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quinta-feira, 27 de novembro de 2025

Ebenézer: Um Memorial que Fala Hoje

 

Ebenézer: Um Memorial que Fala Hoje

O ato do profeta Samuel ao erguer uma pedra entre Mispa e Sem, conforme narrado em 1 Samuel 7:12, transcende o registro de uma vitória militar antiga; ele estabelece um princípio espiritual eterno. Após o povo de Israel derrotar os filisteus — não pela força das armas, mas pela intervenção divina após um arrependimento sincero —, Samuel sentiu a necessidade de tangibilizar aquele milagre. Ao chamar a pedra de Ebenézer, ou "Pedra de Ajuda", ele criou um ponto de referência físico para uma verdade espiritual. Aquele monumento servia como uma testemunha silenciosa, mas eloquente, de que a sobrevivência e o triunfo da nação não eram obras do acaso, mas da providência intencional de Deus.

A relevância desse memorial para os dias de hoje reside, primeiramente, na nossa luta constante contra o esquecimento. A natureza humana tende a ter uma memória curta para as bênçãos e uma memória longa para as dores. Quando a crise passa e a calmaria chega, é fácil esquecer o desespero que sentimos e o alívio que recebemos. O Ebenézer nos ensina que a gratidão precisa ser cultivada e, muitas vezes, materializada. Precisamos de "marcos" em nossa história — sejam datas, anotações ou momentos de celebração — que nos forcem a olhar para trás e reconhecer que houve um socorro divino quando nossos recursos haviam se esgotado.

Além disso, a expressão "Até aqui nos ajudou o Senhor" carrega uma profunda lição de humildade e dependência. Em um mundo que exalta a autossuficiência e o "self-made man", o memorial de Samuel é um lembrete contracultural de que nossas conquistas não são fruto exclusivo de nossa inteligência ou esforço. Reconhecer o "auxílio do Senhor" é admitir que somos limitados e que, em diversos momentos da jornada, teríamos sucumbido se não fosse a mão sustentadora de Deus. Esse reconhecimento não nos diminui; pelo contrário, retira de nossos ombros o peso insuportável de termos que controlar todas as variáveis de nossa existência.

O memorial também fala sobre a continuidade da vida e a renovação da esperança. A frase "até aqui" demarca um tempo, mas não encerra a história. Ela sugere que a jornada possui etapas e que o Deus que foi fiel no passado (o "até aqui") permanece soberano sobre o futuro (o "daqui para frente"). O Ebenézer funciona como um combustível para a fé: ao olharmos para a "pedra" e lembrarmos dos livramentos anteriores, ganhamos coragem para enfrentar os desafios desconhecidos que ainda virão. A memória da fidelidade de Deus no ontem é a base da nossa confiança para o amanhã.

Por fim, o Ebenézer nos convida a uma vida de adoração contínua e consciente. Não precisamos erguer monumentos de pedra literais, mas devemos erguer altares de gratidão em nossos corações. Cada dia vencido, cada obstáculo superado e cada livramento — percebido ou não — deve nos levar a repetir a confissão de Samuel. Que este texto bíblico não seja apenas uma narrativa histórica, mas um espelho onde enxergamos nossa própria trajetória, reconhecendo que, se estamos de pé hoje, é porque a bondade de Deus nos trouxe até este lugar.

Pr. Eli Vieira

Tribunal decide que países da União Europeia serão obrigados a reconhecer casamentos gay

 Complexo do Tribunal de Justiça da União Europeia em Luxemburgo, com bandeiras dos países da EU. (Foto: Creative Commons)

A Polônia negou o reconhecimento, alegando que sua legislação proíbe casamentos entre pessoas do mesmo sexo.

A principal corte da União Europeia (UE) decidiu, nesta terça-feira (25), que os casamentos entre pessoas do mesmo sexo devem ser reconhecidos em todos os países do bloco.

O tribunal criticou a Polônia por não aceitar o registro de um casamento realizado na Alemanha – onde o casamento é legalizado desde 2017 e a união civil desde 2001 – entre dois cidadãos poloneses.

Tribunal de Justiça da União Europeia (TJUE) afirmou que a Polônia agiu de forma incorreta ao não reconhecer o casamento dos dois homens quando eles retornaram ao país.

A Polônia justificou sua negativa com base na legislação do país que proíbe uniões entre pessoas do mesmo sexo.

Casamento apenas entre homem e mulher

Donald Tusk, primeiro-ministro da Polônia e líder do partido centrista Plataforma Cívica, é conhecido por sua postura pró-União Europeia e pela defesa de políticas liberais e de integração.

