. Eu não gostava mesmo de ler, mas, a partir da leitura da Bíblia, que foi escrita por homens inspirados por Deus, também comecei a ler outros livros que complementasses os ensinamentos.”, relata a jovem de 25 anos.
    A perspectiva de crescimento é ainda maior, só no Brasil, são produzidas cerca de 8,5 milhões de Bíblias por ano. O comércio de livros evangélicos também tem crescido expressivamente, principalmente por causa da ascensão da classe C e também pelo crescimento da população evangélica no país.
    Segundo informações da Câmara Brasileira de Livros (CBL), o segmento de livros evangélicos representou 14,7% no índice de faturamento do mercado no ano de 2011, o que representou um faturamento de R$479 milhões. Já para 2012, a projeção é crescimento, com a previsão de que os livros cristãos alcancem a marca de R$548 milhões de faturamento.
    Fonte: Gospel+

    A pobreza deve ser motivo de vergonha para o cristão? Com a palavra o Bispo J. C. Ryle




    Observemos a circunstância em que Jesus nasceu. Não nasceu sob o teto da casa de sua mãe, e sim num lugar estranho e numa manjedoura. Quando Ele nasceu, não foi colocado em um berço cuidadosamente preparado. Maria O deitou na manjedoura, porque “não havia lugar para eles na hospedaria”. Aqui vemos a graça e a condescendência de Jesus. Se tivesse vindo salvar este mundo em majestade real, rodeado pelos anjos do seu Pai, isso já teria sido um ato incrível de misericórdia. Se tivesse decidido morar num palácio, com poder e autoridade, já teríamos razão suficiente para ficarmos maravilhados. Mas, fazer-se pobre como os mais pobres seres humanos, e simples como os mais simples, isso é amor que transcende a nossa compreensão. Que nunca esqueçamos de que, por meio da sua humilhação, Jesus adquiriu para nós um título de glória. Por meio da sua vida de sofrimento, bem como da sua morte, Ele conquistou para nós uma redenção eterna. Durante toda a sua vida, foi pobre por amor a nós, desde o momento do seu nascimento até à morte. E por sua pobreza somos feitos ricos (2 Co 8.9)


    Estejamos alerta, não desprezando os pobres por causa da sua pobreza. Sua condição santificada pelo filho de Deus, que a honrou, ao assumi-la voluntariamente. Deus não faz acepções de pessoas. Ele olha para o coração e não para o bolso. Que nunca nos envergonhemos da nossa pobreza, se Deus a considera a coisa certa para nós. Ser ímpio e ganancioso é mau; mas não há mau nenhum em ser pobre. Uma casa simples, comida simples e cama dura não são agradáveis à carne e ao sangue. Mas são a porção que o Senhor Jesus voluntariamente aceitou desde o dia da sua entrada nesse mundo. A riqueza leva muito mais almas ao inferno do que a pobreza. Quando o amor ao dinheirocomeçar a manifestar-se em nós, pensemos na manjedoura de Belém e nAquele que nela foi posto. Tal pensamento poderá livrar-nos de muitos males!


    RYLE, Jonh Charles. In: Meditações no Evangelho de Lucas Traduzido por Editora Fiel. São José dos Campos, São Paulo: Editora Fiel, 2011. Comentário de Lucas 2, versículo s de 1 a 7, pp. 31.
    Fonte:umpdaIVIPde Campina Grande

    OS CARISMÁTICOS BRASILEIROS


    .          



