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quinta-feira, 2 de fevereiro de 2017

Aos pastores, presbíteros e diáconos que mentiram em sua ordenação


Por Rev. Ewerton B. Tokashiki


A sua ordenação foi um ato de singular importância. No Conselho da Igreja local, ou numa Reunião do Presbitério, ou num culto público, você respondeu solenemente algumas perguntas, diante de Deus, das autoridades instituídas por Ele, tendo parte da Igreja de Cristo como testemunha. Após ter se comprometido com um claro e audível SIM, você se ajoelhou, num ato de submissão, e demonstrando verbalmente aceitação e compromisso confessional, foram impostas mãos sobre a sua cabeça para a ordenação como um oficial da IPB!

Alguns dias depois você começa em suas conversações a desdizer o que declarou publicamente. Os seus sermões, estudos, e simples conversas informais levantam discordância da identidade confessional da IPB. Apresenta-se mais "aberto", mais tolerante, e fala num tom mais inteligente e atraente do que os tradicionais, a quem se refere como obscurantistas e frios! Critica o crescimento da igreja local e da IPB, questiona a rigidez da teologia, bem como o desprezo gratuito pelo neopentecostalismo, e começa a afirmar que precisamos de sermos mais práticos, mais piedosos, mais fervorosos, entretanto, o seu discurso não é em direção da verdadeira piedade e sim para uma mudança de paradigma. A liderança adota nova linguagem: vivemos para relacionamentos e para uma nova visão! Assim, se investe em estrutura, marketing, slogans, expressões afetivas e menos conteúdo doutrinário, menos profundidade bíblica.

Em seguida, você fala abertamente de suas discordâncias doutrinárias. Por exemplo, afirma ser a favor da contemporaneidade dos dons revelacionais! Dá oportunidade para que os irmãos "manifestem" estes dons [línguas e profecias] caso os tenham ou queiram buscá-los! E que não tenham medo do presbitério, afinal, eles têm a chancela do pastor e dos presbíteros. Toda experiência espiritual é válida e deve ser buscada ...

O culto passa a ser mais musical, menos pregação, mais oportunidade aos irmãos, mais experiência e menos Escritura. O emocionalismo toma conta! O fervor emocional, sincero acima de tudo, domina o ambiente e faz com que as pessoas comecem a manifestar as suas experiências "com o Espírito". A partir daí algumas caem, outras choram, pulam, ou andam de um lado para o outro, e outros ficam assustados por não saberem discernir o que está acontecendo. Então o pastor declara, ratificando o momento, que tudo é obra do Espírito Santo. Duvidar é pecar contra Ele, é correr o risco de blasfemar! E, quem é que vai questionar?

A identidade confessional acabou. Acabou a ordem, acabou a centralidade da Escritura, findou a ordem e decência do culto, esgotou a vergonha de mentir, não existe mais qualquer compromisso com os juramentos feitos no dia da ordenação! A santidade divorciou-se da ética. Manter a palavra do juramento solene é algo completamente ignorado, senão intencionalmente desprezado. Nesta altura o "seja o seu ‘sim’, ‘sim’, e o seu ‘não’, ‘não’" (Mateus 5:37) é esquecido. A desonestidade causa amnésia ética confessional. 

Tudo virou uma mentira. Você é um oficial presbiteriano, quer seja pastor, presbítero ou diácono, mas na realidade, intencionalmente ignora, despreza, ou ridiculariza a identidade confessional da IPB. Tudo o que você herdou é substituído por modelos do pentecostalismo. Todo seu treinamento teológico é cambiado por livretos, doutrinas e materiais que afrontam as decisões do Supremo Concílio da IPB, bem como os Padrões de Fé de Westminster.

Por isso, desejo apenas lembrar as perguntas que algum tempo foram questionadas em sua ordenação:

Perguntas constitucionais de ordenação

1º. Vocês confessam crer que as Escrituras do Velho e Novo Testamento são a Palavra de Deus, e que esta palavra é a única regra infalível de fé e prática?

2º. Vocês recebem e adotam a Confissão de Fé e os Catecismos desta Igreja como fiel exposição do sistema de doutrina ensinado nas Santas Escrituras?

3º. Vocês sustentam e aprovam o Governo e a Disciplina da Igreja Presbiteriana do Brasil?

4º. Vocês aceitam o ofício [presbíteros regentes e diáconos] desta Igreja, e prometem desempenhar fielmente todos os deveres deste cargo?

5º. Prometem, ainda, procurar manter e promover a paz, a unidade, a edificação e a pureza da Igreja?

A Escritura Sagrada adverte: "não mintam uns aos outros, visto que vocês já se despiram do velho homem com suas práticas e se revestiram do novo, o qual está sendo renovado em conhecimento, à imagem do seu Criador." (Colossenses 3:9-10)

***
Fonte: Estudantes de Teologia

Embora o artigo seja direcionado aos oficiais da IPB, cremos que também serve de exemplo para as demais igrejas.

Uma resposta bíblica à negação de John Piper do direito cristão em portar armas

Pare e Pense!

image from google

John Piper postou uma resposta à convocação de Jerry Falwell Jr. para que os cristãos pudessem se armar, bem como ao seu fornecimento de armas a estudantes para que pudessem carregá-las no campus da Liberty University. A posição de Piper, como esboçada, está tão próxima quanto possível de um pacifismo individual que não se afirma como tal. Sua resposta infelizmente ignora grande parte do contexto das passagens do Novo Testamento citadas e ignora, inteiramente, o Antigo Testamento. Desse modo, considero sua visão não apenas não-bíblica, dela discordando vigorosamente, mas também penso que seria uma atitude nociva e insensível caso os cristãos a aceitassem na sociedade.

Já no começo, Piper apresenta uma reserva a fim de esclarecer que não é sua intenção fornecer um argumento abrangente contra a autodefesa em geral, no entanto, rapidamente ele sabota essa sua reserva, e em cada ponto subsequentemente apresentado, sua posição se torna progressivamente absoluta. Ele escreve: “Minha preocupação central neste artigo é com o apelo aos estudantes que os impulsiona a esta mentalidade: ‘Vamos obter armas e ensinar uma lição eles, caso venham aqui!’”. Piper deseja estreitar o argumento: “A questão não é, primordialmente, acerca de quando e se um cristão pode recorrer à força em defesa de si mesmo, ou na defesa de seus familiares ou amigos. Há ambiguidades significativas e circunstanciais na resposta para essa questão”.

Embora ele jamais se refira a essas “ambiguidades significativas e circunstanciais”, ele continua mencionando-as, ao mesmo tempo em que faz declarações amplas e generalizadas como esta: “A preocupação é com a formação, nos cristãos, de uma disposição em se valer da força letal, não como policiais ou soldados, mas como cristãos comuns em relação a adversários perniciosos”. É uma posição demasiadamente ampla, a qual implica que, a menos que sejam agentes do governo civil, os cristãos não devem usar força letal, de modo nenhum. Destarte, não obstante Piper afirme seu desejo de deixar de lado essa questão devido a suas ambiguidades, ele, logo em seguida, propõe uma política que a responde de modo negativo e definitivo. 

O dr. Piper continua nesse veio ao longo de todo seu artigo. E, creio eu, ele percebe sua própria inconsistência ali, pois, de forma imediata, apresenta a posição contrária como um espantalho: “De acordo com o Novo Testamento, é encorajada a atitude que a afirma: ‘Eu tenho, aqui no meu bolso, o poder de te matar, então não se meta comigo’? Minha resposta é: Não”.   

Colocado de maneira simples, ninguém defende isso. Essa não é a posição de líderes cristãos que estão habituados e informados acerca da visão bíblica de defesa. Nem mesmo os comentários de Falwell Jr., que beiram a intemperança, são representados adequadamente por uma posição tão extrema. Representar, desse modo, a posição a favor da autodefesa é irresponsabilidade da parte do dr. Piper.