Ex-presidente do Conselho Europeu, Tusk afirmou que o projeto para reconhecer uniões homoafetivas no país enfrenta entraves devido à resistência de um parceiro conservador dentro da coalizão governista.”

O presidente conservador da Polônia, Karol Nawrocki, declarou que vetaria “qualquer projeto que enfraqueça o status do casamento protegido constitucionalmente”.

Na Polônia, a Constituição define o casamento como uma união exclusivamente entre um homem e uma mulher, um princípio considerado essencial para a proteção da família tradicional.

Essa cláusula é vista pelos setores conservadores como inegociável, e qualquer tentativa de mudança – como a legalização do casamento homoafetivo – é interpretada como uma violação constitucional.

Reconhecimento dos Estados-membros

Após receber a questão dos tribunais poloneses, o Tribunal concluiu que “recusar o reconhecimento de um casamento entre dois cidadãos da União, celebrado legalmente em outro Estado-Membro onde exerceram a sua liberdade de circulação e de residência, é contrário ao direito da UE, porque infringe essa liberdade e o direito ao respeito pela vida privada e familiar”.

Embora a UE não possa obrigar seus Estados-membros a legalizar o casamento gay, determina agora que qualquer união válida em um país que o permita seja reconhecida por todos os demais integrantes do bloco.

Assim, o estado civil de qualquer cidadão da União Europeia deve ser reconhecido em todo o território dos 27 países.

Dessa forma, nações como Romênia, Bulgária e Letônia, onde não há previsão legal para uniões entre pessoas do mesmo sexo, terão de aceitar esse tipo de casamento quando realizado em outro país do bloco.


Fonte: Guiame, com informações da Reuters e RFI

quarta-feira, 26 de novembro de 2025

Mais de 500 pessoas aceitam Jesus nas ruas da Bélgica: “Deus se moveu”

 A ação contou com mais de 90 cristãos pregando nas ruas. (Foto: Reprodução/Instagram/Go Revival Europe).

A ação da missão Go Revival Europe contou com mais de 90 cristãos de diferentes igrejas, anunciando Jesus em locais públicos de Antuérpia.

Cristãos de diferentes igrejas se uniram para pregar o Evangelho nas ruas da Bélgica, no último sábado (22).

A ação, organizada pela missão Go Revival Europe, contou com mais de 90 crentes pregando Jesus em locais públicos da cidade de Antuérpia.

Antes de saírem às ruas, os cristãos oraram juntos em uma igreja local. Logo depois, os evangelistas pregaram em esquinas, abordaram pedestres para evangelismo pessoal e promoveram momentos de adoração.

Eles também compartilharam a mensagem de salvação através de placas evangelísticas. 

Como resultado do evangelismo em massa, mais de 500 de pessoas aceitaram Cristo como seu Salvador e Senhor.

“Foi inesquecível. Igrejas diferentes, ministérios diferentes todos se unindo, Deus se moveu de uma forma poderosa”, testemunhou a Go Revival Europe, em vídeo no Instagram.

“Acreditamos que este é o momento de nos dedicarmos ao Evangelho como nunca antes, porque Jesus voltará em breve”, enfatizou a missão.

Colheita na Europa

Em agosto deste ano, a Go Revival Europe pregou o Evangelho em locais públicos da França, Bélgica, Holanda e Alemanha em uma ação chamada de “Maratona de Evangelismo”.

Durante 30 dias, equipes de evangelistas, a maioria jovens, evangelizaram em parques, praças e ruas. Eles também realizaram momentos de adoração e ofereceram oração.

A Maratona foi marcada por milagres e batismos espontâneos. “Vimos Deus agir de uma forma poderosa, multidões se reuniram para ouvir o Evangelho, corações foram tocados, enfermos foram curados e vidas foram completamente transformadas pelo poder de Jesus!”, relatou a missão, em postagem no Instagram, na época.

No total, 1.328 pessoas aceitaram Jesus como seu Salvador, 51 pessoas foram curadas pelo poder de Deus e 7 foram batizadas.


Fonte: Guiame

sexta-feira, 21 de novembro de 2025

O Padrão Divino: Princípios de Crescimento da Igreja em Atos

 

O Padrão Divino: Princípios de Crescimento da Igreja em Atos

O livro de Atos dos Apóstolos permanece como o manual definitivo para entender o crescimento genuíno da Igreja. Longe de ser um mero registro histórico, ele estabelece um padrão divino de como uma pequena comunidade de discípulos, sem recursos humanos aparentes, "transtornou o mundo" em poucas décadas. O princípio fundamental que alicerça todo o livro é a dependência absoluta do Espírito Santo. Conforme instruído por Jesus em Atos 1:8, a igreja não deveria dar um passo sequer antes de ser "revestida de poder". A expansão explosiva vista no Pentecostes e além não foi fruto de planejamento estratégico humano, mas a consequência inevitável de uma comunidade cheia e guiada pelo Espírito de Deus, demonstrando que o verdadeiro crescimento é sempre uma obra sobrenatural.

