segunda-feira, 31 de outubro de 2016

Presas por evangelizar na Etiópia, adolescentes cantam e oram na prisão: “Não temos medo”

Mulheres cristãs da Etiópia e da Eritreia louvam em igreja improvisada no campo de refugiados, na França. (Foto: Reuters)


No início do mês, quatro adolescentes foram presas na Etiópia por distribuírem livros que falam sobre o cristianismo na cidade de Babille, localizada cerca de 550 km a leste da capital, Adis Abeba.

De acordo com a organização World Watch Monitor, as quatro meninas — Deborah, 18, Eden, 15, Gifti e Mihiret, 14 — acabaram sendo libertadas sob fiança depois de pagar 3 mil Birr (cerca de R$ 425) para o tribunal da cidade vizinha, Harar.
No entanto, Deborah foi novamente detida poucas horas depois de sua libertação por motivos ainda desconhecidos. Outra adolescente, Eden, também voltou a ser presa e foi espancada em sua primeira noite na prisão.
Um representante da World Watch Monitor visitou as meninas na prisão e falou com Eden e Deborah.
Eden ressaltou que sua fé permanece inabalável. "O sofrimento é uma honra para nós. Devemos esperar a perseguição. Não temos medo. Nós estamos cantando e orando aqui na prisão", disse ela.
"É uma honra ser presa pelo Reino de Deus", Deborah acrescentou.
O livro que desencadeou a prisão das meninas é intitulado “Vamos falar a verdade em amor: Perguntas e respostas por Ahmed Deedat” — um estudioso islâmico sul africano. Escrito em amárico, língua principal da Etiópia, a obra responde a perguntas sobre a fé cristã.
Os líderes muçulmanos de Babille alegaram que o livro insulta o Islã. A ação de evangelismo levou grupos extremistas a atacarem as igrejas e ameaçarem líderes cristãos.
De acordo com uma classificação feita este ano pela World Watch Monitor em parceria com a Portas Abertas, a Etiópia é o 18º que mais persegue cristãos no mundo.
"A Etiópia tem muitas tribos que não são necessariamente favoráveis ao cristianismo. Em alguns lugares como Afar e as regiões da Somália, as tribos estão interligadas ao Islã", diz o relatório da Portas Abertas. "O partido que está no poder no país bloqueou todos os canais de liberdade de expressão e tentou controlar todas as instituições religiosas, em uma tentativa de conter a dissidência".

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Guiame

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