Piper, então, apresenta em série nove considerações que, no seu entendimento, sustentam sua posição, sendo uma delas subdividida em sete partes. Não utilizarei aqui o tempo para me dirigir a todas elas de forma exaustiva, mas somente àquelas que acredito serem as mais essenciais à sua posição (Alguns dos meus argumentos bíblicos mais abrangentes podem ser encontrados aqui e aqui também).

O argumento principal de Piper é que Romanos 12:17-13:4 proíbe os indivíduos cristãos de levaram a vingança a cabo. O poder da espada, diz o texto, é claramente delegado apenas ao governo civil. E ainda que, numa República como a nossa [isto é, os Estados Unidos da América], o povo seja o governo, Paulo não tinha em mente “que os cidadãos cristãos deveriam todos carregarem armas para que o inimigo não tivesse nenhuma ideia brilhante”.

Conquanto seja verdade que Paulo (e Jesus, em Mateus 5:38-39) nos tenha instruído a não tomar parte em vinganças pessoais, e que o poder da espada pertence ao governo civil, isto não significa, contudo, que o povo de Deus está absolutamente proibido, em toda e qualquer circunstância, de defenderem a si mesmos ou suas propriedades, ou, especialmente, de defenderem as vidas dos entes queridos e de seus próximos.

É nesse ponto, pois, que reside mais nitidamente o problema de Piper em seu entendimento e uso das Escrituras. Ao abstrair passagens como essas não apenas de seu contexto histórico, mas praticamente de qualquer contexto, ele as absolutiza para ensinar que os cidadãos devem ser sempre passivos perante os ladrões, salteadores, estupradores e assassinos, e, por extensão, terroristas, invasores e governos tirânicos.      
Mas é desse modo que manejamos as Escrituras?

Não. Primeiramente, Piper não lida, em lugar algum, com passagens claras do Antigo Testamento que instruem, tanto em princípio quanto na prática, que o povo de Deus tem o direito mesmo da autodefesa letal. Os leitores devem estar familiarizados com Êxodo 22:2: “Se um ladrão for achado arrombando uma casa e, sendo ferido, morrer, quem o feriu não será culpado do sangue”.

O princípio é que, quando um ofensor ataca numa situação letal, ele pode legitimamente ser confrontado com força letal. O princípio da “não vos vingueis a vós mesmos” é aqui revogada pela exigência. Foi por essa razão que Jesus disse a Pedro no jardim do Getsêmani para guardar sua espada. Não foi, como Piper alega, porque somos peregrinos que não têm o direito de usar espadas. Antes, foi porque Jesus estava intimamente familiarizado com o princípio do Antigo Testamento: o momento que você se mostra publicamente como uma ofensa letal, você faz de si mesmo um alvo para a defesa pessoal mediante força letal. É exatamente por isso Jesus disse isto: “Embainha a tua espada; pois todos os que lançam mão da espada à espada perecerão” (Mateus 26:52).

De semelhante modo, quando o rei Assuero permitiu aos judeus cativos o direito de se defenderem contra os agressores, essa permissão incluía o direito de “que se reunissem e se dispusessem para defender a sua vida, para destruir, matar e aniquilar de vez toda e qualquer força armada do povo da província que viessem contra eles, crianças e mulheres, e que se saqueassem os seus bens” (Ester 8:11).

Os judeus sabiam que as Escrituras já lhes permitiam o direito de autodefesa, mas sabiam que espoliar o agressor, nessa situação, ultrapassava os limites [da lei de Deus]. Então, quando chegou a hora, eles defenderam-se desimpedidamente: “Feriram, pois, os judeus a todos os seus inimigos, a golpes de espada, com matança e destruição” (Ester 9:5) – mas, repare: “porém no despojo não tocaram” (Ester 9:10).    

Essa lei e exemplo são claros e não foram revogados pelos ensinamentos do Novo Testamento. De fato, embora pietistas cristãos como Piper talvez sejam tentados a dizer que o princípio “Não vos vingueis a vós mesmos” é um princípio neotestamentário que ignora o Antigo Testamento, a verdade é precisamente o oposto. A fim de estabelecer esse princípio em Romanos 12:19-20, Paulo cita duas passagens veterotestamentárias: a primeira, “A mim me pertence a vingança; eu é que retribuirei, diz o Senhor”, é citada diretamente de Deuteronômio 32:35 (a lei do Antigo Testamento!). A afirmação subsequente sobre amar os nossos inimigos é retirada de Provérbios 25:21-22, versículo que, em si mesmo, é baseado na lei do Antigo Testamento (Êxodo 23:4-5).

Portanto, não basta argumentar que o princípio do “não vos vingueis a vós mesmos” é um aperfeiçoamento do Novo Testamento a partir do Antigo. O princípio é, em si mesmo, um princípio do Antigo Testamento.

Por meio disto, devemos perceber que é um princípio perfeitamente compatível com o restante da lei veterotestamentária que, a despeito de incluir o princípio contra a vingança pessoal, também permite a autodefesa e a força letal quando apropriado. Os dois princípios não estão em desacordo; eles estão em perfeito acordo quando aplicados em diferentes situações e contextos.

Dessa maneira, é nesse ponto que a visão de Piper sobre as Escrituras parece ser moldada e formada pelo pietismo e por uma negligência inaceitável do Antigo Testamento que, de igual modo, deixaria as famílias cristãs vulneráveis a agressores violentos. Isto reflete a espécie de heresia que leva em conta exclusivamente o Novo Testamento, criando uma aliança pietista-humanista – uma capitulação e negligência da parte de líderes cristãos que entregam as questões sociais aos caprichos de liberais desprezadores da Bíblia que estão bem ansiosos para aceitarem esse presente. Eu não me coadunarei com isso. Leia a base do Antigo Testamento para os princípios do Novo Testamento, e então aceite que essa base exige também o lastro do Antigo Testamento, exceto onde explicitamente substituído.

Mas Piper é admiravelmente consistente em sua posição exclusivamente neotestamentária de recusa à defesa, e é neste ponto que seu argumento se torna mais problemático. Ele argumenta que uma réplica à sua posição poderia ser resumida deste modo: “Posso atirar no homem que ataca minha esposa?”. Aquilo que deveria ser algo evidente, biblicamente falando, é considerado como “instinto” por Piper, que oferece sete pontos, a seu modo, a fim de responder “não” à pergunta. 

Fiquei chocado e consternado que Piper seja tão contrário ao uso de armas e à autodefesa de modo a esperar que os cristãos permaneçam assistindo suas esposas ou filhos serem atacados, estuprados ou assassinados perante seus olhos sem reagir em defesa. Não lhe é agradável aceitar que sua resposta é um “não”, chegando mesmo a dizer que não há uma resposta direta, mas, então, de novo e em seguida ele deixa claro: “Não há modo de lidar diretamente com a situação de usar a força letal para salvar a família e amigos, a não ser no que diz respeito à polícia e os militares”.

Isso é ridículo. Absolutamente ridículo. Por que o Deus do Antigo Testamento forneceria diretrizes claras para autodefesa nesses casos, mas subitamente revogá-las-ia, concedendo esse direito somente a um punhado de agentes do governo que não são capazes de chegar à cena do crime não menos do que numa média de dez minutos? Que amor é esse?

Pessoal, sejamos claros. A polícia, apesar do bem que fazem, não te protege de criminosos, estupradores e assassinos. A polícia, mais frequentemente aparece tarde e escreve relatórios sobre o que aconteceu. A melhor esperança da esposa naquele momento é uma arma na mão de seu marido. A arma seria o objeto que mais glorificaria a Cristo nessa situação.

