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quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Liberalismo teológico é a lepra contemporânea

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Por Thiago Azevedo


No livro de levitico é observado a pessoa do sacerdote legislando acerca de vários assuntos. O sacerdote era quem resolvia problemas desde litígios entre pessoas, questões financeiras indenizatórias e purificação de pecados. O sacerdote também observava e tinha poder para avaliar acerca da lepra. Uma doença que corroia a carne humana levando a necrose o membro ou parte do corpo afetada. Tinha que ser tratada realmente de forma séria e excludente Lv 13.4. A lepra era de fato uma doença com a face maligna. Porém não se pode dizer que ao ser colocado em local reservado o leproso estava sendo de fato tratado com discriminação, por sinal, discriminação trata-se de um conceito atual que nem se quer naquele tempo existia, e sendo assim, não se pode aderir um conceito atual e lançá-lo na hermenêutica bíblica. Pois isso seria nada mais nada menos que uma anacronia. A atitude de isolamento se dava muito mais por uma preservação familiar a riscos de exposição àquela doença, bem como, os integrantes da comunidade do enfermo. Assim, percebesse um cuidado com o coletivo para que este não fosse exposto a tamanho mal. Vale salientar que a atitude de isolamento era uma decisão que percorria as vias de uma mão dupla, tanto o sacerdote como os enfermos decidiam visando o bem estar da comunidade e a isenção coletiva de um mal maior.

O Sacerdote avaliava a situação do leproso (progresso ou estagnação da doença Lv. 13.5) e de acordo com a avaliação clínica este era reintegrado na comunidade, ou medidas mais contundentes teria que ser tomadas. O liberalismo teológico é a lepra contemporânea e deve ser tratada com o mesmo rigor de outrora, pois possui o mesmo poder de destruição sendo que munido de um sistema, a priori, assintomático.

Introdução

A relação que se enxerga entre a lepra e o liberalismo teológico percorre os caminhos da similaridade. Ou seja, a lepra promovia o mau funcionamento do corpo, o liberalismo teológico também (corpo de cristo). A lepra necrosava e tornava sem vida o local afetado, o liberalismo teológico também (Contemple o rastro deste). Em estado avançado a lepra levaria em pouco tempo o enfermo à morte, de igual modo ocorre com o liberalismo teológico (Que o diga o ambiente cristão europeu). Tudo isso requer uma percepção aguçada dos “sacerdotes contemporâneos” a tratar o mal de forma acachapante e cautelosa como fizeram os da linhagem sacerdotal primitiva.

O liberalismo teológico é a lepra contemporânea

A lepra não era incurável, se bem que alguns casos sim. Algumas situações ou alguns enfermos encontravam êxito em sua labuta sendo alcançados pela cura. E a avaliação desta cura ficava sob os auspícios sacerdotais. Porém, quando a lepra se qualificava como incurável, atitudes drásticas e contundentes eram de fato tomadas. Por exemplo, se a doença, (algumas traduções trazem a expressão MOFO enquanto no original a palavra é TSARÁ = LEPRA. Posteriormente a junção da palavra pecado HATTA’T com a palavra lepra TSARÁ deu-se a palavra TSARA’AT = lepra maligna ou lepra de pecado), se espalhou na roupa, esta era submetida a vários ritos de lavagem e não tendo resultado, a queima desta peça de vestuário era o mais viável Lv. 13: 47-59. De forma semelhante, no sentido de avaliação, a pessoa enferma era averiguada, se não apresentasse melhoras era colocada em um local reservado Lv. 13: 45-46. Mas esta atitude não é severa demais? É preciso que se saiba que esta atitude era mais por prevenir a comunidade e à família do enfermo de um possível contágio e não por chacota ou coisa parecida. Era de fato um mal necessário e um mal maior. A doença em metástase tinha que ser de fato tratada com seriedade. A doença seria responsável por um processo de mutilação natural dos membros da pessoa afetada até chegar às vias de fato (morte). Este seria um mal individual que se não fosse observado de forma excludente toda a comunidade juntamente com a família do enfermo seria acometida por tamanho mal e ao invés de um morreriam todos.

A lepra também se espalhava por paredes das casas e a observação sacerdotal nestes casos percorria o mesmo víeis dos casos mencionados alhures. Ou seja, averiguação e diagnostico. Se nesta avaliação fosse constatada a doença maligna e posteriormente seu progresso em uma espécie de metástase, a atitude a ser tomada era derribar a referida casa, queimar os entulhos, limpar bem o terreno e levar para fora da cidade seus escombros Lv. 14: 44-45. Aqui se tem uma ideia de recomeço. Pois a destruição requereria uma reconstrução. Haja vista, que a família que outrora morava na casa derribada precisaria de uma nova moradia. Aqui é onde entra a ideia central deste texto e o cuidado severo que se deve aplicar a lepra contemporânea denominada liberalismo teológico. O liberalismo teológico pode muito bem ser comparado com a lepra de levítico. Pois, as mesmas possuem efeitos devastadores. Ou seja, ambos prejudicam o funcionamento do corpo, mutilam, apodrecem, envergonham e por fim levam à morte.

Alguns cristãos contemporâneos foram acometidos por tamanho mal, e poderia mencioná-los, mas não convém. Foram deliberadamente expostos ao perigo do contágio e não tiveram o cuidado necessário, não procuraram isolar-se do mal, não averiguaram o progresso da mácula, não livraram às suas comunidades do perigo. E na atualidade a lepra (liberalismo teológico) se instalou e se espalhou numa potente e arrasadora metástase. A metástase contemporânea é bem mais grave do que à antiga, pois o próprio leproso se auto denunciava Mc. 1:41, no texto mencionado o leproso procura a Cristo em busca de ajuda. O sacerdote era esta pessoa no antigo testamento, era ele quem podia socorrer o leproso e rogar a Deus que o curasse. Bem como o profeta. A cura da lepra era vista como um milagre e um ato exclusivamente de Deus. O processo de uma possível cura não era a curto prazo e por isso o leproso era colocado em local reservado numa espécie de proteção aos demais. Assim como o leproso da citação anterior, agiu Naamã em 2º Rs 5 quando procurou o rei de Israel na pessoa de Jorão, e este repassando para Eliseu o problema 2° Rs 5:7-8. Os leprosos destes tempos reconheciam seus estados de podridão e impureza (humildade) e buscavam ajuda. Na atualidade, os leproliberais (soberbos) não reconhecem a inerência do problema em suas carnes, não vêem a necessidade de buscar uma cura e agem assim em zelo a um possível status quo. Mas há também algo interessante no texto mencionado, Jorão o rei de Israel nesta ocasião se desespera ao receber a carta do rei da Síria recomendando a cura de seu oficial v. 7, Jorão sabe que algo desta magnitude só sendo obra de Deus. É com esta percepção que a metástase contemporânea lepral denominada liberalismo teológico deve ser combatida e tratada. Infelizmente alguns líderes têm se dedicado a horas de estudos, porém se esquecem de uma busca espiritual. Acreditam que podem refrear ou combater o liberalismo teológico e quaisquer outros males só com livros e com horas de leitura sem o apoio e obra divina. Academicismo e piedade, tudo isso deve fazer parte de um pacote fechado em paralelo ao entendimento que Deus é quem muda e atua na mente do homem por meio de instrumentos que são seus servos.

