sábado, 20 de junho de 2015

Parada gay: não estou ofendido

PARE, LEIA E PENSE!

Quando vi as imagens da transexual "crucificada" na parada gay não me senti ofendido, como cristão. É óbvio que discordei da estratégia de marketing dos organizadores e sem dúvida percebi que o alvo era mesmo a provocação aos cristãos. Embora o episódio tenha sido justificado como sendo uma forma de expor a humilhação sofrida pelos gays, a impressão que dá é outra.

Mas, afora isto, não me senti provocado, atingido ou ofendido. Por uma razão simples. Ali não estava acontecendo uma profanação de objetos sagrados para mim - no caso, a cruz - simplesmente por que para mim uma cruz de madeira nada tem de sagrada nela. Meu cristianismo evangélico reformado não tem templos sagrados, objetos sagrados, imagens sagradas, símbolos sagrados ou líderes sagrados. Por isto não ficamos explodindo bombas quando zombam de Lutero, Zuinglio ou Calvino, quando tripudiam sobre a Bíblia ou quando picham as igrejas. E por isto eu não me sinto ofendido quando alguém usa uma cruz de madeira para suas manifestações anticristãs ou para outros objetivos.

As coisas que considero santas estão muito além do alcance dos homens, para que estes possam profaná-las. O meu Salvador está nos céus, o meu Deus é rei do universo, minha morada é celestial, a Palavra de Deus está escrita nos céus e é eterna, o pão e o vinho nada mais são que representações materiais daquele que se assenta no trono do universo. Realmente, não há nada no meu cristianismo que esteja ao alcance de quem deseja me ofender através da profanação.

Claro, para quem a cruz é sagrada, as imagens são sagradas, os templos são sagrados, seus líderes são sagrados... estes ficarão ofendidos. Eu os entendo. Devemos respeitar toda crença. Mas, no meu caso, uma transexual pendurada numa cruz provoca, no máximo, a confirmação do que eu já sei, que nenhum pecador consegue se livrar de Deus, ou daquilo que ele pensa que é Deus.

Só me vem à mente o Salmo 2: 

1 Por que se enfurecem os gentios e os povos imaginam coisas vãs?
2 Os reis da terra se levantam, e os príncipes conspiram contra o SENHOR e contra o seu Ungido, dizendo:
3 Rompamos os seus laços e sacudamos de nós as suas algemas.
4 Ri-se aquele que habita nos céus; o Senhor zomba deles.
5 Na sua ira, a seu tempo, lhes há de falar e no seu furor os confundirá.

Foto: Fernando Frazão/ABr
Por 
Paraibano, casado com Minka, pai de Hendrika, Samuel, David e Anna. Pastor presbiteriano (IPB), mestre e doutor em Interpretação Bíblica (África do Sul, Estados Unidos e Holanda), professor de exegese, Bíblia, pregação expositiva no Centro Presbiteriano de Pós Graduação Andrew Jumper, da IPB, autor de vários livros.

Vivificados para a morte

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Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria.” - Colossenses 3.5

O que é central na mensagem cristã das boas-novas, o Evangelho para o mundo? Uma coisa somente, a morte redentora do Senhor Jesus Cristo”. - Francis Schaeffer

Ao lidarmos com a morte estamos tratando de algum tipo de separação, algum tipo de distanciamento necessário por algum motivo - seja ele evidente ou não. A morte física é a separação da nossa parte imaterial da nossa parte material; a morte espiritual é a separação de nosso ser interior, nossa alma, de Deus. Esse distanciamento de Deus nos destituiu da sua glória. Na sua glória existe vida e morte, a majestade e julgamento, o poder e a graça, santidade e luz. Mas as Escrituras não tratam apenas dos tipos de morte citadas acima, tratam também da morte do cristão, da mortificação de nossa natureza caída. E não é só isso, mas, como dizia Francis Schaeffer, trata dacentralidade da morte.
           
