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quarta-feira, 11 de fevereiro de 2026

Uma Nova Vida

 


O texto de Gênesis 35.1-15 apresenta um dos momentos mais profundos de transformação na Bíblia: o retorno de Jacó a Betel. Após um período de grandes crises familiares e inseguranças, Deus o convoca para voltar ao lugar do primeiro encontro. Esse convite representa o início de uma nova vida, fundamentada não mais na astúcia humana ou na fuga, mas em uma caminhada de obediência e renovação espiritual.

O primeiro passo para essa nova existência foi a purificação. Jacó ordenou que sua família lançasse fora todos os deuses estranhos e se purificasse. Para viver o novo de Deus, é indispensável abandonar os "ídolos" do passado — velhos hábitos, ressentimentos e dependências que nos impedem de avançar. Não se constrói uma vida nova sobre alicerces contaminados pelo que é velho e desnecessário.

A mudança das vestes mencionada no texto simboliza uma troca de mentalidade e postura. Jacó não queria apenas mudar de lugar, mas mudar de atitude. Na Bíblia, as roupas frequentemente representam o estado do coração e a identidade social. Ao trocar de vestes, Jacó e sua casa estavam declarando que o tempo de luto e de erros havia passado, dando lugar a uma prontidão para servir ao Criador de forma íntegra.

Ao chegar em Betel, o "Lugar de Deus", Jacó levantou um altar. Esse gesto marca a centralidade da adoração na nova vida. Onde antes havia medo de seus inimigos, agora havia um memorial à fidelidade divina. Edificar um altar é uma decisão de priorizar a presença de Deus acima de qualquer outra necessidade, reconhecendo que a segurança real não vem de exércitos ou riquezas, mas da aliança com o Deus Eterno.

É nesse cenário de entrega que Deus reafirma a nova identidade de Jacó: "Não se chamará mais o teu nome Jacó, mas Israel será o teu nome". A nova vida exige um novo nome, que na cultura bíblica significa um novo caráter. Ele deixa de ser o "enganador" (Jacó) para ser aquele que "luta com Deus e prevalece" (Israel). Deus não apenas perdoa o passado de um homem; Ele redefine quem esse homem é.

A promessa de frutificação que se segue revela que uma vida renovada gera impactos geracionais. Deus se apresenta como o Deus Todo-Poderoso (El Shaddai) e promete que dele sairiam nações e reis. Isso nos ensina que, quando nos alinhamos com o propósito divino, nossa vida deixa de ser apenas sobre nossa sobrevivência pessoal e passa a ser um canal de bênção para o futuro e para aqueles que nos cercam.

Por fim, a nova vida em Betel é selada com uma oferta de gratidão. Jacó derrama azeite sobre a coluna de pedra, consagrando o momento e o lugar. Viver essa transformação exige constância: não é apenas um evento emocional, mas um compromisso diário de permanecer no lugar da revelação. Assim como Jacó, somos convidados a deixar nossos "Siquéns" de conflito para habitar na "Betel" da comunhão contínua com Deus.

Pr. Eli Vieira

Sobe para 19 o número de cristãos mortos durante protestos no Irã

 

Pelo menos 18 cristãos foram mortos durante os protestos no Irã. (Foto: Article 18).

Entre as vítimas assassinadas pelas forças de segurança, está uma mãe de 51 anos, que deixa dois filhos.

O número de cristãos mortos durante os protestos contra o regime islâmico no Irã subiu para 19.

Segundo o Article 18, uma organização que monitora a perseguição, pelo menos 12 crentes foram confirmados entre os milhares de manifestantes assassinados. 

O diretor da Article 18, Mansour Borji, afirmou que também ouviu falar da morte de pelo menos outros 7 cristãos entre a comunidade armênia no país, em entrevista ao Christianity Today.

Corpo desconfigurado e proibição de funeral

Entre os cristãos mortos pelas forças de segurança, está Zahra Arjomandi, uma mãe de 51 anos, que deixa dois filhos. Ela foi morta a tiros durante um protesto na ilha de Qeshm, em 8 de janeiro. 

Conforme o jornal iraniano Mohabat News, o corpo de Zahra foi mantido por seis dias pelas forças de segurança e liberado sob condições restritas. A família foi proibida de realizar o funeral e divulgar informações sobre sua morte.

O cristão Nader Mohammadi, 35 anos, também foi assassinado a tiros em outra manifestação no mesmo dia, em Babol. 

Após três dias de busca, a família encontrou o corpo de Nader desconfigurado em um necrotério. A identificação só foi possível por meio de marcas conhecidas em seu corpo. Ele deixa três filhos pequenos.

Já o cristão Mohsen Rashidi, de 42 anos, foi baleado pelas costas enquanto tentava recuperar o corpo de um amigo morto durante uma manifestação na cidade de Baharestão, província de Isfahan, no dia 9 de janeiro.

Sangrando muito, ele foi socorrido por outros manifestantes e levado ao hospital, mas agentes impediram a entrada no pronto-socorro e Mohsen faleceu.

Milhares de manifestantes mortos

As manifestações contra o regime islâmico no Irã foram reprimidas com violência pelo governo.

Segundo o portal iraniano Iran International, mais de 36 mil pessoas foram mortas pelo regime aiatolá durante o auge dos protestos no início de janeiro, números semelhantes aos divulgados pela revista Time.

Segundo o veículo, a estimativa de mortos na violenta repressão ocorrida em 8 e 9 de janeiro foi baseada em dados extensos obtidos a partir de “documentos confidenciais, relatórios de campo e relatos de profissionais de saúde, testemunhas e familiares das vítimas”.

