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segunda-feira, 11 de março de 2013

A igreja que não serve para nada

Por Maurício Zágari
Ted1Para que o Verbo se fez carne? A Bíblia diz, entre outras coisas, que o Cristo veio para perdoar pecadores, resgatar almas, curar os doentes, dar esperança ao desesperançado, conceder paz ao aflito, compartilhar sua graça, buscar a ovelha desgarrada, cuidar dos desesperados, zelar por Sua noiva. Só que, infelizmente, em grande parte nós, seus embaixadores na terra, parece que nos esquecemos disso. Estou escrevendo este texto ainda sob o impacto de um documentário a que assisti, chamado “O Julgamento de Ted Haggard” – que, admito, emocionou-me profundamente. Pela inequívoca constatação de que uma grande parcela da Igreja evangélica está pecando gravemente na missão que Jesus nos confiou: a de cuidar, tratar e restaurar pecadores. Não afundá-los ainda mais na lama, mas conduzi-los ao Pai em reconciliação. Felizmente, a Igreja como um todo não é assim, é misericordiosa e amorosa. Mas, ao ver esse filme, o que se descortinou ante meus olhos foi uma parcela feia da igreja: uma igreja impiedosa, egoísta e deficiente em seus propósitos. Uma igreja descartável e sem nenhuma semelhança com o Reino de Deus. Em outras palavras: uma igreja que não serve para nada.
Confesso que o nome Ted Haggard me era familiar, mas eu não sabia nada da história desse pastor. Em resumo, ele era um famoso pregador nos Estados Unidos, do tipo que dá entrevistas na televisão, é recebido na Casa Branca e enche estádios com suas cruzadas. Fundou a New Life Church, em Colorado Springs, no estado do Colorado, uma congregação com mais de 14 mil membros. Até o dia em que veio a público a notícia explosiva: Pr. Haggard, um homem casado e pai de dois filhos adolescentes, teve um encontro  homossexual com um garoto de programa, que, para piorar, lhe vendeu drogas.
O que me deixou de queixo caído foi o que fizeram com ele. O homem foi excomungado (expulso) da igreja que fundou e os demais líderes da igreja simplesmente o proibiram de continuar vivendo no estado do Colorado. Isso mesmo: a igreja o baniu não só da congregação, mas do estado! Não ficou claro para mim como o fez, mas fez.
Isso me chocou porque sempre achei que, horizontalmente, uma igreja serve para tratar pecadores. Para acompanhá-los, acolhê-los, exortá-los, ministrar o Evangelho a eles e, como decorrência do seu amor cristão, pôr o caído novamente de pé – e, assim, conduzi-lo a Cristo. É o que as três parábolas de Lucas 15, por exemplo, me ensinam. A atitude correta e bíblica que a liderança da igreja deveria ter tido com Pr. Haggard? O afastado do cargo, tratado de sua alma como se faz com qualquer ovelha ferida, acompanhado e amparado sua família, mantido o suporte para não piorar sua situação e, quando ele estivesse restaurado e totalmente recuperado de seu pecado, o reinstituído na obra do Senhor. Mas o que a liderança da New Life Church fez com Haggard me lembrou muito mais a ditadura bolchevique de Stálin, que exilava seus desafetos na Sibéria para definhar e morrer por lá sem criar problemas.
Ted2Entenda que em momento nenhum estou defendendo o pecado desse homem. O que ele fez contraria a santidade de Deus, é grave, vai contra os ensinamentos de Jesus e cheira mal às narinas do Senhor. Meu objetivo com essa reflexão não é em momento algum justificar o pecado. Foi errado e ponto. Não há discussão sobre isso. O circo da mídia já explorou à exaustão o erro de Haggard, até mesmo com piadinhas sujas e sádicas – que foram vistas na TV pela família do pastor, inclusive – não preciso fazer mais isso aqui. Minha reflexão é sobre como a New Life Church agiu – como muitas igrejas agem, assim como eu e você – quando descobriu que esse cristão incorreu em um pecado.
A propósito, quantos pecados eu e você cometemos mesmo desde nossa conversão? Atiremos, pois, a primeira pedra. Mas nessas horas ninguém se lembra disso…
Voltando ao caso Haggard, o documentário mostra como o pastor, sua magnífica mulher (que manteve-se ao seu lado, o apoiando, apesar de tudo) e seus filhos tiveram de sair do estado em que moravam com uma mão na frente e outra atrás, totalmente desamparados pela igreja, para viver em casas emprestadas e hotéis de beira de estrada. Não houve um mínimo de cuidado com sua vida, se não por amor e misericórdia cristãos, pelo menos por reconhecimento a seus muitos anos colaborando para o crescimento da congregação (que fundou, lembre-se). Anos e anos de dedicação de repente foram apagados do mapa devido a um pecado. E nenhum de seus ex-colegas de ministério lhe deu sequer um mísero telefonema para saber como ele estava. Simplesmente lhe viraram as costas.
Ted4Em certo momento, a diretora do filme pergunta: “Onde estão seus amigos?”. E Haggard, num sorriso amarelo, responde: “Foram embora”. A próxima pergunta: “Como é o exílio?”. E ele: “Estamos infelizes”. Depois é a vez de a esposa dele falar: “Não acredito em banir pessoas porque cometeram erros, simplesmente porque a Bíblia ensina justamente o contrário”. Elementar. Básico do básico. É o que nos ensinam na escolinha bíblica infantil. Mas nessa hora o Evangelho não teve peso algum na decisão dos líderes da New Life. Bíblia? Que Bíblia? Perdoar setenta vezes sete? Deixar as 99 ovelhas para buscar a desgarrada? Não devolver mal com mal? Ao próximo como a mim mesmo? Amor? Compaixão? Preocupação com o destino eterno daquela alma? Ficou tudo na teoria. Banam o pecador leproso, para que morra no deserto, será menos incômodo para nós.
Chamou minha atenção que em todo momento Haggard reconhece seu pecado. Ele não culpa ninguém. Não ataca quem o expulsou. Não atribui dolo a seus colegas de ministério ou aos “amigos” que sumiram. Sempre assume sua posição como aquele que cometeu o erro. Mas em um momento de profunda depressão ele deixa escapar como se deu sua saída da New Life Church: “Me disseram para ir pro inferno e decidiram me exilar”.
Ted5Desamparado, para tentar dar um pouco de dignidade a sua família Haggard começou a buscar empregos seculares, até mesmo como motorista de ônibus. Após 6 meses de exílio, ele continuava desempregado. Decidiu, então, ingressar numa faculdade de Psicologia. Quando indagado pela entrevistadora sobre a razão de escolher esse caminho, ele diz: “A igreja não fez nada por mim após minha queda, mas os terapeutas fizeram. Por isso resolvi estudar psicologia”. O peso dessas palavras me arrebentou: “A igreja não fez nada por mim”. Jesus no céu deve estar orgulhoso dessa igreja, que larga a ovelha doente e ferida para morrer no degredo. Meu Deus… meu Deus…
Um ano depois de o pecador ter sido expulso, conseguiu seu primeiro emprego: começou a vender seguros de vida de porta em porta. E confessou: “Quando estou sozinho eu choro. Neste momento de minha vida sou um perdedor de primeira classe”. E aí comparo esse sentimento com o que deve ter sentido a mulher flagrada em adultério ao ouvir de Jesus: “Nem eu te condeno, vai e não peque mais”. Que diferença é quando Jesus trata o pecador e quando o homem trata o pecador…
O filme intercala cenas de pregações que ele fez na época de ouro de seu ministério com imagens atuais de sua vida após ter sido enxotado da igreja. Curiosamente, as cenas do documentário que mostram imagens de arquivo de sermões de Haggard são sempre voltadas ao perdão, à restauração de pecadores, nunca propõem execuções sumárias. O homem que pregava que o papel de cada cristão é pegar o caído e botá-lo de pé teve seu crânio esmagado quando chegou sua vez de cair. Que triste ironia. Ah, se os líderes da New Life estivessem lá quando ele pregou aquelas mensagens… bem, provavelmente estavam.
Ted6Só 18 meses depois de ter sido exilado do estado, a benigna e amorosa liderança da New Life Church (foto) permitiu que Haggard, sua mulher e os filhos voltassem a sua casa, no Colorado. O filme termina com a informação de que agora ele está se sustentando vendendo seguros de vida – um emprego digno, nada contra. Mas o que me deixou assombrado ao extremo foi a atitude dos líderes da New Life, tendo passado todo esse tempo, para restaurá-lo, ajudá-lo enquanto alma necessitada, carregar seu fardo, erguer o caído. Sabe qual?
Nada mais, nada menos do que proibi-lo de pisar na igreja. Vou repetir: ele foi proibido de pisar na igreja.
Richard Foster escreveu que “a maldição de nossos tempos” é a superficialidade. Com todo respeito e deferência que tenho por esse brilhante escritor e pensador, acredito que ele está errado. A grande maldição do século 21 é o descumprimento do Grande Mandamento. Muitos não amam de fato o próximo como a si mesmos. Todo o resto é consequência disso. A Igreja de Cristo é maravilhosa, essencial, benigna, amorosa e compassiva. Só que uma parcela gigantesca dela transborda de belos discursos mas não tem feito ao próximo o que gostaria que fizessem a si. Não trata o pecador da forma que gostaria de ser tratada. E as multidões de feridos, desiludidos, desigrejados e deprimidos como consequência desse desamor aumentam enormemente a cada dia. É por isso que só podemos depender mesmo da graça do Deus que se fez homem para nos reconciliar com o Pai. A maravilhosa graça da cruz, que pega pecadores como Ted Haggard, eu e você, nos purifica, nos restaura, veste-nos de branco e escreve nosso nome no livro da vida.
Em silêncio,
Maurício
Fonte:Blog Apenas

Devemos pregar sobre o inferno, Satanás e os demônios?


