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terça-feira, 19 de novembro de 2013

Aposentado é preso por distribuir folhetos evangelísticos em shopping center

Aposentado é preso por distribuir folhetos evangelísticos em shopping center

A prática do evangelismo é tida como primordial no cristianismo, uma vez que é o cumprimento do “Ide”, ordenado por Jesus Cristo antes de sua ascensão aos céus. No entanto, evangelizar tem se tornado cada vez mais arriscado, mesmo em países conhecidos pela liberdade religiosa, como os Estados Unidos.
Um policial aposentado foi preso na cidade de EatonTown, no estado norte-americano de Nova Jersey, por evangelizar frequentadores de um shopping Center.
Como distribuía folhetos às pessoas que aceitavam conversar com ele, David Wells foi detido pelos seguranças do estabelecimento sob a alegação de que, sendo uma empresa privada, o shopping não poderia permitir o evangelismo em suas dependências.
“Eu simplesmente me aproximava das pessoas e lhes perguntava se eu poderia fazer-lhes uma pergunta. Se elas dissessem que não, eu as deixava em paz. Se elas dissessem que sim, eu simplesmente perguntava: ‘Você vai para o céu?’ O como eu respondia dependia de como elas respondiam à minha pergunta”, explicou David.
De acordo com o Chistian News, o aposentado tinha ciência de que não há proibição legal para o evangelismo em shoppings, e por isso tentou argumentar com os seguranças, que não aceitaram a argumentação de David e chamaram a polícia, que efetuou a prisão.
O caso se tornou manchete na mídia local e chocou a muitas pessoas, que lançaram uma petição usando o policial aposentado como símbolo e exigindo a liberdade de expressão em locais semi-públicos (shoppings), como previsto na legislação do estado. David Wells será levado a julgamento no próximo dia 05 de dezembro.
Por Tiago Chagas, para o Gospel+

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

PL 122 com alterações deve ser votado no senado


Julio Severo mostra que as mudanças no texto trazem ameaças não explicitas para os defensores da família tradicional
por Leiliane Roberta Lopes

PL 122 com alterações deve ser votado no senadoPL 122 com alterações deve ser votado no senado
O senador Paulo Paim (PT-RS), novo relator do Projeto de Lei 122/2006, apresentou um texto substitutivo na Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa do Senado e marcou a votação para a próxima quarta-feira (20).
O petista diz que alterou o projeto e tirou a polêmica descrição do que é homofobia. O texto original classificava como crime até as opiniões contrárias ao homossexualismo.
“No texto não vai entrar a palavra homofobia”, disse Paim que está substituindo a senadora Marta Suplicy na relatoria do projeto.
O novo projeto mantém que deve ser preso toda pessoa que discriminar um homossexual da mesma forma como acontece em casos de racismo, discriminação com idosos, deficientes e índios.
“Entrou na lei geral. Todo crime de agressão, seja verbal ou física, vai ter que responder um processo legal.”
Para evitar novas discussões com os religiosos, o projeto vai deixar de fora o que for dito dentro dos templos. “Dentro dos cultos religiosos, temos que respeitar a livre opinião que tem cada um. Por exemplo, você não pode condenar alguém por, num templo religioso, ter dito que o casamento só deve ser entre homem e mulher. É uma opinião que tem que ser respeitada”, afirmou Paim para a Agência Senado.

Ativista pró-família alerta sobre a aprovação da lei

Mesmo com as alterações feitas pelo novo relator, o projeto ainda apresenta riscos segundo o blogueiro e ativista pró-família Julio Severo que na década de 1990 escreveu um livro alertando sobre as ameaças da “agenda gay”.
Severo diz que o termo homofobia pode ter sido retirado do texto, mas “não seu espírito”. “As ameaças explícitas foram removidas. Mas outras ameaças, não explicitas, estão presentes. Sob a roupagem de uma legislação punitiva, o projeto pretende ser o veículo para introduzir na legislação brasileira os conceitos de ‘ORIENTAÇÃO SEXUAL’ e ‘IDENTIDADE DE GÊNERO’, agora mais reforçados do que nas versões anteriores”, escreveu.
O conceito seria mostrar que não existe sexo “masculino e feminino”, mas sim gêneros e que estes não são biológicos, mas sim construções sociais. “Neste caso a família tradicionalmente entendida, como originária da união entre um homem e uma mulher, deixa de fazer qualquer sentido”, alerta Severo.
“A ideologia de gênero está sendo introduzida na legislação como uma bomba relógio com o objetivo de destruir o conceito tradicional da família como a união de um homem e uma mulher vivendo com compromisso de criar e educar filhos.”
O maior perigo, de acordo com Julio Severo, é exatamente a criação desse conceito de “gênero” pois ele vai reinventar, através de uma lei, a concepção do que é a sexualidade humana.
Outro alerta que o blogueiro faz é que essas mudanças entrarão nas escolas e que em breve quem ousar propor a família tradicional como tema central da educação da juventude será perseguido por “discriminação de gênero”.
Fonte:gospelprime

BBC anuncia escape de missionária brasileira em Tacloban



De Bangcoc para a BBC Brasil, a jornalista Marina Wentzel, escreveu a matéria ¹ "Brasileira escapa de afogamento nas Filipinas por buraco de ar-condicionado". A página, cuja publicação tem a data de hoje, 15 de novembro de 2013, foi publicada às 6h50 e tem uma atualização às 08h50.

