Seja o nosso parceiro neste ministério. Adquira o Ebook COMUNHÃO COM DEUS.

Seja o nosso parceiro neste ministério. Adquira o Ebook COMUNHÃO COM DEUS.
Seja o nosso parceiro neste ministério. Clique e o conheça

Conheça e adquira o Ebook do Livro do Pr. Eli Vieira já está Disponível

Conheça e adquira o Ebook do Livro do Pr. Eli Vieira já está Disponível
Disponível na Amazon

terça-feira, 10 de novembro de 2015

Feminismo, Marxismo e outros Abismos

.



O movimento feminista tem crescido e ganhado força até mesmo dentro das igrejas. Desde reivindicações a ordenação de mulheres até uma revisão terminológica que nega a descrição paternal de Deus, preferindo chamá-lo de “Mãe Celestial”, o feminismo tem feito muitos estragos dentro da comunidade da fé. Tenho observado nas redes sociais um leque de compartilhamentos com conteúdos oriundos de coletivos feministas que gritam pela emancipação da mulher e defendem a plena igualdade de gênero (ou a inexistência do mesmo). Mas, se queremos ser chamados de cristãos, precisamos ter uma opinião solidificada na Escritura para tratar desta questão. Diferente dos outros escritos para a série sobre “marxismo cultural”, evitarei citações de outros livros para focar naquilo que nos diz a Bíblia, partindo do pressuposto ortodoxo de que ela é inspirada e isenta de erros, sendo o seu ensino infalível e autoritativo para todo e qualquer cristão.

Homem e Mulher: Diferentes, porém iguais

Lemos em Gênesis 1.27 que “Deus criou o homem à sua imagem; a imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou”. Assim sendo, se somos cristãos e bíblicos, não podemos concordar com o discurso construtivista. Simone de Beauvoir foi quem (nos idos dos anos 1950) propagou a ideia de que a “mulher não nasce mulher”, mas que isto é uma construção social e que é preciso emancipar o sexo feminino a partir de uma visão centrada em si mesma, pois, até então, a identidade feminina era sempre observada a partir das características dos homens. Lendo a Escritura e adotando o pressuposto de que o relato da criação é verdadeiro e consistente, vemos que a diferenciação macho-fêmea é algo que Deus em sua infinita sabedoria arquitetou.

Temos aqui a base para a diferenciação entre os sexos, algo que é biologicamente perceptível, e com muita facilidade. Homens e mulheres têm aparências distintas, o corpo é uma amostra gritante desta diferenciação. Sabemos que tal diferenciação é cromossômica e hormonal. Geneticistas americanos descobriram o gene TDF, encontrado apenas nos homens, este presente no par cromossômico XY. Portanto, um gene entre cerca de 100 mil que formam a bagagem hereditária fundamenta o motivo de haver sexo masculino e feminino[1]. Daí vem às demais distinções: O gene TDF é o formador dos testículos, e neles temos a produção da testosterona, hormônio que influencia na composição do corpo másculo com todas as suas particularidades. De igual modo, as mulheres têm seus hormônios, progesterona e estrógeno, que atuam na formação das características sexuais do corpo feminino.

Se ninguém nasce homem ou mulher, qual o real sentido dessas diferenças tão perceptíveis em nossos corpos? Se, como diz a ideologia de gênero (defendida por muitas feministas), a pessoa escolhe ser o que quiser, independente do corpo e do sexo, aí temos uma verdadeira construção que numa forma de aberração tenta lutar com a própria natureza que desde o nascimento já deixa evidente quem nasce com o sexo masculino e quem nasce com o sexo feminino. Uma construção antinatural e inconsistente. Ponto para Bíblia, que sempre endossou o que diz a biologia.

Agora devemos observar o seguinte: se é verdade que homens e mulheres são diferentes, também é verdade, em certo sentido que iremos estudar, que são iguais. Observemos o relato mais detalhado da criação do ser humano:

Então o Senhor Deus fez cair um sono pesado sobre o homem, e este adormeceu; tomou-lhe, então, uma das costelas e fechou a carne em seu lugar, e da costela que o SENHOR Deus havia tomado, formou a mulher e a trouxe ao homem”. Gênesis 2. 21-22

Aqui encontramos algo que distingue a concepção judaico-cristã da concepção de outros povos da antiguidade: A mulher foi feita da mesma substância que o homem e não de uma inferior, como criam algumas culturas da mesopotâmia e da palestina. Lemos também em Gênesis 1.27 que adam, isto é, o ser humano, foi criado a imagem de Deus, e isto engloba macho e fêmea. Para um melhor entendimento, vejamos o versículo 2 do capítulo 5 do mesmo livro: “Criou o homem e a mulher; e os abençoou, e os chamou pelo nome de Homem (Adam), no dia em que foram criados”. 

Mulheres possuem valor, tem dignidade e devem ser tratadas como seres humanos da mesma estatura que os homens. Não são inferiores intelectualmente e/ou moralmente, como disseram filósofos do gabarito de Aristóteles e até mesmo um iluminista como Voltaire. A Bíblia nunca negou isso, pelo contrário, sempre reafirmou. Sabemos o quão importantes foram as mulheres durante todo o ministério de Jesus Cristo, e que sua primeira aparição após ter ressuscitado foi para três delas (Mc 16. 1-8). Até mesmo o apóstolo Paulo, que muitas vezes é apontado como machista por boa parte das feministas, teve um apreço enorme por muitas mulheres pelas quais chamou de cooperadoras, recebendo honrosas menções em suas epístolas[2].

Agora, devemos separar muito bem as coisas. Igualdade não é o mesmo que igualitarismo. Deus dotou homens e mulheres com características distintas e que se complementam. Esta agenda feminista que exige que mulheres exerçam toda e qualquer função ocupada por homens é um extremo que deve ser evitado. Mais uma vez é preciso se fundamentar biblicamente para tratar a questão com coerência.

Papéis Diferentes e Complementares

A base da relação homem e mulher é a formação da família. Coube ao primeiro casal encher a terra e sujeitá-la (Gn 1.28). A sociedade é o desdobramento da relação familiar e dentro da família os papéis masculino e feminino estão bem delimitados. Em Efésios 5.22-33 temos a delimitação pormenorizada pelo apóstolo Paulo.

No referido texto, Paulo começa dizendo que as mulheres precisam se submeter aos seus maridos. Esta submissão é como sendo uma sujeição ao próprio Cristo. Mas isto não quer dizer que o homem pode tratar a mulher como um lixo e que a mesma tem que se sujeitar a uma situação humilhante. Não! É preciso entender que o papel do marido é semelhante ao de Jesus. O marido é o cabeça do lar, mas sua liderança é a de líder-servo. Jesus amou a igreja ao ponto de se entregar por ela, de igual modo, os maridos devem portar um amor altruísta e sacrificial, exercendo sua liderança não pela força bruta, mas amando. É fato que o homem é biologicamente mais forte que a mulher, e muitos se utilizam desta maior força física para subjugá-las. Paulo ensina que o verdadeiro homem, que se parece com Cristo, abdica de sua força e não exerce um domínio violento. O amor é o elemento pelo qual os maridos exercem sua liderança familiar.