Então, qual seria a sequela de um leproso que rejeitasse o isolamento terapêutico na antiguidade? Não só morrer, mas também contaminar e matar!! É justamente esta a função do liberalismo teológico na atualidade, que o diga toda Europa e o E.U.A e seus grandes centros acadêmicos de origem cristã, como Havard, Oxford, massachussets, Princeton e Yale etc. Este mesmo panorama contemporâneo é visto nas igrejas e seminários onde cada vez mais a metástase contemporânea tem se enraizado.

Qual seria a solução? Ao ser constatado o diagnóstico, se deve percorrer os mesmos caminhos que o sacerdote fazia quando havia lepra na casa, pôr fim e possivelmente reerguer. Estas foram às palavras do Reverendo Augusto Nicodemos em um congresso jovem quando indagado. Na ocasião o Rev. Augusto mencionou a importância de se averiguar primeiro um possível tratamento dentro da própria instituição, mas se esta possibilidade for inacessível à solução seria por fim e recomeçar. Na ocasião, menciona o Richard Albert Mohler, Jr presidente do Seminário Teológico Batista do Sul em Louisville , Kentucky. Que após um trabalho árduo de averiguação e de investigação reverteu os víeis liberais percorridos pela denominação. Exemplo a ser seguido

Doravante assegurasse que com toda convicção, e sem resquícios de duvidas, o liberalismo teológico seja com toda convicção muito pior em todos os sentidos do que a lepra da antiguidade. A metástase lepral contemporânea (liberalismo teológico) é de fato mais contundente que a metástase lepral antiga (enfermidade). Isso se dá pela evidência superficial inerente à lepra da antiguidade, como ferida, escorrimento, mau cheiro etc., Evidências externas. A metástase lepral contemporânea (liberalismo teológico) não possui evidencias externas, é um mal que possui um conjunto assintomático que o camufla. Quando vem ser percebido ou notado já está em avançado estado de putrefação e de necroses múltiplas bem perto da morte. Porém, é necessário que se compreenda algo. Não existe nada que possa fugir do controle divino, Deus sabe de tudo de forma antecipada por meio de seu atributo incomunicável denominado onisciência. No livro de Levitico há uma passagem que é muito intrigante Lv. 14:33-34 Deus alerta a Moises e Aarão  quanto a lepra colocada pelo próprio Deus nas casas. Posteriormente Deus dá as orientações que devem ser tomadas.

É muito pensar que o próprio Deus coloque na mente de pessoas o liberalismo teológico afim de mais cristãos como os bereanos se levantem?

É impossível responder esta pergunta sem as lentes do êxodo israelita quando o próprio Deus endurece o coração de faraó de forma estratégica e em prol do engrandecimento de seu nome. Com a propagação liberal os cristãos, ao menos aqueles que indiciam os aspectos da eleição nas suas vidas, se sentem mais que incomodados e impelidos a buscarem o preparo acadêmico em paralelo com uma vida piedosa. Com isso pessoas acomodadas na fé despertariam impulsionadas a estudarem e a defender a fé com razão. Com isso o surgimento de pessoas mais preparadas na liderança de ministérios e com isso pastores íntegros com o compromisso de sola escriptura extinguiria os preguiçosos e medíocres do serviço cristão e com isso tornaria o ambiente desfavorável à metástase lepral contemporânea chamada liberalismo teológico. Estaria, portanto bem próximo de uma erradicação deste mal no meio cristão. Entende-se afinal, que Deus pode sim realizar estas coisas com o intuito do despertar apologético nos “sacerdotes contemporâneos”. E estes prevenirem, diagnosticarem e excluírem se realmente for necessário e existente alguma chaga no corpo de cristo em prol que não se alastre nem crie raízes. Ou até, em atitude mais drástica, de derribar, queimar e pôr fim na estrutura alcançada pela metástase contemporânea chamada liberalismo teológico.

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Sobre o autor: Thiago Azevedo é Casado com Mercia Litian a 7 anos - Membro da 2º Igreja Batista em Casa Amarela Recife PE há 12 anos - Formado em Teologia pelo Seminário Teológico Pentescostal do Nordeste - Formando em Teologia pela Universidade Metodista de São Paulo Polo Recife - Graduando em Filosofia pela UNICAP Universidade Católica de Pernambuco. Área de pesquisa - Simples estudante dos idiomas bíblicos 

Divulgação: Bereianos
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quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Os 5 + da Classificação da Perseguição Religiosa


Em 2014, três países novos entraram na lista que classifica as nações de acordo com o grau de intolerância para com aqueles que seguem a Cristo. No vídeo a seguir, conheça esses e os cinco lugares onde os cristãos são mais perseguidos

Atualmente, mais de 100 milhões de cristãos são perseguidos por causa de sua fé em Jesus. Aqueles que seguem a Cristo enfrentam a oposição de seus governos, sociedades e até parentes em, pelo menos, 60 nações. Isso faz com que os cristãos sejam o grupo religioso mais perseguido do mundo.

Em média, 100 indivíduos cristãos perdem sua vida a cada mês em razão de sua fé em Jesus Cristo.

