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quarta-feira, 15 de abril de 2026

A intimidade com Deus deixa marcas visíveis


 O fechamento do capítulo 34 de Êxodo narra um dos fenômenos mais impressionantes da experiência de Moisés: a transfiguração de seu rosto. Ao descer do Monte Sinai com as duas tábuas da aliança, após quarenta dias na presença direta do Criador, a pele de seu rosto brilhava intensamente. O texto enfatiza que o próprio Moisés não tinha consciência desse brilho; a luz era um reflexo involuntário e natural da glória divina que ele havia contemplado, revelando que a intimidade com Deus deixa marcas visíveis e transformadoras no ser humano.

A reação de Arão e de todos os líderes de Israel ao verem Moisés foi de profundo temor. O brilho era tão intenso e sagrado que eles tiveram medo de se aproximar. Esse distanciamento inicial ilustra o abismo que o pecado e a falta de consagração criam entre o homem comum e a santidade pura de Deus. Moisés, que antes era apenas o líder político e jurídico, agora carregava em si uma evidência física de que falava face a face com o Eterno, tornando-se uma ponte viva entre o céu e a terra.

Percebendo o receio do povo, Moisés os chamou para perto, demonstrando que o propósito da revelação divina não é o afastamento, mas a comunicação. Primeiro, ele falou com Arão e os chefes da comunidade, e depois com todos os israelitas. Nesse encontro, ele transmitiu fielmente todos os mandamentos que o Senhor lhe dera no monte. A glória em seu rosto servia como um selo de autenticidade para as palavras que saíam de sua boca, garantindo que as leis não eram invenções humanas, mas decretos divinos.

Para facilitar a convivência diária e a comunicação com o povo, Moisés adotou o uso de um véu. Sempre que terminava de falar com os israelitas, ele cobria o rosto, escondendo o brilho que poderia ser perturbador para a rotina do acampamento. Esse gesto de humildade e consideração mostra que Moisés compreendia a necessidade de adaptar a manifestação da glória à capacidade de suporte daqueles que ele liderava, protegendo-os da intensidade de uma luz que eles ainda não estavam preparados para carregar.

A dinâmica do uso do véu revelava um padrão de vida litúrgica e profética. Quando Moisés entrava na Tenda do Encontro para falar com o Senhor, ele retirava o véu. Na presença de Deus, ele se apresentava de face descoberta, permitindo que a luz divina recarregasse o brilho de seu semblante. Essa alternância entre o "descoberto" diante de Deus e o "velado" diante dos homens define a essência do ministério profético: uma absorção privada da verdade para uma proclamação pública comedida e eficaz.

O texto ressalta que os israelitas viam o rosto de Moisés brilhar toda vez que ele saía da presença de Deus para lhes entregar uma mensagem. O brilho não era estático, mas renovado a cada encontro. Isso ensina que a autoridade espiritual não é uma herança permanente ou um título estagnado, mas algo que precisa ser mantido através de uma busca contínua e ininterrupta pela presença de Deus. O rosto radiante era a prova de que o canal de comunicação entre o Sinai e o acampamento continuava aberto.

Por fim, o relato de Êxodo 34.29-35 encerra o ciclo de restauração da aliança com uma nota de esperança e reverência. O povo que antes havia se curvado diante de um ídolo de ouro agora contemplava, com temor e tremor, o reflexo do Deus vivo no rosto de seu mediador. Moisés, ao recolocar o véu após cada instrução, deixava o povo com a palavra de Deus gravada no coração e a imagem da glória divina gravada na memória, consolidando a identidade de Israel como uma nação sob a luz da instrução do Senhor.

Pr. Eli Vieira

As cláusulas práticas da aliança renovada


A sequência de Êxodo 34.18-28 detalha as cláusulas práticas da aliança renovada, focando na organização do tempo e da gratidão através das festas e rituais. O texto inicia reforçando a importância da Festa dos Pães Asmos, conectando a identidade de Israel diretamente ao evento da libertação do Egito. Ao celebrar essa festa no mês de abibe, o povo era lembrado anualmente de que sua existência como nação livre não era fruto do acaso, mas de uma intervenção divina poderosa e libertadora.

Um ponto central desta seção é a consagração dos primogênitos. Deus estabelece que todo primeiro filho e toda primeira cria dos animais Lhe pertencem. A exigência do resgate do primogênito humano e do jumento — um animal impuro que não podia ser sacrificado — servia como um memorial contínuo do livramento da morte no Egito. Essa prática pedagógica visava ensinar a cada nova geração que a vida é um dom de Deus e que o reconhecimento dessa soberania exige uma resposta concreta e sacrificial.

O mandamento do descanso sabático é reiterado com uma especificidade vital: o repouso deve ser mantido "mesmo nas épocas de arar e de colher". Essa instrução desafiava a lógica econômica e a ansiedade humana pela sobrevivência. Ao interromper o trabalho nos momentos mais críticos da agricultura, o israelita demonstrava que sua provisão não dependia apenas do seu esforço, mas da benção divina. O sábado tornava-se, assim, um exercício semanal de confiança e desprendimento.

O texto também estabelece o calendário das três festas anuais obrigatórias: a Festa das Semanas (Pentecostes), a Festa da Colheita e a Páscoa. Nessas ocasiões, todos os homens deveriam se apresentar diante do Senhor. Para acalmar o medo natural de deixar as propriedades vulneráveis durante essas peregrinações, Deus faz uma promessa sobrenatural de proteção: ninguém cobiçaria as terras de Israel enquanto o povo estivesse adorando. A fidelidade ritual era protegida pela providência divina.

As instruções rituais tornam-se ainda mais específicas para evitar a corrupção do culto. Deus proíbe oferecer o sangue do sacrifício com pão fermentado e exige que os primeiros frutos da terra sejam levados à Sua casa. A proibição curiosa de "não cozinhar o cabrito no leite da própria mãe" servia como uma barreira contra práticas de feitiçaria cananeias comuns na época. Cada detalhe buscava manter uma distinção ética e espiritual clara entre Israel e as nações ao redor.