Se no casamento, os papéis são bem definidos, o mesmo vale para a igreja. Biblicamente, cabe ao homem o papel de liderança, o que não quer dizer que este seja um crápula pelo simples fato de liderar. O que torna um homem inapto para exercer liderança é a deturpação do princípio bíblico de que liderar é servir e todo o serviço cristão é pautado em amor. A liderança masculina é inerente à ordem criacional e Satanás tentou inverter quando tentou Eva e esta influenciou Adão. O resultado foi o mais desastroso entre todos os desastres. O pecado surgiu com a inversão da ordem estabelecida por Deus. De igual modo, não pode haver na igreja uma contraversão que coloque mulheres exercendo autoridade sobre os homens. Daí a inconsistência do pastorado feminino, que em nenhum local da Escritura encontra respaldo, muito pelo contrário (veja p. ex., 1 Tm 2.11-14).

As mulheres não estão segregadas ao ostracismo, elas podem ser ativas e são. Muitas mulheres na história da igreja foram úteis em ministérios de oração, educação infantil, ação social e evangelização. Não foram poucas as mulheres que educaram homens que se tornaram pastores fiéis, e que por meio da pregação ortodoxa glorificaram a Deus e trouxeram muitos ao arrependimento. Estes ministérios não podem ser encarados como inferiores. Tem muita importância e glorificam a Deus. As mulheres não exercem liderança oficiosa sobre os homens, este é o ponto. O igualitarismo não fará com que as mulheres se sintam algo a mais por fazerem exatamente aquilo que fazem os homens. O que dá sentido a vida de alguém é a noção de que se está fazendo aquilo que Deus requer para si de forma fiel e amorável.

Ademais, existe uma compatibilidade no binômio macho-fêmea que os tornam um por meio do matrimônio. Deus criou Eva para ser uma auxiliadora idônea (Gn 2.28) e aqui temos dois sentidos. Podemos interpretar como mesma estatura ao ponto de Adão poder olhá-la diretamente, olhos nos olhos, e também podemos inferir que seja o correspondente a posição oposta, a banda que forma um todo. Assim, toda mulher que foge do casamento e da maternidade (ou adia) para se dedicar a uma carreira profissional, achando que irá se realizar na vida, comete um equívoco e alcançará frustração, pois, está abnegando daquilo que é sua incumbência natural. Não afirmo que não possa trabalhar e almejar um bom cargo, apenas saliento que estes devem ser objetivos secundários.

Um abismo chama outro abismo

Quando o feminismo surgiu, algumas pautas eram até justas[3], todavia, o movimento se perdeu em pressupostos marxistas e tentaram redefinir o papel das mulheres na sociedade. Para os coletivos feministas-marxistas, o modelo patriarcal é basilar para o sistema capitalista e por isso é necessário subverter o papel da família para se atingir os ideais revolucionários e estabelecer o regime do proletariado. Acontece que a subversão não para por aí.

Após a proposta de redefinição do papel social da mulher, houve a defesa de uma redefinição da sexualidade. Sexo livre e homossexualidade foram os primeiros frutos colhidos. Muitas lésbicas endossaram os coletivos feministas e pregaram a legitimação do casamento gay. Atualmente a ideologia de gênero é pauta principal, juntamente com a legalização do aborto, pois, afirmam que a mulher tem o direito de fazer o que quiser com o seu corpo. Quer algo mais anticristão do que os assuntos elencados? O moderno movimento feminista é mais um instrumento nas mãos do marxismo cultural para doutrinar a sociedade com conceitos divergentes daquilo que o cristianismo sempre apregoou e tem ganhado cada vez mais espaço nos governos de esquerda, tornando-se pastas que abertamente lutam pela emancipação feminina, associadas aos grupos LGBT’s e outras ditas minorias.

Recentemente, um vídeo campanha protagonizado por atores globais exaltou o direto da mulher de decidir interromper a gravidez. A campanha intitulada “Meu corpo, Minhas regras” tem 30 mil “deslikes” a mais do que likes, demonstrando que a sociedade não digere bem este tipo de abordagem leviana e pobre. Existe uma moção de repúdio contra o vídeo (você pode assinar clicando aqui). O corpo da criança não nascida não é uma extensão do corpo da mãe. E pouco importa o tempo de semanas do embrião. O que há no ventre da mulher é um ser vivo e portador da imago Dei, é assim que trata a Escritura (Gen. 25:22; Jer 1.5; Sal 22:9-10; 71:6). Perceba que a filiação antecede o nascimento de acordo com Lc 1.36, 41, 44. Logo, abortar é assassinato, um pecado hediondo e que Deus sempre puniu com severidade.

À guisa de conclusão, fica nítida a inconsistência entre os ideais feministas - intoxicados de marxismo - e o ensino bíblico. O materialismo e o construtivismo são pensamentos que contrastam com o Evangelho, este último, é metafísico e sustenta a ordem criacional. Por isso, estejamos alertas e combativos. Quando o feminismo começar se infiltrando em nossas congregações, usemos a Bíblia para que este mal seja arrancado fora do seio da Igreja. Fiquemos com o compatibilismo de Gênesis 1.27:

Deus criou o homem à sua imagem; a imagem de Deus o criou, homem e mulher os criou”.

____________
Notas:
[1] Saiba mais clicando aqui: http://super.abril.com.br/ciencia/cromossomos-coisa-de-homem
[2] Seria bom ler o Capítulo 16 de Romanos e contar quantas mulheres são saudadas pelo apóstolo Paulo.
[3] Direito ao voto, direito a educação e salários iguais para funções iguais exercidas por funcionários homens são exemplos de pautas que considero justas. 

***
Autor: Thiago Oliveira
Fonte: Electus

A REFORMA NOS DEU UM LUGAR À MESA




Por Kevin DeYoung

Junto com a justificação, não houve questão mais ferozmente debatida durante a Reforma que a doutrina da Ceia do Senhor. Embora os reformadores nem sempre concordassem entre si quanto ao significado da Ceia, eles estavam unidos em sua oposição à noção católica romana da transubstanciação. Usando as categorias de Aristóteles, os teólogos católicos ensinavam que a substância do pão e do vinho eram mudados, enquanto os acidentes permaneciam os mesmos. Assim, os elementos eram transubstanciados nos verdadeiros corpo e sangue de Cristo, mas ainda permaneciam com a aparência externa de pão e vinho.


De acordo com o ensino católico, quando Jesus pegou o pão e disse “este é meu corpo”, ele quis dizer “esse pedaço de pão é minha carne física, real e genuína”.Todos os reformadores concordavam em ridicularizar essa posição como absurda (John Tillotson, pregador do século XVII, foi o primeiro a especular que havia uma conexão entre a frase em latim hoc est corpus meum [“este é meu corpo”] e fórmula mágica hocus pocus). Protestantes tem concordado que Jesus estava empregando uma figura de linguagem no cenáculo. Assim como “eu sou o bom Pastor” não significava que Jesus cuidava de animais que fazem “béé”, “eu sou a porta” não significava que Jesus funcionava com dobradiças, e “aquele que crê em mim… do seu interior fluirão rios de água viva” não significava que os discípulos iam jorrar H20 por uma válvula, da mesma forma, “este é meu corpo” não significava que “esse pedaço são minha carne e osso aristotelicamente definidos” (cf. 1 Co 10.4).

Lutero e seus seguidores rejeitaram a transubstanciação, mas eles não rejeitaram completamente a real presença física de Cristo. Ao afirmar a consubstanciação, luteranos tem defendido que, embora o pão permaneça verdadeiro pão e o vinho, verdadeiro vinho, ainda assim a presença física de Cristo também está presente “em, com e sob” os elementos.

