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quinta-feira, 14 de março de 2013

Cristão deve ouvir música do mundo?


Por Maurício Zágari

Claro que não! Simples e objetivamente: um cristão não deve ouvir música do mundo. “Nossa, Zágari, agora você foi radical, pegou pesado!”, você poderia dizer. Calma. Antes que você, que discorda do que escrevi, me crucifique, é importante que você entenda exatamente o que estou querendo dizer. É que há um ponto nevrálgico nessa discussão: temos de entender precisamente o que é “música do mundo” – que não necessariamente é o que se costuma chamar por aí de “música do mundo”. Pois música “secular” é uma coisa, música “do mundo” pode ser outra completamente diferente. E aí nós temos uma questão interessante a debater. Que, para solucionar, temos que pensar sempre dentro da Bíblia.
(Só um alerta, em amor: essa questão não se define em 3 ou 4 parágrafos. Por isso, este será um post longo e, se você estiver sem tempo de ler ou não tiver paciência de ler textos compridos, sugiro que nem vá adiante. Mas, se quiser prosseguir, vamos juntos, passo a passo.)
1. O que a Bíblia chama de “mundo”?
Primeiro temos que compreender o que a Biblia chama de “mundo”. No contexto das Escrituras, “mundo” (do gregokosmos) é todo um sistema de valores e práticas que se opõem ao Evangelho, ou seja, àquilo que Jesus ensinou. Ao Reino de Deus. Às boas-novas de salvação. Logo, tudo o que contraria os genuínos ensinamentos cristãos, a ética cristã, a moral cristã, os conceitos bíblicos é… do mundo. E, nesse sentido, não é “mundo” com significado de “universo” ou “planeta terra”, mas no sentido de tudo aquilo que, em resumo, levaria Jesus a fazer careta.
2. Os cristãos não devem se misturar com o que é do mundo
Tendo entendido o que é “mundo” segundo a Biblia, vamos ao segundo passo: provar biblicamente que Jesus e o que é do mundo não se misturam. E, logo, que o cristão e o que é do mundo não se misturam. Para isso, vamos à Palavra de Deus:
1  João 2:15 – “Não ameis o mundo nem as coisas que há no mundo. Sealguém amar o mundo, o amor do Pai não está nele”.
João 1:10 – “O Verbo estava no mundo, o mundo foi feito por intermédio dele, mas o mundo não o conheceu”.
1  Jo 4.4,5 – “Filhinhos, vós sois de Deus e tendes vencido os falsos profetas, porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo. Eles procedem do mundo; por essa razão, falam da parte do mundo, e o mundo os ouve”.
João 3:17 – “Porquanto Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por ele”.
João 15:19 – “Se vós fôsseis do mundo, o mundo amaria o que era seu; como, todavia, não sois do mundo, pelo contrário, dele vos escolhi, por isso, o mundo vos odeia”.
Há muitas outras passagens, como a famosa Jo 3.16, mas, para não tornar este texto demasiadamente enfadonho, acredito que essas já são suficientes para demonstrar essa realidade: se você é cristão, se você é sal da terra e luz do… mundo… não deve se misturar ao que vai contra Cristo e aos ensinamentos de Cristo.
E tudo o que vai contra Cristo… É mundo.
Até aqui tudo bem? Ficou claro que, segundo a Biblia, o cristão não deve se misturar com valores anticristãos, ou seja, mundanos? Ok então, vamos adiante.
3. O que é música “do mundo”?
Seguimos para o terceiro e fundamental passo: dedinir o que exatamente é “música do mundo” – aquela que, pelo que já vimos pelos dois passos anteriores, tem de ser evitada pelo cristão. “Música do mundo” seria, então,  aquela que contraria o Evangelho, que se opõe aos ensinos de Jesus, que leva aos ouvidos (e, em seguida, ao cérebro e, como consequência, ao coração e à alma) mensagens que batem de frente com a ética de Cristo, com as boas-novas do Reino de Deus. Então, o conceito de “música do mundo” está ligado diretamente a aquilo que determinada canção diz: seus valores, sua filosofia, seus ensinamentos.
Portanto, biblicamente, uma música ser ou não do mundo não tem nada a ver com estilo musical, instrumentos utilizados, melodia, harmonia ou ritmo. Tem a ver com MENSAGEM. Com o que ela diz. Com o que ela defende. Com o que ela ensina.
Tendo compreendido isso, vamos falar a respeito de alguns mitos e algumas verdades sobre música “do mundo” e música “cristã”:
Fato 1) A Bíblia não determina cantarmos ou ouvirmos apenas músicas religiosas
Embora todos amemos e devamos louvar, elogiar o Senhor em canções e reconhecer quem Ele é e faz, a Bíblia não afirma diretamente em nenhuma passagem que o cristão só pode ouvir músicas que falem de Deus ou que sejam louvores. Pelo contrário, uma leitura atenta dos livros de Salmos, Cântico dos Canticos e até mesmo Jó, por exemplo, demonstram que a exaltação da criação de Deus, do amor, de sentimentos belos são algo lícito ao povo de Deus. O Salmo 150 infere que louvar deve ser uma explosão de amor pelo Criador. Mas não há proibição bíblica de cantar o amor de um homem pela mulher que ama, por exemplo. Assim, não é antibíblico (logo, não é pecado) eu escrever uma poesia de amor para minha amada ou mesmo uma que exalte as belezas da cidade onde vivo e em seguida musicar esses versos. Poderia, por exemplo, cantar…
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Eu sei que vou te amar
Por toda a minha vida eu vou te amar
Em cada despedida eu vou te amar
Desesperadamente, eu sei que vou te amar
ou
Cidade maravilhosa,
Cheia de encantos mil!
Cidade maravilhosa,
Coração do meu Brasil!
Jardim florido de amor e saudade,
Terra que a todos seduz,
Que Deus te cubra de felicidade,
Ninho de sonho e de luz.
…e não estaria cometendo absolutamente nenhum pecado. Simplesmente porque nada do que a letra dessas músicas diz contraria o Evangelho, se opõe aos ensinos de Jesus, leva ao coração mensagens que batem de frente com a ética de Cristo, com as boas-novas do Reino de Deus. Então a conclusao lógica e bíblica é que músicas de amor, canções que exaltam belezas naturais ou até mesmo que, sei lá, contem uma história sobre dois capiaus em visita a uma fazenda – e muitos outros tipos de músicas seculares que não necessariamente são cantadas em igrejas, gravadas por cantores supostamente cristãos ou que sejam tocadas em rádios ditas “evangélicas” – são “música do mundo”. Simplesmente porque não se encaixam na definição bíblica de “mundo”. Não contrariam a Bíblia. Não se opõem a Cristo. Não ensinam nada diferente do que está nas Sagradas Escrituras.