A Classificação da Perseguição Religiosa lista os 50 países onde há mais pressões contra os cristãos. Atualizada anualmente, com base nas pesquisas da Portas Abertas Internacional, para a obtenção do resultado são consideradas as leis no país, a postura das autoridades, da sociedade e da família em relação aos cristãos, aos novos convertidos e à Igreja, no geral. Um questionário cobrindo esses aspectos determina a posição do país na Classificação.

Saiba mais em Cristãos Perseguidos.
FontePortas Abertas Brasil

Trabalho árduo ou satisfação imediata?


waters-emulating

Guy Waters em seu artigo “Imitando os Nossos Anciãos” mostra como precisamos aprender sobre o trabalho árduo com as gerações passadas. Ele escreve:
O antigo filósofo grego Sócrates é regularmente citado como tendo dito: “Os filhos hoje amam o luxo; não têm boas maneiras, menosprezam as autoridades; desrespeitam os mais velhos e dão preferência às conversas ao invés de exercitarem-se. Os filhos hoje são tiranos e não servos de seus lares. Eles já não levantam-se quando os mais velhos entram na sala. Eles contradizem seus pais, tagarelam diante das visitas, devoram as guloseimas à mesa, cruzam as pernas e tiranizam seus professores”. A citação acima é certamente apócrifa, mas ela ressoa com a experiência humana das gerações. Ao longo da história, as gerações mais velhas olharam por cima de seus óculos com reprovação em relação aos valores e o caráter da geração mais jovem.
A Escritura nos adverte aqui: “Jamais digas: Por que foram os dias passados melhores do que estes? Pois não é sábio perguntar assim”. (Eclesiastes 7:10). Os cristãos não devem ceder à tentação de romantizar o passado ou demonizar o presente. Nós servimos a Deus em nossos dias, convencidos de que ele nos chamou para esta geração e não para outra (1 Coríntios 7:17). Estamos certos de que ele dá ordens soberanamente não apenas no que diz respeito aos assuntos dos reis e nações (Provérbios 21:1; Jeremias 1:10), mas até mesmo sobre o lançar de sortes (Provérbios 16:33) e sobre as vidas dos pardais (Mateus 10:29).
Para servir ao Senhor de forma eficaz em nossos dias, no entanto, é preciso “entender os tempos” em que vivemos (1 Crônicas 12:32). Quando fazemos isso, nós encontramos algumas diferenças surpreendentes no Ocidente entre as gerações passadas e a geração atual. Uma diferença em particular é muito difundida e preocupante. As gerações anteriores eram conhecidas por um comprometimento com o trabalho árduo em detrimento da satisfação imediata–basta pensar nos homens e mulheres que vieram da época da Grande Depressão e da Segunda Guerra Mundial. A geração atual, no entanto, é conhecida por seu apego quase religioso à satisfação instantânea.
Esse apego tornou-se especialmente evidente em uma área da vida– finanças pessoais. A dívida do consumidor inflou; os gráficos da dívida do consumidor entre a Segunda Guerra Mundial e o tempo presente mostram uma linha que se move de forma constante e, em seguida, cresce acentuadamente. Os americanos estão pedindo mais emprestado, gastando mais e poupando menos. Os relatórios indicam que a recente recessão amorteceu o aumento da dívida das famílias em algum grau. Mas alguns analistas dizem que essa tendência pode ser devido à maior relutância das instituições financeiras em emprestar do que de qualquer disciplina recém-descoberta por parte daqueles que fazem o empréstimo.
A que podemos atribuir essa explosão do endividamento pessoal?
2013_TBT_03_March_200x1000Dr. Guy Prentiss Waters é professor de Novo Testamento no Reformed Theological Seminary em Jackson, Mississippi. Ele é autor do livro How Jesus Runs the Church.
Por Guy Waters. Extraído do site www.ligonier.org. © 2013 Ligonier Ministries. Original: Emulating Our Elders.
Este artigo faz parte da edição de Março de 2013 da revista Tabletalk sobre “Uma Cultura Fascinada pela Juventude”.
Tradução: Isabela Siqueira. Revisão: Renata Espírito Santo – © Ministério Fiel. Todos os direitos reservados. Website: www.MinisterioFiel.com.br. Original: Imitando os Nossos Anciãos e Trabalho árduo ou satisfação imediata?

Um Ídolo Chamado Eu – R. W. Glenn (pregação completa)


Bob Glenn - Um ídolo Chamado Eu




Eu me amo; eu me adoro; eu não consigo viver sem mim.
Vivemos em uma sociedade absorta em si mesma. Segundo Bob Glenn, que será palestrante daConferência de Jovens de 2014, todos nós adoramos um ídolo (algo que adoramos no lugar do Deus vivo); e o ídolo preferido normalmente é o próprio “eu”. Isso é evidenciado pela cultura da auto-ajuda, na qual o “eu” determina e muda todas as coisas. Contudo, quando confiamos em nós mesmos mais que confiamos em Deus, isso é idolatria. Até quando tentamos nos ajudar, caímos na “auto-ajuda” e na “auto-idolatria”. O que fazer, então? O que pode nos livrar de nossa auto-idolatria? É o que Bob Glenn reflete nesta mensagem.
Analise o seu coração
De que formas seu ídolo favorito (você mesmo!) tem se revelado? Em que formas você tem sido egoísta? Você está idolatrando a autossatisfação da pornografia? Você tem justificado a si mesmo, dando motivos para não conversar com alguém que pecou contra você (e perdoá-lo)? Você tem amado seu conjugue ou só tem pensando em como ele ou ela não tem dado a atenção e o tratamento que você merece?
Olhe para Cristo
Não desperdice este momento. Reflita no amor de Cristo demonstrado na cruz. Você é digno de tal amor? Ele morreu e ressuscitou para que você não mais vivesse para si mesmo, mas vivesse para ele! Como o amor de Cristo tira seus olhos de si mesmo e o faz olhar para o próximo?

E-book

Logicamente, já que amamos vocês, preparamos um e-book com a transcrição da pregação. Clique no botão para baixar o e-book. Se preferir, você pode ler a pregação abaixo ao clicar  em “transcrição”.

Transcrição


Por: R W Glenn. © 2014 Redeemer Bible Church. Todos os direitos reservados. Original: The Idol Of Self
Tradução: Alan Cristie. Revisão: Vinícius Musselman Pimentel – Voltemos ao Evangelho © Todos os direitos reservados. Website: VoltemosAoEvangelho.com. Original: Um ídolo chamado Eu
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

Você entende biblicamente o papel da mulher no casamento e no lar?