A passagem culmina com a ordem de Deus para que Moisés escreva essas palavras, pois elas constituíam a base jurídica e espiritual da aliança com Israel. O registro escrito garantia a preservação da vontade divina contra as falhas da memória humana. Moisés atua aqui não apenas como o receptor da revelação, mas como o escrivão que formaliza os termos que regeriam a vida social, religiosa e familiar de todo o povo por gerações.

O encerramento deste trecho destaca a experiência sobrenatural de Moisés, que permaneceu quarenta dias e quarenta noites no monte sem comer ou beber. Esse jejum extraordinário sublinha a intensidade da comunhão e a natureza espiritual do sustento que ele recebia diretamente de Deus. Ao final desse período, ele desce com as duas tábuas do Testemunho, as Dez Palavras, simbolizando que a reconciliação estava completa e que a instrução divina agora estava, de fato, nas mãos do povo.

Pr. Eli Vieira

A Renovação da Aliança


 A seção de Êxodo 34.10-17 registra a resposta imediata de Deus à intercessão de Moisés, formalizando a renovação da aliança após o episódio do bezerro de ouro. O Senhor não apenas aceita caminhar com o povo, mas promete realizar maravilhas que nunca foram vistas em toda a terra. Essa promessa de milagres serve para distinguir Israel das outras nações e para demonstrar que a presença divina é o que realmente valida a identidade do povo escolhido.

Deus estabelece que a aliança é baseada na Sua fidelidade e no cumprimento de Suas ordens. Ele adverte Moisés de que expulsará os povos cananeus, mas impõe uma condição rigorosa: Israel não deve fazer nenhum acordo ou tratado com os habitantes da terra para onde estão indo. Essa proibição visa proteger a pureza espiritual da nação, pois Deus sabe que alianças políticas e sociais com povos idólatras inevitavelmente levam à corrupção dos valores e da fé.

A passagem enfatiza o perigo do sincretismo religioso. O Senhor ordena a destruição total dos altares, a quebra das colunas sagradas e o corte dos postes-ídolos (aseras). O texto é claro ao dizer que o compromisso com Deus exige exclusividade. A tolerância com os símbolos da idolatria vizinha é vista como uma armadilha que, a longo prazo, sufocaria a devoção ao verdadeiro Deus, tornando o povo vulnerável às mesmas práticas que Ele condenava.

O texto apresenta uma das definições mais fortes sobre a natureza do relacionamento de Deus com Seu povo: "O Senhor, cujo nome é Zeloso, é Deus zeloso". Este "zelo" (muitas vezes traduzido como ciúme) não é uma insegurança humana, mas uma paixão santa e protetora. Como um esposo que protege a integridade de seu casamento, Deus não aceita dividir o coração de Israel com falsas divindades, pois sabe que a idolatria é um caminho de autodestruição para o ser humano.

Há um alerta específico sobre a hospitalidade e os banquetes sacrificiais dos povos pagãos. Deus adverte que, ao aceitarem convites para comer desses sacrifícios, os israelitas estariam participando simbolicamente da adoração a outros deuses. O que começa como um gesto social inofensivo pode se tornar a porta de entrada para a apostasia. A preservação da aliança exige discernimento constante sobre o que é compartilhado à mesa e com quem se estabelece comunhão íntima.

Outro ponto crucial é a preocupação com os laços familiares e matrimoniais. O Senhor proíbe que os filhos de Israel se casem com mulheres daquelas nações, prevendo que elas induziriam os maridos à prostituição espiritual. A família é vista aqui como a unidade básica de transmissão da fé; se a fundação do lar estiver dividida entre deuses diferentes, a herança espiritual da aliança seria perdida em apenas uma geração.

O trecho termina com uma proibição direta e concisa: "Não faça para você deuses de metal fundido". Essa ordem remete diretamente ao trauma do bezerro de ouro e serve como um lembrete final de que a adoração a Deus não pode ser moldada por mãos humanas ou reduzida a objetos visíveis. A Aliança Renovada exige uma fé invisível, mas tangível na obediência, garantindo que o povo permaneça focado unicamente no Deus que os libertou.

Pr. Eli Vieira

A Misericórdia e Aliança Renovada


O capítulo 34 de Êxodo representa um dos momentos mais dramáticos e esperançosos da história de Israel. Após a quebra da aliança original devido à idolatria com o bezerro de ouro, a relação entre Deus e o povo estava profundamente abalada. No entanto, o texto inicia com uma ordem de restauração: Deus pede que Moisés lavre novas tábuas de pedra. Este gesto simboliza que, embora o pecado tenha consequências e destrua o que era perfeito, a vontade divina de se comunicar e estabelecer uma base legal para o relacionamento com Seu povo permanece inabalável.

A subida de Moisés ao Monte Sinai, sozinho e carregando as pedras que ele mesmo preparou, enfatiza a responsabilidade humana no processo de reconciliação. Diferente da primeira entrega da Lei, onde as tábuas foram cortadas pelo próprio Deus, agora há uma colaboração. Moisés sobe ao amanhecer, um horário que sugere um novo começo e uma renovação das esperanças. O isolamento exigido no monte destaca a sacralidade do encontro, preparando o cenário para a maior revelação do caráter de Deus no Antigo Testamento.

O ponto alto da passagem é a "descida" do Senhor na nuvem e a proclamação do Seu nome. Na cultura bíblica, o nome representa a essência da pessoa. Ao passar diante de Moisés, o Criador não exibe apenas Seu poder criativo ou Sua majestade cósmica, mas revela Seu coração. A autodeclaração divina como "Deus compassivo e misericordioso, paciente, cheio de amor e fidelidade" estabelece o fundamento sobre o qual a nova aliança será construída, priorizando a graça sobre o julgamento.

A teologia apresentada neste trecho equilibra de forma magistral a benevolência e a justiça. O texto afirma que Deus mantém o Seu amor por milhares de gerações, mas também ressalta que Ele "não deixa impune o culpado". Essa tensão é vital para entender a Aliança Renovada: o perdão é abundante e acessível, mas a santidade de Deus impede que o pecado seja ignorado. A misericórdia não é uma licença para a rebeldia, mas uma oportunidade para o arrependimento e a transformação de conduta.

A resposta de Moisés a essa revelação é de profunda humildade e prontidão espiritual. Ao ouvir a descrição do caráter de Deus, ele se prostra imediatamente em terra e adora. Essa reação ensina que o conhecimento teórico sobre a natureza divina deve sempre conduzir à reverência prática. Moisés não discute teologia com Deus; ele se rende à glória revelada, reconhecendo que a única posição adequada para o ser humano diante da presença do "Eu Sou" é a de adoração e entrega total.

Mesmo diante de uma revelação tão gloriosa, Moisés não esquece sua função de mediador. Em sua oração final neste trecho, ele faz um pedido audacioso: que o Senhor caminhe no meio do povo, mesmo sendo este um povo de "cerviz dura". Moisés utiliza a própria revelação da misericórdia de Deus como argumento para pedir o perdão e a aceitação de Israel como herança divina. Ele entende que a sobrevivência da nação não depende da sua própria fidelidade, mas da fidelidade e paciência de Deus.

A passagem encerra consolidando a ideia de que a aliança renovada é fruto exclusivo da iniciativa divina em perdoar. O texto de Êxodo 34.1-9 serve como um farol para todas as gerações futuras, demonstrando que o Deus da Bíblia é um Deus de segundas chances. A restauração das tábuas e a proclamação do nome divino garantem que, apesar das falhas humanas, o propósito de Deus de habitar entre os Seus e guiar o Seu povo através da Sua Lei e do Seu amor permanece vigente.

Pr. Eli Vieira

Estudantes tentam impedir culto na USP, mas encontro atrai 1.500 jovens: “Grande mover”

 Culto do Dunamis Pockets na USP. (Foto: Dunamis Pockets).

Incomodados com o encontro do Dunamis Pockets, um grupo de alunos tentou atrapalhar alegando que o culto era ilegal.

O último culto na USP (Universidade de São Paulo) do Dunamis Pockets, um grupo de universitários cristãos, foi marcado por um mover de Deus e também por oposição.

No dia 27 de março, mais de 1.500 estudantes se reuniram na Praça do Relógio, um lugar público ao ar livre dentro da universidade, para adorar e ouvir o Evangelho.

O encontro contou com momentos de louvor e intercessão. Os universitários oraram de joelhos, declarando arrependimento e pedindo um despertar espiritual na USP e nas universidades do Brasil.

“Foi um momento muito marcante. Durante o encontro, testemunhamos 14 curas e um grande mover, impactando profundamente a vida de muitos estudantes”, contou Gabriel Namorato líder do Dunamis Pockets, em entrevista ao Guiame.


Culto do Dunamis Pockets na USP. (Foto: Dunamis Pockets).

Hostilidade

Segundo ele, um grupo de estudantes da USP, incomodados com o movimento, tentou impedir e atrapalhar o culto. 

“Estávamos em um momento de arrependimento e oração quando algumas pessoas da USP chegaram tentando atrapalhar, com a intenção de desligar o gerador e a caixa de som. Elas argumentaram que estávamos agindo contra a lei, quando, na verdade, estávamos dentro de todos os nossos direitos. Os guardas da USP também tentaram impedir a reunião”, afirmou Gabriel.

“Em determinado momento, uma mulher chegou a ir até o local onde o evento estava acontecendo. Ela foi em direção ao lugar onde estavam os fios conectados à caixa de som e começou a falar alto, xingar e falar palavrões. Além de empurrar uma das pessoas que estavam servindo no evento”, acrescentou.


Culto do Dunamis Pockets na USP. (Foto: Dunamis Pockets).

Um vídeo gravado por participantes do culto, que o Guiame teve acesso, mostrou os organizadores tentando conversar com os estudantes contrários ao evento. Porém, os alunos alegaram que os cristãos não tinham o direito de cultuar na universidade.

“Aqui é público, você não pode fazer pregação, proselitismo religioso. O nazismo começou assim, com gente completamente fanática e louca”, afirmou um estudante.

Uma estudante afirmou que iria fazer um boletim de ocorrência contra o grupo de universitários cristãos e que desejava que eles fossem punidos pela USP.

“Eles querem levar aluno de cabeça fraca para o lado deles”, acusou ela. E acrescentou: “Eu não quero que eles falem com vocês, eu quero que eles punam vocês”. 

“Vocês têm que ir embora”

Outro aluno afirmou aos cristãos: “Vocês precisam recolher os equipamentos e ir embora, vocês não têm autorização. Vocês não deveriam estar nesse lugar”.

Apesar da oposição, o culto continuou e foi marcado por frutos espirituais. Muitas pessoas foram curadas após receberem oração, incluindo um jovem que tinha infecção causada por cobre em um dos olhos e não enxergava bem.

“O médico disse que eu ia perder a visão, eu enxergava 85%, eu estou enxergando 100% agora, estou vendo tudo”, testemunhou o jovem.

Liberdade religiosa garantida pela Constituição

Em vídeo no Instagram, Gabriel Namorato refutou a fala do estudante de que é crime fazer proselitismo religioso em um espaço público.

“A Constituição Federal garante duas coisas muito claras: liberdade religiosa e liberdade de expressão. Quando você soma essas duas você tem o direito de pregar aquilo que você acredita. Isso é proselitismo religioso e não é crime no Brasil”, esclareceu.

“O próprio Supremo Tribunal Federal já se posicionou sobre isso. Em 2018, na ADI (Ação Direta de Inconstitucionalidade) 2566 ficou reafirmado que a liberdade de expressão protege a manifestação religiosa, inclusive a pregação. Ou seja, o que a gente fez não é ilegal”, ressaltou.

E Gabriel acrescentou: “A pessoa chamou a gente de nazistas. Enquanto pregar o Evangelho é um direito constitucional, acusar alguém falsamente de algo como nazismo pode configurar crime contra a honra”.



Fonte: Guiame, Cássia Kieffer

terça-feira, 14 de abril de 2026

A Presença de Deus: A Maior necessidade do Seu Povo



O texto de Êxodo 33.12-23 marca a transição da crise para a restauração, onde Moisés, agindo como o mediador profético, compreende que o sucesso da missão não reside em conquistas militares ou geográficas, mas na companhia constante do Criador. Moisés argumenta com o Senhor, afirmando que, embora tenha recebido a tarefa de guiar o povo, ele não poderia avançar sem a certeza de quem o acompanharia. Para o líder de Israel, a promessa de uma terra fértil tornava-se irrelevante se o Dono da terra permanecesse distante.

A resposta divina a Moisés — "A minha presença irá contigo, e eu te darei descanso" — revela o cerne da caminhada espiritual. O descanso prometido por Deus não é a ausência de lutas ou o fim da jornada pelo deserto, mas a paz interior que provém da segurança de não estar sozinho. A maior necessidade do povo de Deus não são os recursos materiais para a sobrevivência, mas a garantia de que o Senhor é o parceiro de caminhada. Sem a Presença, o deserto é apenas um lugar de morte; com ela, torna-se um local de revelação e sustento.

Moisés eleva o nível da sua súplica ao declarar que a Presença é o único fator que distingue o povo de Deus de todas as outras nações da terra. Ele reconhece que a identidade de Israel não estava fundamentada em sua cultura, força ou leis, mas na singularidade de ter o Deus Vivo habitando em seu meio. Essa percepção é crucial: o que torna o cristão ou a igreja relevantes não são suas estruturas ou talentos, mas a manifestação visível da graça e da glória de Deus em sua rotina e caráter.

Não satisfeito apenas com a companhia, Moisés faz o pedido mais audacioso da história bíblica: "Rogo-te que me mostres a tua glória". Esse desejo revela que a verdadeira fome espiritual é insaciável; quanto mais se conhece a Deus, mais se deseja contemplá-Lo. Deus atende ao desejo de Moisés, mas estabelece limites, protegendo-o na fenda da rocha enquanto Sua bondade passa. Isso nos ensina que a Presença de Deus é ao mesmo tempo acolhedora e transcendente, exigindo do homem uma postura de profunda reverência e temor.

Por fim, o episódio na fenda da rocha simboliza a provisão de Deus para a nossa incapacidade de suportar Sua glória plena por conta própria. Ao esconder Moisés e cobri-lo com Sua mão, o Senhor demonstra que a comunhão é possível graças à Sua própria iniciativa e proteção. A lição final de Êxodo 33 é que a presença de Deus deve ser buscada acima de qualquer herança. Se a Presença não for o centro da nossa existência, estaremos apenas ocupando espaços, mas se ela for a nossa prioridade, até o deserto mais árido se tornará o limiar do céu.

Pr. Eli Vieira

A Presença de Deus e o Pecado

 


O texto de Êxodo 33.1-11 apresenta um dos momentos mais tensos e melancólicos da jornada de Israel pelo deserto. Após o episódio do bezerro de ouro, a santidade de Deus entra em conflito direto com a natureza rebelde do povo. Embora o Senhor reafirme a promessa de dar a terra de Canaã aos descendentes de Abraão, Ele introduz uma sentença devastadora: Sua presença pessoal não subiria mais no meio deles. Essa distinção entre a bênção (a terra) e o Abençoador (a Presença) serve como o primeiro grande alerta sobre o perigo de herdar promessas sem possuir comunhão com o Criador.

A razão para o distanciamento divino é explicitada no versículo 3: Israel era um "povo de dura cerviz". No contexto bíblico, a santidade de Deus é comparada a um fogo consumidor que, ao entrar em contato direto com o pecado obstinado, resultaria na destruição imediata da nação. Portanto, a decisão de Deus de não ir no meio do povo não era apenas um castigo, mas paradoxalmente um ato de misericórdia. O distanciamento era a única forma de preservar a vida de um povo que ainda não havia compreendido a seriedade de sua aliança e a pureza exigida por ela.

A reação do povo diante dessa notícia demonstra um raro momento de contrição nacional. Ao ouvirem "esta má notícia", os israelitas choraram e se despojaram de seus ornamentos e joias, simbolizando o abandono da vaidade que os levara à idolatria. Esse luto coletivo revela que, apesar de suas falhas, a nação reconhecia que nenhum território próspero ou vitória militar compensaria o vazio deixado pela ausência de Deus. A retirada dos adornos foi um sinal externo de uma busca por purificação interna diante de uma sentença de separação.

Enquanto a nação observava de longe, Moisés estabeleceu a "Tenda da Congregação" fora do arraial. Esse detalhe geográfico reforça a mensagem central: a presença de Deus não estava mais acessível de forma automática ou institucional no centro da vida comum. Quem quisesse buscar ao Senhor precisava sair da sua zona de conforto e ir até a tenda. Ali, a glória de Deus descia em uma coluna de nuvem, validando a intercessão de Moisés e mostrando que, embora a nação estivesse sob julgamento, o canal de comunicação através de um mediador permanecia aberto.

Por fim, o texto destaca o contraste entre a distância do povo e a intimidade de Moisés, a quem o Senhor falava "face a face, como qualquer fala com seu amigo". Essa dinâmica estabelece o fundamento para a intercessão que se seguiria nos versículos posteriores. O capítulo nos ensina que a presença de Deus é o bem mais precioso de um povo e que, sem ela, qualquer sucesso terreno é vazio. A história de Êxodo 33 nos convida a refletir se desejamos apenas os benefícios da fé ou se estamos dispostos a cultivar a santidade necessária para caminhar com o próprio Deus.


Pr. Eli 

segunda-feira, 13 de abril de 2026

TRANSFORMANDO A DERROTA EM VITÓRIA

 

Devocional Semear

A transformação da derrota em vitória começa com a mudança da lente através da qual enxergamos as injustiças sofridas. Em Gênesis 50:15-21, José nos ensina que a vitória não é apenas a superação de um obstáculo, mas a capacidade de não permitir que o ressentimento controle nossas decisões futuras. Seus irmãos, temerosos de que a morte do pai resultasse em vingança, projetavam nele a sua própria culpa. No entanto, José demonstra que a maior vitória sobre um agressor é não se tornar igual a ele, quebrando o ciclo de dor por meio de uma mentalidade focada no perdão e na paz de espírito.

A chave mestra para essa virada é a capacidade de discernir o propósito divino oculto no caos. José afirma com clareza que, embora as intenções humanas fossem voltadas para o mal, Deus as utilizou como matéria-prima para o bem. Essa percepção transforma a derrota — os anos de escravidão e prisão — em um processo de treinamento necessário para salvar nações inteiras da fome. Quando entendemos que as crises e os aparentes fracassos são ferramentas que moldam nosso caráter e nos posicionam estrategicamente, deixamos de ser vítimas das circunstâncias para nos tornarmos protagonistas de uma história de redenção.

Por fim, a vitória consolidada se manifesta através do serviço e da generosidade. Ao consolar seus irmãos e prometer sustento a eles e aos seus filhos, José prova que a verdadeira ascensão não serve para humilhar quem nos feriu, mas para abençoar quem nos cerca. A derrota é definitivamente vencida quando o sofredor do passado se torna o provedor do futuro. Assim, transformar a derrota em vitória é um ato de fé e ação prática, onde a dor é reciclada em esperança e a perda é ressignificada como o caminho essencial para o livramento de muitos.

Pr. Eli Vieira


Mais de 50% dos brasileiros rejeitam aborto e maconha por considerarem imorais

 

11ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida e Contra o Aborto. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Uma pesquisa recente da Real Time Big Data mostrou que 63% da população considera o aborto imoral e 55% afirmou que o uso da maconha é imoral.

Uma pesquisa recente revelou que mais da metade dos brasileiros rejeitam o aborto e o uso de macona por considerarem ações imorais.

O levantamento da Real Time Big Data entrevistou 3.000 pessoas em todo o país para saber como os brasileiros avaliam diversos comportamentos sob o ponto de vista moral.

Sobre o aborto, a pesquisa descobriu que 63% da população considera a interrupção da gravidez imoral, já 26% responderam que não veem problema.

A rejeição ao aborto cresce com a idade: 87% entre pessoas com 60 anos. E diminuiu nas gerações mais jovens: 40% entre brasileiros de 16 a 34 anos.

Em relação ao uso de maconha, a maioria dos brasileiros também é resistente: 55% classificam como imoral e 35% como não imoral.

A rejeição da droga é maior entre as mulheres (60%) do que entre os homens (49%). O maior grupo que reprova o uso são pessoas com mais de 60 anos (82%).

A pesquisa também perguntou o que os entrevistados pensam sobre o uso de contraceptivos. Grande parte dos brasileiros (81%) disseram que não é imoral. 

Os grupos que mais aprovam o uso de anticoncepcionais são os jovens (90%) e aqueles que recebem mais de cinco salários mínimos (88%).

Divórcio e pena de morte

O divórcio também é bem aceito pela população: 81% afirmaram que não é imoral e apenas 9% consideram a prática errada. Os jovens são os que mais normalizam o divórcio, chegando a 91% de aprovação.

Já sobre a corrupção, 56% consideram que é imoral, enquanto 27% não veem problema. O relatório também mostrou que a pena de morte passou a ser mais aceita pelos brasileiros: 74% respondera que não é imoral, enquanto 19% acham a medida errada. O apoio a pena de morte é maior entre os homens (80%) do que entre as mulheres (68%).

O levantamento ainda perguntou aos entrevistados se ser muito rico é algo imoral. 77% afirmou que não, mas 12% responderam que sim.

A pesquisa do Real Time Big Data foi realizada entre os dias 30 de março e 1º de abril de 2026, e possui margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.


Fonte: Guiame, com informações de R7 e Revista Oeste

SC sanciona lei que permite pais vetarem filhos de aulas sobre ideologia de gênero

 Imagem ilustrativa. (Foto: Unsplash/Marek Studzinski).

Com a medida, as escolas serão obrigadas a informar os responsáveis sobre atividades que envolvam ideologia de gênero, diversidade sexual e orientação sexual.


Uma nova lei em Santa Catarina (SC) vai permitir que pais vetem a participação dos filhos em aulas sobre gênero em escolas públicas e privadas.

A Lei nº 19.776 foi sancionada pelo governador do estado, Jorginho Mello (PL), e publicada no Diário Oficial na última segunda-feira (6).

Agora, as escolas de SC serão obrigadas a informar sobre atividades pedagógicas que envolvam temas como ideologia de gênero, diversidade sexual e orientação sexual. 

Para participar das ações, os alunos deverão apresentar a autorização assinada dos responsáveis.

A lei sancionada define como atividades pedagógicas de gênero “aquelas que abordam temas relacionados à identidade de gênero, à orientação sexual, à diversidade sexual, à igualdade de gênero e a outros assuntos similares”.

Se os pais não permitirem a participação dos filhos, as escolas devem seguir a decisão da família.

A nova legislação ainda estabelece punições para as instituições que descumprirem a norma, que vão de advertências por escrito, multas entre 1 mil e 10 mil reais por aluno, até a cassação do funcionamento da escola.

Antes de ser sancionada, a lei passou por discussão e aprovação na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). A proposta foi aprovada pelos deputados no dia 10 de março.

Direito dos pais

A medida foi de autoria da deputada Ana Campagnolo (PL). Segundo a parlamentar, o objetivo da lei é proteger os menores de ideologias contrárias aos valores dos pais.

“A verdade é que na grande maioria dos casos, tais atividades possuem caráter doutrinário, já que a exposição a esse tipo de conteúdo pode em muito moldar o caráter, valores e outras visões de mundo das crianças e adolescentes”, afirma o texto.

A proposta ainda afirma que os responsáveis “devem ter o direito de pelo menos serem informados caso qualquer tipo de atividade controversa ou de gênero seja apresentada aos seus filhos”.

Em postagem nas redes sociais, Campagnolo declarou: “Essa lei existe para estabelecer um limite claro: a palavra final sobre a formação moral de seu filho é sua. Não é de um militante que atua como agente público e nem mesmo do Estado”.