No limiar do pensamento moderno, a vontade do homem é colocada em evidência e entronizada como senhora da vida e da morte. As Sagradas Escrituras não ensinam assim. As Escrituras nos mostram que somente Deus pode vivificar o homem caído, vide o texto de Ezequiel 37.13,14:
E sabereis que eu sou o Senhor, quando eu abrir os vossos sepulcros, e vos fizer subir das vossas sepulturas, ó povo meu. E porei em vós o meu Espírito, e vivereis, e vos porei na vossa terra; e sabereis que eu, o SENHOR, disse isto, e o fiz, diz o SENHOR.
        
O Texto aqui nos mostra que o Senhor é o Deus da vida, ele vivifica seu povo. No conhecido livro A morte da morte na morte de Cristo vemos que a morte também tem um papel central no pensamento do teólogo puritano John Owen, tratando sobre o triunfo de Cristo por sua morte e ressurreição. A morte que foi imputada ao homem como juízo de Deus ao pecado na queda. Sobre as consequências da queda de Adão e os efeitos de sua morte nos diz o Bavinck:
Portanto o pecado que Adão cometeu não ficou restrito somente à sua pessoa. Ele continuou a operar em e através de toda a raça humana. Nós não lemos que por um homem entrou o pecado em uma pessoa, mas no mundo (Rm 5.12), e também a morte sobreveio a todos os homens por causa do pecado desse homem.[i]

Na queda a morte entrou no mundo de Deus, esse fato é de suma importância para teologia cristã, visto que não somente a morte de Adão vai ocupar um lugar importante, mas toda teologia do Antigo Testamento parte de uma questão ou questões relacionadas à morte e a redenção. Em Adão a morte entrou no mundo, mas, pela morte a vida e reconciliação com Deus foram concedidas por Cristo, o segundo Adão, como Romanos 5.8 nos diz: 
Mas Deus prova o seu amor para conosco, em que Cristo morreu por nós, sendo nós ainda pecadores.” Também em Romanos 4.25 lemos: O qual por nossos pecados foi entregue, e ressuscitou para nossa justificação. 

Isso não é de somenos importância na teologia cristã, a morte do primeiro Adão trouxe juízo e destituiu o homem da glória de Deus, a morte do segundo Adão (Cristo) trouxe reconciliação ao que estava separado pela morte e o restaurou a glória de Deus, “Aos quais Deus quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste mistério entre os gentios, que é Cristo em vós, esperança da glória” (Colossenses 1.27). Diz Calvino:
[Paulo] denomina Cristo a esperança da glória, para que soubessem que nada lhes está faltando para a completa bem-aventurança, quando já possuem a Cristo. Não obstante, esta é uma maravilhosa obra de Deus, que em vasos de barro e frágeis (2Co 4.7) rende a esperança da glória celestial.[ii]       

Ao compreendermos então a centralidade da morte expiatória de Cristo e seus gloriosos efeitos redentores sobre os homens, a Bíblia nos continua a mostrar que essa morte tem significado para a vida cristã, não somente no ato salvador de Cristo, mas em nossa união com ele também, Cristo morreu pelo seu povo (Mt 1.21) para que seu povo fosse salvo e santificado, para que os seus continuassem morrendo para o pecado, isso fala de nossa luta contra nossa natureza carnal, pecadora. Nos diz a Escritura em Colossenses 3.5:


Assim, façam morrer tudo o que pertence à natureza terrena de vocês: imoralidade sexual, impureza, paixão, desejos maus e a ganância, que é idolatria.

Diante da importância do tema estamos perante um espectro maravilhoso da Escritura, o sacrifício de Cristo gera em nós na regeneração do Espírito Santo uma vida de santidade e santificação, ato posicional e contínuo. Essa mortificação se dá pela gloriosa operação do Espírito em nós que nos capacita por seu poder a resistirmos e lutarmos contra o pecado, e agora com os olhos do entendimento abertos para o conhecimento da glória, vivermos como mortos para o pecado. Gosto do que Schaeffer diz sobre essa questão:

[...] a Bíblia nos dá uma negativa, de fato, muito definida – uma que não pode se tornar uma abstração, mas que marca as coisas difíceis da vida normal. Já vimos que a Palavra de Deus é clara ao dizer que em todas as coisas, inclusive naquelas que são difíceis, devemos estar contentes e dizer “muito obrigado” a Deus. É uma verdadeira  negativa, a negativa de dizer “não” a qualquer domínio das coisas e do eu.[iii]       