FeminilidadeEOPapelDaMulher

Qual o papel da mulher segundo a bíblia? Qual a influência da queda e do contexto histórico sobre essa compreensão? A mulher precisa do homem ou ela deve buscar viver de maneira autônoma e independente? Norma Braga responde a essas perguntas na entrevista feita pelo VE durante a Conferência Fiel para Pastores e Líderes 2013, com a ajuda do voluntário, Yago Martins:
Vídeo gravado durante a Conferência Fiel para Pastores e Líderes 2013. © 2013 Ministério Fiel. Website: www.voltemosaoevangelho.com; Original: Você entende biblicamente o papel da mulher no casamento e no lar?
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

Verdade Absoluta x Verdade Relativa - A arte do humanismo no mundo de hoje

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Por Mike Oppenheimer 


"Cada pessoa e cultura desenvolveu a sua própria definição do que é certo ou errado". Essa teoria é moralmente inaceitável porque implica que um ato pode ser certo para alguém até mesmo se for cruel, odioso ou prejudicial. Cultura ou uma preferência pessoal não dita o que é certo ou errado. Tampouco religião pode, para cada área pode ter sua própria religião que descendeu de gerações anteriores. Deve haver um padrão maior, um que está mais correto e mais seguro para vivermos. Caso contrário somos levados a inventar nossas próprias opiniões que mudarão com o tempo por causa de nossa cultura. 

A definição da verdade relativa - Verdade é verdade em uma única vez e em um único lugar. É verdade para algumas pessoas e não para outras. É verdade hoje mas pode não ter sido verdade no passado e pode não ser novamente no futuro, sempre está sujeito a mudança. Também está sujeito à perspectiva das pessoas. 

A definição de verdade Absoluta - Tudo quanto é verdade uma vez e em um lugar é verdade todo o tempo e em todos os lugares. O que é verdade para uma pessoa é verdade para todas as pessoas. Verdade é verdade se nós acreditamos nela ou não. Verdade é descoberta ou é revelada, não é inventado por uma cultura ou por homens religiosos. 

Há absolutos, toda realidade prova isso. O que achamos é que a visão cristã do mundo é a mais consistente com a realidade. Há verdade e há falsidade e as pessoas podem não saber se estão erradas a menos que tenham um padrão. Deus acredita na verdade objetiva porque Ele é esse padrão. A diferença é que como cristãos acreditamos que Deus determina o que é verdade e certo no que Ele instruiu na Bíblia. Esses que se apegam à posição relativa acreditam que o homem é capaz de fazer sua mudança como ele bem desejar. 

Exemplo de verdade absoluta - todos precisam de ar para respirar, para viver todos precisam de comida e água. Isto é verdade em todos os lugares em todas às vezes para todas as pessoas. Gravidade atua de igual maneira em todos os lugares neste planeta. 

Exemplo: a pessoa não pode estar seca e molhada ao mesmo tempo. Algo não pode ser verdade e mentira ao mesmo tempo, um deve ser falso ou verdadeiro, mas ambos não podem ser verdadeiros. A pessoa não pode ir adiante e para trás ao mesmo tempo. A pessoa não pode viver ao mesmo tempo no passado e no futuro. O tempo avança e não pode retroceder. Ninguém pode ficar mais jovem em vez de mais velho. Você não pode estar entre dois montes sem ter um vale. Você não pode estar ao mesmo tempo adormecido e acordado. 

Exemplo: George Washington foi o primeiro presidente dos EUA, mas hoje ele não é. Quando ele foi o primeiro presidente do EUA era verdade durante todo o tempo para todas as pessoas em todos os lugares. Nunca estar em um lugar a qualquer momento não é verdade. Ele nunca pode ser o 20º presidente. Assim é uma verdade absoluta, mas durante o tempo dele. 

Acreditando em algo que não é verdade 
  
O que é verdade para uma pessoa é verdade para todas as pessoas - se as pessoas de antigamente acreditassem que a terra era plana seria verdade em todos os tempos e em todos os lugares. Nunca será falso que o homem antigo acreditou que a terra era plana. Pode não ser verdade que a terra é plana, mas é verdade que eles acreditaram nisto. Assim esta é a verdade no tempo deles, mas isso não é uma descrição de verdade absoluta. Se um só acredita é então verdade que eles não estão fazendo uma reivindicação da verdade. Declarações de convicção não são declarações de verdade, a pessoa está declarando a suaconvicção simplesmente. Como se alguém dissesse que eu posso voar. Para você essa convicção pode ser verdade, mas não a própria declaração. Verdade é uma convicção justificável. Precisa ser provado pelo menos logicamente e concordar com a realidade. 

Um exemplo religioso: Deus não pode existir e não existir ao mesmo tempo. Uma destas visões somente é a verdade, porque nós estamos lidando com a realidade. Elas são contraditórias e o mundo deveria ser consistente com a realidade. 

Relativismo não pode ser verdade - reivindicações do relativismo dependem de qual ponto de vista o observador está. Se sua posição é à direita ou à esquerda essa se torna a perspectiva do espectador. A pessoa poderia dizer que um evento não aconteceu do ponto de vista dela enquanto outros a experimentaram. 

Se relativismo fosse verdade então o universo poderia conter atualmente condições contraditórias e verdadeiras que são impossíveis. Opostos não podem ser ambos verdadeiros e negam as leis de não contradição. Esta lei é inegável, você pode não empregá-la usando externamente e você pode negar externamente usando-a, assim é literalmente inegável. Contradições não podem ser ao mesmo tempo verdades assim a visão relativa é falsa. Ex. Se relativismo é verdade, para um ateu não existe Deus, mas para um crente Ele existe. Opostos não podem ser ambos a verdade. Se relativismo é verdade então nada poderia ser verdade. Por quê? Para alguém não poder reivindicar que é uma verdade absoluta, que algo é só verdade relativa para ele. Isto é como uma declaração do tipo: eu tenho absolutamente certeza de que tudo é relativo. Então tudo não é relativo se ele tiver absolutamente certeza. Mas se tudo é relativo para cada pessoa, para esse, e aquele, infinitamente, então não há verdade em tudo e todo mundo está acreditando em falsidade. Se relativismo fosse verdade você nunca pode estar equivocado ou errado ou aprenderia qualquer coisa. Porque é verdade para mim naquele momento e pode não ser em outro, por meu próprio padrão até mesmo se eu estou errado é verdadeiro. Você só pode descobrir o erro se algo for verdade. O último padrão de medida tem que ser a verdade. 