Como agir

Ela também orientou os pais de como agir caso não queiram que seu filho tenha aulas de gênero.

“Fique atento às comunicações da escola. Ao identificar esse tipo de atividade, manifeste sua decisão por escrito, encaminhe o documento à escola e guarde uma cópia. Se houver descumprimento, denuncie”, afirmou.

E incentivou: “Agora eu conto com você: acompanhe de perto o desenvolvimento educacional de seu filho, não delegue para terceiros o que é responsabilidade da sua família, exerça esse direito e cumpra o seu dever”.



Fonte: Guiame, com informações de ND Mais

sábado, 11 de abril de 2026

Repressão contra cristãos na Nicarágua aumentou em 2025, com 55 líderes presos


 O presidente Daniel Ortega. (Foto: Wikimedia Commons/Duma Estatal da Federação Russa).

Um novo relatório mostrou que houve 309 violações contra a liberdade religiosa no país, incluindo ameaças, monitoramento e proibição de reuniões.

A repressão do governo contra cristãos na Nicarágua continua crescendo, conforme um novo relatório da Christian Solidarity Worldwide (CSW), organização que defende cristãos perseguidos.

Em 2025, 309 violações contra a liberdade religiosa foram registradas, 200 dos casos envolveram católicos e 108 envolveram cristãos protestantes.

O governo ditatorial de Daniel Ortega e Rosario Murillo impuseram medidas de controle e monitoramento a 36 líderes religiosos no ano passado, mais do que o triplo do número em 2024.

Nessas ações, os líderes foram obrigados a se apresentar semanalmente nas delegacias locais, divulgar suas atividades planejadas e obter autorização prévia para sair de suas cidades.

Das 309 violações contra a liberdade religiosa, 228 envolveram assédio e ameaças contra cristãos, realizados por autoridades, locadores de aluguel, ativistas pró-governo e paramilitares.

Prisão de líderes 

Em 2025, o governo ditatorial também prendeu 55 líderes religiosos, com penas variando de horas ou vários anos.

Rudy Palacios Vargas, fundador da Associação da Igreja La Roca de Nicarágua, foi um dos pastores detidos. Ele tem sido alvo do regime desde 2018.

O pastor foi preso em 17 de julho de 2025, junto com sua irmã, dois cunhados, um membro da equipe de adoração e um diácono da igreja.

Proibição de reuniões

O relatório também apontou 33 casos de violações da liberdade de culto, incluindo o cancelamento forçado de vigílias, retiros juvenis e cafés da manhã de oração.

Em setembro do ano passado, policiais cercaram uma grande igreja protetante no país, interromperam o culto de domingo e ordenaram a saída dos membros. No episódio, o chefe de polícia afirmou que o templo seria adequado para hospedar uma delegacia.

Além disso, o governo de Ortega continuou a fechar organizações religiosas em 2025. Pelo menos 18 foram consideradas ilegais. Entre elas, 15 eram instituições protestantes e três católicas.

A Associação de Batistas Fundamentalistas Independentes perdeu seu direito de funcionar em fevereiro de 2025. Outras organizações fechadas incluíam escolas, rádios e televisões religiosas e instituições de caridade religiosas, incluindo Lutheran World Relief e Food for the Hungry.

De acordo com o relatório da CSW, o governo também passou a proibir turistas de entrarem com Bíblia e outras literaturas religiosas no país.

Na fronteira da Nicarágua, muitas pessoas relataram ter sido questionadas se estavam carregando Bíblias ou livros religiosos. Em alguns casos, os exemplares foram apreendidos.

Repressão à liberdade religiosa

Nos últimos anos, a repressão à liberdade religiosa e às liberdades civis tem crescido na Nicarágua.

Procissões religiosas nas ruas foram proibidas, a menos que sejam organizadas por grupos alinhados ao governo.

Mais de 256 igrejas evangélicas foram fechadas pelo governo nos últimos quatro anos, segundo a organização de direitos humanos Nicarágua Nunca Más.

Pelo menos 200 líderes religiosos fugiram do país. Mais de 20 foram foram destituídos de sua cidadania e 65 foram indiciados por conspiração e outras acusações.

A Nicarágua enfrenta uma crise política, social e de liberdades que se agravou após as polêmicas eleições gerais realizadas em 7 de novembro de 2021, quando Daniel Ortega foi reeleito para um quinto mandato.

Desde os protestos contra o regime ditatorial em 2018, os cristãos se tornaram alvos de repressão e restrições em sua liberdade religiosa.

A Portas Abertas relatou que a comunidade cristã nicaraguense tem se oposto ao regime de Ortega há anos, com líderes cristãos criticando a repressão violenta de manifestantes e as restrições à liberdade de expressão.

Governo de Daniel Ortega tem suprimido a democracia

Um relatório da ONU condenou a perseguição religiosa na Nicarágua. O documento, divulgado neste ano, afirmou que o governo de Daniel Ortega tem suprimido a democracia e as liberdades individuais, e reprimido igrejas e líderes.

Uma das especialistas do relatório, Ariela Peralta, declarou que o regime está literalmente "em guerra com seu próprio povo".

Ortega rejeitou o documento, alegando que as informações são falsas e que organizações internacionais, incluindo a ONU e a Organização dos Estados Americanos, estão realizando uma campanha de difamação contra ele.

O regime de Daniel Ortega tem se tornado cada vez mais autoritário, com a nomeação de sua esposa, Rosario Murillo, como vice-presidente e colocando os poderes legislativo e judiciário sob seu controle.

A Nicarágua ocupa a 32ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025, que classifica os 50 países em que os cristãos são mais perseguidos.


Fonte: Guiame, com informações de The Christian Post

Mais de 50% dos brasileiros rejeitam aborto e maconha por considerarem imorais

 11ª Marcha Nacional da Cidadania pela Vida e Contra o Aborto. (Foto: Valter Campanato/Agência Brasil)

Uma pesquisa recente da Real Time Big Data mostrou que 63% da população considera o aborto imoral e 55% afirmou que o uso da maconha é imoral.

Uma pesquisa recente revelou que mais da metade dos brasileiros rejeitam o aborto e o uso de macona por considerarem ações imorais.