A Bíblia nos mostra que a vida cristã prova essa negativa que Schaeffer nos diz. E essa negativa nos eleva a uma “positividade”, ou seja, uma vida satisfeita em Deus, uma vida que se contenta e se deleita na vontade de Deus que é melhor que a nossa (Rm 12.1,2). Essa negativa só pode ser vivida quando se tem uma correta perspectiva da verdade e da vida, uma vida não vivida pela morte não pode ser mortificada pela vida. Essa mortificação só pode acontecer quando conhecemos a Deus, e como diz o primeiro capítulo das Institutas de Calvino, o homem só conhece a si mesmo se conhecer a Deus, o conhecimento de Deus é a porta para o entendimento da realidade, fora desse conhecimento real não é possível um conhecimento do que é, sem essa morte posicional e contínua não se conhece de fato o real, mas, o que temos é um efeito noético do pecado dominando a mente do homem. Ainda que pela graça comum algum bem possa ser desfrutado, mesmo manchado pelo pecado, é impossível um conhecimento verdadeiro e real sobre o homem interior e sua verdadeira posição e condição no mundo. Somente pela morte de Cristo e por nossa união com ele podemos conhecer de fato. Continua Schaeffer:

É uma perspectiva diferente. É uma perspectiva que é a antítese daquela que o mundo tem, aquela que normalmente nos rodeia. Quando começamos a contemplar essas palavras nesse cenário – a perspectiva é totalmente outra – a perspectiva do Reino de Deus em vez da do mundo caído e de nossa própria natureza caída – é bem diferente. Somos pressionados por um mundo que não quer dizer não ao eu – não só por uma razão menor, mas por falta de princípio, porque os homens estão decididos a ser o centro do universo. Quando nós saímos um pouco dessa perspectiva muito sombria deles e entramos na perspectiva do Reino de Deus, então essas negativas que são colocadas sobre nós assumem um aspecto inteiramente diferente.[iv]

Logo, segundo a linguagem de Schaeffer a perspectiva do reino pode nos dar a dimensão correta da realidade, da verdade. Ainda sobre Colossenses 3.5, Calvino diz:


Até aqui ele esteve falando do desprezo do mundo. Agora avança mais e aborda uma filosofia mais elevada, a saber, a mortificação da carne. Para que isso seja mais bem compreendido, notemos bem que há uma dupla mortificação. A primeira se relaciona com as coisas que nos cercam. Ele tratou desta até aqui. A outra é a interior – a do entendimento e da vontade, bem como de toda nossa natureza corrupta. Ele faz menção de certos vícios a que chama, não com estrita exatidão, mas, ao mesmo tempo, elegantemente: membros. Pois ele concebe nossa natureza como sendo, por assim dizer, uma massa formada de diferentes vícios. Portanto, estes são nossos membros, visto que, de certa maneira, estão fundidos em nós. Ele os chama também de terrenos, aludindo ao que dissera: “Não nas coisas que não da terra” [v.2], mas num sentido diferente. “Tenho-vos admoestado para que as coisas terrenas sejam desconsideradas; no entanto, deveis tomar como vosso alvo a mortificação desses vícios que vos detêm na terra.” Entretanto, ele notifica que somos terrenos na medida em que os vícios de nossa carne são vigorosos em nós, e que se tornam celestiais pela renovação do Espírito.[v]

Fica claro que é legada a nós uma vida santa pela renovação do Espírito e isso promove uma transformação espiritual, social e cultural no homem, a mortificação em nossa vida é fruto da nossa união com Cristo, é fruto do nosso compromisso com o evangelho, é a vida vivida na morte.

