Seja o nosso parceiro neste ministério. Adquira o Ebook COMUNHÃO COM DEUS.

Seja o nosso parceiro neste ministério. Adquira o Ebook COMUNHÃO COM DEUS.
Seja o nosso parceiro neste ministério. Clique e o conheça

Conheça e adquira o Ebook do Livro do Pr. Eli Vieira já está Disponível

Conheça e adquira o Ebook do Livro do Pr. Eli Vieira já está Disponível
Disponível na Amazon

sexta-feira, 14 de novembro de 2025

Cristã em contêiner sem ar na Eritreia vive milagre: ‘Deus providenciou ar para respirar’


 Tuwen Theodros. (Foto: SDOK).

Tuwen Theodros passou 16 anos na prisão sendo torturada, apenas por seguir Jesus e participar de uma igreja secreta na Eritreia.

A cristã Tuwen Theodros passou 16 anos na prisão, sofrendo tortura e solidão, apenas por seguir Jesus na Eritreia.

Conhecida como a “Coreia do Norte da África”, a Eritreia ocupa a 6ª posição na Lista Mundial da Perseguição 2025 da Portas Abertas.

Apenas quatro religiões são permitidas pelo governo autoritário: o islamismo sunita, a Igreja Ortodoxa da Eritreia, a Igreja Católica Romana e a Igreja Luterana. Igrejas domésticas são proibidas e cristãos são perseguidos constantemente.

Conhecendo o Evangelho

Tuwen cresceu seguindo o catolicismo no país, mas em sua juventude encontrou a verdade do Evangelho ao ler a Bíblia.

“Minha fé consistia em tradições, mas não estava viva. Recebi um Novo Testamento de um padre e ele me aconselhou a ler um capítulo todos os dias. Li Apocalipse e fiquei emocionada com o último capítulo, onde diz que Deus o punirá se você tirar algo e acrescentar à Palavra. Percebi então que muitas coisas ensinadas na Igreja Católica na Eritreia não se baseiam na Bíblia”, contou ela, em entrevista à SDOK (Stichting de Ondergrondse Kerk), uma missão que apoia cristãos perseguidos.

A mulher passou a questionar a profundidade de sua fé. “Fiquei impressionada com a carta a Laodicéia. A igreja não é nem quente nem fria, e Deus diz que vai cuspi-los de sua boca. Um medo entrou em meu coração. Deus vai me cuspir também?", disse.

Tocada pela Palavra, Tuwen começou a frequentar uma igreja evangélica secreta e aceitou Jesus como seu Salvador. Porém, sua família não aceitou sua conversão e confiscou sua Bíblia e seu hinário.

Aos 21 anos, ela foi levada presa durante um culto. "A polícia entrou em nossa igreja doméstica e perguntou se éramos cristãos. Quando concordamos, fomos presos”, lembrou.

“Você não é nem frio nem quente”

Um mês depois, Tuwen foi libertada da prisão ao assinar uma declaração prometendo que não participaria e falaria em grandes reuniões da igreja. “Meu pai prometeu que, se eu assinasse, receberia minha Bíblia e meu hinário de volta”, comentou.

De forma inocente, a cristã assinou o documento, foi liberta e voltou a trabalhar no exército da Eritreia. Ao entregar uma carta da prisão para seu chefe, Tuwen descobriu que havia sido enganada.

"’Diz aqui que você renunciou à sua fé e não se envolverá mais em atividades cristãs'. Eu gritei: Isso não é verdade! Meu chefe respondeu: 'Olha, sua assinatura está embaixo'. Quando fui ler a carta, realmente li que havia declarado que havia renunciado à minha fé. Eu também teria declarado que voltaria à minha fé católica”, relatou.

“Fiquei chocada, fui para casa e abri meu coração a Deus. Novamente me vieram à mente aquelas palavras de Apocalipse: 'Você não é nem frio nem quente'”.

Naquele momento, a cristã perseguida decidiu entregar toda a sua vida ao Senhor, não se importando com as consequências.

“Eu tive que fazer uma escolha entre ser fria ou quente. Eu estava ajoelhada na frente da minha cama, tive que fazer uma escolha. Eu me perguntei: você está disposta a abandonar pai e mãe? Seus irmãos e irmãs? Seu trabalho? Você está disposta a desistir de sua vida? Cada vez eu respondia sim”, disse.

Presa em contêiner no deserto

Oito meses depois, Tuwen foi detida novamente por participar de cultos da igreja secreta. Durante três anos, ela foi mantida em um contêiner no deserto.

"Durante o dia era extremamente quente, mas à noite era extremamente frio. Inicialmente, fui presa com outros cristãos, mas depois fui colocada em isolamento porque compartilhei o Evangelho com outros prisioneiros”, afirmou. 

“Tentei secretamente fazer contato com os cristãos nos outros contêineres através das aberturas da grade de ventilação. Quando [os oficiais] perceberam isso, viraram os containers e o contato não era mais possível”.

Para convencer a cristã a renunciar sua fé, os guardas fecharam completamente as grades de ventilação de seu contêiner. Sem ar, Tuwen não conseguia respirar mais.

"Lutei pela minha vida, mas era demais e orei: 'Deus, por favor, me ajude!'. Me vieram à mente as palavras da carta de Pedro: ‘Amados, não deixeis que o calor da tribulação entre vós, que serve para a vossa provação, vos surpreenda como se algo estranho vos acontecesse. Mas alegrai-vos segundo a medida em que participastes do sofrimento, para que vos regozijeis e vos regozijeis na revelação da sua glória’”, contou.