Sata2A proclamação do Evangelho deve ter como centro Jesus. A cruz. As boas-novas da salvação. Sempre. Sempre. Sempre. Podemos pregar sobre qualquer assunto correlato, desde que tenha ligação com o epicentro de nossa fé: Cristo. Pregações sobre dízimo devem ter foco em Jesus. Pregações sobre casamento devem ter foco em Jesus. Pregações sobre vida sexual devem ter foco em Jesus. Pregações sobre arrependimento devem ter foco em Jesus. Por isso, existe uma grande resistência em alguns setores da Igreja a se pregar sobre o inferno, o diabo e os demônios. Em grande parte, isso ocorre como reação à ênfase despropositada que certas denominações dão à chamada “libertação”, em todas as suas variáveis – “descarrego”, “batalha espiritual”, expulsão de demônios etc. -,  o que leva muitos a tomar uma postura contrária, eliminando totalmente do púlpito mensagens que tenham a ver com as hostes espirituais da maldade. Essa postura acaba se refletindo em todas as esferas da vida cristã dos que assim procedem, como a rejeição por livros que falem do assunto ou mesmo nas orações que fazem e nas músicas que cantam. Por muito tempo compartilhei desse pensamento. Falar sobre isso era como jogar uma barata dentro de uma refeição refinada num restaurante chique. Mas tenho revisto essa posição. Hoje estou convencido de que devemos sim pregar sobre o inferno e os perigos das forças espirituais do mal – desde que as pregações sobre o assunto tenham foco em Jesus.
A primeira razão que me fez rever essa posição foi a releitura do Novo Testamento. Lendo as Escrituras e alguns bons livros descobri, espantado, que Jesus de Nazaré falou muito nos Evangelhos sobre o inferno. Ou seja: o próprio Senhor abriu o precedente. Afirmar que não se pode pregar sermões que tratem do mundo espiritual maligno – com foco em Cristo, sempre – seria dizer que Jesus não poderia ter falado o que falou. E repreender Deus é, no mínimo, complicado. Se por um lado, o Senhor nos disse para não ficarmos eufóricos com esse assunto (“Contudo, alegrem-se, não porque os espíritos se submetem a vocês, mas porque seus nomes estão escritos nos céus” – Lc 10.20), por outro nos instrui muitas vezes sobre ele (como em “Jesus repreendeu o demônio; este saiu do menino [...]  Então os discípulos aproximaram-se de Jesus em particular e perguntaram: “Por que não conseguimos expulsá-lo? “  Ele respondeu: [...] esta espécie só sai pela oração e pelo jejum” -  Mt 17.18-22).
Sata3Trabalho como editor de livros cristãos. Meu último projeto – sobre o qual não posso falar muito, por enquanto, por questões éticas – é uma obra de um importante pastor presbiteriano brasileiro e chanceler de uma universidades  cristã. Tradicional. Histórico. E brilhante. Surpreendeu-me, portanto, quando li em seu texto o seguinte:  “Alguém já disse que pregar sobre o inferno não é um caminho muito bom para levar pecadores ao arrependimento, porque, nesse caso, as pessoas se converteriam por medo da perdição eterna. Pessoalmente, entendo que é preferível que seja assim ao fato de o indivíduo não se converter de maneira nenhuma. Se alguém se converteu porque tem medo de ir para o inferno, isso é ótimo, mas se a conversão ocorreu por amor a Jesus é melhor ainda. Não faz mal o crente se assustar com a realidade da justiça divina”.
Cada vez mais tenho percebido a importância de alertar a Igreja, como fez o próprio apóstolo Pedro, de que “o diabo, vosso adversário, anda em derredor, como leão que ruge, procurando a quem possa tragar” (1 Pe 5.8). Forças do mal estão se infiltrando nas igrejas. Nas empresas cristãs. Ensinamentos diabólicos estão conquistando espaço nos corações e nas mentes dos jovens e adolescentes evangélicos. Temos guardado os portões da frente de nossas vidas pela proclamação indispensável do Evangelho de Cristo, mas, ao fecharmos os lábios contra “as ciladas do diabo” (Ef 6.11), deixamos a porta dos fundos escancarada para a entrada dos sabotadores de nossa espiritualidade.
Sata4Deus é infinitamente mais poderoso que o diabo. A velha ideia de que Satanás e Jeová disputam as almas humanas como num cabo-de-guerra, em igualdade de condições, é um erro de proporções (anti)bíblicas. O Deus criador é tão superior ao diabo criatura que, com um piscar de olhos, Ele poderia, se quisesse, eliminar todos os demônios, todo o inferno, tudo, tudo, tudo. Então, imaginar que o diabo é inimigo direto do Todo-poderoso chega a ser engraçado, pois o querubim caído não pode absolutamente nada contra o criador do universo. Na-da. Ele é inimigo, isso sim, dos homens, a quem consegue astutamente enganar. Em especial aqueles que não estão alertas contra esse engano  e que se julgam imunes à tentação maligna.
Portanto, é por isso que Paulo, o apóstolo, prega à igreja de Éfeso: “A nossa luta não é contra o sangue e a carne, e sim contra os principados e potestades, contra os dominadores deste mundo tenebroso, contra as forças espirituais do mal, nas regiões celestes” (Ef 6.12). E deixar de fora das nossas preocupações, do nosso discurso e da nossa pregação essa realidade seria ignorar um assunto tratado extensamente por Jesus e por seus discípulos nos evangelhos, nas epístolas e em Apocalipse. Seria uma irresponsabilidade.
Sata5A literatura cristã está repleta de livros sérios que alertam para o tema, seja de forma direta ou por meio da ficção. Um exemplo que imediatamente me vem à mente é o do grande C.S.Lewis, que escreveu as obras ficcionais “Cartas de um diabo a seu aprendiz”, “O Grande Abismo” e “As crônicas de Nárnia”, que mostram explicita ou implicitamente a ação de demônios e – graças a Deus – despertam o fascínio sobre o tema. Aliás, dedicar tempo e tinta para alertar a Igreja contra o inferno, o diabo e seus ardis fez parte da preocupação de grandes homens de Deus desde o princípio. Além do próprio Jesus e dos autores canônicos, os primeiros escritos da época patrística trazem textos sobre o assunto de alguns pais da Igreja, como Orígenes (“De principiis”), Gregório de Nissa e outros. Assim foi e prosseguiu pelo período da escolástica (com Erasmo) e da Reforma (com Lutero e Zuínglio), seguindo por John Wesley, John Bunyan e outros (a série do website Voltemos ao Evangelho sobre “A História do Inferno” fornece uma boa bibliografia sobre o assunto). A conclusão é que sempre houve na Igreja cristã saudável a preocupação de pregar e escrever sobre Satanás, os demônios e o inferno – de Jesus a John Piper e Paul Washer. Basta procurar.
Em nossos dias, livros e relatos de ficção apresentados como verídicos, como as histórias de Rebecca Brown e similares, prestaram um desserviço à Igreja, por dois ângulos: de um lado houve quem cresse em seus contos como se fossem realidade e passasse a viver segundo suas ficções. Do outro, quem percebeu que se tratava de uma farsa passou a ter um preconceito refratário a qualquer coisa do gênero, qualquer livro que toque no assunto, qualquer música que mencione o diabo ou o inferno. O satanismo, uma realidade tão presente e infiltrada nas igrejas, ministérios e outros ambientes cristãos, tornou-se um assunto sobre o qual não se deveria falar. Com isso, saiu perdendo a importância bíblica e histórica de se tratar e de pregar sobre a questão. E quem saiu ganhando? Preciso responder?
Até mesmo na música. O tradicional hino “Castelo Forte”, composto pelo reformador Martinho Lutero,  dedica quase metade de suas linhas ao diabo e os demônios (depois que ele afirmou, veja você: “Não pretendo deixar para o Diabo as melhores melodias!”):
“Castelo forte é nosso Deus,
Amparo e fortaleza:
Com seu poder defende os seus
Na luta e na fraqueza.
Nos tenta Satanás, 
Com fúria pertinaz, 
Com artimanhas tais 
E astúcias tão cruéis, 
Que iguais não há na Terra.
A nossa força nada faz:
Estamos, sim, perdidos.
Mas nosso Deus socorro traz
E somos protegidos.
Defende-nos Jesus,
O que venceu na cruz
O Senhor dos altos céus.
E sendo também Deus,
Triunfa na batalha.
Se nos quisessem devorar 
Demônios não contados, 
Não nos podiam assustar, 
Nem somos derrotados. 
O grande acusador 
Dos servos do Senhor 
Já condenado está: 
Vencido cairá 
Por uma só palavra.
Que Deus a luta vencerá, 
Sabemos com certeza, 
E nada nos assustará
Com Cristo por defesa.
Se temos de perder
Família, bens, poder,
E, embora a vida vá,
Por nós Jesus está,
E dar-nos-á seu reino.”
.
Sata6O inferno existe e é um assunto sério. Bíblico. Jesus falou e pregou sobre ele – e muito. Devemos fazer o mesmo. Satanás e os demônios são um assunto sério. Bíblico. Jesus lidou pessoalmente, expulsou constantemente e falou sobre eles – e muito. Devemos fazer o mesmo. Se for preciso despertar o fascínio sobre o assunto, que assim seja. Pois, no pesar da balança, é melhor pecar pelo excesso do que pela omissão. Pois o que está em jogo aqui são almas humanas. Precisamos saber lidar de forma bíblica e correta com as hostes espirituais da maldade, que tanto dano provocam no seio da Igreja. E isso só vai acontecer se nossos líderes nos ensinarem a fazê-lo biblicamente. Enquanto acreditarem na inverdade que “não se prega falando sobre o inferno, Satanás e os demônios”, estarão na contramão do que fez Jesus, os escritores canônicos, os pais da Igreja, os escolásticos, os reformadores, os expoentes dos grandes despertamentos e importantes pregadores reformados de nossos dias. E, com isso, só quem lucra é o diabo, que pode usar e abusar dos cristãos que não sabem lidar com o mal porque nunca lhes ensinaram a fazer isso de forma sadia.
É ingenuidade acreditar que basta pregar sobre Cristo sem falar nada sobre o diabo e estaremos isentos das artimanhas e dos ataques do maligno. Já ouvi o bom argumento de que para aprender a identificar a nota falsa basta conhecer bem a verdadeira – só que, se a tinta da nota falsa gera prurido e alergia em nossa pele, somente conhecer a verdadeira não vai adiantar muito, depois que já manuseamos a falsificada. A luz espanta as trevas, é verdade, mas me diga um cristão com Jesus no coração que não peca porque aqui e ali se deixou enganar pelas forças do mal. Como vigiaremos se não sabemos como é o inimigo? Como estaremos alertas às “ciladas do diabo” se não temos conhecimento de como ele age, o que faz, como se combate? Muitas tecnologias fajutas de “batalha espiritual” ganham notoriedade em nossos dias justamente porque houve muitos que ensinaram errado enquanto os que poderiam ensinar certo deram as costas ao assunto.
Sata7Pregar sobre Jesus é o centro, o foco e a essência. Mas o que muitos lamentavelmente não enxergam é que pregar mensagens de alerta sobre o inferno, Satanás, o satanismo, as hostes espirituais da maldade – de forma bíblica! – também é fazer exatamente isso: ressaltar a altura da montanha pela profundidade do vale. Mostrar a luz pela contraposição com as trevas. Posicionar o bem a partir de um referencial maligno. Exilar o mal de nossa proclamação do Evangelho é remover o diabo da tentação de Jesus no deserto; é tirar a história do rico e Lázaro da Bíblia; é contar a parábola do semeador pela metade; é amputar os primeiros capítulos do livro de Jó; é rasgar páginas e mais páginas das epístolas; é anular todo o sentido de Apocalipse; é jogar no lixo trechos como Lc 11.14, Mc 7.29, Jo 8.49, Mt 9.33, Mt 17.18, Mc 7.26, Lc 4.33 e muitos outros. Mais importante ainda: é arrancar da história da salvação o relato da Queda. E, sem o que a serpente fez no Éden, por que mesmo precisaríamos da cruz?
Paz a todos vocês que estão em Cristo,
Maurício
Fonte:Apenas

