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sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

18 coisas que não me arrependerei de fazer com meu marido

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Por Aileen Challies


Aqui é a Aileen (esposa do Tim)! Depois que Tim escreveu 18 Coisas que Não me Arrependerei de Fazer com Meus Filhos e 18 Coisas que Não me Arrependerei de Fazer com Minha Esposa, algumas pessoas entraram em contato perguntando se ele poderia completar com um artigo feito por uma esposa para seu marido. Ele não pretendia fazer isso quando começou a escrever, mas achou que faria sentido fechar a série dessa forma. Tim me perguntou se eu gostaria de cuidar disso. Eu sou meio que uma escritora relutante, mas decidi aceitar o desafio (com o acordo de que ele não mudaria nada que eu dissesse!).

Então, aqui estão 18 coisas que não me arrependerei de fazer com meu marido.

1. Sair com ele. Como Tim é pastor, normalmente a segunda-feira é seu dia de folga.  Mas, como muitos dias de folga, nossas segundas são geralmente preenchidas por tarefas (e, no caso dele, escrevendo). Porém, uma coisa que sempre tentamos fazer é sair de casa para ter um pouco de tempo e um almoço. Eu nunca me arrependerei de separar esse tempo para estarmos juntos.

2. Cozinhar. Bem, na maioria das vezes, ele só assiste. Mas, algumas das minhas memórias mais queridas são de Tim entrando na cozinha com uma cadeira para ficar comigo enquanto eu preparo o jantar (eu acho que ele faz isso subconscientemente também!). As noites de sexta são nossas noites de pizza e filme. Tim normalmente participa e nós fazemos pizza juntos. Eu adoro esses momentos e nunca me arrependerei do tempo que passamos cozinhando juntos.

3. Orar com ele. Eu amo orar com meu marido. Eu amo ouví-lo orar proque eu vejo muito do seu coração quando lhe escuto falando com o Senhor. Eu nunca me arrependerei de priorizar os períodos de oração com ele.

 Eu amo orar com meu marido. Eu amo ouví-lo orar proque eu vejo muito do seu coração quando lhe escuto falando com o Senhor.

4. Liberando-o para servir. Esta tem sido uma luta em nosso casamento, e houve momentos em que fiquei ressentida pelo tanto de tempo e atenção que seu pastorado toma. Liberar Tim para servir nossa igreja não apenas permitindo que ele vá, mas acreditando na necessidade e no benefício de seu ministério à igreja o permite funcionar como deveria na posição que Deus lhe deu. Ele é um presbítero, marido e pai melhor quando sente essa liberdade. Eu sei que nunca me arrependerei de liberá-lo para servir.

5. Dar-lhe um beijo de boa noite. Normalmente, Tim e eu vamos para a cama ao mesmo tempo e oramos juntos antes de adormecermos. Muito frequentemente, é mais fácil, no fim de um longo dia, simplesmente virar e dormir. Mas esse beijo de boa noite é uma forma simples e doce de demonstrar afeição. Eu nunca me arrependerei de dar beijos de boa noite em meu marido.

6. Trabalhar juntos em projetos. Desde que começamos a namorar, Tim e eu trabalhamos juntos em eventos ou projetos. Entre projetos de reforma da casa, dirigir negócios ou promover concertos e conferências, nós sempre cooperamos bem. O tempo que passamos trabalhando juntos por um objetivo comum apenas fortaleceu nosso casamento.Trabalhar juntos é algo de que nunca me arrependerei.

7. Cultos domésticos. Eu amo assistir meu marido ler a Bíblia para nossos filhos. Eu adoro assistí-lo interagir com as crianças sobre o texto e, então, orar com elas sobre isso. Eu nunca me arrependerei do tempo que gastamos juntos em cultos domésticos.

8. Rir. Eu amo quando Tim ri. Ele é uma pessoa reservada que normalmente ri baixo e, com pouca frequência, gargalha abertamente. Entretanto, quando ele realmente se diverte, ele tem a risada mais encantadora. Eu valorizo os momentos em que podemos rir juntos.

9. Pedir-lhe perdão. Eu sou uma pessoa orgulhosa, e demorou muito para eu aprender como pedir perdão quando peco contra a pessoa mais importante da minha vida. Eu sou muito grata pela graça e o crescimento de Deus, e oro por crescimento contínuo nesta área. Eu sei e tenho aprendido que nunca me arrependerei de pedir perdão para Tim quando peco contra ele.

10. Ser carinhosa. Tim e eu naturalmente recebemos amor de diferentes maneiras. Sua linguagem do amor é toque. A minha não é. Eu tive de aprender o quanto significa para ele que eu demonstre afeição física e eu nunca me arrependerei do tempo usado para mostrar afeto em sua linguagem do amor.

11. Telefonar. Normalmente, eu ligo para Tim quando estou voltando para casa de uma tarde cavalgando ou jogando futebol. Geralmente, ligo quando estou empolgada com minha tarde e quero contar-lhe o que está acontecendo. Eu nunca me arrependerei dos momentos conversando de volta para casa.

12. Aprender com ele. Desde que começamos a sair, há dezoito anos atrás, temos gostado muito de aprender juntos (talvez porque nos conhecemos em uma matéria do colégio!). Embora seja tão difícil encontrar tempo, sempre gostamos de ler um livro ou artigo, ou ouvir um sermão juntos. Eu nunca me arrependerei do tempo que gastei aprendendo com ele.

13. Seguir sua liderança. O âmago da submissão de uma esposa a seu marido é confiar na liderança de seu marido e permitir-se ser liderada. Nosso casamento e nossas vidas funcionam muito melhor quando eu me permito seguir a liderança de Tim. Nos meus melhores momentos, eu sei que nunca me arrependerei de deixar que ele lidere.

14. Apoiá-lo. Há muitas vozes dizendo aos homens quem eles são, mas a voz da esposa é a mais alta de todas. O ego de um marido é bem mais frágil do que geralmente pensamos. Toda esposa aprende rapidamente que ela pode edificá-lo ou demolí-lo com suas obras e atitudes. Eu observo como Tim depende das minhas palavras, e sei que nunca me arrependerei de encorajá-lo e apoiá-lo.

15. Recebê-lo. Cumprimentar Tim quando ele chega em casa no fim do dia é algo em que ainda estou trabalhando. Normalmente, eu me envolvo com o que estou fazendo, mas isso é algo pequeno que significa muito para ele. Eu sei que nunca me arrependerei de receber meu marido com um abraço, um beijo e  um “Como foi seu dia?”.”

16. Viajar com ele. Nós ainda temos uma família jovem, mas, às vezes, conseguimos chamar alguém para cuidar dos nossos filhos para podermos viajar juntos. Isso exige muita preparação! Eu passo uma semana organizando refeições e limpando a casa para poder viajar para uma conferência ou outro lugar com Tim. Mas eu amo o tempo com ele e amo vê-lo nesse contexto. Eu nunca me arrependerei de arrumar tempo para viajar com meu marido.

17. Ajudá-lo. Nós temos uma casa agitada com três filhos que exigem e precisam de muito do nosso tempo. E, em todo o caos, eu sei que nunca me arrependerei de tirar tempo para parar o que estou fazendo e unir-me com meu marido para mostrá-lo e aos meninos o quanto ele é importante para mim.

18. Perdoá-lo. Tim peca contra mim, mas quase sempre pede meu perdão. Eu sou muito grata pelo sangue de Cristo que cobre todo meu pecado e muito grata porque ele me ensina que também devo perdoar meu marido. Eu aprendi rapidamente no casamento que quando eu não perdoo, fico amarga. Assim, eu sei e creio que jamais me arrependerei de perdoar meu marido.