O problema mentiroso na raiz do relativismo é dizer que não há nenhuma verdade absoluta. 

Exemplo: 2 + 2 = 4. Mas se alguém lhe falasse que era 5, e 2 + 2 sempre é igual a 4, alguém vem e diz agora 5. Você pode mudar isto, mas não seria consistente com a verdade e a realidade. Para algo ser verdade deve ser verdade antes, tem que ser verdade agora, e tem que ser verdade no futuro. A verdade não muda. Porque é absoluta, especialmente quando vem de Deus. Se você aprendeu 2 + 2 a sua vida inteira, 5 é capaz de virar verdade? Ou foi você que ensinou falsamente. Para alguém aprender de você deve ser verdade, absoluta ou todo o ensino é uma farsa. Você estaria aprendendo e não viria ao conhecimento da verdade (I Tm 3:7) Assim se você levasse 10 anos de aprendizado na faculdade e ao fim voltasse aonde começou não progrediria. Porque o que você soube quando começou era um estado de ignorância nos assuntos a qual você ia ser ensinado, em 10 anos você não progrediu na busca pelo aprender. 

O filósofo grego Protágoras disse que o "homem é a medida de todas as coisas". Isto significa que cada pessoa pode decidir o seu próprio padrão para o certo e o errado. O que é moralmente certo para mim, pode estar errado para outro. Esta é a essência de relativismo. 

Isto significa que crueldade e ódio podem ser certos para alguém praticar. Se a sociedade praticasse isso nós iríamos nos auto destruir. Nossa cultura tem valores de comunidade que são compartilhados para proteger dos danos de outros. 

Se toda a verdade é relativa você se sente seguro em deixar seu filho brincar com um pedófilo desde que isso seja a sua verdade. Você permitiria alguém que faz sacrifícios humanos ajudar sua família? Obviamente a verdade relativa às vezes pode ser prejudicial. 

Como descobrimos se o que nós acreditamos é relativo ou absoluto? 

Há padrões que todos usam diariamente em ciência e matemática. Calculamos lançamentos de foguetes ao espaço usando matemática. Na construção civil medimos o material, assim se ajustará de acordo com a planta que define o que está sendo construído. Tudo isso se transfere para idiomas e culturas diferentes, mas nós compartilhamos isso como algo universal. Estas não são verdades absolutas desde que as podemos mudar e ainda podemos compartilhar as mesmas medidas, mas eles são um padrão que todos operamos. Mas há outras leis que se violadas tem consequências drásticas. Não importa seu país ou que raça você é ou que religião você pratica, se você cai de um edifício você baterá no chão mesmo. Assim, a gravidade é um princípio universal para o homem. O mesmo seria a pressão nas profundezas do mar. Se você se abaixa rápido ou em demasia você se encurva. Estas são leis naturaisque respeitamos ou caso contrário podemos ver resultados drásticos. A natureza não pode ser mudada, como a matemática é inalteravelmente aderida as leis porque a natureza foi feita pelo Criador. 

Nós não podemos testar a verdade pelos nossos sentimentos. Você não pode sentir o erro, mas você pode usar sua mente para pensar a verdade. Você não pode distinguir bem e mal por seus sentimentos porque o mal (pecado) se acha bom. 

Verdade não é o oposto de falsidade, é a ausência de falsidade. O mal não é só o oposto do bem, é a ausência do bem. Decidir que algo é mau significa que a pessoa tem que ter um padrão de verdade. Se é a Bíblia ou o seu próprio, eles estão vivendo por algum padrão. 

Nossa sociedade pensa que é capaz de decidir o que é bom. O humanismo está tentando fazer o que é certo sem colocar Deus na equação. O humanista não precisa de religião porque ele confia que o coração do homem é basicamente bom. Embora o humanismo como um "ismo" compartilhe muitos valores práticos comuns com o Cristianismo (a ética?), porém, o conceito humanístico de "bem" está em curso de colisão com a visão de Jesus de "bem." O padrão humanista de bondade deve ser bastante baixo para a pessoa comum poder conhecer essas exigências consistentemente. O padrão de bondade de Deus é a perfeição. Isto é por que um humanista tem que fazer o seu próprio padrão, caso contrário ele não poderá encontrá-lo. É claro que pode fazer mudanças como um capricho. Embora o humanismo possa fazer o mundo melhorar em alguns aspectos, seus padrões ainda são relativos à cultura e ao tempo. Por exemplo: muitas coisas que eram determinadas no passado como curas para doenças seriam rejeitadas hoje como prejudiciais. Mas na ocasião estava com boas intenções. Assim, o humanismo não tem nenhuma cura para o mal nem pode explicá-lo. Cristo que é Deus e o supremo bem é a única resposta. 

"Enganoso é o coração", (incurável) (Jer. 17:9). Deus, o criador, é o único capaz de concertar o que está quebrado no homem. Precisamos de um toque divino do grande médico. O seu remédio é universal para restaurar nossa alienação de Deus e nos limpar de toda a culpa. Deus deu para o gênero humano o sangue de Cristo como a cura para remover o problema inato do pecado. Nenhuma outra religião reivindica resolver o fator do pecado porque eles não acreditam que ele existe, isto inclui o humanismo. O remédio deles é educação e ética. Eu não acredito que esta seja a resposta, algumas das pessoas mais depravadas no mundo são bem educados, com Ph.D.s. Se a pessoa educar um ladrão, você só aumenta a capacidade dele para roubar, educação não é a solução. Nenhum de nós pode fazer um pecador ver qualquer melhora com soluções vindas do homem. Nós não precisamos de um disfarce para nosso estado caído, mas nos descobrir para ver nosso pecado que nos separa de Deus. 

Quando vemos nossa doença nos desesperamos a ponto de buscar a limpeza do pecado. Então estamos abertos à verdade que é achada em um só lugar. 

O que Jesus faz é do exterior para o interior, o que o homem faz é do interior para o exterior do qual nunca pode afetar nossa natureza caída. O humanismo como religião nos dá regras e regulamentos para viver, só Jesus reforma o interior. 

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Traduzido por: Edimilson de Deus Teixeira

O que é a Igreja? Uma visão da teologia reformada

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Por Rev. Augustus Nicodemus Lopes


A igreja de Deus existe e está presente no mundo. O Senhor Jesus falou dela, quando disse aos discípulos que “edificaria sua igreja” (Mt 16.13-20) e quando determinou que os discípulos faltosos fossem corrigidos pela “igreja” (Mt 18.17). Podemos definir a igreja de Cristo como sendo a comunhão de todos os que foram chamados por Deus, mediante a sua Palavra, e que pela ação do Espírito Santo recebem a Cristo como único Salvador e Senhor, que conhecem e adoram a Deus Pai, Filho e Espírito Santo, em verdade, e que participam pela fé dos benefícios gratuitos oferecidos por Cristo. 

A igreja é una, ou seja, só existe uma. Cristo sempre teve somente uma noiva: “Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela” (Ef 5.25). Ao mesmo tempo, ela é universal, está espalhada pelo mundo todo, e tem pessoas de todas as tribos, povos, e raças (Ap 7.9-10). Isto não quer dizer que a igreja de Cristo é do tamanho do mundo. Existe uma diferença radical entre a igreja e o mundo. A igreja está no mundo, mas não é dele. Jesus orou pela igreja mas não pelo mundo (Jo 17.9).

A igreja de Deus sempre existiu e sempre existirá. Deus sempre teve e terá um povo para Si, para o adorar em espírito e em verdade. A igreja de Deus, porém, atravessou duas fases históricas distintas. No período antes de Cristo ela estava grandemente resumida à nação de Israel, e funcionava com rituais, símbolos e ordenanças determinadas por Deus, como figuras e tipos de Cristo. Com a vinda de Cristo e do Espírito no dia de Pentecostes, estas cerimônias foram abolidas, e agora adoramos a Deus de forma mais simples. Porém, é a mesma igreja, o mesmo povo, no Antigo e no Novo Testamentos. Antes de Cristo, os crentes em Israel se salvaram pela fé no Messias que haveria de vir. Depois de Cristo, somos salvos pela fé no Messias que já veio. O autor de Hebreus inclui na mesma relação dos heróis da fé os crentes do Antigo e do Novo Testamento (veja especialmente Hb 11.39-40).

A igreja de Deus, mesmo sendo una e indivisível, existe agora em duas dimensões: (1) a igreja militante, composta dos crentes vivos neste mundo, que ainda estão lutando contra a carne, o pecado, o mundo e Satanás; e (2) a igreja triunfante, composta daqueles fiéis que, tendo vencido a luta, já partiram deste mundo, e hoje desfrutam do triunfo na presença de Deus (Hb12.22-23). Estas duas partes da igreja de Deus se unirão na Vinda do Senhor Jesus, quando houver a ressurreição dos mortos, e nosso encontro com o Senhor, para com Ele ficarmos para sempre, e com nossos irmãos de todas as épocas e de todas as partes do mundo (1Tess 4.16-18). 

A igreja militante se expressa aqui neste mundo por meio de igrejas locais. Paulo escreveu cartas a várias destas igrejas, como a de Corinto, Tessalônica, etc. (1Co 1.2; 1Ts 1.1). Igrejas locais são a organização dos crentes, ainda que informal, que se reúnem regularmente para cultuar a Deus, serem instruídos em Sua Palavra, se edificarem mutuamente e celebrar os sacramentos. As igrejas têm direção e liderança espiritual, promovem cultos de adoração, celebram os sacramentos, anunciam o Evangelho e praticam boas obras. Estas igrejas locais podem ter um aspecto estrutural e organizacional, mas jamais devem ser consideradas como um clube ou uma empresa, e nem os interesses organizacionais devem sobrepujar os interesses do Reino de Deus. 

Estas igrejas locais podem ser mais ou menos puras, dependendo de quão pura é a pregação do Evangelho que ocorre ali, a celebração correta dos sacramentos e o exercício da disciplina entre seus membros.

É tarefa de cada igreja particular reformar-se continuamente à luz da Palavra de Deus, procurando cada vez mais aproximar-se do ideal bíblico. São os princípios bíblicos que são imutáveis, não as formas organizacionais e externas. As igrejas locais devem zelar pela pureza da pregação, da celebração dos sacramentos e pela vida espiritual e moral daqueles que ali se congregam.

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Fonte: Rev. Augustus Nicodemus, via Facebook

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

A Classificação da Perseguição Religiosa 2014 está no ar!


Todos os anos, a Portas Abertas publica a Classificação da Perseguição Religiosa, uma pesquisa criteriosa que lista as 50 nações onde a perseguição aos cristãos atinge o nível mais elevado. Nos links a seguir, saiba os lugares onde seguir as palavras do Senhor Jesus pode custar a própria vida
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Há 12 anos consecutivos, a Coreia do Norte está no primeiro lugar da Classificação da Perseguição Religiosa. Isto significa que, durante todo esse tempo, esse tem sido o país onde os cristãos sofrem mais pressões por sua identificação com Cristo.

As outras 49 nações estão listadas de acordo com o grau de intolerância para com aqueles que seguem a Cristo. Todos esses países precisam muito de nossas orações. A Igreja nesses lugares tem lutado para sobreviver.

Mas, isso não é motivo para que os cristãos desistam de sua fé. É justamente nesses países onde a Igreja de Cristo sofre mais restrições, que Deus se revela através de sinais sobrenaturais. Essa é uma das formas pelas quais as pessoas têm se convertido a Cristo.

Vá até a página Cristãos Perseguidos e conheça mais sobre essa realidade. Você encontrará pedidos de oração específicos para cada país; entenderá como a Portas Abertas classifica as nações mais opressoras ao cristianismo; verá à luz da Bíblia o que significa a perseguição e poderá ter acesso a infográficos e um vídeo explicativo. Aproveite as redes sociais e compartilhe!
FontePortas Abertas Brasil

A televisão e nossa família



Por Rev. J. Lewis


Nos idos de 1930 David Saronoff, o presidente da RCA, teve a perspicácia empresarial de investir dinheiro num projeto louco e extravagante chamado televisão. Para dirigir este empenho, a RCA contratou um cientista natural da Rússia chamado Vladimir Kosma Zrvorykin e investiu 50 milhões de dólares de modo que em 1939 a RCA pode televisionar a abertura da feira mundial de Nova York. Mais tarde naquele ano, a RCA adquiriu a licença para patentear a televisão e começou a vendendo aparelhos de televisão aos que eram muito ricos. Antes de 1947 o número de lares com TV poderia ser medido em milhares.

