Seja o nosso parceiro neste ministério. Adquira o Ebook COMUNHÃO COM DEUS.

Seja o nosso parceiro neste ministério. Adquira o Ebook COMUNHÃO COM DEUS.
Seja o nosso parceiro neste ministério. Clique e o conheça

Conheça e adquira o Ebook do Livro do Pr. Eli Vieira já está Disponível

Conheça e adquira o Ebook do Livro do Pr. Eli Vieira já está Disponível
Disponível na Amazon

quarta-feira, 6 de junho de 2012

Com Tudo Que Possuis, Adquire A Unção



Na igreja moderna, a reunião de oração é uma espécie de
Cinderela. Essa serva do Senhor é desprezada e desdenhada porque
não se adorna com as pérolas do intelectualismo, nem se veste com as
sedas da Filosofia; nem se acha ataviada com o diadema da Psicologia.
Mas se apresenta com a roupagem simples da sinceridade e da
humildade, e por isso não tem receio de se ajoelhar.
O “mal” da oração é que ela não se acha necessariamente
associada a grandes façanhas mentais. (Não quero dizer, porém, que
se confunda com preguiça mental). A oração só exige um requisito:
a espiritualidade. Ninguém precisa ser espiritual para pregar, isto é, a
preparação e pregação de um sermão perfeito segundo as regras da
homilética e com exatidão exegética, não requer espiritualidade.
Qualquer um que possua boa memória, vasto conhecimento, forte
personalidade, vontade, autoconfiança e uma boa biblioteca pode
pregar em qualquer púlpito hoje em dia. E uma pregação dessas pode
sensibilizar as pessoas; mas a oração move o coração de Deus. 

pregação toca o que é temporal; a oração, o que é eterno. O púlpito
pode ser uma vitrine onde expomos nossos talentos; o aposento da
oração, pelo contrário, desestimula toda a vaidade pessoal.
A grande tragédia de nossos dias é que existem muitos pregadores
sem vida, no púlpito, entregando sermões sem vida, a ouvintes sem
vida. Que lástima! Tenho constatado um fato muito estranho que
ocorre até mesmo em igrejas fundamentalistas: a pregação sem
unção. E o que é unção? Não sei. Mas sei muito bem o que é não ter
unção (ou pelo menos sei quando não estou ungido). 

Uma pregação sem unção mata a alma do ouvinte, em vez de vivificá-la. Se o
pregador não estiver ungido, a Palavra não tem vida. Pregador, com
tudo que possuis, adquire unção.
Irmão, nós poderíamos ter a metade da capacidade intelectual que
possuímos se fôssemos duas vezes mais espirituais. A pregação é
uma tarefa espiritual. Um sermão gerado na mente só atinge a mente
de quem a ouve. Mas gerada no coração, chega ao coração. Um
pregador espiritual, sob o poder de Deus, produz mentalidade
espiritual em seus ouvintes. A unção não é uma pombinha mansa
esvoaçando à janela da alma do pregador; não. Pelo contrário; temos
que batalhar por ela e conquistá-la. Também não é algo que se
aprenda; é bênção que se obtém pela oração. 

Ela é o prêmio que
Deus concede ao combatente da fé, que luta em oração, e consegue
a vitória. E não é com piadinhas e tiradas intelectuais que se chega à
vitória no púlpito, não. Essa batalha é ganha ou perdida antes mesmo
de o pregador pôr os pés lá. A unção é como dinamite. Não é
recebida pela imposição de mãos, nem tampouco cria mofo se o
pregador for lançado numa prisão. Ela penetra e permeia a alma;
abranda-a e tempera-a. E se o martelo da lógica e o fogo do zelo
humano não conseguirem quebrar o coração de pedra, a unção o
fará. 
Que febre de construção de templos estamos presenciando hoje.
No entanto, sem pregadores ungidos, o altar dessas igrejas não verá
pecadores rendidos a Cristo. Suponhamos que todos os dias diversos
pescadores saiam para o alto-mar com seus barcos, levando o mais
moderno equipamento que existe para o exercício desse ofício, mas
retornem sempre sem apanhar um só peixe. Que desculpa poderiam
dar para tal fracasso? No entanto é isso que acontece nas igrejas.
Milhares delas estão abrindo as portas dominicalmente, mas não
vêem conversão. Depois tentam encobrir sua esterilidade
interpretando textos bíblicos a seu bel-prazer.

 Mas a Bíblia diz:
“Assim será a palavra que sair da minha boca; não voltará para mim
vazia...”E o mais triste em tudo isso é que o fogo que devia haver nesses
altares encontra-se apagado ou arde em combustão muito lenta. A
reunião de oração está morrendo ou já morreu. Com a atitude que
temos em relação à oração, estamos dizendo ao Senhor que o que
ele começou no Espírito, nós terminaremos na carne. Qual é a igreja
que pergunta a um candidato ao ministério quanto tempo ele passa
diariamente em oração? A verdade é que o pregador que não passa
pelo menos duas horas por dia em oração, não vale um vintém, por
mais títulos que possua. A igreja hoje se acha como que postada na calçada assistindo,
entre aflita e frustrada, à parada dos maus espíritos de Moscou, que
marcham pomposamente no meio da rua respirando ameaças contra
“tudo que é amável e de boa fama”. Além disso, no lugar da
regeneração, o diabo colocou a reencarnação; no lugar do Espírito
Santo, os espíritos-guias; no lugar do verdadeiro Cristo, o anticristo.
E o que a igreja tem para contrapor aos males do comunismo?
Onde está o poder espiritual? A impressão que se tem é que,
ultimamente, uma forte sonolência tomou o lugar da oposição
religiosa, nos púlpitos e também nas publicações evangélicas. 

Quem hoje batalha “diligentemente pela fé que uma vez por todas foi
entregue aos santos”? Onde estão os combatentes divinamente
ungidos de nossos púlpitos? Os pregadores que deviam estar
“pescando homens”, parecem estar pescando mais é o elogio deles.
Os que costumavam espalhar a semente, agora estão colecionando
pérolas intelectuais. (Imagine só, semear pérolas num campo!)
Chega dessa pregação estéril, espiritualmente vazia, que é
ineficaz, porque foi gerada num túmulo e não num ventre, e se
desenvolveu numa alma sem oração, sem fogo espiritual! É possível
alguém pregar e ainda assim se perder; mas é impossível orar e
perecer.

 Se Deus nos chamou para o seu ministério, então, prezados
irmãos, insisto em que precisamos de unção. Com tudo que possuis,
adquire a unção, senão os altares vazios de nossas igrejas serão
exemplos vivos de nosso intelectualismo ressequido.
“Nossas orações precisam ser apoiadas numa energia que nunca
esmorece, numa persistência que não aceita não como resposta, e numa
coragem que nunca se rende”.

— E. M. Bounds. Vós, porém, amados, edificando-vos na vossa fé santíssima, orando no
Espírito Santo”.

