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quinta-feira, 12 de fevereiro de 2026

O Deus que Age

 


A narrativa de Êxodo 3 marca um dos momentos mais decisivos da história bíblica: o encontro de Moisés com a sarça ardente. Ali, descobrimos que Deus não é uma entidade distante ou um observador passivo da história humana. Pelo contrário, Ele é o Deus que age, que intervém e que rompe o silêncio para cumprir Suas promessas. Esse encontro no deserto de Midiã revela que Deus tem um tempo específico para agir, muitas vezes aguardando o momento em que a nossa autossuficiência se esgota para manifestar Sua glória.

O agir de Deus manifesta-se, primeiramente, através da Sua atenção aos detalhes do sofrimento humano. No versículo 7, Ele declara: "Tenho visto a aflição do meu povo... e ouvi o seu clamor". Isso nos conforta com a verdade de que nada passa despercebido aos Seus olhos. Deus não age por impulso; Sua ação é uma resposta direta à dor e à oração daqueles que sofrem. Ele se importa com a opressão e não permanece indiferente diante da injustiça, mostrando que Seu caráter é intrinsecamente ligado à compaixão e à justiça.

Além de ver e ouvir, o texto enfatiza que Deus desce para libertar. O agir divino não é apenas teórico ou sentimental; é prático e transformador. Deus desceu para tirar o Seu povo do Egito e levá-lo para uma terra boa e ampla. Isso nos ensina que, quando Deus decide agir, Ele move céus e terra para alterar a geografia do nosso destino. Ele nos tira do lugar de escravidão e nos conduz para o lugar da promessa, provando que Sua mão é poderosa o suficiente para quebrar qualquer corrente.

A ação de Deus também envolve o chamado e a capacitação de instrumentos humanos. Ao escolher Moisés, um homem que se sentia incapaz e que havia fugido de seu passado, Deus demonstra que Seu agir não depende da perfeição do homem, mas da Sua própria presença. Quando Moisés pergunta "quem sou eu?", Deus responde com a única garantia necessária: "Eu serei contigo". O Deus que age não procura pessoas prontas; Ele capacita aqueles que Ele chama, tornando a fraqueza humana o palco para o Seu poder.

Um dos pontos altos desse capítulo é a revelação do nome de Deus: "EU SOU O QUE SOU". Esse nome revela a natureza eterna e a autossuficiência do Deus que age. Ele não é limitado pelo tempo, pelas circunstâncias ou pela vontade dos poderosos como o Faraó. Ele é o Deus presente, aquele que existe por Si mesmo e que tem todo o poder para sustentar Suas decisões. Essa revelação deu a Moisés a autoridade necessária para enfrentar o império mais poderoso da época, fundamentado na imutabilidade do caráter divino.

O agir de Deus também enfrenta a resistência humana com paciência e sinais. Moisés apresentou várias objeções, mas para cada dúvida, Deus ofereceu uma demonstração de Seu poder. Isso nos mostra que Deus conhece as nossas inseguranças e não desiste de agir através de nós por causa delas. Ele é o Deus que insiste, que provê sinais e que garante que Sua palavra não voltará vazia. A ação divina é persistente e triunfa sobre as nossas limitações psicológicas e espirituais.

É importante notar que o agir de Deus em Êxodo 3 está fundamentado em uma aliança antiga. Ele se identifica como o Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó. Isso significa que a intervenção de Deus no presente é sempre fiel ao que Ele prometeu no passado. Ele age porque é fiel à Sua própria palavra. O tempo pode passar, as gerações podem mudar, mas o compromisso de Deus com o Seu povo permanece inabalável. Sua ação é a continuidade de um plano de redenção que atravessa os séculos.

A ação de Deus culmina em um propósito de adoração. Ele diz a Moisés que, após tirar o povo do Egito, eles serviriam a Deus naquele mesmo monte. Isso revela que o objetivo final da libertação de Deus não é apenas o conforto humano, mas a restauração da comunhão e da adoração. Deus age para nos libertar de tudo o que nos impede de prestar-Lhe o culto devido. Somos libertos de algo (a escravidão) para algo muito maior (a presença e o serviço a Deus).

Por fim, o Deus que agiu na sarça ardente é o mesmo que age hoje em nossas vidas. Ele continua vendo as nossas lutas, ouvindo o nosso clamor e descendo para nos socorrer através de Sua graça. A história de Moisés nos convida a tirar as sandálias dos pés, reconhecer a santidade do agir divino e confiar que, não importa quão forte seja o "Faraó" que enfrentamos, o "EU SOU" está no controle e nada é impossível para Ele.

Pr. Eli Vieira

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