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Traduzido por Josaías Jr | Reforma21.org | Original aqui

Pode um cristão envolver-se na política?

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Por Vinícius Silva Pimentel


Para responder essa pergunta, devemos primeiro definir o que é “política”. De modo simples, podemos entender política como a relação entre governantes e governados na sociedade. Dito isso, parece-me que o cristão não apenas pode, mas deve envolver-se de algum modo na política, e isso por uma razão muito simples: a Bíblia tem muito a dizer a respeito dessa relação entre governantes e governados.

O que a Bíblia tem a dizer a respeito da política? Primeiro, a Bíblia nos mostra que essa relação entre governantes e governados foi instituída por Deus; isso fica claro, por exemplo, quando Paulo se refere aos magistrados civis como “ministros de Deus”, em Romanos 13. Essa estrutura de governantes e governados, que foi criada por Deus e está impressa na ordem da criação, é ela mesma governada pelo Deus soberano por meio das obras da providência. Em palavras mais simples, Deus é quem constitui e destitui reis sobre as nações; Ele é o Senhor de toda a terra e, em última instância, é Ele quem está providencialmente regendo as nações conforme o decreto de sua vontade soberana.

Segundo, a Bíblia nos mostra que essa estrutura política é também regulada por Deus. A Bíblia não apenas estabelece que Deus rege secretamente a relação entre governantes e governados, mas ela também nos apresenta mandamentos explícitos sobre como os governantes devem agir em relação aos governados, e vice versa. Podemos dizer, assim, que para além da vontade decretiva de Deus, as relações políticas em uma sociedade devem se sujeitar à vontade revelada de Deus, isto é, às normas de conduta que Ele mesmo estabeleceu em sua santa lei. 

Quais são os mandamentos bíblicos que se aplicam à política? São muitas as ordenanças bíblicas que regem a vida política de uma sociedade, mas, provavelmente, a mais importante delas é o quinto mandamento do Decálogo. O quinto mandamento fala explicitamente a respeito da honra que é devida pelos filhos aos pais; mas, na verdade, ele engloba todas as relações humanas – ou, como diz o Catecismo Maior de Westminster (P&R 126), “o alcance geral do quinto mandamento é o cumprimento dos deveres que mutuamente temos uns para com os outros em nossas diversas relações como inferiores, superiores ou iguais”. Isso envolve, certamente, a estrutura política a que nos referimos aqui; as relações entre governantes e governados são biblicamente definidas como relações de autoridade, isto é, relações entre superiores e inferiores. E a Bíblia estabelece quais são os deveres dos governados, inferiores, e quais as obrigações dos governantes, superiores, nessa relação.

Outra questão importante é que a Bíblia expressamente define qual a função do governo civil. Em Romanos 13, Paulo diz que a função do magistrado é “castigar o que pratica o mal”. Quando a Escritura atribui ao governo civil esse papel de administrar a justiça pública (que é um papel eminentemente de justiça criminal), ela também impõe limites à atuação do Estado. Como dizem os cristãos reformados holandeses, a soberania do Estado está adstrita à sua própria esfera de atuação; e, sempre que os governantes querem agigantar o Estado e sufocar as outras esferas da vida social, a Bíblia chama isso de tirania.

Isso tem implicações muito sérias, as quais muitos cristãos em nosso país ignoram. Se Deus instituiu a autoridade civil apenas para a administração da justiça pública, os cristãos não deveriam ser coniventes com um Estado que almeja ser outra coisa. O Estado não é redentor, e os cristãos não deveriam querer usar o Estado para redimir ninguém. Ao mesmo tempo, o Estado não é pai, e os cristãos não deveriam entregar nas mãos do Estado, inadvertidamente, a autoridade paterna. O Estado não é empresa, e os cristãos não deveriam esperar que o Estado fosse um gerador de emprego e renda. O Estado não é instituição de caridade, e os cristãos não deveriam confiar ao Estado a tarefa de prestar assistência aos pobres, aos órfãos e às viúvas. Biblicamente, essas funções pertencem a outras esferas da vida humana, sobretudo à família e à igreja. E, historicamente, as sociedades que mais floresceram foram aquelas que discerniram bem os limites de atuação do governo civil e valorizaram a liberdade individual e a soberania das outras esferas da vida social.

De que maneira os cristãos, como governados, podem se engajar na política em submissão aos andamentos de Deus para essa esfera da vida humana? Há uma observação importante aqui. Quando dizemos que os cristãos devem se envolver na política, isso não significa necessariamente que todos os cristãos devem estar envolvidos em política partidária. Na verdade, talvez esse seja o último aspecto da atuação política com o qual o cristão deveria se preocupar.

Dito isso, podemos pensar em algumas diretrizes gerais para o engajamento político cristão. 

Primeiro, e primordialmente, o cristão deve orar pelos seus governantes. Esse é um mandamento freqüentemente negligenciado, não só em nossa vida de piedade individual, mas também na prática de oração corporativa na igreja. Contudo, o apóstolo Paulo nos exorta, claramente, a orarmos pelas autoridades civis, para que tenhamos uma “vida tranqüila e mansa, com toda piedade e respeito”. Isso significa que devemos orar para que a causa do evangelho seja “aprovada e mantida” pelos governantes de nossa nação e das demais (CMW, P&R 191). Começar a nossa atuação política com oração mostra que nós não confiamos na força do nosso próprio braço, e sim no poder daquele que é Rei dos reis e que faz todas as coisas segundo o conselho da sua vontade.

Segundo, o cristão deve honrar os seus governantes do modo devido, isto é, com sinceridade, em suas palavras e em seu procedimento. Isso inclui o dever de obedecer prontamente os seus mandamentos e conselhos legítimos; de submeter-se às suas correções; de agir com fidelidade na defesa e manutenção de suas pessoas e autoridade, conforme os diversos graus e a natureza de suas posições; de suportar as suas fraquezas e encobri-las com amor (CMW, P&R 127).

Terceiro, o cristão deve, conforme a natureza de sua vocação, promover a ética bíblica não apenas em seu aspecto individual, mas também público. Isso significa que, tanto quanto lhe for possível, o cristão deve buscar que os princípios bíblicos de conduta sejam considerados e aplicados na sociedade. Na Grande Comissão, o Senhor Jesus ordenou à sua Igreja que fizesse discípulos de todas as nações e os ensinasse a guardar todos os seus mandamentos. A missão da Igreja é não apenas fazer convertidos, mas também ensinar aos convertidos como eles devem viver. Isso certamente envolve uma vida de piedade, oração e meditação bíblica, mas não se restringe a isso; há aspectos da santificação que são eminentemente públicos, que abarcam um envolvimento ativo dos cristãos na sociedade.

Pensemos, por exemplo, na afirmação do apóstolo Paulo de que não devemos ser cúmplices das obras das trevas e de que devemos até mesmo reprová-las (Efésios 5). Não há como cumprir esse mandamento no âmbito da piedade individual; apenas na esfera pública da vida social podemos atender a essa injunção divina. Aliás, se considerarmos o exemplo dos apóstolos, veremos que o dever de reprovarmos as obras ímpias inclui, até mesmo, o governo civil, de modo que, quando o magistrado age com manifesta impiedade ou tirania, deve o cristão repreendê-lo – sem descuidar da honra devida à sua autoridade, conforme já dissemos. 

Essa promoção da ética cristã na esfera pública deve estar associada à vocação de cada crente. Uma é a ação esperada do advogado cristão, outra, a do médico cristão, e outra, a do pedreiro cristão. O importante é que cada um, segundo os dons e a medida de fé recebidos de Deus, empenhe-se em refletir sobre a ética bíblica e sobre como aplicá-la às questões privadas e públicas com que se depara.