— Judas20. “Ah, se pudéssemos sentir-nos mais preocupados com o estado de
nanição em que se encontra hoje a causa de Cristo na terra, com os
avanços do inimigo em Sião e com a devastação que o diabo tem
efetuado nele. Mas infelizmente um espírito de indiferença vem
imobilizando muitos de nós”.

— A. W. Pink. “A oração era seu interesse máximo!”

— O biógrafo de Edwin Payson.
Tenho passado dias e até semanas prostrado ao chão, orando,
silenciosamente ou em voz alta”.

— George Whitefield.
“Todo declínio espiritual começa com a negligência da oração. Nenhum
coração pode desenvolver-se bem sem muita comunhão íntima com
Deus; não existe nada que possa compensar a falta dela”.

— Berridge.
“A impressão que tive foi que ele já havia subido para o céu, e se achava
imerso em Deus. Muitas vezes, após terminar seu momento de oração,
ele estava branco como a cal da parede”.

Comentário de um amigo de Tersteegen, após um contato com ele em

Kronenberg.
       autor: 
Leonard Ravenhill
Fonte: A Pena Afiada

O ULTIMATO DA TERRA


Perguntas e respostas sobre meio ambiente

Hoje é o Dia Mundial do Meio Ambiente. Para lembrar a data, reproduzimos abaixo, na íntegra, o painel especial sobre o tema publicado na edição atual da revista Ultimato (336, maio-junho). Ouvimos dez cristãos que têm muito o que falar sobre o assunto.
 
 
O ultimato da terra
A Igreja e o que (+) a Rio+20 deveria tratar
 
Na tarde do dia 20 de junho começará no Rio de Janeiro a Rio+20 (Conferência das Nações Unidas sobre Desenvolvimento Sustentável), exatos 20 anos depois da Rio 92, a principal conferência sobre meio ambiente já realizada. Diferentemente da Rio 92, que foi uma conferência sobre o meio ambiente, a Rio+20 tem como objetivo principal debater o desenvolvimento sustentável. Cerca de 50 mil pessoas são esperadas, entre elas mais de cem presidentes e primeiros-ministros, parlamentares, prefeitos, jornalistas, funcionários da ONU, executivos, líderes de ONGs, acadêmicos e sociedade civil.
 
O eixo das discussões se dará em torno de sete áreas prioritárias: energia, alimentação e agricultura, emprego e sociedade inclusiva, cidades sustentáveis, água, oceanos e desastres naturais. Vários grupos têm criticado a conferência por estar deixando de fora da agenda a crise ambiental. O Rascunho Zero (“O futuro que queremos”), documento de 170 páginas com contribuições de participantes da conferência, disponível no site da ONU, servirá de base para os debates da Rio+20.
 
Em 1992, a edição 216 de Ultimato publicou como matéria de capa “O planeta na UTI cósmica”. O título não envelheceu. Neste momento especialmente rico para a mobilização e o envolvimento das igrejas brasileiras com as questões socioambientais, Ultimato oferece aos leitores este painel. Cristãos envolvidos com a temática falam sobre os aspectos mais cruciais e de como a Igreja pode e deve dar sua contribuição como “embaixadora da reconciliação socioambiental”. 
 
N. T. Wright, autor de “Surpreendido pela Esperança”, dá uma importante contribuição: “Tudo o que fazemos no Senhor ‘não é vão’ e esse é o mandato que precisamos para todo ato de justiça e misericórdia, toda atividade ecológica, todo esforço para refletir a sábia imagem de Deus a serviço da sua criação. [...] A criação deve ser redimida, ou seja, o espaço deve ser redimido, o tempo deve ser redimido e a matéria deve ser redimida. Depois de ter criado espaço, tempo e matéria, Deus viu que tudo era muito bom” (p. 224-225).

O que é biodiversidade e de que forma a sua perda pode afetar a vida na terra?
Márcio Oliveira -- O biólogo Edward O. Wilson usou certa vez o termo “diversidade biológica” para se referir à enorme variedade de seres vivos que existem no nosso planeta. Depois as pessoas passaram a usar o termo “biodiversidade” em lugar daquele e assim segue até hoje. Estima-se que 1,75 milhão de seres vivos sejam conhecidos pelo homem, mas que existam ainda mais, principalmente nas florestas tropicais do mundo -- infelizmente as mais ameaçadas pelo desmatamento. O desaparecimento ou diminuição da população de uma espécie podem afetar a vida de modo imprevisível. Como exemplo, há fortes indícios de que pesticidas agrícolas estão causando o desaparecimento de abelhas melíferas, principalmente nos Estados Unidos, o que deve afetar consideravelmente a produção de alimentos, uma vez que cerca de 60% das plantas cultivadas pela humanidade são polinizadas por essas abelhas.
 
Por que os cristãos devem se preocupar com a extinção das espécies? 
Márcio Oliveira -- Porque um dos primeiros mandamentos que recebemos foi “cultivar e guardar” o que o Senhor havia criado. E isso lhe é agradável, pois ele mesmo afirmou após cada ato da criação que o que fazia “era bom”. Noé é um bom exemplo de obediência a esse mandamento. Não ficou discutindo, racionalizando, mas foi e resgatou pares de seres vivos, o que evitou a extinção em massa naquela época. Hoje sabemos que tudo que foi criado está interligado; assim, o desaparecimento de espécies ou a diminuição de suas populações podem afetar as demais espécies, incluindo o ser humano, de maneira ainda imprevisível.

Existe relação entre pobreza, desigualdade e meio ambiente?
Alexandre Brasil -- Os mais pobres são os que mais sofrem diante dos agravos causados ao meio ambiente. Entre eles estão os maiores índices de morte em razão dos desastres naturais. A desigualdade no acesso também se espraia nas desigualdades no que se refere à fragilidade e às condições precárias de moradia e à falta de acesso à educação, saúde e segurança. Sem esses itens somos mais vulneráveis. No momento em que o planeta “geme com dores de parto” -- fruto da vaidade daqueles que concentram riquezas --, todos são afetados, porém os que já sofrem com a privação econômica sentem mais estes impactos.
 
De que forma desenvolvimento sustentável, consumo de alimentos orgânicos, tratamento adequado de lixo e outras bandeiras do movimento ambiental são pertinentes à realidade dos mais pobres?
Alexandre Brasil -- A chave do raciocínio precisa passar pela questão econômica. No modelo atual de desenvolvimento essas alternativas podem até ser viáveis, mas são de difícil execução. Um ponto que tem se discutido é a defesa de uma nova lógica de ocupação da terra e o estímulo a um retorno ao campo. Governos já têm implementado políticas de incentivo financeiro para o retorno à atividade agrícola. Hoje, ainda, é a agricultura familiar a responsável pela maioria dos alimentos que temos na mesa. O fortalecimento do pequeno agricultor e da agroecologia são agendas pelas quais, como sociedade, precisamos lutar. Antes do tratamento do lixo precisamos discutir a produção desse lixo. Não me interessa a produção de melhores latas e invólucros, o que quero são menos latas e invólucros! A reciclagem significa consumo de energia. Temos de rever nossos conceitos de consumo e o padrão de vida que levamos. Todas essas bandeiras são pertinentes, porém precisamos considerá-las em um escopo maior, que inclua o conjunto da sociedade e efetivamente contribua para a transformação de realidades, as quais de alguma forma poderão também colaborar para a diminuição da pobreza e o combate às desigualdades.
 