     Por Felipe Medeiros

    Sabendo primeiramente isto: que nenhuma profecia da Escritura é 
    de particular interpretação. Porque a profecia nunca foi produzida por 
    vontade de homem algum, mas os homens santos de Deus 
    falaram inspirados pelo Espírito Santo. (2 Pedro 1:20-21)

    No evageliquês brasileiro, não foi difícil encontrar certos comentários nos blogs reformados, em que aquele que comenta pergunta coisas como “quantas almas já ganhou para Cristo” , “fale de uma coisa que você conhece” , “não toque no ungido de Deus” ou “você é um frustrado que nunca falou em línguas ou não possuí dom de profecia” , etc. Os artigos que geraram tais comentários são aqueles que falam algo sobre megapastores “ungidos” de nossa atualidade, ou que falam sobre monergismo e sinergismo, calvinismo, dom espirituais. As agressões que esses comentários contém são as mais absurdas e demonstram a falta de leitura da bíblia e em função disto, uma conseqüente interpretação pessoal acerca de assuntos tratados no Santo Livro.
    .
    Infelizmente as interpretações pessoais são bastante freqüentes em tudo e todos que se usam o termo “evangélico” ao nosso redor. Não se faz uma análise acurada e tudo o que chega aos nossos ouvidos com o nome de origem cristã, logo é tida como “ah, se é de Deus…”. Assim, cada vez mais os evangélicos brasileiros aceitam o que quer que sejam em detrimento às Sagradas Escrituras simplesmente por fazer pouco uso delas, tornando-se cada vez mais carismáticos.
    .
    “Apesar de vários desejarem atribuir à Bíblia uma posição destacada de autoridade em sua vida, as Escrituras, com muita freqüência, ocupam segundo lugar em definir o que eles crêem (o primeiro é a experiência)” [1]
    .
    A fundamentação da fé cristã deve ser o ponto de partida para toda e qualquer experiência vivida e não as experiências fundamentando a fé, do contrário é negligencia a Palavra de Deus. Contudo, não parece existir um limite para a criatividade do religioso povo brasileiro que passa desde revelações em sonhos, palavras proféticas e etc. até chegar no quase culto a símbolos ou objetos (as meias e rosas ungidas, os copos com água em cima da TV, novas unções, apostolados etc.). Essa falta de limite tem destruído, até certo ponto, a possibilidade de um crescimento qualitativo do cristianismo no Brasil, aliás, se é que podemos chamar de cristianismo certas práticas neopentecostais.
    .
    Talvez a maior causa de todo a desordem teológica que temos vivido hoje seja fruto da desordem quando se ‘estuda’ a Bíblia. Primeiro se lê um texto isolado, que contenha alguma afirmação que sirva para o que se acha, depois ao seu bel prazer explicar a passagem como se ela fosse uma alegoria de carnaval bem enfeitada e que chega até a ser desejável a medida que a aplicação da palavra aumenta a emoção em 1000% e afaga o ego de quem ouve. Triste realidade! A alegorização das Escrituras tem o mal de fazer muitos seguidores famintos em ouvir que Deus esqueceu-se da justiça e passou a ser somente misericordioso, tão lastimável que muitos passam a crer em qualquer outro ser, menos no Deus verdadeiro.
    .
    Por fim, o evangelho relativizado, mal interpretado e mal exposto é , digamos, “o mal do século” para o cristianismo, de forma que as pessoas não se vêem mais como pecadoras nem muito menos reconhecem a dependência de Deus para todo e qualquer propósito de vida.
    .
    As interpretações particulares da Escritura Sagrada lamentavelmente constituem, em nossos dias, a forma moderna de se apostatar da genuína fé, pois as experiências não podem ser validas em si mesmas e nem opiniões próprias constituem a verdade revelada por Deus, mas sim a inerrante Palavra de Deus devidamente estudada, corretamente interpretada (não pelo que creio, mas pelo que o Espírito da Verdade revelar) e coerentemente exposta. É o evangelho que mostra ao homem a sua condição diante de Deus e não o homem que condiciona o evangelho a ser o que ele imagina que é, diante de Deus.

    Notas:
    [1] MacARTHUR, John. O caos carismático. São José dos Campos-SP. Editora Fiel. 395p.

    Fonte: [ UMP da Quarta ]
    Via: [ Púlpito Cristão ]
    .