A publicação afirmou que os números tornam esses assassinatos “o massacre mais sangrento de civis durante protestos de rua, em um intervalo de dois dias, na história”.

De acordo com o relatório, a maioria dos assassinatos foi cometida pelo Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) e pela milícia aliada Basij, embora também tenham sido utilizados combatentes proxies vindos do Iraque e da Síria.

Fonte: Guiame, com informações de Article 18 e Christianity Today

terça-feira, 10 de fevereiro de 2026

UMA VIDA CRISTÃ VITORIOSA



Viver uma vida cristã vitoriosa é o desejo de muitos, mas frequentemente buscado nos lugares errados. O segredo não reside em técnicas de autoajuda ou em um esforço hercúleo da vontade humana, mas sim em uma verdade espiritual profunda e simples revelada por Jesus em João 15:5: "Eu sou a videira; vós sois os ramos. Quem permanece em mim e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer". Esta metáfora resume a essência da caminhada com Deus: a dependência absoluta.

O primeiro passo para essa vitória é o reconhecimento da nossa própria incapacidade. No texto, Jesus é enfático ao dizer que "sem mim nada podeis fazer". Isso fere o orgulho humano, que prefere acreditar na autossuficiência. No entanto, a vitória começa quando admitimos que a nossa força moral, sabedoria e boas intenções não são suficientes para produzir vida espiritual autêntica. Aceitar nossa limitação é abrir a porta para o poder divino.

A imagem da videira e dos ramos ilustra a necessidade de conexão contínua. Um ramo não se esforça para produzir uvas; ele simplesmente permite que a seiva da videira flua através dele. Da mesma forma, o segredo da vitória não está em "fazer" mais, mas em "estar" mais com Cristo. A permanência é uma atitude de comunhão constante, onde o crente nutre sua alma através da oração e da meditação na Palavra, mantendo o fluxo da graça ativo.

Essa permanência gera um resultado natural: a frutificação. O fruto mencionado por Jesus não se refere apenas a realizações externas, mas principalmente ao caráter — o fruto do Espírito. Uma vida vitoriosa é aquela que reflete o amor, a alegria e a paz de Cristo, mesmo em meio às adversidades. Quando estamos ligados à videira verdadeira, as circunstâncias externas perdem o poder de nos secar, pois nossa fonte de vida é interna e inesgotável.

Além disso, a vida vitoriosa exige a compreensão do papel do "Agricultor". Deus, o Pai, cuida da videira e limpa os ramos para que deem mais fruto. Muitas vezes, interpretamos as provações como derrotas, quando na verdade são o processo de poda necessário para remover o que é supérfluo e fortalecer nossa fé. A vitória cristã não é a ausência de lutas, mas a presença de Deus que nos refina através delas.

É importante notar que a vitória no Reino de Deus é definida pela obediência, não pelo sucesso mundano. Permanecer em Cristo significa alinhar nossa vontade à dEle. Quando nossas raízes estão profundas nEle, nossos desejos começam a ecoar os desejos do Pai. O "segredo" deixa de ser um mistério e torna-se uma vivência prática de rendição diária, onde cada decisão é tomada sob a influência da seiva divina.

Por fim, a promessa de João 15:5 é um convite ao descanso e à eficácia espiritual. A vida vitoriosa é leve porque o peso da produção não está sobre o ramo, mas sobre a Videira. Ao focarmos em manter nossa conexão com Jesus, Ele se encarrega de manifestar Sua vitória através de nós. Assim, glorificamos a Deus não pelo que fazemos por Ele, mas pelo que Ele faz através de nós quando escolhemos, simplesmente, permanecer.

Pr. Eli Vieira

Campeões do Super Bowl exaltam a Deus: “Tudo é possível com Ele”

 

O técnico Mike Macdonald na entrega do troféu. (Foto: Reprodução/X/NFL)

O técnico do Seattle Seahawks glorificou a Deus pela vitória e muitos jogadores testemunham sua fé em Jesus.


No último domingo (8), o time de futebol americano Seattle Seahawks glorificou ao Senhor após conquistar o título do Super Bowl LX, no Levi's Stadium, em Santa Clara, na Califórnia. 

O Seattle Seahawks venceu o New England Patriots por 29 a 13. A conquista marcou o segundo título de Super Bowl da história do time, repetindo o feito da temporada 2013.

O título marca o sucesso da equipe comandada por Mike Macdonald. Durante a cerimônia de entrega do troféu, ele declarou:

“Acredito que Deus me chamou para ser treinador e eu O ouvi, e agradeço a Ele. Somos incrivelmente abençoados por sermos Seahawks, por sermos torcedores do Seattle Seahawks, e agora somos campeões mundiais”.

Em uma coletiva de imprensa pós-jogo, o técnico falou abertamente sobre fé ao ser questionado sobre como sua caminhada espiritual tem influenciado o sucesso da equipe.

“Uma das melhores coisas sobre nossa equipe é que crescemos juntos, e essa é uma parte da minha vida que tem sido uma jornada”, disse ele. 

E continuou: “Minha fé nem sempre foi forte. Você tem dúvidas, é como uma montanha-russa, mas nos últimos anos ela se fortaleceu bastante. Você vê o que nossos jogadores fazem e o que o [capelão da equipe] Jonathan Rainey faz todos os dias, unindo as pessoas. É uma jornada que estamos trilhando juntos. É empoderador e inspirador buscar essa parte da vida que é tão importante”.

