sexta-feira, 7 de abril de 2017

“A Cabana: O fim do discernimento evangélico”, diz Albert Mohler

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A Cabana é um alarme para o cristianismo evangélico. A popularidade desse livro entre os evangélicos só pode ser explicada pela falta de conhecimento teológico básico entre nós – uma falha no próprio entendimento do Evangelho de Cristo.
O mundo editorial vê poucos livros alcançarem o status de blockbuster, mas A Cabana, de William Paul Young já ultrapassou esse ponto. O livro, originalmente auto-publicado por Young e mais dois amigos, já vendeu mais de 10 milhões de cópias e foi traduzido para em mais de trinta línguas. Já é um dos livros mais vendidos dois últimos tempos, e seus leitores são muito entusiasmados.
De acordo com Young, o livro foi escrito originalmente para seus filhos. Essencialmente, a história pode ser descrita como uma teodicéia narrativa – uma tentativa de responder às questões sobre o mal e o caráter de Deus por meio de uma história. Nessa história, o personagem principal está enfrentando grande sofrimento após o seqüestro e homicídio brutal de sua filha de sete anos, quando recebe um convite que se torna um chamado de Deus para encontrá-lo na mesma cabana onde sua filha foi assassinada.
Na cabana, “Mack” se encontra com a divina Trindade: “Papa”, uma mulher afro-americana; Jesus, um carpinteiro judeu; e “Sarayu”, uma mulher asiática revelada como sendo o Espírito Santo. O livro é na maior parte uma série de diálogos entre Mack, Papa, Jesus e Sarayu. Essas conversas revelam um Deus bem diferente do Deus da Bíblia. “Papa” é alguém que nunca faz algum julgamento e parece muito determinado em afirmar que toda a humanidade já foi redimida.
A teologia de A Cabana não é incidental na história. De fato, em muitos pontos a narrativa parece servir apenas como estrutura para os diálogos. E os diálogos revelam uma teologia que é, no mínimo, inconvencional e indubitavelmente herética sob alguns aspectos.
Enquanto o dispositivo literário de uma “trindade” incomum das pessoas divinas é em si mesmo sub-bíblico e perigoso, as explicações teológicas são piores. “Papa” fala a Mack sobre o momento em que as três pessoas da Trindade “se manifestaram à existência humana como o Filho de Deus”. Em lugar algum da Bíblia se fala sobre o Pai ou o Espírito vindo à existência humana. A Cristologia do livro é semelhantemente confusa. “Papa” diz a Mack que, mesmo Jesus sendo completamente Deus, “ele nunca dependeu de sua natureza divina para fazer alguma coisa. Ele apenas viveu em relacionamento comigo, vivendo da mesma maneira que eu desejo viver em relacionamento com todos os seres humanos”. Quando Jesus curou cegos, “Ele o fez apenas como um ser humano dependente e limitado, confiando em minha vida e meu poder trabalhando nele e através dele. Jesus, como ser humano, não tinha poder algum em si para curar qualquer pessoa”.
Há uma extensa confusão teológica para desbaratar aí, mas é suficiente dizer que a igreja cristã tem lutado por séculos para ter um entendimento fiel da Trindade para evitar exatamente esse tipo de confusão – um entendimento que põe em risco a própria fé cristã.
Capa do livro “A Cabana”, de William P. Young
Jesus diz a Mack que é “a melhor forma para qualquer humano se relacionar com Papa ou Sarayu”. Não o único caminho, mas apenas o melhor caminho.
