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quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Deus e Seus Atributos - Onipresença

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DEUS E SEUS ATRIBUTOS
I. A onipresença de Deus
[15 de Abril de 1855]

11) A natureza da onipotência. Com relação a Deus e a todos Seus atributos, existe uma forma de concepção popular, escriturística e simples que responde a todos as necessidades da piedade. Há, todavia, outra forma que não contradiz ou se configura como inconsistente com a primeira, e a qual nosso entendimento de certo modo exige, a fim de evitar qualquer confusão ou inconsistência. Portanto, no tocante à onipresença de Deus, a ideia simples e popular de que Deus se encontra igualmente presente por toda parte é suficiente. Contudo, ainda assim o entendimento requer uma afirmação mais particularizada para impedir que concebamos Deus como se Ele possuísse extensão. Ora, a natureza do tempo e espaço envolvida nessa concepção se encontra entre as mais difíceis questões filosóficas. Felizmente, algumas das mais simples verdades são também as mais misteriosas. Sabemos que nossas almas estão aqui e não acolá, e, todavia, a relação da alma com o espaço é algo inescrutável. De semelhante modo, sabemos que Deus se encontra por toda parte, mas Sua relação com o espaço é insondável. Ele Se encontra por toda parte quanto à Sua essência, visto que ela não admite divisão. Também Deus se encontra por toda parte quanto ao Seu conhecimento, já que nada escapa de Sua percepção. E, ainda, Ele está em todos os lugares relativamente ao Seu poder, pois Ele opera todas as coisas segundo o conselho de Sua própria vontade. A onipresença, portanto, inclui as seguintes ideias:
a) Que o universo existe em Deus, pois é dito que todas as criaturas nEle vivem, nEle se movem e existem. 
b) Que toda a inteligência manifesta na natureza é a inteligência onipresente de Deus – criaturas racionais por Ele dotadas com uma inteligência própria. 
c) Que toda a eficiência manifesta na natureza é a potestas ordinata de Deus.

22) 
Portanto, o universo é uma manifestação de Deus. As estrelas, a terra, a vida vegetal e animal, nossos corpos, os mais diminutos insetos – tudo revela um Deus presente. Assim, percebemos Deus em cada ente vivo.

33) Destarte, todos os eventos, a queda de um pássaro, a ruína de impérios, o curso da história e as vicissitudes de nossa própria vida são manifestações de Sua presença.

44) Por conseguinte, nos encontramos, a cada momento, na presença de Deus. Todos os nossos pensamentos e sentimentos se dão perante Sua vista, todos nossos atos são realizados sob Seu olhar.

55) Desse modo um Auxiliador infinito e nossa porção estão constantemente ao nosso derredor; um Pai misericordioso, longânimo, onipotente está sempre conosco, a fim de nos sustentar, guiar, ajudar e confortar. A fonte infinita de toda bem-aventurança, da qual podemos sempre haurir fontes inesgotáveis de vida, está sempre à mão.

66) E assim, todo pecado e todos os pecadores estão envolvidos, por assim dizer, por um fogo consumidor do qual não podem fugir, assim como não nos é possível fugir da atmosfera ao nosso redor.

Consequentemente, a reflexão acerca dessa doutrina serve para:
aa) Exaltar nossas concepções de Deus ao tornar todas as coisas uma manifestação de Sua glória e poder. 
bb) Promover nossa paz e segurança, já que sabemos que Deus está em todo lugar e controla todos os eventos. 
cc) Aumentar nosso temor – visto que nossos pensamentos e atos estão expostos ao Seu olhar.
dd) Fazer-nos crescer em alegria e confiança, pois nosso Auxiliador todo-poderoso está sempre à mão, e porque Aquele cuja presença se constitui como a bem-aventurança celeste se encontra perto de nós. 
ee) Ensinar aos pecadores a certeza e assombro de sua condenação. Uma vez que toda religião consiste em comunhão com a Divindade, e visto que toda comunhão supõe Sua presença, a doutrina da onipresença se encontra na base de toda religião.

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Autor: Charles Hodge
Fonte: Princeton Sermons: Outlines of Discourses Doctrinal and Practical
Traduzido por: Fabrício Tavares
Divulgação: Bereianos
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quarta-feira, 19 de agosto de 2015

#CHINA: TRANSFORMANDO O DESERTO NUM JARDIM FLORIDO



Enlai* e sua esposa Heidi* aceitaram o grande desafio de liderar um curso para casais, onde havia muitos líderes cristãos perseguidos, do sudoeste da China. Como eles já são experientes como professores nesse ministério, por mais de 10 anos, agora eles ensinam milhares de cristãos locais. Muitos cristãos de grupos étnicos minoritários também participaram.

"Treze anos atrás, participei de um treinamento para casais, que foi realizado por uma organização de fora", comenta Enlai. "Eu sei que este é o nosso chamado. Tomamos essa iniciativa com muita fé, porque não tivemos nenhum apoio financeiro e nem mesmo um treinamento recente e dirigido para o que estamos fazendo agora", conta ele. "Na nossa geração, a maioria das igrejas chinesas não ofereciam cursos para casais, porque não era uma prioridade para a liderança e nem mesmo uma necessidade dentro da igreja. Os líderes eram tão apaixonados por evangelizar que até deixavam as suas famílias para trás, porque achavam que isso era um tipo de sacrifício espiritual", revela Enlai.

Depois que o casal conheceu a equipe da Portas Abertas, assumiu o compromisso de levar o curso em frente, atingindo milhares de famílias cristãs. "Famílias que estavam sendo destruídas foram restauradas, maridos descrentes aceitaram o Senhor Jesus e muitos filhos tiveram a alegria de ver seus pais se reconciliando. O cenário anterior parecia um triste deserto, sem esperanças, mas agora é um lindo jardim, cheio de flores. Pudemos ouvir testemunhos lindos", conta Heidi.

"Famílias sem estrutura eram uma grande ameaça para o desenvolvimento de igrejas saudáveis, era realmente como um deserto na China. Como pastor, eu sentia que o coração do Senhor estava partido com essa situação. Estava difícil até de trabalhar na obra do jeito que estava. Nós éramos os únicos a preparar o solo e a semear as sementes. Mas como disse Heidi, agora já podemos colher as flores, o jardim está florindo a cada dia, e assim podemos testemunhar da grande obra do Senhor", finaliza Enlai.

*Os nomes foram alterados por razões de segurança.

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11 Coisas que os pastores precisam saber sobre o pensamento de sua esposa

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Uma das coisas mais agradáveis na era da Internet é a oportunidade de interagir com as esposas de pastores. Eu uso o termo "pastores" para  referir ao pastor sênior de uma igreja, mas meus comentários não estão limitados a essa posição única. Ele também pode se referir a outros cargos ministeriais em uma igreja.

Muitos dos comentários que eu recebi foram compartilhados em anônimo, e certamente entendem a necessidade de manter os nomes em sigilo. Mas os comentários são reais e literais. Muitas vezes eu posso sentir as esperanças e as feridas que vêm com esses comentários. Aqui estão os onze pensamentos mais frequentes de esposas de pastores:

1. "Eu estou sozinha". Esta declaração foi a mais frequente, uma estatística esmagadora. Ela está associada a alguns desses outros comentários, mas tem seu peso por si mesma.