‘Jesus foi Glorificado’

Antes da final da NFL, jogadores do Seattle Seahawks também compartilharam sua fé em Jesus durante entrevistas:

“Acredito que estou aqui para servir aos outros e ao Senhor”, disse um atleta. E outro acrescentou: “Sinto que a fé guia o meu caminho. Ele traz tanta alegria à minha vida que posso dizer com toda a sinceridade que sou feliz ao acordar todos os dias”. 

O time conta com o apoio do capelão que realiza momentos de culto, estudos bíblicos e apoio espiritual. Para os treinadores, Jesus é fundamental para liderar, enfrentar desafios e fortalecer relacionamentos dentro e fora de campo.

Por meio desse trabalho, os atletas testemunham: “Ele é meu Senhor e Salvador. Então, quero dizer, tudo o que eu consigo fazer é por causa dele”.

“O Senhor nunca me decepcionou. Ele me apresentou desafios para superar apenas para me fazer crescer”, disse outro jogador.

Em uma entrevista, um dos atletas da equipe citou a passagem bíblica de Tiago 1. 2-3, que diz: “Meus irmãos, considerem motivo de grande alegria o fato de passarem por diversas provações; assim, vocês saberão que a prova da sua fé produz perseverança”.

Enquanto outros pregaram o Evangelho ao público: “O amor de Deus é muito maior do que qualquer pecado cometido. E nós servimos a um Deus que salva. Servimos a um Cristo que morreu na cruz pelos nossos pecados para que pudéssemos ser perdoados”.

“Tudo é possível com Ele. Enquanto você o tiver em sua vida, enquanto o manter em primeiro lugar em tudo o que fizer, você pode fazer qualquer coisa. O céu é o limite”, concluiu um jogador.

Após a vitória do time, a página esportiva cristã, Christian Athletes, compartilhou: “Parabéns aos Seahawks. Jesus foi glorificado”.

Fonte: Guiame, com informações de Sports Spectrum e GE


Mais de 180 cristãos que foram sequestrados em igrejas são libertados na Nigéria

 Igreja atacada na Nigéria. (Imagem ilustrativa/Portas Abertas).

As vítimas foram raptadas durante ataques simultâneos a três igrejas no estado de Kaduna, em janeiro.


Todos os 183 cristãos sequestrados durante ataques a três igrejas em janeiro, na Nigéria, foram resgatados.

Na última quinta-feira (5), o governador do estado de Kaduna, Uba Sani, anunciou que as vítimas foram libertadas, segundo a AP News.

Ele não deu detalhes da operação. Para alguns analistas, as autoridades pagam resgates em troca da libertação em certas situações.

Os mais de 180 crentes foram raptados por homens armados em ataques simultâneos em três igrejas em Kaduna: Igreja Evangélica Vencedora de Todos (ECWA), igreja Querubins e Serafins e uma igreja católica.

Onda de sequestros

O ataque em janeiro foi o mais recente sequestro em massa em meio a onda de violência de grupos extremistas na Nigéria.

Grupos armados da etnia fulani, de maioria muçulmana, atuam principalmente nas regiões norte e central do país, promovendo violência contra comunidades cristãs e realizando sequestros para exigir resgates.

Em dezembro de 2025, o governo norte-americano realizou ataques militares no estado de Sokoto, visando um grupo ligado ao Estado Islâmico na área.

A Nigéria ocupa o 5° lugar na Lista Mundial da Perseguição 2026, divulgada em janeiro pela Missão Portas Abertas.

A maioria dos 4.849 cristãos mortos no último ano eram nigerianos, segundo a Lista. No período analisado – entre 1 de outubro de 2024 e 30 de setembro de 2025 – a Nigéria permanece como o país mais letal para cristãos.

Dos 4.849 cristãos mortos no mundo por causa da fé no período analisado, 3.490 eram nigerianos — um aumento em relação aos 3.100 do ano anterior e 72% do total.

Fonte: Guiame, com informações de Portas Abertas


segunda-feira, 9 de fevereiro de 2026

Deus Luta por Seu Povo

 


O capítulo 14 de Êxodo revela que Deus, por vezes, conduz Seu povo para situações que parecem estrategicamente desfavoráveis. Ao ordenar que os israelitas acampassem diante do mar, o Senhor não estava cometendo um erro tático, mas preparando o cenário para demonstrar que a libertação não viria por força humana. Deus luta por Seu povo ao assumir o controle total da situação, atraindo o inimigo para um terreno onde apenas o sobrenatural poderia prevalecer.

O endurecimento do coração de Faraó e a subsequente perseguição com seiscentos carros escolhidos servem para mostrar que a oposição ao propósito de Deus pode ser feroz e insistente. Quando o exército mais poderoso da época se mobiliza, fica claro que a luta de Israel não era contra homens comuns, mas contra um sistema de opressão que se recusava a ceder. Nesse momento, a batalha deixa de ser uma disputa entre nações e se torna uma demonstração do poder de Deus contra os ídolos do Egito.

Diante do cerco inimigo — com o mar à frente e as carruagens atrás — o povo de Israel sucumbiu ao pânico e à murmuração. A reação humana natural é o medo e a saudade da escravidão "segura", mas é exatamente nesse limite da capacidade humana que a luta divina se manifesta. Deus não luta por Seu povo porque eles são corajosos ou merecedores, mas porque Ele é fiel à aliança que estabeleceu e zeloso por Sua própria glória.