São músicas seculares? Sim. São músicas que não necessariamente falam de Deus ou de seus feitos? São. Mas são músicas que contrariam Cristo ou o Evangelho? Não. Então, evidentemente não são louvores ou músicas sacras, mas também não são músicas “do mundo”, ou seja, músicas pecaminosas.
Fato 2) Muitas músicas seculares são sim “do mundo” e devemos evitá-las
Aí você pode estar pensando “Uhu! Então liberou geral! Posso ouvir o que quiser!”. Nananinanão. Não é bem assim. Biblicamente você pode ouvir uma música que não necessariamente fale de Deus, mas você SEMPRE tem que prestar atenção na letra das músicas, na MENSAGEM que elas transmitem. Se essas músicas apregoam valores antibíblicos,porque aí sim elas são músicas do mundo. E aqui vou dar exemplos práticos. Em pleno Rock in Rio, li no twitter uma cristã dizendo que estava triste porque não poderia assistir ao show dos Titãs. Por isso, decidi tomar esse grupo como exemplo. Bem, os Titãs têm músicas cujas mensagens são claramente antibíblicas. E, por definição, são “música do mundo”. Por exemplo, comecemos com a música mais óbvia, chamada Igreja. Leia com atenção a letra, com especial atenção ao que está em negrito:
Eu não gosto de padre
Eu não gosto de madre
Eu não gosto de frei.
Eu não gosto de bispo
Eu não gosto de Cristo
Eu não digo amém.
Eu não monto presépio
Eu não gosto do vigário
Nem da missa das seis.
Não! Não!
Eu não gosto do terço
Eu não gosto do berço
De Jesus de Belém.
Eu não gosto do papa
Eu não creio na graça
Do milagre de Deus.
Eu não gosto da igreja
Eu não entro na igreja
Não tenho religião.
Não!
Não! Não gosto! Eu não gosto!
Não! Não gosto! Eu não gosto!
Agora… você, que é cristão, me responda sinceramente: você cantaria essa música achando que “não tem nada a ver”? Se alegrando, sorrindo e pulando? Isso é algo que uma pessoa lavada e redimida pelo sangue daquele que foi à Cruz pelos pecadores sai cantando feliz da vida? Haveria anjos ao redor se alegrando? Você responda.
Vamos a outra: Homem Primata. Selecionei um trecho:
Eu aprendi
A vida é um jogo
Cada um por si
E Deus contra todos
Você vai morrer
E não vai pro céu
É bom aprender
A vida é cruel…
E aí, crente? Cantamos e nos alegramos cantando isso? “Deus contra todos”? Por favor, apenas pare um minuto para pensar no que você está cantando: “Deus contra todos“! Como assim?!
Para completar o pacote, só mais uma, da qual extraio um trecho: Epitáfio
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar distraído
O acaso vai me proteger
Enquanto eu andar…
O acaso? Mas se a Bíblia diz que há um Deus que controla todas as coisas, como seria possível que “o acaso” protegesse alguém? Biblicamente, “acaso” é um conceito que não existe. Logo, Epitáfio traz uma mensagem antibíblica. E, logo, lamento informar, é música do mundo.
Usei os exemplos do Titãs porque é um grupo bem conhecido e você possivelmente já cantou essas canções (e outras que são tão chulas que nem me atrevo a escrever a letra aqui), como eu mesmo já cantei milhares de vezes antes de Jesus me converter, fui a shows, comprei os CDs. Só que aí somos salvos, o Espírito Santo passa a habitar em nós e começa a nos convencer do pecado, da justiça e do juízo. E você, que é salvo, sabe como essas coisas nos incomodam, não é? Aí você começa a ouvir as MENSAGENS que grupos como os Titãs passam em músicas como essas (e olha que só citei três, hein) e algo faz um clique no teu espírito sobre esse papo “careta”, “radical”, “ortodoxo” e “fundamentalista” de “não ouvir música do mundo”.
Mas, para não ficarmos falando somente de uma banda, deixe-me pegar apenas um outro exemplo de um universo de grupos e cantores que poderiam pegar: o conhecido Barão Vermelho. Seleciono uma música que tem um título bem sugestivo e que era a minha preferida deles antes de Jesus me justificar, chamada Nunca existiu pecado. Reproduzo as 3 primeiras estrofes:
A rapidez velha do tempo
Revive inquisições fatais
Um novo ciclo de revoltas
E preconceitos sexuais
Por mais liberdade que eu anseie
Esbarro em repressões fascistas
Mas tô a margem disso tudo
Desse mundo escuro e sujo
Não tenho medo de amar
Pra mim nunca existiu pecado
Essa vida é uma só
Nesse buraco negro eu não caio.
Ou seja, Barão Vermelho está defendendo por meio da mensagem dessa letra que:
1. Não existe pecado;
2. O Cristianismo é sexualmente preconceituoso;
3. A ética de Cristo é uma “repressão fascista” porque contraria aquilo que o pecador deseja fazer;
4. Quem afirma que existe pecado (obviamente nós, cristãos) representa um “mundo escuro e sujo”;
5. A defesa da ideia de que existe pecado é um “buraco negro”.
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Agora me diga você: em sua opinião, a letra dessa música contraria o Evangelho, se opõe aos ensinos de Jesus, leva ao coração mensagens que batem de frente com a ética de Cristo, com as boas-novas do Reino de Deus… ou não? Se a sua resposta foi “sim”, então essa é uma música “do mundo”. Portanto, chegamos aqui à grande conclusão: segundo os padrões bíblicos, “música do mundo” NÃO é sinônimo de “música secular”.Logo, as músicas do mundo sim, devemos evitar. As seculares, não necessariamente.
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Fato 3) Não existe um estilo musical chamado “música evangélica”
O que existe é música feita a partir de realidades bíblicas. E que podem ser feitas em diferentes estilos. “Vem com Josué lutar em Jericó…”, por exemplo, é rock. “Aquele que tem sede busca beber da agua que Cristo dá…” por sua vez, é axé. Cassiane em geral tem muito forró. E por aí vai. Logo, não existe nenhum estilo “maldito” ou, como diz um amigo meu, “não existe dó maior ungido e sol sustenido endemoninhado”. Se você for analisar com cuidado, verá que “música evangélica” no imaginário popular é:
● Música cantada em igreja;
● Música cantada por cantor que frequenta igreja (dito “cantor evangélico”);
● Música gravada por grupo de louvor de igreja;
● Música que toca em rádio “evangélica”;
● Música lançada por gravadora “evangélica”;
● Música que consta em algum hinário tradicional.