    EUA: 50 anos sem oração oficial nas escolas


    Por Leiliane Roberta Lopes
    Ao longo dessas cinco décadas outras leis similares afastaram ainda mais a religião dos alunos
    EUA: 50 anos sem oração oficial nas escolas
    Em junho completa 50 anos desde que a Corte Suprema dos Estados Unidos declarou que a oração oficial nas escolas era algo inconstitucional.
    O decreto foi assinado em 25 de junho de 1962, marcando a primeira de uma série de decisões que afastaram o Estado da Igreja. Desde então os funcionários estaduais não podem mais fazer orações ou promover rezas nas escolas públicas.
    A acusação partiu de famílias que tinham filhos estudando nas escolas públicas de New Hyde Park, em Nova York, elas alegavam que a oração voluntária ao “Deus Todo Poderoso” contradizia suas crenças religiosas.
    Grupos opostos à oração nas escolas rabínicas se juntaram aos pais e passaram a pedir para que o Estado interviesse e cancelasse a obrigatoriedade.
    A oração que gerou toda essa polêmica dizia: Deus todo poderoso, reconhecemos a nossa dependência de Ti e pedimos tuas bênçãos sobre nós, sobre nossos pais, nossos professores e sobre nosso país. Amém.
    Assim como no Brasil esse tipo de tema divide opiniões até mesmo de magistrados. Na época o juiz Hugo Black escreveu sua decisão dizendo: “a união de governo com religião tende a destruir o governo e degradar a religião”.
    Já o juiz Potter Stewart não concordou e disse: “creio que negar o desejo destas crianças em idade escolar de participar e recitar esta oração é negar a oportunidade de participar na herança espiritual de nossa nação”.
    Um ano depois o tribunal definiu que ler a Bíblia nas escolas também era inconstitucional e com o tempo o Livro Sagrado passou a ser esquecido pelas escolas americanas.
    Hoje várias outras decisões parecidas foram tomadas, há estados onde é proibido fazer orações até mesmo nas cerimônias de graduação secundária, também há leis contra a oração feita por estudantes universitários antes dos jogos de futebol.
    Traduzido de Cristianos.com
    Fonte:gospelprime

    quinta-feira, 21 de junho de 2012

    A Loucura do Evangelho ou as loucuras dos evangélicos?


    O apóstolo Paulo escreveu aos coríntios que a palavra da cruz é loucura para a mente carnal e natural, para aqueles que estão perecendo (1Co 1:18, 21, 23; 2.14; 3.19). Ele mesmo foi chamado de louco por Festo quando lhe anunciava esta palavra (Atos 26.24). Pouco antes, ao passar por Atenas, havia sido motivo de escárnio dos filósofos epicureus e estóicos por lhes anunciar a cruz e a ressurreição (Atos 17:18-32). O Evangelho sempre parecerá loucura para o homem não regenerado. Todavia, não há de que nos envergonharmos se formos considerados loucos por anunciar a cruz e a ressurreição. Como Pedro escreveu, se formos sofrer, que seja por sermos cristãos e não como assassino, ou ladrão, ou malfeitor, ou como quem se intromete em negócios de outros (1Pedro 4.15-16).

    Nesta mesma linha, na carta que escreveu aos coríntios, o apóstolo Paulo, a certa altura, pede que eles evitem parecer loucos: "Se, pois, toda a igreja se reunir no mesmo lugar, e todos se puserem a falar em outras línguas, no caso de entrarem indoutos ou incrédulos, não dirão, porventura, que estais loucos?" (1Co 14:23). Ou seja, o apóstolo não queria que os cristãos dessem ao mundo motivos para que nos chamem de loucos a não ser a pregação da cruz.