Uma terceira visão da Ceia do Senhor, chamada de visão memorial, é frequentemente atribuída a Ulrich Zwínglio, embora não esteja claro se isso captura todo o seu pensamento. Nessa visão, a comunhão é simplesmente um banquete de lembrança. Não há nada místico e não há presença real para criar polêmica. O pão e o vinho permanecem os bons e velhos pão e vinho. Eles servem como um lembrete do sacrifício de Cristo, um memorial a sua morte por nossos pecados.

A quarta visão – e, para mim, a visão correta – é normalmente associada com João Calvino. Calvino acreditava que a Ceia era um banquete comemorativo, mas ele cria que também era um baquete de comunhão. Ele acreditava em uma presença real, uma presença espiritual real, pela qual nós banqueteamos em Cristo pela fé e experimentamos sua presença por meio do ministério do Espírito Santo. Como o Catecismo de Heidelberg afirma, pela fé, “nós participamos do Seu verdadeiro corpo e sangue” (Q. 79).

Ninguém duvida que a Ceia do Senhor seja, pelo menos em parte, um memorial. Nós relembramos a Última Ceia e relembramos a morte de Cristo (1 Co 11.23, 26). E, quando relembramos sua paixão no passado, proclamamos sua morte até que ele venha no futuro. Mas a Ceia do Senhor é mais que mera cognição mental. 1 Coríntios 10.16 diz: “Porventura o cálice de bênção, que abençoamos, não é a comunhão (koinonia) do sangue de Cristo? O pão que partimos não é porventura a comunhão (koinonia) do corpo de Cristo?”. Quando bebemos do cálice e partimos o pão, participamos e temos comunhão com o corpo e sangue de Cristo. Somos unidos a ele e experimentamos uma profunda e espiritual koinonia com ele. Obtemos o alimento espiritual que vem dele (Jo 6.53-57) e, como crentes, unimo-nos ao redor dele (1 Co 10.17). Cristo está verdadeiramente presente conosco na Mesa.

Uma Refeição, Não um Sacrifício

Tão importante quanto entender o significado da Ceia do Senhor é entender que é uma ceia o que estamos celebrando. O banquete sacramental é uma refeição, não um sacrifício. A última sentença do parágrafo anterior é essencial, não somente por causa da primeira cláusula (sobre a presença de Cristo), mas também por causa da última palavra. Ao celebrar a Comunhão, nos achegamos a uma mesa, não a um altar. Dentre todas as redescobertas críticas da Reforma, é fácil ignorar a importância de recuperar a Ceia do Senhor como uma refeição pactual (não uma re-apresentação da morte expiatória de Cristo) com todos os elementos (pão e vinho) distribuídos a cada crente (não mais negando o cálice aos leigos). A Ceia do Senhor funciona como uma mesa de família em que podemos desfrutar de comunhão uns com os outros e com nosso Anfitrião, participando do rico banquete de bênçãos compradas para nós na cruz.

Eu temo que em igrejas demais a Ceia do Senhor é ou celebrada com tão pouca frequência que é quase esquecida, ou celebrada com tal monotonia irrefletida que as pessoas a toleram, em vez de apreciá-la. A Ceia do Senhor deveria alimentar e fortalecer-nos. O Senhor sabe que nossa fé é fraca. É por isso que ele nos deu sacramentos para ver, provar e tocar. Tão certamente quanto você pode ver o pão e o cálice, assim também é certo o amor de Deus por você através de Cristo. Tão certo quanto você mastigar a comida e beber a bebida é o fato de Cristo ter morrido por você. Aqui na Mesa a fé torna-se vista. Os simples pão e vinho fornecem segurança de que Cristo veio por você, Cristo morreu por você, Cristo está vindo de novo por você. Sempre que comemos do pão e bebemos do cálice, não somente re-proclamamos a morte do Senhor até que ele venha outra vez (1 Co 11.26), nós também re-convencemos a nós mesmos da provisão de Deus na cruz.

Não diminua os auxílios visuais preferidos de Deus – batismo e Ceia do Senhor – e passe direto para os vídeos, teatros e adereços que chamam a atenção das pessoas. Que erro pensar que esses “sinais e selos” serão de alguma forma tão eficazes quanto aqueles instituídos pelo próprio Cristo. Pastores que ignoram os sacramentos ou nunca instruem a congregação a entender e apreciá-los estão privando o povo de Deus de um tremendo encorajamento em sua caminhada cristã. Que bênção é ouvir o evangelho e também comê-lo.

É claro, este comer e beber deve ser realizado em fé para ser eficaz. Os elementos em si não nos salvam. Mas, quando os comemos e bebemos em fé, podemos ter certeza de que recebemos perdão de pecados e vida eterna. Mais do que isso: nós recebemos uma imagem de nossa união com Cristo. Ao comermos o pão e bebermos do cálice, temos comunhão com ele, não arrastando Cristo do céu, mas experimentando sua presença por meio do Espírito Santo. Não cheguemos à Ceia do Senhor com fastio e baixas expectativas. Se você derramar uma lágrima à Mesa, que não seja por tédio, mas por gratidão e puro assombro e deleite. “De joelhos em adoração, em gozo e paz sem fim, com gratidão hei de clamar: ‘Por que escolheste a mim?’”.

***
Traduzido por Josaías Jr no Reforma 21

segunda-feira, 9 de novembro de 2015

A comunicação no casamento

.



Atender as nossas necessidades e às expectativas do nosso cônjuge, e tudo isso harmoniosamente, tem sido um grande desafio através dos séculos. O primeiro problema de comunicação surgiu no Éden, quando nossos primeiros pais, Adão e Eva pecaram contra Deus. Como filhos de Adão, o pecado também afetou todas as áreas da nossa vida, inclusive a comunicação.

Um casamento bem sucedido é construído e mantido pela ponte da boa comunicação. Para lograrmos êxito precisamos de uma boa comunicação. Para que nossa comunicação seja satisfatória é necessário que cada um expresse seus pensamentos, sentimentos e desejos de modo que o outro ouça e entenda.

Parece simples, mas não é. Pastores e conselheiros afirmam que as queixas mais ouvidas são do tipo: “ele simplesmente não se comunica. Há anos eu tento fazê-lo conversar comigo”. Ou então: “é impossível entendê-la. Não há sintonia entre nós. Portanto, eu desisto, não quero mais viver com ela”.

Surgem então os problemas. As dificuldades de comunicação concebem intermináveis conflitos, provocados em sua grande maioria por problemas comuns e básicos. Começamos a nos armar como se fôssemos travar uma verdadeira briga contra um terrível inimigo. Mas espere aí! Ele é o nosso próprio cônjuge! E por falar em brigas... Em sua opinião, quais são as principais armas que temos levado à briga? Neste post gostaria de compartilhar com você pelo menos algumas armas que considero extremamente letais para o casamento:

Principais armas contra a comunicação eficaz

1. Memória rancorosa. Conhecida também como “síndrome do baú”, diz respeito às mágoas do passado que guardamos por muito tempo e que trazemos à memória justamente no momento de uma discussão, prejudicando o nosso relacionamento e destruindo a ponte para o diálogo.

2. Frases duras e desnecessárias. Por que precisamos discutir algum assunto ou reclamar de alguma coisa com raiva? Por que gritamos e usamos palavras tão duras? Você já notou que até a expressão de nosso rosto muda quando somos grosseiros. O que ensinamos para os nossos filhos quando agimos assim? O que você faria se alguém entrasse na sua casa no exato momento em que você está brigando com seu cônjuge?