Ontem, por uma solicitação do Pr. Carlos Roberto Silva (Point Rhema), repliquei uma matéria da ²  Secretária Nacional de Missões (SENAMI), órgão vinculado â Convenção Geral das Assembleias de Deus no Brasil - CGADB no ³ UBE Blogs, em que havia solicitação de oração pela vida e retorno ao Brasil de Lidia Caetano de Souza, 63, missionária em Tacoblan 14 há anos - Filipinas, pois o contato com ela havia se rompído.

Segundo a jornalista, a missionária teve sua vida por um fio, quando a cidade recebeu a passagem do super tufão Haiyan no último final de semana. O nível da água na região subiu até sete metros, a residência de Lídia Correia foi inundada, a correnteza forte fez algumas paredes desabarem e tudo foi inundado.

"Quando a água começou a subir, escapamos pelo buraco do ar condicionado. Amarramos cortinas e lençóis para improvisar uma corda e com ela atravessamos a correnteza do quintal até a construção vizinha, que era de dois andares. Conseguimos ajudar quatro pessoas a atravessar, mas uma delas se afogou e acabou morrendo. Ficamos abrigados lá no alto até a água baixar. Não consegui salvar nada, só os documentos. Perdi tudo", disse a missionária, que saiu caminhando da casa desabada até o aeroporto.

Durante uma caminhada de três quilômetros, Lídia Caetano viu o rastro de destruição em Tacoblan, gente e animais mortos, sentiu o cheiro ruim de putrefação de corpos. Aguardou resgate durante cinco dias, bebia água e comia apenas biscoitos que eram dados aos sobreviventes. 

A missionária deixou Tacoblan na noite de quinta-feira, 13 de novembro, embarcou em uma avião das forças aéreas americanas e desembarcou em Pasay City, Manila, onde está segura. "Era um avião desses de carga militar, viajamos todos sentados no chão, agarrados às redes. Éramos umas 270 pessoas, sentadas apertadinhas".

De acordo com as Nações Unidas, os mortos passam de 4 mil, vítimas são enterradas em covas coletivas, e é esperado maior ajuda no envio de remédios e alimentos aos filipinos.

"A gente só morre com hora e dia determinado. Não adianta, se ainda não é a nossa vez, Deus salva. Olha eu aqui.", disse para a reportagem da BBC.

E.A.G.

1 - http://www.bbc.co.uk/portuguese/noticias/2013/11/131115_hayian_brasileira_mw_dg.shtml
2 - http://www.senami.com.br/
3 - http://www.ubeblogs.net/2013/11/missionaria-Lidia-Caetano-de-Souza-desaparece-em-Tacloban-Filipinas-tufao-Haiyan.html

O FALSO ENSINO DE ALGUNS PASTORES BRASILEIROS: O UNIVERSALISMO E A NEGAÇÃO DO INFERNO

Por Renato Vargens


Estou impressionado com a quantidade de pastores evangélicos defendendo ouniversalismo. Se não bastasse isso, não são poucos aqueles que afirmam a inexistência do inferno.  Ora, as Escrituras são extremamente claras em afirmar que o destino eterno daqueles que não forem salvos por Cristo é o lago de fogo e enxofre. 

Sim para contragosto dos liberais o inferno existe! Ele é  uma verdade clara  e indiscutível na Bíblia.

Bom, antes que eu seja acusado de ser alguém que se alegra com a existência da inferno, gostaria de sugerir que lessem um texto que escrevi sobre evangélicos que vibram com o inferno.

Isto posto e esclarecido vamos aos fatos:

A Palavra de Deus afirma categoricamente que “Os perversos serão lançados no inferno, bem como  todas as nações   que se esquecem de Deus.”  ( Sl 9.17) Além disso, a Bíblia o descreve como um lugar terrível, de tormento e onde estarão por toda a eternidade todos aqueles que não tiveram seus pecados perdoados por Cristo. Ela também ensina que na volta de Jesus todos os homens serão ressuscitados. Os justos para a Glória e os injustos para o castigo eterno ( Mt 25.31-46)

Segue abaixo alguns bíblicos que tratam da existência do inferno:

a) "Porque um fogo se acendeu no meu furor e arderá até ao mais profundo do inferno, consumirá a terra e suas messes e abrasará os fundamentos dos montes."Dt 32.22

b) "Os perversos serão lançados no inferno, e todas as nações que se esquecem de Deus." Sl 9.17

e) "Os seus pés descem à morte; os seus passos conduzem-na ao inferno." Pv 5.5

f) "Eles, porém, não sabem que ali estão os mortos, que os seus convidados estão nas profundezas do inferno." Pv 9.18

g) "O inferno e o abismo nunca se fartam, e os olhos do homem nunca se satisfazem." Pv 27.20;

h) "Tu a fustigarás com a vara e livrarás a sua alma do inferno." Pv 23.14

i) "Eu os remirei do poder do inferno e os resgatarei da morte; onde estão, ó morte, as tuas pragas? Onde está, ó inferno, a tua destruição? Meus olhos não vêem em mim arrependimento algum." Os 13.14

j) "Eu, porém, vos digo que todo aquele que sem motivo se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, estará sujeito ao inferno de fogo... Se o teu olho direito te faz tropeçar, arranca-o e lança-o de ti; pois te convém que se perca um dos teus membros, e não seja todo o teu corpo lançado no inferno." Mt 5.22,29;

k) "Não temais os que matam o corpo e não podem matar a alma; temei, antes, aquele que pode fazer perecer no inferno tanto a alma como o corpo." Mt 10.28;

l) "Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno; porque, se em Sodoma se tivessem operado os milagres que em ti se fizeram, teria ela permanecido até ao dia de hoje." Mt 11.23;