    Infelizmente os evangélicos - ou uma parte deles - não deu ouvidos às palavras de Paulo, de que é válido tentarmos não parecer loucos. Existe no meio evangélico tanta insensatez, falta de sabedoria, superstição, coisas ridículas, que acabamos dando aos inimigos de Cristo um pau para nos baterem. Somos ridicularizados, desprezados, nos tornamos motivo de escárnio, não por que pregamos a Cristo, e este, crucificado, mas pelas sandices, tolices, bobagens, todas feitas em nome de Jesus Cristo.

    O que vocês acham que o mundo pensa de uma visão onde galinhas falam em línguas e um galo interpreta falando em nome de Deus [ http://www.youtube.com/watch?v=rG7b0bePOdA ], trazendo uma revelação profética a um pastor? Podemos dizer que o ridículo que isto provoca é resultado da pregação da cruz? Ou ainda, o "pastor Pião" [ http://www.youtube.com/watch?v=xRNWvstH5sQ ], que depois de falar línguas e profetizar rodopia como resultado da unção de Deus? Ou ainda, a "unção do leão" [ http://www.youtube.com/watch?v=J3leVA6j2P0 ] supostamente recebida da parte de Deus durante show gospel, que faz a pessoa andar de quatro como um animal no palco?

    Eu sei que vão argumentar que Deus falou através da burra de Balaão, e que pode falar através de galináceos ungidos. Mas, a diferença é que a burra falou mesmo. Ninguém teve uma visão em que ela falava. E deve ter falado na língua de Balaão, e não em línguas estranhas. Naquela época faltavam profetas - Deus só tinha uma burra para repreender o mercenário Balaão. Eu não teria problemas se um galinheiro inteiro falasse português na falta de homens e mulheres de Deus nesta nação. Mas não me parece que este é o caso.

    Sei que Deus mandou profetas andarem nus e profetizarem e fazerem coisas estranhas como esconder cintos de couro para apodrecerem. E ainda mandou outros comerem mel silvestre e gafanhotos e se vestirem de peles de animais. Tudo isto fazia sentido naquela época, onde a revelação escrita, a Bíblia, não estava pronta, e onde estes profetas eram os instrumentos de Deus para sua revelação especial e infalível. Não vejo qualquer semelhança entre o pastor pião, a pastora leoa e o profeta Isaías, que andou nu e descalço por três anos como símbolo do que Deus haveria de fazer ao Egito e à Etiópia (Is 20:2-4).

    Eu sei que o mundo sempre vai zombar dos crentes, mas que esta zombaria, como queria Paulo, seja o resultado da pregação da cruz, da proclamação das verdades do Evangelho, e não o fruto de nossa própria insensatez.

    Eu não me envergonho da Loucura do Evangelho, mas das loucuras de alguns que se chamam de evangélicos.