          
Não poderia deixar de mencionar o clássico livro do pastor congregacional John Owen, considerado o príncipe dos puritanos, A Mortificação do Pecado:

Cada pecado não mortificado produzirá duas coisas:
a) Enfraquecerá a alma e a privará da sua força. Quando Davi permitiu que um desejo pecaminoso não mortificado se alojasse no seu coração ele ficou sem vigor espiritual [...] Qualquer desejo pecaminoso que não seja mortificado fará murchar o espírito  e todo o vigor da alma de desse modo enfraquecerá para o cumprimento de todos os seus deveres.
b) Assim como o pecado enfraquece, ele também obscurece a alma e a priva do seu conforto e da sua paz. O pecado é como uma nuvem espessa que se espalha sobre a face da terra e a separa dos raios do amor e do favor de Deus. Rouba a pessoa da sua percepção e do gozo dos privilégios da sua adoção. A mortificação é o único remédio contra esses dois efeitos malignos do pecado na alma.[vi]

No entanto meu objetivo não é concluir de forma negativa sobre a negativização do pecado, ou a mortificação. Ainda tomando as palavras de Owen, vejamos:


A Mortificação também tem um efeito muito benéfico sobre o crescimento da graça de Deus no coração humano.Se compararmos o coração humano a um jardim então a mortificação pode ser assemelhada ao trabalho de se remover as ervas daninhas que impediriam o crescimento das plantas da graça de Deus. Pense num jardim onde uma planta preciosa tenha sido plantada. Se o jardim for regularmente cuidado a planta florescerá. Se, porém, ervas daninhas forem deixadas, a planta será fraca, murcha e sem utilidade. Onde a mortificação não consegue destruir as ervas daninhas do pecado, as plantas da graça de Deus estão prestes a morrer (Ap. 3.2). Estão murchando e morrendo. Tal coração é como o campo do preguiçoso – tomado tanto por ervas daninhas que mal podem ver o trigo. Quando você olha para esse coração, as graças da fé, do amor e do zelo lá estão; todavia são tão fracas, tão entrelaçadas de ervas daninhas do pecado, que não tem utilidade. Que esse coração seja liberto do pecado pela mortificação; e então, estas plantas da fé, do amor e do zelo começarão a florescer e estarão em condições de ser utilizadas para todo bom propósito.[vii]

Nosso jardim irá desfrutar mais vida e beleza, ao retirarmos as ervas daninhas, isso só será feito pela morte, só será possível quando nosso desejo e satisfação por Deus for maior que nossa inclinação ao pecado.


Fui crucificado com Cristo. Assim, já não sou eu quem vive, mas Cristo vive em mim. A vida que agora vivo no corpo, vivo-a pela fé no filho de Deus, que me amou e se entregou por mim. - Gálatas 2.20

Deus é mais glorificado em nós quando somos mais satisfeitos nele.” - John Piper

__________
Notas:
[i] - Teologia Sistemática, Herman Bavinck, p.197 – Sinodal. (Arquivo em PDF)
[ii] - Comentário de Colossenses, João Calvino, p.526,528 – Ed. FIEL
[iii] - A Verdadeira Espiritualidade, Francis Schaeffer, p. 36 – Ed. Cultura Cristã
[iv] - Ibd, p. 40
[v] - Comentário de Colossenses, João Calvino p.566 – Ed. FIEL
[vi] - A Mortificação do Pecado, John Owen, p. 108,109 – Ed. PES
[vii] - Ibd, p.110.

***
Autor: Thomas Magnum de Almeida
Fonte: Electus Via Bereianos

quarta-feira, 17 de junho de 2015

GRAÇAS A DEUS PELA IGREJA BAGUNÇADA




Por Tim Challies

É graça de Deus para você se sua igreja é bagunçada. Eu ouvi essas palavras saírem da minha boca enquanto pregava como convidado em uma igreja perto da minha casa. Eu disse essas palavras e acredito nelas. Pelo menos, acredito na maior parte do tempo.

Eu amo minha igreja. Amo as pessoas que se reúnem semanalmente. Elas são divertidas, seguras e fáceis de conviver. Mas quem disse que a igreja deve ser segura e fácil?

Ontem, enquanto estava naquela igreja, preguei sobre a parábola da Ovelha Perdida, que na verdade é uma parábola sobre um pastor amoroso e gentil (Lucas 15). Como muitas das parábolas de Jesus, essa foi contada na presença de dois grupos de pessoas: aqueles convictos de sua própria maldade e aqueles convictos de sua própria bondade. E, nesse caso, Jesus estava falando primariamente para aquelas pessoas boas e religiosas.