Em segundo lugar, Atos nos mostra que o conteúdo da mensagem é crucial. O crescimento numérico da igreja primitiva estava diretamente atrelado à pregação fiel e ousada do Evangelho, focada na morte e ressurreição de Jesus Cristo. Os apóstolos não ofereciam mensagens de autoajuda ou filosofias morais; eles proclamavam o senhorio de Cristo, confrontando o pecado e chamando ao arrependimento. Essa mensagem cristocêntrica, embora muitas vezes ofensiva ao mundo, provou ser "o poder de Deus para a salvação". A lição é clara: a igreja cresce de forma saudável quando não dilui a mensagem da cruz para agradar a cultura, mas confia no poder transformador da Palavra de Deus.

Além da pregação, o terceiro pilar do crescimento em Atos era a qualidade irresistível da vida comunitária, a koinonia. A descrição em Atos 2:42-47 revela uma igreja onde a doutrina era vivida na prática através do amor mútuo, da partilha de bens e da alegria singela. Em uma sociedade romana fragmentada pelo egoísmo e divisões de classe, a visão de um povo que cuidava genuinamente uns dos outros era um testemunho poderoso. A saúde interna da comunidade tornava-se seu maior atrativo externo, provando que o evangelismo mais eficaz muitas vezes é a demonstração visível do amor de Cristo entre seus seguidores.

Paradoxalmente, o quarto princípio de crescimento encontrado em Atos é a utilização divina da oposição e do sofrimento. A igreja primitiva não cresceu apenas em tempos de paz; ela se expandiu vigorosamente em meio à perseguição. Quando os crentes foram dispersos após o martírio de Estêvão (Atos 8), o que parecia ser um revés tornou-se o catalisador para levar o Evangelho além da Judeia e Samaria. Em vez de recuar diante das ameaças, a igreja respondia com oração fervorosa, pedindo não por segurança, mas por mais ousadia para pregar (Atos 4:29). Atos nos ensina que as crises, quando enfrentadas com fé e oração, tornam-se oportunidades divinas para a expansão do Reino.

Em conclusão, os princípios de crescimento em Atos dos Apóstolos desafiam as noções modernas de sucesso eclesiástico, muitas vezes baseadas em números e estruturas. O modelo bíblico nos lembra que o crescimento sustentável é um organismo vivo alimentado pelo Espírito Santo, fundamentado na pregação inflexível de Cristo, evidenciado por uma comunhão radical e fortalecido através da oração em meio às adversidades. Quando a igreja hoje se alinha a esses princípios divinos, ela pode esperar experimentar o mesmo fenômeno descrito por Lucas: o próprio Senhor acrescentando dia a dia os que hão de ser salvos.

Pr. Eli Vieira - SDG

Meninas cristãs são sequestradas por homens armados em escola na Nigéria

 


Um grupo de criminosos fortemente armados invadiu um colégio feminino e raptou cerca de 25 alunas, na última segunda-feira (17).

Mais de 20 meninas foram sequestradas em uma escola feminina na Nigéria, na última segunda-feira (17).

Segunda a Missão Portas Abertas, o rapto aconteceu pela madrugada no colégio Government Girls Comprehensive Secondary, em Maga, no estado de Kebbi. Entre as vítimas havia alunas cristãs.

De acordo com um comunicado divulgado pelas forças policiais da Nigéria, “um grupo de bandidos invadiu a escola, disparando aleatoriamente com armas sofisticadas. As unidades táticas da polícia entraram em confronto armado, mas o grupo já havia escalado o muro e sequestrado 25 estudantes”.

Ainda não há informações sobre quantas meninas cristãs estão entre as raptadas. Fontes locais da Portas Abertas relataram que elas foram levadas pelos criminosos para uma área de vegetação próxima.

O motivo do ataque ainda é desconhecido, já que os sequestrados ainda não entraram em contato com os pais ou com a escola.

“Parceiros locais da Portas Abertas estão investigando o caso para compartilhar atualização sobre as meninas quando possível", informou a missão.

Onda de sequestros

A mídia nigeriana e a Portas Abertas têm denunciado o aumento de sequestros no país. Comunidades cristãs têm sido alvo de radicais islâmicos, que transformaram o rapto em um negócio lucrativo.

Grace, uma cristã local que foi sequestrada por radicais fulani e conseguiu escapar do cativeiro, relatou que sequestros se espalharam em toda a Nigéria e a comunidade cristã corre risco extremo.