Fiquei chocado e entristecido à medida que lia a defesa de Piper no tocante à sua posição. Vendo sua esposa ser estuprada, ele contemplaria dentro de si mesmo: “Nosso objetivo primordial na vida é demonstrar que Cristo é mais precioso do que a vida. De modo que, caso me depare com essa ameaça à minha vida ou de minha filha ou amigo, meu coração deveria se inclinar a fazer o bem de uma maneira que realizasse esse grande objetivo. Há centenas de variáveis em cada crise que podem afetar o modo como ela acontece”.

NÃO. Há somente uma variável nessa situação: o ângulo a partir do qual você atira na cabeça do estuprador.

Há somente um princípio em questão aqui, e é outro princípio do Antigo Testamento repetido nove vezes no Novo Testamento: amar a seu próximo como a ti mesmo. Como permitir que alguém seja estuprado ou assassinado à nossa frente, e não fazermos nada, pode ser uma demonstração do amor de Cristo? Não há variáveis nisso. O amor ao próximo nos leva a proteger a vida inocente e apontar nossas armas a criminosos que fizeram de si mesmos ameaças letais.

Ora, se Paulo disse que uma pessoa que não provê para sua família é pior do que um descrente e, portanto, negou a fé (1 Timóteo 5:8), o que, então, você pensa que Deus diria de um homem sentado, contemplando platitudes piedosas, enquanto sua família fosse espancada e trucidada aos seus olhos?

Piper continua aplicando seu princípio: “Vivo na área central de Minneapolis, e, pessoalmente, aconselharia um cristão a não possuir armas de forças para tais circunstâncias”.

Eu aconselharia os cristãos a ouvirem alguém que não fez do amor de Cristo uma abstração sem sentido. Arme-se, cristão. Ame teu próximo como a ti mesmo.

Por fim, Piper toca num tema que menciona várias vezes. Ele argumenta que somos peregrinos neste mundo e que Jesus nos alertou para que esperássemos uma “hostilidade truculenta”. Devemos, pois, lembrar que somos ovelhas entre lobos, e que a sorte que nos cabe não é atirar nos lobos, mas resignar-nos a seremos devorados.

Digamos que isso foi parcialmente verdade quando os discípulos estavam enfrentando uma perseguição governamental na qual a resistência armada teria sido não apenas fútil mas também encarada como sedição. Mas, conforme deixei claro aqui eaqui e em outro lugar, a imagem do “peregrino” no Novo Testamento foi um fenômeno temporário para aquela geração até que as autoridades perseguidoras da cultura judaica descrente fossem destruídas. O autor de Hebreus esclarece que os discípulos chegaram ao monte Sião pelo qual Abraão ansiava, e isto não era algo que deveriam esperar somente após sua morte.

Mesmo se fosse o caso de que ainda estivéssemos numa situação de “peregrinos”, isto, ainda assim, não invalidaria a consistência dos aspectos permanentes do mandamento do amor com a autodefesa. Os cristãos possuem o direito à autodefesa, a defesa de seu lar e de seus parentes e seus próximos.

Afirmar o contrário é negligenciar grande parte da Bíblia, e, com efeito, é isto que o artigo de Piper realmente faz: negligencia o contexto das citações e negligencia inteiramente o Antigo Testamento. Por essa razão, e por exigir que os cristãos permanecem inertes enquanto os criminosos atacam e assassinam pessoas, incluindo nossas famílias, e, na realidade, exigir até mesmo que se examine o próprio coração antes sequer de chamar a polícia para intervir (!) – devido a tudo isto, a posição de Piper é nociva à sociedade.

Ademais, tal posição é um indicativo daqueles que categoricamente rejeitam que o Antigo Testamento nos instrui da mesma forma que o Novo. É sintomática do cristianismo pietista (privatista), e daqueles tipos da “doutrina dos Dois Reinos” que afirmam que a Bíblia não tem nada a dizer sobre a esfera pública. É tempo de abandonar todas essas posições e adotar uma cosmovisão bíblica robusta que coloca o amor de Deus e o amor ao próximo em ação prática, nos modos ordenados e exemplificados pelas Escrituras – e isto inclui o direito de portar armas e o direto da autodefesa.

Conforme eu disse, não lidamos aqui com todos os comentários de Piper, mas nossos comentários tocam no âmago da razão pela qual sua posição não é bíblica. Afinal, ela é divorciada do contexto das Escrituras e nega aquilo que ela ensina no tocante a algo tão central e fundamental como o amor ao próximo. Suas visões são, pois, pietistas. Ele ignora as passagens nas quais a Bíblia trata dessas áreas da vida e subverte os princípios, transformando-os em questões unicamente de um amor abstrato em que o indivíduo contempla seu próprio coração no quarto de oração. Eu digo para deixarmos a Bíblia falar à totalidade da vida, como já faz, e então aplicá-la em tudo a que se refere. E estejamos bem armados e treinados nas armas ao fazê-lo. (E encontre um seminário ou faculdade teológica que também te permita agir assim).

***
Autor: Joel McDurmon
Fonte: America Vision
Tradução: Fabrício Tavares
Divulgação: Bereianos

segunda-feira, 30 de janeiro de 2017

Reforma, Calvino e Economia

image from google


A influência da Reforma Protestante para o desenvolvimento do capitalismo é alvo de não pequena controvérsia no mundo acadêmico. Ela tem servido especialmente para enfatizar o papel da religião nas relações econômicas. O debate tende a buscar respostas na polarização entre a história dos países influenciados pela Reforma, mais ao norte da Europa, e os países católicos romanos, mais próximos do mediterrâneo, razão pela qual também é grande a tentação de reduzir o debate a uma briga de torcidas, quando os interessados são influenciados pelo denominacionalismo estrito. A controvérsia por vezes toma a forma de uma rivalidade mimética, pela qual pressupõe-se que a verdadeira religião cristã é aquela mais afinada às verdades econômicas – um parâmetro que não deixa de ter alguma relevância, visto que o cristianismo, ao contrário de outras religiões, é também uma religião histórica preocupada com uma cosmovisão coerente com a realidade concreta.

É comum que o debate seja resumido a lugares-comuns. Não se pode dizer que “o protestantismo criou o capitalismo”; isto seria uma caricatura de um problema complexo, com um número maior de fatores impossíveis de serem reproduzidos em laboratório e que na verdade começou a mostrar-se um pouco antes da Reforma em si. A tese de Max Weber hoje divide lugar com várias outras, como as de Richard Easterlin e R.H. Tawney, de forma que não apenas a “ética protestante” do trabalho é um fator determinante para o desenvolvimento do capitalismo entre os países protestantes, em contraste com o crescimento menor de países católicos romanos. Fatores como educação-tecnologia, secularização, posição estratégica no período colonial e organização política são também importantes. 

Dentre esses, primeiro, o incentivo à educação-tecnologia também pode ser mais corretamente relacionado à Reforma que sempre impulsionou a educação das massas com o propósito de torná-las aptas para um contato direto com as Escrituras, inclusive com o desenvolvimento de uma educação pública. Alguns teóricos com tendências marxistas talvez queiram enxergar isso como uma desculpa religiosa para mascarar o puro interesse de criação de uma classe mais tecnicamente preparada para o trabalho, mas isso provavelmente não seria nada além de uma manifestação de sua maledicência e seu espírito antagonista à religião ‘per se’. O fato é que no século XIX os países protestantes possuíam níveis proporcionalmente maiores de educação primária. Embora os secularistas tenham se apropriado desse legado da Reforma, moldando-o à sua própria educação humanista, o impulso inicial foi certamente religioso. A urgência entre a necessidade de ensino bíblico na consciência dos protestantes em contraste com doutrinas como a da Fé Implícita, segundo a qual os leigos não necessitam de um conhecimento objetivo e crescente das doutrinas e da Escritura, confiando antes esse papel somente à Igreja, certamente fez a diferença. Efeitos secundários da Reforma, como o papel de John Wesley e do metodismo, que, segundo historiadores, por causa de seu conservadorismo no que concerne à autoridade e seu trabalho educacional, impossibilitou uma versão inglesa da Revolução Francesa, e, embora com diferenças, o papel do pentecostalismo na América Latina, podem servir como parâmetro para compreensão daquele fenômeno.