É possível melhorar a qualidade de vida nas periferias das grandes cidades?
João Martinez -- Sim. Há muitos exemplos de sucesso ao redor do Brasil e do mundo. Isto pode parecer utopia para muitos, especialmente para aqueles que vivem em comunidades extremamente pobres e que sofrem em decorrência dos danos ambientais. No Brasil, crescemos acostumados com a percepção de que poucos se importam com os pobres, que os problemas socioambientais são causados em grande parte por eles e que cabe às autoridades resolvê-los. Felizmente essa corrente de pensamento está mudando e temos visto uma participação cada vez maior da sociedade civil -- incluindo a igreja cristã e as organizações evangélicas não governamentais -- nos processos de planejamento e tomada de decisões. Parece haver uma melhor compreensão de que os problemas socioambientais são complexos para serem atribuídos a apenas uma porção da sociedade e que as melhores respostas são encontradas quando há ampla colaboração e parceria.
 
Como envolver os mais pobres nas discussões socioambientais?
João Martinez -- Muitas pessoas se equivocam ao pensar que os mais pobres não têm interesse pelas questões socioambientais ou não têm o preparo necessário para contribuir em discussões e processos sobre o tema. Na verdade, eles costumam ser os mais vulneráveis e diretamente afetados pelas questões socioambientais e, com um pouco de ajuda e orientação, podem se tornar “defensores de direitos” muito eficazes em diferentes âmbitos e contextos.
 
As mudanças climáticas são uma realidade? Como a Igreja e o cristão podem se envolver nesta temática?
Marcelo Morandi -- Sim. As mudanças globais são um fato observado. As evidências de que a aceleração desse processo é decorrente de atividades humanas são cada vez mais consistentes e aceitas pela comunidade científica mundial. A questão é saber qual será o cenário futuro. Há cenários mais pessimistas e outros menos pessimistas. Aonde vamos chegar depende de posturas e mudanças de atitude na direção do que chamamos de desenvolvimento “sustentável”. Os cristãos e a Igreja, com base nos princípios e práticas de Jesus e com sua capacidade de mobilização e ensino, têm o papel fundamental de promover “uma mudança de sentimentos, uma renovação da mente e uma saudável dose de arrependimento”, nas palavras de Herman E. Daly. Assim, a “redescoberta” e a prática de princípios morais e éticos em relação à natureza e ao próximo -- já expressos na Bíblia, mas que vêm caindo no esquecimento da sociedade -- serão a grande contribuição da Igreja para a redenção do planeta, que aguarda em “ardente expectativa” que façamos mais pela vida.
 
As mudanças climáticas podem afetar a rotina diária das pessoas? 
Leonardo Freitas -- As transformações que estão acontecendo no clima global, fruto de fatores antropogênicos e forçamentos naturais, têm impactos ambientais intensos na vida das pessoas. Cada região do Brasil, caracterizada por sua sociobiodiversidade, apresenta resultados diferentes desse impacto. Em território brasileiro existem seis biomas continentais: Amazônia, Cerrado, Mata Atlântica, Caatinga, Pampa e Pantanal, cada um com suas especificidades que precisam ser conhecidas para que se entendam as mudanças que estão ocorrendo. Em dois desses biomas, os impactos ambientais têm exigido da população mudanças comportamentais e de assentamento humano para convivência com os efeitos. Os fenômenos “El Niño” e “La Niña” influenciam basicamente na variação das chuvas e no aumento da temperatura. No semiárido brasileiro, tem ocorrido, com maior frequência, aumento do tempo de estiagem e precipitação de chuvas acima das médias regulares, impactando a vida das famílias com perdas na produção agrícola. No Pantanal, os longos períodos sem chuvas e o baixo nível das águas forçam a população a se deslocar para outras partes da região levando os rebanhos. Também as enchentes, provocadas pelo grande volume de chuvas repentinas, alagam plantações e áreas, causando prejuízos.

Uma das bases do modelo atual de desenvolvimento de nossa sociedade é o consumo, estimulado e muitas vezes desenfreado. Como fugir desta lógica? E qual o papel da Igreja nessa mudança de perspectiva?
Cláudio Oliver -- Para escapar dessa lógica é necessário descrer. Descrer do desenvolvimento substantivo e do crescimento como objetivo medido pelo que se consome. Consumo no passado era sinônimo de tuberculose e consumidor era a bactéria que a causava. Para escapar dessa lógica, a igreja precisa deixar de admirar a capacidade de consumir, que nos reduz à imagem de uma bactéria. Antes, deve nos encorajar a sermos a imagem de um Deus criativo e plantador de jardins, que estabelece limites para o viver, renúncias a abraçar e a sacralidade de tudo que há na criação, à qual somos chamados a observar e preservar (Gn 2.15).
 
Os jovens evangélicos estão hoje mais sensibilizados e mobilizados para atuar nesta temática?
Larissa Nakano -- Sim. Cada vez mais um número crescente de jovens e igrejas estão se preocupando com a questão socioambiental. Porém acredito que isso deva ser algo natural, já que permeia a essência cristã. Ao entender e corresponder ao amor de Cristo, tornamo-nos agentes da reconciliação, isto é, passamos a viver de forma integral a missão dada por Deus de restabelecer os relacionamentos, inclusive com a natureza, e exercer a função de cuidadores da criação. Passamos a viver uma transformação que se traduz naturalmente em atitudes cotidianas. 
 
Sendo a oração uma das marcas da Igreja, como podemos incluir a temática socioambiental em nossa prática de oração? O que orar?
Timóteo Carriker -- A oração do Pai-Nosso coloca a preocupação socioambiental definitivamente na pauta da espiritualidade cristã autêntica. “Seja feita a tua vontade aqui na terra como no céu” remove todas as dúvidas sobre a atuação dos propósitos de Deus no tempo (a história mundial) e no espaço (a criação toda). A nossa missão como povo de Deus é sermos agentes de redenção de gente e ambiente (Rm 8) neste mundo. A frase “aqui na terra” não é mero pano de fundo secundário à ação de Deus, mas define o alvo da missão de Deus: novo céu e nova terra. Nosso alvo e nossa missão não podem ser outros nem inferiores a estes. Esta perspectiva “alarga” a nossa missão para além de uma tarefa essencialmente mística. Significa orar e batalhar em favor do mundo que sempre foi e será a “menina dos olhos” de Deus.