“É muito perigoso e não somos livres. Existem algumas áreas onde não podemos declarar nossa fé livremente porque temos medo e, mesmo durante os cultos de domingo, precisamos de seguranças”, explicou.

“Você ouve falar quase todos os dias de alguém que foi sequestrado para resgate. E algumas das pessoas que foram sequestradas comigo ainda estão em cativeiro. Na maioria das áreas da Nigéria, tememos que eles possam atacar novamente”.

Conforme um recente relatório da Sociedade Internacional para Liberdades Civis e Estado de Direito (Intersociety), 7.800 outros cristãos foram detidos e sequestrados devido à sua fé, de 1º de janeiro a 10 de agosto deste ano, na Nigéria.

Além disso, mais de 7 mil cristãos foram assassinados por extremistas islâmicos e terroristas fulani no país. 


Fonte: Guiame, com informações de Portas Abertas

Terroristas atacam cristãos durante culto na Nigéria; ação foi transmitida ao vivo

 

Igreja Apostólica de Cristo é atacada por jihadistas durante culto. (Captura de tela/Instagram/Lindaikejiblog)

Os 4 terroristas agiram cerca de cinco minutos, atirando e saqueando os fiéis; familiares percorrem hospitais e postos de vigilância em busca de notícias dos desaparecidos.

Uma transmissão ao vivo registrou o momento em que jihadistas armados invadiram um culto na Igreja Apostólica de Cristo (CAC, sigla em inglês), na cidade de Eruku, Estado de Kwara, e abriram fogo contra os fiéis.

O ataque, ocorrido na manhã de terça-feira (18), mostrou em tempo real a vulnerabilidade das comunidades cristãs na região central da Nigéria, que há anos sofrem com violência religiosa e sequestros.

A gravação, feita durante a celebração, mostra o interior silencioso da igreja instantes antes de os terroristas encapuzados entrarem e dispararem contra a congregação.

A CAC pertence a uma das maiores denominações pentecostais do país, com forte presença em áreas rurais.

Segundo autoridades de segurança locais, o ataque foi organizado por uma célula de jihadistas que atua no corredor entre os Estados de Kwara, Kogi e Níger – uma rede flexível envolvida em sequestros, invasões de vilarejos e ataques a igrejas.

Sequestros, mortes e estupros

Embora nenhum grupo tenha reivindicado a ação, investigadores afirmam que o modo de operação é idêntico ao de ataques anteriores atribuídos a extremistas islâmicos que frequentemente sequestram, estupram e matam cristãos para obter resgates ou vendê-los como escravos.

Fontes médicas e moradores de Eruku relataram que ao menos cinco fiéis foram mortos dentro do templo e mais de doze ficaram feridos, alguns gravemente. Vários membros da igreja foram ainda sequestrados, sendo levados em direção à mata que circunda a cidade.

A testemunha Ejire-Adeyemi relatou que Segun Ajala, um vigilante, sofreu ferimentos a bala e foi “levado às pressas para o Hospital ECWA, em Eruku, para tratamento médico”.

Ela identificou os mortos no ataque como Tunde Ajayi e outro homem identificado apenas como Sr. Aderemi. Este último, segundo a polícia, foi encontrado morto a tiros dentro da igreja, enquanto o corpo do primeiro foi descoberto no mato.

Outras testemunhas afirmam que os agressores chegaram em motocicletas, abriram fogo dentro da igreja e recolheram telefones e pertences pessoais antes de fugir. Esse é um padrão já conhecido das operações de grupos extremistas na região.

'Terroristas retornaram horas depois'

“Os terroristas voltaram à cidade por volta das 23h20”, relatou outra fonte, que recebeu a informação de um viajante retido na estrada Ilorin–Egbe–Kabba.

Ele contou que o viajante, seu irmão mais novo, estava retornando para Egbe vindo de Ilorin quando ocorreu o primeiro ataque à igreja.

“Ele estava preso na estrada junto com outros viajantes. Eles dormiram lá”, disse ele. “Ele me enviou uma mensagem exatamente às 23h20, quando os terroristas retornaram.”

“Nossas fontes expressaram indignação, questionando como, com a presença de uma divisão policial em Eruku e uma base militar próxima à cidade, os agressores operaram “’sem serem incomodados’”, reportou o Premium Times, portal de notícias local.

Segundo informaram, a base militar está localizada em Egbe, a aproximadamente três quilômetros de Eruku, onde ocorreu o incidente.

Informações da polícia

A polícia estadual de Kwara iniciou uma operação de busca com equipes táticas, em parceria com caçadores vigilantes, na tentativa de localizar os sequestrados e capturar os criminosos.