2. "Ao criticarem você, também me machuco". Os pastores são regularmente criticados. Enquanto pastores estão sendo feridos, eles precisam entender que suas esposas estão sendo também.

3. "Eu gostaria de mais tempo com você". Muitas esposas de pastores sentem que seus casamentos não estão saudáveis, porque o pastor coloca os membros da igreja em primeiro lugar.

4. "Por favor não me use como um exemplo negativo no seu sermão". Mesmo quando é contado com humor, esposas de pastores podem ser prejudicadas por essas ilustrações.

5. "Deixe-me ser eu mesma". Muitas esposas não sentem que podem ser elas mesmas, pois o seu cônjuge espera que elas falem e ajam de maneira que não refletem seu verdadeiro eu.

6. "Eu amo quando você passa o tempo com nossos filhos". Muitas esposas estão feridas porque sentem que os filhos não são uma prioridade.

7. "Eu me preocupo com as nossas finanças". Essa frase foi uma das que ouvimos com mais frequência. Muitos pastores não são bem remunerados. Isso não só prejudica o pastor como pode ferir toda a família.

8. "Por favor me dê respaldo quando eu for criticada". Dói saber que esposas de pastores têm sido criticadas, especialmente quando o seu cônjuge não vai em sua defesa. Se em mim causa dor, eu posso imaginar o quanto dói em sua esposa.

9. "Eu gostaria que você se dedicasse à família quando estivesse em casa".Esposas geralmente entendem as emergências, no entanto, alguns pastores nunca se “desconectam” para se dedicar às suas famílias.

10. "Eu me preocupo com a nossa família quando nos mudamos muito". Mobilidade profissional é a norma para muitos pastores. Mas ela entende que essa mobilidade, muitas vezes inclui um preço para a família.

11. "É difícil fazer amigos de verdade na igreja". Esta declaração foi uma das razões pelas quais esposas de pastores sentem-se sozinhas.

Costumo destacar aos nossos leitores a orar por seus pastores. Peço-vos a orar pelas famílias de pastores também. A maioria destes membros da família são obedientes ao chamado de Deus em suas vidas; e fazem isso sem reclamar. Mas isso não significa que, às vezes, possa ser doloroso.

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Autor Thom S. Rainer com Alice Ferreira
Fonte: The Gospel Coalition
Tradução: Daniele Bosqueti

segunda-feira, 10 de agosto de 2015

Características de uma igreja que agrada a Deus

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Ao anjo da igreja em Filadélfia escreve: Estas coisas diz o santo, o verdadeiro, aquele que tem a chave de Davi, que abre, e ninguém fechará, e que fecha, e ninguém abrirá: Conheço as tuas obras -- eis que tenho posto diante de ti uma porta aberta, a qual ninguém pode fechar -- que tens pouca força, entretanto, guardaste a minha palavra e não negaste o meu nome. Eis farei que alguns dos que são da sinagoga de Satanás, desses que a si mesmos se declaram judeus e não são, mas mentem, eis que os farei vir e prostrar-se aos teus pés e conhecer que eu te amei. Porque guardaste a palavra da minha perseverança, também eu te guardarei da hora da provação que há de vir sobre o mundo inteiro, para experimentar os que habitam sobre a terra. Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa. Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus, e daí jamais sairá; gravarei também sobre ele o nome do meu Deus, o nome da cidade do meu Deus, a nova Jerusalém que desce do céu, vinda da parte do meu Deus, e o meu novo nome. Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (Apocalipse 3.7-13)

A cidade - Filadélfia foi fundada pelo rei de Pérgamo, Átalos, cerca de 140 a.C. Este foi conhecido por sua lealdade ao seu irmão, dando assim origem ao nome da cidade (Filadélfia significa “amor fraternal”). A região produzia uvas, e o povo especialmente honrava a Dionísio, o deus grego do vinho. Localizava-se num vale no caminho entre Pérgamo e Laodicéia. Filadélfia foi destruída por um terremoto em 17 d.C. e reconstruída pelo imperador Tibério. Entre outros nomes que recebeu, devido ao governo romano, Durante o reinado de Vespasiano, foi também chamada de Flávia (nome de sua mulher). Hoje, Filadélfia corresponde à cidade turca de Alasehir, situada a 130km ao leste de Esmirna.

A igreja - Somente em Apocalipse (1.11; 3.7) faz referência a Filadélfia. Das sete igrejas do Apocalipse, as quais Jesus diz a João para enviar cartas (cf Ap 2 -3), esta igreja e a igreja de Esmirna não receberam nenhuma crítica de Cristo. Em toda carta Jesus não expressa nenhuma palavra de reprovação, mas de encorajamento.

Jesus se apresenta a essa igreja como “Santo e verdadeiro” (v.7). Ele tem os mesmos atributos do Pai. Assim Cristo declara sua divindade como Deus. É aquele que tem a “chave de Davi” (v.7b) - Jesus não é só fiel a sua Palavra, ele também tem o poder de abrir e fechar a cidade de “Jerusalém”: “Porei sobre o seu ombro a chave da casa de Davi; ele abrirá, e ninguém fechará, fechará, e ninguém abrirá.” (Is 22.22). Qual Jerusalém? “Vi também a cidade santa, a nova Jerusalém, que descia do céu, da parte de Deus, ataviada como noiva adornada para o seu esposo.” (Ap 21.2). Só Jesus abre as portas do Reino de Deus!

A igreja de Filadélfia se tornou um exemplo de igreja fiel e agradável a Deus. Vejamos algumas características que nos ensinam a agradar a Deus:

A IGREJA QUE AGRADA A DEUS É UMA IGREJA QUE OBEDECE AO SENHOR JESUS (V. 8)  

Por ser obediente, a igreja recebe bênçãos (v.8) -  “conheço as tuas obras” - Jesus está totalmente familiarizado com as obras dos crentes de Filadélfia e não precisa de uma lista delas (cf Ap 2.2; 19; 3.15) – Jesus sabe tudo o que acontece na Sua igreja. “Tenho posto diante de ti uma porta aberta” e ninguém poderia fechar essa porta (cf v.8) - Jesus tem a chave da cidade de Davi, assim aquele que é fiel ao Senhor tem uma porta aberta. Eles deveriam obedecer sem medo, pois Jesus mesmo é quem tinha plantado aquela igreja para levar a Sua salvação aos gentios (cf At 14.27). Aquele campo era uma porta aberta que ninguém poderia fechar! Deus é soberano na obra da salvação.

Essa igreja era obediente porque guardava a Palavra de Cristo (v.8b) – “guardaste a minha palavra” - Um reflexo do que disse o salmista: “Guardo no coração as tuas palavras, para não pecar contra ti.” (Sl 119.11). A Bíblia linguagem viva traduz: “tem procurado obedecer”. Mesmo sendo fraca numericamente (cf v.8c), ela era forte. A visão hoje de uma igreja forte é aquela que está abarrotada de gente. Aquela que você tem que chegar mais cedo para não ficar sem lugar de sentar-se. É aquela que tem o melhor cantor gospel. É aquela onde o pastor tira do espectador maior número de oferta. É aquela que destaca somente as bênçãos de Deus. Não quero dizer que uma igreja deva ser pequena e conformada. Não! Ela deve crescer, mas jamais sobre outro fundamento. Deve crescer obedecendo a Deus! Procurando andar nos caminhos do Senhor.

Em Filadélfia havia uma igreja pequena, mas fiel ao Senhor. Poderiam até pensar: “nós não somos nada”! Mas Jesus a conhecia e a amava muito. Quer ser uma igreja que agrada a Deus? Obedeça a Sua Palavra.

Outra característica :

A IGREJA QUE AGRADA A DEUS É UMA IGREJA QUE HONRA O NOME DE CRISTO (V.8B-9)
     
Não negaste o meu nome (v.8b) – A igreja estava em meio a falsos religiosos, que o Senhor chama de “sinagoga de satanás”. Estes eram judeus que haviam rejeitado a mensagem referente à vida do Messias (cf Ap 2.9). Eram mentirosos enganadores. Embora confessassem adorar a Deus, sua oposição aos cristãos mostrava que, na verdade, estavam servindo a satanás. Porém, em meio à perseguição, os crentes de Filadélfia não negaram a Jesus. Naquela cidade o nome de Cristo era glorificado.

A recompensa por honrarem a Cristo (v.9b) – Os falsos judeus reconheceriam que Jesus amava aqueles que eram desprezados: “eis que os farei vir e prostrar-se aos teus pés e conhecer que eu te amei.” Em vez de os judeus serem honrados (cf Is 49.23), Jesus prediz que honrará os seus fiéis seguidores e comprovará que Ele realmente os ama. Isso significa que as promessas de Deus a Israel agora foram transferidas para os seguidores de Jesus. O Senhor Jesus demonstra Seu amor aos crentes de Filadélfia, dizendo que mesmo os judeus opositores confessarão que Ele os ama. Aquela igreja era a menina de Seus olhos (cf Sl 17.7cf Is 43.4). Assim era alvo do cuidado do Senhor.

O amor de Cristo por nós existe antes mesmo de nós nascemos. Esse amor é sem dúvida algo que não se pode expressar completamente com palavras.

A igreja não pode negar o Senhor Jesus com suas palavras ou atitudes. Deve engrandecer o Seu nome, e honrá-lO a cada instante. Com palavras e atitudes deve mostrar que Cristo é o Seu Senhor. 

Quero considerar uma última característica:

A IGREJA QUE AGRADA A DEUS É UMA IGREJA QUE PERSEVERA NA FÉ (V.10-11)

Guardaste a palavra da minha perseverança (v.10a) – Ou “Obedece com perseverança” (B. ling. Viva) – Eles perseveravam inabaláveis, seguiam o exemplo da igreja de Atos: “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações.” (At. 2.42). Embora houvesse ali na cidade “os falsos judeus”, isso não abalava a fé que estava firme no Senhor Jesus. Estes irmãos receberiam de Deus a recompensa:

Eu te guardarei da hora da provação (v.10b) – São as tribulações que a humanidade sofreu, sofre e sofrerá por causa do pecado (cf Ap. 7.1-4). Na visão de João lemos: “Vi outro anjo que subia do nascente do sol, tendo o selo do Deus vivo, e clamou em grande voz aos quatro anjos, aqueles aos quais fora dado fazer dano à terra e ao mar, dizendo: Não danifiqueis nem a terra, nem o mar, nem as árvores, até selarmos na fronte os servos do nosso Deus.” (Ap 7.2-3). Na oração de Jesus vemos essa verdade: “Não peço que os tires do mundo, e sim que os guardes do mal.” (João 17.15). Jesus promete guardar o fiel nas tribulações e para sempre. Assim vemos o quanto vale ser fiel à Cristo e Sua Palavra.

O Senhor diz a igreja: “Venho sem demora. Conserva o que tens, para que ninguém tome a tua coroa.” (v.11) – Essa igreja deveria ficar fiel até o fim. Hoje nos encontramos em meio a tantas “teologias” que na verdade, afastam o homem de Deus. Ensinos equivocados sobre Deus e Sua salvação tem feito muitos não perseverarem na fé. A igreja em Filadélfia permanecia firme na sã doutrina (cf 2Tm 4.3; Tt 2.1). Essa doutrina é a fé que uma vez por todas foi entregue a nós (cf Jd 3). É todo o ensino de Cristo, sem maquiagem. 

Conclusão: A igreja que agrada a Deus obedece a Ele, honra o nome de Cristo, pois sabe que esse nome está acima de que qualquer outro nome (cf At.4.12), e persevera na fé cristã. Qual será a nossa recompensa se tivermos essas características:

No presente:

1 - Ver o inimigo ser derrotado e pessoas convertendo a Deus (v.9);

2 - Ser guardado da tribulação do mundo (v.10).

No futuro:

1 - Ao vencedor, fá-lo-ei coluna no santuário do meu Deus (v.12) – Filadélfia tinha sido atingida por terremotos. Essa expressão tornava a promessa de segurança e estabilidade mais apropriada. Mas a expressão “santuário” ou “templo” deve ser interpretada figurativamente. Deus tenciona honrar seu povo em sua presença secreta (cf Richard H. Wilkinson). Não haverá outro templo em Jerusalém como acredita alguns, esse verso nos mostra que haverá uma indivisível união entre nós e Deus. É a característica da Nova Jerusalém: “Nela, não vi santuário, porque o seu santuário é o Senhor, o Deus Todo-Poderoso, e o Cordeiro.” (Ap.21.22). Os santos serão honrados no templo celestial, que na verdade é a presença de Deus.

Daí jamais sairá (v.12) – Devido aos terremotos frequentes, os cidadãos de Filadélfia preferiam viver do lado de fora dos muros da cidade, em campo aberto. Tais pessoas viviam toda sua vida com medo de catástrofes naturais; em contraste, os filhos de Deus habitarão eternamente em segurança em Sua presença (cf Ap 21.3).

2- Gravarei também sobre ele o nome do meu Deus (v.12b) – Isso significa que a igreja com essas características pertence e pertencerá a Deus e Cristo para sempre. Esses nomes lhes servem de passaporte de ingresso à presença de Deus e como sinal da cidadania da Jerusalém que desce do céu (cf Ap. 21.1-2). O Senhor promete que habitaremos eternamente no seu santuário, se permanecermos fieis em seus caminhos.

Que sejamos a cada dia uma igreja fiel. Que possamos honrar o Senhor Jesus e agradá-lO para sempre! Lembre-se: você é a igreja de Cristo. Por isso: “Quem tem ouvidos, ouça o que o Espírito diz às igrejas.” (v.13)

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Autor: Rev. Ronaldo P. Mendes
Fonte: Solus Christus

sexta-feira, 7 de agosto de 2015

SUBMISSÃO E LIDERANÇA NO LAR EM QUE EU CRESCI



Por John Piper

A Mensagem do último domingo foi sobre o significado da submissão no casamento. Eu não tive tempo para esta ilustração final. Portanto, considere isto como uma aplicação ao final daquela mensagem. O ponto é que o papel de submissão de minha mãe em relação ao meu pai não era devido a competências menores. Era devido à natureza da masculinidade e feminilidade dadas por Deus, e em como ela é planejada no casamento para demonstrar o relacionamento de aliança entre Cristo e a igreja.

Eu cresci em um lar onde meu pai ficava ausente por cerca de dois terços de cada ano. Ele era um evangelista. Ele coordenava cerca de vinte e cinco cruzadas por ano, variando de uma a três semanas de duração cada. Ele saía no sábado, ficando fora entre uma a três semanas, e voltava na segunda-feira à tarde. Fui centenas de vezes ao aeroporto de Greenville. E algumas das memórias mais ternas da minha infância são o sorriso no rosto de meu pai quando ele saía do avião, descia as escadas e quase corria pela pista para me abraçar e beijar (não havia corredores suspensos naquele tempo).

Isto significava que minha irmã e eu éramos criados e treinados principalmente pela minha mãe. Ela me ensinou quase tudo de prático que eu sei. Ela me ensinou a cortar a grama sem deixar montinhos, e a usar o talão de cheques, e a andar de bicicleta, e a dirigir, e fazer minhas notas para um discurso, e a arrumar a mesa com o garfo no lugar correto, e a fazer panquecas (era para notar quando as bolhas se formavam nas bordas). Ela pagava as contas, fazia consertos, limpava a casa, cozinhava, me ajudava com minha lição de casa, nos levava à igreja, nos guiava nas devocionais. Ela era superintendente do departamento juvenil da igreja, líder do clube comunitário, e uma incansável benfeitora para muitas pessoas.

Ela era incrivelmente forte em sua solidão. O começo dos anos sessenta eram os dias em que os diretos civis vieram à tona em Greenville, na Carolina do Sul. A igreja votou, numa quarta-feira à noite, não permitir que os negros prestassem culto na igreja. Quando os votos foram colhidos, ela permaneceu em oposição, como me recordo, completamente sozinha. E quando minha irmã se casou na igreja em 1963, e uma pessoa da recepção tentou acomodar alguns amigos negros de nossa família isolados na galeria, minha mãe, indignada, desceu do altar e ela mesma os trouxe para o salão principal juntamente com todos.

Eu nunca conheci alguém como Ruth Piper. Ela me parecia totalmente competente, e transbordante de amor e energia.

Mas eis o meu ponto. Quando meu pai vinha para casa, minha mãe tinha a extraordinária habilidade, sabedoria bíblica e humildade de honrá-lo como o cabeça do lar. Ela era, no melhor sentido da palavra, submissa a ele. Era algo maravilhoso de assistir semana após semana, conforme meu pai ia e vinha. Ele partia, e minha mãe comandava a casa com mão firme, competente e amorosa. Ele voltava, e minha mãe se submetia à sua liderança.

Quando ele estava em casa, era ele quem orava antes das refeições. Era ele quem dirigia as devocionais. Era ele quem nos levava à igreja, e nos vigiava nos bancos, e respondia às nossas perguntas. Meu medo pela desobediência mudava da ira da minha mãe para a do meu pai, pois nisso, também, ele tomava a frente.

Mas eu nunca vi meu pai atacar minha mãe ou humilhá-la de forma nenhuma. Eles cantavam juntos, riam juntos e se uniam para atualizarem-se mutuamente sobre o estado da família. Foi um presente de Deus que eu jamais poderia pagar ou merecer.

E eis o que eu aprendi — uma verdade bíblica antes mesmo que eu soubesse que estava na Bíblia. Não há relação entre submissão e incompetência. Existe esta liderança masculina que não rebaixa a esposa. Existe esta submissão que não é fraca, ou tola, ou manipuladora.

Isto nunca tinha passado pela minha cabeça até que comecei a ouvir a retórica feminista no final dos anos sessenta, de que este belo arranjo no meu lar era, de alguma forma, devido à inferioridade de alguém. Não era. Era devido a isto: meu pai e minha mãe colocavam sua esperança em Deus e criam que a obediência à sua palavra criaria a melhor família possível — como, de fato, criou. Portanto, eu vos exorto com todo o meu coração, considere estas coisas com grande seriedade, e não deixe o mundo conformá-lo em seu molde.


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Artigo de 2007 no DesiringGod

UMA FORMA SIMPLES DE ENCORAJAR SEU PASTOR



Por Kevin Deyoung

Eu decidi escrever esse post agora, enquanto ainda tenho quatro semanas de férias de verão, para deixar claro que estou fazendo comentários genéricos sobre o ministério pastoral, não tentando receber mais elogios do meu rebanho. Eu sirvo em uma igreja muito boa, e nada nesse curto texto deve ser lido como qualquer tipo de reclamação indireta.

Esclarecimentos feitos, aqui vai uma coisa simples e muito importante que você pode fazer para encorajar seu pastor: diga a ele que você é grato por sua pregação.

Não estou falando de massagear o ego do seu pastor apenas para fazer ele (ou você) se sentir bem. Não estou falando de reconhecimento rotineiro, nem de elogios vazios. Não diga ao seu pastor nada que você realmente não sinta.

Mas se o sermão do seu pastor te ajudou a ver mais de Jesus, te ajudou a se afastar do pecado, te ajudou a entender melhor a Bíblia, te ajudou a ser um cônjuge melhor, te ajudou a confiar em Deus em meio ao sofrimento ou direcionou seus afetos para as coisas da glória, diga isso a ele. Não precisa ser toda semana e nem mesmo todo mês. Mas, quando for apropriado, e legítimo, diga a ele. Pode ser algo curto como um e-mail de duas frases ou uma conversa de dez segundos na porta da igreja. Apenas diga algo como “eu tenho crescido como cristão por causa da sua pregação”. Ou “a mensagem da semana passada realmente falou comigo”. Ou “eu tenho aprendido muito sobre a Bíblia nessa última série de sermões.”. Um pouco de encorajamento vai mais fundo do que você imagina.

Eu não digo isso porque pastores tem o trabalho mais difícil do mundo. De muitas formas, é o trabalho mais privilegiado do planeta. Somos pagos (a maioria) para estudar a Bíblia, falar de Jesus para as pessoas, orar com as pessoas passando por dificuldades e, em geral, fazer o tipo de coisas que os outros cristãos tentam fazer quando não estão nos seus empregos normais. Mas ser um pastor é algo único quando, semanalmente, nosso trabalho – e, na verdade, nosso coração e nossa alma – é colocado à vista de todos pra ser visto, aproveitado ou dormido. É natural que um pastor se pergunte, de tempos em tempos (e cada vez mais, conforme o tempo passa), “como é que eu estou indo?”.

Na maioria das vezes eu não penso que essa pergunta apareça na cabeça do pastor por causa de narcisismo, baixa autoestima ou ambição egoísta. Creio que a maioria dos pastores genuinamente não tem ideia do quanto estão fazendo alguma diferença na vida de seu rebanho. Claro, há conversas dramáticas aqui e ali, e certos membros são persistentemente encorajadores e alegres. Mas, em geral, creio que muitos ministros do evangelho passam uma boa parte de seu tempo se perguntando se não estão falando para as paredes.

Talvez alguns deles (de nós) estejam. Sem dúvida há homens no ministério que poderiam estar servindo melhor o reino fazendo outra coisa. Mas, mesmo assim, eu imagino que a maioria dos pastores não deveria deixar o pastorado. Eles estão trabalhando duro. Estão usando quaisquer que sejam seus dois, cinco ou dez talentos que lhes foram dados. Eles amam a Deus, amam Seu povo e amam a Bíblia. Mas não tem a certeza de que estão realmente fazendo alguma diferença. É por isso que eu penso que tantos pastores olham para o orçamento, o tamanho do prédio e a ocupação dos bancos. É quantificável. É mensurável. É algo que pode incentivar o coração pastoral abatido: “veja, você não está perdendo o seu tempo (nem o deles!)”.

Então em algum momento desse mês – se há algo que valha a pena incentivar no sermão do seu pastor – vá e o incentive.

Fale para ele. Pessoalmente. Com alegria e gratidão. Com sinceridade.

Não se preocupe com ele se achar demais. O Senhor sabe como manter seus pastores humildes, para que você possa se preocupar em manter o seu pastor caminhando. Quem sabe o tipo de dúvida que seu pastor pode estar enfrentando? Quem sabe o tipo de desencorajamento constante que o aflige? Quem sabe o quanto talvez ele esteja perto de deixar o ministério (seja por desistência discreta ou por escândalo público)?

“Tudo o que é verdadeiro, tudo que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se alguma virtude há e se algum louvo existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Filipenses 4.8). E se o sermão do seu pastor – mesmo que não seja muito frequente – cair nessas categoria, seja grato a Deus. E pense na possibilidade de deixar isso claro para o seu pastor.

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Traduzido por Filipe Schulz no Refroma 21

quinta-feira, 6 de agosto de 2015

ESTUDANTES CRISTÃS SÃO PRESAS E AÇOITADAS NO SUDÃO




Segundo o jornal britânico The Guardian, 12 estudantes foram presas em frente a uma igreja, após participarem de um culto. Os policiais da moralidade islâmica prenderam as estudantes, que eram da região dos Montes Nuba, sob o pretexto de colocar em prática o código de vestuário, de acordo com a lei Sharia.

Com idade entre 17 e 23 anos, as estudantes usavam calças e saias. Segundo os relatórios, os oficiais zombaram delas. De acordo com ativistas do Sudão, cerca de 40 a 50 mil mulheres são presas e açoitadas, todos os anos. A Anistia Internacional vem ganhando apoio para salvar estas mulheres e para que não sofram as 40 chicotadas determinadas pela lei islâmica.

Ashagrie, analista da Portas Abertas, diz: "Primeiro de tudo, esta é apenas a ponta do iceberg. Os cristãos no Sudão, especialmente as mulheres, enfrentam a discriminação e o preconceito coletivo. Os cristãos são considerados cidadãos de segunda classe. O governo limita estritamente a sua liberdade de religião, de expressão e de reunião, por todos os meios e métodos. Em segundo lugar, isso mostra que o governo do Sudão está implementando uma política rígida. Em 2010, o presidente al Bashir disse que a sharia e o islão seriam suas principais fontes para a Constituição do país”.

O analista acredita que o governo do Sudão não vai mudar de comportamento, apesar da pressão internacional. “Sabemos disso porque vimos quando um oficial das Nações Unidas, um jornalista e 13 mulheres cristãs foram presos e ameaçados de serem amarrados, simplesmente por estarem vestidos ‘indecentemente em público’, conforme os padrões deles”, conclui.

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Portas Abertas

quarta-feira, 5 de agosto de 2015

Cristianismo sem igreja existe?

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Um cristianismo sem igreja é a mesma coisa de um cristianismo sem Cristo? Um cristianismo sem Cristo é quando Deus e Jesus são importantes, porém como partes do elenco. Ou seja, Eles são apenas coadjuvantes e não os diretores de toda história. No entanto, um cristianismo sem igreja é parte resultante do cristianismo sem Cristo, pois se Cristo e Deus já não são mais Senhores de tudo e de todos, logo, a Sua Palavra já não vale de nada.

Diante disso, nós sabemos que todo tipo de confissão ou credo serve para definir aquilo que cremos ser verdadeiro, por isso que o Catecismo de Heidelberg têm 129 perguntas, e hoje nós veremos as perguntas e respostas 54 a 56.
54. O que você crê sobre "a santa igreja universal de Cristo"?
R. Creio que o Filho de Deus (1) reúne, protege e conserva (2), dentre todo o gênero humano (3), sua comunidade (4) eleita para a vida eterna (5). Isto Ele fez por seu Espírito e sua Palavra (6), na unidade da verdadeira fé (7), desde o princípio do mundo até o fim (8). Creio que sou membro vivo (9) dessa igreja, agora e para sempre (10). 
(1) Jo 10:11; Ef 4:11-13; Ef 5:25,26. (2) Sl 129:4,5; Mt 16:18; Jo 10:16,28. (3) Gn 26:4; Is 49:6; Rm 10:12,13; Ap 5:9. (4) Sl 111:1; At 20:28; Hb 12:22,23. (5) Rm 8:29,30; Ef 1:10-14; 1Pe 2:9. (6) Is 59:21; Rm 1:16; Rm 10:14-17; Ef 5:26. (7) Jo 17:21; At 2:42; Ef 4:3-6; 1Tm 3:15. (8) Is 59:21; 1Cor 11:26 (9) Rm 8:10; 1Jo 3:14,19-21. (10) Sl 23:6; Jo 10:28; Rm 8:35-39; 1Co 1:8,9; 1Pe 1:5; 1Jo 2:19. 
55, Como você entende as palavras: "a comunhão dos santos"?
R. Primeiro: entendo que todos os crentes, juntos e cada um por si, têm, como membros, comunhão com Cristo, o Senhor, e todos os seus ricos dons (1). Segundo: que todos devem sentir-se obrigados a usar seus dons com vontade e alegria para o bem dos outros membros (2). 
(1) Rm 8:32; 1Co 6:17; 1Co 12:12,13; 1Jo 1:3. (2) 1Co 12:21; 1Co 13:1-7; Fp 2:2-5. 
56. O que você crê sobre "a remissão dos pecados"?
R. Creio que Deus, por causa da satisfação em Cristo, jamais quer lembrar-se de meus pecados (1) e de minha natureza pecaminosa (2), que devo combater durante toda a minha vida. Mas Ele me dá a justiça de Cristo (3), pela graça, e assim nunca mais serei condenado por Deus (4). 
(1) Sl 103:3,10,12; Jr 31:34; Mq 7:19; 2Co 5:19. (2) Rm 7:23-25. (3) 2Co 5:21; 1Jo 1:7; 1Jo 2:1,2. (4) Jo 3:18; Jo 5:24. 

O Catecismo vai nos mostrar em rápidas palavras o que é uma igreja e qual a sua função:

A palavra “Igreja” significa “reunião” ou “assembleia”. A definição mais simples de igreja é uma comunidade de pessoas que foram chamadas pelo Espirito Santo, por intermédio da Palavra, para ser o povo de Deus. E é por intermédio da Palavra e do Espirito, como diz o Catecismo, que Cristo defende preserva a Igreja. Portanto, o culto é o meio ordenado por Deus para que haja preservação de Seu povo, pois é no culto que nós servimos a Deus por meio de orações, cânticos, confissões e ofertas. Se não temos prazer no culto, não temos prazer em Deus e rejeitamos o sacrifício de Cristo, porque foi por meio do sangue do Cordeiro que temos comunhão com Deus. 
Paulo nos diz em Efésios que Cristo, ao subir aos céus, concedeu dons aos homens (Ef 4.8). No entanto, como podemos mostrar esses dons? Por intermédio da “comunhão dos santos”. Paulo nos diz que o desenvolvimento de nossos dons devem ser para a edificação da Igreja (1Co 14.26) e não para o gozo próprio. 
Uma das formas que a Bíblia demonstra o senhorio de Cristo é por intermédio da remissão de nossos pecados. Porém, o sacrifício realizado por Cristo não foi somente para a remissão, mas também para a nossa compra (1Pe 1.18,19). Cristo é o Senhor de tudo, tanto por ser o nosso criador, quanto por nos redimir e comprar. A frase “remissão de pecados” faz parte do credo sobre a igreja comunhão dos santos, pois somente pelo sangue do Cordeiro temos comunhão com Deus e essa comunhão deve ser vista na igreja com os irmãos. 

Esses três tópicos levantados acima nos faz refletir sobre a necessidade da igreja em meio à um movimento crescente no Brasil, os desigrejados. Os adeptos deste movimento professam crer em Cristo, mas entendem que não há necessidade de reuniões em locais construídos por mãos humanas para adorarem a Deus. 


Uma coisa nós sabemos, Deus não habita em templos feitos por mãos humanas (At 7.48). No entanto, o testemunho bíblico nos diz claramente que todos os que se achegam a Cristo possuem o desejo de congregar, de participar do partir do pão e aprender mais da doutrina dos apóstolos.

Se eu não tenho prazer de estar com meus irmãos em culto, em estudos, em encontros, ou qualquer coisa que mostre a comunhão dos salvos, nós não poderemos ansiar ardentemente pela vinda de Cristo e a nossa reunião com Ele. Pois, disse Jesus, que haverá um só rebanho (Jo 10.16) e estaremos de pé diante do trono clamando a Deus com grande voz (Ap 7.9,10). 

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Autor: Denis Monteiro
Fonte: Bereianos
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sábado, 1 de agosto de 2015

Igreja para quê?

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Por David Feddes


É possível ficar de fora da igreja e continuar a ser um bom crente? Muitos dizem que sim a essa pergunta e pode ser que até você concorde com isso. Você crê em Deus, ora de vez em quando, se considera um crente, mas acha que pode passar muito bem sem uma igreja. O que importa é como você se relaciona com Deus, e não, com a igreja, certo? Errado.

É possível ficar de fora da igreja e continuar a ser um bom crente? Não, se Deus sabe do que está falando. A Palavra de Deus, a Bíblia, mostra sempre e sempre que se alguém pertence a Cristo, também pertence à Sua igreja e está profundamente envolvido com a vida dela. Portanto, se acha que pode ser um bom crente sem uma igreja, está dizendo que sabe das coisas melhor do que Deus, e fazer isso não é uma coisa muito inteligente.

Por que ficar de fora?

Topei com um monte de razões diferentes que as pessoas usam para ficarem longe de uma igreja. Alguns acham que não têm escolha; acham que devem trabalhar no domingo, senão podem perder o emprego. Ir à igreja para adorar a Deus pode ser muito bom, mas ir trabalhar e deixar o patrão satisfeito é o que paga as contas. Deus vai entender, não é?

Outros não passam o domingo trabalhando, mas acham que precisam de sono extra na manhã daquele dia, ou talvez queiram cortar a grama e lavar o carro, ou fazer as compras. Talvez tenham planejado uma viajem de fim de semana todo na praia ou, participar de um torneio de futebol ou de outro acontecimento esportivo. Separar tempo para ir à igreja poderia atrapalhar os planos para o fim de semana.

Há ainda quem fique fora de uma igreja porque algum de seus membros ou algum de seus líderes lhe desagradaram. Você acha que “se isso é a igreja, quem é que precisa dela?”. Você não tem nada a ver com a sua velha igreja nem sequer está procurando por uma nova. Para que ficar por aí entre um monte de hipócritas, quando pode seguir a Deus do seu modo?

Talvez mantenha-se distante de uma igreja por se sentir muito desconfortável lá. Quando decide dar as caras num domingo fica como um peixe fora d'água. Parece que todos prestam atenção quando você se senta ou se levanta; parece que todo mundo lá se conhece, mas você não conhece ninguém; quase ninguém fala com você ou lhe faz se sentir bem-vindo. Para que repetir uma situação que lhe incomoda?

Talvez tenha uma razão bem diferente para se sentir mal e ficar de longe. Você pertenceu à igreja por muitos anos, conhece a maioria das pessoas e elas lhe conhecem, mas enfrentou problemas no seu casamento, se divorciou, ou passou por alguma outra situação pela qual se sente culpado e encabulado, e, por isso não consegue olhar a cara daquela gente. Então, é melhor ficar longe da igreja.

Essas são apenas algumas das razões que as pessoas usam para ficarem longe da igreja. Mas isso não tem nada a ver com o caso, não importa qual seja a sua razão para ficar de fora, a primeira pergunta que tem de responder é: quais são os bons motivos para que eu vá à igreja? Se nada acontece de importante na igreja, então, fazer qualquer outra coisa é melhor do que perder o seu tempo lá. Se não existir nenhuma razão forte para ir, então qualquer desculpa, a menor que seja, é suficiente para se manter à distância. Por outro lado, se as razões a favor da igreja forem mais fortes, então você não terá outra escolha senão se envolver, não importa quais sejam os seus motivos para ficar de fora.

O que Deus diz a respeito

Se você acha que a fé é um assunto meramente particular, uma negócio entre “eu e Jesus”, está enganado. Você pode perguntar: “Quem foi que disse que eu preciso de igreja para ser um bom crente? Quem foi?”. Bem, foi Deus quem disse. Dê só uma olhada em algumas das formas como Deus, na Bíblia, descreve a igreja.

A Bíblia chama a igreja de a família de Deus (Ef 2.19). Família “tanto no céu como sobre a terra” ( Ef 3.14-15 ). É o lar de todos os que pertencem a Deus. Portanto, se você está do lado de fora da igreja, ou está fugindo de casa ou não faz parte da família de Deus de jeito nenhum.

A Bíblia fala da igreja como a noiva de Cristo. O Senhor enxerga nela uma beleza cada vez mais radiante; partilha com ela de amor e intimidade profundos. A igreja é mais preciosa para Cristo do que a esposa para seu esposo. Se você despreza a igreja e não quer nada com ela, a sua atitude conflita com a de Jesus.

A Bíblia também denomina a igreja de o corpo de Cristo. Cada crente é parte desse corpo. É obvio que qualquer membro do corpo só poderá estar vivo e ativo se estiver ligado ao corpo; é indispensável estar conectado ao corpo. Por isso todo crente tem que está ligado à igreja. A igreja, como corpo de Cristo, está viva com o Espírito de Cristo e realiza no mundo a obra de Jesus.

O próprio Deus nos chama para fazer parte da Sua igreja, não apenas para vislumbrar a beleza de Jesus, a encarnação Deus em homem, mas também para ver e tomar parte na beleza da igreja, onde pessoas de carne-e-osso vivem no poder do Espírito Santo. Por que a igreja? Porque é a família de Deus, a noiva de Cristo, o corpo de Cristo. Mesmo na sua maior feiura, mesmo quando é menos atraente, qualquer igreja genuína tem em si mesma uma beleza e um poder que não se pode achar fora dela. Por que a igreja? Porque é Deus que o diz. Por que a igreja? Porque você e eu precisamos dela.

A Bíblia deixa claro que quando as pessoas depositam a sua fé em Jesus e são cheias com o Espírito Santo, elas simplesmente não saem por aí a fora cuidando das suas coisas. Não, elas se tornam parte da igreja através do batismo. O batismo é o sinal e o selo de quem foi lavado no sangue de Jesus e de quem ressurgiu para uma vida nova. O batismo também marca as pessoas como novos membros da igreja. É através do batismo que são acrescentadas à comunidade dos crentes.

A Bíblia narra em Atos 2.42 que pouco depois da ressurreição de Jesus e do derramar do Espírito Santo, as pessoas recém-batizadas “perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”. Em uma única e simples frase temos uma quádrupla e grandiosa resposta à pergunta: “Por que a igreja?” Primeira resposta, para o ensino; segunda, para a comunhão; terceira, para o partir do pão; quarta, para a oração.

A doutrina dos apóstolos

Por que a igreja? Primeira resposta, porque é na igreja que podemos nos aplicar ao ensinamento dos apóstolos, à sua doutrina. Nos dias no Novo Testamento os apóstolos estavam presentes ensinando pessoalmente aos novos crentes. Embora hoje os apóstolos já tenham morrido e ido para o céu, ainda assim continuam a nos ensinar através de seus escritos inspirados por Deus e registrados na Bíblia.

Os apóstolos nos ensinam a respeito de Jesus — quem é Ele, o que fez e ensinou. Nos ensinam sobre os grande planos e propósitos de Deus conforme o desvelaram na história da salvação. Nos ensinam o que significa seguir a Cristo em nossas próprias vidas e situações. Toda igreja verdadeiramente cristã está cheia da doutrina apostólica. Toda igreja verdadeiramente cristã firma-se sobre a Bíblia. A igreja não pode se alicerçar numas poucas e belas idéias ou sugestões eruditas. O fundamento da igreja é a doutrina dos apóstolos que procede de e revela a Cristo.

A Bíblia diz que somos “da família de Deus, edificados sobre o fundamento dos apóstolos e profetas, sendo ele mesmo, Cristo Jesus, a pedra angular” (Ef 2.19-20). Para que possamos construir as nossas vidas sobre a verdade precisamos da “casa de Deus, que é a igreja do Deus vivo, coluna e baluarte da verdade” (1Tm 3.15).

Você pode estar pensando: “Tudo bem, pode ser que eu precise do ensinamento dos apóstolos. Mas, por que na igreja? Não me basta somente ler a Bíblia sozinho, ou assistir, no rádio e na TV, programas bíblicos?”. Bem, com certeza eu sou a favor da leitura da Bíblia; até mesmo lhe enviaria gratuitamente um livreto para lhe ajudar a fazer isso todo dia, se você quiser. E é óbvio que não sou contra o uso da mídia no ministério, senão não estaria lhe dizendo isso agora pelo rádio.

Mas para se obter o benefício total do ensino apostólico apenas ouvir às transmissões não basta. Envolva-se com uma congregação da sua comunidade. O só estar congregado com o povo de Deus num lugar de adoração dá, de algum modo, uma sensação especial da Sua presença. As pessoas louvam a Deus em conjunto, e em conjunto confessam que precisam do Seu perdão para as suas vidas. O pregador fala com uma autoridade especial, e o povo ouve com uma especial abertura. Numa igreja local o ministro pode aplicar o ensinamento bíblico às necessidades da comunidade e congregação particulares de uma forma que um ministro de mídia não pode.

Ainda mais, quando você tem dúvidas sobre a Palavra de Deus, ou, problemas pessoas contra os quais está lutando, o seu pastor, ou um outro irmão na fé, pode conversar com você cara a cara sobre essas necessidades. Numa congregação local você tem a oportunidade de participar de grupos de estudo bíblico e de conversar especificamente sobre como o ensino apostólico deveria afetar a sua vida. Você não pode ter isso apenas estudando a Bíblia sozinho ou ouvindo a alguém como eu, mas precisa ser parte ativa da sua igreja local.

Comunhão

Consideremos agora o segundo aspecto vital da igreja: a comunhão. A igreja é uma comunidade especial onde gozamos da comunhão dos crentes.

Lembro-me de ter conversado com um homem que deixou de ir à igreja porque estava aborrecido com a sua congregação local. Ele ficava em casa aos domingos e assistia a um pregador na televisão. Quando instei para que não se apartasse da sua igreja, disse-me: “Eu tenho o que preciso ao assistir o ministro da TV”.

Depois disso tivemos uma outra conversa. O seu filho tinha morrido num acidente trágico. O pai amargurado descobriu que existem algumas coisas que você não pode ter somente assistindo televisão. O pregador da TV não estava na casa dele para o abraçar e orar com ele, e lhe trazer palavras de esperança e de consolação. A tela da TV não chora com os que choram. Os únicos que puderam dar àquele homem o apoio de que precisava foram o pastor e as pessoas da sua igreja.

Aqui no programa “Back to God Hour”, ouvimos muitas pessoas que enfrentam dificuldades. É triste que muitas delas não tenham uma igreja. Ficamos felizes por nos contatarem e tentamos ajudá-las tanto na conversa ao telefone quanto quando lhes respondermos por carta. Mas sabemos que isso é tudo o podemos fazer. Não temos como substituir a comunhão de uma igreja local, por isso sempre as encorajamos a que se filiem a uma igreja. Quando você enfrenta uma doença séria, ou a perda de um ente querido, ou problemas financeiros, ou uma crise familiar, não precisa dos bons conselhos que estão por aí nas ondas de rádio, precisa de pessoas que estejam bem ao seu lado, irmãos e irmãs crentes que lhe apoiem nos momentos difíceis.

Sei que a igreja tem os seus defeitos, que a comunhão está longe de ser perfeita. Afinal, a igreja é uma comunidade de pecadores que ainda têm muito o que mudar. As pessoas nem sempre se dão tão bem juntas, mas sei também que quando as coisas ficam difíceis, todas se juntam para ajudar àquele que necessita. Tenho sempre ouvido de pessoas em crise que me dizem: “Agora sei realmente o que é a comunhão dos santos. Não sei como teria passado sem as orações e o apoio das pessoas da minha igreja”.

A comunhão da igreja faz muito mais que somente nos ajudar a superar os tempos de crise. Os cristãos se dedicam à comunhão porque na igreja o todo é maior que as partes. Como um corpo, a igreja tem muitas partes, cada uma delas com uma função singular.

Pode ser que você pense que os seus dons não sejam tão importantes para a igreja quanto os dons de outros. Mas, segundo a Bíblia, esse não é modo de ver as coisas. Não seria loucura se o pé dissesse, “porque não sou mão, não pertenço ao corpo”; ou se o ouvido dissesse, “porque não sou olho, não pertenço ao corpo”? E se corpo fosse um imenso globo ocular? Seria grotesco, e como é que ele iria poder escutar? E se fosse uma enorme orelha? Como é que poderia sentir o cheiro? É muito bom que Deus tenha dado ao corpo muitas partes diferentes e as tenha organizado do modo que quis.

O mesmo se aplica à igreja. Deus coloca juntos muitos indivíduos singulares e diferentes, que são dotados dos mais diferentes modos. Se você é um crente que pensa que a igreja pode passar muito bem sem você, pense novamente. Cada parte é importante.

A igreja precisa de você e você precisa dela. Como diz a Bíblia: “Não podem os olhos dizer à mão: Não precisamos de ti; nem ainda a cabeça, aos pés: Não preciso de vós”.Seria a maior loucura uma parte dizer ao corpo inteiro: “não preciso de você”. O que é que acontece quando uma parte é amputada do corpo? Ela logo morre e degenera. Se você disser ao corpo de Cristo: “Não preciso de você, posso passar muito bem sozinho”. Logo sua alma se degenera. Para poder viver e crescer, você precisa ser uma parte integrada ao corpo.