A parábola é simples: uma ovelha está vagando perdida e o pastor não descansará enquanto não a encontrar e trazê-la para si. Eu pensei nessa ovelha, vagando perdida e sozinha, e no pastor que saiu a procurá-la. Há tantas reações diferentes que o pastor poderia ter ao finalmente encontrá-la:

  • Ele a encontra a repreende:  “Sua ovelha estúpida e ignorante. Como você ousou se afastar de mim?” Não. Ele não repreende.
  • Ele acha a ovelha e a pune: “Sua ovelha burra e desobediente. Vou te ensinar a não se perder!” Não. Ele não pune.
  • Ele a encontra e sente nojo: “Você está suja e fedida. Onde foi se meter?! Vá se limpar agora mesmo que voltarei mais tarde.” Não. Ele não a faz se limpar sozinha.
  • Ele acha a ovelha e a vende: “Não posso ter uma ovelha como você no meu rebanho. Você sabe como fez eu me sentir na frente de todos os outros?” Não, ele não se livra dela.
  • Diz o texto que “achando-a, põe-na sobre os ombros, cheio de júbilo”. Quando aquele pastor encontra sua ovelha, ele se importa com ela. Ele carrega aquela ovelha grande, pesada e suja em seus ombros e a traz para casa, regozijando por todo o caminho. Ele a traz para casa e chama todos os seus amigos para celebrar.

O sentido da parábola é que Deus ama salvar o perdido. Ele ama salvar pecadores. Ele não salva aqueles que são justos, cujas vidas são completamente corretas. Ele salva aqueles que são inteiramente maus.

Se Deus está no ramo do resgate de pecadores, precisamos esperar que a sua igreja esteja repleta de pecadores – aqueles que ainda estão vagando e aqueles que acabaram de ser achados. Se nossas igrejas refletirem o coração de Deus para os perdidos, elas estarão repletas de pessoas com problemas, de pessoas que trazem em si conseqüências de uma vida vagando sem ermo. E isso significa que a igreja pode não ser um lugar seguro e fácil. Pode não ser um lugar cheio de pessoas que tem tudo em seu devido lugar. Pode ser bagunçada. Deve ser uma bagunça. Graças a Deus se ela for bagunçada.

***

Traduzido por Kimberly Anastacio no Reforma21.org

ELISABETH ELLIOT PARTIU PARA A GLÓRIA E DEIXA EXEMPLO DE FÉ



Nesta segunda-feira dia 15 de junho às 6:15 a missionária Elisabeth Elliot.
Viuva de Jim Elliot, um dos cinco missionários que morreram ao fio de uma lança pelos índios Huaorani do Equador em 1956.

Seu alvo principal era os Auca, a tribo mais resistente ao contato com os missionários, devido à história de violência e opressão por parte do invasor branco. 
Seria possível levar uma mensagem de perdão e reconciliação a tal povo? Os missionários foram assassinados pelos indígenas, gerando questionamentos que ainda hoje são debatidos.


Nesses tempos em que o objetivo maior das pessoas parece muitas vezes limitar-se a um cristianismo confortável, essa história nos faz pensar no próprio sentido da vida e da morte, da fé genuína e da entrega irrestrita aos propósitos de Deus.

Elisabeth passou dois anos como missionária com os membros da tribo que mataram seu marido. Voltando aos Estados Unidos depois de muitos anos na América do Sul , ela se tornou amplamente conhecido como o autor de mais de vinte livros e como orador em constante procura . Elliot percorreu o país , compartilhando seu conhecimento e experiência, bem em seus setenta anos .

Assista o vídeo"Através dos portais do Esplendor":


Com informações, Vida Nova.
Via Púlpito Cristão

terça-feira, 16 de junho de 2015

6 Dicas para ser um marido piedoso

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Por Bob Lepine com Chris Lawrence


O propósito de Deus para o casamento é fazer com que nos tornemos semelhantes a Cristo.

