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terça-feira, 7 de abril de 2026

O PACTO NO MONTE SINAI


Após o encontro impactante no Sinai, a voz de Deus ecoou do meio do fogo para entregar o que viria a ser o alicerce moral da civilização: os Dez Mandamentos. O prólogo desse código não é uma exigência, mas uma declaração de libertação. Ao dizer "Eu sou o Senhor teu Deus, que te tirei da terra do Egito", Ele estabelece que a obediência não é o preço para a liberdade, mas a resposta de um povo que já foi liberto por Sua graça.

O primeiro mandamento estabelece a exclusividade da adoração: "Não terás outros deuses diante de mim". Em um mundo repleto de divindades pagãs ligadas às forças da natureza, o Senhor chama Israel para um monoteísmo radical. Ele não aceita ser apenas o "primeiro entre muitos", mas o único Deus verdadeiro, exigindo uma lealdade que redefine todas as prioridades do coração humano.

A segunda ordenança proíbe a fabricação de imagens de escultura para fins de culto. Deus é espírito e não pode ser confinado a formas limitadas ou materiais perecíveis. Ao proibir ídolos, o Senhor protege Sua transcendência e evita que a humanidade tente manipular o Divino por meio de objetos. Ele é um Deus zeloso, cuja glória não se manifesta em estátuas, mas na vida de Seus seguidores.

O terceiro mandamento foca na reverência ao nome de Deus: "Não tomarás o nome do Senhor teu Deus em vão". Isso vai além de evitar palavras de baixo calão; trata-se de não usar a autoridade de Deus para fins levianos, falsas promessas ou manipulação religiosa. O nome representa o caráter de Deus, e tratá-lo com descaso é desonrar a própria essência do Sagrado.

O quarto mandamento introduz o ritmo do descanso através do Sábado. Seis dias de trabalho seguidos por um dia de consagração ao Senhor. Esse preceito era uma afronta à lógica da escravidão egípcia, onde o valor do homem era medido pela sua produtividade. O Sábado declara que o ser humano tem dignidade além do trabalho e que o tempo pertence, em última instância, ao Criador.

A transição para os deveres sociais começa com a ordem de honrar pai e mãe. Este é o primeiro mandamento com uma promessa de longevidade na terra. Ele estabelece a família como a unidade básica da sociedade e a autoridade parental como o primeiro degrau para o aprendizado do respeito ao próprio Deus. Uma nação que desonra suas raízes e seus anciãos está fadada ao colapso moral.

A preservação da vida é o foco do sexto mandamento: "Não matarás". Aqui, Deus afirma que a vida humana é sagrada, pois foi criada à Sua imagem e semelhança. Esse imperativo protege a integridade física do próximo e estabelece que ninguém tem o direito de tirar o que só Deus pode dar, fundamentando o direito básico à existência segura dentro da comunidade.

O sétimo mandamento, "Não adulterarás", protege a aliança matrimonial. Assim como Israel deveria ser fiel a Deus, os indivíduos deveriam ser fiéis aos seus cônjuges. A santidade do lar é vista como essencial para a estabilidade da nação. Ao proibir a quebra do voto conjugal, a lei protege o tecido emocional da família e a segurança das gerações futuras.

Os oitavo e nono mandamentos tratam da propriedade e da verdade: "Não furtarás" e "Não dirás falso testemunho". Eles garantem que a convivência social seja baseada na justiça e na integridade. O respeito ao que pertence ao outro e o compromisso com a verdade nos tribunais e nas conversas cotidianas são os pilares que impedem que a sociedade mergulhe no caos e na desconfiança mútua.

Finalmente, o décimo mandamento penetra no território invisível das intenções: "Não cobiçarás". Diferente dos outros, ele não proíbe uma ação externa, mas um desejo interno. A cobiça é a raiz de muitos males, como o roubo e o adultério. Ao tratar da inclinação do coração, o Decálogo revela que a verdadeira espiritualidade não é apenas uma conformidade externa a regras, mas uma transformação profunda da alma diante de Deus.

Pr. Eli Vieira Filho

A transição de um povo liberto para uma nação sob aliança

 


O relato de Êxodo 19 marca um dos momentos mais solenes da história bíblica: a transição de um povo liberto para uma nação sob aliança. Três meses após a saída do Egito, os israelitas chegam ao deserto do Sinai, acampando-se diante do monte. Este cenário não é apenas geográfico, mas espiritual, servindo como o auditório terrenal para o encontro entre a fragilidade humana e a transcendência divina.

Deus inicia o diálogo relembrando a Israel Sua fidelidade. Ele utiliza a poderosa metáfora das asas de águia para descrever como carregou o povo para Si. O Criador propõe um pacto: se obedecessem à Sua voz e guardassem a Sua aliança, seriam Sua "propriedade peculiar", um "reino de sacerdotes" e uma "nação santa". Essa identidade não era baseada no mérito, mas no propósito de Deus em usá-los como mediadores perante a humanidade.

A resposta do povo foi imediata e unânime: "Tudo o que o Senhor falou, faremos". Essa aceitação voluntária consolidou o compromisso, mas o Senhor deixou claro que a aproximação com o Divino exigia preparo. Moisés, o mediador, recebeu instruções para que o povo se santificasse. A santidade aqui não era apenas um estado de espírito, mas uma separação física e ritual que duraria dois dias.

A preparação envolveu o ato simbólico de lavar as vestes. Esse gesto representava a limpeza necessária para suportar a presença daquele que é perfeitamente puro. Além disso, limites foram estabelecidos ao redor do monte Sinai. Ninguém — fosse homem ou animal — deveria tocar a base da montanha, sob pena de morte. A lição era clara: Deus é acessível pela Sua graça, mas Sua santidade exige reverência absoluta.

No terceiro dia, ao amanhecer, a atmosfera no Sinai mudou drasticamente. Trovões, relâmpagos e uma nuvem espessa cobriram o cume. O som de uma trombeta ressoou com tal força que todo o povo no arraial estremeceu. Não era um fenômeno natural comum, mas a teofania, a manifestação visível da glória de Deus, descendo sobre a terra de forma avassaladora.