3. Comparações sem nenhum sentido. A esposa se desentendeu com o marido porque ele deixou mais uma vez os sapatos na sala ou não abaixou a tampa do vaso sanitário, mas a discussão se avoluma e sem nenhuma objetividade e inteligência vai parar nas comparações entre as sogras. Pobres sogras, sempre sobra pra elas! As comparações sem sentido são semelhantes à tentativa de se apagar um incêndio com gasolina.

4. Ataques pessoais. Esta é uma arma terrível. Não há coisa mais triste do que ferirmos aquele que prometemos amar, honrar e respeitar com gozações, apelidos e ridicularizações. Os maridos nunca devem rir ou fazer gozações quando estiverem discutindo alguma coisa com sua esposa. Já as mulheres não podem usar o excesso de lipídios abdominais de seu marido para ridicularizá-lo em meio a uma discussão só porque ele é buchudinho[1].

5. Silêncio total. O casal briga e depois fica sem se falar na mesma casa por semanas evitando o encontro. Os filhos percebem e acham tudo muito estranho. Parece que seus pais não se conhecem. Nós, maridos, somos experts nisso, “matamos na unha” quando ficamos chateados e ainda batemos no peito dizendo: “a nossa melhor arma é o silêncio”. Mas onde fica o diálogo nisso tudo?

O que fazer e não fazer na comunicação?

1. Não levante o passado de seu cônjuge, mas perdoe. O livro de Provérbios diz que “O que guarda a boca e a língua guarda a sua alma das angústias” (Pv 21.23). O perdão sincero constrói sólidas pontes para uma comunicação sincera e amorosa entre o casal.

2. Não seja grosseiro, mas educado como se tratasse um estranho. Você já percebeu que dificilmente nós tratamos um estranho com grosserias? Por que deve ser diferente com quem tanto amamos? A Bíblia diz que “O homem iracundo suscita contendas, mas o longânimo apazigua a luta” (Pv 15.18). Quando usamos a Palavra de Deus em nossa comunicação transformamos uma briga em entendimento pacificador e cheio de perdão (Pv. 15.1).

3. Não conte histórias sem fim, antes seja conciso e objetivo. As diferenças ou divergências sempre existirão, e nós precisaremos sempre enfrentá-las com objetividade. Em meio a uma discussão nunca fuja do foco. Esteja pronto para ouvir, tardio para falar e se irar (Tg 1.19). “A discrição do homem o torna longânimo, e sua glória é perdoar as injúrias.” (Pv 19.11).

4. Não pague na mesma moeda, antes seja positivo, amável, altruísta (ainda que não sinta vontade). “Não digas: Como ele me fez a mim, assim lhe farei a ele; pagarei a cada um segundo a sua obra.” (Pv 24.29). As palavras sábias em meio a uma discussão promovem a cura das feridas porque são cheias de amor e de encorajamento (Pv 12.18; 16.24). Nunca demore para perdoar ou pedir perdão.

5. Não fique emburrado, nem dê tratamento silencioso, mas seja cooperador e edifique ao seu cônjuge com suas palavras. Se usarmos a Bíblia como o fundamento da nossa comunicação nós edificaremos quem mais amamos com nossas próprias palavras. O silêncio não pode ser utilizado pelo casal como uma arma da carne. Devemos falar a verdade em amor (Pv 27.5) e sempre ouvir também, pois isso faz muito bem para o relacionamento (Pv 19.20).

Como melhorar a minha comunicação?

1. Seja dedicado. Se você deseja que o seu cônjuge mude, que ele se comunique, converse com você, tome a iniciativa e mude primeiro. Para essa tarefa duas coisas serão extremamente importantes: esforço e boa vontade. Deus pode realizar por meio de você algo que você nunca imaginou.

2. Seja humilde, reconheça suas limitações e ore. Deus, em sua soberania, planejou tudo de maneira tão sábia que a nossa santificação ou aperfeiçoamento em santidade de vida só acontecerá se antes de nos comunicarmos com o nosso cônjuge exercitamos a nossa comunicação com Deus. A realidade é que temos orado muito pouco. A pergunta é: Quanto tempo você tem gastado em oração por seu marido ou esposa? A oração nos faz mais humildes, mais dependentes de Deus e da sua graça. O exercício da humildade nos leva à submissão, quebra o nosso orgulho, nos transforma em servos uns dos outros.

3. Busque sempre bons conselhos. Não fique ilhado. Todos nós precisamos de conselheiros bíblicos, classes de casais, conferências e reuniões para sermos supridos. Os casais mais velhos devem ajudar os casais mais novos. Lembre-se: isso é bíblico.

4. Estude a Palavra e leia bons livros. Leia e estude a Bíblia. Nela encontramos o padrão divino para a comunicação eficaz no casamento. Utilize bons livros e torne-se um pesquisador do assunto. Muita coisa boa tem sido publicada sobre comunicação em livros cristãos para casais.

Conclusão

Não existe casamento perfeito, e isto é fato. A razão pura e simples é porque nós não somos perfeitos! Contudo, a Bíblia nos diz que Deus é perfeito e misericordioso. Ele nos revelou em sua Palavra a graça abundante e maravilhosa do nosso Senhor Jesus Cristo, a qual redime e restaura os pecadores e seus casamentos. Ele sempre nos leva novamente ao início de tudo.

____________
Notas:
[1] No Nordeste, barrigudinho.
***
Autor: Rev. Alan Kleber Alves Rocha é sergipano, graduado em teologia pelo Seminário Presbiteriano do Norte (Recife-PE) e mestrando pelo Centro Presbiteriano de Pós-graduação Andrew Jumper. É casado com Adriana e pai da Ester. Pastoreia a Igreja Presbiteriana de Aracaju desde 2009.
Fonte: E a Bíblia com isso?

quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Desconstruindo mitos sobre Calvino



Eu particularmente tenho sido abordado por irmãos queridos sobre a vida de Calvino. Na verdade, os conceitos e ideias que alguns possuem sobre o Reformador francês são extremamente equivocados. O meu amigo Franklin Ferreira, publicou no "Voltemos o Evangelho" alguns mitos que parte da igreja brasileira tem desenvolvido sobre o reformados, os quais resolvi reproduzir abaixo.

Vale a pena a leitura!

Renato Vargens

Desconstruindo mitos sobre Calvino

Mito: Calvino inventou a doutrina da predestinação. 

Fato: Entre outros, Agostinho, Anselmo, Aquino, Lutero e Zwinglio ensinaram e escreveram sobre a doutrina da predestinação antes de Calvino, enfatizando a livre graça de Deus triunfando sobre a miséria e escravidão ao pecado. 

Mito: A doutrina da predestinação é central na teologia de Calvino. 

Fato: Em seus escritos, especialmente nos comentários, Calvino trata do tópico quando o texto bíblico exige. E como alguns eruditos têm sugerido, o tema central de sua teologia parece ser a união mística do fiel com Cristo. 

Mito: Calvino não tinha interesse em missões. 

Fato: Entre 1555 e 1562 um total de 118 missionários foram enviados de Genebra para o exterior – um número muito superior ao de muitas agências missionárias da atualidade. E os primeiros mártires da fé evangélica nas Américas foram enviados por Calvino ao Brasil para encontrar um lugar de refúgio para os reformados perseguidos na Europa e evangelizar os índios. 

Mito: A crença na predestinação desestimula a oração. 