O levantamento da Real Time Big Data entrevistou 3.000 pessoas em todo o país para saber como os brasileiros avaliam diversos comportamentos sob o ponto de vista moral.

Sobre o aborto, a pesquisa descobriu que 63% da população considera a interrupção da gravidez imoral, já 26% responderam que não veem problema.

A rejeição ao aborto cresce com a idade: 87% entre pessoas com 60 anos. E diminuiu nas gerações mais jovens: 40% entre brasileiros de 16 a 34 anos.

Em relação ao uso de maconha, a maioria dos brasileiros também é resistente: 55% classificam como imoral e 35% como não imoral.

A rejeição da droga é maior entre as mulheres (60%) do que entre os homens (49%). O maior grupo que reprova o uso são pessoas com mais de 60 anos (82%).

A pesquisa também perguntou o que os entrevistados pensam sobre o uso de contraceptivos. Grande parte dos brasileiros (81%) disseram que não é imoral. 

Os grupos que mais aprovam o uso de anticoncepcionais são os jovens (90%) e aqueles que recebem mais de cinco salários mínimos (88%).

Divórcio e pena de morte

O divórcio também é bem aceito pela população: 81% afirmaram que não é imoral e apenas 9% consideram a prática errada. Os jovens são os que mais normalizam o divórcio, chegando a 91% de aprovação.

Já sobre a corrupção, 56% consideram que é imoral, enquanto 27% não veem problema. O relatório também mostrou que a pena de morte passou a ser mais aceita pelos brasileiros: 74% respondera que não é imoral, enquanto 19% acham a medida errada. O apoio a pena de morte é maior entre os homens (80%) do que entre as mulheres (68%).

O levantamento ainda perguntou aos entrevistados se ser muito rico é algo imoral. 77% afirmou que não, mas 12% responderam que sim.

A pesquisa do Real Time Big Data foi realizada entre os dias 30 de março e 1º de abril de 2026, e possui margem de erro de 3 pontos percentuais e nível de confiança de 95%.


Fonte: Guiame, com informações de R7 e Revista Oeste

QUEM É DO SENHOR: PRECISA SE POSICIONAR

MEDITAÇÕES EM ÊXODO

ÊXODO 32.25-35


O episódio narrado em Êxodo 32:25-35 é um dos marcos mais severos e imprecionantes sobre a necessidade de definição espiritual. Quando Moisés desce do Monte Sinai e encontra o acampamento em estado de "desenfreio", ele percebe que a liberdade mal interpretada havia se tornado licenciosidade. O posicionamento não era mais uma opção teológica, mas uma urgência de sobrevivência moral, pois a falta de limites havia exposto o povo à vergonha diante de seus inimigos.

No centro do caos, surge o clamor que ecoa através dos séculos: "Quem é do Senhor, venha a mim". Este chamado de Moisés estabelece que, em momentos de crise, a neutralidade é impossível, mas é preciso tomar posição. Quem não se posiciona ativamente ao lado da verdade acaba, por omissão, consentindo com o erro e permitindo que outros se psicionem por você. O posicionamento exigido não era apenas um sentimento interno, mas um deslocamento físico e visível, uma saída da zona de conforto do pecado para o terreno da obediência ao Senhor.

A resposta imediata da tribo de Levi exemplifica o que significa posicionar-se com prontidão. Eles não pesaram as consequências sociais ou os riscos políticos; eles simplesmente se moveram. Ser do Senhor exige essa capacidade de ouvir a voz da autoridade divina e agir sem as hesitações que a lógica humana muitas vezes impõe. A decisão dos levitas transformou uma tribo comum em uma linhagem de sacerdotes, provando que o posicionamento precede a consagração.

Entretanto, o posicionamento real costuma cobrar um preço alto nos relacionamentos humanos. Moisés ordenou que os que se posicionaram executassem o julgamento sem olhar para laços de sangue. Isso nos ensina que a fidelidade a Deus deve estar acima de amizades, parentescos ou pressões grupais, não somente do passado, mas também hoje. Posicionar-se pelo Senhor significa que o seu compromisso com os valores eternos é mais profundo do que qualquer pacto de lealdade terrena que tente comprometer a sua integridade a Deus.

A atitude de Moisés como intercessor, logo após o julgamento, mostra que o posicionamento firme não exclui a compaixão. Ele voltou ao Senhor para rogar pelo povo, chegando a oferecer a própria vida. Isso demonstra que quem se posiciona pela verdade também assume a responsabilidade de carregar as cargas dos caídos. O verdadeiro soldado do Reino não apenas combate o pecado, mas intercede com agonia pela restauração daqueles que se perderam no caminho.

Deus, em Sua resposta, reafirma que o posicionamento é uma via de mão dupla. Ele declara que riscará de Seu livro quem pecar contra Ele, estabelecendo que a nossa posição diante de Deus determina a posição de Deus em relação a nós. Não existe um "seguro espiritual" que cubra a rebeldia contínua; a jornada para a Terra Prometida exige que o indivíduo mantenha sua decisão de pé todos os dias, sob pena de ser excluído das promessas pela sua própria obstinação.

Por fim, o texto encerra com a lembrança de que o julgamento e a praga são as colheitas inevitáveis de quem se recusa a tomar uma posição correta. A história de Israel em Êxodo 32 deixa claro que o Senhor não aceita corações divididos. Quem é do Senhor precisa se manifestar, precisa agir e precisa estar disposto a ser diferente da multidão hoje. O posicionamento é, em última análise, o ato de coragem que separa os que apenas observam a glória de Deus daqueles que de fato caminham com Ele independente das circunstâncias.

Pr. Eli Vieira

A INTERCESSÃO DE MOISÉS: A Verdeira Liderança não busca o próprio Prestígio



MEDITAÇÕES EM ÊXODO

Êxodo 32.11-24


 O relato de Êxodo 32:11-24 revela um dos momentos mais sublimes da liderança bíblica: a intercessão de Moisés. Diante da iminente destruição de Israel devido à idolatria com o bezerro de ouro, Moisés não aceita a oferta de Deus para se tornar o pai de uma nova nação exclusiva. Em vez disso, ele se coloca na brecha, demonstrando que a verdadeira liderança não busca o próprio prestígio, mas a preservação e a honra do povo que lhe foi confiado.