Em último lugar, eu repetiria o conselho que ouvi, certa vez, do Dr. Jeffrey Ventrella, um advogado cristão que tive o privilégio de conhecer: o cristão não deve comprar o mito de que toda essa impiedade no governo civil é inevitável. Nada é inevitável quando Deus abençoa a obra de nossas mãos. Se Ele é por nós, quem será contra nós?

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- Sobre o autor: Vinícius Silva Pimentel é advogado e atua nas áreas cível e empresarial. Realiza pesquisa em filosofia do direito, com ênfase no pensamento reformacional de Herman Dooyeweerd. Congrega na Igreja Presbiteriana da Aliança, em Recife-PE, onde reside com sua esposa Laura.

Fonte: Política Reformada - Relatório Justiça Pública, nº1 - novembro/2013
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quarta-feira, 4 de dezembro de 2013

Evangelismo não é: manipulação (2/3)

NaoManipulacao

Nessa série de textos retirados do livro “Deliberadamente Igreja” (Editora Fiel), iremos analisar mais de perto o que é e o que não é o evangelismo:

Evite a manipulação

Muitos pastores bem intencionados nunca pretendem manipular qualquer pessoa, para que ela se arrependa e creia. Mas alguns dos métodos que usamos em compartilhar o evangelho podem ser sutilmente manipuladores, quer os percebamos assim, quer não. Às vezes, os pastores usam a música de maneira que despertam as emoções, especialmente música suave durante um convite ou uma oração que atrai as afeições dos ouvintes e estimula erroneamente uma decisão por Cristo baseada em sentimentos. Por outro lado, há pastores que usam músicas tão estimulantes, que acabam levando os ouvintes a um frenesi de expressividade que não é necessariamente espiritual. Outros pastores fazem pressão social cantando diversas vezes a mesma estrofe de um hino, visando que pessoas façam uma oração ou venham à frente, até que alguém finalmente se renda. Alguns outros até usam táticas de linguagem agressiva a fim de pressionar as pessoas a fazerem a oração de salvação.
Não devemos querer que nossas apresentações ou convites do evangelho sejam moldados por aquilo que pensamos que “consumará a venda”. Se nossa apresentação do evangelho for moldada desta forma, isso revelará que entendemos a conversão como algo que podemos orquestrar; e tal entendimento não corresponde à verdade. Em vez de usarmos toda a nossa capacidade para convencer e mudar o pecador, mantendo Deus em segundo plano, como um homem cordial que esperando tranquilamente que o cadáver espiritual, seu inimigo espiritual declarado, O convide a entrar em seu coração, devemos pregar o evangelho como pessoas amáveis que tentam persuadir, mas sabem que não podem converter. Fiquemos em segundo plano enquanto Deus usa todo o seu poder para convencer, converter e mudar o pecador. Então, veremos com clareza quem possui o poder de vivificar os mortos.

Texto retirado do livro Deliberadamente Igreja, do capítulo 3 “Evangelização com Responsabilidade“, trecho “Evite a manipuLação” (Pg 68 e 69).
Copyrigh © Editora FIEL
Autores: Mark Dever e Paul Alexander
Do original: “The Deliberate Church” (Pg 54 a 57).
Tradução: Francisco Wellington Ferreira

As bênçãos de Deus ou o Deus das bênçãos? Mais uma heresia neopentecostal

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Por Pr. Wilson Porte Jr.

Pérolas de heresias modernas:

Sim, trouxa. Ok, Trouxa3… É ruim, meu irmão! Eu plantei oferta na Casa de Deus e vou colher bênçãos materiais na minha vida!” Pastor Silas Malafaia

São os apóstolos que são os responsáveis para fazer a rota do caminho real. Somos patriarcas, enviados de Deus para o grande milagre. Deus usa os apostólicos para fazer milagres, prodígios e maravilhas.” Patriarca Renê Terra-Nova
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A Bíblia nos fala de vários homens que desperdiçaram suas vidas. Estes, ainda que negativamente, são exemplos para nós. Eles, embora péssimos exemplos, apontam o caminho que nenhum de nós deve jamais trilhar.

Um destes foi Simão, o Mágico. Ele foi de Samaria. Corrupto, Simão confundiu as bênçãos de Deus com o Deus das bênçãos.

O texto de At 8.9-25 nos mostra o “testemunho de Simão”. Mas, quem foi Simão, o mágico?

Conhecido na história da igreja como o pai do gnosticismo (o ser humano é salvo por meio de conhecimentos secretos acerca de Deus, e não pelo que Cristo fez na cruz por ele), Simão foi muito citado pelos pais da igreja. Justino, o Mártir (165 d.C.), certa vez escreveu que “os samaritanos consideram Simão um deus supremo por causa de seus poderes”. Irineu de Lyon (202 d.C.), em seu famoso livro Contra as heresias, o mencionou como o “fundador da seita agnóstica”.

Como começa o erro de Simão? Em At 8.13, lemos que ele “abraçou a fé”. Você já parou para pensar nessa expressão e como ela está ligada a um homem perdido? Simão ABRAÇOU A FÉ, ele simplesmente CREU, sem se arrepender e mudar. Abraçar a fé sem arrependimento é igual à perdição!

Existe um grande perigo de nós também simplesmente crermos, mas sem nos arrependermos e assumirmos um compromisso de mudança perante Deus. Abraçar a fé como Simão significa que um dia você pode soltar da fé. Logo, a fé não é para ser abraçada, mas recebida no coração como um dom de Deus (Ef 2.8).

A fé não deve ser abraçada. Você não deve simplesmente estar disposto a crer, como quando está disposto a presentear alguém, ou simplesmente sair para tomar um café. A fé não é algo que você escolha abraçar de uma hora para outra na sua vida. A fé é um presente de Deus para você e que muda completamente a sua vida! Por isso, os discípulos pediam: dá-nos mais fé; aumenta a nossa fé…

Quais os perigos de alguém simplesmente abraça a fé, mas não se arrepende? Simão começou uma seita, o gnosticismo. Ou seja, ele criou uma religião segundo a sua mente. Este é um grande perigo de quem apenas abraça a fé.

Outro perigo é colocar os sinais, milagres e dinheiro no lugar de Cristo (v. 19-20). A expressão grega aqui é: τὸ ἀργύριόν σου σὺν σοὶ εἴη εἰς ἀπώλειαν = “O seu dinheiro com você sejam destruídos” (tradução livre). Quando abraçamos a fé, trocamos Cristo por dinheiro e coisas sobrenaturais.

E um último perigo, à exemplo de Simão, é sempre esperarmos que alguém faça alguma coisa por nossas vidas. Esperar que outros intercedam, que outros peçam perdão por nós.

A resposta de Pedro para aquele que apenas abraçou a fé foi: arrependa-se (v. 22). Simão estava atrás de poder! Mas, como hoje, naquela época as pessoas tinham uma ideia errada sobre o que é poder. Dentro das igrejas de hoje, as pessoas tem ideias absurdamente erradas sobre o significado de poder. Muitos buscam poder, sem saber o que isso significa! Poder não é a capacidade de realizar milagres, falar novas línguas, ressuscitar os mortos, e outras coisas extraordinárias.

Hoje as pessoas correm atrás do domínio. Maridos querendo dominar esposas, esposas aos maridos, filhos aos pais e patrões aos seus funcionários. Não jogue sua vida fora pensando que poder é sinônimo de autoridade, que poder é medido pela quantidade de pessoas sobre quem você tem influência, que poder é algo que você deve transmitir pelo seu comportamento (aparência externa), ou ainda que poder é sinônimo de vocês ser cabeça e não cauda.

Poder não tem nada a ver com prosperidade, com ter condições de comprar o que sempre quer. ISSO NÃO É PODER – NÃO DESPERDICE SUA VIDA CORRENDO ATRÁS DESTAS COISAS.

Você quer saber o que é poder?

Isaías 53 nos ensina o que é o poder, ou melhor, o paradoxo do poder! Abra sua Bíblia e analise você mesmo:

Is 53.1-3: O poder não se mede pela aparência externa – que aparência Cristo tinha de poder? Esse foi um dos momentos de maior poder em sua vida;

Is 53.4-7: O poder não se mede pela distribuição de castigo – Cristo, o homem mais poderoso que pode haver, não demonstrou seu poder subjugando ninguém, mas sofrendo e entendendo que aqueles sofrimentos estavam contribuindo para o bem dele e de muitos que O conhecessem um dia.

VEJA: Jesus, fonte de todo o poder, não se preocupou com prestígio, domínio, em ser cabeça, o melhor, o primeiro. NÃO LHE PARECE ESTRANHO QUE O HOMEM MAIS PODEROSO QUE JÁ EXISTIU FOI TAMBÉM O MAIS SIMPLES E SERVO?

CURIOSAMENTE, o livro de Isaías é dividido da seguinte forma (1-39, 40-66). Do capítulo 40 a 66, Is 53.5 é o que fica exatamente no meio! É o “CORAÇÃO DO ANTIGO TESTAMENTO”, como alguns teólogos o chamam. E o que este texto diz? Que a verdadeira felicidade não está em se fazer milagres, em seu dono, em ser cabeça, em ser “poderoso”, famoso, sempre o primeiro, mas está em servir, em ter poder para servir, para amar, para negar seus confortos, abrir mão de seus pecados, e seguir ao Senhor com amor e gratidão. Isso demonstra poder em sua vida!

Simão, o mágico, ao invés de desejar o Senhor, desejou uma bênção, poderes e, com isso, destruiu a sua vida fora.

A CONCLUSÃO QUE FAÇO É QUE, quando as bênçãos e o dinheiro roubam o lugar de Cristo:

Damos grande ênfase à sinais, curas, milagres, etc. (Mt 12:39) – o amor, a alegria, o espanto, a admiração não são para Cristo, sua pessoa e obra, mas para as curas e milagres e sinais;

Criamos um cristianismo segundo a nossa mente – e temos a tendência de achar que somente nós estamos certos, somente nós conhecemos o caminho e o poder de Deus;

Cremos que a entrega de dinheiro no reino de Deus fará com que conquistemos bênçãos desejadas (grande heresia moderna dentro do evangelicalismo).

Se seu coração ainda está vivendo um cristianismo assim, peça a Deus que lhe dê a fé que vem dele (Hb 12.2) e que fará com que você se encante mais com aquilo que Deus é do que com aquilo que Deus possa lhe dar.

Ame a Cristo! Ame a Deus! E quando as bênçãos vierem, dê glória a Deus! Quando as bênçãos faltarem, dê glória a Deus! Quando Deus realizar curas e milagres em sua vida, dê glória a Deus! Quando Deus aparentemente nada fizer em sua vida, dê glória a Deus! Busque amar a Deus mais do que todas as coisas! Queira vir aos cultos para buscar a Deus, sua pessoa, para amá-lo, entendê-lo, apreciá-lo e adorá-lo, e não venha jamais aos cultos querendo ver milagres e sinais pois, segundo Cristo, são os incrédulos que vão atrás dele somente para ver o show da fé.

Ame a Cristo, não ao show! Ame ao Espírito, não os seus sinais! Ame ao Pai, e não as suas bênçãos sobre você.

O caminho estreito, onde poucos estão vivendo e caminhando, é um caminho onde se encontra e sempre se encontrará pessoas que visivelmente amam a Deus com toda a sua força, com toda a sua alma e coração, e com todo o seu entendimento, pessoas que amam a Deus sobre todas as coisas!

Que Deus tenha misericórdia de nós e nos ajude a amá-lo assim e a encontrar a felicidade que está reservada para nós na obediência à Sua Palavra

Se você leu até aqui, convido-o a terminar esta leitura orando o Salmo 119.33-36:

"Ó Senhor Deus, ensina-me a entender as tuas leis, e eu sempre as seguirei. Dá-me entendimento para que eu possa guardar a tua lei e cumpri-la de todo o coração. Guia-me pelo caminho dos teus mandamentos, pois neles encontro a felicidade. Faze com que eu queira obedecer aos teus ensinamentos, em vez de querer ajuntar riquezas."

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Via Bereianos
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terça-feira, 3 de dezembro de 2013

Homem com o corpo em chamas incendeia igreja e mata pastor; Veja o vídeo

Homem com o corpo em chamas incendeia igreja e mata pastor; Veja o vídeo

Um pastor faleceu vítima de um incêndio na igreja evangélica St. Paul’s By-The-Sea Episcopal Churchem, em Ocean City, no estado norte-americano de Maryland, depois que um homem entrou no templo com o corpo em chamas.
Durante uma celebração, o homem entrou pela porta pedindo socorro, com as roupas pegando fogo. Os frequentadores tentaram ajudá-lo, porém, as chamas logo se espalharam pela mobília e paredes da igreja.
O homem que pedia socorro foi identificado como John Raymond Sterner de 56 anos, segundo informações da CNN. O pastor da igreja, reverendo David Dingwall, foi encontrado pelos bombeiros numa das salas de apoio do templo inconsciente, cercado de “muita fumaça e intenso calor”. Socorrido, David não resistiu à inalação de fumaça e faleceu no hospital.
Além da morte de John e do pastor David, uma fiel ficou gravemente ferida, e continua internada sob tratamento intensivo no hospital local.
A polícia vai investigar o motivo de John ter tido seu corpo incendiado. Entre as hipóteses, os investigadores acreditam que ele tenha entrado em contato com alguma substância altamente inflamável, o que teria facilitado a propagação das chamas.
O pastor David era bastante conhecido na cidade, e o chefe dos bombeiros, Chris Larmore, lamentou sua morte: “É um dia de luto para toda a comunidade”, disse em entrevista à CNN.
Assista a um vídeo do incêndio:
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

Por que tantas pregações tão ruins?

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Por Carl Trueman


A pregação é fundamental para o protestantismo. A proclamação da palavra de Deus é o meio primário pelo qual o cristão encontra Deus. Assim, a pergunta óbvia é: por que tantas pregações são tão ruins?

Esse não é um problema encontrado apenas em pequenas igrejas das quais ninguém jamais ouviu. Alguns anos atrás eu estava em uma conferência onde um grupo de pregadores estava sendo apontado como modelos para serem seguidos. Um desses pregadores, de uma das maiores e mais conhecidas igrejas evangélicas do universo dos novos calvinistas fez um sermão cheio de belas anedotas pessoais. Ao fim, ele havia enternecido meu coração em seu favor, como pessoa. Mas como pregação, aquilo foi simplesmente terrível, funcionalmente desconexo do texto bíblico que havia sido lido. Sinceramente, ele poderia muito bem ter substituído a leitura bíblica por um solilóquio de Rei Lear e não precisaria mudar uma sentença sequer do sermão. Pode ter sido eloquente e emocionante; mas, como pregação, foi uma completa catástrofe. E, infelizmente, foi uma catástrofe apresentada para uma multidão de milhares como o modelo do que se fazer no púlpito.

Afinal, por que tanto das pregações, mesmo as das celebridades das conferências, é tão ruim? É impossível responder essa questão em apenas uma frase. Sermões podem ser ruins por uma variedade de razões. Aqui estão oito que me parecer ser as mais significativas. Eu as dividi em categorias: teológica, culturais e técnicas.

Teológica

Primeiro, a razão teológica: para pregar bem, o pregador precisar entender o que ele está fazendo. Entender o que é uma tarefa é básico para fazer bem essa tarefa. Se você pensa que pregação é apenas comunicar informações, entreter ou fomentar uma discussão, isso vai moldar a forma com que você prega. O maior perigo para os estudantes nos seminários é que eles assumem que as aulas que eles ouvem são modelos para os sermões que eles vão fazer nos púlpitos. E não são. Pregação é um ato teológico. O pregador encontra seu correspondente não nos auditórios ou salas de aula nem, na pior das opções, no circuito de stand-up comedy. Ele o encontra nos profetas do Antigo Testamento, trazendo uma palavra de confrontação do Senhor que explica a realidade e demanda uma resposta.

Culturais

Em segundo lugar, há uma falha em prover um contexto apropriado para o treinamento dos pregadores. Os seminários tem um poder limitado; pregar três ou quatro vezes para seus colegas de classe e ser filmado enquanto isso não é uma preparação adequada para o púlpito. E a estranha prática de desencorajar pessoas que não foram licenciadas para tal não ajuda. Como alguém pode licenciar alguém para pregar a não ser que se saiba se ele consegue pregar? E como alguém vai saber fazê-lo se não tiver experiências reais em uma igreja real? A falta dos cultos noturnos em muitas igrejas não é apenas um triste testemunho sobre a perda do Dia do Senhor; também limita as oportunidades de pregação para aqueles em treinamento. Igrejas precisam fazer um trabalho melhor em encorajar aqueles que pensam que foram chamados para serem pregadores para testarem seus dons, talvez em cultos noturnos ou em outras situações. Basta pensar um pouco.

Em terceiro, há uma relativização da palavra pregada e o crescimento da ênfase no aconselhamento pessoal. Eu não estou negando a utilidade do aconselhamento pessoal, mas estou dizendo que a maioria dos problemas que muitos de nós temos deveriam ser lidados muito adequadamente por meio da proclamação pública da palavra de Deus. O mundo ao nosso redor nos diz que somos todos únicos e temos problemas igualmente únicos. Essa conversa sobre exclusividade é bastante exagerada. Precisamos criar uma cultura eclesiástica onde a exclusividade é relativizada e onde pessoas vêm à igreja esperando que a palavra pregada irá lidar com seus problemas particulares. Fico abismado com o fato de que, por mais que Paulo faça algumas aplicações individuais bastante pontuais, ele normalmente opera em um nível mais genérico. Seminários deveriam fazer da pregação a prioridade em todos os níveis; pregadores deveriam aprender a pregar com a confiança de que irão impactar indivíduos para o bem ao falarem com todos eles do púlpito.

Em quarto, há, às vezes, um fracasso em estabelecer a própria voz. Tendo sido convertido na década de 80, eu me lembro que não havia nada mais vergonhoso do que ouvir mais um pregador britânico que havia decidido que deveria soar exatamente como o Dr. Lloyd-Jones e pregar por tanto tempo quanto o grande Galês pregava. Muitos sermões brilhantes de meia hora eram implodidos pela necessidade do pregador de esticá-los até a marca de cinquenta minutos.

Hoje, talvez, o problema seja pior. Há alguns anos, questionei um grupo de estudantes sobre quem eram seus modelos favoritos de pregação. Nenhum deles mencionou qualquer dos pastores sob quem eles haviam crescido. Os nomes todos pertenciam ao pequeno e limitado grupo do circuito de pregação das mega-conferências.

Isso é desastroso por mais razões, mas não menos pelo fato de que essas conferências apresentam consistentemente como normativo um espectro muito limitado de vozes e estilos. Cada pregador precisa encontrar sua própria voz; a tragédia é que a dinâmica de preencher cinco ou dez mil assentos em um estádio significa que a única voz ouvida é aquela daquele capaz de atrair tanta gente. Mas muitas dessas vozes pastoreiam igrejas onde há pouco contato entre o pastor e o povo. Eles podem encher estádios, mas não são as únicas vozes que os aspirantes a pregadores deveriam ouvir. O tempo e o acaso podem transformar homens em pastores de mega-igrejas. Muitos pregadores muito melhores operam em igrejas menores e são eles que realmente podem testemunhar sobre a importância de se encontrar a própria voz.

Em quinto, nos círculos presbiterianos, pelo menos, é possível que se tenha uma imagem muito grande do ministério. Isso é contra-intuitivo, particularmente vindo de um presbiteriano que acredita que uma visão grande do ministério pastoral é um aspecto importante de uma igreja saudável. O que eu quero dizer aqui é: se a cultura da sua igreja projeta uma imagem tão alta do ministério a ponto da congregação pensar que o ministério ordenado é o único chamado digno para um homem cristão, a consequência infeliz é que homens que não tem as habilidades básicas para serem ministros irão, apesar disso, sentir a necessidade de serem ministros, para poderem servir da melhor forma. E homens, no ministério, que realmente não tem as habilidades pessoais necessárias para pregar não irão pregar bem. Precisamos de igrejas onde um entendimento saudável da vocação cristã é ensinada e cultivada, para que os homens não sintam esse tipo de pressão.

Técnicas

Há muitos aspectos técnicos na pregação, mas aqui estão três das mais comuns falhas técnicas que geram pregações ruins:

A falha da falta de estrutura clara. Minha impressão é que pregadores em treinamento muitas vezes assumem que a estrutura do sermão que prepararam é tão clara para a congregação quanto é para eles. E raramente é. Pregadores experientes conseguem tornar a estrutura clara simplesmente por meio de clareza de pensamento, progressão lógica e sentenças bem conectadas. Até que se atinja esse nível, eu aconselho os estudantes a esclarecerem logo no início qual é a estrutura. “Os três pontos que eu quero que vocês vejam nessa passagem são…” pode ser uma forma muito mecânica de começar a seção principal de um sermão, mas pelo menos deixa claro quais são os objetivos do pregador.

A falha de não conhecer ou não entender a congregação. Isso se manifesta de muitas formas. Normalmente, para estudantes e pregadores recém ordenados, se manifesta em entupir o sermão com o máximo possível de linguagem teológica especializada (conhecida na sala de aula como “terminologia técnica” e no púlpito como “conversa fiada”). O importante não é impressionar a congregação com o seu conhecimento. É apontar as pessoas para Cristo da forma mais clara e concisa possível.

A falha de não saber o que deixar de fora. Talvez, depois da falta de uma estrutura clara, essa é a falha mais comum entre os pregadores em treinamento. Você já leu tudo que poderia sobre a passagem; agora você quer dizer à congregação tudo o que você aprendeu. Você não pode fazer isso. Não faça a congregação beber de um hidrante. Pense com cuidado sobre quais são as coisas  mais importantes para essa congregação nesse momento (o que requer, é claro, conhecer alguma coisa sobre a congregação) e foque nisso. Todo aquele material fascinante restante? Bom, use em outro sermão sobre a mesma passagem um dia.