Por que a Igreja deve se envolver na Rio+20? Qual o papel do cristão nessa conferência? 
Werner Fuchs -- Jesus, depois de vencida a tentação, vivencia simultaneamente a harmonia com o Pai e com a natureza: “Vivia com as feras e os anjos o serviam” (Mc 1.13). Isso não é dever, obrigação, mas possibilidade, graça, liberdade. Igrejas e cristãos que não se engajam de forma consistente na preservação do planeta e na justiça socioambiental revelam uma compreensão deturpada do projeto do reino de Deus por meio de Jesus. No fundo não se deixaram libertar de uma atitude consumista, inclusive em termos religiosos. Desfrutam da paisagem-mensagem aprazível, ignorando o que a degrada. Porém, Deus zela por sua criação e ao mesmo tempo gera novas criaturas em Cristo (2Co 5.17), que não se conformam com os esquemas e rumos do mundo (Rm 12.2). Por isso a participação cristã livre e confiante nas brechas da Rio+20 será tanto crítica quanto propositiva. Para que não aconteça uma “Rio+40”, porque “essa o planeta não aguenta...”

Ainda há esperança para o nosso planeta ou a esperança é apenas para o novo céu e a nova terra prometidos por Jesus?
Ariovaldo Ramos -- A Trindade nos colocou no jardim, dando-nos o modelo de sustentabilidade para administrarmos o planeta. Novo céu e nova terra é atribuição de Deus. A sustentabilidade desta terra é tarefa nossa. Independentemente de quanto tempo temos, há uma missão a perseguir.
 
Entrevistados:
Alexandre Brasil, doutor em sociologia pela USP e professor do Laboratório de Estudos da Ciência do NUTES, da UFRJ, é membro da coordenação geral da Rede FALE.

Ariovaldo Ramos é pastor na Comunidade Cristã Reformada, em São Paulo, e embaixador da Aliança Evangélica Brasileira e da ONG Visão Mundial. 

Cláudio Oliver serve à Igreja do Caminho e pratica pecuária e agricultura urbana, em Curitiba, PR. É professor do curso de gestão ambiental da FEPAR e pesquisador na área de manejo de resíduos orgânicos urbanos.

João Martinez, brasileiro, é gerente de comunicações da Tearfund, na Inglaterra.

Larissa Nakano, graduada em gestão ambiental pela USP, é membro da Igreja Metodista Livre da Saúde, em São Paulo, e integrante do projeto socioambiental Reação, da mesma igreja. 

Leonardo Freitas
 é gestor ambiental da ONG Diaconia, em Recife, PE. 

Marcelo Morandi
 é pesquisador na Embrapa Meio Ambiente, em Campinas, SP. 

Márcio Oliveira é vice-curador da Coleção de Invertebrados e curador da Coleção de Hymenoptera do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia, e coordenador de pesquisas em biodiversidade. 

Timóteo Carriker
, teólogo e missionário da Igreja Presbiteriana Independente, é capelão d’A Rocha Brasil e coordenador de diversos sites. 

Werner Fuchs é pastor da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil e mora em Curitiba, PR
 
Entrevistadores: 
Klênia Fassoni e Marcos Bontempo, com colaboração de Andrea Ramos Santos, Gínia Bontempo, Morgana Boostel, Patrick Timmer, Raquel Arouca e Serguem Silva.

Fonte:ultimatoonline

terça-feira, 5 de junho de 2012

PT e o Governo querem impedir a pregação do evangelho no Rádio e TV


O governo federal prepara um pacote de medidas relacionadas à legislação de rádio e TV. De acordo com o portal da Folha de S.Paulo, que afirma ter tido acesso à última versão da minuta do decreto, o pacote foi batizado de “novo marco regulatório da radiodifusão”, tendo como principal polêmica a proibição expressa do aluguel de canais e de horários da programação de rádio e TV.

As igrejas evangélicas se beneficiam da atual legislação de telecomunicações, que assegura a liberdade de expressão e não proíbe o aluguel de horários nas grades de programação das emissoras de TV.
Leia na íntegra o manifesto enviado pelo Pastor Silas Malafaia aos principais meios de comunicação
O GOVERNO E O PT QUEREM CONTROLAR A MÍDIA
Por ocasião das eleições em 2010, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva manifestou sua opiniãosobre o controle da imprensa. Naquela ocasião, exatamente no dia 24/09/10, lançamos um Manifesto à Nação Brasileira, editado nos principais jornais do País sob o título: “Os evangélicos e a Liberdade de Imprensa”.
Destaco aqui o texto principal desse manifesto: “A imprensa livre é fundamental para a manutenção do Estado Democrático de Direito. Só aqueles que querem sustentar ideologias ultrapassadas e antidemocráticas desejam exercer patrulhamento ideológico, cercear garantias individuais da cidadania e tentar colocar mordaça na imprensa”.
Em fevereiro deste ano, o Ministro Chefe da Secretaria Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, ao falar da dificuldade do Governo em comunicar-se com a nova classe média, afirmou: “O ESTADO TEM DE FAZER UMA DISPUTA IDEOLÓGICA POR ESSA FATIA DA POPULAÇÃO QUE ESTARIA SOB A HEGEMONIA DE ALAS CONSERVADORAS, COMO OS PASTORES EVANGÉLICOS”. Nunca vi uma declaração tão idiota, medíocre, que só pode vir de gente que, por meio da sua ideologia, quer controlar o povo, a imprensa e a mídia em geral pelo poder do Estado.
Nós, evangélicos, não estamos disputando classe social com ninguém. Mas, sim, pregando a mensagem que acreditamos transformar a vida das pessoas para melhor. Isso é fato, e contra fatos não há argumentos. Gilberto de Carvalho, com a repercussão contrária de suas palavras, de maneira hipócrita, pediu desculpas aos pastores.
Agora, estamos vendo a história do novo marco regulatório para as concessões de rádio e televisão, pensado por ideólogos do PT — tais como, José Dirceu, Gilberto de Carvalho e outros — para impedir a compra de espaços em rádio e TV, que, em sua maioria, são comprados por evangélicos. Assim, as emissoras ficam mais dependentes das verbas de Governo, podendo este controlar a informação e a notícia.
Imagine, então, se as linhas de ônibus interestaduais, que são concessão do Governo Federal, somente pudessem vender passagem, e não alugar os ônibus. Da mesma forma, as companhias aéreas, que são concessão, só pudessem vender passagens e não fretar as suas aeronaves. Eu poderia citar tantas outras concessões públicas, mas o fato é que a imprensa precisa estar em alerta. O que corre nas veias dos que defendem o controle da imprensa e o marco regulatório para concessões de rádio e TV é a ideologia comunista da vertente Trotskista, que tem como marca PATRULHAMENTO IDEOLÓGICO, CONTROLE SOCIAL E PROPAGANDA DE ESTADO.
Eu tenho programas em emissoras dos EUA. Mesmo eu sendo um estrangeiro para eles, posso comprar espaços em emissoras de TV da Inglaterra, Alemanha e de outras nações poderosamente democráticas.
Enfim, o povo brasileiro tem de estar atento. Não podemos abrir mão de um ESTADO DEMOCRÁTICO DE DIREITO. É inconcebível o nosso país não ter uma imprensa e mídia livres.
Presidenta Dilma Roussef, não manche o seu Governo com atitudes tão antidemocráticas como essas.
Silas Lima Malafaia
Veja o vídeo:

PASTORES COM SÍNDROME DE SUPER-HOMEM

Pastores com síndrome de Super-Homem
Quantos pastores com mania de grandeza você conhece? Parece que existe uma síndrome de Super-Homem entre os líderes “cristãos”.
Sempre pensam que são os melhores pregadores, ou tem a melhor igreja, ou seus projetos são os melhores. Um não conta com o outro e um não anda junto com o outro.
Dificilmente vemos projetos de igrejas unidas em favor da sociedade ou de um grupo de pessoas. Justamente porque o líder sempre quer levar o mérito sozinho. Seus projetos é que devem ir para frente, não o dos outros.
Normalmente esse tipo de líder é o dono da situação.
O problema daquele que pensa ser o dono da situação, aquele que as coisas não podem acontecer se ele não estiver, é que este se coloca no lugar de Deus.
Como se Deus só fosse abençoar se tivesse a mão daquele que pensa ser mais especial do que os outros. Muitos pensam que suas orações são mais especiais do que dos outros. Que Deus tem um chamado “especial” na vida deles.
Acham que sabem tudo, não precisam de ninguém. Querem apenas ensinar.
Quando algo não dá certo, nunca é culpa deles. Sempre tem um outro culpado que não fez o que deveria. O problema desse camarada é que nunca poderá crescer, pois ele já sabe tudo. Normalmente fica surpreso quando vê Deus agindo e usando outras pessoas.
Contudo, o chamado de Jesus para nós é especial. Para todo mundo. Deus não tem filhos prediletos e nem precisa de intermediários para abençoar projetos.
Existem projetos tão grandiosos, com líderes tão “bons”, porém tais projetos não são de Deus, tampouco os líderes são. Assim era a Igreja da Laodicéia, rica, com projetos grandiosos, porém Jesus estava do lado de fora.
Por outro lado, a igreja de Filadelfia, cujos projetos eram tão pequenos e não mereciam a atenção de ninguém, era a igreja que Jesus mais elogiou.
Será que nosso cristianismo de hoje em dia está certo mesmo?
Será que temos nos colocado como tão especiais para Deus, que estamos orando para nós mesmos?
O Senhor não veio chamar justos e sim pecadores ao arrependimento. Não existem líderes “incaíveis”, todos pecam, e muitos se perdem no meio do caminho. Aquele que pensa estar de pé, cuide para que não caia.

Na verdade, a meta do homem de Deus é: Importa que Cristo cresça e eu diminua. Caso o objetivo seja promoção pessoal, vitória financeira, títulos religiosos, influenciar pessoas, política, ou qualquer outra coisa que não seja a Glória e Honra de Deus, este ainda que pense estar de pé, já está caído…
Por Daniel Simoncelos

"As opiniões ditas pelos colunistas são de inteira e única responsabilidade dos mesmos, as mesmas não representam a opinião do as mesmas não representam a opinão do AP"

Por 

Economista por profissão, Pastor por vocação, Blogueiro por Diversão. Um pecador que foi salvo pela graça de Deus. Crê que seu chamado é para falar do amor daquele que o salvou para todos aqueles que quiserem ouvir de todas as maneiras que ele puder
Fonte:gospel+

SEJA JUSTO COM OS LIBERAIS



Como a visão de mundo afeta a comunhão
Por David Mills*

Depois de alguns anos de combate eclesiástico (na trincheira Episcopal), eu acho que sei por que muitos cristãos conservadores não respondem ao liberalismo com tanta força quanto era de se esperar. Eles acham que os liberais estão apenas fazendo de conta. Que eles sabem das regras mas que, como crianças mimadas e voluntariosas decidiram jogar com as regras que melhor conhecem. Por estarem apenas fingido tudo de que precisam e ser exprobrados por seu comportamento, e se isso não funcionar, os conservadores podem tentar modificar as regras e as estruturas das suas igrejas para impedir que os liberais continuem a violar às regras.
Um amigo evangélico disse-me recentemente o que desejaria dizer ao bispo John Spong e seus aliados: “OK, tudo bem. Creia no que quiser, mas não se chame de cristão. Você não pode ser membro do clube sem ter que pagar algumas obrigações, e a obrigação básica é crer. Entre logo, ou caia fora, mas deixe de enlamear a água”. Registra-se que Fabian Bruskewitz, o bispo de Lincoln, em Nebraska, disse que a “diferença entre um católico dissidente e um protestante, é que o protestante possui integridade”.
Na verdade isso não seria justo para com a maioria dos liberais. Admito que seja irritante quando alguém que tem vivido da igreja numa boa declara a sua rejeição por mais uma das suas doutrinas, e louva a si mesmo por sua coragem profética diante do aplauso de repórteres irreligiosos e de editores que espalham aos seus pés contratos para a edição de livros. Ainda mais repugnante é quando teólogos bem de vida e paus-d’água escarnecem do Papa por sua suposta compreensão simplista dos problemas da sociedade moderna ou quando (como tem ocorrido na Igreja Episcopal) feministas vitalícias vêm a público tachar como “maligno” um bispo que em bases bíblicas hesita ordenar mulheres.
Nada obstante, temos que ser justos com os liberais e tentar ver as coisas do seu ponto de vista, não apenas como uma cortesia devida a qualquer oponente, mas para saber o que fazer com eles. A maioria dos liberais não está brincado. Eles estão jogando dentro das regras e jogando honestamente. Eles estão agindo com integridade. Isso é o problema.