Após clamar pelo Senhor, algo sobrenatural aconteceu. “Por um lado, experimentei alegria em Deus, mas ao mesmo tempo foi muito doloroso. Então, de repente, Ele providenciou ar fresco para eu respirar. Eu experimentei a presença do Espírito Santo tão forte. Isso me lembrou dos amigos de Daniel no forno ardente. Deus os salvou do fogo. Eu tive a mesma experiência. O contêiner ficou fechado por cerca de duas horas, mas eu conseguia respirar”, testemunhou Tuwen.

Quando os guardas abriram a porta do contêiner, ficaram surpresos ao encontrarem a cristã em ótimo estado de saúde.

“Outros cristãos disseram que quando me viram sair do contêiner, meu rosto estava radiante”, destacou.

Mantendo a fé firme

Mais tarde, a mulher foi transferida para a prisão, onde viu cristãos serem mortos por sua fé. Ela e outros crentes foram torturados para serem persuadidos a assinar uma declaração negando Jesus.

"Eles usaram um chicote de borracha e um grande bastão. Também tivemos que andar descalços em solo arenoso, cheio de espinhos. Foi muito doloroso. Eu não tive nenhum tato nos pés por dois anos por causa da tortura”, detalhou.

“Eles tentaram se tornar meus amigos, esperando me persuadir a assinar. Eles sempre diziam: 'Pense nisso com calma'. Eu respondia: já pensei nisso e não vou negociar sobre isso”, comentou.

Consolo durante tortura

Tuwen também contou outra experiência sobrenatural que viveu enquanto era torturada. “Em uma visão, vi as estrelas no céu. Elas ficaram cada vez maiores. Era como se um vento fresco soprasse pelo meu rosto. Também ouvi uma bela música, era uma música angelical. Parecia que eu estava flutuando no espaço. Quando abri os olhos, vi as pessoas que estavam me atormentando novamente”, disse.

Com a ajuda de Deus, a cristã permaneceu firme e não abandonou a fé. Após 16 anos na prisão, Tuwen foi libertada no final de 2020, como parte de um acordo de anistia.

Hoje, ela mora na Europa e tem compartilhado seu testemunho com outros cristãos. “Do ponto de vista espiritual, isso me deu muita riqueza. Ouço de outros ex-prisioneiros que eles foram encorajados pela minha fé. Eles disseram: 'Temos comida e visitantes, mas você não recebeu nada disso. No entanto, vimos uma grande alegria em você. E através disso conhecemos Jesus’. Deus queria me usar para trazer outros a Jesus”, concluiu.

Fonte: Guiame, com informações de SDOK


Mais de 600 estudantes se ajoelham no altar para aceitar Jesus nos EUA: “Mover de Deus”


 Centenas de estudantes se renderam a Cristo no culto. (Foto: Reprodução/Instagram/Micah MacDonald).

Os adolescentes foram impactados e se renderam a Cristo, em um culto de jovens da Igreja Grand Rapids First.

Mais de 600 adolescentes aceitaram Jesus durante um culto na cidade de Wyoming, Michigan, nos Estados Unidos, no último final de semana.

O evangelista Micah MacDonald, que pregou na reunião da juventude da Igreja Grand Rapids First, testemunhou o agir de Deus entre os estudantes.

Mais de 2.300 adolescentes e jovens adultos participaram do evento. Após a ministração da Palavra de Deus, Micah fez o apelo para aceitar Jesus e uma multidão de 661 estudantes foi depressa até o altar.

Eles se ajoelharam no chão e entregaram suas vidas a Cristo, em um momento marcado por quebrantamento.

“Vou me lembrar para sempre o que Deus fez no Michigan. Há todo um mover de Deus acontecendo nos adolescentes e jovens adultos da América! Quem me dera que todos pudessem ver o que eu estou vendo. É realmente uma coisa linda que Jesus está fazendo”, testemunhou Micah, em postagem no Instagram.

O evangelista também contou que centenas de curas foram registradas e dezenas de jovens se sentiram chamados por Deus.

“Ainda estamos pensando o quão incrível foi este fim de semana! Amamos ver nossos alunos indo atrás de Deus e buscando sua presença com tudo o que têm”, declarou o grupo de jovens da Igreja Grand Rapids First, no Instagram.

Através de seu ministério MacMinistries, o evangelista Micah tem pregado o Evangelho a adolescentes em igrejas e retiros nos EUA. Ele tem presenciado um despertar espiritual entre as novas gerações no país.


Fonte: Guiame

quarta-feira, 12 de novembro de 2025

A Restauração do Filho Perdido


Lucas 15:11-32

A parábola do Filho Perdido, registrada em Lucas 15:11-32, é mais do que uma história moral; é a revelação do coração de Deus em sua busca incessante pela restauração. A narrativa começa com a atitude egoísta e precipitada do filho mais novo, que exige sua herança antes do tempo e a desperdiça em uma vida de excessos em uma "terra distante". Esta jornada de afastamento simboliza a escolha da independência de Deus, onde a bênção é trocada pelo prazer momentâneo e a liberdade é rapidamente substituída pela miséria, culminando na humilhação de desejar a comida dos porcos. Este primeiro ato estabelece o cenário da queda humana e do vazio que o pecado inevitavelmente produz.

O ponto de virada da parábola reside no momento em que o filho "cai em si" e reconhece sua indigência e a superioridade da casa de seu pai. Este não é apenas um lamento por sua situação, mas um ato de arrependimento genuíno, onde ele aceita sua total indignidade e decide voltar, não mais para reivindicar a filiação, mas para implorar por um lugar de servo. Sua volta é motivada pela memória da bondade paterna e pela esperança de, no mínimo, sobreviver. Este segundo movimento ilustra o primeiro passo crucial da fé: o reconhecimento do erro e o humilde retorno à fonte da vida e da provisão.

O clímax emocional e teológico da história se desenrola no encontro. Enquanto o filho ainda estava longe, o pai o viu, moveu-se de compaixão e correu – um gesto que quebrava o decoro social, mas afirmava o primado do amor. O abraço e o beijo do pai interrompem a confissão do filho, demonstrando que o perdão é incondicional e precede qualquer tentativa de merecê-lo. A ordem imediata para trazer as melhores vestes, o anel (símbolo de autoridade) e as sandálias (símbolo da liberdade) não apenas perdoa, mas restaura a totalidade da dignidade e da posição de filho, apagando a condição de miséria.

A celebração que se segue ("Era preciso fazer festa e alegrar-nos") solidifica a mensagem central da parábola: a alegria celestial pela restauração da vida. O Pai declara: "Porque este meu filho estava morto e reviveu, tinha-se perdido e foi achado." Essa declaração não se refere apenas a um retorno físico, mas a um renascimento espiritual. A festa não é apenas uma comemoração; é um ato profético que anuncia a essência do Evangelho: a graça de Deus é suficiente para anular o passado e inaugurar um futuro de comunhão restaurada, celebrando o milagre da vida reencontrada.

Por fim, a parábola é desafiada pela reação do irmão mais velho, que, embora estivesse sempre na casa do pai, revela um coração amargo e preso ao mérito. Ele representa aqueles que cumprem deveres religiosos, mas não entendem a magnitude da graça e se ressentem do perdão oferecido aos menos merecedores. O terno convite do pai ("Filho, tu sempre estás comigo, e tudo o que é meu é teu") estende a mesma graça e amor ao filho ressentido, mostrando que a restauração é um convite aberto a todos: tanto para aqueles que voltam de longe quanto para aqueles que, estando perto, precisam aprender a amar e a celebrar a misericórdia de Deus.

Pr. Eli Vieira

75 mil pessoas ouvem o Evangelho em evento de Franklin Graham na Argentina


 Franklin Graham reúne 75 mil pessoas no Estádio Vélez em duas noites de evangelismo durante o evento “Esperanza Buenos Aires”. (Foto: Associação Evangelística Billy Graham)

O evangelista pregou no evento “Esperanza Buenos Aires”, na capital argentina, 34 anos depois de seu pai realizar uma cruzada no país.

Mais de trinta anos após seu pai anunciar o Evangelho na Argentina, Franklin Graham, filho do falecido evangelista Billy Graham, levou a mensagem de Jesus cerca de 75 mil pessoas no último fim de semana.

O evento, parte de uma ação missionária, foi descrito por um líder religioso como “um milagre vindo do céu”.

Em comunicado divulgado na segunda-feira (10), a Associação Evangelística Billy Graham apresentou um resumo do evento gratuito de duas noites realizado na capital argentina, intitulado “Esperanza Buenos Aires”.

Durante o encontro, Franklin Graham, CEO da associação, falou para quase 75 mil pessoas no Estádio Vélez, compartilhando a mensagem da salvação em Jesus Cristo.

“Deus te ama. Ele te criou, cuida de você e tem um plano para a sua vida”, disse Graham à multidão.

Franklin Graham prega no Estádio Vélez, em Buenos Aires. (Foto: Associação Evangelística Billy Graham)

“Ele quer te perdoar, mas você precisa vir a Seu Filho, Jesus Cristo, em arrependimento e fé.”

A ação evangelística na capital argentina contou com a parceria de 2.500 igrejas.

Billy Graham

Segundo o site oficial do evento Esperanza Buenos Aires, a visita do televangelista ao país ocorre 34 anos após seu pai ter viajado à Argentina para anunciar o Evangelho e incentivar as pessoas a entregarem suas vidas a Jesus Cristo.

Curiosamente, a primeira noite da programação coincidiu com o que seria o 107º aniversário de Billy Graham.

Além da pregação de Graham, o evento contou com apresentações da banda cristã argentina Rescate, do grupo Redimi2 – indicado ao Grammy Latino – e dos músicos americanos Michael W. Smith e Charity Gayle.

Na sexta-feira à noite, cerca de 30 mil pessoas participaram do encontro, número que subiu para 43 mil no sábado.

Testemunhos

Uma frota de 1.000 ônibus levou os participantes até o Estádio Vélez.

Entre eles estava Adriana, de 30 anos, que compartilhou sua experiência e contou como o evento transformou sua vida.

“Ele falou sobre pecados e isso realmente me tocou. O fato de ele estar disposto a falar para todas as pessoas [sobre o pecado], do palco, na frente de tanta gente — eu sei que isso impactou todas as pessoas aqui, não só a mim.”

“Deus está me chamando de volta”, proclamou ela. “Deus falou muito comigo sobre meus pecados, e isso realmente tocou meu coração. Este evento renovou minha fé. Volto para casa muito abençoada e encorajada a seguir a Cristo.”

Valentino afirmou estar confiante de que estava “aqui por um propósito”, acrescentando: “Deus me chamou para estar aqui hoje”. Em seguida, descreveu sua experiência: “Senti o Seu amor, senti alegria”.

Multidão de argentinos acompanha a pregação do Evangelho. (Foto: Associação Evangelística Billy Graham)

“Hoje acredito que Ele é o caminho, a verdade e a vida. Quero começar a seguir a Deus e quero trazer minha família também, porque eles não caminham com Ele”, declarou Valentino.

Ale Neusch, que atuava como coordenador da igreja Esperanza Buenos Aires, afirmou estar “impressionado e surpreso com o número de pessoas que se apresentaram”.

E declarou: “É incrível ver tantas vidas serem transformadas em um único momento aqui neste estádio. É indescritível.”

“Isso não é comum”, disse ele. “Não estamos acostumados a ver coisas como o que acabou de acontecer. É um milagre do Céu, e agradecemos a Deus por cada pessoa cuja vida foi transformada ao aceitar Jesus Cristo como seu Senhor e Salvador pessoal.”

‘Deus os ama’

Graham compartilhou reflexões sobre sua estadia em Buenos Aires em uma série de postagens nas redes sociais.

Em uma declaração publicada no domingo, acompanhada de fotos do evento Esperanza Buenos Aires da noite anterior, ele escreveu: “Vim a Buenos Aires para dizer ao povo argentino que Deus os ama e deseja ter um relacionamento com eles.”

“Compartilhei que só existe uma maneira de ter um relacionamento pessoal com Deus – e essa maneira é depositando nossa confiança em Jesus Cristo. Ele pagou o preço pelos nossos pecados. Agradecemos a Deus pelas centenas de pessoas que responderam ao Seu convite para virem a Ele em arrependimento e fé!”

O evento “Esperanza Buenos Aires” faz parte de uma série de viagens internacionais planejadas por Graham. Nos próximos meses, ele pretende visitar Nagaland, na Índia; Siem Reap, no Camboja; Lima, no Peru; e Madri, na Espanha.


Fonte: Guiame, com informações do Christian Post e Associação Billy Graham

sexta-feira, 31 de outubro de 2025

Novas imagens de genocídio cristão na Nigéria chocam: “Famílias inteiras em caixões”

 Centenas de caixões sendo carregados em meio à onda de violência no país. (Foto: Reprodução/Instagram/Hananya Naftali)

Um vídeo que viralizou nas redes sociais mostra dezenas de caixões sendo carregados enquanto uma multidão clama por justiça.

Novas imagens do genocídio de cristãos que está ocorrendo na Nigéria chocaram as redes sociais. Famílias inteiras aparecem carregando dezenas de caixões enquanto uma multidão clama por justiça em meio à extrema violência no país.

“Cenas de partir o coração do genocídio cristão na Nigéria: famílias inteiras em caixões. Nenhuma indignação. Nenhuma cobertura da mídia. Apenas silêncio. Eu me recuso a ficar em silêncio! Orem comigo”, compartilhou o jornalista israelense Hananya Naftali, no Instagram.

A influenciadora Naz Hashem, afirmou: “Dentro de cada caixão está uma criança, um pai, um irmão, um amigo  famílias inteiras dizimadas, aldeias apagadas. E, no entanto, o sofrimento deles não está nas mídias”. 

E continuou: “Não há ativistas ambientais ou celebridades se mobilizando publicamente. Nenhum ator de Hollywood está exigindo justiça. Nenhuma feminista está chorando por paz. Para o mundo, eles simplesmente não existem”.

“Porque o mundo está silencioso quando os cristãos na Nigéria e no Sudão estão sendo massacrados? Mulheres, crianças e idosos por grupos de Extremistas Islâmicos. Cadê a indignação?”, disse a influenciadora Melissa Mayo.

Nos comentários, muitos manifestaram indignação com a indiferença da mídia e do governo nigeriano. Além disso, declararam paz sobre a nação e afirmaram que estão orando pela Igreja Perseguida nigeriana.

Genocídio de cristãos na Nigéria

Organizações internacionais e líderes cristãos têm denunciado a escalada de violência contra comunidades cristãs na Nigéria, classificando a crise como um genocídio silencioso.

Cristãos têm sido alvos de ataques constantes de terroristas fulani, especialmente nos estados de Benue, Plateau, Kaduna e Níger. Milhares foram mortos ou sequestrados, e centenas de igrejas destruídas.

Um relatório da Sociedade Internacional para Liberdades Civis e Estado de Direito (Intersociety) revelou que, entre janeiro e agosto de 2025, 7.087 cristãos foram assassinados e 7.800 sequestrados. Segundo o documento, o país registra em média 30 mortes por dia — mais de uma por hora.

Desde 2009, estima-se que 185 mil nigerianos tenham sido mortos por grupos extremistas, sendo 125 mil cristãos e 60 mil muçulmanos liberais. Nesse período, 19 mil igrejas foram destruídas, mais de 1.100 comunidades cristãs saqueadas e 600 líderes sequestrados.

Organizações acusam o governo nigeriano de não proteger os cristãos e de falhar na punição dos terroristas. Apesar das denúncias, o governo insiste que a violência se trata de “conflitos entre agricultores e pastores fulani”, e não de perseguição religiosa.