Por volta do final do século XX, 98% dos lares dos Estados Unidos tinham, pelo menos, um aparelho da televisão (Gordman, p. 2). A televisão está aqui para ficar. Qual então deveria ser e reação dos cristãos à televisão? Ela é inerentemente má? É um pecado assistir até mesmo os noticiários da TV? Quanto tempo deve um cristão gastar assistindo televisão? Estas são algumas das perguntas que deveriam levantar-se na mente de qualquer cristão consciencioso e piedoso. Meu ponto de vista não é que a TV está completamente errada, como também o rádio e a internet. Contudo, parece-me que estar no mundo, mas não ser do mundo, perdeu sua distinção em muitos lares cristãos de hoje por relaxar a oposição com o mundo (1 Jo. 2:15). “Não ameis o mundo, nem as coisas que estão no mundo. Se algum homem ama o mundo, a amor do Pai não está nele”. 

Portão – Olho, Portão – Ouvido

No livro–alegórico, Guerra Santa, de Bunyan, somos ensinados que a cidade da alma do Homem (que simboliza o coração do homem) ficou mais vulnerável pelas entradas do Portão-Olho e Portão-Ouvido (sentidos da vista e do som) (p.10). A alma do homem foi eventualmente penetrada pelo diabo e seus comparsas através destes dois portões. Assim é conosco. Para salientar isto não é necessário olhar mais longe do que as indústrias de bilhões de dólares de Hollywood e MTV, onde tudo é de uma certa qualidade visual nos acenando para “vir e comprar”. Mas o que eles estão vendendo? É moralidade e castidade e os frutos do Espírito? Ou são as mercadorias deste mundo?

Isto, então, presenteia o Cristão com um dilema interessante à medida em que ele vive na cultura vigente. Quando a TV é muito? Não acho que exista um número sagrado ou uma resposta precisa que não viole a liberdade do Cristão. Contudo, Jacques Ellul aponta corretamente que “televisão age menos pela criação de noções claras e opiniões precisas e mais por nos envolver em uma neblina” (pg. 336). David F. Wells diz com respeito aos perigos da televisão que “A televisão abre para nós o mundo inteiro, legando-nos uma onisciência virtual” (pg. 230). Através da mídia da televisão nós somos encorajados a ter uma espécie de colonização de experiência onde os pecados e virtudes dos outros são incorporadas dentro de nós. Por meio dos nossos olhos e ouvidos somos incitados a partilhar do pecado dos outros, uma vez removido nosso senso de realidade. O que nós próprios jamais faríamos, prontamente vemos com os nossos olhos e ouvimos com os nossos ouvidos.

A. W. Tozer disse certa vez com relação ao Cristão e à cultura mundial:

Por séculos a Igreja permaneceu solidamente contra toda forma de entretenimento mundano, reconhecendo-o pelo que ele era — um artifício para gastar o tempo, um refúgio contra a perturbadora voz da consciência, um esquema para desviar a atenção da responsabilidade moral. Por isto ela tornou-se redondamente insultada pelos filhos deste mundo. Mas, ultimamente, ela tornou-se cansada do abuso e desistiu do esforço. Ela parece ter decidido que se não pode conquistar o grande deus Diversão, ela pode igualmente juntar forças com ele e fazer dele o uso que puder dos seus poderes (pg. 84).

É bem possível que tenhamos nos tornado acostumados a pecar vicariamente através daquelas coisas que vemos e ouvimos. Porque o homem é corrupto por natureza, nós naturalmente queremos ver quão perto podemos chegar do pecado sem realmente tomar parte nele. Dr. Joel Beeke colocou desta maneira: “Por natureza nossa pergunta é: ‘Até onde eu posso ir sem pecar?’ ao invés de ‘Até onde eu posso fugir do pecado e evitar a própria presença do mal?’. No nosso coração mesmo e no centro do nosso espírito de passatempo, fica a TELEVISÃO. Este é um fato óbvio. Os aparelhos de televisão estão nos lares de 97% dos Americanos hoje e 91% de todo o tempo de televisão é dedicado unicamente ao propósito de entretenimento”.

Enquanto o mundo acena ao Cristão para juntar-se ao mal, e Escritura nos diz para “Abstermo-nos de toda aparência do mal” (1 Ts. 5:22). Dr. Joel Beeke dá algumas estatísticas surpreendentes.

Dr. Beeke diz:

“Um estudo chegou à conclusão que durante o tempo transcorrido até uma criança chegar aos 14 anos, pelo menos 18.000 assaltos e assassinatos violentos acontecem diante dos seus olhos. Um outro estudo confirmou que a criança média entre cinco e treze anos de idade embebedam-se em 1.300 assassinatos cada ano, de modo que violência, assaltos e assassinatos não mais falam a mensagem do pecado ou as suas consequências. Assassinatos, ódios, ações e palavras violentas assumem o papel de comportamento normal. A média dos programas para crianças contem trinta e oito atos de violência por hora (programa para adultos: vinte)”.

Ele continua a dizer:

“Nos lares americanos 35% dos horários da refeição são gastos na frente do aparelho de TV. Cada noite, centenas de pais percebem que os programas que surgem são desmoralizantes e prejudiciais para seus filhos, contudo eles mesmos estão tão famintos para deleitar-se no pecado que estes programas contêm que frequentemente deixam seus filhos assisti-los também, não tendo qualquer poder de controle”.

Desta forma a TV é um mal e deve ser evitado.


Um Bom Uso da TV

Muitos têm feito objeção ao conteúdo dos programas de televisão (muita violência, sexo, etc) mas, e a própria tecnologia? Foi Marshall McLuhan quem disse com referência a TV: “o meio é a mensagem” (p. 7-21). Não é isto em parte verdade? A televisão acentua as imagens que se movem em contraste com a linguagem escrita e falada (o resultado mais tangível da nossa era pós-moderna). Como uma mídia fundamentada na imagem, a TV não deixa a imaginação da pessoa pintar qualquer quadro na tela de sua mente mas, ao invés, é a TV que pinta a imagem para você (Myers, p. 117). 