O que crêem os liberais
Deixe-me explicar. Os liberais (a denominação usual, mas com certeza insatisfatória, para a obscuro coletânea de céticos, relativistas, ideólogos e sentimentalistas ajuntados principalmente por se oporem às mesmas coisas) crêem que a verdade evolui, cresce e muda, ou que, pelo menos, a nossa compreensão da verdade evolui de modo tão radical que as certezas anteriores podem ser substituídas por novas e contraditórias verdades. Crêem que o que tem sido, mesmo o consolidado, pode não ser mais, ou que não se sustentará por muito tempo.
A maneira de explicarem essa evolução difere. Alguns crêem que estão resgatando as verdades da tradição cristã (a igualdade entre homens e mulheres, por exemplo) dos seus erros (a primazia dos homens). Alguns acreditam que estão resgatando as verdades existentes na tradição cristã dos erros que lhe foram impostos (aplica-se o mesmo exemplo). Outros crêem que a Bíblia e a tradição foram tentativas historicamente limitadas de falar das realidades religiosas fundamentais e desejam expressar essas realidades fundamentais de uma forma mais moderna e relevante. Outros crêem que não existe nenhuma verdade na ou sob a tradição cristã e que temos, portanto, de reinventar a Igreja na medida em que cooperamos com ou a serviço dos ideais e desejos que temos, quaisquer que sejam eles.
Há ainda os que acreditam ter recuperado a própria fé original, a religião do Jesus amoroso, inclusivo, que não julgava ninguém e aceitava todo mundo (com a exceção dos protocapitalistas e dos religiosos tradicionalistas da época), cuja mensagem de tolerância foi distorcida pelo farisaico Paulo e cuja história foi reescrita por líderes eclesiásticos misóginos, racistas e homofóbicos posteriores, de sorte que pudessem continuar a oprimir a mulheres, negros e homossexuais.
Não importa como expliquem a evolução, os liberais têm sempre que chegar à conclusão de que a tradição cristão tem pouca autoridade formativa e nenhuma autoridade para ser obedecida, e que as novas verdades que vislumbram têm de substituir aquelas ainda asseveradas pelos cristãos ortodoxos. A ortodoxia, na melhor das hipóteses, está fora de moda — mas é perigosa e não tão divertida. Não é pitoresca: é uma inimiga do bem, de Deus e da liberdade e liberação humanas.
Se estiverem certos, aqueles que não podem ou não querem explorar áreas anteriormente proibidas nem arriscar a perda de todas as certezas, que não se abrem aos novos movimentos do Espírito Santo, que querem se apegar ao sentido pleno de textos antigos, e que se estribam na tradição da igreja para que lhes diga o que disser, não têm o direito de definir a doutrina e a disciplina da igreja. Não se pode permitir aos que laboram em erro que limitem a crença aceitável àquilo que em dias menos complicados era chamado de “ortodoxia”. Certamente não se pode lhes permitir que expulsem os liberais nem mesmo que os restrinja ou iniba.


Conservadores confusos
Os conservadores cristão às vezes ficam confusos porque todos os cinco tipos de liberais tendem a manter as formas tradicionais (verbais e estruturais) da religião. Os liberais estão sendo perfeitamente razoáveis ao utilizá-las no mesmo instante em que rejeitam o conteúdo que anteriormente possuíam.
O povo gosta de liturgia e sente a necessidade de elevar orações a algo que esteja acima de si; uma hierarquia é um bom modo de se administrar uma igreja, especialmente se você chegou no topo; aquelas velhas doutrinas são metáforas úteis; as histórias bíblicas dão boas ilustrações; doutrina e história fazem parte da herança e portanto confortam os anciãos; os edifícios são belos, e é financeiramente compensador. Tal deferência para com a tradição, claro, é algumas vezes conveniente. Por exemplo, quando bispos que não dão a mínima para o que os pais da igreja disseram sobre a ordenação ou a moralidade defendem o intrometimento na vida de seus paroquianos ao apelarem para o conhecimento patrístico do bispo (ou àquilo que pensam ser o conhecimento patrístico).
Os liberais atuam geralmente a partir de um tipo de conservadorismo. Ao perceberem que a tradição é portadora da nossa memória comum e que assegura a nossa identidade como comunidade, eles acham que os cristãos modernos podem manter a liturgia patrística e a ordem hierárquica e até mesmo as afirmações doutrinais do Credo Niceno, ao mesmo tempo em que crêem que Jesus é apenas um caminho para o deus percebido vaga e incompletamente por todas as religiões, inclusive a nossa, ou enquanto ignoram o ensinamento moral específico da Bíblia em favor de um mandado generalizado para amar, ou rejeitam o ensinamento paulino da primazia pela leitura equivocada de Gálatas 3:23.
O liberal seria tolo se abrisse mão das grandes vantagens de ser membro de uma antiga, rica e respeitada denominação só porque ele sabe mais que os outros membros da sua igreja os quais, segundo a sua natureza, são normalmente complacentes, ignorantes ou reacionários. Afinal de contas a igreja é deles tanto quanto dele.
Para os cristãos liberais, a sua igreja é a instituição terrena que leva adiante esse processo de descoberta, evolução e crescimento, e que, portanto, devem permanecer nela com uma clara consciência. Do seu ponto de vista não precisam deixar a igreja só porque “seguem na frente” de uma compreensão mitológica da realidade codificada no seu passado, conhecida agora, como inadequada ou equivocada, por uma vanguarda iluminada de seus membros (eles mesmos). Na verdade, se estiverem certos, devem permanecer na igreja para usarem o seu status, riqueza e autoridade para trazerem mais membros à iluminação. Ao ajudarem a igreja a ver novas verdades crêem que estão ajudando-na a limpar as águas, não a enlameá-las. Ao aceitarem novas verdades, mesmo ao custo da perda de velhas certezas, eles estão agindo com integridade.
Isso agora faz sentido. É lógico e se encaixa nos fatos. Pode-se crer nisso. Aceite a premissa de que a verdade evolui e cresce e você poderá inovar e rejeitar o tanto que quiser sem a necessidade de modificar as suas lealdades institucionais. Você pode ser um Episcopal, Presbiteriano ou Católico-romano leal mesmo rejeitando parcial ou totalmente aquilo que os seus predecessores sustentaram, pois você tem um melhor conhecimento que o deles, ou vive em uma era diferente da que eles viveram. Os liberais estão sendo perfeitamente lógicos e agindo com completa integridade ao recusarem deixar as suas igrejas somente porque não aceitam alguns ou todos os seus ensinamentos tradicionais.


O problema
O liberalismo cético tem, portanto, uma integridade toda sua. Os liberais não estão fazendo de conta, estão pelejando por uma visão de mundo alternativa com as armas que têm à mão. É uma posição embasada num princípio. O problema — que muitos conservadores não vêem ou não querem ver — é que esse liberalismo de princípio existe dentro das mesmas igrejas onde igualmente existe uma ortodoxia de princípio diferente, e as igrejas não são meras coleções de pessoas diferentes, mas a comunhão de certas regras, deveres e objetivos comuns que não permitem diferenças tais e tão profundas entre regras, deveres e objetivos.
Uma igreja não é um clube no qual um barão ladravaz e um comunista podem conversar genialmente sobre baseball ou sobre o clima, tampouco um grande prado onde ovelhas e bodes pastam juntos sem perturbar um ao outro. Na figura liberal da igreja, que tantos conservadores têm aceito, a comunidade é mais essencial do que a doutrina. A igreja se parece mais com um time que precisa vestir o mesmo uniforme, participar dos mesmos jogos e encestar na mesma cesta. Pode ser um time muito ruim, cujos jogadores quase sempre se esquecem das jogadas e detestam passar a bola, mas ela tem que ser um time.
Isso está expresso na imagem que o Novo Testamento faz da igreja como o Corpo de Cristo. Uma igreja é um corpo, não um monte de braços, pernas, tórax e cabeças espalhados pela sala. É um corpo projetado para se mover, e movimento exige que haja unidade e coordenação das partes. Tem de haver uma Cabeça a quem todos os membros obedecem em coordenação uns com os outros. A crença de que a igreja é uma coleção de pessoas que obedecem apenas a si mesmas assume que cada joelho pode fazer o que quiser, e o pé pode fazer o que quiser, e o corpo ainda assim caminha.