Em segundo lugar, paralelamente, o papel do secularismo também merece atenção. Antes da Reforma, como veremos a seguir, o cristianismo serviu como um freio à acumulação de capital. Desde o século XVIII, os países protestantes começaram a sofrer um processo crescente de secularização, relativamente mais lento nos países católicos pós-Contrarreforma, o que significou uma libertação do comércio de suas antigas amarras morais. Os países católicos romanos, a partir do século XIX, e mais especialmente no século XX, têm presenciado um crescimento econômico paralelo ao dos países protestantes também em virtude de seu grau de secularização. 

Em terceiro lugar, deve-se levar em consideração a posição estratégica de países protestantes e católicos, que beneficiaram-se da colonização, mas que produziram efeitos econômicos distintos entre a própria população. Embora Portugal e Espanha tenham sido potências pioneiras, sua colonização não produziu uma classe mercantil forte a ponto de exigir mudanças, o que aconteceu em países protestantes como a Inglaterra e a Holanda. Essas potências navais puderam produzir efeitos distintos dentro de seus territórios. Isso leva-nos, em quarto lugar, a reconhecer as diferenças de arranjos políticos desenvolvidos. Nesse caso, também, as diferenças teológicas vêm à tona. Os países influenciados pelo calvinismo, por causa de sua doutrina de resistência civil através de magistrados menores, tenderam a desenvolver teorias políticas descentralizadoras e, no caso específico da Holanda, mais tolerantes. Em contraste, os países católicos tenderam à centralização. Um fator a ser estudado nesse contexto é a participação da Contrarreforma nesse processo, com a reafirmação das hostilidades medievais ao livre mercado e a defesa de rigor e controle nas relações econômicas. A Contrarreforma talvez explique a razão pela qual a Itália, por exemplo, perdeu a corrida do avanço econômico já que, antes da Reforma, em virtude do rebento secularista da Renascença, ela chegara a ser o centro da riqueza da Europa. Muitos comerciantes da ‘orbis catholicus’, de espírito erasmiano (i.e., humanista) foram para países protestantes em busca de condições menos hostis.

Se todos esses fatores tornam a situação mais complexa, mais ainda é quando se tenta ser mais específico do que a categoria “protestantismo” permite. E mais ainda quando se busca a influência inequívoca de um único teólogo, Calvino. 

De certo, como percebe Murray Rothbard, economista, Lutero e Calvino têm basicamente as mesmas opiniões, exceto em duas questões: o conceito de “vocação” e a interpretação da lei da usura. O economista ressalta que o conceito de vocação foi mais desenvolvido entre seus herdeiros puritanos, razão pela qual a contribuição mais marcante da pessoa de Calvino, especificamente, está em sua interpretação da lei da usura. Ela torna-se mais compreensível quando confrontada com as interpretações de seus predecessores.

Primeiro vejamos algumas passagens levantadas pelos teólogos na história da igreja no concernente à usura. Em Levítico 25:35-38, temos:

E, quando teu irmão empobrecer, e as suas forças decaírem, então sustentá-lo-ás, como estrangeiro e peregrino viverá contigo. Não tomarás dele juros, nem ganho; mas do teu Deus terás temor, para que teu irmão viva contigo. Não lhe darás teu dinheiro com usura, nem darás do teu alimento por interesse.
Eu sou o Senhor vosso Deus, que vos tirei da terra do Egito, para vos dar a terra de Canaã, para ser vosso Deus.” [Levítico 25:35-38]

Em Deuteronômio 23:19-20 (um sumário de Deuteronômio 15:1-11):

A teu irmão não emprestarás com juros, nem dinheiro, nem comida, nem qualquer coisa que se empreste com juros. Ao estranho emprestarás com juros, porém a teu irmão não emprestarás com juros; para que o Senhor teu Deus te abençoe em tudo que puseres a tua mão, na terra a qual vais a possuir.” [Deuteronômio 23:19,20]

E em Êxodo 22:25:

Se emprestares dinheiro ao meu povo, ao pobre que está contigo, não te haverás com ele como um usurário; não lhe imporeis usura.” [Êxodo 22:25]

Desde, infelizmente, os Pais da Igreja, essas passagens têm sido terrivelmente mal interpretadas. Já no Primeiro Concílio de Nicéia, vê-se a questão da usura sendo mencionada e aplicada para os leigos nos concílios seguintes. Desde Platão e Aristóteles, mas também em romanos como Cícero, Plutarco e outros, a tradição desenvolvida enxerga o interesse econômico como mal em si mesmo, e que o usurário e o banqueiro são os piores inimigos da civilização, condenados até como conspiradores – embora os gregos antes deles praticassem empréstimos a juros. Os conceitos de virtude e vício dos filósofos e pagãos influenciaram a igreja e fizeram da crítica à usura o conselho dominante até os dias de Calvino, especialmente populares na Idade Média. Para Aristóteles, o dinheiro não era um bem improdutivo. Tomás de Aquino, seguindo-o, condenou qualquer prática de juros como se fosse uma venda repetida do mesmo objeto. Para ele, “Receber usura pelo dinheiro mutuado é, em si mesmo, injusto, porque se vende o que não se tem; donde nasce manifestamente uma desigualdade contrária à justiça.” [1] Lutero também manteve opinião desfavorável aos juros.

As consequências disso são evidentes até os nossos dias. Os banqueiros são vistos como conspiradores, até mesmo por conservadores. Na época, os cristãos eram proibidos de fazer empréstimos uns aos outros. Os judeus, por outro lado, tornaram-se a fonte de empréstimo para cristãos. 

A grande mudança veio primeiro com Calvino. Rothbard admite que:

“Calvino começou com uma ampla defesa teórica da tomada de interesse e então cercou-a de qualificações; os liberais escolásticos começaram com uma proibição da usura e então qualificaram-na. Mas enquanto na prática os dois grupos convergiram e os escolásticos, descobrindo e elaborando o banimento da usura sobre exceções, foram teoricamente mais sofisticados e frutíferos, a quebra formal do banimento promovido por Calvino foi um avanço no pensamento e na prática ocidentais.” [2]

Para Calvino, a condenação do interesse pelos filósofos e romanos não tinha respaldo bíblico. A passagens que falavam sobre a usura de nenhuma forma eram uma condenação da usura em si, mas, antes uma lei que visava garantir a caridade ao irmão necessitado. Em seu comentário de Êxodo 22:25, Calvino escreveu:

“A questão aqui não é sobre a usura, como muitos têm falsamente pensado, como se Ele nos comandasse a emprestar gratuitamente, e sem qualquer expectativa de ganho; mas, no ato do empréstimo, a vantagem privada é geralmente buscada, e portanto nós negligenciamos o pobre; e emprestamos nosso dinheiro apenas ao rico, de quem esperamos alguma compensação. Cristo lembra-nos que, se nós buscamos adquirir o favor do rico, nós não atestamos qualquer prova de caridade ou misericórdia; e daí reside a proposta de outro tipo de liberalidade, que é simplesmente gratuita, na assistência ao pobre, não apenas porque nosso empréstimo é arriscado, mas porque eles não podem dar um retorno em espécie.”[3]

É preciso ressaltar que essa lei atravanca em muito o banimento da usura. Não é um banimento total, mas apenas para o “irmão pobre”. Não é sequer todo e qualquer irmão, mas apenas o necessitado. Outro erro de Aquino nessa questão é não perceber essa limitação e estender a irmandade cristã e pactual para todos os homens. Ele disse que “Aos judeus foi proibido receber usura dos seus irmãos, isto é, dos Judeus. Por onde se dá a entender que receber usura de quem quer que seja é sempre mau; pois, devemos considerar a todos os homens como próximos e irmãos.” [4] Nem o recebimento de usura foi proibido a todos os irmãos, nem muito menos consideramos todos os homens como irmãos.

