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quinta-feira, 31 de outubro de 2024

Reforma Protestante: Dez citações marcantes das 95 Teses de Lutero

Monumento a Martinho Lutero. (Foto: Pixabay)

O Dia da Reforma, celebrado em 31 de outubro, destaca a coragem de Martinho Lutero e seu compromisso com a pureza da fé cristã.

Reforma Protestante celebra 507 anos, marcada pelo ato do monge alemão Martinho Lutero de pregar as chamadas “95 Teses” na porta da igreja de Wittenberg, na Alemanha.

A ação foi um divisor teológico entre os ensinamentos da Igreja Católica Romana e o Protestantismo, que acabava de nascer, configurando-se como um dos eventos mais significativos da história da Igreja Cristã.

As 95 teses de Lutero, ou pontos de debate, contestavam diversas práticas da Igreja Católica Romana, como a indulgência papal, que é a absolvição das consequências temporais de um pecado, que, segundo a doutrina católica, ainda pode afetar a alma, mesmo após o perdão divino. As teses também discutiam questões relacionadas à salvação e às obras.

Após a publicação das teses na porta de Wittemberg, Lutero foi julgado e formalmente declarado herege.

O Dia da Reforma, celebrado em 31 de outubro, destaca a coragem de Martinho Lutero e seu compromisso com a pureza da fé cristã.

Conheça 10 citações dentre as 95 teses de Lutero:

1. O Papa não deseja nem pode perdoar quaisquer penas, exceto aquelas impostas pela sua própria autoridade ou pelas leis da Igreja.

2. Todo e qualquer cristão que se arrepende verdadeiramente dos seus pecados, sente pesar por ter pecado, tem pleno perdão da pena e da dívida, perdão esse que lhe pertence mesmo sem breve de indulgência.

3. Comete-se injustiça contra a Palavra de Deus quando, no mesmo sermão, se consagra tanto ou mais tempo à indulgência do que à pregação da Palavra do Senhor.

4. Aqueles que acreditam que podem ter certeza da sua salvação por causa das indulgências serão eternamente condenados, juntamente com os seus ensinadores.

5. Os cristãos devem aprender que quem dá aos pobres ou empresta aos necessitados faz melhor do que quem compra indulgências.

6. Os cristãos devem aprender que quem vê uma pessoa necessitada e passa por ela, mas dá dinheiro para indulgências, não compra indulgências de papel, mas a ira de Deus.

7. O verdadeiro tesouro da igreja é o santo Evangelho da glória e graça de Deus.

8. Por que o Papa, cuja riqueza hoje excede a do mais rico Crasso, não constrói esta Basílica de São Pedro com o seu próprio dinheiro, em vez de com o dinheiro dos crentes pobres?

9. Que bênção maior poderia a Igreja receber do que se o Papa concedesse estas remissões e bênçãos a cada crente cem vezes por dia, como agora faz uma vez por dia?

10. Suprimir estes argumentos muito contundentes dos leigos apenas pela força e não os resolver apresentando razões expõe a Igreja e o Papa ao ridículo dos seus inimigos e torna os cristãos infelizes.

Fonte: Guiame, com informações do Christian Post

Missionário americano é assassinado em Angola: “Foi morto enquanto servia Jesus”

O falecido missionário Beau Shroyer. (Foto: Reprodução/YouTube/Country Faith Church)

Beau Shroyer, de 44 anos, servia no país há 3 anos, junto com sua esposa e seus cinco filhos.

Um missionário americano, de 44 anos, foi assassinado em Angola, na última sexta-feira (25). A notícia da morte de Beau Shroyer foi anunciada pela “SIM USA”, a missão que o enviou ao país africano.

“Recebi um telefonema informando que Beau Shroyer foi morto enquanto servia a Jesus em Angola e agora está com seu Salvador”, afirmou Randy Fairman, presidente da SIM USA, em um comunicado.

Beau servia na cidade angolana de Lubango há três anos, junto com sua esposa Jackie Shroyer e seus cinco filhos. 

A organização missionária não tinha mais informações da morte de Beau e informou apenas que o missionário estava a caminho de Lubango, a segunda maior cidade de Angola, quando tudo aconteceu.

“Ainda não falei com Jackie e muitos detalhes ainda são desconhecidos”, explicou Randy. “Agora devemos confiar em Jesus em uma temporada que nunca imaginamos. Devemos confiar nele sem exigir que Ele nos dê uma compreensão de por que Ele permitiu isso. É difícil e amplia nossa fé”, completou.

Troy Easton, pastor da Igreja Lakes Area Vineyard, onde Beau Shroyer e sua família são membros há anos, confirmou que o missionário foi “morto em um ato de violência”.

O pastor afirmou que a igreja estava em contato com a esposa de Beau, e que ela e os filhos estavam seguros e sendo cuidados. Troy ainda comentou que a família visitou sua igreja nos Estados Unidos apenas três meses atrás.

Desafios no campo missionário


O missionário com a esposa e seus filhos. (Foto: Facebook/Lakes Area Vineyard Church).

Em uma apresentação sobre o trabalho missionário na Country Faith Church em junho, Jackie Shroy relatou os desafios enfrentados pela família em Angola, observando que era a primeira vez que estavam atuando como missionários no exterior.

“Lutamos contra muitas outras doenças. Tivemos muitos problemas de segurança. Desconfiança com os guardas. Passamos por tantos guardas e tivemos vários arrombamentos em nossa casa durante a noite enquanto estávamos dormindo”, comentou ela.

“Além de tudo, tentando descobrir como viver nessa cultura, tivemos tantas mudanças, tantas experiências difíceis que causaram muito medo e trauma”.

Mesmo enfrentando desafios, o casal de missionários estavam certos que estavam cumprindo os propósitos do Senhor.

“É realmente encorajador que, agora que estamos aqui, tenhamos concluído o primeiro mandato. Fomos à sede da nossa organização e fizemos nosso interrogatório e todos nós sete podemos dizer com certeza que mal podemos esperar para voltar e continuar trabalhando”, disse ela, na época.

E destacou: “Não há dúvida em nenhuma de nossas mentes de que este é o lugar onde deveríamos estar e estamos muito animados para voltar e continuar nosso trabalho”.

Na apresentação, o missionário Beau também contou que a sede da missão em Angola ficava ao lado de uma plantação de laranja, que era protegida por guardas armados que entravam em conflito com ladrões de laranjas.

“Esses caras estão aqui dia e noite se protegendo contra ladrões que virão roubar as laranjas para vender. Eles estão atirando nas pessoas, e cerca de uma semana antes de virmos [para os EUA], um dos ladrões foi baleado e morto em uma briga de facão. Então é desesperador. Eles estão com tanta fome que estão arriscando suas vidas para conseguir uma pilha de laranjas”, explicou.

Fonte: Guiame, com informações de The Christian Post

quarta-feira, 23 de outubro de 2024

A Vida de Catarina von Bora e seu papel na Reforma Protestante

 

Catarina von Bora. (Imagem: Wikipedia)

Neste artigo, destacaremos a liderança de Catarina von Bora ao lado de seu esposo Martinho Lutero.

Nesse mês de outubro a Série Mulher Cristã, fará uma homenagem às mulheres reformadoras que contribuíram nos desdobramentos da Reforma Protestante, elas foram escritoras apologetas, humanitárias, piedosas, esposas e mães, cheias de fé, altruístas e mártires convictas. Acima de tudo, mensageiras do Evangelho de Cristo. 

A Reforma Protestante do século 16, liderada por Martinho Lutero (1483-1546), um monge alemão agostiniano que queria abrir uma discussão reformatória na própria igreja romana na Alemanha, foi marcada pelas 95 teses afixadas na porta da Igreja do Castelo Wittenberg em 31 de outubro de 1517.

Lutero traduziu a Bíblia do latim para o alemão, pois acreditava que todos os fiéis deveriam ter acesso às Escrituras Sagradas. 


A Reforma Protestante foi um divisor de águas no cristianismo ocidental. Outros reformadores, como João Calvino, que liderou a reforma na França (1509-1564); Philipp Melanchthon, colaborador e amigo de Lutero (1497-1560); Ulrico Zuínglio, que liderou a reforma na Suíça (1484-1531); e John Wycliffe, que elaborou novas interpretações da doutrina cristã, influenciaram Lutero. Jan Hus, considerado um dos primeiros reformadores (1369-1415), também figura entre os principais nomes dessa época.

Mas onde estavam as mulheres nesse período tão importante para o Cristianismo?

De acordo com a escritora e teóloga Rute Salviano, há evidências de que as mulheres durante o período da Reforma, ao terem acesso às Escrituras, se encantaram com a doutrina da salvação pela fé e a divulgaram. No entanto, sua participação não foi reconhecida nem elogiada, uma vez que, desde os primórdios do cristianismo, a mulher era vista como uma “Eva”, a responsável por levar o homem ao pecado e à sua queda. “Ela seria incapaz intelectualmente, mais débil fisicamente e mais propensa às tentações sexuais” (ALMEIDA, p. 19, 2021).

De fato, a Reforma não modificou o papel tradicional da mulher, que se limitava às tarefas domésticas, à educação dos filhos e ao silêncio na igreja. No entanto, a abertura à leitura bíblica possibilitou o acesso à educação religiosa. A perseguição e o martírio desenvolveram sua principal atribuição como cristã: a de comunicadora da fé (ALMEIDA, p. 20, 2021). Neste artigo, destacaremos a liderança de Catarina von Bora ao lado de seu esposo Martinho Lutero. Lutero enfrentou corajosamente as práticas antibíblicas da Igreja Católica Romana, o que marcou o início da Reforma Protestante. Desde 31 de outubro de 1517, sua vida não foi mais a mesma, e o grande êxito que obteve em sua jornada ministerial nos anos seguintes contou com o fiel apoio de sua esposa, “querida Kate” (Catarina von Bora), como ele a chamava carinhosamente.

Catarina von Bora nasceu perto de Leipzig, na Alemanha, em 1499. Filha de Hans von Bora e Anna von Haugwitz, tinha três irmãos e provavelmente uma irmã. Sua mãe faleceu quando Catarina tinha apenas 5 anos, e logo depois, seu pai se casou novamente, enviando-a a um convento beneditino em Brehna, onde seria criada e educada pelas freiras. Aos 10 anos, por decisão do pai, Catarina foi transferida para o convento cisterciense de Marienthron, em Nimbschen. Ela se tornou uma freira enclausurada aos 16 anos, mas sua qualidade de vida piorou, pois o espaço era pequeno e desconfortável.