    Napoleão sem filtro



    Napoleão Bonaparte, o quase invincível imperador francês, foi finalmente derrotado na batalha de Waterloo, na Bélgica (1815). Para que não mais fizesse guerras no continente europeu, ele foi banido sob domínio inglês para a pequena ilha de Santa Helena no Oceano Atlântico entre África e América do Sul. Ali faleceu seis anos depois, aos 52 anos de idade. Geralmente se pensa que a causa da sua morte era um câncer de estômago. Por outro lado, desde que em alguns tufos de cabelo guardados foram localizados um alto grau de arsênico (usado para exterminar ratos, já que havia muitos, como na ilha de Fernando de Noronha), surgiu a ideia de que Napoleão tivesse morrido por envenenamento proposital. Mas isto não é muito provável. Muito mais provável é que ele faleceu por intoxicação lenta não intencional. É que a casa de exílio onde morava, havia papel pintado verde nas paredes, inclusive na sala de banho. Naquele tempo se usava arsênico na preparação de tinta verde. Considerando que a umidade na ilha causava fungos na casa e, sem dúvida, mormente naquela salinha de banho, é bem mais provável que o ex-imperador, que usava banhos longos, sem saber, respirava o veneno que finalmente o intoxicaria, levando-o à morte precoce.
    A história da cultura conhece tempos de ar mais puro e outros de neblinas tóxicas. Esses gases podem afetar qualquer área da vida. Pensando na política, quanto mais concentração de poder, mais sufocante o ar, como debaixo do nazismo e do comunismo (por isso o Rev. Heinz Neuman disse que não fazia muita diferença ser mordido pelo esquerdo ou pelo direito, e que a opção melhor era ainda a democracia, embora um pouco cambaleante). Também na metereologia, mormente as grandes cidades sofrem dessas neblinas, como o temido ‘fog’ de Londres e atualmente metrópoles na China, obrigando seus habitantes a usarem capinhas na boca e no nariz. Essas cidades sofrem também de fumos tóxicos sociológicos, e não é de estranhar que Bismarck considerava cidades como úlceras da sociedade. Quanto à higiene, às vezes, a neblina é de cheiro ruim, outras a poluição é quase imperceptível, mas sempre danosa para a saúde. Durante a guerra, a ameaça real do uso de gases tóxicos levou meu pai a comprar máscaras para toda a família, muito feias e apertadas, mas com filtros eficientes.
    Infelizmente, muitas vezes nem percebemos como o ar atual é poluído espiritualmente e que precisamos de máscaras contra gás para não sermos pouco a pouco envenenados com as tendências relativistas e amorais da nossa época. Vamos usar o filtro da fiel Palavra de Deus para nos proteger contra “toda sorte de impureza. Pois não foi assim que aprendemos a Cristo” (Ef 4.20). Parece que esse ar moderno não cheira tão mal, mas ele pode derrubar até um imperador sem filtro. Quem pensa estar em pé, veja que não caia (1Cor 10.12).

    _____________
    Francisco Leonardo Schalkwijk mora na Holanda com sua esposa Margarida, com quem serviu como missionário no Brasil por quase 40 anos. É doutor em história e pastor emérito da Igreja Evangélica Reformada. É autor de Confissão de Um Peregrino, "Igreja e Estado no Brasil Holandês, 1630 - 1654" e da gramática grega Coinê.
    Fonte:ultimatoonline

    Zelo sem entendimento: os problemas do entusiasmo religioso na história do cristianismo


    .


    Por Alderi Souza de Matos

    Em todas as religiões existe o fenômeno do fervor espiritual intenso, por vezes extremado, que caracteriza certos indivíduos, grupos e movimentos. O cristianismo não é uma exceção. Um termo técnico usado para descrever essa atitude é “entusiasmo”, palavra cujo sentido original é “ser possuído ou inspirado pela divindade” (de “en” = dentro + “theos” = deus). O entusiasta, em virtude da sua experiência profunda e arrebatadora com o divino, é com freqüência tomado de grande paixão e ardor nos seus sentimentos religiosos. Isso não é necessariamente algo negativo. Na verdade, ao longo dos séculos o fervor religioso tem produzido frutos admiráveis em áreas como a espiritualidade e a obra missionária. Alguns exemplos bem conhecidos são os místicos espanhóis do final da Idade Média e o conde protestante alemãoNikolaus von Zinzendorf, com seus seguidores morávios.

    Infelizmente, a história demonstra que muitas vezes o entusiasmo religioso ultrapassa os limites do bom senso e manifesta extravagâncias comportamentais e teológicas. Em alguns casos extremos chega ao fanatismo, com as conseqüências negativas, até mesmo destrutivas, daí advindas. Ironicamente, o entusiasmo mal-dirigido pode proceder de um desejo sincero de glorificar a Deus. Paulo, escrevendo aos romanos acerca de seus compatriotas judeus, afirmou que estes possuíam “zelo por Deus, porém não com entendimento” (Rm 10.2), e ele mesmo, antes de conhecer a Cristo, em seu zelo pela lei de Deus foi um perseguidor da igreja (Fp 3.6; ver Jo 16.2). Uma característica freqüente do entusiasmo religioso cristão é a sua associação com expectativas apocalípticas e com as experiências sobrenaturais ligadas às mesmas, tais como revelações, visões e profecias.