m) "Também eu te digo que tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela." Mt 16.18;

n) "Se um dos teus olhos te faz tropeçar, arranca-o e lança-o fora de ti; melhor é entrares na vida com um só dos teus olhos do que, tendo dois, seres lançado no inferno de fogo." Mt 18.9;

o) "Ai de vós, escribas e fariseus, hipócritas, porque rodeais o mar e a terra para fazer um prosélito; e, uma vez feito, o tornais filho do inferno duas vezes mais do que vós!... Serpentes, raça de víboras! Como escapareis da condenação do inferno?" Mt 23.15;33

p) "Tu, Cafarnaum, elevar-te-ás, porventura, até ao céu? Descerás até ao inferno." Lc 10.15;

q) "Eu, porém, vos mostrarei a quem deveis temer: temei aquele que, depois de matar, tem poder para lançar no inferno. Sim, digo-vos, a esse deveis temer." Lc 12.5;

r) "No inferno, estando em tormentos, levantou os olhos e viu ao longe a Abraão e Lázaro no seu seio." Lc 16.23

s) "Ora, a língua é fogo; é mundo de iniqüidade; a língua está situada entre os membros de nosso corpo, e contamina o corpo inteiro, e não só põe em chamas toda a carreira da existência humana, como também é posta ela mesma em chamas pelo inferno." Tg 3.6

t) "Ora, se Deus não poupou anjos quando pecaram, antes, precipitando-os no inferno, os entregou a abismos de trevas, reservando-os para juízo." 2Pe 2.4

u) "e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno." Ap 1.18; e aquele que vive; estive morto, mas eis que estou vivo pelos séculos dos séculos e tenho as chaves da morte e do inferno.

v) "E olhei, e eis um cavalo amarelo e o seu cavaleiro, sendo este chamado Morte; e o Inferno o estava seguindo, e foi-lhes dada autoridade sobre a quarta parte da terra para matar à espada, pela fome, com a mortandade e por meio das feras da terra." Ap 6.8;

w) "Então, a morte e o inferno foram lançados para dentro do lago de fogo. Esta é a segunda morte, o lago de fogo." Ap 20.14

Caro leitor, repare que além de Jesus, os apóstolos, a lei e os profetas apostam para a existência do inferno, portanto, afirmar a sua inexistência além de ignorância teológica, pode significar também uma má intenção cujos propósitos visam encobrir uma multidão de pecados.

Pense nisso!

Renato Vargens

IGREJA UNIVERSAL REALIZARÁ ORAÇÃO PELOS MORTOS

Por Renato Vargens


Sinceramente quando eu penso que já havia visto de tudo, sou surpreendido por mais uma heresia "IURDIANA".

Pois é, no BLOG de um dos pastores da Igreja Universal do Reino de Deus é possível encontrar um convite a oração pelos mortos. (Veja aqui)

496 anos depois da Reforma Protestante uma igreja dita "evangélica" comete a aberração de interceder pelos defuntos.

Prezado amigo, infelizmente, essa equivocada doutrina católica está ganhando adeptos entre os evangélicos, que por desconhecerem as doutrinas fundamentais das Escrituras comportam-se de forma absolutamente antagônica ao ensino bíblico.

A prática de orar pelos defuntos iniciou-se por volta do 5º século (d.c), quando a igreja passou a dedicar um dia especifico do ano para rezar pelos seus mortos. No entanto, o culto de finados somente seria instituído na França, no século X, através de um abade beneditino de nome Cluny. Um século depois, os papas Silvestre II (1009), João XVII (1009) e Leão IX (1015) obrigaram aos fiéis a dedicarem um dia inteiro aos mortos. Já no século XIII o dia de rezar pelos finados finalmente começou a ser celebrado em 2 de novembro. Essa data foi definida por ser um dia depois da comemoração da Festa de Todos os Santos, onde se celebrava a morte de todos que faleceram em estado de graça e que por algum motivo não foram canonizados.

Caro leitor, a Bíblia é absolutamente clara ao afirmar que após a morte só nos resta o juízo. Ensina também, que o fato de toda e qualquer decisão por Cristo só pode ser tomada em vida, o que, por conseguinte, nos leva a entender de que não existe fundamento teológico para interceder a favor dos mortos.

Para os católicos romanos a referência bíblica que fundamenta esta prática encontra-se em 2 Macabeus 12.44. Entretanto, nós protestantes, não reconhecemos a canonicidade deste livro e nem tampouco a legitimidade desta doutrina, uma vez que o Protestantismo não se submete às tradições católicas e sim as doutrinas das Sagradas Escrituras.

Segundo a interpretação protestante, a Bíblia nos diz que a salvação de uma pessoa depende única e exclusivamente da sua fé na graça salvadora que há em Cristo Jesus e que esta fé seja declarada durante sua vida na terra (Hebreus 7.24-27; Atos 4.12; 1 João 1.7-10) e que, após sua morte, a pessoa passa diretamente pelo juízo (Hebreus 9.27) e que vivos e mortos não podem comunicar-se de maneira alguma (Lucas 16.10-31).

Ora, do ponto de vista bíblico é inaceitável acreditar que os mortos estejam no purgatório ou no limbo aguardando uma segunda oportunidade para a salvação. Em hipótese alguma nós como cristãos devemos celebrar ou participar de culto aos mortos, antes pelo contrário, fomos e somos chamados a anunciar aos vivos a vida que somente podemos experimentar em Cristo Jesus.

Pense nisso!