A resposta de Moisés ao povo, "Não temais; estai quietos e vede o livramento do Senhor", estabelece o princípio da guerra espiritual: a confiança. Em vez de pegar em armas que não possuíam, os israelitas foram chamados ao silêncio e à observação. Deus luta por Seu povo exigindo deles a fé que imobiliza o medo, permitindo que o braço forte do Criador se torne a única arma necessária no campo de batalha.

A intervenção direta de Deus manifestou-se na coluna de nuvem que se moveu para trás do acampamento de Israel, colocando-se entre eles e os egípcios. Durante toda a noite, Deus trouxe luz para o Seu povo e trevas para os perseguidores. Essa barreira sobrenatural prova que o Senhor luta por Seu povo protegendo-os antes mesmo de derrotar o inimigo, servindo como um escudo impenetrável que separa a luz da escuridão.

O milagre da abertura do Mar Vermelho é o ápice desta batalha divina. Ao erguer o cajado, Moisés foi o instrumento, mas o vento oriental que dividiu as águas foi o fôlego de Deus abrindo um caminho onde não existia saída. Deus não apenas luta para destruir o opressor, mas luta para criar rotas de escape e liberdade para aqueles que nEle confiam, transformando o obstáculo intransponível em solo seco.

Por fim, o desfecho no Mar Vermelho ensina que a vitória de Deus é completa e definitiva. Os egípcios que aterrorizavam Israel foram vencidos pelas mesmas águas que salvaram o povo eleito. Ao final do dia, o texto diz que Israel "viu a grande mão do Senhor" e creu. Deus luta por Seu povo para que a paz seja estabelecida e para que todos saibam que não há força na terra capaz de deter o avanço daqueles que caminham sob a Sua proteção.

Pr. Eli Vieira Filho

‘China exporta repressão religiosa para outros países’, alerta ex-embaixador dos EUA

 

O ex-embaixador dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional, Sam Brownback. (Foto: Reprodução/Wikimedia Commons/Gage Skidmore)

No Congresso dos EUA, autoridades alertaram que o regime chinês ajuda governos autoritários a vigiar e perseguir pessoas de fé em diversos países.


China está exportando repressão religiosa para diversos países ao ajudar regimes autoritários a vigiar e perseguir pessoas de fé, alertaram autoridades em audiência no Congresso americano.

O tema foi debatido em uma audiência do Comitê de Relações Exteriores da Câmara dos Representantes, realizada após a Cúpula Internacional sobre Liberdade Religiosa, em Washington. 

O ex-embaixador dos EUA para a Liberdade Religiosa Internacional, Sam Brownback, afirmou que surgiu uma aliança de países que considera a liberdade religiosa a maior ameaça interna ao seu controle ditatorial.

“Estamos presenciando algo sem precedentes no mundo neste momento, e eu já trabalho nessa área há algum tempo”, disse Brownback. 

E continuou: “Essa aliança de regimes comunistas, autoritários e totalitários não vai parar por nada para controlar as pessoas de fé. Eles veem as pessoas de fé como uma ameaça”.

“Este desenvolvimento representa uma oportunidade para analisar a liberdade religiosa não como uma questão humanitária secundária ou meramente um direito humano, mas como uma importante questão de segurança global”, acrescentou.

‘Isto é sem precedentes’

Segundo o ex-embaixador, além de investir bilhões de dólares para suprimir religiões dentro do próprio país, a China desenvolveu tecnologias avançadas de vigilância, como sistemas de monitoramento e reconhecimento, que são exportadas para outros países. 

“A comunidade de fé se tornou alvo dessa aliança obscura que estamos enfrentando, e a China é a grande manipuladora por trás de tudo isso”, declarou Brownback. 

“E devemos estar profundamente preocupados com essas questões, porque esse equipamento será usado em diversos países para manter as ditaduras e os regimes autoritários que se opõem a nós e querem destituir a liderança dos Estados Unidos e do Ocidente”, acrescentou.

Brownback afirmou que a Nigéria tem buscado ou recebido apoio da China, Rússia, Turquia e Arábia Saudita, e destacou que tecnologias de vigilância ligadas à repressão religiosa já estão presentes em cerca de 80 países. 

Para ele, promover a liberdade religiosa é uma das principais formas de enfrentar regimes autoritários e ameaças à segurança global.

“Isto é sem precedentes – é realmente sem precedentes, e é uma hora sombria. Os EUA e outras nações amantes da liberdade devem estar à altura deste desafio que enfrentamos hoje”, concluiu.


Fonte: Guiame, com informações de Christian Daily

sábado, 7 de fevereiro de 2026

UMA VIDA QUE AGRADA A DEUS


 

Romanos 12.1,2

 Viver de uma forma que agrade a Deus é um convite para uma transformação profunda, que começa com a compreensão da misericórdia divina. Em Romanos 12.1-2, o apóstolo Paulo não nos dá uma lista de regras externas, mas nos chama a uma resposta de gratidão por tudo o que Deus já fez. Uma vida que agrada ao Criador não é sobre perfeição religiosa, mas sobre uma entrega voluntária e constante.

 O primeiro passo para essa vida é o sacrifício vivo. Diferente dos rituais antigos, onde animais eram oferecidos em altares, Deus deseja a nossa própria existência como oferta. Isso significa consagrar o nosso corpo, nossas mãos, nossos olhos e nossa rotina ao serviço do bem. É um "culto racional", ou seja, um ato de adoração que faz sentido lógico quando percebemos que a nossa vida é um presente dEle.