    1. Cristandade antiga e medieval

    A primeira ocorrência bem documentada de entusiasmo na igreja antiga foi o montanismo. Esse influente movimento teve início no ano 172 quando o jovem Montano começou a chamar a atenção como profeta na Frígia, Ásia Menor. Duas profetizas, Priscila e Maximila, logo se tornaram suas seguidoras e afirmavam ser porta-vozes do Paracleto, o Espírito Santo. Às vezes supostamente Deus falava através deles na primeira pessoa, como através dos profetas do Antigo Testamento. A sua mensagem principal era a proximidade do fim do mundo e da segunda vinda de Cristo. Como preparação para isso, os cristãos eram exortados a praticar um rigoroso ascetismo, abstendo-se de relações conjugais e fazendo numerosos jejuns. Também eram exortados a receber de bom grado as perseguições.

    A liderança da igreja sentiu-se ameaçada pela autodenominada “Nova Profecia” e os montanistas acabaram sendo excomungados. Alguns grupos sobreviveram até o século quinto no norte da África e por mais tempo na Frígia. Apesar de alguns excessos, esses antigos cristãos chamaram a atenção da igreja para a pessoa do Espírito Santo e a importância de uma vida disciplinada. Esses fatores atraíram o grande intelectual cristão Tertuliano de Cartago, que se tornou montanista no final da sua vida. A partir dessa época, todas as reivindicações de inspiração direta foram firmemente desencorajadas pela igreja ocidental.

    Ainda assim, durante a Idade Média ocorreram alguns casos de maior ou menor impacto. No final do século 12, Joaquim de Fiore, da Calábria, sul da Itália, ensinou que a era do Espírito iria começar no ano 1260 e esboçou com detalhesos eventos dos sessenta anos precedentes. Começando com o Apocalipse, ele e seus muitos discípulos anunciaram novas revelações. Fiore atraiu a atenção de quatro papas e influenciou a nascente ordem franciscana, mas, quando suas predições não se confirmaram, seu movimento se extinguiu. Algum tempo depois, Guilhermina da Boêmia, uma entusiasta lombarda, afirmou ser uma encarnação do Espírito para salvar os judeus, os sarracenos e os falsos cristãos. Logo após a sua morte em 1281, sua seita foi exterminada. Outros exemplos medievais são os flagelantes do norte da Europa (século 14), os taboritas da Boêmia (século 15) e os alumbrados ou illuminati da Espanha (século 16), todos os quais foram fortemente reprimidos pelos poderes constituídos. Os estudiosos apontam para o fato de que, além das motivações religiosas, esses movimentos refletiram reações populares a situações de grande tensão econômica e social.

    2. O período da Reforma

    A Reforma Protestante desencadeou forças latentes que em diversas ocasiões produziram manifestações de intensa excitação religiosa. No aspecto negativo, o caso mais notório ocorreu na cidade de Münster, na Westfália. Tudo começou com o curtidor Melchior Hofmann, que em 1529 chegou a Estrasburgo e anunciou o iminente fim do mundo, sendo que essa cidade seria a Nova Jerusalém. Dizendo ser o profeta Elias, ele viajou pelo norte da Alemanha e a Holanda, impregnando o movimento anabatista com fortes convicções milenistas. Após a sua prisão, ergueu-se um novo líder na pessoa do padeiro holandês Jan Matthys. Afirmando ser Enoque, ele anunciou que a Nova Jerusalém seria de fato Münster.

    Muitos anabatistas afluíram para essa cidade e eventualmente adquiriram o controle político da mesma, implantando uma teocracia.