Quando eu me inscrevi para poder casar em cartório, após um ano de ter me formado na faculdade, tudo que eu tinha que fazer era pagar uma taxa. Não houve treinamento, nenhum vídeo ou manual.

Apesar do fato de que eu não tinha habilidades de como fazer um casamento funcionar, a certidão de casamento foi concedida!

Eu sei que existem muitos homens que estão tentando descobrir exatamente o que Deus espera deles como maridos.

Então, eu vim com uma lista das coisas que eu acredito que são fundamentais para ser um marido piedoso.

Seja um líder espiritual

Sua esposa provavelmente entrou no casamento com algumas imagens idealizadas, por exemplo: Os dois juntos no início da manhã, ao redor da mesa, tomando suco de laranja fresco enquanto fazem a devocional.

Ela imaginou você saindo para o trabalho e dizendo: "Eu vou estar de volta à noite, e nós faremos estudo bíblico novamente."

Depois de um mês de casados, sua esposa provavelmente está pensando: O que será que aconteceu? Ler as Escrituras e orar juntos é tão importante. Se eu pudesse rebobinar meu casamento começaria do zero!

Não importa há quanto tempo você está casado, comece a desenvolver hoje, um padrão que possa incluir no seu casamento. Lembre-se, é o marido que tem a obrigação de iniciar isso.

"Um homem pode não ser um teólogo profissional", diz Doug Wilson, autor de Reformando o Casamento. "Mas, em sua casa, ele precisa ser um teólogo firme."

Conduzir com humildade

A razão pela qual existem resistências sobre os homens serem líderes em um relacionamento conjugal é por que, muitos homens não conduzem isso com humildade.

Os homens são chamados por Deus para conduzir suas esposas, mas a nossa liderança deve ser altruísta.

Filipenses 2.3 diz: "Nada façam por ambição egoísta ou por vaidade, mas humildemente considerem os outros superiores a si mesmos" (Nova Versão Internacional).

Coloque este versículo em prática, e ele vai resolver 95 por cento dos problemas que enfrentamos.

Eu nunca conheci uma mulher que falasse: "Eu resisto a liderança de meu marido, mesmo ele sendo humilde e semelhante a Cristo."

As mulheres que eu conheci tem o desejo de líderes piedosos em seu casamento.

Seja piedoso e um homem corajoso

1 Coríntios 16.13 dá uma definição clara de masculinidade bíblica: "Estejam vigilantes, mantenham-se firmes na fé, sejam homens de coragem, sejam fortes." Antes de podermos ser maridos piedosos, devemos ser homens de coragem.

Vamos analisar a definição do que significa ser um homem de coragem. A essência da coragem é ter um grande temor a Deus! Tão grande que não tenha medo de nada mais.

Seja um provedor

O marido deve ter a responsabilidade de arcar com as necessidades básicas de uma casa.

Na verdade, 1 Timóteo 5.8 diz que se um homem não provê a sua família, ele é pior do que um pagão. Esse não é o tipo de reputação que eu quero ter diante da sociedade.

Um provedor é aquele que se antecipa, aquele que faz planos estratégicos para o progresso familiar. Ele pensa sobre as metas, não apenas financeiras, mas as metas espirituais e metas emocionais.

Em outras palavras, ele é o diretor executivo da família, é sua responsabilidade definir a direção.

E muitas vezes a mulher é a chefe de operações, em dois vocês unificam a direção tomada, para o bem da família.

Amar a Deus mais do que você ama sua esposa

Após 3 anos de namoro com Mary Ann, começamos a falar sobre casamento, um pouco mais tarde nós terminamos. Fiquei arrasado.

Certa noite enquanto orava, as coisas tornaram-se muito claras: Mary Ann tinha se tornado um ídolo na minha vida, eu me importava mais com as coisas que a deixava feliz do que as coisas que agradavam a Deus.

Era como se Deus estivesse dizendo: "Você não terá outros deuses diante de mim, e se você colocar algo ou alguém no meu lugar, vou retirá-lo de você."

Em 25 anos de casamento, eu continuo a lutar contra o mesmo problema. Permaneço em “cheque” com esta pergunta: A quem devo temer mais, a minha mulher ou Deus?