Com o grande acontecimento da Reforma, os escritos de Lutero se espalharam por toda a Europa, chegando aos conventos e mosteiros, ainda que de forma infiltrada. Assim, Catarina teve acesso aos ensinamentos da Reforma. Nesse período, cerca de 44 freiras viviam no convento em Nimbschen, onde Catarina passou cerca de 13 a 14 anos. O convento, além de várias propriedades, possuía também 367 relíquias que eram veneradas. Catarina e mais 11 freiras foram impactadas pelas doutrinas da salvação pela fé e, com uma consciência inquieta, buscaram o conselho de Lutero, que as incentivou a fugir e garantiu que as ajudaria.

De acordo com Salviano, Lutero contou com a assistência de Leonard Koppe, um comerciante que entregava barris de arenque defumado e era conselheiro municipal de uma cidade situada entre o convento e Wittenberg. Ao chegarem em Torgau, foram bem recebidas pela população local. Três das ex-freiras logo puderam retornar para perto de suas famílias (Gertraud von Schellemberg, Else von Gauditz e uma terceira de nome desconhecido). As outras nove seguiram viagem para Wittenberg, onde foram acolhidas pelos reformadores, incluindo Martinho Lutero e Filipe Melanchthon, que procuraram famílias dispostas a receber as moças, agora libertas do cativeiro do convento.

Catarina von Bora tinha 24 anos quando saiu do convento. Por um tempo, ela morou com a família de Filipe Reichenbach e, posteriormente, até seu casamento com Lutero, na casa do grande pintor e farmacêutico Lucas Cranach e sua esposa, Barbara Cranach. Ela permaneceu com eles por dois anos e se tornou uma grande amiga de Barbara. Nesse período, trabalhou e provavelmente aprendeu muito sobre a vida em Wittenberg, não apenas sobre economia doméstica, mas também sobre o conteúdo da mensagem reformatória, que Cranach transformava em arte em seu ateliê. É interessante notar que o retrato mais conhecido de Catarina von Bora foi pintado por Lucas Cranach.

Acredita-se que Catarina von Bora era muito atraente, e seu primeiro amor foi um jovem chamado Jerônimo. Eles se apaixonaram e tinham planos de se casar, mas a família dele se opôs, e ele desistiu do matrimônio. Após isso, Catarina se mudou para a casa de outra família, onde trabalhou cuidando de crianças, enquanto Lutero, com a ajuda do amigo Nicolaus von Amsdorf, tentava encontrar um esposo para ela. Quando sugeriram que ela se casasse com o pastor Casper Glatz, Catarina recusou, pois não tinha nenhuma afeição por ele. No entanto, ela afirmou que aceitaria se casar com Nicolaus ou, se ele não quisesse, com Lutero.

Supõe-se que Lutero não havia considerado ter uma esposa naquele momento, apesar de ser contrário ao celibato dos clérigos. Contudo, o reformador alemão não hesitou e, mesmo sendo 16 anos mais velho, pediu Catarina em casamento. A princípio, os dois não estavam apaixonados, mas o amor surgiu com o tempo.

No dia 13 de junho de 1525, foi realizada a cerimônia de casamento, apenas 12 dias após o pedido. Lutero tinha 42 anos e Catarina, 26. O casal se estabeleceu no antigo mosteiro agostiniano de Wittenberg, que receberam como presente do príncipe Frederico. Eles se amaram mais do que poderiam imaginar. No entanto, enfrentaram forte oposição à união, devido à diferença de idade, ao fato de o matrimônio ser considerado um escândalo e ao temor de que Lutero pudesse ser morto a qualquer momento. No entanto, nada impediu que o casamento acontecesse.


Catarina foi uma grande administradora e “hospedeira” de seu lar. Em várias conversas e discussões com estudantes reformadores que aconteciam ao redor de sua mesa, Lutero disse: “Eu não trocaria minha Kathe nem pela França nem por Veneza. Ela me foi dada por Deus, assim como eu fui dado a ela.” O pouco que sabemos sobre Catarina von Bora está registrado nos escritos de Lutero e nas cartas que ele escreveu para ela. Infelizmente, as cartas escritas por ela não foram preservadas, mas o reformador mencionou a esposa várias vezes em seus escritos.

A vida de ambos mudou significativamente. Catarina era disciplinada e organizada, enquanto Lutero vivia de maneira mais despreocupada e desordenada. Ela transformou o convento negro em um lar acolhedor. A primeira coisa que fez, pouco tempo após o casamento, foi trocar todos os colchões de palha, pintar as paredes dos quartos com cal e mandar construir um porão. Ela também construiu uma cervejaria, preparou a horta e o pomar da casa, e Lutero teve que arranjar sementes. Além disso, Catarina mandou cavar um poço e, em 1541, instalou um banheiro, um grande luxo para a época.

Catarina não só administrava as finanças da família, mas também era empreendedora, adquirindo terras para novos investimentos em agricultura, plantações e criação de animais. Embora Lutero participasse da administração, a maior responsabilidade recaía sobre Catarina, que tinha muitos afazeres na casa (anteriormente um convento) de 40 quartos, constantemente ocupados por homens e mulheres refugiados, estudantes universitários e pelos seis filhos do casal. Lutero também abrigou sete sobrinhos e mais quatro filhos de um amigo que havia perdido a esposa. Os demais quartos eram alugados para estudantes de Lutero.

Catarina contava com criados para auxiliá-la nas tarefas e acordava às 4 horas da manhã, o que fez com que Lutero a chamasse de “a estrela da manhã de Wittenberg.” Ela se sentia realizada em seu trabalho como esposa e mãe. O casal teve três filhas e três filhos: João, Elizabeth, Madalena, Martim, Paulo e Margareth. Através de quadros ilustrativos, pode-se recordar que a família teve momentos felizes em casa. No entanto, a perseguição por conta da Reforma e a perda de duas filhas — Elizabeth, que faleceu antes de completar um ano, e Madalena, a alegria do lar, que partiu com apenas 12 anos — trouxeram ainda mais sofrimento à família.

Catarina auxiliou Lutero em seus momentos de depressão e clausura. Ele enfrentava constantes perseguições e, em várias ocasiões, era apedrejado. Catarina cuidava de suas feridas com cataplasmas e massagens, além de se preocupar em garantir que ele se alimentasse, mesmo quando estava imerso em seus estudos.


Em família, eles cultivavam o hábito de cantar louvores e fazer leituras da Bíblia. O casal educou seus filhos com muito carinho. Lutero expressou seu amor por eles em suas cartas, enquanto Catarina não negligenciava as crianças e cuidava delas de maneira exemplar.

Catarina von Bora não escreveu nenhum livro nem jamais pregou um único sermão, mas seu inestimável auxílio possibilitou que seu marido realizasse feitos notáveis na história da igreja (ALMEIDA, p. 128, 2021). Ela gostava de ler, e Lutero a incentivou a estudar a Bíblia, incluindo a memorização de algumas passagens. Com isso, Catarina adquiriu sabedoria e foi capaz de oferecer bons conselhos a Lutero, agindo e falando de forma apropriada nos momentos certos.

Ao longo dos anos, Lutero não se cansou de exaltar os valores e as qualidades da companheira em cartas e escritos. Sobre ela, ele escreveu: “[Minha querida Kate] me ajuda em meu trabalho e, acima de tudo, ama a Cristo. Depois dele, ela é o maior presente que Deus já me deu nesta vida. Se algum dia vierem a escrever a história de tudo o que tem acontecido (a Reforma), espero que o nome dela apareça junto ao meu. Eu oro por isso […]”.

Contudo, os dias se tornaram mais difíceis para Catarina com a morte de Lutero em 18 de fevereiro de 1546, longe de casa, o que impediu que ela estivesse ao seu lado antes do falecimento. Catarina ficou devastada pela perda do marido e, ao longo do tempo, sua vida se tornou ainda mais difícil devido a várias perdas financeiras, obrigando-a a depender de ajuda para sobreviver com seus dois filhos menores. Apesar disso, sua fé em Deus não desmoronou.

Em 1552, ao fazer uma viagem para Torgau com os filhos mais novos, a fim de escapar de um surto de peste negra, os cavalos da carruagem se assustaram e dispararam descontroladamente. Catarina foi arremessada para fora e caiu em uma vala, machucando gravemente as costas. Sua filha Margarethe, de 18 anos, cuidou dela, acreditando que a mãe iria se recuperar. No entanto, Catarina não se recuperou e faleceu três meses depois do acidente, em 20 de dezembro de 1552, aos 53 anos.

Catarina von Bora desempenhou um papel fundamental no sucesso de Martinho Lutero, e é uma perda significativa não mencionar ou diminuir sua contribuição de liderança ao lado do reformador. Ela foi uma mulher transformada pela verdade do evangelho, que teve a coragem de testemunhar sua fé em tempos incertos e difíceis para o contexto das mulheres. Catarina trabalhou de maneira diligente e cooperou com o progresso da Reforma, tornando-se um farol nos momentos sombrios de Lutero, animando-o e confortando-o com sua fé e devoção a Deus. Com certeza, o legado dela atravessa gerações, deixando-nos um grande exemplo de mulher cristã, convicta de seu propósito em Cristo.

Referências Bibliográficas:

ALMEIDA, Rute Salviano; PINHEIRO, Jaqueline Sousa. Reformadoras: mulheres que influenciaram a Reforma e ajudaram a moldar a igreja e o mundo. 1. ed. Rio de Janeiro: GodBooks; Thomas Nelson Brasil, 2021.

Catarina von Bora: Uma Mulher Forte, Corajosa e Empoderada do movimento da Reforma, do século XVI. Disponível em: https://revista.fuv.edu.br/index.php/reflexus/article/view/500/407> Acesso em 16 out 2024.

Caroline Fontes é formada Bacharel em Teologia; com pós- Ciência da Religião, formada em Pedagogia – UERJ, pós-graduação em Neuropsicopedagogia – FAMEESP.

Fonte: Guiame, Caroline Fontes

terça-feira, 22 de outubro de 2024

Restam apenas 650 cristãos em meio à guerra na Faixa de Gaza, diz Portas Abertas

 

Imagem ilustrativa. (Unsplash/Mohammed Ibrahim).

Ao menos 33% dos cristãos palestinos morreram ou fugiram da região, desde o início da guerra entre Israel e o grupo terrorista Hamas.

A comunidade cristã está diminuindo nos Territórios Palestinos, segundo a Missão Portas Abertas. 

Desde que o conflito entre Israel e o grupo terrorista Hamas se intensificou após o ataque de 7 de outubro de 2023, ao menos 33% dos cristãos palestinos morreram ou fugiram da região.

Em entrevista ao Portas Abertas, Elias Najiar, um cristão de Gaza, afirmou que teme pelo futuro da Igreja no país e em todo o Oriente Médio.