domingo, 10 de março de 2013

Exortações para os que são chamados [1/2]


Por Thomas Watson 

watson-exortacao-chamado

Se, depois de examinar-se, você descobrir que de fato é alguém eficazmente chamado, eu tenho três exortações para você.
1. Admire e adore a graça livre de Deus em chamá-lo. Admire e adore o fato de que Deus tenha passado por cima de tantos, que Ele tenha passado pelo sábio e pelo nobre, e que a porção da livre graça tenha recaído sobre você! Que Ele o tenha tirado de um estado de servidão, da labuta no moinho do diabo, e o tenha colocado sobre os príncipes da terra, chamando-o para herdar o trono da glória! Caia de joelhos, irrompa em um grato hino de louvor: que o seu coração seja como instrumentos de dez cordas para entoar o memorial da misericórdia de Deus. Não há ninguém mais profundamente devedor à graça livre do que você, e ninguém deveria estar em um lugar mais alto no pináculo das ações de graças. Diga como o doce cantor: “Exaltar-te-ei, ó Deus meu e Rei; bendirei o teu nome para todo o sempre. Todos os dias te bendirei e louvarei o teu nome para todo o sempre” (Salmo 145.1-2). Aqueles que são exemplos da misericórdia deveriam ser trombetas de louvor. Oh, anseie por estar no céu, onde as suas ações de graças serão mais puras e alcançarão notas mais altas.
2. Compadeça-se daqueles que ainda não são chamados. Pecadores em roupas escarlates não são objetos de inveja, mas de compaixão; eles estão sob “o poder de Satanás” (Atos 26.18). Eles caminham todos os dias à beira do abismo sem fundo; e que terrível se a morte os alcançar lá! Oh, compadeça-se dos pecadores não convertidos. Se você se compadece de um boi ou de um asno que se extravia, acaso não se compadecerá de uma alma extraviada de Deus, que perdeu o seu caminho e o seu tino, e está à beira do precipício da condenação?
Oh, não, não apenas se compadeça dos pecadores, mas ore por eles. Embora eles amaldiçoem, você ora; você estará orando por pessoas loucas; pecadores são loucos. “Então, caindo em si” (Lucas 15.17). Parece que o pródigo, antes da conversão, não era ele mesmo. Homens ímpios estão a caminho da execução; o pecado é a corda que os enforca; a morte é a sua despedida; e o inferno é o seu lugar de fogo ardente; e acaso você não há de orar por eles, ao vê-los em tamanho perigo?
3. Honre o seu chamado do alto. “Rogo-vos, pois, eu, o prisioneiro no Senhor, que andeis de modo digno da vocação a que fostes chamados” (Efésios 4.1). Cristãos devem manter o decoro, eles devem observar o que é decente. Esta é uma advertência oportuna, quando muitos professam ser chamados de Deus, mas, pelo seu caminhar displicente e irregular, mancham a religião, motivo pelo qual os caminhos de Deus são difamados. É oportuno o discurso de Salviano: “O que dizem os pagão ao verem cristãos vivendo de modo escandaloso? Certamente Cristo não pensa deles algo melhor”. Acaso você envergonhará a Cristo, fazendo-o sofrer novamente, ao desdenhar do seu chamado do alto? É uma das coisas mais tristes ver um homem levantar suas mãos em oração e, com as mesmas mãos, oprimir; ouvir a mesma língua louvar a Deus em um momento e, em outro, mentir e maldizer; ouvir um homem professar a Deus em palavras, e negá-lo em obras. Oh, quão indigno isto é! O seu chamado é santo, e acaso você será profano? Não pense que você pode usar da liberdade como outros o fazem. O nazireu que tinha um voto sobre si separava a si mesmo para Deus e prometia abstinência; embora outros tomassem vinho, não era adequado ao nazireu fazê-lo. Assim, embora outros sejam displicentes e fúteis, isso não é adequado para aqueles que foram separados por Deus através do chamado eficaz. Não são as flores mais doces do que as ervas daninhas? Você agora deve ser um “povo peculiar” (1Pedro 2.9); peculiar não apenas em dignidade, mas em procedimento. Abomine todas as propostas do pecado, porque ele depreciaria o seu chamado do alto.
Por Thomas Watson. Original: A Divine Cordial By Thomas Watson
Permissões: Você está autorizado e incentivado a reproduzir e distribuir este material em qualquer formato, desde que informe o autor, seu ministério e o tradutor, não altere o conteúdo original e não o utilize para fins comerciais.


A Teologia Gay


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“Não se enganem, não herdarão o reino de Deus os imorais, os que adoram ídolos, os adúlteros, os homossexuais, os ladrões, os avarentos, os bêbados, os difamadores, os marginais. Alguns de vocês eram assim. Mas foram lavados do pecado, separados para pertencerem a Deus e aceitos por ele por meio do Senhor Jesus Cristo e pelo Espírito do nosso Deus”
 (Apóstolo Paulo em 1 Co 6.9 a 11 – BLH)

Quem vê as recentes conquistas do movimento gay (palavra inglesa que significa alegre, como adjetivo, e homossexual, como substantivo) na mídia e na sociedade nem imagina que até a década de 1950 não havia nenhum movimento organizado por homossexuais em prol de seus “direitos”. Em apenas 50 anos, os homossexuais saíram do aparente anonimato para o status de defensores dos direitos humanos. O fenômeno, ao contrário de muitos outros movimentos sociais, não foi espontâneo. O plano foi cuidadosamente engendrado e paulatinamente executado, visando à homossexualização da sociedade, objetivo bem expresso na frase “o mundo é gay”, cunhada pelos próprios militantes. E para neutralizar a oposição da Igreja, intelectuais e teólogos envolvidos na militância lançaram as bases do que hoje se chama “Teologia Cristã Gay”. Preocupado com a influência dessa Teologia, o ICPconvidou o Movimento pela Sexualidade Sadia (MOSES) para refletir e produzir a matéria que ora chega até você. Boa leitura!

Contradições Teológicas

Para validar seu comportamento, os militantes homossexuais recorrem a todo tipo de argumentação. À primeira vista, as pessoas menos informadas podem achar que as declarações dos ícones do movimento gay fazem sentido e se baseiam em fatos incontestáveis. Puro engano. Na verdade, esses argumentos não resistem a uma análise mais acurada e desprovida das motivações que estão por trás da maioria das afirmações dos mentores do movimento gay, incluindo sua teologia.

Luiz Mott, doutor em Antropologia e presidente do “Grupo Gay da Bahia”, considerado o maior mentor intelectual do movimento gay no Brasil, utiliza argumentos teológica, histórica e cientificamente inconsistentes. Esses argumentos são, na verdade, importados dos Estados Unidos e da Europa, onde nasceu e se desenvolveu a chamada “Teologia Gay”. Portanto, vamos nos ater a seus argumentos, tendo em vista que, analisando a Teologia de Mott, estaremos focando os principais postulados da “Teologia Gay” mundial. Por exemplo, em artigo publicado na revista SuiGeneris (periódico gay), Mott lança o seguinte desafio: “Jesus era gay?” Absurda em si mesma, a pergunta norteia toda a tendenciosidade do artigo. E como todas as seitas costumam fazer, Mott ataca diretamente a pessoa, o caráter e a missão de Jesus, esvaziando os conteúdos da fé cristã para tentar demonstrar que Jesus era gay.

Mott começa seu ataque levantando dúvidas quanto à existência histórica de Jesus de Nazaré. Causa estranheza que um doutor em Antropologia, supostamente familiarizado com a História, alegue a inexistência da maior personalidade de todos os tempos. Até mesmo os inimigos de Jesus deram testemunho dele. Isso para não falar que a própria História foi dividida entre antes e depois de Cristo. Se a existência de Jesus foi uma fraude, César, Nero, Napoleão e Hitler são meras projeções da mente humana, pois a mesma História registra a existência e os atos de cada um.

Entre os testemunhos históricos extrabíblicos acerca de Jesus estão os de Flávio Josefo (historiador judeu 37-95 d.C.), do Talmude (coleção de doutrinas e comentários rabínicos acerca da Lei, elaborada a partir do primeiro século da Era Cristã), os Anais de Cornélio Tácito (historiador romano, morto em 120 d.C.), Caio Suetônio Tranqüilo (escritor e senador romano que viveu entre 69-141 d.C.), Plínio, o Moço (governador romano entre 62-113 d.C.), Adriano (imperador de Roma entre 117-138 d.C.), Luciano de Samosata (poeta grego do começo do segundo século), Júlio Africano (cronologista, comentando os escritos de um historiador samaritano chamado Talo, datados do ano 52 d.C.), Mar Bar-Serápio (prisioneiro sírio escrevendo uma carta a seu filho por volta do ano 73 d.C.). Corroborando os registros anteriores, Joseph Klausner, ex-professor de Literatura Judaica em Jerusalém, afirma em seu livro Jesus of Nazareth: “Se apenas possuíssemos estes testemunhos, saberíamos efetivamente que na Judéia viveu um judeu chamado Jesus, a quem chamaram o Messias, o qual fez milagres e ensinou o povo; que foi morto, por ordem de Pôncio Pilatos, por denúncia dos judeus…” Portanto, Luiz Mott precipita-se quando afirma que “a fé é sempre um passo no escuro”. Os cristãos, além do resplendor da infalível e inerrante Palavra de Deus, possuem as luzes da História. É como disse Jesus: “Eu sou a luz do mundo; quem me segue não andará nas trevas, pelo contrário terá a luz da vida” (João 8.12).

Além das contradições no campo da História, Mott não perde a oportunidade de pecar contra a verdade bíblica no campo da Teologia. Em seu panfleto “O que todo cristão deve saber sobre homossexualidade”, o “Grupo Gay da Bahia”, instituição presidida por Luiz Mott, apresenta dez motivos por que a Bíblia supostamente não reprova o homossexualismo. Seu primeiro equívoco foi dizer que “a palavra homossexual só foi inventada em 1869… Portanto, como a Bíblia foi escrita entre dois e quatro mil anos atrás, não poderiam os escritores sagrados ter usado uma palavra inventada só no século passado”. Isso demonstra total falta de compreensão sobre o que significam terminologia e conceito. A palavra homossexual, ou homossexualismo, é termo recente, mas o conceito é antigo. É o próprio Mott quem diz que “a prática do amor entre pessoas do mesmo sexo, porém, é muito mais antiga que a própria Bíblia”. Portanto, a Bíblia fala sobre a prática homossexual mesmo sem utilizar a terminologia moderna, uma vez que o homossexualismo sempre foi contemporâneo dos escritores bíblicos.

Mott vai além da guerra de palavras e ataca o Levítico afirmando que “do imenso número de leis do Pentateuco apenas duas vezes há referência ao homossexualismo (…) que inúmeras outras abominações do Levítico – como comer carne de porco ou o tabu em relação ao esperma ou ao sangue menstrual (…) foram completamente abandonadas”. O que o antropólogo ignora é que se há duas referências ao homossexualismo no Pentateuco (Lv 18.22; 20.13), e ambas são proibitivas e punitivas, já se vê que Deus reprova a prática do homossexualismo sem necessidade de qualquer outro argumento. Além deste erro grosseiro, confundir preceito moral com cerimonial – ou seja, rituais – é um equívoco imperdoável mesmo para um iniciante em hermenêutica. Cerimônias foram removidas mediante o sacrifício de Cristo na cruz (Col. 2:14-17) Moralidade, não.

Copiando na íntegra o desgastado argumento da homossexualidade entre Davi e Jônatas, Mott pergunta retoricamente: “Se o homossexualismo fosse prática tão condenável, como justificar a indiscutível relação homossexual existente entre o rei Davi e Jônatas?” Indiscutível sobre que bases? Na verdade, quando Davi disse que o amor que sentia por Jônatas ultrapassava o de mulheres, ficou claro que este amor não tinha qualquer conotação erótica. Vale destacar o comentário exegético do rabino Henry I. Sobel à revista Ultimato, de setembro/outubro de 1998: 
“… a palavra hebraica ahavá não significa apenas amor no sentido conjugal/sexual, mas também no sentido paternal (‘Isaque gostava de Esaú’, Gn 25.28), no sentido de amizade (‘Saul afeiçoou-se a Davi’, em 1 Sm 16.21), no sentido de amor a Deus (‘Amarás o Senhor, teu Deus’, em Dt 6.5) e no sentido de amor ao próximo (‘Amarás o próximo como a ti mesmo’, Lv 19.18). Em todos estes exemplos, o verbo usado na Torá (a Bíblia hebraica) é ahavá. É por razão lingüística – e não por falso pudor – que a maioria das traduções bíblicas cita 1 Samuel 1.26 assim: ‘Tua amizade me era mais preciosa que o amor das mulheres’.”