O sentido para os cristãos ortodoxos
A integridade do liberalismo significa que ao passo que os cristãos ortodoxos devem respeitar alguns liberais mais do que respeitavam antes, devem também apartar-se deles muito mais profundamente. Ou, mais exatamente, devem reconhecer a divisão que as suas diferenças de princípio criam. Eclesiásticos liberais não estão fingindo para poderem ser constrangidos em público e ignorados até que se arrependam, assim como crianças de maus modos. Antes, são soldados de um exército antagônico com ordens de tomar o terreno que nos foi dado junto com a ordem para que o defendamos.
É por isso que os cristãos ortodoxos têm de compreender a natureza da comunhão e saber aquilo que eles estão dizendo e fazendo ao permanecerem em comunhão com os que são tão fundamentalmente contrários à revelação cristã. Falando claro: como podem se assentar à mesa do Senhor com os que não crêem no Senhor, ou que dizem crer nEle mas que não crêem naquilo que Ele ou Seus porta-vozes autorizados dizem? Quebrar a comunhão é simplesmente conceder aos cristãos liberais a grande gentileza de os levar a sério e de acreditar que o que intentam é mesmo aquilo que afirmam. (É uma gentileza que alguns deles, é claro, podem não desejar).
Os liberais não estão confusos, não são ignorantes, não estão enganados nem fazem de conta: estão comprometidos com o entendimento coerente e completo daquilo que significa ser um cristão. Tal fé não é ortodoxa. O problema não é que os liberais tiram conclusões equivocadas dos postulados e princípios que partilham com os que se mantêm fiéis à tradição cristã; o problema é que mantêm postulados e princípios diferentes e incompatíveis e agem e falam de acordo com isso.
Em sendo assim, os cristãos ortodoxos não podem simplesmente declarar que os liberais devem somente ser honestos sobre o seu ceticismo e deixar a igreja, e então (quando não a deixam) continuam a levar as suas vidas jungidas perversamente à deles na intimidade da comunhão. A única coisa a fazer com os liberais é respeitá-los por suas convicções, e, por essas mesmas convicções, excomungá-los.


* Diretor de publicação da Trinity Episcopal School for Ministry e editor da revista acadêmica Mission & Ministry do seminário. Editou uma coletânea de ensaios dobre C. S. Lewis, The Pilgrim’s Guide: C. S. Lewis and the Art of Witness (Eerdmasn, 1998) e está trabalhando num volume da série titulado Woth Doing Badly: G. K. Chesterton and the Art of Witness. É também o editor chefe da Touchstone e o correspondente americano da revista inglesa New Directions. “Seja justo com os liberais” (Be Fair to the Liberals) apareceu na edição de dezembro de 1988 da revista Chronicles: A Magazine of American Culture. Artigo traduzido por Marcos Vasconcelos.

Fonte:Blog Resistência Protestante

segunda-feira, 4 de junho de 2012

Evangélicos querem vetar proibição de aluguel de horários na TV


Hoje na Folha

Representantes dos evangélicos no Congresso disseram ontem que o governo enfrentará a oposição das denominações religiosas se proibir o aluguel de canais e horários na programação de rádio e televisão, informam Cátia Seabra eGabriela Guerreiro na edição de hoje da Folha. A íntegra da reportagem está disponível para assinantes do jornal e do UOL, empresa controlada pelo Grupo Folha, que edita a Folha.
Folha revelou neste domingo que a proibição é uma das novidades contidas na minuta mais recente de um decreto que está em estudo pelo governo. Esse decreto atualizaria o Código Brasileiro de Telecomunicações, que entrou em vigor em 1962. Leia aqui a minuta preparada pelo governo.
As igrejas evangélicas figuram entre os principais beneficiários da atual legislação de telecomunicações, que não proíbe de forma explícita o aluguel de horários nas grades de programação das emissoras de TV.
Editoria de arte/folhapress

Pastor Silas Malafaia desafia blogueiros e sites cristãos a provarem através da Bíblia que a teologia da prosperidade está errada


Pastor Silas Malafaia desafia blogueiros e sites cristãos a provarem através da Bíblia que a teologia da prosperidade está errada

O pastor Silas Malafaia em seu último programa Vitória em Cristo, no dia 02/06, fez um desafio aos críticos de seu trabalho e da mensagem pregada em torno da prosperidade. O pastor desafiou tais críticos a provarem teologicamente que sua pregação está biblicamente errada. “Chegou o grande dia, o dia que eu estou desafiando muitos críticos que gostam de dizer que estou no besteirol da teologia da prosperidade”, afirmou o pastor no início do programa.
Malafaia veiculou em seu programa o vídeo da primeira parte de uma pregação na qual fala de prosperidade e desafiou seus críticos a contradizerem sua mensagem à luz da Bíblia. O pastor afirmou que destina seu desafio a sites de notícia, blogueiros e “ilustres desconhecidos”, que estão tentando ficar conhecidos através de críticas a quem está na mídia.
A pregação, intitulada “Uma vida de prosperidade” foi proferida pelo pastor em um culto de ceia ministrado na Arena HSBC, no Rio de Janeiro. Ele inicia sua pregação pedindo que os fiéis analisem e suas palavras antes de “recebê-la” porque, segundo ele, se trata de uma mensagem que tem preconceito de cristãos, medo de pastores falarem do assunto, ação do diabo para neutralizar os fiéis sobre o assunto, bravatas emocionais, argumentos filosóficos e “pouca Bíblia”. “Duvide, critique e determine”, orienta.
Em sua pregação o pastor discorreu sobre três tópicos a respeito do assunto: “O que é a oferta”, “Características de um verdadeiro ofertante”, e “Resultados na vida do ofertante”.
Malafaia citou o texto de 2ª Coríntios capítulo 9, que ele afirma ser o melhor compêndio do Novo Testamento sobre o assunto, para explicar o que é a oferta. Malafaia afirmou que a oferta é um meio de se receber o favor divino e um meio de felicidade. Ele explica ainda que a oferta é um serviço para Deus, através do qual o ofertante será recompensado.
Em vários momentos da mensagem o pastor frisou que não estava pregando uma mensagem apelativa emocionalmente, mas sim ensinando os fiéis de acordo com a Bíblia.
Afirmando que “Deus trabalha com a lei da recompensa”, Malafaia explicou o terceiro tópico da sua mensagem, falando das consequências da oferta na vida de quem a dá. Explicando que o fiel vai colher aquilo que planta, o pastor falou que “tão importante quanto a qualidade da oferta, é a qualidade do solo”, e criticou aqueles que, segundo ele, “gostam de dar oferta pra picareta”. Ele lembra ainda que quem semeia muito é que vai colher muito.
Após a exibição da pregação, o pastor afirmou no programa que “negar que a Bíblia fala sobre prosperidade, é negar a própria Palavra”, e que “prosperidade é obedecer as leis de Deus”. “Se você não crê em prosperidade é porque você não crê na Bíblia”, ressaltou.
Malafaia concluiu seu programa afirmando que é totalmente transparente nas ofertas que recebe, e que investe milhões em programas de televisão e obras sociais.
Assista ao vídeo na íntegra:
Fonte: Gospel+