O monte Sinai estava envolto em fumaça, pois o Senhor descera sobre ele em fogo. A fumaça subia como a de uma fornalha, e todo o monte tremia violentamente. Esse tremor físico espelhava o temor que tomava conta do coração dos hebreus. O som da trombeta ia crescendo em intensidade, criando uma tensão crescente que preparava o ambiente para a comunicação direta com o Altíssimo.

Moisés falava, e Deus lhe respondia por meio de uma voz audível. O Senhor desceu ao topo do Sinai e chamou Moisés para subir. Nesse encontro no cume, Deus demonstrou um cuidado pastoral misturado à Sua autoridade real, ordenando que Moisés descesse novamente para advertir o povo e os sacerdotes sobre o perigo de tentar "romper o limite" para ver o Senhor.

Mesmo diante da curiosidade humana, a ordem era de restrição. Deus enfatizou que a santificação não era apenas para o povo comum, mas também para os sacerdotes que se aproximavam d'Ele. A barreira entre o profano e o sagrado precisava ser respeitada para que não houvesse destruição. Moisés argumentou que os limites já estavam postos, mas Deus insistiu na urgência da obediência estrita.

Finalmente, Moisés desceu e relatou tudo ao povo. O capítulo termina com esse clima de expectativa e reverência, servindo de prelúdio para a entrega dos Dez Mandamentos. Êxodo 19 estabelece que o relacionamento com Deus não é trivial; ele exige pureza, respeito aos limites estabelecidos e a compreensão de que a presença de Deus é tanto um refúgio glorioso quanto um fogo consumidor.

Pr. Eli Vieira

Mais de 15.000 mil pessoas adoram Jesus em praia de Santa Catarina: “Estratégia do céu”

 

Milhares de pessoas adorando Jesus no local. (Foto: Reprodução/Instagram/Epiphany Movement)

O evento ocorreu na Praia Central de Balneário Camboriú e surpreendeu os organizadores ao reunir milhares de pessoas no local.


Na última sexta-feira (3), mais de 15 mil pessoas lotaram a Praia Central de Balneário Camboriú para adorar a Deus. Além dos momentos de louvor e oração, os cristãos testemunharam batismos e declararam: “Santa Catarina é de Jesus”.

A praia amanheceu tomada por uma multidão de cristãos reunidos em um momento de louvor e adoração na areia. Intitulada “Amanhecer”, a ação é uma iniciativa do movimento evangelístico Epiphany, ligado à igreja We Are Reino, sediada na cidade.

Devido ao grande número de inscritos, a organização precisou alterar o local três dias antes da realização. A concentração teve início às 5h, com milhares de pessoas louvando e orando no local.

Natália Bovetto, líder criativa do movimento, testemunhou: “Eu não sei explicar a sensação que estou sentindo nesse momento. Deus moveu os céus. Eu não sabia como íamos fazer, mas eu sabia que Deus estava conosco”. 

‘Estratégia do céu’

Segundo Natália, apesar da grande proporção, eles não pagaram pela divulgação do evento; tudo ocorreu de forma orgânica, conforme a direção de Deus. 

“Foi só estratégia do céu. Deus foi nos inspirando, e a gente foi obedecendo. Tudo orgânico, tudo com sensibilidade, entendendo cada detalhe do que Ele queria fazer. Deus nos deu o mapa do Brasil, e eu tive uma visão clara: nós vamos alcançar o país. Mas, quando eu cheguei pela manhã e vi tudo acontecendo, eu não acreditei. Deus foi bom. Nós amamos Jesus. Nós amamos pessoas”, afirmou ela.

No local, os pastores da igreja We Are Reino, Priscila Manerich e Eduardo Reis, oraram pelas autoridades da cidade e consagraram a região ao Senhor. 

“São dois anos todas as segundas na praia. E ver o que estamos vivendo hoje, em tão pouco tempo. Eu só posso dizer uma coisa: Obrigada, Jesus”, relatou Natália. 

E seu marido, Alisson Netto, acrescentou: “Ouça quando Jesus te chama. Toda honra, toda glória e todo louvor a Ele para sempre. Obrigado, meu amor, Natália Bovetto, por ser essa mulher maravilhosa e cheia do Espírito Santo”.

Em um dos vídeos compartilhados nas redes sociais, é possível ver cristãos sendo batizados na praia, enquanto milhares exaltam Jesus às vésperas da Páscoa.

Movimento Epiphany

A influenciadora Amanda Domenico, amiga de Natália e Alisson, compartilhou como o movimento Epiphany surgiu:

“Tudo começou há dois anos, com o único objetivo de levar pessoas para Jesus. Faça chuva ou faça sol, Natália e Alisson estão na praça da cidade, com o mesmo propósito e o mesmo coração.

Após o casal ter a ideia de ver o nascer do sol louvando a Jesus, eles começaram a divulgar nas redes sociais.

“E o que era para ser 100 pessoas, virou algo extraordinário, que ninguém esperava. Em menos de 15 dias, 15 mil pessoas confirmaram presença”, disse Amanda.

Sobre o evento, ela afirmou: “Era impossível não sentir a presença de Deus. Era quase palpável. O céu começando a se abrir, milhares de pessoas ali, com o coração no mesmo lugar”.

E continuou: “Para isso acontecer, antes precisou existir pessoas que decidiram se colocar à disposição. Jesus não está procurando os mais capacitados, aqueles que falam mais bonito ou que têm mais conhecimento. Jesus procura pessoas que tenham corações disponíveis”. 

“No Reino de Deus, não é só sobre a sua capacidade — é sobre o quanto você se entrega. É sobre permitir que Deus faça coisas através da sua vida, coisas que você jamais conseguiria fazer sozinho. Só precisou de uma pessoa para dizer ‘sim’. E o resto foi Deus”, concluiu.

Conforme o movimento, a 2ª edição do Amanhecer ocorrerá no dia 01 de maio de 2026, no mesmo local.


Fonte: Guiame

sábado, 4 de abril de 2026

A Instituição da Páscoa: O Prelúdio para a Libertação

 


O capítulo 12 de Êxodo, nos versículos de 1 a 28, marca o nascimento espiritual e civil de Israel. Antes mesmo da saída física do Egito, Deus estabelece um novo calendário, ordenando que aquele mês fosse o "primeiro dos meses". Este gesto simbólico indicava que a vida sob a escravidão pertencia ao passado morto; a contagem do tempo agora seria pautada pela liberdade e pela relação direta com o Criador. Era o início de uma nova era, onde a identidade de um povo não seria mais definida pelo chicote do feitor, mas pela palavra do Senhor.