Com isso, a crise humanitária se agrava: milhares de deslocados vivem em escolas, igrejas e abrigos improvisados, enfrentando escassez de água, alimentos e atendimento médico.

A Nigéria ocupa o 7º lugar na Lista Mundial da Perseguição 2025, segundo a Missão Portas Abertas. Para organizações de direitos humanos, o silêncio internacional diante da tragédia representa uma falha grave, especialmente no país considerado estratégico para a segurança da região do Sahel. 

Segundo a International Christian Concern (ICC) — organização sem fins lucrativos que se dedica a defender o direito de cristãos perseguidos no mundo — e líderes cristãos americanos, reconhecer a crise oficialmente é fundamental para que os culpados sejam punidos.

“Trata-se de um genocídio silencioso. A liberdade religiosa só existe quando há vontade política de protegê-la”, afirmou um porta-voz da ICC.

Recentemente, Parlamentares dos Estados Unidos pediram que a Nigéria volte à lista de “Países de Preocupação Particular (CPC), que inclui as nações com graves violações da liberdade religiosa.

Relatórios indicam que 82% dos cristãos mortos por perseguição entre 2022 e 2023 estavam na Nigéria — descrita pela ICC como “o lugar mais perigoso do mundo para os cristãos”.

“Cristãos estão sendo perseguidos e mortos por professarem sua fé em nosso Senhor e Salvador, Jesus Cristo”, declarou o deputado Riley Moore na rede X.

Fonte: Guiame

quarta-feira, 29 de outubro de 2025

SOMENTE CRISTO: O Verbo Encarnado e Único Salvador


O princípio reformado de Solus Christus (Somente Cristo) encontra seu fundamento mais profundo na combinação da teologia da encarnação em João 1:1-14 e a declaração de exclusividade em Atos 4:12. O Evangelho de João inicia com a afirmação solene da divindade eterna de Jesus: "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus" (João 1:1). Este Verbo (Logos), que não é uma mera palavra falada, mas a expressão racional e criadora de Deus, estava presente na Criação, sendo o agente através do qual "todas as coisas foram feitas" (João 1:3). Esta passagem estabelece que Jesus Cristo é co-eterno com o Pai, distinto em pessoa, mas idêntico em essência divina.

A teologia de João avança, revelando a singularidade de Jesus como a própria fonte de vida e luz. "Nele estava a vida, e a vida era a luz dos homens" (João 1:4). Ele é a luz verdadeira que, ao vir ao mundo, oferece a salvação, mas que foi rejeitada pelos seus (João 1:10-11). No entanto, a passagem culmina no milagre da Encarnação: "E o Verbo se fez carne e habitou entre nós, e vimos a sua glória, como a glória do Unigênito do Pai, cheio de graça e de verdade" (João 1:14). A plena divindade (o Verbo) e a plena humanidade (se fez carne) se uniram em uma só Pessoa, Jesus de Nazaré. Esta união hipostática é o que confere a Ele a autoridade e a capacidade únicas de ser o mediador e o salvador.

A necessidade de um Salvador que fosse verdadeiramente Deus e verdadeiramente Homem é confirmada pela declaração ousada e inegável do apóstolo Pedro diante do Sinédrio, após curar um homem coxo. Em Atos 4:12, ele proclama: "E em nenhum outro há salvação, porque também debaixo do céu nenhum outro nome há, dado entre os homens, pelo qual devamos ser salvos". Esta é a declaração de exclusividade que decorre diretamente da singularidade de Cristo. A salvação não é encontrada em filosofias, ritos religiosos, moralidade humana, ou em qualquer outra figura histórica ou espiritual.

O Nome de Jesus não é apenas um título, mas representa a sua Pessoa, sua obra e seu poder. O Verbo Eterno que se fez carne é o único que pôde viver uma vida perfeita, morrer como sacrifício substitutivo e ressuscitar, vencendo a morte. Somente Ele pôde construir a ponte sobre o abismo do pecado que separa o homem de um Deus santo. Portanto, Atos 4:12 é o corolário lógico de João 1:1-14: por ser Ele o Verbo Divino que se fez o sacrifício humano perfeito, Ele é, por necessidade divina e exclusividade de ofício, o único caminho para a redenção e a reconciliação com Deus.

Assim sendo, a doutrina do Somente Cristo não é um mero dogma, mas o cerne da identidade de Jesus e da sua missão. Ele é o Deus eterno que se tornou um ser humano para nos salvar. A sua singularidade como o "Verbo" e a sua obra salvífica o estabelecem como o "único nome" debaixo do céu capaz de outorgar a salvação. Esta verdade central sustenta toda a fé cristã: a salvação é inteiramente dependente da Pessoa e da Obra de Jesus Cristo, e de mais ninguém.

Em conclusão, a doutrina do Somente Cristo é a pedra angular da fé. Ela une a teologia sublime de João 1-14, que apresenta Jesus como Deus manifestado na carne, com a proclamação inegociável de Atos 4:12, que o declara como o único Salvador. Para o cristão, não há plano B, nem alternativa, nem pluralidade de caminhos: a vida eterna é acessível "somente" através da fé no Verbo Encarnado, o Único e Suficiente Salvador.

Pr. Eli Vieira

sábado, 25 de outubro de 2025

SOLI DEO GLORIA- O Princípio Norteador da Vida do Cristão

 Romanos 11.36 e 1 Coríntios 10.31

O Soli Deo Gloria, que se traduz como "Somente a Deus a Glória", é o princípio fundamental que deve permear e nortear toda a vida do cristão. Sua base reside na afirmação da soberania absoluta de Deus sobre o universo, conforme sintetizado em Romanos 11.36: “Porque dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas. A ele, pois, a glória eternamente. Amém!” Este versículo estabelece a verdade inegável de que Deus é a Origem (dele), o Sustentador (por meio dele) e o Propósito Final (para ele) de toda a Criação e Redenção. Consequentemente, a resposta lógica e devida da criatura é atribuir-Lhe toda a honra, reconhecendo que nada na existência tem sentido ou valor que não a exaltação da Sua majestade.

Essa verdade teológica profunda se desdobra em um princípio ético e prático para o cotidiano, como instruído em 1 Coríntios 10.31: “Portanto, quer comais, quer bebais ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para a glória de Deus”. O apóstolo Paulo aqui anula a distinção entre o sagrado e o secular, elevando as atividades mais mundanas – como comer ou beber – ao patamar de oportunidades para a adoração. O cristão é chamado a viver cada momento com a consciência de que suas ações devem ser um espelho da bondade e da perfeição divina, garantindo que suas motivações e métodos honrem o Criador em vez de buscar a satisfação ou o reconhecimento próprio.

Ao internalizar o Soli Deo Gloria, o crente é liberto da armadilha do egocentrismo e do antropocentrismo. A vida não se torna um projeto de auto-realização, mas uma missão de teo-realização. Este princípio é um antídoto contra o orgulho, pois lembra o cristão de que quaisquer talentos, conquistas ou sucessos não são méritos pessoais, mas dons de Deus destinados a glorificá-Lo. Ao invés de usar a fé para buscar a própria prosperidade ou prestígio, o verdadeiro propósito se torna manifestar o valor infinito de Deus em um mundo que frequentemente O ignora, tornando-se um instrumento para que outros reconheçam Sua glória.

A aplicação consistente deste princípio exige uma reorientação radical das prioridades e das escolhas diárias. Significa que, no trabalho, o cristão deve buscar a excelência não para receber elogios, mas como um reflexo da perfeição de Deus. No lazer, o entretenimento deve ser escolhido de forma a não ofender ou desviar a mente da santidade divina. Nos relacionamentos, deve-se amar e servir ao próximo como uma expressão do amor incondicional de Deus. Em todas as áreas, o critério de avaliação de uma ação é simples e singular: essa atitude contribui para a glória de Deus?

Em conclusão, o Soli Deo Gloria não é o último dos "Cinco Solas" por acaso; ele é o ápice e o propósito de todos eles. A salvação pela Graça (Sola Gratia), recebida pela Fé (Sola Fide), por meio de Cristo (Solus Christus), revelada na Escritura (Sola Scriptura), culmina na dedicação de toda a existência à Glória Somente de Deus. Esta é a grande doxologia da vida cristã: uma existência vivida com a certeza de que "dele, e por meio dele, e para ele são todas as coisas," e que, em resposta, a Ele pertence, por direito e para sempre, a glória.

Pr. Eli Vieira - SDG

sexta-feira, 24 de outubro de 2025

Somente a Fé: O Pilar da Justificação


 Somente a Fé: O Pilar da Justificação

A doutrina do Sola Fide, ou "Somente a Fé", é um dos cinco pilares fundamentais da Reforma Protestante do século XVI e representa uma das mais significativas rupturas teológicas com a Igreja Católica Romana da época. Em sua essência, ela afirma que a salvação do indivíduo e a sua justificação perante Deus são alcançadas unicamente pela fé em Jesus Cristo, sem a necessidade de obras, méritos pessoais, penitências ou qualquer tipo de intervenção humana adicional. Este princípio revolucionário devolveu o foco da salvação da esfera das ações humanas para a graça soberana de Deus, transmitindo uma mensagem de alívio e segurança para milhões de pessoas que se sentiam presas ao ciclo interminável de tentar "ganhar" a sua entrada no céu.

O contexto histórico em que o Sola Fide emergiu é crucial para a sua compreensão. No início do século XVI, a salvação era frequentemente apresentada como um processo que exigia a cooperação ativa do crente, mediada por sacramentos, obras de caridade e, notoriamente, a compra de indulgências, que prometiam reduzir o tempo de castigo no purgatório. Martinho Lutero, um monge agostiniano e professor de teologia, lutava com a questão da sua própria justiça perante um Deus que ele percebia como rigoroso e punitivo. Sua grande "descoberta" veio da leitura das epístolas de Paulo, especialmente em Romanos 1:17: "O justo viverá pela fé." Ele compreendeu que a "justiça de Deus" não era aquela pela qual Deus pune o pecador, mas sim a justiça que Deus ao pecador, tornando-o aceitável por meio da fé em Cristo.

A implicação teológica central desta doutrina é a da Justificação por Graça, mediante a Fé. A justificação é o ato pelo qual Deus declara o pecador como justo, perdoado e reconciliado consigo. O Sola Fide ensina que esta justificação não se baseia em nada que o ser humano faça (ex opere operato - "pela obra operada"), mas é um presente imerecido (graça). A fé, neste contexto, não é um mérito ou uma obra, mas sim o meio ou o "canal" pelo qual a justiça perfeita de Cristo é imputada (contada ou creditada) ao crente. Em outras palavras, o crente é salvo não porque é intrinsecamente bom, mas porque a bondade e a retidão de Cristo cobrem os seus pecados.

É fundamental salientar que o Sola Fide não nega a importância das boas obras; ele simplesmente redefine o seu lugar na vida cristã. A fé que salva, segundo a visão protestante, nunca está sozinha. Embora a salvação seja somente pela fé, a fé genuína e viva inevitavelmente resulta em boas obras, conforme ensinado por Tiago: "A fé sem obras é morta." As boas obras são vistas como a evidência, o fruto e a prova da salvação já recebida, e não como a causa ou a condição para obtê-la. O crente pratica o bem não para ser salvo, mas porque já foi salvo, movido pela gratidão pela graça divina.

Portanto, a doutrina do Sola Fide permanece como um farol para a compreensão da salvação no Cristianismo protestante. Ela estabelece uma ponte direta e incondicional entre o pecador e Deus, derrubando a necessidade de intermediários humanos ou de um sistema de méritos. Ao colocar toda a confiança da salvação na obra consumada de Jesus Cristo na cruz e ao afirmar que essa salvação é apropriada unicamente pela fé, o Sola Fide oferece a garantia da paz com Deus e estabelece um modelo de vida cristã caracterizado não pelo esforço desesperado em agradar, mas pela resposta grata e alegre ao amor e à graça manifestados em Cristo.

Pr. Eli Vieira

quarta-feira, 22 de outubro de 2025

Vivendo Firmado na Palavra de Deus


 Vivendo Firmado na Palavra de Deus

Em um mundo repleto de incertezas e filosofias passageiras, a resposta de Jesus aos saduceus, registrada em Mateus 22:29, ressoa com uma clareza atemporal: "Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus." Este versículo fundamental não é apenas uma repreensão a um grupo religioso do passado, mas um princípio vital para a vida cristã em qualquer época. Viver firmados na Palavra de Deus significa reconhecer que o erro, a confusão e a fragilidade espiritual frequentemente se originam de uma dupla deficiência: a ignorância das Sagradas Escrituras e o desconhecimento da magnitude do poder divino. A Palavra, portanto, deve ser a bússola inegociável que guia nossas crenças e a base sólida sobre a qual construímos nossa existência.

O primeiro pilar para uma vida firmada em Deus é o "conhecimento das Escrituras". A Bíblia não é apenas um livro de histórias ou preceitos morais; é a revelação da mente e do coração de Deus para a humanidade. Ignorar este tesouro é caminhar na escuridão, permitindo que falsas doutrinas e interpretações equivocadas nos desviem do caminho da verdade. O conhecimento bíblico profundo e diligente nos equipa para discernir o certo do errado, o eterno do temporal. É nas Escrituras que encontramos o retrato fiel de Jesus Cristo, o plano redentor de Deus e as promessas que sustentam nossa esperança. Sem este conhecimento, nossas convicções se baseiam em areia movediça, vulneráveis a qualquer vento de doutrina.

Contudo, o conhecimento das Escrituras é inseparável do entendimento do "poder de Deus". O segundo erro apontado por Jesus revela que a fé genuína não é apenas intelectual, mas também experimentada e prática. Reconhecer o poder de Deus significa crer em Sua capacidade ilimitada de agir em nossa realidade, de ressuscitar os mortos (o contexto da passagem), de transformar vidas e de cumprir cada promessa que Ele fez em Sua Palavra. Quando negligenciamos o conhecimento deste poder, nossa fé se torna fria e racionalista, limitando Deus à nossa compreensão humana. O viver firmado na Palavra, portanto, nos impulsiona a uma vida de oração confiante, pois sabemos que o Deus que falou as Escrituras é o mesmo que tem todo o poder para fazer infinitamente mais do que pedimos ou pensamos.

Assim, o firme fundamento para o crente reside na perfeita união entre a verdade revelada e a obra poderosa de Deus. As Escrituras nos dão a direção, e o poder de Deus nos capacita a segui-la. Viver dessa forma é transcender o erro e a incredulidade, permitindo que a Palavra seja a autoridade final em todas as decisões, e que o poder de Deus seja a fonte de nossa força em todas as circunstâncias. Esta vida de fé madura nos protege das armadilhas da superficialidade espiritual, tornando-nos inabaláveis diante das adversidades e das dúvidas.

Em conclusão, a mensagem de Mateus 22:29 é um chamado urgente à diligência espiritual. Para evitar o "erro" e viver uma vida que honre a Deus, devemos nos dedicar persistentemente ao estudo e à meditação nas Escrituras, ao mesmo tempo em que buscamos experimentar e reconhecer o infinito poder do Senhor em nosso cotidiano. Somente ao enraizarmos nossa fé na inerrante Palavra e no poder soberano de Deus podemos caminhar com segurança, testemunhando a verdade e a capacidade transformadora do Evangelho, e aguardando com alegria a plena realização de Suas promessas.

Pr. Eli Vieira

SOMENTE AS ESCRITURAS



É fundamental basear a fé e a prática cristã no princípio do "Somente as Escrituras" (Sola Scriptura), e a advertência de Jesus em Mateus 22:29 oferece um apoio poderoso a essa verdade. Ao confrontar os saduceus que não criam na ressurreição, Jesus lhes diz: "Errais, não conhecendo as Escrituras, nem o poder de Deus". Esta declaração não apenas corrige um erro doutrinário específico, mas também estabelece um princípio duradouro: o erro fundamental reside na ignorância ou no conhecimento superficial da Palavra de Deus. A falta de conhecimento das Escrituras é uma das maiores causas do desvio teológico.

O cerne do erro dos saduceus, e de todo aquele que se afasta da verdade, era que eles limitavam o poder de Deus à sua própria compreensão e interpretação humana da Lei. Eles não conseguiam enxergar a ressurreição porque estavam presos às suas tradições e a uma leitura restrita do Pentateuco, que eram as únicas Escrituras que aceitavam como autoridade suprema. Jesus, no entanto, mostra que a verdade sobre o poder de Deus e a vida eterna estava plenamente acessível na própria Palavra. A autoridade final para a fé e a vida deve ser a revelação divina, não a lógica humana, a tradição ou a experiência pessoal.

A doutrina do "Somente as Escrituras" afirma que a Bíblia é a única fonte infalível e suficiente de autoridade para a igreja e para a vida do cristão. Mateus 22:29 reforça isso ao colocar as Escrituras no centro do discernimento da verdade, contrastando-o com o erro. O não conhecimento da Palavra de Deus leva a conclusões errôneas, pois somente ela contém a revelação clara do caráter de Deus e do Seu poder. É um convite e uma ordem para que a busquemos como a bússola inerrante.

Conhecer as Escrituras, conforme o mandamento implícito de Jesus, significa mais do que uma leitura casual. Implica um estudo diligente e humilde da totalidade da Bíblia, permitindo que a própria Escritura interprete a Escritura (Scriptura sui interpres). A clareza das verdades essenciais está ali, se lida com fé e dependência do Espírito Santo. É rejeitar qualquer autoridade humana que se coloque acima ou em pé de igualdade com a Palavra inspirada, aceitando-a como a norma suprema e final de toda a doutrina.

Portanto, a repreensão de Jesus aos saduceus em Mateus 22:29 é um eco atemporal da importância da Sola Scriptura. Ela nos lembra que a verdade plena, o conhecimento do poder de Deus e a correção de nossos erros não se encontram fora das páginas da Bíblia, mas são revelados em sua totalidade. A fé reformada, ao abraçar este princípio, simplesmente obedece a Cristo, que aponta Seus seguidores para a única fonte confiável de revelação divina. O caminho para evitar o erro é, invariavelmente, o caminho de volta às Escrituras.

Pr. Eli Vieira


VIVENDO PARA A GLÓRIA DE DEUS



1 Coríntios 10.31

 Viver para a glória de Deus, conforme exorta o apóstolo Paulo em 1 Coríntios 10.31, é o princípio norteador e a razão fundamental da existência cristã. A brevidade dessa passagem bíblica – "Portanto, quer comais, quer bebais, ou façais outra qualquer coisa, fazei tudo para glória de Deus" – revela uma profundidade imensa, indicando que a adoração e a dedicação a Deus não se limitam a rituais religiosos ou momentos solenes. Pelo contrário, a vida para a glória de Deus deve permear cada ação, pensamento e decisão, transformando o cotidiano em um ato contínuo de reverência e obediência.

O "comer e beber" e o "qualquer outra coisa" representam a totalidade das atividades humanas, desde as mais simples e rotineiras até as mais complexas e importantes. O mandato paulino exige que o crente reavalie as motivações por trás de tudo o que faz. Não se trata de uma simples moralização de atos, mas de uma consagração integral do ser. O cristão é chamado a viver sem dualismos, onde não há uma esfera "sagrada" e outra "secular". A maneira como trabalhamos, estudamos, nos relacionamos, usamos nosso tempo e recursos, e até mesmo nos alimentamos, deve refletir a supremacia e a majestade de Deus.

Essa perspectiva radical tem implicações diretas para a ética e a conduta moral do crente. Se tudo é para a glória de Deus, então não há espaço para ações que O desonrem, prejudiquem o próximo, ou busquem apenas a satisfação egoísta. A glorificação de Deus se manifesta na busca pela excelência, integridade e amor em todos os campos da vida. A pergunta a ser feita continuamente não é "Posso fazer isso?", mas sim "Isso glorifica a Deus?". Esse filtro intencional orienta a escolha de entretenimentos, a forma como utilizamos as redes sociais, o zelo com as responsabilidades e a maneira de interagir com o mundo.

Viver para a glória de Deus também está intimamente ligado ao testemunho cristão perante um mundo descrente. Quando as ações de um crente são notavelmente diferentes – marcadas por bondade, justiça e paz – a diferença aponta para a fonte de sua vida: Cristo. A glória de Deus é manifestada não apenas por palavras eloquentes, mas pela coerência de uma vida que O honra. O objetivo final é que, ao observar a vida do crente, as pessoas sejam levadas a reconhecer a beleza, a verdade e o poder do Deus a quem ele serve.

Portanto, 1 Coríntios 10.31 estabelece o propósito mais elevado da existência humana: ser um reflexo da glória divina na Terra. Essa vida, vivida sob o escrutínio do "tudo", requer humildade, dependência do Espírito Santo e uma vigilância constante sobre as próprias motivações. É um chamado a transformar cada momento em uma oportunidade de adoração, fazendo da totalidade da vida uma oferta agradável a Deus, cumprindo assim o desígnio para o qual fomos criados.

Pr. Eli Vieira

Formulário de contato

Nome

E-mail *

Mensagem *