Enquanto isso, familiares percorrem hospitais e postos de vigilância em busca de notícias dos desaparecidos.

Apesar da escalada de ataques contra igrejas e vilarejos cristãos, o governo nigeriano nega que haja um genocídio em curso.

Autoridades do país insistem que a violência é resultado da ação de “bandidos armados” e não de perseguição religiosa sistemática – uma posição contestada por organizações internacionais de direitos humanos e líderes cristãos locais.

Uma das fontes que conversou com o Premium Times, na manhã desta quarta-feira (19) acusou o governo nigeriano de tentar ocultar a “verdade”.

O ataque em Eruku reacende o alerta global para a situação de comunidades cristãs na Nigéria, país que figura entre os mais perigosos do mundo para quem professa a fé cristã, segundo rankings internacionais de perseguição religiosa.


Fonte: Guiame, com informações do Premium Times

quarta-feira, 19 de novembro de 2025

É Tempo de Buscar a Deus

 

É Tempo de Buscar ao Senhor

A mensagem do profeta Oseias ressoa através dos séculos como um despertador espiritual para o povo de Deus, trazendo um sentido de urgência e oportunidade. O versículo 12 do capítulo 10 declara: "Semeai para vós em justiça, ceifai segundo a misericórdia; lavrai o campo de lavoura; porque é tempo de buscar ao Senhor, até que venha e chova a justiça sobre vós." Este chamado não é apenas uma repreensão, mas um convite gracioso para realinhar o foco da vida. Reconhecer que "é tempo" implica que não devemos adiar nossa comunhão com o Criador, pois vivemos em um momento oportuno onde a porta da graça ainda está aberta para aqueles que desejam se voltar para Ele.

O processo de busca começa com a instrução de "lavrar o campo de lavoura" (ou "arar o campo novo"). Na agricultura, um campo não arado torna-se duro, impenetrável e cheio de ervas daninhas, incapaz de receber sementes. Espiritualmente, isso representa o estado do coração humano endurecido pela rotina, pelo pecado ou pela indiferença. Buscar ao Senhor exige, primeiramente, uma preparação interior profunda: o arrependimento. É necessário quebrar a dureza do orgulho e remover os espinhos das distrações mundanas para que a terra do nosso coração esteja macia e receptiva à vontade de Deus.

Uma vez que o coração está preparado, o profeta nos ordena a "semear em justiça". A busca a Deus não é passiva; ela se manifesta em atitudes concretas de integridade, amor ao próximo e obediência aos preceitos divinos. A lei da semeadura e da colheita é infalível: se plantarmos atos de retidão e bondade, colheremos, inevitavelmente, segundo a misericórdia de Deus. Esta etapa nos lembra que a nossa fé deve ser visível e ativa, transformando não apenas o nosso interior, mas também o ambiente ao nosso redor através de frutos dignos de arrependimento.

A promessa atrelada a esta busca é gloriosa: "até que Ele venha e chova a justiça sobre vós". A chuva, no contexto bíblico, é símbolo de bênção, vida e restauração em uma terra seca. Deus promete que a nossa busca não será em vão; Ele responderá não apenas com gotas esparsas, mas com uma chuva abundante de justiça e graça. Isso significa que, quando nos dispomos a buscá-Lo verdadeiramente, Ele visita a nossa vida, trazendo refrigério para a alma cansada e avivamento para o espírito abatido, suprindo todas as nossas necessidades espirituais.

Portanto, o texto de Oseias conclui-se como um convite à perseverança e à esperança. Não devemos buscar ao Senhor apenas por um momento breve, mas "até que Ele venha". É um compromisso de constância. O tempo de buscar é agora, hoje é o dia de arar o coração e plantar a justiça. Aqueles que atendem a esse chamado divino experimentarão a alegria de ver o próprio Deus irrigando suas vidas, transformando desertos em jardins e garantindo uma colheita eterna de amor e salvação.

Pr. Eli Vieira

terça-feira, 18 de novembro de 2025

O Poder Soberano de Deus: Consolo e Libertação

 


Isaías 43:1-13

O texto de Isaías 43:1-13 é uma das passagens mais ricas em consolo e afirmação da soberania de Deus no Antigo Testamento. Dirigindo-se a Israel, que estava no exílio, o Senhor começa com uma declaração de posse e identidade: "Não temas, porque eu te remí; chamei-te pelo teu nome, tu és meu" (v. 1). Essa é a base de todo o Seu poder em favor do Seu povo. Ele é o Criador ("te formei", v. 1), o Redentor e Aquele que estabelece um relacionamento pessoal e inquebrável, provando que Seu poder não é apenas cósmico, mas pessoal e zeloso.