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Traduzido por Filipe Schulz | Reforma21.org | Original aqui.
Via Bereianos

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

A Ira de Deus

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Por Thomas Magnum


"Pois a ira de Deus se revela do céu contra toda impiedade e injustiça dos homens, que impedem a verdade pela sua injustiça." Romanos 1.18

Comumente ouvimos os pregadores da televisão falarem: “Deus é amor. Ele ama você e quer ver você feliz”. São enfáticos ao demonstrar que, independente de quem você seja, Deus o ama. É notório que muitos destes textos citados da Escritura são isolados e não mostram o outro lado da mesma moeda. Quem nunca ouviu: “Deus ama o pecador, mas odeia o pecado”? É claro que creio no amor de Deus, pois a Bíblia diz que Ele é amor, como diz em 1 João 4.8, mas a mesma Escritura que diz que Deus amou o mundo dando seu filho (João 3:16) também diz: "Quem crê no Filho tem a vida eterna; quem, porém, mantém-se em desobediência ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus" (João 3:36). A Bíblia está dizendo aqui que Deus não odeia somente o pecado, mas também o pecador. Está nos dizendo que aquele que não tem o filho, está sob a ira de Deus. Veja o que diz o Salmo 5.5: “Os arrogantes não permanecerão na tua presença; detestas todos os que praticam a maldade.” Outra versão diz: “odeias os que praticam a maldade”.

Talvez você diga: mas não sou mau, sou uma pessoa boa. Mesmo em meio aos teus atos de justiça a Bíblia nos diz o que Deus pensa disso: "Todos nós somos como o impuro, e todas as nossas justiças, como trapo da imundícia; e todos nós murchamos como a folha, e as nossas maldades nos arrebatam como o vento." (Isaias 64.6). O pecado nos afasta de Deus. Nos separa de Deus. Nossa condição não nos permite nem buscar a Deus. Não há quem entenda; não há quem busque a Deus (Romanos 3.11). Sei que isso não é muito comum de se ouvir, mas lhe digo isso porque amo você. Porque desejo ardentemente que você tenha um encontro real com Cristo.

A palavra de Deus nos mostra que Deus odeia tanto o pecador como o pecado enfaticamente: “Odeias os que adoram ídolos fúteis” (Salmos 31.6). Por isso o próprio Deus providenciou nossa redenção em Jesus “pois a redenção da sua vida é caríssima, tanto que seus recursos não são suficientes” (Salmos 49). E também“sendo justificados gratuitamente pela sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus” (Romanos 3.24). Que essa maravilhosa graça se manifeste a você. Que esse evangelho seja real a você. Creia nesse sacrifício! Jesus morreu por nossos pecados.

Querido(a), isso é maravilhoso! Você pode entender isso?

Essa ira de Deus, vista até agora em tantos textos da Palavra, foi desviada de nós e direcionada a Cristo na sua morte na cruz. Foi esse o cálice que Jesus bebeu, e agora nos proporciona outro cálice: “Tomarei o cálice da salvação e invocarei o nome do SENHOR” (Salmos 116.13) e também nos diz que: “Este cálice é a nova aliança em meu sangue, derramado em favor de vós” (Lucas 22.20). O cálice da ira de Deus foi tomado por Cristo, por isso lemos no evangelho: “Podeis beber o cálice que eu bebo, ou ser batizados com o batismo com que sou batizado?"(Marcos 10.38). No livro O verdadeiro Evangelho, do pastor Paul Washer, ele nos trás uma ilustração do que aconteceu conosco: Imagine uma represa de dez mil metros de altura e dez mil metros de largura transbordando, e você está a dez metros dela. De repente essa represa desmorona e todo aquele turbilhão de água furioso está vindo em direção a você de forma violenta e destruidora. No entanto, a dez segundos de lhe atingir, o chão se abre e engole toda aquela água. Isso foi o que Deus fez por você. Isso foi o que Deus fez por nós. Cristo levou sobre si a ira de Deus contra o pecado para nos justificar.

Termino citando um texto da epístola aos Romanos: “Porque ninguém será justificado diante dele pelas obras da lei; pois pela lei vem o pleno conhecimento do pecado. Mas agora a justiça de Deus se manifestou, sem a lei, atestada pela Lei e pelos Profetas; isto é, a justiça de Deus por meio da fé em Jesus Cristo para todos os que creem; pois não há distinção. Porque todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus; sendo justificados gratuitamente pela sua graça, por meio da redenção que há em Cristo Jesus, a quem Deus ofereceu como sacrifício propiciatório, por meio da fé, pelo seu sangue, para demonstração da sua justiça. Na sua paciência, Deus deixou de punir os pecados anteriormente cometidos; para demonstração da sua justiça no tempo presente, para que ele seja justo e também justificador daquele que tem fé em Jesus”( Romanos 3.20-26).

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- Sobre o autor: Thomas Magnum é Batista reformado (calvinista), Amante da escritura sagrada, leitor apaixonado da literatura reformada calvinista, graduando em jornalismo, mora em Recife e é casado com Kelly Gleyssy.

Divulgação: Bereianos
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O declínio da pregação e a decadência da igreja

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Por Pr. Judiclay Santos

No dia 18 de janeiro de 1548, na Cathedral of Saint Paul, no coração de Londres, um dos mais notáveis reformadores ingleses pregou uma poderosa mensagem que ecoa através dos séculos. O Sermão do Arado, pregado por Hugh Latimer, é uma trombeta do céu que ressoa sobre a igreja e exorta os pregadores.

“Quem dera nossos prelados fossem tão diligentes para semear os grãos de trigo da sã doutrina quanto satanás o é para semear as ervas daninhas e o joio! Onde o diabo está em residência e está com o seu arado em andamento, ali: fora os livros e vivam as velas!; fora as Bíblias e vivam os rosários!; fora a luz do evangelho e viva a luz das velas – até mesmo ao meio dia!; [...] vivam as tradições e as leis dos homens!; abaixo as tradições de Deus e sua santíssima Palavra[...]"[1]

A dura crítica de Latimer é verdadeira, consistente e terrivelmente atual. É impressionante considerar que a realidade da igreja na Inglaterra em meados do século 16 é muito similar à realidade da igreja no Brasil, no século 21. A situação nas igrejas cristãs, salvo as honrosas e raras exceções, é de extrema pobreza e mediocridade nos púlpitos. Dominicalmente são oferecidos sermões mortos, pregações vazias, discursos inócuos, preleções insossas. A igreja tem sido submetida a uma dieta terrível: uma sopa rala que não nutre a fé. Existe um contingente expressivo de pessoas sem maturidade e estatura espiritual, e Igrejas cheias de pessoas vazias. Há muita gente sofrendo o processo de infantilização por falta da pregação da Palavra.

Uma leitura cuidadosa da História cristã mostrará que existe uma estreita relação entre a pregação da Palavra e a vida da igreja. Todas as vezes que a pregação do evangelho floresce seu impacto se torna evidente na vitalidade da igreja e na subsequente transformação da cultura.

Se alguém gastasse uma semana lendo toda a Bíblia e, na semana seguinte, se familiarizasse com os principais acontecimentos da história da igreja, o que observaria? Que a obra de Deus no mundo e a pregação estão intimamente ligadas. Onde Deus age, ali a pregação floresce. Em todos os lugares em que a pregação é menosprezada ou está ausente, ali a causa de Deus passa por um tempo de improdutividade. O Reino de Deus e a pregação são irmãos siameses que não podem ser separados. Juntos, eles permanecem de pé ou caem.[2]

A igreja brasileira sofre por causa do declínio da pregação. A falência dos púlpitos é uma tragédia para o povo de Deus. Existem muitos palradores, mas poucos pregadores. Há uma enorme carência de homens que preguem o evangelho das insondáveis riquezas de Cristo.[3] Via de regra, o que se tem visto, de norte a sul do Brasil, são homens superficiais que oferecem um tipo de “alimento” incapaz de nutrir a fé. Boa parte dos cristãos não sabe o que significa o evangelho. Muitos não conhecem as verdades elementares da fé cristã. As implicações desta triste realidade são avassaladoras. O cenário evangélico brasileiro é constituído de igrejas teologicamente confusas, moralmente frouxas, socialmente inoperantes e espiritualmente decadentes.

I. Os resultados do fracasso da pregação na vida da igreja.

1) Empobrecimento do culto cristão.