Um outro argumento defendido por Calvino é a nossa situação civil diferenciada em relação ao povo do Antigo Testamento. Agora, as nossas leis devem basear-se na equidade, não fazendo sentido, portanto, desde que a usura em si não é má, sustentar tal proibição. Rothbard aponta corretamente uma inconsistência de Calvino nessa questão, pois, ao mesmo tempo em que Calvino dizia que todas as profissões glorificavam a Deus, criticou quem trabalhasse profissionalmente com usura. A despeito disso, Calvino continuou condenando os exageros nas taxas e seu padrão ficou internacionalmente conhecido como o “contrato alemão”.

Em comparação, mesmo a contragosto de empreendedores do ‘orbis catholicus’, o parecer da Igreja de Roma continuou negativo a respeito da usura por algum tempo. Apenas em 1745 o papa Bento XIV começou a rever o posicionamento da igreja na encíclica Vix Pervenit.

Cem anos depois de Calvino, o teólogo holandês Claude Saumaise quis corrigir ainda alguns erros restantes sobre a usura, chegando ao ponto de permitir a usura a pobres. Segundo ele, quanto mais pessoas pedindo empréstimos, mais a concorrência faria com que as taxas de juros caíssem e se tornassem mais acessíveis. É uma solução pragmática. Entretanto, talvez alguma discussão seja necessária sobre isso. De acordo com o teólogo Rousas J. Rushdoony, a lei que proíbe a usura para irmãos pobres tem um objetivo comunitário muito importante: ela garante a existência da caridade e impede que a comunidade perca seu senso de unidade para o mais brutal individualismo. Rushdoony argumenta que Deus não criou essa lei arbitrariamente, razão pela qual não podemos supor que nossa lógica econômica seja superior à intenção de Deus ao promulgá-la. Para Rousas, de igual modo, as leis que protegem a caridade são mais direcionadas às pessoas próximas de cada indivíduo, principalmente os empregados mais pobres, exatamente por esse motivo. 

Semelhantemente, não devemos enxergar em Calvino um grande capitalista. Apesar de suas defesas nesse ponto, Calvino ainda tinha uma opinião hostil aos homens de negócios, que, em sua visão, esperam catástrofes a fim de aumentar os preços de seus produtos. De certo, alguns de seus conselhos hoje seria reprovados por uma visão econômica liberal mais salutar. Em Genebra, sabe-se que o preço do pão foi regulado por um período. Ele também defendeu a saúde pública. Lutero também, em geral, apoiou o controle estatal de preços. O efeito prático, contudo, da correção da interpretação da lei da usura por parte de Calvino, segundo Rothbard, foi que ela “transferiu a responsabilidade da aplicação de ensinamentos sobre a usura da igreja ou do estado para a consciência individual”. Não apenas a lei da usura promoveu isso, mas o desenvolvimento das teorias políticas dos calvinistas culminou, gradualmente, para a legitimação de contratos livres; a doutrina pactualista (ou aliancista) é emblemática nesse sentido. A teologia calvinista desenvolveu-se cada vez mais rumo à liberdade de contrato e os puritanos, através de experiência e revisão teológica, cada vez mais buscaram bases bíblicas para a liberdade econômica (vejam o texto que escrevi sobre a colônia de Plymouth aqui).

Quando fala-se da importância do aristotelismo ou do tomismo para o desenvolvimento da ciência econômica, isso não significa que tudo o que Aristóteles ou Tomás de Aquino escreveram sobre o assunto está correto. Semelhantemente, podemos falar da importância do calvinismo sem com isso defendermos que esse sistema tenha acertado em tudo. Calvino nunca escreveu qualquer tratado sobre economia. Seu dom ímpar de interpretação, contudo, permitiu que ele produzisse um grande impacto com apenas poucos parágrafos sobre a usura. Fica evidente que o protestantismo forneceu alguns elementos que, embora não tenham sido suficientes para a criação do capitalismo, foram cruciais para a criação de um ambiente no qual, aliado a outros fatores, ele se desenvolvesse. Talvez a Contrarreforma tenha atrapalhado um pouco o desenvolvimento de países católicos, caso o processo de secularização do Renascimento tivesse seguido em frente. Tal processo, infelizmente, também é muito danoso. Um capitalismo divorciado da ética cristã só tem produzido gerações de jovens ansiosos e frustrados. A retirada da base cristã das relações econômicas já cobra o seu preço no mundo de várias maneiras.

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Notas:
[1] AQUINO, Tomás de. Em “Suma Teológica”, Q. 78, art.1.
[2] ROTHBARD, Murray. Em “An Austrian Perspective on the History of Economic Thought, vol. 1, Economic Thought Before Adam Smith.” Veja aqui:https://mises.org/library/economics-calvin-and-calvinism
[3] CALVINO, João. Em “Commentary on Pentateuch”, Ex 22:25.
[4] AQUINO, Tomás de. Em “Suma Teológica”, Q. 78, art.1.

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Autor: Antonio Vitor
Divulgação: Bereianos

Franklin Graham na posse de Trump: “Não há outro mediador, a não ser Jesus”

Um dos convidados a participar da cerimônia da posse de Trump foi Franklim Graham, evangelista conhecido por suas pregações e campanhas evangelísticas por todo o mundo.
Antes que o juramento fosse feito pelo novo Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o evangelista Franklin Graham subiu ao palco para ler uma passagem bíblica. O evangelista compartilhou algumas palavras e leu em 1ª Timóteo 2.
Franklin pediu aos americanos que orassem a Deus em favor da nova administração e pela nação americana. Franklin também leu que não há outro mediador entre Deus e o homem, a não ser Jesus.
O ato causou polêmica entre vários sites de nóticias pelo mundo.
Assista:


Com informações BTN
Imagem: Reprodução web

sábado, 28 de janeiro de 2017

SILAS MALAFAIA FAZ VÍDEO CRITICANDO MADONNA E A CHAMA DE 'LIXO MORAL'


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Silas Malafaia publicou em seu canal do YouTube um vídeo com fortes críticas à cantora Madonna por seu discurso de oposição ao presidente norte-americano Donald Trump, realizado durante a Marcha das Mulheres.

O pastor chamou o discurso de "baixaria" e a cantora de "inescrupulosa", "aberração" e "lixo moral". O material conta ainda com falas sobre a repercussão da mídia brasileira sobre o ato, a qual ele acusou de ser "sectarista e esquerdopata" e de proteger quem defende temáticas como aborto, homossexualismo, ideologia de gênero e a "liberação de drogas".

Um dia antes, 23 de janeiro, o pastor já havia publicado outro vídeo questionando o direcionamento da mídia brasileira na posse de Donald Trump. "A mídia deixou de ser instrumento da notícia para ser torcedora de ideologias", afirma Malafaia. Para ele, o motivo seria o fator de Trump possuir "uma outra linha diferente dos esquerdopatas".

Assista:


MANIFESTO

A Marcha das Mulheres foi realizada no último sábado, dia 21 de janeiro, nos arredores do congresso norte-americano, localizado no centro de Washington D.C.. O encontro reuniu lideranças de movimentos sociais, políticos e artistas contra declarações do presidente Donald Trump e em defesa dos direitos civis. Em seu discurso, Madonna afirmou estar frustrada com o resultados das eleições e que chegou a pensar em explodir a Casa Branca. Em seu perfil no Instagram, depois, a cantora pop esclareceu se tratar de uma metáfora. "Compartilhei duas maneiras de ver as coisas - uma era ser esperançosa, e a outra era sentir raiva e indignação, o que senti pessoalmente", escreveu.

Segundo a organização da Marcha das Mulheres, o ato reuniu cerca de 5 milhões de manifestantes. Entre outras celebridades que levantaram a bandeira contra o polêmico novo presidente estavam as atrizes Kristen Stewart, Drew Berrymore, Scarlett Johansson, Emma Watson, e as cantoras Pink, Janelle Monáe e Alicia Keys, entre outras.


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Uai Notícias
Via Púlpito Cristão

sexta-feira, 27 de janeiro de 2017

Anne Graham Lotz chama a Marcha das Mulheres de “Movimento Destrutivo” levando as mulheres a suas “sepulturas morais”

A evangelista cristã conservadora Anne Graham Lotz advertiu que o movimento é “destrutivo” e levará as mulheres às suas “sepulturas espirituais e morais”.

A CNN informou Mais de um milhão de pessoas em todo o mundo participaram da Marcha das Mulheres no último sábado para protestar contra o presidente dos EUA, Donald Trump, e mostrar seu apoio aos direitos das mulheres, especificamente o aborto.
Os protestos atingiram todos os continentes, com até mesmo visitantes e trabalhadores em Paradise Bay, um canto remoto na Antártida, organizando um pequeno rali de cerca de 30 mulheres e homens de apoio, com sinais contra a discriminação e o ódio.
Os organizadores do protesto em todo o mundo disseram que o protesto foi principalmente um protesto pró-escolha em defesa de aborto e fornecedores de aborto, como Planned Parenthood, em meio a temores de que Trump vai nomear uma justiça pró-vida para o Supremo Tribunal dos EUA.
Anne compartilhou em seu Facebook seus sentimentos sobre a Marcha das Mulheres, e disse que enquanto os manifestantes alegavam representar todas as mulheres, o que elas realmente estavam procurando era o acesso ao aborto irrestrito.
“Meu coração dói por muitas das mulheres que vi marchar … as mulheres que se juntaram a um” movimento “que é enganoso e no final, serão destrutivas e levá-los a um” túmulo “espiritual e moral. Eu oro sinceramente para que eles se voltem para o Deus único, verdadeiro e vivo, que é o único que pode dar-lhes a paz profunda, permanente, amor, esperança e segurança que todos desejamos “, Lotz escreveu.
“Minha oração pela querida Bell [neta de Lotz] … e pelas mulheres do mundo … é que, como teme a Deus e procura crescer em seu conhecimento pessoal Dele, ela se tornará uma mulher de grande sabedoria e compreensão Que evita o mal e O serve fielmente “, ela escreveu, referindo-se a sua neta de 15 anos, Ruth Bell.
Celebridades notáveis ​​participaram da Marcha das Mulheres, embora a cantora Madonna tenha suscitado controvérsia quando admitiu que havia pensado “muito sobre explodir a Casa Branca”. Madonna mais tarde se explicou no Instagram que ela não estava defendendo a violência.
“Eu falei em metáfora e compartilhei duas maneiras de olhar as coisas – uma era ser esperançosa, e uma era sentir raiva e ultraje, o que eu pessoalmente senti”, escreveu ela. “No entanto, sei que agir com raiva não resolve nada, e a única maneira de mudar as coisas para melhor é fazê-lo com amor”.
Enquanto The Guardian, Vox e outras agências de notícias tentaram retratar a manifestação como um “enorme e espontâneo” e como um “esforço de base”, outros, como Asra Q. Nomani, ex-repórter do Wall Street Journal que se descreve Como uma “feminista liberal” que votou em Trump, sugeriu que o bilionário investidor George Soros apoiou muitos dos grupos de protesto.
Nomani escreveu que Soros, que está por trás da organização da Open Society e foi um dos maiores doadores presidenciais de Hillary Clinton, financiou ou tem uma relação estreita com pelo menos 56 dos parceiros da marcha, incluindo Planned Parenthood.
Ela incluiu suas descobertas em um documento aberto no GoogleDocs, e em um artigo publicado no The New York Times. O jornal também incluiu a resposta da Open Society, no entanto, com uma porta-voz negando que Soros foi financiar os protestos.
“Apoiamos uma ampla gama de organizações – incluindo aquelas que apóiam as mulheres e as minorias que historicamente têm sido negadas a igualdade de direitos, muitas das quais estão preocupadas com as mudanças de política que podem ocorrer à frente”, disse a porta-voz.
O Christian Post informou ainda no domingo que alguns partidários pró-vida e evangelistas foram mal tratados durante a manifestação em Washington no sábado, com os cristãos pregando contra a homossexualidade e outros pecados, segundo notícias, receberam gritos e foram cuspidos.
“Esperávamos que isso acontecesse porque eles estão vivendo de acordo com a carne e não devemos esperar nada menos, as pessoas mataram Jesus porque Ele pregou a justiça e chamou as pessoas ao arrependimento”, disse Joseph Neigh, veterano do Exército dos EUA e evangelista afiliado à DC com o grupo, à CP.
“Houve muitas pessoas que zombaram, nos expulsaram, nos amaldiçoaram, mas não vamos pagar o mal para o mal. Nós dizemos: ‘Deus te abençoe’. Não estamos aqui lançando pedras, estamos jogando salva-vidas “, acrescentou Neigh.

Com informações Christian Post
Imagem: Shannon Stapleton

Arquidiocese não pune padre acusado de abusar sexualmente mais de 100 crianças indígenas

Gerardo Silvestre é o padre acusado de abusar sexualmente mais de 100 crianças em montanhas indígenas zapotecas do estado mexicano de Oaxaca.

O jornal Milenio “, conta que em 2006 começaram as primeiras denuncias de abuso de crianças na vila Santiago Camotlán. Silvestre foi transferido para outras comunidades, onde continuou a abusar de menores.
A Arquidiocese de região Antequera-Oaxaca, liderada por Dom Chávez Botello Jose, não puniu Silvestre; mas puniu ao grupo de padres que formalizaram a denuncia contra o acusado.
Os autores da denúncia sacerdotes enviaram uma carta ao Vaticano, mas não receberam apoio.
Oaxaca Forum on Children (Foni), uma organização que trabalha para os direitos das crianças, espera agora a sentença contra o clérigo; Também requer que o arcebispo de Oaxaca faça um pedido público de desculpas sobre o caso por prejudicar as crianças, que tinham entre 11 e 13 quando foram abusados.
O documentário intitulado “Silvestre. Pedofilia clerical em Oaxaca “, lançado em outubro de 2016, mostra depoimentos de crianças e jovens que foram abusados e acaríciados indecentemente pelo sacerdote; que os convidava a beber e, em seguida, os levava para a reitoria para obrigar relações sexuais.
Quase no fim do documentário, um jovem indígena mantém Zapotec: “Peço que o prendam para pagar pelos que nos fez. Para que justiça seja feita em nomes de todos os danos que ele fez para os zapotecas “.


Com informações BTN
Imagem: reprodução

quinta-feira, 26 de janeiro de 2017

Uma palavra de advertência acerca de Tim Keller


Por John Hendryx


Tim Keller é uma pessoa muito complicada teologicamente, assim, por favor, preste atenção enquanto explico. Sou um grande admirador do Cristocentrismo de Keller e sua clara explicação do evangelho. De fato, a apresentação do evangelho por parte de Keller é uma das melhores que jamais escutei. Seu entendimento da somente a graça em Cristo somente numa perspectiva Reformada é verdadeiramente magnífico... até mesmo profundo. Proclama em voz alta que "o evangelho NÃO é o que fazemos para Cristo, senão acerca do que Cristo fez por nós" o que é algo que se acha longe da RCC e do Movimento Emergente como se possa imaginar. Pessoalmente sou grandemente abençoado por seu ministério. Promovemos-lhe porque o seu ensino, em geral, é MUITO bom.