O nível de dor pode ser imediato quando eu não agrado a minha esposa. Mas Deus me lembra: "Você fez a coisa certa, mesmo que naquele momento ela não tenha ficado feliz."

Ame-a biblicamente

Para amá-la biblicamente, precisamos nos perguntar: "O que significa o amor de Deus por nós?" A essência do Seu amor por nós é refletida em Seu compromisso e sacrifício. Isso é o que o nosso amor, pela nossa esposa, precisa para se parecer com o de Cristo.

Para mim, muitas vezes, significa colocar as necessidades dela à frente das minhas próprias necessidades. Isso significa que eu ainda vou sacrificar muita coisa por ela, mesmo quando nos desentendemos, ela deve ser a minha prioridade.

Lembre-se do pequeno verso do voto matrimonial, "Deixando os outros, até que a morte nos separe".

Isso significa que seu relacionamento com sua esposa é o mais importante do que qualquer outro relacionamento - amigos, seu chefe ou até mesmo seus filhos.

Simplificando, devemos amar nossa esposa mais do que qualquer coisa na terra; essa é a essência do relacionamento conjugal.

DL Moody resumiu melhor: "Se eu quiser saber se um homem é cristão, eu não iria questionar um ministro, eu iria pedir informações à sua esposa. Se um homem não trata sua esposa da forma correta, eu não quero ouvi-lo falar sobre o cristianismo. Qual é a utilidade de falar sobre a salvação se ele não tem salvação para esta vida? "

Em maio passado, Mary Ann e eu celebramos o nosso 25º aniversário de casamento em Maui, Hawaii. Os cenários foram incríveis e realmente estávamos muito felizes juntos.

Durante o jantar naquela noite, poderíamos dizer que, apesar de todos os desafios que têm vindo em nossa direção, nós não mudaríamos o resultado dos nossos momentos.

Por isso Deus tem usado a nossa relação para compartilharmos uns com os outros, mais do que qualquer outra coisa, para que nos tornemos mais semelhantes a Cristo, o que finalmente é o Seu propósito para o casamento.

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Fonte: cru.org 
Tradução: Daniele Bosqueti 

domingo, 14 de junho de 2015

PASTOR COMETE SUICÍDIO APÓS LUTAR CONTRA A DEPRESSÃO



PARE LEI E PENSE!


O pastor e ex-presidente da Convenção Batista estadual cometeu suicídio depois de enfrentar a depressão durante anos.

Phil Lineberger, que tirou uma licença médica da Igreja Batista de Sugarland, tinha 69 anos quando ele morreu no dia 31 de maio, de acordo com o site Norma Batista.


O porta-voz da família Brian Seay disse que Lineberger tinha “perdido uma batalha contra a depressão“, quando ele tirou a própria vida.

Lineberger havia pregado anteriormente em um funeral de outro pastor amigo que se suicidou há quatro anos.
Ele também falou sobre o precedente bíblico de depressão:

“As escrituras referem-se à depressão como ‘a mortandade que assola ao meio-dia’, Salmo 91: 6,” disse Lineberger. “Mesmo naqueles dias, nos dias do Antigo Testamento, as pessoas seriam observadas no auge de sua carreira ou o melhor momento de sua vida sendo extremamente triste ou confusa ou desengatada. E assim os escritores dizem que é uma praga ou demônio que destruiu quando o sol está mais alto no período da tarde“.

Os cristãos não são imunes à depressão, como evidenciado por um aumento nos suicídios pastorais.

“Não falta estatísticas sobre os pastores e depressão, esgotamento, a saúde, os baixos salários, espiritualidade, relacionamentos e longevidade, e nenhum deles é bom”, escreve Jennifer LeClaire em um artigo publicado anteriormente em Carisma News. “De acordo com Instituto Schaeffer, 70% dos pastores lutam constantemente contra a depressão, 80% acreditam que o ministério pastoral afetou negativamente as suas famílias, e 70% um amigo próximo “.

Por favor, oremos pela família Lineberger e por nossos pastores.

***
Padom
Via Púlpito Cristão

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