 Para agradar a Deus, precisamos também resistir à pressão do mundo, o que Paulo chama de não se conformar. O "sistema" ao nosso redor muitas vezes nos empurra para o egoísmo, o orgulho e a busca por prazeres passageiros. Viver de forma distinta requer coragem para não aceitar a forma desse molde, mantendo-se fiel aos valores do Reino mesmo quando a cultura caminha na direção oposta.

 A chave para essa resistência é a renovação da mente. Não mudamos nosso comportamento apenas por força de vontade, mas ao permitir que o Espírito Santo transforme a maneira como pensamos. Quando enchemos nossa mente com a verdade bíblica e com pensamentos puros, nossa perspectiva muda. Passamos a ver o próximo, o trabalho e os desafios através das lentes de Deus, e não mais pelas nossas próprias limitações.

 Por fim, o resultado de uma vida entregue e de uma mente renovada é a capacidade de experimentar a vontade de Deus. O texto afirma que essa vontade é boa, agradável e perfeita. Ao vivermos alinhados com Ele, descobrimos que o caminho que Ele traçou não é um fardo, mas o lugar de maior plenitude que um ser humano pode encontrar. Agradar a Deus, portanto, é o caminho para a nossa própria realização mais profunda em nosso viver.

 Pastor Eli Vieira 

Ministério alcança universitários muçulmanos com aulas de inglês na Indonésia

Os universitários que participam do trabalho evangelístico. (Foto: Reprodução/AG News)

Os missionários alcançam universitários por meio de aulas de inglês que criam oportunidades para falar sobre Jesus.

Há 16 anos servindo na Indonésia, um casal de missionários tem levado esperança a estudantes muçulmanos por meio de aulas de inglês que também incluem estudos bíblicos e ações evangelísticas.

Jamie e sua esposa, Tasha, servem no ministério estudantil Chi Alpha, onde fornecem esperança por meio de aulas de inglês em Yogyakarta, o polo educacional da Indonésia. 

Com mais de 17.500 ilhas e mais de 280 milhões de habitantes, a Indonésia é o quarto país mais populoso do mundo, onde 70% da população não foi alcançada pelo Evangelho. Aproximadamente 220 milhões de indonésios seguem o islamismo. Mas, nesse país de maioria muçulmana, a mudança está começando com a próxima geração.

“Acreditamos que, ao alcançarmos a próxima geração, a Indonésia será o primeiro país de maioria muçulmana a se converter a Cristo”, afirmou Jamie Kemp à AG News.

E continuou: “Acreditamos que, se conseguirmos alcançar os jovens, especialmente os universitários, poderemos ver uma mudança substancial na Indonésia. Poderemos presenciar uma transformação cultural completa. Há esperança, e essa esperança reside na próxima geração”. 

‘Jesus é uma figura mística’

Jamie contou que foi vocacionado por Deus enquanto estava na faculdade: “Eu senti Ele falando ao meu coração: 'Jamie, se você estiver disposto a ir, eu estou disposto a enviá-lo'. Daquele momento em diante, eu concentrei minha vida em me preparar para missões”.

Depois de servir como pastor de jovens por vários anos, Deus abriu as portas para que Jamie e Tasha se tornassem missionários na Indonésia.

“Descobrimos que jovens de 18 a 25 anos estão abertos ao Evangelho. Eles nunca conheceram um cristão ou viram uma Bíblia. Para eles, Jesus é uma figura mística. Eles não têm um lugar seguro para falar sobre Cristo. Não existe um ministério universitário muçulmano onde eles possam ir e tirar dúvidas sobre a sua fé”, explicou ele.

Para se aproximar dos universitários, a equipe realiza caminhadas de oração e convida interessados a participar de suas atividades. Os estudos bíblicos semanais se tornaram o foco do trabalho e chegam a reunir, em média, 100 estudantes muçulmanos. 

Para muitos estudantes, o início da vida adulta é a primeira vez em que buscam compreender sua fé e os motivos de suas crenças. Por isso, os encontros incluem uma breve mensagem sobre Jesus, seguida de discussões em pequenos grupos, onde os alunos podem fazer perguntas e compartilhar suas perspectivas.

“Muitos estudantes tiveram uma visão ou sonho com Jesus quando crianças ou adolescentes, mas não tinham como falar sobre isso. Então, nossa oração e objetivo são sempre manter nossa atenção na espiritualidade”, relatou Jamie.

“Leva cerca de dois anos para um muçulmano se converter. Uma vez que os introduzimos ao estudo bíblico, instalamos o aplicativo da Bíblia em seus celulares, e se pudermos discipulá-los por dois anos, é uma questão de tempo para que se convertam”, acrescentou.

‘Vejo Jesus’

Lilly está entre os muitos alunos impactados pelo ministério dos Kemp. Jamie a convidou, e ela passou a frequentar os estudos bíblicos, fazendo perguntas, buscando aprender mais sobre Jesus e fazendo novas amizades.

Após refletir sobre a passagem de Romanos 10:13, que diz: “Todo aquele que invocar o nome do Senhor será salvo”, Lilly hesitou em aceitar Jesus, temendo a perseguição da família.

Porém, uma semana depois, ela relatou: “Toda vez que oro a Alá, tudo o que consigo ver é Jesus”. 

E Jamie respondeu: “Lilly, Jesus está te chamando. Você é como a ovelha perdida. Jesus está tentando te encontrar”.

Naquela noite, ela aceitou Jesus. Assim como Lilly, jovens em toda a Indonésia estão se rendendo ao Senhor.