Renato Vargens

Série Mês da Reforma – Graça Irresistível – R. C. Sproul (10/12)


TeologiaReformada10

No mês de outubro é comemorado o aniversário da Reforma Protestante. Com isso, nós comemoraremos essa importante data postando uma série de 12 aulas, com R. C. Sproul, sobre Teologia Reformada. Hoje seguiremos a série com a décima aula, “Graça Irresistível”:
Confira, também, o guia de estudos: Download do Guia de Estudos
Encontre o DVD aqui: DVD O que é Teologia Reformada?

Por R. C. Sproul. © 2013 Editora Fiel. Website: www.editorafiel.com.br e www.ministeriofiel.com.br. Original: Série Mês da Reforma – Graça Irresistível – R. C. Sproul (10/12) de R. C. Sproul

domingo, 17 de novembro de 2013

Jesus é o Senhor do sábado

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por Isaltino Gomes Coelho Filho


Marcos contou que quando Jesus passou com os discípulos por uma plantação, eles, com fome, pegaram algumas espigas e as comeram. Os fariseus os censuraram porque era sábado e eles estavam fazendo o que não deviam. A história está em Marcos 2.23-28.

A censura não foi porque eles comeram as espigas. Isso era permitido. A “lei da respiga” permitia aos pobres e aos que estivessem com fome pegarem espigas que caíssem quando da colheita. Os colhedores não podiam pegá-las, e assim os necessitados vinham atrás colhendo. A censura dos fariseus foi porque era sábado e eles estavam debulhando as espigas (Lc 6.1). Isto era trabalho e no sábado não se trabalhava. Que coisa, não é?

Em resposta, Jesus citou um episódio do Antigo Testamento, e concluiu: “… o Filho do homem é senhor também do sábado”. O episódio que ele citou não tem a ver com espigas, mas mostra que pessoas que tinham fome transgrediram um princípio religioso. Jesus ensinou que as pessoas valem mais que regras que não têm um significado tão relevante como pensamos. E sua última frase encerra a discussão. Ele é senhor do sábado.

Jesus deu uma lição aos fariseus. Eles respeitavam o sábado. Ele é maior que o sábado e senhor dele. Por que não o respeitavam? Por que faziam “pegadinhas” e queriam derrubá-lo? Respeitavam o sábado? Que o respeitassem, porque ele era senhor dele.

Os fariseus diziam que Deus fizera o mundo para que houvesse sábado. Como eles, há gente que quase cultua o sábado, tendo-lhe um respeito idolátrico. E dizem que temos a marca da Besta porque guardamos o domingo. Constantino, imperador romano, mudou o dia de culto e ele representava a Besta. Guardar o domingo é obedecer à mudança que um líder político fez. Estamos errados por que guardamos o domingo? Temos mesmo o sinal da Besta?

Esta afirmação é uma ignorância do Novo Testamento e da história.

O domingo se tornou o dia em que os cristãos passaram a se reunir. Jesus ressuscitou num domingo (Jo 20.1) e lhes apareceu na tarde daquele dia, quando eles estavam reunidos (Jo 20.19). Oito dias depois, um domingo, lhes apareceu de novo “quando estavam outra vez ali reunidos” (Jo 20.16). Os judeus contavam um pedaço do dia como um dia (Jesus foi sepultado na sexta e ressuscitou do domingo, três dias: sexta, sábado e domingo). Foi um dia tão marcante que, mais tarde, eles celebravam a ceia do Senhor num domingo (At 20.7). E em um culto, pois Paulo pregou. No princípio, os apóstolos iam às sinagogas para pregar. Mas depois de Atos 15, quando o cristianismo assumiu sua identidade diferente do judaísmo, os cristãos seguiram seu caminho.

O que diz a história? O primeiro testemunho a invocar  vem da Didaquê,  uma obra que foi escrita para ajudar a doutrinar os novos cristãos, numa época bem antiga da Igreja. Seu conteúdo mostra que ela  está calcada no evangelho de Mateus, conhece o de Lucas e parece desconhecer o evangelho de João (que deve ter surgido no ano 90 ou 95). Por isso, alguns acham que ela é anterior ao quarto evangelho. Uma coisa é certa: foi escrita antes do ano 100, quando a Igreja ainda era produto de um contexto em que viveu a segunda geração de cristãos. Nela lemos em 14.1: “Reunindo-vos no dia do Senhor, parti o pão e dai graças, depois de haver confessado vossas transgressões, para que o vosso sacrifício seja puro”. O dia do Senhor, o domingo,  era o dia da celebração da ceia do Senhor (“parti o pão”). Não estou afirmando que esta epístola é inspirada, mas vendo-a como um documento histórico que deve ser considerado. É uma voz da história.

Na Epístola aos Magnesianos (escrita ao redor do ano 107), Inácio de Antioquia declarou, em 9.1: “Assim os que andavam na velha ordem das coisas chegaram à novidade da esperança, não mais observando o sábado, mas vivendo segundo o dia do Senhor”. A declaração é bem clara. Mais uma vez temos um testemunho histórico com a posição da Igreja primitiva. Inácio faz outra declaração bem firme: “Não vos deixeis iludir pelas doutrinas heterodoxas, nem pelos velhos mitos sem utilidade. Pois se agora vivemos conforme o judaísmo, confessamos não ter recebido a graça” (8.1). Estas palavras devem ser lidas em conexão com Colossenses 2.16-23, e bem pensadas.