Mas, sempre fui um admirador crítico de Tim Keller. Permita-me explicar. Por um lado, ele ama a Jonathan Edwards e aos Puritanos, bem como o experiencialismo Calvinista e o evangelho de somente a graça em Cristo somente. Por outro lado, integra algumas ideias de fora da tradição reformada. E isso nem sempre é algo ruim, pois podemos aprender de outras tradições. Todavia, neste caso, discordo profundamente de algumas de suas posições. 1) É um evolucionista teísta. 2) Às vezes, tende a ter uma ênfase desequilibrada em temas como a justiça social e a renovação cultural (o que tem levado a muitas igrejas locais influenciadas por ele a se envolver nas políticas de esquerda ou direita, cuja "ala" dependendo da localização da igreja), e (3) recentemente tem chamado minha atenção que sua igreja pratica a oração contemplativa, ou o misticismo católico, o que potencialmente poderia conduzir as pessoas a abraçar os perigosos ensinos da Contrarreforma de Ignácio de Loyola, San Juan de la Cruz, Santa Teresa de Ávila (místicos católicos) que ensinam (entre outras coisas) as ideias extra-bíblicas da perfeição cristã, visões e guia mística divina. Em minha opinião, algumas destas acomodações tendem a ser inconsistentes com o evangelho que de outra forma comunica tão poderosamente.

De modo que, uma palavra de precaução aos jovens cristãos que se emocionam demasiadamente com o seu material. Quase há um culto entre os ministros de a RUF e outros jovens que recentemente estão entrando na PCA. Isto poderia ser, potencialmente, algo pouco saudável. Somente quero que os leitores deem um passo à atrás por um segundo, e tomem em consideração estas coisas antes de sinceramente submergirem. Uma vez mais, seus livros sobre a idolatria, o matrimônio, a apologética, e especialmente seus livros sobre o evangelho, etc., são geralmente muito úteis, e essa é a razão pela qual os vendemos sem reservas. Amo seu Cristocentrismo, a sua ênfase na experiência e penso que comunica coisas de uma maneira muito útil, mas aponto com aguda exceção a sua evolução teísta, o seu ecumenismo e sua desequilibrada ênfase na justiça social. E jamais venderíamos, ou promoveríamos conscientemente nenhum recurso que promovesse especificamente estas ideias ou práticas errôneas.

Podemos estar em desacordo com um homem em muitas coisas e ainda assim pensar que as pessoas podem se beneficiar de seu ministério do evangelho. Sei que há um grupo de pessoas que preferiria que o retirássemos totalmente de nossa venda. Eu lhes agradeço por chamar a minha atenção para algumas destas coisas. Mas, depois de buscar conselho sobre isto da parte de outros pastores, sinto que uma advertência deste tipo é a melhor maneira de seguir adiante. Se estas advertências forem consideradas, então, creio que vocês serão abençoados pelo útil ministério do Dr. Tim Keller.

***
John Hendryx
Monergism Books

Extraído DAQUI em 17/10/2013.
Tradução: Rev. Ewerton B. Tokashiki

Ministro da Palavra: Santo e Douto

image from google


A Bíblia revela que há um conselho de líderes que são responsáveis pelo governo e o bom andamento espiritual do rebanho de Deus. Esse conselho é chamado de presbíteros, sempre no plural e com algumas características essenciais para a função (1Tm 5.17; Tt 1.7; 1 Pe 5.1-2; 1Tm 3.2; 2Tm 4.2; Tt 1.9; At 20.17, 28-31; Tg 5.14; At 15.16).

Dentre esses presbíteros há alguns que são chamados para se afadigarem na Palavra, seguindo mais de perto a decisão dos apóstolos e sucedendo o ministério apostólico como Ministros da Palavra (At 6.4; 1Tm 5.17). Normalmente esses presbíteros que ministram e ensinam são chamados de pastores, isso se deve ao fato de Efésios atribuir à docência aos pastores (Ef 4.11).

Por essas razões, o Pastor é mestre e um verdadeiro Ministro. Tem como sua principal função pregar e ensinar, tanto pela sã doutrina, como pelo exemplo de vida – na espiritualidade e piedade. Pensando nessas questões de piedade e docência é que lanço mão de dois deveres do Ministro: Ser irrepreensível e apto a ensinar (Tt 1.6; 1Tm 3.2). Por isso, o Ministro da Palavra (Pastor) precisa ser um homem santo[1] e douto[2] (culto), pois sem santidade não agrada a Deus e nem verá sua presença (Hb 12.14) e sem a Palavra conduzirá o povo a destruição e miséria espiritual (Pv 29.18; Os 4.6).

A História demonstra que o esforço para nomear ministros menos capacitados e com mais habilidade política e “prática” causou igrejas mais mundanizadas, secularizadas e acostumadas com modismos. A ênfase na prática em detrimento do conhecimento profundo tem produzido doutrinas controvertidas, heréticas e até práticas seitarias nos cultos públicos. Também vê-se que o predomínio de ministros leigos em algumas denominações promovem divisões sem fim e é a bandeira do movimento neopentecostal, com suas esquisitices.

A crise atual da Igreja no contexto religioso brasileiro é acima de tudo teológica/doutrinária, por isso, o que precisamos na verdade é de ministros do evangelho mais santos e doutos. Homens piedosos, que servem de joelhos com os olhos ao alto e ao mesmo tempo são conhecedores profundos das ciências bíblicas e gerais, verdadeiros teólogos; exercendo seu conhecimento na pregação das Escrituras, na visitação do rebanho, no auxílio aos necessitados e na defesa do evangelho que foi entregue aos santos.

Um Ministro não santo governa a igreja com libertinagem e escandaliza o evangelho do Senhor. Não se submete a ninguém e muito menos a disciplina, seu poder e domínio é absoluto e sua administração é déspota. Não segue a Escritura e se apega ao alegorismo e múltiplas interpretações para justificar seus demandos e libertinagem. É visível homens assim na atualidade, assim como era na Igreja Medieval. Um Ministro não douto (alguns se orgulham da prática) leva a igreja para inovações, sem reflexão e nem razão de ser. A quantidade de ministros aderindo ao neopentecostalismo ou ao movimento de crescimento de igreja é enorme; hoje é comum encontrar em igrejas e até mesmo de minha denominação práticas católicas, superstições, estruturas secularizadas, mensagens de auto-ajuda, interpretações relativizadas da Bíblia, entre outras coisas.

Quero dedicar algumas linhas para expor dois movimentos (modismos) que vem crescendo no Brasil e já entrou sorrateiramente em muitas igrejas históricas. O primeiro é profano e blasfemo, o chamado “Caminho da Graça”. Seu principal tema é a graça; fundado por um lunático que desdém das Escrituras e da Igreja de Cristo. Esse movimento é moralmente orientado pela inclusão e tolerância pós-modernas, rejeitam os ensinos da Bíblia sobre a Igreja e as doutrinas e super valorizam a informalidade (ex: o culto para eles é reunião de amigos ao redor da mesa, a pregação é conversa sobre qualquer coisa). Não vou gastar mais tempo com esse grupo, basta acessar sites e youtube para conhecê-los, é público.

Outro movimento é o chamado MDA (movimento de discipulado apostólico). No link a seguir você pode conferir a história e perceber que começou com novas visões do Espírito e não pela Bíblia, também há uma forte ênfase pragmática (a igreja tem que crescer) - https://www.youtube.com/watch?v=zVSv3wJ7DME. Os princípios de discipulado são bíblicos e acredito que devem ser considerados, os problemas estão nas práticas. Eu mesmo participei de uma conferência em São Paulo e me lembro bem das ênfases em restauração de todos os dons, curas, crescimento numérico, pregação temática e desejo de ser como a igreja primitiva.