As instruções para a escolha do cordeiro revelavam a seriedade do momento. Cada família, ou grupo de famílias pequenas, deveria selecionar um animal sem defeito, macho de um ano. A perfeição exigida do animal antecipava a pureza necessária para um sacrifício que substituiria a vida dos primogênitos. O cordeiro não era apenas uma refeição; era um escudo vivo. Ao ser guardado do décimo ao décimo quarto dia, o animal tornava-se familiar à casa, tornando o ato do sacrifício ainda mais pessoal e consciente para cada israelita.

O ápice do ritual residia na aplicação do sangue. Os israelitas foram instruídos a tomar um molho de hissopo e tingir os batentes e a verga das portas com o sangue do cordeiro sacrificado. Esse sinal externo era a manifestação pública de uma fé interna. Para Deus, o sangue era o critério de distinção: onde houvesse a marca, o "destruidor" passaria por cima. O livramento não dependia do mérito moral dos moradores da casa, mas da obediência estrita ao sinal da aliança estabelecida naquela noite terrível e gloriosa.

ceia pascal, composta por carne assada, pães ázimos e ervas amargas, carregava uma pedagogia profunda. O pão sem fermento simbolizava a pureza e a pressa da partida, enquanto as ervas amargas traziam à memória o sofrimento da servidão. Comer a Páscoa era, simultaneamente, um ato de lembrança da dor passada e de celebração da esperança futura. Aquela refeição nutria o corpo para a jornada que começaria em poucas horas, unindo a comunidade em torno de uma mesa de redenção.

A postura recomendada para o povo durante o banquete sublinhava a urgência da libertação. Eles deveriam comer com os lombos cingidos, sandálias nos pés e cajado na mão — prontos para marchar a qualquer instante. Essa "liturgia da prontidão" ensinava que a salvação divina exige uma resposta ativa do ser humano. A fé não era passiva; ela se manifestava na prontidão para abandonar as estruturas conhecidas do Egito e caminhar em direção ao desconhecido deserto, confiando apenas na nuvem e na coluna de fogo rumo à terra prometida.

Além do evento imediato, Moisés estabeleceu a Páscoa como um memorial perpétuo para as futuras gerações. O texto enfatiza o papel da família na transmissão da fé, instruindo os pais a explicarem o significado do rito quando seus filhos perguntassem: "Que rito é este?". A história da libertação não deveria se perder no tempo, mas ser reatualizada a cada ano. A Páscoa tornava-se, assim, a espinha dorsal da memória coletiva de Israel, garantindo que nenhum descendente esquecesse que o Senhor os tirou com mão forte da casa da servidão.

Por fim, a resposta do povo ao receber tais instruções foi de profunda reverência. O texto relata que os israelitas se inclinaram e adoraram, executando fielmente o que fora ordenado. Essa obediência foi o prelúdio necessário para o milagre que se seguiu à meia-noite. Ao seguirem o protocolo divino, os filhos de Israel transformaram suas casas em santuários de proteção. O que começou com uma instrução detalhada no deserto culminou no colapso do poder faraônico, provando que a verdadeira libertação começa com a escuta e o temor ao Senhor.

Pr. Eli Vieira Filho

quarta-feira, 1 de abril de 2026

A Sabedoria de Jetro: Liderança e Delegação

 

O princípio da Liderança de Jetro

O capítulo 18 de Êxodo inicia com um momento de restauração familiar. Jetro, o sacerdote de Midiã e sogro de Moisés, ouve falar de todas as maravilhas que o Senhor operara para libertar Israel do Egito. Ele decide ir ao encontro de Moisés no deserto, trazendo consigo Zípora, esposa de Moisés, e seus dois filhos, Gérson e Eliézer. Este reencontro serve como um breve intervalo de paz e afeto em meio às pressões da liderança, lembrando-nos de que, mesmo nas missões mais elevadas, as conexões familiares possuem um valor fundamental.

Ao se encontrarem, Moisés relata a Jetro detalhadamente como Deus os livrou da mão de Faraó e as dificuldades que enfrentaram no caminho. A reação de Jetro é de profunda alegria e adoração; ele reconhece a supremacia do Deus de Israel sobre todos os outros deuses. Esse testemunho compartilhado culmina em um sacrifício e uma refeição comunitária perante Deus, simbolizando a unidade entre povos diferentes através do reconhecimento da soberania divina e da gratidão pelos livramentos recebidos.

No dia seguinte, porém, a narrativa muda do ambiente festivo para a rotina exaustiva da liderança. Jetro observa Moisés sentado desde a manhã até o pôr do sol para julgar as causas do povo. Milhares de pessoas aguardavam em filas intermináveis para que um único homem decidisse suas questões e lhes ensinasse os estatutos de Deus. Jetro, com o olhar experiente de um observador externo, percebe rapidamente que aquele modelo de gestão era insustentável tanto para o líder quanto para os liderados.

Com franqueza e cuidado, Jetro questiona o método de Moisés, alertando-o: "Não é bom o que fazes". Ele identifica que Moisés estava em um caminho perigoso de esgotamento físico e mental, um fenômeno que hoje conhecemos como burnout. Jetro ensina que a centralização excessiva de poder e tarefas, mesmo quando motivada por boas intenções, acaba por tornar o processo lento, ineficaz e desgastante para toda a comunidade envolvida.

A solução proposta por Jetro é um plano mestre de organização e descentralização. Ele sugere que Moisés continue sendo o representante do povo diante de Deus e o instrutor das leis, mas que delegue a resolução de causas menores a outros homens. A estratégia consistia em criar uma hierarquia de líderes sobre grupos de mil, cem, cinquenta e dez, permitindo que apenas os casos extremamente difíceis chegassem ao topo da pirâmide.