Na estrutura do culto cristão, a exposição bíblica é o principal ato de adoração. Culto público de adoração sem a pregação do evangelho não é apenas pobre, é falso. “O que vemos hoje é a marginalização do púlpito. Há uma percepção de que o púlpito é apenas um móvel decorativo no santuário e que alguém tem que usá-lo para alguma coisa”.[4] É triste e lamentável constatar a pobreza dos cultos. A falta de pregação bíblica e a quantidade de cânticos medíocres na musicalidade e heréticos no conteúdo é um escândalo. Quando a pregação não ocupa o centro no culto cristão e a Palavra perde a devida primazia na vida da igreja prevalecem o subjetivismo, o antropocentrismo, o sensacionalismo, o paganismo e todo tipo de excentricidades. Tais coisas, por sua natureza, não glorificam a Deus e não edificam a igreja de Jesus Cristo.  

2) Desfibramento moral da igreja. 

Se a pregação é o principal meio de graça, através do qual a igreja é santificada pela ação do Espírito Santo, onde não há pregação do evangelho a corrupção do coração é potencializada e se manifesta com maior força. Existem contundentes evidências da falta de integridade moral por parte de muitas pessoas que confessam ser cristãs. Valores e práticas incompatíveis com a Palavra de Deus se tornaram comuns no arraial evangélico. Se o profeta Oséias pregasse para essa geração de cristãos no Brasil, sua mensagem seria: “Volta, ó Israel, para o Senhor, teu Deus, porque, pelos teus pecados, estás caído”.[5] A exortação do Cristo ressurreto à igreja em Sardes é bem adequada à igreja brasileira: “... não tenho achado íntegras as tuas obras na presença do meu Deus”.[6] Uma das razões pelas quais a igreja padece de fraqueza moral é porque “há uma tendência dos púlpitos modernos a propagar uma mensagem que informa, mas não transforma, que diverte mas não converte” (Abgel).

3) Confusão doutrinária no seio da igreja. 

João Calvino, grande teólogo e experiente pastor, afirmou que “a ignorância é mãe de todas as heresias”. Onde a verdade é negligenciada floresce o erro. O Brasil, conhecido por sua cultura mística de profundas raízes no paganismo, é terreno fértil para a proliferação de ensinos errados. As matizes, quer seja, a pajelança indígena, os  ídolos do catolicismo romano, os rituais afro-ameríndios, o kardecismo anglo-saxão ou as seitas “evangélicas”, conspiram contra o genuíno evangelho. Nesse cenário de múltiplas divindades, variados cultos e tantos credos, o enfraquecimento do magistério da Palavra e a negligência da pregação tornam a igreja vulnerável e criam o ambiente para o sincretismo. Não seria essa a triste realidade da igreja evangélica no Brasil?

4) Decadência espiritual.

Um púlpito fraco é a maior tragédia da igreja. Spurgeon estava certo ao afirmar que “o mais maligno servo de Satanás que conheço é o ministro infiel do evangelho”.[7] O fracasso da pregação é a causa primária da miséria espiritual da igreja. Sempre que a igreja é transformada em teatro da fé, o púlpito em vitrine de vaidades, o culto em serviço de entretenimento e o pastor em animador de auditório, a decadência espiritual é inevitável. À luz das Escrituras, a falta de santidade, devoção, misericórdia, sabedoria, compaixão, fervor, piedade, vida e amor são evidências do declínio espiritual. A igreja tem dado sinais de fraqueza espiritual e existem algumas razões pelas quais isso acontece. O notável João Crisóstomo indica uma delas. "Quando você vir uma árvore cujas folhas estejam secas e murchas, algo de errado está acontecendo com as suas raízes; quando você vir um povo indisciplinado, sem dúvida, os seus sacerdotes não são santos".[8] A igreja que tolera um pastor negligente no ministério da pregação comete suicídio. 

II. Fatores contribuintes para o declínio da pregação.

O declínio não foi súbito, mas gradual. Um estudo criterioso apontará as razões pelas quais a glória da pregação ter sido apagada. O renomado Dr. Albert Mohler[9] aponta alguns elementos significativos, dentre os quais, destacamos três:

1) A pregação contemporânea sofre de perda na confiança no poder da Palavra.

Muitos pregadores não creem na autoridade da Bíblia como Palavra de Deus. É impressionante constatar a quantidade de pastores que deveriam nutrir a fé da igreja a partir da pregação da Palavra, mas não o fazem porque não confiam que de fato a Bíblia é a Palavra de Deus. Se um homem nega a inspiração, autoridade e suficiência da Escritura, ele não está qualificado para pregar.  

2) A pregação contemporânea sofre de obsessão por tecnologia.

Vivemos em uma sociedade de forte apelo audiovisual. O emprego de novas tecnologias não deve ser descartado, mas avaliado criteriosamente. O risco não é usar esses recursos, mas se tornar escravo deles. Um pastor não pode gastar mais tempos preparando slides para apresentar o seu sermão do que estudando o texto bíblico e orando diante de Deus, por si e pelos seus ouvintes. Como bem observou o dr. Moller, Deus decidiu ser ouvido e não visto. 

3) A pregação contemporânea sofre de focalização em necessidades sentidas.

A principal necessidade do ser humano é a paz com Deus por meio de Cristo. Desconsiderar essa verdade torna o púlpito um centro de aconselhamento para tratar realização profissional, saúde financeira e relacionamentos interpessoais. A psicologização do púlpito é uma triste realidade no cenário evangélico brasileiro. Enquanto os pregadores gastam tempo falando sobre os sete passos para melhorar o casamento, muitos casais nada sabem sobre o que significa o texto: “Maridos, amai vossa mulher, como também Cristo amou a igreja e a si mesmo se entregou por ela”.[10]

O pastor moderno precisa voltar-se para o estudo profundo das Escrituras e para a pregação expositiva da revelação divina. Pequenos sermões tópicos, carregados de ilustrações sentimentais, que se ouvem nos púlpitos, [...] não satisfazem as mais profundas necessidades espirituais dos ouvintes”.[11]

Felizes são as igrejas cujos pastores pregam a Palavra de Deus. A história testemunha que as igrejas que mais crescem espiritualmente são aquelas que valorizam a pregação. Enquanto o púlpito não ocupar a primazia no culto não haverá edificação.

III. Encorajamento aos pregadores.

A Reforma Protestante, a despeito de todas as acusações de seus detratores, deixou um glorioso legado para o cristianismo, o resgate da pregação pública da Palavra de Deus. Os reformadores não inventaram a pregação, mas certamente lutaram para que ocupasse a primazia no culto cristão. Eles exortavam os que estavam sob a sua liderança  a buscar excelência na pregação da Palavra.  John Owen declarou que “o primeiro e principal dever de um pastor é alimentar o rebanho pela pregação diligente da Palavra”. Para tanto, eles tinham um pressuposto e uma motivação. Primeiro, eles entendiam que a pregação da Palavra de Deus é “um meio de graça indispensável e sinal infalível da verdadeira igreja” (Calvino). Segundo, a incansável luta desses gigantes da fé tinha como alvo a glória de Deus. Sendo essa a motivação primária para subir ao púlpito e anunciar o evangelho da graça. Deus é glorificado quando a igreja é edificada, e isso acontece através da diligente e fiel pregação da Palavra.

Martin Lloyd-Jones disse que a pregação é a tarefa mais importante do mundo. Calvino entendia que o púlpito é o trono de onde Deus governa a sua igreja. A reforma da igreja começa no púlpito da igreja. “O avivamento da igreja acontece quando se acende uma fogueira no púlpito”. (D. W. Moody).

Uma palavra de encorajamento.

1) Pregue a palavra.

Conjuro-te, perante Deus e Cristo Jesus, que há de julgar vivos e mortos, pela sua manifestação e pelo seu reino: prega a palavra, insta, quer seja oportuno, quer não, corrige, repreende, exorta com toda a longanimidade e doutrina.[12]

Uma grande honra é sempre acompanhada de uma grande responsabilidade. A exortação de Alexander Wyte é muito oportuna: “Nunca pense em abrir mão da pregação! Os anjos em derredor do trono invejam sua grandiosa obra.” 

2) Estude exaustivamente o texto.

Sem disciplina nos estudos não é possível pregar com excelência. “Pregação que não custa nada não vale nada”, exortava John Henry Jowett. O pastor deve dedicar-se aos estudos e a preparação do sermão. Alguém sugeriu que para cada minuto de pregação o pregador deveria investir uma hora de preparação. Pode parecer muito, ou até mesmo impraticável, mas o ponto é que o preparo é fundamental. Segundo Spurgeon, o príncipe dos pregadores, “aquele que cessa de aprender cessa de ensinar. Aquele que não semeia nos estudos não colhe no púlpito”. 

3) Crie pontes entre o mundo bíblico e o contemporâneo.

Não torne a sua pregação uma coisa enfadonha e sem sentido. Conheça a Escritura, mas também o povo para o qual você prega. Mostre as pessoas a conexão entre o texto bíblico e a vida delas. Use ilustrações vivas e verdadeiras. Uma boa ilustração é como janelas em uma casa, iluminam e arejam o ambiente. A viva e eficaz Palavra de Deus precisa ser comunicada com clareza, a fim de que haja uma correta aplicação para os ouvintes. 

4) Seja humilde: você depende da graça de Deus.

Certo pregador subiu ao púlpito cheio de confiança em si mesmo. Foi um completo fracasso. Então alguém lhe disse: Se você subisse como desceu (humilde) teria descido como subiu (confiante). A humildade é uma virtude que faz toda diferença na vida do pregador. Os talentos não são suficientes. Para obter a bênção de Deus no exercício da pregação é necessário suplantar a soberba e pregar na completa dependência do Senhor. McCheyne acertou ao dizer que “não é tanto os talentos o que Deus abençoa, mas uma grande semelhança com Jesus. Um ministro de vida santa é uma tremenda arma nas mãos de Deus”.[13]

5) Ore invocando a presença do Espírito Santo.

Sermões áridos e sem vida matam a igreja. O que torna um sermão uma pregação é o poder do Espírito. “A pregação é lógica em fogo” (Lloyd Jones). Todo pregador deve buscar a unção do Espírito, sem o qual os frutos são impossíveis. Em uma época de aguda fraqueza espiritual nos púlpitos, acompanhada de inúmeras conversões fabricadas pela manipulação das emoções humanas, todo pregador deveria levar em consideração as palavras do apóstolo Paulo, um dos maiores pregadores da história do cristianismo: “porque o nosso evangelho não chegou até vós tão-somente em palavra, mas, sobretudo, em poder, no Espírito Santo e em plena convicção, assim como sabeis ter sido o nosso procedimento entre vós e por amor de vós”.[14]

Em suma, sem pregação bíblica, proclamada no poder do Espírito Santo, não há esperança para a igreja brasileira. Deus tenha misericórdia de nós.

* Texto publicano no site da Edições Vida Nova (Teologia Brasileira)
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[1] LATIMER, Hugh. Citado por STOTT, John. Eu Creio na Pregação. Vida: São Paulo, 2001, pp. 27-28.
[2] OLYOTT, Stuart. Pregação Pura e Simples. Fiel: SJC, 2008, p. 23.
[3] Efésios 3.8.
[4] MOHLER, Albert. Apascenta o meu rebanho. Cultura Cristã: São Paulo, 2009, p. 25.
[5] Oséias 14.1.
[6] Apocalipse 3.2.
[7] SPURGEON, Charles H. O Ministério Ideal, Vl 2. PES: São Paulo, 1990, p. 65.
[8] CRISÓSTOMO, In: Homilias sobre o Evangelho de Mateus (38), citado por SPENER Filipe Jacob, Pia Desideria, p. 26.
[9] MOHLER, Albert. Deus não está em silêncio. Fiel: São José dos Campos, 2011, pp. 22-28.
[10] Efésios 5.25.
[11] CRABTREE. A Doutrina Bíblica do Ministério Pastoral. Rio de Janeiro: Juerp, 1981, p. 81.
[12] 2 Timóteo 4.1-2.
[13] MCCHEYNE, Robert M. Citado por STOTT, John. O perfil do pregador. São Paulo Vida Nova, 2005, p. 114.
[14] 1 Tessalonicenses 1.5.

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Fonte: Blog do autor
Via Bereianos

Cristãos estão em extinção em países do Oriente Médio, afirma ministra do Reino Unido

Cristãos estão em extinção em países do Oriente Médio, afirma ministra do Reino Unido

Durante um discurso proferido na Universidade de Georgetown, em Washington, a Ministra de Fé e Comunidades do Reino Unido, Sayeeda Warsi, afirmou que em algumas partes do mundo, como o Oriente Médio, os cristãos “correm risco de extinção”, devido à violência dirigida a eles.
- Estou preocupada, assim como outros membros da sociedade, com a significativa quantidade de correspondência que recebemos alertando que o berço do cristianismo – partes do mundo onde o cristianismo se propagou primeiro – está vendo uma grande parte da comunidade cristã indo embora e os que restam sendo perseguidos – afirmou Warsi.
- Um em cada dez cristãos vive em situação de minoria e, um grande número de pessoas que vive em situação de minoria em todo o mundo é perseguido. Eles estão sendo vistos como os recém-chegados, estão sendo tratados como ‘o outro’ dentro dessa sociedade, apesar de estarem ali por muitos e muitos séculos – completou a ministra.
Primeira Muçulmana a servir ao governo Britânico, Warsi é Ministra de Fé e Comunidades, cargo que a coloca como uma ministra sênior do Estado no Escritório de Relações Estrangeiras do Reino Unido.
De acordo com o World Watch Monitor, a ministra ressaltou que “os Cristãos no Oriente Médio são vistos como ‘intrusos’ na região onde têm vivido desde o despontar do Cristianismo”. Ela disse ainda que os cristãos “são vistos como ‘forasteiros’ em sociedades que ajudaram a moldar por séculos, e culpados por ofensas ocidentais”.
- Um êxodo em massa está acontecendo, numa escala Bíblica. Em alguns locais há o perigo real de que o Cristianismo seja extinto – completou Warsi.
Sayeeda Warsi exortou ainda líderes políticos a manterem sua palavra garantindo que suas constituições nacionais sejam cumpridas e que as leis internacionais de direitos humanos sejam seguidas.
- Há muito mais a fazer. Há um consenso internacional na forma de uma resolução do conselho de direitos humanos sobre o tratamento das minorias e a tolerância para com outras religiões, mas nós precisamos construir uma vontade política por trás disso. Temos artigos internacionais, que são os mais traduzidos sobre a liberdade de religião, mas eles não estão implementados; logo, não é apenas ter leis, é necessário que os políticos que tenham a vontade política para implementar essas leis – completou a ministra em seu discurso.
Filha de imigrantes Paquistaneses, Warsi nasceu na Inglaterra e foi elevada à Casa dos Lordes em 2007, aos 36 anos, sendo a mais jovem integrante do parlamento na época. Em 2010, o Primeiro Ministro David Cameron a apontou como ministra sem pasta, em 2012 foi nomeada para a pasta de Fé e Comunidades.
Por Dan Martins, para o Gospel+

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