Na Epístola a Diogneto, que é datada da segunda metade do século dois (ao redor do ano 150), lemos: “Não será proveitoso, a meu ver, ouvires de mim o referente à meticulosidade acerca de alimentos, à superstição a respeito dos sábados, à jactância por causa da circuncisão em torno de jejuns e neomênias, porque ridículas e indignas de menção” (4.1). A questão do sábado foi minimizada e tratada como superstição, pois fazia parte da velha ordem, que ficou para trás.

Outro documento, “A Tradição Apostólica de Hipólito de Roma”  (ao redor do ano 230), diz em 1.15: “Seja ordenado bispo aquele que, irrepreensível  tiver sido  eleito por todo o povo. E, quando houver sido chamado pelo nome e aceito por todos, reúna-se o povo juntamente com o presbyterium e os bispos presentes, no domingo”.  Não diz para trocar o sábado pelo domingo, mas mostra, de novo,  a presença do primeiro dia da semana na vida da Igreja. E num evento tão significativo, como a ordenação ao ministério.

Esta mesma obra diz, em 60.1: “No domingo de manhã, o bispo, se puder, distribuirá a comunhão a todo o povo, com as próprias mãos, partindo os diáconos o pão…”. O testemunho da história é que a Igreja se reunia no domingo, para celebrar o memorial da ceia do Senhor.

Você pode ver que todos esses documentos são anteriores a Constantino, que viveu do ano 300 em diante. Ele não obrigou os cristãos a guardarem o domingo, mas viu que os cristãos guardavam o domingo e o tornou em dia de descanso em todo o Império Romano. Os cristãos não copiaram os pagãos, mas os pagãos passaram a imitar os cristãos.

Alguém disse que encontrou a palavra “sábado” várias vezes na Bíblia, mas que não encontrou a palavra “domingo”. Baalen deu uma boa resposta: “Procuras pelo domingo? Procura por Cristo! Encontrá-lo-ás junto aos cristãos no domingo e não junto aos judeus no sábado”.

Por isso, celebre o domingo como dia do Senhor. Use-o bem. Não o use para ir a estádio de futebol, shopping, cinema ou praia. Use para ir à igreja, para ler sua Bíblia, congraçar-se com os demais de sua fé, na sua igreja. O domingo é o dia do Senhor, o dia em que Jesus ressuscitou dos mortos. Consagre este dia para ele. E saiba de uma coisa: quanto mais você consagrar o dia do Senhor ao Senhor, melhor sua vida espiritual será.

Alegre-se no domingo, dia do Senhor!

***
Fonte: Blog do autor
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Bispo Crivella da IURD ministrando em uma IPB?

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Leia, pare e pense!
Por Ev. Anderson Thiago David Rocha

Clique na figura p/ ampliar. Fonte: Fanpage da IP de Manguinhos.

Entrei em contanto com o Rev. Uziel Lima para saber de fato se aquilo era verdade ou uma pegadinha. O Reverendo me respondeu dizendo que não era pegadinha nenhuma, mas que era verdade e que seu Presbitério e Sínodo sabiam, inclusive Deus. Muitos irmãos ficaram tão assustados quanto eu. Eis os motivos do nosso susto:

1. Creio que todos vocês saibam quem é Marcelo Crivella. Se não, eis algumas informações: Ele é Bispo da Igreja Universal do Reino de Deus, aquela mesma do famoso e controverso Bispo Edir Macedo. Ele também é senador (mandato 2011-2019) e, atualmente, é Ministro da Pesca e Aquicultura do governo Dilma.

2. A Igreja da qual Crivella faz parte é, assim como seu líder (Edir Macedo), marcada por controvérsias doutrinárias e financeiras. Os escândalos financeiros não são minha preocupação. Apenas desejo expor as doutrinas heréticas adotadas por esta suposta denominação evangélica:

a) Promessas de riqueza e saúde perfeita para todos;
b) Misticismo (rosa mística, oração dos 318 pastores, óleo ungido, entre outros).

Como membro da Igreja Universal, Crivella subscreve todas estas perversões doutrinárias. Ou seja, ele é tão herege quanto sua igreja. Poderia ele pregar numa igreja que vela pela sã doutrina?

3. Vejamos agora o posicionamento da IPB acerca da Igreja Universal:

SC - 2010 - DOC. XIX: Quanto ao documento 244 - Proposta de classificação da Igreja Universal Reino de Deus: O SC/IPB - 2010 RESOLVE:
1) com base no Relatório da Comissão Especial (CE-2007), determinada pela Resolução SC/IPB - 2006-006, enquadrar a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD) como seita;
2) com base na resolução do SC/IPB - 2006-006, que reafirma a posição do SC/IPB - 1998-117 e no relatório especial CE-2007, determinar que os membros oriundos da IURD deverão ser aceitos mediante batismo e profissão de fé.

Diante desta resolução, algumas perguntas são necessárias: Como o Pastor da Igreja Presbiteriana de Manguinhos permite que um membro da Igreja Universal pregue numa Igreja Presbiteriana? Além disso, ele afirma que o Presbitério e o Sínodo estão cientes do evento. Como, portanto, Conselho, Presbitério e Sínodo toleram tal situação? Não seria isto desobediência às autoridades da Igreja, que elaboraram a resolução supracitada?

4. Sei que existem meios ordinários para fazer denúncias. Mas como a postagem foi pública e já há posicionamento oficial da IPB sobre o assunto, decidi, como membro, mostrar minha oposição publicamente também. Opiniões públicas podem ser rebatidas publicamente. Paulo, por exemplo, rebateu Pedro publicamente por falhas cometidas em público (Gálatas 2). O mesmo Paulo diz que os Presbíteros que laboram em erro devem ser repreendidos publicamente para temor dos demais (2 Timóteo 5.20).