Em outro capítulo, “Papa” corrige a teologia de Mack ao afirmar “Eu não preciso punir as pessoas pelo pecado. O pecado é a própria punição, te devorando por dentro. Não é meu propósito puni-lo; minha alegria é curá-lo”. Sem dúvida alguma, o prazer de Deus está na expiação alcançada pelo Filho. Entretanto, a Bíblia revela consistentemente que Deus é o santo e correto Juiz, que irá de fato punir pecadores. A idéia de que o pecado é meramente “a própria punição” se encaixa no conceito oriental de karma, não no evangelho cristão.
O relacionamento do Pai com o Filho, revelado em textos como João 17, é rejeitado em favor de uma igualdade absoluta de autoridade entre as pessoas da Trindade. “Papa” explica que “nós não temos nenhum conceito de autoridade final entre nós, apenas unidade”. Em um dos parágrafos mais bizarros do livro, Jesus fala para Mack: “Papa está tão submisso a mim como eu estou a ele, ou Sarayu a mim, ou Papa a ela. Submissão não tem a ver com autoridade e não é obediência; tem a ver com relacionamentos de amor e respeito. Na verdade, somos submissos a você da mesma forma”.
A submissão da trindade a um ser humano – ou a todos os seres humanos – teorizada aqui é uma inovação teológica do tipo mais extremo e perigoso. A essência da idolatria é a auto-adoração, e a idéia de que a Trindade é submissa (de qualquer forma) à humanidade é indiscutivelmente idólatra.
Os aspectos mais controversos da mensagem do livro envolvem as questões de universalismo, redenção universal e reconciliação total. Jesus diz a Mack: “Aqueles que me amam vêm de todos os sistemas existentes. São Budistas ou Mórmons, Batistas ou Muçulmanos, Democratas, Republicanos e muitos que não votam ou não fazem parte de qualquer reunião dominical ou instituição religiosa”. Jesus acrescenta, “Eu não tenho nenhum desejo de torná-los cristãos, mas apenas acompanhá-los em sua transformação em filhos e filhas do meu Papa, em meus irmãos e irmãs, meus Amados”.
Mack faz então a pergunta óbvia – todos os caminhos levam a Cristo? Jesus responde “muitos caminhos não levam a lugar algum. O que significa que eu vou caminhar por qualquer caminho para te achar”.
Dado o contexto, é impossível não tirar conclusões essencialmente universalistas ou inclusivistas sobre o pensamento de William Young. “Papa” diz a Mack que ele está reconciliado com todo o mundo. Mack questiona: “Todo o mundo? Você quer dizer aqueles que acreditam em você, certo?”. “Papa” responde “O mundo inteiro, Mack”.
Tudo isso junto leva a algo muito parecido com a doutrina da reconciliação proposta por Karl Barth. E mesmo que Wayne Jacobson, colaborador de William Young, tenha lamentado que a “auto intitulada polícia doutrinária” tenha acusado o livro de ensinar a reconciliação total, ele reconhece que as primeiras versões dos manuscritos eram muito influenciadas pelas convicções “parciais, na época” de Young na reconciliação total – o ensino de que a cruz e a ressurreição de Cristo alcançaram uma reconciliação unilateral de todos os pecadores (e toda a criação) com Deus.
James B. DeYoung, do Western Theological Seminary, especialista em Novo Testamento que conhece William Young há anos, afirma que Young aceita uma forma de “universalismo cristão”. A Cabana, ele afirma, “está fundamentado na reconciliação universal”.
Mesmo quando Wayne Jacobson e outros reclamam daqueles que identificam heresias em A Cabana, o fato é que a igreja Cristã identificou explicitamente esses ensinamentos exatamente como são – heresia. A questão óbvia é: Como é que tantos cristãos evangélicos parecem não apenas serem atraídos para essa história, mas para a teologia apresentada na narrativa – uma teologia que em muitos pontos conflita com as convicções evangélicas?