domingo, 3 de junho de 2012

ENCONTRO DA FEDERAÇÃO DE HOMENS DO PRESBITÉRIO DE GARANHUNS

Dr.Ivan Wilson e Pr. José Ernando

No dia 2 de junho de 2012 das 09:00 às 13:00 foi realizado na Igreja Presbiteriana de Heliópolis o encontro da Federação de Homens com o apoio de várias UPH`S, da secretaria Sinodal do Sínodo de Garanhuns e pastores do PGAR. Na oportunidade contamos com a participação do vice-presidente da CNHP o Dr. Ivan Wilson  de A. Rodrigues presbítero da Igreja Presbiteriana do Calvário em São Luís-MA o qual trouxe para os homens presentes uma mensagem desafiadora, baseada no exemplo da vida de Neemias e também falou da importância do trabalho masculino que está sendo desenvolvido em todo Brasil  fortalecendo a IPB.

IGREJA PRESBITERIANA DE SIÃO 31 ANOS DE BÊNÇÃOS


No dia 26 de maio de 2012 foi realizado um grande culto festivo pelos 31 anos de organização da Igreja Presbiteriana de Sião, com a presença de várias caravanas e irmãos do PGAR e teve como pregador o servo de Deus o pastor Josélio Vilela. Graças a Deus esta amada igreja continua proclamando o Evangelho de Cristo no município de Jucati-PE, e atualmente está plantando uma Igreja no Povoado do Neves na direção do presbítero Isaque. A igreja de Sião em 2012 está contando com a direção do pastor Jaziel F. Vilela que continua realizando juntamente com o conselho e igreja um trabalho para glória de Deus e marcado a história e fazendo diferença naquela região.

CULTO DE AÇÕES DE GRAÇAS E JUBILAÇÃO DOS PASTORES IRINEU FERREIRA E NEEMIAS VILELA

Pb. Alexandre.Pr. Neemias, Jezaias, Ilma, Pr. Irineu e o Pr. Irineu Jr.

Este sábado ficou marcado na história do Presbitério de Garanhuns com a realização do culto de Ações de Graças na Igreja Presbiteriana de Heliópolis Garanhuns-PE, onde os pastores:Irineu Ferreira da Silva e Neemias Rodrigues Vilela foram diplomados e jubilados. O culto contou com a participação de vários representantes do PGAR e do Sínodo de Garanhuns e teve como pregador o Rev. Maely F. Vilela diretor do Seminário Teológico do Nordeste.

 O pastor Irineu participou de forma ativa de todo processo de organização do Presbitério de Garanhuns. É filho de Josué Ferreira da Silva e Sebastiana Ferreira da Silva. Nascido aos seis dias do mês de fevereiro de 1941 na cidade de Lagoas dos Gatos-PE. Em 1959, foi trazido pelo missionário  Dr. Newelle para fazer o curso de admissão ao ginásio, no Colégio Presbiteriano XV de Novembro, nesse mesmo ano cursou o IBN, continuando logo no ano seguinte, o Curso Ginasial, concluindo-o em 1963. Em 1966 dá início ao seu curso de Bacharelado em Teologia no Presbiteriano do Norte, em Recife. Quando ainda estava cursando o último ano é ordenado, aos 14 dias do mês de janeiro de 1970, na IP de Palmeirina. Casou com Ilma em 28 de dezembro de 1968 e teve cinco filhos, Ianê, Irineu Júnior, César, Josué Neto e Rosália(in memorian). Há motivos para agradecer a Deus por 71 anos bem vividos e 42 anos de ordenação ao Sagrado Ministério.

O Rev. Neemias é casado com a irmã Jezaias Leite Vilela e tem três filhos: Adriana Patrícia Leite Vilela, Jônatas Leite Vilela e Jefferson Leite Vilela. Antes da conclusão do curso de Bacharelado em Teologia foi ordenado pelo Presbitério de Garanhuns, para pastorear a Igreja presbiteriana das Águas Belas. Passando-se  um ano, concluiu o curso de  e foi empossado como pastor evangelista do Campo em Garanhuns. No ano de 1974 foi trabalhar na JMN, no Estado do Maranhão em Estreito-MA cedido pelo Presbitério de Garanhuns, depois retornou ao PGAR dando continuidade as suas atividades pastorais. sendo 41 anos de trabalhos ininterruptos nesse presbitério. Foram anos de vitórias, bênçãos e de crescimento.Nesta data especial o Rev. Neemias disse;"E isso meus irmãos, mesmo depois de uma longa jornada, ainda me sinto forte, tanto na fé quanto no meu físico, para viver e usufruir das bênçãos concedidas pelo meu Deus".

Fonte:Boletim IP de Heliópolis







sexta-feira, 1 de junho de 2012

Pastor morre ao ser picado por cascavel que usava em pregações; veja o vídeo


Randy Mack Wolford, um pastor evangélico da Virgínia Ocidental (EUA), costumava pregar segurando cobras. Ele planejava um megaevento em que, segundo ele, as pessoas manifestariam o dom de línguas, manipulariam cobras e se divertiriam em um parque. Só que, um dia após completar 44 anos, Mack foi mordido por uma cascavel e morreu. Ele foi ferido ao tentar passar a cobra a uma membro da igreja.
O líder religioso justificava na bíblia a prática perigosa em manusear cobras: ”E haverá sinais que acompanharão os que creem: em meu nome expulsarão demônios, falarão novas línguas, segurarão serpentes e poderão beber venenos mortíferos sem que eles produzam qualquer dano. Além disso, colocarão as mãos sobre doentes, e estes ficarão sãos” (Marcos 16.17-18). Para o pastor essa era uma forma de demonstrar o poder da sua fé.
Após o incidente, Mack foi levado a um hospital em Bluefield, mas não resistiu ao ferimento e faleceu, como noticiou o Bangor Daily News.
Um fato irônico nesta história é que o pai de Mack, que também costumava segurar serpentes, morreu em 1983 picado por um réptil. Na época, Mack tinha 15 anos e era membro da igreja.
O pastor Mack Wolford possuía em sua casa oito serpentes venenosas, alimentadas com ratos e chegava a dançar com elas em volta de seu pescoço e até deitar com elas.
Seu funeral será realizado neste sábado em sua igreja House of the Lord Jesus, em Matoaka, uma cidade ao norte de Bluefield.
Fonte: Globo.com
Assista a um dos vídeos postados na internet, que mostra o pastor em pregações segurando a cobra, e não deixe de registrar o seu comentário :

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *