sábado, 12 de setembro de 2015

07 características de uma igreja que prega um falso evangelho

Por Renato Vargens

Nem todo aquele que diz Senhor, Senhor entrará no Reino dos céus. (Mateus 7:21). Além disso, as Escrituras nos admoestam a estarmos atentos aos falsos ensinos e seus falsos mestres (Mateus 7:15-20; Romanos 16:17-18; II Pedro 2:01; I João 4:01)

Pois é, vivemos dias difíceis onde um falso evangelho tem sido disseminado na igreja por pseudoapóstolos, cujas doutrinas são espúrias e apóstatas. 

Volta e meia alguém me pergunta:

- "Pastor, quais são as características de uma igreja que prega um falso evangelho?"

Visando a orientação destes irmãos e outros tantos, resolvi elencar pelo menos 07 características de uma igreja que prega um falso evangelho.

1-) Uma igreja que prega um falso evangelho relativiza a Palavra de Deus, não fazendo dela sua única e exclusiva regra de fé.

2-) Uma igreja que prega um falso evangelho proclama o "evangelho da autoajuda" oferecendo ao homem um conceito equivocado de felicidade.

3-) Uma igreja que prega um falso evangelho é antropocêntrica em suas canções, liturgia e pregação.

4-) Uma Igreja que prega um falso evangelho tem como base teológica a confissão positiva, a teologia da prosperidade e a a glorificação da vontade humana.

5-)  Uma igreja que prega um falso evangelho nega as Escrituras em detrimento a experiência, seguindo as "revelações" oriundas de falsos pastores, profetas e apóstolos.

6-) Uma igreja que prega um falso evangelho é uma igreja que o foco é o dinheiro e não a glória de Deus.

7-) Uma igreja que prega um falso evangelho é exclusivista, separatista, além é claro de negar as doutrinas fundamentais a fé cristã.

Termino esse post mencionando um texto de Paulo aos Gálatas:

"Maravilho-me de que tão depressa passásseis daquele que vos chamou à graça de Cristo para outro evangelho; O qual não é outro, mas há alguns que vos inquietam e querem transtornar o evangelho de Cristo. Mas, ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado, seja anátema."  (Gálatas 1:6-8)

Pense nisso!

Renato Vargens

A consciência Cristã e a sua influência no Nordeste e Brasil



Tenho pregado o evangelho da Salvação Eterna em praticamente todos os Estados da Federação e posso testemunhar que não somente no Nordeste, mas, em todo território nacional a Consciência Cristã tem influenciado positivamente a igreja brasileira.

Para quem não sabe e conhece  a Consciência cristã é um evento  realizado pela VINACC (Visão Nacional para a Consciência Cristã), que ao longo de 18 anos tem pregado o evangelho, defendido a fé, edificado a igreja, lutado pela família e valores cristãos.

Há pouco estive no sertão do Rio Grande do Norte e pude ver o quanto essa conferência tem norteado a igreja da região. Interessante é testemunhar que os conceitos doutrinários defendidos pela Vinacc tem influenciado a igreja como um todo. Aonde tenho ido no Brasil tenho ouvido falar bem da consciência cristã, o que enche meu coração de alegria. 

Pois bem, ouso afirmar que a Vinacc através da Consciência Cristã tem contribuído em muito com a Igreja Brasileira nos últimos anos, o que nitidamente se percebe nas seguintes áreas:

1-) A pregação de um evangelho cristocêntrico.  De fato, as igrejas influenciadas pela consciência cristã, abandonaram o antropocentrismo comum ao neopentecostalismo colocando como centro de seus cultos e liturgia Cristo e sua Palavra,

2-) A centralidade das Escrituras. As igrejas cujos pastores participam anualmente da Consciência Cristã, deixaram de lado os seus achismos, e interpretações equivocadas do cristianismo pelo fato de regressarem as Escrituras, fazendo dela sua única e exclusiva regra de fé. 

3-) A valorização da vida e da família. A Vinacc ao longo dos anos, através de seus eventos paralelos, bem como seminários, tem influenciado milhares de pastores e igrejas no país, a valorizarem a importância da vida e da família.

4-) A unidade da Igreja. É extremamente animador ver a igreja de Cristo unida em torno das Escrituras durante o período do carnaval. Históricos e pentecostais; arminianos e calvinistas; denominações e igrejas independentes, todos juntos por Cristo e seu Evangelho.