Observadores evangélicos não estão sozinhos nessa questão. Escrevendo em The Chronicle of Higher Education (A Crônica da Alta Educação N. T.), o professor Timothy Beal da Case Western University argumenta que a popularidade de A Cabana sugere que os evangélicos talvez estejam mudando sua teologia. Ele cita os “modelos metafóricos não bíblicos de Deus” do livro, assim como o “não hierárquico” modelo da Trindade e, mais importante, “a teologia da salvação universal”.
Beal afirma que nada dessa teologia é parte da “teologia evangélica tradicional”, e então explica: “De fato, todas as três estão enraizadas no discurso acadêmico radical e liberal dos anos 70 e 80 – trabalho que influenciou profundamente a teologia da libertação e o feminismo contemporâneo, mas, até agora, teve pouco impacto nas conjecturas teológicas não acadêmicas, especialmente dentro do meio religioso tradicional”.
Ele então pergunta: “O que essas idéias teológicas progressivas estão fazendo dentro desse fenômeno evangélico pop?”. Resposta: “Poucos de nós sabemos, mas elas têm sido presentes nas margens liberais do pensamento evangélico por décadas”. Agora, continua, A Cabana tem introduzido e popularizado esses conceitos liberais mesmo em meio aos evangélicos tradicionais.
Timothy Beal não pode ser considerado apenas um “caçador de heresias” conservador. Ele está empolgado com a forma que essas “idéias teológicas progressivas” estão “se infiltrando na cultura popular por meio dA Cabana”.
De forma similar, escrevendo em Books & Culture (Livros & Cultura N.T.), Katherine Jeffrey conclui que A Cabana “oferece uma teodicéia pós-moderna e pós-bíblica”. Enquanto sua maior preocupação é o lugar do livro “em um cenário literário cristão”, ela não pode evitar o debate dessa mensagem teológica.
Ao avaliar o livro, deve manter-se em mente que A Cabana é uma obra de ficção. Mas é também um argumento teológico, e isso não pode ser negado. Um grande número de romances e obras de literatura notáveis contém aberrações teológicas e até heresias. A questão crucial é se a aberração doutrinária é apenas parte da história, ou é a mensagem da obra propriamente dita. Quando se fala em A Cabana, o fato mais perturbante é que muitos leitores são atraídos pela mensagem teológica do livro, e não enxergam como ela é conflitante com a Bíblia em tantos pontos cruciais.
Tudo isso revela um fracasso desastroso do discernimento evangélico. É difícil não concluir que o discernimento teológico é agora uma arte perdida entre os evangélicos – e essa perda só pode levar à catástrofe teológica.
A resposta não é banir A Cabana ou tirá-lo das mãos dos leitores. Não devemos temer livros – devemos lê-los para respondê-los. Precisamos desesperadamente de uma restauração teológica que só pode vir através da prática do discernimento bíblico. Isso requer de nós identificarmos os perigos doutrinários de A Cabana, para termos certeza. Mas nossa tarefa verdadeira é reaproximar os evangélicos dos ensinos da Bíblia sobre essas questões e cultivar um rearmamento doutrinário dos cristãos.
A Cabana é um alarme para o cristianismo evangélico. É o que dizem afirmações como as de Timothy Beal. A popularidade desse livro entre os evangélicos só pode ser explicada pela falta de conhecimento teológico básico entre nós – uma falha no próprio entendimento do Evangelho de Cristo. A perda trágica da arte do discernimento bíblico deve ser assumida como uma perda desastrosa de conhecimento bíblico. Discernimento não consegue sobreviver sem doutrina.

Com informações Voltemos ao Evangelho
Tradução: iPródigo
Imagem: reprodução web

Por que a América Latina é a única região do mundo onde o islã não cresce

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O islã é a religião que mais cresce no mundo. Espera-se que, até o final do século, ela ultrapasse o cristianismo para se tornar a religião com o maior número absoluto de fiéis do planeta.
Na América Latina, contudo, o aumento do número de seguidores do Corão não acompanha o ritmo registrado em outras partes do mundo.
Estudo feito pelo Centro de Pesquisas Pew, dos Estados Unidos, aponta a América Latina como a única região onde a taxa de crescimento da população estimada para 2050 supera com folga o aumento de muçulmanos.
O levantamento prevê que, entre 2010 e 2050, a região tenha uma população 27% maior e um incremento de 13% no número de seguidores do islã. Nesse mesmo período, o número de muçulmanos deve crescer 73% em todo o mundo, enquanto o crescimento populacional deve ser de 35%.
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Intitulado O Futuro das Religiões do Mundo, o estudo prevê que, em 2050, o número de muçulmanos no mundo será “quase igual” ao de cristãos, e que, “mantidas as tendências demográficas atuais, o número de muçulmanos deverá ultrapassar o de cristãos até o final do século”.
No que concerne América Latina e Caribe, o estudo usa dados de 19 países. Ele estima em 940 mil a população de muçulmanos na região para 2050, número inferior à quantidade de seguidores do islã registrada em 2010 em países como Espanha ou Itália.
O que explica o fato de o islamismo ser menos popular entre os latino-americanos? Veja abaixo, três aspectos que explicam tendência:
1. Poucos fiéis e pouco apelo a imigrantes
A América Latina é considerada uma região única porque abriga uma fração mínima dos cerca de 1,6 bilhões de muçulmanos no mundo e não registra um intenso fluxo migratório de pessoas procedentes de países onde o islã é a principal religião.
“Estimamos que em 2010 eram 840 mil vivendo em todos os países da região, incluindo o Caribe”, disse à BBC Conrad Hackett, demógrafo e diretor associado do Centro de Pesquisas Pew.
Segundo Hackett, não há nenhuma evidência de que o mesmo fenômeno observado nos EUA e no Canadá, onde a imigração impulsiona o crescimento do islã, esteja se repetindo em países latino-americanos.
Aumento da população muçulmana para 2050
Estados Unidos e Canadá 179%
África subsaariana 170%
Oriente Médio e Norte da África 74%
Europa 63%
Ásia-Pacífico 48%
América Latina 13%
Centro de Pesquisas Pew
“Na América do Norte, a população muçulmana não é muito numerosa, mas vemos uma tendência migratória em curso com grandes quantidades de pessoas chegando de países onde a maioria segue o islã. Nem todos os imigrantes são muçulmanos, mas eles são maioria”, explica o demógrafo.
Hackett diz que os EUA e o Canadá atraem imigrantes não apenas por oferecer melhores oportunidades econômicas, mas também porque têm programas para acolher refugiados e, no caso dos EUA, loteria de vistos. Em 2018 serão distribuídos, por seleção aleatória, 55 mil vistos de imigrantes a pessoas que nasceram em países com baixas taxas de imigração para os EUA.
O demógrafo admite que, por motivos econômicos, o fluxo migratório pode mudar e transformar a América Latina em destino de muçulmanos. Contudo, ele afirma que, até o momento, não há nenhuma evidência de que isso acontecerá no mesmo volume já registrado na América do Norte.
2. Conversões
O aumento de muçulmanos pode ser impactado pelo número de pessoas que se convertem ao islã.
Mas, segundo o levantamento, não há evidência robusta de que muitas pessoas estejam trocando suas religiões pelo islã na América Latina e no Caribe.
“Poderia fazer diferença se muita gente na região estivesse mudando de religião. Por exemplo, pessoas que cresceram católicas, mas se sentiram atraídas pelo islã e se convertem. Mas não há evidencia de que seja um fenômeno importante”, argumenta Hackett.
O especialista observa que trocas de religião na região ocorrem com mais vigor dentro do próprio cristianismo, com católicos passando a ser evangélicos.
“O pentecostalismo está crescendo mais rápido que o conjunto da população [na América Latina]”, afirma Hackett.
3. Número de filhos
O crescimento do islã é impulsionado também pelo alto número de filhos de muçulmanos, sua alta taxa de fecundidade.
“Na África, onde islã é muito forte, cada mulher tem 4, 5 ou 6 filhos, o que acelera o ritmo de crescimento da população tanto no caso dos muçulmanos quanto dos cristãos. Mas, na América Latina, ainda que a região já tivesse mostrado taxas elevadas no passado, em muitos países, as mulheres estão tendo 1, 2, 3 filhos”, aponta Hackett.
Para ele, é uma taxa relativamente modesta e não há evidências que indiquem que muçulmanas latino-americanas tenham mais filhos. Ele pondera, contudo, que suas estimativas são conservadoras, e que talvez a taxa de fecundidade entre as muçulmanas na região seja um pouco mais alta que a média.
Países da América Latina com mais muçulmanos
(números correspondentes a 2010)
Argentina 400.000
Venezuela 90.000
Brasil 40.000
Panamá 30.000
Colômbia 10.000
Honduras 10.000
Centro de Pesquisas Pew
“A Argentina, por exemplo, é o país da América Latina com maior número de seguidores do islã, mas não temos dados específicos sobre a taxa de fecundidade dos muçulmanos. Muitas vezes, quando um grupo de religiosos é muito pequeno, o censo não tem dados e fica difícil saber quais são suas características”, observa o demógrafo.
No Brasil, por exemplo, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) contabilizou 35 mil seguidores do islã em todo país, mediante uma população total de 190,7 milhões, no censo de 2010. Um terço dos muçulmanos no censo estaria na região metropolitana de São Paulo – e muitos deles são convertidos.
Os números do IBGE para o Brasil, aliás, não seguem necessariamente as tendências para a região apontadas pelo Pew. Enquanto o centro americano prevê um crescimento de 13% na população muçulmana na América Latina entre 2010 e 2050, o IBGE diz que o número de muçulmanos no Brasil cresceu 29,1% de 2000 a 2010.
Mas, para Hackett, a América Latina com um todo tem uma população muçulmana tão pequena que, mesmo se houve uma grande onda de imigração de seguidores do islã na região, levaria um tempo para que ela passasse a crescer num ritmo maior que o do aumento da população total, como acontece em outros países, especialmente na Europa e na Ásia.