Amor das mulheres era algo que Davi conhecia muito bem. Sua poligamia com Mical, Abigail, Ainoã, Maaca, Agita, Abital, Eglá e seu adultério com Bate-Seba mostram que a maior dificuldade de Davi era a atração pelo sexo oposto (1 Sm 18.27; 25.42-43; 2 Sm 3.2-5; 11.1-27).

Os “intelectuais” da militância gay teimam em ignorar os fatos. Além do problema com a História e a Teologia, revelam total desconhecimento da geografia da Terra Santa. Argumentando sobre o texto de Eclesiastes 4.11 (“Também, se dois dormirem juntos, eles se aquentarão; mas um só como se aquentará?”), tentam demonstrar que num clima quente como o da Judéia dormir juntos só pode ter conotação erótica. Ignoram, porém, que em Israel também neva. Exemplo disso é o rigoroso inverno que em janeiro deste ano atingiu a Terra Santa, espalhando neve por toda parte. Além de acusarem Davi de homossexualidade, os militantes sugerem que Salomão – mulherengo como era! – teria escrito a favor do homossexualismo, o que não encontra respaldo hermenêutico no contexto do versículo que, na verdade, fala de cooperação mútua.

Falando sobre Sodoma e Gomorra, a militância gay afirma que quando os homens daquelas cidades pediram a Ló para conhecer os visitantes (os dois anjos com aparência humana) eles não pretendiam manter relações sexuais com eles: “…maliciosamente se interpretou o verbo ‘conhecer’ como sinônimo de ‘ato sexual’.” É verdade, porém, que o verbo que aparece neste contexto é o hebraico yada, que tem vários significados e, segundo, especialistas, aparece mais de 900 vezes no Antigo Testamento, por exemplo: Saber – Gn 15.8; dar-se conta – Gn 3.9; reconhecer – Gn 12.11; conhecer pessoas – Gn 29.5; ser esperto em algo – 1 Rs 9.27; ter relações sexuais – Gn 4.1; 19.5; 19.8; Jz 19.22. Na história de Sodoma e Gomorra, esse verbo tem conotação sexual (Gn 19.5 – a ameaça dos homens o demonstra claramente), pois a resposta de Ló oferecendo suas duas filhas virgens só tem conotação sexual.

Mas eles não queriam as mulheres. Seu desejo era homossexual. Uma das melhores traduções da Bíblia foi feita pelo judeu André Chouraqui e chama-se A Bíblia – No Princípio. A tradução literal em sua Bíblia é: “Faze-os sair até nós, vamos penetrá-los” (Gn 19.5). E: “Tenho duas filhas que homem algum jamais penetrou" (Gn 19.8). Isso está em completa harmonia com o ensino do Novo Testamento em Judas 7, que confirma que a intenção dos homens de Sodoma era realmente de violação homossexual, assim como o demonstram 2 Pedro 2.7-10 e 1 Timóteo 1.8-10 que lista diversas violações da lei colocando os sodomitas lado a lado com os parricidas, matricidas e roubadores de homens.

“Não há evidência histórica ou arqueológica confirmando a real existência de Sodoma e Gomorra”, dizem os militantes. Por que, então, eles perdem tanto tempo com toda a argumentação discutida até aqui? Entretanto, erram por não levar em consideração os últimos achados arqueológicos. Bryan Wood, diretor da Associates for Biblical Research (Associados para a Pesquisa Bíblica), afirma: “Quando empregamos as informações disponíveis das escavações e o emparelhamento geográfico destas cidades, podemos identificar Bab edh-Dhra como Sodoma, Numeria como Gomorra, es-Safi como Zoar, Feifa como Admá e Khanazir como Zeboim. Ele acredita que a evidência é imperiosa e por isso conclui: ‘Estas cidades da Era do Bronze Antigo, descobertas no país da Jordânia logo ao sudeste do Mar Morto, formam uma linha norte-sul ao longo da bacia sul do Mar Morto. Elas todas datam do tempo de Abraão e parece que são verdadeiramente as cinco cidades da planície mencionadas no Antigo Testamento’.” (Stones cry out, livro a ser lançado pela CPAD sob o título “As pedras clamam”).

Tentando neutralizar os escritos paulinos contra o comportamento homossexual, os militantes argumentam que as palavras afeminados e sodomitas empregadas em 1 Coríntios 6.9-11 foram mal traduzidas. Entretanto, as palavras gregas malakoi e arsenokoitai têm significados específicos. Malakoisignifica “macio ao tato”. Arsenokoitai é composta de duas outras palavras arsen(macho) e koitai (cama). Em outras palavras, esse termo se refere aos homens que vão para a cama com outros homens. Mas homossexualismo não é o único pecado sexual condenado na passagem em questão. Pornoi (fornicadores) emoichoi (adúlteros) mostram que não é só o homossexualismo que exclui pessoas do reino de Deus. Em contrapartida, o texto deixa claro que ninguém precisa permanecer excluído do reino, pois na igreja que estava em Corinto (cidade extremamente libertina onde o homossexualismo e a pedofilia eram considerados normais) havia alguns que deixaram o homossexualismo, bem como os outros pecados.

“Jesus Cristo nunca falou nenhuma palavra contra os homossexuais!”, bradam os militantes. Mais uma tentativa frustrada para perverter a simplicidade do Evangelho. O fato de Jesus nunca ter mencionado especificamente o homossexualismo não significa sua aprovação. Ele também não se pronunciou claramente sobre muitos outros problemas sociais, tais como: sequestros, abuso sexual, prostituição infantil, tráfico de drogas. Entretanto, a Palavra apresenta direta e indiretamente os princípios inegociáveis de Deus para a moralidade e dignidade humanas. Na verdade, ao se referir ao plano de Deus para a sexualidade, Jesus reafirmou o ensino veterotestamentário sobre o casamento heterossexual e monogâmico (Mt 19.4-6). A única alternativa ao casamento nestes termos é o celibato voluntário, concessão que Ele abriu ao ensinar que é melhor ser eunuco pelo Reino de Deus do que se divorciar e casar-se de novo (Mt 19.9-12).

Quanto à alegação de que Jesus era gay porque “conviveu predominantemente com os apóstolos (todos homens), que ele era muito sensível falando de lírios do campo, que era amigo de muitas mulheres, que tinha muita sensibilidade com as crianças ou, ainda, que nutria uma predileção por João”, só revela a falta de bom senso que patologiza as relações mais simples e puras entre um homem e seus semelhantes.

Certamente, uma compreensão correta da natureza divino-humana de Jesus jamais permitiria sequer uma suposição destas. O Deus Eterno que se fez homem jamais nutriria por suas criaturas qualquer tipo de amor que não fosse puramente ágape (amor de Deus pelos homens). E foi exatamente isso que Jesus demonstrou por todos. Mas Luís Mott prefere extrair sua cristologia deturpada de conceitos mitológicos sobre deuses como Zeus e Oxalá, “andróginos e praticantes do homoerotismo” (atração física entre seres do mesmo sexo) como seus idealizadores. Por isso, ele não consegue perceber nos relacionamentos de Jesus nada maior do que a interação entre iguais. Ele perde a oportunidade de ver a beleza do relacionamento Criador-criatura, Salvador-pecador, Senhor-servo, Mestre-discípulo e, especialmente, Pai-filho.

É intrigante o fato de que o “Grupo Gay da Bahia”, presidido por Luiz Mott, autor da maioria dos argumentos refutados acima, seja o idealizador da chamada “Ação Cristã Homossexual”. Esse grupo que passa horas de pesquisa para tentar provar que Jesus é um mito, e que se fosse um personagem histórico seria homossexual, e que questiona os relatos bíblicos rejeitando sua interpretação literal pretende convencer-nos de que é ação, instituição ou movimento cristão. Como é possível tal contradição? É óbvio que o objetivo não é o de aproximar os homossexuais do Evangelho do Reino de Deus. É, antes, uma estratégia para impedir que eles cheguem ao pleno conhecimento da verdade. São como os intérpretes da lei a quem Jesus denunciou, dizendo: “Ai de vós, intérpretes da lei! Porque tomastes a chave da ciência; contudo, vós mesmos não entrastes e impedistes os que estavam entrando” (Lc 11.52).