5-) A defesa da fé. É inquestionável que a Consciência Cristã tem colaborado com uma igreja teologicamente mais madura, que em virtude disso, não tem se deixado influenciar por ventos de doutrinas.

Bendito seja Deus por aquilo que tem feito através da Vinacc. 

Minha oração é que o Senhor continue usando esse congresso para edificação da Igreja e a glória do seu nome.

Renato Vargens 

sexta-feira, 11 de setembro de 2015

Centenas de pastores no vazamento de site de infidelidade

Sproul Jr. é afastado e afirma ser “uma lição sobre graça”

por Jarbas Aragão
Centenas de pastores no vazamento de site de infidelidade








Centenas de pastores no vazamento de site de infidelidade

Robert Charles (R. C.) Sproul foi um importante pastor e teólogo norte-americano. Fundador e presidente do Ligonier Ministries, seu filho R. C. Sproul Jr. herdou um grande ministério após a morte do pai.
Contudo, desde o vazamento dos dados de pessoas registradas no site de infidelidade Ashley Madison, surgiu um grande problema entre igrejas norte-americanas. São centenas de pastores cujos nomes aparecem listados, incluindo R. C. Sproul Jr, de acordo com Christianity Today.
Com resultado da divulgação, Sproul Jr. foi afastado das suas funções no Ligonier Ministries. Logo em seguida, também perdeu o cargo no Reformed Bible College, onde lecionava cadeiras de teologia e filosofia.
O teólogo confessou ter visitado o site que reúne pessoas interessadas em cometer adultérios. Viúvo desde 2011, ele tem oito filhos e um neto. Justificou-se em nota em seu site: “Em agosto de 2014, num momento de fraqueza, dor, e movido por uma curiosidade doentia, visitei o Ashley Madison. Meu objetivo não era reunir material para fazer um comentário crítico a respeito, mas acender as chamas da minha imaginação”. Ressaltou ainda que sempre foi fiel à sua mulher.
Ainda não foi anunciado que posição tomará a Covenant Presbyterian Church, onde é um dos pastores. Por causa de sua importância para a igreja americana, o caso de R.C. Sproul Jr., está recebendo destaque.
Ele veio a público pedir perdão e afirmou que aprendeu uma “lição sobre graça”. Disse ainda crer que Deus perdoou o seu pecado. Por fim, acredita que todo o imbróglio envolvendo o nome de tantos líderes pode ser uma “bênção disfarçada”.
O pastor Ed Stetzer, do ministério Lifeway, que escreve para várias revistas e trabalha com estatísticas, escreveu em seu blog que aproximadamente 400 pastores e líderes cristãos da América do Norte estão na lista vazada por hackers. Para ele, isso indica que as igrejas do Canadá e dos Estados Unidos deveriam fazer uma profunda reflexão.
Afirmou que muitos pastores estão pedindo demissão de suas igrejas, após os nomes serem divulgados. Contudo, há muitos pastores, diáconos, presbíteros e evangelistas que não estão sendo acompanhados por suas igrejas. Em alguns casos, apenas pediram perdão às congregações.
Stetzer fez um apelo para que as igrejas não deixem o assunto ser ignorado. Afirmou que a infidelidade de um líder afeta todo o rebanho. Pediu ainda que haja arrependimento público.
Estimulou os culpados a pedirem perdão e os fiéis a perdoarem. Mas deixou bem claro que todos precisam ser tratados, especialmente as esposas dos homens cujos nomes foram revelados.
Fonte: Gospelprime

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

A jovem namorada do pastor

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Creio que a maioria dos seminaristas, tenham o desejo de se casar. Mas como escolher uma moça que saiba o que é ser mulher de pastor? O que a moça precisa avaliar antes do sim?

Obviamente, que existe a palavra "amor" e que tudo pode ser superado, mas o amor deve ser exercido com sabedoria, o amor tem um lado racional que não deve ser negligenciado. Citarei um exemplo radical: "Eu o (a) amo, mas uma pena que não quer saber de trabalhar". Veja bem, por mais que ame esta pessoa, seu lado racional alerta que se o outro não gosta de trabalhar, futuramente poderá ter problemas e será uma pedra no caminho do casamento. Notou o lado racional que não devemos deixar de lado?