A soberania divina é demonstrada de forma vívida nas promessas de proteção e presença inabaláveis. O Senhor garante que o Seu povo passará por provações extremas: "Quando passares pelas águas, eu serei contigo; e quando pelos rios, eles não te submergirão; quando passares pelo fogo, não te queimarás, nem a chama arderá em ti" (v. 2). Essas imagens de águas e fogo simbolizam as maiores calamidades e desafios da vida, incluindo o cativeiro. O poder de Deus se manifesta não na remoção da dificuldade, mas na presença fiel e capacidade de preservação no meio dela. Nenhuma força da natureza ou humana pode ferir permanentemente aqueles que Ele escolheu, pois Ele é "o Senhor teu Deus, o Santo de Israel, o teu Salvador" (v. 3).

Isaías eleva ainda mais o conceito de soberania ao descrever o Deus de Israel como o Senhor da História e das Nações. Ele demonstra Seu poder de resgate prometendo reunir Israel de todos os cantos do mundo (v. 5-7). Para realizar isso, Ele declara: "darei o Egito por teu resgate, a Etiópia e Sabá por ti" (v. 3). Isso significa que Ele usa Seu poder para reorganizar a geopolítica e os destinos das nações para cumprir Seu plano para Seu povo. Os impérios e reinos são apenas ferramentas em Suas mãos, provando que Ele tem autoridade suprema sobre todos os governos e fronteiras, e que Seu amor por Israel supera o valor de outras nações.

O versículo chave 13 serve como a grande conclusão teológica dessa seção: "Ainda antes que houvesse dia, eu sou; e ninguém há que possa fazer escapar das minhas mãos; operando eu, quem impedirá?" Essa passagem é a mais clara afirmação da eternidade e onipotência de Deus. Ele existe antes do tempo; Seu poder é incontrastável, e Sua ação é irrevogável. Essa soberania total é o que garante que as promessas de redenção, proteção e reunião não são meros desejos, mas sim decretos divinos que serão cumpridos com certeza absoluta, independentemente de qualquer oposição humana.

Portanto, Isaías 43:1-13 pinta o retrato de um Deus cujo poder soberano é a nossa maior esperança. Ele não é um poder distante, mas um poder pessoal que chama pelo nome; um poder redentor que resgata do fogo e da água; um poder cósmico que comanda nações; e um poder eterno que opera sem impedimento. Ele é o único Deus (v. 10-11) e, por isso, Seu povo pode viver sem temor.

Pr. Eli Vieira

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

O Papel Transformador do Cristianismo

 

O Papel Transformador do Cristianismo

        A história oferece diversos exemplos de como a fé cristã influenciou profundamente a transformação de nações e cidades, moldando seus valores, instituições e cultura. Este capítulo examinará três casos notáveis: a Escócia, a Suíça e a Coreia do Sul, destacando como o cristianismo contribuiu para a formação de suas identidades e para o seu desenvolvimento social, político e econômico.

        12.1   A Escócia: O Presbiterianismo e a Formação da Nação - A Reforma Escocesa do século XVI, liderada por John Knox, teve um impacto profundo na história e na cultura da Escócia. O presbiterianismo, com sua ênfase na soberania de Deus, na autoridade das Escrituras e no governo representativo da igreja, moldou não apenas a vida religiosa, mas também a estrutura social e política do país.


A influência do presbiterianismo pode ser vista na valorização da educação, na criação de um sistema educacional público e acessível, e no desenvolvimento de uma forte ética do trabalho, que contribuiu para o desenvolvimento econômico da Escócia. Além disso, os princípios presbiterianos influenciaram o desenvolvimento do sistema legal e político escocês, que se caracterizou por sua ênfase na justiça, na igualdade e na limitação do poder do Estado.

     O historiador Thomas M. Devine, em sua obra The Scottish Nation: A History, 1700–2000, destaca a centralidade do presbiterianismo na formação da identidade escocesa:

 O presbiterianismo não foi apenas uma força religiosa na Escócia, mas também um fator crucial na formação de sua identidade nacional e no desenvolvimento de suas instituições. A ênfase na educação, na ética do trabalho e no governo representativo moldou profundamente a sociedade escocesa e contribuiu para o seu sucesso nos séculos seguintes" (DEVINE, 1999, p. 45).

      Além disso, a influência do presbiterianismo na Escócia pode ser vista na ênfase dada à responsabilidade social e ao cuidado com os pobres. A igreja presbiteriana desempenhou um papel ativo na criação de instituições de caridade e no desenvolvimento de políticas sociais que visavam aliviar a pobreza e promover o bem-estar social.

W. Stanford Reid, em Trumpeter of God: A Biography of John Knox, sublinha o impacto de Knox na educação popular:

 Knox e os reformadores escoceses tinham uma visão radical para a educação, propondo uma escola em cada paróquia para garantir que todos, ricos e pobres, meninos e meninas, pudessem ler a Bíblia por si mesmos. Essa visão lançou as bases para o sistema educacional universal que se tornaria uma marca registrada da Escócia" (REID, 1974, p. 270).

Essa dedicação à educação e ao bem-estar social demonstrou a aplicação prática de uma fé que buscava transformar a sociedade em todas as suas dimensões. James Kirk, em Patterns of Reform: Continuity and Change in the Reformation Kirk, também aponta para a visão abrangente dos reformadores escoceses: 


A Reforma na Escócia não foi meramente uma mudança de doutrina, mas uma reordenação completa da sociedade, com a igreja assumindo um papel central na educação, no cuidado social e na moral pública, buscando a transformação de toda a nação sob a Palavra de Deus" (KIRK, 1989, p. 300).

 

     12.2      A Suíça: A Reforma e a Gênese da Democracia Moderna - A Reforma Suíça, liderada por Ulrico Zwinglio em Zurique e João Calvino em Genebra, teve um impacto duradouro não apenas na história da igreja, mas também no desenvolvimento do pensamento político e social ocidental. A ênfase reformada na soberania de Deus, na lei e no pacto influenciou o desenvolvimento de instituições políticas caracterizadas pelo governo limitado, pela separação de poderes e pela proteção dos direitos individuais.

Em Genebra, Calvino estabeleceu uma república que serviu de modelo para o desenvolvimento de outras comunidades reformadas na Europa e na América do Norte. A ética do trabalho calvinista, com sua ênfase na diligência, na frugalidade e no reinvestimento, contribuiu para o desenvolvimento econômico da Suíça e para o surgimento do capitalismo moderno. Além disso, a tradição  reformada  suíça  valorizou  a  educação,  alfabetização e o engajamento cívico, lançando as bases para o desenvolvimento de uma sociedade civil forte e participativa.

       O historiador William G. Naphy, em seu livro Calvin and Geneva, argumenta que a influência de Calvino em Genebra foi fundamental para o desenvolvimento da democracia moderna:

 A experiência de Genebra sob a liderança de Calvino demonstrou a viabilidade de uma forma de governo que combinava princípios bíblicos com ideias políticas inovadoras. A ênfase na lei, no pacto e na participação cidadã lançou as bases para o desenvolvimento da democracia moderna e influenciou o pensamento político em toda a Europa e além" (NAPHY, 2007, p. 189).

   A Suíça, com sua tradição de autonomia local e governo representativo, tornou-se um exemplo de sucesso de como os princípios cristãos podem informar a organização política e social de uma nação. A ética protestante do trabalho, com sua ênfase na diligência, na honestidade e na responsabilidade, também contribuiu para o desenvolvimento econômico da Suíça, que se tornou um centro financeiro e comercial de importância global. Max Weber, em A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo, embora controverso, popularizou a ideia da ligação entre a ética calvinista e o desenvolvimento econômico:

 A ética ascética protestante, especialmente o calvinismo, com sua ênfase na vocação, na diligência e na poupança, criou um 'espírito' que foi altamente favorável ao desenvolvimento do capitalismo moderno" (WEBER, 2004, p. 120).

Benedict E. W. L. B. Spinoza, embora não um reformado, em seu Tratado Teológico-Político, ao discutir a liberdade de pensamento na Holanda, indiretamente aponta para um ambiente influenciado por princípios reformados que valorizavam a liberdade de consciência e a tolerância, elementos cruciais para o desenvolvimento democrático:

A experiência holandesa demonstra que a liberdade de filosofar e de expressar opiniões, longe de perturbar a paz da república, é essencial para a sua prosperidade e para o avanço da piedade e da moralidade. Isso se alinha com a busca por uma sociedade onde a razão e a fé possam coexistir em harmonia" (SPINOZA, 2004, p. 195).

     12.3     A Coreia do Sul: O Cristianismo e a Transformação de uma Nação - A história da Coreia do Sul no século XX é um exemplo notável de como o cristianismo pode desempenhar um papel transformador em uma nação. No início do século, o cristianismo era uma religião minoritária na Coreia, mas cresceu de forma explosiva nas décadas seguintes, influenciando profundamente a sociedade coreana.

O cristianismo desempenhou um papel crucial na luta pela independência da Coreia do domínio japonês, com muitos líderes cristãos envolvidos no movimento de resistência. Após a Guerra da Coreia, a igreja coreana desempenhou um papel fundamental na reconstrução do país, oferecendo ajuda humanitária, educação e apoio espiritual a uma população traumatizada e empobrecida.