A argumentação de Moisés diante do Criador é baseada na reputação de Deus entre as nações. Ele apela para o fato de que, se o Senhor destruísse Israel no deserto, os egípcios concluiriam que a libertação foi uma armadilha mal-intencionada. Para Moisés, a glória de Deus e a percepção de Seu caráter misericordioso perante o mundo eram mais importantes do que a punição imediata dos culpados, revelando uma mente focada no propósito maior da redenção.

Além da honra divina, Moisés evoca a fidelidade às promessas antigas. Ele recorda ao Senhor o juramento feito a Abraão, Isaque e Israel, garantindo que sua descendência seria tão numerosa quanto as estrelas e herdaria a terra prometida. Ao citar os patriarcas, Moisés fundamenta sua súplica não no merecimento presente do povo — que era nulo —, mas na imutabilidade da palavra de Deus, que não pode voltar atrás em Seus decretos de aliança.

Ao descer do monte com as Tábuas do Testemunho, a intercessão de Moisés encontra o choque da realidade. O som que ele ouve não é de guerra, mas de uma celebração pagã, de um povo rendido ao pecado. O contraste entre a santidade que ele acabara de presenciar no topo do Sinai e a depravação no arraial foi tão violento que o levou a quebrar as tábuas de pedra. Esse gesto simbólico mostrou que a aliança já havia sido quebrada pelo povo antes mesmo de ser formalmente entregue, demontrando assim quão fraco é o homem.

O confronto direto com Arão expõe a fragilidade das desculpas humanas diante do pecado. Quando questionado sobre sua conivência, Arão falha em assumir a responsabilidade, apresentando uma narrativa quase mágica e absurda: "deitei o ouro no fogo e saiu este bezerro". Enquanto Moisés intercedia com profundidade e sacrifício, Arão tentava se esquivar com superficialidade, demonstrando como a falta de integridade compromete a liderança espiritual do povo.

Moisés age então com um misto de justiça e zelo, destruindo o ídolo e moendo-o até virar pó, obrigando o povo a beber da própria transgressão. Essa atitude severa não contradiz sua intercessão anterior; pelo contrário, ela a completa demonstrando o seu zelo como servo de Deus. A intercessão garantiu que o povo não fosse exterminado, mas a justiça exigia que o pecado fosse confrontado e extirpado do meio do povo para que a santidade pudesse habitar novamente no meio do acampamento de Israel.

O texto conclui enfatizando que a intercessão é um ato de amor sacrificial. Moisés estava disposto a ser apagado do livro de Deus em favor de seus irmãos, um eco profético da intercessão futura de Cristo. O episódio de Êxodo 32 ensina que o intercessor é aquele que conhece o coração de Deus o suficiente para clamar por misericórdia, mas que também conhece a gravidade do pecado o suficiente para exigir arrependimento e transformação verdadeira.

Pr. Eli Vieira

O BEZERRO DE OURO: A FRAGILIDADE DA PACIÊNCIA HUMANA

MEDITAÇÕES EM ÊXODO

 Êxodo 32.1-10

O relato de Êxodo 32:1-10 apresenta um dos episódios mais dramáticos da jornada de Israel rumo a terra prometida, destacando como a fragilidade da paciência humana pode corromper rapidamente a fé. Enquanto Moisés permanecia no cume do Monte Sinai em comunhão com o Criador, o povo, lá embaixo, sucumbia à ansiedade do silêncio. A ausência de uma liderança visível e imediata tornou-se o catalisador para a apostasia, revelando que a confiança dos israelitas ainda estava profundamente ancorada no tangível e no imediato.

A crise de paciência gerou uma distorção na percepção espiritual do povo. Ao observarem o "retardo" de Moisés, os israelitas não viram um período de consagração, mas um abandono. Essa impaciência transformou-se em exigência, pressionando Arão a fabricar "deuses que fossem adiante deles". O desejo humano de controlar a divindade e de possuir um objeto de adoração manipulável é a manifestação direta de uma alma que não consegue sustentar a espera no invisível.

Arão, por sua vez, cedeu à pressão da multidão, expondo a vulnerabilidade de uma liderança que prioriza o consenso popular em vez da fidelidade a Deus. Ao solicitar os objetos de ouro e fundir o bezerro, ele tentou sincretizar o sagrado com o profano. O bezerro de ouro não era apenas uma imagem; era a tentativa desesperada de materializar a presença de Deus em uma forma que fosse familiar à cultura egípcia que eles haviam deixado para trás, mas que ainda habitava seus corações.

A celebração que se seguiu à criação do ídolo revela o aspecto hedonista da impaciência. O texto descreve que o povo "sentou-se a comer e a beber, e levantou-se para folgar". Quando a paciência se esgota, a disciplina moral geralmente a acompanha. A adoração ao bezerro tornou-se uma válvula de escape para os impulsos represados, substituindo a reverência solene exigida pela aliança no Sinai por uma festa de autogratificação e desordem.

No topo do monte, a perspectiva divina sobre a fragilidade humana foi severa e imediata. Deus interrompeu a entrega das tábuas para alertar Moisés sobre a corrupção do povo. A descrição de Israel como um povo de "dura cerviz" sublinha a obstinação de quem prefere fabricar sua própria segurança a esperar pelas promessas de Deus. A rapidez com que se desviaram do caminho ordenado demonstra que a paciência é a musculatura que sustenta a obediência; sem ela, a queda é inevitável.

Por fim, o texto encerra com a manifestação da justiça divina diante da infidelidade. A ira de Deus contra a idolatria serve como um lembrete de que a paciência não é apenas uma virtude passiva, mas uma prova de lealdade. O episódio do bezerro de ouro permanece como um espelho da condição humana: a eterna luta entre o descanso na soberania de Deus e a urgência ansiosa de criar deuses que se moldem à nossa pressa e aos nossos desejos.

Pr. Eli Vieira

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