Só que, desses itens, alguns são muito duvidosos. Das músicas cantadas em igrejas, muitas carregam em si heresias e são músicas “do mundo” (calma, falaremos em detalhes sobre isso daqui a pouco). Eu conheço pessoalmente “cantores evangélicos” que vivem como pagãos, são pecadores, só estão atrás dos bens materiais que sua notoriedade pode lhes proporcionar. Conheço “grupos de louvor” que tocam pela fama e o dinheiro e não por um desejo real de louvar o Senhor. Sei que muitas “rádios evangélicas” só existem para gerar lucro e poder para seus donos, que por sua vez vivem vidas pecaminosas e totalmente fora do Evangelho. Conheço os bastidores de certas “gravadoras evangélicas” onde o ambiente é tão mundano que nenhum funcionário confia em sair pra almoçar e deixar a bolsa em cima da mesa, pois ocorrem furtos ali dentro. E entenda: eu conheço. Não ouvi falar. Sei o que estou dizendo.
Portanto, dizer que só podemos ouvir “música evangélica” (se por “música evangélica” entendermos o que mencionamos acima) é uma afirmação cheia de buracos.
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Fato 4) Fazer versões de músicas seculares com letras cristãs não é pecado
Pelo contrário, é uma prática muito, mas muito mais usual em nossos hinários do que você imagina. Uma enorme quantidade das músicas contidas em hinários como a Harpa Cristã e o Cantor Cristão, por exemplo, originalmente eram canções entoadas em prostíbulos (não vou dizer quais para que da próxima vez que você for cantá-las não as considere indignas). Os músicos que tocavam nessas casas de pecado se convertiam, pegavam as melodias que conheciam (muitas das tinham letras originais que falavam sobre encher a cara de uísque e vinho, além de coisas similares), punham letras cristãs e passavam a cantá-las durante os cultos, nas igrejas. Isso é histórico, basta você estudar um pouco sobre isso que vai comprovar, não estou inventando nada disso.
E não só músicas de bordel. Músicas seculares de outras linhas também. O hino 185 da Harpa Cristã, por exemplo, é o Hino Nacional da Inglaterra com uma letra cristã: “Vem tu, ó Rei dos reis, buscar os teus fiéis…“. Já o conhecido hino “Os guerreiros se preparam para a batalha…” é o Hino Nacional das Ilhas Fiji, você sabia? O tradicionalíssimo hino “Vencendo vem Jesus” (Glória, glória. Aleluuuuuia!) é uma versão de uma música militar da época da guerra civil americana chamada “John Brown”s Body”, que exaltava os esforços de um homem na guerra. Um mulher cristã ouviu a melodia, gostou e pôs um letra cristã. E, a partir daí, começamos a cantar em nossas igrejas, Deus sempre foi louvado maravilhosamente por intermédio dessa canção, a entoamos ainda hoje e o religare do homem com o Criador ocorre perfeitamente – apesar da origem pagã da música. Ou você achava que essa música desceu do céu trazida por um anjo numa bandeja de prata? Não, muitas músicas que consideramos “hinos sagrados” (e são!!!) têm origem secular e são adaptações feitas para o canto religioso.
Mais recentemente há exemplos como o do cantor Marco Aurélio, que gravou “Caminhada” (“Eu vi Jesus, Jesus me viu, no mesmo instante me redimiu…“). Ela nada mais é do que a canção “My Way”, cantada por músicos como Frank Sinatra e Elvis Presley. E por aí vai. A pergunta é: essas versões deixam de ser válidas ou dignas de serem cantadas em cultos e igrejas como hinos congregacionais porque originalmente eram seculares? De jeito nenhum. Pois tornaram-se músicas com MENSAGENS cristãs.
Fato 5) Muita música dita “evangélica” é “do mundo”
E aqui chegamos ao ponto mais polêmico de todos. Só porque uma música foi composta ou é cantada por alguém que se apresenta como cristão isso não quer dizer que ela transmita valores biblicamente corretos. Há muitas e muitas músicas “evangélicas” que são “do mundo”. Exemplo: tem um conhecido grupo gospel (que inclusive saiu brigado de sua igreja) cujo vocalista (que agora já saiu da banda para seguir carreira solo) na “ministração” antes de começar uma de suas mais cantadas músicas em igrejas fala como se estivesse orando a seguinte frase (está registrada inclusive no CD):
- Nós queremos um romance contigo, Senhor.
Peraí. “Romance” com Deus? O Todo-Poderoso Criador dos Céus e da Terra agora virou o quê? Nosso namoradinho? Desculpem-me, mas isso é antibíblico e, logo, mundano.
Outro exemplo: um conhecido corinho cantado em muitos louvores, às lágrimas, por muitos de nós, diz a seguinte coisa:
Diante dEle se dobram os reis
E se prostram para O adorar
Nem os anjos que O cercam louvando
Se permitem sua face olhar
Só tem um detalhe: essa letra é antibíblica. Mateus 18.10 diz: “Cuidado para não desprezarem um só destes pequeninos! Pois eu lhes digo que os anjos deles nos céus estão sempre vendo a face de meu Pai celeste”. Então temos que decidir se os anjos contemplam a face de Deus ou não. Eu fico com a Bíblia, que diz que sim, os anjos contemplam a face de Deus, ao contrário do corinho. E se o corinho diz algo que vai contra o que está na Bíblia, desculpem, é “música do mundo”. “Ah, Zágari, você está sendo radical, o resto da música é perfeito , afinal, é um louvor tão bonito…”, alguém poderia dizer. Bem, aí entram 1 Co 5.6 e Gl 5.9, que dizem que, biblicamente, um pouco de fermento leveda toda a massa. Nesse sentido sou radical sim: basta uma única e pequena heresia na letra de um “corinho”, de um “hino” ou de um “louvor” (como você preferir chamar) para o descartarmos dos nossos cultos.
Isso sem falar dos chamados “corinhos do fogo”, muito habituais nas igrejas pentecostais não-reformadas. Tem um que diz “O fogo santo está queimando, o Espírito Santo está batizando“, referindo-se ao que os pentecostais chamam de “batismo no Espírito Santo” e os tradicionais de “plenitude do Espírito”, seguindo a linha defendida por teólogos como John Stott. Fato é que, biblicamente, o responsável por esse fenômeno é Jesus, o Deus Filho, e não o Espírito Santo. Outro ensino antibíblico e, portanto, “do mundo”.
Fato é que toda letra de cânticos (congregacionais ou não) “evangélicos” deve ser submetida ao crivo bíblico. O certo não é o que a pessoa sente, se ela fica emocionada, arrepiada ou se chora: o certo é o que está de acordo com a Bíblia.  Como afirmou o Pr. Isaltino Gomes Coelho Filho em palestra durante um Encontro de Músicos, na PIB de Manaus, “Raramente se fala de Jesus, e, quando se fala, dá para notar que Jesus é muito mais um conceito para dentro do qual as pessoas projetam seus sonhos de consumo ou de classe média do que o Redentor e Salvador. A linguagem é horrorosa: mergulhar nos teus rios, beber nos teus rios, voar nas asas do Espírito, estar apaixonado por Jesus, subir acima dos querubins… uma série de expressões que não fazem sentido algum”, afirmou Pr. Isaltino. E, convenhamos, com toda razão.
Cantamos na igreja sem saber o que estamos cantando, por ignorância teológica e porque determinada música toca na rádio, é de um grupo famoso, está na moda e o povo gosta.  Por exemplo, no “corinho” abaixo…
Quero subir ao Monte santo de Sião
E entoar o novo cântico ao meu Deus
Mais que palavras minha vida eu quero entregar
Purifica o meu coração para entrar em Tua presença
contemplar a Tua grandeza
…o que as pessoas não sabem por desconhecimento bíblico é que o “monte santo de Sião”, segundo Hebreus 12.22-24, é um símbolo do Evangelho, da Igreja de Deus. Consequentemente, todo cristão já está no “monte santo de Sião”. E, por isso, não há teologicamente, segundo o Novo Testamento, por que “subir” nele. Mais um equívoco bíblico. Também cantamos em nossas igrejas:
Eu só quero Te amar, 
Eu só quero ver Tua face 
Quero Tocar Seu coração 
Eu só quero Te amar, 
Eu só quero ver Tua face 
O mesmo cantor tem outro corinho que diz:
Quero te ver, quero te ver
Eu quero te tocar, 
eu quero te abraçar 
Quero te ver
Detalhe: é importante repararmos que o cantor está dizendo que quer ver Deus e sua face EM VIDA e não no porvir. Só que se nós formos ler Êxodo 33.20, é claríssimo e inequívoco o que Deus diz a Moisés: “Não me poderás ver a face, porquanto homem nenhum verá a minha face, e viverá”. Então o que estamos pedindo nesses corinhos é para ver a face de Deus e morrer? Algo está biblicamente errado e, se formos analisar, estamos fazendo pedidos mundanos a Deus. Como eu “quero te ver” se Ele diz na Biblia que “homem nenhum verá a minha face , e viverá”? Instinto suicida?
Em João 12.45 e João 14.9 Jesus afirma claramente a forma de ver o Pai: ver a Ele próprio, Jesus. “Quem me vê a mim vê o Pai”. Logo, é buscando Cristo e sua pessoa em espírito que temos acesso a Deus, não tem nada a ver com “eu só quero ver a tua face”. No discurso de Pedro no dia de Pentecostes em At 2.28, ele deixa claro que contemplar Deus face a face só ocorrerá na eternidade: “Com a tua face me encherás de júbilo”. A face de Deus é biblicamente inalcançável nesta vida. Logo, por que ficamos cantando pedindo para”ver sua face”, já que isso biblicamente não é possível – logo, é antibíblico? Pronto, não me odeie por dizer isso, mas a falta de canonicidade nessas afirmações de corinho tornam músicas como essas…músicas “do mundo”.
Conclusão
Falar sobe música “evangélica”, “do mundo”, “sacra”, “cristã” ou “secular” é um assunto muito sensível. Pois mexe com muitas ideias pré-concebidas, com muitas práticas que mutidões adotaram por décadas em sua vida de devoção, é contrariar crenças e práticas. Para um pastor, chegar à concusão de que um corinho que ele cantou por anos em sua igreja é música “do mundo” e, assim, removê-lo do rol de canções que são executadas no culto não é uma tarefa fácil. Exige oração, humildade e temor sincero a Deus. Para uma ovelha que anatemizou durante anos músicas seculares achando que “rock é coisa do diabo” e de repente descobrir que bandas de “rock gospel” como Oficina G3 têm letras e mensagens muito mais bíblicas do que certos hinos de 200 anos de idade exige quebrantamento.
Não estou falando aqui de estilo musical. Pois a Bíblia não fala de estilo. Logo, estilo é um assunto restrito aos gostos pessoais e não tem a ver com doutrinas e teologia. Se uma música deve ter bateria ou não, se ela pode ser acelerada ou não, se é rock, forró, bolero, valsa ou o que for, não importa. Simplesmente porque biblicamente não importa. O tal gênero “música evangélica” não existe. Cada “música evangélica” carrega um estilo próprio, seja esses que já mecionei, seja algum diferente, como black music, hip hop, blues, bossa nova, sertanejo, jazz, new wave, pop, reggae, samba, ska ou qual for. Dizer que “música tal não é do mundo porque é estilo evangélico e não rock” é uma inverdade. Pois há músicas evangélicas que são rock. E – repetindo – estilo musical só depende de uma única coisa: gosto pessoal. Não tem nada a ver com Bíblia. Se estou errado, por favor que alguém me prove nas Sagradas Escrituras.
Sendo assim, nós temos de nos voltar para o que interessa: a MENSAGEM. A pergunta que devo sempre me fazer é “o que essa música está dizendo contraria algo da Bíblia?“. Se a resposta for “não”, defendo que é uma música que pode ser ouvida por um cristão. Pois vai trazer alegria, paz, prazer. Sendo ela secular ou religiosa. Ouvir Mozart, Bach, Haendel, Mendelssohn ou uma boa ária de ópera, por exemplo, pode acalmar a alma de alguém em estresse e assim criar uma condição em seu coração que lhe permitirá orar a Deus com muito mais entrega. Eu já entrei muitas vezes na presença de Deus ouvindo o violinista judeu Itzhak Perlman executar ao violino o tema do filme “A Lista de Schindler”, por exemplo. Chorei. Me derramei. E fui muito mais sincero e entregue a Deus do que se tivesse posto para ouvir um desses CDs de pop brega evangélico.
A ao fazermos a pergunta “o que essa música está dizendo contraria algo da Bíblia?” temos de estar preparados para sofrer. Pois vamos perceber que muito do que cantamos em nossas igrejas é música “do mundo” pela simples razão de que afirma coisas que a Bíblia não diz.
Sei que o que aqui escrevi contraria a crença de muitos. Certa vez, ao ministrar numa Escola Dominical uma aluna ficou tão ofendida pela verdade que falei de que hinos da Harpa Cristã vinham de bordéis que se levantou e se retirou da sala. Sei que isso mexe com convicções e emoções. Mas não posso jamais fugir do que as Sagradas Escrituras dizem. Não podemos fugir da verdade. São as Escrituras que devem sempre nos nortear – e não aquilo que ficou estabelecido pela cultura popular (em especial a cultura popular evangélica) ao longo das décadas. E falo como evangélico, não sou desses pastores e teólogos revoltados que inventaram agora que ser “evangélico” é palavrão. Nada disso. Falo como filho da Reforma Protestante, herdeiro de Jesus e também de reformadores como Lutero e Calvino. Não renego minhas origens. Sou cristão, de tradição evangélica e me orgulho disso.
Para terminar, volto ao início de nosso texto, para a pergunta-título deste artigo. Se você me perguntar “um cristão deve ouvir música do mundo?”, eu vou voltar a afirmar: “Claro que não!”. Pois o cristão deve sempre caminhar de acordo com as Sagradas Escrituras. E se uma música, secular ou religiosa, traz em si ensinamentos antibíblicos… meu irmão, minha irmã, jogue o CD fora.
Paz a todos vocês que estão em Cristo.
Fonte:Blog Apenas

A INDISPENSÁVEL IGREJA QUE ERRA


Por Maurício Zágari
Igreja3Ezishten muitas pessoas firidas, maguadas e deprimidas pur causa da forma de que foram tratadas na igreja. O tralma pode ter sido cauzado por irmãos, pelu pastor, por obreiros ou pur todos, e pelas mais variadas rrazões. Seja quau for o problema enfrentado – dizilusão, segregação, decepissão ou o que for – fato é qui uma multidão de almas abandona todos os diaz as igrejas cristãs mais maxucada do que quando chegou e, por isso, essas pessoas si tornam desigrejadas, antieclesiásticas ou até meismo ateias. Recebo com frequência comentários aqui no APENAS di seres humanos machucados, que counpartilham neste espaço (até como forma di desabafo) suas péssimas esperiências em igrejas. Presto atenção ao que dizem e choro por suas vidas e sicatrizes, compartilho de suas tristezas. Não é segredo para quem acumpanha este blog que sou uma peçoa crítica e não me privo de apontar aquilo que considero estar herrado no universo cristão, o que pode sugerir qui não gosto da igreja. Mais não é nada disso. Gostaria di falá um pouco sobre esse açunto.
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O catalisador para eu escrever este texto foi o comentário deixado por um irmão em um dos posts (não vou identificá-lo porque não há razão para expor ninguém). Ele fez uma crítica incisiva às igrejas e o que aqui vou escrever toma como guia as questões apontadas por ele, que encontram eco nas ponderações de muitas outras pessoas.
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Meu çenso crítico com relação ao universo cristão se deve ao fato di qui amo Cristo e a Igreja. A considero indispensáveu.  Só que não é por isso que vou fechar meuz olhos aos problemas, errus, descalabros, loucuras, eresias e práticas tenebrosas que ocorrem em muitos setores da igreja. E, kwando falo sobre essas questões, a intenssão em meu coração é a mesma que tenho nu momento em que dou uma bronca na minha filha: não quero o seu mal, procuro alertá sobre seus descaminhos para que aja a percepssão do mau i sua correção. Meu objetivo é o bem, o aperfeiçoameinto, a melhoria, a corressão de curso. Minhas críticas são motivadas por amor e não pur ódio. E, por amar a Igreja, tambén gostaria de defendê-la daquilo qui considero serem ezageros, inverdades ou generalizações ditais a seu respeito.
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O argumento principal de crítica à Igreja é que seus membros e sacerdotes vivem uma contradição, pois, embora preguem o amor e a santidade, praticam muitos atos de desamor e pecam constantemente. Bem, a questão aqui é que toda igreja é formada por pessoas. Pessoas erram. Pesoas pecam. Pesoas contradizem seus valores. Pessoas magoam. Pessoas são pessoas. Cristãos não deixam de ser pessoas porque são cristãos. O grande mal é a expectativa de que, ao se pisar em uma igreja, ali só se encontrará indivíduos sobre-humanos, infalíveis. Isso é uma utopia. Cristãos autênticos não são perfeitos, são pecadores que se esforçam para se aproximar o máximo possível da perfeição.
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Igreja2Eu parei de exxigir perfeição dus ermãos no dia em que caiu a fixa sob quem eu sou. Meu querido, minha kuerida, eu sou um troço ruinzinho que só. Peco, erro, mi contradigo, magouo, machuco, firo, digo uma koiza e faço outra… Difícil conviver cumigo. Se eu fosse olhar para mim mezmo e minha çantidade deficiente, porém isforçada, como a razão para frequentar a igreja, taria no mundo em três segundos. Talveis dois. Aliás, se eu olhaçe o traidor Pedro, o açassino Moisés, o adúltero Davi, o prepotenti José ou u pecador Paulo, nunca faria parti do povo de Deus. Paulo mesmo reconhesseu: “Não entendo o que faço. Pois não faço o que desejo, mas o que odeio.  E, se faço o que não desejo, admito que a lei é boa.  Neste caso, não sou mais eu quem o faz, mas o pecado que habita em mim.  Sei que nada de bom habita em mim, isto é, em minha carne. Porque tenho o desejo de fazer o que é bom, mas não consigo realizá-lo.  Pois o que faço não é o bem que desejo, mas o mal que não quero fazer, esse eu continuo fazendo” (Rm 7.15-19).
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Paulo matou a charada. Todo ser humano carrega em si o pecado. Cristãos e não cristãos. Assim, onde houver gente haverá pecado e as pessoas se ferirão. Isso num centro de candomblé, numa parada gay, numa mesquita, numa creche, numa sinagoga, num asilo, na praia, na faculdade de Filosofia, na igreja em lares ou na igreja institucional. Onde houver uma pessoa, haverá um oceano de pecados, erros e falhas.
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Lójico que não adivogo que se deva concordar cum o pecado. Não concordo com u meu, vô concordar com o dos outros? Não creio qui si deva concordar com ofensas, firidas e segregassões. Não concordo com as minhas, vo concordá com as dos otros? Não concordo com pregá uma coiza i viver de modo diferente. Mas, se fasso isso, posso condenar os outros? A queustão é: se eu e voçê ssomos esse grande poblema ambulante, o que mi dá o direito de ezigir perfeissão dos outros? A percepipissão de minha falibilidade mi tornou muito, mas muitcho mas honesto sob mim mesmo e, principaumente, mas tolerante com as falhas aleias. Pois não sou melhor du que ninguém.
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Igreja4Sim, é verdade que há hipocrisia na igreja. Afinal, somos humanos e onde há gente há o pecado. Poderia dar as costas para a igreja, por perceber que estou cercado de pessoas hipócritas como eu? Claro que poderia. Mas também há hipocrisia no meu trabalho, não é por isso que vou pedir demissão. Há hipocrisia no meu edifício, não é por isso que vou me mudar de casa. Há hipocrisia em todos os lugares. Só que, em vez de fugir dos hipócritas, acredito que devemos ficar perto para ajudar. Se um amigo seu torna-se viciado em drogas você o abandona ou fica perto para ajudá-lo a superar esse mal? A hipocrisia é igual, afastar-se dos hipócritas não ajuda em nada. Creio que onde há erro é o lugar de que mais devemos nos aproximar, para abençoar, cuidar e tratar. Para influenciar positivamente. Pois, se for para abandonar o barco em cada lugar onde há imperfeição e hipocrisia… por favor, parem o mundo para eu descer.
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Ouvi dizerem ke cristãos não são amigus de ninguém a não ser que se comportem da mezma maneira que eles. Esse comentáriu peca por çer generalista. Creio que, acim como á bons e mals policiais, bons e maus porteiro, bons e maus kardecistas, bons e mals heterossexuais, bons e maus homossexuais… há também bouns e maus “cristãos”. Jesus dice que seria assim. Há sim muitos cristãos bouns e piedosos. Fico triçti que as pessoasmachucadas  nas igrejas não os tenham conhecido, eu conhesso muitos, que são estremamente amorosos. E, lógico, muito imperfeitos – como seus 7 bilhão de cemelhantes.
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Igreja5Muitos olham a igreja com aversão, por terem sido maltratados ou contrariados naquilo que desejavam ou acreditavam. Para esses, a Igreja parece querer ser a palmatória do mundo. Não penso que isso seja uma característica da Igreja, é uma característica do ser humano. Por natureza, as pessoas são a palmatória de quem discorda delas. E isso em todos os extratos. Se observarmos o que Jesus falou sobre os fariseus hipócritas, eu diria que ele está sendo a palmatória dos fariseus. Então condenar a Igreja – formada por humanos – por fazer o que todo ser humano faz é apenas validar que ela é formada por pessoas imperfeitas que precisam de Cristo. E, principalmente, da graça da cruz.
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Creio qui essa é a grandi conclusão: cristãos herram como quauquer outro grupo de peçoas – surfistas, presidentes da rrepública, donas de casa, homossexuais, eterossexuais, pais, filhos, contadores, harquitetos, engenheiros, sientistas, médicos, profeçores, jornalistas… todos nessessitam desesperadamente da graça die Cristo. “Todos pecaram e estão destituídos da glória de Deus” (Rm 3.23) e pur isso todos precisamos de perdão. Mizericórdia. Redenção. Da cruz, em fim.
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Compartilho a dor de quem foi ferido na alma dentro de uma igreja cristã. Eu já fui ferido. E também já feri. Conheço essa dor, sei o que é sofrimento, rejeição, conflitos, desamor. Seja qual for a causa, não temos o direito de magoar pessoas. Se você foi maltratado ne igreja, quem o fez errou. Você tem de ser amado e acolhido. Se viver em pecado, deve ser exortado com carinho e afeto. Se muitos cristãos não entendem seu papel de cristãos e ferem vidas humanas, erram terrivelmente. Mas isso não é culpa da Igreja. Isso não desqualifica a Igreja. Isso não desautoriza o evangelho – pelo contrário, o torna ainda mais urgente e indispensável.
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Igreja6Quem abri mão da vida em uma komunidade de fé por causa dos erro dasqueles que erram comu todos nós erramus está errando em sima do erro. Se afastá resolve? Não creio. Ficar e tentar influenssiar para o bem? Penso que isso é ezatamente o que faz de nós Igreja. Não é o que dis 1Coríntios 12? Eu preciso que alguém xegue para mim na igreja que frequento e mi ajude a ser uma pessoa melhor. Se concordar cumigo em tudu, nunca terei uma antítese que me permita fazer uma dialética construtiva. Precisu do diferente. Preciso do oposto. Preciso do herrado. Preciso da imperfeissão, para que sirva de espelho e denúncia de minhash próprias imperfeições. Conviver di perto com a hipocrizia, as falhas, o desamor e o desamparo me fará pensar si eu mesmo não sou assim e me levará a buscar sê alguém melhor.
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A Igreja é imperfeita sim, cheia de problemas, contradições e hipocrisias. Mas é indispensável, é a noiva de Cristo, são os integrantes da família de fé, os membros do mesmo Corpo. A Igreja sou eu, esse troço imperfeito sim, cheio de problemas, contradições e hipocrisias. Mas creio que, pela graça somente e pelo mérito único e exclusivo da cruz, no dia da minha morte poderei ser levado pelos anjos à presença do Senhor no Céu. A Igreja é imperfeita sim, cheia de problemas, contradições e hipocrisias. E devemos sempre combatê-los e tentar aproximá-la ao máximo do ideal cristão – embora, em sua plenitude, isso seja impossível.
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A Igreja é imperfeita sim, cheia de problemas, contradições e hipocrisias. Mas, acredite, Jesus não tem culpa nenhuma disso.
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A propósito, os erros neste texto são propositais. Para cada parágrafo com erros, um sem erros. Assim é no texto, assim é na Igreja, assim é nos seres humanos: erros e acertos, convivendo, coexistindo. O que importa, no fundo, é a essência por trás deles.
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Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Mauríssio
Fonte:Blog Apenas

Pregadora se veste como stripper para evangelizar e causa polêmica em comunidade evangélica: “Estamos no fim dos tempos”


Por Tiago Chagas                                                               Pare e Pense
Pregadora se veste como stripper para evangelizar e causa polêmica em comunidade evangélica: “Estamos no fim dos tempos”

A iniciativa de uma pregadora está causando polêmica numa igreja do estado da Carolina do Norte, nos Estados Unidos.
LaTascha Emanuel gravou um vídeo usando um vestido curto que expunha parte de seus seios, e que seria direcionado a mulheres que trabalham como strippers em casas noturnas. A mensagem fazia parte de uma série intitulada “O Evangelho do Pole Stripper”, e tinha como tema a paciência.
A repercussão do vídeo não foi bem recebida pelos membros da igreja Perfecting The Saints Family Worship Center, onde ela é ministra auxiliar.
“Se o seu ministério é chegar a strippers e convertê-las, por que não se vestir de forma conservadora?”, questionou uma fiel através do Twitter. “Se eu fosse uma stripper, eu pensaria que você é uma louca tentando falar sobre Jesus enquanto me mostra toda a sua metade superior”, criticou, fazendo referência à ausência de pano no vestido da pregadora.
Outro fiel manifestou sua crítica de forma menos direta: “’O Evangelho do Pole Stripper’… Nós estamos realmente no fim dos tempos”, escreveu.
Outros ministros cristãos do estado também comentaram a iniciativa de LaTascha: “Então, você acha que alguém recém-saído do clube pode ministrar em nível de alguém que está fazendo isso por 20 anos ou mais? Isso não é o trabalho do Ide, desculpe”, disse Teresa Goggins, co-pastora da igreja Thy Kingdom Has Come International Ministries.
“Qualquer um que foi escolhido e consagrado por Deus, não estaria diante do seu povo nesse tipo de roupa, porque a convicção aconteceria. Mas a igreja como um todo tem que se levantar e dizer que é inaceitável”, disse o médico Dr. Dwight Owens, conhecido no estado como uma liderança cristã, de acordo informações do Christian Post.
No entanto, LaTascha se manteve firme em sua posição e argumentou em defesa de sua escolha: “Quando estamos nas ruas, nada é motivo de riso ou brincadeira. Eles estão vivendo um inferno, e a igreja é difícil de ser encontrada. Nós tentamos nos tornar piedosos. Eu posso entender o fato de você não concordar com esta metodologia, mas por favor, entenda com todo o respeito. Acredito que Deus viu [a iniciativa] claramente”, escreveu a ministra numa publicação em seu perfil no Instagram.
Por Tiago Chagas
Fonte: Gospel+

A luta contra o pecado



Por Pr. Clodoaldo Machado

Quando aconteceu nossa conversão, imediatamente fomos colocados num campo de batalha. Iniciamos uma guerra que seguirá até o fim de nossas vidas neste mundo. Esta é a guerra contra o pecado. Somente os salvos travam esta batalha. Quando não éramos filhos de Deus, não oferecíamos resistência ao pecado, pelo contrário, Jesus disse que éramos escravos dele e, por isso, sempre o servíamos. “Digo- lhes a verdade: Todo aquele que vive pecando é escravo do pecado.” (Jo.8.34). No momento de nossa conversão, Jesus nos libertou da escravidão do pecado, nos fez Seus servos e passamos então a ter o pecado como nosso inimigo.
Muitos crentes ignoram este fato e não parecem estar numa guerra. Como escreveu John McArthur: “Hoje, boa parte da igreja visível, parece imaginar que os cristãos devem estar numa diversão, e não numa guerra.” (A Guerra pela Verdade. Editora Fiel. p.15). Se somos verdadeiros cristãos, estamos numa grande batalha e esta é uma batalha que requer nossa constante atenção. Ainda que não sejamos mais escravos do pecado, ele continua habitando em nós e quer exercer seu domínio. O apóstolo Paulo, escrevendo aos Romanos, disse que em sua carne não habitava bem nenhum, pois sabia que ali era a habitação do pecado (Rm 7:18,20). Nesta batalha nosso inimigo não está longe, ele está muito perto, está dentro de nós, na nossa carne.
Como então podemos obter vitória nesta tão importante batalha?
Primeiro temos que ter a consciência de que esta batalha existe. Não podemos ignorar esta luta, não podemos ignorar nosso inimigo. Não podemos, de forma alguma, achar que esta é uma luta fácil. Quando um crente não tem consciência desta luta e não reconhece sua dificuldade, mas encara a vida cristã como um mero estilo de vida que escolheu para si, ele perde esta batalha. Sua vida então não reflete o caráter de Deus e Deus não é glorificado por ele. Infelizmente  vemos muitos que se dizem seguidores de Jesus e que não demonstram estar numa batalha. Desejam um evangelho que lhes ofereça muito entretenimento, muita distração, muitas frases de efeito, muita música (e estas sem letras pensadas e refletidas), muita diversão de fato. O caminho em que estão não se parece como aquele apontado por Jesus. Nosso Senhor foi enfático ao dizer que a porta é estreita e o caminho é apertado. Entrai pela porta estreita (larga é a porta, e espaçoso, o caminho que conduz para a perdição, e são muitos os que entram por ela), porque estreita é a porta, e apertado, o caminho que conduz para a vida, e são poucos os que acertam com ela.” (Mt 7:13,14). Portanto, não se passa por este caminho como num passeio no bosque. Passa-se, sim, com os olhos bem abertos, vigilantes, observando minuciosamente para não sermos surpreendidos pelo inimigo. É preciso ter a consciência de que estamos numa batalha.
Segundo, é preciso sermos sensíveis à pessoa do Espírito Santo. Ao nos enviar para esta batalha, Deus não nos deixou a sós. Ele deu-nos seu Santo Espírito que sempre está conosco. Jesus disse: “E eu pedirei ao Pai, e ele vos dará outro Consolador, a fim de que esteja para sempre convosco.”(Jo 14:16). O que o Espírito Santo faz em nossas vidas? O evangelho de João nos diz que uma das coisas que Ele faz é nos ensinar e nos lembrar de tudo o que temos aprendido. Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito. (Jo 14:26). Em nossa batalha contra o pecado, isto é muito importante. Quando somos lembrados daquilo que temos aprendido é para que pratiquemos e, assim, não soframos a derrota. Por isso, não devemos ignorar esta lembrança que o Espírito Santo nos faz. O apóstolo Paulo escreveu aos tessalonicenses: “Não apagueis o Espírito”. (1 Ts 5:19). Por ignorar o agir do Espírito em sua vida, o crente se torna insensível e assim o apaga. Isso nos leva a concluir que muitos crentes podem estar caminhando fora dos padrões de Deus por estarem ignorando o agir do Espírito Santo em suas vidas.
Outra ação do Espírito Santo está relatada em Romanos 8:16: “O próprio Espírito testifica com nosso espírito que somos filhos de Deus.”  É uma ação importante dele ao nosso favor. No contexto deste versículo, o apóstolo Paulo está falando de nossa adoção na família de Deus. Ele está dizendo que agora somos Seus filhos e que esta adoção é tão verdadeira que o Espírito Santo testemunha ao nosso favor, afirmando o direito que temos de sermos tratados como filhos de Deus. Isso implica que Deus não deseja que nos esqueçamos de nossa identidade, somos Seus filhos. Termos a consciência constante desta nossa nova identidade ajuda-nos em nossa luta contra o pecado. Quando o pecado quer exercer seu domínio sobre nós, devemos lembrar de quem somos filhos e devemos ser santos como santo é o nosso Pai. Como filho de Deus, devo expressar Seu caráter, deve brilhar em mim Sua luz. Esquecer-me deste fato vai me levar à derrota e Deus não será glorificado.
Portanto, para se obter vitória sobre o pecado, é preciso ser sensível ao Espírito de Deus. Paulo escreveu que não devemos entristecê-lo, ao contrário, devemos fazer a sua vontade. “E Não entristeçais o Espírito Santo de Deus, no qual fostes  selados para o dia da redenção.” (Ef 4:30). Habitando em nós, Ele não nos deixa à vontade para pecar, Ele age e é preciso sermos sensíveis. Por isso Paulo escreveu: “Andai em Espírito e jamais satisfareis à concupiscência da carne, porque a carne milita contra o Espírito e o Espírito contra a carne, porque são opostos entre si; para que não façais porventura o que seja do vosso querer.” (Gl 5:16,17). Assim, sejamos sempre sensíveis ao Espírito Santo, para que vençamos a batalha contra o pecado.
Por último, em nossa luta contra o pecado, temos a preciosa Palavra de Deus. Nosso Deus não nos envia para a batalha sem nos dar suprimento. Um soldado faminto não terá êxito. Por isso Ele nos alimenta com Seus preciosos ensinos. Não é sem motivo que Pedro escreveu que devemos desejar ardentemente, como crianças recém nascidas, o genuíno leite espiritual, para que por ele nos seja dado o crescimento para a salvação (1Pe 2:2) . Sem os ensinos da Palavra sofreremos derrota. O crente que não tem interesse em aprender está perdendo o tempo todo. Deus deu Sua Palavra para que possamos lê-la e meditarmos nela. Não somente isto, mas também nos deu a Igreja para que possamos ser instruídos. Ele dotou pessoas com o dom do ensino que na igreja vão nos ensinar, nos admoestar, nos exortar através da Palavra. Isto vai nos dar forças para que prossigamos firmes nesta batalha.
Temos visto uma reformulação da igreja em muitos lugares. Um novo modelo surgiu no qual o ensino da Palavra de Deus tem sido substituído por outras atividades como teatros, músicas e filmes. Estas coisas não são ruins em si mesmas, mas tornam-se muito nocivas quando são colocadas como substitutas da Palavra de Deus formalmente pregada e ensinada. O método que Deus estabeleceu, no qual um fala e os outros ouvem, tem sido considerado obsoleto por muitos, e a Palavra de Deus tem perdido espaço em muitos arraiais. Paulo ordenou a Timóteo que pregasse a Palavra (2Tm 4:2). Ele deveria falar e outros ouvirem. Este é um expediente que nosso Senhor criou para que sejamos nutridos com Sua Palavra. Não rejeitemos, pois, o alimento espiritual, para que possamos estar sempre firmes em nossa luta. Certamente, sem o  envolvimento com uma igreja local que ensina com firmeza a Palavra de Deus o crente será derrotado.
Temos, portanto uma batalha para travar, porém não estamos sós. Deus tem estado conosco, tem nos dado Seu Espírito e Sua Palavra. Crentes verdadeiros estão sempre atentos, apostos como soldados vigilantes. Lembremos, portanto, que na nossa luta contra o pecado, ainda não temos resistido até ao sangue (Hb 12:4)
Fonte:Blog Fiel
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Jesus não quer ministros de cabeça vazia


Nosso Senhor hoje não quer ministros de cabeça vazia, nem de coração vazio; portanto, meus irmãos, encham os potes com água. Estudem bastante, esforcem-se muito, aprendam tudo o que conseguirem, e encham os potes com água. "Ó", alguém dirá, "como esses estudos levarão à conversão de pessoas? A conversão é como o vinho, o estudo que esses jovens aprenderão será como água". Esse alguém tem razão; mas mesmo assim ainda mando os estudantes encher os potes com água, na expectativa de que o Senhor Jesus a transforme em vinho. Ele pode santificar o conhecimento humano e torná-lo útil na exposição do conhecimento de Jesus Cristo. Espero já ter passado a época em que alguém sonhou com a utilidade da ignorância e grosseria para o reino de Cristo. O grande Mestre queria que seus seguidores aprendessem tudo o que pudessem chegar a conhecer, e especialmente conhecer a si mesmos e às Escrituras, a fim de poderem apresentá-lo para proclamar seu evangelho. "Encham os potes com água!".

C. H. Spurgeon, in: Os milagres de Jesus, p. 141 (Sermão: "Os potes de água em Caná")

Fonte: Soli Deo Gloria

Os mártires e a teologia da prosperidade



O impiedoso Galério com o seu grande prefeito Asclepíades invadiu a cidade de Antioquia no intuito de, pela força das armas, fazer todos os cristãos renunciar radicalmente à sua pura religião. Naquele dia os cristãos encontravam-se reunidos, e um certo Romano foi correndo anunciar-lhes que os lobos estavam por perto querendo devorar o rebanho cristão. — Mas não tenham medo — disse ele — nem deixem que esse iminente perigo os perturbe, meus irmãos. — Aconteceu então que, pela grande graça de Deus atuando em Romano, velhos e matronas, pais e mães, mancebos e donzelas, mostraram todos a mesma vontade e decisão, estando mais do que dispostos a derramar o próprio sangue em defesa da fé que professavam.
Chegou ao prefeito a notícia de que um pelotão de soldados armados não conseguiu arrancar o báculo da fé das mãos da congregação de cristãos, e tudo porque Romano os instigou com tal veemência que eles não hesitaram em oferecer a própria garganta, desejando morrer gloriosamente pelo nome de Cristo. — Encontrem o rebelde — disse o prefeito — tragam-no à minha presença para que ele responda por toda a seita. — Ele foi apreendido e, amarrado como uma ovelha conduzida ao matadouro, foi apresentado ao imperador, que, fixando-o com semblante irado, disse: — Como! És tu o autor da revolta? És tu a causa de tantos perderem a própria vida? Juro pelos deuses que tu hás de pagar caro por isso. Primeiro, na tua carne sofrerás as dores para as quais animaste o coração dos teus colegas.
Respondeu Romano: — A tua sentença, ó prefeito, eu a recebo com alegria. Não me recuso a ser sacrificado pelos meus irmãos, por mais cruéis que sejam os meios que tu possas inventar. No que se refere ao fato de que os teus soldados foram repelidos pela congregação cristã, isso apenas aconteceu porque era inadmissível que idólatras e adoradores de demônios entrassem na casa de Deus e poluíssem o lugar da verdadeira oração.
Então Asclepíades, absolutamente furioso com essa intrépida resposta, ordenou que Albano fosse amarrado com os braços presos ao corpo e depois eviscerado. Os próprios carrascos, que tinham um coração mais piedoso que o do prefeito, intercederam: — Não pode ser, senhor. Este homem é de uma família nobre. É ilegal submeter um nobre a morte tão ignóbil. — Respondeu o prefeito: — Que seja então flagelado com açoites com pontas de chumbo. — Em vez de lágrimas, suspiros e gemidos, ouviu-se a voz de Albano cantando salmos durante todo o tempo da flagelação, pedindo aos algozes que não o poupassem pela sua nobreza. — Não é o sangue dos meus progenitores — dizia ele — mas sim a profissão de fé cristã que me faz nobre. — As salutares palavras do mártir eram como óleo para o fogo da fúria do prefeito. Quanto mais o mártir falava, mais enlouquecido ele ficava, a ponto de ordenar que as ilhargas do mártir fossem perfuradas a faca até aparecer o branco dos ossos.
Quando Romano pela segunda vez pregou o Deus vivente, o Senhor Jesus Cristo, Seu Filho bem-amado, e a vida eterna por meio da fé no Seu sangue, Asclepíades ordenou aos carrascos que lhe esmurrassem a boca até que seus dentes fossem arrancados e sua pronúncia acabasse também afetada. A ordem foi cumprida: ele foi esmurrado, suas sobrancelhas foram rasgadas a unha e suas faces perfuradas a faca; a pele da barba foi pouco a pouco arrancada; finalmente, seu belo rosto estava todo deformado. Disse o dócil mártir: — Eu lhe agradeço, ó prefeito, por ter aberto em mim muitas bocas, com as quais posso pregar a Cristo, meu Senhor e Salvador. Veja cada ferida que eu tenho é uma boca louvando e cantando a Deus.
O prefeito, assombrado com essa singular constância, ordenou que suspendessem as torturas. Ameaçou o nobre mártir com o fogo cruel, insultou-o e blasfemou a Deus dizendo: — O teu Cristo crucificado não é mais que um Deus de ontem. Os deuses dos gentios são de extrema antigüidade.
Nesse ponto Romano, aproveitando a ocasião, fez um longo discurso sobre a eternidade de Cristo, sua natureza humana, e sobre a sua morte e expiação pela humanidade. Em seguida, disse ele: — Dê-me, ó prefeito, uma criança de apenas sete anos, idade isenta de malícia de outros vícios com os quais a idade mais madura geralmente está infectada, e o senhor ouvirá o que ela tem a dizer. — Seu pedido foi aceito.
Dentre a multidão chamou-se um menininho que foi colocado diante do mártir. — Dize-me, filhinho — disse ele — se tu achas que há razão para que adoremos a um só Cristo, e em Cristo a um só Pai, ou então para que adoremos a muitos deuses. Ao que o menininho respondeu: — Certamente Aquele que os homens afirmam ser Deus (seja o que for), deve ser um só; e o que lhe é próprio é único. Porque Cristo é único, Cristo é necessariamente o verdadeiro Deus, pois nós crianças não podemos acreditar que existam muitos deuses.
A essa altura o prefeito, tomado de puro espanto, disse: — Tu, jovem vilão e traidor, onde e de quem aprendeste essa lição? — De minha mãe — disse a criança. — Com seu leite suguei a lição de que devo crer em Cristo. Chamou-se a mãe, e ela de bom grado se apresentou. O prefeito ordenou que a criança fosse pendurada e açoitada. Os condoídos espectadores desse ato impiedoso não conseguiam controlar as lágrimas. Apenas a mãe, exultante e feliz, a tudo assistia com as faces secas. Na verdade, ela repreendeu o seu doce filhinho por implorar um gole de água fria. Disse-lhe para ter sede da taça da qual outrora beberam os infantes de Belém, deixando de lado o leite e as papinhas de suas mães. Ela o encorajou a lembrar-se do pequeno Isaque que, vendo a espada com a qual seria abatido e o altar sobre o qual seria queimado em sacrifício, de boa mente apresentou o tenro pescoço ao golpe da espada do seu pai. Enquanto era dado esse conselho, o sanguinário algoz arrancou o couro do alto da cabeça do menino, com cabelo e tudo. Gritou então a mãe: — Agüenta, filhinho! Logo tu verás Aquele que te enfeitará a cabeça nua com uma coroa de glória eterna. — A mãe consola, a criança sente-se consolada; a mãe anima, o menininho sente-se animado e recebe os açoites com um sorriso no rosto.
O prefeito, percebendo que a criança era invencível e sentindo-se derrotado, mandou o abençoado menininho para a fétida masmorra e deu ordens para que as torturas de Romano, principal autor destas maldades, fossem repetidas e intensificadas.
Assim, Romano foi trazido outra vez para novos açoites, devendo os castigos ser renovados e aplicados sobre as suas velhas feridas. O tirano já não agüentava mais; era necessário apressar a sentença de morte. — É penoso para ti — disse ele — continuar vivo por tanto tempo? Não tenhas dúvida de que uma flamejante fogueira será em breve preparada. Nela tu e aquele menino, teu companheiro de rebelião, sereis consumidos e transformados em cinza. — Romano e o menininho foram conduzidos para a execução. Ao chegarem ao local escolhido, os carrascos arrancaram o filho da sua mãe, que o tomara nos braços. A mãe, limitando-se a beijá-lo entregou a criancinha. — Adeus! — disse ela — Adeus, meu doce filhinho. Quando tiveres entrado no reino de Cristo, lá no teu abençoado estado lembra-te da tua mãe. — E enquanto o carrasco aplicava a espada ao pescoço da criancinha, ela cantou assim:
Todo louvor do coração e da voz Nós te rendemos Senhor. Neste dia em que a morte deste santo Recebes com muito amor.
Tendo sido cortada a cabeça do inocente, a mãe a envolveu em seu vestido e a segurou no colo. Do lado oposto, uma grande fogueira foi acesa na qual Romano foi atirado. No mesmo instante desabou uma grande tempestade. Finalmente o prefeito, sentindo-se confuso diante da força e coragem do mártir, deu ordens rigorosas para que ele fosse reconduzido à prisão, onde deveria ser estrangulado.[1]
Depois de ler uma história como esta, de mártires que desprezaram sua própria vida por amor a Cristo, de uma mãe alegre ao ver seu filho ser honrado com as marcas de Cristo, você ainda consegue pregar o evangelho que você prega? Você ainda consegue pregar um evangelho de paz, felicidade e sucesso terrenos? Você consegue afirmar que eles não tiveram fé o suficiente para decretar dias melhores? Você consegue viver esse mesmo cristianismo que você diz viver?
A porta é estreita; O caminho, apertado; O chão, coberto de sangue; Tire seus calçados; o lugar que você pisa é santo.
[1] Extraído de O Livro dos Mártires


Leia mais: http://voltemosaoevangelho.com

Teologia da Prosperidade


No vídeo abaixo, John Piper explica porquê a Teologia da Prosperidade é tão nociva a Igreja de Cristo.
Saiba mais sobre os argumentos do vídeo lendo os 12 apelos aos pregadores da prosperidade que Piper faz no e-book abaixo.
  1. Não Tornem o Céu Mais Difícil
  2. Salvem as Pessoas do Suicídio
  3. Advirtam Contra Investimentos Fracos
  4. Desenvolvam Donatários Generosos
  5. Promovam a Fé em Deus
  6. Eliminem os Perigos de Asfixia
  1. Preservem o Sal e a Luz
  2. Não Escondam o Custo
  3. Encorajem o Valor do Sofrimento
  4. Ensine-os o Ide
  5. Separem-se dos Mercadores
  6. Recomendem Cristo como Lucro
Baixe e distribua livremente o e-book abaixo. Há uma versão para impressão caso você queria imprimir folhetos e entregar.
 
Por John Piper. © Desiring God. Website:desiringGod.org
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que adicione as informações supracitadas, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.

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FAQ – Perguntas Frequentes

Estamos abrindo essa seção para responder perguntas frequentes sobre este tópico. Se você tem alguma, por favor, poste um comentário e tentaremos respondê-la.
 1 - Devemos citar os nomes dos Pregadores da Prosperidade?


Fonte: http://voltemosaoevangelho.com

Matar Judeus é uma forma de adoração:Como pensam os extremistas muçulmanos



Campanha tenta mostrar como pensam os extremistas muçulmanos
por Jarbas Aragão

Matar Judeus é uma forma de adoraçãoMatar Judeus é uma forma de adoração

A campanha que visa “alertar a população do que significa a jihad” foi relançada esta semana nos EUA. O material usa 10 frases sobre a jihad [guerra santa] muçulmana que os terroristas dizem já estar em andamento e muitas vezes usam como justificativa para seus atos.
Os anúncios foram colocados em ônibus. “O objetivo dessa campanha é mostrar a realidade da jihad, as causas do terrorismo. Mostramos as citações exatas que eles dizem”, explicou Pamela Geller,  do Instituto de Defesa da Liberdade, que está por trás da iniciativa.
Entre as frases há dizeres como “Matar judeus é uma forma de adoração que nos aproxima de Deus”. Outra diz “Atirar, recarregar, atirar de novo enquanto se grita Allah akbar [Deus é grande]”.
Obviamente, a polêmica está formada, retomando-se a antiga discussão sobre onde fica a linha entre a “liberdade de expressão” e o “discurso de ódio”.
Vários líderes religiosos condenaram a campanha, classificando-a de “intolerância islamofóbica”.  Geller se defende, lembrando de uma campanha  publicitária recente, também feita em ônibus pelo Conselho de Relações Americano-Islâmicas, tentando mostrar que a palavra “jihad” não incitava a violência, mas lembrava da “luta pela defesa da fé”, um princípio central do Islã. Com informações CBS.
Fonte:gospelprime

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