Apelação científica

Todavia, a obstinação dos militantes não se confina apenas a deturpar a História e a lei de Deus, mas também a ciência – do ponto de vista experimental. É por isso que o Dr. Vern L. Bullough, defensor do movimento homossexual e da pedofilia, afirma: “A política e a ciência andam de mãos dadas. No final é o ativismo gay que determina o que os pesquisadores dizem sobre os gays.”[1] Porém, ainda que conseguissem provar algum dia que o homossexualismo é causado por algum fator na natureza, isso não quer dizer que somos obrigados a aceitá-lo. Sinclair Rogers, que foi homossexual por muitos anos até entregar sua vida a Jesus Cristo, diz: “Certamente, as pessoas não escolhem desenvolver sentimentos homossexuais. Mas isso não significa que quando alguém nasce, já está pré-programado para ser homossexual para sempre. Não somos robôs biológicos. E não podemos ignorar as influências ambientais e nossa reação a essas influências (…) A natureza produz muitas condições por influência biológica, tais como depressão, desordens obsessivas, diabetes… Mas não consideramos esses problemas ‘normais’ só porque ocorrem ‘naturalmente’ (…) A Biologia pode influenciar, mas não justifica automaticamente a possível conseqüência de todo comportamento. E também não elimina nossa responsabilidade pessoal, vontade, consciência ou nossa capacidade de escolher controlarmos ou ser controlados por nossas fraquezas.”[2]

Pesquisas tentando mostrar causas-efeitos biológicos ou genéticos para a homossexualidade existem há quase um século. Mas o fato é que, ao longo dos anos, nenhuma pesquisa jamais provou uma base orgânica para a homossexualidade. O ativista homossexual Dennis Altman faz uma observação acerca de um estudo do Instituto Kinsey: “Eles estão impressionados com os consideráveis esforços de biólogos, endocrinologistas, e fisiologistas em provar esse fundamento; estou mais impressionado com a incapacidade de tantos anos de pesquisa resultarem em nada além de meras ‘sugestões’.”[3]

Os ativistas homossexuais declaram que a homossexualidade é natural. Os grupos gays e todas as pesquisas modernas que defendem a conduta homossexual se baseiam direta ou indiretamente no Relatório Kinsey de 1948, o qual afirma que 10% da população são exclusivamente homossexuais. No entanto, dois excelentes livros escritos pela Dra. Judith Reisman revelam não só a metodologia fraudulenta de Kinsey, mas também o envolvimento dele com estupradores de crianças.[4] Wardell Pomeroy, co-autor do Relatório Kinsey, conta a reação de Kinsey à preocupação (que Kinsey chamava de histeria) da sociedade com o grave problema de adultos que têm relações sexuais com crianças da família: “Kinsey zombava da idéia… [Kinsey] afirmou, com relação ao abuso sexual de crianças, que a criança sofre mais danos com a histeria dos adultos [do que com o próprio estupro]“.[5] Os grupos de ativistas homossexuais no mundo inteiro estão trabalhando para abaixar ou abolir as leis de idade de consentimento sexual a fim de “liberar” as crianças das restrições sociais. Isso, na verdade, passa a inocentar o criminoso. Infelizmente essa conspiração resultou, em 1992 na Holanda, na legalização do relacionamento hetero (entre sexos diferentes) e homossexual de adultos com crianças a partir dos 12 anos. Nos EUA, a maior responsável por esta luta é a Associação Norte-Americana de Amor entre Homens e Meninos (NAMBLA).[6]

Homossexualismo e candomblé

Apesar de nem todo homossexual ser endemoninhado como diriam ingenuamente alguns, é óbvio que Satanás está por trás deste comportamento, como de qualquer outro comportamento pecaminoso e autodestrutivo. Foi Jesus mesmo quem disse que o diabo veio para matar, roubar e destruir.

Edison Carneiro (irmão do político Nelson Carneiro), afirma, no seu livro Candomblés da Bahia (p. 140) que o candomblé arrasta muitos homens ao homossexualismo, confirmando assim o que já havia sido observado por outro estudioso desse assunto, o sociólogo Roger Bastid. Segundo Edison Carneiro, é difícil esses efeminados não serem “cavalos de Yansã, orixá que geralmente se manifesta em mulheres inquietas, de grande vida sexual, que se entregam a todos os homens que encontram…”.[7] Os casos de crianças desaparecidas que são estupradas e sacrificadas em rituais de pais-de-santo parecem ser um problema envolvendo os cultos afro-brasileiros.

Assim, além de levarem os indivíduos ao homossexualismo, os demônios também os levam a abusar sexualmente das crianças e até a matá-las. Talvez o pior assassino em série do mundo seja o homossexual Gilles de Rais, que matou brutalmente 800 meninos. Cada garoto era atraído à sua casa, onde recebia banho e comida. Então, quando o pobre menino pensava que era seu dia de sorte, Gilles o estuprava e queimava, ou o cortava e comia.[8] Em seu livro The Devil’s web (A teia do Diabo), Pat Pulling revela o envolvimento do satanismo com o estupro e o sacrifício ritual de crianças. Ele cita o caso de Gilles: “Gilles de Rais era um nobre europeu do século 15 que estava totalmente envolvido na alquimia e outras ciências ocultas. Ele era também um pervertido sexual e sadista que matava crianças antes de ser preso, julgado e condenado à morte. Outras evidências mostram que, no passado, os praticantes de adoração de demônios realmente sacrificavam criancinhas durante suas cerimônias rituais.”[9]

Causas psicológicas da homossexualidade

Uma vez que as causas não são genéticas, passam a figurar no campo da Psicologia. O Dr. Gerard van den Aardweg, psicólogo holandês, estabelece as seguintes causas do desejo homossexual nas pessoas: experiência homossexual na infância, anormalidade familiar, experiência sexual fora do normal incluindo sexo grupal ou com animais, e as influências culturais. Corroborando as afirmações do Dr. Gerard van den Aardweg que homossexualidade não é genética, a psicanalista e escritora Sheiva Sherman declarou, em 27 de março de 1998, no programa de TV Madalena Manchete Verdade que “uma coisa tem de ficar claro: homossexualismo não é genético. Está provado”. É bom frisar que as causas da homossexualidade não são genéticas, porque a maior vitória do movimento gay na década passada foi mudar a direção do debate. Em vez de se discutir sobre a conduta, fala-se sobre identidade. Qualquer um que se oponha ao homossexualismo passou a ser visto como agressor dos direitos civis dos cidadãos homossexuais. Isso é o que constatam o teólogo John Ankerberg e o sociólogo John Weldon, autores do livro Os fatos sobre a homossexualidade (Editora Chamada da Meia-Noite): “Nossa cultura está se tornando tão tolerante que muitos dão ouvidos a qualquer grupo de autodenominadas ‘vítimas’.”[10]

Denunciar a tolerância demasiadamente aética de nossa sociedade para com as minorias, não significa promover ou praticar a violência contra elas. É muito importante esclarecer que somos absolutamente avessos a toda demonstração de violência contra qualquer pessoa, inclusive os homossexuais. Deve provocar a indignação de qualquer cidadão o que aconteceu recentemente ao adestrador de cachorros Edson Neris da Silva, homossexual, de 35 anos, que foi cercado por um grupo de “Carecas” e assassinado a socos e pontapés na praça da República, na região ABC paulista. Essa é, sem dúvida, uma atitude doentia, homofóbica (aversão a homossexuais), sem qualquer justificativa. Precisamos ser equilibrados, repudiando o discurso e a prática gays, mas acolhendo e conduzindo os homossexuais a Cristo. Mesmo aqueles que são mais recalcitrantes devem ser objeto da compaixão e amor cristãos.

Uma coisa que precisa ficar muito clara é que toda a argumentação aqui apresentada visa a combater os falsos ensinos que a militância gay vem divulgando. Todavia, a maioria dos homossexuais não faz a mínima ideia de grande parte dos argumentos dos grupos gays nem quer se envolver em sua luta; deseja apenas viver em paz. A maioria dos homossexuais, homens ou mulheres, deseja, na verdade, abandonar esse comportamento, mas não sabem como. Por isso, precisam ser acolhidos, respeitados como pessoas e conduzidos ao conhecimento de Cristo.

A Igreja e os homossexuais

Joe Dallas, em seu livro A operação do erro, publicado pela Editora Cultura Cristã, leva-nos a uma interessante reflexão sobre o papel da Igreja para com os que desejam deixar o homossexualismo: 
“Entretanto, quando eles são trazidos para fora da ilusão, quem está esperando por eles? A Igreja está sendo como o pai do filho pródigo, correndo para encontrá-lo no meio do caminho e celebrar o seu retorno? Ou será que o Corpo de Cristo está sendo melhor representado pelo irmão mais velho, justo em si mesmo, distante e frio, que não quer se envolver? Ao abordar o problema do homossexualismo, talvez essas sejam as perguntas mais importantes a serem feitas.”