O ministério pastoral é algo muito sério, é um chamado de Deus para cuidar de vidas, cuidar daqueles que o Senhor salvou, alimentá-los com um evangelho puro e bíblico. Se você se envolver com a pessoa errada este dom tão lindo poderá cair por terra sem mesmo que perceba. Antes de exercer este dom com excelência, casa-se com excelência. Se um futuro pastor não souber escolher uma esposa verdadeiramente disposta a segui-lo no ministério, como confiaremos que ele fará boas escolhas para a igreja? Lembrando que todos somos falhos, não estamos imunes ao erro, mas cabe o alerta:

Para as Moças

Minha querida, se você está prestes a se casar com um pastor ou futuramente encontre alguém que exercerá este ministério, seja coerente e sábia ao assumir a responsabilidade. A forma bíblica de como amar o esposo é a mesma, seja ele pastor ou não. O que diferencia é o estilo de vida que cada um leva.

A agenda cheia: Você provavelmente é pastoreada, e notou o quanto seu pastor é exigido pelos membros, seja para conselhos, seja para visitação ou algum entretenimento (aniversário e casamentos, por exemplo). Você deverá ser sábia neste sentido, não sendo imatura a ponto de querer competir a atenção do seu marido com os membros da igreja. Os pastores costumam ser chamados para a festa de quase todos os aniversariantes da igreja, assim como casamentos, batizados e ficaria muito chato não comparecerem. Você precisará estar empenhada em acompanhar seu esposo nestes eventos. Ninguém é obrigado ir à lugar algum, mas caberá o bom senso, pois seu marido não é apenas um membro da igreja ele é o pastor daquele povo.

Horários irregulares: Complementando a sua agenda cheia, sempre acontecem imprevistos, e estes imprevistos podem ser de madrugada, de sábado, nas férias...O próprio nome já diz, é imprevisível! Esteja preparada para atender telefonemas a qualquer hora do dia ou da noite, pode ser algum membro hospitalizado necessitando de oração, um parente deles que tenha falecido ou algum acidente que exija a presença do pastor. Caberá ao seu esposo administrar isso, mas se de fato ele precisar sair correndo para alguma emergência, não aborreça seu esposo, pelo contrário, ore pelo motivo de sua saída.

Viagens e troca de cidades: Acaba sendo normal as viagens pastorais, seja para palestras, retiros, encontros, etc...Porém haverá dias em que a esposa não poderá ir, e novamente você não deve ficar rancorosa por não ter ido. Deverá apoiar seu marido nestas viagens, para que ele não vá com o coração pesado por sua causa. Outro ponto que quero destacar é a transferência de igreja. Conheço alguns pastores que precisaram mudar-se para outros estados sem prévio aviso. Saiba que se isto acontecer, não tem como cada um morar num canto, você deverá estar disposta a mudar às pressas para onde for seu marido.

Ser receptiva: Você gosta de receber pessoas em casa? Lembre-se que quando há visitantes na igreja, como família de outro pastor, ou seminaristas, eles costumam ficar na casa do pastor. No período de "visita" você provavelmente deverá abrir mão da sua rotina para dar-lhes atenção. A preocupação com roupa de cama, almoço e jantar, será sua! Sem dúvidas vai se cansar, atrasará seus compromissos outrora programados, mas essa vai ser sua função, acolher estas pessoas e tratá-las bem.

Carreira e emprego fixo: Algumas mulheres sonham em trabalhar com aquilo que sempre estudou, sonham em seguir uma carreira profissional e estima crescimento. Não quero entrar no mérito se isso é certo ou errado, mas o fato é que isso acontece! Suponhamos que trabalhe numa empresa em que te exija transferência de cidade, como seu esposo largaria a igreja para morar em outro lugar? Consegue notar como é delicado? Se você monta seu estabelecimento e surge aquela transferência inesperada do seu esposo, como vai fechar as portas do dia para a noite? Trabalhar fora não é errado, muitas mulheres precisam ajudar seus maridos, mas isso não pode ser um empecilho para seu esposo exercer o ministério.

Aos Seminaristas

Se você leu acima, o que te cabe é orar pra discernir se sua pretendente tem o dom de exercer estas funções. Não seja superficial na sua escolha, pense no ministério que o Senhor te deu, procure uma esposa que irá te auxiliar nas funções. Não tenha pressa, seja cuidadoso tão quão Cristo é com a Igreja. Não se deixe levar por aparências físicas ou qualquer outra característica "fofa" da moça. Analise friamente as características espirituais, não precisa ser uma teóloga, mas alguém que saiba no crê e não se deixa levar por todo vento de doutrina. Seja sábio, jovem!