Fato: Calvino escreveu mais sobre a oração do que a predestinação nas Institutas, enfatizando a oração como um meio de graça por meio do qual a vontade de Deus é realizada e suas bênçãos são derramadas. 

Mito:Calvino é o pai do capitalismo. 

Fato:As forças que moldaram o capitalismo moderno já estavam presentes na cultura ocidental cerca de 100 anos antes da reforma. O que Calvino valorizou em seus escritos foi o estudo, o trabalho, a frugalidade, a disciplina e a vocação como meios de superar a pobreza. Ele não condenou a obtenção de lucros advindos do trabalho honesto. 

Mito: Calvino foi o ditador de Genebra. 

Fato: Ele tinha pouca influência sobre as decisões acerca do ordenamento civil da cidade e não tinha direito de voto em decisões políticas ou eclesiásticas no conselho municipal. Sua influência era persuasiva, por meio de seus sermões e escritos. Em países influenciados pelo pensamento calvinista não surgiram ditadores, nem nas esferas políticas muito menos nas eclesiásticas.

Mito:Calvino mandou matar Miguel Serveto.

Fato: Serveto foi executado por ordem do conselho municipal de Genebra por heresia, especialmente por negar a doutrina da Trindade. Ele havia sido condenado pelas mesmas razões por dois tribunais católicos, só escapando da morte por ter fugido da França. Inexplicavelmente ele foi para Genebra. No fim, todos os reformadores europeus apoiaram unanimemente a decisão do conselho de Genebra. 

Mito: Os ensinos de Calvino são social e politicamente alienantes. 

Fato: Pode-se ver a influência do pensamento de Calvino na revolução puritana de 1641 e na primeira deposição e execução de um rei tirano em 1649, na Inglaterra; no surgimento do governo republicano (com a divisão e alternância do poder, além de ênfase no pacto social); na revolução americana de 1776; na libertação dos escravos e na defesa da liberdade de imprensa. 

Mito: Calvino não tinha interesse em educação. 

Fato: Calvino não só inaugurou uma das primeiras escolas primárias da Europa como ajudou a fundar a Universidade de Genebra, em 1559. Algumas das mais importantes universidades do ocidente, como Harvard, Yale e Princeton foram fundadas por influência dos conceitos educacionais do reformador francês. A imagem permanente associada às igrejas reformadas é que estas sempre têm uma escola ao lado. 

Mito: Os ensinos de Calvino não são bíblicos. 

Fato: Calvino enfatizou fortemente a autoridade e prioridade das Escrituras e praticamente inaugurou o método histórico-gramatical de interpretação bíblica. Escreveu comentários sobre quase todo o Novo Testamento e grande parte do Antigo Testamento, além de milhares de sermões. E sua grande obra foi as Institutas da Religião Cristã, que seria “uma chave abrindo caminho para todos os filhos de Deus num entendimento bom e correto das Escrituras Sagradas”. O reformador francês lutou para que toda a sua cosmovisão estivesse debaixo da autoridade da Bíblia. 

Não quero tratar Calvino de forma não-crítica ou iconográfica. Ele era consciente de suas fraquezas e pecados, e suas muitas orações preservadas dão testemunho de sua humildade e dependência da graça abundante de Deus em Jesus Cristo. O que almejo é levar o amado leitor a deixar de lado as caricaturas e ir direto à fonte, estudando e meditando nas obras de Calvino, reconhecendo-o e levando-o a sério como mestre da igreja (praeceptor eccleisiae). Os benefícios de tal estudo serão incalculáveis para sua vida e para aqueles ao seu redor. 

Franklin Ferreira

JOHN PIPER: COMO OS CRISTÃOS DEVEM PENSAR SOBRE O SOCIALISMO?


Todo sistema político e econômico eventualmente entrará em colapso onde houver impulsos morais insuficientes para restringir o egoísmo humano e encorajar honestidade e as boas obras.

Na igreja, dentro da igreja, ninguém deveria estar faminto, sem um lugar para morar, ninguém deveria estar sem assistencia médica e ninguém deveria estar sem um trabalho. Tudo isso porém deve acontecer através da ajuda voluntaria dos outros fieis, e sem coerção.


Quando Lucas escreve em Atos 2:44-45 “Todos os que criam estavam unidos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e bens, e dividiam o produto entre todos, segundo a necessidade de cada um. ” O que ele quer dizer é que as necessidades eram atendidas por outros crentes mesmo que eles tivessem que vender as coisas que possuíam afim de atende-las. Mas isso era feito voluntariamente. Não removia, pelo contrário, afirmava o uso da propriedade privada. Na verdade, toda a Bíblia, todo Novo Testamento e Antigo Testamento assumem a legitimidade e a necessidade da propriedade privada.

"O socialismo toma emprestado objetivos do cristianismo em atender as necessidades das pessoas, enquanto rejeita a expectativa cristã de que a compaixão seja livre e voluntária." 

O mandamento “Não roubarás! ” Não faz nenhum sentido onde ninguém tem o direito de manter o que é seu. A razão que eu saliento que tudo isso deve ser feito voluntariamente, sem coerção, não pela força, é por causa da forte ênfase que Paulo coloca em “dar aos pobres” em 2 Coríntios 8 e 9 – voluntariamente, sem tristeza ou por necessidade, não compulsoriamente. Lembro-me de um grande debate com um professor e outros alunos quando na Alemanha pela maneira que eles financiam a igreja estatal através de impostos, algo que simplesmente não se encaixa (com as escrituras), pois deve ser sempre “sem tristeza ou necessidade”. Em outras palavras, foi embutido, pelo Espírito Santo, dentro da Igreja, um impulso interno, através do Evangelho, para fazer sacrifícios afim de que outros tenham suas necessidades satisfeitas. Tal impulso não está na natureza humana ou no coração humano apartado da graça de Deus. A graça é tão vital para que esse tipo de amor, misericórdia e sacrifício seja livre e não obrigatório que é lançado como princípio por Paulo em 2 Coríntios 9, por Pedro, em sua primeira carta capítulo 5 quando ele instrui os presbíteros.
Agora, o socialismo, refere-se a um sistema econômico e social que funciona através da, legal, governamental ou militar coerção. Em outras palavras, você vai para cadeia se não fizer tal coisa, e estabelece a propriedade social em detrimento da propriedade privada, ou onde a coerção é usada para estabelecer controle social. Se não a propriedade, pelo menos o controle dos meios de produção na sociedade, e assim, através do controle, efetivamente elimina muitas da implicações e motivações oriundas do uso da propriedade privada.

Em outras palavras, o socialismo toma emprestado objetivos do cristianismo em atender as necessidades das pessoas, enquanto rejeita a expectativa cristã de que a compaixão seja livre e voluntária. O socialismo tem seu poder de atração em certos períodos da história em que as pessoas são atraídas pelas promessas que traz, especialmente em lugares em que as pessoas são ignorantes ou se esquecem da coerção e da força requeridas para implementa-lo. A coerção irá de fato receber seu tiro pela culatra, resultando em maior pobreza, ou na uniformidade no caos, e pior, no abuso da coerção como já vimos acontecer em Estados genocidas como a União Soviética e no Camboja.

Em nossa sociedade há, sem dúvidas, verdadeiras injustiças que criam dificuldades para o pobre sair da pobreza e facilitam para que o rico faça o que é errado e não sofra punição. Mas eu duvido que apontar o modelo econômico da Dinamarca seja o caminho para a sabedoria. A Forbes por exemplo, reporta que de uma população de 5.6 milhões pouco mais de 2 milhões são pensionistas do Estado, desempregados, doentes ou estão em programas sociais de distribuição de renda por outras razões. Outros 800 mil são empregados públicos. Isso é metade da população empregada pelo Estado ou sustentada pelo dinheiro canalizado pelo Estado.

Colocando em outras palavras, de 5.6 milhões de pessoas na Dinamarca, apenas 1.8 milhões de pessoas não dependem diretamente de pensões do Estado, e mesmo dentro desse grupo de 1.8 milhões há um grande foco no uso de creches baratas subsidiadas, assistência médica de graça, bolsas por número de filhos, moradia subsidiada e um grande número de outras maneiras de assegurar rendas adicionais vinda do Estado. Apenas como exemplo, estudantes recebem 5 anos de mensalidades gratuitas nas universidades públicas, eu li sobre um estudante casado que recebe 900 dólares mensais do Estado e creche gratuita, basicamente ele vive totalmente as custas do Estado durante os anos de universidade.


Os políticos de esquerda analizam isso por toda a Europa no momento e todos dizem “esses sistemas estão sobre pressão”, como a maioria dos estados europeus. Conservadores dizem “é uma bomba-relógio”. Em outras palavras todos concordam que “isso não pode continuar”. A crise na Grécia que foi o precursor, e não importa o quão iradas as pessoas fiquem quando seus direitos e liberdades são ameaçadas ou retiradas, você não pode tirar impostos do nada. A base do suporte (financeiro) para esse sistema não estará lá para sempre; para não mencionar outros desestímulos que praguejam as economias socialistas ao longo prazo.

"O socialismo tem seu poder de atração em certos períodos da história em que as pessoas são atraídas pelas promessas que traz, especialmente em lugares que as pessoas são ignorantes ou se esquecem da coerção e da força requeridas para implementa-lo."

Recomendar o socialismo como um sistema que nos fará bem, é, para dizer no mínimo, ter uma visão míope. Em geral eu digo que os impulsos do cristianismo bíblico incluem:

1 – Compaixão ao que está em desvantagem;
2 – Justiça sob a lei sem levar em conta o status;
3 – Liberdade para criar e produzir;
4 – Propriedade Privada.   

Tenho a sensação de que a história, razão e uma maior reflexão bíblica levam à conclusão de que a liberdade e direitos de propriedade levam a um bem-estar de maior longo prazo, ou com dizemos hoje, prosperidade para um número maior. Também não podemos deixar de dizer finalmente que todo sistema político e econômico eventualmente entrará em colapso onde houver impulsos morais insuficientes para restringir o egoísmo humano e encorajar honestidade e as boas obras, mesmo quando ninguém está vendo.



John Piper Stephen é reitor da faculdade de Bethlehem & Seminary em Minneapolis, Minnesota, pregador Batista, calvinista e autor 

Deixando as crianças escolherem… sua sexualidade?

.



Um recente vídeo no YouTube apresentando a resposta de um pai californiano à decisão de seu filho de ter uma boneca viralizou, tendo milhões de visualizações até agora. Se formos acreditar nos comentários deixados nesse vídeo de auto-promoção, esse homem está indicado ao próximo prêmio de Pai do Século. O que ele diz para seu filho que é tão surpreendentemente sábio? Bem, caso você não tenha visto ainda, permita-me preparar o cenário: o pai e o filho vão à loja para devolver um brinquedo repetido que o garoto ganhou de aniversário. Então, o que o garoto escolhe? Uma boneca da pequena sereia! Essa escolha singular provoca a seguinte resposta do pai: “Isso aí, Uhu!!” Ele esta emocionado porque seu filho fez tal escolha corajosa! Então, nosso querido pai prossegue compartilhando sua filosofia de criação de filhos com o mundo: Ele apoiará toda e qualquer decisão que seus filhos fizerem. Ele os amará, não importa o que aconteça. E ele até apoiará eles quando eles fizerem escolhas a respeito de sua sexualidade. Em outras palavras, se seu filho quer escolher “coisas de agora” ou mesmo tornar-se mulher algum dia, esse pai é totalmente a favor. Obrigado, Bruce Jenner!

Claro, essa mentalidade já existe por décadas. Mas, nos bons e velhos tempos, esse pai teria sido zombado e chamado de maluco por muitos. Hoje, ele é considerado legal, compassivo, mente-aberta e corajoso – até um homem de verdade. Assim, nele e em sua mensagem, nós temos uma convergência de dois enganos satânicos a respeito da criação de filhos: (1) Que amor significa apoiar todas as decisões dos nossos filhos, e (2) que nossos filhos são inerentemente bons, logo sabem o que é melhor para eles. Vamos analisar esses dois mitos separadamente…

Primeiro, essa geração de pais tende a definir “amor” como nunca ter de dizer “não” para seus filhos. O pior pecado é fazer seu filho infeliz – ou pior, eles não gostarem de nós! Assim, nós deixamos nossos filhos escolherem suas comidas, suas roupas, suas atividades, suas agendas – e agora, sua sexualidade. Quarenta anos atrás, os pais eram ensinados que a maior prioridade era construir a autoestima de seus filhos. Bem, esse conselho equivocado evoluiu e transformou-se no desejo de destruir qualquer obstáculo à felicidade da criança.

Segundo, os pais de hoje parecem ter abraçado de vez a crença de que seus filhos são essencialmente bons. Em vez de considerar a verdade do pecado original e da depravação total, geralmente as crianças recebem diversas desculpas para suas más escolhas e comportamento ruim. Se eu ganhasse um níquel para cada vez que eu ouvisse “ele é basicamente um bom garoto, sabe?” (mesmo entre cristãos), eu teria uma tonelada de níqueis. Assim, se seus filhos são bons e sabem o que é melhor para eles, eles também sabem que forma de sexualidade é a melhor para eles, certo? Afinal, quem pode dizer a alguém quem ou o que ele deve amar? Isso seria quase abuso infantil! Se meu filho quer uma boneca da Pequena Sereia, ótimo para ele, porque ele (não o pai) sabe o que é o melhor.

A propósito, os “mente-aberta” e progressivos entre nós estão prestes a cair num grande dilema lógico.  Por anos, temos sido ensinados que não podemos escolher nossa sexualidade – nós nascemos ou heterossexuais, ou homossexuais ou algo mais. Mas, de repente, as pessoas podem não apenas escolher sua preferência sexual, mas até seu gênero. O que é isso? Se é uma escolha, então nós podemos dizer aos homossexuais que eles podem escolher ser heterossexuais? (Eu sei, eles tentarão sair desse dilema dizendo que só podemos escolher o que nós já somos…)

Eu espero que você entenda que isso é muito maior que apenas dizer aos nossos filhos que eles não deveriam brincar com bonecas. Nós já passamos disso há tempos. Em vez disso, como pais cristãos, devemos ativamente ensinar nossos filhos aquilo que a Palavra de Deus diz sobre gênero e sexualidade. Eles devem aprender que Deus criou homem e mulher à Sua imagem. Eles devem aprender que somente Deus dita quem eles devem amar e casar, assim como os limites do comportamento sexual. Não é suficiente assumir que eles aprenderão tudo isso por conta própria. A cultura está muito saturada com mentiras sobre gênero e sexualidade – e está gritando para eles, em alto e bom tom.

Em última análise, nossos filhos devem ouvir sempre que eles são pecadores com corações tolos. Deixar nossos filhos tomarem suas decisões sobre gênero e sexualidade não é amar – essa é a definição do dicionário para negligência parental. Nossos filhos precisam de pais que amorosamente os ensinarão (assim como oferecerão exemplos) o gracioso propósito de Deus para homens e mulheres!

***
Autor: John Kwasny
Fonte: One History Ministries
Tradução: Josaías Jr
Via: Reforma21
.

A posição da IPB sobre o comunismo

.


Em 1954, quando Getúlio Vargas era o Presidente do Brasil, A Igreja Presbiteriana do Brasil se pronunciou contra o comunismo da seguinte forma: SC-54-138 - Quanto à consulta do Presbitério do Botucatu sobre se um membro da IPB, com ideias francamente comunistas, pode tomar parte nos trabalhos da Igreja, como dirigir classe da Escola Dominical, etc., o SC resolve responder que há incompatibilidade entre o comunismo ateu e materialista e a doutrina bíblica e os símbolos de fé da IPB”.

Em 1956, a IPB teve que se posicionar sobre a atitude cristã quanto ao comunismo: “CE-56-096 - Quanto ao Documento Intitulado “Avaliação”, enviado pela CBM, a CE-SC/IPB resolve: [...] 7) Em referência à atitude cristã quanto ao comunismo, persistimos em pregar a realidade do poder transformador do evangelho de Cristo, crendo que o comunismo é uma filosofia de vida contrária ao espírito e à doutrina evangélica.

Em 1965, o assunto ainda fomentava nos presbitérios ao ponto de vermos que as consultas continuavam a ser encaminhadas à Comissão Executiva: “CE-65-081 - Presbitério de Castro - Consulta - Quanto ao Doc. 10 - Consulta do PCST sobre atitude a ser tomada por Presbitério quando tiver obreiro comunista e sobre a posição da IPB em face do mesmo assunto - a CE-SC/IPB resolve aprovar Doc. III nos seguintes termos: 1) Declara que a esta CE-SC/IPB não padece qualquer dúvida sobre a idoneidade moral dos Presbitérios para considerarem a situação sócio-político-doutrinária de seus obreiros; 2) Encaminhar ao SC a consulta sobre a posição da IPB em face do assunto.”

Então, em 1966, no Governo de Humberto Castelo Branco, o Supremo Concílio da IPB tomou posição contra o comunismo e seus adeptos, como segue: “SC-66-074 - Pbt. de Castro - Consulta - Doc. XXXIV- Quanto ao Doc. 26 Consulta do PCST sobre atitudes do Presbitério quando tiver obreiro comunista, o SC resolve: 1) Reafirmar ser indispensável a qualquer pessoa que deseja filiar-se à IPB, em especial aos seus oficiais e ministros, a aceitação da Palavra de Deus como única regra de fé e prática, e seus símbolos de fé. Quando qualquer prova se possa fazer contra membro ou membros da IPB de que já não mais aceitam a Palavra de Deus e seus símbolos de fé, por adotarem uma filosofia em choque com os princípios cristãos, no todo ou em parte, a mesma prova deve ser apresentada ao Conselho competente para os devidos fins; 2) Reafirmar a resolução da Assembléia Geral de 1936 que declara: ‘Compete ao cristão obedecer as autoridades legitimamente constituídas e realizar os deveres do cidadão, nunca devendo adotar qualquer ideologia que atente contra os princípios evangélicos da liberdade civil e de consciência e de ordem e paz sociais’”.

Em 1977, no governo de Ernesto Geisel, foi a vez da Organização Palavra de Vida flertar com o comunismo. Havia muitos jovens que participavam de seus eventos. A IPB se posicionou: “CE-77-007 - Atividade da Organização Palavra da Vida - Doc. XLIV - Quanto ao Doc. 40 - Informações do Sr. Presidente referente à Palavra da Vida. A Comissão Executiva do Supremo Concílio, considerando ser ambígua a doutrina implícita, sobre a compatibilidade ética do comunismo russo, marxista, com o cristianismo, esposado pela ‘Organização Palavra da Vida’ conforme publicação oficial feita no ‘Jornal Palavra da Vida’ em seus artigos ‘Eu chorei na Rússia’ e ‘Cristianismo na Rússia, uma existência inquieta’. Resolve: 1) Recomendar às Igrejas que, mediante doutrinação, aconselhem seus jovens e fiéis a não participarem das atividades da ‘Organização Palavra da Vida’; 2) Recomendar que os Presbitérios e as igrejas não encaminhem jovens nos cursos mantidos pela organização supra citada; 3) Encaminhar a presente resolução à Comissão Especial dos Seminários”.

Em 1990 foi produzida uma Pastoral de Ética Cristã Política que, entre outras coisas, recomenda: “Que se evite todo e qualquer apoio a candidatos reconhecidamente descompromissados com os ideais de democracia, justiça e paz propugnados pela nossa Igreja, que visam apenas o interesse pessoal, pactuam com os injustos e corruptos, aceitam subornos, negam justiça aos pobres (Is 5.18, 22-23), decretam leis injustas (Is 10.1) e se afastam da Palavra de Deus como ‘regra de fé e prática’”.
***
Autor: Edson Marques
Fonte: Perfil do autor no Facebook

Para ler mais sobre a incompatibilidade entre o cristianismo e comunismo, veja abaixo uma lista de artigos que já publicamos aqui no blog (lista atualizada em 4/11/2015, 15:45h):

• A incompatibilidade da Fé Cristã e o Marxismo
• A fé cristã é compatível com o socialismo marxista?
• A igreja primitiva era comunista?
• Atos dos Apóstolos não ensina o socialismo/comunismo
• Jesus e Marx: o diálogo impossível
• O Perigo do Marxismo Cultural
• O Marxismo Cultural e o "Banditismo Revolucionário"
• "Estadolatria": Sobre a Idolatria da Esquerda ao Estado I
• Calvinismo, Socialismo e Propriedade Privada
• O quinto mandamento e a desigualdade econômica
• O Estado não tem Autoridade Paterna
• Espectro político, mentes cativas e idolatria
• Karl Marx e a sua dialética racionalista-irracionalista
• Respondendo ao Ariovaldo Ramos
• Marxismo Cultural: uma nova religião?
• O Cristão pode ser um esquerdista?
• Sodoma foi destruída por causa da injustiça social?
• Ariovaldo Ramos e os pobres de Mateus
• Uma agenda para o voto consciente
• Marxismo: A doutrina humanista totalitária
• Sobre o "cristão socialista"; ou, porque não sou socialista
• Igreja e Estado
• Os efeitos do comunismo na sociedade
• Uma ideologia religiosa
• Socialismo na Bíblia? Mitos e verdades.
• A árvore da missão integral apodreceu
• O socialismo e a modificação do senso comum
• Revolucionários e Conservadores
• Porque eu não voto em candidato(a) comunista
• Não consigo entender cristãos que se dizem comunistas
• Missão Integral ou Neocalvinismo: em busca de uma visão mais ampla da missão da Igreja
• 1ª Semana Teológica de 2015 - JMC

Fonte: bereianos
.

segunda-feira, 2 de novembro de 2015

A MORTE DO CRISTIANISMO




O cristianismo está morrendo. O que uma vez foi o bastião da civilização ocidental. o cristianismo é apenas um resquício lamentável da sua antiga grandeza. Por todo ocidente o cristianismo está em plena retirada.