Um ponto crucial no conselho de Jetro é o perfil dos homens que deveriam ser escolhidos. Eles não poderiam ser apenas amigos de Moisés, mas indivíduos que possuíssem quatro características fundamentais: capacidade, temor a Deus, amor à verdade e aversão à avareza. Essa orientação estabelece um padrão bíblico para a liderança ética, onde o caráter e a competência técnica devem caminhar juntos para que a justiça seja aplicada de forma íntegra e sem corrupção.

Moisés demonstra uma humildade admirável ao aceitar o conselho de seu sogro. Apesar de ser o profeta que falava face a face com Deus e o libertador da nação, ele não se deixou cegar pelo orgulho. Ele reconheceu que a sabedoria pode vir de fontes inesperadas e que a sua estrutura de governo precisava de reformas. Ao ouvir Jetro, Moisés provou que um grande líder é, antes de tudo, um aprendiz constante, disposto a mudar seus métodos para melhor servir ao seu propósito.

A implementação da reforma administrativa trouxe alívio imediato. Com a nova estrutura, o povo recebia respostas mais rápidas e Moisés pôde focar sua energia nas questões de maior relevância espiritual e estratégica. A delegação não diminuiu a autoridade de Moisés; pelo contrário, multiplicou a eficácia do seu governo e preparou o terreno para que a nação pudesse caminhar com mais ordem e justiça através do deserto até a Terra Prometida.

O capítulo encerra com a partida de Jetro de volta para a sua terra, mas o seu legado permaneceu enraizado em Israel. A lição de Êxodo 18 é atemporal: ninguém é chamado para carregar o mundo sozinho. A verdadeira liderança consiste em capacitar outros, distribuir responsabilidades e confiar no corpo coletivo. Ao aceitar a ajuda de mãos auxiliares, Moisés não apenas preservou sua própria vida, mas fortaleceu toda a estrutura da sociedade que ele estava encarregado de conduzir.

Pr. Eli Vieira Filho

O Senhor é a Minha Bandeira

 


A Batalha em Refidim: O Senhor é a Minha Bandeira

O relato bíblico de Êxodo 17.8-16 marca a transição de um povo que apenas fugia para uma nação que aprende a lutar. Enquanto os israelitas ainda celebravam a provisão da água da rocha, foram atacados de surpresa pelos amalequitas em Refidim. Amaleque representa o primeiro grande inimigo externo organizado, simbolizando as oposições que surgem justamente quando estamos em busca de descanso ou provisão. A batalha não foi escolhida por Israel, mas foi necessária para consolidar sua identidade como o exército do Senhor sob uma nova liderança.

Moisés, agindo como um estrategista espiritual, delega a liderança do campo de batalha a Josué, um jovem guerreiro promissor. Enquanto Josué organizava os homens no vale, Moisés subiu ao topo do monte, não para observar a luta com passividade, mas para exercer o papel de intercessor. Ele levava consigo a vara de Deus, o mesmo instrumento que dividiu o mar e feriu a rocha. Essa divisão de tarefas mostra que a vitória requer tanto o esforço humano no "vale" quanto a dependência divina no "monte".

No alto da colina, desenrolou-se uma dinâmica espiritual fascinante: enquanto Moisés mantinha as mãos erguidas com a vara, Israel prevalecia; quando suas mãos pesavam e desciam, Amaleque levava a melhor. Esse fenômeno demonstra que o resultado das lutas terrenas é frequentemente decidido nas esferas espirituais. A força de Josué e a habilidade dos soldados eram secundárias à sustentação da autoridade divina simbolizada pelas mãos de Moisés voltadas para o céu.

Entretanto, Moisés era humano e sentiu o peso do cansaço físico. Suas mãos tornaram-se pesadas, uma lembrança de que mesmo os maiores líderes não conseguem sustentar o fardo da batalha sozinhos por muito tempo. É nesse momento que surge a importância vital da comunidade e do suporte mútuo. Arão e Hur, percebendo a fragilidade do líder, agiram prontamente para garantir que a intercessão não cessasse, permitindo que a conexão com o alto permanecesse ininterrupta.

Arão e Hur providenciaram uma pedra para Moisés se sentar e colocaram-se um de cada lado, sustentando-lhe as mãos. Essa imagem é uma das mais poderosas da Escritura sobre cooperação: enquanto um lidera, os outros sustentam. Graças a esse apoio, as mãos de Moisés ficaram firmes até o pôr do sol. A vitória final não foi o triunfo de um homem isolado, mas o resultado de um corpo que trabalhou unido em prol de um propósito maior, sob a orientação divina.

Com o suporte contínuo no monte, Josué derrotou Amaleque e seu povo ao fio da espada. A derrota do inimigo foi completa, mas Deus deu instruções específicas para que aquele evento fosse registrado em um livro e transmitido a Josué. Era fundamental que as gerações futuras entendessem que Amaleque seria combatido pelo Senhor de geração em geração. A batalha contra o mal e contra aquilo que se opõe ao propósito de Deus é contínua e exige vigilância constante.

Após a vitória, Moisés não construiu um monumento a Josué ou a si mesmo, mas edificou um altar ao Senhor. Ele chamou aquele lugar de Jeová Nissi, que significa "O Senhor é a Minha Bandeira". Antigamente, a bandeira ou estandarte servia como um ponto de reunião para as tropas e um símbolo de identidade e proteção. Ao proclamar esse nome, Moisés declarou que a identidade de Israel e sua vitória dependiam inteiramente de Deus, que marchava à frente do povo.

A lição final de Massá e Meribá, culminando em Jeová Nissi, é que o Senhor é quem nos dá a vitória sobre os inimigos internos (como a murmuração) e externos (como Amaleque). Reconhecer que Deus é nossa bandeira significa viver sob Sua autoridade e buscar n'Ele a força para erguer as mãos, mesmo quando o cansaço parece vencer. Hoje, esse título nos convida a marchar com confiança, sabendo que, se o Senhor levanta Sua bandeira sobre nós, a vitória final já está garantida.

Pr. Eli Vieira Filho

A Jornada e a Sede no Deserto


 

Êxodo 17.1-7

O texto inicia com a partida da comunidade de Israel do deserto de Sim, avançando em etapas conforme a ordem do Senhor. Ao chegarem a Refidim, um lugar que deveria ser de repouso, deparam-se com uma realidade árida e desesperadora: não havia água para beber. O cenário ilustra perfeitamente o contraste entre o chamado divino e as dificuldades práticas da jornada, onde a obediência a Deus não isenta o homem de enfrentar desertos e privações severas.