    Quando Matthys morreu numa batalha contra o exército do bispo, seu principal apóstolo, Jan de Leyden, foi logo reconhecido como profeta. Poucos meses depois, mediante uma profecia, ele foi declarado “rei de justiça” e o “governante da nova Sião”. No Ano Novo de 1535, promulgou um novo código legal, concluindo com as palavras: “A voz do Deus vivo declarou-me que esta é uma ordenança do Todo-Poderoso”. Alguns dos profetas do movimento proclamaram que a ética do Antigo Testamento ainda era válida e por isso sentiram-se autorizados a introduzir a poligamia. Em 25 de junho daquele ano, após um cerco prolongado e angustioso, a cidade foi tomada pelo exército episcopal e quase todos os habitantes foram massacrados.

    Os reformadores foram críticos dos anabatistas por entenderem que eles ameaçavam a ordem social, uma vez que insistiam em manter-se separados tanto do Estado quanto da coletividade. Outra razão dessa hostilidade era teológica: a liberdade com que alguns grupos interpretavam as Escrituras e o seu apelo a revelações diretas pareciam relativizar a Palavra de Deus. João Calvino, por exemplo, escreveu várias obras contra o movimento, uma das quais intitulada Contra a fanática e furiosa seita dos libertinos que a si mesmos se denominam espirituais (1545). Durante séculos, governos e igrejas exploraram os excessos cometidos por alguns anabatistas isolados, para fazerem do movimento como um todo um sinônimo de fanatismo e desordem.

    3. Os grandes despertamentos

    Como não poderia deixar de ser, os avivamentos religiosos, com seu poderoso conteúdo emocional, são um terreno fértil para a ocorrência de expressões entusiásticas. Isso se tornou especialmente inevitável no ambiente volátil da fronteira norte-americana nos séculos 18 e 19. No Primeiro Grande Despertamento (décadas de 1720 a 1740), pregadores como Theodore Frelinghuysen, Gilbert Tennent, Jonathan Edwards e George Whitefield souberam manter o equilíbrio e a sobriedade. O mesmo não aconteceu com outros avivalistas, como James Davenport, que apelaram fortemente para o emocionalismo. A conseqüência disto foi o surgimento de uma forte polarização entre os chamados “novas luzes” (favoráveis ao avivamento) e os “velhas luzes” (contrários ao mesmo).

    No Segundo Grande Despertamento (1800-1830), mais vasto e explosivo, tornaram-se comuns certas dramáticas manifestações físicas de êxtase religioso: desmaios, rodopios, gargalhadas, grunhidos, convulsões e danças. Mais que isto, o entusiasmo acabou gerando novos movimentos, alguns bastante divergentes do protestantismo histórico, tais como os experimentos comunitários e outros grupos heterodoxos (shakers, mórmons, adventistas, etc.). Isso não quer dizer que não tenha havido muitos aspectos positivos nesses avivamentos. Jonathan Edwards (1703-1758), o pastor e teólogo da Nova Inglaterra que se tornou o grande estudioso desses fenômenos, concluiu que as manifestações físicas podiam ser sinais do poder de Deus ou não. Para se avaliar a autenticidade de um avivamento, era preciso procurar os frutos duradouros, tanto pessoais quanto coletivos, que resultavam dessas intensas experiências espirituais.

    Finalmente, o início do século 20 viu nascer o pentecostalismo, um movimento que, devido a suas peculiaridades intrínsecas, possui uma espiritualidade fervorosa, carregada de emotividade. A ênfase no Espírito Santo e seus dons extraordinários, a linguagem do poder e a expectativa do final dos tempos têm produzido inegável vitalidade e notáveis transformações, mas também podem, quando mal-orientadas, gerar excessos como os associados com a “experiência de Toronto”, bem como distorções teológicas, principalmente na área do culto e da escatologia.