Os escândalos de abuso sexual estão devastando a Igreja Católica e punindo até o Papa. A Igreja Anglicana foi eviscerada, perdendo membros ao sucumbir aos ventos relativistas da ordenação de homossexuais. Muitas denominações protestantes estão abandonando suas crenças e zelo missionário fervoroso para abraçar o ambientalismo chique e o aguado socialismo como um substituto barato para o Evangelho tradicional. A Europa, o antigo bastião da Cristandade, foi transformada em uma cultura pagã secular. Para os europeus, Deus está morto, Ele foi substituído pelo homem materialista.

Essa onda secularista também atingiu e transbordou-se sobre os Estado Unidos da América. Desde 1960, os Estados Unidos têm sido vítimas da revolução sexual que glorifica o hedonismo e a libertação pessoal. A pornografia, aborto, promiscuidade, homossexualidade, as epidemias de AIDS, uniões e nascimentos fora do casamento, o aumento nas taxas de divórcio e a desagregação da família, são os frutos envenenados da filosofia Playboy, a moralidade da MTV está dentro; Jesus está fora.

A guerra travada pelos relativistas contra o cristianismo tomou um nível novo e mais perigoso e que beira a fronteira de um totalitarismo suave. Recentemente na cidade de Davenport, Iowa, tentaram remover a Sexta-Feira Santa do calendário municipal. As Comissões de Direitos Civis tentaram mudar o nome do feriado para um menos "divisionista" e mais ecuménico e politicamente correto. Assim, um memorando foi enviado aos funcionários municipais afirmando que Sexta-Feira Santa seria conhecida oficialmente como "feriado de primavera." Os administradores da cidade salientaram que celebração da sexta-feira santa viola a separação entre Igreja e Estado.

"Nós apenas fizemos uma recomendação para que o nome seja trocado para algo diferente de Sexta-Feira Santa", disse Tim Hart, presidente da comissão. "A nossa Constituição declara que deve haver uma separação de igreja e estado. Como Davenport é uma cidade diversificada e dado aos diferentes tipos de formações religiosas e étnicas que representamos, sugerimos a mudança." Depois de um tumulto criado por cristãos enfurecidos, o conselho municipal decidiu ressuscitar o nome de Sexta-Feira Santa. Os secularistas multiculturais em Davenport foram derrotados... por agora.

No entanto, toda essa controvérsia é um mau sinal: A esquerda está determinada a extirpar os feriados e símbolos cristãos da nossa sociedade. Os relativistas estão determinados a destruir os valores tradicionais cristãos e empurrar o Cristianismo para debaixo da terra. A esquerda americana está seguindo vergonhosamente, e muito mais sangrentamente, os passos dos regimes marxistas. Em vez de erradicar a fé religiosa através do cano de uma arma, os esquerdistas usam ditames burocráticos e propaganda em massa.

O resultado é o mesmo. O cristianismo está gradualmente sendo eliminado em praça pública. Celebrações de Natal passaram a ser ofensivas. Desejar "Feliz Natal" é agora considerado politicamente incorreto, a saudação adequada é Boas Festas. Os Dez Mandamentos não podem ser mais exibidos em salas de tribunais ou salas de aula. A oração foi banida das escolas públicas. Os cristãos são ridicularizados regularmente em filmes e programas de TV. Os dólares dos contribuintes são usados para subsidiar a "arte" que retrata Cristo de maneira difamatória. Hollywood faz filmes como "Anjos e Demônios" que retratam a Igreja como uma instituição repressiva sinistra e primitiva.

Ser um fanático anticristão é o ódio da última moda. É fácil para Christophobes e os relativistas de Davenport, implicar com a Sexta-feira Santa. O que de pior lhes poderia acontecer? Telefonemas irados e e-mails? Reuniões na Câmara Municipal? Talvez até protestos públicos? Mas, no final, os comissários progressistas perceberam que não pagarão nenhum preço, na verdade eles serão celebrados pelas elites relativistas por seus "ideais iluministas."

As mesmas normas não se aplicam ao Islamismo. Os multiculturalistas de Davenport nunca se atreveriam a retirar, digamos, o Ramadã do calendário e renomeá-lo "mês de jejum", por medo de ofender os muçulmanos, e, possivelmente, provocar uma guerra santa. A autopreservação e a covardia previnem-os de atacar certas religiões.

Os cristãos, porém, são um alvo fácil pois não acreditam em jihad ou em atentados suicidas. Ao contrário dos islamitas radicais, que defendem o Estado de direito e direitos de sua religião, aceitam a perseguição, até perseguição sancionada pelo Estado como parte de seu jugo religioso. Os relativistas perceberam que o cristianismo é uma verdadeira "religião de paz." e por isso não temem  nos perseguir sistematicamente.

Os pais-fundadores dos EUA enfatizaram que a república constitucional dependia de uma sociedade vigorosamente religiosa. "Nossa Constituição foi feita apenas para um povo de moral religiosa, é uma constituição totalmente inadequada para o governo de qualquer outro povo." Disse um dos fundadores dos EUA, John Adams.

Os Pais Fundadores não eram secularistas. Pelo contrário, eles eram devotos cristãos (com exceção de alguns deístas como Thomas Jefferson, que temiam uma igreja Institucionalizada como a Igreja da Inglaterra que perseguiu seus dissidentes). Eles considerariam bizarro e repulsivo como o conceito da separação entre Igreja e Estado foi distorcido em nosso tempo para uma forma secular e radical de anti-cristianismo.

A nossa herança judaico-cristã fornece as bases para o nosso governo constitucional, por uma razão simples: ela reconhece a natureza transcendental do homem. Nossas liberdades fundamentais fluem do Deus todo-poderoso e não do Estado. É por isso que os direitos individuais, a saber, vida, liberdade e propriedade, são os baluartes essenciais contra o poder do governo. O que Deus tem dado, nenhum homem, ou regime, pode tirar. Uma vez que percamos a nossa identidade cristã, iremos inevitavelmente perder nossas liberdades.

A Cristofobia constitui a base do liberalismo moderno. Progressistas de esquerda estão determinados a destruir os valores tradicionais e suas instituições seminais: a Constituição, o capitalismo, a soberania nacional e da família. É por isso que eles declararam guerra ao cristianismo. Se os cristãos não se levantarem de sua apatia contra essas barricadas ideológicas eles serão empurrados para as catacumbas, mais uma vez.

Devemos corajosamente nos opor contra qualquer um que tente nos roubar de nossa herança cristã. Precisamos identificá-los como praticantes de uma das menos aceitáveis formas de intolerância e ódio: a Cristofobia. O nosso direito de abraçar a Cristo não é menor do que o direito deles de abraçar um estilo de vida perverso.

Esse artigo foi originalmente intitulado "Christophobia".

Jeffrey T. Kuhner é colunista do The Washington Times e presidente do Instituto de Edmund Burke, A Washington think tank. Ele é o anfitrião do diário "Show Kuhner" na WTNT 570-AM (www.talk570.com) do meio-dia até as três horas da tarde.

*** Tradução de Wesley Moreira no Púlpito Cristão

João Calvino: um homem zeloso pela Glória de Deus

.


Em tempos de escuridão, a luz do Evangelho brilhou e o mundo inteiro foi impactado pela fiel pregação da Palavra. Deus levantou um homem que influenciou todas as igrejas da Europa e toda a estrutura da cultura Ocidental. João Calvino é esse homem.

Neste vídeo o Rev. Dorisvan Cunha narra uma breve história do reformador João Calvino. Assista:




***
Autor: Rev. Dorisvan Cunha
Fonte: Guerra pela Verdade

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *