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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Cristão secreto denuncia fome na Coreia do Norte: "Ainda existimos graças às orações"

 

Imagem ilustrativa. (Foto: Portas Abertas).

O homem contou que a população sofre com a falta de luz e remédios durante o rigoroso inverno.


Um cristão secreto denunciou a situação crítica que a população tem enfrentado na Coreia do Norte.

Ele enviou uma mensagem à Missão Portas Abertas relatando a fome e a falta de luz durante o inverno. O cristão disse que a situação é como “uma noite sem fim”, com os dias ficando mais curtos e frios devido a ausência de energia elétrica.

Com a falta de recursos básicos, os norte-coreanos lutam para sobreviver. “A situação econômica da Coreia do Norte é crítica”, afirmou o cristão secreto. 

“Os jornais e a televisão proclamam em alto e bom som que novas fábricas e locais de trabalho fornecidos pelo governo estão produzindo bens necessários para a vida diária das pessoas. Mas, na realidade, muitas fábricas não estão operando, as ruas estão escuras e os cidadãos sofrem profundamente com a fome”.

Falando sobre a ajuda que a comunidade cristã recebe da Portas Abertas, outro cristão testemunhou: “Nós ainda existimos graças às suas orações e ao seu apoio”.

Além da fome, a população sofre com a falta de cuidados médicos. “Recentemente, houve uma grande diferença de temperatura entre o dia e a noite, o que causou gripe generalizada e doenças respiratórias infecciosas”, contou outro cristão norte-coreano. 

“Aqui, isso é um grande problema, porque os remédios não são apenas muito caros, mas também escassos. As pessoas suportam a doença sem tratamento adequado ou recorrem a remédios caseiros, como ferver rabanete e gengibre com açúcar, ou adicionar açúcar ao suco de gengibre e misturá-lo com água quente”, explicou.

Os cidadãos são monitorados constantemente pelo regime comunista de Kim Jong-un. Suas atividades são controladas o dia todo e o povo é bombardeado com propagandas do governo.

No país mais fechado para o cristianismo, os cristãos precisaram manter a fé em segredo e também lutam pela sobrevivência espiritual. 

Apesar do contexto extremo, eles se apegam à esperança do Evangelho. “Com uma fé inabalável e firme no Senhor, compreendemos que nunca devemos abandonar nossa fé em Cristo. Nem mesmo se isso nos custar a vida”, declarou outro cristão secreto.

E ressaltou: “A calorosa e inimaginável consideração de vocês tocou profundamente nossas vidas, permeando cada canto de nossa existência diária e fluindo em nós como o ar, tornando-se uma fonte inesgotável de força”.

A Coreia do Norte ocupa o 1° lugar da Lista Mundial da Perseguição 2026 da Portas Abertas de países mais difíceis para ser cristão.

Fonte: Guiame, com informações de Portas Abertas

quarta-feira, 4 de fevereiro de 2026

Cuba: Com repressão aos templos, igrejas nas casas passam de 20 mil

 

Cristãos cubanos reunidos em um culto doméstico. (Foto: Portas Abertas)

De acordo com dados da associação ASCE Cuba, há entre 20 mil e 30 mil dessas igrejas ativas no país.


Desde 1959, a construção de templos cristãos é proibida em Cuba. Diante da repressão, milhares de seguidores de Jesus têm encontrado abrigo espiritual nas chamadas igrejas domésticas.

Mesmo sob vigilância constante, essas pequenas comunidades continuam a se multiplicar e se tornam fundamentais para manter viva a fé na ilha.

As igrejas domésticas são grupos cristãos que se reúnem para realizar cultos dentro das casas de pastores ou de membros da comunidade.

De acordo com dados da associação ASCE Cuba, há entre 20 mil e 30 mil dessas igrejas ativas no país. Elas funcionam sem placas, sem autorização oficial e, muitas vezes, enfrentam o constante risco de repressão governamental.

Intimidação

Aarón* e Alicia*, líderes de uma dessas igrejas domésticas, enfrentaram intimidação logo no início do ministério.

Depois de promoverem uma simples atividade infantil, um desconhecido fotografou o casal, e, poucos dias mais tarde, agentes do Departamento de Assuntos Religiosos apareceram em sua porta.

“Ficamos com medo, mas sabíamos que era obra do Senhor”, relata Aarón.

Embora a legislação cubana não proíba formalmente as igrejas domésticas, na prática elas são vigiadas de perto e frequentemente alvo de repressão.

Com o colapso do sistema educacional estatal e o agravamento da crise social, as igrejas domésticas passaram a exercer um papel ainda mais essencial, servindo como centros de apoio espiritual e material.

Valores cristãos

Em áreas rurais, muitos pastores oferecem desde ensinamentos baseados em valores cristãos até orientações de higiene básica, suprindo lacunas deixadas pelo Estado.

“Se a igreja não ensinar valores, a necessidade espiritual e moral nunca será suprida”, afirma Abraham*, líder de uma igreja doméstica no campo.

Apesar da intimidação, Alicia e Aarón se recusaram a parar.

“Todo sábado, continuamos. Ensinamos a Bíblia, ajudamos com tarefas escolares e até ensinamos higiene básica. Mas o risco é enorme”, diz Aarón.

Cuba é o 24º país da Lista Mundial da Perseguição 2026, da organização Portas Abertas.

Fonte: Guiame, com informações da Portas Abertas



O clamor pela liberdade no Irã

 
Túmulo de Ester e Mordechai, no Irã. (Foto: Wikipédia)

Este é um povo duramente castigado que vem sendo oprimido há quase meio século, desde a Revolução Islâmica de 1979, quando os aiatolás derrubaram o regime do xá.

Desde a guerra entre Irã e Israel, em junho do ano passado, houve um frágil cessar-fogo que soa mais como um intervalo entre rounds de uma luta livre. Ambos os países continuam se preparando para o que pode vir a ser um conflito decisivo. No Irã, a pressão não é apenas externa, mas também interna, o que pode levar a um colapso do regime no curto ou médio prazo.

Desde o conflito passado, o Irã tem tido apoio da China e da Rússia para se rearmar, especialmente com mísseis balísticos para serem usados contra Israel em um próximo ataque, o que cumpriria a promessa do regime dos aiatolás de “varrer Israel do mapa”. O efeito da guerra, por outro lado, fez com que a inflação da economia disparasse, tornando-se um fardo insuportável para o povo iraniano.

Este é um povo duramente castigado que vem sendo oprimido há quase meio século, desde a Revolução Islâmica de 1979, quando os aiatolás derrubaram o regime do xá. O resultado dessa insatisfação acumulada foi a manifestação direta do povo, em diversas cidades do país, desde o fim de dezembro, o que envolveu dezenas de milhares de manifestantes contrários ao regime que foram lutar por sua liberdade em todos os níveis.

Autêntico genocídio

A resposta do regime foi uma das mais repressivas da história contemporânea. Nos dias 8 e 9 de janeiro, o aiatolá Khamenei determinou à sua milícia paramilitar — Basij — a se contrapor atirando para matar seu próprio povo “sem compaixão”. O massacre foi enorme e as inteligências de Israel e dos EUA ainda estão trabalhando nas estimativas que estão na ordem de dezenas de milhares de assassinatos a sangue frio; cidadãos mortos cruelmente apenas por estarem protestando nas ruas contra o regime que os oprime.

As fontes do próprio governo admitiram que houve cerca de cinco mil mortos, aos quais chamou de terroristas, mas é óbvio que o número é muito superior. Parece que nem o massacre da Praça da Paz Celestial, em 1989, em Pequim, passou perto disso; um autêntico genocídio.

O regime derrubou a internet do país, mas não antes de diversos vídeos serem transmitidos por cidadãos comuns nas redes sociais, comprovando seus crimes contra a humanidade. Algumas imagens chocantes mostram centenas de sacos pretos nos estacionamentos de diversos hospitais do país, aguardando serem recolhidos por parentes para serem sepultados.

Laços de amizade

A despeito do grande inimigo de Israel hoje ser o regime do Irã, cuja “cabeça da serpente” é o próprio aiatolá, segundo os próprios iranianos, há uma enorme estima e simpatia dos iranianos pelo povo judeu. Poucos sabem, mas Irã e Israel são povos que historicamente têm grandes laços de amizade entre si, apenas interrompida após a revolução dos aiatolás.

A revolução, porém, não tirou o afeto e a simpatia do povo persa por Israel. E a prova disso são as milhares de mensagens de apoio de contas de rede social de iranianos a Israel, inclusive durante a guerra do ano passado. Arrisco a afirmar que Netanyahu tem mais apoio entre o povo iraniano do que dentro de Israel. Basta ver a conta em persa do Instagram do Ministério das Relações Exteriores de Israel, com mais de dois milhões de seguidores de fala farsi e simpatizantes ao povo judeu.

Um rei gentio e amigo de Israel

Essa mostra de amizade e simpatia é recíproca por parte dos israelenses que têm o povo persa em alta consideração. O motivo é a eterna gratidão que nutrem por Ciro, rei da Pérsia antiga, que decretou o regresso dos judeus da diáspora para retornarem a Jerusalém e reconstruírem o Templo. Flávio Josefo afirma em sua obra Antiguidades Judaicas que Ciro, ao tomar conhecimento da profecia de Isaías a seu respeito, chamando-o pelo nome, escrita quase duzentos anos antes, ficou maravilhado e decidiu decretar o retorno dos judeus do exílio.

“Que digo de Ciro: É meu pastor, e cumprirá tudo o que me apraz, dizendo também a Jerusalém: Tu serás edificada; e ao templo: Tu serás fundado” (Isaías 44:28).

“Assim diz Ciro, rei da Pérsia: O Senhor Deus dos céus me deu todos os reinos da terra, e me encarregou de lhe edificar uma casa em Jerusalém, que está em Judá. Quem há entre vós, de todo o seu povo, seja seu Deus com ele, e suba a Jerusalém, que está em Judá, e edifique a casa do Senhor Deus de Israel (ele é o Deus) que está em Jerusalém” (Esdras 1:2,3).

Futuro promissor

A ligação histórica entre Israel e a Pérsia não se limita ao decreto de Ciro, mas ao reinado de Ester, uma judia que fez história no império persa, durante o qual seu povo foi livre do extermínio e prosperou em todas as províncias.

O monumento do túmulo da rainha Ester e seu primo Mordechai, duas figuras bíblicas proeminentes na história de Israel, está localizado na cidade de Hamadã, no Irã, é um dos poucos locais sagrados para os judeus fora de Israel e um dos maiores símbolos da amizade histórica entre judeus e persas.

Por esses laços históricos de união e afeto, os iranianos, em sua luta pela liberdade, têm apoio total e irrestrito dos judeus do mundo inteiro. O desejo de um povo livre da ditadura atual do Irã é compartilhado por todos os espectros sociais, políticos e religiosos dentro de Israel. Um Irã livre é um prenúncio de um futuro promissor para as duas nações e representa o reatar de uma amizade milenar. Esperamos que esse tempo chegue logo, b’ezrat HaShem.

 

Getúlio Cidade é escritor, tradutor e hebraísta, autor de A Oliveira Natural: As Raízes Judaicas do Cristianismo e do blog www.aoliveiranatural.com.br.

* O conteúdo do texto acima é de total responsabilidade do autor e não reflete necessariamente a opinião do Portal O Agreste Presbiteriano


Fonte: Guiame, Getúlio Cidade

terça-feira, 3 de fevereiro de 2026

The Send reuniu 300 mil pessoas nos estádios e mobilizou milhares de igrejas no Brasil

The Send 2026 aconteceu nas cinco regiões do país. (Foto: The Send Brasil)

O encontro realizado em cinco cidades teve 12 horas de duração, reuniu mais de 400 líderes de diferentes denominações.

The Send Brasil reuniu cerca de 300 mil pessoas no último sábado (31) em cinco cidades brasileiras, consolidando-se como um dos maiores eventos cristãos já promovidos no país. 

Ao longo do evento, mais de 400 líderes subiram aos palcos, entre pastores, missionários, ministros e cantores. Diversas denominações foram representadas, com membros de igrejas batistas, reformadas, episcopais, metodistas, pentecostais, carismáticas, da Assembleia de Deus, da Quadrangular, entre outras. 

O The Send tem origem no The Call, iniciativa internacional liderada por Lou Engle, conhecida por grandes reuniões de oração em estádios. 

Com o tempo, o foco foi ampliado — surgiu a convicção de que era necessário enviar pessoas para cumprir o “ide”. A mudança deu origem ao The Send, que se traduz como “O Envio”. 

Uma programação voltada à oração e às missões 

A programação foi estruturada de forma a deixar claro que o encontro não tinha caráter de entretenimento. Com duração de 12 horas, houve momentos de oração e mobilização, louvor e adoração, e pregação. 

O The Send Brasil promoveu pautas como arrependimento, incentivo ao engajamento bíblico, mobilização para missões e cuidado com órfãos e pessoas em situação de vulnerabilidade. Além disso, foi marcado por orações por cura, batismo no Espírito Santo e confirmação de chamados.

Durante as ministrações, dados apresentados ajudaram a contextualizar o cenário global e nacional. Estima-se que mais de 3,4 bilhões de pessoas ainda vivam em regiões onde o Evangelho não chegou de forma acessível, além da existência de mais de 7 mil grupos étnicos que nunca ouviram a mensagem cristã. 

No Brasil, os números também chamam atenção: cerca de 47 mil crianças e adolescentes vivem em abrigos, enquanto 32 milhões de crianças estão em situação de extrema pobreza.

Do ponto de vista financeiro, a organização afirma que o The Send não tem foco comercial. O valor dos ingressos não cobre nem metade dos custos de um evento desse porte, e não há margem de lucro baseada em bilheteria. A realização foi viabilizada principalmente por ofertas voluntárias, incluindo recursos de organizações missionárias internacionais. Segundo os organizadores, nenhuma verba pública foi utilizada.

Milhares de igrejas mobilizadas antes e depois do evento

A mobilização começou meses antes do sábado (31). Durante cerca de seis meses, equipes percorreram diferentes regiões do país promovendo encontros com lideranças, como cafés de pastores, reuniões de visão e cultos de mobilização. Mais de mil pastores participaram desse processo, envolvendo mais de mil igrejas.

De acordo com a organização, o objetivo nunca foi criar um movimento paralelo à Igreja, mas fortalecer a atuação das igrejas locais, garantindo que aqueles que responderam ao chamado para o envio fossem acompanhados dentro de suas próprias comunidades.

Assista a transmissão do The Send Brasil 2026 na íntegra:



Fonte: Guiame

terça-feira, 20 de janeiro de 2026

Filme sobre Davi leva 100 mil espectadores aos cinemas de todo o Brasil

 

O filme “Davi – Nasce um Rei”. (Foto: Divulgação)

“Davi – Nasce um Rei” estreou no Brasil em 15 de janeiro e atingiu a marca de 100 mil espectadores nos cinemas brasileiros.

Lançado no Brasil no dia 15 de janeiro, o filme cristão “Davi – Nasce um Rei” já atingiu 100 mil espectadores nos cinemas de todo o país.

O marco ocorreu na primeira semana de estreia da animação infantil. Nos Estados Unidos, o filme também alcançou um feito histórico ao superar o público de títulos populares, como “Bob Esponja”.

“Das canções de sua mãe que embalavam seu coração às silenciosas conversas com um Deus fiel, a trajetória de Davi nasce da devoção e da escuta interior. Quando o gigante Golias surge para intimidar um povo inteiro, é esse jovem pastor — munido apenas de coragem e uma fé inabalável — quem decide enfrentar o impossível. Sua jornada culmina em uma batalha que vai muito além de uma coroa: é a luta pela identidade, pela fé e pela alma de um reino inteiro”, diz a sinopse.

O filme é distribuído pela Heaven Content em parceria com a 360 WayUp. A direção é assinada por Phil Cunningham, em parceria com Brent Dawes, com roteiro de Kyle Portbury e Sam Wilson.

Para grupos acima de 20 pessoas, há a campanha “Todos Pagam Meia”, válida para compras únicas. O ingresso pode ser adquirido aqui.

Grupos com 100 pessoas ou mais também garantem condições especiais, nas quais podem solicitar uma sessão exclusiva.

Confira o trailer:


Fonte: Guiame

Mais de 150 cristãos são sequestrados em ataques a 3 igrejas na Nigéria

 Comunidade cristã que sofreu ataque do Boko Haram, na Nigéria. (Foto ilustrativa: Portas Abertas)

O ataque é o mais recente sequestro em massa em meio à série contínua de ataques com motivação religiosa no país.

Mais de 150 cristãos foram sequestrados por homens armados durante ataques simultâneos a três igrejas no noroeste da Nigéria, informou nesta segunda-feira (19) um parlamentar estadual à Associated Press.

O ataque ocorreu no domingo, na comunidade de Kurmin Wali, na região de Kajuru, enquanto aconteciam cultos na Igreja Evangélica Vencedora de Todos (ECWA) e na denominação Querubins e Serafins.

Uma igreja católica também foi alvo da ação, segundo informou Usman Danlami Stingo, deputado estadual que representa a região.

Embora a polícia do estado de Kaduna tenha divulgado números preliminares mais conservadores, indicando que dezenas de pessoas permanecem em cativeiro, o reverendo John Hayab afirmou que o total de sequestrados pode ultrapassar 160 pessoas.

“Até ontem, 177 pessoas estavam desaparecidas, e 11 retornaram. Então ainda temos 168 desaparecidas”, disse ele.

A polícia do estado de Kaduna não se pronunciou sobre o caso.

Nenhum grupo reivindicou a autoria dos ataques.

Ataques frequentes

Esses tipos de ataques são frequentes na Nigéria, o país mais populoso da África, onde gangues e milícias religiosas costumam atacar comunidades remotas, marcadas por pouca segurança e presença limitada do governo.

Grupos armados da etnia fulani, de maioria muçulmana, atuam principalmente nas regiões norte e central do país, promovendo violência contra comunidades cristãs e realizando sequestros para exigir resgates.

A região norte da Nigéria é a mais afetada por esse tipo de violência.

O incidente de domingo é o mais recente sequestro em massa em meio à série contínua de ataques com motivação religiosa no país.

Agressões semelhantes contra igrejas já levaram o então presidente dos EUA, Donald Trump, e alguns legisladores americanos a alegarem perseguição a cristãos.

Em 25 de dezembro, o governo norte-americano realizou ataques militares em Sokoto, supostamente visando um grupo ligado ao Estado Islâmico na área.

O governo da Nigéria rejeitou a descrição das crescentes crises de segurança no país como um “genocídio cristão”.



Fonte: Guiame, com informações da Fox News e AP

domingo, 18 de janeiro de 2026

Bukayo Saka revela qual é a última coisa pensa antes de entrar em campo: ‘Falo com Deus’

 

Bukayo Saka. (Foto: Reprodução/Instagram/Ballers In God/Arsenal)

O craque do Arsenal, Bukayo Saka, contou que ora antes de cada jogo e falou sobre permanecer firme na fé mesmo diante das dificuldades.

O jogador Bukayo Saka do Arsenal contou que antes de cada partida ora e pede a Deus que o proteja e o use em campo.

Bukayo, atleta inglês considerado um dos melhores jogadores de futebol do mundo, destacou sua fé em uma entrevista recente onde foi questionado sobre qual é a última coisa que passa em sua mente antes de entrar em campo. 

“É apenas uma oração a Deus: ‘Abençoe-me e proteja-me. Faça conforme o seu plano e eu darei o meu melhor”, respondeu o atleta ao programa esportivo Men in Blazers.

O jogador destacou que também enfrenta momentos difíceis, mas não permite que isso influencie seu relacionamento com Deus.

“Tem momentos no jogo em que você vai errar e acabar colocando a fé à prova, como se estivesse questionando a Deus”.

Segundo ele, muitas pessoas pensam de forma equivocada que ter fé significa ausência de problemas:

“Existe um equívoco comum: muita gente acha que a fé te afasta dos problemas, mas isso não é verdade”.

E continuou: “A fé não te afasta das dificuldades — ela te coloca de frente com elas.

As coisas vão dar errado em algum momento, porque ninguém tem uma vida perfeita. E, se você tem fé, ela vai ser colocada à prova”.

“O quanto você realmente acredita? Se acredita mesmo, então mostre isso. No final, você vai ver o resultado”, concluiu.

Fé de berço

Nascido em Londres, Saka é filho de pais nigerianos e frequentou a Edward Betham Church of England Primary School, um colégio vinculado à Igreja da Inglaterra. Em 2022, ele foi convidado a falar aos alunos de sua antiga escola.

“Cresci em uma família cristã que acredita fortemente em Deus”, disse ele aos estudantes. “Isso sempre me deixou curioso para conhecer mais a Deus e tenho feito isso, lendo muito minha Bíblia e indo muito à igreja ao longo dos anos”.

O jogador também destacou: “Minha fé é constantemente exercitada quando sou colocado em diferentes situações ou jogo em grandes partidas de futebol, como minha estreia na Inglaterra”.

Diante dos desafios, ele sempre se apega “às promessas de Deus” na Bíblia: “Então, antes de cada jogo, peço a Deus que me ajude a jogar bem, ajude meu time e me ajude a marcar um gol ou dar assistência a um gol e Ele responde às minhas orações. É por isso que aponto para o céu para agradecê-Lo”, disse.


Fonte: Guiame

Estudantes da UFRN pedem expulsão de professor cristão: “Intolerância religiosa”

 

Tassos Lycurgo. (Foto: Reprodução/YouTube/Tassos Lycurgo/Instagram/Tassos Lycurgo).

O coletivo estudantil Juntos acusou Tassos Lycurgo de racista e transfóbico devido a sua posição conservadora e iniciou um abaixo-assinado pedindo seu desligamento.

O teólogo Tassos Lycurgoprofessor da Universidade Federal do Rio Grande do Norte (UFRN), está sendo alvo de uma mobilização de estudantes que pedem sua expulsão da faculdade.

Alunos militantes de esquerda fizeram um abaixo-assinado contra o apologista cristão, que atua no Departamento de Artes da UFRN, afirmando que não admitem ter um professor conservador que defende os valores cristãos.

O coletivo estudantil Juntos acusou Tassos de ser racista, transfóbico e intolerante devido à sua posição conservadora divulgada em suas redes sociais.

Os estudantes divulgaram banners contra o professor cristão nas redes sociais, que dizem: “Fora Tassos da UFRN!”, “[O coletivo] Juntos denuncia professor transfóbico e conspiracionista da UFRN”.

Nos comentários dessas publicações, alunos atacaram a fé de Tassos com falas de intolerância religiosa.

“Tinha que ser evangélico”, afirmou um usuário. “Pastor? Desde então já perdeu a credencial moral para afirmar algo. Já agradeceu ao universo por não ser evangélico e frequentar igreja que tem dono?”, comentou outro internauta.

Abaixo-assinado

No abaixo-assinado que pede o desligamento de Tassos, os militantes chamam o professor de “Influencer reacionário que vende cursos com o objetivo de formar líderes cristãos defensores da fé e vocaliza posições ancoradas no fanatismo religioso”.

“Em seus vídeos, pessoas trans são comparadas com pessoas que acham que são animais, o movimento de afirmação identitária da população negra é chamado de ‘negrismo’ e até mesmo o veganismo é acusado de ser satânico”, afirma o documento.

O coletivo Juntos informou que fez uma denúncia formal na Ouvidoria da UFRN e enviou um dossiê com supostas declarações de Tassos que ferem o Código de Conduta dos servidores.

Em postagem no Instagram na quinta-feira (15), Tassos Lycurgo se manifestou sobre a situação, declarando que os estudantes “não toleram opinião divergente” em um ambiente universitário que deveria garantir a diversidade de pensamento.

“Militantes comunistas da UFRN se somam a grupo político nacional para exigir a minha expulsão. De forma articulada, estão publicando notas em todos os grupos do WhatsApp da UFRN, assim como nas mídias sociais. O motivo? Não toleram uma opinião divergente”, afirmou o teólogo.

“Isso não é ‘movimento estudantil’. É projeto de poder. Não querem diálogo, querem intervir. Não defendem pluralismo, defendem mobilização permanente. Não veem a universidade como casa do saber, veem como trincheira”.

Tassos defendeu a liberdade de expressão e de pensamento no meio acadêmico. “Quando a política vira religião, o contraditório vira blasfêmia. E quando o campus vira laboratório ideológico, a liberdade vira ‘problema’”, alertou.

E ressaltou: “Universidade saudável não cancela: debate. Não expulsa: confronta ideias. Não fabrica unanimidade: protege a diversidade de pensamento. Voltar às Coisas Permanentes — verdade, fé e razão livre — é a nossa esperança. Oremos”.

Vítima de intolerância religiosa

A vereadora de Natal, Camila Araújo, se pronunciou em defesa de Tassos e afirmou que o professor cristão está sendo vítima de intolerância religiosa.

“Quero me solidarizar com o professor Tassos Lycurgo, professor da Universidade Federal, pós-doutor, extremamente qualificado e capacitado. Este que está sendo vítima de uma perseguição por defender a sua fé. Ele está sendo vítima de uma perseguição da militância de esquerda que deseja expulsá-lo da universidade”, disse Camila, em vídeo no Instagram.

“Ele está defendendo os nossos princípios e valores cristãos judaicos. Se ele fosse um professor que defendesse a liberação das drogas, a erotização e a sexualização das nossas crianças, a libertinagem sexual, a legalização do aborto, tenho certeza que ele não estaria sendo vítima de perseguição da militância esquerda”.

E acrescentou: “Perseguição motivada por pura intolerância religiosa. Ele é referência internacional em defesa da fé cristã, por isso o inferno está tão furioso e sedento em destruir sua vida e sua reputação”.

Tassos Lycurgo, um ex-ateu que se tornou apologista cristão, é professor titular do Departamento de Artes da UFRN e Pesquisador Visitante do Reasons to Believe nos Estados Unidos.

Lycurgo, que também é advogado, possui doutorado em Educação pela UFRN e mestrado em Filosofia Analítica pela Universidade de Sussex (Reino Unido).

Além disso, ele fez pós-doutorado em Apologética Cristã na Oral Roberts University e Sociologia do Direito na Universidade Federal da Paraíba (UFPB).


Fonte: Guiame

sexta-feira, 2 de janeiro de 2026

Missão revela os desafios de evangelizar a Mongólia: "Menos de 1% são cristãos"

 


Missão brasileira na Mongólia. (Foto: Reprodução/Instagram/APMT).

Para pregar aos mongóis, os missionários enfrentam o frio rigoroso, a resistência cultural ao Evangelho e a dinâmica nômade de um terço da população.

Mongólia, um dos países mais isolados e frios do mundo, é considerada um dos campos missionários mais desafiadores da atualidade.

A Agência Presbiteriana de Missões Transculturais (APMT) explicou quais são os maiores obstáculos que missionários enfrentam para evangelizar no país asiático, que está dentro da Janela 10/40 – a região do mundo menos alcançada pelo Evangelho.

“Fazem agora 16º negativos e estamos na virada do outono para o inverno. Aqui é a capital mais fria do mundo”, disse o Reverendo Cácio Silva, executivo operacional da APMT, em vídeo no Instagram.

“A Mongólia é um dos maiores desafios missionários da atualidade. Um país com apenas duas fronteiras, ao norte, a Rússia, ao sul, China. Entre esses dois gigantes, uma população de 3 milhões e 500 mil pessoas”, explicou.

Mais da metade da população mongol vive em Ulaanbaatar, a capital mais fria do mundo, e em duas cidades de porte médio.

Segundo Cácio, outra parte está distribuída em 18 pequenas cidades e cerca de 330 vilas. Na Mongólia, há povos nômades que migram de acordo com as condições climáticas e agropecuárias.

“Um terço da população é nômade e vive em acampamentos provisórios, se deslocando entre as estepes e o deserto de Gobi, em algo em torno de 188 mil acampamentos”, afirmou.

Levar o Evangelho ao povo nômade – cerca de 1 milhão e 200 mil pessoas – é um dos grandes desafios. Como estão sempre em movimento, os missionários encontram dificuldades em plantar igrejas e promover o discipulado.

Resistência ao Evangelho

Além disso, a cultura é resistente à fé cristã. “A maior parte da população se identifica com o budismo, a outra parte mantém a prática tradicional do xamanismo. A cosmovisão budista e xamânica é uma forte resistência ao Evangelho”, observou Cácio.

Com menos de 1% da população urbana e semi-urbana se identificando como cristãos, a Mongólia é considerada um país com povos não alcançados.

“Na população nômade, o percentual de cristãos é ínfimo, de fato irrisório”, pontuou o reverendo Cácio.

Conversões

Mesmo com os desafios climáticos e culturais, a Agência Presbiteriana de Missões Transculturais têm testemunhado frutos da pregação das Boas Novas no país.

“Há múltiplos sinais da manifestação da graça de Deus nesta nação. Pessoas se convertendo, famílias sendo transformadas, pequenas igrejas nascendo em diferentes lugares”, disse Cácio.

O líder pediu oração pela missão na Mongólia. “Quero te encorajar a colocar a Mongólia nas suas orações e considerar a possibilidade de você e da sua igreja se engajar no trabalho missionário, de alguma forma, neste país”, concluiu ele.

A APMT mantém um casal de missionários na nação mongol. Lucas e Juliana, que possuem três filhos, têm servido entre o povo nômade.


Fonte: Guiame

Pastor ajuda cristão disfarçado de sem-teto e é surpreendido com oferta


 O pastor nas ruas. (Foto: Reprodução/Instagram/Jimmy Darts)

O pastor de 76 anos, que enfrenta dificuldades financeiras, foi surpreendido após pagar uma refeição para um cristão disfarçado de sem-teto nos EUA.

Nos Estados Unidos, um pastor a caminho da igreja foi abordado por um homem que se apresentou como morador de rua e pediu ajuda por estar com fome. No entanto, a conversa terminou com uma revelação de fé e provisão de Deus.

O pastor de 76 anos foi abordado pelo influenciador cristão Jimmy Darts, que disse: “Oi, senhor. Como vai? Não me lembro da última vez que comi alguma coisa”.

Ao ouvir o pedido de ajuda, o pastor respondeu: “Deixe-me orar por você. Declaramos vida sobre ele esta manhã”. 

Em seguida, ele convidou Jimmy para ficar com ele e participar do culto naquela manhã. Jimmy aceitou e, antes de irem à igreja, o pastor o levou para fazer uma refeição.

No restaurante, o pastor explicou que poderia ajudá-lo a encontrar um abrigo e perguntou: “Qual é a sua necessidade além disso? Qual é a maior necessidade que precisa ser atendida?”.

Revelação e provisão de Deus

Enquanto caminhavam para a igreja, Jimmy pediu que o pastor segurasse as sacolas de comida e revelou sua identidade:

“Na verdade, eu não sou sem-teto. O senhor foi a primeira pessoa que teve a gentileza de me ajudar”. 

Em seguida, ele surpreendeu o pastor com uma quantia de U$ 500. Emocionado, o líder afirmou:

“Está falando sério? Você vai se surpreender com o que isso significa para mim”. Na ocasião, o pastor compartilhou que, apesar de a igreja estar indo bem, ainda precisava trabalhar para se manter.

“A igreja está indo bem, mas eu ainda trabalho. Tenho 76 anos e compro coisas em vendas de garagem e as vendo para complementar a renda da minha casa”, relatou ele. 

Nesse momento, Jimmy apresentou o cantor cristão Phil Wickham, que também decidiu ajudar o pastor com uma doação adicional de U$ 500 e uma mensagem de encorajamento: “Deus te ama, te vê e é Emanuel em todos os momentos”.

Por fim, Jimmy e Phil participaram do culto na igreja do pastor. O testemunho impactou os membros da congregação, que louvaram ao Senhor pela solidariedade dos cristãos nas ruas e provisão de Deus.


Fonte: Guiame

Andando com Deus

 


A caminhada cristã é frequentemente descrita como uma jornada, mas poucos exemplos são tão profundos e enigmáticos quanto o de Enoque. Em Gênesis 5:24, lemos que "Enoque andou com Deus; e já não era, porque Deus o levou para si". Esse breve relato, encravado em uma longa genealogia de nascimentos e mortes, brilha como uma exceção extraordinária. Enquanto seus contemporâneos simplesmente viviam e morriam, Enoque estabeleceu um padrão de intimidade que desafiou a finitude humana, ensinando-nos que andar com Deus é, antes de tudo, uma escolha de comunhão contínua em meio a um mundo comum.

Andar com Deus implica, necessariamente, estar em plena concordância com Ele. Como o profeta Amós questionou séculos mais tarde: "Andarão dois juntos, se não estiverem de acordo?". Para Enoque, essa concordância não era um evento isolado de domingo, mas um alinhamento diário de vontade, pensamentos e propósitos. Em um tempo onde a humanidade já se distanciava dos princípios do Criador, Enoque decidiu ajustar seus passos ao ritmo divino, cultivando uma amizade que se sobrepunha às pressões e distrações de sua época.

Essa jornada de intimidade exige uma constância que ignora as flutuações das circunstâncias. Enoque não andou com Deus apenas em momentos de êxtase espiritual, mas durante trezentos anos, enquanto criava filhos e filhas e lidava com as responsabilidades da vida cotidiana. Isso nos revela que a verdadeira espiritualidade não é um retiro monástico, mas a prática da presença de Deus no mercado, na família e no trabalho. Andar com Deus é permitir que a santidade invada o ordinário, transformando a rotina em um altar de adoração.

A fé é o combustível que sustenta esse caminhar. O autor da epístola aos Hebreus amplia nossa compreensão sobre Enoque ao afirmar que, antes de ser transladado, ele obteve o testemunho de que havia agradado a Deus. Sem fé, é impossível agradá-Lo, e foi essa confiança absoluta no caráter invisível do Criador que permitiu a Enoque caminhar com tamanha segurança. A fé não apenas nos coloca no caminho, mas nos dá a visão necessária para enxergar Aquele que caminha ao nosso lado, mesmo quando o destino final ainda não é visível aos olhos naturais.

Além da comunhão, andar com Deus envolve um compromisso com a justiça e a verdade. O livro de Judas menciona que Enoque foi um profeta que confrontou a impiedade de sua geração, anunciando o juízo divino contra as obras injustas. Portanto, a caminhada com o Senhor não é uma jornada passiva ou alienada. Quem anda com Deus torna-se um portador de Sua luz e um arauto de Sua justiça, sentindo o que Ele sente e falando o que Ele ordena, mesmo que isso signifique nadar contra a correnteza cultural.

O resultado dessa trajetória foi uma transição gloriosa e sem interrupções. A intimidade de Enoque com o Pai tornou-se tão profunda que a fronteira entre a terra e o céu tornou-se tênue demais para ser mantida. "Deus o levou" sugere um convite amoroso, como se, após um longo dia de caminhada, o Criador dissesse: "Você já está mais perto da Minha casa do que da sua; venha comigo". Essa conclusão extraordinária aponta para a esperança do crente: de que a morte não é um fim, mas um passo final na direção dAquele com quem já caminhamos em vida.