5. Acerca dos irmãos que repudiaram minha posição, tenho algumas observações:

a) É dever dos Presbíteros (pastores) convencer os que se contradizem e calar os que se opõem à sã doutrina (Tito 1.9,11). O problema é que em vez de calá-los, eles se calam.

b) Homens, como o Reverendo Uziel Lima, existem pela falta de um presbiterato forte e que guarda a sã doutrina. Mas aqueles que devem combater o falso ensino, como verdadeiros guardiões da doutrina, tornaram-se omissos.

c) Muitos dizem que não serei ordenado em razão do meu posicionamento. Afirmam que farei o seminário e depois ficarei de molho. Que duas coisas sejam esclarecidas: Primeiro, tenho certeza da minha vocação pastoral; segundo, quem sustenta minha família é o Senhor. Por isso, não venderei minhas convicções para agradar a todos e não correr o risco de não ser ordenado.

6. Aos membros da Igreja Presbiteriana de Manguinhos, conforme a Constituição Interna da IPB:

Art.14 - São deveres dos membros da Igreja, conforme o ensino e o espírito de Nosso Senhor Jesus Cristo:
d) obedecer as autoridades da Igreja, enquanto estas permanecerem fiéis às Sagradas Escrituras.

Isso significa que os membros devem questionar a posição do Reverendo Uziel.

7. Ao Reverendo Uziel Lima, peço que reveja sua posição acerca do dia 23 de Novembro e a participação de Marcelo Crivella, membro de uma seita herege, num culto da IPB como pregador. Ou então, tenha humildade e honestidade para sair da IPB se não quiser obedecer as autoridades dela. Abra sua própria igreja e poderá convidar Crivella, Edir Macedo, Valdomiro Santiago, R. R. Soares, Benny Hinn, Valnice Milhomens e o Rev. Marcos Batista Amaral e isso não prejudicará uma denominação inteira.

____________________
Anderson Thiago David Rocha é casado e serve ao Senhor como Evangelista na 5ª IPB de Montes Claros/MG

***
Artigo enviado por e-mail.

Nota do Blog Bereianos: Foi com muita preocupação que recebemos essa denúncia através do Ev. Anderson da IPB. Não é a primeira vez que uma IPB disponibiliza espaço litúrgico no púlpito para o Bispo da Igreja Universal, fato ocorrido também em 2012, na Catedral Presbiteriana do Rio:



Veja mais informações sobre este "sermão iurdiano" na Catedral Presbiteriana do Rio, aqui.
Tais fatos são injustificáveis! Espero que esta incompatibilidade não ocorra (novamente) em um púlpito reformado de nossa querida IPB.

Ruy Marinho
Fonte:Bereianos

Meus irmãos a Programação da IP de Manguinhos foi alterada conforme o um novo cartaz