“Havia mais de mil cristãos em Gaza antes da guerra. Agora, um ano depois, restam apenas 650”, relatou ele.

Deslocados

De acordo com estimativas, mais de 300 cristãos fugiram para o Egito ou para outros países para escapar da guerra.

“É muito difícil. Quase todos os cristãos deixaram suas casas na segunda semana de outubro de 2023 e se refugiaram nas igrejas locais”, afirmou Elias.

O cristão nasceu em Gaza, mas se mudou com a família para Belém em 2007. Ele trabalha na Sociedade Bíblica e tem contato próximo com cristãos nas zonas de conflito da Faixa de Gaza. 

“A situação é muito perigosa. As pessoas estão morando em salas de aula, duas a três famílias em um único espaço. Elas ficam assustadas quando ouvem aviões, foguetes ou tiros, porque lembram de toda a morte e destruição. Elas sabem que suas casas foram destruídas e esperam por um futuro que desconhecem”, comentou.

Em meio a guerra, há escassez de itens básicos, as pessoas estão sem trabalho e renda, e os preços aumentaram.

“Um quilo de tomate corresponde a 30 dólares. Apesar de tudo, quando converso com eles, tenho esperança. É importante para nós entendermos quão difícil é a situação e que apenas pela fé eles podem resistir. Creio que Deus está trabalhando na Igreja que restou em Gaza”, observou Elias.

Igrejas como oásis

O cristão local ainda destacou o papel das igrejas no socorro à população. “A região se tornou um exemplo do papel da Igreja. Quando as casas das pessoas não eram mais seguras e não havia outras opções, elas ficaram abertas à igreja, a receberem ajuda e conhecerem a Jesus”, testemunhou ele.

“Os complexos das igrejas se tornaram verdadeiros ‘oásis no deserto’ quando a guerra se agravou. Elas ficaram abertas 24 horas por dia, permitiam que as pessoas descansassem e ofereceram cuidado médico, espiritual e mostraram as mãos de Deus estendidas para socorrer a população em Gaza”, acrescentou.

Para Elias, mais cristãos vão deixar a Palestina, principalmente famílias com crianças.  “Imagine alguém que perdeu tudo e terá que recomeçar do zero. É provável que prefira recomeçar em um novo país do que no lugar em que pode perder tudo de novo”, observou.

“Não podemos abandoná-los. Eles passarão por necessidades, precisamos estar perto, para ajudá-los a se reerguerem. Mantenham o Oriente Médio em suas orações e clamem pelo fim da guerra”, pediu Elias. 

Israel e os Territórios Palestinos estão na Lista de Países em Perseguição da Missão Portas Abertas, que correspondem aos 28 países que dão continuidade à Lista Mundial da Perseguição.

Nesses países, de colocação de 51ª a 78ª, os cristãos enfrentam perseguição severa e alta. Israel está em 78º lugar e os Territórios Palestinos ocupam a 60ª colocação.

Fonte: Guiame, com informações de Portas Abertas

segunda-feira, 7 de outubro de 2024

“Despertar de Deus”: Mais de 5 mil pessoas exaltam Jesus nas ruas da Alemanha

 

Marcha para Jesus na Alemanha. (Foto: Holy Spirit Night Movement/noelthecreative).

Os cristãos anunciaram o Evangelho com bandeiras, cartazes e louvor pelas ruas da cidade de Stuttgart.

Mais de 5 mil pessoas participaram da Marcha para Jesus na cidade de Stuttgart, na Alemanha, na última quinta-feira (3).

Os cristãos, incluindo evangelistas europeus, anunciaram o Evangelho com bandeiras e cartazes, enquanto caminhavam pelas ruas de Stuttgart. Em certo momento, a multidão gritou com alegria: “Jesus! Jesus!”.

Os participantes pararam em um espaço público, onde adoraram a Deus junto com ministros de louvor em um palco montado.

“É incrível ver milhares de pessoas se juntando nesta linda tarde de quinta-feira. É verdadeiramente inspirador testemunhar o despertar de Deus nas cidades da Europa. Uma poderosa onda de avivamento está se espalhando pela Europa. Acreditem ou não, a Europa será salva!”, declarou o evangelista holandês Mattheus van der Steen, em postagem no Instagram.

O evangelista Jean-Luc Trachsel, que também participou da Marcha, comentou, em publicação no Instagram: “Evangelho fora dos muros! É o tempo de Deus para a Alemanha como é para a Europa”.

Fechamento de igrejas na Alemanha

O movimento nas ruas acontece em um momento de grande crise espiritual no país. A previsão de estudiosos é que centenas de templos católicos e protestantes devem fechar na Alemanha na próxima década. 

O principal motivo é a queda no número de membros dessas duas maiores instituições cristãs, o que está forçando a venda ou demolição dos edifícios.

Segundo uma investigação do jornal alemão Süddeutsche Zeitung, 603 templos católicos romanos e 444 locais de culto da Igreja Evangélica da Alemanha (EKD), a principal igreja protestante, foram “desconsagrados”, ou seja, não serão mais utilizados para cultos.

No caso da Igreja Protestante, os edifícios foram vendidos ou demolidos. Muitas agora são utilizadas para fins privados, como restaurantes, academias ou lojas, pelos novos proprietários.

Até 2033, “uma em cada quatro ou cinco igrejas não será mais usada para seu propósito original”, afirma a professora de arquitetura Stefanie Lieb. Ela estima que, na prática, cerca de 10.000 templos deixarão de realizar cultos.

A razão para essa situação é a contínua diminuição no número de membros das duas igrejas. Em 2023, a Igreja Católica Romana na Alemanha perdeu 628.000 membros, enquanto a Igreja Evangélica da Alemanha (EKD) viu uma perda de 593.000 membros.

A principal causa é a saída intencional de membros que não se identificam mais com as igrejas. Além disso, as estatísticas negativas também são impactadas pelo falecimento de membros e pela redução no número de batismos de recém-nascidos.

Em um momento como este, eventos como a Marcha para Jesus mostram que a Igreja alemã está viva e que há cristãos dispostos a continuar a pregação do Evangelho.

Fonte: Guiame

sexta-feira, 4 de outubro de 2024

Geórgia aprova lei que proíbe casamento gay e defende ‘valores cristãos’

 


Shalva Papuashvili, presidente do Parlamento da Geórgia, assina projeto anti-LGBT. (Foto: Facebook/Shalva Papuashvili)

Fonte: Guiame, com informações do CNE

A lei de “Proteção dos Valores Familiares e Menores” foi assinada pelo presidente do Parlamento, após a presidente se recusar a sancioná-la.

O presidente do Parlamento da Geórgia, Shalva Papuashvili, sancionou a lei que proíbe o casamento e a adoção de crianças por casais do mesmo sexo.

A Geórgia é um país situado na região do Cáucaso, no limite entre a Europa Oriental e a Ásia Ocidental, e atualmente tem uma população estimada em cerca de 3,7 milhões de habitantes.

O projeto de lei denominado “Proteção dos Valores Familiares e Menores” foi apresentado pelo partido governista Sonho Georgiano e inclui os cuidados de afirmação de gênero e a mudança de gênero em documentos de identidade, além de representações de pessoas gays na mídia.

A lei foi assinada no Parlamento após a presidente Salomé Zurabishvili se recusar a sancioná-la, resultando na devolução do projeto ao Legislativo.

“A lei que estou assinando não reflete ideias e ideologias atuais, temporárias e mutáveis, mas é baseada no senso comum, na experiência histórica e em valores cristãos georgianos e europeus centenários”, escreveu Papuashvili nas redes sociais.

Ele acrescentou que esperava que a lei “causasse críticas de alguns parceiros estrangeiros”, mas disse que os georgianos “nunca tiveram medo” de seguir sua “fé, bom senso e lealdade ao país”.

União Europeia

O principal diplomata da União Europeia, Josep Borrell, já havia alertado que a aprovação de tal lei “compromete os direitos fundamentais do povo georgiano” e “prejudicaria” as aspirações da Geórgia de se tornar membro da UE.

O país obteve o status de candidato à UE no final de 2023, mas sua candidatura à adesão foi congelada em junho devido à introdução de uma lei de “agentes estrangeiros” que espelha a legislação da Rússia, destinada a reprimir a dissidência e restringir a sociedade civil.

A lei anti-LGBTQ+ também espelha a legislação da Rússia, que proíbe representações de “relacionamentos sexuais não tradicionais” desde 2013.

No ano passado, o governo do presidente russo Vladimir Putin apresentou uma moção à Suprema Corte do país para classificar “o movimento LGBT internacional” como extremista.

O partido governista da Geórgia tem se aproximado de Moscou e se afastado do Ocidente, o que levou o Departamento de Estado dos EUA a impor restrições de viagem a importantes políticos do Sonho Georgiano, considerados “cúmplices em minar a democracia na Geórgia”.

Fonte: Guiame, com informações do CNE

quarta-feira, 2 de outubro de 2024

John Knox – O Missionário Destemido

 


Quem visita o campus da Universidade New College, em Edinburgh, como fiz, fica extasiado ao contemplar a grande estátua do Reformador escocês John Knox. Ela representa a força daquele grande homem e servo de Deus que transformou aquela nação numa nação cristã e presbiteriana. Isso lhe custou muita ousadia e muita oração.

Costumo afirmar que Deus sempre usa homens frágeis, mas nunca homens fracos. Deus usa homens “fortes e corajosos”.

Pouco se sabe dos primeiros anos de sua vida. Nasceu entre 1505 e 1515, e foi ordenado padre escocês quando jovem. Na universidade, estudou muito a literatura de Agostinho; conviveu também com Wishard. Essas duas influências fizeram dele um protestante. Por volta de 1546, já era conhecido como um poderoso pregador protestante. Sua grande ênfase era a de que a Igreja Católica Romana era uma Sinagoga de Satanás e que o papa era o anticristo.

Devido a sua pregação revolucionária em 1547, soldados franceses o prenderam por 19 meses. Após sua liberdade, foi para a Inglaterra e permaneceu lá por cinco anos, onde exerceu forte influência. Após a ascensão de Maria “Sanguinária” ao trono da Inglaterra, fugiu para o continente, ficando algum tempo em Frankfurt, depois Genebra, onde se tornou um ardoroso discípulo de João Calvino.

Após ter retornado à Inglaterra, voltou para a Escócia onde pregou por vários meses. A Escócia era um país católico. Pregou sem temor contra a missa, por considera-la uma terrível idolatria. Fez uma petição escrita à rainha-regente, Maria de Guise, suplicando-lhe que fosse favorável à verdade do evangelho, o que lhe foi negado.

Retornou a Genebra. Permaneceu lá por três anos, e aprendeu toda a visão Reformada com o grande mestre João Calvino. Nesse tempo, pregou aos refugiados de fala inglesa e organizou uma igreja entre eles no modelo presbiteriano. Knox retornou para a Escócia em 1559. Além de pregar com poder, começou a organizar a Igreja Presbiteriana na Escócia. A Igreja Católica se lhe opôs, mas ele ficou firme com energia e poder irresistíveis. Foi nesse tempo que ele se agonizava em oração e clamava sem cessar ao Senhor: “Ó Deus, dá-me a Escócia ou eu morro!”.

O Parlamento Escocês se reuniu em 1º de agosto de 1560. John Knox e outros líderes estavam lá para apresentar sua defesa do protestantismo. Foi requisitado de Knox e mais cinco outros irmãos que preparassem uma Confissão de Fé e a submetessem ao Parlamento para consideração. Dentro de quatro dias, estava pronta a Confissão de Fé Escocesa. Era totalmente calvinista. O parlamento examinou artigo por artigo e a adotou como credo para o povo da Escócia. A partir daí, toda e qualquer doutrina contrária era proibida. A jurisdição de Roma foi abolida. A prática da missa foi proibida e com promessas de penas severas. Na terceira infração haveria pena de morte. O país, a partir de agora, era um país presbiteriano. Em dezembro do mesmo ano, houve a primeira reunião da Assembleia Geral da Igreja Presbiteriana da Escócia sob a presidência de John Knox.

Posteriormente, elaborou-se o “Livro de Ordem da Igreja”, um dos maiores documentos da história do presbiterianismo. Nessa constituição incluiu-se o “Livro de Disciplina”. Foi estabelecido um grande programa educacional em que ao lado de cada igreja deveria haver uma escola, com o precípuo propósito de ensinar Latim, Gramática e Catecismo e que se estabelecesse escolas desde o primeiro grau até à universidade em todo o país. Foi incluída a educação moral do povo.

Knox deixou uma igreja que sobreviveu fielmente por mais de trezentos e cinquenta anos na Escócia. Dois elementos fizeram de Knox um grande homem: a ousadia para enfrentar as oposições e uma vida poderosa em oração. Deus deu a Escócia para John Knox.

Todo missionário precisa se vestir dessa coragem e de piedade até que Deus mude a nação. Todos precisamos ser “fortes e corajosos” até que o Reino de Deus se estabeleça.

Rev. José João de Paula

Fonte:https://apmt.org.br/blog/10062-john-knox-o-missionario-destemido

Líder do Movimento Lausanne diz que escândalos e desunião impedem o avanço da Igreja

 


Michael Oh no Congresso Lausanne, na Coreia do Sul. (Foto: Flickr/Lausanne Movement).

Michael Oh exortou os cristãos a se arrependerem de seu orgulho e trabalharem juntos na evangelização do mundo, no Congresso Lausanne, na Coreia do Sul.

O diretor executivo global do Movimento Lausanne, Michael Oh, exortou os cristãos a se arrependerem de seu orgulho e trabalharem juntos na evangelização do mundo, durante o 4° Congresso Lausanne, na Coreia do Sul, na semana passada.

Em uma ministração aos 5 mil participantes de mais de 200 países, Michael falou sobre quatro ações que impedem a Igreja atual de completar a Grande Comissão: orgulho, paroquialismo, isolamento e arrogância.

Michael, que já serviu como missionário no Japão, chamou os cristãos a se arrependerem dessas falhas que estão prejudicando o impacto e o bom testemunho da Igreja global hoje.

“Vamos nos arrepender não tanto de dizer com nossas palavras, mas de sentir em nosso coração ou mostrar através de nossas ações daquelas quatro palavras perigosas que Paulo usa em 1 Coríntios 12 (21-27): ‘Eu não preciso de você’. E nós dissemos isso um ao outro, e dissemos isso a Deus. Mas Deus nos lembra: ‘sem mim nada podeis fazer’ (João 15:5)”, afirmou o líder.

Competição entre ministérios



Congresso Lausanne, na Coreia do Sul. (Foto: Flickr/Lausanne Movement). 

Ele lamentou o “isolamento” e a “competição” entre vários grupos ministeriais e lembrou que a falta de união entre o Corpo de Cristo afeta o sucesso da evangelização.

“Ser tão auto-focado, autoconfiante, auto-sustentado e talvez totalmente egoísta está fazendo com que os crentes percam a vantagem de trabalhar com outros ministérios, outras empresas, outras escolas, outras denominações ou outras partes do Corpo”, alertou.

Segundo Michael, a competição dentro da Igreja, em vez da colaboração, “levou a uma luta por recursos financeiros e, em última análise, à ineficácia e feiura do Corpo de Cristo”.

“Uma das maiores razões para a ineficácia do Corpo é o fracasso em incorporar todo o Corpo na missão de Deus”, comentou.

O diretor destacou que a colaboração produz grandes frutos para o Reino de Deus, citando o exemplo do Congresso Lausanne 1, realizado em Lausanne, Suíça, em 1974, onde a Igreja global se comprometeu a pregar o Evangelho a grupos de povos não alcançados.

A união de esforços levou à evangelização de 9.000 grupos de povos não alcançados nos últimos 50 anos, e ao crescimento de igrejas na África, Ásia e América Latina.

Escândalos de orgulho, poder e impureza

Michael Oh ainda mencionou como os vários escândalos de “orgulho, poder e impureza” entre os líderes cristãos abalaram a Igreja e comprometeram o testemunho do Corpo de Cristo.

“A reputação da noiva de Cristo em muitos lugares ao redor do mundo não é boa”, observou.

“Em vez das pessoas tropeçarem na mensagem do Evangelho, como vemos em Romanos 9, muitas estão tropeçando nos mensageiros. Nossos fracassos hoje em um mundo de mídia social são mais públicos e profundamente sentidos e vistos globalmente do que nunca”.

Apesar das falhas cometidas nos últimos 50 anos, Michael encorajou os cristãos a viverem pela fé, a não serem arrogantes, mas humildes. E incentivou a Igreja a abandonar a mentalidade de competição e se unir, colaborando para cumprir o Ide de Cristo.

“Devemos ser expressivos, lindamente expressivos, biblicamente expressivos, claramente expressivos com a mensagem do Evangelho, de forma personalizada, contextualizada, compassiva e convincente com palavras de vida e amor”, concluiu ele, citando a passagem bíblica de 1 Coríntios 12:12, que diz: 

“Porque, assim como o corpo é um e tem muitos membros, e todos os membros do corpo, embora muitos, sejam um só corpo, assim é com Cristo”.

Congresso Lausanne

O Quarto Congresso Lausanne foi realizado em parceria com centenas de igrejas sul-coreanas. Cerca de 4.000 cristãos em todo o país se uniram para orar pelo sucesso do evento.

Representantes de mais de 200 países foram capacitados de 22 a 28 de setembro, na Songdo Convensia na cidade de Incheon.

Com o tema “Que a Igreja declare e mostre Cristo juntos”, os participantes aprenderam em mais de 50 palestras sobre pontos-chave que afetam a Igreja e as missões globais nos dias atuais, como ministério intergeracional, tecnologia, missão urbana, missões em áreas de conflito, missões no local de trabalho e perseguição religiosa.

Fonte: Guiame, com informações de The Christian Post

Perseguição aos cristãos é maior em países com governos corruptos, mostra estudo


 Protesto contra a perseguição a cristãos na Nigéria. (Foto: Imagem ilustrativa/ACN International).

A pesquisa do International Christian Concern revelou que a corrupção permite discriminação e violência contra cristãos, sem punição legal.

Uma pesquisa recente revelou que a perseguição contra cristãos é maior em países com governos corruptos.

O estudo “Corrupção e Perseguição Cristã”, do International Christian Concern (ICC), organização que monitora a perseguição no mundo, foi divulgado em setembro e mostrou como a corrupção dentro de órgãos governamentais geram políticas discriminatórias contra os seguidores de Cristo.

O relatório cita exemplos de países classificados como as piores nações para ser um cristão. 

No Afeganistão, a corrupção generalizada no governo permitiu que interpretações extremistas da lei islâmica ganhassem espaço, colocando os ex-muçulmanos que se convertem em grave risco.

Muitos cristãos convertidos enfrentam ameaças de morte e exclusão social, enquanto as autoridades toleram esses crimes ao invés de proteger os direitos legais das minorias religiosas no país de maioria islâmica.

Na Nigéria, a corrupção dos governantes afeta diretamente a proteção da comunidade cristã, que é vítima da violência extremista há anos.

Segundo o estudo, a corrupção facilitou a falta de responsabilização por crimes violentos contra cristãos, que representam quase 70% dos assassinatos religiosos no país. A negligência em proteger os crentes nigerianos está ligada a relações corruptas entre autoridades locais e grupos extremistas.

A situação é semelhante no Azerbaijão, onde os militares assumiram o controle de Nagorno-Karabakh – uma região habitada por 120.000 cristãos armênios étnicos – no ano passado.

“A economia do país, particularmente sua indústria de petróleo e gás, é suscetível a práticas corruptas, com relatos de clientelismo generalizado entre funcionários do governo e elites empresariais”, afirmou o relatório do ICC.

Na Índia, a combinação da ideologia nacionalista hindu e da corrupção governamental promove a opressão das minorias religiosas, incluindo os cristãos. A população cristã é tratada de forma discriminatória na aplicação da lei e a polícia é desinteressada em proteger seus direitos.

Repressão a fé cristã

Na Eritreia, a corrupção generalizada entre funcionários do governo facilitou a forte repressão ao cristianismo, de acordo com a pesquisa. No país, cristãos são vítimas de graves violações dos direitos humanos. Eles são detidos em condições desumanas sem julgamento.

Já na China, a corrupção permite que cristãos enfrentem vigilância, detenção arbitrária e punições severas sem nenhum processo legal, com o governo comunista trabalhando cada vez mais para reprimir o cristianismo na nação.

O estudo também menciona o papel das narrativas controladas pelo Estado e das ações corruptas da imprensa na intolerância e na discriminação contra os cristãos, em países do Oriente Médio.

Resposta internacional

Para o ICC, é necessário uma resposta internacional específica para combater a corrupção e a perseguição.

A organização pediu que grupos de defesa de direitos religiosos e organismos internacionais imponham mais sanções contra funcionários corruptos e governos que perseguem cristãos.

O International Christian Concern também pediu mais parcerias internacionais que ofereçam asilo e apoio a cristãos perseguidos.

Fonte: Guiame, com informações de The Christian Post

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