Concluindo...

Poderia citar aqui várias outras características da vida de um pastor, mas creio ter conseguido passar a ideia principal, que é: Sejam cautelosos! Meninas, se vocês não tem este dom, não digam "sim", isso lá na frente poderá ser um fardo para você ao invés de benção. Rapazes, não vos coloqueis em jugo desigual, orem e peçam sabedoria para que possam viver com uma mulher que acrescentará no ministério ao invés de atrapalhar. Que o Senhor abençoe cada num nesta escolha.

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NOTA: O que me levou a escrever este artigo é o fato de estar vendo algumas moças, "namorando" pastores, sem mesmo saber o que de fato isso representa. Ao mesmo tempo vendo garotos que já estão ou almejam um ministério pastoral, envolvidos com meninas que ainda não são firmes na fé. 

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Autora: Danieli Bosqueti
Fonte: Mulher Cristã & Teologia

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domingo, 6 de setembro de 2015

Poliamor e Poligamia um pecaminoso comportamento rejeitado pelas Escrituras


Por Renato Vargens

Vivemos num tempo onde os valores judaicos-cristãos tem sido desconstruídos pelo relativismo. Nessa perspectiva, afirmam alguns, tudo é lícito em nome do amor.  

Uma das práticas que tem se tornado comum na sociedade é o "Poliamor".  

Poliamor é pratica de um relacionamento poligâmico, onde três os mais pessoas pessoas se relacionam afetiva e maritalmente.  

A primeira união poliafetiva em cartório do Brasil foi feita em 2012. Até hoje foram feitas cinco delas e, para especialistas, é cada vez mais comum relações nesse formato. De acordo com o antropólogo Antonio Cerdeira Pilão, mestre no tema pela UFRJ (Universidade Federal do Rio de Janeiro), o formato mais comum é de um homem com duas mulheres. Regina Navarro Lins, psicanalista e autora de "O Livro do Amor", diz que em até 30 anos muito mais pessoas devem aderir ao poliamor.  

O nível de degradação é tão grande que no Facebook, por exemplo já é possível encontrar grupos brasileiros defendendo o poliamor.

Talvez ao ler este texto alguns estejam perguntando: Qual o problema de várias pessoas se amarem ao mesmo tempo? O mundo evoluiu dizem alguns, papo ultrapassado e fundamentalista esse, por acaso toda forma de amor não é lícita? Não deveriam então os cristãos apoiarem este tipo de comportamento, visto que está fundamentado no amor?

A estes eu repondo dizendo: Não, mesmo porque, as Escrituras são absolutamente claras eu rejeitar a poligamia, senão vejamos: 

1-) Deus estabeleceu a monogamia como padrão relacional para os homens. (Gn 1:27; 2:21-25)

2-) Deus estabeleceu a heterossexualidade como padrão de relacionamento marital. (Gn 1:27; 2:21-25)

3-) As Escrituras advertem os homens a não contraírem poligamia. Veja por exemplo, o que o Senhor disse a Salomão. (1 Reis 11:2): 

4-)  Jesus reafirmou a intenção original de Deus de um relacionamento monogâmico ao citar a Mateus 19:4-5 e ao observar que Deus “os fez homem e mulher” ajuntando-os em casamento. 

5-) As Escrituras ensinam que  cada homem deve possuir a sua própria esposa, e cada esposa, o seu próprio marido” (1 Co 7:2). De igual forma, Paulo ensinou que o líder da igreja deveria ser “esposo de uma só mulher” (1 Tm 3:2; 12). 

Isto posto, nós cristãos rejeitamos relacionamentos deste naipe pelo fato único de que as Escrituras reprovam a poligamia.

Pense nisso!

Renato Vargens

Da linda Pátria estamos bem longe

Agosto começou com seis haitianos baleados em dois eventos diferentes em pleno centro da maior cidade brasileira, São Paulo. Não vou cair no lugar comum de afirmar que o fato passou despercebido. Pelo menos na imprensa, não. A notícia, os testemunhos e as respostas sobre o caso estiveram em todos os veículos e redes sociais. Arrisco dizer que faltou indignação à altura.

Imagine que não fossem haitianos. Estamos falando simplesmente de cidadãos, alguns deles, atingidos ao sair da igreja. Colocar dessa forma traria maior comoção e clamor por justiça. Mas, para alguns, ainda há dúvidas de que o caso se trate de xenofobia. 

A motivação do crime deveria ter indignado ainda mais as pessoas. Segundo o padre Paolo Parisi, da Missão Paz, que acolhe imigrantes, esses haitianos impediram um assalto dias antes do ataque e devolveram a bolsa roubada da mulher. Os ladrões disseram que voltariam.

Gregory Deralus, 34, uma das vítimas, formado em Ciências da Computação, abandonou o Haiti e trabalha há um ano no Brasil como auxiliar de materiais em uma obra. Ao portal G1, disse o que deveria estar na boca de todos: “Primeiro, faz com haitiano, depois africano, colombiano e brasileiros.(...) Aqui tem africano, colombiano, tem muitos estrangeiros no Brasil, não só haitianos. Você é humano e eu também. Não é preto ou branco, todo mundo tem sangue, eu sou filho de Deus.”

Disso não se pode discordar. Gregory é filho de Deus, tanto quanto você e eu. Além disso, somos também descendentes de migrantes estrangeiros, de gente que deixou sua terra e suas raízes em busca de um sonho, ou pela absoluta impossibilidade sobreviver.

Essa é a razão que torna ainda mais bizarras as pichações racistas na cidade de Nova Odessa, localizada a 124 km da capital de São Paulo. Um muro recebeu a frase "Back to Haiti", - "Voltem para o Haiti", em inglês. Ao lado, uma suástica, símbolo nazista, da altura de uma pessoa. Como isso é possível numa cidade criada a partir de um assentamento de judeus russos? Nova Odessa foi povoada por colonos da Letônia, protestantes, que levaram a Igreja Batista para a cidade. Não era essa a terra que eles sonharam construir. Mas o que nós, cristãos, temos a ver com isso? Tudo.

Nossos atos definem quem somos hoje. Nossas reações sinalizam quem seremos amanhã. A distância aparentemente curta entre os olhos e o coração parece intransponível para boa parte do mundo. Anestesiados contra o sofrimento alheio, alguns só sabem viver em função de seus próprios interesses. Já para os cristãos, deve ser impossível conjugar o Verbo na primeira pessoa. Andar com Jesus significa entender que “eles” somos “nós”.

A Bíblia é um livro que nasceu e cresceu no contexto de migração milenar. A história dos cristãos teve início com o migrante Abraão. Ele é exemplo da prática da hospitalidade, afinal, no ambiente inóspito do deserto, água fresca, alguns pães e sombra poderiam significar a diferença entre a vida e a morte. Somos herdeiros de uma tradição espiritual de um povo que foi perseguido, rejeitado e escravizado anunciando as "boas novas" de cidade em cidade. 

Moisés guiou seu povo na fuga da opressão e da vida indigna que os poderosos lhes impunham, justamente, por serem estrangeiros. Desde o início do Cristianismo, prevalece o sentimento de que a Igreja é peregrina na busca da pátria definitiva, e enquanto caminha, ajuda a criar um novo céu e uma nova terra.

Jesus, filho de migrantes sem-teto, não encontrou lugar para nascer numa sociedade que rejeitou seus pais e se recusou a acolhê-los quando fugiam da violência e do genocídio. Não há lugar para eles na estalagem e nem no coração daqueles que um dia foram acolhidos pelo Senhor. Como migrante, o Mestre entrava e saia de aldeias continuamente. E sempre denunciava a discriminação e os paradigmas preconceituosos e racistas. A escolha de um samaritano como herói na parábola é outra demonstração de que ele veio derrubar os muros de separação e fronteiras imaginárias. O ódio, a discriminação, a xenofobia e o racismo são exatamente o oposto da proposta cristã. 

A foto que ilustra esta reflexão correu o mundo. Um sírio, entre lágrimas, abraça seus filhos ao chegar à ilha de Kos, na Grécia. Ele enfrentou o mar a bordo de um pequeno bote inflável, para fugir da barbárie de uma guerra civil e da perseguição implacável do Estado Islâmico. Há milhares de pessoas que, neste momento, tentam concretizar uma travessia como essa. Outras milhares, morreram no meio do caminho.

Quando pensamos no estrangeiro, nós, cristãos, não devemos pensar no abalo que a chegada daquelas pessoas traz ao cotidiano da nossa sociedade. Temos de lembrar o que a Bíblia nos ensina, em Deuteronômio 24:18, “Recorda que foste escravo na terra do Egito, e que Yahweh, teu Deus, daquele povo te resgatou”.

Que as lágrimas do estrangeiro recebam a acolhida dos nossos braços abertos, capazes de convertê-las em lágrimas de felicidade. Jesus disse que, quando acolhemos o estrangeiro, nós o acolhemos. “Quando eu era estrangeiro, você me recebeu?”. Como respondemos a essa pergunta hoje?

• Carlos Bezerra Jr., 47, pastor, médico, deputado estadual e presidente da Comissão de Direitos Humanos da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo.

Foto: Daniel Etter/NYT

Nota:
A revista Ultimato de setembro-outubro traz uma reportagem especial sobre os refugiados sírios no Brasil. A edição foi enviada aos leitores nesta segunda-feira (dia 31/08) e deverá estar disponível no portal (exclusivo aos assinantes) na próxima semana.

Fonte: Ultimatoonline

FILHO DO TEOLOGO RC SPROUL É EXCLUIDO DA LIGONIER POR ACESSAR SITES DE ENCONTROS SEXUAIS



Líder Reformado admite ter acessado um site de adultério "em um momento de fraqueza, dor e de uma curiosidade doentia."


O Ligonier Ministries suspendeu R.C. Sproul Jr. até julho 2016, por admitir ter visitado o site www.ashleymadison.com especializado em facilitar encontros de pessoas casadas com fins de adulterio.

O ministério Ligonier foi fundado por seu pai, R.C. Sproul Sr., que ainda serve como presidente do conselho. O jovem Sprout é um dos professores do ministério, também é reitor e presidente de filosofia e teologia no Reformation Bible College. Ele anteriormente editou a revista do ministério, Tabletalk.

Em um post no blog numa manhã, Sproul Jr. confessou haver acessado o site "em um momento de fraqueza, dor e de uma curiosidade doentia. ... O meu objectivo não era reunir investigação para comentário crítico, mas atiçar as chamas da minha imaginação." 

"Primeiro, eu senti a graça do medo. Em segundo lugar, eu senti a graça da vergonha. Eu estava lá o tempo suficiente para deixar um endereço de e-mail antigo. E em poucos minutos eu sai, para nunca mais voltar ", escreveu ele. "Eu não me inscrevi para o serviço do site ou interagi com nenhum dos clientes. Eu sempre permaneci fiel a minha esposa mesmo depois de sua morte. " (Sua esposa morreu de câncer em 2011.)

Duas semanas atrás, um grupo que se identifica como "The Impact Team", liberou 25 gigabytes de dados roubados do site www.ashleymadison.com, incluindo milhões de informações de contas dos usuários.

Sproul Jr. escreveu: "A graça do juízo de Deus deu o seu fruto, e por sua graça, arrependi-me do meu pecado. Por Sua graça, eu também tenho recebido Seu perdão, o desfecho do Seu amor. Providência profética fez a sua boa obra. Jesus morreu por este pecado, mas ainda há conseqüências terrenas. Com a revelação da hackeagem do site veio a revelação do meu pecado. Eu recentemente informei ao conselho do Ligonier Ministries, que decidu tratar da questão internamente, depois de ter me suspendido até primeiro de Julho de 2016 ", escreveu ele. "Eu também informei o meu presbitério, que também está a lidando com a questão internamente. Agora o mundo está informado. Meu pecado, infelizmente, tem impactado aqueles que são inocentes, meu colegas, amigos e família. Tenho e continuarei a buscar seu perdão. Eu preciso de suas orações."

Cerca de uma semana após que o site www.ashleymadison.com ser hackeado, em Julho, Sproul Jr. postou em seu blog sobre o asusnto dizendo: "A realidade é que todos nós pecamos diante dos olhos de Deus que assiste do Céu e da Terra. Não só isso, mas todos os nossos pecados, um dia, serão expostos publicamente. No grande dia do juízo, não haverá exclusão; não haverá exceção; não haverá maneira de esconder tudo o que todos nós temos feito. A minha esperança é que este tipo de ataque cibernético possa nos despertar para essa realidade. "

Em 22 de Julho de 2015, em seu blog, Sproul Jr. disse que "só recentemente ficou sabendo sobre o site "www.ashleymadison.com". Mas, no mesmo blog em 31 de Agosto, ele disse que havia visitado a página em agosto de 2014. Ele não forneceu qualquer explicação para esta aparente distorção.


*** Matéria de Timothy C. Morgan na Christianity Today traduzido por Wesley Moreira
Via Púlpito Cristão
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