Muitos universitários estão sendo alcançados pelo trabalho do ministério. (Foto: Reprodução/Facebook/Chi Alpha Campus Ministries, USA)

Grupos de ministérios universitários ligados a igrejas locais continuam crescendo em toda a Indonésia. O avanço reflete o interesse de estudantes em conhecer Jesus, o empenho das igrejas em alcançá-los e a atuação do Espírito Santo em corações que ainda não haviam confessado Cristo.

“O objetivo é mobilizar estudantes que, por sua vez, façam discípulos, que levem à formação de pequenos grupos e, com sorte, os integrem ao contexto da igreja local”, disse Jamie.

Através do ministério Chi Alpha, liderado por Jamie e Tasha, eles testemunharam que mais de mil estudantes universitários muçulmanos de todo o país se reúnem semanalmente para os encontros. Embora o evangelho tenha impactado inúmeras vidas na Indonésia, ainda há trabalho a ser feito.

Segundo o ministério, por meio do Chi Alpha, mais de mil universitários muçulmanos em diferentes regiões da Indonésia participam semanalmente de encontros cristãos. Em 2025, a iniciativa esteve envolvida na abertura de 40 novos ministérios em campi e no treinamento de 400 missionários universitários. Atualmente, 187 igrejas da Indonésia atuam com ministério estudantil, e a meta é chegar a 250 até 2027.

“Sentimos que é tempo de colheita aqui na Indonésia. A colheita está pronta, mas os trabalhadores são poucos. Se conseguirmos mais trabalhadores, teremos uma colheita maior”, disse Jamie sobre a necessidade de mais líderes capacitados à medida que o trabalho continua dando frutos.


O país está vivendo um novo momento espiritual impulsionado pela nova geração. (Foto: Reprodução/Facebook/Chi Alpha Campus Ministries, USA)

Em julho de 2026, Jamie e Tasha se tornarão pastores de uma igreja internacional em Jacarta, mas continuarão atuando no Chi Alpha Indonésia. Para eles, o que está acontecendo entre os universitários marca um novo momento espiritual no país, impulsionado pela nova geração.

“O quarto país mais populoso do mundo — uma nação cativa pela incredulidade — está se transformando lentamente em uma nação conquistada para Cristo. À medida que mais pastores, líderes e estudantes são treinados, mais universitários estão formando um relacionamento com Cristo. A mudança está no horizonte da Indonésia, conforme o clima espiritual se transforma de perdido para encontrado pelas mãos da próxima geração”, concluiu.



sexta-feira, 6 de fevereiro de 2026

O CLAMOR POR AVIVAMENTO

 O clamor por um avivamento espiritual é um eco que atravessa os séculos, encontrando em Isaías 64 uma das suas expressões mais profundas e viscerais. O profeta, reconhecendo a distância entre a santidade de Deus e a condição humana, inicia sua súplica com um grito desesperado: "Oh! Se fendesses os céus e descesses!". Esse desejo não é por uma visita superficial, mas por uma manifestação teofânica que abale as estruturas da realidade e traga a presença manifesta do Criador ao cenário de desolação do Seu povo.

O texto destaca a urgência de uma intervenção divina que seja visível e transformadora. Isaías recorda que, no passado, Deus realizou feitos terríveis e inesperados, fazendo os montes tremerem. O verdadeiro avivamento começa quando deixamos de confiar em métodos humanos e passamos a ansiar por aquilo que só o braço do Senhor pode realizar. É o reconhecimento de que a nossa única esperança reside na descida dAquele que é o fogo consumidor, capaz de derreter as montanhas de apatia e resistência que se ergueram em nossos corações.

Entretanto, o clamor pelo agir de Deus traz consigo uma consciência aguda do pecado. O profeta confessa que todos nós nos tornamos como o imundo, e que todas as nossas Justiças não passam de "trapos de imundícia". Essa honestidade brutal é o alicerce de qualquer renovação espiritual. Não há avivamento sem arrependimento; não há fogo sem a queima das impurezas. A percepção de que murchamos como a folha e de que nossas iniquidades nos levam como o vento é o que nos move a buscar a face dAquele que pode nos restaurar.

Um ponto central de Isaías 64 é a exclusividade de Deus. O profeta afirma que, desde a antiguidade, nunca se ouviu nem se viu um Deus que trabalhasse para aqueles que nEle esperam. O avivamento, portanto, é também um exercício de paciência e confiança. É entender que o agir de Deus tem um tempo e um propósito que transcendem a nossa compreensão imediata. Enquanto clamamos, somos moldados pela expectativa de que o Soberano está orquestrando algo novo, mesmo quando o cenário ao redor parece árido e sem vida.

A relação entre o Criador e a criatura é descrita de forma magistral através da metáfora do Oleiro e do barro. "Mas agora, ó Senhor, tu és nosso Pai; nós somos o barro, e tu o nosso oleiro; e todos nós obra das tuas mãos." O clamor por avivamento é, em última análise, um ato de rendição. Pedir que Deus desça é dar a Ele o direito de nos moldar conforme a Sua vontade, quebrando as formas rígidas do nosso ego para que a Sua imagem seja refletida com clareza em nós.

O profeta também intercede pelas "cidades santas" que se tornaram um deserto e pelo templo que foi queimado pelo fogo. Essa lamentação reflete a dor de ver a herança espiritual em ruínas. Hoje, o clamor por avivamento nasce da mesma percepção: o olhar para uma sociedade fragmentada e uma igreja muitas vezes morna. Pedir que Deus não se cale diante da nossa aflição é um apelo à Sua misericórdia e à Sua fidelidade à aliança que estabeleceu com Seus filhos.