Você precisa da igreja e a igreja precisa de você. Cada uma das partes precisa das outras; se uma delas sofre, todas as outras sofrem; se uma delas prospera, todas as outras se beneficiam. Foi assim que Deus projetou o nosso corpo físico, e assim também projetou o corpo de Cristo (veja I Coríntios 12). Não é somente “eu e Jesus”. É “nós e Jesus”. Quando os crentes se aplicam à comunhão, todos se beneficiam dos dons que Deus concedeu a cada um deles, e, como grupo, realizam muitas coisas que individualmente não seriam capazes de realizar.

Também precisamos da comunhão para sermos responsáveis uns pelos outros. Se quiser pode chamar isso de pressão positiva do grupo social. O mundo está cheio dessa pressão negativa, mas a igreja pode proporcionar uma pressão positiva, como diz a Bíblia: “Consideremo-nos também uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras. Não deixemos de congregar-nos, como é costume de alguns; antes, façamos admoestações e tanto mais quanto vedes que o Dia se aproxima” (Hb 10.24-25). Quando nos sentimos cansados e desencorajados de tentar seguir a Cristo, precisamos da força dos outros. Quando caímos em pecado e em maus hábitos, precisamos ser confrontados pelos outros. É claro que isso envolve mais do que só aparecer nos cultos de domingo. Significa conhecer realmente um ao outro, o mais das vezes em pequenos grupos de amizades íntimas. Significa colocarmo-nos debaixo da autoridade da igreja, em vez de fazer simplesmente o que queremos.

A igreja é o palco para o amor da comunhão, onde podemos deixar de pensar em nós mesmos para começar a amar os outros assim como Cristo nos amou. Disse Jesus:“Novo mandamento vos dou: que vos ameis uns aos outros; assim como eu vos amei, que também vos ameis uns aos outros. Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos: se tiverdes amor uns aos outros” (Jo 13.34-35).

O partir do pão

Por que a igreja? Já falamos sobre dar ouvidos ao ensino dos apóstolos e experimentar o amor da comunhão do povo de Deus. Agora, vamos dar uma olhada numa terceira razão: o partir do pão. O povo de Deus se congrega na igreja em torno da mesa do Senhor para a Santa Ceia. Quando comemos do pão que foi partido, participamos do corpo do Senhor Jesus Cristo, partido para a nossa salvação. Quando bebemos do vinho, bebemos do sangue de Cristo, derramado para nos dar vida.

Uma fé viva não é apenas questão de pensar em Jesus. Uma fé viva banqueteia-se em Jesus, sempre, sempre e sempre. Disse Jesus: “Quem comer a minha carne e beber o meu sangue tem a vida eterna, e eu o ressuscitarei no último dia. Pois a minha carne é verdadeira comida, e o meu sangue é verdadeira bebida. Quem comer a minha carne e beber o meu sangue permanece em mim, e eu, nele” (Jo 6.54-56). A Ceia do Senhor é muito mais que um auxílio visual ou que um mero ritual sem significado, é uma banquete espiritual que não podemos perder.

Por que a igreja? Porque é lá que, congregados em torno da mesa do Senhor, nos encontramos com Jesus que vem até nós para nos dar do Seu corpo e sangue e nutrir as nossas almas para a vida eterna. Ele não vem fisicamente, mas vem, verdadeiramente, pelo Seu Espírito Santo. Quando em nossas bocas recebemos do pão e do vinho, as nossas almas recebem do Cristo vivo e dos benefícios do Seu corpo e sangue dados por nós.

A oração

A quarta e última atividade citada em Atos 2:42 é a oração. Os cristãos da igreja do Novo Testamento ajuntavam-se para orar. Você pode pensar: “Para que ir à igreja para orar? Posso orar sozinho muito bem”. Bem, é verdade que a oração pessoal é importante e que se pode orar em qualquer hora e lugar, mas também é importante orar junto com os outros. Quando o povo de Deus se ajunta, seja numa grande congregação, seja numa pequena reunião de oração, as suas orações agregam poder. Disse Jesus: “Em verdade também vos digo que, se dois dentre vós, sobre a terra, concordarem a respeito de qualquer coisa que, porventura, pedirem, ser-lhes-á concedida por meu Pai, que está nos céus. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, ali estou no meio deles” (Mt 18.19-20). Por que a igreja? Porque lá as pessoas oram juntas com um só coração e louvam a Deus com uma só voz.

Ouça novamente Atos 2.42 “E perseveravam na doutrina dos apóstolos e na comunhão, no partir do pão e nas orações”. Era isso que os cristãos primitivos faziam juntos como igreja, e é, uma boa síntese da razão por que eu e você precisamos nos envolver na igreja ainda hoje.

Atos 2 prossegue falando do dinamismo daquela igreja. Havia grandes milagres acontecendo; os crentes vendiam os seus bens, partilhando deles com os coirmãos que não tinham o suficiente, louvando ao Senhor diariamente no templo e gozando da companhia uns dos outros em seus lares. E o Senhor acrescentava ao número deles aqueles que iam sendo salvos.

Ainda hoje, sejam quais forem as suas falhas — e há muitas delas — uma legítima congregação cristã é um ambiente onde o poder de Deus atua de formas surpreendentes, onde o povo de Deus dá de si mesmo para ajudar os outros, e onde dão alegria aos corações uns dos outros e a Deus. Por que a igreja? Por que é dinâmica; é onde acontecem coisas sobrenaturais e esplêndidas.

Quando se lê sobre a igreja do Novo Testamento pode-se ser tentado a dizer: “Ah, eu adoraria ir a uma igreja assim como esta, mas as igrejas de hoje... bem, elas não têm o que ela tinha”. Mas não engane a si mesmo. Se você ler a Bíblia, vai descobrir que aquela igreja lá de trás lutou com os seus próprios problemas e escândalos, e se olhar honestamente para a igreja de hoje, não vai achá-la tão ruim quanto gostaria de achar quando está procurando desculpas para não se envolver. Existem algumas igrejas que são tão corruptas e anti-bíblicas que é melhor mesmo ficar bem longe, mas não significa que você não pode encontrar uma igreja autêntica.

Cada igreja, é claro, tem os seus próprios problemas, até mesmo naquelas em que Deus está operando ativamente. Mas veja de outra forma: se as pessoas da igreja fossem todas perfeitas, elas poderiam não querer que pecadores como eu e você nos ajuntássemos à igreja para não a contaminar. Alegre-se porque a igreja não é boa demais para lhe receber, e não aja como se fosse bom demais para se ajuntar aos pecadores salvos que existem na igreja.

Não finja que tem coisas melhores a fazer. Não existe nada mais importante do que aplicar-se ao ensinamento dos apóstolos, à comunhão, ao partir do pão e à oração. Tente. Procure uma igreja fiel que creia na Bíblia e honre a Cristo e filie-se a ela. Você vai se maravilhar com o que acontece.

Sobre o autor: O autor é radialista do programa “Back to God Hour” do qual transmitiu esta mensagem em 26/11/2000. — Artigo coligido da revista “New Horizons” (julho de 2003). — The Back of God Hour of The Christian Reformed Church in North America, 6555 West College Drive, Palos Height, IL 60463.

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Traduzido por: Marcos Vasconcelos
Fonte: Monergismo

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