Por fim, o exemplo de Enoque nos desafia a avaliar a direção dos nossos próprios passos. Andar com Deus é uma série de pequenos recomeços, uma decisão renovada a cada manhã de não caminhar sozinho. Não se trata de perfeição religiosa, mas de uma busca sincera por uma amizade que satisfaça a alma e glorifique o nome do Senhor. Que possamos, como Enoque, cultivar tal proximidade com o Eterno, para que a nossa história não seja resumida apenas ao tempo em que vivemos, mas à profundidade de com Quem escolhemos caminhar.

Pr. Eli Vieira Filho

O Recomeço pela Fé

 


Gênesis 12,1-20

Uma Nova Vida: O Recomeço pela Fé

O mundo atual frequentemente parece mergulhado em um caos irreversível, levando muitos a questionarem se há solução para a humanidade. O dramaturgo George Bernard Shaw ironizou essa realidade ao sugerir que a Terra seria o "manicômio" de outros planetas. Essa percepção de desordem não é nova; ela ecoa os primeiros onze capítulos de Gênesis, onde a sucessão de erros humanos — da rebelião ao engano — parecia ditar o destino da criação. No entanto, o texto bíblico revela que, em vez de optar pela destruição, Deus decidiu oferecer um novo tempo através de uma proposta redentora.

A virada na história humana ocorre com o chamado de um homem comum, Abraão, que vivia em Ur dos Caldeus, um centro de idolatria. Sem que houvesse mérito próprio, a graça divina o alcançou, provando que a iniciativa de uma nova vida parte sempre do Criador. Esse chamado exigia uma ruptura drástica com o passado: deixar o lar, o parentesco e a segurança para seguir em direção ao desconhecido. Abraão e sua esposa, Sara, tornaram-se assim os precursores de um novo modelo de existência, fundamentado não na visão, mas na confiança.

O propósito desse chamado transcendia a salvação individual do casal. Deus visava abençoar "todas as famílias da terra" através deles, estabelecendo as bases para o surgimento de Israel, a preservação das Escrituras e, finalmente, o nascimento do Salvador. Quando aceitamos o convite de Deus para um recomeço, raramente temos a dimensão do alcance dessa decisão. A vida de Abraão ensina que um "sim" a Deus pode gerar frutos que alimentarão gerações e transformarão a história de nações inteiras.

A estrutura dessa nova vida repousa sobre uma aliança sólida, e não sobre sentimentos efêmeros. A fé autêntica é alimentada pela Palavra de Deus e por Suas promessas, que moldam o caráter e sustentam o caminhante em tempos de escassez. Para Abraão e Sara, a promessa de serem pais de uma grande nação parecia biologicamente impossível, mas a força da aliança era superior às limitações humanas. Crer em Deus significa apoiar-se em Sua vontade e poder, permitindo que Suas promessas sejam o combustível para a perseverança.

Seguir esse caminho de fé exige uma redefinição radical de prioridades. Embora a família e as amizades sejam valiosas, na vida com Deus, o Senhor assume o primeiro lugar de forma absoluta. O chamado para a "solidão" com Deus, como mencionado em Isaías, convida o cristão a um nível de devoção onde o amor pelo Criador faz com que todos os outros afetos pareçam secundários. Essa dedicação exclusiva é o que garante que o peregrino não faça concessões que o desviem do propósito original.

Na prática da caminhada, a diferença entre o fracasso e o sucesso espiritual reside no compromisso. Enquanto figuras como Ló demonstraram ser apenas "empreendedores" sem raiz espiritual, Abraão e Sara foram "realizadores" porque confiaram plenamente na execução do plano divino. Eles não apenas planejaram uma mudança; eles entregaram seu futuro nas mãos do Senhor, assumindo os riscos da obediência. Esse compromisso integral é o que transforma o potencial de um chamado na realidade de uma vida frutífera.

A dinâmica da fé exige movimento constante, impedindo que a vida espiritual se torne estagnada. O texto bíblico descreve a jornada de Abraão com verbos de ação: ele partiu, atravessou, passou e seguiu. Deus mantém Seus servos em movimento para que novos desafios os forcem a buscar "graça para socorro em ocasião oportuna". Cada etapa da viagem não era apenas uma mudança geográfica, mas uma oportunidade para que a fé de Abraão crescesse e sua compreensão sobre o caráter de Deus se aprofundasse.

Contudo, a jornada não é isenta de falhas. Ao chegar ao Egito e mentir sobre sua relação com Sara por medo, Abraão demonstrou que a "nova vida" ainda convive com as fragilidades da natureza humana. Esse episódio em Gênesis 12 revela que Deus é fiel mesmo quando falhamos; Ele interveio para proteger Sara e preservar a promessa. Isso nos ensina que, sob a graça, nenhum erro é permanente e o Senhor utiliza até nossos tropeços para nos ensinar a total dependência de Sua proteção.

Por fim, compreendemos que o cristianismo confortável é o oposto da vida de fé. Ser "peregrino e estrangeiro" significa estar disposto a enfrentar novas e desconfortáveis circunstâncias para obter novas percepções sobre si mesmo e sobre o Reino. A vida cristã vitoriosa, como bem disse George Morrison, é uma série de recomeços. Ao abraçarmos o compromisso de andar com Deus, descobrimos que, independentemente do caos do mundo, em Cristo sempre há espaço para um novo tempo e uma vida verdadeiramente nova.

Pr. Eli Vieira Filho

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