sábado, 16 de novembro de 2013

A Reforma do Século 16 e Educação – O Efeito Libertador

Presb. Solano Portela
Desde que pisamos nesta terra vivemos um dilema no que diz respeito aos caminhos do conhecimento humano. Quer tenhamos sido encaminhados em lares cristãos, quer tenhamos sido alvo de conversão posterior, encontramos dificuldade em reconciliar o chamado e os princípios cristãos – as determinações e ensinamentos da Palavra de Deus – com a aquisição progressiva de conhecimentos a que somos submetidos desde a nossa tenra idade e à qual nos dedicamos, depois de firmarmos nossos próprios horizontes e interesses.
Desenvolvemos com muita facilidade o pensamento de que as coisas espirituais, as questões da igreja, as determinações da Palavra dizem respeito ao nosso futuro espiritual. Enquanto isso, absorvemos conhecimentos diversos, seguimos uma carreira, educamos os nosso filhos e somos educados em um universo estanque, distanciado e divorciado dos conceitos das Escrituras.
Não é que duvidemos da veracidade da Bíblia – até aceitamos tudo e aceitamos doutrinas contidas na Palavra que, muitas vezes, não entendemos plenamente, mas as recebemos tão somente pela fé. No entanto, deixamos que essas convicções não perturbem muito a nossa vida diária, nem as carreiras e profissões que escolhemos. Elas são segregadas àquelas épocas e ocasiões que dedicamos à expressão de nossa religiosidade – cultos públicos e devoções privadas.
Se analisarmos com honestidade a nossa postura de vida, vamos nos encontrar, na realidade, em uma situação de ESCRAVIDÃO em muitos sentidos: Justamente por sermos cristãos e desejarmos estar no seio da “vontade de Deus” somos escravos de um complexo de culpa por nos dedicarmos a atividades várias, às demandas da nossa profissão, quando a igreja e o “trabalho do Senhor” clamam por atenção, ação e envolvimento. Somos, portanto:
  • escravos de uma visão que separa o secular do sagrado; o ganha-pão da adoração; a honestidade da vida e prática cristã da desonestidade e descaminho dos negócios.
  • escravos de uma visão curta que não enxerga a amplitude dos princípios apresentados nas Escrituras – de um Deus que é todo o poderoso, criador e mantenedor do universo; que não nos deu, na Palavra, apenas um manual acanhado de Escola Dominical, mas um conceito e uma compreensão de vida que deve permear toda a nossa existência.
  • escravos de uma postura eclesiástica que declara a existência de duas categorias de servos de Deus – os que estão envolvidos em seu trabalho e os que estão servindo ao mundo.
  • escravos de uma postura profissional que nos coloca como alienados no meio de uma classe de pessoas perfeitamente integradas com o seu meio, enquanto que nós nos debatemos com contradições metafísicas, em vez de tranqüilamente agirmos na redenção da área em que estamos atuando.
No meio desse dilema e dessas tensões, cabe relembrar a força libertadora dessa escravidão e opressão intelectual que foi a Reforma do Século 16. É exatamente a fé reformada, que é acusada por tantos de promover a escravidão das pessoas, pela sua rigidez doutrinária e subordinação ao conhecimento transcendente encontrado nas Escrituras, que nos liberta desse dilema.
A Reforma do Século 16 reapresentou a pessoa de Deus em toda a sua soberania e majestade, aos fiéis que estavam cegos pelo humanismo e obscurantismo reinante na igreja Católica. A Fé Reformada não tratou simplesmente, de realizar uma INTEGRAÇÃO entre o secular e sagrado, mas de demonstrar a abrangência das raízes espirituais de cada atividade, tornando o todo do conhecimento e das atividades humanas algo abrigado e aprovado pela providência divina, subsistindo o próprio Deus como fonte de todo o verdadeiro conhecimento e sabedoria.
É nesse contexto que se desenvolve a idéia e conceito da Educação Escolar Cristã. Uma proposta de educação que se harmoniza em sua totalidade com a revelação especial de um Deus soberano que tem na humanidade a coroa da criação e a quem delegou a absorção do conhecimento necessário a administrá-la. Educar, nesse sentido, não significa apenas transmissão de conhecimentos, ou instrução relacionada especificamente com religiosidade ou adoração. Difere da apreensão de princípios bíblicos recebidos na Escola Dominical ou da presença nos trabalhos eclesiásticos dos domingos. A esse tipo de instrução caberia o nome mais adequado de “educação religiosa”.
Educação Escolar Cristã significa o processo de penetração em todas as áreas do conhecimento humano, como preparo para o exercício de toda atividade moralmente legítima, sob a perspectiva de que Deus tem soberania sobre cada uma dessa áreas. Nenhuma área do saber pode ser adequadamente compreendida quando estudada ou transmitida divorciada do conceito escriturístico de Deus. Quando praticada adequadamente, esta herança maravilhosa da Reforma do Século 16 nos apresenta um esse  grande aspecto libertador: A Libertação pela Legitimidade de Envolvimento com todas as Áreas de Conhecimento –  Em Gênesis 1.28, temos a seguinte diretriz do Criador: “... Sede fecundos e multiplicai-vos, enchei a terra e sujeitai-a; dominai sobre os peixes do mar, sobre as aves dos céus e sobre todo o animal que rasteja pela terra”. Esse mandamento, pelo qual recebemos a delegação de dominar a terra e sujeitá-la, tanto em seus aspectos físicos como no que diz respeito à vida biológica que ela contém, tem sido chamado, por teólogos reformados do “Mandato Cultural” recebido pelo homem. A implicação é que tal sujeição e domínio envolvem e só se tornam possíveis mediante a aquisição de conhecimentos sobre a criação que deve ser subjugada pela humanidade para a glória de Deus. Ou seja, a aquisição de conhecimentos, o envolvimento em todas as profissões e áreas de esforço intelectual e físico, da parte do homem, constitui-se em atividade legítima, para preenchimento da prescrição divina. E esse é um conceito libertador. Profissionais cristãos não precisam achar que são “crentes de segunda categoria”, mas devem visualizar-se a si mesmos como portadores de um chamado especial, para atuar em seus campos de conhecimento e realizações trazendo glória ao Criador de tudo e de todos.
Abraham Kuyper, em seu livro “Calvinismo”[1] apresenta a harmonia desse entendimento – de que todas as esferas de conhecimento devem ser trazidas à sujeição ao Criador, com a Fé Reformada. Ele diz:
a. O amor à ciência... que objetiva uma visão unitária de conhecimento de todo o cosmo, é eficazmente assegurado pela nossa crença calvinista, na pré-ordenação de Deus (p. 68).
b. A crença nos decretos de Deus significa que a existência e o curso de todas as coisas, isto é, de todo o cosmo, em vez de ser uma frívola seqüência do capricho e da chance, obedece à lei e à ordem. Existe uma firme vontade que executa os desígnios tanto na natureza, como na história (p. 69).
c. Somos forçados a confessar que existe estabilidade regularidade regendo todas as coisas... O universo, em vez de ser um amontoado de pedras - ajuntadas aleatoriamente - apresenta-se às nossas mentes como um monumental edifício erguido num estilo coerentemente austero (p. 69).
d. ...sem esta visão, não há interconexão, desenvolvimento, continuidade. Temos uma crônica, mas não história (p. 67).[2]
Foi a teologia da reforma que enfatizou a educação sob esse prisma e que demonstrou o entrelaçamento da divindade com todos os aspectos da nossa existência. É ela que libertou o intelecto humano – na essência e verdade dessa expressão. O homem moderno e pós-moderno se julga liberto “dos dogmas da religião”, mas prossegue se aprofundando na escravidão do pecado, embotando os seus sentidos.         
Ao longo da história, expoentes da teologia reformada, têm enfatizado a importância da educação, desde o seu precursor, Agostinho, que escreveu De Doctrina Christiana – um tratado sobre educação, sua importância e seus métodos – até os reformadores propriamente ditos.
Martinho Lutero disse: “Não aconselho ninguém a enviar os seus filhos para essas escolas onde as Sagradas Escrituras não reinam. Qualquer um que não se ocupe incessantemente com a Palavra de Deus, certamente se tornará corrupto. Conseqüentemente, devemos estar sempre vigiando o que acontecerá com as pessoas que estão nas escolas superiores... Temo que essas instituições de educação superior são portas abertas para o inferno, se não ensinarem diligentemente as Sagradas Escrituras e as colocarem nas mentes dos jovens”.[3]
João Calvino fundou em Genebra a “Academia Cristã” – uma instituição de ensino superior, demonstrando, mais uma vez, a importância da Educação e o seu papel chave na libertação do homem da opressão do pecado e de seu intelecto.
Abraham Kuyper, o estadista e teólogo holandês do século 19, ao fundar a Universidade Livre de Amsterdã, baseou a sua palestra inaugural em Isaías 48.11 – “A minha glória não a dou a outrem”, indicando que quando nos omitimos na esfera educacional, deixando que sejam proclamadas as filosofias anti-Deus – características do adversário – sem qualquer posicionamento e contestação de nossa parte, enquanto passiva e retraidamente assistimos aos seus avanços em todas as esferas e áreas do conhecimento humano, estamos fazendo exatamente o que Deus expressa não permitir: estamos deixando que a sua glória seja dada a outrem e que a escravidão à ignorância espiritual e intelectual seja perpetuada.
Agradeçamos a Deus a libertação ampla, geral e irrestrita que a salvação nos proporciona – fundamentada em sua graça e misericórdia. Abracemos, em toda a sua amplitude, a liberdade de entendimento que foi reavivada pela Reforma do Século 16. Pratiquemos o verdadeiro conceito da Educação Escolar Cristã.