      Além disso, o cristianismo contribuiu para o desenvolvimento econômico da Coreia do Sul, com muitos cristãos envolvidos em negócios e empreendimentos que adotaram uma ética de trabalho diligente e honesta. A  ênfase cristã na educação e no desenvolvimento pessoal também ajudou a impulsionar o crescimento intelectual e cultural do país. Hoje, a Coreia do Sul é um dos países mais cristãos da Ásia e um exemplo de sucesso econômico e social.

O sociólogo David Yong-Gi Cho, em seu livro Successful Church Growth, observa o impacto transformador do cristianismo na Coreia do Sul: 

O crescimento explosivo da igreja coreana no século XX foi um fator crucial na transformação da Coreia do Sul. O cristianismo não apenas ofereceu esperança e consolo a um povo sofrido, mas também desempenhou um papel fundamental na promoção da educação, no desenvolvimento econômico e na construção de uma sociedade mais justa e compassiva" (CHO, 1981, p. 98).

        A influência do cristianismo na Coreia do Sul pode ser vista em diversos aspectos da sociedade, desde a ênfase na educação e no serviço social até a promoção da democracia e dos direitos humanos. A igreja coreana tem sido uma voz profética em questões de justiça social e tem desempenhado um papel ativo na defesa dos marginalizados e oprimidos. Bong-ho Son, em Christianity and Korean Society, destaca a contribuição da igreja para a democratização:

A igreja coreana, especialmente durante os períodos de ditadura, serviu como um refúgio para a dissidência e um catalisador para o movimento democrático. Seus líderes e membros estiveram na vanguarda da luta pelos direitos humanos e pela liberdade política" (SON, 2005, p. 150).

       Daniel J. Lee, em Korean Christianity and the Rise of the New Asia, explora a interconexão entre a fé e o desenvolvimento:

 O cristianismo na Coreia do Sul não foi apenas um fenômeno religioso, mas uma força social e cultural que impulsionou a modernização, a educação e o desenvolvimento econômico. A ética protestante do trabalho e o compromisso com a educação foram fatores chave para o 'milagre do rio Han'" (LEE, 2013, p. 88).

    Eun-Sik Yang, em The Korean Pentecost: The Great Revival of 1907, descreve o impacto espiritual que precedeu e impulsionou as mudanças sociais:

 O Grande Avivamento de 1907 não foi apenas um evento espiritual, mas teve profundas implicações sociais e culturais. Ele gerou um fervor missionário e um compromisso com a educação e o serviço social que foram cruciais para a transformação da Coreia do Sul no século XX" (YANG, 2007, p. 120).

      Os exemplos da Escócia, da Suíça e da Coreia do Sul demonstram o poder transformador do cristianismo na história das nações. Em cada caso, a fé cristã, com seus princípios e valores distintos, desempenhou um papel crucial na formação da identidade nacional, no desenvolvimento das instituições políticas e sociais e na promoção do desenvolvimento econômico e cultural. Esses exemplos nos lembram do potencial da igreja para ser uma força para o bem no mundo, influenciando a sociedade de forma positiva e duradoura.

 

Referências:

1-CHO, David Yong-Gi. Successful Church Growth. South Plainfield, NJ: Bridge Publishing, 1981.

2-DEVINE, T. M. The Scottish Nation: A History, 1700–2000. New York: Viking, 1999.

3-KIRK, James. Patterns of Reform: Continuity and Change in the Reformation Kirk. Edinburgh: T&T Clark, 1989. 

4-LEE, Daniel J. Korean Christianity and the Rise of the New Asia: From the Great Revival to the Twenty-First Century. Lanham, MD: Lexington Books, 2013.

5-NAPHY, William G. Calvin and Geneva. Stroud, UK: Tempus, 2007.

6-REID, W. Stanford. Trumpeter of God: A Biography of John Knox. New York: Charles Scribner's Sons, 1974.

7-SON, Bong-ho. Christianity and Korean Society. Seoul: Seoul National University Press, 2005.

8-SPINOZA, Benedictus de. Tratado Teológico-Político. Tradução de Diogo Pires Aurélio. Lisboa: Imprensa Nacional-Casa da Moeda, 2004.

9-WEBER, Max. A Ética Protestante e o Espírito do Capitalismo. Tradução de José Marcos Mariani de Macedo. São Paulo: Companhia das Letras, 2004.

10-YANG, Eun-Sik. The Korean Pentecost: The Great Revival of 1907. Seoul: Presbyterian College and Theological Seminary Press, 2007.


Texto extraído do Livro O CRISTÃO NO MUNDO DE DEUS de Eli Vieira

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