 Infelizmente, porque uma grande parte da Igreja não está cumprindo seu papel neste sentido, precisamos ouvir coisas como as que Troy Perry, líder da maior igreja gay cristã do mundo, disse e que Joe Dallas registra: “Se a Igreja tivesse realmente feito seu trabalho missionário, não creio que a MCC (Metropolitan Community Church) jamais tivesse vindo a existir.”[11]

Graças a Deus, a Igreja começa a despertar! A Igreja Presbiteriana Independente de Londrina, por meio do Ministério Paz com Deus, começou a agir de maneira planejada para conscientizar pastores e membros da igreja, e ajudar os que se encontram em dificuldades com sentimentos ou práticas homossexuais. Ela promoveu o I Encontro Paz com Deus, realizado de 4 a 7 de março, em Londrina, Paraná. O evento contou com 130 pessoas (participantes e obreiros) e incluiu muitos pastores. Dentre as muitas bênçãos recebidas e testemunhadas pelos participantes, destacam-se as confissões que muitos pastores, outrora intolerantes no que diz respeito aos homossexuais, fizeram aos líderes de ministérios que atuam entre eles. Depois de uma das mensagens do preletor oficial Bob Reagan, ligado à Exodus e ao Regeneration Ministry, nos EUA, os pastores e líderes evangélicos foram convidados ao altar para uma oração de arrependimento e confissão de pecados como os de omissão ou rejeição de homossexuais durante seus ministérios. Quase todos foram à frente. Mas os pastores não foram os únicos a pedir perdão. Os participantes que haviam vivido o homossexualismo ou ainda estavam envolvidos neste comportamento também pediram perdão por terem guardado mágoas contra pastores ou igrejas. Muitas lágrimas foram derramadas por ambos. O pastor presbiteriano Saulo de Melo, 32 anos de ministério, atuando hoje em Maringá-PR, fez uma das confissões mais comoventes: “Estou perplexo com tudo o que estou aprendendo sobre homossexualidade neste congresso. Todos os meus valores foram remexidos. Quando eu descobria que alguém era homossexual, eu o mandava embora, excluía. Este congresso ajudou-me a olhar os homossexuais como nunca os havia olhado antes – com o olhar de Jesus.”

Algo semelhante aconteceu a Eleny Vassão de Paula Aitken, 45 anos, autora do livro O desafio continua: A Missão da Igreja frente à Aids. Ela é chefe da capelania evangélica do Hospital das Clínicas de São Paulo e do Instituto de Infectologia Emílio Ribas. Eleny revela que enfrentou relutância ao evangelizar um travesti pela primeira vez. Mas, o Espírito Santo mostrou-lhe que a única diferença entre ela e o travesti era Jesus. No outro dia, Eleny contou ao travesti a experiência por que passou. Não demorou muito, lágrimas encheram os seus olhos, e ele orou entregando sua vida a Jesus. Essa experiência mudou a vida de Eleny, que passou a amar e compreender os homossexuais sob uma nova perspectiva. Quem conversa com Eleny Vassão sempre ouve histórias comoventes de homossexuais que têm sido alcançados por Cristo. Por isso, ela pode falar com autoridade: “A Igreja deve ser o lugar de perdão e acolhida para seus soldados feridos, e não um tribunal para julgar os que caíram. Precisamos de mais misericórdia e graça para tratar as pessoas como o Senhor nos trata. Ele nos constrange pelo amor, mesmo sem perder de vista a sua justiça.”

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*(Matéria de capa da revista Defesa da Fé de maio/2000. A revista Defesa da Fé é uma publicação mensal do Instituto Cristão de Pesquisas, ICP)

Autores:
João Luiz Santolin (Membro da Igreja Presbiteriana da Barra, RJ e Coordenador do Moses. Formado em Teologia e Pós-Graduado em Terapia de Família pela UCAM, RJ)
Colaborou Júlio Severo (Autor do livro O Movimento Homossexual, Ed. Betânia)

Referencias Bibliográficas:
1. Dra. Judith Reisman, Kinsey, sex & fraud (Hungtington House Publishers: Lafayette-EUA, 1990) p. 212.
2. Questions I´m asked most about homosexuality, An Interview with Sinclair Rogers (Choices: Singapura, 1993), p. 4.
3. John Ankerberg e John Weldon, Os fatos sobre a homossexualidade (Editora Chamada da Meia-Noite, 1997) pp. 22-23.
4. Dra. Judith Reisman, Kinsey, sex & fraud, (Hungtington House Publishers: Lafayette-EUA, 1990) e Kinsey: crimes & consequences (The Institute for Media Education, Arlington-1998).
5. Dra. Judith Reisman, Kinsey: crimes & consequences (The Institute for Media Education, Arlington-1998) p. 234.
6. Julio Severo (O movimento homossexual, Editora Betânia, Venda Nova – MG, 1998) p. 20.
7. Jefferson Magno Costa, Porque Deus condena o espiritismo (CPAD, Rio de Janeiro, 1987), p. 81.
8. Dr. Paul Cameron, The gay 90s (Adroit Press: Franklin – EUA, 1993), p. 46.
9. Pat Pulling, The Devil’s web (Huntington House, Inc.: Lafayeitte – EUA, 1989), p. 148.
10. John Ankerberg e John Weldon, Os fatos sobre a homossexualidade (Editora Chamada da Meia-Noite, Porto Alegre, RS, 1997), p. 8.
11. Joe Dallas, A operação do erro (Editora Cultura Cristã, São Paulo, 1998) p. 237.

Fonte: CACP Via Bereianos
VVia 

“Evangelicofóbicos estão furiosos”, afirma pastor


Ciro Zibordi comenta críticas a Marco Feliciano
por Jarbas Aragão

“Evangelicofóbicos estão furiosos”, afirma pastor“Evangelicofóbicos estão furiosos”, afirma pastor

Desde que foi aventada a possibilidade do deputado pastor Marco Feliciano assumir a presidência da Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara, uma enxurrada de críticas contra ele tomaram conta da mídia brasileira.
Diferentes frases ditas pelo pastor, trechos de vídeo, e inclusive processos que deveriam correr em segredo de justiça foram usados para desabonar a conduta pregressa do parlamentar. Ocorreram inclusive protestos dentro da própria igreja evangélica, que Feliciano acredita representar.
O teólogo, autor e pastor Ciro Zibordi comentou a situação em seu blog neste sábado. Para ele “não foi por acaso que a ficou a cargo dos evangélicos. Deus pode ter permitido isso a fim de impedir que o movimento evangelicofóbico dê continuidade a seus maus intentos”.
Embora reconheça que Feliciano no passado “deixou a desejar como pastor e pregador”, este seria um tempo de os evangélicos orarem por ele e estarem alerta para os planos dos que ele chama de “evangelicofóbicos”. Esse grupo seria “Formado por ativistas LGBTUVWXYZ, juristas, parlamentares e governantes laicistas, além de boa parte da grande mídia… movimento [que] deseja cumprir à risca a agenda liberal. Esta, que é mundial, conta com o apoio de ilustres governantes, como Barack Obama, e abarca a liberação do aborto e a destruição da família segundo o modelo esposado na Bíblia Sagrada”.
Embora lembre das promessas bíblicas, enfatizando que os evangélicos não tem nada a temer, fez uma ressalva, considerando os últimos acontecimentos “querem calar os verdadeiros pregadores do Evangelho. E alguns desses inimigos da Palavra de Deus e dos bons costumes prometem até pegar em armas, se for necessário. Um desses evangelicofóbicos disse que vai lutar para destruir toda a influência do cristianismo sobre a sociedade brasileira”.
Durante muitos anos a Comissão de Direitos Humanos e Minorias da Câmara esteve na mão do Partido dos Trabalhadores. Sua presidência foi para o PSC, partido de Feliciano, após negociações com partidos aliados. Entre suas votações previstas estão questões relativas aos direitos dos homossexuais, o que gerou grande parte do protesto, uma vez que Feliciano é contrário ao casamento gay.
Fonte:gospelprime

UM LEMBRETE A SOCIEDADE BRASILEIRA: NEM TODOS OS PASTORES SÃO SAFADOS!



Por Renato Vargens

Em virtude dos escândalos relacionados a alguns líderes evangélicos, parte da sociedade brasileira acredita que todos os pastores são safados, ricos e que extorquem dinheiro do bolso dos fiéis. 

Claro que não dá para tapar o sol com a peneira, contestando de forma absoluta esta afirmação, mesmo porque, é inegável a existência de pastores desonestos que em nome de Deus vivem nababescamente. 