contato: solano@portela.com


[1] Editora Cultura Cristã, 2002.
[2] Paginação e tradução extraída de edição norte-americana.
[3] Ewald M. Plass, What Luther Says (St. Louis, Missouri: Concordia, 1959)

Relatos da violência contra cristãos na República Centro-Africana – Parte 1

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Há quase um ano, rebeldes Seleka atravessaram 682 km até Ndéle, ao norte de Bangui, capital da República Centro-Africana, expulsaram todos os funcionários do governo e se estabeleceram como nova autoridade na cidade. Dois dias depois, eles passaram a saquear a comunidade cristã da tribo Banga, ao leste de Ndéle, assim como em outras localidades

Rebeldes fortemente armados controlavam as ruas e foram de casa em casa, em igrejas e instituições cristãs para saquear e destruir. Eles fizeram isso na Igreja Batista e na casa de seu pastor, Pierre Makossa; na Igreja Apostólica e no lar de seu pastor, Noel Koko; na residência do pastor Eric Soumaine; no Centro de Missões e nas acomodações do pastor Jean Bosco Ndakouzou.
Ao avançarem para Bambari, 388 km a leste de Bangui, em meados de dezembro, eles novamente não pouparam os cristãos e as igrejas. A Portas Abertas foi informada de que os rebeldes atiraram em uma jornalista enquanto ela estava transmitindo notícias, porém, não foram fornecidos mais detalhes do caso. Eles expulsaram os líderes e, em seguida, saquearam e destruíram outra igreja.
Nas congregações protestantes, seguiram o mesmo padrão: roubaram tudo o que podiam, desde carros a instrumentos musicais, equipamentos de som, motocicletas, máquinas de costura, bombas de água, geradores e frigoríficos. As pessoas foram impelidas a sair.

Muitas igrejas tiveram grandes perdas. A Igreja da Cooperação e a Igreja Apostólica perderam todo o equipamento de som, apesar das tentativas de protegê-lo, guardando-o em um lugar escondido. Casas de pastores e cristãos foram saqueadas e destruídas e seus proprietários obrigados a fugir. Prédios administrativos e escolas também foram atacados. Nas aldeias próximas, confiscaram alimentos e armas. Durante o caos, crianças foram separadas de seus pais.
O mesmo padrão foi seguido conforme os rebeldes progrediam através das cidades de Basse-Koto, como: Alindao, Kongho, Mingala, Kembé e a capital regional Mobaye, a 614 km a sudeste de Bangui. Em Alindao, destruíram o centro administrativo. Em seguida, saquearam a Faculdade Teológica, esvaziando alojamentos de alunos e funcionários e expulsando-os a tiros.

O presidente da União das Igrejas Elim, pastor Enoch Tagba, e sua família estavam entre eles. As ações violentas foram repetidas no Centro para a Tradução da Bíblia nas línguas locais de Alindao. A equipe foi ameaçada e teve de fugir em massa, deixando tudo para trás. Os rebeldes roubaram carros, motos e grandes somas de dinheiro, destruíram casas e profanaram as igrejas.
O pastor Damas Sambia, da igreja de Cooperação em Alindao, foi perseguido por quatro horas. Rebeldes suspeitavam que ele estivesse escondendo documentos importantes e uma grande soma de dinheiro em sua casa. Quando, finalmente, encontraram a caixa de dinheiro, nela continha apenas sete mil francos centro-africanos (o equivalente a 33 reais). Irritados, eles dispararam tiros contra o pastor e ordenaram que ele os levasse para o local onde seus familiares estavam escondidos. Nesse exato momento, um policial chegou e libertou o pastor.

Pedido de oração
  • Ore pelos cristãos da República Centro-Africana! Peça ao Senhor para que derrame da sua misericórdia e amor sobre a comunidade cristã que enfrenta perseguição; e também abra os olhos e corações dos rebeldes e perseguidores, para que eles sejam alcançados pelo evangelho.

Leia a segunda parte desse relato amanhã (17/11).
FontePortas Abertas Internacional
TraduçãoTamires Marques

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