Tenho em mãos um documento de uma igreja ligada ao MDA, onde diz que seus discipulandos devem “submissão total”. O ponto onde descrevem essa submissão é posterior a explicação do MDA, onde se afirma que o discipulado se desenvolve com o conceito de paternidade e na questão da submissão, o discipulando deve se submeter ao discipulador da mesma forma como a seus pais. Me lembro recentemente de visitar uma igreja ligada a esse movimento e um pastor auxiliar chamava o pastor presidente de “meu pai”.

Outra questão é que no ponto quatro do material dizem que o discipulando precisa “pensar igual ao discipulador”. É uma corrente de manipulação e subtraem a liberdade de consciência do indivíduo, fazendo acreditar que o movimento é de Deus e o único capaz de retornar a igreja nos moldes primitivos.

Recentemente conversei com um importante pastor batista que entrou e saiu deste movimento, ele me relatou: “Glauco, nós saímos porque percebi que nossas práticas mudaram muito e todas as igrejas de minha região que aderiram ao movimento se tornaram neopentecostais”. Se não bastasse, no mesmo documento citado acima, no ponto 5, pede-se ao discípulo “lealdade plena”. Conforme testemunhas que participaram do movimento “quem discordar das práticas desses grupos é considerado rebelde por seus líderes”.

Para esses movimentos de crescimento de igreja não há liberdade e a tradição deve ser rejeitada e colocada de lado. Concluo esse ponto com a fala de um pastor no culto público sobre sua tradição e denominação: “Eu quero que a convenção b... vá as favas, não quero nem saber, nossa igreja será como a igreja primitiva”. Um pastor me testemunhou que ouviu do mesmo líder: “Faço qualquer negócio para minha igreja crescer”. Lembro-me bem da febre “Igreja com Propósitos”, depois “Vineyard”, Willow Creek”, “MDA”, “Igreja Emergente” e qual será o próximo?

O Ministro santo e douto é importante porque todas as práticas estranhas ao Evangelho de Cristo ou são introduzidas pelo Ministro ou autorizadas por ele. Sendo assim, um Ministro não douto produz leigos ignorantes ao Evangelho, suscetíveis ao erro e uma igreja distante da vontade de Deus e sensível a todo vento de doutrinas e inovações sem fim. Meu apelo é que a Igreja Cristã Protestante invista e motive seus obreiros ordenados e leigos a uma vida piedosa e estudiosa das Escrituras e da teologia bíblica, sistemática e prática. O verdadeiro Ministro da Palavra busca a santidade e simplicidade, assim como busca ser um teólogo para o pastoreio, evangelização mundial e qualidade da sua igreja local.

Que o Deus da nossa vocação nos ajude para sua própria glória!

____________________
Notas:
[1] Santo: Alguém separado para uma vida de piedade e de acordo com a vontade de Deus, separado do mundo.
[2] Douto: Alguém muito instruído, sábio, inteligente, estudioso e doutrinado
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Autor: Pr. Glauco Pereira
Fonte: Pastor Reformado

Papa Francisco ameaça ou adverte Donald Trump por apoiar Israel?

Enquanto o mundo espera para ver se Donald Trump vai cumprir todas as suas promessas de campanha, diferentes líderes políticos e religiosos enviaram “recados” ao novo presidente nos últimos dias. Um dos que mais surpreendeu foi o de Papa Francisco.
Poucos dias antes da posse de Trump, o Papa recebeu o líder palestino Mahmoud Abbas e inaugurou a Embaixada da Palestina pela Santa Sé. Ex-aliado dos palestinos, o pontífice disse que deverá reforçar a sua política externa e comentou sobre a intenção de transferir a embaixada americana em Israel de Tel Aviv para Jerusalém.
A Autoridade Palestiniana avisou que não iria admitir tal gesto e ameaçou começar uma guerra se isso acontecesse.
Enquanto isso, Abbas lançou uma campanha para “o mundo” reconhecer a Palestina como um estado em 2017, o que significaria que eles seriam definitivamente com a parte ocidental de Jerusalém, incluindo o Monte do Templo.
O principal argumento é que por recentes decisões das Nações Unidas mostraram que hoje eles têm um apoio sem precedentes.
Ao longo de 2016, o Vaticano coordenou o que chamou “Acordo Bilateral com o Estado da Palestina” que a Santa Sé já tinha reconhecido a Palestina como um estado independente desde 2015.
Por outro lado, está exacerbando críticas ao governo de Benjamin Netanyahu, acusando-o de não querer a paz no Oriente Médio, insistindo na abertura de novos assentamentos de colonos judeus na Judéia e Samaria.
De acordo com a imprensa italiana, a declaração de Francisco neste momento é um “quadro simbólico” feito antes da decisão de Trump e sua promessa de apoiar Netanyahu. O líder dos católicos insiste que atinge “uma solução pacífica de dois Estados.”
Antes do Washington Post, Abbas disse que a abertura da embaixada no Vaticano é um sinal claro de que o “Papa ama o povo palestino e de paz.”
Em comunicado divulgado após a reunião com o líder palestino, o Vaticano não fez referência direta a Jerusalém, mas apenas destacou a importância “para salvaguardar a santidade dos lugares sagrados para os fiéis das três religiões abraâmicas”. Ele também pediu a retomada das negociações de paz “para acabar com a violência que continua a causar sofrimento inaceitável para as populações civis”.
Com informações NC
Imagem: reprodução web

“Cristiãos não devem deixar de ir à igreja pra ouvir sermões em casa”, diz Billy Graham


De acordo com o evangelista, você está perdendo a oportunidade de fazer parte da obra de Deus e de compartilhar suas experiências com outros cristãos.
Os cristãos não devem deixar de ter comunhão na igreja, diz o evangelista Billy Graham. Se você tem costume ouvir sermões na televisão ou na Internet, você vai perder a oportunidade de fazer parte da congregação e se juntar aos seus irmãos.
O evangelista abordou a questão em resposta a uma pergunta de um leitor, e a resposta de Graham foi publicado no site da Associação Evangelística Billy Graham, em 14 de janeiro.
O leitor confessou que ele não gosta de assistir cultos e questionou o fato de que ele gostaria de assistir os sermões na TV, já que mostram as mesmas mensagens pregadas na congregação.
Em resposta, Graham disse que a importancia da transmissão dos cultos na TV, beneficia os idosos e pessoas com problemas de saúde, “eles querem ouvir a Palavra de Deus”, diz. No entanto, embora seja a mesma mensagem nos meios comunicação e na igreja, um cristão pode perder muito por escolher ficar em casa.
Ele está perdendo a oportunidade de fazer parte da obra de Deus e compartilhar seu aprendizado com outros cristãos, de acordo com o evangelista.
Citando Hebreus 10: 24-25, ele lembrou o que a Bíblia diz às pessoas: “E consideremo-nos uns aos outros, para nos estimularmos ao amor e às boas obras,
Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia”.
“Você pode perder a oportunidade de servir a Cristo, juntamente com outros cristãos”, disse Graham. “Uma igreja vital não é aquele que só olha para dentro, mas também olha para fora e tenta servir aos outros em nome de Jesus.”
Em 2012, o líder do Seminário Teológico Batista do Sul, Albert Mohler, também expressou pesar pelas pessoas que não estão mais presente nas igrejas para se alimentar da palavra, porque eles preferem fazê-lo a partir de uma plataforma digital. “Embora seja bom usar a tecnologia, isso pode difundir o Evangelho, porque ela também permitindo que muitos substituam a comunhão da igreja”, diz ele.
Mohler sempre lembra que Jesus disse que seus seguidores devem reunir-se muitas vezes, em comunhão. “Através da frequência à igreja, os cristãos podem aproximar uns dos outros, com a tecnologia não podem fazê-lo”.
Com informações NC
Imagem: Reprodução web

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