Diante da escassez, a reação imediata do povo não foi a oração, mas a contenda. Em vez de recordarem os milagres recentes, como a abertura do Mar Vermelho ou o envio do maná, os israelitas voltaram-se contra Moisés com exigências agressivas. Essa atitude revela uma fragilidade espiritual profunda, onde a necessidade física momentânea eclipsa a memória da fidelidade de Deus, transformando a carência em um motivo para rebeldia e murmuração.

Moisés, percebendo que a afronta não era apenas contra sua liderança, mas contra o próprio Criador, questiona o povo sobre o motivo de tentarem ao Senhor. A sede era real e legítima, mas a forma como lidaram com ela demonstrava uma falta de confiança na providência divina. O líder aponta que, ao pressionarem o guia humano, eles estavam, na verdade, desafiando a paciência e a soberania Daquele que os havia tirado da escravidão.

O desespero do povo atingiu um nível crítico, a ponto de questionarem o propósito da libertação do Egito. Eles acusaram Moisés de trazê-los ao deserto apenas para morrerem de sede, juntamente com seus filhos e rebanhos. Esse é o ponto culminante da crise de fé: quando o passado de escravidão começa a parecer mais seguro do que o futuro prometido por Deus, simplesmente porque o presente apresenta obstáculos que parecem insuperáveis aos olhos humanos.

Sem recursos próprios para resolver a situação e sentindo-se ameaçado de apedrejamento, Moisés recorre ao Senhor em clamor. Sua atitude exemplifica a liderança dependente: ele não tenta pacificar a multidão com promessas vazias, mas leva a angústia diretamente à fonte do poder. Deus, em Sua misericórdia, responde prontamente, instruindo Moisés a passar adiante do povo e a levar consigo o cajado que havia ferido o Rio Nilo.

A solução de Deus foi tão extraordinária quanto a própria crise. Ele ordena que Moisés fira a rocha em Horebe, prometendo que Ele mesmo estaria ali, diante do líder, sobre a pedra. Ao bater no elemento mais duro e improvável do deserto, Moisés vê jorrar água em abundância para saciar a sede de toda a congregação. O milagre reafirma que a provisão de Deus muitas vezes surge de onde menos se espera, transformando o estéril em fonte de vida.

Por fim, o lugar recebeu os nomes de Massá e Meribá, que significam "provação" e "contenda". Esses nomes serviram como um memorial eterno da incredulidade e do questionamento central dos israelitas: "Está o Senhor no meio de nós, ou não?". O episódio de Êxodo 17 ensina que, embora as crises testem nossa resistência, a presença de Deus permanece constante, pronta para transformar rochas secas em rios de água viva para aqueles que nele confiam.

Pr. Eli Vieira Filho

O Milagre da Provisão Dobrada

 


O Senhor é o Jeová Jiré,

No sexto dia da jornada semanal, algo inédito aconteceu: a colheita do maná rendeu o dobro do habitual para cada pessoa. Ao perceberem que haviam recolhido dois ômers por cabeça, os líderes da comunidade, perplexos, levaram a notícia a Moisés. Não era um erro de cálculo ou uma ganância desenfreada, mas sim o início de uma instrução divina que moldaria a identidade espiritual daquela nação: a preparação para o primeiro Shabat formal no deserto.

Moisés explicou que o excesso era intencional, pois o dia seguinte seria o Santo Sábado, um repouso solene dedicado ao Senhor. Ele orientou o povo a cozinhar e assar tudo o que fosse necessário naquele momento, guardando o restante para a manhã seguinte. Diferente dos outros dias, em que o maná apodrecia se deixado de lado, a porção reservada para o Sábado permaneceu fresca, sem bicho ou mau cheiro, confirmando que a natureza se dobrava à vontade do Criador.

Apesar da instrução clara, a incredulidade ainda pairava sobre alguns. No sétimo dia, certas pessoas saíram para colher, mas encontraram apenas o vazio do deserto. A reação divina foi de uma paciência rigorosa, questionando até quando o povo se recusaria a guardar os Seus mandamentos. Deus reforçou que, se Ele havia dado o pão no sexto dia, era para que todos permanecessem em suas tendas no sétimo, celebrando o descanso que Ele mesmo estabelecera.

O maná em si era uma substância fascinante, descrita como uma semente de coentro branca e com um sabor que remetia a bolos de mel. Para que as futuras gerações não esquecessem o cuidado de Deus durante a peregrinação, Moisés ordenou que um gomer de maná fosse colocado em um vaso e guardado diante do Testemunho. Esse memorial físico serviria como prova perpétua de que, em um lugar de escassez total, a sobrevivência de Israel não dependia da terra, mas da palavra que sai da boca de Deus.

Arão, seguindo a ordem recebida, depositou o vaso diante da Arca, onde ele permaneceria como um símbolo de fidelidade. Esse alimento não foi uma solução temporária de poucos dias, mas a dieta constante dos israelitas por longos quarenta anos. Eles comeram do "pão do céu" até que atingissem as fronteiras de Canaã, a terra habitada e prometida, onde o ciclo da colheita agrícola finalmente substituiria o milagre diário.

O texto encerra definindo a medida utilizada: o ômer, que correspondia à décima parte de um efa. Essa precisão técnica sublinha que a provisão de Deus não era vaga ou caótica, mas medida exatamente conforme a necessidade de cada indivíduo. Ninguém tinha de menos, e ninguém tinha em excesso; a justiça divina se manifestava na porção exata para sustentar a vida e promover a dignidade.

A experiência de Êxodo 16 revela que o descanso só é possível quando há confiança plena na provisão. O Sábado não era apenas uma ausência de trabalho, mas um exercício de fé, onde o povo reconhecia que o mundo continuaria a girar sob o cuidado de Deus, mesmo que suas mãos estivessem vazias. O maná guardado no vaso tornou-se o lembrete eterno de que o Senhor é o Jeová Jiré, aquele que provê o pão e o repouso no deserto da existência.

Pr. Eli Vieira Filho

Jovens se reúnem para adorar nas ruas da capital do Chile: “Foi impactada pelo Evangelho”

 

Os cristãos adoraram e compartilharam Jesus no centro de Santiago. (Foto: Instagram/Revival Latino Chile).

Os cristãos realizaram uma caminhada evangelística no centro do Chile, adorando e compartilhando Jesus, no último sábado (28).

Uma multidão de jovens saiu às ruas de Santiago, capital do Chile, para proclamar o nome de Jesus, no último sábado (28).

O evento de adoração pública e evangelismo, promovido pela missão Revival Latino Chile, contou com várias ações no centro da capital.

Os cristãos realizaram uma caminhada evangelística cantando louvores e exibindo cartazes com frases como “Jesus salva, mano”, “Com amor eterno te amei” e “Geração Z para Jesus”.

Os jovens também pararam em locais públicos de Santiago, como a Praça de Armas, e realizaram momentos de adoração, oração e pregação da Palavra.

Várias evangelistas anunciaram a mensagem de salvação com megafone e a multidão declarou juntos a passagem bíblica de João 3:16, que diz: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”.

Durante o evento, os cristãos ofereceram orações às pessoas nas ruas e compartilharam Jesus individualmente. 

Muitos foram tocados poderosamente por Deus, em um ambiente marcado por quebrantamento e alegria.

“‘Chile é para Cristo’ não é um slogan, hoje o centro de Santiago foi impactado pelo poder do Evangelho”, testemunhou a Revival Latino Chile, em postagem no Instagram.

Mover espiritual no Chile

A missão Revival Latino tem promovido evangelismos de rua e adorações públicas por todo o Chile.

Os evangelistas têm testemunhado o agir de Deus nas ações, que registram conversões, batismos espontâneos e curas.

Em fevereiro deste ano, um evangelismo da missão levou Jesus para as praias da cidade de Coquimbo. 

O evento contou com um momento de pregação da Palavra, louvor e oração em um palco montado na areia.

Como resultado, centenas aceitaram Jesus e decidiram pelo batismo no mesmo momento. Então, a equipe da Revival Chile organizou um batismo e batizou os recém convertidos no mar.

Mauri Alejandro, um dos líderes do Revival Chile, declarou: “Vamos alcançar o país inteiro com o Evangelho!”.

A evangelista Amy Valentina descreveu os frutos da ação evangelística como um despertar espiritual.

“Avivamento não é emocionalismo ou fanatismo. É o Evangelho simples, relevante e cheio do poder de Deus”, disse ela, no Instagram.


Fonte: Guiame

sexta-feira, 27 de março de 2026

O DEUS DA PROVISÃO


A provisão divina é um dos temas centrais da caminhada de fé, e o relato de Êxodo 16.1-21 nos oferece um vislumbre profundo sobre como Deus sustenta Seus filhos em meio à escassez. Após a euforia da libertação do Egito, o povo de Israel se deparou com a dureza do deserto de Sim. Naquele cenário árido, a memória da escravidão foi distorcida pela fome, levando os israelitas a murmurarem contra Moisés e Arão, questionando se a liberdade valia o preço da privação.

O texto revela que Deus ouve não apenas as orações de gratidão, mas também as queixas de um coração angustiado. Em vez de responder à rebeldia com punição imediata, o Senhor respondeu com a promessa de sustento. Ele demonstrou que Sua soberania não se limita a grandes prodígios como a abertura do Mar Vermelho, mas estende-se ao cuidado cotidiano e às necessidades biológicas mais básicas do ser humano.

A chegada do maná e das codornizes foi uma manifestação da glória de Deus que desceu sobre o acampamento. O maná, descrito como algo fino e semelhante a escamas, era um alimento desconhecido, forçando o povo a depender inteiramente da definição divina de "pão". Isso nos ensina que o Deus da provisão muitas vezes supre nossas necessidades de maneiras inesperadas, que não se encaixam em nossa lógica ou experiências anteriores.

Um aspecto fundamental dessa narrativa é a disciplina da colheita diária. Deus instruiu que cada um colhesse apenas o necessário para aquele dia: um ômer por pessoa. Essa regra visava ensinar a Israel o conceito de dependência contínua. A provisão não era um estoque para garantir segurança futura baseada no acúmulo, mas um convite para confiar que o Senhor estaria lá novamente na manhã seguinte.

O episódio também expõe a tendência humana de buscar segurança no controle. Aqueles que, por medo ou desobediência, tentaram guardar o maná para o dia seguinte viram o alimento apodrecer e criar bicho. O Deus da provisão zela para que nossa confiança repouse nEle, e não na dádiva em si. A ganância e a ansiedade retentiva são, em última análise, barreiras que nos impedem de viver a plenitude do descanso em Sua fidelidade.

Além da nutrição física, a provisão no deserto tinha um propósito pedagógico e espiritual: testar a obediência do povo quanto à Lei de Deus. Através do ritmo do maná, o Senhor estabeleceu a importância do sábado, provendo o dobro no sexto dia para que no sétimo houvesse repouso. A provisão, portanto, está intimamente ligada ao ritmo de vida que Deus deseja para Seus filhos, equilibrando trabalho e descanso.

Moisés enfatizou ao povo que o sustento não vinha de mãos humanas, mas diretamente da mão de Deus, para que soubessem que Ele era o Senhor. No deserto, onde todos os recursos naturais falham, a presença de Deus torna-se o recurso supremo. O maná era o testemunho visível de que o Deus que liberta é o mesmo Deus que mantém a vida, independentemente das condições geográficas ou econômicas ao redor.

Por fim, o Deus da provisão em Êxodo 16 aponta para uma realidade ainda maior. Assim como o maná sustentou Israel temporariamente, Jesus se apresenta no Novo Testamento como o verdadeiro Pão do Céu. A provisão de Deus culmina na entrega de Si mesmo para satisfazer a fome espiritual da humanidade. Hoje, somos convidados a olhar para o deserto não como um lugar de abandono, mas como o palco onde a fidelidade de Deus se torna nossa porção diária.

Pr. Eli Vieira



‘As restrições fecham portas, Deus abre janelas’, diz pastor sobre evangelismo na China

 Cristãos chineses permanecem fieis em meio à repressão religiosa. (Foto: Ilustração/CBN News)

Em meio à repressão religiosa, líderes permanecem fiéis e trabalham para continuar pregando o Evangelho no país: “Estamos fazendo o que Deus nos chamou para fazer”.

Com o aumento das restrições em meio à repressão religiosa na China, cristãos relatam que evangelizar no país tem se tornado cada dia mais desafiador.

Recentemente, o governo comunista chinês divulgou novos regulamentos que restringem ainda mais a divulgação de conteúdos cristãos e evangelismo na internet

No entanto, os cristãos permanecem encorajando uns aos outros: "Precisamos apenas permanecer fiéis neste momento. Permanecer fiéis e conectados com nossos irmãos e irmãs na China e com nossa liderança pastoral lá", disse Eric Burklin, da organização cristã China Partner.

"Faremos tudo o que estiver ao nosso alcance, dentro do sistema, para servir a Cristo, permanecer fiéis e alcançar o máximo de pessoas possível para Jesus", acrescentou.

‘As restrições fecham portas, Deus abre janelas’

Nesse contexto, a China Partner busca se conectar com a Igreja Chinesa por meio do engajamento com suas lideranças. A organização mantém contato com pastores e seminaristas por meio do WeChat e mensagens de texto.

Embora enfrentem muitas restrições, um pastor declarou: “Quando as restrições governamentais fecham portas, Deus abre janelas”.

Burklin contou que um professor de um seminário na cidade de Wuhan pediu orações e se mostrou encorajado pelo apoio da organização:

“Toda vez que mando uma mensagem, ele me responde com um emoji sorrindo e diz: 'Você sabe que ainda estamos fazendo o que Deus nos chamou para fazer. Sou muito grato por você também estar fazendo o que Deus te chamou para fazer'”.

Enquanto a China Partner aguarda iniciar o ministério no país, a equipe continuará realizando encontros locais. Na prática, o contato com os cristãos na China será cada vez mais discreto.

Antes, equipes parceiras visitavam igrejas, seminários e escolas bíblicas; agora, precisam de autorização até para reuniões. Burklin afirmou que a estratégia é ir às cidades convidar os líderes para encontros em hotéis, sem necessidade de registro.

‘Orem pela China’

Mesmo com a repressão às igrejas, o governo tenta atrair estrangeiros com vistos de turista. Segundo Burklin, a China Partner pretende aproveitar essa oportunidade como uma estratégia evangelística.

“Por favor, orem para que isso continue e para que a liderança do governo comunista não restrinja essa prática, reconhecendo a necessidade mútua entre a China e o resto do mundo”, afirmou Burklin. 

E continuou: “Orem também para que os ministérios encontrem maneiras criativas de servir na China. Por favor, orem pela liderança governamental na China e em todo o mundo”.

Sobre o presidente Xi Jinping, ele declarou: “Temos uma reação negativa a líderes poderosos que consideramos maus ou anticristãos, mas eles são homens e mulheres que Deus criou à sua imagem. Então, comecei a orar por ele e sinto mais amor e preocupação com sua alma do que apenas reagir às suas mudanças de política. Tem sido uma jornada espiritual incrível para mim”.


Fonte: Guiame, com informações de Mission Network News

“O maior desejo dos cristãos do Irã é viver a fé sem medo”, diz iraniana que fugiu do país

 Imagem ilustrativa. (Foto: Portas Abertas Brasil).

Em entrevista ao Guiame, Bahar Rad contou como enfrentou a perseguição quando seu pai foi preso e como os irmãos iranianos vivem sua fé em segredo.


Bahar Rad e sua família experimentaram a perseguição do regime islâmico após se converterem a Cristo no Irã.

Em 2013, eles precisaram fugir do país por segurança e recomeçar suas vidas em outro país. 

Hoje, Bahar atua como Porta-voz da Missão Portas Abertas sobre o Irã e contou ao Guiame como é ser cristão em uma nação que proíbe o cristianismo.

Na adolescência, ela testemunhou Deus impactar sua família após seu pai aceitar Jesus.

“Ele teve contato com o Evangelho através de um programa cristão em língua persa na televisão por satélite e, a partir daquele momento, algo em sua vida mudou. Lentamente, essa mudança começou a impactar a todos nós como família”, contou ela.

“Eu ainda era jovem na época, mas pude ver a diferença nele, sua paz, sua esperança e a maneira como ele vivia”.

Nessa época, Bahar frequentou uma igreja doméstica apenas algumas vezes por causa dos riscos.

“Embora eu só tenha frequentado algumas vezes, esses momentos permaneceram profundamente em minha memória”, comentou.

Pai preso 

Mais tarde, seu pai foi preso pelas autoridades devido a sua conversão à fé cristã. Bahar, seus irmãos e sua mãe enfrentaram momentos de luta espiritual e emocional diante da perseguição.

“Foi uma das fases mais difíceis de nossas vidas. Vivíamos com medo e incerteza, sem saber se meu pai voltaria para casa. Meus irmãos mais novos perguntavam constantemente sobre ele, e tínhamos que esconder a verdade”, lembrou ela.

Segundo a iraniana, sua fé cresceu mesmo em meio a dor de ter o pai preso. “Eu tinha muitas perguntas: Por que isso estava acontecendo se estávamos seguindo a verdade? Mas, naquele momento de confusão, experimentei a presença de Deus como um Pai amoroso de forma muito pessoal e real”, afirmou. 

“Ele me deu uma sensação de paz e a certeza de que Ele ainda estava no controle. Foi então que minha fé se tornou pessoal, não apenas algo que eu tinha visto em meu pai”, testemunhou.

Bahar Rad disse que sua mãe foi a que mais sofreu durante a prisão do esposo. “Minha mãe carregava um fardo ainda mais pesado. Ela criava três filhos sozinha, trabalhava e enfrentava a pressão tanto das autoridades quanto de nossos familiares”, observou.

E ressaltou: “Como família, nos apegamos a Deus não porque fosse fácil, mas porque Ele era nossa única fonte de força. Foi isso que nos ajudou a permanecer firmes”.

Após 13 meses na prisão, o pai de Rad foi libertado. Então, a família fugiu do Irã e enfrentou dificuldades como refugiados até se estabelecerem em outro país. Hoje, Bahar mantém contato com cristãos iranianos, os encorajando em sua caminhada com Jesus.

Despertar espiritual no Irã

Sobre os relatos de um despertar espiritual no Irã, Rad confirmou que são reais e que o avivamento está acontecendo de maneira discreta.

“Apesar de toda a pressão e dos riscos, a Igreja está crescendo. As pessoas estão em busca de verdade, esperança e significado, especialmente em meio a dificuldades, injustiças e decepções”, relatou.

Os cristãos iranianos pregam o Evangelho não somente por meio de palavras, mas também por meio de suas vidas, ajudando e servindo as pessoas durante os momentos de dificuldade.

“Esse crescimento muitas vezes acontece silenciosamente. Muitos chegam à fé por meio de relacionamentos pessoais, atos de bondade ou até mesmo por meio de mídias como programas de satélite ou plataformas online”, disse Bahar.

“Mesmo na prisão, vimos vidas transformadas. Meu próprio pai compartilhou o Evangelho durante sua prisão e muitos se converteram. Então, sim, há um verdadeiro despertar espiritual, mas está acontecendo de uma maneira discreta e muitas vezes custosa”, avaliou.

“Os crentes iranianos desejam ser lembrados”

Bahar ainda relatou os principais anseios dos cristãos iranianos que precisam manter sua fé em segredo.

“Um de seus maiores desejos é simplesmente ter liberdade, a liberdade de crer, de adorar e de viver sua fé abertamente, sem medo”, declarou.

Os crentes também sentem falta de congregar em uma igreja com outros seguidores de Jesus. 

“Há também um profundo desejo de conexão. Muitos crentes se sentem isolados, especialmente aqueles que não têm acesso a uma igreja doméstica. Eles anseiam por comunhão, por comunidade e por saber que não estão sozinhos”, contou Bahar.

E acrescentou: “Outro desejo é permanecer fiel ao seu chamado. Apesar dos riscos, muitos querem continuar servindo aos outros, compartilhando o Evangelho e sendo uma luz em suas comunidades”.

Bahar Rad enfatizou que os irmãos iranianos anseiam por ser lembrados por outros cristãos ao redor do mundo.

“Eles desejam profundamente ser lembrados. Saber que outros cristãos ao redor do mundo estão orando por eles e os apoiando traz força e encorajamento. Isso os lembra de que fazem parte de um só corpo, uma só família global em Cristo”, finalizou ela.


Fonte: Guiame, Cássia Kieffer

sábado, 7 de março de 2026

Jeová Rafá: O Deus que Sara no Deserto


 Jeová Rafá: O Deus que Sara no Deserto

A caminhada de três dias pelo deserto de Sur, logo após a vitória retumbante no Mar Vermelho, revela uma verdade incômoda sobre a natureza humana: a nossa fé é frequentemente testada pela sede. Para o povo de Israel, o deserto não era apenas um lugar geográfico, mas um ambiente de despojamento onde as seguranças externas desapareciam. Quando finalmente encontraram água em Mara, a expectativa de alívio transformou-se em profunda frustração, pois as águas eram amargas e impossíveis de beber, espelhando o desânimo que começava a brotar no coração da multidão.

O episódio de Mara nos ensina que a amargura da vida não é um sinal da ausência de Deus, mas o cenário para uma nova revelação de Seu caráter. Diante da murmuração do povo, Moisés não reagiu com argumentos humanos, mas com oração. A resposta divina foi a indicação de uma árvore que, ao ser lançada nas águas, removeu todo o seu amargor. Esse ato simbólico aponta para a capacidade de Deus de intervir diretamente em nossas realidades mais difíceis, utilizando elementos que Ele mesmo providencia para transformar o que era insuportável em algo restaurador.

É precisamente nesse contexto de crise e solução que Deus se apresenta com um novo nome: Jeová Rafá, "Eu sou o Senhor que te sara". É fascinante notar que Deus não se revelou como Curador em um hospital ou em um momento de paz, mas diante de águas contaminadas e de um povo emocionalmente desgastado. Isso estabelece que a cura divina não é apenas um evento físico isolado, mas uma identidade permanente de Deus em relação aos Seus filhos, abrangendo tanto o mundo natural quanto o espiritual.

A promessa de cura em Êxodo 15 vem acompanhada de uma condição: a obediência à voz do Senhor. Deus liga a saúde do povo à sua disposição de ouvir e praticar os Seus mandamentos. Ao dizer que não enviaria sobre eles as enfermidades que enviou sobre o Egito, o Senhor posiciona a cura como um benefício da aliança. O Deus que sara é Aquele que também preserva, oferecendo um estilo de vida que promove a integridade do corpo e da alma através do alinhamento com a Sua vontade soberana.

A árvore lançada nas águas amargas é frequentemente vista como um símbolo da intervenção redentora. Assim como aquele pedaço de madeira tornou doce a água de Mara, a presença de Deus em nossas "águas amargas" — decepções, perdas e traumas — tem o poder de alterar a essência da nossa dor. O Deus que sara não remove necessariamente o deserto, mas Ele altera o sabor da nossa experiência nele, permitindo que o que antes nos causava repulsa se torne uma fonte de aprendizado e sobrevivência.

Após a experiência da cura em Mara, o Senhor conduziu o povo a Elim, um lugar de abundância com doze fontes e setenta palmeiras. Essa transição é vital para entendermos a pedagogia divina: Deus permite a passagem por Mara para que conheçamos Seu poder restaurador, mas Seu desejo final é nos levar ao repouso de Elim. O Deus que sara é o mesmo Deus que conduz ao oásis, garantindo que o tempo de privação tenha um limite e que o refrigério seja pleno e proporcional às nossas necessidades.

Portanto, a mensagem de Êxodo 15.22-27 é um convite à confiança inabalável. Independentemente de quão amargas estejam as circunstâncias hoje, a identidade de Deus como Curador permanece inalterada. Ele nos convida a lançar diante d'Ele as nossas amarguras, confiando que Ele tem o poder de transformar o nosso deserto em um caminho de milagres e nossas crises em oportunidades de conhecê-Lo mais profundamente.

Pr. Eli Vieira

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