Com informações BBC – Brasil
Imagem: reprodução

O remédio do evangelho para a homossexualidade

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A Bíblia revela que o sexo foi criado por Deus e é bom. Foi ideia dele. Logo as primeiras palavras de Deus registradas e dirigidas à humanidade encapsulam os ensinamentos da Bíblia sobre o sexo: “
Sede fecundos, multiplicai-vos, enchei a terra” (Gênesis 1.28). Este mandamento positivo demonstra que o sexo foi designado para glorificar a Deus, fortalecer o vínculo entre marido e mulher, ser experimentado exclusivamente entre um homem e uma mulher no relacionamento conjugal e propagar a raça humana.

Neste lado da queda, o sexo e a sexualidade são distorcidos em graus menores ou maiores. No entanto, hoje existe a controvérsia intensa sobre a homossexualidade nos círculos evangélicos e, cada vez mais, nas igrejas reformadas também. Não somente a homossexualidade é frequentemente apresentada como boa, mas também é apresentada como algo a ser buscado com a bênção de Deus. É alarmante que a aceitação do comportamento homossexual entre evangélicos professos esteja aumentando. Nós ouvimos de algumas pessoas que o tipo de relações homossexuais que vemos hoje (amorosas, monogâmicas) não são abordadas nas Escrituras. Embora essa tendência pareça continuar, essas visões revisionistas devem ser rejeitadas pelos seguidores de Jesus Cristo.

A Palavra de Deus é firme em sua visão negativa da homossexualidade e do desejo sexual pelo mesmo sexo. A Bíblia é o padrão infalível pelo qual devemos ver a homossexualidade e entender o remédio do evangelho para isso. Infelizmente, a confiabilidade da Bíblia nessa área tem sido questionada atualmente por muitos que reivindicam a fé cristã. Os cristãos que veem a Escritura como autoritativa e inspirada não devem aceitar esta visão diluída da Palavra de Deus. A Bíblia revela a posição de Deus a respeito dos problemas do coração humano, sendo a homossexualidade um dentre muitos.

Como os cristãos devem pensar sobre a homossexualidade? Nós precisamos compreendê-la de três maneiras. Primeiramente, a homossexualidade nas Escrituras é sempre mencionada em termos de uma ação, algo feito fisicamente com outra pessoa ou um padrão de pensamento interno e ativo da mente e do coração. A palavra grega mais usada para descrever a homossexualidade no Novo Testamento é arsenokoites, que se refere a um homem deitado com outro homem. Portanto, sempre que é mencionada, é sempre definida em termos de uma atividade, um comportamento ou uma pessoa que se envolve nesse comportamento do coração e corpo.

Em segundo lugar, a homossexualidade é chamada de pecado em todas as passagens onde é mencionada. É proibida e é expressamente considerada como contrária à vontade de Deus. As Escrituras afirmam isso claramente em Gênesis 19.4-9; Levítico 18.22, 20.13; 1Timóteo 1.9-10 e Judas 7. Romanos 1.24-27 também descreve a atividade da paixão e da luxúria centradas no coração, bem como o comportamento. Isto se refere a homens e mulheres. O comportamento é listado em 1Coríntios 6.9-11, onde também aprendemos que esta foi a história de alguns cristãos na igreja primitiva. Entre os que tinham experimentado a salvação havia ex-praticantes da homossexualidade.