Na realidade, nos está sendo ditado, de um modo bem atormentador e subversivo, o que pensar sobre qualquer tipo de problema moral. Além disso, criatividade, pensamento independente e ingenuidade são todos descartados, para se criar uma enorme coleção de dados armazenados num sistema de computador, de tal modo que pode ser facilmente localizado pelo usuário (assistiu à TV à noite passada? Aquilo não foi um grande show!?). Os únicos visionários num show de TV são os produtores e diretores que decidem para a audiência o que lhes será ou não processado. Não pense nem por um momento que eles não estão enviando uma mensagem por meio do que produzem. 

Além disso, o pensamento paralelo é raramente usado pelo telespectador porque o período de tempo que alguém deseja para analisar o que está sendo exibido num modo lógico/racional, e o programa logo passa para sua próxima sequência de acontecimentos visuais. Kenneth Myers diz com relação a isto: “Uma cultura que é enraizada mais em imagens do que em palavras achará cada vez mais difícil sustentar qualquer compromisso com alguma verdade, desde que verdade é uma abstração que requer linguagem” (p. 164).

Isto ajuda a facilitar com que homens, mulheres e crianças sentem em frente da TV como um escape da realidade. O tempo de lazer da TV devora rapidamente o tempo de adoração da família, o tempo de leitura piedosa, o tempo de brincar com os seus filhos e um tempo pessoal de quietude. Alguém pode dizer: “Mas eu posso controlar a minha TV e o meu tempo”. A réplica do Dr. Beeke é: “As pessoas que dizem que podem controlar a TV estão usualmente falando idealisticamente, não realisticamente” (Beeke).

Cristo é Contra a Cultura?

Assim então, o nosso Salvador e Senhor é contra a tecnologia e a cultura? Absolutamente não! Leia Dr. Leland Ryken “Worldly Saints”[1] e veja como mesmo os puritanos foram proponentes de libertar a cultura. Mas quando a mídia pela qual a cultura vem, nos torna culpados dos pecados de outras pessoas, quando ela rouba tempo valiosos de outras coisas importantes e desafia os padrões bíblicos do certo e do errado, talvez deveríamos dar um passo atrás e examinar o valor atual da própria mídia. As palavras de Paulo poderiam vir à tona aqui. “Todas as coisas são lícitas, mas nem todas convém; todas são lícitas, mas nem todas edificam” (1 Co. 10:23).

Richard Sibbes o diz assim, “Tudo o que exterioriza as boas coisas que temos, deveríamos usar de uma maneira reverente, sabendo que a liberdade que temos para usufruí-las é comprada com o sangue de Cristo. Como Davi que quando teve sede das águas de Bethlehem e disse que não as beberia, porque significava o sangue dos três valentes, assim também, embora tenhamos o livre uso das coisas criadas, contudo devemos ser cuidadosos para usá-las com moderação e reverência e tudo para a Glória de Deus.

Conclusão

Finalmente, irmãos, tudo o que é verdade, tudo o que é respeitável, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é da boa fama, se alguma virtude há e se algum louvor existe, seja isso o que ocupe o vosso pensamento” (Fp. 4:8). Dr. Martin Lloyd-Jones comenta este verso e diz:

O problema que é proposto a nós por este particular texto é todo o problema de relacionamento entre o cristianismo e a cultura. Agora eu tenho certeza que muitos, senão a maioria do povo cristão, está interessada nessa questão, porque ela é de real significado e importância... Em vista de tudo isto, eu sugeriria a você, o que Paulo estava dizendo aos filipenses: Todo o seu pensamento e todas as suas ações devem ser controlados pelo evangelho... Todo pensamento deve ser trazido em sujeição a ele. Que toda a nossa vida seja um tributo e um testemunho ao louvor do nosso Redentor (págs. 181-189).

Isto seria nossa motivação em cada área da cultura. O Senhor está nos dizendo que nós somos os guarda-portões das nossas próprias almas. Existe então alguma vantagem em assistir TV? Talvez exista. Programas informativos, documentários e alguns (embora poucos) programas de passatempo podem ser de benefício e uti-lizados para o avanço do reino (muitos como a internet). Mas, o tempo é curto. Como cristãos reformados estamos obedecendo ao Senhor e remindo o tempo (Ef.5:16)?

As palavras de Samuel Rutherford são boas para concluir, quando ele diz: “Quando a corrida terminar e o jogo estiver ganho ou perdido e você estiver na última volta e no limite do tempo, e colocar seu pé dentro da marca da eternidade, todas as boas coisas do seu curto sonho noturno lhe parecerão como cinzas de uma fogueira de espinhos e palha” (L. D. E. Thomas).

Remindo o tempo porque os dias são maus”. Ef. 5:16.

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Nota:
[1] - Santos no Mundo, Editora Fiel, 1992
Bibliografia: 
• Beeke. Joel. “Fair Dinkum.” Free Australians Magazine. issue 52. File retrieved on Friday June 12. 20m from www.thedinkum.comliss.htm.
• Bunyan. John. The Holv War. Choteau: Old Paths Gospel Press. 1999.
• Jacques Ellul. The Technological Bluff Grand Rapids: Eerdmans, 1990.
• Grodman. Tom. Television: Glorious Past, Uncertain Future. Analytical Paper Series. 1996. PDF file retrieved on Friday June 12. 203 from www.statcan.caJcgi-bin/downpub/listpub.cgi?catno=63FD002XIB1995006.
• Marshall McL.uhan, Understanding Media: The Extensions of Man. Cambridge: MIT Press, reprint 1994.
• Myers, Kenneth. AI! God’s Children and Blue Suede Shoes. Christians and Popular Cu1ture. Westchester: Crossway, 1989.
• Thomas. I.D.E. A Puritan Golden Treasury. Banner of Truth. 1989.
• Tozer. AW The Root of the Righteous. Harrisburg. PA: Christian Publications, 1955.
• Sibbes, Richard. Works of Richard Sibbes. Banner of Truth, 1990.
• 10. Wells. David F. The Present Evangelical Crisis. Wheaton: Crossway Books, 1998

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Fonte: Os Puritanos

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