Por fim, Isaías 64 nos ensina que o avivamento não é um fim em si mesmo, mas um meio para que o nome de Deus seja conhecido entre as nações e para que o Seu povo volte ao seu propósito original. É o retorno à intimidade, ao temor reverente e à obediência alegre. Quando clamamos para que os céus se fendam, estamos aceitando o desafio de sermos transformados pela glória que desce, tornando-nos agentes de restauração em um mundo que anseia, mesmo sem saber, pelo toque do Oleiro.

Pr. EVF

Igreja de missão de Paul Washer é vandalizada por ativistas LGBT na Colômbia

 

Os vândalos picharam e fixaram faixas com ameaças na igreja em Bogotá. (Foto: Instagram/HeartCry Missionary Society).

Os vândalos picharam e fixaram faixas com ameaças na igreja da HeartCry Missionary Society, em Bogotá.

Uma igreja da missão do pastor Paul Washer foi vandalizada por ativistas do movimento LGBT, em Bogotá, capital da Colômbia.

A congregação, plantada pela HeartCry Missionary Society, foi alvo de um grupo de jovens no dia 24 de janeiro.

Os vândalos fizeram pichações e fixaram faixas com mensagens ameaçadoras no exterior do templo, conforme o missionário Helberth Conde, responsável pela igreja.

“Como igreja, respondemos em oração. Oramos ao Senhor por esses jovens, para que eles possam conhecer a Cristo e o poder transformador do seu Evangelho”, relatou Helberth, em publicação compartilhada pela HeartCry no Instagram.

“Ao mesmo tempo, nos regozijamos em saber que nossa igreja, nesta região, está testemunhando fielmente a verdade bíblica, a ponto de a mensagem do Evangelho não passar despercebida. Pedimos suas orações e somos sempre gratos pela sua comunhão”, acrescentou.

A HeartCry Missionary Society pediu oração pelo missionário e sua igreja enquanto enfrentam a intolerância religiosa.

“Por favor, orem pelo missionário Helberth Conde, na Colômbia, e pela congregação”, afirmou.

Missão na Colômbia

A missão fundada pelo pastor Paul Washer mantém dez missionários na Colômbia, que ocupa a 47ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2026 da Missão Portas Abertas.

“A nação ainda é a maior produtora mundial de cocaína e uma grande fonte de heroína e maconha. Como resultado do tráfico de drogas e do conflito interno, quase 7,6 milhões de pessoas foram deslocadas nas últimas décadas”, explicou a HeartCry em seu site.

E testemunhou: “Apesar desses desafios, a Igreja está sendo fortalecida e expandida. Deus levantou vários seminários bíblicos saudáveis que estão auxiliando igrejas locais no processo de capacitar pastores qualificados. Igrejas locais estão sendo plantadas e reformadas em muitas cidades e vilarejos pelo país”.




Fonte: Guiame, com informações de HeartCry Missionary Society

quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Líder aponta sinais de “avivamento silencioso” entre jovens na Nova Zelândia

 Dados indicam um aumento significativo na frequência à igreja entre os jovens. (Foto ilustrativa: adrianna geo / Unsplash)

Após Reino Unido, dados indicam avanço da fé cristã entre jovens neozelandeses da Geração Z.

O relatório “Avivamento Silencioso”, da Sociedade Bíblica, indica que o crescimento do cristianismo entre jovens no Reino Unido também aparece, em parte, entre jovens da Nova Zelândia, segundo os batistas.

No Relatório Anual de 2025 das Igrejas Batistas da Nova Zelândia, Ethan Miller, coordenador de juventude, fez comentários em resposta ao relatório da Sociedade Bíblica publicado em abril de 2025 e intitulado “O Avivamento Silencioso: A Geração Z lidera o aumento da frequência à igreja em partes do mundo ocidental”.

Miller apresentou os dados no capítulo “Avivando a Chama: O Avivamento Silencioso Chegou?”.

Ele cita o relatório da Sociedade Bíblica que constatou um aumento mensurável na fé cristã no Reino Unido, com a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012, agora com idades entre 13 e 28 anos) como o grupo que está “liderando o caminho”.

Em seguida, ele questionou se sinais semelhantes de renovação também poderiam ser observados em Aotearoa, na Nova Zelândia.

Frequência à igreja

Miller apresentou uma série de dados dos batistas indicando um aumento significativo na frequência à igreja entre os jovens no país, o que pode sugerir a presença de um “avivamento discreto”.

Os números indicam que, de 2022 a 2024, a presença de jovens nas igrejas batistas aumentou 24%. Os acampamentos de Páscoa cresceram 42% entre 2023 e 2025. Já o Treinamento de Líderes Jovens da KB subiu cerca de 30%, chegando a 445 líderes entre 2024 e 2025.

Dos 710 batismos relatados pelas igrejas batistas, 58% (411) foram de menores de 25 anos, e 43% eram menores de 18, segundo Miller. Ele acrescentou que, nos últimos dois anos, surgiram mais de oito novos ministérios para jovens, totalizando mais de 100.

“Esperamos que muitos mais comecem nos próximos anos”, disse Miller, comentando sobre as histórias reais por trás dos números.

“Estamos ouvindo relatos impressionantes de jovens que entram na igreja sem qualquer histórico de fé, curiosos sobre Jesus, lendo as Escrituras – e até levando suas Bíblias para a escola; compartilhando a fé, iniciando cursos Alpha e convidando amigos para a igreja.”

Paixão por missão

Miller também observou entre os mais jovens uma forte paixão por missão e justiça em favor dos pobres, doentes e marginalizados.

Segundo ele, esse interesse pela ação social vinha acompanhado de uma evidente sede por oração e adoração.

