Números 16.1–19
Amados irmãos, o texto de hoje nos coloca diante de um dos pecados mais sutis e perigosos que podem infiltrar-se no meio do povo de Deus: a rebelião travestida de piedade.
Corá
não se levantou dizendo que odiava a Deus.
Ele
não se levantou pregando a idolatria.
Ele
se levantou usando um discurso teológico aparentemente correto: "Toda a
congregação é santa" (v.3).
Mas,
por trás dessa "espiritualidade", havia um coração invejoso,
orgulhoso e insatisfeito com a soberania de Deus na escolha da liderança. Como
afirmou João Calvino: “O coração humano é uma fábrica contínua de ídolos”, e um
dos maiores ídolos que fabricamos é a nossa própria vontade disfarçada de
vontade divina.
O
Conflito: Eles questionam a exclusividade do sacerdócio de Arão e a liderança
de Moisés.
O
Discurso: Eles usam a verdade da santidade do povo para anular a ordem
estabelecida por Deus.
Corá
usa uma verdade bíblica para promover uma mentira pessoal. Ele argumenta que,
se todos são santos, ninguém precisa de uma liderança específica.
A
Inveja Mascarada: Corá, sendo levita, já tinha um privilégio, mas ele queria o
sacerdócio. Ele não queria servir; ele queria o "status".
Aplicação:
Cuidado quando o seu desejo por "direitos" na igreja ignora as
responsabilidades e as ordens estabelecidas por Deus. A falsa humildade é a
forma mais refinada de orgulho.
Moisés,
ao ser atacado, não defende seu "currículo", ele cai sobre o seu
rosto.
A
Prova do Incenso: Moisés propõe que Deus decida. O incenso representa a oração
e a adoração. Somente aquele que Deus escolheu pode se aproximar.
O
Confronto do Coração: Moisés expõe o pecado de Corá: "Não basta que o Deus
de Israel vos separou... para vos fazer chegar a si?" (v.9). A
insatisfação com a nossa posição é, no fundo, uma revolta contra a sabedoria de
Deus.
Datã
e Abirão se recusam até mesmo a conversar com Moisés: "Não
subiremos!" (v.12).
A
Cegueira Espiritual: Eles chamam o Egito de "terra que mana leite e
mel" (v.13), invertendo totalmente a realidade espiritual.
A
Persistência no Erro: Mesmo diante da advertência, eles levam seus incensários
e se colocam à porta da Tenda da Congregação, desafiando a glória de Deus que
aparece a toda a comunidade (v.19).
Valorize
o seu Chamado: Não busque a posição do outro. Deus te colocou onde você está
para um propósito específico. A santidade começa com o contentamento na vontade
de Deus.
Cuidado
com a Influência dos Rebeldes: Os 250 líderes eram "homens de renome"
(v.2). O status social ou eclesiástico não garante que alguém esteja agindo
segundo o Espírito.
A
rebelião de Corá aponta para a nossa necessidade de um Sumo Sacerdote Perfeito.
Corá queria o sacerdócio por orgulho; Jesus recebeu o sacerdócio por humildade.
Corá queria subir para se exaltar; Jesus desceu para nos salvar.
Enquanto
Corá trouxe um incensário estranho e enfrentou o juízo, Jesus ofereceu a Si
mesmo como um aroma suave a Deus na cruz. Como disse Charles Spurgeon: “Moisés
clamou pelo juízo sobre os rebeldes; mas o nosso Moisés, Jesus Cristo, clamou:
‘Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem’”.
Hoje,
o Senhor nos chama ao arrependimento do nosso orgulho.
Você
tem sido um "Corá", semeando contenda e insatisfação?
Abandone
o incensário do seu próprio ego. Prostre-se diante da glória de Deus.
Reconheça que a maior posição que podemos ocupar é a de servos de um Deus que é Santo, Justo e Fiel.
PARE E PENSE:
“É
melhor ser um servo fiel no lugar mais simples do que um rebelde orgulhoso no
lugar mais alto.”
Pr.
Eli Vieira

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