    Conclusão

    É longa a história do entusiasmo religioso desordenado e seus riscos. Em alguns casos excepcionais, as conseqüências podem ser trágicas. Dois exemplos do Brasil do século 19 foram Canudos e seu profeta Antônio Conselheiro, na Bahia, e a revolta dos muckers, no Rio Grande do Sul. Dois episódios mais recentes em outros países foram o suicídio coletivo dos seguidores de Jim Jones, na Guiana, e a morte da David Koresh e seus simpatizantes em Waco, no Texas. Não se deseja aqui denunciar o entusiasmo religioso per se, que, como foi apontado, tem produzido frutos admiráveis na história do cristianismo. O próprio apóstolo Paulo disse: “No zelo não sejais remissos: sede fervorosos de espírito, servindo ao Senhor” (Rm 12.11). Mas o mesmo escritor inspirado, ao orientar os fiéis de Corinto quanto à sua espiritualidade, acrescentou: “Tudo, porém, seja feito com decência e ordem” (1 Co 14.40).

    Perguntas para reflexão:

    1. Qual deve ser a relação entre a racionalidade e a emotividade na vida espiritual, quer pessoal, quer coletiva?

    2. À luz do ensino bíblico, é correto esperar comunicações diretas e novas revelações de Deus ao seu povo hoje, sem ser através das Escrituras? Por quê?

    3. Qual é a relação entre o Espírito Santo e a Palavra de Deus na vida da igreja e do crente?

    4. Quais os principais problemas que podem resultar de uma ênfase excessiva no aspecto emocional da religião?

    5. Por que a intensidade de sentimentos não deve ser o critério mais importante para se julgar a autenticidade de uma experiência religiosa?

    Sugestões bibliográficas:

    - GRUDEM, Wayne (Org.). Cessaram os dons espirituais? Quatro pontos de vista. São Paulo: Editora Vida, 2003.
    - HANEGRAAFF, Hank. Cristianismo em crise. Rio de Janeiro: Casa Publicadora das Assembléias de Deus, 1996.
    - LOPES, Augustus Nicodemus. O que você precisa saber sobre batalha espiritual. 2ª ed. São Paulo: Cultura Cristã, 1998.
    - MacARTHUR JR., John F. Os carismáticos: um panorama doutrinário. 3ª ed. São José dos Campos, SP: Editora Fiel, 1995.
    - MATOS, Alderi S. e outros. Fé cristã e misticismo: uma avaliação bíblica de tendências doutrinárias atuais. São Paulo: Cultura Cristã, 2000.
    - PIERATT, Alan B. O evangelho da prosperidade: análise e resposta. São Paulo: Vida Nova, 1993.
    - ROMEIRO, Paulo. Evangélicos em crise. São Paulo: Mundo Cristão, 1995.

    - Sobre o autor: Alderi Souza de Matos é Professor de História da Igreja, Coordenador da área de Teologia Histórica. Graduou-se em teologia pelo Seminário Presbiteriano de Campinas (1974), sendo também bacharel em Filosofia pela Universidade Católica do Paraná (1979) e em Direito pela Escola de Direito de Curitiba (1983). Após vários anos de ministério no Paraná, fez seu mestrado em Novo Testamento (S.T.M.) na Andover Newton Theological School, em Newton Centre, Massashusetts, EUA (1988) e seu doutorado em História da Igreja na Boston University School of Theology (1996). Em 1997, o Dr. Alderi veio trabalhar no CPAJ, onde também atua como co-editor da revista teológica Fides Reformata. É historiador oficial da Igreja Presbiteriana do Brasil, pastor auxiliar da Igreja Presbiteriana Ebénezer de São Paulo e articulista conhecido em diversos periódicos acadêmicos e populares. Acaba de publicar seu primeiro livro, "Os Pioneiros Presbiterianos do Brasil (1859-1900): Missionários, Pastores e Leigos do Século 19", tendo também dois novos títulos em preparação.

    Fonte: [ Mackenzie ]

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