“Minha história favorita é a de uma garota de 15 anos, sem qualquer histórico de igreja, que veio à fé em um Acampamento de Páscoa há dois anos”, relembrou Miller.

“Depois de se mudar de cidade, a paixão dela por Jesus a levou a iniciar um grupo de jovens. Hoje, 30 dos 40 estudantes do ensino médio da escola da região se reúnem para adorar, ler as Escrituras e crescer juntos.”

“Deus está em movimento, e a Geração Z – o que o pesquisador cristão Barna chama de ‘a geração aberta’ – parece estar liderando o caminho”, acrescentou.

Testemunho evangelístico

Apesar dos avanços, Miller afirmou que o testemunho evangelístico entre os jovens na Nova Zelândia ainda demanda muito esforço, em razão de dificuldades relacionadas à disponibilidade de recursos.

“Embora Jesus esteja se movendo e tenha havido um progresso significativo, ainda há muito trabalho a ser feito”, disse ele.

“O maior desafio que impacta o ministério com jovens é a redução de recursos, hoje entre 50% e 60% menor do que era há 10 anos, em nível local, regional e – até recentemente – nacional.”

Para Miller, discipulado e formação de líderes precisam permanecer como prioridade para alcançar a juventude.

“O futuro das igrejas batistas está nos líderes que formamos. Precisamos recuperar nossa visão e paixão pela próxima geração e por líderes mais jovens; eles são o investimento mais estratégico que podemos fazer! Gostaríamos muito de ver esse crescimento nos próximos anos, especialmente diante do que Jesus está fazendo entre os jovens! Como Nelson Mandela disse certa vez: ‘os jovens de hoje são os líderes de amanhã’.”



Fonte: Guiame, com informações do Christian Daily

O QUE FAZER, QUANDO NÃO PODEMOS FAZER NADA?

 


Enfrentar um beco sem saída é uma das experiências mais angustiantes da condição humana. Em Êxodo 14, encontramos o povo de Israel exatamente nessa posição: com o Mar Vermelho à frente, montanhas dos lados e o exército de Faraó rugindo logo atrás. É o cenário clássico da impotência, onde todas as saídas lógicas estão lacradas. Quando chegamos a esse ponto, a primeira lição que o texto nos ensina é que o desespero é um conselheiro mentiroso, que nos faz esquecer as promessas e focar apenas no tamanho da ameaça a nossa frente.

O segundo movimento diante da imobilidade é o controle das emoções. Moisés disse ao povo: "Não temais; estai quietos". Parece um contrassenso pedir calma a quem está prestes a ser esmagado, mas há uma sabedoria profunda nisso. Quando não podemos agir externamente, nossa maior batalha passa a ser interna. Estar quieto não significa passividade apática, mas sim o silenciamento do ruído do medo para que se possa ouvir uma direção superior. A ansiedade tenta nos forçar a agir de forma precipitada, mas a fé exige uma postura de prontidão silenciosa, de dependência de Deus.

Em terceiro lugar, o texto nos revela que o silêncio humano abre espaço para a ação divina. A famosa promessa "o Senhor pelejará por vós, e vós vos calareis" não é um convite à preguiça, mas um lembrete da soberania de Deus. Existem batalhas na vida que são estruturais, espirituais ou circunstanciais demais para nossas mãos finitas. Reconhecer que o controle não está conosco é, ironicamente, o primeiro passo para encontrar a verdadeira paz em meio ao caos que nos cerca.

No entanto, há um momento em que o "esperar" se transforma em "avançar". O quarto parágrafo foca na ordem intrigante de Deus a Moisés: "Por que clamas a mim? Dize aos filhos de Israel que marchem". Isso nos ensina que, mesmo quando não vemos o caminho, a atitude de dar o próximo passo é fundamental. O milagre raramente acontece enquanto estamos sentados reclamando da sorte; ele se manifesta enquanto colocamos os pés na direção da promessa, da obediência, mesmo que a água ainda pareça intransponível.

O quinto aspecto dessa narrativa é a proteção invisível que nos acompanha no escuro quando não vemos nada. Antes do mar se abrir, a coluna de nuvem e fogo mudou-se da frente para a retaguarda dos israelitas, colocando-se entre eles e o inimigo. Isso simboliza que, nos períodos de estagnação aparente, Deus está servindo de escudo. Às vezes, o que interpretamos como um "atraso" ou uma "impossibilidade" é, na verdade, uma barreira divina para impedir que o mal nos alcance antes da hora do livramento.

Chegamos então ao clímax: a abertura do impossível. Quando Moisés estende o cajado, o vento oriental sopra e o mar se divide. O sexto parágrafo destaca que a solução de Deus raramente é a que imaginamos — ninguém esperava que o caminho estivesse debaixo da água. Quando não podemos fazer nada, Deus faz o impensável. O obstáculo que parecia ser o nosso túmulo torna-se a nossa avenida de libertação, provando que o fim dos nossos recursos é apenas o começo da demonstração do poder de Deus.

Por fim, o texto de Êxodo 14 nos ensina que o propósito do impasse é o fortalecimento da confiança. Após a travessia, o povo "temeu ao Senhor e creu". As crises onde nos sentimos de mãos atadas servem para limpar nossa visão sobre quem realmente sustenta nossa vida. Quando você não puder fazer nada, mude o foco: pare de olhar para os carros de Faraó e comece a marchar em direção ao mar, confiando que Aquele que fez a promessa é fiel para abrir o caminho onde não existe caminho.

Pr. EVF

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