Portanto, não só o comportamento homossexual do corpo e do coração é definido como pecado, mas também é retratado como consequência e efeito da queda. Referindo-se à realidade do sexo ilícito, Levítico 18.6-19 lista mais de uma dúzia de formas de pecado sexual, incluindo a homossexualidade e o sexo com animais. Novamente, a gravidade do pecado sexual, particularmente da homossexualidade, é fortemente declarada em Romanos 1.24-26, usando frases vívidas e terríveis como “concupiscências de seu próprio coração”, “paixões infames” e ter uma “disposição mental reprovável”. Isso em adição aos versículos em Judas que falam de “transformar em libertinagem a graça de nosso Deus” e de pessoas que “havendo-se entregado à prostituição... seguindo após outra carne”. Esta última designação está especificamente ligada ao que aconteceu em Sodoma e Gomorra.

Mas, Deus realmente deve comunicar que o mau uso do sexo nas formas acima mencionadas (e, por inferência, os desejos que levam a esse mau uso) é proibido e considerado como pecado? É claro. Nossos desejos, especialmente os nossos desejos sexuais, nunca são neutros. Ver o desejo pelo mesmo sexo como neutro, especialmente quando esse desejo objetifica a outra pessoa sexualmente ou vê a pessoa meramente como um objeto de paixão sexual, é entender mal a profundidade e a complexidade do pecado. Na Escritura, o coração é muitas vezes visto como o centro dos nossos desejos. Em Marcos 7.21, Jesus descreve o coração como o centro de toda imoralidade sexual e sensualidade. Essas inclinações são retratadas como coisas vis que vêm do interior. Ele está falando sobre desejo, seja o objeto desse desejo alguém do sexo oposto ou do mesmo sexo. Tiago 1.14-15 nos diz que somos atraídos e seduzidos por nossos desejos e que o desejo dá à luz o pecado. O desejo não é uma parte neutra do nosso ser, mas uma parte muito ativa dele.

Certamente essas perspectivas da Escritura são amplamente rejeitadas. Há um fator essencial na tentativa de legitimar a homossexualidade biblicamente. Em termos simples, na cultura de hoje, nossa sociologia está cada vez mais interpretando, definindo e determinando a nossa teologia. O que quero dizer com isso? Houve um tempo em que os crentes rotineiramente olhavam para a Bíblia, tanto para saber como pensar sobre as questões da vida quanto para encontrar soluções para os dilemas que enfrentavam, incluindo questões relacionadas ao sexo e à sexualidade. Isso não é mais assim. Hoje, o impacto e a influência da rede social de alguém e da experiência com amigos e familiares substituíram o que a Bíblia poderia dizer sobre esse assunto. Outro termo para entender esta transferência de autoridade e credibilidade para longe da Palavra de Deus em direção à experiência pessoal é a acomodação cultural. Hoje, parece que muitas pessoas acreditam que as Escrituras devem se curvar às nossas experiências ou às dos outros.

Devemos também notar que a homossexualidade nunca é descrita na Escritura como uma condição ou estado de existência. Ao contrário da ideia moderna de uma “orientação” homossexual inata — um termo usado frequentemente nos últimos vinte e cinco anos ou mais — esse conceito não é encontrado na Escritura. É assumido na Bíblia que podemos nos tornar inclinados ou “orientados” para qualquer coisa a que continuamente entregamos as nossas mentes e corações. Faça algo em pensamento ou em ação muitas vezes e por um período bastante longo, e isso se tornará enraizado em nós.

Contudo, precisamos ter cuidado com o pensamento simplista aqui, especialmente quando refletimos em nossa responsabilidade — algo que muitos não acreditam que têm quando se trata dos seus desejos pelo mesmo sexo ou do seu comportamento. Nós somos o produto das interações complexas de muitos fatores durante muitos anos. Por que alguns são propensos a qualquer número de persuasões psicossociais, incluindo ira, depressão ou dependência química? Eis a resposta: nem sempre escolhemos as nossas lutas ou tentações, embora assumamos a responsabilidade pelo que fazemos com elas. Elas se desenvolvem em nós através de uma interação complexa de temperamento, influências internas e externas, e de nossos próprios eus desejosos, arruinados e pecaminosos.

Nós facilmente e por natureza cooperamos com essas influências de modo que os hábitos do coração e o comportamento se tornem fortes e dominantes. Em certo sentido, somos a soma de milhares de pequenas decisões que tomamos. Nós temos cooperado com os nossos desejos cultivados. Assim, apesar dos fatores externos que podem ter estado envolvidos no desenvolvimento daquelas tentações que achamos particularmente atraentes, ainda assim somos responsáveis por ter vidas piedosas, inclusive na área da sexualidade.

Finalmente, precisamos entender que Deus oferece perdão, um testemunho limpo e restauração por meio de Jesus Cristo para todos os pecadores arrependidos, incluindo aqueles que têm um histórico de comportamento homossexual e outros pecados. Ele não somente nos perdoa por sermos propensos a abusar do seu dom do sexo e sexualidade, mas a sua graça verdadeiramente nos educa “para que, renegadas a impiedade e as paixões mundanas, vivamos, no presente século, sensata, justa e piedosamente” (Tito 2.11-12). Isso não significa necessariamente que podemos fingir que não usamos o sexo como parte de nossa história ou que os desejos sexuais ilícitos não continuarão a nos incomodar ou ser uma fonte de tentação, mas isso significa que a graça de Deus nos dá poder para viver de modo transformado como seguidores de Jesus Cristo. Ele nos capacita a resistir à tentação e a viver para sua glória.

Cristo é mediador dessa graça e capacita os crentes; mas a igreja, o corpo de Cristo, também desempenha um papel crucial. Ouvi um pastor dizer: “O arrependimento mata aquilo que está me matando, sem matar a mim mesmo”. Eu não conheço alguém que possa fazer isso sozinho. Aprender a andar em obediência e a mortificar o nosso pecado e nossa natureza pecaminosa nunca é algo a ser tentado sozinho ou isoladamente. A mudança bíblica é uma atividade comunitária. O chamado da igreja é oferecer apoio e encorajamento àqueles que experimentam atrações pelo mesmo sexo e outras tentações sexuais. Caminhar com aqueles que são tentados dessa maneira significa que ajudamos a suportar os fardos das suas lutas e tentações, oferecendo amizade e companheirismo, e ajudando-os a crer pela primeira vez ou crer novamente no evangelho todos os dias. Isso é o que Cristo faz por nós e é o que precisamos fazer por outros que estão lidando com o pecado sexual. Ao fazer isso, também seremos lembrados de que nós também somos perdoados por nossas transgressões.

***
Autor: John Freeman
Fonte: Ligonier Ministries
Tradução: Camila Rebeca Teixeira
Revisão: William Teixeira

terça-feira, 4 de abril de 2017

42 paquistaneses cristãos preferem a morte que negar à Cristo

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Em maio de 2015 dois terroristas que bombardearam algumas igrejas do distrito de Youhanabad na capital de Lahore formam mortos, desde então, 42 cristãos estão presos, acusados pela morte dos dois terroristas.
Não há evidência ou qualquer prova que leve aos 42 homens, mas o juiz do caso, recentemente fez uma proposta que causou grande polêmica: “Eu garanto a liberdade de vocês, se, se converterem ao Islã”, disse Syed Anees Shah do tribunal ‘anti-terrorista’ de Lahore. Porém nenhum dos cristãos cedeu, apesar da condenação ser morte na forca.
Os líderes da igreja e ativistas cristãos entraram com uma ação governamental contra a promotora de Shah, que claramente tem comprometido a neutralidade do caso. Em entrevista ao jornal britânico ela diz que a oferta era “uma oportunidade de liberdade” dos presos.
O advogado de defesa dos 42 cristãos, Naseeb Anjum, disse à imprensa que esta foi a segunda tentativa de fazer com que os ‘suspeitos’ mudem de religião, convertendo-se ao Islã. Há 6 meses, uma oferta parecida foi apresentada, mas também foi rejeitada.
“Nosso governo deve se desfazer destes elementos que traem o sistema e levam o mal exemplo ao Estado com atos como este”, comentou Anjum.
Um organização britânica que tem tentado ajudar a provar que os acusados não tem ligação alguma com o assassinato dos ‘extremistas’, mas desconfia de infiltrados no governo.
Paquistão tem uma das mais severas leis de “blasfêmia” que prevê fortes punições, inclusive condenando à morte os que ofendem o Islã e aos que abandonam a crença.
O advogado cristão Nadeem Anthony, disse à algum tempo que Bibi recebeu proposta para converter ao Islã em troca da liberdade. Apesar da pena de morte, ela disse: “Minha fé está viva e nunca vou me ‘converter’”.

Conheça o caso de Bibi Aqui.
Com informações BTN
Imagem: reprodução web
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