Infelizmente alguns dos denominados "ministros do evangelho" justificam seu imenso patrimônio pregando doutrinas estapafúrdias, afirmando em nome de uma teologia espúria, que o desejo de Deus é que sejam prósperos e ricos. No entanto , você há de convir que também é inegável que a imensa maioria dos pastores brasileiros não se encaixam no perfil do "lobo mau".

Caro leitor, graças a Deus existe um número impressionante de pastores que não se venderam e nem se corromperam, por causa do poder. Tais pastores abnegadamente dirigem asilos e orfanatos, visitam presídios, dividem o pão, admoestam os insubmissos,  se esmeram na Palavra, consolam os enlutados, recuperam drogados, sem contudo exigir dinheiro em troca das bênçãos divinas. Além disso, os pastores em  questão  não usufruem de teologias malditas, nem tampouco comercializam a o nome de Deus vendendo objetos “sagrados” àqueles que sofrem as agruras da vida. Homens como estes, lutam com sacrifício trabalhando arduamente para subsistir e sustentar com dignidade suas famílias Particularmente eu conheço inúmeros destes  que possuem dupla jornada, trabalhando fora além obviamente de pastorear com esmero o rebanho que o Senhor lhes confiou.

Isto posto, considero injusto, desrespeitoso, e maldoso afirmar que todos os pastores são "farinha do mesmo saco", mesmo porque, pela graça de Deus ainda existem espalhados  por esse imenso país pastores comprometidos com o Evangelho de Cristo e que não se dobraram aos ensinos de Baal, optando por uma vida que glorifique a Deus.

Pense nisso!

Fonte:Blog de Renato Vargens

“Casamentos pela internet” tornam-se comuns nos EUA


Avanços na tecnologia deram “nova roupagem” a uma prática bastante antiga
por Jarbas Aragão

“Casamentos pela internet” tornam-se comuns nos EUA“Casamentos pela internet” tornam-se comuns nos EUA

Uma reportagem do New York Times mostrou nesta semana que algo impensável alguns anos atrás está se tornando quase uma tendência nos Estados Unidos. E pode se espalhar pelo mundo: os casamentos via internet.
A noiva está em um país. O noivo, em outro. Os convidados estão cada um em sua casa. E o juiz de paz faz a  pergunta pelo microfone do computador: “Aceita essa pessoa em casamento?”.
Tudo começou com os soldados norte-americanos estavam na guerra do Afeganistão e não sabiam se conseguiriam voltar vivos. Por isso, começaram a aproveitar os benefícios da tecnologia para oficializar o relacionamento e não deixarem a esposa desamparada caso o pior acontecesse.
A modalidade passou a ser chamada de “proxy marriage” [Casamento substituto] e está se popularizando bastante depois que os imigrantes passaram a adotar esses casamentos virtuais. Nestes casos, as pessoas se casam com os parceiros que estão em sua terra natal, sem precisar arcar com as despesas de viagem.
A ideia não é exatamente nova. Séculos atrás eram comuns entre a nobreza. A diferença é que eram feitos por cartas, uma espécie de procuração. No início de século passado casamentos via telégrafo também foram documentados.
Obviamente os avanços nas telecomunicações e as novas versões de programas como  Skype e Google Hangouts ajudaram muito no crescimento destes eventos. A empresa Proxy Marriage Now, sediada na Carolina do Norte, afirma que já realiza entre  400 e 500 casamentos por ano. Fundada há sete anos, seu crescimento anual é de aproximadamente 15%.
Em certos estados americanos, o casamento via internet não é reconhecido oficialmente. Em outros, apenas os soldados podem fazer a cerimônia dessa maneira.
A prática é tão nova que algumas autoridades de imigração temem que não existam leis que possam impedir que seja usada para casamentos falsos, cujo objetivo é apenas garantir a cidadania de alguém que está em outro país.  .
Mas os Estados Unidos não são o único lugar onde eles estão acontecendo. Há registros do reconhecimento desta prática em países islâmicos. Afinal, a prática do casamento por procuração é muito difundida entre os muçulmanos e teria  apoio no Alcorão.
“Depois de todos estes avanços na tecnologia e diferentes  tipos de ferramentas de telecomunicações, os estudiosos chegaram à conclusão de que é algo aceitável”, disse o imã Ali Shamsi, responsável por um centro muçulmano em Nova York. Com informações New York Times. Fonte:gospelprime

Divórcio de pais religiosos pode ​​fazer filhos abandonarem a igreja



Efeito é maior entre casais divorciados e que ambos frequentam a igreja regularmente
por Jarbas Aragão

Divórcio de pais religiosos pode ​​fazer filhos abandonarem a igrejaDivórcio de pais religiosos pode ​​fazer filhos abandonarem a igreja

Um novo estudo mostrou que os filhos de casais religiosos são muito mais propensos a abandonar a religião se os seus pais se divorciarem. O material foi publicado esta semana na Revista De Estudos Científicos da Religião.
A pesquisa indica que filhos de pais religiosos que se divorciam são duas vezes mais propensos a se afastar da igreja quando adultos, que as pessoas cujos pais não se divorciaram.
“Quando o pai e a mãe são religiosos, o divórcio tem um efeito negativo sobre a religiosidade”, explica Jeremy Uecker, professor da Universidade Baylor e principal autor do estudo. ”Eles podem pensar que o casamento de seus pais foi a vontade de Deus ou algo assim e o rompimento terá  vários efeitos sobre sua religiosidade na vida adulta.”
Estudos anteriores já indicavam uma ligação direta entre o divórcio e as crenças futuras de uma criança, mas Uecker diz que a maioria desses estudos não levavam em conta as crenças religiosas dos pais.
O pesquisador afirma que o efeito negativo do divórcio sobre a fé dessas crianças depois de crescidas foi observado em pessoas de todas as religiões, embora a maioria das pessoas entrevistadas seja cristã. Agora, ele anunciou que deseja aprofundar o estudo de por que as crianças de pais divorciados parecem propensas a ser menos religiosas.
“Eu acho que é por causa desta ideia da perda de socialização e do ensino da religião, quando os pais separam”, diz ele. ”Meu próximo objetivo é identificar os mecanismos e as razões por que o divórcio dos pais é tão importante para definir a formação religiosa a longo prazo. Mas isso irá demorar mais tempo para ser estudado”. Com informações US News.
Fonte:gospelprime

PROGRAMA VERDADE E VIDA

Todos os domingos você poderá assistir ao Verdade e Vida, um programa da Igreja Presbiteriana do Brasil para abençoar você e sua família. Lembramos que o Programa é apresentado todos os domingos pela BAND das 11:45 às 12h00.

Aplicativo - Programa Verdade e Vida em seu dispositivo Android


Programa da Igreja Presbiteriana do Brasil 

Visão geral:
O Programa Verdade e Vida agora pode ser utilizado no seu dispositivo móvel Android (Smartphones e Tablets). Ao instalar você poderá assistir a todos os programas que já foram exibidos na íntegra sem a necessidade de abrir o seu navegador.
O programa abre após a tela inicial e já carrega automaticamente o último programa disponibilizado para Android.
No botão de menu Android, você poderá encontrar alguns recursos como a lista de todos os programas, pesquisar um programa, tema do próximo programa, história do programa, dentre outros.
Download:
Para efetuar o Download basta clicar no link abaixo, baixar o arquivo e instalar no seu dispositivo Android.
Possíveis problemas:
O aplicativo "Programa Verdeda e Vida" foi testado em diversos dispositivos e não apresentou problemas, a não ser o não funcionamento quando a internet do aparelho apresenta algum problema. Neste caso, o aplicativo pode demorar alguns segundos para aparecer a tela de boas vindas e aparecerá a mensagem de erro na conexão com a internet; caso a internet volte, ele poderá funcionar normalmente, porém é recomendado reiniciar o programa para que seja baixada a lista de todos os programas já exibidos. Ressaltando que algumas aplicações podem travar, o que é comum em smartphones, porém sem danos ao aparelho.
Versão do Programa:
Esta é a versão inicial (1.0) e você pode nos enviar sujestões através do fale-conosco no próprio aplicativo.
Requisitos de sistema:
Android 2.1 ou superior
Conexão de rede wifi ou 3g
Obs.: Caso haja o bloqueio da instalação do software, é necessário entrar e marcar a permissão para instalação de fontes desconhecidas
(Configurações/Aplicações/Fontes desconhecidas)
ou permitir a instalação de aplicações não Market no mesmo menu.
Clique na imagem abaixo e efetue o download do aplicativo Programa Verdade e Vida:
 

 

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